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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO ARAGUAIA


QUÍMICA GERAL
Prof. Me. Fabricio Tarso de Moraes

PRÁTICAS DE QUÍMICA GERAL

Professor Mestre Fabricio Tarso de Moraes

Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Universitário do Araguaia.


Campus I: Rod. MT-100 km 3,5 – CEP: 78.698-000 - Pontal do Araguaia-MT
Campus II: BR 070 km 5 – CEP: 78.600-000 - Barra do Garças-MT
Fones: (66) 3402-1118; Fax: (66) 3402-1110 - e-mail: licen_ciatura@yahoo.com.br
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SUMÁRIO

MÉTODOS CIENTÍFICOS E A QUÍMICA ............................................................................. 2

INSTRUÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS ............................................... 3

NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO .............................................................. 9

PRÁTICA 1: TÉCNICAS DE LABORATÓRIO .................................................................... 23

PRÁTICA 2: PROCESSOS DE SEPARAÇÃO E PURIFICAÇÃO ....................................... 36

PRÁTICA: REAÇÕES QUÍMICAS ...................................................................................... 40

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MÉTODOS CIENTÍFICOS E A QUÍMICA

Embora a química teórica (baseada em cálculos teóricos computacionais) tenha se


desenvolvido rapidamente nos últimos anos, como ciência, a mesma é basicamente
experimental, ou seja, é baseada em observações de fenômenos como propriedades e
comportamento da matéria. O resultado de uma observação acurada e minuciosa dos
fenômenos constitui um fato.
A explicação dos fatos, após um estudo detalhado, pode levar à elaboração de uma
hipótese ou teoria. A teoria química, que conhecemos atualmente, é derivada da acumulação
de conhecimentos ao logo do tempo. Uma boa hipótese ou teoria, mais do que apenas explicar
os fatos (fenômenos ocorridos), deve ser capaz de prever acontecimentos. Logo, pode-se
concluir que a observação minuciosa dos fenômenos é de suma importância.

1. OBJETIVOS DO CURSO
Realizar experimentos simples, selecionados e representativos, que possam
despertar a capacidade de questionamento e raciocínio em relação ao assunto abordado,
complementando o que foi estudado nas aulas teóricas, além de fornecer metodologias e
capacitação para a execução de atividades laboratoriais com eficiência e segurança.
Baseado na teoria, já desenvolvida para o respectivo assunto, o aluno deve tomar
suas próprias iniciativas, questionando cada fenômeno observado e tirando suas próprias
conclusões. Somente após o aluno chegar à uma conclusão, que ache plausível (para todos
fenômenos ocorridos), ele fará uma análise de sua conclusão com o professor e monitores,
baseada nos fundamentos teóricos.

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INSTRUÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS

1. NOÇÕES GERAIS
O relatório de atividades deve em primeiro lugar retratar o que foi realmente realizado
no experimento, sendo de fundamental importância a apresentação de um documento bem
ordenado e de fácil manuseio. Além disso, deve ser o mais sucinto possível e descrever as
atividades experimentais realizadas, a base teórica dessas atividades, os resultados obtidos e
sua discussão, além da citação da bibliografia consultada.
O relatório deve ser redigido de uma forma clara, precisa e lógica. Redija sempre de
forma impessoal, utilizando-se a voz passiva no tempo passado. Ex. a massa das amostras
sólidas foi determinada utilizando-se uma balança.
Devem ser evitados expressões informais ou termos que não sejam estritamente
técnicos (Não utilize em hipótese alguma adjetivos possessivos, como por exemplo, minha
reação, meu banho, meu qualquer coisa). É recomendável, efetuar uma revisão do relatório
para retirar termos redundantes, clarificar pontos obscuros e retificar erros no original.
Uma atenção especial deve ser dada aos termos técnicos, resultados, fórmulas e
expressões matemáticas. As ilustrações (tabelas, fórmulas, gráficos) deverão vir na sequência
mais adequada ao entendimento do texto e seus títulos e legendas devem constar imediatamente
abaixo.

Tabela: é composta de título, cabeçalho, coluna indicadora e se necessário corpo:

 Título - deve conter breve descrição do que contém a tabela e as condições nas quais
os dados foram obtidos;
 Cabeçalho - parte superior da tabela contendo as informações sobre o conteúdo de
cada coluna;

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 Coluna indicadora - à esquerda da tabela, especifica o conteúdo das linhas;


 Corpo - abaixo do cabeçalho e a direita da coluna indicadora, contém os dados ou
informações que se pretende relatar;

Exemplo: Tabela 1. Algumas características dos estados da matéria


Estado da matéria Compressibilidade Fluidez ou rigidez Densidade relativa
Gasoso Alta fluido baixa
Líquido muito baixa fluido alta
Sólido muito baixa rígido alta

Gráfico: é a maneira de detectar visualmente como varia uma quantidade (y) a medida que
uma segunda quantidade (x) também varia; é imprescindível o uso de papel milimetrado para
construção de um gráfico.

 Eixos - horizontal (abcissa) - representa a variável independente; é aquela cujo valor


é controlado pelo experimentador; vertical (ordenada)- representa a variável
dependente; cujo valor é medido experimentalmente.
 Escolha das escalas - suficientemente expandida de modo a ocupar a maior porção do
papel (não é necessário começar a escala no zero, sim num valor um pouco abaixo do
valor mínimo medido)
 Símbolos das grandezas - deve-se indicar junto aos eixos os símbolos das grandezas
correspondentes divididos por suas respectivas unidades;
 Título ou legenda - indicam o que representa o gráfico;
 Valores das escalas - deve-se marcar os valores da escala em cada eixo de forma clara;
 Pontos - deve-se usar círculos, quadrados, etc. para indicar cada ponto de cada curva;
 Traço - a curva deve ser traçada de modo a representar a tendência média dos pontos.

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2. TÓPICOS DE COMPOSIÇÃO
O relatório deve conter a seguinte estrutura:

1. Identificação (Capa e Folha de Rosto)


2. Sumário
3. Introdução
4. Materiais e Métodos
5. Resultados e Discussão
6. Conclusões
7. Referências

Identificação
(Capa)
Universidade, instituo e departamento:
Relatório N.
Título:
Nome dos autores:
Cidade, estado, país e ano:

(Folha de Rosto)
Universidade, instituo e departamento:
Relatório N.
Título:
Trabalho apresentado como requisito para: (Ex: Dissertação apresentada à
Universidade Federal de Mato Grosso, como parte das exigências do Programa de Pós-
Graduação em Química, para obtenção do título de Mestre em Química, com área de
concentração em Química Inorgânica.)

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Cidade, estado, país e ano:

Sumário
As folhas serão contadas a partir da folha de rosto e numeradas a partir da introdução.

