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1 Biomonitoramento Atmosférico Através da Frequência de

2 Micronúcleo em Tradescantia Pallida (Rose)


3 Atmospheric Biomonitoring Through Micronucleus
4 Frequency in Tradescantia Pallida (Rose)
5

7 RESUMO
8 A poluição ambiental e as repercussões geradas ao meio ambiente e consequentemente à
9 saúde humana tem sido discutidas de forma ampla não só no Brasil, mas no mundo. O
10 município de Vitória da Conquista apresenta-se como importante cenário no viés de
11 expansão urbana e industrial no estado da Bahia. Isso tem gerado um crescimento de
12 forma exponencial da emissão de poluentes atmosféricos, fazendo com que o ar apresente
13 cada vez mais substâncias nocivas aos seres vivos. Partindo-se desse pressuposto, o
14 presente trabalho teve como objetivo avaliar a presença de poluentes atmosféricos em
15 pontos estratégicos do município de Vitória da Conquista - Ba através do
16 Biomonitoramento utilizando o teste TRAD-MCN. Foi desenvolvido em quatro pontos
17 amostrais com diferentes emissões e incidências de poluição atmosférica. Os Bioensaios
18 foram realizados no verão e no inverno, afim de relacionar a diferença da frequência de
19 micronúcleos detectados, com o nível de poluição do ar de acordo cada estação. Fez-se o
20 uso do programa estatístico SAEG, através da análise de variância (ANOVA) e teste de
21 média (Tukey 5%). O estudo identificou através da estatística descritiva que as amostras
22 expostas em locais com uma maior concentração de poluentes atmosféricos BR 116 -
23 Distrito Industrial (P2) – intenso fluxo de veículos somado a poluição do ar oriunda das
24 indústrias circunvizinhas e também na estação inverno apresentaram uma concentração
25 maior de micronúcleos (3 ± 1,643), enquanto no ponto de controle foi (0,4 ± 0,548). A
26 Tradescantia pallidavar. Purpurea mostrou –se como bioindicador adequado na avaliação
27 da presença de contaminantes no ambiente atmosférico.

28 Palavras – Chave: Biondicadores, monitoramento, poluição do ar

29

30 ABSTRACT
31 Environmental pollution and the repercussions generated on the environment and
32 consequently on human health have been widely discussed not only in Brazil, but in the
33 world. The municipality of Vitória da Conquista presents itself as an important scenario
34 in the bias of urban and industrial expansion in the state of Bahia. This has generated an
35 exponential growth in the emission of atmospheric pollutants, causing the air to present
36 more and more substances that are harmful to living beings. Based on this assumption,
37 the present work had the objective of evaluating the presence of atmospheric pollutants
38 at strategic points of the city of Vitória da Conquista-Ba through Biomonitoring using the
39 TRAD-MCN test. It was developed in four sampling points with different emissions and
40 incidences of atmospheric pollution. The bioassays were performed in the summer and in
41 the winter, in order to relate the difference of the frequency of micronuclei detected, with
42 the level of air pollution according each season. The SAEG statistical program was used
43 through analysis of variance (ANOVA) and mean test (Tukey 5%). The study identified
44 through the descriptive statistics that the samples exposed in places with a higher
45 concentration of atmospheric pollutants BR 116 - Industrial District (P2) - intense flow
46 of vehicles added to the pollution of the air coming from the surrounding industries and
47 also in the winter season presented a concentration (3 ± 1,643), while at the control point
48 (0.4 ± 0.548).

