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RESUMO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Profa. Adele Marques

Comentários tirados de vários artigos

O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento mental e ao crescimento


orgânico. O desenvolvimento mental é uma construção contínua, que se caracteriza
pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA,
2002).
Um comparativo entre as teorias de Vygotsky e Piaget
Piaget é um dos grandes nomes da psicologia do desenvolvimento, sua contribuição
para compreensão do desenvolvimento intelectual da criança é muito valorizada, sua
ideia central tem como alicerce os níveis de socialização por estágios partindo do nível
zero (nascimento) até a formação da personalidade (12 anos adiante).
Vygotsky, tendo como guia de sua teoria o processo de interação, mediação e
sistemas simbólicos, ou seja, para ele o indivíduo desenvolve suas faculdades
cognitivas a partir das interações sociais.
O conceito central da teoria do desenvolvimento segundo Piaget, partiu de sua
observação e afirmação em dizer que um indivíduo normal não é social da mesma
maneira aos seis meses de idade em relação ao de vinte anos de idade, e por
consequência sua individualidade não pode ser da mesma qualidade nesses dois
diferentes níveis.

Ele sustenta que o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos
nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções
sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas (PIAGET, 1976). Dessa
forma, o processo evolutivo das características genéticas do homem tem uma origem
biológica que é ativada pela ação e interação do organismo com o meio ambiente -
físico e social - que o rodeia, existindo uma relação de interdependência entre o sujeito
conhecedor e o objeto a conhecer. (TERRA)

As relações de troca do homem com o meio ocorrem mediante um processo


de adaptação. Piaget utiliza esse termo para designar o processo de como o ser
humano em desenvolvimento lida com novas informações que vão de encontro com o
que ele já havia esquematizado. Possui duas etapas: acomodação e assimilação, que
atuam juntas para que haja equilíbrio e crescimento cognitivo no desenvolvimento do
homem.

A acomodação refere-se às mudanças em um sistema de esquemas de um


indivíduo a fim de incluir novas informações. A estrutura se modifica em função do
meio e de suas variações. A assimilação implica uma integração de informações
novas a uma estrutura anterior, ou mesmo a constituição de uma nova estrutura sob
a forma de um esquema, num processo de adaptação ao meio. Representa um

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processo contínuo, já que constantemente estamos interpretando nossa realidade,
além de complementar mutuamente o processo de acomodação, buscando
constantemente um equilíbrio.

A equilibração, tendência inata do ser humano de autorregulação, determina a


mudança da assimilação para a acomodação. É por meio dela que se mantém um
estado de equilíbrio ou de adaptação em relação ao meio. Segundo Terra (200-), é um
“mecanismo de organização de estruturas cognitivas em um sistema coerente que visa
a levar o indivíduo a construção de uma forma de adaptação à realidade.”

Piaget buscou designar uma teoria do conhecimento com base no estudo da gênese
psicológica do pensamento humano, que procura distinguir as raízes das diversas
variedades de conhecimento a partir de suas formas mais elementares, e acompanhar
seu desenvolvimento nos níveis subsequentes até, inclusive, o pensamento científico.
Foi o que chamou de epistemologia genética.

Os níveis de desenvolvimento que Piaget formulou consistem em estágios do


desenvolvimento cognitivo, subdivididos em quatro estágios evolutivos e sequenciais
do crescimento humano, qualitativamente diferentes entre si, que vão desde o
nascimento à idade adulta. Em cada estágio, a criança desenvolve um novo modo de
operar, sendo variável de indivíduo para indivíduo, obedecendo a um desenvolvimento
gradual. De modo geral, os estágios de desenvolvimento de Piaget estão assim
divididos:

Estágio Sensório-Motor

Ocorre do nascimento do indivíduo aos 2 anos de idade. Nessa etapa do


desenvolvimento, o bebê gradualmente se torna capaz de organizar atividades em
relação ao ambiente por meio de atividades sensório motoras.

A criança passa do nível neonatal, marcado pelo funcionamento dos reflexos


inatos, para outro em que ela já é capaz de uma organização perceptiva e motora dos
fenômenos do meio. A consciência da criança sobre o meio externo se expande
lentamente, conforme suas ações se deslocam de seu próprio corpo para objetos.

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Estágio do Pensamento Pré-Operatório

Vai aproximadamente dos 2 aos 6 anos de idade. A criança interioriza o meio,


sendo capaz agora de representá-lo mentalmente. O desenvolvimento da
representação cria as condições para a aquisição da linguagem, pois a capacidade de
construir símbolos possibilita a aquisição dos significados sociais existentes no
contexto em que a criança vive.

Nesse estágio, há um desenvolvimento marcante da linguagem, há o


desenvolvimento da função semiótica, onde as crianças utilizam símbolos para
representar a realidade. O egocentrismo está bastante presente nas crianças, elas
possuem uma incapacidade de pensar através das consequências de uma ação e de
entender noções de lógica; desenvolvem o conceito de conservação, e ainda não
desenvolveram a capacidade de manipular informações mentalmente.

Surgem também outras características, como o animismo, a linguagem em


nível de monólogo coletivo, não há liderança em seus grupos e os pares e colegas
são constantemente trocados.

