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FAP E NTEP ­ 

A NOVIDADE QUE 
VEM DA 
PREVIDÊNCIA 
SOCIAL: 
COMPLEXIDADE, 
RISCOS E NOVOS 
Dr. Paulo Gonzaga 
(m
(m é
é dico do trabalho) 
ÔNUS À 
GESTÃO DA SAÚDE 
E
E ­­ mail: 
pgonzaga@terra.com  OCUPACIONAL DAS 
.br  EMPRESAS 
(51) 8117.0011 
SEMIN
SEMIN Á
Á RIO CAMPINAS – NOV/06 

CIESP – CAMPINAS  E  SIROTSKY GERSHENSON
BONUS/MALUS 
SAT 

FAP 

NTEP
NTEP 


BONUS/MALUS 
Uma estrada que vem sendo 
pavimentada ao longo do 
tempo. 
Legisla
Legisla çç ões sucessivas 
aperfei
aperfei çç oam o sistema de 
arrecada
arrecada çç ão previdenci
ão previdenci á
á ria.
ria. 


SAT ­  CUSTEIO 
Art. 22 Inciso II da lei n* 8212/91 
de 24.07.91: 
nDec. 356 de 07.12.91: 

Ø a) 1% ­ risco leve 
Ø 
Ø b) 2% ­ risco moderado 
Ø 
Ø c) 3%
Ø  c) 3% ­  risco grave
risco grave 


ALIQUOTAS ADICIONAIS 
DO SAT ­ CUSTEIO 
Em  11.10.1996  a  MP  1523  que 
gerou a  Lei 9528 de 10.12.97  criou 
a  GFIP,  transformando  a  Guia  de 
Recolhimento  de  Fundo  de 
Garantia  por  Tempo  de  ServiServi çç o 
em GFIP. 
GFIP = 
Guia de Recolhimento de Fundo de 
Garantia e Informa
Garantia e Informa çç ões 

Previdenci
Previdenci á
á rias.
rias. 
ALIQUOTAS ADICIONAIS 
DO SAT ­ CUSTEIO 
Em  11.12.98  a  Lei  n n °  9.732 
introduziu al
introduziu al íí quotas adicionais do 
SAT  para  custear  as 
aposentadorias  especiais,  em 
decorrência  da  potencialidade  de 
situa
situa çç ões  adversas  do  trabalhos 
ocasionarem  danos  à  sa sa ú
ú de  ou  à 
integridade  ff íí sica  dos 
trabalhadores. 
n § 6
n  6 ° Art. 57 Lei n
Art. 57 Lei n ° 9.732/98 
n § 11 ° Art. 202
Art. 202 ­ Dec. 3048/99
Dec. 3048/99  6 

ALIQUOTAS ADICIONAIS 
DO SAT ­ CUSTEIO 
Lei 9.732 de 11.12.98: § 6
6 ° do Art. 57: 


n Al
Al íí quotas Suplementares do SAT: 
Ø 01/04/99: 2%
Ø  01/04/99: 2% ­­ 3% e 4% (25
3% e 4% (25 ­­ 20 20 ­­ 15 
anos) 
Ø 01/09/99
Ø  01/09/99 ­ 4%4% ­­ 6%
6% ­­ 8%   (25
8%   (25 ­­ 20
20 ­­ 15 
anos) 
Ø 01/03/00
Ø  01/03/00 ­­ 6%
6% ­­ 9%
9% ­­ 12%  (25
12%  (25 ­­ 20
20 ­­ 15 
anos)
anos)  7 
ALIQUOTAS ADICIONAIS 
DO SAT ­ CUSTEIO
CUSTEIO 
C
C á

n á lculos atuariais demonstram, no 
entanto, que tais al
entanto, que tais al íí quotas seriam 
insuficientes para tal custeio, que 
antecipa em muitos anos tais 
aposentadorias chamadas especiais, 
considerando
considerando ­­ se como percentuais 
corretos: 
74% (25 anos) ; 107% (20 anos) e 177% (15 
anos). 
Fontes: 
n Monografia sobre Ap. Especiais João Donadon
n  Donadon ­­ UFRJ 
(na éé poca diretor de normas INSS e atual diretor do RGPS) 8 

