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472 Fisioterapia Brasil - Volume 12 - Número 6 - novembro/dezembro de 2011

Revisão

Estabilização lombo-pélvica: evidências em avaliação


e tratamento
Lumbo-pelvic stabilization: evidence in evaluation and treatment
Jarbas Melo Filho, Ft.*, Fernanda Maria Cercal Eduardo, Ft.*, Auristela Duarte de Lima Moser, Ft., D.Sc.***

*Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde (PPGTS) pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná
(PUCPR),**Professora do PPGTS - PUCPR

Resumo Abstract
Pela necessidade de esclarecimento de práticas conflitantes e The need of clarification of conflicting practices and alignment
alinhamento das abordagens com os princípios da estabilização of approaches with principles of core stabilization leads to this
central, este estudo teve como objetivo revisar a literatura sobre as study which aimed to review the literature on forms of assessment
formas de avaliação e tratamento em estabilização lombo-pélvica, and treatment in lumbo-pelvic stabilization, seeking evidence for a
buscando evidências para uma prática sustentável. Selecionaram-se sustainable practice. We selected articles published between 1996
artigos publicados entre os anos de 1996 e 2011, obtidos nas bases and 2011, obtained in Medline, Pubmed, Lilacs and Scielo data-
de dados Medline, Pubmed, Lilacs e Scielo. As palavras-chave foram: bases. The following key-words were selected: stabilization, spine,
estabilização, coluna vertebral, lombalgia e reabilitação nos idiomas low back pain and rehabilitation in English and Portuguese. The
inglês e português. Os principais resultados encontrados sobre main findings related to evaluation forms were in pain and function
formas de avaliação foram: questionários de dor e funcionalidade questionnaires (N = 16), electromyography (EMG) (N = 9), pain
(N = 16), eletromiografia (EMG) (N = 9), escalas de dor (N = 6), scales (N = 6), ultrasound (N = 4), pressure biofeedback unit (N
ultrassom (N = 4), unidade pressórica de biofeedback (N = 3) e testes = 3) and resistance testing (N = 2). Furthermore, a tendency to
de resistência (N = 2). Foi observada, ainda, uma tendência à junção combine 2 or more possibilities of assessment in the same study
de duas ou mais formas de avaliação em um mesmo estudo. Quanto was observed. Concerning treatment, the exercises program aimed
ao tratamento, a aplicação dos exercícios buscaram reestabelecer a at restoring function and decreasing pain and lumbo-pelvic insta-
função e diminuir a dor e instabilidade do segmento lombo-pélvico, bility. It was observed that although many studies do not describe
constatando que apesar de muitos estudos não descreverem com- completely the intervention protocol, making it difficult to reuse
pletamente o protocolo de intervenção, dificultando a reaplicação the same, the segmental stabilization in lumbo-pelvic complex
dos mesmos, o tratamento com estabilização segmentar para o treatment has been applied with their basic parameters, following
complexo lombo-pélvico, em sua maioria, vem sendo aplicado com the correct progression of exercises.
seus parâmetros básicos, seguindo a progressão correta dos exercícios. Key-words: stabilization, spine, low back pain, rehabilitation.
Palavras-chave: estabilização, coluna vertebral, lombalgia,
reabilitação.

Recebido em 10 de outubro de 2011; aceito em 7 de novembro de 2011.


Endereço para correspondência: Jarbas Melo Filho, Av. Iguaçu 2090/22, bloco C, 80240-030 Curitiba PR, Tel: (43) 9137-4084, E-mail: jarbasmf@
hotmail.com
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Introdução intervenções nessas práticas [13,17,19,20]. Neste contexto,


o estudo teve como objetivo abordar as formas de avaliação e
A estabilidade do complexo lombo-pélvico é definida tratamento que vem sendo demostradas até hoje sobre a mus-
como a habilidade de manter o equilíbrio e firmeza de suas culatura estabilizadora lombo-pélvica e pontuar as evidências
estruturas durante a realização de movimentos corporais. buscando subsídios às práticas terapêuticas.
