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Curso Preparatório

Certificação Profissional Anbid - CPA 10


SETEMBRO 2006

Índice Geral do Programa de Treinamento


Módulos Tema Participação % no Exame
1 Sistema Financeiro Nacional & 5% a 10%
Ética e Regulamentação 10% a 15%
2 Noções de Economia e Finanças 10% a 15%
3 Princípios de Investimento 10% a 20%
4 Produtos de Investimento 15% a 25%
5 Fundos de Investimento 25% a 40%

Recursos deste Programa de Treinamento

Caro treinando,

Este é o material de estudo do programa de treinamento que vai preparar você parar o
exame de Certificação Profissional ANBID – CPA 10 de setembro de 2006.
Eu sou seu professor virtual e vou aparecer muitas vezes ao longo dos 5 (cinco) módulos
para ajudá-lo, chamando sua atenção para os pontos de maior importância, sugerindo
discussões, fazendo perguntas, enfim, utilizando diversos recursos para atingirmos, juntos,
nosso objetivo final: sua aprovação no próximo exame de certificação ANBID.

Veja abaixo alguns dos recursos utilizados neste programa.

Grupo Eletrônico
Lembre-se de que, a qualquer momento, você pode e deve pedir a ajuda aos professores
utilizando o recurso de comunicação colocado à sua disposição.
Use e abuse desse recurso. Não permita que dúvidas prejudiquem seu aprendizado.

Detetive
Fique de olho no detetive. Ele indicará pontos que caíram nos exames passados e têm grande
chance de caírem novamente no exame que você vai prestar.

5 Mini-simulados
Ao término de cada apostila será aplicado um mini-simulado para testar seu conhecimento sobre o
tema específico do programa.

Revisão
Ao final de cada módulo você encontrará sua respectiva revisão. Ela, entretanto, não substitui a
leitura completa do módulo.

Glossário
A bC Utilize esse recurso em caso de dúvida ou desconhecimento de algum termo o jargão de mercado.

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TERMO DE RESPONSABILIDADE AO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
firmado entre o CLIENTE CONTRATANTE e
BANKRISK EDITORA E PUBLICAÇÕES LTDA. (CONTRATADA)

No ato do recebimento deste material, eu, funcionário do CONTRATANTE, e participante do


grupo de estudo para o exame de Certificação Profissional da ANBID, comprometo-me a:

1) não utilizar os sistema de comunicação da CONTRATADA para invadir a privacidade ou


prejudicar outros usuários da Internet;

2) não praticar qualquer ato que direta ou indiretamente ofenda e denigra a imagem e a
identidade de outra pessoa quer seja física ou jurídica, bem como quaisquer instituições, ou
utilizar autorização falsa ou indevida para agir em nome de outros, utilizando-se o sistema ou
ferramentas de comunicação, ou Website da CONTRATADA;

3) não utilizar o sistema ou o Website da CONTRATADA para enviar qualquer mensagem que
seja ofensiva, depreciativa e atentatória contra qualquer pessoa;

4) não acessar de forma ou em condições não autorizados qualquer sistema de computador


conectado à Internet ou a qualquer informação considerada privada através do sistema ou
Website da CONTRATADA;

5) não tentar obter acesso ilegal ou indevido aos Serviços On-line ou Off-line da
CONTRATADA;

6) não alterar e/ou copiar arquivos ou obter senhas e dados de terceiros, incluindo a
CONTRATADA, sem prévia e expressa autorização, por escrito;

7) não desrespeitar direitos autorais e/ou de propriedade intelectual da CONTRATADA e/ou de


terceiros.

É expressamente defeso a CONTRATANTE e a qualquer usuário, de maneira direta ou


indireta, ainda que de forma eventual, utilizar para fins diversos daqueles específicos para os
quais a informação foi fornecida, modificar, copiar, decompilar, produzir engenharia reversa,
distribuir, transmitir, reproduzir, publicar, licenciar (total ou parcialmente), criar trabalhos
derivados a partir das informações, programas, bases de dados, conteúdos, apostilas, produtos
ou serviços da CONTRATADA e de seus Serviços de Treinamento on-line ou off-line, seja interna
ou externamente ao ambiente de trabalho da CONTRATANTE, incluindo quaisquer materiais
correlatos fornecidos, por escrito, pela CONTRATADA à CONTRATANTE, para o cumprimento
dos Serviços objeto de contrato firmado.

O recebimento e a posse deste material de estudo substitui a assinatura do


funcionário que reconhece sua responsabilidade em relação aos atos citados acima.

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Sistema Financeiro Nacional &
MÓDULO 1 Ética e Regulamentação

Sistema Financeiro Nacional – de 5 a 10%


Ética e Regulamentação – de 10% a 15%
Total de 15% a 25% do exame!!

METAS DE APRENDIZADO

MA1 Sistema Financeiro Nacional

MA2 Órgãos Normativos, Entidades Supervisoras e Órgão de


Auto-Regulação

MA3
Principais Intermediários Financeiros

MA4 Outros Intermediários ou Auxiliares Financeiros

MA5 Sistemas e Câmaras de Liquidação e Custódia

MA6 Conta Corrente de Investimento

MA7 Ética e Regulamentação

MA8 Códigos de Auto-regulação ANBID

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MÓDULO 1 - Sistema Financeiro Nacional & Ética e Regulamentação
Índice

1. Sistema Financeiro Nacional


1.2 Funções Básicas dos intermediários financeiros 5
1.3 Definição de intermediação financeira 5
2. Estrutura do Sistema Financeiro Nacional
2.1 Órgãos de Regulação, Auto-Regulação e Fiscalização 6
2.1.1 Conselho Monetário Nacional – CMN 7
2.1.2 Banco Central do Brasil – BACEN 7
2.1.3 Comissão de Valores Mobiliários – CVM 8
2.1.4 ANBID 8
3. Principais Intermediários Financeiros
3.1 Bancos Múltiplos 9
3.2 Bancos Comerciais 9
3.3 Banco de Investimento 9
4. Outros Intermediários ou Auxiliares Financeiros
4.1 Sociedade Corretora de Títulos e Valores Mobiliários 11
4.2 Sociedade Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários 11
4.3 Bolsas de Valores 12
4.3.1 Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA 12
4.3.2 Bolsa de Mercadorias e Futuros 12
5. Sistemas e câmaras de liquidação e custódia
5.1 SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia 13
5.2 CETIP – Câmara De Liquidação e Custódia 14
5.3 CBLC – Cia Brasileira de Liquidação e Custódia 14
5.4 SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro 15
6. Conta Corrente de Investimentos
6.1 Conceito e Finalidade 17
6.2 Produtos integrados e não-integrados 17
6.3 Movimentações e Transações 18
7. Ética e Regulamentação

7.1 Princípios Éticos 24

7.2. Venda casada 28


7.3 Restrições do investidor 31
7.4 Prevenção contra a Lavagem de Dinheiro 32
7.4.1 Caracterização do Crime 32
7.4.2 Formas de Prevenção 33
7.4.3 Operações Suspeitas 34
7.4.4 Pessoas/destinatários sujeitos a lei de Lavagem de Dinheiro 36
8. Códigos de Auto-Regulação ANBID
8.1 Código de Auto-Regulação ANBID para a indústria de Fundos de Investimento 37
8.1.1 Princípios Gerais 37
8.1.2 Prospecto 37
8.1.3 Conceito e Finalidade da Marcação a Mercado 38
8.1.4 Diretrizes para publicidade e divulgação de material técnico de Fundos 39
8.1.5 Selo ANBID 41
8.2 Código de Auto-Regulação ANBID para o Programa de Certificação Continuada 41

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1. Sistema Financeiro Nacional
MA1
1.1 Funções básicas

Por que um Sistema Financeiro sólido é primordial para uma nação?

ƒ Faz parte da dinâmica econômica que, em decorrência de qualquer movimentação


de compra, venda ou troca de mercadorias ou serviços, haja uma operação de
natureza monetária, envolvendo algum intermediário financeiro: há um cheque para
receber ou depositar, uma duplicata para ser descontada, uma transferência de
dinheiro de uma conta para outra ou uma operação de crédito para antecipar a
realização do negócio.

ƒ Qualquer fato econômico, seja ele de transformação, circulação ou consumo, é


suficiente para gerar movimentação do mercado financeiro. Por isso, é fundamental a
estabilidade do sistema que interliga essas operações, para a segurança das relações
entre os agentes econômicos.

1.2 – Função dos Intermediários Financeiros

Sabemos que existem diversos personagens no mercado financeiro, alguns com


excesso de recursos dispostos a investi-los, visando uma remuneração por seu capital,
outros precisando de recursos visando atender suas necessidades de caixa.
Como esses personagens se encontram? O caminho natural para esse “encontro”
ocorrer é no mercado financeiro, onde diversas instituições financeiras captam a
poupança dos doadores e transferem para aqueles que necessitam de recursos.
Podemos chamar esse encontro de “intermediação financeira”.

Os tomadores finais são aqueles que se encontram em posição de déficit financeiro,


ou seja, pretendem gastar, em consumo ou investimento, mais do que sua renda.
Eles precisam de capital adicional e estão dispostos a pagar pelo capital que
obtiverem.

Os doadores finais são aqueles que se encontram em situação exatamente inversa,


de superávit financeiro, ou seja, pretendem gastar em consumo ou investimento,
menos do que sua renda. Estão dispostos a emprestar esse capital excedente e
querem receber juros pelo empréstimo.

1.3 Definição de Intermediação Financeira


Intermediação financeira é o processo pelo qual tomadores e doadores de recursos
encontram-se em um ambiente organizado, fiscalizado e controlado por vários
órgãos, visando o perfeito funcionamento desta importante função do Sistema
Financeiro Nacional.

Intermediários Financeiros
Compõem o Sistema Financeiro Nacional e se dedicam, de alguma forma, ao trabalho de
propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre
poupadores e investidores capazes, portanto, de financiar o crescimento da economia.

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2. Estrutura do Sistema Financeiro Nacional
MA2

O chamado “Sistema Financeiro Nacional” é muito amplo. Apenas parte


dessa estrutura será exigida pelo programa de certificação ANBID – CPA10.

Vamos conhecer os principais integrantes e suas principais atribuições.

2.1 Órgãos de Regulação, Auto-Regulação e Fiscalização


Fonte: site do Banco Central do Brasil

Órgãos Conselho Monetário


normativos Nacional – CMN

Comissão de
Banco Central
Entidades Valores
do Brasil
Supervisoras Bacen
Mobiliários
CVM

Instituições
Financeiras Bolsas de
Captadoras Mercadorias
de Depósito e Futuros
a vista

Demais
Bolsas de
Operadores Instituições
Valores
Financeiras

Outros Intermediários
Financeiros e
Administradores de
recursos de terceiros

Entidade de Associação Nacional dos Bancos de Investimento


Auto-regulação ANBID

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Os livros que tratam deste assunto diferem entre si a respeito da forma de
identificar as instituições participantes do mercado. Por exemplo, entidades
supervisoras são também chamadas de órgãos de fiscalização. Embora com
nomes diferentes, as atribuições e responsabilidades não variam.

2.1.1 Conselho Monetário Nacional – CMN - Órgão Normativo

O Conselho Monetário Nacional (CMN), instituído pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de


1964, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento
do SFN.

Os membros do CMN são:


CMN
ƒ Ministro da Fazenda (Presidente)
Órgão normativo do
Sistema Financeiro ƒ Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
Nacional
ƒ Presidente do Banco Central do Brasil.

Ao CMN compete:

ƒ Estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia. Por


exemplo, é competência do CMN definir a meta de inflação no País e disciplinar todos
os tipos de crédito.