n  Secretaria de Previdência Social­INSS 
ALIQUOTAS ADICIONAIS 
DO SAT ­ CUSTEIO 
COROL
COROL Á Á RIO: 
n Al
n  Al íí quotas altamente defasadas. 
Possibilidades: 
Ø 
Ø ­­ Assumem
Assumem ­­ se as al
se as al íí quotas reais o que 
oneraria enormemente o custo de 
produ
produ çç ão das empresas, 
ou: 
Ø Sociedade acumula um novo 
Ø 
““ esqueleto
esqueleto ”” previdenci
previdenci á á rio que ser
rio que ser á 
cobrado em uma nova reforma ali 

adiante....
adiante.... 
SAT 
Constitui
Constitui çç ão Federal/88: 

Art. 225: ““ Todos têm direito ao 

n
meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum 
do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida,impondo
qualidade de vida,impondo ­­ se ao 
Poder P
Poder P ú
ú blico e à coletividade o 
dever de defende
dever de defende ­­ lo e preserv
lo e preserv á
á ­­ lo 
para as presentes e futuras 
gera
gera çç ões.
ões. ””  10 
SAT 
Constitui
Constitui çç ão Federal/88: 
n Art. 200,VIII: “
n  “ Ao sistema ú ú nico 
de sa
de sa úú de compete, al
de compete, al é é m de outras 
atribui
atribui çç ões, nos termos da lei
ões, nos termos da lei ”” : 
n .... 

n VIII
n  VIII ­ colaborar na proteprote çç ão do 
meio ambiente, nele 
compreendido o do trabalho
compreendido o do trabalho ”” .. 
11 
SAT 
Paradoxo: 


n O paradoxo atual é que quanto mais se 
detecta a existência de ambientes 
nocivos de trabalho não devidamente 
controlados nem neutralizados, torna
controlados nem neutralizados, torna ­ 
se for
se for çç oso reconhecer que a 
Constitui
Constitui çç ão Federal não é obedecida e 
que, pela insuficiência de custeio o 
d
d é
é ficit previdenci
ficit previdenci á
á rio das 
aposentadorias especiais se acentua.
aposentadorias especiais se acentua. 
12 
SAT 

n Moderniza
Moderniza çç ão da legisla
ão da legisla çç ão: 


n Flexibiliza
Flexibiliza çç ão das al
ão das al íí quotas do 
SAT 
(bonus/malus)
(bonus/malus) 

13 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS 
MP 83 12.12.2002> LEI N
MP 83 12.12.2002> LEI N º 10.666 – 8.5. 2003 ­ 
DOU  9.5.2003 
n Art.  10.  “
n  “ A  al
al íí quota  de  contribui
contribui çç ão  de  um, 
dois  ou  três  por  cento,  destinada  ao 
financiamento  do  benef benef íí cio  de  aposentadoria 
especial  (...)  poder
poder á  ser  reduzida,  em  at at é 
cinq
cinq ü
ü enta  por  cento,  ou  aumentada,  em  at at é 
cem  por  centocento ,  conforme  dispuser  o 
regulamento,  em  razão  do  desempenho  da 
empresa  em  rela rela çç ão  à  respectiva  atividade 
econômica, apurado em conformidade com os 
resultados  obtidos  a  partir  dos  íí ndices  de 
freq
freq ü
ü ência,  gravidade  e  custo,  calculados 
segundo metodologia aprovada pelo Conselho 
14 
Nacional de Previdência Social
Nacional de Previdência Social ”” .. 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 
A Lei n
A Lei n °  10.666  tinha o prazo de 12 
meses  para  ser  regulamentada 
pelo  Conselho  Nacional  de 
Previdência  Social,  alterando  as 
al
al íí quotas do SAT e adequando
quotas do SAT e adequando ­­ as à 
realidade  de  cada  segmento 
industrial  relativamente  à à s  suas 
a
a çç ões  prevencionistas  que 
visassem  à  prote
prote çç ão  da  sa
sa ú
ú de  do 
trabalhadores.  15 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 
Resolu
Resolu çç ão MPS n
ão MPS n ° 1236 de 28.04.2004
1236 de 28.04.2004 : 

Dentro  do  prazo  estipulado  o  CNPS  editou  a 


Resolu
Resolu çç ão n
ão n ° 1236, publicada em 28.04.2004. 

