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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS – CEJURPS

LUIZ SOARES MELO

PESQUISA: A fome no mundo em números: 1992 à 2017


Direito Ambiental.

São José
2018
A fome como problema social, também chamada de desnutrição ou
insegurança alimentar, se caracteriza por indivíduos que continuadamente não
conseguem ter acesso a calorias suficientes para o suprimento de suas
necessidades energéticas diárias.
A entidade responsável pelo monitoramento do acesso adequado de
alimentos pela população é a ONU (Organização das Nações Unidas),
juntamente com seus órgãos acessórios, a FAO (Organização para a
Alimentação e Agricultura), o FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento
Agrícola) e o PMA(Programa Mundial de Alimentos).
O número de pessoas subalimentadas em 1992 era de
aproximadamente 950 milhões, no ano 2000 passou a ser de
aproximadamente 900 milhões, chegando a 926 milhões em 2005. Após 8 anos
de queda, o número de pessoas em situação de fome no mundo chegou à
marca de 775,4 milhões de pessoas em 2013 e voltou a aumentar em 2015,
chegando à 815 milhões de pessoas em 2016 e 2017, das quais, quase 124
milhões atualmente enfrentam uma situação de fome severa, de acordo com o
Relatório Global sobre Crises Alimentares, lançado em 22/03/2018, pela FSIN
(Food Security Information Network) com o apoio da ONU.
Existem informações e indícios de situação de fome também na
Venezuela, Eritréia e Coréia do Norte, porém, devido à dificuldade de pesquisa
e obtenção de dados concretos, imposta por seus governos, estes países não
aparecem neste estudo. O Brasil não aparece no relatório, visto que saiu do
mapa da fome da ONU em 2014.
Os países com a situação de insegurança alimentar mais crítica,
identificados na pesquisa feita no ano de 2016, para o referido relatório, são a
Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul, onde 32 milhões de pessoas
necessitam urgentemente de assistência para não morrerem de inanição.
Entre os principais fatores que geram ou agravam a situação de
fome estão os conflitos, causas climáticas e crises comercias dificultando com
que os alimentos cheguem aos países mais pobres, tornando ainda mais altos
os preços. Uma triste contradição consiste no fato de que o desperdício de
alimentos atinge a marca de 1/3 da produção mundial e representa US$750
bilhões por ano à economia mundial.
Os problemas provocados pela fome geram conseqüências em nível
individual (redução da capacidade física para o trabalho, retardamento do
crescimento infantil, diminuição da capacidade cognitiva, danos à saúde e
morte prematura), comunitário (diminuição de oportunidades e dificuldade de
desenvolvimento da comunidade) e governamental (instabilidade política e
social, dificultando ainda mais os esforços dos Estados em reduzirem a
pobreza).
A situação de fome no mundo evidencia uma construção social
desigual e condena gerações futuras, caso não haja uma reconstrução de
valores a esse respeito, a perpetuar a realidade de pobreza e desnutrição.

Figura 1 - Fome no mundo - 1992 à 1997 - Fonte: FAO


Figura 2 - Fome no mundo - 2000 à 2016 - Fonte: FAO

REFERÊNCIAS:

RIZZO, Érika. Fome no Mundo: Causas e Consequências. 2017. Disponível


em: < http://www.politize.com.br/fome-no-mundo-causas-e-consequencias/>.
Acesso em: 21 mar. 2018.

Global Report on Food Crises 2018. Disponível em: <


http://vam.wfp.org/sites/data/GRFC_2018_Full_Report_EN.pdf>. Acesso em:
21 mar. 2018.

Fome no Mundo Disponível em: < https://www.todamateria.com.br/fome-no-


mundo/>. Acesso em: 21 mar. 2018.
GONZALEZ, Amelia. Más Notícias sobre a Fome no Mundo. 2018.
Disponível em: <http://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/post/mas-
noticias-sobre-fome-no-mundo.html>. Acesso em: 21 mar. 2018.

ONU: após uma década de queda, fome volta a crescer no mundo. 2017.
Disponível em: < https://nacoesunidas.org/onu-apos-uma-decada-de-queda-
fome-volta-a-crescer-no-mundo/>. Acesso em: 21 mar. 2018.

El Estado de la Seguridad Alimentaria y la Nutrición en el Mundo. 2017.


Disponível em: <http://www.fao.org/state-of-food-security-nutrition/es/>. Acesso
em: 21 mar. 2018.