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ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

Descritivos: apenas relatam, descrevem – ex.: relato de caso, série de casos; - geram hipóteses, são curtos e
baratos
Analíticos: provam uma relação de causa e efeito (ex.: transversal, coorte,...) – testam a hipótese, são longos e
caros
Não pode concluir que um é melhor do que o outro! Eles são feitos de acordo com a necessidade do indivíduo

CLASSIFICAÇÃO:
1) INVESTIGADOS:
a. População: todos os indivíduos INVESTIGADOS INVESTIGADOR TEMPO NOME DO
foram vistos como um único “bloco” = ESTUDO
estudo agregado ou populacional Agregado Observação Transversal Ecológico
b. Indivíduos: avalia de forma
individualizada cada participante do Longitudinal Série
estudo = individuado temporal
2) INVESTIGADOR Intervenção Longitudinal
a. Observação Ensaio
b. Intervenção = ensaio comunitário
3) TEMPO Observação Transversal Inquérito
a. Transversal = seccional/ prevalência
b. Longitudinal Indivíduo Longitudinal Coorte
Caso
controle
Intervenção Longitudinal
Ensaio
clínico
1. ESTUDOS DESCRITIVOS

A) ESTUDO SECCIONAL:
 Corte Transversal – Inquérito – de Prevalência
Individuado, sem intervenção (observacional), em um só momento (transversal)
Vantagens: Fácil, baixo custo, analise simples de dados, pode fazer perguntas simples
Desvantagens: Baixo poder analítico (não fez análise, só descreveu os achados)
MA: Razão de prevalência

B) ESTUDO ECOLÓGICO
Agregado (de grupo), Observacional e Transversal
Vantagens: Fácil, baixo custo, análise simples de dados
Desvantagens: Baixo poder analítico
MA: Razão de prevalência
Gera suspeitas mas não confirma
 Erro/falácia ecológica pode induzir ao erro

QUESTÃO: Em 1º de janeiro de 2010, iniciou-se em Joinvile um estudo com todas as crianças nascidas nesta
localidade. Este estudo teve duração de 2 anos e continha cerca de 200 variáveis. A primeira etapa foi realizada nos
hospitais e maternidades por ocasião dos nascimentos; já as subseqüentes foram através de visitas domiciliares
quando as crianças tinham 6 meses, 1 ano e 2 anos. Com relação ao estudo é correto afirmar que
A) É de fácil execução B) Adequado para estudo C) Tem baixo custo D) Possui alto poder
de doenças raras analítico
QUESTÃO: Há estudos epidemiológicos em que a exposição aos fatores de estudo, a freqüência da doença e as
variáveis de confusão são analisadas para grupos de indivíduos. Nesses casos, não são conhecidas as distribuições
conjuntas dos fatores e da doença nem a nível individual, nem dentro de cada grupo. Tais estudos são classificados
como: A)Prospectivos; B)Ecológicos; C) de coorte; D)transversais, E)Casos controle
Respostas: D, B

2. ESTUDOS ANALÍTICOS
A) ESTUDO DE COORTE:
Individuado(pessoa a pessoa), observacional(sem intervenção), longitudinal e prosprectivo (vai para o futuro)
Pega 2 grupos, sendo um deles exposto ao risco, analisar por um certo tempo para ver a incidência do desfecho
Risco  Desfecho
Vantagens: Vê riscos, confirma suspeitas, incidência, bom para fator de risco raro (já vai ter as pessoas com o fator
de risco na mão)
Desvantagens: caro, longo, vulnerável a perdas, ruim para doenças raras ( a doença pode nunca aparecer)
MA: Risco relativo
 E o Coorte retrospectivo?
 Ex: ano de 2015, pego os fumantes e não fumantes de 1998 e acompanho até 2010  para saber se
surgiram a doença ou não
Obs.: Coorte histórica: a seleção dos grupos e os resultados aconteceram no passado.