Flexibiliza  Al
Al íí quotas  do  SAT,  introduzindo  o  Fator 
Acident
Acident áá rio  Previdenci
Previdenci á
á rio  que  nortear
nortear á  os 
futuros  enquadramentos  das  empresas  em  uma 
ou outra al
ou outra al íí quota. 

Exemplo: Contribui
Exemplo: Contribui çç ão atual de 3% 

O elast
O elast é
é rio de variabilidade oscilar
rio de variabilidade oscilar á entre 0,5 % e 
6,0% do total da folha de pagamento das 
16 
empresas, 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 
Fator Acident
Fator Acident á
á rio Previdenci
rio Previdenci á
á rio 
(FAP): 

Calculado por f
Calculado por f ó
ó rmulas que têm por 
base as ocorrências de doen
base as ocorrências de doen çç as 
nos empregados das empresas, 
sejam eles de natureza 
ocupacional ou não
ocupacional ou não , e dessa forma 
securitizando a sa
a sa ú
ú de globalmente 
17 
e não exclusivamente ocupacional
ocupacional . 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 

n No  item  9  da  Resolu
Resolu çç ão  esse  FAP 
aparecer
aparecer á  na  sua  plenitude 
matem
matem áá tica,  onde  se  explicita  que 
o  FAP  se  destinar
destinar á  a  ““ cada  uma 
das  empresas  ativas  no  BrasilBrasil ”” , 
indicando  claramente  a 
individualiza
individualiza çç ão  de  tais  al
al íí quotas 
por empresa ! 

18 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 

·A  vari
vari á
á vel  ““ freq
freq ü
ü ência
ência ”  é  definida 
pelo  n
n ú
ú mero  de  ocorrências 
ocupacionais ou não ocupacionais. 


n A vari
A vari áá vel  ““ gravidade
gravidade ”  é  definida pela 
dimensão  social  do  acidente, 
equivalente à idade do benef
idade do benef íí cio que é 
medida  pela  diferen diferen çç a  em  dias  da 
data  da  cessa cessa çç ão  do  referido 
benef
benef íí cio  (DCB)  em  rela rela çç ão  ao  seu 
19 
FAP
FAP ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 

n A vari
A vari á
á vel ““ custo
custo ” é definida pela dimensão 
monet
monet áá ria  do  acidente,  equivalente  ao 
desembolso  previdenci
previdenci áá rio  expresso  em 
reais  pago  ao  trabalhador  ou  ao 
dependente  (no  caso  de  pensão  por  morte 
do titular). 

A partir de tais dados chega
A partir de tais dados chega ­­ se a gera
se a gera çç ão dos: 

Coeficiente de Freq
Coeficiente de Freq ü
ü ência (CF), 
Coeficiente de Gravidade (CG), 
Coeficiente de Custo (CC). 
20 
SAT
SAT ­­ BONUS/MALUS 
Resolu
Resolu çç ão MPS n
ão MPS n ° 1269 de 
15.02.2006
15.02.2006 : 

Em 12.02.2006 o CNPS fez editar a 
Resolu
Resolu çç ão n
ão n ° 1269 que introduz o 
termo 
NTEP
NTEP ­ Nexo T
Nexo T é
é cnico 
Epidemiol
Epidemiol ó ó gico Previdenci
gico Previdenci áá rio 
e faz algumas altera
e faz algumas altera çç ões nos termos 
da Resolu
da Resolu çç ão 1236.
ão 1236.  21 
SAT
SAT ­­ BONUS/MALUS 

Resolução  n°  1269  indica  que  inicialmente  será 


realizada  uma  revisão  dos  enquadramentos  das 
empresas  por  Código  CNAE,  definidos  atualmente 
no  Anexo  V  do  Decreto  n°  3048/99,  mediante 
publicação de um novo RGPS esperado para breve. 

