Você está na página 1de 85

1

UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES


PRÓ-REITORIA DE ENSINO, PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
CAMPUS DE FREDERICO WESTPHALEN
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE NUTRIÇÃO

YASMIN MEDEIROS DE SOUZA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO –


SAÚDE COLETIVA

FREDERICO WESTPHALEN- RS
2019
1

YASMIN MEDEIROS DE SOUZA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO –


SAÚDE COLETIVA

Relatório de estágio supervisionado,


realizado na disciplina de Estágio
Supervisionado em saúde coletiva,
apresentado ao Curso de Nutrição do
Departamento de Ciências da Saúde da URI
- Câmpus de Frederico Westphalen, como
requisito parcial para a obtenção do Título
de Bacharel em Nutrição.

Supervisoras: Profa. Dra. Rúbia Garcia


Deon
Profa. Ms. Dionara Simone Hermes
Volkweis
Nutricionista Ms. Taís Soder

FREDERICO WESTPHALEN - RS
2019
2

IDENTIFICAÇÃO

Instituição de Ensino
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Direção do Campus
Diretor Geral: Profa. Dra. Silvia Regina Canan
Diretora Acadêmica: Profa. Dra. Elisabete Cerutti
Diretor Administrativo: Prof. Esp. Clóvis Quadros Hempel
Departamento/Curso
Departamento de Ciências da Saúde - Chefe: Profa. Dra. Adriana Rotolli
Curso de Nutrição - Coordenadora: Profa. Ms. Fábia Benetti

Grupo de pesquisa
GEPNUTS – Grupo de Estudos e Pesquisas em Nutrição e Saúde

Disciplina
Estágio supervisionado obrigatório – Unidade de Alimentação e Nutrição

Supervisora:
Profa. Dra. Rúbia Garcia Deon
Profa. Ms. Dionara Simone Hermes Volkweis
Nutricionista Ms. Taís Soder
3

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1: Montagem diferenciada dos pratos ........................................................................................ 25


Figura 2: Montagem organizada dos pratos .......................................................................................... 26
Figura 3: cantata das frutas.................................................................................................................... 29
Figura 4: Conhecendo a fruta consumida .............................................................................................. 31
Figura 5: Papinha de abacate e banana.................................................................................................. 32
Figura 6: Avaliação da aceitação das papinhas de abacate com banana ............................................... 33
Figura 7: Cinema nutriamigos ............................................................................................................... 35
Figura 8: Oficina de lavagem das mãos ................................................................................................ 36
Figura 9: confecção dos lanches............................................................................................................ 37
Figura 10: confecção dos palitos de fruta.............................................................................................. 38
Figura 11: confecção de cup cakes ........................................................................................................ 41
Figura 12: Confecção de cup cakes ....................................................................................................... 42
Figura 13: Cup cakes natalinos ............................................................................................................. 43
Figura 14: Confecção da receita servida no lanche ............................................................................... 44
Figura 15: Análise sensorial do bolo de banana com aveia .................................................................. 46
Figura 16: Brigadeiro de mandioca ....................................................................................................... 48
Figura 17: Análise sensorial .................................................................................................................. 49
Figura 18: Montagem de a pirâmide alimentar ..................................................................................... 51
Figura 19: Montagem de a pirâmide alimentar ..................................................................................... 52
Figura 20:Montagem de a pirâmide alimentar ...................................................................................... 52
Figura 21: Organização da geladeira antes do treinamento................................................................... 54
Figura 22: Treinamento da colaboradora .............................................................................................. 55
Figura 23: Organização da geladeira após o treinamento ..................................................................... 56
Figura 24: Organização da lixeira antes do treinamento ....................................................................... 58
Figura 25: Organização da lixeira após o treinamento .......................................................................... 59
4

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Cardápio semana 1 ................................................................................................................ 16


Tabela 2: Cardápio semana 2 ................................................................................................................ 16
Tabela 3: Composição nutricional do cardápio de segunda-feira da 1° semana ................................... 18
Tabela 4: Composição nutricional do cardápio de terça-feira da 1° semana ........................................ 18
Tabela 5: Composição nutricional do cardápio de quarta-feira da 1° semana ...................................... 19
Tabela 6: Composição nutricional do cardápio de quinta-feira da 1° semana ...................................... 19
Tabela 7: Composição nutricional do cardápio de sexta-feira da 1° semana ........................................ 20
Tabela 8: Composição nutricional do cardápio de segunda-feira da 2° semana ................................... 20
Tabela 9: Composição nutricional do cardápio de terça-feira da 2° semana ........................................ 21
Tabela 10: Composição nutricional do cardápio de quarta-feira da 2° semana .................................... 21
Tabela 11: Composição nutricional do cardápio de quinta-feira da 2° semana .................................... 22
Tabela 12: Composição nutricional do cardápio de sexta-feira da 2° semana ...................................... 22
5

LISTA DE EQUAÇÕES

Equação 1: Cálculo de aceitabilidade da papinha de frutas .................................................................. 32


Equação 2: Aceitabilidade do bolo de banana e aveia .......................................................................... 45
Equação 3: Aceitabilidade do brigadeiro de mandioca ......................................................................... 47
6

SUMÁRIO

SAÚDE COLETIVA – EDUCAÇÃO .................................................................................. 8


1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 8
2 IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO ........................................................... 10
2.1 NOME DA INSTITUIÇÃO ......................................................................................... 11
2.2 LOCALIZAÇÃO ......................................................................................................... 11
2.3 NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ..................................................... 11
2.4 RESPONSÁVEL TÉCNICO ....................................................................................... 11
2.5 IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO....................................................................... 11
2.6 PERÍODO DO ESTÁGIO ........................................................................................... 11
3 ATIVIDADES REALIZADAS ....................................................................................... 13
3.1 OBSERVAÇÃO DA REALIDADE SOCIOCULTURAL DA ESCOLA................... 14
3.2 ACOMPANHAMENTO DO RECEBIMENTO DA MERENDA ESCOLA ............. 15
3.3 ANÁLISE QUANTITATIVA E QUALITATIVA DO CARDÁPIO .......................... 15
3.3.1 CARDÁPIO ............................................................................................................... 16
3.3.2 COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DO CARDÁPIO................................................ 18
3.4 ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL ........................ 23
3.4.1 MONTAGEM DOS PRATOS .................................................................................. 24
3.4.2 CANTATA DE FRUTAS .......................................................................................... 27
3.4.3 INTRODUÇÃO DE PAPINHAS PARA O BERÇÁRIO I E II ............................... 29
3.4.4 FILME MUSICAL NUTRI AMIGOS E ATIVIDADE DE CONFECÇÃO DO
LANCHE DA TARDE ....................................................................................................... 33
3.4.5 CONFECÇÃO DO LANCHE DA TARDE .............................................................. 39
3.4.6 ANÁLISE SENSORIAL DE BOLO DE BANANA E AVEIA ................................ 43
3.4.7 ANÁLISE SENSORIAL DE BRIGADEIRO DE MANDIOCA.............................. 46
3.4.8 MONTAGEM DE A PIRÂMIDE ALIMENTAR .................................................... 49
3.4.9 TREINAMENTO I – ORGANIZAÇÃO DA GELADEIRA ................................... 53
3.4.10 TREINAMENTO II – SEPARAÇÃO DO LIXO ................................................... 57
4 PROPOSTA DE MELHORIAS ..................................................................................... 61
SAUDE COLETIVA ACOMPANHAMENTO DO POSTO DE SAÚDE ....................... 62
5 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 62
7

6 IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO ........................................................... 63


6.1 NOME DA INSTITUIÇÃO ......................................................................................... 63
6.2 LOCALIZAÇÃO ......................................................................................................... 64
6.3 NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ..................................................... 64
6.4 RESPONSÁVEL TÉCNICO ....................................................................................... 64
6.5 NOME DO ESTAGIÁRIO .......................................................................................... 64
6.6 PERÍODO DO ESTÁGIO ........................................................................................... 65
7 ATIVIDADES REALIZADAS ....................................................................................... 66
7.1 OBSERVAÇÃO DA REALIDADE SOCIOECONÔMICA DOS PACIENTES ....... 66
7.2 ATIVIDADE COM O GRUPO DE CONTROLE DE PESO ..................................... 66
7.3 MATERIAL DE INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO .......................... 69
7.4 MATERIAL SOBRE TRANSTORNOS ALIMENTARES ....................................... 73
7.5 CURSO PICS ............................................................................................................... 73
7.6 ATENDIMENTO AMBULATORIAL ........................................................................ 74
7.6.1 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL PACIENTE 1 ....................................................... 74
7.6.1.1 INTRODUÇÃO DO CASO CLÍNICO .................................................................. 74
7.6.2 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL PACIENTE 2 ....................................................... 76
7.6.2.1 INTRODUÇÃO DO CASO.................................................................................... 76
8 PROPOSTA DE MELHORIAS ..................................................................................... 79
9 REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 80
8

SAÚDE COLETIVA – EDUCAÇÃO

1 INTRODUÇÃO

O histórico de criação do PNAE tem uma linha do tema com inicio em 1930, porém o
PNAE no formato que conhecemos hoje demorou a ser implantado. Em 1979, foi criado o
PNAE, porém o funcionamento do programa era realizado de forma centralizada, onde os
alimentos eram adquiridos por um responsável, localizado em Brasília e posteriormente
distribuído para todos os municípios brasileiros. Em 1993 ocorreu o processo de
descentralização do programa, desta forma os gêneros alimentícios são adquiridos por cada
município possibilitado pela transferência de recursos realizada pela união (RIBEIRO;
CERATTI; BROCH, 2013).
A união repassa aos estados valores correspondentes ao número de alunos
matriculados no ano anterior ao repasse, contemplando as creches, pré-escola, escolas
indígenas e quilombolas, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos,
ensino integral, programa de fomento ás escolas de ensino médio em tempo integral e alunos
que frequentam o atendimento educacional especializado no contra turno, com os valores de
1,07, 0,53, 0,64, 0,36, 0,32, 1,07, 2,00, 0,53 respectivamente. (FUNDO NACIONAL DE
DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO, 2017).
Esse orçamento beneficia milhões de estudantes brasileiros e tem como mediador
importante o nutricionista responsável técnico pela correta aplicação desses recursos. Sendo
fiscalizado pelo Conselho de alimentação escolar (CAE), constituído nos municípios, pelo
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tribunal de contas da união
(TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público (MP).
Em 2019 com a lei 11.947, houve a determinação que 30% do valor repassa pela união
deve ser destinado a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar,
acompanhando o apoio ao desenvolvimento sustentável e a redução da aquisição de gêneros
alimentícios industrializados e o aumento da aquisição de in natura (TEO; MONTEIRO,
2012).
Planejar o cardápio para a alimentação escolar por meio do PNAE é competência de
um nutricionista, este deve considerar a elaboração de refeições saudáveis, básica, que se
enquadre na legislação do PNAE e da agricultura familiar, levando em consideração os
aspectos culturais da população atendida (TEO; MONTEIRO, 2012).
9

Um desafio encontrado é a aceitabilidade dos alunos contemplados co o programa, isto


se deve devido ao alto consumo de alimentos industrializados ou também a alimentação com
excesso da adição de sal, açúcar e gorduras. Apesar de cada cultura ter hábitos alimentares
diferentes, essa é uma questão que permanece sendo fator de preocupação na elaboração dos
cardápios, pois apesar de ser desenvolvido respeitando os aspectos culturais, esses devem ser
abrangidos nos cardápios somente quando forem saudáveis e respeitarem a legislação vigente
da alimentação escolar. É importante ressaltar também que alguns municípios ainda têm
dificuldade na aquisição de alimentos da agricultura familiar, pois os agriculturas muitas
vezes não possuem produção em quantidade suficiente para suprir a necessidade de alimento
que consta no cardápio, ou também não se enquadram nas legislações higiênico sanitárias no
caso de agroindústrias (TEO; MONTEIRO, 2012).
Nessa premissa essa entrevista teve como principal objetivo entender o tempo de
execução de um planejamento de cardápio, bem como visualizar a forma de organização dos
serviços desde a jusante da compra e a montante desta, para possuirmos maior conhecimento
quanto esses aspectos que são de total responsabilidade da nutricionista responsável pelo
programa.
10

2 IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO

A denominação de Palmeira das Missões como município data de 1821, porém com
nome de vilinha do Herval, também já foi batizada de Vilinha da Palmeira, Santo Antônio da
Palmeira, até 06 de maio de 1874 quando passou a ser chamada, Palmeira das Missões.
(IBGE, 2017).
O censo do IBGE de 2010 determinou que a cidade tem 34.328 habitantes, destes
4.253 estavam matriculados no ensino fundamental, 1.244 no ensino médio, 870 na pré
escola; Destas, 20 recebem o benefício do PNAE e em concomitância a isto, a assistência da
profissional nutricionista responsável pelo programa no município.
Além disso, no município o programa do Banco do Brasil de incentivo a educação,
promove a disponibilidade de recursos financeiros para prover alimentação aos escolares no
seu contra-turno, quando esses participam de atividades extracurriculares, ficando sob
encargo do nutricionista do PNAE a administração e a prestação de contas desse recurso. O
recurso proveniente deste banco é destinado a AABB e também a APAE.
A atuação da nutricionista do PNAE no município de Palmeira das Missões ocorre na
educação, onde elabora os cardápios, calcula a adequação conforme preconiza a Lei nº 11947,
vde 16 de junho de 2009, realiza a tomada de preços para demonstração da média de valor de
todos os alimentos e posterior demonstração da análise nutricional e de custos ao CAEE.
A participação do processo de licitação e chamada pública são de caráter facultativo,
ficando a critério da nutricionista a participação. Todavia ainda são atribuições da
nutricionista no município, o recebimento e conferência de algumas mercadorias da
agricultura familiar, a entrega dessas mercadorias após recebimento no estoque, o controle de
estoque, sendo necessário o controle de quantidade, bem como as condições higiênicas
sanitárias do local.
O acompanhamento as escolas para avaliar a realização do cardápio, as condições
higiênicas sanitárias, educação alimentar e nutricional, estratificação do estado nutricional dos
estudantes do município, também são funções da nutricionista na educação, assim como a
realização de formações para as colaboradoras do refeitório, proporcionando maior qualidade
e segurança alimentar nas preparações culinárias.
A nutricionista também acompanha as atividades das estagiárias nas escolas
municipais, sendo assim obtive acompanhamento da mesma, ao realizar o estágio na E.M.E.I
Gente Nossa, onde pude aplicar atividades de técnica dietética, higiene, tecnologia de
alimentos e educação alimentar e nutricional.
11

2.1 Nome da Instituição

O estágio supervisionado de saúde coletiva foi realizado pela prefeitura Municipal de


Palmeira das Missões, onde houve acompanhamento a nutricionista no estoque destinado ao
Programa Nacional de Alimentação Escolar e contato direto com a E.M.E.I. Gente Nossa.