B) CASO CONTROLE:
 Individuado, Observacional, Longitudinal e Retrospectivo (eu olho para trás)
DESFECHO  Risco
Vantagens: Fácil, barato, rápido e bom para doenças raras
Desvantagens: dificuldade para formar um grupo controle, mais vulnerável a erros (viés de memória), vê uma
única doença
Fator de risco Doentes (casos) Fator de risco Não doentes (controles)
Sem fator de risco Sem fator de risco

MA: Odds ratio ou razão de chances ou razão de produtos cruzados ou razão de riscos

Ensaio clínico > Coorte > Ensaio clínico > Ecológico

C) ENSAIO CLÍNICO:
Individuado, Longitudinal e Intervencionista (Testa algo novo, droga, vacina, exame, ...)
Vantagens: melhor para testar medicação, insuperável em relação causal (com a intervenção, está podendo ver o
efeito)
Desvantagens: Problemas éticos-legais, caro, longo
MA: RR(risco relativo), RAR (redução absoluta do risco), RRR(redução do risco relativo) e NNT (número necessário
para o tratamento)
Testes em animais 1) Segurança da droga em humanos
2) Farmacocinética (qual a dose correta para o efeito desejado)
3) Estudos comparativos (com a placebo e com o tratamento convencional)
4) Vigilância pós-comercialização (efeitos colaterais mais raros ou a longo prazo)

PAREAMENTO: Para cada individuo, seleciona um ou mais


Estudo Controlado: Possui um grupo controle para comparação
Randomização: DISTRIBUIÇÃO ALEATÓRIA!! MAIS IMPORTANTE  reduz erro de estudos, viés de seleção!
Validade interna: Validade se é verdadeiro para o grupo estudado, dentro de si próprio!
Validade externa: Se o resultado é verdadeiro, pode ser usado para população fora do estudo
Mascaramento: Simples, duplo(nem o individuo nem o pesquisador sabem) e triplo cego (ninguém sabe)
EFEITO HAWTHORNE / PLACEBO = efeito comportamental
 CONTROLADO (grupo controle) = evita erro de  Eficácia da droga = situação ideal  validade
intervenção
 RANDOMIZADO (sorteio) = evita o erro de interna
seleção/ confusão  Efetividade da droga = situação real  validade
 MASCARADO (cegamento) = evita o erro de interna e externa
aferição
*aberto, simples-cego, duplo-cego,..

RESUMINDO:
1) TRANSVERSAL: Fotografia ...
Gera suspeitas, mas não confirma
Doença e fator de risco ao mesmo tempo
2) COORTE “Vou estar observando”
Bom para: definir riscos
Fator de risco antes da doença
3) CASO-CONTROLE “Vou estar observando”
Bom para doença rara/ longa. Define risco? Não. Estima
Doença antes do fator de risco
4) ENSAIO CLÍNICO: interfere no fator, prevenindo a doença

QUESTÃO: Para examinar o possível papel de DM na etiologia do câncer de pancreas (CP), foram investigados
720 pacientes com diagnóstico recente de CP e 720 pacientes internados por outras doenças. Os participantes
foram recrutados em 3 hospitais, durante um período de 2 anos. Entre os pacientes com CP, 64 relataram
historia previa de DM (há pelo menos dois anos da data de internação). Entre os pacientes com outras doenças,
50 referiam a história previa de DM (também há pelo menos dois anos antes da data de internação:
A) Estudo caso-controle B) Estudo de coorte C) Estudo de coorte D) Estudo transversal
prospectiva retrospectiva retrospectivo
E)Estudo ecológico
retrospectivo
Resposta : A
QUESTÃO: A principal característica dos estudos de intervenção é a alta:
A) Validade externa B) Capacidade de C) Validade interna D) Relevância científica
Generalização dos
E)Precisão resultados
Resposta : C
QUESTÃ: Um ensaio clínico randomizado mostrou que o consumo de 6,3g/dia de chocolate amargo por
18semanas foi capaz de reduzir significativamente a PA. A randomização é realizada para:
A)Garantir que os grupos B)Evitar erro de C) Aumentar a chance de D)Evitar viés de
de comparação tenham classificação na que os grupos de sobrevivência
exposição semelhantes comparação entre grupos comparação tenham
características semelhantes
Resposta : C
QUESTÃO: Um ensaio clínico randomizado mostrou que o consumo de 6,3g/dia de chocolate amargo por
18semanas foi capaz de reduzir significativamente a PA. Neste ensaio clínico não foi possível ocultar dos
pacientes o grupo de intervenção ao qual pertenciam, pois recebiam chocolate amargo ou chocolate branco.
Entretanto, os pesquisadores tomaram precauções para que todos os envolvidos com a análise do desfecho
desconhecessem o grupo de intervenção ao qual os participantes pertenciam. Em relação a esta estratégia,
trata-se de:
A)Controle de confundimento, para evitar que a analise do desfecho seja confundida pelo fato do grupo de
intervenção não ser conhecido
B)Não pode ser considerado mascaramento por não ter utilizado placebo
C)Trata-se de mascaramento, para evitar que a avaliação do desfecho seja influenciada pelo fato do grupo de
intervenção ser conhecido
D) Não evita confundimento por não ter um grupo controle com placebo
Resposta : C
QUESTÃO: Para se pesquisar uma doença rara, os estudo observacionais mais adequados são:
A)descritivos e B)Transversal e C)ecológicos e caso D)descritivos e E)Transversal e
coorte coorte controle transversais caso controle
Resposta : C
3. ANÁLISE/ INTERPRETAÇÃO DOS ESTUDOS
1) Frequência – medir a doença ...
 PREVALÊNCIA – transversal
 INCIDÊNCIA – coorte/ ensaio
2) Associação – fator x doença
3) Estatística – posso confiar na associação encontrada?