Partir­se­á,  obviamente,  do  atual 


conglomerado de grupos homogêneos de risco  que 
contém  3  clusters:  riscos  leves,  moderados  ou 
graves,  mas  provavelmente  reposicionando  alguns 
ou  muitos  grupos  de  empresas  de  um  percentual 
para outro. 22 
SAT
SAT ­­ BONUS/MALUS
BONUS/MALUS 
A periodicidade de cálculo ­ 
Item 11 da Resolução n° 1269 será: 

Reenquadramento dos coeficientes à
anual. 
Reenquadramento do CNAE à de 3 em 3 
anos. 
O sucesso no reenquadramento de cada 
empresa irá depender do resultado do 
seu CNAE! 
23 
SAT
SAT ­­ BONUS/MALUS 
É  importante  que  as  a
a çç ões  em  SST  de 
todas  as  empresas  de  um 
determinado  CNAE  devam  ser 
articuladas  em  torno  de 
ferramentas  de  gestão  tanto  quanto 
poss
poss íí vel  comuns  a  todas  as 
empresas de um determinado setor. 

Assim  é  poss
poss íí vel  a  obten
obten çç ão  de  um 
melhor  posicionamento  do  CNAE, 
visando  futuramente  uma  al al íí quota 
24 
SAT
SAT ­­ BONUS/MALUS 
Dessa  forma,  o  benef
benef íí cio  fiscal  futuro  de 
todo o grupo, no chamado  ““ bônus/malus
bônus/malus ” 
que  se  avizinha,  poder
poder á  auxiliar  no 
beneficiamento    fiscal  individual  de  cada 
empresa,  conforme  seus  esfor
esfor çç os 
espec
espec íí ficos nesse sentido. 

No entanto, se o  grupo  como um  todo  não 


se  aperfei
aperfei çç oar  em  termos  de  gestão  em 
SST,  os  esfor
esfor çç os  individuais  por  empresa 
poderiam  ficar  minimizados,  e  o  grupo, 
globalmente igualmente prejudicado.
globalmente igualmente prejudicado. 
25 
NTEP 
NTEP
NTEP ­ conceito: 

É a rela
a rela çç ão entre CNAE
ão entre CNAE ­­ classe e 
agrupamento CID
agrupamento CID ­­ 10, conforme o 
teste de hip
teste de hip ó ó tese neste m
tese neste m éé todo 
demonstrado. 
O NTEP é a componente 
freq
freq ü
ü encista  do FAP, a partir da 
qual se dimensiona, para os 
benef
benef íí cios B31, 32, 91, 92 e 93, a 26 
gravidade e o custo.
gravidade e o custo. 
NTEP
NTEP 
Benef
Benef íí cios: 

B31 = AUX
= AUX ÍÍ LIO DOEN
LIO DOEN Ç Ç A 
PREVIDENCI
PREVIDENCI Á Á RIO 
B32 = APOSENTADORIA POR 
INVALIDEZ 
PREVIDENCI
PREVIDENCI Á Á RIA 
B91 = AUX
= AUX ÍÍ LIO DOEN
LIO DOEN Ç Ç A ACIDENT
A ACIDENT Á Á RIO 
B92 = APOSENTADORIA POR 
INVALIDEZ        ACIDENT
INVALIDEZ        ACIDENT Á Á RIA 
B93 = PENSÃO POR MORTE 
27 
B94 = AUX
= AUX ÍÍ LIO ACIDENTE 
NTEP
NTEP 
Razão de Chance ­ RC: 

RC
RC ­ medida de associa
medida de associa çç ão que é requisito de 
causalidade entre um fator (CNAE 
predominante) e um desfecho de sa
predominante) e um desfecho de sa ú ú de, 
mediante um agrupamento CID, como 
diagn
diagn ó
ó stico cl
stico cl íí nico. 

Para  RC>1 existem trabalhadores expostos, 
havendo maior probabilidade de 
adoecimento. 

Exemplo: RC=1,65. Existe 65% de 
chances de desenvolvimento de  28 
doen
doen çç a. 
NTEP
NTEP 
Intervalo de Confian
Intervalo de Confian çç a ­ IC: 

Faixa de valores de RC, depois da 
en
en é
é sima opera
sima opera çç ão, indicando 
percentual de confian
percentual de confian çç a da 
opera
opera çç ão, não explicando pois 
simples acaso. 
(99% de certeza) 
Amplitude Relativa ­ AR: 

Trata das dispersões das 
distribui
distribui çç ões, a partir de uma  29 

amplitude definida
amplitude definida . 
NTEP
NTEP 

Diz
Diz ­­ se estabelecido o NTEP quando: 

RC > 1; 
LIIC ( 99%) > 1; 
AR < 3. 

