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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO TECNOLÓGICO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA
LABORATÓRIO DE PROPRIEDADES MECÂNICAS

DISCIPLINA: Laboratório de Propriedades Mecânicas


Professor: Márcio Celso Fredel

RELATÓRIO 02 – ENSAIO DE IMPACTO

Acadêmico(s)
1. Antônio Vicentim Neto
2. Alexandre Guedes Vieira

Florianópolis, 30 de Agosto de 2010


Sumário

1 – Introdução...........................................................................................................................03
2 – Objetivos.............................................................................................................................04
3- Fundamentos.........................................................................................................................05
3.1 – Tensão e Deformação em termos da
Tração........................................................05
3.2 – Limite de Escoamento .........................................................................................05
3.3 – Deformação Elástica............................................................................................05
3.4 – Deformação Total.................................................................................................05
3.5 – Tensão de Ruptura ...............................................................................................06
3.6 – Tensão Máxima....................................................................................................06
3.7 – Módulo de Elasticidade........................................................................................06
3.8 – Resiliência ...........................................................................................................06
3.9 – Tenacidade ..........................................................................................................07
3.10 – Ductilidade.........................................................................................................07
3.11 – Encruamento......................................................................................................07
3.12 – Coeficiente de Encruamento..............................................................................08
4- Descrição do Experimento....................................................................................................09
5- Apresentação dos Resultados...............................................................................................12
6- Discussão e Conclusões........................................................................................................15
7 – Bibliografia e Referências Bibliográficas...........................................................................16
8 – Anexo..................................................................................................................................17

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1 – Introdução

Quando se busca a determinação das propriedades mecânicas de um material, realizam-se


ensaios que, geralmente, seguem normas e padrões. A maioria destes ensaios são destrutivos, pois
promovem a ruptura no corpo de prova. Um destes ensaios é denominado ensaio de impacto.
O ensaio de impacto é um ensaio dinâmico usado principalmente no estudo de fraturas
frágeis de materiais que serão utilizados em baixa temperatura, estudando assim o efeito das cargas
dinâmicas sobre o material. Este ensaio é usado para medir a tendência de um metal de se comportar
de maneira frágil, e o seu resultado é útil apenas para efeitos de comparação de materiais ensaiados
nas mesmas condições.
Este ensaio consiste em medir a quantidade de energia absorvida por uma amostra do
material, quando submetida à ação de um esforço de choque de valor conhecido. O método mais
comum para ensaiar metais é o do golpe, no qual a máquina através de um movimento pendular
desfere um golpe sobre o material promovendo sua ruptura. O pêndulo é levado a uma posição pré-
determinada, onde adquire uma energia inicial. Ao cair, ele encontra no seu percurso o corpo de
prova, que se rompe. A sua trajetória continua até certa altura, que corresponde à posição final, onde
o pêndulo apresenta uma energia final. Quanto menor for a energia absorvida, mais frágil será o
comportamento do material àquela solicitação dinâmica.
Para este ensaio o corpo de prova normalmente possui um entalhe, o qual por sua vez tem a
função de localizar a ruptura do material e promover um estado triaxial de tensões. A medida da
energia absorvida no impacto é obtida pela diferença de altura atingida pelo martelo antes e depois
do impacto, multiplicada pelo peso do mesmo. Normalmente nas máquinas o valor dessa energia já é
indicada por um mostrador em forma de ponteiro seguindo uma escala graduada.

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Figura 1 – Martelo pendular.
2 – Objetivos

Um dos principais objetivos do ensaio de impacto é determinar se o material sofre ou não de


uma "transição dúctil-frágil" com um decréscimo de temperatura e, se sofrer, a faixa de temperatura
que isso acontece. A transição dúctil-frágil está relacionada à dependência da temperatura, pois com
o decréscimo da mesma, o material se fragiliza, dificultando assim a movimentação das
discordâncias. Portanto é a partir deste ensaio que se obtém a temperatura mínima de trabalho de um
material, que está relacionada ao que se conhece como "temperatura de transição dúctil-frágil" -
TTDF, grandeza que varia de material para material. A TTDF determina a temperatura mínima de
trabalho do material para que ele continue apresentando comportamento dúctil. Abaixo da TTDF o
comportamento do material é de caráter frágil, o que pode ser perigoso, especialmente para
aplicações estruturais. Materiais para uso em temperaturas criogênicas (ou próximas do zero
absoluto) costumam ser os que apresentam sistema CFC(Cúbico de Face Centrada), pois estes não
rompem por clivagem, assim sendo não apresentam uma TTDF. A temperatura de transição dúctil-
frágil (TTDF) diminui com o aumento dos teores de elementos como manganês nas ligas ferríticas.
Vários outros fatores podem afetar essa temperatura, como a espessura do material, o tamanho de
grão, encruamento e como já citado, a presença e quantidade de certos elementos de liga.
Esses fatores propiciam um “deslocamento” da curva para a faixa de temperatura que se
deseja, por exemplo, quando se adicionam os elementos de liga. A seguir temos um gráfico onde
podemos visualizar a influência do percentual de carbono no aço na TTDF.

