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ANTECIPAÇÃO PARCIAL  
1. Em que se constitui a antecipação parcial do imposto?

É uma antecipação de parte do imposto, que não encerra a fase de tributação


da mercadoria, e será calculado aplicando-se a alíquota interna sobre o valor da
operação constante no documento fiscal de aquisição, excluindo-se do valor obtido o
crédito fiscal destacado, se houver. Quando se tratar de empresa optante do Simples
Nacional o imposto será calculado na forma prevista no artigo 321, inciso VII, alínea “b”,
do RICMS/12, aprovado pelo Decreto n.º 13.780/12.

2. Quando será devido o imposto por antecipação tributária?

Observado o disposto no § 6º do artigo 23 da Lei Estadual n.º 7.014/96,


considera-se:

 na entrada da mercadoria ou bem no território deste Estado ou no desembaraço


aduaneiro, tratando-se de:
o a) mercadorias enquadradas no regime de substituição tributária;
o b) demais mercadorias destinadas a contribuinte não inscrito ou
desabilitado no cadastro ou sem destinatário certo;
 no momento da constatação da existência de estabelecimento desabilitado no
cadastro, em relação ao estoque de mercadorias nele encontrado.

Com base nos incisos I alíneas “a” e “b” e II, do § 4º do artigo 8° da Lei n.º 7.014/96.

3. Como é composta a base de cálculo da antecipação parcial?

Valor da operação interestadual constante no documento fiscal de aquisição;


incluindo o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), quando houver na operação;
e o valor do frete (se estiver na nota fiscal); bem como demais despesas acessórias que
agreguem o valor do produto, a exemplo de seguro da mercadoria. Ou seja, a base de
cálculo é composta de todos os itens que compõem o custo da mercadoria, o que
representa o campo da nota fiscal denominado ‘Valor Total da Nota’.

4. Quais as hipóteses de pagamento da antecipação parcial antes da entrada no


Estado?

Contribuintes que não estão credenciados, por não atenderem os requisitos


previstos nos incisos I a IV e enunciado do § 2º, e § 2°-A, ambos do artigo 332 do
RICMS/BA, e nas entradas de álcool não destinado ao uso automotivo, transportado a
granel, em conformidade com o artigo 296, ambos do Decreto n.º 13.780/12.

 
 

5. Qual a diferença entre a antecipação parcial e o cálculo do diferencial de


alíquota?

A antecipação parcial está relacionada às aquisições interestaduais de


mercadorias que são destinadas à comercialização, conforme artigo 12-A da Lei
Estadual n.º 7.014/96. O diferencial de alíquota é relacionado às aquisições
interestaduais de bens ou mercadorias, destinados ao ativo imobilizado ou, para uso ou
consumo, respectivamente.

6.  Há a incidência  da antecipação parcial entre estabelecimentos da mesma


empresa a título de transferências?

Sim, configura-se a ocorrência do fato gerador nas entradas interestaduais de


mercadorias para comercialização; com base no inciso I, artigo 4° da Lei n.º 7.014/96.

7. Em quais situações o contribuinte não deverá recolher o ICMS a título de


antecipação parcial? (Previsão no artigo 12-A da Lei Estadual 7.014/96, § 1º). 

A antecipação parcial estabelecida neste artigo não encerra a fase de tributação,


e não se aplica às mercadorias, cujas operações internas sejam acobertadas por
isenção; não incidência; ou na antecipação ou substituição tributária que encerre a fase
de tributação.

8. Em quais outras situações o contribuinte, também, não deverá recolher o ICMS


a título de antecipação parcial?

Quando adquire mercadorias destinadas ao ativo permanente da empresa ou,


para uso ou consumo do estabelecimento; também quando as  mercadorias sejam
adquiridas para fazer parte do processo de industrialização como matéria-prima,
produto intermediário ou material de embalagem; também quando sejam adquiridas
para uso na prestação de serviços, sem a incidência de ICMS previsto na Lei
Complementar n.º 116/2003.

Nota: Se uma indústria, além de adquirir mercadorias para industrialização, adquire


também mercadorias diretamente para comercialização, incide a antecipação parcial
apenas sobre as mercadorias destinadas à comercialização.

9. Quem está obrigado pelo recolhimento do ICMS – antecipação parcial?

O contribuinte adquirente no Estado da Bahia, independente do regime de


apuração adotado; ou da sua condição Normal, Empresa de Pequeno Porte,
Microempresa ou Microempreendedor Individual.

 
 

10. O próprio contribuinte é que fará a apuração da antecipação parcial?

Sim, exceto se estiver descredenciado e não realizar o pagamento antes da


entrada da mercadoria no território baiano; hipótese em que a antecipação será exigida
de ofício com tipificação da multa pelo Posto Fiscal, através da alínea “d”, do inciso II,
do artigo 42 da Lei Estadual n.º 7.014/96.