Introdução
Apresentar os pontos básicos do estudo ou atividades desenvolvidas, especificando as
principais aquisições teórico-metodológicas, referentes as técnicas empregadas. Neste item é
dado um embasamento teórico do experimento descrito. para situar o leitor naquilo que se
pretendeu estudar no experimento. A literatura é consultada, apresentando-se uma revisão do
assunto. Normalmente, as citações bibliográficas são feitas por números entre parênteses e
listadas no final do relatório. Lembrar que a introdução não é uma cópia da literatura. Não
copie os textos consultados, para isso basta uma máquina de fotocópias. A introdução deve
conter no máximo 5 parágrafos e não exceder a 400 palavras.

Materiais e Métodos
Descrição detalhada do experimento realizado, dos métodos analíticos e técnicas
empregadas, bem como descrição dos instrumentos utilizados. Não é um receituário. Este item
precisa conter elementos suficientes para que qualquer pessoa possa ler e reproduzir o
experimento no laboratório. Utilizam-se desenhos e diagramas para esclarecer sobre a
montagem de aparelhagem. Não deve incluir discussão de resultados.

Resultados e Discussão
Esta é a parte principal do relatório, onde serão mostrados todos os resultados
obtidos, que podem ser numéricos ou não. Deverá ser feita uma análise dos resultados obtidos,
com as observações e comentários pertinentes.

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Em um relatório desse tipo espera-se que o aluno discuta os resultados em termos


dos fundamentos estabelecidos na introdução, mas também que os resultados inesperados e
observações sejam relatados, procurando uma justificativa plausível para o fato. Em textos
científicos utilizam-se tabelas, gráficos e figuras como suporte para melhor esclarecer
o leitor do que se pretende dizer.

Conclusões
Neste item deverá ser feita uma avaliação global do experimento realizado, são
apresentados os fatos extraídos do experimento, comentando-se sobre as adaptações ou não,
apontando-se possíveis explicações e fontes de erro experimental. Não é uma síntese do que
foi feito (isso já está no sumário) e também não é a repetição da discussão.

Bibliografia
Listar bibliografia consultada para elaboração do relatório, utilizando-se as
normas recomendadas pela ABNT:

Sobrenome do autor, iniciais do nome completo. Título do livro: subtítulo. Nº da edição.


Local de publicação, casa publicadora, ano de publicação. Páginas consultadas.

Exemplo:
ATKINS, P. JONES, L., Princípios de Química – Questionando a vida moderna e o meio
ambiente., 3a edição, Ed. Bookman, Porto Alegre, 2006.

Embora todos os grupos realizem o mesmo experimento os relatórios devem ser


preparados de forma personalizada pelo grupo. Relatórios copiados e/ou contendo plágios
serão creditados como zero.

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Relatórios deverão ser entregues nas datas pré-determinadas. A entrega dos mesmos
em dias posteriores sofrerá reduções sucessivas do conceito máximo.

3. FORMATAÇÃO
 Espaçamento entre linhas de 1,5 cm. Espaço simples é usado apenas em quadros
longos, notas de rodapé, notas de fim de texto, títulos e subtítulos com mais de uma
linha e citações bibliográficas.
 As margens – que devem ser normais:
 Superior 2,0 cm
 Inferior 1,5 cm
 Interna 2,5 cm
 Externa 1,5 cm
 Cabeçalho 0,7 cm.
 Rodapé 0,7 cm.
 Alinhamento vertical: Superior Tabulação 1,0 cm.
 Todo parágrafo é iniciado a 15 mm, a partir da margem esquerda.

Na primeira página de toda divisão principal do trabalho, o título é centralizado, sem


pontuação e o primeiro parágrafo começa a 30 mm do topo da mesma.

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NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO

1. RECOMENDAÇÕES GERAIS
1.1. De ordem pessoal
 Trabalhe com atenção.
 Use calçados e avental de mangas compridas, fechados.
 Use EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) apropriados nas operações que
apresentarem riscos.
 Não use roupas de tecido sintético, facilmente inflamáveis.
 Não coloque mochilas e roupas em cima de bancadas.
 Não pipete nenhum tipo de produto com a boca (exceto quando for permitido).
 Não leve as mãos à boca ou aos olhos quando estiver trabalhando com produtos
químicos.
 Não use lentes de contato quando estiver trabalhando em laboratórios.
 Não se exponha a radiação ultravioleta, infravermelho etc.
 Feche todas as gavetas e portas que abrir.
 Leia o roteiro da prática antes de começa-lo.
 Verifique as condições da aparelhagem.
 Conheça a periculosidade dos produtos químicos.

1.2. Referentes ao Laboratório


 Mantenha as bancadas sempre limpas e livres de materiais estranhos ao trabalho.
 Faça limpeza prévia, com material apropriado, após esvaziar um frasco de reagentes
antes de colocá-los para lavagem.
 Rotule os reagentes ou soluções preparadas e as amostras coletadas.
 Use pinças e materiais de tamanho adequado e em perfeito estado de conservação.

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 Utilize a capela ao trabalhar com reações que liberam fumos venenosos ou irritantes.
 Em caso de derramamento de produtos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos, tomar as
seguintes precauções:
 Parar o trabalho, isolando na medida do possível a área;
 Advertir as pessoas próximas sobre o ocorrido;
 Alertar o professor;
 Só efetuar a limpeza após consultar a ficha de emergência do produto;
 No caso de envolvimento de pessoas, lavar o local atingido com água corrente
e procurar o serviço médico.

1.3. Equipamentos de Segurança


Os seguintes equipamentos de segurança devem estar ao alcance de todos:
 Luvas e aventais;
 Óculos de segurança;
 Máscara contra gases e pó;
 Extintores de incêndio;
 Chuveiros de emergência;
 Lavador de olhos;
 Cobertores.

1.4. Uso de equipamentos e aparelhagem em geral


 Planeje as operações com novos equipamentos.
 Leia previamente as instruções sobre o equipamento a ser utilizado.
 Saiba o que fazer em uma situação de emergência.

1.5. Uso de materiais de vidro


 Não utilizar materiais de vidro com trincas ou borda quebrada.
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 Materiais de vidro recuperável, colocar em local identificado para posterior


recuperação.
 Materiais de vidro inservível, colocar no local identificado como sucata de vidro.
 Não jogue cacos de vidro no lixo.

Usar:
 Luvas ou pinças apropriadas ao manusear peças de vidro aquecidas (CUIDADO!
LEMBRE-SE, peças de vidro aquecidas tem a mesma aparência de peças de vidro em
temperatura ambiente);
 Usar tela termo isolante no aquecimento com chama;
 Usar placas termo isolantes sob frascos aquecidos;
 Use recipientes de vidro de resistência comprovada em trabalhos de aquecimentos;
 Usar frascos adequados e limpos.

