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Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA

1
Governador de Pernambuco
João Lyra Neto

Secretário de Educação e Esportes


Ricardo Dantas

Secretária executiva de
Desenvolvimento da Educação
Ana Selva

Secretário Executivo
de Educação Profissional

Paulo Dutra

Secretário Executivo
de Gestão da Rede

João Charamba

Secretária Executiva
de Planejamento e Gestão

Ângela Costa

Secretária Executiva
de Coordenação

Camila Melo

Secretária Executiva
de Esportes Gerente de Políticas Educacionais
Ana Cavalcanti De Educação Infantil e Ensino Fundamental
Shirley Malta

Chefe de Unidade de Ensino


Fundamental Anos Finais
Rosinete Feitosa

Especialistas em Língua Portuguesa da SEE


Anos Finais do Ensino Fundamental
Jamerson da Silva
Mª da Conceição Albuquerque
Mª Luiza Guimarães
Salmo Pontes

Endereço:
Avenida Afonso Olindense, 1513
Várzea | Recife-PE, CEP 50.810-000
Fone: (81) 3183-8200 | Ouvidoria: 0800-2868668

www.educacao.pe.gov.br

Uma produção da Superintendência de


Comunicação da Secretaria de Educação
Caro(a) Professor(a)

Dando continuidade ao trabalho direcionado ao


fortalecimento das aprendizagens dos estudantes, foi
elaborado pela equipe pedagógica de Língua Portugue-
sa da Gerência de Políticas Educacionais de Educação
Infantil e Ensino Fundamental – GEIF, para subsidiar o
professor em seu trabalho pedagógico, o Caderno nº 02,
de Ação para o Fortalecimento da Aprendizagem em Lín-
gua Portuguesa.

O Caderno Nº 2 tem por objetivo auxiliar o tra-


balho docente, tanto nas aulas de reforço escolar, como
nas aulas do horário regular, atendendo à solicitação
feita por diversos professores nos encontros de forma-
ção continuada promovidos pela Secretaria Executiva de
Desenvolvimento da Educação – SEDE/GEIF e realizados
nas Gerências Regionais de Educação – GREs.

O material consiste na apresentação de ques-
tões extraídas de exames e concursos nacionais, ou do
banco de questões de sites de domínio público, entre
os quais destacamos o ENEM e o INEP, organizadas de
acordo com os descritores dos Sistemas de Avaliação
da Educação Básica – SAEB e Sistema de Avaliação do
Estado de Pernambuco – SAEPE.
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
Esperamos que este caderno auxilie a prática
pedagógica e o trabalho a ser desenvolvido nas aulas de
Língua Portuguesa.

Bom trabalho!

Ana Selva
Secretaria Executiva de
Desenvolvimento da Educação

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INTRODUÇÃO
Os Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa
para o Ensino Fundamental do Estado de Pernam-
buco, documento oficial, construído coletivamente
com a participação de professores das redes pú-
blicas municipal, estadual e federal de ensino, no
ano de 2012, estabeleceram os conteúdos e as ex-
pectativas de aprendizagem que devem ser desen-
volvidas a cada Ano do Ensino Fundamental. Na-
quele documento conteúdosforam definidos como
“ situações, conceitos, representações e procedi-
mentos - expectativas de aprendizagem como “ o
mínimo que o estudante deve aprender para desen-
volver as competências básicas na disciplina, des-
crevendo assim, o “piso” das aprendizagens não o
“teto”.Podendo, ou melhor, devendo ser ampliadas
e aprofundadas de acordo com as condições e pos-
sibilidades observadas em cada turma.

As expectativas de aprendizagem definidas no


Currículo de Língua Portuguesa apresentam es-
treita ligação com os descritores do SAEB e SAE-
PE, uma vez que, na construção dos Parâmetros,
observou-se a importância da articulação entre o
currículo estabelecido e as matrizes de referência
de diferentes sistemas de avaliação educacional
em larga escala para integração da política educa-
cional do estado com a política educacional nacio-
nal e internacional.

Quando as expectativas de aprendizagem defini-


das no currículo não contemplam totalmente um,
ou outro descritor, cabe ao professor, a partir do
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
diagnóstico da turma, e da liberdade garantida
pelo próprio currículo, ampliá-la ou aprofundá-la.
O estudo e apropriação dos documentos oficiais
que norteiam o ensino e a aprendizagem de Lín-
gua Portuguesa para os Anos Finais do Ensino
Fundamental permitem aos docentes observar os
limites e possibilidades de cada um, facilitando e
orientando suas escolhas na busca contínua para
alcançar o sucesso do seu trabalho - a aprendiza-
gem significativa por cada estudante.

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6
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem
TÓPICO I

PROCEDIMENTOS DE LEITURA
Os textos nem sempre apresentam uma linguagem A televisão procura atender ao gosto da popula-
literal. Deve haver, então, a capacidade de reconhe- ção a que se dirige. Assim, acomoda essa gran-
cer novos sentidos atribuídos às palavras dentro de massa de consumidores a antigos hábitos e
de uma produção textual. Além disso, para a com- tradições, em vez de propor, aos que assistem a
preensão do que é conotativo e simbólico é preciso ela, inquietações novas e uma visão mais crítica
identificar não apenas a ideia, mas também ler as do mundo em que vivem.
entrelinhas, o que exige do leitor uma interação com
o seu conhecimento de mundo. A tarefa do leitor 1) De acordo com o texto:
competente é, portanto,apreender o sentido global
do texto, utilizando recursos para a sua compreen- a) Porque se dirige a um público desinteressado, a
são deforma autônoma. televisão não se preocupa com a qualidade de
seus programas;
É relevante ressaltar que, além de localizar infor- b) A televisão não se preocupa em elevar o nível
mações explícitas, inferir informações implícitas de seus programas já que o público que a eles
e identificar o tema de um texto, nesse tópico de- assiste não se interessa por problemas sérios;
ve-se,também,distinguir os fatos apresentados da c) O interesse de baixo nível cultural merece uma
opinião formulada acerca desses fatos nos diver- televisão que não questiona em profundidade os
sos gêneros de texto. Reconhecer essa diferença problemas do mundo;
é essencial para que o aluno possa tornar-se mais d) O interesse do público determina os conteúdos
crítico, de modo a ser capaz de distinguir o que é veiculados pela televisão que, assim, se furta às
um fato, um acontecimento, da interpretação que é propostas culturais novas.
dada a esse fato pelo autor do texto.
A OUSADIA DOS JOVENS PARA CONSTRUIR
D1 – Localizar informações explícitas em um texto O NOVO
Entrevista com Priscila Casale, publicada na edição nº 433, fevereiro de
2013.
A habilidade que pode ser avaliada por este des-
critor, relaciona-se à localização pelo aluno de uma
Mais uma vez a juventude é destacada como
informação solicitada, que pode estar expressa li-
tema da Campanha da Fraternidade, como já ha-
teralmente no texto ou pode vir manifesta por meio
via sido em 1992. Desde aquela Campanha, tal-
de uma paráfrase, isto é, dizer de outra maneira o
vez o que mais chame a atenção é a diversidade Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
que se leu.
de jovens ou dos diferentes modos de ser jovem
na contemporaneidade. Mas, se no início dos
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto-ba-
anos 1990, os “caras pintadas” saíam às ruas
se que dá suporte ao item, no qual o aluno é orien-
para se manifestar por ética e justiça na política,
tado a localizar as informações solicitadas seguindo
hoje a compreensão da juventude como sujeito
as pistas fornecidas pelo próprio texto. Para chegar
de direitos é uma realidade que se afirma. É o que
à resposta correta, o aluno deve ser capaz de reto-
se conclui após a realização da 2ª Conferência
mar o texto, localizando, dentre outras informações,
Nacional de Juventude, conforme relata Priscila
aquela que foi solicitada.
Casale, da União Municipal dos Estudantes Se-
Por exemplo, os itens relacionados a esse descritor
cundaristas (UMES), São Paulo.
perguntam diretamente a localização da informa-
ção, complementando o que é pedido no enunciado
ou relacionando o que é solicitado no enunciado,
Quais são as principais características dos jo-
com a informação no texto.
vens?

As características da juventude sempre foram, e


continuam sendo, de transformar, de fazer revolu-

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ção, de apresentar novas opiniões e, em especial, 3) A mortandade de 40% da população de pandas
de se mobilizar e mobilizar todo o povo em torno de em 1983 ocorreu por causa:
uma causa. Primeiro, por uma característica quase
que fisiológica, o jovem vive um período bastante a) do terremoto na província de Sichuan, que ma-
complicado da vida. É um momento em que co- tou 70 mil pessoas.
meçamos a ter as nossas primeiras experiências. b) do grande impacto destrutivo do terremoto
Há o conflito da transição da infância para a vida ocorrido naquela época.
adulta, é quando nos deparamos com os nossos c) da praga que na época devastou as florestas de
principais desafios; quando começamos a ter uma bambu.
relação mais profunda com o mundo. É o momen- d) da alimentação dos pandas no inverno continuar
to em que conseguimos aprofundar nossa relação a ser bambu.
com o mundo e entender quem somos, quais são
os nossos passos e qual é o nosso dever. Texto para a questão 04

2) Priscila Casale atribui à juventude o seguinte A LUTA E A LIÇÃO


Carlos Heitor Cony
papel:

Um brasileiro de 38 anos, Vítor Negrete, morreu


a) esperar pacientemente que se complete a pas-
no Tibete após escalar pela segunda vez o ponto
sagem fisiológica e emocional da infância para a
culminante do planeta, o monte Everest. Da pri-
vida adulta.
meira, usou o reforço de um cilindro de oxigênio
b) preservar as tradições de seu povo de forma a ga-
para suportar a altura. Na segunda (e última),
rantir a mobilização deste em favor de uma causa.
dispensou o cilindro, devido ao seu estado geral,
c) aprofundar a relação dela com o mundo, entenden-
que era considerado ótimo.
do qual é a sua identidade e qual é o seu dever.
d) modificar a realidade, comprometer-se, formular
As façanhas dele me emocionaram, a bem suce-
novas ideias e influenciar o povo a agir em favor
dida e a malograda. Aqui do meu canto, temendo
de algo.
e tremendo toda a vez que viajo no bondinho do
Pão de Açúcar, fico meditando sobre os motivos
PANDAS AINDA CORREM PERIGO NA CHINA
que levam alguns heróis a se superarem. Vitor já
Inverno agrava escassez de bambu provocada
havia vencido o cume mais alto do mundo. Quis
pelo terremoto de maio do ano passado
provar mais, fazendo a escalada sem a ajuda do
oxigênio suplementar. O que leva um ser humano
O terremoto que matou 70 mil pessoas em maio
bem sucedido a vencer desafios assim?
do ano passado na província de Sichuan, no
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

sudoeste da China, comoveu o mundo também


Ora, dirão os entendidos, é assim que caminha
por causa da situação dos pandas. Sichuan é a
a humanidade. Se cada um repetisse meu exem-
região onde vive a maior parte desses ursos, em
plo, ficando solidamente instalado no chão, sem
reservas e centros de pesquisa. [...]
tentar a aventura, ainda estaríamos nas cavernas,
lascando o fogo com pedras, comendo animais
Quase um ano depois, a escassez de bambu é
crus e puxando nossas mulheres pelos cabelos,
considerada a maior ameaça à sobrevivência dos
como os trogloditas --se é que os trogloditas
pandas. No inverno, os pandas continuam a se
faziam isso. Somos o que somos hoje devido a
alimentar dessa planta. “O impacto destrutivo do
heróis que trocam a vida pelo risco. Bem verdade
terremoto será maior que o de 1983”, disse Zhang
que escalar montanhas, em si, não traz nada de
Hemin, diretor do Centro de Pesquisa e Conser-
prático ao resto da humanidade que prefere ficar
vação de Pandas Gigantes de Wolong. Zhang se
na cômoda planície da segurança.
refere a uma mortandade de 40% da população
de pandas, naquele ano, devido a uma praga que
Mas o que há de louvável (e lamentável) na
devastou as florestas de bambu.
aventura de Vítor Negrete é a aspiração de ir
mais longe, de superar marcas, de ir mais alto,
ANDRÉ FONTENELLE
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/4/01/2009 desafiando os riscos. Não sei até que ponto ele

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foi temerário ao recusar o oxigênio suplementar. D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
Mas seu exemplo --e seu sacrifício- é uma lição
de luta, mesmo sendo uma luta perdida. Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habili-
dade de o aluno relacionar informações, inferindo
4) O gesto considerado pelo autor do texto como quanto ao sentido de uma palavra ou expressão no
temerário foi: texto, ou seja, dando a determinadas palavras seu
sentido conotativo.
a) Escalar pela segunda vez o ponto culminante do
planeta: o monte Everest. Inferir significa realizar um raciocínio com base em
b) Dispensar o oxigênio suplementar. informações já conhecidas, a fim de se chegar a
c) Não seguir o exemplo do autor e não correr ris- informações novas, que não estejam explicitamente
cos em aventuras sem nenhum efeito prático. marcadas no texto. Com este descritor, pretende-se
d) Trocar a vida pelo risco. verificar se o leitor é capaz de inferir um significado
para uma palavra ou expressão que ele desconhece.
Texto para a questão 05 Essa habilidade é avaliada por meio de um texto
no qual o aluno, ao inferir o sentido da palavra ou
O PROBLEMA ECOLÓGICO expressão, seleciona informações também presen-
tes na superfície textual e estabelece relações entre
Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço essas informações e seus conhecimentos prévios.
aéreo da Terra, com certeza seus tripulantes di- Por exemplo, dá-se uma expressão ou uma palavra
riam que neste planeta não habita uma civiliza- do texto e pergunta-se que sentido ela adquire.
ção inteligente, tamanho é o grau de destruição
dos recursos naturais. Essas são palavras de um 6) (SAAE-VUNESP) Na frase, “Ando espantado
renomado cientista americano. Apesar dos avan- com o número de pessoas que vêm fazendo plás-
ços obtidos, a humanidade ainda não descobriu tica...”, a palavra espantado pode ser substituída,
os valores fundamentais da existência. sem alteração de sentido, por:
O que chamamos orgulhosamente de civilização
nada mais é do que uma agressão às coisas na- a) indiferente
turais. A grosso modo, a tal civilização significa b) assustado
a devastação das florestas, a poluição dos rios, c) satisfeito
o envenenamento das terras e a deterioração da d) conformado
qualidade do ar. O que chamamos de progresso
não passa de uma degradação deliberada e siste- Trecho extraído de entrevista com Priscila Casa-
mática que o homem vem promovendo há muito le, publicada na edição nº 433, fevereiro de 2013.
tempo, uma autêntica guerra contra a natureza. Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
“As características da juventude sempre foram,
AFRÂNIO PRIMO. e continuam sendo, de transformar, de fazer
Jornal Madhva (adaptado). Disponível em http:www.syn- revolução, de apresentar novas opiniões e, em
tonia.com/textos/textoseecologia/problemaecológico.htm
– (Censo 2006) especial, de se mobilizar e mobilizar todo o povo
em torno de uma causa. Primeiro, por uma ca-
racterística quase que fisiológica, o jovem vive
5) Segundo o Texto II, o cientista americano está um período bastante complicado da vida.”
preocupado com:
7) O adjetivo fisiológico na fala de Priscila Casale
a) a vida neste planeta. pode ser entendido como:
b) a qualidade do espaço aéreo.
c) o que pensam os extraterrestres. a) ligado à lógica do fisioterapeuta, aquele que trata
d) o seu prestígio no mundo. dos problemas físicos das pessoas.
b) inorgânico, pois está associado às transforma-
ções socais pelos quais o jovem passa.
c) orgânico; tem a ver com as transformações fí-
sico-hormonais que se refletem tanto em mu-

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danças biológicas quanto em afetivo-comporta- ao bom desempenho nas universidades.
mentais. c) ao longo caminho que terá de ser percorrido pe-
d) emocional, visto que a juventude é um momento los estudantes que saem ensino básico até que
caracterizado por muitas emoções, as quais são cheguem às universidades.
potencializadas pelas transformações físicas. d) a enormes buracos que sempre são encontra-
dos no caminho que leva das escolas até às uni-
Trecho extraído de entrevista com Priscila Casa- versidades.
le, publicada na edição nº 433, fevereiro de 2013.
Trecho extraído de entrevista com Priscila Casa-
ENTÃO A ESCOLA NÃO ATENDE ÀS NECESSI- le, publicada na edição nº 433, fevereiro de 2013.
DADES DOS JOVENS?
E QUAIS SÃO AS PERSPECTIVAS PARA O FU-
Penso que a escola não atende às necessidades TURO?
do processo acadêmico, que é ensinar o estudan-
te de verdade, de ele sair do terceiro ano do Ensino A luta ainda é ferrenha para que a gente consiga
Médio mais bem preparado. E também não aten- as conquistas em todas as instâncias, municí-
de às outras necessidades. Vemos a imprensa pios, estados e no Brasil. Temos que garantir
noticiando crimes cometidos nas escolas, como mais investimento e, a partir daí, contribuir para
tráfico de drogas e a violência. O espaço da es- melhorar todo o processo pedagógico, o currí-
cola não deve abrigar esse tipo de coisa. Precisa culo e o que a escola deve ser. Concretamente,
ser completamente diferente. Se a educação não a juventude tem se mobilizado, em especial pe-
cumpre o papel que precisa cumprir, é óbvio que las entidades estudantis. Mas há também jovens
deixa espaço para que aconteçam essas outras participando ativamente em partidos políticos.
coisas que não deveriam acontecer nas escolas. É muito importante a juventude se envolver, to-
Então é necessário investimento em educação e é mar partido sobre as questões da sociedade.
necessário que a educação cumpra de fato o pa- A Conferência Nacional de Juventude é o ponto
pel, que é de dar a possibilidade para que a gente de encontro de todas essas lutas da juventude
cresça, se desenvolva. O ensino básico deve ser em todo o país. Além do resultado concreto, o
a porta de entrada para o mundo do trabalho e, que mobilizou de jovens desde as conferências
em especial, para o acesso à universidade. Não dá municipais foi muito expressivo. No município
para as coisas continuarem desse jeito. O espaço de São Paulo, por exemplo, existe a demanda do
que existe entre o ensino básico e a universidade transporte. É um assunto que se debate numa
é um abismo enorme. No Brasil, os estudantes, conferência e a juventude vai se reunindo através
hoje, concluem o terceiro ano sem condições. de suas organizações para concretizar essa de-
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Existem casos, inclusive, de estudantes concluí- manda. Assim, outras necessidades são levan-
rem o terceiro ano do Ensino Médio sem saber tadas em cada recanto do país. Outro exemplo
ler e escrever. Dados recentes do Ministério da é o Estatuto da Juventude, que aponta e garante
Educação relatam que mais de 50% deles ficam direitos e conquistas para toda a juventude brasi-
abaixo da nota mínima, por exemplo, em Mate- leira. E foi um debate que surgiu a partir da orga-
mática. Mas a juventude está disposta a lutar, a nização dos jovens brasileiros.
somar forças junto ao poder público para mudar
essa situação. 9) A expressão “tomar partido” na linha 6 pode
ser entendida como:
8) Na resposta à pergunta, o uso da palavra abis-
mo aponta para: a) invadir a sede de algum partido para se apossar
dele.
a) a distância que existe entre as escolas de ensi- b) se apossar de algo pela metade.
no básico, normalmente situadas em periferias c) beber algo para relaxar antes ou depois das
bastante afastadas, e as universidades, geral- ações reivindicatórias.
mente localizadas no centro da cidade. d) assumir uma posição frente a alguma ideia ou
b) a diferença entre o nível da educação oferecida problema.
nas escolas de nível básico e o que é necessário

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O PAVÃO Essa habilidade é avaliada por meio de um texto, no
qual o aluno deve buscar informações que vão além
E considerei a glória de um pavão ostentando o do que está explícito, mas que à medida que ele vá
esplendor de suas cores; é umluxo imperial. Mas atribuindo sentido ao que está enunciado no texto,
andei lendo livros, e descobri que aquelas cores ele vá deduzindo o que lhe foi solicitado. Ao realizar
todas não existem napena do pavão. Não há pig- esse movimento, são estabelecidas de relações en-
mentos. O que há são minúsculas bolhas d´água tre o texto e o seu contexto pessoal. Por exemplo,
em que a luzsefragmenta, como em um prisma. solicita-se que o aluno identifique o sentido da ação
O pavão é um arco-íris de plumas. dos personagens ou o que determinado fato des-
perte nos personagens, entre outras coisas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artis-
ta, atingir o máximo de matizescom o mínimo de Trecho extraído de entrevista com Priscila Casa-
elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; le, publicada na edição nº 433, fevereiro de 2013.
seu grande mistério éa simplicidade.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIFICULDADES E
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! mi- OS DESAFIOS DA JUVENTUDE?
nha amada; de tudo que ele suscita eesplende e
estremece e delira em mim existem apenas meus Por conta das características da juventude, é
olhos recebendo a luz deteu olhar. Ele me cobre um período da vida bastante complicado, mas
de glórias e me faz magnífico. também maravilhoso: é quando começamos a
contraditar a ordem das coisas, das regras da
BRAGA, RUBEM. sociedade. Eu acredito que para o desenvolvi-
Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 120 mento do indivíduo na sua plenitude, e para o
mundo, para os desafios que o mundo tem, para
10) No 2º parágrafo do texto, a expressão ATIN- a história da humanidade como um todo, a ju-
GIR O MÁXIMO DE MATIZES significa oartista: ventude cumpre um papel fundamental. Quanto
aos problemas que a juventude sofre, acho que
a) fazer refletir, nas penas do pavão, as cores do são os mesmos que a sociedade no geral sofre.
arco-íris. Porém acredito que na juventude os problemas
b) conseguir o maior número de tonalidades. têm mais peso. Infelizmente, por exemplo, o
c) fazer com que o pavão ostente suas cores. jovem ainda tem mais dificuldade de conseguir
d) fragmentar a luz nas bolhas d’água. trabalho decente, em especial quando se trata de
uma jovem mulher ou de um jovem negro, um
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto jovem da periferia.