49 Keywords: Bioindicators, monitoring, air pollution


50

51 1 INTRODUÇÃO
52
53 O desenvolvimento industrial e urbano cada vez mais intenso tem gerado um
54 crescimento de forma exponencial da emissão de poluentes atmosféricos. O acréscimo
55 das concentrações atmosféricas de tais substâncias é responsável por danos na saúde, e a
56 sua deposição no solo, nos vegetais e nos materiais, causa diminuição da produção
57 agrícola, danos nas florestas, deterioração de construções e obras de arte e, de uma forma
58 geral, origina desequilíbrios nos ecossistemas (Véras, 2007).
59 Ao longo dos tempos, a comunidade política e civil foi sendo alertada para os
60 efeitos adversos da poluição atmosférica, tendo sido assinados vários protocolos
61 internacionais no sentido de mitigar ou resolver alguns dos problemas existentes, como o
62 caso do protocolo de Montreal (1989), que aboliu o uso dos CFCs, sendo considerado um
63 dos protocolos de maior sucesso, ou ainda mais recente, o protocolo de Kyoto (1997) e o
64 Acordo de Paris (2015), que tiveram como objetivo reduzir a emissão de gases causadores
65 do efeito estufa e o consequente aquecimento global. No Acordo de Paris, após a
66 aprovação pelo Congresso Nacional, as metas brasileiras deixaram de ser pretendidas e
67 tornaram-se compromissos oficiais
68 Conceituando poluente atmosférico, têm-se que é, qualquer forma de matéria em
69 quantidade, concentração, tempo ou características que tornam ou possam tornar o ar
70 impróprio ou nocivo à saúde; inconveniente ao bem-estar público; danoso aos materiais,
71 à fauna e flora ou prejudicial à segurança ao uso e gozo da propriedade e às atividades
72 normais da comunidade, de acordo com a Resolução CONAMA Nº 491/2018 (Brasil,
73 2018).
74 Destaca-se entre os fatores que contribuem de forma direta para agravar a
75 poluição, a emissão de gases prejudiciais pelas descargas de automóveis, podendo-se
76 usar a intensidade do tráfego veicular como medida indireta do acúmulo de poluentes em
77 certas regiões (Monarca et al., 1999; Silva, 2005; Mariani; Jorge; Pereira, 2008; Yanagi;
78 Yamakawa; Õno, 2010; Habermann; Medeiros; Gouveia; 2011). Vale lembrar que alguns
79 processos naturais levam à emissão de poluentes, como é o caso das erupções vulcânicas,
80 tempestades de areia e incêndios florestais não criminosos.
81 Dentre várias formas de avaliar a presença de poluentes, contaminantes e emissões
82 no ambiente está o biomonitoramento. Visando o controle dessas emissões, o
83 biomonitoramento apresenta-se como ferramenta para mensurar os danos ocasionados
84 aos seres vivos, oriundos da poluição atmosférica (Martins et al., 2009). Esse é um
85 método de análise experimental que permite avaliar poluentes em áreas de grande
86 extensão utilizando organismos vivos, denominados bioindicadores (Carneiro, 2004;
87 Mariani; Jorge; Pereira, 2008).
88 O método do biomonitoramento apresenta diversas vantagens quando comparado
89 aos demais métodos convencionais (com o uso de equipamentos) como: capacidade de
90 avaliar a presença de determinados elementos químicos mesmo em baixas concentrações
91 ambientais, dispende de baixos custos, permite uma análise minuciosa de riscos impostos
92 por poluentes.
93 Bioindicadores são definidos como organismos ou comunidades que respondem
94 à poluição ambiental alterando suas funções vitais ou acumulando toxinas, esses podem
95 expor as respostas obtidas de forma interna (alterações metabólicas quando
96 microrganismos) e externa (alterações das superfícies das folhas quando plantas).
97 Sendo assim, o biomonitoramento é um método que tem se mostrado eficiente, no
98 entanto, ainda deve ser usado como fonte de informações adicionais aos métodos
99 tradicionais de avaliação da poluição, pois embora permita verificar a compatibilidade ou
100 não com os limites estabelecidos pela legislação, não permitem conclusões imediatas
101 sobre as consequências de poluentes nos seres vivos. Portanto, o biomonitoramento deve
102 ser considerado como um método complementar na análise de poluentes, podendo
103 constituir-se em um terceiro sistema de informações, além dos inventários de emissões e
104 de concentrações ambientais (Carneiro, 2004).
105 A cidade de Vitória da Conquista, um promissor centro regional do Sudoeste do
106 Estado da Bahia, evidencia nitidamente um processo de crescimento da urbanização
107 juntamente com a indústria, visto que com a criação do Distrito Industrial dos Imborés, a
108 partir da década de 1970, a atividade industrial intensificou-se rapidamente nessa região.
109 A implantação da cultura cafeeira na mesma década ocasionou vultosos recursos
110 financeiros para que houvesse expansão da mesma. Esses recursos, todavia, trouxeram
111 inúmeras transformações nas lavouras e na área urbana de Vitória da Conquista, tornando-
112 se atualmente a terceira maior cidade da Bahia (IBGE,2018) e consequentemente,
113 mudanças nos índices de emissões de poluentes provenientes destas atividades no ar
114 (Medeiros, 1985).
115 Segundo Rodrigues (2010), esses fatos evidenciam que a expansão da cidade nas
116 últimas décadas tem ocorrido de modo claro e intenso. Parte-se desse pressuposto, a
117 necessidade de um estudo para monitorar o que esse crescimento vem ocasionando quanto
118 a poluição atmosférica do município.
119 Neste contexto, o biomonitoramento pode auxiliar no fornecimento de respostas
120 sobre a contribuição das fontes de emissões fixas e móveis da cidade, com menores custos
121 de monitoramento da poluição atmosférica de uma região e ajuda na tomada de decisão
122 dos órgãos competentes para que a partir da obtenção dos resultados, venham a formular
123 políticas públicas (Käffer et al., 2012; Paoli et al., 2013; Khavanin Zadeh et al., 2013).
124 Ao passo que a cidade de Vitória da Conquista, Bahia, ainda não possui Programa
125 de Monitoramento de poluição do ar e que, segundo Vormittag et al. (2014), essa ausência
126 acarreta em uma série de prejuízos, como para o governo, a avaliação de programas de
127 combate à poluição do ar e formulação de políticas públicas; para o meio acadêmico, que
128 é beneficiado pelas informações geradas ao utilizar os dados sobre poluição do ar para
129 produção de estudos e pesquisas; e por fim, para a sociedade como um todo, através da
130 geração de informações sobre a qualidade do ar em diferentes localidades. Assim,
131 observa-se que o tema vigente é uma área de estudo importante pois oferece vantagens
132 como fácil aplicabilidade e custo reduzido, juntamente com a necessidade da implantação
133 de um sistema de monitoramento no município. Desta forma, o objetivo deste trabalho
134 foi avaliar a presença de poluentes atmosféricos em pontos estratégicos do município de
135 Vitória da Conquista - BA, através da análise da frequência de micronúcleos em
136 inflorescências de Tradescantia pallida. Purpurea.