Estágio Operatório Concreto

Ocorre geralmente dos 6 aos 12 anos de idade. Após equilibrações


sucessivas, há um desenvolvimento cognitivo das operações mentais das crianças,
que vai pensando logicamente sobre eventos concretos, mas ainda possui
dificuldades de lidar com conceitos hipotéticos e abstratos. Isso implica, dentre outros,
na capacidade de combinar, separar, ordenar e transformar objetos e ações, bem
como da noção de reversibilidade e o raciocínio silogístico.

A criança apresenta um declínio do egocentrismo, começa a se socializar em


grupos, reconhecendo uma liderança. Compreendem regras e estabelecem
compromissos. Possuem uma linguagem socializada, mas ainda têm uma inabilidade
em entender pontos de vista diferentes.

Assim, por meio das operações, os conhecimentos construídos anteriormente


pela criança vão se transformando em conceitos.

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Estágio Operatório Formal

Inicia aproximadamente aos 12 de idade e prossegue em diante. Nele, são


desenvolvidas capacidades de se pensar em conceitos abstratos e no próprio
processo de pensamento. Há a presença de pensamento hipotético dedutivo,
raciocínio lógico, raciocínio dedutivo, capacidade de resolução de problemas e de
pensamento sistemático; a linguagem está desenvolvida, permitindo discussões
lógicas e que cheguem a conclusões. É o período em que há a maturação da
inteligência do indivíduo, em que há a capacidade de pensar sobre o seu próprio
pensamento, ficando cada vez mais consciente das operações mentais que realiza ou
que pode realizar diante do meio que o cerca.

Pode-se dizer, então, que o desenvolvimento, na concepção piagetiana, é


fundamentalmente um processo de equilibrações sucessivas que conduzem a
maneiras de agir e de pensar cada vez mais complexas e elaboradas. (FONTANA &
CRUZ, 1997)

Conforme explica Rappaport (1981):

O primeiro nível socialização é o período sensório-motor (0 a 2 anos). Este é o período que vai
do nascimento até a aquisição da linguagem. Apresenta o começo do curso da evolução
psíquica. O recém-nascido traz tudo para si, ou mais precisamente para o seu corpo. Neste
período a vida mental reduz-se ao exercício de aparelhos reflexos. Em seguida, esses reflexos
conduzem a discriminação ou reconhecimentos práticos fáceis de serem notados. Até que a
criança é capaz de desviar quando algo bloqueia o seu caminho. É capaz de ser rápida e se
deslocar, por exemplo entre pontos (RAPPAPORT,1981).

O próximo nível segundo Piaget é o pré-operacional (2 a 6/7 anos), neste


período acontece o aparecimento da linguagem (a troca e a comunicação entre os
indivíduos). Primeiramente os movimentos visíveis do corpo, sobretudo as mãos, é o
período da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Dos 7 aos 12 anos o
nível operatório concreto, observa-se o aparecimento de formas de organizações
novas. Quando é visitado um colégio, por exemplo, fica-se surpreso com a diferença
entre os meios escolares superiores a sete anos e as classes inferiores. Nos
pequenos, as crianças falam, porém não sabemos se elas se escutam. Acontece onde
várias se dedicam ao mesmo trabalho, mas não sabemos se realmente existe ajuda
mútua. Já nos maiores é nítida a concentração individual e a, colaboração afetiva
quando há vida comum. Por fim, o período da adolescência que inicia dos 12 anos
em diante, aqui o pensamento formal torna-se possível, ou seja, é capaz de deduzir
as conclusões de puras hipóteses. Em geral o adolescente pretende inserir-se na

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sociedade dos adultos. E essa adaptação à sociedade se fará automaticamente
(TERRA, s.d)

Segundo Rabello e Passos (s,d.) “a noção de desenvolvimento está atrelada a um


contínuo de evolução, em que nós caminharíamos ao longo de todo o ciclo vital”. Essa
evolução, nem sempre linear, se dá em diversos campos da vida humana, tais como
afetivo, cognitivo, social e motor. Este caminhar contínuo não é determinado apenas
por processos de maturação biológicos ou genéticos. O meio se destaca como fator
de máxima importância no desenvolvimento humano. Os seres humanos nascem
mergulhados em cultura, e é claro que esta será uma das principais influências no
desenvolvimento. Pela interação social, aprendemos e nos desenvolvemos, criamos
novas formas de agir no mundo, ampliando nossas ferramentas de atuação neste
contexto cultural complexo que nos recebeu, durante todo o ciclo vital.

Os primeiros psicólogos, dentre eles Wundt e James, eram fascinados por


perguntas sobre a mente humana. Watson rejeitou está matéria porque dependia da
introspecção. Os psicólogos que seguiam Watson tratavam as pessoas como se elas
fossem “caixas-pretas”. Eles tentavam entender os humanos meramente pela
mediação de condições ambientais, ou estímulos, pelas respostas dadas por eles
(Davidoff, 2001). De 1930 até início de 1960, os psicólogos mais respeitados
conversavam pouco e cautelosamente sobre atividades mentais ou cognição. A vitória
do behaviorista sobre a cognição não era, porém, absoluta (HILGARD,1980).

