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3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X

CONFECÇÃO DE UMA ESCALA DE AVALIAÇÃO (ADATA) PARA


FACILITAÇÃO NO DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO AUTÍSTICO.

Carlos Fernando França Mosquera¹,(FAP) Fernando da Silva Maciel²(FAP), Nicoli Scotti de


Mello²(FAP), Tandara de Lima Trentin³(FAP) Faculdade de Artes do Paraná.

Introdução

Seguir alguns caminhos para esclarecer, estudar ou mesmo diagnosticar o autismo é uma
tarefa árdua para qualquer cientista ou pesquisador. É um fenômeno que produz um
cataclismo evolutivo que ainda não pode ser superado (RIVIÉRE, 2001, p. 23). Essa
superação exige inicialmente definições e esclarecimentos.
Leo Kanner (1943) foi o primeiro a observar e descrever características sobre o autismo, essas
observações foram divulgadas em Alterações autistas do contato afetivo (LOPÉZ;
GRANADOS; VÁZQUEZ, 2007, p. 303). Kanner observou também o que hoje é chamado de
tríade de prejuízos, que inclui: prejuízo à interação social; prejuízo a comunicação verbal e
não-verbal; comportamento, atividades e interesses restritos e repetitivos (Ibidem, p. 303).
Uma outra definição sobre autismo é do DSM-IV (Diagnostic and Statiscal Manual of Mental
Disorders) da Associação Americana de Psiquiatria (APA, 2000) que classifica autismo como
Transtorno Autista (TA), e o incluí na subcategoria dos Transtornos Invasivos do
Desenvolvimento (TID). (COSTA; NUNESMAIA, 1998, p. 24).
Posteriormente a observação de Kanner, diversas abordagens buscaram entender a gênese do
TA, entre elas: a psicanalítica; as teorias afetivas; a teoria da mente; teorias neuropsicológicas
e de processamento da informação; a função executiva; e a coerência central.

¹Professor Adjunto, ²Graduando em Musicoterapia, ³Graduando em Dança

Estas abordagens são citadas por Bosa (2000) em seu artigo de Revisão Sobre Diferentes
Abordagens do Autismo. Na conclusão de seu artigo, ela destaca a importância de estudos
acerca destas compreensões de modo a integrá-las para que se possa formar o perfil
comportamental que caracteriza o TA. Cabe ressaltar que apesar do grande número de
abordagens que buscam justificar a gênese do autismo, não há dados concretos que expliquem

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sua causa. Apesar de todo o avanço científico, o diagnóstico continua sendo exclusivamente
clínico, visto que ainda não existem exames complementares que possam, validá-lo
(MACHADO, et al., 2003, p. 958) Por outro lado, a classificação psiquiátrica defende a teoria
que o TA depende da presença de alterações comportamentais especificas. (BARON-
COHEN, 1990, p. 19).
O diagnóstico do TA, portanto, se dá pelos critérios do DSM- IV, não havendo, portanto, um
exame laboratorial específico para estes casos (GADIA; TUCHMAN; ROTTA, 2004, p. s86).
Assim mesmo, exames laboratoriais são de grande importância para identificar patologias
potencialmente associadas ao autismo, possibilitando um tratamento adequado às mesmas,
que podem ser de origem congênita ou de origens genéticas/ metabólicas inatas. (Ibidem, p.
s86).
A identificação precoce do TA é fundamental para que as crianças possam ampliar suas
possibilidades de desenvolvimento, refletindo em melhoras significativas em seu bem-estar e
em qualidade de vida, como discorre Elias e Assumpção:

(...) partimos da premissa de que, quando portadora de melhores níveis de


desenvolvimento, essas crianças poderão se adaptar ao ambiente e desenvolver melhor
índice de QV, entendida aqui, quanto ao bem-estar referente ao grau de satisfação em
vários domínios das suas vidas. (ELIAS, ASSUMPÇÃO, 2006, p.295).

