Você está na página 1de 10

RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.

357

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA DIREITO __.ª VARA


ESPECIALIZADA DE FAMÍLIA A SUCESSÕES DA COMARCA DE CUIABÁ/MT

HERMES TESEU BISPO FREIRE, brasileiro, divorciado, Professor, portador


do RG n.º 0316437-3, expedida pela SSP/MT, inscrito no CPF sob n.º
274.219.371-53, residente e domiciliada Rua Marcílio Dias, n.º 20 A, Bairro
Jardim Paula II (Canelas), Várzea Grande/MT, CEP 78.135-125, através de seu
procurador que esta subscreve (procuração anexa), com escritório profissional
descrito no rodapé, onde costumeiramente recebe as comunicações judiciais de
praxe, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, promover

AÇÃO DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS,


com pedido de antecipação de tutela

em face de HYGOR FRNANDO GUSMÃO FREIRE, brasileiro, convivente,


Agente dos Correios, portador da Cédula de Identidade n.º 1534574‐2 ‐
SSP/MT, e inscrito no CPF sob n.º 028.104.871-11, residente e domiciliado na
Rua Santo Antônio, n.º : 348, BLOCO 2 – TORRE, APARTAMENTO: 201,
Condomínio Chácara Dos Pinheiros, em Cuiabá/MT, CEP: 78080040 e
GABRIELLE CAROLINA GUSMÃO FREIRE, brasileira, solteira, Biomédica,
portadora da Cédula de Identidade n.º 1534511‐4 ‐ SSP/MT, e inscrita no CPF
sob n.º 028.104.881-93 e HERMES TESEU BISPO FREIRE JÚNIOR,
brasileiro, solteiro, Advogado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil da
Seccional de Mato Grosso sob n.º: 20.111-B, portador da Cédula de Identidade
n.º 1534548-3 ‐ SSP/MT, e inscrito no CPF sob n.º 025.101.181-02, endereço
eletrônico: hfreirejr@gmail.com, ambos residentes e domiciliados na Rua

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

Quatro, Casa 09, Setor Norte, Bairro: Morado do Ouro, em CUIABA/MT - CEP:
78053-489, pelos fatos e fundamentos seguintes:

DOS FATOS

Como se verifica na sentença condenatória proferida pela Juízo da 1.ª


Vara Especializada da Infância e da Juventude da Comarca de Cuiabá,
conforme cópia em anexo nos DOC. 9 fls. 19 e 20 do documento e 21 e 22 dos
autos, tendo entabulado acordo com seu trânsito em julgado já operado, restou
estabelecida a obrigação do Autor para com os Requeridos, seus três filhos,
equivalente ao pagamento de 30% de seus vencimentos líquidos mensais,
devidamente homologado as fls. 74 e 75 dos autos principais, anexos as fls. 21
e 22 (DOC. 9).

Desde então, o Requerente-alimentante sempre cumpriu com seu dever


de sustento dos sus filhos, mediante descontos mensais em sua folha de
pagamento (DOC. 5 – 5.1 e 5.2), ou seja, há mais de 12 anos.

Em relação aos Requeridos, tendo estes alcançado a maioridade civil,


como demonstra a certidão de nascimento em anexo (DOC. 10, DOC. 11),
atualmente com Gabrielle com 24 anos de idade e nos próximos meses
completará 25 anos de idade, já está formada em Biomedicina e atua no
mercado de trabalho, Hygor com 29 anos de idade e no final do ano
completará 30 anos de idade, inclusive, já conclui curso de Ciência da
Computação, exerce atividade remunerada pelo CORREIO, e Hermes com 31
anos de idade e no mês 07 deste ano completará 31 anos de idade,
inclusive, já conclui curso de Direito e Ciências Contábeis, exerce atividade
remunerada, é profissional liberal a Advogado atuante.

Em tal caso, inobstante ser automática a extinção dos alimentos,


relativamente aos filhos, pelo implemento do termo da obrigação, a
empregadora do Autor recusou-se a cessar os descontos em sua folha de
pagamento, informando que somente o fará mediante ordem judicial.

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

No presente caso aos Requeridos possuem plena condições de trabalho.

Ao julgar dois processos semelhantes, a Terceira Turma do Superior


Tribunal de Justiça (STJ) concluiu que outros fatores também devem ser
considerados na análise do pedido de exoneração, como a capacidade de
trabalho do alimentado e o tempo necessário para que ele recuperasse a
condição econômica que detinha durante o relacionamento.

Segundo jurisprudência do STJ, a pensão alimentícia é determinada para


assegurar ao ex-cônjuge tempo hábil para sua inserção, recolocação ou
progressão no mercado de trabalho, de modo que possa manter pelas próprias
forças status social similar ao do período do relacionamento.