ƒ Regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições


financeiras.

ƒ Estabelecer medidas de prevenção ou correção de desequilíbrios econômicos.

2.1.2 Banco Central do Brasil - Entidade Supervisora ou Órgão de


Fiscalização

Missão do BACEN O Banco Central do Brasil (BACEN) é uma autarquia vinculada ao Ministério da
Assegurar a estabilidade Fazenda. É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e
do poder de compra da
responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional.
moeda e a solidez do
sistema financeiro
nacional. Dentre suas atribuições estão:

ƒ Autorizar o funcionamento e fiscalizar as instituições financeiras.


ƒ Efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais.
Atenção! ƒ Receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e
O BACEN executa as bancárias.
normas deliberadas pelo
ƒ Realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras.
CMN.
ƒ Exercer o controle de crédito e da movimentação de capitais estrangeiros.
ƒ Emitir moeda. O BACEN, seguindo deliberação do Conselho Monetário Nacional,
emite papel-moeda e moeda metálica.

Compra e venda de títulos públicos, recolhimento de compulsórios e


operações de redesconto são instrumentos utilizados pelo BACEN
para implementação da política monetária. Você ficará sabendo mais
sobre estes instrumentos no módulo 2. Aguarde!

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2.1.3 Comissão de Valores Mobiliários – Entidade Supervisora ou Órgão de
Fiscalização

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também é uma autarquia vinculada ao Ministério


da Fazenda, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976.

É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores


mobiliários do país, promovendo medidas incentivadoras para a canalização da poupança
ao mercado de capitais.

Para este fim, exerce as funções de:


ƒ assegurar o funcionamento eficiente dos mercados de capitais (bolsas de valores e
mercado de balcão);
ƒ proteger os investidores, coibir fraudes e manipulação do mercado;
ƒ assegurar transparência de informações do mercado de capitais;
ƒ estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
ƒ promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e
ƒ estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas.

Você já leu algumas vezes a expressão “valores mobiliários”, não é mesmo?


Afinal, o que é um valor mobiliário?
Seu conceito jurídico é o seguinte: representa um investimento realizado em
dinheiro, com o intuito de lucro, ofertado ao público e sobre o qual este não possui
controle direto. A lista de valores mobiliários é grande mas os que fazem parte do
programa do programa da certificação são:
• Ações
• Debêntures e commercial papers
• Swap
• Cotas de Fundos de Investimento

Abordaremos estes produtos em profundidade nos módulos 4 e 5. Aguarde!

Vamos conhecer, agora, um órgão de auto-regulação do mercado – a ANBID,


associação que, aliás, é a entidade que concederá a certificação aos candidatos
que obtiverem índice de acerto igual ou superior a 70% em exame de 80
questões.

2.4 - ANBID – Associação Nacional dos Bancos de Investimento


A ANBID - Associação Nacional dos Bancos de Investimento - é uma entidade de
representação do segmento das instituições financeiras que operam no mercado de
capitais. Seus associados são, basicamente, os bancos de investimento e os bancos
múltiplos com carteira de investimento.
A ANBID procura criar procedimentos que permitam a auto-regulação do mercado,
os quais, depois de aprovados, devem ser seguidos por todos os associados.
Veja no item 9.1 deste módulo o conceito e os códigos de auto-regulação da ANBID
exigidos pelo programa de certificação.

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3. Principais Intermediários Financeiros
MA3

Existe uma distinção importante entre as instituições que podem e as que não
podem captar depósitos à vista. Vamos conhecê-las melhor.

3.1 Bancos Múltiplos

Os bancos múltiplos são instituições financeiras que realizam operações ativas (crédito),
passivas (captação) e serviços, por intermédio das seguintes carteiras:

ƒ Comercial;
ƒ De investimento;
ƒ De desenvolvimento, exclusiva para bancos públicos;
ƒ De crédito imobiliário;
ƒ De crédito, financiamento e investimento;
ƒ De arrendamento mercantil (leasing).

Fique O banco múltiplo deve ser constituído por, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas,
obrigatoriamente, comercial ou de investimento.
atento!
O banco múltiplo com carteira comercial pode captar depósitos à vista.

3.2 - Bancos Comerciais

Os bancos comerciais têm como objetivo principal proporcionar suprimento de recursos


necessários para financiar, a curto e a médio prazos, o comércio, a indústria, as
empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral.

A captação de depósitos à vista (conta corrente) é atividade típica do banco comercial.

Também pode captar depósitos a prazo (CDB, Letra Hipotecária, etc.)

3.3 - Bancos de Investimento

Os bancos de investimento são instituições financeiras especializadas em:


ƒ financiamento da capital fixo e capital de giro, a médio e longo prazos;
ƒ administração de recursos de terceiros. (Administração e venda de fundos de
investimento).
ƒ Aquisição de títulos e valores mobiliários.

Não possuem contas correntes e captam recursos via depósitos a prazo (CDB
e RDB), repasses de recursos internos e externos.

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Você deve estar curioso e quer saber o porquê dessa importante distinção em relação à
possibilidade de captar depósitos à vista.
Essa preocupação se justifica em função do efeito multiplicador que os depósitos à vista
provocam. Acompanhe a explicação abaixo.

Efeito Multiplicador da Moeda

Dizemos que os Bancos que detêm depósito à vista de clientes criam moeda.
Ou seja, toda moeda que entra para o sistema financeiro e é contabilizada como
deposito de um Banco será emprestada várias vezes, possivelmente através de diversas
transações bancárias consecutivas como veremos na ilustração a seguir.
Dá-se a este fenômeno o nome de “efeito multiplicador da moeda”.

Acompanhe o exemplo a seguir e veja como uma nota de R$100 pode se transformar
em R$200 com a multiplicação do dinheiro disponível em conta corrente via operações
de crédito.

O Sr. José têm R$ 100


disponíveis e efetua um Caixa Banco A
depósito no Banco “A” A
R$ 100,00

O Banco “A” empresta


estes recursos para o
Sr. Luiz, também
cliente do Banco “A”

O Sr. Luiz paga uma


dívida que tinha com a
Sra. Joana emitindo
um cheque

Caixa Banco B
A Sra. Joana deposita B
este cheque em sua
conta corrente no
R$ 100,00
Banco “B”

Caixas Banco A + B
R$ 200,00

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4. Outros Intermediários ou Auxiliares Financeiros
MA4

4.1 Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários

As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são instituições cuja área


de atuação é, basicamente, o mercado acionário.
Corretoras de
Valores Dentre seus objetivos estão:
Únicas instituições que
operam no recinto das ƒ operar em bolsas de valores;
Bolsas
ƒ comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros;
ƒ administração de carteiras e custódia de títulos e valores mobiliários;

Operação ƒ instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento;


compromissada
ƒ realizar operações compromissadas;
Operação de
compra/venda de ƒ operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros.
títulos com
compromisso de São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil.
revenda/recompra.
Vide módulo 2.

4.2 Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários

Basicamente exercem funções semelhantes às Sociedades Corretoras, com uma


exceção: Distribuidoras NÃO PODEM operar no recinto das Bolsas.

São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil.

Por serem instituições financeiras, tanto as Corretoras quanto as


Distribuidoras são supervisionadas pelo Banco Central do Brasil.
Algumas das suas atividades (por exemplo, administração de fundos
de investimento) são também supervisionadas pela CVM.

No caso das Corretoras de Valores, as operações em Bolsas também


são fiscalizadas pela CVM.

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4.3 Bolsas de Valores

As bolsas de valores são associações privadas civis, sem finalidade lucrativa, com
objetivo de manter ambiente adequado ao encontro de seus membros e à realização,
entre eles, de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em
mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado por seus membros e
pela Comissão de Valores Mobiliários.

4.3.1 Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo

BOVESPA A Bolsa de Valores de São Paulo é uma entidade auto-reguladora que opera sob a
É a principal Bolsa supervisão da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
de Valores do Brasil.
O quadro social da BOVESPA é integrado por sociedades corretoras que podem
operar no Sistema Eletrônico de Negociação - Mega Bolsa.

Na BOVESPA, são regularmente negociados:


ƒ ações de companhias abertas,
ƒ opções sobre ações,
ƒ direitos e recibos de subscrição,
ƒ bônus de subscrição,
ƒ cotas de fundos de investimento fechados,
ƒ debêntures e notas promissórias.

4.3.2 BM&F Bolsa de Mercadorias e Futuros

As bolsas de mercadorias e futuros são associações privadas civis, sem finalidade


lucrativa, com objetivo de efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e
financeira, das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico.

Para tanto, devem desenvolver, organizar e operacionalizar um mercado de


derivativos livre e transparente, que proporcione aos agentes econômicos a
oportunidade de efetuarem operações de hedging (proteção) ante flutuações de preço
de índices, taxas de juro, moedas, metais, commodities agropecuárias, bem como de
todo e qualquer instrumento ou variável macroeconômica cuja incerteza de preço no
futuro possa influenciar negativamente suas atividades.

Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa e são fiscalizadas pela


Comissão de Valores Mobiliários.

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5. Sistemas e Câmaras de Liquidação e Custódia

Agora que você já sabe quais são as principais instituições financeiras e operadoras do
mercado vai aprender como são liquidadas as operações realizadas por esses diversos
agentes, ou seja, como se processa o pagamento e o recebimento dos recursos
financeiros e dos títulos e valores mobiliários transacionados.
Vamos falar dos Sistemas de Liquidação e Custódia existentes, também conhecidos
como Clearings ou Clearing Houses, responsáveis por essa função.

5.1 SELIC Sistema Especial de Liquidação e Custódia

SELIC Criado em 1979 pela ANDIMA, em parceria com o Banco Central, o SELIC é um
Sistema eletrônico que sistema eletrônico que processa o registro, a custódia e a liquidação financeira
custodia e liquida as das operações realizadas com títulos públicos federais, garantindo segurança,
operações com títulos agilidade e transparência nos negócios.
públicos federais.
O objetivo deste sistema é controlar e liquidar financeiramente as operações de
compra e venda de títulos públicos federais e manter sua custódia física e
escritural.

O SELIC é o depositário central dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional,


dentre eles as Letras LFT, LTN, e as Notas NTN-B, C, D e F e, nessa condição,
processa a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e a custódia desses
títulos.

Você vai aprender as características dos principais títulos públicos federais


liquidados e custodiados pelo SELIC na Parte 4 deste programa de treinamento.
Aguarde!

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5.2 CETIP – Câmara de Custódia e Liquidação
CETIP
Dentre os diversos tipos de
ativos que custodia se
encontram os que fazem parte A CETIP - Câmara de Custódia e Liquidação é uma das maiores empresas de
do programa da CPA10: custódia e de liquidação financeira da América Latina. Sem fins lucrativos, foi
ƒ CDB criada em conjunto pelas instituições financeiras e o Banco Central, em março de
ƒ Debênture 1986, para garantir mais segurança e agilidade às operações do mercado
ƒ Letra Hipotecária financeiro brasileiro.
ƒ Swap
Hoje, a CETIP oferece o suporte necessário a toda a cadeia de operações,
prestando serviços integrados de custódia, negociação eletrônica, registro de
negócios e liquidação financeira.

A segurança da informação é A custódia é escritural, feita através do registro eletrônico na conta aberta em
determinante para garantir a nome do titular, onde são depositados os ativos por ele adquiridos. Isso é uma
confiabilidade dos serviços garantia de que os ativos existem, estão registrados em nome do legítimo
prestados e a integridade da proprietário e podem ser controlados de forma segregada. A CETIP não assume,
própria CETIP, de seus em momento algum, risco de crédito dos emissores dos diversos títulos ali
participantes e dos mercados
registrados.
atendidos.