Embora elementos estáticos contribuam para a estabiliza-
ção, pela limitação passiva no final da amplitude articular, Material e métodos
desenvolvendo forças reativas que resistem ao movimento, a
dinâmica muscular apresenta maior influência para o funcio- Utilizou-se uma busca em base de dados para identificar
namento efetivo, já que os músculos agem como limitadores e artigos científicos, tendo como critérios de inclusão: artigos
controladores do movimento prevenindo danos a ligamentos e publicados entre 1996 e 2011 que tratassem de conceitos da
cápsulas [1-3]. A estabilidade vertebral depende da integração estabilização lombo-pélvica, intervenções e/ou relatassem
de três elementos, o sistema passivo, sistema ativo e sistema procedimentos de avaliação. As palavras-chave foram: estabili-
neural que em condições normais garantem a estabilidade zação, coluna vertebral, lombalgia e reabilitação, nos idiomas
tanto estática como dinâmica da coluna lombar [4,5]. inglês e português. Os estudos foram obtidos nas bases de
O aperfeiçoamento da estabilidade segmentar e do dados Medline, Pubmed, Lilacs e Scielo. Dos 114 artigos
controle neuromuscular do tronco pode prover uma base captados, 44 foram selecionados. Destes, 23 foram incluídos
sólida e exercer ou resistir às forças de torção, compressão e em um quadro de referências para fundamentar a discussão.
cisalhamento longitudinal e transverso, preparando o corpo Os artigos rejeitados tratavam de técnicas cirúrgicas, exercí-
para lidar com perturbações externas [6,7], pois de acordo cios sem cunho estabilizador, protocolos não estabelecidos e
com a funcionalidade dinâmica o sistema nervoso modula duplicação de pesquisas. Foram utilizados ainda artigos de
as ações nos músculos estabilizadores, controlando o posi- revisão que relatassem formas de intervenções e tratamento
cionamento das articulações em todos os níveis e amplitudes em estabilização central, porém estes não foram incluídos no
de movimentos [8,9]. quadro, servindo para contextualização.
A estabilidade lombo-pélvica melhora o padrão motor Os artigos originais que tratavam de formas de avaliação
antecipatório dos movimentos dos membros, já que ajustes e intervenções da estabilidade lombo-pélvica foram pontua-
tridimensionais da postura do tronco ocorrem antes de movi- dos segundo Vieira e Hossne [21], por dois examinadores, e
mentos unilaterais de membros superiores e inferiores [4,10]. existindo divergência, foram discutidos e pontuados através
A ativação antecipatória de músculos estabilizadores acontece de consenso e ainda submetidos a um terceiro avaliador com
sob uma variedade de circunstâncias, sendo considerada experiência na área para definição da pontuação final, de
como a que prepara o corpo ajustando o centro de gravidade acordo com os seguintes critérios: 1) Definição de objetivos;
à base de apoio e às forças de reação impostas por segmentos 2) Clareza de critérios de inclusão/exclusão; 3) Randomização;
adjacentes [10,11]. 4) Existência de grupo controle; 5) Tamanho da amostra
De maneira geral, o complexo lombo-pélvico trabalha e cálculo homogeneidade dos grupos; 7) Explicitação do
para manter a estabilidade da coluna vertebral e do tronco, a protocolo da pesquisa; 8) Estudo cego quando aplicável; 9)
qual com o fortalecimento específico dos músculos multífidos Variáveis bem estabelecidas; 10) Resultados medidos objeti-
e transverso do abdômen combinado com o da musculatura vamente; 11) Reprodutibilidade; 12) Tratamento estatístico
abdominal e extremidades controla, previne e reabilita inú- adequado; 13) Definição do acompanhamento dos resultados;
meras desordens musculoesqueléticas, principalmente, dores 14) Discussão das implicações clínicas dos resultados e 15)
lombares crônicas sem causa específica, degenerações discais, Submissão a comitê de ética.
estenose de canal, espondilolistese e espondilólise [12-17]. Cada critério foi pontuado com valor 1, estabelecendo-se
Contudo, medir a habilidade motora dos músculos profundos a classificação: 1 a 4 = Fraco, 5 a 8 = Regular, 9 a 12 = Bom,
não é uma tarefa fácil, na medida em que sua ação contrátil é a partir de 13 = Muito bom.
difícil de ser visualizada em nível de superfície. Estes músculos
apresentam um nível de contração leve e isométrica executada Resultados e discussão
independentemente dos músculos globais [18].