As informações implícitas no texto são aquelas que


Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
11) O último período da segunda resposta permi-
não estão presentes claramente na base textual, te ao leitor inferir que:
mas podem ser construídas pelo leitor por meio da
realização de inferências que as marcas do texto a) que o segmento de jovens negras de periferia é
permitem. Alem das informações explicitamente potencialmente mais sujeito ao preconceito do
enunciadas, há outras que podem ser pressupostas que os outros segmentos de jovens.
e, consequentemente, inferidas pelo leitor. b) que o jovem negro é mais discriminado que o
jovem da periferia.
Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habili- c) que uma jovem mulher sofre discriminação exa-
dade de o aluno reconhecer uma ideia implícita no tamente na mesma medida que um jovem da
texto, seja por meio da identificação de sentimentos periferia.
que dominam as ações externas dos personagens, d) que uma jovem mulher é alvo de tratamento
em um nível básico, seja com base na identificação especial, ou seja, é mais bem tratada que um
do gênero textual e na transposição do que seja real jovem negro.
para o imaginário. É importante que o aluno apreen-
da o texto como um todo, para dele retirar as infor-
mações solicitadas.

11
b) a reciclagem nacional de vidros.
c) o problema das queimadas na Amazônia.
d) o investimento em moeda estrangeira.

O MITO DE PERSÉFONE

Há muito tempo atrás, na Terra, após Deméter


ensinar os homens a lavrar o solo, a colheita dos
frutos, passou a ser mais abundante. O povo co-
meçou a construir cidades, nascendo assim, a
civilização.

Mas junto com ela veio a cobiça e a guerra, gran-


de preocupação da deusa das colheitas.

Certo dia, enquanto caminhava triste pelas co-


linas do Olimpo, Deméter teve um terrível pres-
sentimento, que lhe tirou o sossego. E ao pensar
em sua linda filha Perséfone, ouviu um grito que
emergiu dos uivos do vento.

-Mãe, estou sendo raptada!

Pondo-se de pé como um pássaro assustado,


Demétre correu a chorar à procura da filha, che-
12) A atitude de Marieta demonstra: gando ao florido vale de Nisa. Lá, encontrou um
grupo de ninfas das águas, que eram as melho-
a) inveja res amigas de Perséfone, mas que nada sabiam.
b) coragem
c) solidariedade Durante nove dias e nove noites, perambulou em
d) ciúme vão, até que Hécate, deusa da lua resolveu aju-
dá-la, levando-a até Hélio, o deus-Sol.
Texto para a questão 13
Quando o Sol viu Demeter, logo adivinhou o mo-
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

VIVA O POVO BRASILEIRO tivo de sua presença.

O país tem fama de não cuidar da ecologia. Vide – Querida deusa, disse ele – compartilho de sua
as queimadas na Amazônia. Além disso, em re- dor. O que aconteceu a Perséfone, porém, fiz o
ciclagem de vidros o Brasil foi reprovado num desejo de Zeus: ele a deu como noiva de Plutão.
ranking do Instituto Worldwatch. Assim, parece Agora, Perséfone, está no Reino debaixo da terra
soar estranho o país bater o recorde mundial e nunca verá a luz do dia.
em reciclagem de latas. De cada 100 latinhas
de bebida, 65 voltam para a indústria. É que há A dor de tomar conhecimento da verdade não só
125.000 brasileiros suando na coleta de latas estragou a vida de Deméter como também a be-
usadas. Esse exército de subempregados em- leza de tudo que ela havia criado.
bolsou 80 milhões de dólares em 1998.
VEJA. São Paulo: Ed. Abril. Ano 32, nº 17, 28 abr. 1999. A partir daquele fato, nada mais cresceu na Ter-
ra, pessoas, animais e pássaros.
13) O sucesso na reciclagem de latas tem como
causa: Zeus viu tudo e chegou à conclusão de que pre-
cisava encontrar um modo de reparar o mal que
a) o trabalho das pessoas subempregadas. havia acontecido.

12
Decidiu, então, que Perséfone deveria voltar à b) pagar para aprender.
Terra durante meio ano para visitar sua mãe. Os c) receber ensino.
outros seis meses restantes, passava com Plu- d) receber para ensinar.
tão no Reino das Trevas.
D6 – Identificando o tema de um texto
Desde essa decisão, na primavera e no verão, as
planícies e as montanhas cobrem-se de verde e O tema é o eixo sobre o qual o texto se estrutura. A
a terra se enfeita com flores. Mas quando Persé- percepção do tema responde a uma questão essen-
fone vai embora, chegam o outono e o frio gelado cial para a leitura: “O texto trata de quê?” Em muitos
do inverno, pois Deméter fica triste pelo fato de textos, o tema não vem explicitamente marcado,
sua filha estar longe da luz do dia, mergulhada no mas deve ser percebido pelo leitor quando identifica
escuro mundo de Plutão. a função dos recursos utilizados, como o uso de
figuras de linguagem,de exemplos, de uma determi-
É assim que vem acontecendo: todas as prima- nada organização argumentativa, entre outros.
veras Deméter recebe sua adorada filha e, feliz
recomeça sua grande tarefa procurando tornar A habilidade que pode ser avaliada por meio deste
menos dura a vida dos homens na Terra. descritor refere-se ao reconhecimento pelo aluno do
assunto principal do texto, ou seja, à identificação
SECULT. Caderno de Apoio à prática Pedagógica – Contos do que trata o texto. Para que o aluno identifique o
Clássicos/Mitológicos/ Modernos, 2007 p.15
tema, é necessário que relacione as diferentes in-
formações para construir o sentido global do texto.
14) O homem tem muita dificuldade para produzir
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto
alimentos na estação das trevas devido:
para o qual é solicitado, deforma direta, que o aluno
identifique o tema ou o assunto principal do texto.
a) à florada das plantas ficar prejudicada pela falta
de água.
O IMPÉRIO DO SILICONE
b) aos rios ficarem sem água.
c) ao excesso de água dificultar a florada das plan-
Ando espantado com o número de pessoas que
tas.
vem fazendo plástica e lipoaspiração. Conheço
d) à grande quantidade de umidade aliada à falta de
uma senhora que deve ter sido pioneira das ope-
luz solar.
rações. Pelos meus cálculos, tem uns setenta
anos.
CONTRATO DE APRENDIZAGEM

A aparência é absolutamente indefinível:


Aprendiz é aquele que trabalha aprendendo ao
mesmo tempo, sob a direção de outrem, uma Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
– Quando sua família veio do Japão? – perguntei
arte ou um ofício. Como acentua Martins Cathari-
gentilmente.
no, “o empregado discente é credor de ensino. O
empregador docente, por si ou por outrem, deve
– Não há nenhum oriental na minha família!
satisfazer a obrigação assumida ou imposta que
é de fazer. Ora, na relação de emprego comum,
Seus olhos são tão puxados que eu juraria...
a prestação principal e típica do empregador re-
Faz parte da época em que se esticava tudo. Os
sulta, quase sempre, de uma obrigação dedar;
olhos chegavam às orelhas. Uma atriz, certa vez,
a do empregado, trabalhar em proveito e sob as
ficou sem fechar os olhos seis meses. De tão
ordens do outro contratante. Assim, aaprendiza-
esticada, não conseguia. Dormia com máscara.
gem introduz sensível, modificação do conteúdo
Atualmente a plástica avançou. Mas no passado,
ordinário do contrato de emprego. Trata-se de
tudo isso era feito discretamente. Senhoras de
um contrato de trabalho especial.
mais idade se recusam a confessar as plásticas.
15) Segundo o texto, o empregado discente é
– Nunca precisei – garante uma conhecida, em-
aquele que deve:
bora suas orelhas, de tão puxadas, já estejam se
encontrando atrás da cabeça.
a) aprender e ensinar.

13
Tornou-se chique falar em pôr silicone, fazer lipo. belo. Uma hora a gente põe, outra hora tira. A
As mais famosas anunciam aos quatro ventos: semana que vem, faço o rosto.

– Vou fazer o peito, o braço, os joelhos... Fiquei pensando: será que daqui a alguns anos
vamos esquecer como eram os narizes, as
Meu vizinho já entrou na lipo umas seis vezes. orelhas, o jeito do rosto, antes de todo mundo
Arranca as gorduras. Mal se recupera, vai à chur- querer atingir determinado padrão de beleza?
rascaria. Dali a pouco, a calça não fecha de novo. Orelhas grandes não têm charme? Nariz torto?
Tudo bem, querer ficar mais bonito. Mas ainda
– Está na hora de fazer uma recauchutagem – não consigo entender por que as pessoas andam
avisa. fazendo tanta plástica.
Aconselho:
(Walcyr Carrasco. Pequenos Delitos e outras Crônicas.
2004. Adaptado)
– Lipo não é para emagrecer. Só deve ser feita
depois do regime! 16) O tema do texto é:

Ele concorda, sorrindo. E se interna no dia se- a) a importância de se fazer cirurgias plásticas.
guinte. b) a procura indiscriminada pela cirurgia plástica
Claro que não resisti. Fui fazer uma consulta. Tirei em busca da beleza.
a camisa e mostrei a barriga. Parecia um barril. c) a beleza é fundamental para sentir-se feliz.
Mas a plástica não faz milagres? d) as pessoas não se preocupam com cirurgias
estéticas.
O médico me observou. Por um instante pensei
que fosse reescrever uma camisa-de-força. Apal- CIVILIZAÇÃO
pou-me. Cláudio Fragata

– Bem que eu gostaria de tirar sua barriga – ex- O que tem mais cabimento,
plicou. Nesse caso saberia o que fazer com a Deslizar de canoa
minha, que é bem pior. Pelo rio borbulhento
Ou ficar preso
Abriu a camisa. O umbigo derramou-se para fora. No congestionamento?
Explicou que temos o mesmo tipo de abdome,
com gordura espalhada. Lipo não adiantaria. Só O que é menos boboca,
uma operação. A barriga ficaria esticadíssima. Morar numa oca
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Comendo paçoca
Eu teria de ficar dobrado em dois durante alguns Ou viver rabugento
meses, até a barriga recuperar a flexibilidade. Num apartamento?

– Tem garantia contra torresmos? – perguntei. Qual é a melhor cena,


Crescer numa aldeia
Olhou-me dolorosamente. Não, não havia. Basta- Enfeitado de penas
vam algumas picanhas bem gordurosas para eu Ou numa cidade
voltar a ser o que sou! Cheia de antenas?

Fui visitar uma amiga, conhecida pelos decotes. O que é mais civilizado,
Estava murcha. Deitar numa rede
E ficar sossegado
– Tirei o silicone – revelou. Ou correr contra o tempo
Sempre apressado?
– Por quê?
O que é mais coerente,
– É mais ou menos como mudar o corte de ca- Viver no presente

14
Sempre contente O cenário era favorável aos agricultores japone-
Ou viver no escuro ses: comprando ou arrendando lotes de terras
Planejando o futuro? das fazendas cafeeiras falidas após a crise da
Bolsa de Nova York, os pequenos proprietários
O que é menos primata, dedicaram-se a uma variedade de culturas que
Andar pelado não eram populares no Brasil. Muitos imigrantes
No meio da mata traziam mudas junto com suas bagagens nos
Ou se apertar navios.
Com um nó de gravata?
Foi o caso do morango e até mesmo de um tipo
O que dá mais arrepio, de fruta insuspeita: a uva-itália, que apesar de ser
Tomar banho de rio italiana, como o nome entrega, pintou no Brasil
Mesmo no frio por mãos japonesas, na década de 1940. A coisa
Ou uma assombração era mais fácil quando vinha por meios oficiais,
Chamada poluição? via acordos de cooperação entre os dois países.

O que é mais descolado, De tempos em tempos, o governo nipônico libe-


Um cocar emplumado rava sementes para cultivo no Brasil, como as
E o corpo pintado da maçã Fuji, em 1971. Junto com as comidas
Ou ser um cara pálida “inéditas”, os japoneses trouxeram técnicas para
Com ar desbotado? ampliar a escala de produção de gêneros alimen-
tícios já presentes no país, mas ainda restritos
O que é mais sensato, ao esquema de fundo de quintal, como o alface,
Correr pelo mato o tomate, o chá preto, a batata e o emblemático
Sem usar sapato exemplo da produção de frangos e ovos.
Ou ter chulé
E criar calo no pé? A avicultura brasileira apenas ensaiava um voo
de galinha até a década de 1930. A atividade só
Responda agora pra valer: decolou de vez com a importação de aves-matri-
Melhor parecer zes do Japão e com a experiência dos imigrantes
Com os alienígenas japoneses nas granjas.
Ou aprender
Com os povos indígenas? 18) A ideia central do texto é:

17) Do que trata o poema? a) A contribuição da cultura alimentícia dos japone- Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
ses nos pratos típicos brasileiros.
a) Falar da cultura indígena b) O aprimoramento das técnicas japonesas de
b) Fazer uma comparação entre a cultura do índio e produção de gêneros alimentícios pelos brasilei-
a do homem branco ros.
c) Valorizar a cultura Indígena c) O uso e a mistura de alimentos japoneses na
d) Tratar de um costume de um povo branco culinária brasileira.
d) A identificação dos alimentos japoneses trazidos
QUAIS ALIMENTOS FORAM TRAZIDOS AO por eles para o Brasil.
BRASIL PELOS JAPONESES?

Pensou em um festival de sushis e sashimis? Pen-


se maior. No total, os japoneses trouxeram mais
de 50 tipos de alimentos ao Brasil. Os primeiros
provavelmente foram as variedades de caqui doce
e a tangerina poncã, que chegaram nos anos 20.
Mas foi a partir da década de 1930 que a maioria
dos novos gêneros aportou por aqui.

15
19) A charge abaixo é de Luiz Carlos Coutinho, que sei que se há possibilidade de sobrevivência
cartunista mineiro, mais conhecido como Caulos. e transformação destes adolescentes, está na
É correto afirmar que o tema apresentado é: correta aplicação do ECA. Lá estão previstas seis
medidas diferentes para a responsabilização de
adolescentes que violaram a lei. Agora não pode-
mos esperar que adolescentes sejam capturados
pelo crime para, então, querer fazer mau uso da
lei. Para fazer o bom uso do ECA é necessário
dinheiro, competência e vontade.

Sou contra toda e qualquer forma de impunidade.


a) a oposição entre o modo de pensar e agir. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Mas
b) a rapidez da comunicação na Era da Informática. reduzir a idade penal, além de ineficiente para
c) a comunicação e sua importância na vida das atacar o problema, desqualifica a discussão. Isso
pessoas. é muito comum quando acontecem crimes que
d) a massificação do pensamento na sociedade chocam a opinião pública, o que não respeita a
moderna. dor das vítimas e não reflete o tema seriamente.

SOU CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE Problemas complexos não serão superados por
PENAL abordagens simplórias e imediatistas. Precisa-
mos de inteligência, orçamento e, sobretudo, um
A brutalidade cometida contra dois jovens em São projeto ético e político de sociedade que valorize
Paulo reacendeu a fogueira da redução da idade a vida em todas as suas formas. Nossos jovens
penal. A violência seria resultado das penas que não precisam ir para a cadeia. Precisam sair do
temos previstas em lei ou do sistema de aplica- caminho que os leva lá. A decisão agora é nos-
ção das leis? É necessário também pensar nos sa: se queremos construir um país com mais
porquês da violência, já que não há um único tipo prisões ou com mais parques e escolas.
de crime.
Renato Roseno
é advogado. Coordenador do CEDECA – Ceará e da ANCED
De qualquer forma, um sistema sócio-econômico – Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e
historicamente desigual e violento só pode gerar do Adolescente.Disponível em: <http://www.cedecaceara.
org.br/artigos.htm> Acesso em: 22 mar. 2007.
mais violência. Então, medidas mais repressivas
nos dão a falsa sensação de que algo está sendo
20) Identifique o tema central trabalhado no texto:
feito, mas o problema só piora. Por isso, temos
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

que fazer as opções mais eficientes e mais condi-


a) Desigualdade Social.
zentes com os valores que defendemos. Defendo
b) Violência.
uma sociedade que cometa menos crimes e não
c) Maioridade Penal.
que puna mais. Em nenhum lugar do mundo hou-
d) Preconceito.
ve experiência positiva de adolescentes e adultos
juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a
diminuirá a violência e formará mais quadros para
esse fato
o crime. Além disso, nosso sistema penal como
está não melhora as pessoas, ao contrário, au-
O leitor deve ser capaz de perceber a diferença entre o
menta sua violência.
que é fato narrado ou discutido e o que é opinião sobre
ele. Essa diferença pode ser ou bem marcada no texto
O Brasil tem 500 mil trabalhadores na segurança
ou exigir do leitor que ele perceba essa diferença inte-
pública e 1,5 milhão na segurança privada para
grando informações de diversas partes do texto e/ou
uma população que supera 171 milhões de pes-
inferindo-as, o que tornaria a tarefa mais difícil.
soas. O problema não está só na lei, mas na ca-
pacidade para aplicá-la. Sou contra a redução da
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilida-
idade penal porque tenho certeza que ficaremos
de de o aluno identificar, no texto, um fato relatado e
mais inseguros e mais violentos. Sou contra por-
diferenciá-lo do comentário que o autor, ou o narra-

16
dor, ou o personagem fazem sobre esse fato. colas plásticas em até quatro anos, medida elo-
giada por este prestigioso jornal. A verdade é que
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto, no não há alternativas consistentes para substituir
qual o aluno é solicitado a distinguir partes do texto as sacolas plásticas. Econômicas, resistentes,
que são referentes a um fato e partes que se refe- práticas, higiênicas e inertes, são reutilizáveis e
rem a uma opinião relacionada ao fato apresentado, 100% recicláveis. Tanto que, segundo pesquisa
expressa pelo autor, narrador ou por algum outro per- do Ibope, 100% das sacolas plásticas são reuti-
sonagem. Há itens que solicitam, por exemplo, que o lizadas como saco de lixo e são as embalagens
aluno identifique um trecho que expresse um fato ou preferidas de 71% das donas de casa para trans-
uma opinião, ou então, dá-se a expressão e pede-se portar compras.
que ele reconheça se é um fato ou uma opinião. A questão é reduzir o impacto ambiental causa-
do por aqueles que descartam incorretamente
ENTENDA MELHOR ESSE FENÔMENO as sacolinhas. Pergunto: deve-se banir as sa-
colas ou promover ações em favor de seu uso
Primeiro o céu fica bem escuro e começa a cho- consciente? Imagine se baníssemos tudo o que
ver. Aí vem um clarão bem forte, seguido de um é moderno, mas que tenha algum impacto am-
barulho enorme. E a gente toma o maior susto! O biental. Voltaríamos aos primórdios, com baixa
nome desse fenômeno, poderoso e às vezes as- expectativa de vida, epidemias que hoje só são
sustador, é raio. O raio nasce em nuvens grandes vistas nos livros de história e total falta de higiene
e escuras, que têm a parte de baixo lisa. Elas são no contato com os alimentos.
conhecidas como cúmulos-nimbos e ficam bem Na sociedade contemporânea, a melhor forma
altas, entre 2 e 18 quilômetros do chão. Quando de usufruir de conforto, praticidade, economia,
estão cheias de gotículas de água e pequenos segurança e qualidade de vida a que todos temos
pedaços de gelo, caem grandes tempestades. direito é utilizar esse ou qualquer outro produto
Com o vento as pedrinhas de gelo batem umas de forma consciente, o que significa aplicar os
nas outras. Essa agitação cria partículas de ele- três Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.
tricidade na nuvem. E isso é possível com as sacolinhas quando são
Se uma nuvem com muitas partículas elétricas feitas com a qualidade exigida pela norma técni-
negativas encontra outra com muitas partículas ca ABNT NBR-14.937, o que evita a necessida-
positivas, elas trocam essas partículas, forman- de de colocar uma dentro da outra para levar as
do uma corrente elétrica poderosa. Também compras ou usar a metade de sua capacidade,
pode acontecer de se formar uma corrente elétri- eliminando o desperdício. É um direito do con-
ca entre uma nuvem e o solo. Nos dois casos, o sumidor exigir o selo de qualidade nas sacolas,
resultado final é o raio. que traz o peso que elas podem suportar (6 kg).
Com um consumo correto, não é necessário
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
(MOIÓLI, Júlia. Revista Recreio n.411. Janeiro/2008) penalizar a população com alternativas como
cobrar a preço de custo por sacolas retornáveis.
Somos a favor das sacolas retornáveis, mas a
21) A opinião da autora desse texto, a respeito opção deve ser sempre do consumidor. E há a
dos raios, é que eles questão da economia.
Se 100% das donas de casa usam as sacolas
a) são formados por corrente elétrica. para embalar o lixo doméstico e embalar o lixo
b) são fenômenos poderosos e assustadores. em plástico é fator primordial para a saúde pú-
c) surgem em um clarão seguido de um barulho. blica, então o consumidor de baixa renda terá de
d) Nascem em grandes nuvens escuras. pagar também pelo saco de lixo?
Também somos a favor das sacolas verdadei-
SACOLAS PLÁSTICAS E O USO CONSCIENTE ramente biodegradáveis, que, como todos os
resíduos biodegradáveis, requerem usinas de
Francisco de Assis Esmeraldo compostagem (unidades que oferecem condi-
ções para que a biodegradação ocorra de forma
RECENTEMENTE, uma grande rede de super- ambientalmente correta). No entanto, a palavra
mercados anunciou a decisão de eliminar as sa- biodegradável pode dar a ideia de que tais saco-

