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O DIFUSIONISMO CULTURAL

O difusionismo nada mais é do que uma teoria que busca explicar o surgimento de uma cultura em um povo
ou sociedade específica, utilizando diversas chaves históricas para dar veracidade às suas suposições. O foco
principal dessa teoria é dizer que uma certa cultura ou um costume ou uma invenção muito importante surgiu
apenas em uma região do mundo, e não em várias simultaneamente. Em resumo, isso quer dizer que uma
cultura ou uma invenção X só foram “inventadas” uma vez, sendo explicada a sua presença em locais
distantes da origem da invenção com a troca de experiência entre os povos.
Para exemplificar ainda mais, vamos tomar como exemplo a invenção da roda, essa que virou um dos maiores
marcos da humanidade de todos os tempos. Seguindo essa teoria, a roda foi inventada em uma cultura de
forma singular. Depois de sua estabilização e aperfeiçoamento, tal técnica foi passada para outras culturas por
meio de intercâmbio de conhecimento, rendição militar, negociação ou, até mesmo, imitação. Se for seguido
dessa maneira, significa que as tecnologias avançariam bem lentamente, sendo que essa teoria não se aplica
somente em questões do tipo: podem ser aplicadas também às crenças religiosas, artes ou outra característica
humana que possa ser material e transmitida entre as pessoas.
Esse assunto era febre no início do século XIX, tendo duas escolas principais à frente dessa linha de
pensamento, sendo que uma delas era alemã e a outra britânica. Ambas desenvolviam trabalhos para poder
comprovar a afirmação de troca de culturas, bem como faziam parte de diversas comissões especializadas no
assunto.
Se ainda não ficou claro para você o que significa o difusionismo, preste atenção no exemplo a seguir, desta
vez, falando sobre o difusionismo cultural: seguindo o raciocínio utilizado a seguir, pensemos, um pouco,
sobre a nossa cultura de fazer feijoada, principalmente, no frio. Como todos nós sabemos, essa é uma receita
tradicional que foi trazida pelos negros que aqui vieram servir obrigatoriamente como escravos. Misturando os
restos de carne de porco que não eram consumidos pelos senhores de engenho, os negros pegavam feijão e
cozinhavam juntamente com esses pedaços considerados “não nobres”, e cozinhavam no meio do feijão para
que ele conseguisse adquirir um pouco do sabor da carne.
Basicamente, sabemos que os negros que vieram para cá para serem escravos eram provindos da África. E,
portanto, é bem provável que a receita que passaria a se chamar “feijoada” foi inventada por aquele
continente. O que aconteceu em território brasileiro foi somente uma mudança de nomes, passando a
incorporar a feijoada como um prato nacional. Mas, a teoria difusionista falaria somente que o Brasil foi um
“recebedor” de mercadoria, não o inventor, cuja receita foi criada em seu país de origem e só foi trazida ao
Brasil como uma forma de aproveitar melhor os pedaços de carne que era desperdiçado.
Existem várias linhas de investigação que fazem com que o difusionismo, cada vez mais ganhe sentido. E
muitas pessoas começaram a ver isso de maneira positiva, já que passariam a ter opiniões contundentes sobre
o que é e como surgiu a cultura brasileira. Pode ter certeza que muitos ficarão maravilhados ao entender mais
sobre essa teoria.