5.3 CBLC – Cia Brasileira de Liquidação e Custódia

A CBLC atua como Contraparte Central para todos os Agentes de Compensação.


A principal função de uma Contraparte Central (CCP) é, colocando-se entre todos os
compradores e vendedores, assumir o risco das contrapartes entre o fechamento
do negócio e sua liquidação.
Para tanto, as principais atividades de uma contraparte central (CCP) englobam o
cálculo, o controle e a mitigação dos riscos inerentes ao seu papel, que é garantir a
liquidação de todos os negócios. A CBLC torna-se contraparte central no momento
em que a operação é fechada.
Embora a CBLC possa custodiar diversos títulos e valores mobiliários, os principais
valores mobiliários custodiados na CBLC são as ações de companhias abertas.

CBLC
Embora custodie outros ativos, a CBLC é mais conhecida por custodiar as ações
negociadas na BOVESPA.

Atualmente, a CBLC é a responsável pela liquidação de operações de todo o mercado


brasileiro de ações, respondendo pela guarda de 100% das ações do mercado
nacional.

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Se você está no mercado financeiro há algum tempo deve se lembrar de que todas as
liquidações financeiras eram realizadas em cheque, sujeitos à compensação, não é
verdade? Essa forma de liquidação trazia demora e riscos para as transações
financeiras.

O objetivo principal da reestruturação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro foi


melhorar os controles de riscos no Sistema Financeiro Nacional, reduzindo o risco
sistêmico, antes assumido pelo Banco Central do Brasil e demais participantes do
sistema de pagamentos, as instituições financeiras.

5.4 SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro

Sistema de pagamentos é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e


sistemas operacionais integrados usados para transferir recursos do pagador para o
recebedor e, com isso, encerrar uma obrigação.

O Sistema de Pagamentos compreende as entidades participantes do Sistema


Financeiro Nacional (bancos, clearing houses, corretoras, etc.), os subsistemas, os
procedimentos relacionados com a transferência de recursos e de outros ativos
financeiros, bem como o processamento, a compensação e a liquidação de
pagamentos em qualquer de suas formas, como cheques, DOC, boletos, etc.
Novidade para os
clientes com o SPB
Os clientes dos bancos
A principal mudança para os clientes dos Bancos foi a criação de mais uma opção
podem utilizar a TED
de transferência de recursos.
(Transferência Eletrônica
Disponível) para
Os clientes podem utilizar a TED (Transferência Eletrônica Disponível) para transferir
transferir recursos de
recursos de sua conta corrente para uma conta corrente em outro banco, como
sua conta corrente para
alternativa às atuais formas de transferência como cheques ou DOCs.
uma conta corrente em
outro banco, como
Transferências realizadas por meio da TED permitem que os recursos fiquem
alternativa às atuais
disponíveis para uso pelo recebedor, no mesmo dia, assim que o banco destinatário
formas de transferência
receber a mensagem de transferência.
tais como os cheques ou
DOCs.
A nova opção oferece maior segurança e agilidade em relação aos cheques e DOCs,
que continuam a ser processados normalmente no atual Sistema de Compensação.

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NÃO VÁ PARA A PROVA SEM ANALISAR ESTE QUADRO:
Ele contém, em linguagem acessível, as principais características das Câmaras
de Compensação e Custódia que você acabou de estudar.

Definição da função Traduzindo para o nosso dia a dia


Administrada pelo Banco Central do Brasil, Neste sistema são registradas todas as
é um sistema informatizado que se destina operações que envolvem títulos públicos
à custódia e liquidação de títulos federais:
SELIC escriturais de emissão do Tesouro • LFT,
Nacional. • LTN,
• NTN- B e C,
• NTN-D e NTN-F, dentre outros.

CETIP Definição da função Traduzindo para o nosso dia a dia


Efetua a custódia de títulos e valores Isso é uma garantia de que os ativos existem,
mobiliários de emissão privada, estão registrados em nome do legítimo
derivativos, títulos emitidos por estados e proprietário e podem ser controlados de forma
municípios, ativos utilizados como moeda segregada. É aqui que são custodiados:
de privatização e outros títulos de emissão • CDB/RDB,
do Tesouro Nacional. • LH,
• CDI,
• Swaps,
• Debêntures e
• Commercial Papers , títulos que fazem
parte do programa do seu exame.

CBLC Definição da função Traduzindo para o nosso dia a dia


Prestação de serviços de compensação e A CBLC é a contraparte central, ou seja, quem
liquidação física e financeira de operações faz a liquidação física e financeira das AÇÕES.
realizadas nos mercados à vista e a prazo
da BOVESPA e de outros mercados, bem
como a operacionalização dos sistemas de
custódia de títulos e valores mobiliários
em geral . Obs.: Das operações aqui registradas, apenas
Contraparte central que assegura a compra e venda de ações à vista faz parte do
liquidação das operações entre os agentes programa do seu exame.
de compensação.
Aqui são registradas todas as operações
realizadas na BOVESPA.

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6. Conta Corrente de Investimentos (CCI)
MA6
A conta investimento foi criada pelo governo (Lei 10.892 de 13/07/04) para facilitar a
vida do investidor. Com ela, é possível trocar o tipo de aplicação financeira, ou ainda,
transferir o dinheiro de uma instituição financeira para outra, sem pagar CPMF.
Antes da Conta Corrente de Investimento (CCI) era necessário direcionar o montante
investido para a conta corrente antes de reaplicá-lo.
Dessa forma, havia movimentação de débito na conta corrente sujeita à incidência da
CPMF.

Dinheiro Verde Para converter em $$


Dinheiro Verde Para converter em $$
está em azul (passar para a CCI)
está em azul (passar para a CCI)
conta corrente incide CPMF inicial
conta corrente incide CPMF inicial

Se permanecer aplicado
Se permanecer aplicado
até 30/09/06 será
até 30/09/06 será
convertido em $$ azul
convertido em $$ azul
isento de CPMF
Dinheiro Vermelho isento de CPMF
Dinheiro Vermelho
Dinheiro investido até
Dinheiro investido até
em relação 30/09/04
em relação 30/09/04 Se for movimentado até
à CPMF Se for movimentado até
à CPMF 30/09/06 será convertido
30/09/06 será convertido
em $$ verde. Volta para
em $$ verde. Volta para
a conta corrente.
a conta corrente.

Dinheiro Azul Dinheiro que já pagou


Dinheiro Azul Dinheiro que já pagou
investido a partir CPMF uma vez e está
investido a partir CPMF uma vez e está
de 01/10/04 na CCI – livre de CPMF.
de 01/10/04 na CCI – livre de CPMF.

Seu cliente tem dinheiro novo, disponível em conta corrente. Decide investir em Fundos de
Investimento. Pagará CPMF apenas 1 vez quando o dinheiro for transferido da conta corrente para a
Conta Investimento. A partir daí estará livre para transitar entre investimentos, livre da CPMF.

Seu cliente tinha dinheiro aplicado em CDB em 30/09/04 com vencimento previsto para agosto de
2006. No vencimento o dinheiro vai para a conta corrente. Para ser reaplicado deverá passar pela
Conta Investimento, sujeita à incidência da CPMF inicial.
A partir daí estará livre para transitar entre investimentos, livre da CPMF.

Estamos em julho de 2006 e seu cliente tem dinheiro aplicado em Fundo DI, aplicação que transitou
pela Conta Investimento. Deseja resgatar e mudar o dinheiro para um Fundo Multimercado. Não
pagará CPMF porque o dinheiro já está na conta Investimento.

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6.1 Conceito e Finalidade

A Conta Corrente de Investimento é uma conta destinada a depósitos de investimentos, aberta


e utilizada com a finalidade única de troca de aplicações financeiras sem a incidência da CPMF.

Ela proporciona as seguintes vantagens para os investidores:


ƒ Evitar a incidência da CPMF a partir da segunda aplicação financeira.
ƒ Migrar à vontade para vários tipos de investimentos, dentro da mesma instituição,
sem incidência da CPMF.
ƒ Transferir investimentos, entre diferentes instituições financeiras, sem incidência da
CPMF.

Vamos conhecer agora quais são os produtos integrados à Conta Investimento, ou


seja, aqueles que obrigatoriamente transitam por ela.

6.2. Produtos Integrados e não-integrados à CCI

6.2.1 Produtos Integrados


ƒ Títulos de Renda Fixa públicos e privados
ƒ Fundos de Investimento
ƒ Operações compromissadas
ƒ Derivativos
ƒ Opções flexíveis e Swap

6.2.2 - Produtos não Integrados a CCI


ƒ Poupança antiga
ƒ Produtos de Previdência Complementar: PGBL e VGBL, por exemplo
ƒ Títulos de capitalização
ƒ Depósitos judiciais e depósitos em consignação
ƒ Mercado Futuro (ajuste diário)

8.2.3 Produtos opcionais (o investidor decide se deseja ou não transitar pela CCI)
ƒ Mercado de Ações: ações no mercado à vista e contratos de índice de ações
ƒ Poupança nova

Lembre-se de que, a partir da Conta Investimento, seu cliente precisa informar, no


momento da aplicação ou resgate, a origem e o destino do dinheiro.
ƒ Na aplicação: informa se o dinheiro será debitado na conta corrente ou na conta
investimento.
ƒ No resgate: informa se o dinheiro será creditado na conta investimento (pretende
reaplicar) ou na conta corrente (pretende sacar ou adquirir produto não integrado à
Conta Investimento).

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6.3 - Movimentações e Transações

6.3.1 - Resgate: estoque versus dinheiro novo

ƒ Resgates de recursos relativos às aplicações realizadas até 30 de setembro de 2004


obedecerão às regras antigas, ou seja, deverão ser creditados em conta corrente, gerando,
portanto, pagamento de CPMF quando reinvestidos.
ƒ Entretanto, com exceção dos depósitos em caderneta de poupança, se os recursos relativos a
essas aplicações permanecerem aplicados até 30 de setembro de 2006, poderão ser resgatados
diretamente em conta investimento, a partir de 1º de outubro de 2006, sem incidência da
CPMF.
ƒ Todo investimento novo, a partir de 1º de outubro de 2004, dos produtos integrados a CCI,
deverá, obrigatoriamente passar pela Conta Investimento.

6.3.1 - O ingresso dos recursos na CCI poderá ocorrer por:

ƒ Transferência de Conta Corrente integrada para CCI (no mínimo 1 titular em comum, no caso
de múltipla titularidade).
ƒ Por cheque cruzado e intransferível de emissão própria.
ƒ Via TED, de Conta Corrente de depósito à vista para CCI (no mínimo 1 titular em comum, no
caso de múltipla titularidade),
ƒ Via TED, de CCI para CCI (titularidade idêntica, no máximo 2 titulares)
ƒ Não serão permitidos depósitos em espécie ou DOC.

6.3.2 - A saída de recursos da CCI poderá ocorrer por:

ƒ Transferência de CCI para Conta Corrente integrada (no mínimo 1 titular em comum, no caso
de múltipla titularidade).
ƒ Via TED, de CCI para Conta Corrente de depósito à vista (no mínimo 1 titular em comum, no
caso de múltipla titularidade).
ƒ Via TED, de CCI para CCI (titularidade idêntica, no máximo 2 titulares).

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Exercício de Fixação

Assinale FALSO (F) ou VERDADEIRO (V):

1. O Conselho Monetário Nacional pode operar diretamente no mercado


de títulos públicos federais.

2. O funcionamento e as atividades dos bancos comerciais são


regulamentados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

3. Somente bancos comerciais podem manter contas de depósitos à


vista, de livre movimentação.

