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Dicas TC – Endócrino

MARCEL AUREO FARIAS MOREIRA

Obesidade

 Classificação: Apesar de não diferenciar massa magra, de massa gorda, ainda é um dos
principais parâmetros para classificar obesidade.

 Tratamento farmacológico da obesidade: Temos como opção a Sibrutamina, que é


um inibidor de serotonina e noradrenalina, com os efeitos catecolaminérgicos e
serotoninérgicos. É utilizado em maiores de 16 anos, com supervisão médica. Outra
opção é a Metformina, que usamos em pacientes maiores que 10 anos, com DM
associado. Outra opção é o Orlistate, que inibe a lipase intestinal, em pacientes
maiores que 12 anos, porém devemos fazer a reposição de vitaminas lipossolúveis.

 Tratamento cirúrgico da obesidade: Indicada em pacientes com IMC maior que 40 ou


maior que 35 com comobirdades. Temos que ter o cuidado com hipovitaminoses,
tanto hidro, como as lipossolúveis. Mulheres podem fazer a partir de 13 anos e
homens a partir de 15 anos.

 Neurotransmissores: São divididos em orexígenos e anorexígenos. Os orexígenos são


o NPY, MCH e o endocarnabinoide e os anorexígenos são o a-MSH, GLP-1 e a
serotonina. Fatores psicológicos, o nervo aferente, e peptídeos intestinal, como a CCK,
grelina e PYY influem positivamente sobre os neurotransmissores orexígenos. Já
fatores culturais, o POMC, hormônios como leptina, insulina e cortisol e metabólitos
como a glicose e cetonas influir positivamente sobre os neurotransmissores
anorexígenos. A maconha que tem o carnabinoide e, assim, vão ser captados pelo
receptores carnabinoides, vai simular um aumento de endocarnabinoide, que como é
orexígeno, vai aumentar o peso. Já o ópio terá ação no POMC – pró opio
melanocortina, que é anorexígena e, assim, vai causar perda de peso.

 Critérios de Obesidade Infantil: Calcula o IMC, joga na curva de IMC-Idade, aí


definimos se a criança é obesa. A OMS considera obesidade acima do percentil 97 e
sobrepeso do percentil 85 ao 97. Já a CDC considera obesidade acima do percentil 95 e
obesidade de 85 ao 95.
 Criança obesa: Acima do percentil 97 (OMS) ou percentil 95 (CDC). Devemos examinar
a criança, aferindo o peso, a altura, o IMC, as pregas cutâneas e a circunferência
abdominal. Pesquisamos também a existência de acantosis nigricans,
hiperandrogenismo, hipercortisolismo, hipotireoidismo. Como exames
complementares, temos hemograma completo, função renal-hepática, dosagem dos
hormônios e glicemia de jejum. Como condutas, para uma criança obesa, temos o
estimulo ao exercício físico, que melhora o perfil lipídico e aumenta a sensibilidade a
insulina, diminui PA, diminui gordura visceral e massa gorda, aumenta massa magra,
diminui citoquinas inflamatórias e aumenta endorfinas.