2.2 Localização

➢ E.M.E.I Gente Nossa: Rio Grande do Sul, Palmeira das Missões, bairro Westphalen,
Rua Sarandi, nº 125.
Telefone: (55) 3742-6090
CEP: 98300-000

➢ Prefeitura Municipal: Rio Grande do Sul, Palmeira das Missões, Praça Nassib Nassif.
Telefone: (55) 3742-7303
CEP: 98300-000

2.3 Número de funcionários da empresa

23 funcionárias, sendo:

2.4 Responsável Técnico

Nutricionista Juliana Dal Forno Marques

2.5 Identificação do Estagiário

Acadêmica Yasmin Medeiros de Souza, do 8º semestre em Nutrição.

2.6 Período do estágio


12

Início: 29 de outubro de 2019.


Término: 12 de dezembro de 2019.
13

3 ATIVIDADES REALIZADAS

As atividades desenvolvidas no estágio de saúde coletiva, não preencheram em sua


totalidade as propostas pelo plano de ensino, devido à distribuição das estagiárias nas escolas
do município, ser realizada conforme a demanda das universidades, e aceitação das escolas,
desta forma, a nutricionista responsável técnica pelo programa remanejou as estagiárias para
as escolas conforme a disponibilidade. Sendo realizado:
➢ Observação da realidade da escola, dos alunos e dos serviços prestados, nos primeiros
contatos.
➢ Acompanhamento do recebimento da merenda escolar, recebida segundas e terças no
estoque da alimentação escolar do município.
➢ Confecção de pratos decorados para estimular o consumo alimentar de todos os grupos
ofertados.
➢ Montagem de a pirâmide alimentar com alimentos confeccionados em feltro.
➢ Confecção de receitas com os alunos.
➢ Roda de canções infantis com participação das crianças.
➢ Cinema das frutas.
➢ Introdução de papinha de fruta com as crianças do berçário.
➢ Capacitação da separação do lixo.
➢ Capacitação da organização e correta armazenagem dos alimentos refrigerados.
➢ Acompanhamento da elaboração das refeições (café da manhã, almoço e janta).
➢ Cálculo da adequação dos dois cardápios confeccionados pela nutricionista responsável
técnica pelo PNAE, referentes ao ano letivo de 2019.
➢ Cálculo de custos per capta e total do cardápio (considerando o consumo da escola
Gente Nossa).
➢ Análise sensorial de brigadeiros.
➢ Receitas preparadas com o auxilio dos alunos (pão de aveia e sorvete de iogurte com
frutas).
As atividades somente foram colocadas em prática, após a análise da nutricionista
supervisora local e aceitação da equipe diretiva da escola e professoras. As atividades também
foram analisadas por meio de mídias digitais de comunicação pela supervisora da
universidade.
14

3.1 Observação da Realidade Sociocultural da escola

Apesar de a alimentação ser um dos direitos básicos presentes na legislação brasileira


e do Brasil ser um dos maiores produtores de alimento, a população brasileira ainda se
encontra sem a aquisição de alimentos completos, seguros e saudáveis. Os dados mais
alarmantes são de crianças, pois indicam que a alimentação inadequada e insuficiente já é algo
ancestral (SIMON et al, 2009), além disso a desnutrição aumenta os riscos de fracasso escolar
e pode atrasar o desenvolvimento do sistema nervoso das crianças (GUARDIOLA et al,
2001).
Educar no âmbito da alimentação e nutrição é uma forma de construção de processos
permanentes e contínuos para aprimorar a produção, a distribuição a seleção e o consumo de
alimentos, Fe forma adequada, saudável e segura. Também, a valorização de hábitos e
tradições culturais de cada indivíduo e do seu grupo social de convívio. (RIO GRANDE DO
SUL, 2015).
O Guia Alimentar para a População Brasileira de 2011 determina que a alimentação é
influenciada por fatores culturais, sociais e econômicos. Correspondendo ao crescente
consumo de alimentos processados, industrializados e altamente calóricos houve um aumento
da população obesa e na incidência de doenças associadas ao sobrepeso, como a diabetes,
pressão alta, doenças cardiovasculares e câncer.
Alimentação saudável está ligada com o estado nutricional e saúde em todas as etapas
da vida. Monitorando o consumo alimentar contribui para o conhecimento, de a situação
alimentar e nutricional da população, e com isso, a Atenção Básica pode planejar e
estabelecer metas para adoção de práticas alimentares mais saudáveis. (BRASIL, 2015).

Com isso determinamos a importância da conscientização sobre o acompanhamento e


manutenção do peso de crianças e adolescentes, priorizando a saúde, crescimento e
desenvolvimento adequado dos indivíduos. O acompanhamento das escolas e integrantes do
município é essencial para que situações de insegurança alimentar sejam evitadas e
combatidas da melhor forma possível. É necessário também que situações de hiper nutrição
sejam evitadas e/ou revertidas evitando problemas futuros.
As atividades propostas às crianças para a promoção de educação nutricional devem
enquadrar-se na sua realidade sócio econômica, sem haver prejuízos a sua cultura ou ética,
desta forma, as ações de educação alimentar descritas nas seções a seguir objetivam introduzir
e incentivar a alimentação saudável e consciente, respeitando o ambiente de vulnerabilidade
social e monotonia alimentar em que algumas crianças vivem.
15

3.2 Acompanhamento do Recebimento da merenda escola

O recebimento da merenda escolar oriunda da agricultura familiar ocorria no depósito


do PNAE, localizado em um edifício público, porém sem estar em anexo a prefeitura
municipal de Palmeira das Missões. Este processo ocorria nas segundas e terças-feiras, onde a
nutricionista, juntamente com as estagiárias e secretária da merenda escolar, recebiam os
agricultores, que traziam as mercadorias combinadas conforme o contrato vinculado ao
programa.
Após o recebimento, as mercadorias eram separadas conforme o destinatário, nas
caixas e mesas referentes a cada escola. No final da manhã, os recebidos eram distribuídos
para as escolas. A ordem de entrega respeitava uma programação de rota prevista pela
nutricionista.

3.3 Análise Quantitativa e Qualitativa do Cardápio

O cardápio da alimentação escolar é um instrumento que viabiliza o acesso a


alimentação saudável, com a adequação nutricional para cada fase de desenvolvimento da
criança. O planejamento e acompanhamento da execução destes cardápios destinados as
crianças, é uma das responsabilidades técnicas da nutricionista vinculada ao PNAE. (FUNDO
NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO, 2017).
Nas 2 seções a seguir foram transcritos e analisados os cardápios referentes a 2
semanas da alimentação escolar, verificando sua adequação com a legislação vigente.
16

3.3.1 Cardápio

Tabela 1: Cardápio semana 1

SEMANA 1

Refeição Segunda Terça Quarta Quinta Sexta


Desjejum Leite Leite Leite Leite Leite
8:00 Bolacha Pão com Bolacha maria Pão doce Pão torrado
salgada com queijo, com
doce de fruta mortadela e margarina e
margarina orégano.
Colação Maçã Manga Abacate Suco de laranja Banana
9:30 com cenoura
com bolacha
maisena
Almoço Arroz/Feijão Lentilha Panqueca ou Arroz/feijão Massa
11:00 Carne moída com massa massa com Tiras de carne caseira com
Purê de batata Frango carne refogada com frango
Brócolis assado Beterraba com cebola assado
Cenoura Cenoura ovos cozidos Moranga Repolho
Vagem Chuchu Cenoura
Tomate
Lanche 1 Mamão Maçã Maçã Banana Mamão
13:30
Lanche 2 Leite com Chá de maçã Suco de uva Bebida láctea Suco de
15:00 sucrilhos com abacaxi Sanduíche Biscoito manga
Cuca (pão, mignon Bolo de
margarina, milho com
queijo, laranja
mortadela,
alface e tomate)

Tabela 2: Cardápio semana 2


17

SEMANA 2

Refeição Segunda Terça Quarta Quinta Sexta


Desjejum Leite integral Leite Leite integral Leite integral Leite integral
8:00 Bolacha integral Pão com caramelado com
caseira Pão com margarina, Pão com achocolatado
doce de mortadela, doce de leite Bolacha
fruta queijo salgada
Colação Maçã Suco de Banana Mamão Manga
9:30 laranja lima
Bolacha
Maria
Almoço Arroz/feijão Arroz Feijão Arroz/ feijão Arroz/feijão
11:00 Farofa de Torta de Carne refogada Frango com Frango assado
carne com mandioca com cebola molho Torta de
legumes com frango Massa com Polenta legumes
Alface legumes cremosa
Tomate (couve-flor, Cenoura
brócolis, Brócolis
cenoura)
Lanche 1 Mamão com Manga Maçã Salada de Banana
14:30 banana fruta
Lanche 2 Suco de uva Suco de Chá de abacaxi Bolacha Suco de uva
16:00 Bolacha maria abacaxi com maçã caseira Cachorro
Pizza de Bolo de banana quente de carne
frango ou com aveia moída
carne moída
18

3.3.2 Composição nutricional do cardápio

Tabela 3: Composição nutricional do cardápio de segunda-feira da 1° semana

Semana 1
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral (2x) 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Bolacha salgada 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52
SEGUNDA-FEIRA

Doce de Fruta 0,07 10g 14,57 3,71 0,04 0,01


Maçã 0,19 100g 52 13,81 0,26 0,17
Arroz 0,10 50g 62,35 12,74 1,16 0,59
Feijão 0,07 30g 29,22 4,52 1,75 29,22
Carne moída 0,40 35g 94,66 - 10,65 5,47
Purê de batata 0,15 50g 56,5 8,39 1 2,1
Brócolis 0,35 15g 5,25 1,08 0,36 0,06
Cenoura 0,03 15g 6,45 1,52 0,16 0,03
Mamão 0,35 100g 32 8,3 0,5 0,1
Sucrilho 0,17 113,1 26,64 1,41 0,21 3
TOTAL 2,98 - 683,99 143,67 24,82 57,77

Tabela 4: Composição nutricional do cardápio de terça-feira da 1° semana

Semana 1
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Pão 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
Mortadela 0,06 7g 18,82 0,42 0,84 0,42
TERÇA-FEIRA

Queijo 0,16 7g 22,26 0,17 1,51 22,26


Margarina 0,05 10g 59 - - 6,5
Manga 0,35 100g 65 17 0,51 0,27
Lentilha 0,42 30g 40,88 6,04 2,71 0,8
Massa 0,30 55g 86,9 16,97 3,19 0,51
Frango assado 0,37 50g 99,53 0,36 12,2 5,12
Vagem 0,23 15g 10,5 2,37 0,57 0,08
Cenoura 0,03 15g 6,45 1,52 0,16 0,03
Maçã 0,19 100g 52 13,81 0,26 0,17
Chá maçã com abacaxi - 200ml - - - -
Cuca 0,28 50g 177,61 27,91 2,57 6,54
TOTAL 4,19 - 895,11 118,43 35,71 51,26
19

Tabela 5: Composição nutricional do cardápio de quarta-feira da 1° semana

Semana 1
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Bolacha Maria 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52
Massa 0,30 55g 86,9 16,97 3,19 0,51
QUARTA-FEIRA

Carne moída 0,40 35g 94,66 - 10,65 5,47


Beterraba 0,04 25g 10,75 2,39 0,41 0,04
Ovo cozido 0,35 45 69,75 0,5 5,66 4,77
Maçã 0,19 100g 52 13,81 0,26 0,17
Suco de uva 0,90 150ml 92,4 22,65 0,45 -
Pão 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
Margarina 0,05 10g 59 - - 6,5
Mortadela 0,06 7g 18,82 0,42 0,84 0,42
Queijo 0,16 7g 22,26 0,17 1,51 22,26
Alface 0,18 20g 3 0,56 0,27 0,03
Tomate 0,08 15g 3,15 0,7 0,13 0,05
TOTAL 4,28 - 947,3 98,75 67,27 56,41

Tabela 6: Composição nutricional do cardápio de quinta-feira da 1° semana

Semana 1
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Pão doce 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
Suco de laranja com cenoura 0,18 150ml 47 32,06 11,54 8,54
QUINTA-FEIRA

Bolacha de maisena 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52


Arroz 0,10 50g 62,35 12,74 1,16 0,59
Feijão 0,07 30g 29,22 4,52 1,75 29,22
Tiras de carne refogada com cebola 0,40 35g 94,66 - 10,65 5,47
Moranga 0,20 15g 3 0,7 0,11 0,01
Chuchu 0,16 15g 3,6 0,77 0,09 0,07
Tomate 0,08 15g 3,15 0,7 0,13 0,05
Banana 0,25 100g 92 23,4 1,04 0,48
Bebida láctea 0,25 100g 104,6 17 2,86 2,8
Biscoito mignon 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52
TOTAL 3,86 - 910,15 142,87 36,86 67,24
20

Tabela 7: Composição nutricional do cardápio de sexta-feira da 1° semana

Semana 1
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Pão torrado 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
SEXTA-FEIRA