17
las podem ser descartadas nos terrenos e cur- vel de sacolas plásticas, criado pela indústria do
sos d’água, provocando mais poluição. É mais setor, já conta com a participação de três dos
um risco de levar a população ao erro e aumentar seis grandes grupos varejistas do Brasil.
os danos ambientais. Por tudo isso, acreditamos
que a solução mais equilibrada é investir em in- MARIA VAI COM AS OUTRAS EM AÇÃO
formação e conscientização. Com pouco mais de
dois anos, o Programa de Qualidade e Consumo Os mesmos que hoje adotam Dunga como que-
Responsável de Sacolas Plásticas, criado pela ridinho, em redes sociais e no twitter, [...] serão os
indústria do setor, já conta com a participação de que se voltarão contra o técnico da Seleção em
três dos seis grandes grupos varejistas do Brasil, caso de fracasso. E o farão sem dó nem pieda-
de inúmeras outras redes, além do apoio da As- de. É uma legião de maria vai com as outras, cujo
sociação Brasileira de Supermercados (Abras) e cérebro não resiste à manutenção de uma opinião
de congêneres estaduais. própria. Seus conceitos e preconceitos migram de
Voltado para a conscientização da população forma proporcional à capacidade neuronal de ra-
sobre uso responsável e descarte adequado de ciocínio: quase nula. Podem cobrar depois.
sacolas plásticas, o programa já reduziu 40%
do consumo das sacolinhas na maior rede de http://wp.clicrbs.com.br/castiel/2010/06/24/maria-vai-
supermercados do país. Os plásticos são feitos com-as-outras
para durar (ao durar, retêm carbono e não con-
tribuem para o efeito estufa), e não para serem 23) Segundo o texto, a expressão “maria vai com
descartados na natureza. as outras” significa pessoas que:
É importante que sejam usados, reutilizados, co-
letados seletivamente e destinados à reciclagem, a) têm pouca capacidade de raciocínio.
que pode ser mecânica e os transformará em b) adoram o técnico da seleção.
novos produtos, ou mesmo energética, que os c) falam mal do Dunga.
converterá em energia de forma segura, como d) seguem a opinião dos outros.
já ocorre na Europa, América do Norte e Ásia,
conforme esta Folha publicou em reportagem Leia o texto abaixo:
especial no ano passado. No mundo existem
850 usinas de reciclagem energética. No Brasil, O DESPERDÍCIO DA ÁGUA
nenhuma.
O desafio ambiental é urgente e imenso. Porém, A maioria das pessoas tem o costume de des-
não será com a penalização do consumidor, mas perdiçar água, mas isso tem de mudar, porque o
pela educação e responsabilidade compartilha- consumo de água vem aumentando muito e está
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

da da indústria, sociedade e do poder público e cada vez mais difícil captar água de boa qualida-
adotando soluções verdadeiramente consisten- de. Por causa do desperdício, a água tem de ser
tes que iremos garantir o bem-estar das pessoas buscada cada vez mais longe, o que encarece
e a preservação do meio ambiente. Não é justo o processo e consome dinheiro que poderia ser
promover o retrocesso. investido para proporcionar a todas as pessoas
condições mais dignas de higiene. Soluções in-
22) Todas as afirmações que seguem são fatos viáveis e caras já foram cogitadas, mas estão
a respeito do uso e sobre o descarte de sacolas longe de se tornar realidade. São elas: retirar o
plásticas, exceto uma, que é uma opinião: sal da água do mar, transportar geleiras para der-
retê-las, etc.
a) uma grande rede de supermercados anunciou a
decisão de eliminar as sacolas plásticas em até Fonte: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/ciencias/
quatro anos. aguanaboca/index.htm
b) o programa já reduziu 40% do consumo das saco-
linhas na maior rede de supermercados do país. 24) A alternativa que contempla a opinião do
c) não há alternativas consistentes para substituir autor é:
as sacolas plásticas.
d) o programa de qualidade e consumo responsá- a) “Por causa do desperdício, a água tem de ser

18
buscada cada vez mais longe (...)”. 25)(CRE Cajazeiras) Para o tenista Thomas
b) “São elas: retirar o sal da água do mar, transpor- Bellucci que fato determinou a sua eliminação do
tar geleiras para derretê-las, etc.” Torneio de Washington?
c) “A maioria das pessoas não têm o costume de
desperdiçar água (...)”. a) Foi a segunda partida do mesmo dia.
d) “A maioria das pessoas têm o costume de des- b) Por causa do desgaste físico.
perdiçar água, mas isso tem de mudar, porque o c) Perdeu para o holandês Robin Haase.
consumo de água vem aumentando muito (...)”. d) Porque parou nas semifinais do ATP

BRASILEIROS SÃO ELIMINADOS NOS EUA E


NA ÁUSTRIA

Tênis – O tenista brasileiro Thomaz Belucci foi


eliminado nas oitavas do Torneio de Washington,
nos EUA, pelo cipriota Marcos Baghadatis por 2
sets a 1 (3/6, 6/3 e 6/2). Foi a segunda partida no
mesmo dia do paulista, que culpou o desgaste
físico pelo revés. Já João Souza, o Feijão, parou
nas semifinais do ATP de Kitzbuhel, na Áustria.
Ele perdeu para o português Robin Haase por 2
sets a 1, com parciais de 6-1, 6/7 (3-7) e 6-4.
Mesmo assim, Feijão aparecerá, na segunda, en-
tre os 100 melhores tenistas do mundo.

TÓPICO II

IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU


ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO
Este tópico requer dos alunos duas competências Essa habilidade pode ser avaliada por meio de textos
básicas, a saber: a interpretação de textos que con- compostos por gráficos, desenhos, fotos, tirinhas,
jugam duas linguagens – a verbal e a não-verbal – e charges. Por exemplo, é dado um texto não-verbal
o reconhecimento da finalidade do texto por meio da e pede-se ao aluno que identifique os sentimentos
identificação dos diferentes gêneros textuais. dos personagens expressos pelo apoio da imagem,
ou dá-se um texto ilustrado e solicita-se o reconhe-
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
Para o desenvolvimento dessas competências, tan- cimento da relação entre a ilustração e o texto.
to o texto escrito quanto as imagens que o acom-
panham são importantes, na medida em que propi-
ciam ao leitor relacionar informações e se engajar
em diferentes atividades de construção de signifi-
cados.

D5 – Interpretar texto com auxílio de material grá-


fico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)

Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilida-


de de o aluno reconhecer a utilização de elementos
gráficos (não-verbais) como apoio na construção do
sentido e de interpretar textos que utilizam linguagem
verbal e não-verbal (textos multissemióticos).

19
um cachorro.
b) discussão ao relacionarmos mulher rica com
uma transformação em um cachorro.
c) falha e mito já que é impossível conseguir reali-
zação de seus próprios desejos.
d) uma lenda, pois nenhuma fonte pode transfor-
mar um homem em cachorro.

28) Leia o texto para responder a questão abaixo:

http://paposdejuventude.blogspot.com

26) Marieta colocou a viseira do burro em Zé Pe- Observando na charge os aspectos da linguagem
queno, seu namorado: verbal e da não verbal, pode-se afirmar que se trata
de uma crítica a pessoas:
a) para que ele não se desviasse do caminho traça-
do por ela. a) conscientes da gravidade do problema da den-
b) porque ele olhou para a menina que passou. gue.
c) porque o burro estava ficando agressivo. b) assustadas com a proliferação do mosquito.
d) porque a menina insistia em olhar para o seu na- c) contrárias às medidas de prevenção contra a
morado. dengue.
d) zelosas quanto ao aproveitamento da água.
(CPERB). Leia o texto abaixo
29) O detalhe da propaganda que reforça a ideia
de que a mulher é uma obra de arte é:
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Fonte: http://www.piadas.com.br/imagens-engracadas/fonte- http://brunamilagres.files.wordpress.com/2009/03/diadasmu-


dos-desejos-mulher-rica (ultimo acesso em 01/11/2011) lheres_modi.jpg

27) A fonte dos desejos é um mito criado para a) a moldura do quadro.


fim de realização pessoal. A imagem retrata um b) o sorriso da modelo.
desejo de um homem fazendo o pedido à fonte. c) a mulher ao fundo.
Percebe-se que na imagem há: d) a posição da modelo.

a) humor em comparar o estilo da mulher rica com

20
medida em dezenas de pesquisas. Nos últimos
24 anos, só a clínica de redução do estresse
da Universidade de Massachusetts monitorou
14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica
e complicações gástricas. Os técnicos desco-
briram que, submetidos a sessões de meditação
que alteraram o foco da sua atenção, os pacien-
tes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram
ou abandonaram o uso de analgésicos.

Revista Superinteressante, outubro de 2003.

31) O texto tem por finalidade:

a) criticar.
b) conscientizar.
c) denunciar.
d) informar.

Leia o texto abaixo

30) Pela resposta da aranha, percebe-se, em re- O VERDE QUE AQUECE


lação a sua morte, uma postura de
Algas deverão colonizar fachadas de edifícios e
a) alívio fornecer energia elétrica
b) pesar Normalmente, elas não são bem-vindas em ca-
c) sarcasmo sas ou edifícios, porque, onde as algas prolife-
d) arrependimento ram, o material de construção sofre danos. No
entanto, elas são muito eficientes para utilizar a
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferen- luz solar, a umidade e o dióxido de carbono para
tes gêneros o seu próprio crescimento.
Agora, arquitetos alemães querem aproveitar
A habilidade que pode ser avaliada por este descritor esse potencial e empregar algas como forne-
refere-se ao reconhecimento, por parte do aluno, do cedoras de energia em um moderno prédio de
gênero ao qual se refere o texto-base, identificando, apartamentos. [...]
dessa forma, qual o objetivo do texto: informar, con- As algas devem formar biomassa em elementos
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
vencer, advertir, instruir, explicar, comentar, divertir, de celuloide transparente na fachada do edifício
solicitar, recomendar, etc. para posteriormente serem bombeadas por cana-
lizações até o porão. Ali, uma miniusina elétrica
Essa habilidade é avaliada por meio da leitura de doméstica gerará gás metano a partir da maté-
textos integrais ou de fragmentos de textos de di- ria aquosa. Esse gásvolátil, rico em energia, tem
ferentes gêneros, como notícias, fábulas, avisos, uma qualidade semelhante ao gás natural e pode
anúncios, cartas, convites, instruções, propagan- ser queimado para gerar aquecimento ambiente,
das, entre outros, solicitando ao aluno a identifica- bem como energia elétrica. Nesse processo, a
ção explícita de sua finalidade. queima libera na atmosfera apenas a quantidade
de CO2 que as algas usaram anteriormente para
MENTE QUIETA, CORPO SAUDÁVEL o seu crescimento. Portanto, a usina alimentada
pelos micro-organismos opera de modo climati-
A meditação ajuda a controlar a ansiedade e a camente neutro.[...]
aliviar a dor? Ao que tudo indica, sim. Nessas
duas áreas os cientistas encontraram as maio- Geo. n.21. Editora Escala. p. 18. Fragmento. (P090931ES_SUP)
res evidências da ação terapêutica da meditação,

21
32) O objetivo desse texto é: criança já possui problemas auditivos como: ba-
ter palmas próximo ao ouvido, falar baixo o nome
a) alertar sobre o uso de algas dentro de casa. da criança e observar se ela atende, usar alguns
b) ensinar como construir uma fachada de edifício instrumentos sonoros (agogô, tambor, apito),
com algas. bater com força a porta ou na mesa e, dessa for-
c) descrever o trabalho dos arquitetos alemães. ma, poder avaliar as reações da criança.
d) informar sobre um projeto que utilizará algas que
COELHO. Cláudio. A surdez na infância. O Globo, Rio de
fornecerão energia. Janeiro. 13/04/2003. p. 6. Jornal da Família. Qual é seu
problema?

O texto abaixo pertence ao “Manual de Etiqueta: 33


dicas de como enfrentar o aquecimento global e ou- 34) O objetivo desse texto é:
tros desafios da atualidade”.
a) comprovar que as perdas auditivas são irrele-
[21] “Ao fazer compras, leve sua própria sacola, vantes.
de preferência às de pano resistente”, aconselha b) comprovar que a surdez ainda é uma doença
o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young. incurável.
Com esse gesto simples, você deixará de par- c) alertar o leitor para os perigos da surdez na in-
ticipar da farra das sacolinhas plásticas, que fância.
entopem cada vez mais os lixões das grandes d) mostrar as maneiras de saber se a criança
cidades. ouve bem.

33) O conselho dado por Ricardo Young tem por Leia o texto para responder a questão abaixo:
finalidade:

a) divertir o leitor.
b) influenciar o leitor para que ele mude de atitude.
c) vender um produto ao leitor.
d) contar uma história ao leitor.

Leia o texto e responda à questão: 35) A finalidade do texto é incentivar a:

A SURDEZ NA INFÂNCIA a) denúncia contra a violência infantil.


b) adoção de crianças.
Podemos classificar as perdas auditivas como c) necessidade de as crianças brincarem.
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

congênitas (presentes no momento do nasci- d) divulgação de brincadeiras infantis.


mento) ou adquiridas (contraídas após o nasci-
mento). Os problemas de aprendizagem e agres- (ENEM – 2007 / MODIFICADA) Sobre a exposição
sividade infantil podem estar ligados a problemas de Anita Malfatti, em 1917, que muito influenciaria a
auditivos. A construção da linguagem está inti- Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato escre-
mamente ligada à compreensão do conjunto de veu, em artigo intitulado Paranoia ou Mistificação:
elementos simbólicos que dependem basica-
mente de uma boa audição. Ela é a chave para Há duas espécies de artistas. Uma composta dos
a linguagem oral, que, por sua vez, forma a base que veem as coisas e em consequência fazem
da comunicação escrita. arte pura, guardados os eternos ritmos da vida,
Uma pequena diminuição da audição pode e adotados, para a concretização das emoções
acarretar sérios problemas no desenvolvimento estéticas, os processos clássicos dos grandes
da criança, tais como: problemas afetivos, dis- mestres. (...) A outra espécie é formada dos que
túrbios escolares, de atenção e concentração, veem anormalmente a natureza e a interpretam à
inquietação e dificuldades de socialização. A luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábi-
surdez na criança pequena (de 0 a 3 anos) tem ca das escolas rebeldes, surgidas cá e lá como
consequências muito mais graves que no adulto. furúnculos da cultura excessiva. (...). Estas con-
Existem algumas maneiras simples de saber se a siderações são provocadas pela exposição da

22
sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas 36) O texto tem por finalidade:
tendências para uma atitude estética forçada no
sentido das extravagâncias de Picasso & cia. a) Estabelecer a distinção entre dois tipos de ar-
tistas.
O Diário de São Paulo, dez./1917. b) Informar a realização da Exposição de Anita
Malfatti.
c) Criticar o trabalho exposto por Anita Malfatti.
d) Reforçar e elogiar o caráter revolucionário do
trabalho de Anita Malfatti.

TÓPICO III

RELAÇÃO ENTRE TEXTOS


Este tópico requer que o aluno assuma uma atitude ou mais textos, de mesmo gênero ou de gêneros
crítica e reflexiva ao reconhecer as diferentes ideias diferentes, tendo em comum o mesmo tema, para
apresentadas sobre o mesmo tema em um único os quais é solicitado o reconhecimento das formas
texto ou em textos diferentes. O tema se traduz em distintas de abordagem.
proposições que se cruzam no interior dos textos
lidos ou naquelas encontradas em textos diferentes, 37) (PUC-SP) Leia atentamente os textos abaixo:
mas que apresentam a mesma ideia, assim, o alu-
no pode ter maior compreensão das intenções de Texto 1
quem escreve, sendo capaz de identificar posições
distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao MASSA DIZ QUE REALIZOU UM SONHO AO SER
mesmo fato ou tema. POLE EM INTERLAGOS

As atividades que envolvem a relação entre textos Quinto brasileiro a conquistar uma pole no GP do
são essenciais para que o aluno construa a habi- Brasil de Fórmula 1 – repetindo Emerson Fittipaldi,
lidade de analisar o modo de tratamento do tema Nelson Piquet, Ayrton Senna e Rubens Barrichelo
dado pelo autor e as condições de produção, recep- -, Felipe Massa afirmou neste sábado que realizou
ção e circulação dos textos. um sonho em sua carreira ao garantir a primeira
posição do grid de largada da corrida em Interla-
Essas atividades podem envolver a comparação de gos e ouvir o seu nome ser gritado pelo público
textos de diversos gêneros, como os produzidos pe- que lotou o autódromo.
los alunos, os textos extraídos da Internet, de jornais, Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
revistas, livros e textos publicitários, entre outros. (Milton Pazzi Jr. Em www.estadao.com.br – aces-
sado em 21 out, 2006.)
D5 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma
informação na comparação de textos que tratam Texto 2
do mesmo tema, em função das condições em que
ele foi produzido e daquelas em que será recebido. FELIPE MASSA CRAVA A POLE POSITION DO
GRANDE PRÊMIO DO BRASIL
Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade
do aluno em reconhecer as diferenças entre textos O brasileiro Felipe Massa confirmou o fa-
que tratam do mesmo assunto, em função do lei- voritismo e conquistou a pole position do Grande
tor-alvo, da ideologia, da época em que foi produzido Prêmio do Brasil, última etapa da temporada 2006
e das suas intenções comunicativas. Por exemplo, da Fórmula 1. Forte desde os treinos livres da
historinhas infantis satirizadas em histórias em qua- sexta-feira, ele assumiu a primeira posição com o
drinhos, ou poesias clássicas utilizadas como recur- tempo de 1min10s842.
so para análises críticas de problemas do cotidiano.
Essa habilidade é avaliada por meio da leitura de dois (http://esporte.uol.com.br – acessado em 21 out.2006.)

23
Os dois textos referem-se ao mesmo tema: à primeira Aqui eu não sou feliz
posição na largada do Grande Prêmio de Fórmula 1 A existência é tão dura
do Brasil, conquistada por Felipe Massa, jovem piloto As elites tão senis
brasileiro. Acerca do modo como aparece no texto Que Joana, a louca da Espanha,
o aspecto pessoal, emocional e subjetivo, pode-se Ainda é mais coerente
afirmar que: Do que os donos do país.

a) Ambos são isentos de subjetividade, como deve Conclui-se que


ser todo texto jornalístico que prima sempre pela
objetividade para que tenha maior credibilidade. a) se trata de textos narrativos.
b) O primeiro texto é mais subjetivo, porque se refere b) há passagens em ambos que apresentam incoe-
ao sonho e às sensações de Felipe Massa, além rência textual.
de compará-lo a outros ídolos do automobilismo c) na paródia, é evidente a presença de intertextuali-
brasileiro. dade.
c) O segundo é mais subjetivo, porque indica pre- d) ambos se desvinculam das temáticas sociais.
cisamente que se trata de uma etapa específica
da competição e porque indica o tempo exato da 39) Texto I
melhor volta de Felipe Massa.
d) O primeiro é mais subjetivo, porque indica com SEM-PROTEÇÃO
precisão não só o dia em que Felipe Massa fez a
afirmação, como também se refere precisamente JOVENS ENFRENTAM MAL A ACNE, MOSTRA
à “primeira posição”. PESQUISA

38) Observe os textos abaixo: Transtorno presente na vida da grande maio-


ria dos adolescentes e jovens, a acneainda gera
VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA muita confusão entre eles, principalmente no que
(Manuel Bandeira) diz respeito ao melhor modo de se livrar dela. E
o que mostra uma pesquisa realizada pelo proje-
Vou-me embora pra Pasárgada to Companheiros Unidos contra a Acne (Cucas),
Lá sou amigo do rei uma parceria do laboratório Roche e da Sociedade
Lá tenho a mulher que eu quero Brasileira de Dermatologia (SBD): Foram entrevis-
Na cama que escolherei tados 9273 estudantes, entre 11 e 19 anos, em
Vou-me embora pra Pasárgada colégios particulares de São Paulo, Rio de Janeiro,
Vou-me embora pra Pasárgada Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Pará, Paraná,
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Aqui eu não sou feliz Alagoas, Ceará e Sergipe, dentre os quais 7623
Lá a existência é uma aventura (82%) disseram ter espinhas. O levantamento
De tal modo inconsequente evidenciou que 64% desses entrevistados nunca
Que Joana a Louca de Espanha foram ao médico em busca de tratamento para
Rainha e falsa demente espinhas. “Apesar de não ser uma doença grave,
Vem a ser contraparente a acne compromete a aparência e pode gerar mui-
Da nora que nunca tive tas dificuldades ligadas à auto-estima e à socia-
bilidade”, diz o dermatologista Samuel Henrique
[...] Mandelbaum, presidente da SBD de São Paulo.
PARÓDIA Outros 43% dos entrevistados disseram ter com-
(Millôr Fernandes) prado produtos para a acne sem consultar o der-
matologista - as pomadas, automedicação mais
Que Manoel Bandeira me perdoe, mas freqüente, além de não resolverem o problema,
Vou-me embora de Pasárgada podem agravá-lo, já que possuem componentes
Vou-me embora de Pasárgada oleosos que entopem os poros. (...)
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero Fernanda Colavitti
Não tenho e nunca terei

24
Texto II a) em I, há a valorização do amor dos enamorados
e do amor ao time preferido; em II, é exaltado o
PERDA DE TEMPO amor à torcida organizada.
b) em I, há a expressão sobre a facilidade dos ena-
Os métodos mais usados por adolescentes e jo- morados torcerem pelo mesmo time; em II, é
vens brasileiros não resolvem osproblemas mais indicada a dificuldade de um relacionamento de
sérios de acne. namorados de torcidas diferentes.
23% lavam o rosto várias vezes ao dia c) em I, há a abordagem da alegria daqueles que
21% usam pomadas e cremes convencionais amam e torcem para mesmo time; em II, são
5% fazem limpeza de pele apresentadas as frustrações oriundas da mesma
3% usam hidratante torcida.
2% evitam simplesmente tocar no local d) em I, há a revelação do sentimento negativo em
2% usam sabonete neutro relação ao time do amado; em II, é exaltada a
coincidência entre amor e futebol.
(COLAVITTI, Fernanda – Revista Veja Outubro / 2001 – p.
138.)
41)(Prova Brasil) Leia os textos abaixo:

Comparando os dois textos, percebe-se que eles são:


Texto I

a) semelhantes.
Monte Castelo
b) divergentes.
c) contrários.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
d) complementares.
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor, eu nada seria.
40) Leia o texto para responder a questão a seguir:
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade;
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata lealdade,
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado, e todos dormem, todos dormem,
todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
A comparação entre os textos I e II nos permite afir-
E falasse a língua dos anjos,
mar que:
Sem amor eu nada seria.