137 2 METODOLOGIA
138
139 2.1 Área de Estudo
140
141 O município de Vitória da Conquista possui uma população estimada em
142 338.885 habitantes distribuída em 3.705,838 km², com uma consequente densidade
143 demográfica de 91,41 hab/km² (IBGE, 2018). No que diz respeito a economia, o
144 município possui um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,678
145 (IBGE, 2010).
146 Figura 1- Localização do município de Vitória da Conquista – BA

147
148 Fonte: Autoria Própria, 2018.
149
150 Dados disponibilizados pelo SEI – Superintendência de Estudos Econômicos
151 e Sociais da Bahia, constataram que Vitória da Conquista possui a 6ª maior economia da
152 Bahia, com participação de 2,41% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual no ano de
153 2016. O destaque está no setor de serviços, responsável por mais de 70% do PIB do
154 município. A construção civil é outro vetor de crescimento, principalmente nos últimos
155 cinco anos e em especial após a implementação, por parte do Governo Federal, do
156 programa Minha Casa Minha Vida. O setor tem grande participação na geração de
157 empregos, com fortalecimento do mercado local.
158 Além de ser a 3ª cidade em relação ao número de habitantes no estado da
159 Bahia, o município possui uma população flutuante (não residentes) que chega a um
160 acréscimo de 30% do total da população, o que representa uma porção significativa para
161 um centro urbano do interior do estado, com aproximadamente 340.000 habitantes,
162 consolidando assim a sua posição de cidade-pólo na região. Esta população flutuante que
163 se desloca a Vitória da Conquista tende a aumentar ainda mais o fluxo de veículos, e
164 consequentemente a poluição do ar.

165 As atividades industriais intensificaram-se no município no ano de 1970,


166 devido a criação do Distrito Industrial. Atualmente, estão instaladas 71 empresas e
167 emprega-se aproximadamente 5.676 pessoas. Ocorreu também a construção de novas
168 rodovias, como a Rio – Bahia (BR 116), a Ilhéus – Lapa (BA 262) e outras, com
169 cruzamentos e convergências em Vitória da Conquista, formando aí um centro de
170 irradiação para os grandes centros nacionais.

171 Um outro ponto a ser destacado é que Vitória da Conquista, teve um aumento
172 na frota de veículos de 74.119 no ano de 2010 para 126.155 no ano de 2016, representando
173 um aumento de 58,75% aproximadamente, sendo 57.066 apenas automóveis, de acordo
174 a uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
175 Como anteriormente citado, têm-se os veículos automotores e indústrias como as
176 principais fontes poluidoras de regiões urbanas. Com esses dados pode-se verificar o
177 aumento relevante das fontes de poluição atmosférica, e estimar o potencial de
178 degradação da qualidade do ar na cidade, visto que se têm os veículos automotores e
179 indústrias como as principais fontes poluidoras de regiões urbanas