Margarina 0,05 10g 59 - - 6,5


Banana 0,25 100g 92 23,4 1,04 0,48
Massa 0,30 55g 86,9 16,97 3,19 0,51
Frango assado 0,37 50g 99,53 0,36 12,2 5,12
Repolho 0,49 25g 5,75 1,38 0,32 0,02
Cenoura 0,03 15g 6,45 1,52 0,16 0,03
Mamão 0,35 100g 32 8,3 0,5 0,01
Suco de manga 0,45 200ml 65 17 0,51 0,27
Bolo de milho com laranja 0,75 60g 259,2 38,32 3,52 10,16
TOTAL 4,01 - 962,9 128,13 31,38 29,78

Tabela 8: Composição nutricional do cardápio de segunda-feira da 2° semana

Semana 2
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
SEGUNDA-FEIRA

Bolacha caseira 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52


Maçã 0,19 100g 52 13,81 0,26 0,17
Arroz 0,10 50g 62,35 12,74 1,16 0,59
Feijão 0,07 30g 29,22 4,52 1,75 29,22
Farofa de carne 0,60 40g 195,97 19,63 0,17 0,09
Legumes 0,03 15g 6,45 1,52 0,16 0,03
Mamão e banana 0,25 100g 92 23,4 1,04 0,48
Suco de uva 0,90 150ml 92,4 22,65 0,45 -
Bolacha Maria 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52
TOTAL 8,84 - 903,02 122,84 26,4 50,85
21

Tabela 9: Composição nutricional do cardápio de terça-feira da 2° semana

Semana 2
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Pão 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
TERÇA-FEIRA

Doce de fruta 0,03 10g 14,57 3,71 0,04 0,01


Suco de laranja lima 0,18 150ml 47 32,06 11,54 8,54
Bolacha Maria 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52
Arroz 0,10 50g 62,35 12,74 1,16 0,59
Torta de mandioca com frango 0,37 50g 99,53 0,36 12,2 5,12
Alface 0,18 20g 3 0,56 0,27 0,03
Tomate 0,08 15g 3,15 0,7 0,13 0,05
Manga 0,45 100g 65 17 0,51 0,27
Suco de abacaxi 0,16 200ml 79,81 19,38 0,54 0,18
Pizza de frango 0,45 50g 115 12,5 6,25 3,75
TOTAL 4,49 - 817,57 140,13 45,09 33,55

Tabela 10: Composição nutricional do cardápio de quarta-feira da 2° semana

Semana 2
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Pão 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
Margarina 0,05 10g 59 - - 6,5
QUARTA-FEIRA

Mortadela 0,06 7g 18,82 0,42 0,84 0,42


Queijo 0,16 7g 22,26 0,17 1,51 22,26
Banana 0,25 100g 92 23,4 1,04 0,48
Feijão 0,07 30g 29,22 4,52 1,75 29,22
Carne refogada com cebola 0,40 35g 94,66 - 10,65 5,47
Massa com legumes (couve-flor, 0,30 55g 86,9 16,97 3,19 0,51
brócolis, cenoura)
Maçã 0,19 100g 52 13,81 0,26 0,17
Chá de abacaxi com maçã - 200ml - - - -
Bolo de banana com aveia 0,75 60g 259,2 38,32 3,52 10,16
TOTAL 3,20 - 849,88 128,55 52,7 82,25
22

Tabela 11: Composição nutricional do cardápio de quinta-feira da 2° semana

Semana 2

Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP


R$ Capita
Leite integral caramelado 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Pão 0,47 50g 139,5 24,73 4,75 2,17
QUINTA-FEIRA

Doce de leite 0,07 5g 30,9 5,76 0,64 0,59


Mamão 0,35 100g 32 8,3 0,5 0,01
Feijão 0,07 30g 29,22 4,52 1,75 29,22
Arroz 0,10 50g 62,35 12,74 1,16 0,59
Frango com molho 0,37 50g 99,53 0,36 12,2 5,12
Polenta cremosa 0,80 40g 37,3 6,5 0,73 0,89
Cenoura 0,03 15g 6,45 1,52 0,16 0,03
Brócolis 0,75 15g 5,25 1,08 0,36 0,06
Salada de fruta 0,95 100g 102,48 26,62 1,24 0,28
Bolacha caseira 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52
TOTAL 5,51 - 848,12 107,95 32,37 52,09

Tabela 12: Composição nutricional do cardápio de sexta-feira da 2° semana

Semana 2
Gênero Alimentício Custo Per Energia CHO PTN LIP
R$ Capita
Leite integral 0,50 200ml 120,05 9,04 6,44 6,5
Achocolatado 0,05 10g 38,89 6,67 1,11 0,56
SEXTA-FEIRA

Bolacha salgada 0,60 35g 186,8 9,99 2,44 7,52


Manga 0,45 100g 65 17 0,51 0,27
Feijão 0,07 30g 29,22 4,52 1,75 29,22
Arroz 0,10 50g 62,35 12,74 1,16 0,59
Frango assado 0,37 50g 99,53 0,36 12,2 5,12
Torta de legumes 0,75 50g 126,8 8 3,56 9,2
Banana 0,25 100g 92 23,4 1,04 0,48
Suco de uva 0,90 150ml 92,4 22,65 0,45 -
Pão 0,47 50g 109,5 24,73 4,75 2,17
Carne moída 0,40 35g 94,66 - 10,65 5,47
TOTAL 4,91 - 942,62 134,4 46,06 65,49

Segundo a legislação de regulamentação do PNAE nº 38 de 16 de julho de 2019 as


refeições ofertadas as crianças atendem as demandas nutricionais das crianças, sendo que no
artigo segundo desta resolução cita que o montante de 70% do valor energético, bem como de
micronutrientes deve ser atingido para crianças em turno integral, desta forma percebe-se que
o cardápio, está em consonância com a legislação. Têm-se também o fato de que os valores
ficam um pouco acima do recomendado no que tange a ingestão calórica, isto se deve aos
23

déficits em seguir a recomendação quanto as per capitas, coeficiente recorrente na escola


Gente Nossa.

3.4 Atividades de educação alimentar e nutricional

A educação alimentar e nutricional é uma ferramenta pedagógica essencial para


desenvolver hábitos alimentares saudáveis. Políticas públicas foram implantadas para
promover o acesso universal a alimentação e práticas nutricionais visando à promoção da
saúde, a conscientização do consumo alimentar e sua repercussão na saúde (RAMOS;
SANTOS; REIS, 2013).
Existem vários métodos para a efetivação de a educação alimentar e nutricional, como
a ludicidade, educação problematizadora e integrativa, a metodologia deve ser adaptadas
quanto a proposta da intervenção e a comunidade que participa, porém a educação
problematizadora de Paulo Freire é mais indicada, pois envolve os outros dois métodos
parcialmente, e forma indivíduos capazes de fazer escolhas quanto a alimentação e saúde e
entender as consequências e benefícios dessas escolhas (RAMOS; SANTOS; REIS, 2013).
Segundo MASSARUTO et al. 2010, os hábitos alimentares que pertencem a vida
adulta, são constituídos durante a infância, sendo influenciadas principalmente pela ambiente
familiar e escolar, esse último é de extrema importância por ser o primeiro convívio social
que instiga a crianças fora de casa.
A mudança nas preferências alimentares e estilo de vida da população conduzem os
indivíduos a um maior consumo de alimentos industrializados e reduz o consumo de
alimentos in natura, acarretando em riscos para a saúde, tendo em vista, que doenças
cardiovasculares como a pressão arterial e aterosclerose, antes observadas somente em adultos
e idosos, tem início na infância, e podem ter o perfil epidemiológico modificado a condições
não saudáveis persistentes (SCHOMMER, et al.; 2014).
Outro aspecto preocupante é a desnutrição, que ainda está presente apesar da transição
epidemiológica vivida no Brasil, onde o número de indivíduos obesos cresceu e os
desnutridos reduziram consideravelmente, atrasando o desenvolvimento corporal e intelectual
das crianças, sendo extremamente prejudicial para as funções fisiológicas, lesando o ritmo de
aprendizado e podendo causar atrasos no desenvolvimento do sistema nervoso
(GUARDIOLA, EGEWARTH, ROTTA, 2001).
Nessa premissa as ações de educação alimentar e nutricional são realizadas em escolas
de educação básica, de forma lúdica e inovadora visando maior interação, eficiência e
24

favorecimento da aprendizagem das crianças quanto a alimentação saudável e a continuidade


na vida adulta.

3.4.1 Montagem dos pratos

A atuação do nutricionista no PNAE ultrapassa apenas a adequação do cardápio as


necessidades das crianças, controle e análise de custos e recebimento de gêneros alimentícios,
outra das adequações importantes do profissional é adaptar o cardápio de forma que as
características organolépticas cor, sabor, textura e odor, agradem os comensais. (SANTOS,
2018).
Desta forma, a apresentação do prato permeia uma das características básicas que são
idealizadas pelo nutricionista na elaboração do cardápio, porém a falta de tempo e mão de
obra para a montagem dos pratos muitas vezes faz com que estes sejam apresentados de forma
não tão agradável, reduzindo sua aceitabilidade. (SANTOS, 2018). Na E.M.E.I. Gente Nossa
os pratos eram servidos desta forma, reduzindo a apreciação do prato no que tange a
experiência visual.
Atividade: Montagem de pratos de forma mais atrativa
Objetivo: Estimular as crianças a consumir todos os alimentos que fazem parte do
prato, ou ao menos experimentá-los.
Material: Foram utilizados os pratos das crianças e xícaras para a montagem dos
pratos, com os próprios alimentos foram montadas caretas e estes pratos foram distribuídos
para as crianças no refeitório.
25

Figura 1: Montagem diferenciada dos pratos

As montagens dos pratos foram realizadas de forma continuada, não com as caretas e
desenhos, mas com a apresentação mais organizada, tornando os pratos mais bonitos e
coloridos.
26

Figura 2: Montagem organizada dos pratos

Resultado: As crianças da turma do maternal II aceitaram mais os alimentos


confeccionados com as caretas do que os mais velhos. Algumas crianças não consumiam
salada e experimentaram os vegetais utilizados no prato, porém as mais resistentes choravam
27

e as professoras realizaram a troca dos pratos servidos por outros, servindo apenas os
alimentos que elas solicitavam.
A atitude das professoras, de promover a vontade dos alunos, após o choro, estimulava
um sentimento de empoderamento dessas crianças quando mostravam resistência e rebeldia,
dificultando as atividades de educação alimentar e nutricional, bem como, a introdução de
novos alimentos.

3.4.2 Cantata de frutas

A introdução alimentar deve priorizar os alimentos minimamente processados e in


natura. A alimentação é uma forma de identidade de um povo ou grupo, está intimamente
ligada aos sentimentos e hábitos. (BRASIL, 2018). Desta forma entende-se que é necessário
estabelecer um vínculo de afeto da criança com os alimentos, ensinando-a o prazer e o
respeito no ato se alimentar.
Existem algumas estratégias de educação alimentar que podem ser aplicadas antes dos
2 anos, como levar as crianças ao mercado e explicar a importância de determinados
alimentos e a participação das crianças na cozinha (BRASIL, 2018), porém devido ao número
elevado de crianças e a idade destas, que promove uma dispersão mais rápida, optei pela
cantata das frutas.
Atividade: Cantata das frutas, onde foi utilizada a música “tomatinho vermelho” e
adaptações dessa música feita pela acadêmica.
Objetivo: De forma lúdica instigar a curiosidade e o sentimento de felicidade das
crianças ao falar/ cantar sobre as frutas, para que a aceitação da papinha realizada neste dia
fosse mais eficiente.
Material e método: As crianças foram colocadas sentadas no tapete, em circulo, e a
acadêmica sentou-se com elas, foi utilizado um rádio onde colocamos a música “tomatinho
vermelho”. Cantamos e dançamos com as crianças a música original e duas adaptações uma
da bananinha amarela e outra do abacate verdinho. Empregamos estas duas frutas de forma
especifica nas paródias, pois, foram as que utilizamos na confecção das papinhas de outra
atividade, realizada neste mesmo dia.
Conforme cantávamos a música e dançávamos com as crianças, íamos passando um
abacate, para que elas entrassem em contato com a fruta e se por ventura alguém não
conhecesse a fruta inteira, pudesse visualizá-la.
28

A letra original da música é


“Tomatinho vermelho
Pela estrada rolou
Rolou
Grande caminhão veio
E o tomatinho esmagou

Pobre do tomatinho, coitado do tomatinho


Catchup virou”
(Domínio popular - versão das crianças)
As letra adaptadas da música foram cantadas utilizando a banana:
Bananinha amarelinha
Pela estrada rolou
Rolou
Grande caminhão veio
E a bananinha esmagou

Pobre da bananinha, coitado do bananinha


batidinha virou
E também o abacate:
Abacate verdinho
Pela estrada rolou
Rolou
Grande caminhão veio
E o abacatinho esmagou

Pobre do abacatinho, coitado do abacatinho


batidinha virou”
Utilizamos de um artifício comum e prático, para promover interesse das crianças, o
brincar musical, onde a problematização da história do tomatinho, da bananinha e do
abacatinho, teria um fim triste, se não fosse, pela dose de humor em virar catchup e batida
pelos personagens. Além disso, a participação das crianças, durante a atividade e o contato
com a fruta promove mais curiosidade e diversão ao aprender. (WERLE, BELLOCHIO,
2015).
29

Figura 3: cantata das frutas

Resultado: As crianças estavam um pouco tímidas e desconfiadas como pode ser


observado nas fotos a seguir, provavelmente pelo contato reduzido que as crianças do berçário
têm das demais crianças e também funcionários da escola, pois estas, não utilizam as áreas
como refeitório, fazendo as refeições na sala de aula.

