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Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: Religião Data: 15-02-2020

(EF05ER01PE) Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes culturas e tradições religiosas como recurso para
preservar a memória.

AUMENTANDO O CONHECIMENTO

O RESPEITO

Respeito é um sentimento positivo que significa respeitar, ter apreço, consideração.


O respeito é um dos valores mais importantes que devemos ter, pois possui um grande valor
social.
Devemos ter respeito não só por pessoas, mas também por religião, nação, animais e muito
mais.
É importante compreender que o respeito não é sempre aceitar o que os outros dizem, mas
sim, saber com educação e tranquilidade, colocar nossa opinião.
Durante a convivência, seja na família, seja na escola, muitas vezes, descobrimos que a maior
dificuldade de comunidade é o exercicio do respeito entre as pessoas. Desde o modo de falar com o
outro até o modo de falar do outro. Negativamente, o primeiro é grosseria, má educação; o segundo
é fofoca. É preciso compreensão, solidariedade, tranquilidade e justiça para haver respeito. Sem isso,
não poderemos ser éticos.
Vamos ler um belo poema?

Quem sou eu?


(Pedro Bandeira)

Eu às vezes não entendo!


As pessoas em um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.

Em cada lugar que eu vou,


Na escola, na rua também,
Ouço dizerem assim,
Quando se fala de alguém:
- Você conhece o Fulano,
Que chegou de uma viagem?
- O pai dele é muito rico,
Tem dois carros na garagem!
- E o Maneco lá do clube?
Pensa que é rico também?
Precisa ver que horrível
É o tênis que ele tem!

Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?
Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
soubesse que eu sou gente.
falasse do que eu penso,
lembrasse do que eu falo,
pensasse no que eu faço
soubesse por que me calo!

Porque eu não sou o que visto.


Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!

A partir da leitura do poema “Quem sou eu?”, responda as questões abaixo:

1) No poema, o eu lírico pergunta: “As pessoas são o que são ou os que elas têm? ” O que você
acha? Explique.
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2) Você acha correto julgar uma pessoa apenas por aparência? Por quê?
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3) Na sua opinião, o que é mais importante em uma pessoa?


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4) O que é preciso para que haja respeito entre as pessoas?


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5) Precisamos respeitar, também os animais. Cite algumas situações de respeito aos animais:
a) Domésticos ________________________________________________________________

b) Silvestres _________________________________________________________________
Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: Religião Data: 15-02-2020

(EF05ER01PE) Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes culturas e tradições religiosas como recurso para
preservar a memória.

Para casa
O respeito é uma atitude que favorece que as relações interpessoais sejam adequadas e
satisfatórias.
Além disso, o respeito é a atitude necessária para conviver sem conflitos, aceitando as diferenças
entre as pessoas.

1) Leia a tirinha a seguir e responda ao que se pede:

a) De acordo com o desenho da terceira tirinha, qual o significado de 'respeito'


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b) Mesmo quando não gostamos de o trabalho de alguém devemos valorizá-lo. Por quê?
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2) Faça uma lista de regras de boa convivência na escola.


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Leia o texto a seguir e responda as questões:


O maior dos guerreiros
O aluno perguntou ao mestre:
- Como faço para me tornar o melhor dos guerreiros?
O mestre respondeu-lhe:
- Vá atrás daquela colina e insulte a rocha eu se encontra no meio da planície.
- Mas para quê, se ela não vai me responder? – retrucou o aluno.
- Então golpeie-a com a sua espada.
- Mas minha espada se quebrará!
- Então, agrida-a com as suas mãos.
- Assim vou machucar minhas mãos- diz o aluno, insatisfeito com as respostas do mestre. – E
também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como eu faço para me tornar o
maior dos guerreiros.
O mestre diz:
- O maior dos guerreiros é aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem
provocações, mas está sempre pronto para desvencilhar-se de qualquer ataque inimigo.
Alexandre Rangel

a) O que o aluno perguntou ao mestre?


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b) O garoto escutou aquilo que procurava? Justifique.


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c) Que mensagem podemos tirar dessa parábola para a nossa vida?
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3) Leia a tirinha abaixo e reescreva a fala de Júlia de forma que demonstre respeito ao colega
de sala:

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Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: História Data: 18-02-2020

(EF05HI02PE) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia
de Estado e/ou de outras formas de organização social.