4. As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários são as únicas instituições


financeiras autorizadas a operar no ambiente das Bolsas de Valores.

5. Tanto uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários quando um


Banco de Investimento podem administrar e organizar Fundos de
Investimento.

6. As Corretoras de Valores têm como principal atividade a realização de


operações de empréstimo para clientes.

7. As operações de compra e venda de ações negociadas na BOVESPA são


liquidadas e custodiadas pela CBLC Cia Brasileira de Liquidação e
Custódia

8. Os bancos de investimento podem captar depósitos à vista e a prazo.

9. O SPB é o conjunto de procedimentos, regras e sistemas operacionais


integrados usados para transferir recursos, bem como para o
processamento, a compensação e a liquidação de pagamentos em
qualquer de suas formas.

10. O SELIC é um sistema eletrônico que custodia e liquida as operações


com títulos públicos federais.

11. A BOVESPA é uma entidade auto-reguladora que opera sob a


supervisão do CMN – Conselho Monetário Nacional.

12. A BM&F é a bolsa onde são realizadas as operações de compra e


venda de ações.

Vire a página para conferir as respostas.

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Exercício de Fixação - Gabarito

Assinale FALSO (F) ou VERDADEIRO (V):

1. O Conselho Monetário Nacional pode operar diretamente no mercado de F


títulos públicos federais.
FALSO: O CMN é apenas deliberativo. Quem pode operar diretamente no
mercado de títulos públicos federais é o Banco Central.

2. O funcionamento e as atividades dos bancos comerciais são F


regulamentados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.
FALSO: O Banco Central é o órgão supervisor competente.

3. Somente bancos comerciais podem manter contas de depósitos à vista, F


de livre movimentação.
FALSO: Bancos Múltiplos com carteira comercial também podem manter
contas de depósitos à vista.

4. As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários são as únicas instituições V


financeiras autorizadas a operar no ambiente das Bolsas de Valores.

5. Tanto uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários quando um V


Banco de Investimento podem administrar e organizar Fundos de
Investimento.

6. As Corretoras de Valores têm como principal atividade a realização de F


operações de empréstimo para clientes.
FALSO: Esta é uma atividade típica dos Bancos Comerciais.

7. As operações de compra e venda de ações negociadas na BOVESPA são V


liquidadas e custodiadas pela CBLC Cia Brasileira de Liquidação e Custódia

8. Os bancos de investimento podem captar depósitos à vista e a prazo. F


FALSO: Apenas os Bancos Comerciais e os Bancos Múltiplos com carteira
comercial podem captar recursos à vista.

9. O SPB é o conjunto de procedimentos, regras e sistemas operacionais V


integrados usados para transferir recursos, bem como para o
processamento, a compensação e a liquidação de pagamentos em
qualquer de suas formas.

10.O SELIC é um sistema eletrônico que custodia e liquida as operações V


com títulos públicos federais.

11. A BOVESPA é uma entidade auto-reguladora que opera sob a F


supervisão do CMN – Conselho Monetário Nacional.
FALSO: A supervisão compete à CVM- Comissão de Valores Mobiliários

12. A BM&F é a bolsa onde são realizadas as operações de compra e venda F


de ações.
FALSO: A BM&F é uma bolsa de derivativos. As operações com ações são
realizadas na BOVESPA.

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Exercício de Fixação – Conta Investimento

ASSINALE FALSO (F) OU VERDADERO


1. A conta investimento pode ser utilizada para outra finalidade que não
seja aplicação financeira.

2. A conta investimento NÃO pode ser movimentada por meio de cheques.

3. Os saldos eventualmente mantidos na conta investimento poderão ser


remunerados.

4. A Conta Investimento NÃO terá saldo negativo ao final do dia.

5. Poderão ser feitas transferências de recursos da conta investimento de


um titular para a conta investimento de outra titularidade.

6. A Conta Investimento NÃO terá linhas de crédito como cheque especial,


por exemplo.

7. Os produtos de previdência complementar assim como os produtos de


investimento transitam obrigatoriamente pela Conta de Investimento.

8. Investimento realizado até 30/09/04 ficará livre da incidência da CPMF


se permanecer investido até 30/09/06.

9. Aplicação feita até 30/09/04, caso resgatada antes de 30/09/06, será


creditada em conta corrente. Eventual reinvestimento estará sujeito à
incidência de CPMF.

10. A Conta de Investimento admite entrada de recursos mediante cheque


de emissão de terceiros e/ou DOC.

11. Caso queira manter uma conta de Poupança integrada à Conta


Investimento o investidor deverá abrir uma nova conta de Poupança.

Vire a página para conferir as respostas.

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Exercício de Fixação – Conta Investimento - Gabarito

ASSINALE FALSO (F) OU VERDADERO


1. A conta investimento pode ser utilizada para outra finalidade que não seja F
aplicação financeira.
FALSO: A CCI tem como única finalidade a troca de aplicações financeiras.

2. A conta investimento NÃO pode ser movimentada por meio de cheques. V

3. Os saldos eventualmente mantidos na conta investimento poderão ser F


remunerados.
FALSO: Os eventuais saldos não são remunerados.

4. A Conta Investimento NÃO terá saldo negativo ao final do dia. V

5. Poderão ser feitas transferências de recursos da conta investimento de um F


titular para a conta investimento de outra titularidade.
FALSO: Devem ser respeitadas as regras de titularidade.

6. A Conta Investimento NÃO terá linhas de crédito como cheque especial, por V
exemplo.

7. Os produtos de previdência complementar assim como os produtos de F


investimento transitam obrigatoriamente pela Conta de Investimento.
FALSO: Os produtos de previdência complementar não são integrados à CCI.

8. Investimento realizado até 30/09/04 ficará livre da incidência da CPMF se V


permanecer investido até 30/09/06.

9. Aplicação feita até 30/09/04, caso resgatada antes de 30/09/06, será V


creditada em conta corrente. Eventual reinvestimento estará sujeito à
incidência de CPMF.

10. A Conta de Investimento admite entrada de recursos mediante cheque de F


emissão de terceiros e/ou DOC.
FALSO: DOC e cheques de terceiros não são permitidos.

11. Caso queira manter uma conta de Poupança integrada à Conta V


Investimento o investidor deverá abrir uma nova conta de Poupança.

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7. Ética e Regulamentação
MA7

A era da ética nas empresas:

Atualmente, para que uma empresa consiga credibilidade junto ao mercado, não basta
só entregar produtos e serviços com qualidade. Embora esse fator seja primordial, o
público consumidor está cada vez mais exigente em relação a princípios éticos.
A obtenção da credibilidade engloba diversos itens relacionados ao portfólio de uma
empresa – e a ética é, notadamente, um dos principais, hoje em dia.
Estamos entrando na ‘era da ética’. O sistema econômico brasileiro passou por um
primeiro movimento rumo à modernidade, à busca da qualidade, trazendo para o país
a série ISO 9000. Depois foi a vez da conscientização sobre a preservação do meio
ambiente, que estabeleceu a ISO 14000, e agora acreditamos que presenciaremos a
chegada da ‘ISO-ética’.
Cristina Ramalho, jornalista e escritora.

A seguir abordaremos alguns itens do Código de Ética e Responsabilidade Profissional


do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros – IBCPF, da
Resolução 2878 do Banco Central e do Código de Auto-Regulação da ANBID para a
indústria de Fundos de Investimento sobre este assunto.

7.1 Princípios Éticos

O Código de Ética e Responsabilidade Profissional do Instituto Brasileiro de


Certificação de Profissionais Financeiros – IBCPF foi concebido para fundamentar
os preceitos morais e valores éticos que devem pautar o comportamento e a
conduta do profissional financeiro no desenvolvimento de suas atividades.
Cabe esclarecer que o texto original do Código refere-se ao Profissional CFP -
Certified Financial Planner que aqui adaptamos para, simplesmente, Profissional
Financeiro.

7.1.1 Princípio de Integridade

Um Profissional Financeiro deve oferecer e proporcionar serviços profissionais com


integridade e deve ser considerado por seus clientes como merecedor de total
confiança. A principal fonte desta confiança é a sua integridade pessoal.

Integridade pressupõe honestidade e sinceridade. Nenhuma recomendação a clientes


Integridade deve estar subordinada a ganhos e vantagens pessoais.
Honestidade acima de
tudo. Dentro do princípio da integridade, pode haver uma certa condescendência com relação
ao erro inocente e à diferença legítima de opinião, mas a integridade não pode coexistir
com o dolo ou subordinação dos próprios princípios.

A integridade requer que um Profissional Financeiro observe não apenas o conteúdo,


mas também o espírito deste Código.

Regras relacionadas ao Princípio de Integridade

ƒ Um Profissional Financeiro não deve influenciar seus clientes através de


comunicações ou propagandas falsas ou enganosas.

ƒ No decorrer das atividades profissionais não deve se envolver em conduta que


implique desonestidade, fraude, dolo ou declarações falsas, ou conscientemente fazer
uma declaração falsa ou enganosa a um cliente, empregador, empregado, colega
profissional, corporação, representante governamental ou qualquer pessoa ou
entidade.

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Exemplo: Seu cliente tem recursos disponíveis para investimento de curto prazo. Você
sugere para ele comprar um título de capitalização, produto cuja meta você ainda não
bateu. Ressalta, ainda, que a rentabilidade do produto é ótima.
Você NÃO respeitou o princípio de integridade. Colocou seu interesse pessoal antes do
interesse do cliente e, ainda, valeu-se de propaganda enganosa para “empurrar” o
produto.

7.1.2 Princípio de Objetividade

Um Profissional Financeiro deve ser objetivo na prestação de serviços profissionais aos


clientes. Objetividade requer honestidade intelectual e imparcialidade. Trata-se de uma
qualidade essencial a qualquer profissional.
Objetividade
Foco no cliente. Independente do serviço particular prestado ou da competência com que um Profissional
Financeiro trabalhe, este deve proteger a integridade do seu trabalho, manter a
objetividade e evitar subordinação, ao seu julgamento, que possa implicar em violação
deste Código.

Regras relacionadas ao Princípio de Objetividade

ƒ Um Profissional Financeiro deve exercer julgamento profissional razoável e prudente ao


prestar serviços profissionais.

ƒ Um profissional financeiro deve agir de acordo com o interesse do cliente.

Exemplo: Seu cliente quer investir em um fundo de ações agressivo, produto que o
Banco onde você trabalha não tem. Você informa ao cliente que não dispõe deste
produto.
Você respeitou o princípio de objetividade. Foi imparcial e honesto ao reconhecer que
não tinha como atender as necessidades do cliente.

7.1.3 Princípio de Competência

Um Profissional Financeiro deve prestar serviços aos clientes de maneira competente e


manter os necessários conhecimentos e habilidades para continuar a fazê-lo nas áreas em
Competência que estiver envolvido.
Só venda o que você
Só é competente aquele que atinge e mantém um nível adequado de conhecimento e
conhece.
habilidade, aplicando o conhecimento na prestação de serviços aos clientes.

Competência inclui, também, a sabedoria para reconhecer as limitações deste


conhecimento e as situações em que a consulta ou o encaminhamento a um outro
Profissional Financeiro é apropriada.

Um Profissional Financeiro, ao conquistar uma certificação, é considerado qualificado para


prestar orientação financeira. Entretanto, além de assimilar o corpo de conhecimento
comum exigido e de adquirir a necessária experiência para a certificação, um Profissional
Financeiro deve firmar um compromisso continuado de aprendizagem e aperfeiçoamento
profissional.