Apesar da proliferação de práticas baseadas em estabili- O quadro abaixo sintetiza os resultados dos estudos que
zação lombo-pélvica, a instabilidade da coluna lombar per- tratavam de métodos de avaliação e intervenções para estabi-
manece um tema controverso e mal compreendido, havendo lidade lombo-pélvica.
dessa forma carência de evidências científicas no que se refere
à definição adequada da condição, as formas de avaliação e
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Quadro 1 - Formas de intervenção e avaliação da estabilidade lombo-pélvica.


Pontua-
Fonte Método Objetivos Sujeitos Intervenção Avaliação Resultados
ção
Avaliar a muscu- Eletromiografia de
Movimentação rápida
latura de tronco agulhas inseridas
Allison TG, Estudo ex- dos MMSS ao estímu- O padrão de
quanto a sua pré- 7 sujeitos na musculatura
Morris SL, perimental, lo visual durante um recrutamento foi 10 bom
-ativação durante adultos profunda com
Lay B [22] teste-reteste movimento com uma assimétrico
um movimento auxílio de imagem
direção específica
específico ultrassônica
15
3 vezes por semana Redução da dor e
mulheres
durante 20 sessões de incapacidade signi-
Comparar os efei- com dor
40 minutos. ficativas no grupo
Estudo tos dos exercícios lombar Teste de equilíbrio
Grupo A: fortalecimen- B e não significa-
prospectivo, de estabilização e crônica na plataforma de
Andrusaitis to da coluna, abdomi- tivas no grupo A. 15 mui-
controlado, exercícios globais (controle força, dor (EVA) e
et al. [23] nais e quadril, sendo 3 Com relação ao to bom
randomiza- sobre dor, capaci- 5, expe- incapacidade (BR-
séries de 3 repetições equilíbrio, houve
do e cego dade funcional e rimen- -Oswestry)
Grupo B: exercícios de aumento do tempo
equilíbrio postural tal10: A
estabilização evoluindo de transferência de
=5eB
progressivamente peso no grupo B
= 5)
Avaliar a eficácia
da resistência Quatro exercícios de Melhora da dor e
Grupo
Estudo muscular do extensão de tronco, função em 3 se-
experi- Teste de extensão
Chok B et controlado, tronco no que realizados em 30 a 45 manas. Após esse 14 mui-
mental de tronco isomé-
al. [24] randomi- diz respeito a minutos, 3 vezes por período até 6 se- to bom
30, con- trico
zado dor e função em semana por 6 sema- manas não houve
trole 24
pacientes com dor nas mais diferenças
lombar subaguda
Avaliar a confia-
bilidade intra-
Testes de con-
-examinador e
fiabilidade das Confiabilidade
correlação da Examinar o músculo
Estudo ex- duas modalidades substancial do
Costa LOP ativação do mús- 29 uni- transverso do abdô-
perimental, avaliativas após teste palpatório e 11 bom
et al. [25] culo transverso versitários men, inicialmente e
teste-reteste exercícios de esta- moderada do teste
do abdômen pelo após 7 dias
bilização mantidos do Bio-feedback
teste palpatório e
por 10 segundos
pela unidade de
Biofeedback
Comparar ampli-
Exercícios progressivos, Eletromiografia Todos os músculos
tudes de ativação 18
Clarke Da- Estudo 4 séries de 10 repetições de superfície da testados tiveram
dos músculos sujeitos
vidson KL, comparativo em 5 níveis, aumentan- musculatura do recrutamento
do tronco após saudáveis
Hubley- prospectivo do-se a desestabilização tronco antes e semelhante para 10 bom
aplicação de exer- (11 mu-
-Kozey CL de teste- vertebral com solicitação após aplicação contração isomé-
cícios de carga lheres e 7
[26] -reteste de manutenção da zona do protocolo de trica voluntária
progressivos com homens)
neutra exercícios máxima
os MMII
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Pontua-
Fonte Método Objetivos Sujeitos Intervenção Avaliação Resultados
ção
Investigar a con-
fiabilidade intra
e entre-examina- A confiabilidade
39 indiví-
Figueiredo dores da unidade Examinar o músculo Avaliação pelo variou de modera-
Estudo ex- duos, 14
MK et al. de biofeedback transverso do abdô- aparelho de Bio- da (intra-examina-
