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O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares:

Metodologias de Operacionalização (Conclusão)

Sessão 6 – Actividade 2:

Tendo por base a amostra de Relatórios de avaliação externa que elegeu,


faça uma análise e comentário crítico à presença de referências a respeito
das BE, nesses Relatórios.

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Para a análise e elaboração do comentário crítico, seleccionei três


relatórios de escolas de Delegações Regionais diferentes:

• Agrupamento de Escolas da Corga do Lobão – Santa Maria da Feira


(Março de 2009) - Região Norte
• Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita – Cartaxo (Novembro
2009) – Região Lisboa e Vale do Tejo)
• Agrupamento Horizontal de Escolas de Vila Nova de Milfontes/S. Luís
(Janeiro de 2009) - Região Alentejo

Desconheço a realidade de qualquer uma das escolas. A selecção foi de


carácter meramente aleatório particularmente no que se refere às duas
primeiras. Em relação à última, a escolha prendeu-se por uma certa
curiosidade que me suscitou por se tratar de um Agrupamento Horizontal.

Referências à BE:

1 - Agrupamento de Escolas da Corga do Lobão - Santa Maria da Feira

• Ponto 2.1 - Articulação e sequencialidade – “A articulação entre os


diferentes ciclos revela-se pouco consistente, não obstante a
realização de reuniões dos 1.º e 2.º ciclos, no início do ano lectivo, no
âmbito do Plano Nacional de Leitura, … e as actividades dinamizadas
pela Biblioteca Escolar alargadas a todo Agrupamento (Leitura
Expressiva)”.

• Ponto 3.1 – Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade –


“O concurso de leitura expressiva dinamizado pela Biblioteca, no
âmbito do Plano Nacional de Leitura e a publicação do jornal
“Corguinhas” são actividades transversais ao Agrupamento”.
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Metodologias de Operacionalização (Conclusão)

• Ponto 4.4 - Parcerias, protocolos e projectos – “A E.B.1 n.º 1 de


Lobão e a EB 2,3 integram a Rede de Bibliotecas Escolares”.

2 - Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita – Cartaxo

• Ponto 2 – Prestação do serviço educativo “A nível dos 2.º e 3.º ciclos


há uma grande variedade de áreas ao dispor dos alunos que vão
desde a Música, à aquariofilia aos projectos desenvolvidos na
Biblioteca Escolar e Centro de Recursos Educativos”.

• Ponto 1.2 – Participação e desenvolvimento cívico – “Os alunos gostam


da escola… e orgulham-se dos projectos em que participam,
nomeadamente o jornal da escola, os clubes de Música e de História,
… o Desporto Escolar, as actividades desenvolvidas na Biblioteca
Escolar/Centro de Recursos Educativos”.

• Ponto 3.3 - Gestão dos Recursos materiais e financeiros – “No


Agrupamento existem duas Bibliotecas Escolares/Centros de
Recursos Educativos, uma na EB2,3 e outra, criada no presente ano
lectivo, na E.B.1 nº 1 de Cartaxo”.

• Ponto 4.4 - Parcerias, protocolos e projectos – “O Agrupamento


participa actualmente em alguns projectos nacionais, como por
exemplo, a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de
Leitura…”

3 - Agrupamento Horizontal de Escolas de Vila Nova de Milfontes/S. Luís

• Ponto 2.4 – Abrangência do currículo e valorização dos saberes e das


aprendizagens – “ A vertente artística tem expressão nos trabalhos
editados no Jornal Escolar, nos contributos dos alunos para jogos
didácticos acessíveis na página da internet, e nas actividades de
leitura e de Teatro dinamizadas na Biblioteca “A Gotinha”.

• Ponto 3.1 – Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade –


“O Plano Anual de Actividades, embora não operacionalize,
directamente as finalidades estabelecidas, é um documento
abrangente. Inclui um vasto conjunto de propostas (comemoração de
efemérides, … e de projectos em domínios diversificados
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(Tecnologias de Informação e Comunicação, … Plano Nacional de


Leitura/Biblioteca Escolar) …”

• 4.3 Abertura à inovação “O Agrupamento considera-se inovador pelos


projectos a que aderiu, … e pelas actividades desenvolvidas
(Biblioteca Escolar, Torneio de xadrez de Odemira, …)

Análise e comentário crítico:

Como se pode constatar as referências à BE para além de serem poucas,


não explicitam minimamente o reconhecimento do papel da BE nas
aprendizagens e no sucesso escolar dos alunos, bem como não é referido
qualquer tipo de articulação da BE com a sala de aula.
Na minha perspectiva, a importância dada às BE nos relatórios da
Inspecção Geral de Ensino é diminuta. Tal facto pode dever-se ao fraco
impacto da actividade das BE na vida destas escolas/agrupamentos e/ou à
fraca capacidade de liderança e de iniciativa do PB, mas poderá também
dever-se ao pouco valor que é atribuído à Biblioteca nos documentos que
regem a vida das escolas/agrupamentos ou até pelos respectivos órgãos
directivos. Para além da BE ser pouquíssimo referida em qualquer dos
relatórios, nunca aparece mencionada nem nos pontos fortes nem nos
fracos, nas oportunidades nem nos constrangimentos. Face ao exposto não é
evidente a valorização da BE pela Inspecção Geral do Ensino.
A implementação do MAABE introduzirá alterações profundas conducentes
a uma melhoria no desempenho das funções da BE e assim promoverá um
efectivo reconhecimento do valor da Biblioteca no contexto educativo.

A formanda,

Maria do Céu Lopes Dinis