Regras relacionadas ao Princípio de Competência

ƒ Um Profissional Financeiro deve manter-se informado sobre os desenvolvimentos no


campo de produtos financeiros e participar de educação continuada durante toda a sua
carreira profissional para melhorar a competência profissional em todas as áreas em que
esteja envolvido.

ƒ Ademais, um Profissional Financeiro deve satisfazer todas as exigências de educação


continuada mínima estabelecida para os Profissionais Financeiro Certificados pelo Código
de Educação Continuada da ANBID.

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Exemplo: Seu cliente é conservador, porém ficou sabendo que os fundos
multimercado com alavancagem tiveram uma excelente rentabilidade neste mês.
Quer aplicar recursos de curto prazo neste tipo de fundo. Você explica
cuidadosamente os riscos inerentes a esta aplicação e oferece alternativas
condizentes com o perfil do investidor e o horizonte de tempo do investimento,
respeitando a decisão final do cliente.
Você respeitou o princípio de competência. Conhece os produtos que vende e faz
questão que o cliente entenda o tipo de risco que está assumindo, oferecendo
subsídios ao cliente para uma melhor tomada de decisão.

7.1.4 Princípio de Confidencialidade

Um Profissional Financeiro não deve revelar nenhuma informação confidencial do


Confidencialidade cliente sem o seu específico consentimento, a menos que em resposta a
procedimento judicial, para se defender contra acusações de má-prática por parte
Sua profissão exige
do Profissional Financeiro ou em relação a uma disputa civil entre o Profissional
discrição e sigilo.
Financeiro e o cliente.

Um cliente, ao buscar os serviços de um Profissional Financeiro, pode estar


interessado em criar um relacionamento de confiança pessoal com ele. Este tipo de
relacionamento só pode ser criado tendo como base o entendimento de que as
informações fornecidas ao Profissional Financeiro ou outras informações serão
confidenciais. Para prestar os serviços eficientemente e proteger a privacidade do
cliente, o Profissional Financeiro deve salvaguardar a confidencialidade das
informações.

Regras relacionadas ao Princípio de Confidencialidade

ƒ Um Profissional Financeiro não deve revelar – ou usar para seu próprio benefício –
sem o consentimento do cliente, qualquer informação pessoalmente identificável
concernente ao relacionamento do cliente ou aos negócios do cliente, exceto e na
medida em que as informações, ou o seu uso, sejam razoavelmente necessários:
9 Para estabelecer um relato de aconselhamento ou corretagem, para efetuar uma
transação para o cliente; ou
9 Para cumprir as exigências legais ou processo legal; ou
9 Para defender o Profissional Financeiro contra acusações de imperícia; ou
9 Em conexão com uma disputa civil entre o Profissional Financeiro e o cliente.
9 Para propósitos desta regra, o uso proibido de informações do cliente é
considerado impróprio, cause ou não dano ao cliente.

ƒ Um Profissional Financeiro deve manter os mesmos padrões de confidencialidade,


tanto para com seus empregadores quanto para com seus clientes.

ƒ Um Profissional Financeiro, realizando negócio como sócio ou diretor de uma


empresa de serviços financeiros, deve agir de boa fé. Isto inclui, mas não se limita,
a adesão a expectativas de confidencialidade durante a execução do trabalho ou
após o seu término.

Exemplo: Um dos seus clientes inicia processo de divórcio. Comenta com você que
vai precisar vender um apartamento e uma casa na praia o quanto antes, para
conseguir pagar as dívidas e efetuar a partilha dos bens. Você passa o telefone dele
para um corretor amigo, comentando inclusive a precária situação financeira do seu
cliente, no intuito de ajudar.
Você NÃO respeitou o princípio de confidencialidade. Se o cliente não solicitou sua
ajuda, você não pode, em momento algum, revelar dados pessoais ou financeiros do
cliente.

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7.1.5 Princípio de Profissionalismo
Profissionalismo
Respeito à sua classe A conduta de um Profissional Financeiro em todas as questões deve refletir zelo e
profissional. crença na profissão. Devido à importância dos serviços profissionais prestados
pelos Profissionais Financeiros, há responsabilidades concomitantes de se
comportar com dignidade e cortesia com todos aqueles que usam os serviços,
profissionais colegas, e aqueles de profissões relacionadas.
Um Profissional Financeiro também tem obrigação de cooperar com outros
Profissionais Financeiros para melhorar e manter a imagem pública da profissão e
trabalhar em conjunto com outros Profissionais Financeiros para melhorar a
qualidade dos serviços.
Somente através dos esforços combinados de todos os Profissionais Financeiros
em cooperação com outros profissionais, este objetivo poderá ser alcançado.

Exemplo: O Gerente do banco concorrente próximo à sua Agência está utilizando


práticas pouco éticas para “conquistar” alguns dos seus clientes. Você, em
contrapartida, espalha boatos com o objetivo de desmoralizá-lo.
Você NÃO respeitou o princípio de profissionalismo, que diz respeito ao zelo e a
crença na profissão. Ao desmoralizar o concorrente, você estará desmoralizando a
profissão.

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Vender com ética é mais do que cumprir a meta de vendas que lhe foi atribuída. Um
vendedor ético tem foco no relacionamento com o cliente e não apenas no produto
que vende.

Ele quer vender hoje e continuar vendendo ao longo do tempo. Isso só será possível se
fortalecer a confiança que o cliente deposita nele e na organização que representa.

Negócios mirabolantes, jogadas de esperteza e vantagens de origem duvidosa acabam


sempre, a longo prazo, resultando em prejuízo ou desgaste para ambas as partes.

Faça parte do time de profissionais éticos, que conduzem seus negócios corretamente,
alimentando relacionamentos duradouros, rentáveis e confiáveis.

7.2 Venda Casada


A venda casada ocorre quando a empresa exige a aquisição de um produto ou
serviço atrelado, obrigatoriamente, a outro produto ou serviço.

A "venda casada" é a venda A “venda casada”, portanto, consiste na prática de subordinar a venda de um bem
de um produto ou serviço ou serviço à aquisição de outro. O fornecedor obriga o consumidor, na compra de
vinculado à aquisição de outro, um produto, a levar outro que não queira para que tenha direito ao primeiro.
sendo este procedimento
proibido pelo CMN. Se você promover uma venda casada está faltando com seu compromisso em
relação ao comportamento ético e, ainda, contrariando determinação legal, sabia?

O Conselho Monetário Nacional (CMN), em sessão realizada no dia 26 de julho de


2001, editou a Resolução no. 2878, que trata dos procedimentos a serem
observados pelas instituições financeiras e demais instituições subordinadas ao
Banco Central do Brasil na contratação e na prestação de serviços ao público em
geral.

Artigo 17 - É vedada a contratação de quaisquer operações condicionadas ou


vinculadas à realização de outras operações ou à aquisição de outros bens e
serviços.

Parágrafo 1º - A vedação de que trata o caput aplica-se, adicionalmente, às


promoções e ao oferecimento de produtos e serviços ou a quaisquer outras
situações que impliquem elevação artificiosa do preço ou das taxas de juros
incidentes sobre a operação de interesse do cliente.

Parágrafo 2º - Na hipótese de operação que implique, por força da legislação em


vigor, contratação adicional de outra operação, fica assegurado ao contratante o
direito de livre escolha da instituição com a qual deve ser pactuado o contrato
adicional.

Parágrafo 3º - O disposto no caput não impede a previsão contratual de débito em


conta de depósitos como meio exclusivo de pagamento de obrigações.

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O Código de Defesa do Consumidor também trata do assunto. Observe a seguir.

O Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor prevê em seu inciso 1º que é


vedado condicionar o fornecimento de produtos ou serviços ao fornecimento de outro
produto ou serviços bem como, sem justa causa, a limites quantitativos. Isto significa
que quando um fornecedor coloca um produto no mercado ou oferece um serviço, não
pode vincular sua venda ou prestação à aquisição ou contratação de outro produto ou
serviços. Essa prática é considerada abusiva e pode ser matéria de discussão judicial.
Também é proibido ao fornecedor obrigar o consumidor a adquirir um número
determinado de produtos ou serviços, sem justa causa, pois se caracterizará a prática
abusiva.

Se o assunto é sério até em relação a revistas, discos, softwares e tantas mercadorias e serviços
de menor importância e valor, imagine a responsabilidade que recai sobre você que comercializa
produtos e serviços financeiros!

Não cometa o erro de “empurrar” um título de capitalização para o cliente que quer somente abrir
uma conta corrente. Também não “empurre” um seguro de vida, ou plano de previdência, para um
cliente que não quer, que não precisa, ou ainda nem ao menos sabe o que está comprando.

Sabemos que há metas a serem cumpridas. O seu desafio é encontrar o cliente certo para o produto
certo. Há consumidores para todos os tipos de produtos! Você não precisa induzir um cliente a
comprar algo que ele não precise ou não queira.

O quadro abaixo ajuda você a adequar produtos às necessidades de clientes. Preencha a coluna da
esquerda com o número do produto adequado para cada situação, listados na coluna da direita.

Perfil e necessidade Produto


do Cliente indicado
70 anos, conservador, nenhuma informação sobre
mercado financeiro. 1 CDB
55 anos, adora passar as tardes jogando bingo.
Aposta sistematicamente na sena. 2 VGBL
Deseja garantir proteção financeira para seus familiares
no caso de sua falta. 3 Título Capitalização
Deseja investir em ações e quer escolher as ações que
vão compor sua carteira de investimento. 4 Seguro de Vida
Investimentos de longo prazo (superior a 5 anos)
corrigido por índice de preços visando proteção contra 5 Fundo Cambial
inflação
Deseja um seguro de renda mensal a ser recebido a
partir de uma certa idade predeterminada. 6 Poupança
Deseja acumular capital suficiente para custear um
curso de MBA no exterior daqui a 6 anos. 7 Título Público Federal
Deseja um investimento de taxa prefixada cujo capital
seja garantido pelo banco. 8 Corretora de Valores
Deseja investir seu capital em um investimento que
seja garantido pelo governo. 9 PGBL
Plano de previdência adequado para clientes que não
podem usufruir do diferimento fiscal. 10 Fundo IGP-M

Vire a página para conferir suas respostas.

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Perfil e necessidade Produto


do Cliente indicado
6 70 anos, conservador, nenhuma informação sobre
mercado financeiro. 1 CDB
3 55 anos, adora passar as tardes jogando bingo.
Aposta sistematicamente na sena. 2 VGBL
4 Deseja garantir proteção financeira para seus familiares
no caso de sua falta. 3 Título Capitalização
8 Deseja investir em ações e quer escolher as ações que
vão compor sua carteira de investimento. 4 Seguro de Vida
Investimentos de longo prazo (superior a 5 anos)
10 corrigido por índice de preços visando proteção contra 5 Fundo Cambial
inflação
9 Deseja um seguro de renda mensal a ser recebido a
partir de uma certa idade predeterminada. 6 Poupança
5 Deseja acumular capital suficiente para custear um
curso de MBA no exterior daqui a 6 anos. 7 Título Público Federal
1 Deseja um investimento de taxa prefixada cujo capital
seja garantido pelo banco. 8 Corretora de Valores
7 Deseja investir seu capital em um investimento que
seja garantido pelo governo. 9 PGBL
2 Plano de previdência adequado para clientes que não
podem usufruir do diferimento fiscal. 10 Fundo IGP-M

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7.3 Restrições ao investidor: Idade, conhecimento do produto, aversão
a risco

Todo profissional que vende produtos de investimento deve procurar seguir um


Processo de Avaliação do cliente, visando adequar melhor seus objetivos e
necessidades aos produtos oferecidos pela instituição financeira.

