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UNIVERSIDADE DO DISTRITO FEDERAL

COORDENAÇÃO DE PSICOLOGIA

Julieny Miranda Oliveira (RGM: 15515991)

PROFª. DRª ADRIANA DE OLIVEIRA

RESENHA
AUTOCONHECIMENTO E LIBERDADE NO BEHAVIORISMO RADICAL

Brasília, agosto 2019

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Como atividade da matéria Estágio Especifico em Psicoterapia do curso de
Psicologia do Centro Universitário do Distrito Federal, ministrada pela Profª Drª Adriana de
Oliveira. Apresento uma resenha do texto “Autoconhecimento e liberdade no Behaviorismo
Radical” de Olivia Justen Brandenburg e Lidia Natalia Dobrianskyj Weber
O conhecimento na visão tradicional é algo que se armazena na mente permitindo
que o indivíduo comporta-se adequadamente numa dada situação. A visão skinneriana
conhecer é comportar-se discriminativamente ante estímulos. O organismo não armazena
experiências, é alterado por elas.
Skinner (1953), correspondeu a uma discriminação de estímulos que são gerados
pelo próprio individuo (autogerados) que se autoconhecem, isto é, autoconhecimento é
autodescriminação. Ou seja, discrimina-se o próprio comportamento, estados privados e
também variáveis que controlam o próprio comportamento.
Em Matos (1995) afirma que a palavra consciência refere-se à ideia de uma
instância psíquica, um tipo de self decisor, enquanto o termo “comportamento consicente”
aproxima-se da prosposta behaviorista.
Enquanto Skinner (1974) entende a consciência como um tipo de comportamento
que requer educação e que se reverte, em uma última análise, em melhores chances de
sobrevivência para as comunidades que tornam seus membros conscientes.
A conscicência no Behaviorismo Radical, o individuo em uma dada situação de
modo adequado para produzir um certo tipo de consequência reforçadora (De rose, 1982).
Estar ciente ciente é reagir verbalmente aos estímulos. Uma pessoa estar consciente de algo
quando é capaz de emitir o operante verbal tato ( descrição, relato) em relação a esse algo.

“A origem da palavra consciência vem do


latim com-sciencee significa co-
conhecimento, ou seja, ‘conhecendo com
outros” (Skinner, 1990).

A consciência de si é a

capacidade de descrever ou relatar seus próprios comportamentos ou, mais dificilmente, as

variáveis que o controlam (de Rose, 1982). É a descrição de comportamentos, não a busca

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para atingir as profundezas do ser ou conteúdos já existentes dentro de si num lugar

imaterial (de Rose, 1982). O Autoconhecimento é considerado, autoconsciência e

autodescrição. (Skinner, 1982).

Segundo Skinner (1974) o autoconhecimento tem origem social. É uma forma de

comportamento estabelecida a partir da relação do indivíduo com a comunidade verbal a

qual pertence, que por sua vez, estabelece contingências para autodiscriminaçãoe auto-

observação. Comunidades verbais que favoreçama autodescrição de estados privados,

comportamentos e variáveis que controlem seus comportamentos.

Quando o individuo se torna consciente é quando uma comunidade verbal arranja

contigencias sob quais ele não apenas vê o objeto, mas vê que está vendo. Nesse sentido

especial, a consciência (...) é um produto social. (Skinner, 1974). O seguinte

posicionamento pode ser estabelecido do seguinte modo

O que é sentido ou observado introspectivamente

não é um mundo não físico da consciência, da mente ou da

vida mental, mas o próprio corpo do observador. (Skinner,

1974)

Segundo Skinner (1991, p.46-7) Uma das funções é "trazer à consciência uma

parcela maior daquilo que fazemos." (Skinner, 1991, p.46-7). O Skinner (1953/1994)

afirma que quando o individuo consegue discriminar as variáveis controladoras de seu

comportamento, possivelmente sua condições para modificá-lo aumentam. Ao descrever

novas contingÊncias entre comportamentos próprios e variáveis ambientais: aumentam a

sensibilidae às consequências de longo termo; Condiciona o comportamento próprio

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aversivamente (OE). Isto tem função motivacional favorecendo esquivar-se da emissão

destes comportamentos. Favorece a formação de novas regra (se não fizer não vai

acontecer; ou, se fizer diferente, consiguirei).

A temática da liberdade está relacionado aos reflexos, um meio pelo qual a liberdade

poderá ser obtida. O autor supracitado defende que o anseio pela liberdade existe devido às

contigências, e não dos sentimentos que as mesmas geraram. Isso explicaria porque em

determinadas circunstâncias as contingências não geram fuga/ esquiva. O controle é o

oposto da liberdade. Só que se a liberdade é boa, o controle deve ser ruim. Todavia, as

práticas sociais que visam o bem-estar da humanidade são geradas através do controle que

um individuo tem pelo outro. Ou seja, a oposição do controle não pode ser imperada por

alguém que tenha interesse pelas realizações humanas. Concluo a

resenha de que a consciência é um produto social. Não é propriedade do homem autônomo

e encontra-se fora do homem solitário. O grau em que um homem deveria ter consciência

de si mesmo depende da importância da sua auto-observação para o comportamento eficaz.

O autoconhecimento so é valioso na medida em que auxilia no enfrentamento das

contingências em que surgiu.