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Universidade do Estado de Santa Catarina –

UDESC Centro de Ciências Tecnológicas – CCT


Departamento de Química – DQMC

Disciplina: Química Geral e Inorgânica – Curso Engenharia de Produção e Sistemas


Profa.Ma. Ana Carolina Koentopp

RESUMO DE REGRAS PARA MONTAR ESTRUTURAS QUÍMICAS

1 DESENHANDO ESTRUTURA DE LEWIS:

1. Some todos os elétrons de valência de todos os átomos. Quando for ânion, some 1 elétron
para cada carga -, para os cátions subtraia 1 elétron para cada carga +;
2. Escreva todos os símbolos e una-os por ligações simples. O átomo central sempre aparece
por primeiro na fórmula molecular quando existem 2 elementos diferentes ou aparece no
centro quando há 3 elementos;
3. Complete os octetos de todos os átomos ligados ao átomo central;
4. Coloque qualquer sobra de elétrons no átomo central, mesmo ultrapassando o octeto. Caso
não complete o octeto do átomo central, use 1 ou mais dos pares de elétrons livres não
compartilhados pelos átomos ligados ao central para formar ligações duplas ou triplas.

2 EXCEÇÕES À REGRA DO OCTETO

Existem três classes de exceções à regra do octeto:


1. moléculas com número ímpar de elétrons;
2. moléculas nas quais um átomo tem menos de um octeto, ou seja, moléculas deficientes
em elétrons;
3. moléculas nas quais um átomo tem mais do que um octeto, ou seja, moléculas com
expansão de octeto.

2.1 Número ímpar de elétrons

Poucos exemplos. Geralmente, moléculas como CℓO2, NO e NO2 têm um número ímpar de
elétrons.

2.2 Deficiência em elétrons – Relativamente raro.

As moléculas com menos de um octeto são típicas para compostos dos Grupos
1A, 2A, e 3A. O exemplo mais típico é o BF3.
As estruturas de Lewis nas quais existe uma ligação dupla B—F são menos importantes que
aquela na qual existe deficiência de elétrons.

2.3 Expansão do octeto

Esta é a maior classe de exceções.


Os átomos do 3º período em diante podem acomodar mais de um octeto.
Além do terceiro período, os orbitais d são baixos o suficiente em energia para
participarem de ligações e receberem a densidade eletrônica extra.
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3 ORDEM DE LIGAÇÃO

Ordem de ligação é o número de ligações que une um par específico de átomos. Logo, a
ordem de ligação em H2 é 1; no grupo C=O é 2; e em C≡C, como no etino, C2H2, é 3.
Quanto maior a ordem de ligação, menor o comprimento de ligação e consequentemente,
mais forte a ligação.
Em estruturas ressonantes temos ordem de ligação fracionária (ex: benzeno, íon carbonato,
ozônio)

𝐍º 𝐃𝐄 𝐏𝐀𝐑𝐄𝐒 𝐃𝐄 𝐄𝐋É𝐓𝐑𝐎𝐍𝐒 𝐂𝐎𝐌𝐏𝐀𝐑𝐓𝐈𝐋𝐇𝐀𝐃𝐎𝐒 𝐏𝐎𝐑 𝐗−𝐘


O.L. (X-Y) =
𝐍º 𝐃𝐄 𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐀ÇÕ𝐄𝐒 𝐗−𝐘

4 CARGA FORMAL:

Para calcular a carga


formal:
CARGA FORMAL = V - (L + ½ B)

Onde,

V (valence) = quantidade de elétrons de valência do átomo livre;


L (lone pairs) = quantidade de elétrons presentes nos pares isolados (não ligantes) do átomo
na estrutura;
B (bonded pairs) = quantidade de elétrons compartilhados pelo átomo na estrutura.

5 MODELO VSEPR

Para determinar o arranjo:


1. Desenhe a estrutura de Lewis,
2. Conte o número total de pares de elétrons (domínios de elétrons) ao redor do átomo central;
3. Ordene os pares de elétrons em uma das geometrias acima para minimizar a repulsão
e––e– e conte as ligações múltiplas como um par de ligação (domínio de ligação).
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Arranjos em função do número de domínios de elétrons


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Arranjos e formas espaciais em função do número de domínios de elétrons


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Distribuições geométricas características dos conjuntos de orbitais híbridos