Alguns continuaram a pensar sobre a mente humana, mas não havia nenhum
símbolo forte a seguir, e aos não conformistas careciam a visão. Levou anos para que
grande número de psicólogos visse que podiam estudar tópicos como formação de
imagem e resolução de problemas de forma ordenada e científica.

Na década de 1970, grande número de psicólogos rejeitou o


modelo estimulo-resposta dos behavioristas, insistindo que os psicólogos deviam
entender o que ocorria dentro da caixa-preta, particularmente as operações da mente.
Esses novos psicólogos da mente, conhecidos como “Psicólogos Cognitivistas”
não rejeitavam o behaviorista inteiramente. Eles incorporaram o princípio-chave
behaviorista: fazer perguntas precisas e conduzir pesquisas objetivas. Ao passo em
que eles sentiram-se livres para basear-se em suas próprias introspecções e nos
comentários dos participantes de pesquisas sobre o que ocorria na mente deles
(DAVIDOFF, 2001).

O cognitivismo existe há cerca de vinte anos, e os principais fatores que


contribuíram para sua formação foram: o reconhecimento da esterilidade do
behaviorismo, o aparecimento da Inteligência Artificial (que por sua vez deve sua
existência à invenção dos modernos computadores eletrônicos) e a introdução das

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revolucionárias ideias de Chomsky em Linguística. A história do nascimento do
cognitivismo começa na década de 40, as necessidades bélicas promovem a
construção dos primeiros computadores eletrônicos, na década seguinte eles são
aperfeiçoados, datando de 1956 o primeiro computador a transistor, desenvolvido
também para fins militares. Este processo de aperfeiçoamento continua naturalmente
se repetindo até os dias de hoje. A 3ª geração de computadores, caracterizada pela
utilização de circuitos integrados de silício como elementos básicos (em vez
de válvulas, como os da 1ª geração, ou transistores, como os da 2ª), surge por volta
de 1965, e a 4ª lá por volta de 1972. Atualmente, japoneses e americanos,
principalmente, trabalham no desenvolvimento da 5ª geração de computadores
(OLIVEIRA, 1990).

No desenvolvimento humano podemos mencionar alguns processos


psicológicos como a atenção que é um feixe de luz. Segundo Myers (2012, p.68)
“Por meio da atenção seletiva, sua atenção consciente focaliza, como um feixe de luz,
apenas um aspecto muito limitado de tudo aquilo que você vivencia”. A focalização,
a concentração da consciência, fazem parte da sua essência. Já a memória é como
“a aprendizagem que persiste através do tempo, informações que foram armazenadas
e que podem ser recuperadas” Myers (2012, p.249). A percepção é como o processo
pelo qual selecionamos, organizamos e interpretamos estímulos, traduzindo-os em
uma imagem significativa e coerente. “

A abordagem cognitiva é provavelmente o modelo predominante


na psicologia contemporânea, e as tópicas cognitivas ocupam lugares de
destaque em muitas áreas. Uma das concepções do desenvolvimento humano é
o estruturalismo, que diz que uma construção vai além dos conteúdos da interação,
constrói-se a capacidade de pensar, organizar, conhecer. Ou seja, as
próprias estruturas mentais, vão, durante o processo de construção de
conhecimentos, tornando-se complexas, cada vez mais. Outra ideia difundida é
o genético que está associado à ideia de gênese, evolução. Entre uma estrutura
(ponto de partida) e outra mais complexa (ponto de chegada) temos um processo de
construção. A construção de uma nova estrutura se dá, necessariamente, pela
conservação e superação da estrutura anterior (Davidoff, 2001).

DIFERENÇA ENTRE AS TEORIA DE FREUD E ERIKSON

A diferença básica entre a teoria psicanalítica de Erick Erikson da Teoria Psicanalítica


Clássica de Sigmund Freud reside no fato de que esse teórico adotou uma concepção
global do desenvolvimento humano, visto que, para Erikson o desenvolvimento do

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indivíduo abarca todo o ciclo vital e não é assente em termos psicossexuais, o meio
sócio-cultural influencia nesse processo.

Uma das grandes disparidades entre tais teóricos se implica no fato de Erikson ter
como base da sua teoria, uma psicologia do Ego e não exatamente uma psicologia do
Id ou das pulsões inconscientes. Ao contrário da teoria freudiana, ressaltou que o ego
não é um mero gestor, e ego, se configura como uma energia positiva, e está
envolvimento num melhor enquadramento da pessoa no mundo.

A perspectiva do desenvolvimento humano Eriksoniano situa-se em uma vertente


sócio-cultural, baseando nos conflitos do ego e contrapondo-se ao movimento do Id e
pulsões inconscientes. Nesse aspecto, entende-se que os estágios psicossociais do
desenvolvimento se apresentam como um arcabouço teórico que a psicologia dispõe
para explicar os processos do ciclo da vida.

A partir de Erikson o conceito do ego emerge em uma posição ampliada, em que


assume novas dimensões, sendo considerado um modelo criativo devido a sua
versatilidade para explicar e resolver as diferenças surgidas em cada fase.