O pagamento perpétuo só é determinado em situações excepcionais,


quando há incapacidade laboral permanente ou quando se constata a
impossibilidade prática de inserção no mercado de trabalho.

Em qualquer uma das hipóteses, quando houver variação na


necessidade de quem recebe ou na possibilidade de quem paga, os valores
podem ser alterados, momento em que poderá ser requerida a exoneração
alimentos.

Se a pensão alimentícia não for fixada por prazo certo, o pedido de


exoneração poderá dispensar a existência de variação no binômio
necessidade/possibilidade, quando demonstrado o pagamento da pensão por
período suficiente para que o alimentado revertesse a condição desfavorável
que tinha no momento da fixação do pagamento pelo que se requer a
exoneração da pensão aos filhos.

O Autor tem problemas de saúde (pressão alta) e não tem condições nem
de se sustentar o seu salário líquido gira entorno de R$ 2.200,00, dispondo
apenas de 70% do seu salário líquido para sua sobrevivência e vem passado
por grande dificuldade.

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

O Autor ainda convive por mais de 5 anos com a Sr. Taiany da Silva
Farias e possui 2 filhos, em comum que dependem do salário do Autor e os
gastos são enormes com medicamento, fraudas e alimentos e consultas
médicas particulares e exames.

A pretensão do Autor é ser Exonerado do pagamento dos alimentos


fixados para os filhos que são pagos na conta corrente da ex-cônjuge.

DO DIREITO

Observa o Desembargador e Professor YUSSEF SAID CAHALI, na obra


“Dos Alimentos”, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2 a edição, 2a tiragem, 1994,
p. 723 que: “O procedimento a ser observado na ação de revisão,
modificação ou exoneração da pensão, será sempre aquele da Lei
5.478/68, no elastério de seu art. 13: ‘O disposto nesta lei aplica-se,
igualmente, no que couber ... à revisão de sentença proferida em pedido
de alimentos”.

Viável, portanto, o processamento da presente ação nos termos da lei


alimentar, tendo-se presente, inclusive, a desnecessidade de maior dilação
probatória diante das peculiaridades do caso sub judice.

DOS ALIMENTADOS

Configuram-se em nosso ordenamento jurídico os entendimentos


doutrinário e jurisprudencial unânimes de que a maioridade civil (art. 9 o, do
Código Civil) do filho alimentário extingue o pátrio-poder (art. 392, inc. III, do
Código Civil), fazendo cessar, consequente e automaticamente, o dever de
sustento do pai ao filho, agora maior.

Este o entendimento do Desembargador e Professor YUSSEF SAID


CAHALI, extraído da obra “Dos Alimentos”, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2 a
edição, 2a tiragem, 1994, ps. 404 e 506: “O dever de sustento se extingue
com a maioridade, ou mesmo com a emancipação do filho: ao romper-se
o vínculo do pátrio poder, cessam os efeitos pessoais do mesmo, entre os
quais o dever de sustento do filho ... E, tratando-se de extinção
automática, pelo simples implemento do termo extintivo da obrigação,

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

não se tem por que exigir do genitor o ajuizamento da ação de


exoneração para, só com a procedência dela, ficar liberado da prestação
alimentícia ao filho que atingiu a maioridade” (grifamos).

Em outras palavras, cessa ipso facto o dever de prestar alimentos,


mediante a interrupção do respectivo pagamento por meio de simples
requerimento de expedição de ofício ao empregador, pleiteado nos autos onde
fixada a verba alimentar, vale dizer, trata-se de mero ato administrativo, sendo
desnecessária, inclusive, a propositura de ação judicial para tanto.

Conforme os doutos ensinamentos de Basílio de Oliveira, em sua


consagrada obra “Alimentos: Revisão e Exoneração” (BVZ, Rio de Janeiro,
1993, pg.170), em lapidar lição:

“Já examinamos em linhas precedentes as causas que possibilitam a


extinção da obrigação alimentar, independentemente de ação própria, tais
como: o implemento da maioridade, o matrimônio da filha menor
beneficiária, a reversão da guarda do filho, o abandono voluntário da casa
paterna, o casamento do cônjuge pensionário, etc. E no capítulo
antecedente, recordamos em rápidas pinceladas as medidas cautelares,
suas classificações e espécies.

Pois bem, as medidas que cancelam liminarmente a pensão alimentícia,


nas hipóteses acima mencionadas, são cautelares administrativos
incidentes e inominadas, podendo ser tomadas a requerimento do obrigado
ou até mesmo ex-officio, para evitar danos irreparáveis. Mutatis mutandis,
o mesmo se aplica também ao alimentário, atendendo-se ao princípio da
equidade. Tais providências têm seu embasamento legal na interpretação
analógica e extensiva do art. 798 do CPC, nos termos já analisados.
Descabe assim, em tais casos, onerar o provedor com ação própria,
bastando o procedimento administrativo e não o jurisdicional, visto
prescindirem da lide.”

