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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESPIRITO SANTO

CAMPUS CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM


ENGENHARIA DE MINAS – 8º PERÍODO

ANDREI GIRARDI

RESUMO CONDICIONAMENTO DE MINAS SUBTERRÂNEAS:


SELEÇÃO DE VENTILADORES
DPM – DIESEL PARTICULATE MATTER

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
2016
Sumário
1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................3

2. DPM – DIESEL PARTICULATE MATTER.....................................................................3

3. TIPOS DE VENTILADORES MAIS UTILIZADOS EM MINAS SUBTERRÂNEAS.......4

3.1 VENTILADORES AXIAIS.........................................................................................4

3.2 VENTILADORES CENTRÍFUGOS..........................................................................4

3.3 ASSOCIAÇÕES DE VENTILADORES....................................................................4

3.3.1 ASSOCIAÇÃO DE VENTILADORES EM SÉRIE.............................................4

3.3.2 ASSOCIAÇÃO DE VENTILADORES EM PARALELO.....................................5

4. SELEÇÃO DE VENTILADORES...................................................................................5

4.1 FIGURAS: SELEÇÃO DE VENTILADORES CHICAGO BLOWER........................5

4.2 PASSOS PARA A SELEÇÃO DE VENTILADORES................................................6

5. REFERÊNCIAS.............................................................................................................7

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1. INTRODUÇÃO
A ventilação em minas subterrâneas tem como finalidade assegurar o ar puro a fim de
criar condições ótimas de trabalho e a prevenção de explosões em consequência das
acumulações de gases ou pó explosivos.
As condições da ventilação em uma mina subterrânea demandam uma constante
atenção dos operadores da mina. Uma mina subterrânea apresenta mudanças
constantes essas mudanças ocorrem na estrutura física, nas condições de ventilação
que variam consideravelmente de seção para seção, dia após dia. Nenhum sistema de
ventilação pode permanecer adequado indefinidamente, todo sistema requer
monitoramento e ajustes para continuar a fornecer a ventilação adequada.
De um modo geral o principal objetivo da ventilação em uma mina subterrânea é
adequar e controlar a qualidade e a quantidade de ar que lá circulam. A deficiência
desse sistema pode causar danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores e
comprometer o funcionamento da mina, oferecendo, inclusive, um grande risco de
explosão.
O resumo a seguir exemplificará alguns exemplos sobre a nocividade da emissão do
DPM – Diesel Particulate Matter, e as respectivas medidas para minimizar seus efeitos
e emissão, e também sobre técnicas utilizadas para a seleção de ventiladores, e
também um breve resumo sobre os tipos de ventiladores mais utilizados em mineração
subterrânea.
2. DPM – DIESEL PARTICULATE MATTER
Material particulado do diesel, e parte da complexa mistura formada na exaustão do
combustível consumido por veículos, máquinas e equipamentos movidos a óleo diesel.
-Na exaustão do diesel encontram-se gases e partículas resultantes da combustão
incompleta do diesel. O particulado em geral apresenta diâmetro menor que 1µm, com
o carbono como componente primário, além de outros compostos adsorvidos (benzeno,
hidrocarbonetos aromáticos, sulfatos, nitratos, ...).
Os problemas ocupacionais gerados pelo DPM estão relacionados à exposição curta e
longa, além da concentração e a individualidade de cada trabalhador: as emissões
podem causar irritações nos olhos, nariz, garganta, pulmões. Há consideráveis
evidências de que estas emissões de diesel sejam cancerígenas.
As medidas para minimizar o DPM são aconselhadas a partir de: se utilizar de
equipamentos elétricos (se possível); evitar manter o motor ligado quando o veículo
estiver parado; manter o equipamento revisado e ajustado; usar filtro DPF (filtro para
partículas do diesel) com dimensionamento e validade correta do elemento filtrante
para cada equipamento; manter a ventilação de mina nos padrões adequados definidos
nas normas.
Em relação aos limites de exposição, a legislação ficou mais rígida nos últimos anos
quanto à exposição diária dos trabalhadores de minas subterrâneas, principalmente em
países com tradição mineira como Alemanha, Canadá e Estados Unidos. Na Alemanha,
os limites de tolerância para trabalhos subterrâneos são de 0.10 mg/m 3 de carbono
elementar. Na Suíça esse limite corresponde a 0.20 mg/m 3, de carbono total contido
no DPM. O instituto americano Mine Safety and Health Administration (MSHA) é um
pouco mais tolerante e as faixas de exposição diária variam de 0.16 a 0.40 mg/m 3 de
carbono total. No Canadá, conforme o Canadian ad hoc Diesel Committee, o limite foi
estipulado em 1.50 mg/m³, que parece ser um tanto alto em relação aos outros países,
mas o método utilizado pelos canadenses leva em conta todo o material particulado e
não somente o carbono.
3. TIPOS DE VENTILADORES MAIS UTILIZADOS EM MINAS SUBTERRÂNEAS
Ventiladores são os equipamentos que fornecem a energia necessária ao ar para que
ele se mova no interior das galerias. Os ventiladores provocam uma diferença de
pressão no ambiente da mina; o ar move-se devido a esta diferença de pressão.
Existem dois tipos mais usuais de ventiladores, os axiais e os centrífugos.
3.1 VENTILADORES AXIAIS
Nestes ventiladores, a direção do escoamento do ar é aproximadamente paralela ao
eixo do rotor. É um equipamento que permite o ajuste do ângulo de ataque das pás
(passo) do rotor, proporcionando um significativo aumento de vazões (versatilidade),
dependendo do passo escolhido para a operação. São os ventiladores mais
comumente usados em mina subterrânea.
3.2 VENTILADORES CENTRÍFUGOS
São equipamentos nos quais o ar penetra na direção do rotor e é despejado
radialmente. Atualmente, sua aplicação em mina subterrânea está ligada à
necessidade de se obter altas pressões. São ventiladores mais robustos (menos
manutenção), porém são de maior custo de aquisição e não permitem ajuste do passo.
3.3 ASSOCIAÇÕES DE VENTILADORES
Associações de ventiladores tornam possível atender-se a uma variada gama de
combinações de perdas de carga e vazões, a partir de um conjunto limitado de
ventiladores. A forma comum de associar ventiladores é colocando-os em série ou
paralelo. Ventiladores são, em geral, conectados em série quando deseja- se obter
uma determinada vazão, mesmo com resistências de mina crescentes (p.ex. quando o
circuito de mina está se alongando). Ventiladores em paralelo são usados quando se
quer um aumento significativo de vazões, com resistências de mina aproximadamente
constantes.
3.3.1 ASSOCIAÇÃO DE VENTILADORES EM SÉRIE
Dois ou mais ventiladores, posicionados em série em uma galeria única, se configuram
por estar interligados ou pelo outro em sequência. A curva característica desta
combinação é obtida adicionando as pressões individuais dos ventiladores, para cada
valor específico de vazão. Nas associações de ventiladores em série podem ser