ASSOCIAÇÃO
Cada estudo tem sua maneira de tentar associar o fator à doença. Todos os estudos podem ser resumidos em
uma tabela com doentes, não doentes, expostos e não expostos.

A) RISCO RELATIVO: Representa a relação entre incidência do desfecho entre expostos e não expostos a certo
fator de risco. Avalia portanto o risco de desenvolver a doença. É mito utilizada em estudos tipo Coorte!
RR = IE/INE

B) Odds-Ratio: Quantas vezes mais chances a expostos a certo fator de risco tem de desenvolver a doença, em
relação ao não expostos. Comum em estudos de caso controle. OR = (Doentes expostos X Não doentes Não
expostos) / (Doentes não expostos X Não doentes expostos) = AD/BC

C) Razão de prevalência: Quantas vezes é mais provável que os expostos venham a desenvolver a doença.
RP= Prevalência de expostos / Prevalência dos não expostos
D) Risco atribuível ao fator ou absoluto: Representa de todos os casos de doença nos expostos, quais foram
exclusivamente atribuídos ao fator
E) Risco atribuível na população: De todos os casos de doença na população, quais foram os relacionados ao
fator. Proporção de doença que seria eliminada caso a exposição fosse removida.
F) RRR: Redução de morte nos pacientes do experimento (1-RR)
G) RAR: Comparação da redução da incidência de morte no experimento e no placebo (Incidencia de morte no
experimento MENOS incidência de morte placebo)
H) NNT: Número de pessoas que tenho que tratar para obter 1 resultado positivo, QUANTO MENOR MELHOR!
NNT = 1/RAR

COORTE
Exemplo:
RISCO RELATIVO (RR) IE
CIGARRO Câncer de Sem Total
INE
pulmão câncer de
RISCO ATRIBUÍVEL AO FATOR IE – INE
pulmão
(RAf)
Fumante 90 10 100
RISCO ATRIBUÍVEL À IPop – INE
Não 5 95 100
POPULAÇÃO (RAP%) IPop
Total 95 105 200

RISCO RELATIVO (RR) = IE = 90% >> RR = 18 RISCO ATRIBUÍVEL AO FATOR (RAf) = IE – INE
INE 5% RAf = 90% - 5% >> Raf = 85%

RISCO ATRIBUÍVEL À POPULAÇÃO (RAP%) = IPop – INE (ou FRAÇÃO ATRIBUÍVEL Á POPULAÇÃO)
. IPop
RAP% = 47,5% - 5% >> RAP% = 90%
47,5%
Interpretação: o cigarro causou 90% dos casos de câncer nessa população => tirando o cigarro, reduzimos em 90%
o risco de câncer na população ..
CASO CONTROLE
Exemplo:

Jateamento Pneumoconiose Sem Total


de areia pneumoconiose
Expostos 100 (a) 300 (b) 400 ODDS RATIO (OR): ad = 100 x 480 >> OR = 8
Não 20 (c) 480 (d) 500 bc 300 x 20
expostos É uma chance de acontecimento
Total 120 780 900

