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Alunas: Josiane Marcon e Yasmin Medeiros de Souza

RESENHA DE NUTRIÇÃO FUNCIONAL -


REGULAÇÃO HORMONAL E DE NEUROTRANSMISSORES: FOCO NO
DESENVOLVIMENTO DA INSULINA.

O estilo de vida e doenças crônicas como obesidade podem acarretar no


desenvolvimento de diabetes, além disso há evidências do surgimento de diabetes melito tipo
II em pacientes com níveis de cortisol e catecolaminas elevado, devido a ação do sistema
imunológico situações de inflamação crônica podem causar o desenvolvimento de diabetes.

A resistência a insulina cauda pela inflamação crônica, ocorre devido a síntese de


citocinas inflamatórias como TNF- alfa, fazem com que os tecidos, principalmente o adiposo
não captem a insulina, desta forma o tecido adiposo sofre hipertrofia como um mecanismo de
defesa do organismo. Além disso dentro das células do organismo, no retículo
endoplasmático, há uma produção em cadeia de respostas inflamatórias pela ausência da
insulina. Outro fator produtor de moduladores inflamatórios são os produzidos e liberados
pelos macrófagos que afetam a recepção de insulina pelos adipócitos, pois bloqueiam os
canais protéicos utilizados para a entrada do hormônio.

A hiperativação do eixo hipotálamo adrenal, promove a secreção excessiva de cortisol,


e por consequência ocorre a síntese de citocinas pró-inflamatórias e enzimas que acarretam no
desenvolvimento excessivo de mais cortisol, por sua vez promove o acúmulo de tecido
adiposo visceral. Esses mediadores inflamatórios são bloqueadores na recepção de insulina
intracelular. O aumento da produção de radicais livres e do estresse oxidativo desencadeia
citocinas inflamatórias e enzimas mediadoras da resposta inflamatória, alterando a
funcionalidade da insulina, pela distorção da sinalização intracelular da insulina.

Esse quadro de déficit na sinalização intracelular da insulina, associado a alteração na


síntese de leptina, podem auxiliar no desenvolvimento de obesidade, pois esses dois
hormônios apresentam efeitos saciogênicos. Devido a inflamação dos adipócitos que pode ser
causada na diabetes melito, pelo excesso de citocinas inflamatórias, originam uma
hiperliptinemia, bloqueando a sinalização intracelular de leptina. Na obesidade a resistência a
insulina e a hiperleptinemia são fatores importantes no desenvolvimento de diabetes melito
tipo II.
Substâncias e nutrientes podem auxiliar na redução da resistência a insulina. O thenine
é um aminoácidos encontrado no chá verde que tem a capacidade de atravessar a barreira
hipotalâmica e controlar os níveis de cortisol, reduzindo o estresse e aumentando a produção
de GABA, serotonina e dopamina que também auxiliam na redução do estresse.

A fosfatidilserina, fosfolipídeo encontrado nos peixes, vegetais folhosos, soja e arroz


auxiliam no funcionamento adequado de células neurais, reduzindo os níveis plasmáticos de
cortisol e consequentemente do estresse. O beta-sitosterol, fitoesterol presente no abacate,
oleoginosas e chá unha de gato modulam o efeito do cortisol, especialmente após o exercício.

A vitamina C é um importante antioxidante, encontrado nas frutas cítricas, reduz


níveis plasmáticos de cortisol, além de auxiliar no combate a radicais livres evitando a
resposta inflamatória. Outras substâncias como ácidos glicirrizinico encontrado no alcaçuz e
bioflavonoides das hortaliças. A vitamina B2, B3, arginina, cálcio, carotenoides, w3,
magnésio, manganês, polifenóis e ácido fólico são importantes para a síntese de óxido nítrico
sintase, eficiente na redução de mediadores para a resistência à insulina.

Síndromes como a de ovários policísticos podem desencadear resistência a insulina,


devido a demanda de glicose excessiva dos cistos, que alteram a função das células beta
pancreáticas por saturação. Também há produção de hormônios andrógenos em grande
quantidade, reduzindo a produção de globulinas ligadoras de hormônios sexuais, aumentando
a testosterona circulante podendo causar infertilidade e menopausa precoce. Além disso o
hiper metabolismo de hormônios causado pela obesidade e resistência a insulina é um fator
importante no desenvolvimento de neoplasias de mama, próstata, cólon e rim.

Para reduzir a resistância a insulina, alimentos ricos em cromo, vanádio, zinco,


magnésio, ácidos graxos ômega-3, ácido alfa-lopoico, n-acetilcisteína, biotina, vitamina D,
coenzima Q10, fenugreek (fibras solúveis presentes na mucilagem), são extremamente
importantes. Alimentos como a canela e o chá verde possuem as mesmas características dos
nutrientes citados acima aumentando a sensibilidade a insulina devido a processos
metabólicos, também ocorre maior produção de mediadores que sintetizam substâncias
auxiliadoras na recepção intracelular de insulina.