1.6. Uso de equipamentos elétricos


 Só opere equipamentos elétricos quando fios, tomadas e plugs estiverem em perfeitas
condições.
 Só opere equipamentos elétricos quando tiver certeza da voltagem compatível entre
equipamentos e circuitos.
 Não instale nem opere equipamentos elétricos sobre superfícies úmidas.
 Verifique periodicamente a temperatura do conjunto plug-tomada. Caso esteja
anormal desligue-o e comunique ao professor.
 Não use equipamentos elétricos sem identificação da voltagem.
 Não confie completamente no controle automático de equipamentos elétricos.
Inspecione-os quando em operação.

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 Não deixe equipamentos elétricos ligados no laboratório, fora do horário de aula, sem
prévia autorização do responsável.
 Remova frascos de inflamáveis do local onde irá usar equipamentos elétricos ou fonte
de calor.
 Enxugue qualquer líquido derramado no chão antes de operar com equipamentos
elétricos.

1.7. Chapas ou Mantas de Aquecimento


 Use chapas ou mantas de aquecimento, para evaporação ou refluxos de produtos
inflamáveis, dentro da capela.
 Não ligue chapas ou mantas de aquecimento com resíduos aderidos sobre suas
superfícies.
 Use placas termo isolantes sob chapas de aquecimento (amianto ou similar).

1.8. Muflas
 Desligue a mufla e não a coloque em operação, se o pirômetro deixar de indicar a
temperatura ou a temperatura ultrapassar a ajustada (comunique ao responsável).
 Não abra a mufla de modo brusco, quando a mesma estiver aquecida.
 Não remova ou introduza cadinhos na mufla sem utilizar:
 Pinças adequadas;
 Luvas de amianto;
 Protetor facial, aventais e protetores de braços, se necessários.
 Em todo material quente, colocar aviso: Material aquecido.
 Não coloque nenhum material na mufla, sem prévia carbonização em capela.
 Não evapore líquidos e não queime óleos em estufas e muflas.
 Use para calcinação somente cadinhos ou cápsulas resistentes a altas temperaturas.

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1.9 Uso de chama em Laboratório


 Use chama na capela ou nos locais onde for permitido.
 Não acenda o bico de Bunsen sem verificar e eliminar os seguintes problemas:
 Vazamentos;
 Dobra no tubo de gás;
 Ajuste inadequado entre tubo de gás e conexões;
 Existência de inflamáveis ao redor.
 Fechar o registro de gás após término de uso.
 Não acenda maçaricos, bicos de Bunsen, etc., com a válvula de gás muito aberta. Não
deixe o bico de Bunsen aceso quando não estiver sendo utilizado.

1.10 Uso de Sistemas a vácuo


 Não faça vácuo rapidamente em equipamentos de vidro.
 Utilizar frascos adequados para o sistema a vácuo.
 Nunca pressurize um sistema de destilação a vácuo sem que o mesmo tenha esfriado
até próximo da temperatura ambiente.

1.11. Operação em capelas


A capela só oferecerá máxima proteção se for adequadamente utilizada.
 Nunca inicie um serviço em capelas, sem que:
 O sistema de exaustão esteja funcionando;
 Piso e janela estejam limpos;
 As janelas estejam funcionando bem;
 Nunca inicie qualquer trabalho que exija aquecimento, sem remover produtos
inflamáveis da capela.
 Deixe na capela apenas a porção da amostra a ser analisada, remova todo material
desnecessário, principalmente produtos tóxicos.
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“Capela não é local de estocagem de produtos”


 Mantenha as janelas das capelas com o mínimo de abertura possível, para maior
proteção e maior velocidade do ar.
 Não coloque o rosto dentro da capela.
 O sistema de exaustão somente deve ser desligado 15 minutos após o término dos
trabalhos, para permitir a secagem do sistema.
 Observe os seguintes cuidados, em caso de paralisação do exaustor das capelas:
 Pare a análise imediatamente;
 Feche ao máximo a janela da capela;
 Coloque máscara contra gases, quando houver risco de exposição a gases e
vapores;
 Avise o professor e os colegas do laboratório;
 Só reinicie a análise no mínimo 5 minutos após a normalização de exaustão.
 Procure instalar os equipamentos, vidros, dispositivos que gerem contaminantes
(gases, fungos e poeiras), a uma distância maior que 20 cm da face da capela.
 Proteja o tampo da capela com folha plástica ou similar, quando manusear ácido
fluorídrico.
 Nunca utilize a capela comum para ácido perclórico ou substâncias radioativas.

2. OUTRAS INFORMAÇÕES
Inspeção de Segurança  É a vistoria que se faz nos locais de trabalho com o objetivo de
identificar riscos de acidentes.
Análise de Riscos  É uma modalidade de inspeção de segurança com características
próprias e exigindo técnicas específicas para a identificação e avaliação de riscos.
Condição Insegura  É a condição física que compromete a segurança existente no local,
na máquina, no equipamento ou nas instalações que levam à ocorrência de acidentes.

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Ato Inseguro  É a violação de um procedimento aceito como seguro, favorecendo com


isso, a ocorrência de acidente de trabalho.
Dispositivos de proteção coletiva  São medidas de segurança de ordem geral,
adequadamente projetados, visando neutralizar os riscos existentes. Têm por finalidade
proteger a integridade física das pessoas, equipamentos e instalações.
Equipamento de proteção individual (EPI)  É todo equipamento de uso pessoal,
destinado a preservar as pessoas no exercício de suas funções, quando as medidas de
segurança de ordem geral são insuficientes ou inviáveis para a atividade específica.
Substâncias Químicas 
 Inflamáveis;
 Líquido combustível  todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou
superior a 70oC e inferior a 93,3oC.
 Líquido inflamável  É todo aquele que possua ponto de fulgor inferior a
70oC e pressão de vapor que não exceda a 2,8 kg/cm2.
 Cuidados:
1. Não manipule líquidos inflamáveis com fontes de ignição nas
proximidades.
2. Use a capela para trabalhos com líquidos inflamáveis que envolvam
aquecimento.
3. Use protetor facial e luvas de couro quando agitar frascos fechados
contendo líquidos inflamáveis e/ou voláteis
4. Guarde os frascos contendo líquidos inflamáveis e/ou voláteis em
geladeira.

Líquidos inflamáveis comumente usados em laboratórios


Ponto de Fulgor, oC

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Acetato de etila 4,4


Acetato de metila 9
Acetona 38
Álcool etílico 12
Álcool isopropílico 12
Benzeno 11
Ciclohexano 20
Éter de petróleo 57
Éter etílico 45
Hexano 23
Obs: Ponto de Fulgor é a menor temperatura na qual um combustível libera
vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável por uma fonte
externa de calor. O ponto de fulgor, ou ponto de inflamação, não é suficiente para
que a combustão seja mantida.