ENSAIO CLÍNICO
Exemplo:
Grupo Doença Doença Total
SIM NÃO
Nova 15 85 100
droga
Controle 20 80 100
REDUÇÃO DO RR (RRR) = 1 – RR >> 1 – 0,75 –
RISCO RELATIVO (RR) = IE = 15% >> RR =0,75 25%
IC 20%
NÚMERO NECESSÁRIO AO TRATAMENTO (NNT)
REDUÇÃO ABSOLUTA DO RISCO (RAr) = IC – IE = 1______
>> 20%-15% >> RAR = 5% RAR
NNT = 1/5% >> NNT = 20
*Maior (-) Menor
Eficiência da droga = relação custo x benefício

ESTUDO x ANÁLISE INTERPRETAÇÃO


Estudo Frequência Associação
RR, OR ou RP = 1 SEM ASSOCIAÇÃO
Transversal Prevalência Razão de
RR, OR ou RP > 1 FATOR DE RISCO
prevalências
RR, OR ou RP < 1 FATOR DE PROTEÇÃO
Caso-controle -- Odds ratio
Coorte Incidência Risco relativo
Raf/ RAP%
Ensaio Incidência RR/ RRR
RAR/ NNT

ERROS
1) Erro aleatório ou erro ao acaso:
É um erro esperado em todo e qualquer estudo operacional.
Intervalo de confiança = 95% e P<0,05 (ESTUDO PODE SER CONSIDERADO VÁLIDO)

2) Sistemático ou viés:
Seleção(sem randomização, escolheu de forma errada as pessoas ou selecionou pessoas mais próximas ao risco)
Aferição (forma de aferir os resultados no estudo. Por exemplo: esfignomanometro desregulado)
Confusão (Outro fator de risco que leva ao desfecho, mas não está sendo estudado)
Memória (perguntar coisas para o paciente e ele não lembrar ou não dar valor a isso)
Causalidade reversa (Comum nos estudos descritivos, não sabe se o que surgiu primeiro foi o fator estudado ou o
desfecho)

3)TIPO I E TIPO II:


Falso positivo = TIPO I; Falso negativo = TIPO II
DICA: Eficácia (Situação Ideal), Efetividade (Situação Real) e Eficiência (Custo-benefício)
ERRO SISTEMÁTICO (VIÉS) ERRO ALEATÓRIO (ACASO)
Seleção p< 0,05 (5%)
Aferição (informação) IC95% PRECISO/ CONFIÀVEL
Confundimento VÁLIDO/ ACURADO

Erro aleatório: das 100 vezes em que o estudo for repetido, é necessária encontrar a mesma associação em 95%
(o erro não pode ser maior do que 5 chances em 100). Se o acaso contribuir com mais de 5% = o estudo não foi
estatisticamente significativo – não confiar.
IC – intervalo de confiança = é utilizado muito mais do que o p.
Obs.: não é necessário que em mais de 95% das vezes precisamos encontrar o mesmo valor – o que precisamos
encontrar é a mesma associação (fator de risco < 1; fator protetor <1).

QUESTÃO: Foi realizado um estudo transversal durante um final de semana num parque da cidade para estudo
de obesidade. Os resultados preliminares apontaram maior prevalência de obesidades entre as pessoas que
praticavam exercícios físicos de lazer. Qual o tipo de viés que se associa esse resultado?
A)Seleção B)Informação C) Causalidade reversa D)Confusão E)Aferição Diferencial
Resposta:C
QUESTÃO: Um estudo de coorte objetivou avaliar a associação entre a terapia de reposição hormonal e o risco
de desenvolver DAC. Nesse estudo, o alto nível socioeconômico esteve associado a ambos. Então, o alto nível
socioeconômico foi um:
viés de confusão
QUESTÃO: Em relação a epidemiologia clinica e ao uso de evidências em decisões clínicas, julgue o item que
seuge: A eficácia ou efetividade evidencia o funcionamento de uma intervenção em condições usuais da pratica
clinica  FALSO (efetividade apenas em usual, eficácia em ideal e não são sinônimos)

QUESTÃO: Um pesquisador deseja conhecer a possível relação entre BPN e presença de dengue durante o 1º
trimestre da gravidez. Seleciona 50 recem nascidos de baixo peso e 50 com pesos normais e pergunta a mães se
tiveram ou não dengue durante o primeiro trimestre. A metodologia permite calcular:
A)RR e RA B)PPP C)mortalidade perinatal D)Incidencia E)Odds Ratio

Resposta: E) Lembrando que é um caso controle, que avalia a presença de fator de risco no passado!

