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1. Qual a importância de Sócrates para a filosofia? O que quer dizer “o


homem é a sua alma” para Sócrates?

R: Sócrates foi um filósofo grego que dizia desde criança ouvia a voz de Deus
incentivando ao ofício da filosofia. Após tornar-se um filósofo, Sócrates passou
a ajudar a população de Atenas de forma gratuita a população rica ou pobre a
descobrir nelas mesmas o conhecimento que as conduziriam a virtude. A
pergunta essencial era: O que é a essência do homem? Sendo sua resposta: O
homem e a sua alma, alma como razão, o eu consciente, a consciência moral e
intelectual o que distingue o homem dos demais animais da natureza.

2. Quem eram os sofistas? Como Sócrates entendia sua filosofia?

R: Os sofistas eram filósofos que se concentraram em entender a problemática


do homem, porém Sócrates se opunham ao relativismo de seus valores. Os
sofistas formavam um grupo à parte de retóricos de aluguel, conhecendo a arte
da argumentação eles relativizavam a ética e a moral, defendendo quem quer
que fosse, desde que bem remunerados. Platão, chamava-os de impostores e
malabaristas de argumentos.

3. Explique a Teoria das Ideias de Platão. Explique também o mito da


caverna.

R: A teoria das ideias ou das formas, é apresentada através de alegoria ou mito


no diálogo a República. O mito da caverna é uma metáfora sobre a ilusão do
mundo sensível, aquele apreendido pelos sentidos em contraposição ao mundo
inteligível, o apreendido pelo intelecto. O mito da caverna é explicada da seguinte
forma, existem prisioneiros acorrentados desde a infância dentro de uma
caverna, não conseguindo nem mexer-se nem comunicar-se entre si. Esta
caverna possui uma passagem de luz atrás deles e do lado de fora uma fogueira,
entre a entrada e a fogueira existe uma estrada, por ela as mais diferentes
pessoas e itens transportados passam, os homens na caverna conseguem
apenas ver a sombra do que passa na entrada. Caso os prisioneiros
conseguissem comunicar-se entre si, eles tomariam como verdade as formas
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que veem nas sombras projetadas. Certo dia um dos prisioneiros conseguiu sair
da caverna e ver o mundo como ele realmente é, pode observar como realmente
são as formas do mundo. Após sua experiência, ele retornou à caverna e
compartilhou com os outros prisioneiros o que havia vivenciado, mas ninguém
deu importância ao relato. Para Platão a caverna é o mundo que nos cerca, as
sombras projetadas são a ilusão propiciada pelos sentidos e o prisioneiro fugitivo
é o filósofo, e a subida a região superior é a ascensão da alma ao mundo
inteligível, ao sol do conhecimento.

4. Como Aristóteles entendia a Doutrina das Ideias? De onde as ideias se


originam para Aristóteles? O que quer dizer “as ideias estão dentro das
coisas”?

R: Aristóteles foi um crítico da doutrina das ideias, ele não acreditava em um


mundo de ideias a parte, com as formas ideais das coisas, nem que no mundo
real fosse uma cópia imperfeita ou simulada do mundo das ideias. Para ele a
ideia das coisas, estavam justamente dentro das coisas, as suas próprias
características. Ao contrário de Platão, ele entendia que a ideia de algo era um
conceito criado pelos homens de tanto observar vários objetos semelhantes e
não antes. Aristóteles também considerava os cinco sentidos preciosas fontes
de informação aos homens e animais, a diferença é que os homens raciocinam,
trabalhando desta forma as informações recebidas pelos sentidos e comunicar
estas análises para os outros humanos.

5. Como a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles pode ajudar a


compreender a Psicologia?

R: A principal característica do pensamento de Platão é encontrar uma


justificativa ontológica para as posições de Sócrates. Ou seja, responder a nossa
primeira pergunta, no caso, o que é intelecto. No entanto, suas teorias trazem
um dos primeiros esboços dos principais temas psicológicos, tais como,
intelecto (via cognitiva) emoção (via afetiva), motivação e saúde mental (via
ativa e grandes sínteses), e diferenças individuais.
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Uma preocupação que vem desde os primeiros filósofos era elucidar o que é
verdade e o que é aparência. A verdade deveria estar em algum ponto entre
as impressões sensoriais e a reflexão racional. Protágoras, o sofista, dizia
que o conhecimento dependia das sensações e a verdade poderia ser uma para
cada pessoa. Sócrates, ao contrário, acreditava que o saber já estava na alma e
assim se deveria buscar a verdade nos mais profundo do ser. Para Platão, o
conhecimento não poderia apoiar-se nas impressões sensoriais pois elas
estavam em constante mudança. O conhecimento verdadeiro não poderia
sustentar-se em aparências. Teria que se valer de alguma coisa que fosse
permanente e que existisse fora da mente do percebedor. Isto não quer dizer
que ele descartasse completamente a informação sensorial, mas que mostrava
a necessidade do uso da memória, da razão e da memória inata para se chegar
a verdade.

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