25
ria a aparência, mas não a mesma personalidade.
Legião Urbana. As quatro estações. EMI, 1989 – Já pensou um clone do Bon Jovi que detestasse
Adaptação de Renato Russo: I Coríntios 13 e So- música e se tornasse matemático, passando horas
neto 11, de Luís de Camões. e horas falando sobre Hipotenusa, raiz quadrada e
subtração? Ou o clone do Brad Pitt se tornando
padre? Ou o do Tom Cavalcante se tornando um
Texto II executivo sério e o do Maguila estudando balé?
Estranho, não? Mas esses clones não seriam eles,
SONETO 11 e, sim, a sua imagem em forma de outra pessoa.
No mundo, ninguém é igual. Prova disso são os
Amor é fogo que arde sem se ver; gêmeos idênticos, tão parecidos e com gostos tão
É ferida que dói e não se sente; diferentes.
É um contentamento descontente; Os clones seriam como as fitas piratas: não teriam
É dor que desatina sem doer; o mesmo valor original. Se eu fosse um clone, me
sentiria muito mal cada vez que alguém falasse:
É um não querer mais que bem querer; ‘olha lá o clone da fulana’. No fundo, no fundo, eu
É solitário andar por entre a gente; não passaria de uma cópia.”.
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; Alexandra F. Rosa, 16 anos, Francisco Morato,SP.
(Revista Atrevida nº 34)
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor; Texto II
É ter com quem nos mata lealdade.
VOCÊ É A FAVOR DE CLONES HUMANOS?
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade, “Sou a favor! O mundo tem de aprender a lidar
Se tão contrário a si é o mesmo amor? com a realidade e as inovações que acontecem.
Ou seja, precisa se sofisticar e encontrar cami-
nhos para seus problemas. Assistimos à televi-
Luís Vaz de Camões. Obras completas. Lisboa: Sá são, lemos jornais e vemos que existem muitas
da Costa, 1971. pessoas que, para sobreviver, precisam de doado-
res de órgãos. Presenciamos atualmente aqui no
Brasil e também em outros países a tristeza que é
O texto I difere do texto II a falta de doadores. A clonagem seria um meio de
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

resolver esse problema!


a) na constatação de que o amor pode levar até à Já pensou quantas pessoas seriam salvas por
morte. esse meio? Não há dúvida de que existem muitas
b) na exaltação da dor causada pelo sofrimento questões a serem respondidas e muitos riscos a
amoroso. serem corridos, mas o melhor que temos a fazer
c) na expressão da beleza do sentimento dos que é nos prepararmos para tudo o que der e vier,
amam. aprendendo a lidar com os avanços científicos
d) na rejeição da aceitação passiva do sofrimento que atualmente se realizam. Acredito que não gos-
amoroso. taríamos de parar no tempo. Pelo contrário, temos
de avançar!”
42) Leia os textos para responder a questão abaixo:
Fabiana C.F. Aguiar, 16 anos, São Paulo, SP. (Re-
Texto I vista Atrevida nº 34)

VOCÊ É A FAVOR DE CLONES HUMANOS?


Ao se compararem os textos I e II, pode-se afirmar
“Sou contra. Engana-se quem pensa que o clone que:
seria uma cópia perfeita de um ser humano. Ele te-

26
a) em I, há a negação da existência de pessoas di- segue adiante...
ferentes; em II, afirma-se que a clonagem é uma Vitoriosa, imagina
sofisticação. contornar o atacante.
b) em I, há a afirmação de que a clonagem se consti- Mas esse artista da bola,
tui em distanciamento dos seres humanos; em II, a tal qual um boneco de mola,
solução para a aproximação dos seres humanos. salta feito um bailarino.
c) em I, há indícios de que a humanidade ficará inco- Parece flutuar.
modada com a clonagem; em II, há a afirmação Revira o corpo no ar...
de que é preciso seguir os avanços científicos. ...ágil como um felino.
d) em I, discute-se o conceito de que a clonagem E, de costas para a meta,
produz cópias perfeitas; em II, afirma-se que a pedala a bola surpresa,
clonagem é a solução para muitos dos problemas transformada em bicicleta.
humanos.
GUEDES, Hardy. In: O bailado esportivo. São Paulo: Prumo,
2009, p. 11.
Os textos abaixo servem de base para a questão 43
43) (UPE SSA 2013) Embora os Textos 1 e2 tenham
Texto 1 o futebol como tema global, é CORRETO afirmar que,
nesses textos, o autor focaliza, respectivamente:
A pelada
a) o sonho de ser um jogador talentoso e a arte de
Qualquer campinho de terra, “dar uma bicicleta” no jogo de futebol.
barro, cimento ou areia, b) a alegria de se fazer um gol e os movimentos da
pra quem tem sede de bola, bola, durante uma partida de futebol.
é gramado de primeira! c) o encantamento das crianças pela bola e a euforia
É onde a bola rola, de aprender a andar de bicicleta.
pula, quica, serpenteia... d) a pureza de jogar em um campinho de terra e a
É onde a todos encanta. magia de algumas jogadas, no futebol.
É onde dança ligeira.
É onde cresce o sonho D21 – Reconhecer posições distintas entre duas
que embala todo menino: ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao
ser titular do seu time, mesmo tema.
ser um craque-bailarino...
E – quem sabe? – um belo dia A habilidade que pode ser avaliada por este descri-
viver seu momento de glória: tor refere-se ao reconhecimento pelo aluno de opi-
num dia de estádio cheio, niões diferentes sobre um mesmo fato ou tema. A Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
fazer o gol da vitória! construção desse conhecimento é um dos princi-
pais balizadores de um dos objetivos do ensino da
GUEDES, Hardy. In: O bailado esportivo. São Paulo: Prumo,
língua portuguesa (Brasil, 1998 p. 33), qual seja o
2009, p. 4.
de capacitar o aluno a analisar criticamente os dife-
Texto 2 rentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo
a capacidade de avaliação dos textos: contrapondo
A bicicleta sua interpretação da realidade a diferentes opiniões;
inferindo as possíveis intenções do autor marcadas
Às vezes, a bola, no texto; identificando referências intertextuais pre-
erguida na área, sentes no texto; percebendo os processos de con-
se faz de dengosa. vencimento utilizados para atuar sobre o interlocutor/
Se alguém vai tocá-la... leitor; identificando e repensando juízos de valor tanto
ela rodopia... sócio-ideológicos (preconceituosos ou não) quanto
... e se afasta, caprichosa. histórico-culturais (inclusive estéticos) associados à
Não quer o goleiro, linguagem e à língua; e reafirmando sua identidade
tampouco o zagueiro... pessoal e social. O desenvolvimento dessa habilidade
Feliz e intocada, ajuda o aluno a perceber-se como um ser autônomo,

27
dotado da capacidade de se posicionar e transformar de que Deus existe.
a realidade. b) O arcebispo usa uma lacuna da ciência para de-
fender a existência de Deus, enquanto o filósofo
É importante observar que, no descritor 14, é reque- faz uma ironia, sugerindo que qualquer coisa in-
rido do aluno que ele diferencie fato de uma opinião ventada poderia preencher essa lacuna.
relativa a esse fato. Aqui, solicita-se ao aluno que ele c) O arcebispo critica a teoria do Design Inteligente,
observe que há diferentes opiniões sobre um mesmo pondo em dúvida a existência de Deus, e o ateu
fato, ou tema. argumenta com base no fato de que algo só pode
evoluir se, antes, existir.
Essa habilidade é avaliada por meio do reconheci- d) Scherer impõe sua opinião, pela expressão “claro
mento de opiniões diferenciadas sobre um tema, que sim”, por se considerar autoridade compe-
acontecimento ou pessoa, em um mesmo texto ou tente para definir o assunto, enquanto Dennett
em textos diferentes. expressa dúvida, com expressões como “é pos-
sível”, assumindo não ter opinião formada.
Apesar da ciência, ainda é possível acreditar no so-
pro divino – o momento em que o Criador deu vida 45) Observe os textos abaixo:
até ao mais insignificante dos micro-organismos?
Vou-me Embora pra Pasárgada
Resposta de Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de (Manuel Bandeira)
São Paulo, nomeado pelo papa Bento XVI em 2007:
Vou-me embora pra Pasárgada
“Claro que sim. Estaremos falando sempre que, em Lá sou amigo do rei
algum momento, começou a existir algo, para po- Lá tenho a mulher que eu quero
der evoluir em seguida. O ato do criador precede a Na cama que escolherei
possibilidade de evolução: só evolui algo que existe.
Do nada, nada surge e evolui.” LIMA, Eduardo. Tes- Vou-me embora pra Pasárgada
temunha de Deus. SuperInteressante, São Paulo, n. Vou-me embora pra Pasárgada
263-A, p. 9, mar. 2009 (com adaptações). Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
Resposta de Daniel Dennet, filósofo americano ateu e De tal modo inconsequente
evolucionista radical, formado em Harvard e Doutor Que Joana a Louca de Espanha
por Oxford: Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
“É claro que é possível, assim como se pode acre- Da nora que nunca tive
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

ditar que um super-homem veio para a Terra há 530


milhões de anos e ajustou o DNA da fauna cambria- [...]
na, provocando a explosão da vida daquele período. Paródia
Mas não há razão para crer em fantasias desse tipo.” (Millôr Fernandes)
LIMA, Eduardo. Advogado do Diabo. SuperInteres-
sante, São Paulo, n. 263-A, p. 11, mar. 2009 (com Que Manoel Bandeira me perdoe, mas
adaptações). Vou-me embora de Pasárgada
Vou-me embora de Pasárgada
44) Os dois entrevistados responderam a questões Sou inimigo do Rei
idênticas, e as respostas a uma delas foram re- Não tenho nada que eu quero
produzidas aqui. Tais respostas revelam opiniões Não tenho e nunca terei
opostas: uma defende a existência de Deus e o Aqui eu não sou feliz
outro não concorda com isso. Para defender seu A existência é tão dura
ponto de vista: As elites tão senis
Que Joana, a louca da Espanha,
a) o religioso ataca a ciência, desqualificando a Teo- Ainda é mais coerente
ria da Evolução, e o ateu apresenta comprova- Do que os donos do país.
ções científicas dessa teoria para derrubar a ideia

28
Podemos observar que, apesar dos textos tratarem que não faz parte do cotidiano de seus habitantes,
do mesmo tema, os autores têm posições distintas. a cidade aninha-se agora em colinas coroadas por
Indique a alternativa correta sobre as opiniões conti- labirintos verdes, formando desenhos em curva
das nos textos: de nível, como cafezais.

a) No poema de Manuel Bandeira, a voz que fala no Revista Época – nº 83. 20-12-1999. Rio de Janeiro – Ed.
Globo. p. 9.
poema sente muita saudade da cidade onde nasceu.
b) Em Vou-me embora pra Pasárgada, a voz que
Uma declaração do segundo texto que CONTRADIZ
fala no texto está desiludida com sua realidade e
o primeiro é:
usa a fuga para o seu imaginário onde os sonhos
são realizados. Em Paródia, não há opção de fuga
a) a mata atlântica está sendo recuperada no Rio de
para a felicidade.
Janeiro.
c) No texto de Millôr Fernandes, não há crítica social
b) as encostas cariocas estão cada vez mais povoadas.
à Pasárgada porque lá tudo funciona de maneira
c) as favelas continuam surgindo nos morros cariocas.
satisfatória.
d) o replantio segura encostas ameaçadas de desa-
d) No texto de Manuel Bandeira, em Pasárgada não
bamento.
há ausência de leis ou regras a cumprir, daí a ra-
zão da felicidade.
47) (Prova Brasil) Leia os textos abaixo:
46) Em relação aos textos abaixo:
Texto I
Texto 1
Telenovelas empobrecem o país
Mapa da Devastação
Parece que não há vida inteligente na telenovela
brasileira. O que se assiste todos os dias às 6, 7
A organização não-governamental SOS Mata
ou 8 horas da noite é algo muito pior do que os
Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espa-
mais baratos filmes “B” americanos. Os diálogos
ciais terminaram mais uma etapa do mapeamen-
são péssimos. As atuações, sofríveis. Três minu-
to da Mata Atlântica (www.sosmataatlantica.org.
tos em frente a qualquer novela são capazes de
br). O estudo iniciado em 1990 usa imagens de
me deixar absolutamente entediado – nada pode
satélite para apontar o que restou da floresta que
ser mais previsível.
já ocupou 1,3 milhão de km2, ou 15% do territó-
rio brasileiro. O atlas mostra que o Rio de Janeiro Antunes Filho. Veja, 11/mar/96.
continua o campeão da motosserra. Nos últimos
15 anos, sua média anual de desmatamento mais Texto II Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
do que dobrou.
Novela é cultura
Revista Isto É – nº 1648 – 02-05-2001 São Paulo – Ed. Três.

Veja – Novela de televisão aliena?


Texto 2

Maria Aparecida – Claro que não. Considerar a


Há qualquer coisa no ar do Rio, além de favelas
telenovela um produto cultural alienante é um tre-
mendo preconceito da universidade. Quem acha
Nem só as favelas brotam nos morros cariocas.
que novela aliena está na verdade chamando o
As encostas cada vez mais povoadas no Rio de
povo de débil mental. Bobagem imaginar que al-
Janeiro disfarçam o avanço do reflorestamento na
guém é induzido a pensar que a vida é um mar de
crista das serras, que espalha cerca de 2 milhões
rosas só por causa de um enredo açucarado. A
de mudas nativas da Mata Atlântica em espaço
telenovela brasileira é um produto cultural de alta
equivalente a 1.800 gramados do Maracanã. O re-
qualidade técnica, e algumas delas são verdadei-
plantio começou há 13 anos, para conter verten-
ras obras de arte.
tes ameaçadas de desmoronamento. Fez mais do
que isso. Mudou a paisagem. Vista do alto, ângulo Veja, 24/jan/96.

29
Com relação ao tema “telenovela”: pombas e passarinhos, quando sofrem uma le-
são, raramente conseguem sobreviver.
a) nos textos I e II, encontra-se a mesma opinião so-
bre a telenovela. www.acessa.com/infantil/arquivo/dicas
b) no texto I, compara-se a qualidade das novelas
aos melhores filmes americanos. Em relação aos textos I e II, pode-se afirmar que:
c) no texto II, algumas telenovelas brasileiras são
consideradas obras de arte. a) o texto I apresenta uma visão saudosista da brin-
d) no texto II, a telenovela é considerada uma bobagem. cadeira de pipas e o texto II mostra os perigos
desta brincadeira.
48) Leia os textos para responder a questão abaixo: b) o texto I apresenta formas diferentes de soltar pi-
pas e o texto II mostra as consequências negati-
Texto I vas da brincadeira.
c) o texto I narra casos perigosos sobre o ato de
Soltar Pipas soltar pipas e o texto II alerta para a necessidade
do uso de cerol.
Hoje quando eu estava voltando para casa, e pas- d) o texto I compara as brincadeiras antigas com as
sando por um bairro mais afastado do centro, vi novas e o texto II ressalta o comportamento das
dois meninos soltando pipa, ou papagaio como al- pessoas que soltam pipas.
guns chamam. Nesse instante me veio uma série
de recordações da infância em que brincávamos
de soltar pipa com os amigos da vizinhança.
Até mesmo participei uma vez de um concurso
de pipas, onde tinha vários critérios como beleza,
tipo e voar mais alto. Na época fiz um modelo co-
nhecido por Bidê que lembra um pouco o 14 bis,
foi muito divertido e ainda levei a medalha para
casa. [...]
Hoje as brincadeiras mudaram bastante, hoje as
crianças preferem os brinquedos eletrônicos, vi-
deogames, computadores…

http://www.extravase.com/blog/soltar-pipas/
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Texto II

Soltar Pipas

As férias escolares vêm chegando e, com elas,


as brincadeiras ganham as ruas. [...] É preciso ter
cuidado quando a turma resolve soltar pipas.
O primeiro vilão é o cerol, aquela mistura de cola e
vidro, que os garotos passam na linha para dispu-
tar a pipa do outro. Embora pareça divertido, inú-
meros casos de morte são registrados por cortes
da linha. Segundo dados da Associação Brasileira
de Motociclistas, são mais de 100 acidentes por
ano, sendo que 25% deles são fatais.
[...]
Os animais também correm riscos, principalmen-
te, aqueles que voam mais alto, como urubus,
gaviões e corujas. As aves de médio porte, como

30
TÓPICO IV

COERÊNCIA E COESÃO
NO PROCESSAMENTO DO TEXTO
O Tópico IV trata dos elementos que constituem a clusão? Em relação aos textos narrativos, pode ser
textualidade, ou seja, aqueles elementos que cons- requerido do aluno que ele identifique os elementos
troem a articulação entre as diversas partes de um componentes – narrador, ponto de vista, persona-
texto: a coerência e a coesão. Considerando que gens, enredo, tempo, espaço – e quais são as rela-
a coerência é a lógica entre as idéias expostas no ções entre eles na construção da narrativa.
texto, para que exista coerência é necessário que a
idéia apresentada se relacione ao todo textual dentro D2 – Estabelecer relações entre partes de um tex-
de uma seqüência e progressão de idéias. to, identificando repetições ou substituições que
Para que as idéias estejam bem relacionadas, tam- contribuem para a continuidade de um texto
bém é preciso que estejam bem interligadas, bem As habilidades que podem ser avaliadas por este
“unidas” por meio de conectivos adequados, ou descritor relacionam-se ao reconhecimento da fun-
seja, com vocábulos que têm a finalidade de ligar ção dos elementos que dão coesão ao texto. Dessa
palavras, locuções, orações e períodos. Dessa forma, eles poderão identificar quais palavras estão
forma, as peças que interligam o texto, como pro- sendo substituídas e/ou repetidas para facilitar a con-
nomes, conjunções e preposições, promovendo o tinuidade do texto e a compreensão do sentido. Trata-
sentido entre as idéias são chamadas coesão tex- se, portanto, do reconhecimento, por parte do aluno,
tual. Enfatizamos, nesta série, apenas os pronomes das relações estabelecidas entre as partes do texto.
como elementos coesivos. Assim, definiríamos
coesão como a organização entre os elementos que Aumento do efeito estufa ameaça plantas,
articulam as idéias de um texto. diz estudo.
As habilidades a serem desenvolvidas pelos descri-
tores que compõem este tópico exigem que o leitor O aumento de dióxido de carbono na atmosfera,
compreenda o texto não como um simples agrupa- resultante do uso de combustíveis fósseis e das
mento de frases justapostas, mas como um con- queimadas, pode ter consequências calamitosas
junto harmonioso em que há laços, interligações, para o clima mundial, mas também pode afetar
relações entre suas partes. diretamente o crescimento das plantas. Cientistas
A compreensão e a atribuição de sentidos relativos da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram
a um texto dependem da adequada interpretação de que, embora o dióxido de carbono seja essencial
seus componentes. De acordo com o gênero tex- para o crescimento dos vegetais, quantidades
tual, o leitor tem uma apreensão geral do assunto excessivas desse gás prejudicam a saúde das Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
do texto. plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura
Em relação aos textos narrativos, o leitor necessita de vários países.
identificar os elementos que compõem o texto –
narrador, ponto de vista, personagens, enredo, tem- O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32.
po, espaço – e quais são as relações entre eles na
construção da narrativa. 49) O texto acima possui elementos coesivos que
A compreensão e a atribuição de sentidos relativos promovem sua manutenção temática. A partir des-
a um texto dependem da adequada interpretação sa perspectiva, conclui-se que:
de seus componentes, ou da coerência pela qual o
texto é marcado. De acordo com o gênero textual, a) A palavra “mas”, na linha 3, contradiz a afirmação
o leitor tem uma apreensão geral do tema, do as- inicial do texto: linhas 1 e 2.
sunto do texto e da sua tese. Essa apreensão leva a b) A palavra “embora”, na linha 4, introduz uma ex-
uma percepção da hierarquia entre as ideias: qual é plicação que não encontra complemento no res-
a ideia principal? Quais são as ideias secundárias? tante do texto.
Quais são os argumentos que reforçam uma tese? c) As expressões: “consequências calamitosas”, na
Quais são os exemplos confirmatórios? Qual a con- linha 2, e “efeitos incalculáveis”, na linha 6, refor-

31
çam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo Trecho extraído de entrevista com Priscila Casale, pu-
do efeito estufa. blicada na edição nº 433, fevereiro de 2013.
d) O uso da palavra “cientistas”, na linha 3, é desne-
cessário para dar credibilidade ao texto, uma vez Então a escola não atende às necessidades dos
que se fala em “estudo” no título do texto. jovens?