RR versus INTERVALO DE CONFIANÇA


Exemplo:
RR = 5/ IC 95% (2,7 – 7,6)
IC95% = 2,6 a 7,6 significa que, embora o RR tenha sido de 5 (MEU ESTUDO!!), ao repetir 100x, em 95 das
vezes, o RR esteve entre 2,7 e 7,6 – RR verdadeiro !!

3 estudos de coorte:
Estudo 1 : RR=3 (IC95% = 2,5-4,1)
Estudo 2: RR= 5 (IC95% = 0,9-8,4)
Estudo 3: RR= 6 (IC95%= 3,2-9,9)
Estudo X: RR=6 (IC95% = 4,2-9,9)

A) Em qual estudo eu não confio? Estudo 2 (0,9  demonstrou ser fator protetor. 8,4  demonstrou ser
fator de risco)
B) Qual estudo foi mais preciso? Estudo 1 (IC mais estreito)
C) Qual estudo trabalhou com mais gente? Estudo 1 (Muita gente  por mais que uma pessoa responda
diferente, isso não terá muita diferença em relação à média  IC estreito)
D) Houve diferença estatística entre o 1 e o 3? Para dizer que teve diferença = sempre melhor  algumas
pessoas da droga 1 tiveram uma maior sobrevida do que as pessoas da droga 3  sobreposição dos
intervalos de confiança  não teve diferença
E) Houve diferença estatística entre o 1 e o X? Sim (os intervalos de confiança não se sobrepõe – a droga X
sempre foi melhor)
ASSOCIAÇÃO CAUSAL

1. Sequência cronológica: A causa deve vir antes do efeito (MAIS IMPORTANTE)


2. Força de associação: A incidência deve ser maior nos expostos (é o RR)!
3. Relação dose-exposta: Quanto maior a exposição, maior o efeito.
4. Consistência de Associações: Outros estudos mostraram resultados similares
5. Plausibilidade: A relação é plausível ou explicável
6. Analogia com outras situações: Literatura mostra dados que permitam fornecer uma relação
causal
7. Especificidade: Um fator de risco especifico leva a um agravo específico
8. Coerência: É visto quando a associação encontrada não entra em conflito com o que é
conhecido com a história natural de uma doença
9. Evidência experimental: Poder de experimentação

REVISÃO SISTEMÁTICA
Unidade de análise = ensaio, coorte
METANÁLISE = método estatístico para integrar o resultado dos estudos ...

Problemas:
 Viés de publicação: tendência para publicar, estudos com resultados positivos
 Divergência entre os vários estudos

Vantagens:
 Capacidade de síntese de informação
 Baratos/ rápidos e “fáceis” de executar

ILUSÃO E REALIDADE – TESTES DIAGNÓSTICOS


1. Especificidade: Chance de um teste DAR negativo dado que um indivíduo não é doente
2. Sensibilidade: Chance de um teste dar positivo dado que um individuo é doente
3. VPP: Chance de um individuo ser doente dado que seu teste foi positivo
4. VPN: Chance de um individuo não ser doente dado que seu teste foi negativo
5. Acurácia: Chance do teste estar certo dentre todos os testes feitos

As aparências para a mente podem ser de 4 tipos: 1)São o que aparentam ser 2)Não são, embora aparentem
ser 3)São e não aparentam ser 4)Não são e nem aparentam ser

Teste Com Sem Total A Verdadeiro positivo


doença doença B Falso positivo
Positivo A B A+B C Falso negativo
Negativo C D C+D D Verdadeiro negativo
Total A+C B+D A+B+C+D S=a/a+c VPP=a/a+b
E=d/b+d VPN =d/c+d
Em quais situações:
 Teste acertou? A e D
 Teste errou? B e C
ACURÁCIA = proporção de acertos do teste
A+D
A+ B + C + D

SENSIBILIDADE x ESPECIFICIDADE
SENSIBILIDADE Detectar VERDADEIRO
POSITIVO nos doentes ALTA Evitar FALSO NEGATIVO ...
A VP SENSIBILIDADE Ex.: doadores de sangue/
A+C VP + FN – QUANDO? doença letal
ESPECIFICIDADE Detectar VERDADEIRO ALTA Evitar FALSO POSITIVO ...
NEGATIVO nos não doentes ESPECIFICIDADE Ex.: situações em que o
D VN – QUANDO? positivo gera traumatismos:
B+D FP + VN psicológico/ iatrogênico

Vínculo cerebral – TESTES Nos testes com ALTA Nos testes com ALTA
DIAGNÓSTICOS SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE
Sensibilidade – capacidade de Tem menos: falso-negativo Tem menos: falso-positivo
detectar os DOENTES Se der resultado negativo: excluo a Se der resultado positivo: fecho o
Especificidade – capacidade de doença diagnóstico
detectar os NÃO DOENTES Então, vamos usar para: triagem! Vamos usar para: confirmação!