11. Em que código de receita é feito o recolhimento do ICMS – antecipação


parcial?

No código ‘2175’ - ICMS Antecipação Parcial’; ou no código ‘2183’ - ICMS


Antecipação Tributária de descredenciados’, este último exclusivo da fiscalização
devido ao termo de apreensão de mercadorias quando ocorrer.  

12. E quanto ao Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, o valor


destacado integra a base de cálculo da antecipação parcial?

Não, somente se o frete estiver destacado na nota fiscal de aquisição.

13. Qual o prazo de pagamento?  

Para contribuintes credenciados até o dia 25 do mês subsequente ao da data de


emissão do MDF-e vinculado ao documento fiscal, conforme § 2º do artigo 332 do
RICMS/BA; para contribuintes descredenciados antes da entrada no território deste
Estado, de acordo com a alínea "b" do inciso III, do artigo 332 do RICMS/BA, ambos
aprovados pelo Decreto n.º 13.780/12.

   

14. Quais os critérios de credenciamento para ter o prazo de recolhimento?

Conforme incisos do I ao IV do § 2º, do artigo 332 do RICMS/BA, aprovado pelo


Decreto n.º 13.780/12 e Portaria n.º 114/04, diz que poderá efetuar o recolhimento do
imposto por antecipação até o dia 25 do mês subsequente ao da data de emissão do
documento fiscal, o contribuinte regularmente inscrito no Cadastro de Contribuinte do
ICMS do Estado da Bahia que preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos:

 possua estabelecimento em atividade no Estado da Bahia há mais de 06 meses


e já tenha adquirido mercadoria de outra unidade da federação;
 não possua débito inscrito em Dívida Ativa, a menos que a sua exigibilidade
esteja suspensa;
 esteja adimplente com o recolhimento do ICMS;
 esteja em dia com as obrigações acessórias e atenda regularmente as
intimações fiscais.

   

 
 

15. É necessário solicitar o credenciamento?

Não, o credenciamento é automático, depois de decorridos seis meses da


inscrição no cadastro da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia. Antes desse
período, somente através de ofício, observado o disposto no § 3º do artigo 332 do
RICMS/BA, aprovado pelo Decreto n.º 13.780/12.  

16. Os contribuintes que forem descredenciados como poderão recuperar o


credenciamento?

Depois de regularizada a pendência que motivou o descredenciamento, quitando


os débitos preexistente ou sanado os elementos que motivaram o descumprimento das
obrigações acessórias, peticionará novo credenciamento nos postos do Serviço de
Atendimento ao Cliente - SAC, endereçando à Inspetoria Fazendária de sua jurisdição.
Não havendo posto do SAC em sua região, o contribuinte protocolizará o requerimento
na própria Inspetoria Fazendária.

17. Como pode ser exemplificada a forma de cálculo do valor devido pela
antecipação parcial ao contribuinte do regime de conta corrente fiscal?  

[Alíquota Interna x Valor Total da Operação] (-) Imposto Destacado na Nota.

Exemplo 1: Aquisição de mercadoria com alíquota interna de 18%, procedente de Estado


do Sul ou Sudeste, exceto Espírito Santo (alíquota interestadual de 7%), com IPI, frete
CIF e seguro:

(A) Valor dos produtos = R$ 100,00

(B) Valor do IPI = R$ 10,00

(C) Valor da venda com cláusula CIF = R$ 5,00

(D) Valor do seguro da carga = R$ 2,00

(E) Valor Total da Nota = (A + B + C + D) = R$ 117,00

(F) Alíquota Interestadual do Produto = 7%

(G) Alíquota Interna do Produto = 18%

(H) ICMS Destacado na nota fiscal [(A + C + D) x F] = R$ 7,49

(I) Valor Devido = [(E) x (G)] – (H) = (117,00 x 18%) – 7,49 = 13,57

Exemplo 2: Aquisição de mercadoria com alíquota interna de 18%, procedente de Estado


do Norte, Nordeste, Centro-Oeste ou Espírito Santo (alíquota interestadual de 12%),
apenas com IPI:

(A) Valor dos produtos = R$ 100,00

 
 

(B) Valor do IPI = R$ 10,00

(C) Valor Total da Nota = (A + B) = R$ 110,00 (Base de Cálculo)

(D) ICMS Destacado na nota fiscal (12%) = R$ 12,00

(E) Alíquota Interna do Produto = 18%

(F) Valor Devido = [(C) x (E)] – (D) = (110,00 x 18%) – 12,00 = 7,80

Nota: Quando a aquisição acontece sem o IPI, a base de cálculo é o valor da operação
interestadual constante no documento fiscal sem o aludido imposto.