Este processo de avaliação visa o conhecimento do cliente, que podemos dividir em


duas etapas:
1a etapa: obter a credibilidade do cliente
2a etapa: descobrir suas necessidades e objetivos

Alguns aspectos merecem especial atenção no processo de recomendação de produtos


e serviços financeiros. Acompanhe.

7.3.1 Idade
O horizonte de tempo de investimento de pessoas com idade avançada é muito mais
curto do que o horizonte de pessoas mais jovens. Assim, não faz sentido “vender”
produtos de aposentadoria para idosos, por exemplo. Produtos que precisam de tempo
para atingir os resultados esperados, como investimento em ações e índice de preços,
por exemplo, também não são recomendáveis.

7.3.2 Conhecimento do Produto


Tem sempre o produto “da moda”, “a bola da vez”, normalmente impulsionado pela
rentabilidade atraente do passado recente, e o que se observa, é que investidores
canalizam seus recursos para este investimento sem saber exatamente do que se trata.

É ó típico caso dos planos de previdência quando se aproxima o final do ano. Um


grande número de participantes adquirem o plano apenas pensando em pagar menos
Imposto de Renda, sem, contudo, conhecer as características do produto e o riscos
inerentes a ele.

Não recomende um plano de previdência baseado APENAS no benefício fiscal. Verifique


que seu cliente compreenda as características do produto que está comprando, e que
este seja compatível com sua necessidade.

No seu cotidiano existem múltiplos exemplos de produtos “da moda”. Citamos apenas
um para esclarecer o conceito.

7.3.3 Aversão a risco


Muitos acreditam que só investimento em ações é arriscado, no entanto, até mesmo os
aparentemente “inofensivos” investimentos em renda fixa têm risco.

Portanto, não recomende investimentos que apresentam volatilidade de preço (e de


cota) para clientes que têm aversão a risco.

Poupança, CDB e Fundo de Curto Prazo são as alternativas recomendadas neste caso.

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Você sabe que existe uma preocupação constante em relação ao
procedimento de lavagem de dinheiro e existem diversos esforços para
prevenir essa ocorrência.

Pois bem, vamos conhecer então o que caracteriza o crime de lavagem de


dinheiro e as formas de prevenção.

7.4 Prevenção contra a Lavagem de Dinheiro

7.4.1 Caracterização do Crime

Segundo a lei brasileira, Lavagem de dinheiro é o processo que busca emprestar


aparência de “dinheiro limpo”, de origem legítima ao “dinheiro sujo”, de origem
ilícita originário dos seguintes crimes:
A Lavagem de Dinheiro ƒ Tráfico de drogas;
esconde a verdadeira ƒ Terrorismo e seu financiamento;
origem dos recursos, de
forma que eles possam ser ƒ Contrabando ou tráfico de armas;
utilizados livremente. Ela é ƒ Extorsão mediante sequestro;
o “serviço de apoio” que
ƒ Crimes contra a Administração Pública (inclusive subornos);
permite aos criminosos
desfrutarem de seus crimes. ƒ Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (“colarinho branco”);
ƒ Crimes praticados por organização criminosa.

O processo de lavagem de dinheiro tem, normalmente, três etapas:

1a. Colocação: fazer o dinheiro passar pelo caixa ou balcão dos bancos.
Colocação
Etapa mais fácil para É a colocação do dinheiro ilícito no sistema financeiro, de forma a torná-lo mais
detectar uma suspeita. portátil e menos suspeito, ou seja, objetiva ocultar sua origem. Isto pode ser feito,
por exemplo, através de depósitos e transferências em contas correntes, compra e
venda de moedas estrangeiras, etc.

2a. Ocultação: confundir o rastreamento por meio de transferências e/ou


aplicações múltiplas.
Ocultação
Compreende a realização de uma série de transações financeiras que, em sua
Às vezes denominada
de estratificação variedade, complexidade e volume, procuram esconder o dinheiro ilícito. O objetivo
ou dissimulação. é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de
investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de
forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas ou realizando
depósitos em contas "fantasmas".

3a. Integração: trazer o dinheiro de volta à economia, agora com origem,


aparentemente, legítima.
Integração
O dinheiro volta à É o passo final no ciclo da lavagem. O dinheiro ilícito que agora está ”limpo” é
economia, agora incorporado, formalmente, ao sistema econômico. As organizações criminosas
devidamente “limpo”. buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades, podendo tais
sociedades prestarem serviços entre si, por meio de empréstimos ou geração de
lucros falsos. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o
dinheiro ilegal.

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Quais são as nossas obrigações, de acordo com a legislação? Como
podemos contribuir para que o processo de lavagem de dinheiro não
aconteça ou seja interrompido?
Vamos conhecer agora os procedimentos de prevenção.

7.4.2 Formas de Prevenção

“Conheça seu cliente”

O princípio do “Know Your Customer” (Conheça seu Cliente) para instituições


financeiras está centrado no cadastramento, manutenção e acompanhamento das
informações referente aos clientes estipulado pela Circular 2025/93.

A legislação recomenda que se utilize um formulário de identificação. Desde o início de


qualquer relação financeira, a instituição que aceitar a transação deverá se convencer
de que o novo cliente ou parceiro de negócios é realmente quem afirma ser, e de que
não existem motivos para suspeitas de qualquer envolvimento na lavagem de dinheiro
e/ou atividades criminosas.

A identificação do cliente deve ser satisfatoriamente estabelecida antes da


concretização da operação. Caso o possível cliente se recuse a fornecer as informações
requeridas, a instituição financeira não deve aceitá-lo como cliente.

Controle e Monitoramento do Cadastro de Clientes

Devem ser monitoradas todas as operações e transações que o cliente possa estar
utilizando para realizar lavagem.

De acordo com a circular 2852/98 do Banco Central, a instituição financeira deverá:


ƒ manter atualizadas as informações cadastrais dos respectivos clientes e seus
representantes legais;
ƒ manter registro e sistemas que consolidem e controlem a compatibilidade entre as
movimentações de recursos e a capacidade financeira do cliente;
ƒ desenvolver procedimentos para identificar a existência de crimes;
ƒ desenvolver mecanismos que permitam detectar tentativas de burlar os controles
operacionais existentes;
ƒ manter por 5 anos tais registros, contados a partir do primeiro dia do ano seguinte a
execução da operação ou encerramento da conta.

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7.4.3 Operações Suspeitas

A realização das operações ou a verificação das situações abaixo descritas,


considerando as partes envolvidas, os valores, as formas de realização, os
instrumentos utilizados ou a falta de fundamento econômico ou legal, podem
configurar indicio de ocorrência dos crimes previstos na Lei.
Leia com atenção!

7.4.3.1 Situações relacionadas com operações em espécie ou em cheques de viagem

a) movimentação de valores superiores cujo valor seja igual ou superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), ou
de quantias inferiores que, por sua habitualidade e forma, configurem artifício para a burla do referido limite;

b) saques a descoberto, com cobertura no mesmo dia;

c) movimentações feitas por pessoa física ou jurídica cujas transações ou negócios normalmente se efetivam
por meio da utilização de cheques ou outras formas de pagamento;

d) aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem causa aparente,
em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de curto período de tempo, a destino
anteriormente não relacionado com o cliente;

e) depósitos mediante numerosas entregas, de maneira que o total de cada deposito não é significativo, mas o
conjunto de tais depósitos o é;

f) troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor;

g) proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice-versa;

h) depósitos contendo notas falsas ou mediante utilização de documentos falsificados;

i) depósitos de grandes quantias mediante a utilização de meios eletrônicos ou outros que evitem contato
direto com o pessoal do banco;

j) compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou outros instrumentos


em grande quantidade - isoladamente ou em conjunto -, independentemente dos valores envolvidos, sem
evidencias de propósito claro;

l) movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras.

7.4.3.2 Situações relacionadas com a manutenção de contas correntes:

a) movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação


profissional e a capacidade financeira presumida do cliente;

b) resistência em facilitar as informações necessárias para a abertura de conta, oferecimento de informação


falsa ou prestação de informação de difícil ou onerosa verificação;

c) numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo cliente, cujos valores,
somados, resultem em quantia significativa;

d) contas que não demonstram ser resultado de atividades ou negócios normais, visto que utilizadas para
recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade ou relação com o
titular da conta ou seu negocio;

e) retirada de quantia significativa de conta ate então pouco movimentada ou de conta que acolheu deposito
inusitado;
f) utilização conjunta e simultânea de caixas separados para a realização de grandes operações em espécie ou
de cambio;

g) preferência a utilização de caixas-fortes, de pacotes cintados em depósitos ou retiradas ou de utilização


sistemática de cofres de aluguel;

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h) mudança repentina e aparentemente injustificada na forma de movimentação de recursos e/ou nos tipos de
transação utilizados;

i) pagamento inusitado de empréstimo problemático sem que haja explicação aparente para a origem dos
recursos;

j) solicitações frequentes de elevação de limites para a realização de operações;

k) atuação no sentido de induzir funcionário da instituição a não manter, em arquivo, relatórios específicos
sobre alguma operação realizada;

l) recebimento de recursos com imediata compra de cheques de viagem, ordens de pagamento ou outros
instrumentos para a realização de pagamentos a terceiros;

m) recebimento de depósitos em cheques e/ou em espécie, de varias localidades, com transferência para
terceiros;

n) transações envolvendo clientes não residentes;

o) solicitação para facilitar a concessão de financiamento - particularmente de imóveis - quando a fonte de


renda do cliente não esta claramente identificada;

p) abertura e/ou movimentação de conta por detentor de procuração ou qualquer outro tipo de mandato;

q) abertura de conta em agencia bancaria localizada em estação de passageiros - aeroporto, rodoviária ou porto
- internacional ou pontos de atração turística, salvo se por proprietário, sócio ou empregado de empresa
regularmente instalada nesses locais;

r) proposta de abertura de conta corrente mediante apresentação de documentos de identificação e numero do


Cadastro de Pessoa Física (CPF) emitidos em região de fronteira ou por pessoa residente, domiciliada ou que
tenha atividade econômica em paises fronteiriços.

7.4.3.3 Situações relacionadas com atividades internacionais

a) operação ou proposta no sentido de sua realização, com vinculo direto ou indireto, em que a pessoa
estrangeira seja residente, domiciliada ou tenha sede em região considerada paraíso fiscal, ou em locais onde e
observada a pratica contumaz dos crimes previstos no art. 1. da Lei n. 9.613/98;

b) solicitação de facilidades estranhas ou indevidas para negociação de moeda estrangeira;

c) operações de interesse de pessoa não tradicional no banco ou dele desconhecida que tenha relacionamento
bancário e financeiro em outra praça;

d) pagamentos antecipados de importação e exportação por empresa sem tradição ou cuja avaliação financeira
seja incompatível com o montante negociado;

e) negociação com ouro por pessoas não tradicionais no ramo;

f) transferências unilaterais frequentes ou de valores elevados, especialmente a titulo de doação.

7.4.3.4 Situações relacionadas com empregados das instituições e seus representantes:

a) alteração inusitada nos padrões de vida e de comportamento do empregado ou representante;

b) modificação inusitada do resultado operacional do empregado ou representante;

c) qualquer negocio realizado por empregado ou representante - quando desconhecida a identidade do ultimo
beneficiário -, contrariamente ao procedimento normal para o tipo de operação de que se trata.

7.4.4 Comunicação às Autoridades Competentes

A comunicação das situações aqui relacionadas, bem como de outras que, embora não mencionadas, também
possam configurar a ocorrência dos crimes previstos na Lei, deverá ser realizada por meio de transação do
Sistema de Informações Banco Central - SISBACEN, até o dia útil seguinte aquele em que verificadas.