Organizar-se para viver bem


Nos grupos nômades, as pessoas trabalha vam juntas para se alimentar e se proteger. Acredita-se que
esses grupos tinham líderes, que podiam ser os caçadores ou guerreiros mais habilidosos ou mais fortes. Os
líderes não podiam tomar decisões sozinhos, precisando consultar outros membros do grupo.
Quando os grupos humanos se tornaram sedentários, o número de pessoas começou a crescer e foram
desenvolvidas novas formas de tomar decisões e criadas novas tarefas para o funcionamento das
comunidades. Inicialmente, as primeiras aldeias eram formadas por um pequeno número de pessoas,
geralmente membros de uma mesma família que viviam e trabalhavam juntos. Ao longo do tempo, as aldeias
cresceram ainda mais e deram origem às primeiras cidades. Esse processo levou milhares de anos, mas entre
10 mil a.C. e 5 mil a.C. já existiam cidades em diversas regiões do planeta.
Hoje, nossas sociedades são formadas por um grande número de pessoas. O Brasil, por exemplo, conta
com mais de 208 milhões de pessoas, segundo a estimativa do IBGE para 2017. Estima-se que, no passado,
quando ainda predominava o nomadismo, os grupos humanos eram formados por apenas algumas dezenas
de pessoas.
Nessas sociedades da Mesopotâmia, já bastante organizadas, o governante tinha grande poder. Porém,
em outras sociedades da Antiguidade, surgiram outras formas de organização e de governo, em que o poder
do governante tinha limites.
Os gregos, por exemplo, foram um povo que surgiu no segundo milênio a.C. na Europa, em região não
muito distante da Mesopotâmia. Eles viviam em cidades independentes e tinham formas variadas de governo.
Na cidade grega de Atenas, parte da população participava do governo por meio de assembleias e do
voto. Esse tipo de organização política foi chamado democracia, apesar de nem todos terem direito de
participar das decisões.
A ideia de democracia na Grécia antiga não era a mesma de hoje, em que todos os cidadãos têm direito
de participar das escolhas políticas, mas foi um dos primeiros exemplos de regime democrático no mundo.
O regime político que existe hoje no Brasil também é a democracia, que tem sua origem nas experiências
passadas na Grécia e em outras democracias que existiram ao longo do tempo. Veja algumas características
dessa forma atual:
O governo conta com representantes eleitos e com funcionários para administrar a população que vive em
seu território.
Os representantes da população criam regras, leis e direitos para todos os cidadãos do país. Isso serve
para evitar conflitos, disputas e favorecer o bom convívio entre as pessoas.
Os governantes devem:
1 – manter a ordem da comunidade e garantir o seu bem-estar.
2 – garantir que todos tenham seus direitos respeitados e que todos colaborem para o funcionamento do país.
O Brasil é uma república federativa democrática, na qual todos os governantes são escolhidos de forma
direta ou indireta pelos cidadãos brasileiros com mais de 16 anos.
O Brasil foi, a partir de 1500, uma colônia de Portugal. Em 1822, passou a ser um país independente,
tornando-se uma Monarquia. Desde 15 de novembro de 1889, o Brasil é uma República democrática governada
por um presidente eleito, que deve obedecer à Constituição. O país também passou por períodos de ditadura,
mas hoje é uma democracia.
A primeira Constituição da República brasileira foi aprovada em 1891. Segundo esse documento, somente
homens alfabetizados maiores de 21 anos podiam votar. Não podiam votar mulheres, analfabetos, mendigos,
soldados e religiosos.
A Constituição atual, em vigor desde 1988, é bem diferente da primeira. Hoje todos os brasileiros entre 18
e 70 anos são obrigados a votar, independentemente de sua profissão, sexo ou condição financeira. Os
analfabetos, os jovens de 16 a 18 anos e as pessoas com mais de 70 anos podem votar se desejarem, mas
não são obrigados.

Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: História Data: 15-02-2020

Atualmente, há eleições obrigatórias no Brasil a cada dois anos.


(EF05HI02PE) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia
de Estado e/ou de outras formas de organização social.

Para casa

Atualmente, todos os cidadãos brasileiros com mais de 16 anos podem votar para escolher o
presidente, os governadores, os prefeitos e outros representantes do povo. Porém, nem sempre foi
assim.
Leia o texto abaixo sobre a conquista do voto feminino.

De saia às urnas

Você sabia que houve uma época em que as mulheres simplesmente não podiam votar?
[...] No início [da República], apenas homens com mais de 21 anos que soubessem ler e escrever
podiam votar. Somente em 1932 as primeiras mulheres foram às urnas, após um decreto do então
presidente Getúlio Vargas.
[...]
Na luta pelo direito ao voto feminino, uma cientista teve papel de destaque: a bióloga Bertha Lutz.
Em 1922, ela ajudou a fundar e presidiu a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, organização
que buscava promover a educação e a profissionalização das mulheres. Ela não só liderou a
campanha pelo voto feminino, como também pelo direito de as mulheres se candidatarem – a própria
Bertha foi eleita deputada federal em 1936.
Você pode estar se perguntando: por que toda essa luta para votar? Ora, porque é uma
oportunidade importante de participar do futuro do país!
DORNELLES, Camille. De saia às urnas. Ciência Hoje das Crianças, 4 out. 2012.
Disponível em: <http://chc.org.br/de-saias-as-urnas/>. Acesso em: 21 nov. 2017.
Converse com os adultos que moram em sua casa ou que você encontra na escola. Faça as perguntas
abaixo e anote as respostas em seu caderno.
a) Você conhece mulheres que exercem cargos políticos?
b) Você considera o voto importante? Por quê?
Inglês

Anotação

Os pronomes são palavras que servem para substituir um substantivo na oração. Existem vários tipos de pronomes
em inglês (pronouns in English), cada um tem uma função específica. A definição mais simples diz que um pronome
é uma pequena palavra que substitui o substantivo (noun) para que o texto seja menos repetitivo. Estas substituições
devem ser entendidas quando lemos o texto.