 Corrosivos  São substâncias químicas que provocam danos à pele, olhos e tecidos
dos tratos respiratórios e digestivos quando inalados ou ingeridos. Podem também
provocar deterioração de materiais e instalações. Nesta classe temos os ácidos e
álcalis em geral, metais alcalinos, cianetos, etc.
 Reagem violentamente com produtos orgânicos, podendo causar incêndios.
 Causam queimaduras de alto grau quando em contato com a pele.
 Usar EPIs adequados, tais como óculos para líquidos;
 Luvas de PVC cano longo, avental de PVC.
 Nunca jogar produtos corrosivos na pia sem antes fazer sua diluição.
 Diluir lentamente em proporções mínimas.
 Sua diluição deve ser sempre do produto no diluente, nunca o contrário.
 Usar sempre material de vidro para homogeneização.
 Não usar metais em contato direto com produtos corrosivos.
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 Oxidantes  São substâncias químicas que suprem oxigênio a reações químicas,


podendo iniciar e alimentar reações de combustão. Exemplos: Bromo, Bromatos,
Cloratos e Percloratos, Cromatos e Bicromatos, Nitratos, Periodatos, Permanganatos,
Peróxidos, e Iodatos.
 Explosivos  São substâncias que, na exposição ao calor, choque, liberam
rapidamente grande quantidade de energia na forma de calor e/ou gases em expansão,
provocando explosões. Exemplos: cloratos, peróxidos, metais alcalinos, etc.
 Produtos Tóxicos  São produtos que causam sérios problemas orgânicos, tanto por
ingestão, inalação ou absorção pela pele, podendo tornar-se fatais em alguns casos.
Para manipulação de produtos tóxicos em laboratório torna-se necessário
conhecermos os riscos apresentados e tratarmos adequadamente.
 Não manipular sem conhecer sua toxidade.
 Usar EPIs adequados.
 Trabalhar em capela com boa exaustão.
 Evitar qualquer contato com o produto, seja por inalação, ingestão ou contato
com a pele.
 Em caso de algum sintoma de intoxicação, avise sua supervisão e procure
atendimento médico informando-o sobre as características do produto.

Produtos Tóxicos mais usados em Laboratórios


Avaliação dos Riscos
Produto Químico Inalação Ingestão Cutânea Ocular
Ácido cianídrico 4 4 2 4
Ácido fluorídrico 4 4 4 4
Ácido fórmico 4 3 4 4

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Ácido oxálico 3 3 3 3
Benzeno 3 2 2 2
Bromo 4 4 4 4
Cianeto de potássio - 4 3 4
Cloro 4 - 3 4
Fenol 2 3 4 4
Flúor 4 - 4 4
Formaldeído 3 3 3 3
Iodo 4 4 4 4
Mercúrio 4 1 - 1
Vapores nitrosos 4 - 2 3

1 – Lesão mínima 3 – Lesão moderada


2 – Lesão leve 4 – Lesão grave

 Produtos Químicos Especiais  São produtos que apresentam problemas de


estabilidade e risco potencial de explosão. Exemplos: Peróxidos, cloratos,
Percloratos, etc.
 Cuidados especiais na manipulação:
1. De percloratos, cloratos e nitratos, devido a sua sensibilidade ao
impacto, à luz e a centelha, com compostos químicos que formam
peróxidos. Exemplo, ciclohexano, éter etílico, etc.
2. Não permitir o contato de peróxidos com metais.
3. Não jogar peróxidos puros na pia, devem ser bem diluídos antes de
descartá-los.
4. Não resfrie soluções com peróxidos abaixo da temperatura de
congelamento dos mesmos.
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5. Na forma cristalina, eles são mais sensíveis ao choque.

 Produtos Pirofóricos  São produtos que em condições normais reagem


violentamente com o oxigênio do ar ou umidade, gerando calor, gases inflamáveis e
fogo. Sua manipulação deve receber cuidados especiais de acordo com seu estado
físico.
 Sólidos – Devem ser manipulados sob um líquido inerte, (usa-se geralmente
querosene). Ex.: sódio, potássio, lítio, etc.
 Líquidos – Devem ser manipulados em uma atmosfera inerte de nitrogênio ou
argônio, secos.
Obs: Estes produtos devem ser transferidos diretamente sob o solvente que será utilizado
durante as reações para sólidos líquidos ou ambos. Em caso de incêndio, NUNCA utilize
água ou espuma, USAR somente extintores de pó químico seco ou areia. O descarte destes
produtos (sólidos) deve ser feito aos poucos sob metanol, etanol ou propanol, secos.

 Incompatibilidade entre produtos químicos:


 Para armazenar produtos químicos, deve-se observar a seguinte regra geral:
Não guardar substâncias oxidantes próximo a líquidos voláteis e inflamáveis.
 Quando um agente oxidante é armazenado próximo a um produto combustível
poderá ocorrer incêndio ou explosão. (Classe de oxidantes químicos mais
perigosos: Bromo, Bromatos, Cloratos e Percloratos, Cromatos e Bicromatos,
Nitratos, Periodatos, Permanganatos, Peróxidos, e Iodatos.)

 Armazenagem de produtos químicos:


 Armazenar em recipientes apropriados e identificados.
 Evitar choques físicos entre os recipientes.
 Armazenar produtos incompatíveis próximos.
 Consultar o responsável em caso de dúvidas.

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 Resíduos  É toda substância, não desejável, resultante de um processo químico no


qual ocorre transformação.
 Cuidados
1. Não jogue fora nenhum tipo de resíduo sem antes verificar o local
adequado para fazê-lo.
2. Não jogue produtos corrosivos concentrados na pia, eles só podem ser
descartados depois de diluídos e neutralizados.

Produtos químicos incompatíveis (não armazenar próximo)


Substância Incompatibilidade
Ácido acético óxido de cromo (VI), ácido nítrico, álcoois, etilenoglicol, perclórico,
peróxidos, permanganatos.
Ácido nítrico Ácido acético, anilina, óxido de cromo (VI), ácido cianídrico, sulfeto
concentrado de hidrogênio, líquidos e gases inflamáveis.
Ácido perclórico anidrido acético, bismuto, álcoois, papel madeira.
Ácido sulfúrico Clorato de potássio, perclorato de potássio, permanganato de potássio.
Líquidos Nitrato de amônio, óxido de cromo (VI), peróxido de hidrogênio, ácido
inflamáveis nítrico, peróxido de sódio, halogêneos, acetileno, amoníaco, ácido
oxálico.
Mercúrio Acetileno, amoníaco, ácido oxálico.
Metais alcalinos Água, tetracloreto de carbono e outros halogenetos de alcanos,
halogênios.
Nitrato de amônio Ácidos, pó metálico, líquidos inflamáveis, cloretos, enxofre,
substâncias finamente dispersas orgânicas ou inflamáveis.
Carvão ativado Hipoclorito de cálcio, oxidantes.