Os estágios psicossociais do desenvolvimento humano, que é baseado na premissa


de que o desenvolvimento decorre desde o nascimento até a morte, e, portanto, fazer
uma diferenciação entre a teoria psicanalítica de Erikson e a teoria de Freud. Assim,
é possível entender o conceito do ego em uma visão ampliada e compreender o
panorama que a contribuição Eriksoniana acrescentou para a ciência psicológica e o
conhecimento humano.

Estágios Psicossociais de Erikson

A teoria psicossocial de Erikson Erikson reside no amplo quadro das teorias


psicodinâmicas da personalidade. Esses estágios se concentram na orientação de um
indivíduo em relação a si mesmo e aos outros; são incorporados aspectos de ordem
social e sexual do desenvolvimento da pessoa e de seus conflitos pessoais.

As teorias da personalidade são tentativas de formular ou representar aspectos


significativos do comportamento dos indivíduos e que a produtividade dessas
tentativas deve ser julgada principalmente em termos de quão efetivamente elas
servem como um estímulo para a pesquisa. (HALL et al 2000).

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Confiança x Desconfiança

No primeiro estágio a criança deve adquirir a habilidade básica de confiança no


ambiente a partir da interação com as pessoas significativas que cuidam dela. Assim,
se estabelece a primeira relação social do bebê. Desse modo, quando a criança não
tem suas necessidades básicas atendidas, poderá desenvolver um comportamento
de insegurança, desconfiança e ansiedade, o que indica a formação de alguns traços
de personalidade.

Autonomia x Vergonha e Dúvida

Durante o próximo estágio a criança vai aprender habilidades de linguagens,


aprender a manipular objetos, ou seja, surge um senso confortável
de autonomia. Algumas críticas em excesso direcionadas à criança nessa época
podem gerar sentimentos de dúvidas ou vergonha a respeito de si mesmo. Em uma
explanação mais completa sobre a vergonha, Erikson ressalta que trata-se, na
verdade, de raiva dirigida a si mesmo, já que pretendia fazer algo sem estar exposto
aos outros, o que não aconteceu. A vergonha precederia a culpa, sendo esta última
derivada da vergonha avaliada pelo superego (Erikson apud RABELLO, 2006).

Iniciativa x Culpa

O terceiro estágio é responsável pelo desenvolvimento do estágio


psicossexual genital-locomotor ou a capacidade da iniciativa. Nesse momento, a
criança está mais avançada tanto física quanto mentalmente, consegue planejar suas
tarefas e pode associar a autonomia e à confiança, a iniciativa, pela expansão
intelectual. A relação entre confiança e autonomia, possibilita à criança um sentimento
de determinação para a iniciativa. Com a alfabetização e a ampliação de seu círculo
de contatos, a criança adquire o crescimento intelectual necessário para apurar sua
capacidade de planejamento e realização (Erikson, 1987, p.116)

Diligência x Inferioridade

Nesse estágio, a criança tem a necessidade de controlar a sua fértil


imaginação e direcionar sua atenção ao processo da educação formal. Nesse
momento, a criança aprende as recompensas da diligência e da perseverança. O
interesse pelos seus brinquedos abrem espaço as novas atividades mais produtivas
com outros instrumentos. Nessa fase o ego está sensível, dessa forma, se existir um

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nível de exigência muito alto ou se existirem algumas falhas, a criança poderá
desenvolver um nível de inferioridade considerável.

Identidade x Confusão de Identidade

A quinta fase foi reconhecida como a que mais Erikson realizou produções
científicas, tendo dedicado um livro completo a questão da crise de identidade. Esse
estágio é vivido pelo adolescente como uma busca pela sua identidade, que foi
construída pelo seu ego nas fases anteriores.

Esse sentimento de identidade se expressa nas seguintes questões, presentes


para o adolescente: sou diferente dos meus pais? O que sou? O que quero ser?.
Respondendo a essas questões, o adolescente pretende se encaixar em algum papel
na sociedade. Daí vem à questão da escolha vocacional, dos grupos que freqüenta,
de suas metas para o futuro, da escolha do par, etc. (RABELLO, et al 2006).

A preocupação do adolescente em encontrar o seu papel na sociedade


provoca uma confusão de identidade, afinal, a preocupação com a opinião do outro
faz com que o adolescente modifique as sua forma de ser no mundo, remodelando
sua personalidade muitas vezes em um período muito curto, seguindo o mesmo ritmo
das transformações físicas que acontecem com ele.

Intimidade x Isolamento

No estabelecimento de uma identidade definida, o sujeito estará pronto para


unir-se à identidade de outrem. Essa fase é caracterizada por esse momento da união,
o que sugere à associação de um ego ao outro. Para que haja uma associação positiva
é necessário que o indivíduo tenha construído um ego forte e autônomo, para assim,
aceitar o convívio com o outro ego, numa perspectiva mais íntima. Quando isso não
acontece, isto é, o sujeito não construiu um ego seguro, a pessoa irá preferir o
isolamento, numa tentativa de preservar esse ego.

Generatividade x Estagnação

Essa fase consiste no momento em que o indivíduo se preocupa com o que


gerou o que foi gerado. Preocupa-se com a transmissão de valores de pai para filho e
sente que sua personalidade foi enriquecida, somada, Dessa forma, acredita-se que
seu conhecimento foi repassado e que deixou um pouco de si nos outros. Caso isso

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não aconteça, o sujeito acredita que toda a sua construção não foi produtiva, uma vez
que não terá como dar prosseguimento aos seus projetos.