I - eu

you - você

she - ela

he - ele

it – (para objetos ou animais, não tem um equivalente exato)

we - nós

you - vocês

they – eles

Os pronomes pessoais em inglês são os mais conhecidos, simplesmente porque são os que mais se usam nas orações
e perguntas. Eles indicam quem está falando e a quem se refere a oração ou a pergunta .

Atividade de casa:
1) Encontre os Personal Pronouns no caça palavras abaixo e complete a tabela ao lado.

.2) Reescreva as seguintes sentenças utilizando o Pronome Pessoal correspondente.


a) Fernando loves chocolate. He loves chocolate.
b) Gabriela drinks soda.
c) Linda and Emma are cool.
d) Danny and Gabriel are brothers.
e) John and I are friends.
f) Totó is brown.
Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: Matemática Data: 19-02-2020

(EF05MA02PE) Ler, escrever e ordenar números racionais na forma decimal com compreensão das
principais características do sistema de numeração decimal, utilizando, como recursos, a composição
e decomposição, o sistema monetário, reta numérica, entre outros.

Para casa
1) Leia a seguir um trecho de uma reportagem sobre o lixo produzido no Brasil.

[…] A cada 24 horas, o Brasil produz 240 mil toneladas de lixo – sujeira que seria suficiente para lotar 1 160 aviões
cargueiros do tipo Boeing 747. Em 1982, cada brasileiro jogava fora meio quilo de lixo por dia. [...] Em 2012, o valor
atingiu 1 kg. Ainda é pouco comparado com o Japão, onde cada habitante produz 2 quilos de lixo ao dia.
[…] São Paulo é a cidade brasileira que mais produz lixo. São 56 mil toneladas geradas todos os dias, quantidade
que preencheria um prédio de 30 andares.
O guia dos curiosos. Disponível em:
<http://guiadoscuriosos.uol.com.br/categorias/3104/1/lixo.html>.
Acesso em: 29 dez. 2017.
a) Escreva o número correspondente a:
240mil: ___________________________________________________________
56mil: ____________________________________________________________
b) Qual é o valor posicional do algarismo 2 no número 240 mil?
___________________________________________________________________________

c) Você já parou para refletir sobre a quantidade de lixo que produzimos em um dia? Converse
com os seus familiares e elabore uma lista com possíveis atitudes que podemos tomar para contribuir
para diminuir a produção do lixo nas cidades.

2) Podemos representar quantidades usando códigos. Observe a legenda e escreva o número


representado em cada quadro.
a) Com esse código, a posição do símbolo interfere no número que está sendo representado?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
b) Pense em um número e represente-o usando esse código.
________________________________________________________________

3) Observe o exemplo e escreva o valor posicional dos algarismos destacados nos números a
seguir.

4) O Brasil é um país que recebe turistas do mundo todo e durante o ano inteiro. A tabela abaixo
mostra quantos turistas chegaram ao Brasil por alguns estados em 2015. Observe-a e
responda às questões.

Dados obtidos em: Ministério do Turismo. Disponível em: <http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/2016-02-04-11-53-


05/item/download/440_268262d9bdef3912cbdea85a0599e997.html>. Acesso em: 19 jan. 2018.

1. Que centena de milhar inteira está mais próxima do número de turistas que chegaram ao Brasil
pelo Paraná?
2. Qual é a ordem de grandeza do número de turistas que chegaram ao Brasil por Pernambuco?
3. Escreva os números da tabela em ordem decrescente.

Desafio matemático

Descobrindo o caminho
Siga adicionando sempre 6 e pintando os quadrinhos com os resultados corretos, até
encontrar a saída
Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: Geografia Data: 20-02-2020

(EF05GE03PE) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais,


econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento, ressaltando as regiões influenciadas
pelos centros urbanos regionais.