perimental, mulheres 11 bom
[27] pressórico na con- men inicialmente e -feedback pres- dor) a substancial
teste-reteste e 25
tração do músculo após 7 dias sórico (entre-examina-
homens
transverso do dores)
abdômen em indi-
víduos sem dor
6 semanas, 30
minutos, 2 vezes por
Questionários de
Comparar a eficá- semana de exercícios Os dois protocolos
dor (McGill Pain
cia de 2 progra- focados no transverso foram eficazes
Questionary e
mas de exercícios: 30 do abdômen e multí- para alívio da
Estudo EVA) e funcionali-
França et estabilização seg- indivíduos fidos lombares para o dor e melhora da
comparativo dade (Oswestry)
al. [15] mentar e fortaleci- com dor grupo 1 e 3 séries de funcionalidade, 12 bom
randomi- Contração do
mento abdominal lombar 15 repetições de exer- porém o grupo da
zado transverso ava-
e de tronco na dor crônica cícios de fortalecimen- estabilização seg-
liada por meio
e incapacidade to superficial para reto mentar apresentou
do biofeedback
funcional abdominal, Oblíquos melhora superior
pressórico
e eretores da coluna
para o grupo 2
Identificar meca-
Verificar as diferenças
nismo de pré-ati- Eletromiografia Sem diferenças
Gibson J, na ativação do obli-
Estudo vação do oblíquo 4 homens em oblíquo interno significativas na
McCarron quo interno e deltóide
prospectivo interno durante e 11 e deltóide com ativação compa- 9 bom
T [28] durante o movimento
investigativo atividade funcio- mulheres movimentos fun- rando o obliquo
dos braços, em 3
nal de membro cionais com o deltóide
repetições
superior
Exercício de ativa-
ção da musculatura Eletromiografia da
Determinar se A contração
estabilizadora por 3 musculatura e cál-
um exercício abdominal total
séries de 25 segundos culos cinemáticos
Grenier sem a contração aumentou mais
Estudo de contração/relaxa- para compressão
SG, McGill abdominal é mais 7 homens a estabilidade do
prospectivo mento com progressão e estabilidade da 9 bom
SM [29] eficaz para estabi- saudáveis que o sem esta,
comparativo para cargas nas mãos, coluna e ultrassom
lização do que a com pouca dife-
primeiro sem ativação e osciloscópio
co-contração dos rença para níveis
abdominal e depois para verificação
abdominais de compressão
com contração abdo- das contrações
minal total
Grupo 1: remis-
Grupo são dos sintomas
Avaliar a eficácia Tratamento medi-
1: 10 sem recuperação
dos exercícios camentoso para o
Hides JA, Estudo mulheres espontânea da
de estabilização grupo 1 e tratamento
Richardson clínico e 10 Raio-X e exame musculatura. Após
segmentar na medicamentoso mais 13 mui-
CA, Jull controlado homens, neurológico da 10 semanas os
recuperação exercícios de esta- to bom
GA [30] e randomi- grupo 2: coluna lombar multífidos diminu-
da musculatura bilização em pé em
zado 8 homens íram de tamanho.
(especialmente posição neutra para o
e 13 Grupo 2: recupe-
multífidos) grupo 2
mulheres ração mais rápida
e completa
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Pontua-
Fonte Método Objetivos Sujeitos Intervenção Avaliação Resultados
ção
Questionários e
escala de dor (Mc-
Verificar se 39 Gill Pain Ques-
intervenção com pacien- Exercícios de contra- tionary e EVA) e
estabilização seg- tes com ção do multífidos e funcionalidade
Grupo de exer-
Hides JA, mentar exerce lombalgia transverso abdominal (Roland Morris)
cícios específicos
Jull GA, efeitos a longo aguda durante 4 semanas, via telefone após
Ensaio clíni- teve menos recor-
Richardson prazo sobre as ta- Controle: 2 vezes por semana 1 e 3 anos das 14 mui-
co randomi- rência
CA xas de recorrência n = 19 para um grupo e intervenções. to bom
zado, cego da dor lombar que
[31] na lombalgia agu- Exercí- medicações, repouso, Mobilidade ava-
os pacientes do
da, após primeiro cios: n = orientações e fisiotera- liada com inclinô-
grupo controle
episódio em 20 pia convencional para metro.