Integridade x Desespero

Nesse estágio é feita uma reflexão sobre sua vida, sua história, o que fez e o
que deixou de fazer. Entretanto, esse movimento retrospectivo pode ser vivenciado de
diferentes formas. O indivíduo pode entrar em um período de desespero por acreditar
que sua vida chega ao fim e não há mais tempo para realizações e desejos, ou ainda,
pode sentir a sensação de dever cumprido e de integridade, repassando com
sabedoria o conhecimento adquirido ao longo da vida.

Erick Versus Freud

Erikson identificou o tributo de Freud para o entendimento do desenvolvimento,


mas demarcou-se deste perspectivando o desenvolvimento de uma óptica não
patológica. Apercerbendo-se de que persistiu excessivamente no domínio da
sexualidade e da sexualidade e das relações familiares. (Luís Rodrigues, 2001: p.273).

A diferença básica entre a teoria psicanalítica de Erick Erikson da Teoria


Psicanalítica Clássica de Sigmund Freud reside no fato de que esse teórico adotou
uma concepção global do desenvolvimento humano, visto que, para Erikson o
desenvolvimento do indivíduo abarca todo o ciclo vital e não é assente em termos
psicossexuais, o meio sócio-cultural influencia nesse processo.

Uma das grandes disparidades entre tais teóricos se implica no fato de Erikson
ter como base da sua teoria, uma psicologia do Ego e não exatamente uma psicologia
do Id ou das pulsões inconscientes. Ao contrário da teoria freudiana, ressaltou que o
ego não é um mero gestor, e ego, se configura como uma energia positiva, e está
envolvimento num melhor enquadramento da pessoa no mundo.

Na sua teoria do desenvolvimento humano. Freud considerou o critério afetivo,


que corresponderia ao comportamento do indivíduo frente aos seus objetos de prazer e
dividiu esse desenvolvimento em fases sucessivas, atribuindo a cada uma delas um
nome ligado a parte do corpo que parecia dominar o hedonismo naquela ocasião. Todo
o desenvolvimento seria marcado por essas fases. que se caracterizariam. sobretudo

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pela mudança do que é desejado em cada uma e pela maneira como esses desejos são
atingidos.

Consideradas como fases pré-genitais, temos: a fase oral, que vai desde o
nascimento até o desmame, por volta de um a dois anos de idade, aproximadamente; a
fase anal, que se inicia em torno de dois e três anos de idade; e a fase fálica, que tem
o seu apogeu em torno dos cinco anos, em média, o que coincide com o término do
complexo de Édipo. Todavia, é bom salientar que o tempo de cada fase é menos
importante que as transformações que ocorrem em cada uma dessas etapas durante o
desenvolvimento do individuo.

A partir daí, as fases pré-genital se extinguem e a criança entra no período de


latência, permanecendo nele até os doze ou treze anos em média quando entra na
puberdade e sofre todo o processo de transformações biológica e psicológica que a
preparam para a fase adulta ou genital do desenvolvimento psicossexual.

As fases de desenvolvimento da criança segundo Freud


Sigmund Freud é um dos psicólogos mais prolíficos e influentes dos últimos dois
séculos. Irreverentes e radicais, suas teorias sobre conceitos como sonhos,
sexualidade e inconsciente ainda são algumas das mais estudadas e criticadas na
disciplina. Uma das mais lidas - as cinco fases do desenvolvimento psicossexual da
criança - ainda gera muitas discussões entre os profissionais da área.

A fase oral

A começar do nascimento, Freud diz que a primeira fase de desenvolvimento de uma


criança se concentra na região oral. Tendo como exemplo principal a amamentação
da mãe, a criança obtém prazer a partir da sucção e sente então satisfação com a
nutrição proporcionada pelo ato. Onde a amamentação é interrompida precocemente,
Freud afirma que a criança terá atitudes suspeitas, não confiáveis ou sarcásticas,
enquanto a que for constantemente amamentada - talvez super-amamentada - terá
uma personalidade confiante e ingênua. Com duração de um ano a um ano e meio, a
fase oral termina com a introdução do desmame.

Fase anal

Ao receber orientações sobre higiene íntima, a criança desenvolve uma obsessão com
a região anal e o ato de manipular suas partes íntimas. Freud diz que a criança vê
esta fase como uma maneira de se orgulhar de suas "criações", o que leva à
personalidade "anal expulsiva". A criança pode também propositadamente reter seu
sistema digestivo como forma de destituir os pais, o que leva à personalidade "anal
retentiva". Freud afirma que esta fase tem uma duração de um a dois anos.

Fase fálica

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De acordo com Freud, a fase fálica é a mais crucial para o desenvolvimento sexual na
vida de uma criança. Ela se concentra nos órgãos genitais -- ou na falta deles, se a
criança for do sexo feminino -- e os complexos infames de Édipo ou Electra emergem.
Para um homem, a energia sexual é canalizada no amor por sua mãe, levando a
sentimentos de inveja (às vezes violentos) em relação ao pai. No final, no entanto, o
menino provavelmente aprenderá a se identificar com o pai, em termos de órgãos
genitais correspondentes, reprimindo assim o complexo de Édipo. Por outro lado, o
complexo de Electra, embora Freud não tenha sido tão claro assim, principalmente diz
respeito ao mesmo fenômeno, porém invertido, para as meninas. Freud alega que esta
fase dura de três a quatro anos.