Neste mesmo sentido, nossa jurisprudência admite a exoneração


automática dos alimentos nos casos em que o alimentário atingiu a

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

maioridade:

“Alimentos - Fixados intuitu personae - Exoneração da


obrigação em relação aos filhos que atingiram a maioridade
- Admissibilidade - A prestação alimentícia cessa
automaticamente com a maioridade dos filhos beneficiários -
Recurso provido.” (Tribunal de Justiça de São Paulo, A.I. n o 352-
4, 9ª Câmara de Direito Privado, Rel. Des. Franciulli Netto, j.
03/12/96, v.u., grifamos);

“O dever de sustento se extingue com a maioridade ... e, ao


certo, a sentença, que fixou os alimentos, não subsiste à
obrigação desaparecida, possibilitando ao obrigado
suspender os pagamentos ou requerer simples ofício do juízo
ao empregador” (Tribunal de Justiça de São Paulo - RJTJSP
102/103 - grifou-se).

Acrescente-se, que tal exoneração também se justifica quando o filho


beneficiário dos alimentos possuir capacidade laborativa, sem qualquer
restrição ao seu exercício, como é o caso dos presentes autos:

“Alimentos - Exoneração - Filho capaz e maior - Procedência


da ação - Apelação improvida. 1- Um dos pressupostos
exigíveis à prestação de alimentos e que o alimentário não
possa pelo seu próprio trabalho, prover as necessidades
primordiais para seu sustento. 2- O filho que atinge a
maioridade e tem condições físicas e psíquicas aptas a
proporcionar-lhe o exercício de trabalho lícito não pode mais
exigir continue o pai a pagar-lhe pensão alimentícia,
estimulando o ócio, o comodismo e o desinteresse pelo
futuro.” (Tribunal de Justiça do Paraná, Acórdão 5960,- Apelação,
Rel. Des. Oto Sponholz, 1a Câmara Cível, j. 01/02/89, v. u.,
destaques nossos).

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

“ALIMENTOS - Exoneração - Alimentado que atingiu a


maioridade, inexistindo doença grave impeditiva do
exercício de atividade laboriosa ao próprio sustento -
Obrigação advinda do pátrio poder há muito superada - Ação
procedente - Decisão mantida - Recurso não provido.”
(Tribunal de Justiça de São Paulo, Apelação n o 57.183-4, 6ª
Câmara de Direito Privado, Rel. Des. Munhoz Soares, j .02/10/97,
v.u., destacamos).

Assim, nosso ordenamento jurídico permite a automática exoneração


alimentar dos filhos que atingem a maioridade civil, encontrando-se aptos para
o trabalho.

DA TUTELA ANTECIPADA

Notadamente, no caso em tela, verificam-se presentes os elementos que


evidenciam a probabilidade do direito e o perigo de dano, previstos nos termos
do art. 300, do CPC, vejamos:

“Art.300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos


que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao
resultado útil do processo. ”

Os documentos acostados à inicial dão credibilidade e robustez a


alegação do requerente, apresentando de forma clara, a probabilidade do
direito invocado, principalmente pela comprovação dos Requeridos, possuírem
plenas condições de exercer alguma atividade.

Já o perigo de dano, também elencado no referido artigo, se vislumbra


naquilo que vem a ser. Tratando-se, portanto, de matéria fática, ou seja, o dano
que sofrerá o requerente caso não seja concedida a referida tutela, sendo que
esse dano também se estenderá a sua atual família, a qual o requerente é
responsável pelo sustento. Conforme o princípio da irrepetibilidade dos
alimentos, uma vez pagos os alimentos, ainda que indevidamente, não podem

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

mais ser restituídos ao Requerente, causando-lhe inegável prejuízo. Neste


passo, Maria Helena Diniz anota que:

“os alimentos, uma vez pagos, não mais serão restituídos, qualquer que
tenha sido o motivo da cessação do dever de prestá-los”. Com efeito, tal
fato decorre da premissa que aquele que satisfaz a obrigação alimentar
não desembolsa valor suscetível de reembolso, ainda que tenha havido a
extinção da necessidade à verba alimentar. “A irrepetibilidade alimentícia,
enfim, sempre foi vista com dimensão praticamente absoluta, não se
admitindo em qualquer hipótese a restituição do valor pago a título de
alimentos”. (DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: Direito
das Sucessões, vol. 06. 24ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2010.)

De forma clara, pode-se concluir que os Requeridos não mais preenchem


os requisitos para a manutenção dos alimentos, não tendo, portanto, o
Requerente a obrigação de subvenciona-los de forma eterna.
Sendo comprovado, a probabilidade do direito e o perigo do dano a ser
suportado pelo Autor, se mantido o presente status quo, e estará a mesma
locupletando-se ilicitamente.