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7.4.4 Pessoas/destinatários sujeitos a lei de Lavagem de Dinheiro

Sujeitam-se às obrigações da Lei de Lavagem de Dinheiro, pessoas jurídicas que tenham,


em caráter permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não:

• a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional ou


estrangeira;

• a compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial;

• a custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou administração de títulos


ou valores mobiliários.

• as bolsas de valores e bolsas de mercadorias ou futuros;

• as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complementar ou de


capitalização;

• as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, bem como as


administradoras de consórcios para aquisição de bens ou serviços;

• as administradoras ou empresas que se utilizem de cartão ou qualquer outro meio eletrônico,


magnético ou equivalente, que permita a transferência de fundos;

• as empresas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial (factoring);

• as sociedades que efetuem distribuição de dinheiro ou quaisquer bens móveis, imóveis,


mercadorias, serviços, ou, ainda, concedam descontos na sua aquisição, mediante sorteio ou
método assemelhado;

• as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil qualquer das atividades
listadas neste artigo, ainda que de forma eventual;

• as demais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos mercados
financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros;

• as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que operem no Brasil como agentes,
dirigentes, procuradoras, comissionarias ou por qualquer forma representem interesses de agente
estrangeiro que exerça qualquer das atividades referidas neste artigo;

• as pessoas jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de


imóveis;

• as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem jóias, pedras e metais preciosos, objetos de arte e
antiguidades.

PENALIDADES

Às pessoas obrigadas que deixarem de cumprir o quanto previsto nos arts. 10 e 11 da Lei nº
9.613/98 serão aplicadas administrativamente, cumulativamente ou não, as seguintes sanções:
ƒ advertência;
ƒ multa pecuniária variável;
ƒ inabilitação temporária, pelo prazo de até 10 anos para o exercício do cargo de administrador;
ƒ cassação da autorização para operação ou funcionamento.

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8. Código de Auto-Regulamentação ANBID
MA8

8.1 Código de Auto-Regulação da ANBID para a Indústria de Fundos

8.1.1 Princípios Gerais


Art. 6º – As Instituições Participantes devem observar as seguintes regras de
Princípios Gerais
Transparência na auto-regulação:
prestação de informações; I– desempenhar suas atribuições buscando atender aos objetivos de investimento dos
Prudência e Fundos de Investimento, bem como a promoção e divulgação de informações a eles
Responsabilização; Ética e relacionadas de forma transparente, visando sempre ao fácil e correto entendimento
Conformidade por parte dos investidores;
(compliance), com vistas
a assegurar a solidez da I –cumprir todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício de sua atividade,
indústria de fundos. o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar à administração
de seus próprios negócios, respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades
que venham a ser cometidas sob sua gestão;
III–evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária mantida com os cotistas dos
Fundos de Investimento;
IV–evitar práticas que possam vir a prejudicar a indústria de Fundos de Investimento e
seus participantes, especialmente no que tange aos deveres e direitos relacionados
Relação fiduciária às atribuições específicas de cada uma das Instituições Participantes, estabelecidas
A relação de lealdade e em contratos, regulamentos e na legislação vigente
confiança que deve existir Parágrafo Único – Entende-se por relação fiduciária a relação de confiança e lealdade
entre o cotista e o
que se estabelece entre os cotistas dos Fundos de Investimento e as Instituições
administrador e o gestor do
Participantes, no momento em que às mesmas é confiada a administração e/ou a
Fundo de Investimento.
gestão das carteiras dos Fundos de Investimento.

8.1.2 Prospecto
ƒ As Instituições Participantes deverão tomar providências para que sejam
disponibilizados aos investidores, quando de seu ingresso nos Fundos de
Investimento, prospectos atualizados e compatíveis com o regulamento dos Fundos
de Investimento. A entrega do Prospecto é facultativa para os fundos destinados a
investidores qualificados.

Informações Relevantes ƒ Os Prospectos dos Fundos de Investimento deverão conter as principais


Política de investimento, características dos mesmos, dentre as quais todas as informações relevantes para
Riscos envolvidos, dar conhecimento ao investidor de suas políticas de investimento e dos riscos
Direitos e responsabilidades
envolvidos, bem como dos direitos e responsabilidades dos quotistas, devendo
dos cotistas, entre várias
outras informações. conter, no mínimo, os elementos obrigatórios, conforme descrito a seguir:

I – Indicação obrigatória das seguintes informações:


1) Denominação do Fundo de Investimento
2) Classificação ANBID do Fundo de Investimento
3) Base legal
4) Prestadores de Serviços
a) administrador;
b) gestor;
c) custodiante;
d) distribuidor;
e) responsável pelos serviços de registro escritural de quotas; e,
f) auditor.
5) Política de divulgação de informações.

II – Objetivo de investimento:
Descrever, obrigatoriamente, os objetivos de investimento do Fundo de
Investimento, mencionando, quando for o caso, metas e parâmetros de performance.

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III – Política de investimento
Descrever, obrigatoriamente, como o Fundo de Investimento pretende atingir o seu
objetivo de investimento, identificando as principais estratégias técnicas ou práticas de
investimento utilizadas, os tipos de títulos e valores mobiliários nos quais o Fundo de
Investimento pode investir (incluindo derivativos e suas finalidades), políticas de seleção e
alocação de ativos, e, quando for o caso, políticas de concentração. Definir também as
faixas de alocação de ativos e limites de concentração e limites de alavancagem, quando
for o caso.

IV – Fatores de risco
Indicar, obrigatoriamente, todo e qualquer fato relativo ao Fundo de Investimento que
possa, de alguma forma, afetar a decisão do potencial investidor no que diz respeito à
aquisição das quotas do Fundo de Investimento.
Dentre os fatores de risco devem constar ainda as seguintes informações:
1) Risco de Mercado: descrever os principais fatores de risco que possam afetar
preço ou retorno dos ativos integrantes da carteira do Fundo de Investimento,
bem como as principais condicionantes desses fatores de risco.

2) Risco de Crédito: especificar os possíveis riscos do emissor e da contraparte


das operações realizadas pelo Fundo de Investimento.

3) Risco de Liquidez: descrever as condições de liquidez dos mercados e seus


efeitos sobre os ativos componentes da carteira do Fundo de Investimento e as
condições de solvência do Fundo de Investimento;

4) Risco Proveniente do Uso de Derivativos: descrever os riscos associados ao uso


de derivativos e, quando for o caso, a possibilidade de verificação de patrimônio
líquido negativo para o Fundo de Investimento. Nessa hipótese deverá ser
utilizado o aviso correspondente na capa do Prospecto.

5) Riscos Específicos: descrever, quando houver, outros riscos que possam afetar
a performance do Fundo de Investimento.

8.1.3 Conceito e Finalidade da Marcação a Mercado

Artigo 12 – As Instituições Participantes devem utilizar a Marcação a Mercado (“MaM”) no


registro dos ativos de todos os Fundos de Investimento que administrem.

§1º – A MaM consiste em registrar todos os ativos, para efeito de valorização e cálculo de
Objetivo da cotas dos Fundos de Investimento, pelos preços negociados no mercado em casos de
Marcação a ativos líquidos ou, quando este preço não é observável, por uma estimativa adequada de
Mercado preço que o ativo teria em uma eventual negociação feita no mercado.
A MaM tem como
principal objetivo
evitar a transferência §2º – A MaM tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre os
de riqueza entre os cotistas dos Fundos de Investimentos, além de dar maior transparência aos riscos
cotistas dos Fundos embutidos nas posições, uma vez que as oscilações de mercado dos preços dos ativos, ou
de Investimentos. dos fatores determinantes destes, estarão refletidas nas cotas, melhorando assim a
comparabilidade entre suas performances.

Artigo 13 – Caberá ao Conselho de Auto-Regulação expedir normas e manuais que


deverão ser observados pelas Instituições Participantes no que se refere à MaM.
Parágrafo Único – Caso haja indícios de descumprimento de regras de MaM expedidas pela
ANBID, por parte de Instituições Participantes, a Área Técnica da ANBID pode solicitar
esclarecimentos por escrito à Instituição Participante em questão, elaborando, caso
considere que os esclarecimentos não foram suficientes, relatório a ser apreciado pela
Comissão de Acompanhamento.

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8.1.4 Diretrizes para publicidade e divulgação de material
técnico de fundos de investimento

8.1.4.1 Divulgação de rentabilidade de fundos de investimento

Na divulgação de rentabilidade de Fundos de Investimento devem ser


obedecidas as seguintes regras:

A - Rentabilidade bruta
Informar que a rentabilidade divulgada não é líquida de impostos, ou seja, a
rentabilidade divulgada é bruta.

Rentabilidade bruta

O cotista deve saber que a rentabilidade publicada é bruta.

A despesa de taxa de administração já foi descontada mas o imposto de renda não!

B - Prazos mínimos para divulgação de rentabilidade

b.1) ser sempre utilizado período mínimo de 1 (um) mês calendário, sendo
vedada a divulgação de rentabilidades apuradas em períodos inferiores a esse
prazo.

b.2) intervalo de tempo que, no mínimo, demonstre a rentabilidade:


ƒ do mês anterior à composição da peça;
ƒ desde o início do ano corrente, ou do início do Fundo, até o último dia
útil do mês anterior à composição da peça; e
ƒ últimos 12 meses

Vamos traduzir em miúdos...

Para divulgar a rentabilidade de fundos de investimento o administrador NÃO poderá publicar


período inferior ao mês calendário (10 dias, ou 20 dias, por exemplo). Veja um exemplo das
informações MÍNIMAS que devem ser publicadas:

O Fundo Renda Fixa XPTO teve a seguinte rentabilidade:


Mês de maio 2006 1,23%
Mês de abril 2006 1,04%
Acumulada 2006 6,32%
Acumulada 12 meses 17,56%

C - Forma de cálculo da rentabilidade mensal

Os cálculos apresentados nas peças de comunicação devem sempre ser feitos


com base em ano padrão de 252 (duzentos e cinqüenta e dois) dias úteis.

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Você sabe que é prática comum dos investidores comparar rentabilidades de Fundos de Investimento de
instituições diferentes. O problema é que, muitas, vezes, o investidor comete o equívoco de comparar Fundos
de categorias distintas, fato que compromete (e invalida) a comparação.

As análises devem ser feitas com o objetivo de esclarecimento, e devem levar em conta as características dos
produtos em comparação, tais como, tamanho do Fundo, liquidez, carência, classes segundo critério da CVM,
ou ainda, classes e subclasses ANBID.

Dessa forma, não faz sentido comparar rentabilidade de Fundo DI com rentabilidade de Fundo Renda Fixa.
Também não faz sentido comparar rentabilidade de Fundo Multimercado que utiliza renda variável na sua
composição com rentabilidade de Fundo Multimercado que não utiliza renda variável na composição da carteira
de investimento.

8.1.4.2 Comparação de rentabilidades – formas de abordagem e consistências

Uso de Benchmarks e Indicadores Econômicos

A rentabilidade de um Fundo deve ser comparada com um parâmetro, se este for explicitamente estabelecido
em regulamento ou prospecto, constante da política de investimento e/ou dos objetivos do próprio Fundo
(exemplo: DI no caso de Fundo referenciado DI) ou, caso este não exista, com o parâmetro determinado para
apuração da taxa de performance do próprio Fundo.

O Fundo de Investimento, possuindo ou não parâmetro próprio para política, objetivo ou performance
determinado em seus regulamentos ou prospectos, pode apresentar comparativo de sua rentabilidade com
indicadores econômicos de mercado, desde que deixe claro que tal indicador é mera referência econômica, e
não parâmetro objetivo do Fundo.