Período de latência

Freud diz que o período de latência no desenvolvimento da criança não é um período


psicossexual, mas sim uma fase de desejos inconscientes reprimidos. Neste período,
a criança já superou o complexo da fase fálica e, embora desejos e impulsos sexuais
possam ainda existir, eles são expressos de forma assexuada (amizades, escola,
esportes) até o começo da puberdade.

Fase genital

De acordo com Freud, na fase genital, a criança mais uma vez volta a sua energia
sexual para seus órgãos genitais e, portanto, em direção às relações amorosas. Ele
diz que esta é a primeira vez que uma criança quer agir de acordo com seu instinto
de procriar. Também, em caso de conflitos sexuais não resolvidos em fases
anteriores de seu desenvolvimento, Freud diz que estes emergirão na fase genital, a
homossexualidade sendo um dos exemplos citados por Freud.

A teoria psicanalítica sugeriu que a personalidade é mais estabelecida aos cinco anos
de idade. As primeiras experiências desempenham um grande papel no
desenvolvimento da personalidade e continuam a influenciar o comportamento mais
tarde na vida.

Então o que acontece durante cada estágio de desenvolvimento psicossexual? E


se uma pessoa não consegue progredir através de um estágio completamente ou
favoravelmente? Se essas etapas psicossexuais são concluídas com êxito, uma
personalidade saudável é o resultado. Se certas questões não são resolvidas na fase
adequada, fixações podem ocorrer. A fixação é um foco persistente em um estágio
psicossexual. Até que este conflito seja resolvido, o indivíduo mantém-se “preso” nesta
fase. Por exemplo, uma pessoa que está fixada na fase oral pode ser mais dependente
dos outros e pode buscar estimulação oral através de fumar, beber ou comer.

1 – O Estágio Oral

• Faixa etária: Nascimento – 1 Ano


• Zona erógena: Boca

Durante o estágio oral, a fonte primária de interação do lactente ocorre através da


boca, de modo que o enraizamento e reflexo de sucção é especialmente importante. A
boca é vital para comer e a criança obtém prazer da estimulação oral por meio de
atividades gratificantes, como degustar e chupar. A criança é totalmente dependente de

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cuidadores (que são responsáveis pela alimentação dela), e também desenvolve um
sentimento de confiança e conforto através desta estimulação oral.

O conflito principal nesta fase é o processo de desmame – a criança deve tornar-se


menos dependente de cuidadores. Se ocorrer a fixação nesta fase, Freud acreditava
que o indivíduo teria problemas com dependência ou agressão. Fixação oral pode
resultar em problemas com a bebida, comer, fumar ou roer as unhas.

Estágio Anal

• Faixa Etária: 1 a 3 anos


• Zona erógena: Entranhas e controle da bexiga

Durante a fase anal, Freud acreditava que o foco principal da libido estava no controle
da bexiga e evacuações. O grande conflito nesta fase é o treinamento do toalete – a
criança tem de aprender a controlar suas necessidades corporais. Desenvolver esse
controle leva a um sentimento de realização e independência.

De acordo com Freud, o sucesso nesta fase é dependente da maneira com que os pais
se aproximam no treinamento do toalete. Os pais que utilizam elogios e recompensas
para usar o banheiro no momento oportuno incentivam resultados positivos e ajudam
as crianças a se sentir capazes e produtivas. Freud acreditava que experiências
positivas durante este estágio servem de base para que as pessoas tornem-se adultos
competentes, produtivos e criativos.

No entanto, nem todos os pais fornecem o apoio e encorajamento que as crianças


precisam durante este estágio. Alguns pais vão punir com ridicularização ou vergonha
os acidentes das crianças.

De acordo com Freud, as respostas parentais inadequadas podem resultar em


resultados negativos. Se os pais levam uma abordagem que é muito branda, Freud
sugeriu que poderia se desenvolver uma personalidade anal-expulsiva, em que o
indivíduo tem uma personalidade confusa ou destrutiva. Se os pais são muito rigorosos
ou começam o treinamento do toalete muito cedo, Freud acreditava que
uma personalidade anal-retentiva se desenvolveria, na qual o indivíduo é rigoroso,
ordenado, rígido e obsessivo.

A fase fálica

1. Faixa etária: 3 a 6 anos


2. Zona erógena: Genitais

Durante a fase fálica, o foco principal da libido é sobre os órgãos genitais. Nessa idade,
as crianças também começam a descobrir as diferenças entre machos e fêmeas.

Freud também acreditava que os meninos começam a ver seus pais como rivais pelo
afeto da mãe. O complexo de Édipo descreve esses sentimentos de querer possuir a

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mãe e o desejo de substituir o pai. No entanto, a criança também teme ser punida pelo
pai por estes sentimentos, um medo que Freud denominou de angústia de castração.