3.4.3 Introdução de papinhas para o berçário I e II

A OMS recomenda o aleitamento exclusivo até o sexto mês de vida da criança, porém
a partir desta idade de forma orientada e segura, deve-se iniciar o processo de introdução
alimentar, onde a criança será apresentada aos alimentos.
A introdução alimentar deve ocorrer por duas papas de fruta e uma salgada, seguida de
duas papas salgada e duas doces ao sétimo mês de vida, Sendo que aos 8 meses já indicado
que a criança consuma duas refeições básicas junto com a família. Todavia durante a
30

itrodução alimentar ainda é disponibilizado o leito para a criança, duas vezes ao sexto mês,
uma vez dos 7 aos 8 meses. Sendo que essa disponibilidade de leite pode ocorrer até os 2 anos
de idade. (BRASIL, 2019).
Segundo os Dez Passos para a alimentação saudável para crianças brasileiras menores
de dois anos, publicada em 2010, é importante perceber os sinais de saciedade que a criança
demonstra ofertar alimentos em consistência pastosa, preferir alimentos naturais sem adição
de açúcar.
Nessa premissa, organizamos uma análise sensorial, com o abacate, utilizando a
banana como adoçante natural, a escolha da fruta foi pautada no relato das cozinheiras, que
referiam que as crianças não consumiam abacate.
Apesar do Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos, publicado no ano de 2019
estabelecer a per capita de 1 colher de sopa de abacate, ao realizar a distribuição das papinhas
de frutas, as professoras ofertaram mais que esta quantidade as crianças que aceitaram a fruta.
Situação corriqueira na E.M.E.I. que pode acarretar em hipernutrição, desta forma, sugeri que
as mesmas seguissem as recomendações que receberam da nutricionista.
Atividade: Análise sensorial de papinha de frutas sem açúcar
Objetivo: Avaliar a aceitabilidade e introduzir uma papinha de frutas com leite, sem
uso de açúcar.
Material: Para apresentar a papinha de frutas as crianças, foi realizada uma atividade
lúdica inicial, que já foi descrita neste relatório a cantata das frutas. A introdução das papinhas
respeitou o ritmo e a preferência de distribuição do lanche realizada pelas professoras.
Utilizamos as frutas abacate e banana para a papinha, também foi utilizado leite que
obtivéssemos a consistência desejada. A receita utilizada para a papinha é de criação da
própria pesquisadora. Sendo ela: 1 banana assada no micro-ondas por 2 minutos, 1 abacate, 1
xícara de leite bem gelado. Os ingredientes foram processados no liquidificador, até obter
uma massa pastosa e homogênea.
31

Figura 4: Conhecendo a fruta consumida

A papinha foi pesada antes da distribuição, para posterior cálculo de aceitabilidade


(equação 1), conforme preconiza a UNIFESP 2010, para lanches distribuídos para crianças
menores de 2 anos no PNAE. As sobras também foram pesadas para realização do cálculo.
Saliento que foi respeitada a tara do recipiente utilizado na distribuição e também os sinais de
saciedade e rejeição a papinha que as crianças demonstravam.
32

Figura 5: Papinha de abacate e banana

Equação 1: Cálculo de aceitabilidade da papinha de frutas


Percentual de Rejeição = Peso da refeição rejeitada (restos nos pratos) x 100
Peso da refeição distribuída
Percentual de Rejeição = 987 x 100
1864
Percentual de Rejeição = 52,95%

Índice de aceitação= 100 – 52,95%


Índice de aceitação= 47,09%

Conclusão: Se a amostra apresentar uma percentagem (%) maior ou igual a 90%, a refeição foi aceita.
33

Figura 6: Avaliação da aceitação das papinhas de abacate com banana

Resultados: A aceitabilidade da papinha foi baixa, e apenas 3 crianças recusaram o


alimento. Todavia fatores como a distribuição do lanche sem considerar a per capta das
crianças, pode afetar negativamente nos resultados (UNIFESP, 2010), pois se considerarmos
que eram 11 crianças menores de 2 anos, e suas per captas eram de 150g do lanche, a
quantidade oferecida as crianças foi superior a indicada. Em suma, segundo o cálculo
indicativo de aceitação da preparação, está não apresentou percentual que a considere apta a
constituir o cardápio da merenda escolar da E.M.E.I. Gente Nossa.

3.4.4 Filme musical nutri amigos e atividade de confecção do lanche da tarde

As intervenções que visam à educação nutricional e alimentar são ações pertinentes a


educação básica, todavia, deve-se considerar que são mais eficientes quando envolvem a
dinâmica familiar, cultural e social, preservando a autonomia do indivíduo. É essencial que
34

estas sejam aplicadas de forma prática, lúdica e criativa, além disso, é importante estimular o
pensamento crítico por meio de problematizações sobre o contexto nutricional. (DE ASSIS,
2014).

A educação alimentar é um veículo de formação de hábitos alimentares e influenciam


estado de saúde ao longo da vida. O papel da aprendizagem na modulação de preferências
alimentares pode ser dividido em duas nomenclaturas, a aprendizagem formal (sobre
alimentos saudáveis versus não saudáveis, por exemplo) e a aprendizagem informal onde os
pais desempenham um papel na modelação quanto a hábitos alimentares e a disponibilidade
alimentar, para além das escolhas alimentares (CARDOSO et al., 2015).
Pensando nessas formas de veiculação de informação e aprendizado, optou-se pela
realização da utilização de mídias para o desenvolvimento do pensamento crítico das crianças,
sendo esta uma forma prática, que muitas vezes é utilizada de maneira prejudicial.
A indústria utiliza a mídia para a divulgação de programas e produtos, aproveitando
personagens e figuras que prendem a atenção das crianças, entre outras ferramentas de
marketing, fazendo com que as crianças desejem consumir determinando alimento, que pode
acarretar em graves alterações fisiológicas no organismos, favorecendo a hipernutrição pelo
consumo excessivo de doces e gorduras, deficiências nutricionais e hipovitaminoses quando
há substituição da alimentação saudável convencional pelos alimentos industrializados e
pobres nutricionalmente (CHAUD; MARCHIONI, 2004).
A ingestão adequada de vitaminas é necessária para que o desenvolvimento saudável
ocorra em todos os processos de crescimento e desenvolvimento humano. (BRID, et al.,
2017). As vitaminas desempenham papel fundamental nas funções fisiológicas do
organismo, prevenindo ou auxiliando no tratamento de doenças. (SHIVAKOTI, et al.,
2016).
Assim, optou-se pela utilização de personagens que prendam a atenção das crianças. A
série nutri amigos é um programa digital, disponível pelo canal de comunicação YOUTUBE,
a mesma, traz a tona temas como a alimentação saudável, grupos alimentares, vitaminas,
minerais, entre outros, que permitem o pensamento crítico das crianças, estimulando-as a
consumir os alimentos. Além disso, a participação ativa dos alunos torna-os mais interessados
ao longo da atividade e também mais abertos a novas experiências.
Atividade: Cinema com o tema “NUTRIAMIGOS: A importância das vitaminas”
seguida da elaboração dos lanches distribuídos durante a tarde para todos os alunos.
35

Objetivo: Motivar e promover o interesse dos alunos a participar e experimentar


novos alimentos, através da ludicidade, demonstrando a importância desses alimentos para o
seu orgaismo.
Material: Foi utilizado para o desenvolvimento dessa atividade o computador para
transmitir a série, cadeiras para que as crianças se acomodassem, espetos, pratos, frutas
previamente fracionadas e descascadas, mesas de apoio, tocas e aventais para todas as
crianças.
A atividade foi divida em 4 etapas, onde:
1. As crianças assistiram ao filme e conversamos sobre a importância de consumir
vitaminas;
Figura 7: Cinema nutriamigos
36

2. As crianças foram direcionadas ao banheiro, onde ensinamos a maneira adequada


de higienização das mãos e falamos sobre a importância de lavar as mãos antes de
tocar no alimento, posteriormente foram direcionadas ao refeitório, onde foi
colocado em cada criança um avental e uma toca de chef.

Figura 8: Oficina de lavagem das mãos

3. Cada criança foi posicionada na frente de um prato que continha seu palito para
realização da atividade. Sentadas sobre os bancos dispostos no refeitório, as
37

crianças utilizaram as frutas que estavam à disposição nos pratos em cima da mesa,
para a confecção dos palitos de frutas.

Figura 9: confecção dos lanches


38

4. Após confeccionarem o lanche, as crianças consumiram o mesmo e disponibilizaram o


lanche para as outras turmas da E.M.E.I.

Figura 10: confecção dos palitos de fruta


39

Resultado: A atividade teve 100% de participação, desde o cinema, até o consumo


dos lanches. Todos os alunos se interessaram em participar ativamente e dispusera-se a
experimentar as frutas dos espetinhos.

3.4.5 Confecção do lanche da tarde

Conforme Lockman et al. (2010) é indescritível a importância de uma alimentação


adequada visando assegurar o crescimento e desenvolvimento durante a infância, além do seu
papel na manutenção e promoção da saúde e do bem estar do individuo. Sendo que, as
práticas de alimentação são importantes na determinação das condições de saúde na infância,
e também na vida adulta. A partir destas informações é necessário que medidas preventivas e
educativas sejam tomadas para que os pais, educadores e alunos saibam escolher, com mais
critérios e consciência, a base de sua alimentação, tendo em mente a prevenção de doenças
crônicas degenerativas na vida adulta.
Assim, quando discutimos alimentação para crianças é necessário dispor de
determinadas ferramentas que impulsionem o processo de construção de hábitos alimentares
saudáveis, tais como, o envolvimento das crianças no planejamento e preparação dos
cardápios, ensinamentos básicos quanto à alimentação balanceada e saudável, a introdução de
boas maneiras a mesa que viabilizam maior respeito a refeição e conseqüente maior
valorização da mesma. (CUNHA, 2000).
O lúdico é uma estratégia importante e que pode ser utilizada como estimulo de
construção e reconstrução do conhecimento humano e na progressão de diferentes habilidades
cognitivas, onde o aprendiz exercita o autoconhecimento, aprende a respeitar a si mesmo e ao
outro, além disso, é uma ferramenta de progresso pessoal e social, pois estimula o trabalho em
equipe e de alcance de objetivos. (SILVA, et al., 2015).
O ato de brincar é significativo para a criança, sendo um canal de comunicação com o
mundo que a cerca. Desta forma, o brincar se constitui em uma forma da criança processar o
mundo, tornando reais seus desejos e necessidades, e isso ocorre por meio da fantasia, da
imaginação e do faz de contas. (FERREIRA, 2014).
Nessa premissa estimulamos o ato de brincar e a participação das crianças nas
escolhas e preparações do cardápio, por meio da atividade de confecção do lanche escolar,
valorizando o esforço de cada um, e incentivando a adição de ingredientes contando o quanto
o personagem Papai Noel gostava do alimento e por que gostava tanto deste alimento.
40

Atividade: Preparar com o auxílio das crianças o lanche (cup cake natalino) da tarde
distribuído para as todas as crianças maiores de 2 anos.
Objetivo: Promover a participação das crianças na confecção dos lanches,
possibilitando que estes valorizem mais o alimento servido, assim como, conheça e aprecie os
alimentos disponibilizados.
Material: Durante o período da manhã, com o auxilio das professoras e merendeira, a
estagiária conduziu até o refeitório, onde estas foram vestidas de chef de cozinha e
direcionadas e realizaram a produção de cup cakes natalinos.
Os alimentos utilizados na preparação foram:
• 3 ovos
• 1 xícara de leite
• 2 xícara de farinha de trigo
• 2 colheres de margarina
• 1 xícara de açúcar cristal
• 1 colher de sopa de fermento químico em pó
• 2 damascos picados
• 50g de uva passa preta
• 50g de uva passa branca
• 3 nozes picadas
• 15g de aveia em flocos grossos
• 10g de coco ralado
• 5 colheres de sopa de maças picadas
• 3 ameixas secas picadas
Estes foram previamente descascados e picados conforme a necessidade. Além disso,
os ingredientes secos foram misturados em um bowl e os líquidos e pastosos na batedeira.
Sendo disponiblizado para as crianças um pratinho para cada uma e elas deveriam uma de
cada vez misturar o ingrediente que estava no seu pratinho dentro da massa. O primeiro aluno
localizado na ponta da mesa começou a preparação com a mistura dos líquidos e secos, após
ficar homogênea, a mistura foi passada para o colega ao lado que adicionou seu ingrediente e
mexeu e isto ocorreu de forma consecutiva, até o a adição do último ingrediente que era o
fermento.
Após o termino da receita, cada aluno recebeu 2 forminhas de cup cake de papel, e um
de cada vez colocou 2 colheres de sopa de massa na forminha. Após todos os alunos
41

realizarem esta etapa da atividade, a estagiária assou os bolinhos no forno elétrico a 180°C até
estarem completamente assados.

Figura 11: confecção de cup cakes


42

Figura 12: Confecção de cup cakes


43

Figura 13: Cup cakes natalinos

Resultado: Os cup cakes distribuídos não foram pesados, todavia foi respeitada a per
capta, sendo 1 bolinho para cada aluno, além disso, não houve sobras, então pode-se concluir
que a aceitação da receita foi de 100%. Isto pode ter sido estimulado pela participação das
crianças na confecção da receita, alcançando em sua totalidade o objetivo desta atividade.

3.4.6 Análise sensorial de bolo de banana e aveia

Os alimentos produzidos localmente são indicados para o consumo diário do


brasileiro, visto que dispõem de maior qualidade nutricional, pela quantidade e qualidade dos
micronutrientes que contem. (BRASIL, 2011).
Pensando nisso, optamos pelo uso da banana prata que é um alimentos consumido em
larga escala no Brasil, além disso, a entrega dessa fruta é freqüente na E.M.E.I., e os bolos
produzidos pelas colaboradoras são sempre de laranja ou bolo simples, promovendo então
uma variação no cardápio e introduzindo um ingrediente que segundo as colaboradoras as
crianças recusam, sendo ele a aveia e flocos.
44

A aveia é um cereal de baixo índice glicêmico, que possui diversos benefícios para o
organismo, dentre eles estão a qualidade nutricional que fornece energia, proteínas, ferro,
zinco, cálcio, fósforo e vitamina E, tendo como benefícios principais a regulação do intestino,
controle dos níveis de colesterol no sangue, prevenção ao câncer de intestino e controle da
glicemia sanguínea (BRASIL, 2011).
Além do montante de benefícios do consumo da aveia, a recusa do alimento nos
instigou a realizar a análise sensorial utilizando esse ingrediente. Pois além de disponibilizar
nutrientes, possibilitaríamos inovação ao cardápio e maior diversidade ao consumo alimentar
das crianças.
Atividade: Análise sensorial do bolo de banana e aveia em flocos.
Objetivo: Verificar a aceitabilidade da preparação com aveia em flocos, pois segundo
o relato das merendeiras e professoras, as crianças recusam este alimento em qualquer
preparação.