Charman e Baird (2002) insistem no diagnóstico e na intervenção precoce, necessário


para melhorar as conseqüências dos déficits primários de orientação social e de comunicação
que caracterizam o TA. Os mesmos autores também pesquisaram a importância do
desenvolvimento de habilidades sociocomunicativas não-verbais na intervenção precoce, que
pode ser determinante, segundo eles, para o futuro do tratamento.
A importância do diagnóstico precoce reside, entre outras motivos, na determinação da
evolução do transtorno, pois, quase sempre, a avaliação na maioria dos casos é incerta. Por
isso mesmo, muitos estudos centram-se nesta perspectiva de como os diagnósticos no TA
podem ser mais precisos e, simultaneamente, como podem colaborar na evolução do quadro.
Um dos fatores que dificultam o reconhecimento precoce do TA é o atraso da manifestação de
suas principais características (tríade de prejuízos). “Classicamente, as crianças com o
transtorno parecem desenvolver-se normalmente até os 15 ou 18 meses de idade, quando

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ocorre uma mudança distinta e dramática na sua capacidade de relacionamento e linguagem”


(PLISZKA, 2004, p. 188).
Devido à dificuldade de delimitar comportamentos característicos do autismo, são utilizadas
escalas de avaliação objetivas, para auxiliar o diagnóstico. Escalas de avaliação são
instrumentos complementares ao diagnóstico autístico, e não permite a dispensa do
diagnóstico clínico. (ASSUMPÇÃO et al, 1999, p. 29). Estas escalas devem ser aplicadas por
equipes multidisciplinares, para uma avaliação comportamental das crianças (atenção
conjunta, contato visual, expressão facial do afeto). (GADIA; TUCHMAN; ROTTA, 2004, p.
s86). Os principais instrumentos utilizados e que servem como referências são: ADI-R
(LORD, RUTTTER & LE COUTEUR, 1994) e o CHAT (BARON-COHEN, ALLEN &
GILLBERG, 1992) (LAMPREIA, 2008). Todos estes instrumentos são utilizados para
colaborar como diagnóstico precoce.
Umas das escalas de auxílio, reconhecida e aceita para este tipo de diagnóstico, recomendada
para uma idade mais adiantada e não como diagnóstico precoce é a Escala de Traços
Autísticos (ATA). A ATA foi elaborada por Ballabriga e colaboradores, a partir da discussão
das características e aspectos mais significativos do transtorno. (ASSUMPÇÃO et al, 1999, p.
24). O objetivo desta escala é mensurar as condutas apresentadas pelo transtorno, de maneira
que possa se estabelecer um diagnóstico de maior confiabilidade e que possa “ser utilizada
por pessoal não especializado com a finalidade de triar casos suspeitos de autismo”. (Ibidem,
p. 24). A pesquisa realizada por Assumpção tinha por objetivo a tradução e validação da
confiabilidade da ATA perante os atuais critérios do DSM - IV.
A ATA continua sendo uma escala de grande referência para o acompanhamento de crianças
com TA e outras síndromes, assim mesmo, o tempo para preenchê-la é demasiado longo. Em
média, este instrumento é aplicado, segundo Assumpção de 30 a 40 minutos (Ibidem, p. 24).
Este diagnóstico tardio é resultado de uma triste realidade: muitas crianças especiais
matriculadas em Escolas Especiais não apresentam um diagnóstico coerente com o seu
desenvolvimento. Percebe-se, na triagem de alguns casos, a incoerência entre um diagnóstico
do TA e o desenvolvimento do aluno.
Pensando nisso, na alternativa de desenvolver e pesquisar mais um instrumento de observação
e diagnóstico de alunos em escolas especiais e ou escolas inclusivas com TA e manter a
confiabilidade nas respostas do instrumento de coleta de informações, resolvemos pesquisar a
confecção de um Instrumento adaptado do ATA, que chamamos de ADATA. O objetivo do
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presente trabalho é confeccionar um instrumento que seja mais ágil e com menor tempo de
preenchimento que o instrumento norteador.

Metodologia

Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, exploratória e de observação. O instrumento