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Cloratos e Sais de amônio, ácidos, pós metálicos, enxofre, substâncias


Percloratos inflamáveis ou orgânicas.
Óxido de cromo Ácido acético, naftaleno, cânfora, glicerina, benzina de petróleo,
(VI) líquidos inflamáveis.
Permanganato de Glicerina, etilenoglicol, benzaldeído, ácido sulfúrico, ácidos
potássio, Cianetos
Peróxido de cobre, cromo, ferro, metais e sais metálicos, álcoois, acetona,
hidrogênio substâncias orgânicas, substâncias inflamáveis, anilina.
Prata Acetileno, ácido oxálico, ácido tartárico, compostos de amônia.
Cloro Amoníaco, acetileno, butadieno, butano, metano, propano, hidrogênio,
benzina de petróleo, benzeno, pó metálico.
Cobre Acetileno, peróxido de hidrogênio.
Flúor Guardar separado de quaisquer outros produtos.
Iodo Acetileno, amoníaco (gás de laboratório ou solução).
Fósforo Enxofre, compostos que contenham oxigênio (ex. cloratos).

3. PRIMEIROS SOCORROS
 Cortes e ferimentos devem ser desinfetados e cobertos.
 Queimaduras leves com fogo ou material quente, tratar com água fria/gelada ou
PICRATO DE BUTESIN ou ÁCIDO PÍCRICO.
 Queimaduras cutâneas:
 COM ÁCIDOS - lavar com bastante água.
 COM BASES - lavar com muita água.
 COM FENOL - lavar abundantemente com álcool etílico.
 Queimaduras oculares com substâncias ácidas ou básicas devem ser lavadas com
água (usar o lava olhos) e tratadas com colírio estéril.

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 Ingestão:
 DE ÁCIDOS - tomar HIDRÓXIDO DE CÁLCIO, LEITE DE MAGNÉSIA
ou LEITE. Não tomar bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio. Estes
produtos são contraindicados porque produzem distensão e facilitam a
perfuração.
 DE BASES - tomar solução de vinagre 1/10 ou água de limão.
 DE SAIS DE CHUMBO - lavar a boca com água em abundância, vômitos
são contraindicados. Se a pessoa estiver consciente, pode beber água, sempre
aos poucos, evitando-se que venha a vomitar.
Obs: Nunca dê nada pela boca a pessoas inconscientes ou em estado convulsivo.
Lave a boca com água. Consulte um médico.

 Intoxicação por gases  (REGRA GERAL) remova o paciente da exposição,


fazendo-o respirar profundamente e mantendo-o aquecido.

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PRÁTICA 1: TÉCNICAS DE LABORATÓRIO

1. EQUIPAMENTOS BÁSICOS DE LABORATÓRIO


A execução de qualquer experimento na Química envolve, geralmente, a utilização
de uma variedade de equipamentos de laboratório, a maioria muito simples, porém com
finalidades específicas. O emprego de um dado equipamento ou material depende dos
objetivos e das condições em que a experiência será executada. Contudo, na maioria dos
casos, a seguinte correlação pode ser feita:

1.1. Material de vidro


1. Tubo de ensaio: utilizado principalmente para efetuar reações químicas em pequena
escala.
2. Béquer: recipiente com ou sem graduação utilizado para o preparo de soluções,
aquecimento de líquido, recristalização, etc.
3. Erlenmeyer: frasco utilizado para aquecer líquidos ou para efetuar titulações.
4. Kitassato: frasco de paredes espessas, munido de saída lateral e usado em filtração
sob sucção.
5. Funil: utilizado na transferência de líquidos de um frasco para outro ou para efetuar
filtrações simples.
6. Bureta: equipamento calibrado para medida precisa de volume de líquidos. Permite
o escoamento do líquido e é muito utilizada em titulações.
7. Balão volumétrico: recipiente calibrado, de precisão, destinado a conter um
determinado volume de líquido, a uma dada temperatura; utilizado no preparo de
soluções de concentração definidas.
8. Proveta ou cilindro graduado: frasco com graduação, destinado a medidas
aproximadas de volume de líquidos.

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9. Pipeta: equipamento calibrado para medida precisa de volume de líquidos. Existem


dois tipos de pipetas: (a) pipeta graduada e (b) pipeta volumétrica. A primeira é
utilizada para escoar volumes variáveis e a segunda para escoar volumes fixos de
líquidos.
10. Bastão de vidro: usado na agitação e transferência de líquidos. Quando envolvido
em uma de suas extremidades por um tubo de látex, é chamado de policial e é
empregado na remoção quantitativa de precipitados.
11. Cuba de vidro ou cristalizador: recipiente geralmente utilizado para conter misturas
refrigerantes, e finalidades diversas.
12. Dessecador: utilizado no armazenamento de substâncias quando se necessita de uma
atmosfera com baixo teor de umidade. Também pode ser utilizado para manter as
substâncias sob pressão reduzida.
13. Condensador: equipamento destinado à condensação de vapores, em (a) destilação
ou (b) aquecimentos sob refluxo.
14. Funil de separação: equipamento para separar líquidos não miscÍveis.
15. Funil de adição: equipamentos para adição de soluções em sistemas fechados.
16. Pesa-filtro: recipiente destinado à pesagem de sólidos.
17. Balão de fundo chato: frasco destinado a armazenar líquidos.
18. Balão de fundo redondo: recipiente utilizado para aquecimento de soluções em
destilações e aquecimentos sob refluxo.
19. Termômetro: instrumento de medidas de temperatura.
20. Vidro de relógio: usado, geralmente, para cobrir béqueres contendo soluções e
finalidades diversas.

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1.2. Material de porcelana


21. Funil de Büchner: utilizado em filtração por sua sucção, devendo ser acoplado a um
kitassato.
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22. Cápsula: utilizada para efetuar evaporação de líquidos.


23. Cadinho: usado para calcinação de substâncias.
24. Almofariz e pistilo: destinados à pulverização de sólidos. Além de porcelana, podem
ser feitos de ágata, vidro ou metal.

1.3. Material metálico


25. Suporte (a) e garra (b): peças metálicas usadas para montar aparelhagens em geral.
26. Bico de gás (Bunsen): fonte de calor destinada ao aquecimento de material não
inflamáveis.
27. Tripé: usado como suporte, principalmente de telas e triâl1gulos.
28. Plataforma elevatória: usado para ajustar altura de aparelhagens em geral.
29. Tela de amianto: tela metálica, contendo amianto, utilizada para distribuir
uniformemente o calor, durante o aquecimento de recipientes de vidro à chama de um
bico de Bunsen.
30. Triângulo de ferro com porcelana: usado principalmente como suporte em
aquecimento de cadinhos

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1.4. Material elétrico


31. Balança: instrumento para determinação de massa.
32. Estufa: equipamento empregado na secagem de materiais, por aquecimento, em geral
até 200°C.
33. Manta elétrica: utilizada no aquecimento de líquidos inflamáveis, contidos em balão
de fundo redondo
34. Chapa elétrica: utilizada no aquecimento de líquidos inflamáveis, contidos em
béqueres ou erlenmeyer.
35. Centrífuga: instrumento que serve para acelerar a sedimentação de sólidos em
suspensão em líquidos.