A possibilidade dos alimentantes serem exonerados do pagamento de


pensão alimentícia, com a devida antecipação da tutela de pretensão do mérito,
quando os alimentandos completarem maioridade civil ou contrai núpcias, já
vem consagrada há algum tempo pela jurisprudência de nossos tribunais:

AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS -


ART. 1.699 DO CC/02 - MAIORIDADE ALCANÇADA E CASAMENTO DA
ALIMENTADA -ANTECIPAÇÃO DE TUTELA - ART. 273 DO CPC -
REQUISITOS PRESENTES. Para o deferimento da antecipação da tutela
de pretensão do mérito exige-se, quanto ao direito subjetivo do litigante,
prova robusta, inequívoca e pré-constituída, bem como verossimilhança
de suas alegações. In casu, tratando-se de ação exoneração de alimentos,
deve-se demonstrar, nos termos do art. 1.699 do CC/02, a modificação
da situação financeira do alimentante ou das necessidades do

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

alimentando, em comparação com a época em que foram fixados os


alimentos. Em princípio, ainda que já considerado maior e capaz
civilmente, não perderá o filho, automaticamente, quando atingir a
maioridade, o direito aos alimentos recebidos do pai. Entretanto, nos
termos do art. 1.708 do Código Civil, com o casamento, a união
estável ou o concubinato do credor, cessa o dever de prestar
alimentos. Presentes tais requisitos, há elementos suficientes ao
deferimento da pretensão antecipada, sendo esta a inteligência do art.
273 do CPC. (grifo nosso). (TJ-MG - AI: 10378120009949001 MG,
Relator: Geraldo Augusto, Data de Julgamento: 21/05/2013, Câmaras
Cíveis / 1ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 29/05/2013).

Desta forma, presentes os requisitos elencados no art. 300 do Código de


Processo Civil, requer, preliminarmente, a concessão da tutela de urgência de
natureza antecipada, a fim de exonerar o Requerente da obrigação alimentar,
haja vista a existência de todos os pressupostos necessários que evidenciam a
probabilidade do direito (fumus boni iuris) e perigo de dano ao requerente
(periculum in mora).

DO PEDIDO

Em razão do acima exposto e mediante prévia manifestação do Ilustre


Representante Ministerial, requer-se a antecipação da tutela jurisdicional
ora pleiteada, ou seja, a exoneração da obrigação alimentar do Autor para com
os Requeridos, maiores de idade e que possuem condições de se sustentar com
seu trabalho, mediante a urgente expedição de ofício ao órgão pagador a a
Secretaria de Educação e Cultura do Mato Grosso (SEDUC – MT), a fim de que
se proceda ao imediato cancelamento dos descontos da pensão alimentícia em
folha de pagamento, relativamente à 30%, pagos aos filhos, que são
depositados m contra corrente de sua ex-esposa – TÂNIA GUSMÃO DE
BARROS;

Conceder a gratuidade judiciária, com espeque na Lei nº 1.060/50, vez

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.
RAFAEL ARRUDA VILELA GARCIA – OAB/MT 15.357

que, o mesmo declara-se legalmente necessitado nos termos da Declaração em


anexo, bem como prova de que não possui condições vejamos cópia de
comprovante de rendimento acostado no DOC. 5, DOC. 5.1 e DOC. 5.2;

Ao final e em caráter definitivo, requer-se seja decretada, por r. sentença


de mérito, a exoneração do Autor do pagamento de alimentos em favor das
Requeridas, com a condenação desta última nos ônus da sucumbência, caso
resista a tal pedido.

Requer-se a citação pessoal dos Requeridos, determinando-se a aplicação


do art. 212, § 2º, do Código de Processo Civil, para a prática de todos os atos a
cargo do Sr. Oficial de Justiça.

Protesta-se pela produção o alegado por todos os meios de provas

admitidas pelo Direito, tais como, oitiva de testemunhas, juntada e exibição

de documentos, requisição, se for necessária, e depoimento pessoal dos

Requeridos, sob pena de confissão.

Atribui-se à causa o valor de R$ 23.400,00 (vinte e três mil quatrocentos


reais).

Nestes termos,
Pede deferimento.

Cuiabá/MT, 17 de fevereiro de 2020.

RAFAEL VILELA ARRUDA GARCIA,


OAB/MT sob o nº 15.357

Rua Barão de Melgaço, n° 2.350, Ed. Barão Center, Sala-407, Centro Sul;
Cuiabá/MT.
E-mail: rfacba@hotmail.com. Fone: (65) 9900.3345 / (65) 9602-3345.