Figura 14: Confecção da receita servida no lanche


45

Material: A confecção do bolo foi realizada com os ingredientes que a escola


dispunha, porém, a receita foi uma adaptação de uma produção da aula de técnica dietética
ministrada no curso de nutrição da URI.
Foi utilizado para elaboração do bolo:
• 4 bananas bem maduras
• 1 xícara de farinha de trigo
• 1 xícara de aveia em flocos grossos
• 1 ½ xícara de água filtrada
• 2 ovos
• 2 colheres de sopa de açúcar cristal
• 1 colher de chocolate em pó
• 1 colher de sopa de fermento químico
Todos os ingredientes foram batidos no liquidificador, sendo processados primeiros os
líquidos, posteriormente os secos e para finalizar o fermento químico.
Os bolos foi pesada antes da distribuição, para posterior cálculo de aceitabilidade
(equação 1), conforme preconiza a UNIFESP 2010, para lanches distribuídos para crianças
maiores de 2 anos no PNAE. As sobras também foram pesadas para realização do cálculo.
Saliento que foi respeitada a tara do recipiente utilizado na distribuição e também os sinais de
saciedade e rejeição ao bolo de banana e aveia que as crianças demonstravam.

Equação 2: Aceitabilidade do bolo de banana e aveia


Percentual de Rejeição = Peso da refeição rejeitada (restos nos pratos) x 100
Peso da refeição distribuída
Percentual de Rejeição = 1112 x 100
353
Percentual de Rejeição = 31,73%

Índice de aceitação= 100 – 31,73%


Índice de aceitação= 68,27%

Conclusão: Se a amostra apresentar uma percentagem (%) maior ou igual a 90%, a refeição foi aceita.
46

Figura 15: Análise sensorial do bolo de banana com aveia

Resultado: Nota-se que o resultado também foi insatisfatório quanto a aceitação das
crianças a preparação, todavia algumas crianças consumiram além de sua per capta, e a
distribuição de lanches em excesso pelas professores, sem que a per capta seja analisada
também ocorreu nesse experimento. Porém deve-se considerar que segundo o relato dos
funcionários a recusa das crianças é total, e não foi o que observamos, podemos perceber que
mais de 68% do que foi distribuído foi consumida, desta forma, a tentativa de confeccionar
preparações diferenciadas e de introdução de alimentos saudáveis deve permanecer, pois
somente com a experimentação repetida e diversificada a criança poderá confirmar sua
aceitação ou negação a determinados alimentos.

3.4.7 Análise sensorial de brigadeiro de mandioca

A boa alimentação é sinônimo de saúde e também de bom desenvolvimento físico e


mental. Pesquisas apontam que a melhor qualidade de vida do trabalhador e da população em
geral está relacionada a uma alimentação saudável. (BRASIL, 2013).
47

Para isso, é necessário manter uma alimentação saudável em todas as fases da vida,
por meio de oferta de nutrientes. Esse equilíbrio favorece a manutenção do peso saudável e a
redução de doenças associadas à alimentação, como obesidade, diabetes, doenças
cardiovasculares e hipertensão, sem que haja necessidade de promover severas restrições
alimentares. Em suma, a alimentação deve ser balanceada e variada, o que significa incluir
diversos grupos alimentares. (BRASIL, 2013).
Desta forma a introdução de alimentos que promovam maior disponibilidade de
micronutrientes e reduzam a quantidade de alimentos ultraprocessados, tendo em vista essa
modificação pode-se perceber a importância de alimentos alternativos como substitutos para
guloseimas e alimentos hipercalóricos, principalmente na infância (BRASIL, 2011).
Pensando nas recomendações do Guia Alimentar para a população brasileira de 2011,
aplicamos a análise sensorial de brigadeiro de mandioca, sendo uma alternativa aos
brigadeiros tradicionais.
Atividade: Análise sensorial de brigadeiro de mandioca.
Objetivo: Realizar a degustação do brigadeiro de mandioca e avaliar a aceitação do
mesmo.
Material: Os brigadeiros foram pesados antes da distribuição, para posterior cálculo
de aceitabilidade (equação 1), conforme preconiza a UNIFESP 2010, para lanches
distribuídos para crianças maiores de 2 anos no PNAE. As sobras também foram pesadas para
realização do cálculo. Saliento que foi respeitada a tara do recipiente utilizado na distribuição
e também os sinais de saciedade e rejeição ao brigadeiro que as crianças demonstravam.

Equação 3: Aceitabilidade do brigadeiro de mandioca


Percentual de Rejeição = Peso da refeição rejeitada (restos nos pratos) x 100
Peso da refeição distribuída
Percentual de Rejeição = 128 x 100
676
Percentual de Rejeição = 18,93%

Índice de aceitação= 100 – 18,93%


Índice de aceitação= 81,06%

Conclusão: Se a amostra apresentar uma percentagem (%) maior ou igual a 90%, a refeição foi aceita.
48

Figura 16: Brigadeiro de mandioca


49

Figura 17: Análise sensorial

Resultado: Da mesma forma como a aplicação da análise sensorial das papinhas de


frutas, as per captas não foram respeitas, todavia, é importante ressaltar, que este coeficiente
influenciador negativo, não é de responsabilidade da estagiária, visto que as professoras e
merendeira disponibilizam comida em livre demanda nas horas das refeições, sem limitações
de quantidade independente da idade da criança.

3.4.8 Montagem de a pirâmide alimentar

O lúdico desenvolve o lado crítico, cognitivo, afetivo e social do aluno. Busco o


extremo prazer na aprendizagem, por meio de uma maneira agradável e oferece situações
significativas para facilitar o processo de conhecimento. (LOCKMANN, 2010).
A educação nutricional pode ser um processo educativo, cujo principal objetivo é
tornar os sujeitos autônomos e seguro para que realizem suas escolhas alimentar, de forma
que possam garantir uma alimentação saudável e prazerosa, proporcionando então, o
50

atendimento de suas necessidades fisiológicas, psicológicas e sociais. (ZOMPERO, et al.,


2015).
As orientações sobre alimentação saudável devem sempre se basear nas praticam
alimentares, considerando o significado cultural e social dos alimentos. Resgatar o valor das
formas, das cores, dentre outros aspectos, na abordagem da educação alimentar é de
fundamental importância, independente se estaremos trabalhando com crianças, adultos ou
idosos. (LOCKMANN, 2010).
O conhecimento sobre a nutrição pode trazer consigo, influências positivas na
alimentação dos indivíduos. Implicando em melhores escolhas alimentares e tornando
possível, rever as atitudes frente aos hábitos relacionados a alimentação, obtendo uma
melhora no estado de saúde e uma prevenção de doenças mais efetiva. (ASSIS, 2014).
Tendo em vista, a orientação por meio de a educação alimentar para crianças, a
pirâmide alimentar considerada um ótimo instrumento de aprendizagem, pois permite a
ludicidade, ao mesmo tempo em que promove o pensamento crítico, a brincadeira e o
desenvolvimento da imaginação. (CUNHA, 2010). Nessa premissa, a pirâmide foi utilizada
no desenvolvimento do pensamento crítico para as crianças do maternal II.
Atividade: Montagem de a pirâmide alimentar.
Objetivo: Usar a pirâmide como método de aprendizagem, para que as crianças
conheçam e conversem sobre novos alimentos e tenham pensamento crítico quanto a
quantidade de alimentos de cada grupo deve ser consumida durante o dia.
Material: Foi utilizada para a realização desta atividade, a pirâmide confeccionada
pela própria estagiaria, bem como os alimentos. A atividade lúdica foi realizada dentro da sala
do maternal II, com a participação das crianças, da professora e do monitor da classe.
A pirâmide foi exposta sem nenhum alimento preso a ela, somente com as divisões
dos grupos de alimentos. Os alimentos de feltro foram espalhados em uma mesa, e de forma
organizada, os alunos recebiam um alimento por vez, onde descreviam que alimento era e
diziam se gostavam ou não desse alimento. Posteriormente os colegas também diziam se
gostavam deste alimento.
Os alimentos eram pendurados na pirâmide em seu respectivo grupo pertencente. Caso
a criança não soubesse ou errasse o grupo do alimento, os colegas opinavam quanto a que tipo
de alimento era aquele. A atividade foi realizada até o término dos alimentos de feltro, com a
participação de todos os alunos do maternal II.
Ao final da atividade, os alunos fizeram perguntas não programadas, tal acontecimento
deve-se aos alunos possuírem conhecimento prévio sobre a pirâmide alimentar, aos grupos de
51

alimentos, aos alimentos que fazem mal e bem para a saúde do organismo e dos dentes. Esse
conhecimento foi viabilizado pela aplicação de atividades e o desenvolvimento do projeto de
alimentação saudável que a professora do maternal II ministrou em todo o primeiro semestre
do ano letivo de 2019.

Figura 18: Montagem de a pirâmide alimentar


52

Figura 19: Montagem de a pirâmide alimentar

Figura 20:Montagem de a pirâmide alimentar


53

Resultados: A participação dos alunos foi extremamente satisfatória, onde observei


que a forma ativa da turma deve-se a aplicação do projeto de alimentação realizado pela
professora. Demonstrando que a educação alimentar é uma ferramenta efetiva quando
aplicada de forma permanente e continua.

3.4.9 Treinamento I – Organização da geladeira

A higiene dos alimentos é o conjunto de medidas necessárias para garantir a segurança


e qualidade dos em todos os estágios, desde o seu cultivo, passando pela produção, transporte
e distribuição (RODRIGUES E ALEIXO, 2012). Caracteriza-se, então, pelos processos nos
quais os alimentos se tornam sanitariamente adequados para o consumo, através desse
conjunto de ações e medidas que visa a proteção dos alimentos contra a contaminação física,
química ou biológica, a inibição da multiplicação dos microrganismos e a destruição dos
microrganismos patogênicos. Esses processos envolvem a utilização de técnicas, utilizando o
calor ou o frio, de limpeza e desinfecção dos gêneros alimentícios (SILVA JR., 2008).
O controle higiênico envolve ações que visam melhorar a higiene como um todo,
através das boas práticas, utilizando procedimentos de higiene ambiental, pessoal para
preparação dos alimentos. É o controle da sobrevivência e multiplicação dos perigos
químicos, físicos e biológicos, a fim de minimizar os riscos de transmissão de agentes
patogênicos, causadores de doenças (SILVA JR., 2008).
A ausência de treinamento e estímulos acarreta na redução da qualidade das refeições,
essas condições podem ser contornadas com o emprego de motivação, treinamento e
monitoramento dos colaborados, evitando situações à ocorrência de doenças de origem
alimentar. Pensando nisso, foi realizada com as colaboradoras da cozinha uma capacitação
referente à organização da geladeira, enfatizando a importância da organização e o perigo do
armazenamento inadequado de alimentos.
Podemos observar na figura a seguir, que os alimentos eram dispostos na geladeira
sem preocupação quanto à temperatura correta de armazenamento conforme o grau de risco
de contaminação.
54

Figura 21: Organização da geladeira antes do treinamento

Conforme preconizado e assegurado pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006 o


ser humano tem o direito de estar livre de fome e ter acesso a alimentação segura e adequada
55

(BRASIL, 2013; BRASIL, 2012). Visando maior adequação e redução dos riscos de
contaminação os alimentos foram modificados de local de armazenagem conforme é indicado
para cada grupo de alimentos.
Atividade: Formação sobre a organização correta dos alimentos na geladeira.

Figura 22: Treinamento da colaboradora

Objetivo: Conscientizar as funcionárias que cada gênero alimentício deve ser


armazenado em um local específico do refrigerador, para aumentar a vida de prateleira do
produto, bem como, evitar contaminação e proliferação de microrganismos.
Material: Foi realizada a formação em modelo mais informal, onde conversamos
sobre como eram realizadas as atividades de organização e limpeza da geladeira e também
sobre microrganismos e contaminação. Após os relatos das funcionárias verificamos que os
alimentos eram guardados conforme as facilidades de armazenamentos e nos horários de pico
de atividade essas os guardavam em qualquer local dentro do refrigerador.
56

Realizamos a formação como planejado, especificando quais os perigos de armazenar


os alimentos de forma inadequada e especificando qual o local correto de armazenamento,
bem como deve ser realizada a limpeza do refrigerador.

Figura 23: Organização da geladeira após o treinamento


57

Resultados: A formação solucionou uma das problematizações que poderiam


provocar a contaminação dos alimentos, desta forma, apenas de não realizar o
acompanhamento em longo prazo da organização e da limpeza da geladeira, podemos
observar que de maneira imediata as propostas foram aderidas pelas funcionárias
satisfatoriamente.