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2. TÉCNICAS DE TRABALHO COM MATERIAL VOLUMÉTRICO

2.1. Introdução
A Química é uma ciência experimental e um dos procedimentos mais utilizados no
laboratório é a medição. Medir significa determinar com base em uma determinada escala, a
quantidade de uma grandeza. Muitas vezes a prática química não exige medidas precisas, isto
é, quando a medida é qualitativa. No entanto, muitas vezes é necessário saber com exatidão
e precisão a massa ou o volume de uma substância. Para determinarmos a massa, utilizamos
balanças. Para medirmos o volume, utilizamos vários recipientes que nos ajudam a realizar
medidas, com diferentes níveis de precisão.
Muitas vezes o resultado de uma determinada prática depende fundamentalmente
do grau de precisão com que foram realizadas as medidas, por isso é importante que você
conheça os recipientes volumétricos, saiba lidar com eles e esteja ciente dos erros que podem
acontecer para procurar evitá-los.

2.1. Objetivos
Esta aula tem como objetivos reconhecer os principais recipientes volumétricos,
estudar suas características e especificações de utilidade, as técnicas de limpeza e
manipulação.

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2.2. Técnicas de leitura


A prática de análise volumétrica requer a medida de volumes líquidos com elevada
precisão. Erros nas medidas acarretam em erros nos resultados finais da análise, os quais
devem ser evitados. A não observação dos cuidados necessários à medição conduz a
resultados equivocados, mesmo quando todas as outras regras de operação são realizadas
com precisão.
A medida de volumes está sujeita a uma série de erros devidos à ação da tensão
superficial sobre superfícies líquidas, dilatações e contrações provocadas pelas variações de
temperatura, imperfeita calibração dos aparelhos volumétricos e erros de paralaxe.
Medir volumes de líquidos em um recipiente significa comparar a sua superfície
com a escala descrita no recipiente utilizado. Essa superfície é denominada menisco. Os
líquidos têm a propriedade de reduzir ao máximo a sua superfície. Esta propriedade
denomina-se tensão superficial e está relacionada com a força na qual as moléculas de um
líquido se atraem mutuamente. Se no interior de um líquido as forças de atração estão
saturadas, na superfície está compensada só uma parte delas. Por isso as moléculas da
superfície sofrem uma atração recíproca especialmente forte, é como se o líquido estivesse
coberto por uma película auto tensora. Essa força que contrai a superfície do líquido é o que
chamamos de tensão superficial e varia para cada líquido, dependendo do caráter da interação
intermolecular.
O menisco é a superfície do líquido que estaremos medindo. Para a água, a força de
coesão entre as moléculas é parcialmente superada pelas de adesão entre ela e o vidro, e o
menisco é côncavo, sendo que sua parte inferior (vértice) deverá coincidir com a linha de
aferição (Figura 3.1). No mercúrio, ao contrário, as forças de coesão são bastante maiores
que as de adesão entre o mercúrio e o vidro, e o menisco é convexo, sendo considerado para
leitura sua parte superior (Figura 3.2).
Para líquidos que apresentam concavidade e são transparentes ou levemente
coloridos, a parte inferior do menisco deverá coincidir com a linha de aferição (Figura 3.3).

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Se for fortemente colorido, isto é, se não for possível verificar o menisco, deve-se considerar
sua parte superior (Figura 3.4).

Figura 3.1: Superfície côncava Figura 3.2: Superfície convexa

Figura 3.3: Menisco inferior Figura 3.4: Menisco superior

Outra técnica importante é a posição do olho do observador. Este deverá estar


sempre no mesmo nível da marca de aferição do recipiente (Figura 3.5). Se o observador
estiver olhando por cima do menisco, observará um valor superior ao verdadeiro. Se estiver
olhando por baixo do menisco, observará um valor inferior. Estes erros são conhecidos como
erros de paralaxe.

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Figura 3.5: Posição do observador. Erro de paralaxe.

2.3. Limpeza e secagem de material volumétrico


Os aparelhos volumétricos devem estar perfeitamente limpos, para que os resultados
das medidas possam ser reprodutíveis. Recomenda-se limpar o material com solução
detergente, enxaguá-lo várias vezes com água da torneira e depois com jatos de água
destilada. Verifica-se a limpeza, deixando escoar a água. Se a película líquida, inicialmente
formada nas paredes, escorre uniformemente, sem deixar gotículas presas, a superfície está
limpa. Qualquer sujeira aderida às paredes dos recipientes altera o resultado final da medida.
Caso seja necessária limpeza mais drástica, existem soluções especiais, tais como
solução sulfocrômica (dicromato de potássio em ácido sulfúrico concentrado). Esta solução
é corrosiva e exige muito cuidado em seu emprego. Outras soluções utilizadas são a alcoólica
de hidróxido de potássio, mistura álcool e éter, e solução básica de permanganato de potássio.
Para a secagem de material volumétrico, pode-se utilizar: secagem comum, por
evaporação à temperatura ambiente; secagem em corrente de ar, por exemplo, ar aspirado
por meio de uma bomba de vácuo.
Uma secagem rápida pode ser obtida após enxaguar o material com álcool ou
acetona. Caso não se disponha de tempo para secar pipetas ou buretas, deve-se enxaguá-las

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repetidas vezes com pequenas porções do líquido que será usado para enchê-las. Material
volumétrico não deve ser seco em estufa, nem deve ser aquecido.

2.4. Materiais

 Bastão de vidro  Erlenmeyer de 250mL


 Béquer de 50mL (4)  Bureta de 50mL
 Béquer de 250mL  Balão volumétrico de 50mL
 Proveta de 10mL (2)  Balão volumétrico de 100mL
 Proveta de 25mL  Pipeta volumétrica de 5mL
 Proveta de 50mL  Pipeta graduada de 5mL (4)
 Proveta de 100mL  Pipetador de borracha (5)
 Erlenmeyer de 125mL  Suporte universal com garras

2.5. Procedimento Experimental

Observação: Todos os alunos deverão executar os experimentos.

2.5.1. Comparação entre proveta e béquer


Utilizando o bastão de vidro, preencha a proveta de 25mL com água destilada e
acerte o traço de aferição. Transfira esse volume cuidadosamente para um béquer de 50mL
com cuidado. Compare o volume final. Anote a sua observação na tabela de resultados.

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2.5.2. Comparação entre proveta e erlenmeyer


Utilizando o bastão de vidro, preencha a proveta de 50mL com água destilada e
acerte o traço de aferição. Transfira para um erlenmeyer de 125mL limpo e seco. Compare o
volume final. Anote a sua observação na tabela de resultados.

2.5.3. Comparação entre béquer e erlenmeyer


Utilizando o bastão de vidro, adicione 200mL de água destilada num béquer de
250mL. Transfira para um erlenmeyer de 250mL limpo e seco. Compare o volume final.
Anote a sua observação na tabela de resultados.