180 2.2 Método Utilizado


181
182 Foi aplicado o bioensaio Tradescantia-Micronucleus (Trad-MCN) para
183 monitorar o potencial genotóxico do ar atmosférico nos pontos amostrais escolhidos do
184 município de Vitória da Conquista. As hipóteses foram de que: (a) o número de MCN
185 formados nos ramos expostos ao ar variaria de acordo a estação do ano; (b) As frequências
186 de MCN observadas nas tétrades indicaria genotoxicidade do ar atmosférico no centro
187 urbano deste município.
188 Os embasamentos para desenvolvimento do método utilizado foram feitos
189 através do manual escrito por Pereira e Morelli (2013).
190
191 2.2.1 Material Biológico Utilizado
192
193 As plantas de Tradescantia pallida. var. purpureadas das quais foram obtidos
194 os ramos utilizados para os bioensaios foram cultivadas em vasos plásticos contendo
195 aproximadamente 1,5 kg de solo comercial, mantidas a princípio no laboratório de solos
196 do Campus. As plantas foram regadas duas vezes por semana com aproximadamente 100,
197 150 e 200 ml de água a depender da necessidade da planta. De 10 em 10 dias foram
198 expostas durante 5 horas à luz solar para estimular a aparição da inflorescência e
199 permaneceram no laboratório até o momento de serem levadas para a exposição.
200
201 2.2.2 Pontos Amostrais
202
203 Foram escolhidos quatro pontos amostrais para exposição das amostras para
204 a realização do biomonitoramento, sendo três amostras por ponto amostral totalizando 12
205 amostragens por estação. O ponto amostral 1 escolhido foi logo no ato da coleta, com as
206 amostras ainda no Laboratório de Solos do campus da Instituição. Escolheu-se este ponto
207 pois as amostras ainda não estavam em contato com maiores níveis de poluição do ar,
208 considerou-o então como o branco do experimento.

209 O ponto amostral 2 localiza-se no Distrito Industrial - BR 116 (14°48'14.9"S


210 40°47'15.8"W) e altitude de 10 metros, a uma distância de 20 m da rodovia BR 116.

211 O ponto amostral 3 situa-se na BR-116 (14°52'01.4"S 40°51'02.7"W) a


212 escolha deste ponto foi feita devido a sua importância econômica, pois a partir do
213 município permite acesso tanto ao Centro-Sul como ao Norte e Nordeste do país. A BR
214 limita-se ao norte com os municípios de Anagé e Planalto, e ao sul, com Encruzilhada e
215 Cândido Sales, o que faz com que esse ponto tenha um intenso e alto fluxo de veículos.

216 O ponto amostral 4 localizado na Avenida Lauro de Freitas, no centro da


217 cidade (14°51'15.3"S 40°50'27.8"W) e altitude de 20 metros, a escolha deste ponto foi
218 devido ao intenso fluxo veicular presente, principalmente oriundo do meio de transporte
219 coletivo (ônibus), visto que é onde está situado o terminal de ônibus do município.

220 Figura 2 - Pontos amostrais das exposições das floreiras


221

222 Fonte: Autoria Própria, 2018.


223

224 2.2.3 Bioensaios Trad-MCN


225

226 Foram realizados dois Bioensaios para obtenção dos resultados da pesquisa
227 subdivididos em Bieonsaio I (verão) e Bioensaio II (inverno) expostos no dia 11 de março
228 e 21 de julho do ano de 2018 respectivamente, foram realizados em todos os pontos
229 amostrais previamente escolhidos. Teve-se o cuidado de selecionar dias que não possuíam
230 feriados nas semanas, permanecendo assim o fluxo de atividades rotineiras com o intuito
231 de diminuir as interferências e perturbações já existentes.

232 As amostras foram transportadas em caixas térmicas até o ponto de exposição


233 para evitar a contaminação do meio, onde foram colocadas em contato com o ar
234 atmosférico durante 32 horas. Na Tabela 1, é apresentado os horários de início da
235 amostragem em cada ponto. Os intervalos foram devido ao tempo de deslocamento entre
236 eles.

237
238 Tabela 1 – Horários de início da amostragem em cada ponto amostral

Pontos Amostrais P1 P2 P3 P4
Horário de início da exposição 13h 13h21min 13h30min 13h55min

239 Fonte: Autoria própria, 2018.

240
241 2.2.4 Coleta do Material
242

243 Após a exposição das amostras nos pontos pré-definidos, estas foram levadas
244 para análise ao Laboratório de Biologia do Instituto Federal da Bahia – Campus Vitória
245 da Conquista. Essa foi iniciada com a retirada das inflorescências jovens de Tradescantia
246 pallida (Rose) D.R. Hunt var. purpurea das amostras dos quatro pontos. Para fixação das
247 inflorescências colocou-se em mistura etanol-ácido acético (3:1) e após 24 horas foram
248 transferidas para solução de etanol a 70%, sendo mantidas sob refrigeração a 4ºC até o
249 momento da análise.
250

251 2.2.5 Preparo das Lâminas


252

253 O material coletado foi processado de acordo com a metodologia utilizada


254 por Pereira et al. (2013). Foram utilizadas lâminas para microscopia não lapidada, com
255 uma extremidade fosca, tamanho 25,4x76,2 mm e espessura 1,0 a 1,2 mm.