adaptado é composto de 23 escalas (anexo 1), tendo entre elas uma breve explicação do que é
solicitado na pergunta. Em cada uma das escalas é atribuído um escore que varia de 0 a 3,
sendo o escore 0 o indicativo que o avaliado não apresenta características atribuídas
(negativo) e escore 3, quando o avaliador classifica o avaliado como apresentando as
características do TA (positivo). Os escores 1 e 2 são referente as manifestações
intermediárias. No escore 1 o avaliado mostra-se com algumas características da escala
proposta. No escore 2 as características apresentadas pelo aluno não são acentuadas como o
escore 3. Essas são as diferenças apresentadas em cada escore do instrumento analisado.
Nestas escalas, a tríade de comportamentos encontrada em TA está contemplada. A escala
ATA, bem como o nosso instrumento adaptado ADATA, usam critérios diagnósticos do
DSM-IV. Este instrumento foi aplicado em 40 alunos, de ambos os sexos, que apresentavam
alguma característica de TA, mas em todos os casos, o diagnóstico do aluno não foi
apresentado durante a realização da pesquisa. Isso foi necessário para que o instrumento de
pesquisa não sofresse nenhum ruído. Só depois do encaminhamento ao trato estatístico é que
foi confirmado o diagnóstico de cada aluno. A idade dos alunos avaliados compreendia entre
os 10 e 35 anos, com uma média de 18 anos. Todos os alunos acompanhados e observados
foram avaliados duas vezes por equipes distintas, este procedimento foi necessário para saber
se o instrumento era consenso na hora das observações.
A sintomatologia autística foi revisada pelos avaliadores da pesquisa, pelas referências
bibliográficas à disposição em internet, livros e artigos científicos. Depois destes encontros os
avaliadores e participantes da pesquisa foram treinados em encontros de capacitação na
Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Curitiba, PR.

Procedimentos metodológicos:

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As observações e preenchimento do instrumento de avaliação dos alunos da Escola Especial


Alternativa foram realizados durante seis meses, duas vezes por semana, durante 40 min. por
aluno, acompanhados por dois avaliadores. Os alunos eram escolhidos aleatoriamente, sendo
que, a grande maioria apresentava diagnóstico de TA, o que em muitas vezes o
comportamento observado não coincidia com o diagnóstico. Para o preenchimento do
instrumento e para facilitar a observação do aluno avaliado, usamos a sala de musicoterapia
da Escola. Deixamos para exploração do aluno diversos instrumentos musicais, bem como
papel, caneta, bolas e outros materiais de fácil manipulação. Estes materiais foram explorados
por conta de cada aluno, sem interferência dos avaliadores. As exceções eram os alunos mais
comprometidos que não exploravam os materiais, estes eram orientados a buscar alguma
forma de relacionamento com o ambiente. Desta forma, todos os alunos eram observados e
com isso era possível o preenchimento do instrumento de coleta de respostas dos alunos.

Resultados

Análise dos dados:


Os dados foram agrupados em dois grupos (0-não autista e 1- autista) e obteve-se os seguintes
resultados:

DESVIO COEF.DE
GRUPO MÉDIA MÁX MÍN
PADRÃO VARIAÇÃO
NÃO AUTISTA 22,12 17,42 56 52,5 78,77%
AUTISTA 35,70 12,39 0 11 34,70

Através do teste de diferença de médias (estatística t=-3,23, P-valor=0,002) constatou-


se, ao nível de 5% de significância, há diferença entre as médias dos dois grupos.
O intervalo de confiança com 95% obtido para os dois grupos foi:

Não-Autista = [14,78;29,46]
Autista = [30,80;40,60]

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Através da técnica estatística multivariada chamada análise discriminante obteve-se os


itens que mais influenciaram na separação dos dois grupos que foram: 2, 4, 7, 13, 14, 17, 18
e19. Pode-se concluir através dos dados que, se o total no questionário for maior que 30
provavelmente se refere ao grupo do TA, porém, esta inferência deve-se limitar a população
de origem das amostras. Por exemplo, a pesquisa foi feita na Escola Alternativa da cidade de
Curitiba/PR, os resultados encontrados nesta análise só serão válidos para esta Escola desta
Cidade. Portanto, não se deve concluir que este limitante (>30) poderá servir para outras
populaçõe

Discussão e Conclusão:

Muitos centros de atendimento e escolas especializadas no Brasil ainda atendem crianças e


