Você está na página 1de 4

04/03/2019 Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais, textos René Guénon

Sooooo
        Você aind
Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais
Textos de acredita e
        democrac

Luiz Pontual Do you s


believe
Democra
O Instituto cursos livros notícias

Você ainda
acredita em
democracia?

Apresentação
                                  
               
                 A idéia deste livro remonta a 1981, quando empreendemos estudo         
aprofundado da obra magistral de René Guénon, metafísico contemporâneo e escrito
consagrado à Tradição. Tratava-se para nós, intelectualmente, de algo inédito e
verdadeiramente revolucionário, no sentido etimológico do termo, isto é, um retorno
aos princípios e aos valores permanentes.

                Guénon denunciou a monstruosidade dos tempos modernos, resultado da


ruptura com todas as autênticas tradições da humanidade desde suas origens. Por ou
lado, resgatou para o Ocidente seus verdadeiros valores, concordantes em essência c
as doutrinas orientais.

                A “democracia” é apenas uma ferramenta moderna a serviço do


materialismo, da massificação da ignorância e da mediocridade: seus fundamentos n
se sustentam, como se verá neste livro. No entanto, a “democracia” tornou-se um
verdadeiro tabu. Ninguém pode criticá-la sem logo ser rotulado de “nazista”, seja pe
esquerda, seja pelos ditos liberais.

               Embora a obra de Guénon, pela natureza mesma de seus temas e pela
qualificação intelectual do autor se dirija necessariamente a uma minoria, uma
conspiração de silêncio o cerca há um século. Guénon é um ilustre desconhecido,
apesar da importância dos seus livros.

http://www.reneguenon.net/LivroAcreditaDemocraciaIntrod.html 1/4
04/03/2019 Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais, textos René Guénon
              Nosso objetivo é atingir um público maior, potencialmente capaz de
compreender os motivos e os bastidores da farsa “democrática”, desde que tenha em
mãos informações e argumentos suficientes e necessários.

              “Você ainda acredita em democracia?” é o resultado, certamente muito


imperfeito, deste projeto.  Se, por um lado, os argumentos tradicionais desmascaram
impiedosamente a farsa democrática, por outro, resgatam verdadeiros valores da
humanidade desde sempre, isto é, a transcendência implicada em todas as autênticas
religiões e doutrinas sagradas.

              Não é suficiente, no entanto, nos limitar à denúncia da farsa democrática ou


sua  ausência de princípios. É preciso demonstrar, ainda que em linhas gerais, como
quando esta anomalia foi concebida e, finalmente, implementada, o que nos leva a
examinar alguns fatos históricos determinantes, entre outros, o surgimento do
protestantismo e suas nefastas conseqüências: o materialismo e o combate sem trégu
às verdadeiras religiões e doutrinas tradicionais.

              Em nenhuma outra parte do mundo a idéia “democrática” (e protestante) fo


tão longe como nos Estados Unidos, que hoje comanda a “globalização”, na base da
força bruta. Mas, afinal, o que é este projeto de hegemonia mundial? É a imposição
todos os países, sem exceção, do ponto de vista predominantemente materialista e an
religioso próprio da “democracia americana”, sob pena de invasão e ocupação milita
aos que se recusarem a submeter-se.

               O leitor, conhecendo causas e objetivos da ideologia democrática, poderá


compreender melhor as razões e o significado  do “11 de setembro” , uma conspiraç
tipicamente norte-americana , destinada a servir de catapulta à guerra frontal às
religiões em geral e ao Islã em particular.

              Como já é fato consumado em relação ao Afeganistão e Iraque (Síria e Irã


serão os próximos?), o objetivo sionista -americano é a invasão, ocupação e imposiç
do “regime democrático” (anti-religioso) aos países de forte presença islâmica além
claro, da apropriação das riquezas naturais de importância estratégica, como o petró
e a água potável.

             Os recentes eventos políticos internacionais não são episódios isolados ou


simples etapas a cumprir em um projeto geopolítico de alcance restrito. Trata-se, com
veremos nas páginas que seguem, de algo com alcance incomparavelmente maior,
previsto em todas as tradições autênticas: a guerra final do ponto de vista materialist
contra todas as religiões e doutrinas (ao fim de contas, contra Deus, como se isto fos
possível), o que representa   nada menos que o fim de um ciclo desta humanidade, c
o advento do Anticristo.