pacientes com dor 3 desis- o grupo controle Imagem ultras-
lombar tências sônica avaliou a
medida transversal
da musculatura
Avaliar as respos- Eletromiografia de
Hod- O tempo para
Estudo de tas da ativação 9 homens Movimentação rápida agulhas inseridas
ges PW, início da atividade
relação muscular pro- e 6 mu- dos MMSS ao estí- na musculatura
Richardson variou conforme a 12 bom
estímulo/ funda durante o lheres mulo visual em várias profunda com
CA [11] direção dos movi-
efeito movimento dos direções auxílio de imagem
mentos
membros ultrassônica
Recrutamento com
3 exercícios para Eletromiografia diferentes padrões
Hubley-
Avaliar a ativação 14 musculatura de tronco, com eletrodos de ativação em
-Kozey CL, Estudo
da musculatura homens mantendo por 4 se- posicionados em todos os pontos
Vezina MJ comparativo 9 bom
de tronco durante com dor gundos, evoluindo de 5 diferentes locais estudados da
[32] prospectivo
exercícios lombar posições estáveis para do abdômen e musculatura sem
instáveis dorso eficiência para
fortalecimento
Aumento da fun-
Kolyniak ção dos extensores
Avaliar o efeito
IEG, de tronco e discre-
Prospectivo do método Pilates 16 mu- Teste isocinético de
Cavalcanti 25 sessões de Pilates, to aumento para 8 regu-
intervencio- sobre a função de lheres e 4 flexores e extenso-
SMB, Aoki durante 12 semanas flexores do tronco. lar
nista flexores e extenso- homens res do tronco
MS [33] Redução da
res de tronco
relação flexores/
extensores
55 indiví-
duos com Imediatamente
Avaliação da dor
Examinar a utili- lombalgia após intervenção
(Short-form McGill
dade da adição recorrente 8 semanas de exercí- ambos os gru-
Pain Questionary e
de estabilização divididos cios de estabilização pos melhoraram
EVA), funcionalida-
Kouman- Ensaio específica em dois com requerimento significativamente e
de (Roland Morris)
takis GA, clínico a exercícios grupos progressivo + inte- mantiveram após 3
autoconfiança e 14 mui-
Watson PJ, controlado, gerais na (grupo gração de exercícios meses.
medo de praticar to bom
Oldham randomiza- abordagem de exercícios gerais para um grupo Grupo de exerc.
atividade foram
JA [34] do e cego pacientes com dor específicos enquanto o outro rece- gerais teve melhor
feitas por meio de
lombar subagu- + gerais bia apenas exercícios resultado ime-
questionários e
da ou crônica = 24 e gerais diatamente após
escalas
somente exercícios intervenção, mas
gerais = não 3 meses após
21)
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Pontua-
Fonte Método Objetivos Sujeitos Intervenção Avaliação Resultados
ção
Avaliar a efetivida- 12 sessões, 3 vezes Parâmetros dor
Melhora da dor e
de de um progra- 29 vo- por semana, um grupo (BR-McGill) e
disfunção no grupo
Estudo ran- ma de estabiliza- luntários exercícios de estabi- disfunção (Roland
Leite MRR com exercícios
domizado e ção lombo-pélvica randomi- lização lombar e o Morris) através de 10 bom
et al. [35] de estabilização
controlado em pacientes com zados em outro placebo (ultras- questionários nos
comparados ao
dor lombar crôni- 2 grupos som e ondas curtas em períodos pré e
placebo
ca não-específica parâmetros mínimos) pós-tratamento

4 exercícios na bola Melhora na ativa-


Avaliar a atividade
Marshall suíça e no solo em ção de reto abdo-
Estudo muscular lombo- 4 homens Eletromiografia e
PW, prono, flexão de minal e mudanças
comparativo -pélvica em exercí- e4 escala analógica 8 regu-
Murphy BA braços com o tronco na relação entre os
prospectivo cios de estabiliza- mulheres visual para dificul- lar
[18] inclinado, elevação de níveis de ativação
ção central com e saudáveis dade da tarefa
membros alternados dos músculos
sem bola suíça
em prono e em supino lombo-pélvicos

Diminuição signi-
Exercícios de contra- Questionário ficativa na inten-
ção da musculatura (Short-form McGill sidade da dor no
profunda com auxílio Questionary) que grupo estabilização
do biofeedback pres- inclui escalas e não significati-
sórico sendo mantida de intensidade va para o grupo
Determinar a efi- 44 sujei-
Ensaio por 10 segundos, evo- e gráficos para controle.