(AvaliaBH). Leia o texto abaixo a seguir e responda. Penso que a escola não atende às necessidades
do processo acadêmico, que é ensinar o estudan-
O macaco perante o Juiz de Direito te de verdade, de ele sair do terceiro ano do Ensino
Médio mais bem preparado. E também não aten-
Andavam um bando de macacos em troça, pulan- de às outras necessidades. Vemos a imprensa
do de árvore em árvore, nas bordas de uma grota. noticiando crimes cometidos nas escolas, como
Eis senão quando um deles vê no fundo uma onça tráfico de drogas e a violência. O espaço da es-
que lá caíra. Os macacos se enternecem e resol- cola não deve abrigar esse tipo de coisa. Precisa
vem salvá-la. Para isso, arrancaram cipós, emen- ser completamente diferente. Se a educação não
daram-nos bem, amarraram a corda assim feita cumpre o papel que precisa cumprir, é óbvio que
à cintura de cada um deles e atiraram uma das deixa espaço para que aconteçam essas outras
pontas à onça. Com o esforço reunido de todos, coisas que não deveriam acontecer nas escolas.
conseguiram içá-la e logo se desamarraram, fu- Então é necessário investimento em educação e é
gindo. Um deles, porém, não o pôde fazer a tempo necessário que a educação cumpra de fato o pa-
e a onça segurou-o imediatamente. pel, que é de dar a possibilidade para que a gente
– Compadre macaco, disse ela, tenha paciência. cresça, se desenvolva. O ensino básico deve ser
Estou com fome e você vai fazer-me o favor de a porta de entrada para o mundo do trabalho e,
deixar-se comer. em especial, para o acesso à universidade. Não dá
O macaco rogou, instou, chorou; mas a onça para as coisas continuarem desse jeito. O espaço
parecia inflexível. Simão então lembrou que a de- que existe entre o ensino básico e a universidade
manda fosse resolvida pelo juiz de direito. Foram é um abismo enorme. No Brasil, os estudantes,
a ele, o macaco sempre agarrado pela onça. É juiz hoje, concluem o terceiro ano sem condições.
de direito, entre os animais, o jabuti, cujas audiên- Existem casos, inclusive, de estudantes concluí-
cias são dadas à borda dos rios, colocando-se ele rem o terceiro ano do Ensino Médio sem saber
em cima de uma pedra. Os dois chegaram e o ma- ler e escrever. Dados recentes do Ministério da
caco expôs as suas razões. Educação relatam que mais de 50% deles ficam
O jabuti ouviu e no fim ordenou: abaixo da nota mínima, por exemplo, em Mate-
– Bata palmas. mática. Mas a juventude está disposta a lutar, a
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Apesar de seguro pela onça, o macaco pôde as- somar forças junto ao poder público para mudar
sim mesmo bater palmas. essa situação.
Chegou a vez da onça, que também expôs suas
razões e motivos. 51) A palavra educação (l.5) é retomada logo em
– Bata palmas. seguida por:
A onça não teve remédio senão largar o macaco
que escapou, e também o juiz atirando-se na água. a) elipse que ocorre ante o verbo deixar [a educa-
ção] deixa.
Disponível em: <http://www.pt.wikisource.org/wiki/Triste_ b) a repetição do vocábulo na linha oito.
Fim_de_Policarpo.../I/II.> Acesso em: 22 fev. 2010. c) pelo vocábulo genérico coisas (l. 7)
d) pelo substantivo escolas (l. 7)
50) No trecho “...atirando-se na água.” (ℓ. 19-20), a
palavra destacada refere-se ao termo:

a) onça.
b) Simão.
c) jabuti.
d) juiz.

32
52) (PROEB) Leia o texto abaixo d) reproduzir a sonoridade de tambores batendo.

O crescimento do cabelo 54) (Projeto com (seguir)-DC) Leia o texto abaixo:

Quem não curte um corte de cabelo estiloso para


dar uma turbinada no visual?
Nosso cabelo, assim como as unhas, nunca pa-
ram de crescer. Por isso podemos cortá-lo de
várias formas sem correr o risco de ficar com a
cabeça pelada.
O cabelo é um fio produzido por uma glândula que
fica abaixo da pele. O pelo brota no folículo, que é
uma espécie de tubo no qual as células produzem Com base na observação da charge, o vocábulo
proteínas e queratina. ideais poderia ser substituído, sem alterar o sen-
Essas substâncias se acumulam em seu interior e tido, por:
são empurradas pra cima, endurecem e assumem
a forma de um fio. a) imaginárias.
Existem cabelos de todos os tipos: lisos, crespos, b) reais.
amarelos, vermelhos etc. A cor e a textura são de- c) adequadas.
terminadas por fatores genéticos. d) impróprias.

Jornal Estado de Minas, p. 8, 12 jan. 2008. *Adaptado: Re- 55) (Prova Brasil/Saeb-ADAPTADA)
forma Ortográfica.

A ciência é masculina?
No trecho “Essas substâncias se acumulam em seu
AtticoChassot
interior e são empurradas pra cima...”, a expressão
destacada substitui:
O autor procura mostrar que a ciência não é fe-
minina. Um dos maiores exemplos que se pode
a) a proteína e a queratina.
dar dessa situação é o prêmio Nobel, em que
b) as glândulas e a pele.
apenas 11 mulheres de ciências foram laurea-
c) o cabelo e a unha.
das em 202 anos de premiação. O livro apre-
d) os amarelos e os vermelhos.
senta duas hipóteses, uma histórica e outra bio-
lógica, para a possível superação do machismo
53) Leia o texto para responder a questão a seguir:
em frase como a de Hipócrates (460-400 a,C.),
considerado o pai da medicina, que escreveu:
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
“A língua é a última coisa que morre em uma
mulher”.

(Revista Galileu, fevereiro de 2004.)

A expressão “dessa situação” (L.2) refere-se ao fato de:

a) A ciência não ser feminina


b) A premiação possuir 202 anos
O texto publicitário abaixo é composto da repetição
c) A língua ser a última coisa que morre em uma
da palavra “bom”. Esse recurso é utilizado para:
mulher
d) O pai da medicina ser Hipócrates
a) provocar uma sensação de relaxamento dos sen-
tidos.
D7 – IDENTIFICAR A TESE DE UM TEXTO
b) imitar uma conhecida canção de natal com o bom-
Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade
bom.
de o aluno reconhecer o ponto de vista ou a idéia
c) enfatizar que o bombom é bom presente de natal.
central defendida pelo autor.

33
A tese é uma proposição teórica de intenção persua- de álcool?
siva, apoiada em argumentos contundentes sobre o Será que, extinguindo a publicidade, desaparece o
assunto abordado. desejo de consumir das crianças e adolescentes?
Será que, sem propaganda, os problemas desa-
Trecho extraído de entrevista com Priscila Casale, pu- parecerão, ou estamos enxergando só a ponta do
blicada na edição nº 433, fevereiro de 2013. iceberg ao atacar um suposto causador de um pro-
blema bem mais complexo?
O que representa a educação para os jovens? É evidente que crianças e adolescentes merecem
atenção e cuidados especiais e que têm direito à
A educação é a bandeira central da juventude. proteção enquanto consumidores, mas exemplos
Sempre foi. Desde o Ensino Fundamental, o aces- mostram que proibir não é a melhor solução.
so à universidade, até a conclusão do Ensino Su- Toda proibição, além de não inibir o consumo, gera
perior. No Brasil, hoje, vemos avanços considerá- distorções econômicas e sociais, e o maior prejudi-
veis, mas infelizmente a educação no nosso país cado é o consumidor, seja ele criança, adolescente
ainda não corresponde às necessidades que tem ou adulto.
a juventude e muito menos às necessidades que Em vez de pensar em novas leis (e há mais de
tem o Brasil. A juventude, nesse contexto todo, so- 200 projetos sobre o assunto em tramitação no
fre bastante. Mas acredito que, mobilizada como Congresso), a ação eficaz é fazer com que as já
está e participando das conferências em todos existentes sejam efetivamente cumpridas, como a
em níveis, podemos dar passos largos para que lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para
a juventude tenha mais direitos e participe do de- menores de 18 anos.
senvolvimento do país. Este inclusive foi o lema da No mercado de publicidade, vale lembrar a expe-
Conferência Nacional de Juventude, realizada em riência bem-sucedida do Conar, que tira do ar anún-
dezembro de 2011. Acredito que não tem como cios de empresas que infringem os códigos de au-
conquistar direitos se não for a partir do desenvol- torregulamentação acordados por diversos setores
vimento do país. da nossa economia.
A publicidade destinada ao público infantil não fica
56) A tese defendida no texto está expressa no trecho: fora desse contexto. Recentemente, a Associação
Brasileira de Anunciantes, a Associação Brasileira
a) A educação no nosso país ainda não correspon- da Indústria de Alimentos e 26 empresas assina-
de às necessidades que tem a juventude e muito ram um compromisso público que trata da comu-
menos às necessidades que tem o Brasil. nicação de alimentos e bebidas dirigida ao público
b) A educação é a bandeira central da juventude infantil, mostrando que setores organizados podem
c) A juventude, nesse contexto todo, sofre bastante. propor códigos específicos, seguidos de forma vo-
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

d) Acredito que não tem como conquistar direitos se luntária, com maior eficiência.
não for a partir do desenvolvimento do país. Vale ainda recordar os exemplos de melhoria na
qualidade de vida das pessoas quando bem infor-
Proibir publicidade resolve os problemas? madas, resultante de campanhas na mídia patro-
Patricia Blanco cinadas por empresas privadas, que ajudaram no
desenvolvimento de políticas públicas de educação,
Diariamente são divulgados estudos que mostram o de saúde, de higiene, de prevenção do uso de dro-
quanto a população está sujeita a riscos. gas e do consumo de álcool.
De danos causados pelo consumo excessivo de sal Sem dúvida, o papel decisivo na educação de crian-
ao uso de celulares, exemplos mostram o quanto é ças e adolescentes cabe aos pais e às famílias.
arriscado viver nos dias de hoje. Essa tarefa não pode ser terceirizada ou delegada.
Vivemos a era da informação, com os seus benefí- Em vez de buscar “culpados” para os problemas
cios e dilemas. sociais, é muito mais produtivo agir na consolida-
Nesse cenário, entra a publicidade, que, se por um ção de uma sociedade livre, educada, informada e
lado nos traz informação, por outro gera polêmica capaz de tomar suas próprias decisões sem a tutela
quando voltada a crianças e adolescentes. Mas do Estado.
será que proibir a publicidade de alimentos e be- É preciso educar nossos jovens para o consumo
bidas acabará com a obesidade e com o consumo consciente, de forma a dar a eles poder para que, ao

34
se tornarem adultos, possam exercer sua liberdade Quando removemos o chumbo da gasolina, ele
da maneira mais responsável possível. ressurge nos encanamentos envelhecidos. Quan-
do toxinas e resíduos são enterrados em aterros
Patricia Blanco é presidente-executiva do Instituto Palavra Aberta. sanitários, contaminam o len¬çol freático. Mas
ao menos acreditávamos conhecer bem o mercú-
57) O texto acima defende, no tocante à regulação rio. Apesar de todo o seu poder tóxico, desde que
da publicidade como um todo, a tese de que: evitássemos determinadas espécies de peixes nas
quais o nível de contaminação é particularmente
a) é necessária a criação de leis que regulem a pu- elevado, estaríamos bem. [...].
blicidade. Mas o mercúrio é famoso pela capacidade de pas-
b) a solução é fazer com que as leis existentes se- sar despercebido. Uma sé¬rie de estudos recen-
jam cumpridas. tes sugere que o metal potencialmente mortífero
c) os pais têm papel fundamental na educação de está em toda parte — e é mais perigoso do que a
crianças e adolescentes. maioria das pessoas acredita.
d) é possível tirar do ar anúncios que infrinjam as
normas de autorregulamentação do setor. Jeffrey Kluger. IstoÉ. nº 1927, 27/06/2006, p.114-115.

58) (PARANÁ – 2009) Leia o texto a seguir e res- A tese defendida no texto está expressa no trecho:
ponda:
a) as substâncias tóxicas, em aterros, contaminam
“Há uma geração sem palavras” o lençol freático.
b) o chumbo da gasolina ressurge com a ação do
A malhação física encanta a juventude com seus tempo.
resultados estéticos e exteriores. O que pode ser c) o mercúrio apresenta alto teor de periculosidade
bom. Mas seria ainda melhor se eles se preo- para a natureza.
cupassem um pouco mais com os “músculos ce- d) o total controle dos venenos ambientais é impos-
rebrais”, porque, como diz o poeta e tradutor José sível.
Paulo Paes, “produzem satisfações infinitamente
superiores”. 60) (Projeto com (seguir)-DC) Leia o texto abaixo:

Fonte: Marili Ribeiro – Jornal do Brasil, caderno B, Rio de Ja- O TREM ATRASOU
neiro, 28 de dez. 1996, p. 6.

Patrão, o trem atrasou


No fragmento apresentado, o autor defende a tese de
Por isso estou chegando agora
que:
Eu trago aqui um memorando da Central
O trem atrasou, meia hora Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
a) A malhação física traz ótimos benefícios aos jo-
O senhor não tem razão pra me mandar embora!
vens.
Patrão, o trem atrasou
b) Malhar é uma atividade superior às atividades ce-
Por isso estou chegando agora
rebrais.
Eu trago aqui um memorando da Central
c) O poeta José Paulo Paes pertence a uma geração
O trem atrasou, meia hora
sem palavras.
O senhor não tem razão pra me mandar embora!
d) Os jovens devem se preocupar mais com o de-
Senhor tem a paciência
senvolvimento intelectual.
Precisa compreender
Sempre fui obediente
59) (Prova Brasil) Leia o texto abaixo:
Cumpri todo o meu dever
Um atraso é muito justo
O mercúrio onipresente
Quando há explicação
(Fragmento)
Sou um chefe de família
Preciso ganhar meu pão,Patrão
Os venenos ambientais nunca seguem regras.
Patrão, o trem atrasou
Quando o mundo pensa ter descoberto tudo o que
Por isso estou chegando agora
é preciso para controlá-los, eles voltam a atacar.

35
Eu trago aqui um memorando da Central Desde que o homem é homem, ou talvez mesmo
O trem atrasou, meia hora antes, ele sente saudade; desde que aprendeu a
O senhor não tem razão pra me mandar embora! falar aprendeu também, de uma forma ou de ou-
Demônios da Garoa tra, a dizê-lo.

Com base na leitura atenta desse texto, depreende-se (Saudade. Folha de S. Paulo, 6/4/1996, adaptado.)
que há uma ideia defendida em:
61) A tese do texto acima é a de quê:
a) “Um atraso é muito justo / Quando há explicação”
b) “O trem atrasou meia hora” a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e
c) “Sempre fui obediente / Cumpri todo o meu dever” têm palavras para designá-los.
d) “Patrão, o trem atrasou / Por isso estou chegando b) os cães, assim como os seres humanos, sentem
agora” saudade.
c) trata-se de um mito a crença de que apenas os
Texto para a questão 61 povos lusófonos têm uma palavra para designar
o sentimento “saudade”.
Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes d) há línguas que são mais sintéticas que outras
que muitos acabam se convencendo de que eles para exprimir os sentimentos.
são de fato verdadeiros. Um desses casos é o que
envolve a palavra “saudade”, que seria uma exclu- O texto abaixo serve de base para a questão 62
sividade mundial da língua portuguesa. Trata-se
de uma grande e pretensiosa balela. Passado histórico
Todas as línguas do mundo exprimem com maior
ou menor grau de complexidade todos os senti- Do açoite
mentos humanos. E seria uma grande pretensão Da mulata erótica
acreditar que o sentimento que batizamos de Da negra boa de eito
“saudade” seja exclusivo dos povos lusófonos. E de cama
Embora línguas que nos são mais familiares como (nenhum registro)
o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de
FÁTIMA, Sônia. In: QUILOMBHOJE (org.). Cadernos negros:
uma expressão (seus equivalentes de “nostalgia” os melhores poemas. São Paulo: Quilombhoje, 1998. p. 118
e “falta”) para exprimir o que chamamos de sau-
dade em todas as circunstâncias, existem outros 62) O texto defende a tese de que:
idiomas que o fazem de forma até mais sintética
que o português. a) A mulata é um ser erótico, daí ser açoitada como
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Em uma de suas colunas semanais nesta Folha, castigo pela sensualidade.


o professor Josué Machado lembrou pelo menos b) A negra sendo boa de cama não é digna de regis-
dez equivalentes da palavra “saudade”. Os rus- tro histórico.
sos têm “tosca”; alemães, “Sehnsucht”; árabes, c) Os castigos físicos impostos à mulher negra não
“shauck” e também “hanim”; armênios, “garod”; são devidamente documentados pelo discurso
sérvios e croatas, “jal”; letões, “ilgas”; japoneses, histórico.
“natsukashi”; macedônios, “nedôstatok”; e hún- d) A mulata era, no passado, um indivíduo entregue
garos, “sóvárgás”. ao erotismo e ao trabalho na roça.
Pode-se ainda acrescentar a essa lista o “desi-
derium” latino, o “póthos” dos antigos gregos e 63) Leia o texto abaixo e identifique a tese dele.
sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes
nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no “O Brasil não terá índios no final do século XXI (...)
planeta ou nas 10 mil que já existiram. E por que isso? Pela razão muito simples que con-
Ora, se até os cães demonstram sentir saudades de siste no fato de o índio brasileiro não ser distinto
seus donos quando ficam separados por um motivo das demais comunidades primitivas que existiram
qualquer, seria de um etnocentrismo digno de fazer no mundo. A história não é outra coisa senão um
inveja à Alemanha nazista acreditar que esse senti- processo civilizatório, que conduz o homem, por
mento é próprio apenas aos que falam português. conta própria ou por difusão da cultura, a passar

36
do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um está- 64) O texto acima permite concluir que a sensação
gio civilizatório.” de que a ida é sempre mais demorada que a volta,
se deve:
Hélio Jaguaribe, cientista político, Folha de S. Paulo, 2 de se-
tembro de 1994.
a) ao funcionamento irregular do “cronômetro inter-
no” dos seres humanos.
a) O índio brasileiro não é distinto das demais comu-
b) à distância existente entre o ponto de saída e o
nidades primitivas.
ponto de chegada.
b) A história não passa de um processo civilizatório.
c) à concentração que não se situa na mesma área
c) O homem passa por conta própria dos estados
cerebral da percepção de tempo.
menos avançados para os mais avançados.
d) ao tempo gasto no trajeto.
d) O Brasil não terá índios no quando o século XXI
terminar.
Leia o texto abaixo:

D8 – ESTABELECER RELAÇÃO ENTRE A TESE E OS


Que mudanças no clima afetaram a humani-
ARGUMENTOS OFERECIDOS PARA SUSTENTÁ-LA
dade?
Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade
do aluno em estabelecer a relação entre o ponto de
Não é exagero dizer que a história da humanidade
vista do autor sobre um determinado assunto e os
sempre esteve ligada às transformações climá-
argumentos que sustentam esse posicionamento.
ticas. Sobretudo até o século 20, quando ainda
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no
não havia tecnologia suficiente para tornar mais
qual é solicitado ao aluno que identifique um argu-
toleráveis as variações bruscas ou prolongadas de
mento entre os diversos que sustentam a proposição
tempo e temperatura. Essas alterações fizeram o
apresentada pelo autor. Pode-se, também, solicitar o
homem descer das árvores, extinguiram civiliza-
contrário, que o aluno identifique a tese com base em
ções, impulsionaram migrações e decidiram guer-
um argumento oferecido pelo texto.
ras. Para exemplificar o que foi dito, vale relembrar
dois fatos históricos: em 2007, a concentração
Leia o texto abaixo.
de poluentes no ar eleva a temperatura do plane-
ta para os níveis mais altos dos últimos 150 mil
Por que a ida é sempre mais demorada que a volta?
anos; em junho de 1944, as forças aliadas preci-

saram esperar semanas pelo melhor clima para o
Essa sensação acontece com todo mundo que viaja
desembarque na Normandia, decisivo na derrota
– desde que tenham sido feitos trajetos idênticos, na
Nazista; em 1812, o inverno rigorosíssimo aniquila
mesma velocidade, em sentidos opostos. Isso por-
as tropas de Napoleão Bonaparte que haviam in-
que o nosso cronômetro interno não funciona com
vadido a Rússia; em 1788, a seca causa a quebra
perfeita regularidade e muitas vezes engana a noção
de safras e espalha a fome. O fato contribui, ainda
de tempo. As estruturas neurais que controlam a per-
que secundariamente, para a Revolução Francesa
cepção temporal estão localizadas na mesma área
em 1789, como lenda.
do cérebro que comanda a nossa concentração.
Isso significa que, se a maior parte dessa área estiver
Mundo estranho. Edição 65, julho 2007. p. 48.
voltada a prestar atenção no caminho, nas placas e na
paisagem, não conseguimos nos concentrar no con-
65)(SADEAM) Um dos argumentos que sustenta a
trole de tempo. E aí não saberemos quanto tempo, de
ideia defendida nesse texto é:
fato, a viagem levou. Na ida, a descoberta de novos
lugares influi na percepção de distância, e achamos
a) mudanças climáticas decidiram guerras.
que estamos demorando mais. Nossa preocupação é:
b) até o século XX a tecnologia controlava o clima.
“Quando vamos chegar?” Na volta, com o caminho já
c mudanças climáticas afetam apenas a Europa.
conhecido, a concentração se dispersa e a percepção
d) migrações e climas são fenômenos independentes.
de tempo é alterada para menos, dando a impressão
que o trajeto passou mais depressa.