2.5.4. Comparação entre proveta e balão volumétrico


Utilizando o bastão de vidro, preencha a proveta de 100mL com água destilada e
acerte o traço de aferição. Transfira para um balão volumétrico de 100mL. Limpo e seco.
Compare o volume final. Anote a sua observação na tabela de resultados.

2.5.5. Comparação entre bureta e balão volumétrico


Fixe uma bureta de 50mL no suporte universal. Feche a torneira de controle de
escoamento. Coloque um béquer de 100mL em baixo da bureta. Com auxílio de um béquer
de 50mL, encha a bureta com água destilada e observe se há vazamento. Verifique se há
bolhas entre a torneira e a extremidade inferior da bureta. Caso tenha, abra a torneira
rapidamente até removê-la. Em seguida, encha a bureta com água destilada e acerte o
menisco com o traço de aferição (zero), que fica na parte superior. Segure a torneira com a
mão esquerda e usando os dedos polegar e médio dessa mão, inicie o escoamento. Transfira
50mL de água da bureta, para um balão volumétrico de 50mL limpo e seco. Compare o
volume final. Anote a sua observação na tabela de resultados.

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2.5.6. Técnica de pipetagem


Segure uma pipeta graduada de 5 ou 10mL e acople o pipetador de borracha na sua
parte superior. Retire o ar de dentro do pipetador, apertando simultaneamte o botão superior
e o pipetador. Mergulhe a extremidade inferior da pipeta em um béquer de 50mL contendo
água destilada. Faça a sucção apertando o botão inferior, até acertar no zero da pipeta. Puxe
devagar, para que o líquido não entre no pipetador. Para escoar o líquido, aperte o botão
lateral inferior e deixe escoar lentamente a água de 1 em 1mL. Repita o procedimento até não
mais encontrar dificuldades.
Não se deve nunca pipetar com a boca líquidos TÓXICOS, VOLÁTEIS E
CORROSIVOS. Deve-se sempre utilizar o pipetador de borracha (pêra) acoplado a
extremidade superior da pipeta, na capela com exaustor ligado.

2.5.7. Comparação entre pipeta graduada e volumétrica


Meça 5mL de água destilada em uma pipeta volumétrica de 5mL e transfira para
uma proveta de 10mL limpa e seca. Meça 5mL de água destilada em uma pipeta graduada de
5mL e transfira para uma outra proveta de 10mL limpa e seca. Compare os volumes. Anote
a sua observação na tabela de resultados.

2.6. Resultados
Tabela 3.1: Resultados das comparações de medida de volume
Proce Observações
dimento
1
2
3
4

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5
7

2.7. Exercícios pós-laboratório


1. Diferencie pipeta graduada de volumétrica. Dê a sua função e diga baseando-se no
resultado do procedimento 7, qual é a mais precisa.
2. Cite os erros mais comuns na leitura de volume.
3. Defina menisco e tensão superficial.
4. Qual a vidraria de medida de volume que apresentou maior precisão? Cite três
vidrarias de medidas precisas de volume.
5. Qual a vidraria que apresentou maior erro de volume. Cite três vidrarias de medidas
aproximadas de volume.
6. Se for necessário encher uma pipeta com um líquido corrosivo ou tóxico, como deve-
se proceder?
7. Se você tivesse que medir 50mL de água destilada com precisão, qual dos
equipamentos a seguir você usaria? Justifique.
 proveta de 50mL; pipeta volumétrica de 50mL; balão volumétrico de 50mL;
béquer de 50mL.

2.8. Referências
E. O. Albuquerque. Aulas Prática de Química. Editora Moderna, São Paulo, 1994.

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PRÁTICA 2: PROCESSOS DE SEPARAÇÃO E PURIFICAÇÃO

1. OBJETIVO
Realizar experimentos descrevendo processos de separação e purificação de misturas
químicas.

2. PROCEDIMENTOS
2.1. Experimento 1 - Filtração Simples
Materiais: Tubos de ensaio; Suporte para tubo de ensaio; Funil de vidro; Papel de filtro;
Soluções aquosas de sulfato de cobre (II) (1mol/L) e hidróxido de sódio (1mol/L); Béquer;
Bastão de vidro.

Método: Transferir 10mL da solução de CuSO4 para um tubo de ensaio. Repetir o


procedimento para o NaOH. Transferir as soluções para um béquer de 100,0 mL e em seguida
agitar a solução resultante com um bastão de vidro e observar os resultados. Esperar alguns
instantes para que o precipitado formado possa se decantar.

Preparar um papel de filtro dobrando-o pela metade e dobrando-o novamente pela metade.
Abrir o cone de papel e encaixar no funil. Umedecer todo o papel de filtro com água destilada
com o auxílio da pisseta e de um bastão de vidro.

Agitar a mistura do béquer e transferir para o funil com a ajuda de um bastão de vidro,
tomando o cuidado de não encher demais o cone do papel de filtro. Após a filtração ter se
completado, retirar o papel de filtro e deixar secar em sua bancada. Avaliar o ocorrido.

2.2. Experimento 2 - Filtração a vácuo e Purificação por Recristalização


Materiais: Béquer; bico de Bunsen; tripé de ferro; suporte, garras e tela de amianto; funil de
buchner; ácido benzoico; sulfato de cobre; sílica; água

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Métodos: Em um béquer de 100 mL contém uma certa quantidade da mistura de ácido


benzóico/sulfato de cobre/sílica. Adicionar a este béquer cerca de 30 mL de água e aqueça a
suspensão tomando cuidado para que a mesma não entre em ebulição. Retirar do
aquecimento, deixar a mistura em repouso por alguns instantes e efetuar a filtração à vácuo.
Transferir o filtrado para um béquer e deixar em repouso até esfriar. Observar o que acontece.
Separar novamente o precipitado por filtração e deixar para secar em sua bancada.

2.3. Experimento 3 - Purificação por sublimação


Materiais: Béquer; bico de Bunsen; tripé de ferro; suporte, garras e tela de amianto; ácido
benzoico; sílica; vidro de relógio
Métodos: Um béquer de 100,0 mL contém uma mistura de ácido benzóico e sílica. Cobrir o
béquer com um vidro de relógio. Aquecer em fogo bem baixo até que um dos componentes
sublime. Identificar o sólido sublimado.

2.4. Experimento 4 - Purificação por Destilação


Materiais: Balão de destilação; condensador; Manta de aquecimento (ou bico de Bunsen;
tripé de ferro; suporte, garras e tela de amianto); solução aquosa de sulfato de cobre (II)

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Métodos: Preparar uma montagem de destilação. Utilizando-se um balão de destilação de


500 mL destilar cerca de 100 mL da solução de sulfato de cobre (II) que estiver em sua
bancada. A destilação deve ser efetuada a uma velocidade tal que o destilado seja recolhido
a uma taxa de duas a três gotas por segundo. Recolher o destilado.