cácia de exercícios tos dis-
clínico luindo em quantidade dor, e funcionali- A mobilidade da
O’Sullivan específicos no tribuídos
controlado, de contrações e para dade (Oswestry). lombar, não mu- 15 mui-
PB et al. tratamento da dor aleato-
randomiza- sustentação de cargas, A mobilidade ou dou significativa- to bom
[36] crônica lombar riamente
do e cego, enquanto o grupo movimento da mente dentro ou
em espondilólise e em dois
teste-reteste controle participou de coluna lombar foi entre os grupos.
espondilolistese grupos
atividades fisiotera- avaliado por meio Para níveis de in-
pêuticas convencionais de um inclinômetro capacidade, houve
e outros exercícios eletrônico acopla- redução significa-
globais indicados pelo do a um dinamô- tiva no grupo de
seu médico metro isocinético estabilização e não
no grupo controle.
Avaliar a efetivi-
Questionário BR-
dade de exercícios 12 sessões de exercí-
Pereira NT, -McGill e questio-
Estudo de estabilização cios de estabilização, 2 Melhora significati-
Ferreira nário
prospectivo segmentar sobre 12 mu- vezes semanais, cada va da dor e da ca- 8 regu-
LAB, Pe- Rolland-Morris
intervencio- a dor e capacida- lheres exercício 12 repetições pacidade funcional lar
reira WM Brasil, antes e
nista de funcional em e 10 segundos de dos indivíduos
[37] depois do período
indivíduos com contração
de intervenção
lombalgia crônica
Verificar a influên-
Questionário
cia de exercícios
Exercícios de estabili- (Roland Morris),
de estabilização Efetivo com 20 ses-
zação central em 20 exame físico, teste
Reinehr central em curto sões para melhora
Prospectivo sessões de 45 minutos, de abdominal, teste
FB, Carpes período sobre a 6 mulhe- da dor lombar e 7 regu-
intervencio- 3 vezes na semana, de abaixamento
FP, Mota dor e instabilidade res aumento da força lar
nista progredindo as con- do membro inferior
CB [12] em indivíduos com muscular em todos
trações de 6, 10 e 20 estendido e de
lombalgia e baixo os indivíduos
segundos elevação ativa da
nível de atividade
perna estendida
física
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Pontua-
Fonte Método Objetivos Sujeitos Intervenção Avaliação Resultados
ção
Avaliar os efeitos
de um programa
de quatro sema-
nas de exercícios 5 exercícios de estabili- Escala visual da
Estudo
Sakamoto de estabilização 3 homens zação por 10 segun- dor (EVA) e ques-
quase-ex- Melhora significati- 8 regu-
ACL et al. lombar na inten- e 10 dos de contração, 3 tionário de Roland
perimental va da dor e função lar
[38] sidade da dor e mulheres vezes por semana por Morris Brasil para
prospectivo
funcionalidade 4 semanas funcionalidade
de indivíduos
com dor lombar
crônica
Perda de resis-
tência para os
10 homes Eletromiografia
Avaliar a perfor- 5 exercícios diários homens e au-
Estudo e6 para avaliar a
mance de resistên- de estabilização da mento, mas não
Sung PS longitudinal mulheres fadiga e questio-
cia dos multífidos coluna, 3 vezes por se- significativo, para 10 bom
[39] de curto com dor nário Oswestry
após exercícios de mana em laboratório, as mulheres e me-
período lombar para avaliar a
estabilização durante 4 semanas lhora significativa
crônica funcionalidade
para dor e função
nos dois casos
Recrutamento com
Eletromiografia diferentes padrões
3 exercícios para
Vezina MJ, Avaliar a ativação com eletrodos de ativação em
Estudo 24 musculatura de tronco,
Hubley- da musculatura posicionados em todos os pontos
comparativo homens mantidos por 4 segun- 9 bom
-Kozey CL de tronco durante 5 diferentes locais estudados da
prospectivo saudáveis dos cada, 5 tentativas
[40] exercícios do abdômen e musculatura sem
de cada um
dorso eficiência para
fortalecimento

Formas de avaliação palpatório apresentou maior confiabilidade que o BP, sendo


que ambas as medidas podem ser associadas. O outro estudo
Há várias formas de avaliação da estabilidade lombo-pél- [27] avaliou a confiabilidade intra e entre-examinadores do
vica, porém é preciso que os procedimentos aplicados estejam BP (score 11) com amostra composta de homens e mulheres.
adequados ao que se quer avaliar. As formas predominantes Outra forma utilizada para a avaliação dos músculos esta-
encontradas foram: questionários de dor e funcionalidade (N bilizadores tem sido a EMG [11,18,22,26,28,29,32,39,40].