O termo complexo de Electra tem sido usado para descrever um conjunto semelhante
de sentimentos vivenciados pelas jovens. Freud, no entanto, acredita que as meninas,
em vez disso experimentam a inveja do pênis.

Eventualmente, a criança começa a se identificar com o genitor do mesmo sexo como


um meio de vicariamente possuir o outro progenitor. Para as meninas, no entanto, Freud
acreditava que a inveja do pênis não foi totalmente resolvida e que todas as mulheres
continuam a ser um pouco fixadas neste estágio. Psicólogos como Karen
Horney contestam esta teoria, chamando-a de um tanto imprecisa e degradante para as
mulheres. Em vez disso, Horney propôs que os homens experimentam sentimentos de
inferioridade porque eles não podem dar a luz à filhos, um conceito à que ela se referiu
como inveja do útero.

4 – O período de latência

• Faixa etária: 6 anos – puberdade


• Zona erógena: sentimentos sexuais são inativos

Durante o período de latência, os interesses da libido são suprimidos. O


desenvolvimento do ego e superego contribuem para este período de calma. O estágio
começa na época em que as crianças entram na escola e tornam-se mais preocupadas
com as relações entre colegas, hobbies e outros interesses.

O período de latência é um tempo de exploração em que a energia sexual ainda está


presente, mas é direcionada para outras áreas, como atividades intelectuais e
interações sociais. Esta etapa é importante para o desenvolvimento de habilidades
sociais e de comunicação e autoconfiança.

5 – O Estágio Genital

• Faixa etária: Puberdade à Morte


• Zona erógena: Amadurecendo de Interesses Sexuais

Durante a fase final de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo desenvolve um


forte interesse sexual no sexo oposto. Esta fase começa durante a puberdade, mas
passa por todo o resto da vida de uma pessoa.

Em fases anteriores, o foco foi exclusivamente nas necessidades individuais, porém o


interesse pelo bem estar dos outros cresce durante esta fase. Se as outras etapas foram
concluídas com êxito, o indivíduo deve agora ser bem equilibrado, tenro e carinhoso. O
objetivo desta etapa é estabelecer um equilíbrio entre as diversas áreas da vida.

Revisão e resumo rápido dos estágios de


desenvolvimento psicossexual de Freud
O resumo abaixo oferece uma breve visão geral desses estágios
de desenvolvimento psicossexual , os níveis etários aproximados para cada
etapa e o conflito primário confrontado em cada etapa.

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Fase oral (nascimento até 1 ano)

Interação primária de uma criança com o mundo é através da boca. A boca é vital
para comer, e a criança obtém prazer da estimulação oral por meio de atividades
gratificantes, como degustar e chupar. Se esta necessidade não é satisfeita, a
criança pode desenvolver uma fixação oral mais tarde na vida, cujos exemplos
incluem chupar o dedo, tabagismo, roer unha e comer demais.

Fase Anal (1 a 3 anos)

Freud acreditava que o foco principal da libido estava no controle da bexiga e


evacuações. O aprendizado do uso do banheiro é uma questão primordial com as
crianças e os pais. Demasiada pressão pode resultar em uma necessidade
excessiva para a ordem ou a limpeza mais tarde na vida, enquanto que muito
pouca pressão dos pais pode levar a um comportamento confuso ou destrutivo
mais tarde.

Fase fálica (3 a 6 anos)

Freud sugeriu que o foco principal da energia do id é sobre os órgãos genitais. De


acordo com Freud, a experiência do menino é uma experiência de Complexo de
Édipo e da menina é Complexo de Electra, ou uma atração para o pai do sexo
oposto. Para lidar com este conflito, as crianças adotam os valores e as
características do pai do mesmo sexo, formando assim o superego.

Fase latente (6 a 11 anos)

Durante esta fase, o superego continua a se desenvolver, enquanto as energias do


id são suprimidas. As crianças desenvolvem habilidades sociais, valores e
relacionamentos com colegas e adultos fora da família.

Estágio Genital (11 a 18 anos)

O início da puberdade faz com que a libido se torne ativa novamente. Durante esta
fase, as pessoas desenvolvem um forte interesse no sexo oposto. Se o
desenvolvimento é bem sucedido neste ponto, o indivíduo irá continuar a evoluir
para uma pessoa bem equilibrada.
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GUIA DE ESTUDO

1. De acordo com Freud, a personalidade é mais estabelecida em qual


idade?
2. Que energia que Freud acreditava ser a força motriz por trás do
comportamento?
3. Qual é o período que se segue a chamada fase fálica?
4. Como um adulto, Cassandra é tensa e extremamente rígida, muitas vezes
disposta a fazer até mesmo pequenos ajustes em sua programação. Em
que fase ela está fixada?
5. Marcos lutou durante anos para deixar de fumar, mas ele finalmente
conseguiu. Agora, ele mastiga vários pacotes de chicletes por dia. Em que
fase ele está fixado?
6. Qual psicóloga famosa critica o conceito de inveja do pênis de Freud, em
vez disso sugerindo que os homens tem inveja do útero?
7. Uma crítica comum da teoria do desenvolvimento psicossexual de
Freud é:
8. Freud acreditava que as energias da busca do prazer do _______ tornam-
se focadas em diferentes áreas durante o desenvolvimento psicossexual.
9. Este termo refere-se a ideia de Freud de que as crianças têm um
inconsciente desejo de possuir o seu pai de sexo oposto.
10. Como Freud chama o processo através do qual as crianças passam a se
identificar com o seu genitor do mesmo sexo?