                                                                                      Luiz Pontual

Capítulo I   -   A ilusão democrática

http://www.reneguenon.net/LivroAcreditaDemocraciaIntrod.html 2/4
04/03/2019 Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais, textos René Guénon

                
                  Um
dos falsos fundamentos da democracia é o voto, que deveria ser, em
princípio, um julgamento coletivo da arte de governar. Ora, ninguém, sinceramente
defenderia a idéia estapafúrdia de que a maioria está qualificada intelectualmente e
com conhecimentos suficientes sobre administração e governo para exercer tal
julgamento.

              Guardadas as devidas proporções, tal suposição  igualitária equivaleria a


afirmar que todos estão capacitados, por exemplo, a opinar sobre uma questão de
medicina. Uma situação real, como um atropelamento, ilustra muito bem tal absurd
em torno da pessoa gravemente ferida, dezenas de curiosos observam, aflitos, o
acontecimento.  
              – Qual o critério plausível para determinar os que poderiam ajudar o ferido
Naturalmente, os que ali estivessem qualificados para tal, isto é , médicos ou
enfermeiros. Uma votação estaria inteiramente fora de propósito, pois a maioria nun
está qualificada para uma função como a medicina, assim como não está para a
administração.

              Se o raciocínio é válido para o destino de um ferido por atropelamento, é


evidente que se levarmos em conta o destino de milhões de indivíduos, que é o que
ocorre no caso de eleições para governo, constatamos que o procedimento é
inteiramente irresponsável.

             O "fundamento democrático", que afirma a superioridade da maioria, ou sej


que uma opinião defendida por maior número de indivíduos é superior a outra,
defendida, por exemplo, por uma minoria qualificada para tal opinião, equivale a
sustentar que 200 garrafas de vinho vagabundo, só por serem grande quantidade,
possuem conteúdo superior a um único copo de vinho de alta qualidade. Ou, então,
afirmar que 1.450 indivíduos, das mais variadas profissões, estariam mais bem
qualificados do que um único especialista para resolver uma questão de física quânt

             Na origem da ilusão democrática está a negação da hierarquia natural, cuja


expressão mais clara encontra-se na doutrina hindu de castas,  hierarquia que se
estabelece, qualitativamente,  de cima para baixo, isto é, desde o mais elevado - o
espiritual - até o menos elevado - o material. Ao contrário, os critérios que baseiam
democracia são de ordem quantitativa e, conseqüentemente, materialistas.    
  
            A negação da superioridade qualitativa e da hierarquia pode ser ilustrada  po
um fato marcante ocorrido na Idade Média, mais precisamente em 1313, com a
destruição da Ordem do Templo por Felipe, o Belo, então Rei da França. Este mona
secularista, cuja cobiça e projetos políticos lhe custaram a excomunhão, ordenou o
cerco ao palácio do Papa Bonifácio VII que, preso e brutalizado, morreu um mês ap
tal afronta. Felipe  força então a nomeação de um papa francês submisso, Clemente
e, com este gesto, marca a ruptura do Ocidente com sua própria tradição, sendo o
precursor do laicismo.

http://www.reneguenon.net/LivroAcreditaDemocraciaIntrod.html 3/4
04/03/2019 Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais, textos René Guénon
           A contestação da superioridade sacerdotal (atitude típica do Kchatryia 
revoltado), em princípio, implica a negação do Princípio Único, ou Deus. Mas,
respeitando a lógica, como é possível defender tal negação?

           Em resposta a esta questão, veremos a seguir o que constitui a doutrina hindu
castas e, na seqüência, um resumo do estudo “O Demiurgo” de  René Guénon, que
trata  a questão capital da existência do Princípio Único.

Veja aqui como adquirir este livro.

E-mail

estudostradicionais@hotmail.com  luizpontual@hotmail.com

http://www.reneguenon.net/LivroAcreditaDemocraciaIntrod.html 4/4