3. QUESTIONÁRIO

1 – Escrever a equação da reação efetuada na prática do item 1 e identificar o


precipitado formado.

2 – No processo de filtração à vácuo e purificação por recristalização, qual é o resíduo


da primeira fração? Que substância permanece em solução? Qual propriedade do ácido
benzóico permitiu a separação?

3 – No processo de purificação por sublimação, qual foi a substância separada?

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4 – Qual a propriedade necessária de um componente para que se possa fazer esta


separação?

5 – Qual seria o procedimento adequado caso a substância separada fosse líquida?

6 – No processo de purificação por destilação, qual é a substância recolhida no béquer?

7 – Dê dois exemplos de outras substâncias que são capazes de sublimar.

8 – Dê dois exemplos de outras misturas azeotrópicas, indicando a composição e a


temperatura de ebulição.

9 – Sugira métodos para separar os componentes das seguintes misturas:


a) Sal e areia
b) Ferro e enxofre
c) Ouro e areia
d) Água e etilenoglicol (PE = 195ºC)
e) Sal e água
f) Gasolina e querosene

10 – O que é mistura? E o que é uma substância pura?

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PRÁTICA: REAÇÕES QUÍMICAS

1. INTRODUÇÃO
O processo pelo qual as espécies químicas transformam-se, em outras
substâncias diferentes, chama-se reações químicas. As espécies originais são
chamadas reagentes enquanto que as novas espécies geradas são chamadas de
produtos.
Numa reação de síntese, partimos de mais de um reagente e obtemos um
único produto. Na reação de decomposição, obtemos mais de um produto a partir
de um único reagente. Nas reações de simples troca ou deslocamento, uma
substância simples reage com uma substância composta, deslocando desta última
uma nova substância simples. Nas reações de dupla troca, dois reagentes
permutam seus íons ou radicais entre si, dando origem a dois novos compostos.
Nas reações de oxirredução ocorre a troca de elétrons entre as espécies reagentes.
As espécies que cedem elétrons são redutoras, e as que recebem elétrons são
oxidantes.
Em muitas reações químicas há desprendimento de calor: são reações
exotérmicas. Quando o calor é absorvido, a reação é endotérmica.

2. OBJETIVOS
Identificar os diferentes tipos de reações Químicas.
Classificar e equacionar reações.

3. MATERIAIS
 Estantes com tubos de ensaio
 Pipetas de 1 mL, 5 mL e 10 mL

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 Pinça
 Pinça tesoura
 Pinça madeira
 Cápsula de porcelana
 Espátula
 Béquer de 50 mL e 25mL
 Provetas de 50 mL e 10 mL
 Termômetro
 Bastão de vidro
 Canudo de refresco
 Fita universal de pH

- Solução de cloreto de sódio 0,1 mol.L-1 - Solução de iodeto de potássio a 0,1 mol.L-1

- Solução de brometo de potássio 0,1 mol.L-1 - Solução de tiocianato de amônio a 5%


- Solução de cloreto de ferro III a 3% - Solução de ácido clorídrico 0,1 mol.L-1
- Solução de hidróxido de sódio a 10% - Fio de cobre
- Solução de hidróxido de sódio 0,1 mol.L-1 - Magnésio em fita
- Solução de nitrato de prata a 5% - Fenolftaleína
- Solução de sulfato de cobre II 1,00 mol.L-1 - Carbonato de cálcio
- Solução de ácido clorídrico 1,00 mol.L-1 - Hidróxido de sódio
- Solução de Hidróxido de Cálcio 1,00 mol.L-1 - Acetato de sódio
- Solução de nitrato de chumbo 0,1 mol.L-1 - Palha de aço (bombril)

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4. PROCEDIMENTO
1. Em um tubo de ensaio, adicionar cerca de 3 mL de solução de cloreto
de sódio, seguido da adição de 3 mL de solução de Brometo de Potássio. Observe
e anote os resultados.

2. Colocar, em um tubo de ensaio, 5 mL de solução de cloreto de ferro III


e adicionar, a seguir, 1 mL de solução de hidróxido de sódio a 10%. Observar se
houve formação de um precipitado, caso contrário adicionar um pouco mais de
base. Equacione e classifique a reação. Indicar qual o composto, insolúvel, foi
formado.

3. Levar um pequeno fragmento de magnésio, seguro por uma pinça


(não use pinça de madeira), à chama do bico de gás (muito cuidado ao observar, a
luz emitida pode prejudicar a vista). Observe e anote os resultados. Recolher o
produto em uma cápsula de porcelana. Adicionar 10 mL de água destilada e agitar
com bastão de vidro para homogeneizar. Adicionar 2 gotas de fenolftaleína.
Observar. Anotar. Equacione e classifique as reações ocorridas.

4. Em um tubo de ensaio, contendo cerca de 3 mL de solução de nitrato


de prata, imergir cerca de 1 cm de fio de cobre. Aguarde cerca de cinco minutos,
observe e anote os resultados. Equacione e classifique a reação.

5. Colocar, em um tubo de ensaio, cerca de 3 mL de solução de sulfato


de cobre II. Introduzir uma pequena porção de palha de aço, de forma que a mesma
fique totalmente imersa na solução, aguarde alguns minutos. Observe e anote os
resultados. Equacione e classifique a reação.

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6. Colocar em um tubo de ensaio, cerca de 1 g de carbonato de cálcio,


em seguida adicione cerca de 5 mL de ácido clorídrico. Observe e anote os
resultados. Equacione e classifique a reação.

7. Colocar, em um béquer de 25 mL, cerca de 10 mL de solução de


hidróxido de cálcio. Pegue um canudo de refresco e assopre dentro da solução.
Observe e anote os resultados. Equacione e classifique a reação.

8. Colocar 1 mL de solução de cloreto de ferro III em um tubo de ensaio,


junte cerca de 1 mL de solução de tiocianato de amônio e agite. Observe e anote
os resultados. Equacione e classifique a reação.

9. Colocar, em um béquer de 50 mL, 10,00 mL de solução de iodeto de


potássio, seguido da adição de 10 mL de nitrato de chumbo. Agite bem, observe e
anote os resultados.

10. Dissolva uma pequena quantidade de hidróxido de sódio em cerca de


5,0 mL de água destilada. Verifique a temperatura e anote os resultados.

11. Dissolva uma pequena quantidade de acetato de sódio em cerca de


5,0 mL de água destilada. Verifique a temperatura e anote os resultados.

12. Em um tubo de ensaio, adicione cerca de 5 mL de solução de ácido


clorídrico a 0,1 mol.L-1 e afira o pH. Repita o mesmo procedimento para uma solução
de hidróxido de sódio a 0,1 mol.L-1. Por fim, junte as duas soluções em um único
tubo de ensaio e afira o pH. Observe e anote os resultados.

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5. QUESTIONÁRIO

Equacione, balancei e classifique todas as reações.

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