Rafael Tonon. Fonte: Revista Superinteressante - Edição 241


- Julho de 2007, pág. 50.
66)(AvaliaBH) Leia o texto abaixo e responda: cente e suas condições internas, que determina-
rão suasnecessidades e a própria escolha. São
Ai, que sono! fatores inconscientes, que fazem com que aMa-
riazinha se encante com o jeito tímido do João
A cabeça fica pesada, os olhos não param aber- e não dê pelota para o herói daturma, o Mário.
tos, os movimentos se tornam vagarosos... Aos Aspectos situacionais, como a relação harmonio-
poucos, você vai se desligando de tudo e quase sa ou não entre ospais do adolescente, também
nem ouve mais a TV nem as vozes das pessoas influenciarão o seu namoro. Um relacionamento
ao redor. Está na hora de ir para a cama! emque um dos parceiros vem de um lar em crise,
Dormir é gostoso. Tanto que dá a maior preguiça é, de saída, dose de leão para ooutro, que passa
acordar de manhã. Cair no sono também é impor- a ser utilizado como anteparo de todas as dores e
tante para a saúde, porque ajuda a descansar e frustrações.Geralmente, esta carga é demais para
recarregar as energias. o outro parceiro, que também enfrenta suascrises
Além disso, enquanto dormimos, muitas coisas pelas próprias condições de adolescente. Entrar
acontecem em nosso corpo. em contato com a outrapessoa, senti-la, ouvi-la,
Os sentidos funcionam, mas o cérebro reage depender dela afetivamente e, ao mesmo tempo,
menos aos estímulos. Porém, se você tiver uma nãomassacrá-la de exigências, e não ter medo de
sensação na pele ou sentir um cheiro, isso pode se entregar, é tarefa difícil emqualquer idade. Mas
influenciar seus sonhos. é assim que começa este aprendizado de relacio-
As pálpebras se fecham para evitar a entrada de nar-seafetivamente e que vai durar a vida toda.
luz. Nós somos programados para descansar
quando está escuro. SUPLICY, Marta. A condição damulher. São Paulo: Brasilien-
se,1984.
A respiração fica mais lenta. Com os órgãos fun-
cionando devagar precisamos de menos oxigênio.
Para um namoro acontecer de forma positiva, o ado-
Os ouvidos praticamente se desligam. Só ouvimos
lescente precisa do apoio da família. O argumento
sons bem altos, como o do despertador tocando.
que defende essa idéia é:
O organismo libera maior quantidade de substân-
cias que estimulam o crescimento e renovam as
a) a família é o anteparo das frustrações.
células.
b) a família tem uma relação harmoniosa.
A temperatura do corpo cai e sentimos um pou-
c) o adolescente segue o exemplo da família.
quinho de frio.
d) o apoio da família dá segurança ao jovem.
Recreio. n. 468, p. 12.
68)(Prova Brasil) Leia o texto abaixo:
Durante o sono, a respiração é mais lenta, porque:
Os filhos podem dormir com os pais?
(Fragmento)
a) a temperatura do corpo diminui.
b) as pálpebras se fecham.
Maria Tereza – Se é eventual, tudo bem. Quando
c) o corpo precisa de menos oxigênio.
é sistemático, prejudica a intimidade do casal. De
d) os ouvidos se desligam.
qualquer forma, é importante perceber as motiva-
ções sub¬jacentes ao pedido e descobrir outras
67) Em relação ao texto abaixo:
maneiras aceitáveis de atendê-las. Por vezes, a
criança está com medo, insegura, ou sente que
O namoro na adolescência
tem poucas oportunidades de con¬tato com os
pais. Podem ser criados recursos próprios para
Um namoro, para acontecer de forma positiva,
lidar com seus medos e inseguranças, fazendo ela
precisa de vários ingredientes: acomeçar pela
se sentir mais competente.
família, que não seja muito rígida e atrasada nos
Posternak – Este hábito é bem freqüente. Tem a
seus valores, sejaconversável, e, ao mesmo tem-
ver com comodismo – é mais rápido atender ao
po, tenha limites muito claros de comportamento.
pedido dos filhos que agüentar birra no meio da
Oadolescente precisa disto, para se sentir seguro.
madrugada; e com culpa – “coitadinho, eu saio
O outro aspecto tem a ver com opróprio adoles-
quando ainda dorme e volto quando já está dor- (SAERS) Leia o texto abaixo e responda à questão 70
min-do”. O que falta são limites claros e concre-
tos. A criança que “sacaneia” os pais para dormir Uma nova geografia
também o faz para comer, escolher roupa ou acei-
tar as saídas familiares. As fronteiras entre os países sempre foram estabe-
lecidas por guerras ou por tratados diplomáticos.
ISTOÉ, setembro de 2003 -1772. Em tempos atuais, são definidas também pelo
aquecimento global. Uma nova demarcação entre
O argumento usado para mostrar que os pais agem Itália e França deverá ser aprovada no Parlamento
por comodismo encontra-se na alternativa: italiano no final deste mês. Com o derretimento
das geleiras, verificou-se que “nem sempre a linha
a) a birra na madrugada é pior. do cume coincide com a montanha que está por
b) a criança tem motivações subjacentes. baixo”, afirmou o deputado Franco Narducci, autor
c) o fato é muitas vezes eventual. do projeto de lei. Onde não há mais neve a divisão
d) os limites estão claros. será o topo da rocha. [...]
Uma comissão de especialistas italianos e suíços
69) Leia o texto e responda a questão abaixo verificou recentemente a diminuição das galerias
em torno do monte Cervino, também chamado de
GATO PORTÁTIL Matterhorn no lado suíço. A linha exata formada
pelas montanhas será estabelecida por imagens
Bichanos de apartamento não estão condenados aéreas. O deputado Narducci irá propor a mesma
a viver confinados. “Embora seja comum os gatos negociação para França e Áustria, diz a CNN. [..]
ficarem nervosos e terem medo de sair de casa
nas primeiras vezes, é possível acostumá-los a Revista da Semana. Ed. 83. São Paulo: Abril, abr. 2009. p. 26
ser sociáveis, a passear e até a viajar com seus
donos numa boa”, afirma HanneloreFuchs, vete- 70) De acordo com esse texto, o aquecimento glo-
rinária especialista em comportamento, de São bal redefine fronteiras entre países da Europa por
Paulo. “Basta começar cedo o treinamento e fazê- causa:
lo aos poucos.” Hannelore conta que tem um gato
que adora passear de carro e que vira e mexe vai A) da linha formada pelas montanhas.
para a praia com ela. “Isso promove o enrique- B) das ações dos políticos dos países.
cimento do cotidiano do bicho, o que é sempre C) do derretimento das geleiras.
extremamente positivo”, assegura. “Na Europa e D) dos tratados diplomáticos.
nos Estados Unidos, onde os gatos estão cada
vez mais populares, essa já é uma prática bastan- 71) Textos opinativos apresentam argumentos para
te difundida.” sustentar os pontos de vista que eles defendem. No
texto abaixo, os argumentos que justificam a falta
Revista Cláudia, novembro de 2006 de acesso às tecnologias digitais são:

É um argumento que apóia a tese defendida pelo au- A sociedade atual testemunha a influência deter-
tor desse texto: minante das tecnologias digitais na vida do ho-
mem moderno, sobretudo daquelas relacionadas
a) Basta começar cedo o treinamento e fazê-lo aos com o computador e a internet. Entretanto, parce-
poucos. las significativas da população não têm acesso a
b) Os gatos ficam nervosos e têm medo de sair de tais tecnologias. Essa limitação tem pelo menos
casa. dois motivos: a impossibilidade financeira de cus-
c) Na Europa e nos Estados Unidos os gatos são tear os aparelhos e os provedores de acesso, e a
populares. impossibilidade de saber utilizar o equipamento e
d) Hannelore é veterinária especialista em compor- usufruir das novas tecnologias. A essa problemá-
tamento. tica, dá-se o nome de exclusão digital.

a) A influência determinante das tecnológicas digi-


tais na vida das pessoas. das diferenças pessoais.
b) A carência financeira e ausência de conhecimen- d) o ambiente de trabalho é diferente do ambiente da
to relativo ao manuseio das novas tecnologias. escola.
c) A exclusão digital, que afasta o homem moderno
das tecnologias. 73)(Prova Brasil) Qual é a informação principal no
d) O caráter determinante do computador e da in- texto abaixo:
ternet sobre a vida de parcelas significativas da
população. Necessidade de alegria

D9 – DIFERENCIAR AS PARTES PRINCIPAIS DAS O ator que fazia o papel de Cristo no espetáculo de
SECUNDÁRIAS EM UM TEXTO Nova Jerusalém ficou tão compenetrado da mag-
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade nitude da tarefa que, de ano para ano, mais exigia
de o aluno reconhecer a estrutura e a organização do de si mes¬mo, tanto na representação como na
texto e localizar a informação principal e as informa- vida rotineira.
ções secundárias que o compõem. Não que pretendesse copiar o modelo divino, mas
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no sentia necessidade de aper-feiçoar-se moralmen-
qual pode ser solicitado ao aluno que ele identifique a te, jamais se permitindo a prática de ações menos
parte principal ou outras partes secundárias na qual nobres. E exagerou em contenção e silêncio.
o texto se organiza. Sua vida tornou-se complicada, pois os amigos
de bar o estranhavam, os cole¬gas de trabalho
Não há tempo para quem não se esforça no escritório da Empetur (Empresa Pernambucana
Cassius Oliveira de Turismo) pas¬saram a olhá-lo com espanto, e
Especial para a Folha em casa a mulher reclamava do seu alheamento.
No sexto ano de encenação do drama sacro, es-
Nós, os jovens que iniciamos numa carreira pro- tava irreconhecível. Emagrecera, tinha expressão
fissional, temos uma série de dificuldades pela sombria no olhar, e repetia maquinalmente as
frente. A primeira delas é encontrar uma empre- palavras tradicionais. Seu desempenho deixou a
sa que queira contratar-nos sem termos qualquer desejar.
experiência. Outro obstáculo é o relacionamento Foi advertido pela Empetur e pela crítica: devia ser
com os colegas de trabalho. Eles são pessoas no- durante o ano um homem alegre, descontraído,
vas, diferentes de nós. Por último, há o problema para tornar-se perfeito intérprete da Paixão na hora
de nós estarmos num espaço diferente daquele certa. Além do mais, até a chegada a Jerusalém,
da escola. O ambiente de trabalho é cheio de res- Jesus era jovial e costumava ir a festas.
ponsabilidades e de obrigações e exige um rápido Ele não atendeu às ponderações, acabou destituí-
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

amadurecimento. do do papel, abandonou a família, e dizem que se


É difícil ter esse amadurecimento em um curto alimenta de gafanhotos no agreste.
espaço de tempo e, infelizmente, a vida é um pou-
co injusta. Assim, temos de escolher entre ama- ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei.2ª ed.
Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 56.
durecer rapidamente e ser passado para trás por
alguém com mais experiência.
a) A arte de representar exige compenetração.
O mercado de trabalho é muito competitivo, e não
b) O ator pode exagerar em contenção e silêncio.
há tempo para quem não corre atrás de seus so-
c) O ator precisa ser alegre.
nhos ou batalha por eles.
d) É necessário aperfeiçoar-se.
72) O texto tem como informação principal o fato
(SPAECE) Leia o texto abaixo
de que:

História em esmolas
a) a iniciação profissional dos jovens é marcada por
dificuldades.
Quando aqui chegaram, os portugueses traziam
b) é difícil encontrar uma empresa que contrate jo-
bugigangas para oferecer aos índios. Desde então,
vens sem experiência.
a história do Brasil é uma história de esmolas dos
c) relacionar-se com os colegas é difícil em razão

40
poderosos para os humildes. a) proteger as plantas.
Ao mesmo tempo em que matavam os índios, os b) cultivar as plantas.
colonizadores distribuíam esmolas para eles. c) desfrutar a beleza das flores.
A independência também foi uma esmola: no lugar d) representar diferentes fases da História.
de um presidente brasileiro, eleito por nosso povo,
tivemos um imperador, filho do rei da metrópole. (3ª P.D – SEDUC-GO) Leia o texto abaixo e res-
A libertação dos escravos foi incompleta como ponda
uma esmola: não distribuíram as terras, não co-
locaram seus filhos na escola. Deram-lhes uma Nota Técnica
esmola de liberdade.
Nossa república foi proclamada, mas de um modo O Brasil vai monitorar a partir de segunda-feira (4)
insuficiente, como uma esmola. Foi proclamada, alimentos vindos do Japão, informa nota técnica con-
não constituída. Para proclamá-la, bastou um junta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (An-
marechal, em cima de um cavalo, com sua es- visa) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abaste-
pada, em um dia de novembro no Rio de Janeiro, cimento (Mapa), divulgada nesta quinta-feira (31).
mas para construí-la são necessários milhões de O objetivo das autoridades brasileiras é evitar que
professores, em dezenas de milhares de escolas alimentos possivelmente contaminados por alto
espalhadas por todo o território, durante muitas índice de radiação emitida pela usina nuclear de
décadas. Fukushima, afetada pelo tsunami do dia 11 de
março, entrem no país.
74) O fragmento que contém a principal informa- De acordo com a nota, a importação de alimentos
ção desse texto é: japoneses ao Brasil estará condicionada à apre-
sentação de declaração das autoridades sanitárias
a) “Quando aqui chegaram, os portugueses traziam do Japão de que os produtos não contêm níveis
bugigangas para os índios.”. de radiação acima dos limites permitidos.
b) “... a história do Brasil é uma história de esmolas
dos poderosos para os humildes.”. g1.globo.com, 01/04/2011.
c) “... no lugar de um presidente brasileiro, eleito por
nosso povo, tivemos um imperador,...”. 76) Na notícia acima, a principal informação apa-
d) “Nossa república foi proclamada, mas de um rece na frase:
modo insuficiente, como uma esmola.”.
a) “...informa nota técnica conjunta da ...ANVISA e...
Texto para a questão 75 MAPA, divulgada nesta quinta-feira (31).”
b) “O objetivo das autoridades brasileiras é evitar
QUAL É A FUNÇÃO DE UM JARDIM? que alimentos possivelmente contaminados....
entrem no país.” Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
A palavra jardim vem do hebreu e significa “prote- c) “O Brasil vai monitorar, a partir de segunda-feira
ger”. Um jardim, portanto, é um local de cultivo e os alimentos vindos do Japão...”
proteção das plantas. Ele pode servir para peque- d) “a importação de alimentos japoneses ao Brasil
nos propósitos, como o simples desejo de des- estará condicionada à apresentação de declara-
frutar a beleza das flores, ou até trazer benefícios ção das autoridades sanitárias do Japão...”
à saúde.
Na verdade, as características e funções dos jar- Este descritor, pode-se avaliar a habilidade do aluno
dins mudaram ao longo dos anos. Para não nos em reconhecer os fatos que causam o conflito ou
perdermos nesse caminho, melhor dividirmos os que motivam as ações dos personagens, originando
jardins em tipos, com características próprias e o enredo do texto.
que representem diferentes fases da História. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no
qual é solicitado ao aluno que identifique os acon-
(Revista Ciência Hoje das Crianças, número 200, pág.3) tecimentos desencadeadores de fatos apresentados
na narrativa,ou seja, o conflito gerador, ou o persona-
75) Pela leitura do texto, pode-se entender que o gem principal, ou o narrador da história, ou o desfe-
jardim apresenta uma função secundária, que é: cho da narrativa.

41
VISITA b) a saudade dos amigos de infância
c) a vida agitada da grande cidade.
Sobre a minha mesa, na redação do jornal, encon- d) a preocupação com a proteção aos animais.
trei-o, numa tarde quente de verão. É um inseto
que parece um aeroplano de quatro asas translúci- (SPAECE) Leia o texto abaixo e responda
das e gosta de sobrevoar os açudes, os córregos
e as poças de água. É um bicho do mato e não da Sinceridade de criança
cidade. Mas que fazia ali, sobre a minha mesa, em
pleno coração da metrópole? Era uma época de “vacas magras”. Morava só
Parecia morto, mas notei que movia nervosamen- com meu filho, pagando aluguel, ganhava pouco
te as estranhas e minúsculas mandíbulas. Estava e fui convidada para a festa de aniversário de uma
morrendo de sede, talvez pudesse salvá-lo. Pe- grande amiga. O problema é que não tinha dinhei-
guei-o pelas asas e levei-o até o banheiro. Depois ro messmoooooo.
de acomodá-lo a um canto da pia, molhei a mão e Fui a uma relojoaria à procura de uma pequena
deixei que a água pingasse sobre a sua cabeça e joia, ou bijuteria mesmo, algo assim, e pedi à bal-
suas asas. Permaneceu imóvel. É, não tem mais conista:
jeito — pensei comigo. Mas eis que ele se estre- – Queria ver alguma coisa bonita e barata para
mece todo e move a boca molhada. A água tinha uma grande amiga!
escorrido toda, era preciso arranjar um meio de Ela me mostrou algumas peças realmente caras,
mantê-la ao seu alcance sem contudo afogá-lo. A que na época eu não podia pagar.
outra pia talvez desse mais jeito. Transferi-o para Então eu pedi:
lá, acomodei-o e voltei para a redação. – Posso ver o que você tem, assim... alguma coi-
Mas a memória tomara outro rumo. Lá na minha sa mais baratinha?
terra, nosso grupo de meninos chamava esse bi- E a moça me trouxe um pingente folheado a ouro...
cho de macaquinho voador e era diversão nossa bonito e barato. Eu gostei e levei.
caçá-los, amarrá-los com uma linha e deixá-los Quando chegamos ao aniversário, (eu e meu filho)
voar acima de nossa cabeça. Lembrava também fomos cumprimentar minha amiga, que, ao abrir o
do açude, na fazenda, onde eles apareciam em presente, disse:
formação de esquadrilha e pousavam na água – Nossa, muito obrigada!!!!! Que coisa linda!!!!!
escura. Mas que diabo fazia na avenida Rio Bran- E meu filho, na sua inocência de criança bem pe-
co esse macaquinho voador? Teria ele voado do quena, sem saber bem o que significava a expres-
Coroatá até aqui, só para me encontrar? Seria ele são “baratinha” completou:
uma estranha mensagem da natureza a este de- – E era a mais baratinha que tinha!!!.
sertor?
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Voltei ao banheiro e em tempo de evitar que o ser- Disponível em: <http://recantodasletras.uol.com.br/infan-


til/610758>. Acesso em: 22 mar. 2010.
vente o matasse. “Não faça isso com o coitado!”
“Coitado nada, esse bicho deve causar doença.”
78) O enredo desse texto se desenvolve a partir:
Tomei-o da mão do homem e o pus de novo na
pia. O homem ficou espantado e saiu, sem saber
a) da chegada ao aniversário.
que laços de afeição e história me ligavam àquele
b) da inocência da criança.
estranho ser. Ajeitei-o, dei-lhe água e voltei ao tra-
c) do convite para o aniversário.
balho. Mas o tempo urgia, textos, notícias, telefo-
d) do presente comprado.
nemas, fui para casa sem me lembrar mais dele.

GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris e outras crônicas. (Projeto con(seguir)-DC) Leia o texto abaixo
Para gostar de ler, 31. São Paulo: Ática, 2001. p. 88-89
O CABOCLO, O PADRE E O ESTUDANTE
77) Com base na leitura do texto, pode-se concluir
que a questão central é: Um estudante e um padre viajavam pelo interior,
tendo como guia um caboclo. Deram a eles, numa
a) a presença inesperada de um inseto do mato na casa, um pequeno queijo de cabra. Não sabendo
cidade. como dividir, pois que o queijo era pequeno mes-

42
mo, o padre resolveu que todos dormissem e o Café preto que nem a preta velha
queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, café gostoso
o sonho mais bonito (pensando, claro, em en- café bom.
gambelar os outros dois com seu oratório). Todos
aceitaram e foram dormir. À noite, o caboclo acor- Minha mãe ficava sentada cosendo
dou, foi ao queijo e comeu-o. olhando para mim:
Pela manhã, os três sentaram à mesa para tomar – Psiu... Não acorde o menino.
café e cada qual teve que contar seu sonho. O pa- Para o berço onde pousou um mosquito.
dre disse que sonhou com a escada de Jacó e a E dava um suspiro... que fundo!
descreveu lindamente. Porém lá, ele subia triunfal-
mente para o céu. O estudante então contou que Lá longe, meu pai campeava
sonhara já estar no céu esperando o padre que no mato sem fim da fazenda.
subia. O caboclo riu e contou: E eu não sabia que minha história
— Sonhei que via seu padre subindo a escada e era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
seu doutor lá no céu, rodeado de amigos. Eu fiquei
na terra e gritei: Andrade, Carlos Drummond de. Disponível em: <http://www.
memoriaviva.com.br/drummond/poema002.htm> Acesso
— Seu doutor, seu padre, o queijo! Vosmicês es- em: 19 jul. 2008.
queceram o queijo! Então vosmicês responderam
de longe, do céu: 80) Nesse poema, a terceira estrofe evidencia o:
— Come o queijo, caboclo! Come o queijo, cabo-
clo! Nós estamos no céu, não queremos queijo. a) espaço da narrativa.
— O sonho foi tão forte que eu pensei que era b) narrador em 1ª pessoa.
verdade, levantei enquanto vocês dormiam e comi c) narrador em 3ª pessoa.
o queijo… d) tempo da narrativa.

http://victorian.fortunecity.com/postmodern/135/caboclo.
((CON)SEGUIR – RJ/2011) Leia o texto
htm

O LAZER DA FORMIGA
79) O texto que você acabou de ler é uma narrati-
va. A opção que apresenta o fato responsável por
A formiga entrou no cinema porque achou a porta
gerar a complicação da história é:
aberta e ninguém lhe pediu bilhete de entrada. Até
aí, nada demais, porque não é costume exibir bi-
a) “(…) o padre resolveu que todos dormissem (…)”
lhete de entrada a formigas.
b) “Todos aceitaram e foram dormir.”
Elas gozam de certos privilégios, sem abusar de-
c) “(…) levantei enquanto vocês dormiam e comi
les.
o queijo…” Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
O filme estava no meio. A formiga pensou em soli-
d) “(…) O caboclo acordou, foi ao queijo e comeu-o.”
citar ao gerente que fosse interrompida a projeção
para recomeçar do princípio, já que ela não estava
(PAEBES) Leia o texto abaixo
entendendo nada; o filme era triste, e os anúncios
falavam de comédia. Desistiu da ideia; talvez o cô-
Infância
mico estivesse nisso mesmo.
A jovem sentada à sua esquerda fazia ruído ao
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
comer pipoca, mas era uma boa alma e ofereceu
Minha mãe ficava sentada cosendo.
pipoca à formiga. — Obrigada, respondeu esta,
Meu irmão pequeno dormia.
estou de luto recente. — Compreendo, disse a
Eu sozinho menino entre mangueiras
moça, ultimamente há muitas razões para não co-
lia a história de Robinson Crusoé,
mer pipoca.
comprida história que não acaba mais.
A formiga não estava disposta a conversar, e mu-
dou de poltrona. Antes não o fizesse.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
Ficou ao lado de um senhor que coleciona formi-
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esque-
gas, e que sentiu, pelo cheiro, a raridade de sua
ceu chamava para o café.
espécie. Você será a 70001 de minha coleção,

43
disse ele, esfregando as mãos de contente. apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos
E abrindo uma caixinha de rapé, colocou dentro a exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não
formiga, fechou a caixinha e saiu do cinema. consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apaga-
va as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse
Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. Fonte: Pro- até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.”
jeto (Con)seguir – Duque de Caxias – RJ
(Graciliano Ramos – São Bernardo – São Paulo, Liv. Martins
81) Marque a opção cujo conteúdo expresse o fato Editora)
representante da complicação da narrativa:
82)(FGV - Adaptada) Segundo o texto, o narrador
a) “A formiga entrou no cinema porque achou a por- não pôde conhecer totalmente sua esposa, Mada-
ta aberta (...)” lena, sobretudo:
b) “A formiga pensou em solicitar ao gerente que
fosse interrompida a projeção.” a) porque ela nunca se revelou inteiramente.
c) “A formiga não estava disposta a conversar, e b) por causa “desta vida agreste”.
mudou de poltrona.” c) por ser sempre agitado por indefiníveis emoções.
d) “Ficou ao lado de um senhor que coleciona formi- d) porque as palavras são reproduções imperfeitas
gas, (...)” das inquietações.