3.4.10 Treinamento II – Separação do lixo

A alimentação é essencial para saúde dos indivíduos, além disso, é esses são
assegurados legalmente pelo direito a segurança alimentar e nutricional. Doenças contraídas
pelo consumo de alimentos em condições indevidas são causas de danos graves a saúde e
prejuízos financeiros as empresas que fornecem esses alimentos.
A contaminação dos alimentos pode ocorrer do processamento a distribuição das
refeições, e ocorrem por condições higiênicas sanitárias e temperatura inadequadas, por isso
faz-se necessário o controle das etapas de manipulação do alimento, assegurando a qualidade
alimentar, para isso alguns instrumentos normativos como o Manual de Boas Práticas e o
Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos (APPCC) é utilizado. O Manual de Boas
Práticas é indispensável, pois além de proporcionar um produto de qualidade, permite que
ocorra a padronização das refeições, também torna possível a implantação das APPCC.
Atividade: Formação realizada com as merendeiras quanto à separação e descarte
correto do lixo orgânico e seco.
Objetivo: A exposição do lixo ao ambiente onde os alimentos são preparados é um
Perigo e também um Ponto Crítico que pode contaminar a preparação, desta forma
Material: Foi realizada a formação em modelo mais informal, onde conversamos
sobre como eram realizadas as atividades de separação e descarte do lixo. Após os relatos das
funcionárias verificamos que a exposição da lixeira, devia-se a não haver lixeiras com tampa
na escola. Realizamos a formação como planejado especificando quais materiais são
descartados em cada tipo de lixeira e de que forma deve ser retirados e descartados nos
contêineres, disponibilizados pelo serviço público municipal.
Considerando o relato das funcionárias, a estagiária juntamente com a nutricionista
responsável técnica, entraram em contato com os setores responsáveis pela aquisição e
armazenamento de bens públicos que disponibilizou a escola uma lixeira para descarte
adequado do lixo orgânico.
58

Figura 24: Organização da lixeira antes do treinamento


59

Figura 25: Organização da lixeira após o treinamento

Resultados: A formação solucionou uma das problematizações que poderiam


provocar a contaminação dos alimentos, desta forma, apenas de não realizar o
acompanhamento em longo prazo da efetivação da separação e descartes corretos dos
60

materias, podemos observar que de maneira imediata as propostas foram aderidas pelas
funcionárias satisfatoriamente.
61

4 PROPOSTA DE MELHORIAS

O estado de saúde pública tem grande importância na formação profissional do


nutricionista, visto que enriquece as vivências e proporciona maior coerência com a teoria e a
prática, proporcionando um vinculo mais real com a área.
Não recebi visitas supervisionadas durante a aplicação do estágio no PNAE, mas tive
acompanhamento virtual pela professora orientadora, sendo possível dessa forma sanar as
dúvidas pertinentes a este estágio, além disso, sempre que solicitada a nutricionista do
município auxiliava nas atividades e materiais necessários no estágio.
Relacionado a sugestões de melhorias para o estágio de saúde coletiva no que diz
respeito ao PNAE, seria interessante que as atividades fossem mais condizentes com a
realidade das ações que são aplicadas pela nutricionista do município, pois após a formação
profissional não iremos ficar em uma escola realizando práticas de educação alimentar e
nutricional, assim, seria mais enriquecedor se pudéssemos acompanhar de forma mais real o
desenvolvimento diário das atividades do PNAE.
62

SAUDE COLETIVA ACOMPANHAMENTO DO POSTO DE SAÚDE

5 INTRODUÇÃO

A saúde pública é uma área de atendimento à saúde que permite maior contato dos
profissionais da saúde com os pacientes, possibilitado e intermediado via porta de entrada do
SUS. Nas unidades de saúde e postos de atendimento os pacientes atendidos são aqueles que
pertencem à região de saúde. (CHIAPINOTTO, FAIT, JÚNIOR, 2007).
As unidades básicas de saúde ainda hoje são conhecidas como postos de saúde, foram
criada na década de 80. A equipe fixa mínima para que uma unidade de saúde esteja
funcionando conforme a lei vigente é composta de assistente da unidade, cirurgião-dentista,
enfermeira, médica da família e comunidade, nutricionista, médico pediatra e técnico em
enfermagem, sendo que a unidade pode contar com mais de um profissional de cada
categoria, conforme a região endêmica e o mapa de serviços de saúde, que preconiza a forma
de distribuição de recurso, seja ele humano, assistencial ou financeiro. (CHIAPINOTTO,
FAIT, JÚNIOR, 2007).
Atualmente a presença de um nutricionista nas unidades de saúde é obrigatória, sendo
competência de esse profissional a realização diagnóstico alimentar e nutricional, avaliação da
segurança alimentar e nutricional, fomentar a educação alimentar e nutricional a partir da
estratificação do estado nutricional dos indivíduos atendidos pela região de saúde em que ele
se encontra, participar de programas de educação em saúde, desenvolver protocolos de
atenção nutricional, capacitar a equipe de saúde e desenvolver ações intersetoriais juntamente
com a equipe da unidade básica de saúde. (SEMÍRAMIS, 2015).
A incorporação do nutricionista nas unidades básicas de saúde é de suma importância
para a população, pois permite maior orientação e amparo quanto a questões de alimentação,
melhora do estado nutricional, prevenção e tratamento de patologias por intermédio ao
alimento. (SEMÍRAMIS, 2015).
Nessa premissa, o estagio supervisionado de saúde coletiva, realizado no posto de
saúde é de primordial para o acadêmico de nutrição, visto que permite acesso as políticas
públicas desenvolvidas no município e a vivência e participação ao SUS de forma ativa.
63

6 IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO

A denominação de Palmeira das Missões como município data de 1821, porém com
nome de vilinha do Herval, também já foi batizada de Vilinha da Palmeira, Santo Antônio da
Palmeira, até 06 de maio de 1874 quando passou a ser chamada, Palmeira das Missões.
(IBGE, 2017).
O censo do IBGE de 2010 determinou que a cidade tem 34.328 habitantes, sendo que
o município registro 9,51 casos de mortalidade infantil a cada mil nascidos vivos em 2017, e
2,1 internações por diarreia cada mil habitantes no ano de 2016. No ano de 2017 no município
existiam 30 unidades de atendimento de saúde vinculadas ao SUS. Destas, a Policlínica
municipal é o maior posto de atendimento e o único que atende a consultas nutricionais.
(IBGE, 2017).
O município presta atendimento e encaminhamento nutricional de pacientes com
diversas patologias. Casos de cirurgia bariátrica são acompanhados até o momento da
consulta pelo município e também pela referencia do SUS da região que é Santo Ângelo e
casos graves de hipertensão gestacional são encaminhados a Ronda Alta.
A primeira semana de estágio no estabelecimento é de caráter observacional, desta
forma, poucas atividades e atendimentos foram descritos no relatório, referente ao prazo curto
de aplicação, relato e entrega do relatório. Todavia a observação é de grande valia, pois
permite aliarmos métodos diferentes de atendimento e avaliação nutricional, em como,
aliarmos nossa conduta a da nutricionista responsável técnica.
A observação também é um método de suma importância para aprendizagem, pois ela
permite troca de conhecimentos, discussão de casos clínicos e condutas, bem como o melhor
entendimento do atendimento nutricional no SUS, suas especificidades e formas de aplicação,
pois são oportunidades como esta que permitem que o estudante aperfeiçoe o conhecimento
teórico e pensamento crítico.

6.1 Nome da Instituição

O estágio supervisionado de saúde coletiva foi realizado pela prefeitura Municipal de


Palmeira das Missões, onde houve acompanhamento a nutricionista nos atendimentos
nutricionais no ambulatório da policlínica municipal e grupo de controle de peso na prefeitura
municipal.
64

6.2 Localização

➢ Policlínica Central, Rua Borges de Medeiros, nº 354.


Telefone: (55) 3742-3238
CEP: 98300-000

➢ Prefeitura Municipal: Rio Grande do Sul, Palmeira das Missões, Praça Nassib Nassif.
Telefone: (55) 3742-7303
CEP: 98300-000

6.3 Número de funcionários da empresa

23 funcionárias, sendo:
• 2 nutricionista
• 12 agentes de combate a endemias
• 3 técnicos em enfermagem
• 1 enfermeiro
• 1 auxiliar da saúde bucal
• 1 farmacêutico
• 1 secretária executiva
• 1 administrador de sistemas
• 1 médico clínico
(CNES, 2019).

6.4 Responsável Técnico

Nutricionista Elissandra Cristina dos Santos

6.5 Nome do Estagiário

Acadêmica Yasmin Medeiros de Souza, do 8º semestre em Nutrição.


65

6.6 Período do estágio

Início: 19 de novembro de 2019.


Término: 12 de dezembro de 2019.
66

7 ATIVIDADES REALIZADAS

As atividades desenvolvidas no estágio de saúde coletiva, não preencheram em sua


totalidade as propostas pelo plano de ensino, devido ao tempo reduzido de estágio e a
distribuição das competências das nutricionistas dentro do município, desta forma atividades
que envolvem os grupos de gestantes ou aplicações de programas de saúde preventiva não
foram aplicados. Sendo realizado:
➢ Observação da realidade socioeconômica dos pacientes atendidos pela policlínica
municipal, bem como, o manejo clínico da nutricionista do estabelecimento.
➢ Acompanhamento das consultas realizadas pela nutricionista.
➢ Consultas nutricionais.
➢ Atividade com o grupo de controle de peso.
➢ Confecção de material referente ao incentivo ao aleitamento materno.
➢ Confecção de material referente a detecção e correta percepção dos sintomas e
diferenciação entre os transtornos alimentares.
➢ Curso sobre PICS onde houve a participação da estagiária.

7.1 Observação da Realidade Socioeconômica dos pacientes

Os pacientes atendidos pela Policlínica Municipal são diversos, sendo que a classe
econômica varia de baixa a média, assim como o nível de escolaridade que varia entre ensino
médio e ensino fundamental, sendo menores os atendimentos a nível superior completo.
A maioria dos atendimentos compreendem a população de maior vulnerabilidade
social, isto pode ser explicado pelo fato do município ter uma nutricionista e uma
fonoaudióloga que realiza o atendimento clínico ambulatorial, e estas atenderem na
policlínica.

7.2 Atividade com o grupo de controle de peso

A obesidade é considerada um problema de saúde pública, caracterizada pelo excesso


de tecido adiposo que é determinada através do índice de massa corporal (IMC), comumente
causada pela ingestão energética positiva aliada ao sedentarismo. A Organização Mundial da
Saúde (OMS) atribui o crescimento desse distúrbio metabólico a fatores ambientais,
67

socioeconômicos e genéticos. Obesos tem predisposição a evolver doenças crônicas não


transmissíveis como diabetes mellitus do tipo 2, acidente vascular cerebral, hipertensão
arterial, doença arterial coronariana, osteoartrite e doenças hepatobiliares. (FISBERG, et al.
2016).
A dificuldade de fazer escolhas saudáveis deve-se muitas vezes a falta de informação,
fazendo com que os alimentos não saudáveis dominem a mesa do consumidor. Portanto a
educação nutricional com vista à tomada de decisão é de extrema importância para a saúde
pública. A realização de grupos de intervenção nutricional e de qualidade de vida são
estratégias que viabilizam atividades de estimulo do senso crítico e da capacidade de escolha
alimentar destes indivíduos. (BRASIL, 2014).
Os grupos são ferramentas importantes que auxiliam no processo de tratamento e
mudança de hábitos, visto que os participantes compartilham de experiências, podendo
partilhar também soluções e apoio perante frutações. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SANTA CATARINA, 2018).
Outro aspecto que deve ser considerado como benefício do tratamento em grupo é que
desta forma o atendimento a um percentual maior de pessoas na mesma situação de saúde,
diminuindo a demanda de atendimentos por fatores iguais nos serviços de saúde, favorecendo
a participação e motivação durante o tratamento por meio do convívio social.
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2018).
Desta forma, aproveitando os grupos já existentes no município, foi aplicada a
atividade de comer consciente para o grupo de controle do peso, criado a mais de 10 anos,
onde os participantes. O grupo é aberto, ou seja, a participação é livre para todo o município,
os participantes, somente marcam a consulta para avaliação nutricional, e posterior
recebimento do plano alimentar, após freqüentarem o grupo em dois encontros.
O paciente recebe na primeira consulta as metas e o formulário de registro alimentar, o
primeiro depende dos hábitos do paciente e são estipulados critérios que deve ser modificados
para melhorar o estado de saúde do individuo, se na reconsulta as metas forem atingida, este
marca a consulta para receber o plano alimentar. Caso tenha muitas metas a atingir este
paciente receberá o plano alimentar somente quando atingi-las.
Nos encontros do grupo ocorrem palestras, questionamentos, dinâmicas,
disponibilização de receitas, dicas e atividades, com temas que envolvam saúde, alimentação
e bem estar.
Atividade: Mind found
68

Objetivo: Tornar o ato da alimentação mais consciente, fazendo com que haja mais
valorização ao alimento ingerido.
Materiais: Para realizar a atividade será utilizado:
• Aromatizador de ambiente;
• Aparelho de som;
• Pratos descartáveis;
• Faca para fracionar os alimentos;
• Copo para servir os líquidos;
• Guardanapos;
• Faixas para os olhos;
• Chás com efeito calmante (camomila, hortelã);
• Alimentos: Pão caseiro, maçã, pepino, melancia, bolacha caseira, café
passado, amendoim, ovo cozido e cru, cenoura, suco de uva.
Método: Para a realização da dinâmica pensando em comer consciente é necessário:
1) Tirar um tempo para você: Para isso os participantes são vendados e
iremos solicitar que se concentrem no ambiente, escute o som da respiração, sinta os
seus pés tocando o chão, respire fundo e devagar, relaxe de forma com que perceba os
sinais do seu corpo, o barulho da sua respiração e a temperatura do ambiente.
2) Saber como parar: Solicitaremos que observe qual o seu sentimento no
dia de hoje. Como que humor você acordou, como está se sentindo nesse momento.
3) Ver as possibilidades: Iremos utilizar os materiais disponíveis para
condução do pacientes ainda vendados, á consciência plena do alimento. A dinâmica
irá ocorrer em duplas, onde:
a) Iremos descascar/fatiar/fracionar os alimentos conforme a necessidade,
tornando-os próprios para o consumo e solicitar que os participantes escutem com
atenção os sons e direcionando-os a questões de emoção, como: “qual a sua sensação
ao escutar esse som?”, “o som lhe remete a alguma lembrança?”.
b) Solicitaremos que os participantes (cada dupla de uma vez) sintam o
cheiro do alimento e descreva para as demais qual a sensação que esse cheiro lhe
remete.
c) Também requeremos que os participantes mordam o alimento, sintam a
presença dele na língua. Sinta a estimulação da saliva com a presença desse alimento e
descrevam qual o sentimento que este alimento trás, qual lembrança ele proporciona.
69

d) Solicitaremos que com calma, o participante mastigue o alimento, de


forma consciente percebendo a estimulação da saliva durante a mastigação, o barulho
das mordidas e a movimentação que está sendo feita para mastigar esse alimento.
e) Também é solicitado que o participante faça a deglutição do alimento,
de forma perceptiva e consciente sobre como esse alimento está sendo direcionado ao
estômago e o quão importante esses nutrientes estão sendo para o seu organismo.
4) Após todas as duplas terem realizado o processo do consumo consciente
dos alimentos. Serão convidados a tirarem as vendas e somente nesse momento
visualizarem quais alimentos foram provados.
5) De forma organizada solicitaremos que os participantes que desejarem
comentar ou descrever o sentimento em relação ao alimento.
6) Encerramos a atividade explicando que apesar do método de comer
consciente seja o ideal, no cotidiano essa técnica é inviável, visto que requer muito
tempo para aplicação, todavia disponibilizamos sugestões para que algumas das etapas
sejam seguidas, como:
a) Comer com atenção ao alimento, desligar-se das tecnologias
durante o alimento, seja nas refeições principais ou nos lanches.
b) Sentir o cheiro e a textura dos alimentos ao preparar e mastigar.
c) Mastigar devagar, perceber quais temperos foi usado.
d) Não ingerir bebidas durante a refeição, para que a atenção ao
alimento seja única.
e) Priorizar alimentos que alimentem seu corpo e alma aprender a
apreciar o alimento, a valorizá-lo.