jovens com diagnóstico de TA que são muitas vezes confundidos com deficiência mental,
principalmente o X-frágil. Por isso, o reconhecimento precoce dos TA é de fundamental
importância para uma perfeita reabilitação desta população.
Portanto, o objetivo final deste estudo foi o reconhecimento e validação de um instrumento de
avaliação, ADATA, que facilite o diagnóstico do TA e, colabore com os professores e
especialistas no atendimento dos portadores do TA da Escola Alternativa.
Entre outros achados, podemos afirmar que o instrumento de avaliação pesquisado, para esta
população estudada, mostra-se confiável e ágil no preenchimento do material, pois, a média
do preenchimento ficou em 23 minutos. Além disso, o instrumento provou, como o ATA
também já havia provado que, as observações permitem colaborar com o diagnóstico clínico,
bem como favorecer na triagem dos avaliados com TA. O ADATA, também pode ser
aplicado como um instrumento de avaliação permanente, colaborando assim com a evolução
do trabalho planejado.
Os escores acima de 30 em cada avaliação realizada determinam que o avaliado apresenta as
características do TA, quanto mais baixa a nota, mais longe do diagnóstico de TA. Essas notas
finais, ou seja, a soma de todos os escores na avaliação de cada aluno é que determinou se o
aluno possui ou não TA.
Já sabendo que este material pesquisado não substitui os atuais sistemas classificatórios, nem
mesmo propor que este instrumento possa ser definitivo nas avaliações do TA, acreditamos
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que sua utilização possa colaborar com os professores, terapeutas e outros profissionais da
área, na escola pesquisada e na elaboração de um planejamento mais consciente e ajustado
para cada realidade. Pode também, colaborar com novas pesquisas nesta área, induzindo a
produção de novas Escalas de Avaliação que sejam mais abrangentes e mais utilizadas.

Referências

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DSM-IV Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Ed. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 2000.

ELIAS, Alexsandra; ASSUMPCAO JR, Francisco. Qualidade de vida e autismo. Arquivos


de Neuro-Psiquiatria, São Paulo, v. 64, n. 2a, p. 295-299. 2006.
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Anexo 1

FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ


GRUPO DE ESTUDOS SOBRE AUTISMO

Escala de avaliação de traços autísticos


Observador:
Data: Hora:
Escola:
Nome do aluno:
Idade:
Diagnóstico:

TRAÇOS AUTÍSTICOS 0 1 2 3
1-Dificuldade de interação social
Desde não sorrir até isolamento intenso.
2-Dificuldade de manipulação do ambiente
Desde não responder às solicitações até ir de um lugar ao outro e não parar de falar.
3-Utilização das pessoas ao redor
Desde utilizar-se do adulto como um objeto até interferir na conduta do adulto.
4-Resistência à mudanças
Desde manter a rotina até persistir em não mudar de atividade.
5-Busca de ordem rígida
Desde ordenar de forma própria os objetos até prender-se à correspondência pessoa-lugar
6-Falta de contato visual / olhar indefinido
Desde não olhar nos olhos até dar a impressão de que não está olhando.
7-Mímica inexpressiva
Desde de não expressar na face o que sente até a imobilidade facial.
8-Distúrbio do sono
Desde não querer ir dormir até dormir poucas horas.
9- Alteração da alimentação
Desde comer sempre o mesmo tipo de alimento até ausência do paladar.
10- Dificuldade de controle dos esfíncteres
Desde medo de sentar-se no vaso até possuir apenas controle diurno dos esfíncteres.
11-Dificuldade de exploração de objetos
Desde morder e engolir objetos até examinar os objetos de maneira minuciosa.
12-Uso inapropriado de objetos
Desde ignorar os objetos até utilizá-los de maneira estranha.
13-Falta de atenção
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Desde fixar a atenção por curtos períodos de tempo até dar a impressão de estar ausente.
14-Ausência de interesse pela aprendizagem
Desde não querer aprender até querer mudar repentinamente de atividade.
15-Falta de iniciativa
Desde ser incapaz de ter iniciativa própria até preferir que outro faça a atividade para ele.
16-Alteração da linguagem e comunicação
Desde estereotipias vocais até dificuldades para formular um diálogo.
17-Não manifesta habilidade e conhecimento
Desde não realizar uma coisa se não quiser até surpreender-se por suas habilidades inesperadas.
18-Reações inapropriadas ante a frustração
Desde reações de desagrado quando contrariado até reações de birra por expectativas não cumpridas.
19-Não assume responsabilidades
Desde não assumir responsabilidades até que precise ouvir muitas vezes uma consigna para fazê-la.
20-Hiperatividade
Desde estar constantemente em movimento até desconcentrar-se com outros estímulos fora da atividade.
21-Hipoatividade
Desde de não mover-se quando estimulada até executar movimentos de forma exageradamente lenta.
22-Movimentos estereotipados e repetidos
Desde balanceio até movimentos estranhos e repetidos.
23-Ignora o perigo
Desde expor-se sem consciência do perigo até parecer insensível à dor.

Total da somatório dos pontos:

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