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PRIMEIRA INFÂNCIA

A primeira infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o 3º


ano de vida de uma criança.

É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da


altura e do peso da criança – especialmente nos primeiros três anos de vida e durante
a puberdade. Mais do que isto, é um período onde o ser humano se desenvolve
psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na
aquisição das bases da sua personalidade.

As lembranças e recordações da nossa infância são muitas…..

Desenvolvimento na primeira infância (0 – 3 anos)

Etapa da infância dos 0 – 18 meses

Neste estágio, o bebé é totalmente dependente de terceiros (geralmente, dos pais) para
quaisquer coisas como locomoção, alimentação ou higiene. Neste período, o bebé
aprende a sentar-se, a gatinhar, a andar.

Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até que o sexto mês de vida, isto
porque o leite materno tem uma composição mais adequada, tem menor custo e exige
cuidados mais simples em relação a outros tipos de leite, bem como possui anticorpos
e outros factores para proteger o bebé de infecções, e ainda fortalece a relação entre a
mãe e seu filho.

Neste estágio da vida, a criança cresce muito rapidamente. Os primeiros cabelos, bem
como os primeiros dentes, aparecem neste estágio. Aos 18 meses de vida, a maioria
dos bebés já soltaram as primeiras palavras. Este período é caracterizado pelo
egocentrismo, pois o bebé não compreende que faz parte de uma sociedade, e o mundo
para ele gira em torno de si mesmo.

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Etapa da infância dos 18 meses – 3 anos

A pequena criança neste estágio cresce menos do que durante os primeiros 18 meses
de vida. A criança, então, pode correr uma curta distância por si mesma, comer sem a
ajuda de terceiros, e falar algumas palavras que têm significado (por exemplo, mamã,
papá, bola, etc), e a expectativa é que a criança continue a melhorar estas habilidades.

O principal aspecto desta faixa etária é o desenvolvimento gradual da fala e da


linguagem.
Aos três anos de idade, a criança já pode formar algumas frases completas (e corretas
gramaticalmente) usando palavras já aprendidas, e possui um vocabulário de
aproximadamente 800 a mil palavras.

Desenvolvimento na segunda infância (3 – 6 anos)

Etapa da segunda infância entre 3 a 4 anos

As crianças desta faixa etária começam a desenvolver os aspectos básicos de


responsabilidade e de independência, preparando a criança para o próximo estágio da
infância e os anos iniciais de escola. As crianças desta faixa etária são altamente activas
em geral, constantemente explorando o mundo à sua volta.

As crianças passam também a aprender que na sociedade existem coisas que eles
podem ou não fazer. Nesta faixa etária, a criança já compreende melhor o mundo à sua
volta – tornando-se gradualmente menos egocêntrica – e melhor, começa a
compreender que suas acções podem afectar as pessoas à sua volta.

As crianças passam a identificar-se com outra pessoa por causa de vários motivos,
incluindo laços de amizade (um amigo ou uma pessoa próxima como outro parente, por
exemplo) e semelhanças físicas e psicológicas.

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A grande maioria das crianças abandona as fraldas nesta faixa etária. A partir dos três
anos de idade, a criança cresce lentamente, em contraste com o crescimento acelerado
ocorrido desde o nascimento até os dezoito meses de vida. Meninos e meninas têm
peso e altura semelhantes.

Etapa da segunda infância entre 4 a 6 anos

O período entre os quatro e os seis anos de idade é marcado pelo desenvolvimento


psicológico da criança. Esta continua a desenvolver-se fisicamente, de uma forma lenta
e gradual, mas acima de tudo, elas desenvolvem-se e crescem a nível social, emocional
e mental.

Na maioria das sociedades, as crianças já aprenderam regras e padrões de


comportamento básicos da sociedade por volta do quinto ano de vida. Elas aprendem
então a discernir se uma dada acção é certa ou errada. A vida social da criança passa
a ser cada vez mais importante, e é comum nesta faixa etária o que se chama de o(a)
melhor amigo(a).

Terceira Infância
Por volta dos sete ou oito anos de idade, as crianças passam a racionalizar os seus
pensamentos e as suas crenças, procurando as razões, os porquês por detrás de um
problema ou de um facto. Assim, as próprias crianças passam a analisar os padrões de
comportamento ensinados pela família e sociedade.Além disso, a partir dos seis anos
de idade, as crianças passam a comparar-se com outras crianças da mesma faixa
etária. Estes dois factos, aliados ao crescimento da vida social da criança, di…

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• Autor: Cristina Gil


2) Uma das fases do desenvolvimento humano é denominada ...
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2) Uma das fases do desenvolvimento humano é denominada Terceira


Infância. Os marcos fundamentais da terceira infância são o início da escolaridade
e da puberdade, que acarretam enormes mudanças no ciclo vital dos indivíduos.
Analise as alternativas abaixo acerca desta fase.
Fases da vida. O ciclo e as três fases da vida humana ...
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