7.3 Material de incentivo ao aleitamento Materno

Tendo em vista o curto período de realização do estágio supervisionado de saúde


coletiva no posto de saúde, o material que será disponibilizado para as gestantes em forma de
folder explicativo não pode ser exposto em sua totalidade neste relatório, sendo que o quadro
a seguir, demonstra apenas o conteúdo teórico, sem a parte gráfica do material.
70

ALEITAMENTO MATERNO

COLOSTRO: antes do parto e logo após este, a glândula mamária secreta um líquido
espesso, de coloração amarelada e transparente – é o colostro. Este líquido, que parece
aguado, desaparece no fim da primeira semana ou no começo da segunda semana após o
nascimento do bebê, dando lugar ao leite propriamente dito. O colostro é rico em anticorpos,
tendo excepcional ação antiinfecciosa.

LEITE MATERNO: o leite materno, produzido logo após o colostro é um líquido


branco, opalino, de odor quase nulo e sabor adocicado.
A composição do leite materno é adequada ao organismo da criança. Sua composição
química em calorias, glicídios, proteínas, gorduras e água são estruturadas de forma a atender
as exigências da criança até os 6 meses de idade. Os sais minerais cobrem perfeitamente as
necessidades nutritivas (o único a figurar em taxa reduzida é o ferro). Encontram-se, ainda,
vitaminas, enzimas e anticorpos.

VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO

✓ é livre de contaminação bacteriana,


✓ é econômico,
✓ não necessita ser preparado,
✓ melhora a relação mãe-criança,
✓ está menos associado com manifestações alérgicas,
✓ imuniza o bebê contra certas doenças infecciosas, através da ação de
anticorpos,
✓ a proteína do leite materno (lactoalbumina) é mais facilmente absorvida,
melhor tolerada e digerida pelo lactente que a proteína do leite de vaca
(caseína),
✓ a obesidade infantil é mais comum em crianças que não são amamentadas ao
seio materno. É menos provável que a mãe que amamenta superalimente seu
filho, pois ele mesmo controla sua ingestão,
✓ como passa direto do seio para a boca do bebê, sem qualquer intermediário, é
71

fornecido sempre em temperatura apropriada;


✓ a amamentação facilita a involução do útero no puerpério e reduz a incidência
do câncer de mama,
✓ a amamentação materna atrasa o retorno da ovulação, dá lugar à amenorréia,
que se estende por um período proporcional ao que se prolonga o aleitamento
ao seio.

ALIMENTO ATRAVÉS DE MAMADEIRA

Enquanto a criança alimentada ao seio materno ingere com as garantias de pureza


bacteriana, um alimento perfeitamente apropriado às necessidades de seu organismo, a
criança alimentada com mamadeira está exposta a toda sorte de contaminações, além do que,
por vezes recebe um alimento que não corresponde exatamente às exigências de seu
crescimento.

A inferioridade do aleitamento via mamadeira, está ligado a dois fatores:


1) contaminação bacteriana do leite, ocasionada pelas manipulações sofridas desde o
momento da ordenha até o do consumo;
2) diferenças entre a composição química do leite humano e dos leites animais de
consumo humano (leite de vaca ou de cabra).

LEITE DE VACA

O leite de vaca é, sem dúvida, o mais importante e o de maior emprego na


alimentação não materna do lactente.
Ao comparar-se o leite humano ao leite bovino, observa-se que o leite de vaca tem
mais proteínas e minerais e menos glicídios que o leite da mulher. A taxa de gordura dos dois
é semelhante. Para usar o leite bovino em humano, tem que reduzir as proteínas e os
minerais, pelo menos até o organismo se adaptar. Isto se faz, diluindo o leite da vaca,
inicialmente ao meio (meio de leite, meio de água) e gradativamente, diminuindo a água, até
dar o leite por inteiro.

LEITES MATERNIZADOS
72

Leites maternizados são aqueles elaborados quimicamente para se assemelharem ao


máximo ao leite humano em termos nutricionais e têm largo uso na dietética. Os leites
maternizados são elaborados à partir do leite de vaca, modificados em alguns aspectos, de tal
modo que após a reconstituição, as percentagens de seus componentes se aproximem ao do
leite humano.
O aleitamento materno, sempre que possível, deve ser estimulado. Nos casos em que
houver a decisão de utilizar fórmulas infantis, é importante fornecer instruções sobre os
métodos corretos de preparo, ressaltando que água não fervida ou diluições incorretas podem
provocar doenças e alertando para os custos decorrentes da utilização de leite maternizado no
orçamento da família.
Alguns leites maternizados comercializados no Brasil: NAN 1, NAN 2, Nestrogeno,
Pelargon e Semilko.
Leites para prematuros e recém nascidos de baixo peso: Pré NAN e Enfalac.
Leites infantis isentos de lactose (para diarréia grave ou intolerância à lactose):
Alfaré, AL 110, Pregestimil, Pró Sobee, Sobee, Isomil, Alsoy, Isolac, Novomilke e
Soymilke.

REFERÊNCIAS
PERNETTA, César. ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA. 7º ed, Byk – Procienx, 1980.
MAHAN, L.K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J.L. Krause: alimentos, nutrição
e dietoterapia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Políticas de Sáude. Organização Pan
Americana de Saúde. Guia Alimentar para crianças menores de dois anos/2019.
DE ARAÚJO, Olívia Dias et al. Aleitamento materno: fatores que levam ao desmame
precoce. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 61, n. 4, p. 488-492, 2008.
ALVES, T.S.G. Monografia apresentada na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde.
Efeitos da fisioterapia na qualidade de vida da mulher durante o período gestacional: Revisão
Sistemática. Cidade da Praia, Santiago, Cabo Verde. 2012.
LENZ, M.L.M; FLORES, R. Atenção à Saúde da Gestante em APS. Ministério da
Saúde Grupo Hospitalar Conceição gerência de Saúde Comunitária. Porto Alegre - RS,
Março de 2017.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Aleitamento materno. 2017. Disponível em:
73

<http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-da-crianca/aleitamento-materno>
Acesso em: 09 de setembro de 2018.

7.4 Material Sobre Transtornos Alimentares

Devido ao tempo reduzido para aplicação de atividades no que tange o estagio de


saúde pública no posto de saúde, não foi possível anexar esse material em tempo hábil.

7.5 Curso PICS

As Práticas Integrativas e Complementares de saúde são conhecidas pela sigla PICS, e


são ações ou recursos terapêuticos utilizados com base em ensinamentos tradicionais e
culturais antigos, originários dos povos chineses, indígenas e africanos. Atualmente essas
práticas são ofertadas pelo SUS conforme a disponibilidade dos profissionais nos municípios
e a implantação dessas práticas pelos gestores de saúde, sendo que é disponível a aplicação de
29 ações. Tais como: Apiterapia, aromaterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, bioenergética,
constelação familiar, cromoterapia, dança circular, geoterapia, hipnoterapia, homeopatia,
imposição de mãos, medicina antroposófica/antroposofia aplicada à saúde, medicina
Tradicional Chinesa – acupuntura, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia,
ozonioterapia, plantas medicinais – fitoterapia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala,
terapia Comunitária Integrativa, terapia de florais, termalismo social/crenoterapia, yoga.
(BRASIL, 2013).
No Brasil as PICS começaram a ser aplicadas no final da década de 70, e hoje em dia
pouco mais de 50% dos estabelecimentos de saúde desenvolvem as PICS, o que corresponde
a cerca de 9.350 unidades de saúde, destas 78% são da atenção básica, 18% da atenção média
e 4% de alta complexidade a saúde. (BRASIL, 2013).
Atualmente no município de Palmeira das Missões são aplicadas o reiki, a
auriculoterapia terapia, fitoterápicos e biodança. Essas PICS realizadas no município contam
com o auxílio da Universidade Federal de Santa Maria- câmpus Palmeira das Missões, 15º
Coordenadoria de Saúde de Palmeira das Missões, e profissionais vinculados ao município
como enfermeiros, médicos e nutricionistas.
74

As PICS como o próprio nome remete são integrativas e devem ser incluídas aos
tratamentos convencionais das patologias, não substituindo medicamentos e promovendo a
ampliação do autocuidado, bem-estar mental e social. (BRASIL, 2013).
Apesar do crescimento na implantação dessas práticas, essas ainda tem muito a
avançar, tanto no ponto de vista de crescimento do número de PICS utilizadas nas unidades de
saúde, como na atualização e treinamento das equipes envolvidas nessas práticas. Tendo em
vista essa necessidade a 15º Coordenadoria Regional de Saúde ministrou um seminário de
Práticas Integrativas e Humanização do SUS. A acadêmica participou do curso no dia 20 de
novembro de 2019.

7.6 Atendimento Ambulatorial

7.6.1 Avaliação nutricional Paciente 1

7.6.1.1 Introdução do caso clínico

A gestação é um período na vida da mulher, onde ocorrem alterações fisiológicas e


metabólicas no seu organismo. Este período acarreta modificações nutricionais para a futura
mãe, em função de suas próprias necessidades nutricionais, bem como as do feto. No entanto,
ao contrário do que muitos imaginam, essas mudanças de requisitos não significa “comer por
dois”, ou perder a própria estética. (MAHAN, ESCOTT-STUMP, RAYMOND, 2012).
Estudos comprovam que gestantes alimentadas de forma equilibrada têm menos bebês
prematuros, toxemias grávidicas e enfermidades no recém nascido. A subnutrição severa, em
termos de calorias totais, pode reduzir o peso do bebê. A desnutrição materna reflete nas
baixas reservas de vitaminas e minerais no recém nascido. Lactentes de mães anêmicas, com
freqüência nascem com o teor de ferro abaixo do normal. (PERNETTA, 1980).
Durante a gestação ocorre o crescimento do útero, que estreita o espaço de ocupação
do intestino delgado e o estômago, causando maior desconforto, além disso, desde o início da
gravidez o apetite da mulher aumenta, assim como a absorção dos alimentos, em contrapartida
as secreções gástricas reduzem juntamente com os movimentos peristálticos e relaxamento
dos esflíncters, aumentando a sensação de azia e desconforto epigástrico, sendo caracterizado
com pirose (ALVES, 2012).
75

A paciente deve cuidar o consumo alimentar e seguir as orientações médicas e


nutricionais, pois com a pressão arterial elevada aumenta o risco de pré- eclâmpia, além da
probabilidade aumentada de causar convulsões (LENZ; FLORES, 2017).

Paciente: R.F.
Idade: 30 anos
Sexo: feminino
Data de Nascimento: 06/11/2019
DUM: 27/07/2019
Semana Gestacional: 17 semanas e 2 dias
Escolaridade: Graduação completa
Profissão: Do lar
Atividade Física: Nenhuma
Histórico Alimentar: Paciente relata ter tempo para se alimentar e preparar as refeições.
Refere que consume mais de 2 litros de água por dia, além disso, ingere chimarrão. Não
consome bebidas alcoólicas ou cigarro. Paciente relata alimentar-se bem, porém não realiza a
ceia e a janta de forma adequada, pois não sente fome nesses horários. Descreveu bom
funcionamento intestinal. Nega comorbidades e intercorrências gastrointestinais, todavia foi
encaminhada devido a pressão alta.
Histórico Familiar: Paciente relata ter apenas casos de diabetes, câncer e dislipidemia na
família.
Recordatório:
Desjejum (07:30) Sanduíche:
Pão banco fatiado - 2 unidades
Queijo mussarela – 1 fatia
Presunto – 1 fatia
Maionese - 1 colher de chá
Colação (10:00) Pêssego – 1 unidade
Almoço (12:40) Bife de gado – 1 pedaço médio
Arroz branco – 4 colheres de sopa
Feijão – 1 colher de sopa cheia
Beterraba – 1 colher de sopa
Alface e tomate
76

Rabanete - 3 unidades pequenas


Lanche da Tarde Pêssego – 1 unidade
Jantar Peito de frango desfiado – 2 colheres de sopa
Ceia Limonada – um copo de 200 ml
Açúcar – 2 colheres de sopa

Dados antropométricos:
Peso Atual: 95,65 Kg
Peso pré-gravídico: 92 Kg
Peso Ideal: 73,66 Kg
Altura: 168 cm
IMC pré-gravídico: 32,59 Kg/m²
Classificação pré-gravídico: Obesidade
IMC gestacional: 33,88 Kg/m²
Classificação gestacional: Obesidade
Aumento de peso até a data vigente: 3,65 Kg
Exames bioquímicos: Todos os exames estavam de acordo com as referências bioquímicas
para gestantes.
CONDUTA NUTRICIONAL: Realizo atendimento e orientação a paciente conforme os
cuidados com a alimentação durante a gestação e risco da hipertensão. Estipulo metas para
realização até o dia da reconsulta. Solicito que retorne dia 11 de dezembro com as metas
realizadas, ou com a anotação de quais metas não foram atingidas e porque.