30 
NTEP
NTEP 
Per
Per íí odo Base: 

A Resolu
A Resolu çç ão n
ão n ° 1269 define o Per
1269 define o Per íí odo Base 
para coleta dos dados de ocorrências 
em  CID
em  CID ­­ 10 do CNIS, durante cinco 
anos, tendo como âncora o ano de 
2000, acrescentando
2000, acrescentando ­­ se um ano a cada 
exerc
exerc íí cio. 

Assim, em 2006 teremos como Per
Assim, em 2006 teremos como Per íí odo 
Base:
Base: 
à2000 a 2004 
31 
Em 2007 teremos como Per
Em 2007 teremos como Per íí odo Base:
odo Base: 
NTEP
NTEP 
MP 316
MP 316 ­­ 11.08.2006: 

Em 11.08.2006 pavimentou
Em 11.08.2006 pavimentou ­­ se 
um pouco mais a estrada de 
atos normativos rumo ao 
bonus/malus:
bonus/malus:  

32 
NTEP
NTEP 
NTEP­ MP 316­11.08.2006, Anteprojeto de 
Lei 22/06. 
Lei 8213/91 Art. 21­A: 

Art. 21 ­ A  perícia médica do INSS 
considerará caracterizada a natureza 
acidentária da incapacidade quando 
constatar ocorrência de nexo técnico 
epidemiológico entre o trabalho e o 
agravo, decorrente da relação entre a 
atividade da empresa e a entidade  33 
mórbida motivadora da incapacidade (...). 
NTEP
NTEP 


n ““ Nexo
Nexo ” = ““ jun
jun çç ão entre duas ou mais coisas; 
liga
liga çç ão; v
ão; v íí nculo; união.
nculo; união. ” (Houaiss) 
n “
n  “ Nexo causal
Nexo causal ” = ““ rela rela çç ão que une a causa ao 
efeito
efeito ” (Houaiss) 
n “
n  “ Epidemiol
Epidemiol ó ó gico
gico ” = relativo a 
Epidemiologia. 
n “
n  “ Epidemiologia
Epidemiologia ” = ““ estudo da ocorrência, 
da distribui
da distribui çç ão e dos determinantes de um 
agravo à sa sa ú ú de em uma popula
em uma popula çç ão ão ” 
(Lu
(Lu íí s Rey
Rey , Dicion
, Dicion á
á rio de Termos T
rio de Termos T é
é cnicos de Medicina e 
34 
NTEP
NTEP 
Problema 1
Problema 1 : 


n Ao  inserir  no  conceito  de  nexo 
epidemiol
epidemiol ó ó gico  doen
doen çç as  de  ocorrência 
não  relacionadas  diretamente  aos 
agravos ocasionados pelo trabalho, cria
agravos ocasionados pelo trabalho, cria ­ 
se  uma  distor
distor çç ão  da  informa
informa çç ão  que 
gravar
gravar á  as  empresas  em  geral,  sem  que 
elas  sejam  diretamente  respons respons áá veis 
por tais agravos. 


n No  entanto,  tal  distor
distor çç ão  se  diluir
diluir á  no 
grupo  CNAE  pois  tais  doen doen çç as  não 
35 
ocupacionais  gravam  equivalentemente 
NTEP
NTEP 
NTEP­ MP 316­11.08.2006, Anteprojeto de Lei 
22/06. 
Lei 8213/91 Art. 21­A: 

Art. 21: (...). 

1.  A  perícia médica do INSS deixará de 


aplicar o disposto neste artigo quando 
demonstrada a inexistência do nexo de que 
trata o caput. 