256 1. As pétalas da inflorescência foram retiradas com o auxílio de uma pinça,


257 visando retirar a estrutura floral que contém as células-mãe de grãos de pólen(anteras) e
258 colocadas sobre as lâminas histológicas (Sisenando, 2009).
259 2. O material (anteras) foi macerado com uma gota do corante carmim
260 acético. Posteriormente, foram retirados todos os “debris” (fragmentos celulares
261 resultantes da maceração do botão), e uma lamínula foi sobreposta ao material
262 (Sisenando, 2009).
263 3. Sob microscópio óptico de luz (aumento de 400 vezes), ao se observar a
264 presença de tétrades no material, a lâmina foi aquecida para a maior penetração do corante
265 nas células.
266 4. Em seguida a lamínula foi pressionada contra o material e o excesso de
267 corante foi removido com papel absorvente.
268 5. Foram analisadas as tétrades nas lâminas, sendo simultaneamente
269 contabilizadas a ocorrência de micronúcleos e alterações estruturais.
270

271 2.2.6 Contagem de Micronúcleos


272

273 Para que a representatividade da pesquisa fosse garantida, no presente


274 trabalho foram confeccionadas 5 lâminas por ponto de amostragem. Juntamente com a
275 análise das lâminas foi feita a contagem de micronúcleos, contabilizados posteriormente.

276
277 2.3 Variáveis Climatológicas
278
279 Para comparar os resultados obtidos com as variáveis climatológicas, foi feito
280 um levantamento dos valores de precipitações ocorridas no município, através do site do
281 Instituto Nacional de Metereologia (INMET), de 30 dias que antecederam até a data da
282 exposição.

283 Foi ainda observado durante o Bioensaio I e Bioensaio II a velocidade dos


284 ventos nos dias das exposições, os dados também foram obtidos através da estação
285 meteorológica automática no portal do INMET. Para variável temperatura, foi analisada
286 as médias máximas e mínimas encontradas nos meses de exposição Março – Bioensaio I
287 e Julho – Bieonsaio II respectivamente, os dados foram obtidos pelo National Oceanic
288 and Atmospheric Administration (NOAA).

289

290 2.4 Análise Estatística


291
292 Os dados obtidos através das frequências de micronúcleos nos quatro pontos
293 amostrais, durante os dois bioensaios, (verão - março de 2018, e inverno - julho de 2018),
294 foram submetidos a análise de variância (ANOVA), seguida pelo teste T, utilizando-se o
295 programa estatístico SAEG – Statistical Analysis System (Gomes, 1992).
296

297 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO


298

299 3.1 Micronúcleos identificados


300

301 O presente estudo identificou em cada ponto amostrado o quantitativo de


302 micronúcleos em cada lâmina dispostos na Tabela 2.

303
304 Tabela 2 - Valores de micronúcleos (MCN) encontrados por lâmina através de Bioensaios
305 Trad-MCN, em Vitória da Conquista – BA.

Ponto1 Ponto2 Ponto 3 Ponto 4

R1 R2 R3 R4 R5 R1 R2 R3 R4 R5 R1 R2 R3 R4 R5 R1 R2 R3 R4 R5

Número Verão 1 0 1 0 0 3 1 4 0 3 1 3 1 3 2 2 1 3 0 3

de (11/03)

MCN

Inverno 1 0 0 0 1 3 2 4 0 3 1 3 3 1 1 3 1 0 3 3

(21/07)

306 *R: Repetição

307 Fonte: Autoria própria, 2018.

308

309 3.2 Análise da Estatística Descritiva


310
311 Os resultados da análise da estatística descritiva são apresentados na Tabela
312 3. Comparando as duas estações do ano, observa-se que dos quatro pontos monitorados,
313 dois (Ponto 1 e Ponto 2) não apresentaram diferenças relevantes, sendo que o Ponto 4
314 apresentou valor ligeiramente superior no inverno. O Ponto 3 apresentou a maior
315 diferença entre as estações.
316
317 Tabela 3 - Estatística descritiva do Biomonitoramento com Tradescantia pallida em Vitória da
318 Conquista - BA

BIOENSAIO VERÃO BIOENSAIO INVERNO

PONTOS AMOSTRAIS MÉDIA DESV. MÉDIA DESV.