Caso seja iniciada tal comparação, deve ser feita de maneira consistente e continuada, sendo utilizada nas
divulgações comparativas subseqüentes, de forma a não se utilizar, a cada período, o indicador que melhor
beneficie a performance apresentada pelo Fundo.

Para concluirmos esse assunto, acompanhe as práticas que são PROIBIDAS pelo Código de Auto-regulação
ANBID para Fundos de Investimentos.

Perceba que o objetivo é proteger o investidor impedindo que a instituição financeira induza o investidor a
erro de decisão de investimento baseado em rentabilidade.

É expressamente proibida:

ƒ Divulgação, em qualquer meio, de qualificação, premiação, título ou análise própria


da Instituição Participante, de caráter subjetivo, que utilize base de dados não
pública ou sem relevante expressão.
Atenção!
Qualquer premiação deve ƒ Divulgação, em qualquer meio, de qualificação, premiação, título ou análise que
considerar um histórico de, no
utilize dados de menos de 12 (doze) meses.
mínimo, 12 meses.
Caso contrário, não poderá
ser publicada. ƒ Na divulgação de qualificação, premiação, título ou análise, nenhuma parte da peça
deve possibilitar entendimento de qualificação mais ampla do que a explicitamente
declarada pelo autor da avaliação.
Não confunda com o período
mínimo de 30 dias (visto na
página anterior) que se refere ƒ Divulgação de comparação entre Fundos que tenham classificação ANBID
à publicação de rentabilidade diferentes, sem qualificá-los e sem apresentar justificativa consistente para a
do fundo! comparação.

ƒ Divulgação de diferencial de rentabilidade em termos absolutos, ou comparação


em termos de percentual, em relação à variação de parâmetro ou indicador
econômico quando umas das duas, ou ambas, forem negativas.

ƒ Não é permitido utilizar projeções de desempenho futuro do Fundo, de forma


isolada ou com comparação com projeções de indicadores de mercado, a não ser
que se destaque tratar-se de projeção.

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8.1.5 Selo ANBID: responsabilidades e prerrogativas

Na capa dos Prospectos dos Fundos de Investimento administrados pelas Instituições


Participantes, que sejam elaborados em conformidade com todos os requisitos estabelecidos
no Código de Auto-Regulação, devem ser impressos o Selo ANBID e a data do Prospecto.

Deve ser impresso com destaque na capa, na contracapa ou na primeira página do


Prospecto, aviso com o seguinte teor:
ESTE PROSPECTO FOI PREPARADO COM AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AO
ATENDIMENTO DAS DISPOSIÇÕES DO CÓDIGO DE AUTO-REGULAÇÃO DA ANBID
PARA OS FUNDOS DE INVESTIMENTO, BEM COMO DAS NORMAS EMANADAS DA
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS.
A AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO E/OU VENDA DAS COTAS DESTE FUNDO
DE INVESTIMENTO NÃO IMPLICA, POR PARTE DA COMISSÃO DE VALORES
MOBILIÁRIOS OU DA ANBID, GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES
PRESTADAS, OU JULGAMENTO SOBRE A QUALIDADE DO FUNDO, DE SEU
ADMINISTRADOR OU DAS DEMAIS INSTITUIÇÕES PRESTADORAS DE SERVIÇOS.
Quando for o caso, e de acordo com o nível de exposição a risco de cada Fundo de
Investimento, devem ser ainda impressos, obrigatoriamente, com destaque, na capa, na
Estes avisos são contracapa ou na primeira página do Prospecto, um dos seguintes avisos ou avisos
também chamados semelhantes que expressem o mesmo teor:
disclaimers.
ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO
PARTE INTEGRANTE DE SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA
FORMA COMO SÃO ADOTADAS, PODEM RESULTAR EM PERDAS PATRIMONIAIS PARA
SEUS COTISTAS OU
ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO
PARTE INTEGRANTE DE SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA
FORMA COMO SÃO ADOTADAS, PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS
PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS OU
ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO
PARTE INTEGRANTE DA SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA
FORMA COMO SÃO ADOTADAS, PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS
PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS, PODENDO INCLUSIVE ACARRETAR PERDAS
SUPERIORES AO CAPITAL APLICADO E A CONSEQÜENTE OBRIGAÇÃO DO COTISTA
DE APORTAR RECURSOS ADICIONAIS.

Devem ser ainda impressos com destaque na capa, na contracapa ou na primeira página do
Prospecto, os seguintes avisos ou avisos semelhantes com o mesmo teor:
O INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE PROSPECTO
APRESENTA RISCOS PARA O INVESTIDOR. AINDA QUE O GESTOR DA CARTEIRA
MANTENHA SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS, NÃO HÁ GARANTIA DE
COMPLETA ELIMINAÇÃO DA POSSIBILIDADE DE PERDAS PARA O FUNDO DE
INVESTIMENTO E PARA O INVESTIDOR
O FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE PROSPECTO NÃO CONTA COM
GARANTIA DO ADMINISTRADOR DO FUNDO, DO GESTOR DA CARTEIRA, DE
QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU, AINDA, DO FUNDO GARANTIDOR DE
CRÉDITOS – FGC.
A RENTABILIDADE OBTIDA NO PASSADO NÃO REPRESENTA GARANTIA DE
RENTABILIDADE FUTURA.
AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESSE PROSPECTO ESTÃO EM CONSONÂNCIA COM O
REGULAMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO, MAS NÃO O SUBSTITUEM. É
RECOMENDADA A LEITURA CUIDADOSA TANTO DESTE PROSPECTO QUANTO DO
REGULAMENTO, COM ESPECIAL ATENÇÃO PARA AS CLÁUSULAS RELATIVAS AO
OBJETIVO E À POLÍTICA DE INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO, BEM
COMO ÀS DISPOSIÇÕES DO PROSPECTO QUE TRATAM DOS FATORES DE RISCO A
QUE O FUNDO ESTÁ EXPOSTO.

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8.2 Código de auto-regulação ANBID para Programa de
Certificação Continuada

O que é Certificação Continuada?

O Programa de Certificação Continuada é uma iniciativa de Auto-Regulação da


ANBID que se destina a certificar os profissionais que participam do processo de
distribuição de produtos de investimento, com a finalidade de promover o
aumento da capacitação dos profissionais do mercado de capitais que têm contato
com o público investidor.

Além de fortalecer o mercado de capitais brasileiro através da disponibilização de


informações de melhor qualidade sobre esses produtos, em especial sobre os
seus fatores de risco, também se pretende estimular a disseminação de elevados
padrões éticos de conduta que devem ser privilegiados no relacionamento com o
investidor, bem como a universalização de práticas e procedimentos eqüitativos
que induzam e garantam a concorrência leal.

É importante ter claro que somente as instituições aderentes ao Código de Auto-


Regulação da ANBID para o Programa de Certificação Continuada poderão
inscrever seus profissionais para os exames de certificação. A adesão é
obrigatória e automática para todas as instituições que são associadas à ANBID.
As instituições não associadas, desde que fiscalizadas pelo Banco Central ou
Certificação Continuada
Comissão de Valores Mobiliários, poderão fazer a sua adesão, se observados os
O Programa de Certificação procedimentos necessários.
Continuada é uma iniciativa de
Auto-Regulação da ANBID que
se destina a certificar os
profissionais que têm contato
Objetivo e Abrangência
com o público investidor, Art. 1º- O objetivo do presente Código de Auto-Regulação é estabelecer
promovendo o aumento da sua princípios e normas que deverão ser observados na certificação dos profissionais
capacitação profissional.
que atuam no mercado financeiro e de capitais, bem como estabelecer regras de
conduta que deverão orientar a respectiva atividade profissional, com a finalidade
de:
I – elevar o nível de capacitação técnica dos citados profissionais; e
II – promover a concorrência leal e a adoção de práticas eqüitativas e uniformes
entre os citados profissionais e as Instituições Participantes.

Art. 2º- A observância do presente Código de Auto-Regulação será obrigatória


O objetivo do Código de Auto- para as Instituições Participantes, assim entendidas as instituições filiadas à
Regulação é estabelecer Associação Nacional dos Bancos de Investimento – ANBID, bem como as
princípios e normas que deverão
instituições que, embora não filiadas, expressamente a ele aderirem através da
ser observados na certificação
dos profissionais que atuam no
celebração do competente Termo de Adesão.
mercado financeiro e de capitais.

Art. 3º- A observância das disposições do presente Código de Auto-Regulação


não exime as Instituições Participantes do estrito cumprimento da legislação em
vigor, especialmente das normas aplicáveis ao mercado financeiro e de capitais.

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Exercício de Fixação

ASSINALE FALSO (F) OU VERDADEIRO (V)


1. Apenas instituições financeiras estão sujeitas às penalidades da lei
9.613, que trata do crime de Lavagem de Dinheiro.

2. Sonegação fiscal é considerado crime antecedente para efeitos da


legislação referente à Prevenção à Lavagem de Dinheiro.

3. Conhecer o cliente é um princípio essencial na prevenção ao crime de


lavagem de dinheiro.

4. A ANBID é uma autarquia do poder público federal cujo objetivo é


regulamentar a indústria de fundos de investimento.

5. O selo ANBID garante ao cotista de um fundo de investimento que não


terá prejuízos decorrentes de falhas de sua gestão.

6. A Marcação a Mercado tem por objetivo eliminar as perdas decorrentes


de oscilações nos preços de mercado dos ativos.

7. Somente instituições financeiras associadas à ANBID podem aderir ao


Código de Certificação Continuada.

8. O programa de certificação continuada visa incentivar o contínuo


aperfeiçoamento dos profissionais que distribuem produtos de
investimento.

Vire a página para conferir as respostas.

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Exercício de Fixação - Gabarito

ASSINALE FALSO (F) OU VERDADEIRO (V)


1. Apenas instituições financeiras estão sujeitas às penalidades da lei 9.613, F
que trata do crime de Lavagem de Dinheiro.
FALSO. A lista das pessoas sujeitas à lei não se restringe às instituições
financeiras apenas. Verifique na apostila.

2. Sonegação fiscal é considerado crime antecedente para efeitos da legislação F


referente à Prevenção à Lavagem de Dinheiro.
FALSO. O crime de sonegação fiscal não é considerado antecedente. Verifique
os sete crimes antecedentes na apostila.

3. Conhecer o cliente é um princípio essencial na prevenção ao crime de V


lavagem de dinheiro.

4. A ANBID é uma autarquia do poder público federal cujo objetivo é F


regulamentar a indústria de fundos de investimento.
FALSO. A ANBID é uma entidade privada de auto-regulação.

5. O selo ANBID garante ao cotista que não terá prejuízos decorrentes de F


falhas na gestão do fundo.

6. A Marcação a Mercado tem por objetivo eliminar as perdas decorrentes de F


oscilações nos preços de mercado dos ativos.
FALSO. A MaM tem por objetivo evitar a transferência de riqueza entre os
cotistas.

7. Somente instituições financeiras associadas à ANBID podem aderir ao F


Código de Certificação Continuada.
FALSO. Instituições não associadas também podem aderir ao Código e
certificar seus profissionais.

8. O programa de certificação continuada visa incentivar o contínuo V


aperfeiçoamento dos profissionais que distribuem produtos de investimento.

Muito bem! Você concluiu o estudo do Módulo 1.

Faça o mini-simulado referente a este módulo e esclareça eventuais dúvidas


através do grupo eletrônico. Envie perguntas para nossa equipe de professores
que está à sua disposição.

Agora você já pode iniciar o estudo do segundo módulo cujo tema é Noções de
Economia e Finanças

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