7.6.2 Avaliação nutricional Paciente 2

7.6.2.1 Introdução do caso

A obesidade é o estado nutricional de maior abrangência no Brasil, tanto entre as


crianças como adultos e idoso, sem distinção de sexo, escolaridade ou classe social, o
crescimento de indivíduos com sobrepeso e obesos é uma preocupação de todos os sistemas
de saúde, sendo considerada um problema de saúde pública (SOCIEDADE BRASILEIRA DE
ENDOCRINOLOGIA, 2017).
77

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (2017), como última alternativa a


obesidade para os indivíduos que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo ministério de
saúde e OMS está a cirurgia bariátrica que consiste na redução do reservatório estomacal, com
o intuito de diminuir o consumo alimentar acarretando na perda ponderal.
A cirurgia pode incluir sequelas como a síndrome de dumping, saciedade precoce e má
absorção de nutrientes, além disso em algumas intervenções cirúrgicas os pacientes podem
desenvolver intolerância a lactose. Essas consequências podem acarretar em anemia,
osteoporose, deficiência de vitaminas e minerais, ingestão limitada e má absorção
(KRENITSKY; DECHER, 2012).
A administração de alimentação via oral no pós cirúrgico devem ser realizadas em
refeições pequenas, em frequência maior, a quantidade de líquidos durante as refeições devem
ser evitadas, assim como o consumo de açúcar e lactose, pois o paciente pode apresentar
sensibilidade. Alimentos ricos em carboidratos complexos e fibras solúveis devem ser a base
da alimentação, além disso a dieta deve ter quantidades aumentadas de lipídeos poli-
insaturados (KRENITSKY; DECHER, 2012).

Paciente: R.O.V.
Idade: 32 anos
Sexo: feminino
Data de Nascimento: 28/05/1986
Escolaridade: 2° Grau completo
Profissão: Agricultora
Atividade Física: Nenhuma
Histórico Alimentar:
No dia 09/02/2018 foi a primeira consulta da paciente onde relatou ter tempo para se
alimentar, porém mastiga muito rápido, também diz ter tempo para preparar as refeições.
Refere consumir 2 litros de água por dia, além disso, ingere líquidos durante as refeições. Não
consome bebidas alcoólicas ou cigarro. Paciente relata alimentar-se bem, porém não realiza a
ceia e a colação de forma adequada, pois não sente fome nesses horários. Descreveu bom
funcionamento intestinal. Paciente com hipertensão, nega intercorrências gastrointestinais.
No dia 26/11/2019 foi a primeira reconsulta da paciente após o procedimento bariátrico, a
mesma relatou intercorrências pós-cirurgicas que fizeram necessária a realização de
procedimento para correção da fistula, e não estava comendo acarretando em perda de peso
acima do recomendado para os 6 primeiros meses antes da cirugia. Relatou que apesar do
78

procedimento não consegue ingerir carboidratos como arroz e pão, mas ingere em excesso
chocolates.
Histórico Familiar: Paciente relata ter apenas casos de diabetes, obesidade e hipertensão na
família.
Dados antropométricos:
Peso Atual: 152 Kg
Peso na última consulta antes da bariátrica: 131Kg
Peso Ideal: 75 Kg
Altura: 158 cm
Peso pós-bariatrica: 84,60Kg
Exames bioquímicos: Todos os exames estavam de acordo com as referências bioquímicas
para gestantes.
CONDUTA NUTRICIONAL: Realizo avaliação nutricional e orientação de alimentação
pós, todavia considero o relato da paciente que não está comendo os carboidratos, como arroz,
pão..., e ingerindo muitos doces durante a noite, solicito que consuma os carboidratos nas
refeições e reduza o chocolate ou o retire da alimentação diária, para que na próxima consulta
possamos analisar a capacidade gástrica, bem como, a data de alta da nutricionista do
programa de bariátrica de Santo Ângelo para que seja entregue a dieta pela nutricionista da
policlínica.
79

8 PROPOSTA DE MELHORIAS

O estágio de saúde pública nas portas de entrada do SUS, permitiu um crescimento


pessoal e profissional, pois viabiliza contato com diversas patologias e pacientes. Desta
forma, acredito que esta etapa do estágio curricular deveria ser composta por mais dias letivos
de acompanhamento as atividades da nutricionista.
Apesar do estágio não ter sido concluído até esta data, o acompanhamento ao
atendimento nutricional da Elissandra Cristina Santos enriqueceu meus conhecimentos
práticos, pois permitiu maior vinculo ao SUS, a patologias diferenciadas, a encaminhamentos
de fórmulas (que apenas visualizei o preenchimento, devido a alta complexidade e
responsabilidade com este papel, respeitando a conduta do estabelecimento).
80

9 REFERÊNCIAS

ALVES, T.S.G. Monografia apresentada na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde. Efeitos
da fisioterapia na qualidade de vida da mulher durante o período gestacional: Revisão
Sistemática. Cidade da Praia, Santiago, Cabo Verde. 2012.

BIRD, J.K. et al. Risk of deficiency in multiple concurrent micronutrients in children and
adults in the united states. Nutrients v. 9, n. 7, p. 655-675. 2017.

BRASIL, IBFAN et al. Dez passo para uma alimentação saudável para crianças brasileiras
menores de dois anos. 2010.

BRASIL, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde. Guia alimentar para


crianças menores de dois anos. Brasília: Ministério da Saúde; 2018. (Série A Normas e
manuais técnicos n° 107). Disponível
em: <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/julho/12/Guia-Alimentar-Crianca-
Versao-Consulta-Publica.pdf>. Acesso em: 10 novembro. 2019.

BRASIL, Ministério da Saúde. Orientações para avaliação de marcadores de consumo


alimentar na Atenção Básica. Brasília, DF, p. 35.2015.

BRASIL, Práticas Integrativas e Complementares (PICS): quais são e para que servem.
Ministério da Saúde. 2013. Disponível em: <http://saude.gov.br/saude-de-a-z/praticas-
integrativas-e-complementares>. Acesso em: 01 dezembro 2019.

BRASIL. Lei nº 11947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação


escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica; altera as Leis
nos 10.880, de 9 de junho de 2004, 11.273, de 6 de fevereiro de 2006, 11.507, de 20 de julho
de 2007; revoga dispositivos da Medida Provisória no 2.178-36, de 24 de agosto de 2001, e a
Lei no 8.913, de 12 de julho de 1994; e dá outras providências. Presidência da República,
Casa Civil, Brasília, DF, 16 jun. 2009.

BRASIL. Lei nº 12.982, de 28 de maio de 2014. Altera a Lei nº 11.947, de 16 de junho de


2009, para determinar o provimento de alimentação escolar adequada aos alunos portadores
81

de estado ou de condição de saúde específica. Presidência da República, Casa Civil, Brasília,


DF, 28 mai. 2014.

BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.


Secretaria de Educação a Distância. Programa Nacional de Formação Continuada a Distância
nas Ações do FNDE: formação pela escola – Módulo PNAE. 2. ed., atualizada. Brasília:
MEC, FNDE, SEED, 2008.

BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Políticas de Sáude. Organização Pan Americana


de Saúde. Guia Alimentar para crianças menores de dois anos/ 2019
BRASIL. Resolução CD/FNDE/MEC Nº 1, de 8 de fevereiro de 2017. Altera o valor per
capita para oferta da alimentação escolar do Programa de Alimentação Escolar - PNAE.
Ministério da Educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Brasília, DF, 8
fev. 2017.

BRASIL. Resolução/CD/FNDE/MEC nº 26, de 17 de junho de 2013. Dispõe sobre o


atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa
Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Ministério da Educação, Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação, Brasília, DF, 17 jun. 2013.

BRASIL. Resolução/CD/FNDE/MEC nº 4, de 3 de abril de 2015. Altera a redação dos artigos


25 a 32 da Resolução/CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013, no âmbito do Programa
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Ministério da Educação, Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação, Brasília, DF, 3 abr. 2015.

CHIAPINOTTO, LUCIANE; FAIT, SEDANO CLÁUDIA; JÚNIOR, MANUEL MAYER. O


modo de fazer saúde: Reflexões sobre o cotidiano de uma unidade básica de saúde de Porto
Alegre-RS. Revista Saúde e Sociedade, v.16, n.1, p155-164, janeiro. 2007.

CNES- Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sáude. Listagem de profissionais.


SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE PALMEIRA DAS MISSÕES. 2019.

DE ARAÚJO, Olívia Dias et al. Aleitamento materno: fatores que levam ao desmame
precoce. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 61, n. 4, p. 488-492, 2008.
82

DE ASSIS, M.M.A.;et al.; Avaliação do conhecimento nutricional e comportamento


alimentar após educação alimentar e nutricional em adolescentes de Juiz de Fora –
MG.Hurevista. , v.40, n.3 e 4, p.135-143, jul./dez. 2014.

DECHER, N.; KRENITSKY, J.S. Tratamento nutricional nos distúrbios do trato


gastrointestinal inferior. In: MAHAN, K.L.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J.L. Krause:
Alimentos, nutrição e dietoterapia. 13º ed. Rio de Janeiro. Elsevier, 2012.

FERREIRA, A.T.R.J; TACCA, M.C.V.R. O brincar como possibilidade do professor


conhecer os processos de aprender e pensar dos alunos que enfrentam obstáculos no processo
de aprendizagem. Revista Profissão Docente, v.14, n.31, p 33-46, 2014.

FISBERG M, PRSCILAMAXIMINO, JULIANA KAIN, IRINA KOVALSKYS. Obesogenic


environment – intervention opportunities. Jornal Pediatria RJ. 2016.

FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (FNDE). Liberações:


consultas gerais – Programa Nacional de Alimentação Escolar. 2017. Disponível em:<
https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-eixos-de-atuacao/pnae-alimentacao-
e-nutricao > . Acesso em: 18 novembro. 2019.

GUARDIOLA, A.; EGEWARTH, C.; ROTTA, T. N.; Avaliação do desenvolvimento


neuropsicomotor em escolares de primeira série e sua relação com o estado nutricional. Jornal
de Pediatria, Rio de Janeiro, p. 189-96, 2001.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Palmeira das Missões, v. 4, n. 3, 2017.


Disponível em: < https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/palmeira-das-missoes>. Acesso em: 10
novembro. 2019.

LENZ, M.L.M; FLORES, R. Atenção à Saúde da Gestante em APS. Ministério da Saúde


Grupo Hospitalar Conceição gerência de Saúde Comunitária. Porto Alegre - RS, Março de
2017.
83

LOCKMANN,A. et al. Jogos de ensinar: Instrumentos de ensino e aprendizagem na educação


alimentar, Porto Alegre, 2010.

MASSARUTO et al. Projeto De Educação Nutricional: Brincando e aprendendo com os


alimentos. 8ºMostra Acadêmica UNIMEP, 2010.
Ministério da Saúde (BR). Guia Alimentar para a população brasileira. Secretaria de Atenção
à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e
Nutrição. 2° ed. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2011.

RAMOS, Flavia Pascoal; SANTOS, Ligia Amparo da Silva; REIS, Amélia Borba Costa.
Educação alimentar e nutricional em escolares: uma revisão de literatura. Caderno de Saúde
Pública, n.11, v.29, p. 2147- 2162. 2013.

RIBEIRO, A.L.P.; CERATTI, S.; BROCH, D.T. Programa Nacional de Alimentação Escolar
(PNAE) e a participação da agricultura familiar em municípios do Rio Grande do Sul. Revista
Gestão e Desenvolvimento em Contexto. v. 1, n. 1, 2013.

RIO GRANDE DO SUL. Caderno de alimentação escolar. II- Educação alimentar e


nutricional no âmbito escolar, 2015.

SCHOMMER, A.; et. al. Excesso de Peso, Variáveis Antropométricas e Pressão Arterial em
Escolares de 10 a 18 Anos. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 102, n. 4, p. 312-318. 2014.

SEMÍRAMIS, MARINA BORELLI, et al. A inserção do nutricionista na Atenção Básica:


Uma proposta para a matriciamento da atenção básica. Revista Ciência e Saúde Coletiva.
V.20, n.9, set, 2015.

SILVA, A.B.; et al. O lúdico e o desenvolvimento intelectua: Uma aprendizagem sinificativa


no ensino da ciência. GT3- Educação e ciências matemáticas, naturais e biológicas, 2015.

SIMON VGN, SOUZA JMP, LEONE C, SOUZA SB. Prevalência de sobrepeso e obesidade
em crianças de dois a seis anos matriculadas em escolas particulares no município de São
Paulo. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum 2009; 19(2):211-218.
84

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA. 10 Coisas que Você Precisa Saber


sobre Cirurgia Bariátrica. 2017. Disponível em:< https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-
voce-precisa-saber-sobre-cirurgia-bariatrica/>. Acesso em: 29 novembro 2019.

VÍTOLO, M.R.nutrição: da gestação ao envelhecimento. 2 ed. Rio de Janeiro, RJ: RUBIO,


2015.

WERLE, Kelly et al. Infância, música e experiência: fragmentos do brincar e do musicar.


2015. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Maria. Disponível em:
<http://www.abemeducacaomusical.com.br/conferencias/index.php/regional_sul/regional_sul/
paper/view/489/39>. Acesso em: 19 novembro. 2019.

ZOMPERO, A.F., et al. A educação alimentar e nutricional nos documentos de ensino para
educação básica. Revista ciências e idéias, v.6, n.2, p-71-82, 2015.