PADRÃO PADRÃO

P1 (PONTO DE CONTROLE) 0.4 0.548 0.4 0.548

P2 (BR 116 - DISTRITO 3 1.517 3 1.643


INDUSTRIAL)
P3 (BR 116) 2.2 1.095 2.6 1.414

P4 (TERMINAL DE ÔNIBUS) 1.8 1.304 2 1.304

319 Fonte: Autoria própria, 2018.

320 No verão, os resultados apresentaram variabilidade entre os pontos amostrais.


321 Sendo a maior média obtida no P2, seguido pelo P3, P4 e P1. O que indica provavelmente
322 a influência das emissões provenientes do fluxo de veículos na BR 116 (P2 e P3) somados
323 com as oriundas das industrias (P2).
324 No inverno, também se percebe diferenças entre as médias obtidas nos pontos
325 amostrais. O P2 obteve ainda a maior média, seguidas pelo o P3, P4 e P1 respectivamente.
326 Mas, os valores encontrados nesta estação foram em alguns pontos ligeiramente
327 superiores aos do verão, atribui-se a menor dispersão de poluentes.

328 3.3 Análise de Variância e Teste de Tukey


329

330 Pela análise de variância, apresentada na Tabela 4, observa-se que não houve
331 diferença estatística na variável estação (verão e inverno), em relação ao ponto amostral
332 diferiu significativamente ao nível de 1% de probabilidade. As repetições não diferiram
333 significativamente o que traz resultados positivos ao experimento, pois deduz que as
334 amostras e suas repetições tiveram o mesmo tratamento, não havendo significância de
335 uma pra outra. O CV (coeficiente de variação) foi relativamente alto, atribui-se ao fato de
336 o experimento ter sido feito em campo, estando assim suscetíveis a diversas perturbações
337 como variação climáticas, fluxo de veículos, diferentes presenças de emissões de diversas
338 fontes, como industriais.

339 Tabela 4 - Resumo da análise de variância (ANOVA) para frequência de micronúcleos em


340 pontos amostrais com diferentes incidências de poluição do ar

Fonte da Variação Graus de Soma dos Quadrado Médio


Liberdade Quadrados
Total 39 67.37500
Total redução 11 27.92500 2. 538636ns
Estação 1 0.2250000 0.2250000ns
Ponto amostral 3 21.07500 7.025000**
Repetições 4 5.750000 1.437500ns
Estação*Ponto amostral 3 0.8750000 0.2916667ns

Resíduo 28 39.45000 1.408929


CV (%) 73,04
341 ** Diferença significativa ao nível de 1% de probabilidade

342 Fonte: Autoria própria, 2018.

343 Com base na Tabela 5, observa-se que o P1 obteve uma diferença


344 significativa dos demais pontos, quando considerado todas as amostras do experimento.
345 Com isso, poderia indicar que tal ponto possuiu menos concentração de poluentes que os
346 demais, e assim, se constituir um ponto adequado para controle. No entanto, o P1 não
347 manteve essa diferença estatística como observado na Tabela 6. Ou seja, não há diferença
348 de concentração de poluentes significativa nos pontos avaliados.
349

350 Tabela 5 - Teste de média realizado para comparar diferença da presença de MCN entre os
351 pontos e as respectivas estações do ano

Ponto amostral Dados Médias Comparações


3 10 2.3000 A
2 10 1.9000 A
4 10 1.9000 A
1 10 0.4000 B
352 Fonte: Autoria própria, 2018.

353 Na Tabela 6, têm-se os valores encontrados através do teste de Tukey,


354 destacando que não foram obtidas diferenças significativas entre as amostras da estação
355 e dos pontos amostrais.

356 Tabela 6 - Teste de média (Tukey a 5%) da contagem de micronúcleos da planta Tradescantia
357 pallida submetida a diferentes condições de poluição atmosférica.

358

IFBA Terminal BR 116 (Dist. BR 116


Ônibus Industrial)

Verão 0,4aA 2,0aA 2,4aA 2,2aA

Inverno 0,4aA 1,8aA 2,0aA 1,6aA

* Letras iguais minúsculas na linha e letras iguais maiúsculas na coluna não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade
pelo teste F.
359 Fonte: Autoria própria, 2018.