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usados ventiladores diferentes, porém o mais comum é usar-se ventiladores iguais, se
um ventilador é muito mais potente que outro, ou a resistência do sistema é muito
baixa, o ventilador mais fraco não produzirá efeito, podendo até mesmo servir como
uma resistência adicional ao sistema. Um exemplo de ventiladores instalados em série,
é a ventilação auxiliar em fundo-de-saco por exemplo.
3.3.2 ASSOCIAÇÃO DE VENTILADORES EM PARALELO
Dois ou mais ventiladores associados em paralelo, e através de cada ventilador passa
uma dada vazão (Q1 e Q2), a uma mesma pressão p. A curva característica desta
combinação é obtida adicionando vazões individuais dos ventiladores, para cada valor
específico de pressão. As associações de ventiladores em paralelo são mais indicadas
quando a resistência do circuito é baixa, neste caso os ganhos em vazão são maiores;
podem ser feitas com ventiladores diferentes, mas isto pode provocar “stalling” no
ventilador mais fraco. Um exemplo de associação de ventiladores em paralelo pode ser
três ventiladores fazendo exaustão em poço de ventilação.
4. SELEÇÃO DE VENTILADORES
Diferentes fabricantes de ventiladores possuem procedimentos similares para fazer a
escolha do equipamento adequado a uma determinada situação. A seguir, será visto o
procedimento empregado na seleção rápida de ventiladores axiais da marca Chicago
Blower. Para aplicá-lo, usa-se a Tabela II ao lado, e a carta de opções de ventiladores
(próximo slide), classificados de acordo com as faixas de pressão total e vazões que
podem ser geradas para cada modelo de ventilador axial.
4.1 FIGURAS: SELEÇÃO DE VENTILADORES CHICAGO BLOWER

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Fonte: http://www.chicagoblower.com/ (Chicago Blower Corporation designs and manufactures high
quality durable fans to properly ventilate tunnels that are used for transportation and mining purposes.).

4.2 PASSOS PARA A SELEÇÃO DE VENTILADORES


Passos para a seleção:
1- Entre na carta com a Vazão (Q) e a Pressão estática (PS) requeridas. Determine o
ventilador mais eficiente. (PS é igual às perdas Ht do circuito de mina, para a vazão Q).
2- A carta é baseada na Pressão total (PT), igual a PS + PV. A Pressão de velocidade
(PV) deve ser determinada usando a equação PV = (Q / (A x 4005)) 2, sendo Q a
vazão em CFM, A é a área encontrada na Tabela II (em ft 2).
3- Voltar à carta e conferir se sua seleção está correta, baseada na Pressão total. Se
não estiver, recalcular PV para um novo ventilador determinado.
4- Calcular o BHP aproximado por: BHP = (Q x PT) / (6361 x eficiência). Observe que
as unidades usadas são do sistema inglês. As condições padronizadas de
funcionamento do ventilador referem-se a massa específica do ar = 1.2 kg/m 3 e t=70 o
F. Esta é uma pré-seleção de equipamento. Uma verificação definitiva deve ser feita
com as curvas próprias do equipamento selecionado. Um ponto importante é que, no
passo 1, a vazão e pressão estática requeridas devem ser estimadas por quem está
adquirindo o ventilador.
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5. REFERÊNCIAS
 http://www.chicagoblower.com/
 BRUNO MAGALHÃES GOMES GONÇALVES; 2009 - VENTILAÇÃO EM MINA
SUBTERRÂNEA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
FACULDADE DE ENGENHARIA – (João Monlevade)
 Yago Meneses, 2013, Ventilação de mina subterrânea (UFRGS/DEMIN -
material de divulgação)
 McPherson, M. J., 1993, Subsurface Ventilation and Environmental Engineering,
Ed. Chapman & Hall, London.  Kennedy, W.R., 1999, Practical Mine Ventilation,
2nd. Ed., Intertec Publishing Corp., ISBN.