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Figura 2 – Exemplo de TTDF para aços.

A temperaturas mais altas, a energia é relativamente grande, em correlação com um modo


dúctil de fratura. Conforme a temperatura diminui, a energia de impacto cai repentinamente por
uma estreita faixa de temperatura. Mais abaixo, na região em que a energia tem valor constante,
mas pequeno, o modo de ruptura é frágil.

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3 – Fundamentos

4 – Descrição do Experimento

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5 – Apresentação dos Resultados

5.1 Lista de Tarefas A:

O corpo de prova utilizado neste ensaio tem suas dimensões de acordo com a norma
americana E - 23 da ASTM [2], sendo charpy do tipo A, ou seja, segue a seguinte especificação em
mm:

Figura 3 – Especificações para corpo de prova Charpy tipo A

Agora, para o cálculo da energia máxima de impacto que a máquina utilizada pode
proporcionar (em Joules), utiliza-se a seguinte equação, onde m é a massa do martelo [kg], g é a
aceleração da gravidade [m/s²], r é a distância do centro de rotação até o centro de gravidade do
martelo [m] e α é o ângulo de suspensão máximo:

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Emáx = m*g*r*(1 – cos(α)) Eq. 01
E calculando para os determinados valores:
m = 18,750 kg
g = 9,81 m/s²
r = 0,825 m
α = 160º
Desta forma:
Emáx = 294,35 J

Os resultados registrados foram os seguintes:

Número do teste Temperatura [ºC] Energia absorvida [J] Energia abs. por área [kJ/m²]
01 93,2 76,5 956,25
02 18,8 37,3 466,25
03 6,3 25,5 318,75
04 -190,5 5,9 73,75

Figura 4 – Pontos experimentais

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Figura 5 – Curva aproximada experimental

Figura 6 – Pontos experimentais em um gráfico real [3]

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Segundo Souza 1982 [1], o critério que melhor se adapta, numa comparação entre os ensaios
de impacto e as rupturas encontradas na prática, é o critério de que a TTDF é obtida pela temperatura
que corresponde a 50% de fratura fibrosa e a 50% de fratura frágil, no entanto essa informação é
difícil de encontrar sem o auxílio da análise de fratura, e desta forma foi escolhido o critério com a
TTDF mais próxima, ou seja, o critério onde a TTDF é a temperatura média entre os valores dos
patamares superior e inferior da curva Desta forma, utilizando a curva aproximada experimental, o
valor da TTDF é de aproximadamente 43 ºC.
Se o material ensaiado tiver sido tratado térmico ou superficialmente, tem-se que tomar
alguns cuidados, pois quanto mais endurecido for o material, menor é a faixa de transição dúctil-frágil.

5.2 Lista de Tarefas B - compreensão:

1. A ruptura se deu perto de Lhasa e não em outro lugar, devido justamente às


temperaturas mais baixas daquele local. Com temperaturas mais baixas alguns materiais
apresentam um caráter de ruptura frágil como já explicado anteriormente, devido à maior
proximidade dos átomos e assim dificultando a movimentação das discordâncias, assim
sendo, explica-se também o fato da maior tensão de ruptura testado no ensaio de tração,
ou seja, o material fica mais duro e frágil com a redução da temperatura (isso
principalmente para materiais de estrutura CCC).
2. As chances seriam maiores, pois como visto na figura 6, apesar da transição ser mais
suave, estes materiais possuem uma TTDF maior e também uma resistência ao impacto
menor.

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6 – Discussão e Conclusões

7 – Bibliografia e Referências Bibliográficas

[1] SOUZA, Sergio Augusto de. Ensaios Mecânicos de Materiais Metálicos. 5. Ed. São Paulo:
Edgard Blucher, 1982
[2] American Society for Testing and Materials (ASTM), Annual Standards, EUA, Parte 2, 1978
[3] Figura fornecida pela monitora da disciplina EMC 5110 no dia 30/08/2010

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