2.  A empresa poderá requerer a não 


aplicação do nexo técnico epidemiológico, de 
36 

cuja decisão caberá recurso, com efeito 
NTEP
NTEP 
NTEP­ MP 316­11.08.2006, Anteprojeto de Lei 2
A redação que alterará o Art. 21­A da lei 8213/91 
cria a possibilidade de "efeito suspensivo" contra 
decisões da perícia médica da Previdência Social, 
quando o NTEP for fixado por esta e a empresa 
recorrer de tal decisão junto ao CRPS. 

“Efeito suspensivo“: 
Dependendo de como  ficar estabelecido no novo 
Regulamento Geral da Previdência Social­RGPS, 
deixará tudo sobrestado em termos de mérito, o 
que vai gerar uma insegurança sobre o que  se  37 
deve ou não fazer ! 
NTEP 
NTEP­ MP 316­11.08.2006, Anteprojeto de Lei 2
Problema 2
Problema 2 :: 
Se a empresa achar que vai vencer a 
demanda : 
Não recolheria o  Pode encerrar o 
FGTS.  contrato do 
colaborador. 
Se a empresa perder a 
demanda : 
Terá que  Readmitir o  38 
recolher o  colaborador (infração ao 
FAT
FAT ­­ BONUS/MALUS  & NTEP 

COMO MINIMIZAR OS EFEITOS: 
PREVENÇÃO DOS DANOS 


n É norma cogente constitucional. 

n É mais respons
mais respons á
á vel. 

n Sempre é menos onerosa.
menos onerosa. 

39 
FAT
FAT ­­ BONUS/MALUS  & NTEP
BONUS/MALUS  & NTEP 
COMO MINIMIZAR OS EFEITOS: 
SE OS DANOS OCORREREM 

n Tratar  e  recuperar  o  colaborador  no  âmbito  de 


domínio estrito e restrito da empresa, nos quinze dias 
iniciais. 

n Evitar  encaminhamentos  a  setores  externos, 


especialmente  a  especialistas  que  desconhecem  a 
realidade do posto de trabalho do colaborador (podem 
extrapolar  suas  competências,  que  se  restringem  a 
diagnósticos  e  tratamentos)  e  serem  julgadores 
opinativos  de  nexos  para  o  qual  estão  impedidos  por 
força  do  Inciso  II  do  Art.  2°  da  Resolução  1488  de 
11.02.1998 do CFM. 
40 
SAT 

Para se atuar preventivamente 
procurando preservar o meio 
ambiente do trabalho é preciso 
realizar uma s
realizar uma s é
é rie de a
rie de a çç ões 
integradas tais como:
integradas tais como: 

41 
SAT 
A
A çç ões recomendadas: 

n Classificar atividades de trabalho 

n Identificar perigos 

n Determinar riscos envolvidos 

n Definir n
Definir n íí veis toler
veis toler á
á veis dos riscos 

n Definir planos de a
Definir planos de a çç ão p/controle dos 
riscos 

n Revisar periodicamente as a
Revisar periodicamente as a çç ões de 
controle 

n Ter ferramenta de gestão apropriada 

n Auditar periodicamente resultados dos  42 
SAT
SAT ­­ BONUS/MALUS 
A 3
A 3 ª Conferência Nacional de SST 
(24.03.2006) preconizou:
(24.03.2006) preconizou: 

n Constitui
Constitui çç ão do nexo epidemiol
nexo epidemiol ó ó gico a ser 
definido pelos Centros de Referência de 
Sa
Sa ú
ú de do Trabalhador; 

n Extin
Extin çç ão do  nexo causal individual; 

n Inversão do ônus da prova acident
Inversão do ônus da prova acident á á rio
rio ; 

n SST passar
SST passar á a ter conceito coletivo
a ter conceito coletivo ; 

n Constitui
Constitui çç ão de Banco de Dados com base 
no PPP; 

n Exigência de publica
publica çç ão de Balan
ão de Balan çç os 
Anuais em SST (quantifica
(quantifica çç ões de  43 
SEMIN
SEMIN Á
Á RIO CAMPINAS – NOV/06 
CIESP – CAMPINAS  E  SIROTSKY 
GERSHENSON

MUITO OBRIGADO! 
Paulo Gonzaga 
(m
(m é
é dico do trabalho) 

E
E ­­ mail: 
pgonzaga@terra.com.br 
(51) 8117.0011 
44 

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