D11 – ESTABELECER RELAÇÃO CAUSA/CONSE- Trecho extraído de entrevista com Priscila Casale,
QUÊNCIA ENTRE PARTES E ELEMENTOS DO TEXTO publicada na edição nº 433, fevereiro de 2013.
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade
do aluno em identificar o motivo pelo qual os fatos são Quais são as principais dificuldades e os desa-
apresentados no texto, ou seja, o reconhecimento de fios da juventude?
como as relações entre os elementos organizam-se
de forma que um torna-se o resultado do outro. Por conta das características da juventude, é um
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no período da vida bastante complicado, mas tam-
qual o aluno estabelece relações entre as diversas bém maravilhoso: é quando começamos a con-
partes que o compõem, averiguando as relações de traditar a ordem das coisas, das regras da socie-
causa e efeito, problema e solução, entre outros. dade. Eu acredito que para o desenvolvimento do
indivíduo na sua plenitude, e para o mundo, para
“Conheci que Madalena era boa em demasia, os desafios que o mundo tem, para a história da
mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou humanidade como um todo, a juventude cumpre
pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. um papel fundamental. Quanto aos problemas que
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

A culpa foi minha, ou antes a culpa foi desta vida a juventude sofre, acho que são os mesmos que
agreste, que me deu uma alma agreste.E falando a sociedade no geral sofre. Porém acredito que
assim, compreendo que perco o tempo. Com efei- na juventude os problemas têm mais peso. Infe-
to, se me escapa o retrato moral de minha mulher, lizmente, por exemplo, o jovem ainda tem mais
para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou dificuldade de conseguir trabalho decente, em es-
forçado a escrever.Quando os grilos cantam, sen- pecial quando se trata de uma jovem mulher ou de
to-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, um jovem negro, um jovem da periferia.
acendo o cachimbo. Às vezes as ideias não vêm,
ou vêm muito numerosas- e a folha permanece 83) Qual dos trechos abaixo, extraídos da resposta
meioescrita, como estava na véspera. Releio algu- de Priscila Casale, apresenta uma relação de cau-
mas linhas, que me desagradam. Não vale a pena sa e consequência:
tentar corrigi-las. Afasto o papel.Emoções indefiní-
veis me agitam – inquietação terrível, desejo doido a) “Por conta das características da juventude, é um
de voltar, de tagarelar novamente com Madalena, período da vida bastante complicado...”
como fazíamos todos os dias, a esta hora. Sau- b) “...o jovem ainda tem mais dificuldade de conse-
dade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um guir trabalho decente, em especial quando se tra-
peso enorme no coração.Procuro recordar o que ta de uma jovem mulher ou de um jovem negro,
dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram um jovem da periferia.”

44
c) “Porém acredito que na juventude os problemas c) O fato de Arnaldo Niskier ser presidente da ABL e
têm mais peso.” o acordo com Academia de Ciências de Lisboa.
d) “Quanto aos problemas que a juventude sofre, d) Uma das últimas sessões da ABL e a feitura defi-
acho que são os mesmos que a sociedade no nitiva de um vocabulário.
geral sofre.”
Leia o texto para responder a questão abaixo:
Texto para a questão 84
Tatuagem
A unidade Ortográfica
Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar
Velhíssima questão a da unidade ortográfica do mensagem no peito pedindo para não proceder
português usado no Brasil e em Portugal. Que a a manobras de ressuscitação em caso de parada
prosódia seja diferente, é natural. Num país imen- cardíaca.
so como o nosso, há diversas formas de pronun- (Mundo Online, 4, fev., 2003)
ciar as palavras, e o próprio vocabulário admite
expressões regionais – o mesmo acontecendo em Ela não era enfermeira (era secretária), não era in-
todas as línguas do mundo. glesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim
O diabo é a grafia, sobre a qual os portugueses 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim,
não abrem mão de escrever “director”, por exem- decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatua-
plo. Não é o mesmo caso de “facto” e “fato”, que dor, com o recorte da notícia. O homem não comen-
têm significações diferentes e, com boa vontade, tou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.
podemos compreender a insistência dos portu- – É bom você anotar – disse ela – porque não será
gueses em se referir à roupa e ao acontecimento. uma mensagem tão curta como essa da inglesa.
Arnaldo Niskier, quando presidente da Academia Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se
Brasileira de Letras, conseguiu acordo com a a anotar.
Academia de Ciências de Lisboa, assinaram-se – “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca”
tratados com a aprovação dos governos do Brasil – ditou ela –, “favor não proceder à ressuscita-
e Portugal. O acordo previa o consenso de todos ção”. Uma pausa, e ela continuou:
os países lusófonos. Na época, somente os dois – “E não procedam à ressuscitação, porque não
principais interessados estavam em condições de vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio
obter um projeto comum – mais tarde, Cabo Verde de ingratos.”
também toparia. Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago
Numa das últimas sessões da ABL, Sérgio Paulo para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.
Rouanet, Alberto da Costa e Silva e Evanildo Be- Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatua-
chara trouxeram o problema ao plenário – um dos dor, homem vivido, já tinha adivinhado como ter-
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
temas recorrentes da instituição é a feitura defi- minaria a história (...). E antes que ela contasse a
nitiva do vocabulário a ser adotado por todos os sua tragédia resolveu interrompê-la.
países de expressão portuguesa. [...] – Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a
Cristão - novo nesta questão, acredito que não senhora me contou, eu precisaria de mais três ou
será para os meus dias a solução para a nossa quatro mulheres.
unidade ortográfica. Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde.
Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num
CONY, Carlos Heitor. Folha de S.Paulo, São Paulo, 10 ago.2004 bar ali perto.
Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão
84) Em relação ao texto acima, é possível iden- bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente
tificar relação de causa e consequência entre os para ela, no seu próprio peito. Nada de muito ar-
seguintes fatos: tístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatua-
gem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse
a) As diferentes prosódias regionais e a imensidão sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma
do país. nova, e muito melhor, existência.
b) Ser cristão novo e acreditar que a questão da uni-
dade ortográfica não será resolvida logo. (Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)

45
85) O trecho do texto que retrata a consequência interessantes. Poderiam ser feitas gincanas, festas
após o encontro da secretária com o tatuador é: e até churrascos dentro da escola.

a) “Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia”. (Juliana Araújo e Souza. In Correio Braziliense, 10/02/2003,
Gabarito. p. 2.)
b) “Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se
a anotar”.
Em “A comunidade poderia interagir e participar de ativi-
c) “E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu
dades interessantes.” (ℓ. 3), a palavra destacada indica:
interrompê-la”.
d) ”Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem”.
a) alternância.
b) oposição.
D15 – ESTABELECER RELAÇÕES LÓGICO-DISCUR-
c) adição.
SIVAS PRESENTES NO TEXTO, MARCADAS POR
d) explicação.
CONJUNÇÕES, ADVÉRBIOS ETC.
As habilidades que podem ser avaliadas por este
Leia o texto para responder a questão abaixo
descritor, relacionam-se aoreconhecimento das rela-
ções de coerência no texto em busca de uma con-
Maneira de amar
catenação perfeita entre as partes do texto, as quais
são marcadas pelas conjunções, advérbios, etc., for-
O jardineiro conversava com as flores e elas se
mando uma unidade de sentido.
habituaram ao diálogo. Passava manhãs contan-
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual
do coisas a uma cravina ou escutando o que lhe
ésolicitado ao aluno, a percepção de uma determina-
confiava um gerânio. O girassol não ia muito com
da relação lógico-discursiva, enfatizada, muitas vezes,
sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou
pelas expressões de tempo, de lugar, de comparação,
porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
de oposição, de causalidade, de anterioridade, de pos-
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças,
teridade, entre outros e, quando necessário, a identifi-
pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz
cação dos elementos que explicam essa relação.
para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma si-
tuação bastante embaraçosa, que as outras flores
86) Observe o trecho:
não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro
deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a
O fino suporte de madeira sobre o qual o retrato foi
terra, na ocasião devida.
pintado sofreu uma deformação desde que especia-
O dono do jardim achou que seu empregado perdia
listas em conservação examinaram a pintura pela
muito tempo parado diante dos canteiros, aparen-
última vez...
temente não fazendo coisa alguma. E mandou-o
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

embora, depois de assinar a carteira de trabalho.


Nele, o elemento coesivo “desde que”, mais do que
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tris-
ligar duas orações, estabelece uma relação de senti-
tes e censuravam-se porque não tinham induzido
do entre elas. Dentre as alternativas abaixo, assinale
o girassol a mudar de atitude. A mais triste de to-
aquela que indica a relação de sentido estabelecida
das era o girassol, que não se conformava com a
pelo “desde que” no trecho referido.
ausência do homem. “Você o tratava mal, agora
está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste
a) Condição
porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha
b) Causa
maneira de amar, ele sabia disso, e gostava”.
c) Tempo
d) Concessão ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei. Rio de
Janeiro: Record, 1997.
87)(Prova Brasil) Leia o texto abaixo:
88) No trecho “Em vão o jardineiro tentava captar-
Acho uma boa idéia abrir as escolas no fim de se- lhe as graças” (2° parágrafo), o termo em desta-
mana, mas os alunos devem ser supervisionados que refere-se ao seguinte termo do 1° parágrafo:
por alguém responsável pelos jogos ou qualquer
opção de lazer que se ofereça no dia. A comu- a) girassol (linha 3).
nidade poderia interagir e participar de atividades b) gerânio (linha 2).

46
c) cravina (linha 2). c) consequência de um fato.
d) homem bonito (linha 3). d) finalidade de um fato enunciado.

Leia o texto para responder a questão a seguir Leia o texto para responder a questão a seguir

Quanto tempo resistimos sem comer nem be- Você é o que você come
ber?
Está provado em pesquisas que crianças que man-
Há registros de pessoas que suportaram até 200 têm um bom hábito alimentar e que controlam seu
dias sem comer, mas esse tempo sempre varia peso têm maior probabilidade de se tornarem adul-
conforme a estatura. Sem água, porém, a resis- tos saudáveis e sempre de bem com a balança. A
tência é bem menor e o estado de saúde torna-se lógica inversa, infelizmente também se confirma:
bastante grave após cerca de 36 horas. Ficar sem crianças que passam a infância acima de seu peso
comer por um ou dois dias normalmente não oca- normal tendem a se transformar em adultos obesos
siona problemas que possam afetar gravemente a e em constante “briga” com a balança.
pessoa. Essa situação não costuma causar mais Hoje, o Brasil ostenta um título nada agradável:
que tonturas e dor de cabeça. “O jejum não tem campeão mundial de crianças de até cinco anos
indicação para ser usado de forma rotineira sob com sobrepeso (entre 10% e 15% do ideal). Por
o ponto de vista médico, mas tem sido praticado isso mesmo, pais e responsáveis por elas têm a
desde a Antiguidade como preceito religioso para missão de orientar e reeducar seus pequenos para
a purificação do espírito”, diz o endocrinologista evitar uma grande epidemia de obesidade, doença
Danilo Alvarenga de Carvalho. Quando feito sem tratada com muita preocupação em todo o mundo.
controle médico, porém, o jejum pode implicar Alimentações regradas, moderadas, cinco vezes
sérios riscos para a saúde, inclusive levando à ao dia e sempre com hora marcada são uma boa
morte. Sem a ingestão de alimentos, o organismo fórmula para começar a botar a casa em ordem e
começa a queimar suas reservas de energia, prin- melhorar a saúde da criançada.
cipalmente as gorduras.
Depois delas, consome as proteínas que com- O Globo Esportes, 17 de julho de 2010
põem os tecidos. Ficar muito tempo sem se ali-
mentar também provoca diversas alterações me- 90) O segundo período do segundo parágrafo ini-
tabólicas e hormonais, com perda de vitaminas e cia-se com “Por isso mesmo”, em que o vocábulo
sais minerais, alterações da pressão arterial, des- ISSO se refere ao fato de:
maios e problemas psicológicos. Mas a falta de
água é bem mais grave. Um homem de estatura a) o Brasil ostentar o título de campeão mundial de
média contém em seu corpo aproximadamente 40 crianças com sobrepeso.
litros de água, necessária para resfriar o corpo. b) os pais e responsáveis terem a missão de orientar Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
Além disso, a água transporta as substâncias tó- e reeducar seus pequenos.
xicas que sobram da nutrição para serem elimina- c) as crianças com bons hábitos alimentares serem
das pelos rins e intestinos. Numa pessoa saudável, adultos saudáveis.
existe um equilíbrio entre a quantidade de líquidos d) a alimentação regrada e moderada melhorar a
ingeridos e eliminados. A perda desse equilíbrio saúde da criançada.
em poucos dias é o suficiente para matar.
(AvaliaBH) Leia o texto abaixo.
(Superinteressante Especial: Mundo estranho, ago.2001.)
A ideia surgiu quando um amigo, Ken Marshall, dono
89) No trecho “Além disso, a água transporta as de uma importadora de vinhos, disse que, se o câmbio
substâncias tóxicas que sobram da nutrição...” (3º continuasse disparando, voltaria para o antigo negócio
parágrafo), a expressão destacada desempenha a de exportação de móveis artesanais brasileiros...
função de:
Época, 17/02/03. p. 451.
a) comparação entre dois fatos.
b) adição de ideias.

47
91) Na frase “... disse que se o câmbio continuasse A queda da taxa de fecundidade, por sua vez, provo-
...”, a palavra em destaque estabelece uma rela- cou também a diminuição do número médio de pes-
ção de: soas por família, de 3,9 em 1991 para 3,5 em 2000.
As famílias com até quatro componentes representam
a) tempo. 60% do total. Por causa disso, o Brasil, aproxima-se de
b) consequência. um padrão observado em países desenvolvidos, onde
c) causa. o crescimento populacional é substituído pela reposi-
d) condição. ção da população, ou seja, o número de nascimento
está perto do número de óbitos.
(PAEBES) Leia o texto abaixo
Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, 19 maio 2002.
FAMÍLIA BRASILEIRA NÃO É MAIS A MESMA
92) O uso de “Em contrapartida”, no trecho “Em
O crescimento da proporção de solitários é um as- contrapartida, a proporção de pessoas com casa-
pecto das mudanças na estrutura familiar brasilei- mento registrado caiu”, estabelece a relação de
ra, reveladas pelos dados do IBGE. Uma tendência oposição com a ideia de:
confirmada pela amostra é o avanço da mulher
como chefe de domicílio. No último censo, 26,7% a) acréscimo espantoso da população brasileira.
das famílias tinham a mulher como cabeça, contra b) aumento do percentual da preferência pela união
20,5% em 1991. Para a socióloga Lilibeth Cardo- consensual.
so Roballo Ferreira, esse dado tem relação com c) aumento no número de nascimento em relação
o número de pessoas que vivem sós. Para efeito ao óbito.
da Amostra do Censo, em uma casa habitada por d) crescimento do número de famílias que tem a
apenas uma mulher, ela é a chefe, o que ocorreu mulher na liderança.
em 17,9% dos casos. Enquanto isso, apenas
6,2% dos domicílios chefi ados pelo homem ti-
nham apenas um morador.
Outra mudança importante na estrutura familiar é o
crescimento das uniões consensuais, acompanha-
do pela queda no número de casamentos legais.
Entre 1991 e 2000, subiu de 18,3% para 28,3% a
porcentagem de brasileiros que preferem a união
consensual. Em contrapartida, a proporção de pes-
soas com casamento registrado em cartório caiu,
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

no mesmo período, de 57,8% para 50,1%.

TÓPICO V

RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E


EFEITOS DE SENTIDO
O uso de recursos expressivos possibilita uma leitu- cursos, exigindo atenção redobrada e sensibilidade
ra para além dos elementos superficiais do texto e do leitor para perceber os efeitos de sentido subja-
auxilia o leitor na construção de novos significados. centes ao texto.
Nesse sentido, o conhecimento de diferentes gêne- Vale destacarmos que os sinais de pontuação,
ros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento como reticências, exclamação, interrogação, etc.,
de estratégias de antecipação de informações que o e outros mecanismos de notação, como o itálico,
levam à construção de significados. o negrito, a caixa alta e o tamanho da fonte podem
Em diferentes gêneros textuais, tais como a propa- expressar sentidos variados. O ponto de exclama-
ganda, por exemplo, os recursos expressivos são ção, por exemplo, nem sempre expressa surpresa.
largamente utilizados, como caixa alta, negrito, itá- Faz-se necessário, portanto, que o leitor, ao explorar
lico, etc. Os poemas também se valem desses re- o texto, perceba como esses elementos constroem

48
a significação, na situação comunicativa em que se 93) O humor no texto é gerado porque:
apresentam.
a) Zé Pequeno está sendo empurrado por Marieta e
D16 – IDENTIFICAR EFEITOS DE IRONIA OU HU- Xaxado.
MOR EM TEXTOS VARIADOS b) na verdade, Zé Pequeno está com medo dos livros.
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilida- c) Marieta mandar Zé Pequeno deixar de bestagem.
de do aluno em reconhecer os efeitos de ironia ou d) Zé Pequeno ter medo de cachorro.
humor causados por expressões diferenciadas, utili-
zadas no texto pelo autor, ou, ainda, pela utilização de 94) Observe a tirinha abaixo:
pontuação e notações.
Essa habilidade é avaliada por meio de textos verbais
e não-verbais, sendo muito valorizado nesse descri-
tor atividades com textos de gêneros variados sobre
temas atuais, com espaço para várias possibilidades
de leitura, como os textos publicitários, as charges,
os textos de humor ou as letras de músicas, levando
o aluno a perceber o sentido irônico ou humorístico
do texto, que pode estar representado tanto por uma
expressão verbal inusitada, quanto por uma expres-
são facial da personagem. Nos itens do Saeb, geral-
mente é solicitado ao aluno que ele identifique onde
se encontram traços de humor no texto, ou informe
por que é provocado o efeito de humor em determi-
nada expressão.
O humor do texto vem do fato de que:

a) os dois cachorros queriam sair com a cachorri-


nha por isso estavam lutando.
b) a cachorrinha não queria sai com nenhum dos
cachorros.
c) a cachorrinha queria sair somente com Bidu.
d) nenhum dos cachorros queria sair com a cachor-
rinha por isso estavam lutando.

MENINO QUE CHUPOU A BALA ERRADA


Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
Stanislaw Ponte Preta

Diz que era um menininho que adorava bala e isto


não lhe dava qualquer condição de originalidade, é
ou não é? Tudo que é menininho gosta de bala. Mas
o garoto desta história era tarado por bala. Ele tinha
assim uma espécie de ideia fixa, uma coisa assim...
assim, como direi? Ah... creio que arranjei um bom
exemplo comparativo: o garoto tinha por bala a
mesma loucura que o Sr. Lacerda tem pelo poder.
Vai daí um dia o pai do menininho estava limpando
o revólver e, para que a arma não lhe fizesse uma
falseta, descarregou-a, colocando as balas em
cima da mesa. O menininho veio lá do quintal, viu
aquilo ali e perguntou pro pai que era:
– É bala – respondeu o pai, distraído.
Imediatamente o menininho pegou diverso, botou

49
na boca e engoliu, para desespero do pai, que não Fiquei sem açúcar.
medira as conseqüências de uma informação que Então resolvi pedir uma xícara de açúcar empres-
seria razoável a um filho comum, mas não a um tada para o meu vizinho.
filho que não podia ouvir falar em balas que ficava Agora, esse vizinho era um porco.
tarado para chupá-las. E não era muito inteligente também.
Chamou a mãe (do menino), explicou o que ocor- Ele tinha construído a sua casa toda de palha.
rera e a pobre senhora saiu desvairada para o tele- Dá para acreditar? Quero dizer, quem tem a cabe-
fone, para comunicar a desgraça ao médico. ça no lugar não constrói uma casa de palha. (...)
Esse tranqüilizou a senhora e disse que iria até lá
em seguida. SCIESZKA, Jon. A verdadeira história dos três porquinhos.
Editora Companhia das Letrinhas.
Era um velho clínico, desses gordos e bonachões,
acostumados aos pequenos dramas domésticos.
96) Em qual frase aparece um comentário irônico
Deu um laxante para o menininho e esclareceu
do narrador sobre a alimentação dos leitores?
que nada de mais iria ocorrer. Mas a mãe estava
ainda aflita e insistiu:
a) Se os cheesburgers fossem uma gracinha, todos
– Mas não há perigo de vida, doutor?
iam achar que você é Mau.
– Não – garantiu o médico – Para o menino não
b) Não é culpa minha se os lobos comem bichos
há o menor perigo de vida. Para os outros talvez.
engraçadinhos.
Bem... – ponderou o doutor – O que eu quero dizer
c) Talvez seja por causa de nossa alimentação.
é que, pelo menos durante o período de recupera-
d) Eu estava fazendo um bolo de aniversário para
ção, talvez fosse prudente não apontar o menino
minha querida vovozinha.
para ninguém.