= 16), eletromiografia (EMG) (N = 9), escalas de dor (N = Esta detecta a ativação elétrica muscular específica no mo-
6), ultrassom (N = 4), unidade pressórica de biofeedback (N mento da realização do movimento e avalia características
= 3) e testes de resistência (N = 2). temporárias do recrutamento dos músculos.
Uma maneira simples de avaliação é através da palpação Estudos identificaram uma pré-ativação do músculo
do músculo transverso abdominal durante a tentativa de apro- transverso do abdômen antes dos movimentos de membros
ximar a cicatriz umbilical das vértebras lombares. A palpação superiores [11,22], scores 12 e 10 respectivamente, o que não
pode dar um feedback da ação muscular local e global, porém foi observado em outra pesquisa que verificou a ativação do
não informa medidas específicas do controle motor e deve oblíquo interno em relação aos movimentos do músculo
estar associada a outra medida de cunho quantitativo como deltóide em atividades funcionais [28], score 9. Estes estudos
a eletromiografia e/ou a dinamometria. têm delineamentos semelhantes quanto às características da
Em dois estudos [25,26], a unidade de biofeedback amostra, número de sujeitos e método de coleta de dados,
pressórico (BP) revelou confiabilidade de moderada a substan- porém, enquanto o primeiro avalia o transverso abdominal,
cial. Porém, os estudos possuem amostras pouco homogêneas o segundo avalia os oblíquos internos, e mesmo apresentando
com relação ao gênero e não comparam com medidas padrão bons níveis de evidências, seus resultados devem ser lidos com
ouro, contudo, diferenças de gênero podem ser determinan- cautela e adequados a cada realidade terapêutica.
tes no comportamento de respostas musculares ao exercício. Outros três estudos com EMG [26,32,40], avaliaram o
Um estudo abordou o BP e a palpação [25], score 11. O teste padrão de recrutamento muscular para diferentes exercícios
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(scores 10, 9 e 9 respectivamente). Demonstraram que a EMG específica dos músculos transverso do abdômen e multífidos
pode ser utilizada como medida dos padrões de ativação lombares a baixos níveis de contração voluntária máxima
muscular com boa confiabilidade. Os trabalhos encontraram associada ao controle respiratório e sistema lombo-pélvico em
padrões diferentes de recrutamento da mesma musculatura, posição neutra. Isto é facilitado pelas posturas sem carga de
porém os exercícios tiveram modalidades diferentes. peso corporal [41,42]. Em contraste, dois estudos iniciaram
Testes isométricos específicos também são utilizados, pre- os exercícios já em progressão, necessitando de um maior
sente na tabela o Teste de Resistência Estática de Extensão do controle e interação com a técnica por parte dos voluntários
Tronco [24], que consiste em avaliar isometricamente a mus- [18,30], scores 8 e 13 respectivamente.
culatura extensora da coluna, principalmente os multífidos. Na fase de progressão, são requeridos dispositivos para
O estudo foi randomizado e controlado com delineamento aumentarem as dificuldades, habilidade de constantemente
rigoroso, mostrando a eficácia do teste, ressaltando que não é reproduzir contração controlada dos músculos profundos
a tecnologia em si, mas, o desenho metodológico que sustenta associadas aos movimentos das extremidades com o tronco
os resultados de um estudo (score 14). estável [18,41,43].