As cidades se transformam

Você já estudou que os seres humanos transformam a natureza diariamente por meio do
trabalho, deixando suas marcas nas paisagens. Essas marcas podem ser percebidas ao longo do
tempo, por exemplo, nas mais variadas construções, que vão sendo erguidas e destruídas de acordo
com as necessidades dos grupos humanos.
Além das formas urbanas, as cidades possuem funções diferentes, que são definidas de acordo
com sua localização e com as atividades econômicas desenvolvidas, entre outros fatores. Observe o
exemplo da cidade de Natal, a capital do Rio Grande do Norte, que inicialmente teve a função de
defesa do território e hoje tem múltiplas funções.
Antigamente era mais simples identificar as funções das cidades de acordo com as atividades
predominantes em cada período da História: falávamos em cidades industriais, financeiras, religiosas,
turísticas, político-administrativas (sedes de governo). Atualmente, é correto dizer que uma cidade
pode ter múltiplas funções, pois geralmente abriga diversas atividades.
Vamos conhecer o exemplo da cidade de Santos, no estado de São Paulo. Essa metrópole
com cerca de 430 mil habitantes teve seu processo de urbanização impulsionado pela construção do
porto e enriqueceu no início do século XX com a exportação do café produzido no estado.
Atualmente, há a exploração de petróleo e de gás natural na bacia de Santos, uma atividade de grande
importância econômica.
Vários municípios brasileiros recebem milhares de visitantes todos os anos e têm o turismo
como sua principal atividade econômica. Geralmente esses municípios são conhecidos por sua beleza
natural, suas manifestações culturais e paisagens históricas, atraindo turistas brasileiros e
estrangeiros.
O turismo é uma atividade do setor terciário da economia. Para que gere renda, requer que os
municípios criem a infraestrutura necessária para atender os turistas: estradas de acesso, portos,
aeroportos, rodoviárias, ruas em boas condições para circulação de ônibus, rede de hotéis, pousadas,
restaurantes, comércios, museus e outras atrações de lazer e diversão.

Para casa:
1) Pesquise, no site da prefeitura de seu município, em um atlas ou em imagens aéreas, como é o
desenho das ruas da região central de sua cidade. Esse desenho assemelha-se a alguma das
formas urbanas citadas? Qual? Conte à turma.

Sua melhor escolha!

Aluno (a) 5º Ano

Professora: Kerle Lima Aguiar Componente Curricular: Língua Portuguesa Data: 15-02-2020

(EF15LP02PE) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições


antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus
conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte
e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante
a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

Restos do carnaval, de Clarice Lispector


Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e
para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete.
Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente
vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando,
como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que
era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham
sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em
mim. Carnaval era meu, meu.
No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me
haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de
escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas
eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um
saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao
constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase
nada já me tornava uma menina feliz.
E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à
minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta
do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável
com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas
com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha
cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus
cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados
pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho
intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava
minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita
e feminina, eu escapava da meninice.
Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que
tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera
fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel
crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu
assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom
nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais
vira.
Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe
de minha amiga - talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez
por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com
o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre
quisera: ia ser outra que não eu mesma.
Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada:
minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação,
pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - à ideia
de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de
combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria!
Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor
meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De
manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse
bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde:
com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não
posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu
estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e
ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e
mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto
ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo,
correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me
espantava.
Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas
alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que
encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo
uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de
lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com
remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava
me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito
bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu
meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu
então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido:
eu era, sim, uma rosa.

Clarice Lispector ((novaescola@fvc.org.br)


Depois da leitura, responda as questões que seguem no caderno:

1- Onde se desenrola a narrativa?


2- Quanto à narradora do texto, descreva:
a) Idade
b) Situação financeira
3- Com que se divertia a narradora durante o carnaval?
4- O que significavam as máscaras para ela?
5- Como a narradora se arrumava para o carnaval?
6- Que oportunidade surgiu, a ponto de mudar o rumo do carnaval, para a narradora?
7- O que imaginava a personagem- narradora quanto a sua fantasia diante de uma chuva
8- O que acontece de modo a desiludir a foliã no dia de carnaval?
9- O que salvou a foliã diante de tal tristeza?

Para casa

QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO

1. O último carnaval traz à memória da autora os carnavais de sua infância. Na primeira parte do
texto, ela nos fala daqueles carnavais em geral. Na segunda parte, de "um carnaval diferente dos
outros". O que fez a diferença?

2. A afirmação "eu fora desencantada" (décimo parágrafo) resume o sentimento da autora diante do
modo como tudo acabou acontecendo naquele carnaval diferente. Como podemos interpretar a
afirmação?

3. No último parágrafo, a autora nos diz: "Só horas depois é que veio a salvação". Por que o gesto do
menino acabou sendo tão importante para a menina?

4. No nono parágrafo, a autora nos diz que coisas piores lhe aconteceram e ela perdoou, mas que o
acontecido naquele carnaval diferente "não posso sequer entender agora". Por quê?

5. No segundo parágrafo, a autora diz: "Ah, está se tornando difícil escrever." Qual é a razão para
esse desabafo da autora neste ponto do texto?