SECULT. Caderno de Apoio à prática Pedagógica. Crônicas/ Leia o texto abaixo.


Biografias, 2007 p.
Desejo de genro
95) O trecho que indica HUMOR é:
Sogrinha, eu gostaria muito que a senhora fosse
a) “Diz que era um menino que adorava bala e isto uma estrela.
não lhe dava qualquer condição de originalidade.” - Quanta gentileza, genrinho. Mas por que você
b) “Chamou a mãe do menino explicou o que ocor- fala assim?
rera e a pobre senhora saiu desvairada para o te- - Porque a estrela mais próxima está a milhões e
lefone para comunicar a desgraça ao médico.” milhões de quilômetros da Terra.
c) “Bem... ponderou o doutor: - o que eu quero dizer é que
pelo menos durante o período de recuperação talvez
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

Calendário 2008 – Ed. Boa Nova Com. Livros Religiosos Ltda.


fosse prudente não apontar o menino para ninguém.” - EPP
d) “Ah... Creio que arranjei um bom exemplo compa-
rativo: O garoto tinha por bala a mesma leitura que 97) O que dá um tom divertido a esse texto?
o Sr. Lacerda pelo poder.”
a) O genro chamar a sua sogra de “sogrinha” e que-
Leia o texto abaixo. rer que ela fosse uma estrela.
b) A gentileza do genro com a sua “sogrinha”, coisa
Eu não sei como começou todo esse papo de rara de acontecer.
Lobo Mau, mas está completamente errado. c) O genro comparar a distância das estrelas à dis-
Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, tância que quer ter da sogra.
não é culpa minha se os lobos comem bichos en- d) A existência de estrelas a milhões de quilômetros
graçadinhos como coelhos e porquinhos. É ape- do planeta Terra.
nas nosso jeito de ser. Se os cheesburgers fossem
uma gracinha, todos iam achar que você é Mau. D17 – IDENTIFICAR O EFEITO DE SENTIDO DECOR-
(...) RENTE DO USO DA PONTUAÇÃO E DE OUTRAS
No tempo do Era Uma Vez, eu estava fazendo um NOTAÇÕES
bolo de aniversário para minha querida vovozinha. A habilidade que pode ser avaliada por este descri-
Eu estava com um resfriado terrível, espirrando muito. tor refere-se à identificação, pelo aluno, dos efeitos

50
provocados pelo emprego de recursos da pontuação
ou de outras formas de notação, em contribuição à
compreensão textual, não se limitando ao seu aspec-
to puramente gramatical.
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no
qual é requerido do aluno que ele identifique o sentido
provocado por meio da pontuação (travessão, aspas,
reticências, interrogação, exclamação, etc.) e/ou no-
tações como, tamanho de letra, parênteses, caixa
alta, itálico, negrito, entre outros. Os enunciados dos
itens solicitam que os alunos reconheçam o porquê
do uso do itálico, por exemplo, em uma determinada
palavra no texto, ou indique o sentido de uma excla-
mação em determinada frase, ou identifique por que
usar os parênteses, entre outros.

Texto para a questão 98

POR QUE A CHUVA CAI EM GOTAS

Por que é desse modo que a água se forma no inte-


rior das nuvens. Nuvens são aglomeradas de micro-
gotículas de água surgidas por condensação – pas-
sagem do estado gasoso para o líquido – de vapor
na atmosfera. Por serem muito leves essas gotículas,
cujo diâmetro é da ordem de milésimos de centíme-
tros, flutuam como poeira em suspensão. Somente
quando se juntam devido a choques e formam gotas 99) O uso do ponto de exclamação na fala de Zé
maiores, de pelo menos 2 milímetros de diâmetros, é Pequeno exprime:
que adquirem peso suficiente para cair.
a) alegria
SECULT. Caderno de Apoio à prática Pedagógica. Textos ex- b) determinação
positivos, 2007. p.8
c) medo
d) surpresa
98)(CREs Cabula e Liberdade) O uso de travessão
no texto indica: Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o poema de Cecília Meireles

a) Dúvida
Bolhas
b) Explicação
c) Interrogação
Olha a bolha d’água
d) Continuação
no galho!
Olha o orvalho!
Olha a bolha de vinho
na rolha!
Olha a bolha!
Olha a bolha na mão
que trabalha.
Olha a bolha de sabão
na ponta da palha: brilha, espelha
e se espalha.
Olha a bolha!
Olha a bolha

51
que molha O freguês, dono de restaurante:
a mão do menino: - Bem passadas, com molho e pimenta.
A bolha da chuva da calha!
É possível dizer que o efeito de sentido que gerou o
100) No verso “Olha a bolha!” O ponto de excla- humor do texto encontra-se na palavra:
mação expressa:
a) quer
a) Um susto. b) passadas
b) Um convite. c) molho e pimenta
c) Uma admiração. d) costeletas
d) Uma ordem.
As Amazônias
101) Leia o texto abaixo
Esse tapete de florestas com rios azuis que os
astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais
da metade do território brasileiro. Quem viaja
pela região, não cansa de admirar as belezas da
maior floresta tropical do mundo. No início era
assim: água e céu.
É mata que não tem mais fim. Mata contínua,
com árvores muito altas, cortada pelo Amazo-
nas, o maior rio do planeta. São mais de mil
rios desaguando no Amazonas. É água que não
acaba mais.
A palavra “AHÁÁ!!”, no último quadrinho, está es-
crita com letras maiores: SALDANHA, P. As Amazônias. Rio de Janeiro: Ediouro,
1995.
a) porque a palavra é pequena.
b) porque a palavra é sem sentido. 103) No texto, o uso da expressão - água que
c) para enfatizar a reação de desespero do homem. não acaba mais – revela:
d) para enfatizar a reação de satisfação da mulher.
a) admiração pelo tamanho do rio.
D18 – RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DE- b) ambição pela riqueza da região.
CORRENTE DA ESCOLHA DE UMA DETERMINADA c) medo da violência das águas.
PALAVRA OU EXPRESSÃO
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

d) surpresa pela localização do rio.


Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade
do aluno em reconhecer a alteração de significado Texto para a questão 104
decorrente da escolha de uma determinada palavra
ou expressão, dependendo da intenção do autor, a
qual pode assumir sentidos diferentes doseu sentido
literal.
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no
qual o aluno é solicitado a perceber os efeitos de
sentido que o autor quis imprimir ao texto a partir da
escolha de uma linguagem figurada ou da ordem das
palavras, do vocabulário, entre outros.

102) Leia o seguinte diálogo entre um barbeiro


e um cliente no momento em que aquele está
prestes a cortar o cabelo deste.

O barbeiro:
- Como é que o senhor quer as costeletas? In: O GLOBO. Rio de Janeiro. 22 de fevereiro de 1990

52
104) A expressão “sambe mas não dance” sig- gramaticais da língua (ortografia, concordância, es-
nifica: trutura de frase, entre outros) no texto.

a) Divirta-se sem se expor ao perigo. Construção


b) Brinque muito no carnaval.
c) É perigoso dirigir fantasiado. Amou daquela vez como se fosse a última
d) É preciso beber para usar fantasia. Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
(2ª P.D – SEDUC-GO) Leia o texto abaixo e, a se- E atravessou a rua com seu passo tímido
guir, responda Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
A namorada Tijolo com tijolo num desenho mágico
Manoel de Barros Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Havia um muro alto entre nossas casas. Comeu feijão com arroz como se fosse um
Difícil de mandar recado para ela. príncipe
Não havia e-mail. Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
O pai era uma onça. Dançou e gargalhou como se ouvisse música
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
por um cordão E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E pinchava a pedra no quintal da casa dela. E se acabou no chão feito um pacote flácido
Se a namorada respondesse pela mesma pedra Agonizou no meio do passeio público
Era uma glória! Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos Amou daquela vez como se fosse o último
da goiabeira Beijou sua mulher como se fosse a única
E então era agonia. E cada filho como se fosse o pródigo
No tempo do onça era assim. E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Disponível em: http://www.releituras.com/manoeldebar- Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
ros_namorada.asp. Acesso em 21/02/2013. Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
105) No trecho “O pai era uma onça,” a palavra Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
destacada sugere que o pai era: Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
a) violento. Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
b) esperto. Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
E tropeçou no céu como se ouvisse música
c) rápido. E flutuou no ar como se fosse sábado
d) rígido. E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
D19 – RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DE- Morreu na contramão atrapalhando o público
CORRENTE DA EXPLORAÇÃO DE RECURSOS OR-
TOGRÁFICOS E/OU MORFOSSINTÁTICOS 106) Na letra da música, o compositor Chico
A habilidade que pode ser avaliada por meio deste Buarque descreve o dia de morte de um traba-
descritor, refere-se à identificação pelo aluno do sen- lhador da construção civil. De uma estrofe para
tido que um recurso ortográfico, como, por exemplo, outra, há a repetição da oração “como se fosse”
diminutivo ou, aumentativo de uma palavra, entre ou- em quase todos os versos. Qual o efeito produ-
tros, e/ou os recursos morfossintáticos (forma que zido no texto pelo uso desse recurso linguístico?
as palavras se apresentam), provocam no leitor, con-
forme o que o autor deseja expressar no texto. a) Apresenta os fatos da mesma maneira, de uma
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no estrofe para outra, não introduzindo troca de
qual se requer que o aluno identifique as mudanças palavras ou mudança de sentido.
de sentido decorrentes das variações nos padrões b) Destaca a revolta do operário nas duas estro-

53
fes, tanto em sua vida pessoal como profissio- c) reproduzir exatamente os sons repetitivos da
nal, pois suas ações continuam inalteradas. chuva.
c) Introduz um caráter hipotético e singular à vida d) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.
do operário, marcada no texto por uma sequên-
cia de ações comuns, que termina de forma 108) (PAEBES) Leia o texto abaixo
trágica.
d) Realça os problemas afetivos e profissionais Porquinho-da-índia
do operário, que tenta, de uma estrofe para ou- Quando eu tinha seis anos
tra, fazer algo diferente. Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de cabeça me dava
A CHUVA Porque o bichinho só queria estar debaixo do
fogão!
A chuva derrubou as pontes. A chuva transbor- Levava ele pra sala
dou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A Pra os lugares mais limpinhos
chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou Ele não gostava:
as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A Queria era estar debaixo do fogão.
chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua Não fazia caso nenhum das minhas ternuri-
cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chu- nhas...
va alagou a favela. A chuva de canivetes. A chu- – O meu porquinho-da-índia foi a minha primei-
va enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. ra namorada.
A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas
paralelas sobre a terra curva. A chuva destro- BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
çou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos
dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu.
No poema, o uso dos diminutivos “porquinho” (v.
A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu
2), “bichinho” (v. 4), “limpinhos” (v. 6) e “ternuri-
nome. A chuva ligou o para-brisa. A chuva
nhas” (v. 9) indica:
acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A
chuva com a sua crina. A chuva encheu a pis-
a) afetividade.
cina. A chuva com as gotas grossas. A chuva
b) deboche.
de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas.
c) desconsideração.
A chuva senhora da lama. A chuva sem pena.
d) insatisfação.
A chuva apenas. A chuva empenou os móveis.
A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu
109)(SPAECE) Leia o texto abaixo
as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A


Pedra Solidão
chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando
insetos. A chuva sobre os varais. A chuva der-
Cantava o pássaro e voava
rubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva
cantava para lá
molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado.
voava pra cá
A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os
voava o pássaro e cantava
poros. A chuva fez muitas poças. A chuva se-
de
cou ao sol.
repente
ANTUNES, Arnaldo. As coisas. São Paulo: Iluminuras, um
1996. tiro
seco
107) Todas as frases do texto começam com “a
chuva”. Esse recurso é utilizado para NEVES, Libério. Pedra solidão. Belo Horizonte: Movimento
Perspectiva, 1965.

a) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.


A disposição das últimas palavras desse texto su-
b) provocar uma sensação de relaxamento dos
gere:
sentidos.

54
a) dor. Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
b) giro. A pureza da chama em que se consomem os
c) queda. diamantes mais límpidos
d) volta. A paixão dos suicidas que se matam sem ex-
plicação.
110)(1ª P.D – SEDUC-GO) Leia o texto abaixo e,
a seguir, responda Disponível em http://www.celipoesias.net/manuel-bandei-
ra/poesia1.htm, acessado em 07 de novembro de 2012.

O último poema
A repetição do termo que no 2º, 3º e 4º versos do
Manuel Bandeira
poema, produz o efeito de:
Assim eu quereria o meu último poema
a) ênfase.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples
b) continuidade.
e menos intencionais
c) dúvida.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
d) hesitação.

TÓPICO VI

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Este tópico refere-se às inúmeras manifestações e do domínio das variações linguísticas que estão pre-
possibilidades da fala. No domínio do lar, as pes- sentes na nossa sociedade.
soas exercem papéis sociais de pai, mãe, filho, avó, Essa habilidade é avaliada em textos nos quais o alu-
tio. Quando observamos um diálogo entre mãe e no é solicitado a identificar, o locutor e o interlocutor
filho, por exemplo, verificamos características lin- do texto nos diversos domínios sociais, como tam-
guísticas que marcam ambos os papéis. As diferen- bém são exploradas as possíveis variações da fala:
ças mais marcantes são intergeracionais (geração linguagem rural, urbana, formal, informal, incluindo
mais velha/geração mais nova). também as linguagens relacionadas a determinados
O estudo da variação linguística é, também, essencial domínio sociais, como, por exemplo, cerimônias reli-
para a conscientização linguística do aluno, permitin- giosas, escola, clube, etc.
do que ele construa uma postura não-preconceituosa
em relação a usos lingüísticos distintos dos seus.
É muito importante mostrarmos ao aluno as razões
dos diferentes usos, quando é utilizada a linguagem
formal, a informal, a técnica ou as linguagens rela-
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
cionadas aos falantes, como por exemplo, a lingua-
gem dos adolescentes, das pessoas mais velhas.
É necessário transmitirmos ao aluno a noção do valor
social que é atribuído a essas variações, sem, no en-
tanto, permitir que ele desvalorize sua realidade ou a de
outrem. Essa discussão é fundamental nesse contexto.

D13 – IDENTIFICAR AS MARCAS LINGUÍSTICAS


QUE EVIDENCIAM O LOCUTOR E O INTERLOCUTOR
DE UM TEXTO
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade
do aluno em identificar quem fala no texto e a quem
ele se destina, essencialmente, por meio da presen-
ça de marcas linguísticas (o tipo de vocabulário, o
assunto, etc.), evidenciando, também, a importância

55
111) Observe: Alguém me conta no corredor

“ Vô nada!” / “ Deixe de bestagem! “ / “ Tu tá com Escolho os filmes


medo do melhor amigo do homem?” que eu não vejo no elevador
Pelas estrelas
As palavras destacadas nas falas dos personagens que eu encontro
são exemplos de linguagens: Na crítica do leitor
Eu tenho pressa
a) Culta e regional. E tanta coisa me interessa
b) Coloquial e regional. Mas nada tanto assim
c) Técnica e vulgar.
d) Vulgar e coloquial. Só me concentro em apostilas
coisa tão normal
FEIAS, SUJAS E IMBATÍVEIS (FRAGMENTO) Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial
As baratas estão na Terra há mais de 200 milhões
de anos, sobrevivem tanto no deserto como nos Conheço quase o mundo inteiro
polos e podem ficar até 30 dias sem comer. Vai por cartão postal
encarar? Eu sei de quase tudo um pouco
Férias, sol e praia são alguns dos bons motivos e quase tudo mal.
para comemorar a05chegada do verão e achar
que essa é a melhor estação do ano. E realmente www.letrasterra.com.br
seria se não fosse por um único detalhe: as ba-
ratas. Assim como nós, elas também ficam bem 113) Identifica-se termo da linguagem informal em:
animadas com o calor. Aproveitam a aceleração
de seus processos bioquímicos para se reprodu- a) “Leio os roteiros de viagem enquanto rola o co-
zirem mais rápido e, claro, para passearem livre- mercial.” (v. 9)
mente por todos os cômodos de nossas casas. b) “Conheço quase o mundo inteiro por cartão pos-
Nessa época do ano, as chances de dar de cara tal!” (v. 10)
com a visitante indesejada, ao acordar durante a c) “Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo
noite para beber água ou ir ao banheiro, são três mal.” (v. 11)
vezes maiores. d) “Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa mas
nada tanto assim.” (v. 12-13)
Revista Galileu. Rio de Janeiro: Globo, nº 151, fevereiro de
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

2004, p. 26. Leia o texto para responder a questão a seguir:

112) A expressão “Vai encarar?” (l. 3) é marca de Terra seca


linguagem. Ary Barroso

a) científica. O nêgo tá, moiado de suó


b) formal.
c) informal. Trabáia, trabáia, nêgo / Trabáia, trabáianêgo (re-
d) regional. frão)

Leia o texto abaixo a seguir As mãos do nêgo tá que é calo só


Trabáia, trabáianêgo
Nada Tanto Assim Ai “meu sinhô”nêgo tá véio
Leoni / Bruno Fortunato Não aguenta essa terra tão dura, tão seca, poeirenta...

Só tenho tempo O nêgo pede licença práfalá


pras manchetes no metrô O nêgo não pode mais trabaiá
E o que acontece na novela Quando o nêgo chegou por aqui

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Era mais vivo e ligeiro que o saci d) diverge em alguns aspectos das normas ortográ-
ficas, mas é eficiente para a comunicação dos
Varava estes rios, estas matas, estes campos sem participantes do bate-papo.
fim
Nêgo era moço, e a vida, um brinquedo prá mim 116) (PROMOVER) Leia o texto abaixo
Mas o tempo passou
Essa terra secou ...ô ô Saudosa maloca
A velhice chegou e o brinquedo quebrou ....
Sinhô, nêgovéio tem pena de ter-se acabado Se o senhô num tá lembrado,
Sinhô, nêgovéio carrega este corpo cansado. dá licença de contá,
é que onde agora está
cifrantiga3.blogspot.com/2006/05/terra-seca.html esse edifício arto,
era uma casa veia,
114) O traço da linguagem informal utilizada pelos um palacete assobradado.
escravos está indicado no seguinte trecho: Foi aqui, seu moço,
que eu, Mato Grosso e o Joca
a) “Não aguenta esta terra tão dura, tão seca, poei- construímo nossa maloca.
renta...” Mas um dia, nóis nem pode se alembrá,
b) “O nêgo não pode mais trabaiá.” veio os home co’ as ferramenta:
c) “Era mais vivo e ligeiro do que o saci.” o dono mando derrubá.
d) “estes campos sem fim”. Peguemo toda as nossas coisas
e fumos pro meio da rua apreciá a demolição...
115)(SARESP 2011) Leia o texto abaixo: Que tristeza que nóis sentia,
cada tauba que caía [...]
Leia trecho adaptado de um bate-papo pela inter-
net, retirado de uma das salas do UOL. Barbosa, A. Disco Adoniran Barbosa. Odeon, 1974.

Gata fala para MOÇO: Os versos “Peguemo toda as nossas coisa/ e fumos
NAO QUERO TC PQ VC PIZOU NA BOLA pro meio da rua/ apreciá a demolição...”, na lingua-
André fala para Todos: gem formal, estariam adequados se fossem escritos:
Alguém q tc?
EU MESMO fala para apaixonado: a) “Peguemos toda as nossas coisas e fumos pro
QUEM E VC meio da rua apreciá a demolição...”.
Gata fala para nóis: b) “Peguemos toda as nossas coisa e fumos para o
ACHO QUE APARENCIA NAO EMPORTA meio da rua apreciá a demolição...”.
c) “Pegamos todas as nossas coisas e fomos para Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA
EU MESMO fala para Gata:
eai gata ta afim de tc o meio da rua apreciar a demolição...”.
Gata fala para apaixonado: d) “Pegamos toda as nossas coisa e fomos pro
OI QTOS ANOS meio da rua apreciá a demolição...”.

Com base no diálogo transcrito da sala de bate-papo,


é correto afirmar que a linguagem utilizada:

a) incorre em erros relativos à escrita das palavras,


mas mantém um nível de linguagem elevado,
sem gírias.
b) impossibilita que todas as pessoas consigam
estabelecer uma comunicação eficiente e clara
numa sala de bate-papo como essa.
c) recorre, com muita frequência, à utilização de
siglas e abreviações, sem que haja violação das
normas ortográficas.

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BIBLIOGRAFIA

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elaboração de itens de Língua Portuguesa. perintendência de Educação. Departamento
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descritores. Brasília: MEC, SEB; Inep, 2008. APOIO PEDAGÓGICO. Rio de Janeiro: 2010.
Ação de Fortalecimento da Aprendizagem

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ANEXO
QUADRO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE OS DESCRITORES
DO SAEB E SAEPE

Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA

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Ação de Fortalecimento da Aprendizagem
Reforço Escolar | LÍNGUA PORTUGUESA

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