VALOR Acertos nos resultados positivos


PREDITIVO A
POSITIVO A+B
(VPP)
VALOR Acertos nos resultados negativos
PREDITIVO D
NEGATIVO C+D
(VPN)

QUESTÃO: A capacidade de um teste de diagnóstico em identificar um indivíduo verdadeiro positivo, ou seja,


tem habilidade em identificar corretamente aqueles indivíduos que tem a doença denomina-se:
A)Sensibilidade B)Validade C)Valor preditivo D) Especificidade E)Reprodutibilidade

QUESTÃO: A propriedade de um teste diagnóstico que representa a proporção de verdadeiros negativos entre
todos os sadios é o conceito de: ______________________________

QUESTÃO: Os resultados de um teste para rastreamento de infecção por H1N1 em 434 escolares foram
comparados com os realizados por sorologia (padrão ouro), nas mesmas crianças. Os achados foram os
seguintes: Verdadeiros positivos = 38 alunos; Falso-positivos = 6; Falso-negativos = 28alunos; Verdadeiro
negativos = 362. A sensibilidade e a especificidade do teste são, respectivamente:

A)38/66 e 38/44 B)38/44 e 38/66 C)38/66 e 362/368 D)38/44 e 248/276 E)38/320 e 248/320
Gabarito C
Exemplo: CIDADE B
Teste:
Sensibilidade = 90% TESTE COM SEM TOTAL
Especificidade = 90% DOENÇA DOENÇA
Cidade A Cidade B POSITIVO 720 920 1.640
10 mil habitantes 10 mil habitantes NEGATIVO 80 8.280 8.360
Prevalência = 80% Prevalência = 8% TOTAL 800 9.200 10.000

CIDADE A VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP):


TESTE COM SEM TOTAL 720/1.640 = 0,43 = 43%
DOENÇA DOENÇA
POSITIVO 7.200 200 7.400 VALOR PREDITIVO NEGATIVO (VPN):
NEGATIVO 800 1.800 2.600 8.280/8.360 = 0,99 = 99%
TOTAL 8.000 2.000 10.000
 A SENSIBILIDADE e a ESPECIFICIDADE são
VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP): características do teste – NÃO VARIAM !!
7.200/ 7.400 = 0,97 = 97%  O VALOR PREDITIVO varia com a prevalência:
o Quanto maior a prevalência:
VALOR PREDITIVO NEGATIVO (VPN):  Maior o VP positivo
1.800/2.600 = 0,69 = 69%  Menor o VP negativo
o Quanto menor a prevalência:
 Menor o VP positivo
 Maior o VP negativo

O resumo

TESTE COM SEM TOTAL


DOENÇA DOENÇA Quando aumentamos  O valor preditivo
a sensibilidade de negativo aumentará
POSITIVO
um teste  Teremos mais falso-
NEGATIVO S E positivos
TOTAL
Quando aumentamos  O valor preditivo positivo
TESTE COM SEM TOTAL a especificidade de aumentará
DOENÇA DOENÇA um teste  Teremos mais falso-
POSITIVO VALOR PREDITIVO POSITIVO negativos
NEGATIVO VALOR PREDITIVO NEGATIVO
TOTAL

Sobre a utilização de TESTES DIAGNÓSTICOS CONTROLE Antes da doença/ Busca


MÚLTIPLOS: condições
TESTES EM SÉRIE Aumentam a COORTE RAP% Ipop-INE/IPop
especificidade da Raf = IE – INE
estratégia
TESTES EM PARALELO Aumentam a
sensibilidade da
estratégia

ENSAIO RR Relação dos riscos


RRR faz de cabeça ...
RAr Maior – Menor
NNT Número contrário ao
tratamento
CASO OR (Peixe)