O dinamômetro isocinético foi utilizado em um estudo Em um estágio final o objetivo é conseguir estabilizar
[33], score 8, com dezesseis homens e quatro mulheres, ava- dinamicamente a coluna vertebral de maneira automática
liou torque flexor/extensor de tronco. A heterogeneidade da durante a realização das atividades diárias [41].
amostra e ausência do controle das variáveis deste estudo, A literatura mostra ainda que a manutenção da estabili-
bem como dos critérios de inclusão/exclusão não permitiu dade lombo-pélvica também pode advir do sistema muscular
o estabelecimento de um maior nível de evidência para a global, composto por músculos produtores de grande torque
prática clínica. no tronco e coluna lombar [8,24,31,41,44]. Os músculos
Questionários e escalas sobre dor e disfunção também globais do quadril e do tronco são estruturalmente mais
foram bem retratados, com scores variando de 7 a 15, bem adaptados para produzir movimentos tridimensionais e
mostrando-se como forma de comparação antes e após aumento da estabilidade, resistindo a cargas externas durante
intervenções com exercícios de estabilização, sendo os mais atividades funcionais. Neste contexto, as ativações dos mús-
consagrados os Questionários de Roland-Morris, McGill, culos locais apresentam uma contribuição muito maior para
Oswestry e escalas visuais de intensidade e gráficos da dor a manutenção e melhora da estabilidade a nível segmentar,
[12,15,18,23,31,34-39]. tendo estas relações um grande destaque no que diz respeito
Outras formas de avaliação abordadas foram, raio-x da à alta complexidade do controle motor necessário para prover
coluna lombar, exame neurológico, exame físico, ultrassom estabilidade lombo-pélvica [24,41].
e osciloscópio [11,29-31]. As evidências tiveram grande As intervenções identificadas variaram, com protocolos
variabilidade podendo-se inferir que avaliações subjetivas de curto período de tempo, 10 a 12 sessões [31,35,37-39], a
necessitam de um delineamento mais rigoroso nos estudos, protocolos mais longos [12,34], 20 sessões ou 8 semanas, não
porém, não diminuem sua importância. apresentando um consenso no tempo de aplicação da técnica,
bem como detalhes no que diz respeito à execução dos exer-
Tratamento cícios (séries, repetições e tempo de contração), dificultando
por muitas vezes a reprodutibilidade do estudo. Em alguns
Os protocolos de exercícios de estabilização estão presentes casos a tecnologia avaliativa se sobrepõe à intervenção (32,40),
na tabela em estudos originais (N = 14). Dentre os estudos scores 9, quando deveria ser decorrente e derivada da mesma.
identificados, muitas variáveis são investigadas, comparam-se
resultados entre grupos, antes e após exercícios e técnicas dife- Conclusão
rentes de aplicação, observando também tempo de recorrência
após prazos determinados. O presente estudo conseguiu demonstrar a variedade dos
A aplicação dos exercícios buscaram reestabelecer a métodos avaliativos utilizados para as variáveis relacionadas à
função e diminuir a dor e instabilidade do segmento lombo- estabilização lombo-pélvica, sendo as formas predominantes:
-pélvico [12,15,18,23,26,29-31,34-39] e os resultados dos questionários de dor e funcionalidade, eletromiografia, escalas
estudos conseguiram mostrar respostas quanto à ativação de dor, ultrassom, unidade pressórica de biofeedback e testes
muscular e seus níveis [18] (score 8), e também sobre à de resistência. Foi observada, ainda, uma tendência à junção
recorrência ou não da dor lombar, frente a intervenções de duas ou mais formas de avaliação em um mesmo estudo.
ao longo de prazos estabelecidos [30,34], scores 13 e 14 Constatou-se que apesar de muitos estudos não descreve-
respectivamente. rem completamente o protocolo de intervenção, dificultando
Os parâmetros básicos da aplicação da estabilização seg- a reaplicação dos mesmos, o tratamento com estabilização
mentar geralmente são seguidos nos estudos intervencionistas segmentar para o complexo lombo-pélvico, em sua maioria,
[12,15,23,26,29,31,34-39], cujos programas de exercícios, vem sendo aplicado com seus parâmetros básicos, seguindo
inicialmente, enfocam o treinamento da contração isométrica a progressão correta dos exercícios.
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A técnica vem apresentando grande relevância na prática 19. Leone A, Guglielmi G, Cassar-Pullicino VN, Bonomo
clínica, porém ainda com poucas evidências científicas, prin- L. Lumbar intervertebral instability: a review. Radiology
cipalmente no Brasil onde poucos estudos originais foram 2007;245(1):62-77.
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