360 3.4 Avaliação dos Resultados Obtidos com Variáveis Climatológicas e


361 Outros Fatores
362
363 Existem variáveis climatológicas que agem diretamente na avaliação dos
364 efeitos genotóxicos da poluição do ar, influenciando a dispersão e remoção dos poluentes,
365 a exemplo das chuvas, oscilações de temperatura, direção dos ventos e da própria
366 localização geográfica. Mas para esse estudo, foram avaliados apenas a pluviosidade, a
367 temperatura e a velocidade dos ventos, por estes serem os principais mecanismos de
368 remoção e dispersão, respectivamente. Segundo um estudo realizado por Guerrero
369 (2000), a maioria da remoção natural da poluição é feita pela chuva e velocidade dos
370 ventos, e nas regiões que possuem uma precipitação moderada e ventos de médio a
371 moderados, responsabiliza-se pela remoção de 90% dos poluentes atmosféricos.
Figura 3 - Índice de pluviosidade no município Figura 4 - Índice de pluviosidade no município
Bioensaio I Bioensaio II

372

373 Pode-se verificar que no Bioensaio I (Figura 3), o maior nível pluviométrico
374 atingido foi de 12 mm no dia 26/02/2018, e no dia 11/03/2018 que foi a data de exposição
375 das amostras ocorreram precipitações de 2,5 mm. Ao comparar o resultado obtido de
376 micronúcleos com este nível pluviométrico, nota-se que a pluviosidade pode ter
377 contribuído para remoção dos poluentes da atmosfera, já que esse é um mecanismo de
378 remoção de poluentes da atmosfera. No Bioensaio II (Figura 4), o maior nível
379 pluviométrico atingido foi de 4,8 mm em 18/07/2018, e no dia 21/07/2018 que foi a data
380 de exposição das amostras o valor final não chegou a 1 mm. Assim, a pluviosidade foi
381 menor do que no Bieonsaio I e, portanto, o potencial de remoção dos poluentes da
382 atmosfera também foi menor, o que pode ter contribuído para os valores ligeiramente
383 maiores em alguns pontos do Bioensaio II.

384 Em relação a velocidade dos ventos, os valores das médias obtidas nas
385 datas de exposição dispostos na Tabela 7 são considerados segundo a escala de Beaufort
386 como brisa leve1. A maior rajada de vento2 registrada no dia do Bioensaio I foi
387 considerada forte, enquanto no Bioensaio II enquadra-se como moderado. Atribui-se
388 então, a menor frequência de micronúcleos no verão também a essa rajada de nível mais
389 alto nesse Bieonsaio.

1
A escala Beaufort considera: ventos de 1,6m/s a 3,3m/s –Brisa leve; de3,4m/s a 5,4m/s –Brisa fraca; de
5,5m/s a 7,9m/s – Brisa moderada; de 8m/s a 10,7 – Brisa forte (Fonte: https://www.meteoblue.com/).
2
18h: Rajadas de 10 m/s – Bioensaio I; 21h: Rajadas de 7,2 m/s – Bioensaio II.
390 Tabela 7 - Médias e rajadas de ventos medidas nos Bioensaios

Bioensaio I Bioensaio II
(11/03) (21/07)
Médias 2 m/s 1,34
Rajadas 10 m/s 7,2 m/s
391 Fonte: Autoria própria, 2018.

392
393 No que diz respeito a temperatura do ar, têm-se que as temperaturas máxima
394 e mínima registradas no município no mês de março correspondente ao Bieonsaio I foram
395 de 19º a 28º respectivamente, enquanto no mês de julho, Bioensaio II, foi de 15° a 24º.
396 Ao relacionar com a quantidade de micronúcleos contabilizados, verifica-se que quanto
397 maior a temperatura, menor a frequência. Como já afirmado anteriormente por Zanato
398 (2008), temperaturas mais altas tendem a formar movimentos verticais ascendentes mais
399 frequentes, ocasionando um eficiente arrastamento dos poluentes dos níveis mais baixos
400 para os níveis mais elevados, minimizando a chance de ser biomonitorado. E as
401 temperaturas mais baixas não induzem esses movimentos, o que permite a manutenção
402 de poluentes atmosféricos em níveis mais baixos.

403 Relaciona-se também a alta frequência de micronúcleos observada nas


404 plantas expostas no Ponto 2 e Ponto 3, localizado na BR 116 - Distrito Industrial e BR
405 116 respectivamente, com o elevado número de veículos que transitam por estes pontos
406 corroborando a ideia de que em locais com maior tráfego de veículos, a emissão de
407 poluentes para a atmosfera é sensivelmente maior. Monarca et al. (1999), também
408 descreveram maior frequência de micronúcleos em plantas expostas em amostras de ar
409 coletadas em uma rua com intenso tráfego de veículos em comparação com locais de
410 médio e pequeno tráfego.

411 Observa-se no Quadro 3, que no trecho da BR 116 - Distrito Industrial, têm-


412 se um fluxo menor de veículos do que apenas no trecho da BR 116, no entanto, o valor
413 de micronúcleos encontrados para BR 116 - Distrito Industrial (P2) é superior ao da BR
414 116 (P3). Assim, existe a possibilidade de que presença das indústrias tenham contribuído
415 para o aumento da poluição neste ponto.

416 Quadro 1 - Relatório de tráfego de veículos nos trechos de exposição das plantas.

Trecho da BR – Distrito Trecho da BR 116


Veículos Industrial
Março Julho Março Julho
Passeio 47.880 67.503 57.295 70.131

Moto 1.551 1.617 2.566 2.302

Comercial 119.775 141.968 143.225 143.568

VDM* 6.106 6.809 6.471 6.968

417 VDM* = Volume Diário Médio


418 Fonte: Via Bahia, 2018.

419 3.5 Comparativo entre o porte da cidade e atividades do entorno


420
421 O presente trabalho avaliou os resultados encontrados em outros estudos em
422 comparação com os que foram obtidos a fim de avaliar se os mesmos corroboraram
423 quando relacionados ao porte das cidades (número de habitantes) e os tipos de atividades
424 que poderiam contribuir para poluição atmosférica nas proximidades dos pontos de
425 monitoramento.
426 Assim, ao comparar os estudos, observa-se que resultados semelhantes -
427 maior frequência de MCN em locais com maior fluxo de veículos, foram descritos por
428 Teixeira e Barbério, 2012 e Pereira et al. 2013 (Quadro 4).

429 A cidade de Taubaté –SP, que possui o número de habitantes próximo ao


430 porte do município de Vitória da Conquista – BA, obteve também resultados semelhantes.
431 Já o estudo realizado na cidade de Uberlândia - MG, de Pereira et al. 2013, evidencia que
432 uma cidade com maior número de habitantes tende a obter valores maiores de médias e
433 desvios padrões de MCN como resultado, potencialmente pela ampliação também do
434 fluxo veicular e maiores números de empreendimentos industriais.

435 Quadro 2 - Comparativo de resultados em municípios com características e pontos amostrais


436 similares.

Autores Município Nº de Locais de exposição Resultados obtidos


habitantes
Próprio Vitória da 338.885 Quatro localidades: Local de Tráfego veicular
estudo Conquista - Tráfego veicular intenso em uma BR (2,2±
BA intenso em uma BR; 1,542); Área industrial
Área Industrial com com alto fluxo veicular (3
alto fluxo veicular; ± 1,58); Centro da cidade
Centro da cidade com (1,9± 1,359); e o Ponto de
alto fluxo veicular; Controle (0,4 ± 0,548).
ponto de controle.

Teixeira e Taubaté - SP 311.854 Cinco localidades: Tráfego veicular intenso


Barbério, 2012 Tráfego veicular (2,24 ± 1,58), Área
intenso; Área Industrial (2,07 ± 1,33),
industrial; Centro da Centro da cidade com alto
cidade com alto fluxo fluxo veicular (1,47 ±
veicular; Área 1,05), área residencial
residencial; e área rural. (1,42 ± 0,90) e área rural
(0,82 ± 0,80).
Pereira et al. Uberlândia – 604.013 Área urbana com As plantas expostas na
2013 MG diferentes intensidades área de alto tráfego
de tráfego de veículos apresentaram maior
frequência (5,02 ± 0,20)
de micronúcleos nas
células-mãe de pólen,
enquanto as do ponto de
controle (0,96 ± 0,26).
437 Fonte: Autoria própria, 2018.

438 4 CONCLUSÕES
439
440 É possível avaliar a frequência de micronúcleos nos diferentes pontos
441 amostrais e compará-las com as amostras mantidas no ponto de controle, sendo que essas
442 obtem resultados de médias e desvios padrões menores que as demais.

443 As variáveis climatológicas analisadas correlacionam com os valores de


444 micronúcleos obtidos nos bioensaios, influenciando na maior dispersão e remoção de
445 poluentes na atmosfera.

446 O uso da planta bioindicadora Tradescantia pallidavar. Purpurea é


447 considerado eficaz e a mesma é um adequado tipo de bioindicador na avaliação da
448 presença de contaminantes no ambiente atmosférico

449
450 REFERÊNCIAS
451
452 BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA Nº491. Dispõe
453 sobre padrões de qualidade do ar, previstos no PRONAR. 2018.
454
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456 uma contribuição para a saúde da comunidade. 2004. Tese de Doutorado.
457 Universidade de São Paulo.
458
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462 GUERRERO, Josanidia Santana. Bioindicação em ecossistemas terrestres. Folha de São
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473 IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades - Censo
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475 conquista/panorama. Acesso em: 20 set. 2018.
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