Exemplo 3: Aquisições de produtos que possuem redução de base de cálculo de 33,33%,


de forma que a carga efetiva seja de 12%, procedente de Estado do Sul ou Sudeste,
exceto Espírito Santo (alíquota interestadual de 7%), sem IPI:

(A) Valor da operação: R$100,00

(B) Alíquota do Estado de origem: 7%

(C) Crédito destacado na nota fiscal: R$ 7,00

(D) Base de Cálculo Reduzida: 33,33%

(E) Alíquota Interna do Produto = 18%

(F) Valor Devido = [(A) x (D) x (E)] – (C) = [(100,00 x (-) 33,33% x 18%) – 7,00] = R$
5,00.

18. Como pode ser exemplificada a forma de cálculo do valor devido pela
antecipação parcial ao contribuinte do regime simples nacional?

Exemplo 1: Aquisição de mercadoria com alíquota interna de 18%, procedente de Estado


do Sul ou Sudeste, exceto Espírito Santo (alíquota interestadual de 7%), com IPI:

(A) Valor dos produtos = R$ 100,00

(B) Valor do IPI = R$ 10,00

(C) Valor Total da Nota = (A + B) = R$ 110,00 (Base de Cálculo)

(D) ICMS destacado na Nota Fiscal (7%) = R$ 7,00

(E) Alíquota Interna do Produto = 18%

(F) Valor Devido = [(C) x (E) – (D)] = (R$ 110,00 x 18%) – R$ 7,00 = R$ 12,80

(G) Valor a Pagar = (F) x (-) 20% = R$ 12,80 x (-) 20% = R$ 10,24 (art. 274 do RICMS)

Exemplo 2: Aquisição de mercadoria com alíquota interna de 18%, procedente de Estado


do Norte, Nordeste, Centro-Oeste ou Espírito Santo (alíquota interestadual de 12%),
com IPI:

 
 

(A) Valor dos produtos = R$ 100,00

(B) Valor do IPI = R$ 10,00

(C) Valor Total da Nota = (A + B) = R$ 110,00 (Base de Cálculo)

(D) ICMS destacado na Nota Fiscal (12%) = R$ 12,00

(E) Alíquota Interna do Produto = 18%

(F) Valor Devido = [(C) x (E) – (D)] = (R$ 110,00 x 18%) – R$ 12,00 = R$ 7,80

(G) Valor a Pagar = (F) x (-) 20% = R$ 7,80 x (-) 20% = R$ 6,24 (art. 274 do RICMS)

   

19. O recolhimento por antecipação parcial do imposto gera direito ao crédito a


empresa do regime de conta corrente fiscal e como lança em sua escrita fiscal?

Sim, gera direito ao crédito fiscal para os contribuintes que apurem o ICMS pelo
regime de conta corrente fiscal de apuração, após ter sido efetuado o pagamento da
antecipação parcial; onde se lança no quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos" do
livro Registro de Apuração do ICMS, conforme o artigo 309, inciso II, do RICMS/BA,
aprovado pelo Decreto n.º 13.780/12.

   

20. No tocante aos benefícios fiscais nas saídas subsequentes das mercadorias,
este serão considerados no cálculo da antecipação parcial?

Sim, bem como poderá ser utilizado o crédito destacado no documento fiscal até
o limite percentual da carga tributária, inclusive o da própria antecipação parcial,
conforme artigo 268, § 1º do RICMS/BA; tratando-se de mercadorias sujeitas à redução
de base de cálculo previstas nos artigos 266, 267 e 268 do RICMS/BA, aprovado pelo
Decreto n.º 13.780/12, este benefício será considerado na apuração do valor a recolher
a título de antecipação parcial, exceto em relação à hipótese prevista na alínea "d" do
inciso VI do artigo 267, sendo também aplicada nos cálculos referentes aos contribuintes
inscritos no Simples Nacional.

•  Exemplo  1:  contribuintes normais atacadistas com redução de base de cálculo de


41,176% na saída, de forma que a carga tributária efetiva seja de 10,588%, conforme o
Decreto n.º 7.799 de 09 de maio de 2000; que recebe mercadoria de São Paulo:

(A) Valor da operação: R$100,00

(B) Alíquota do Estado de origem: 7%

(C) Crédito destacado na nota fiscal: R$ 7,00

(D) Crédito a ser utilizado na Antec. Parcial: R$ 7,00

Valor a recolher: 100,00 x (-) 41,176% x 18% – 7,00 = R$ 3,59

 
 

Nota: Observe que o atacadista que possui termo de acordo, quanto aos créditos fiscais
relativos a mercadorias e bens adquiridos e a serviços tomados, vinculados a operações
subsequentes amparadas pelos benefícios previstos nos artigos 1º, 2º, 3º-B, 3º-D e 3º-
E não poderão exceder a 10% (dez por cento) do valor da operação utilizada em cada
um dos respectivos documentos fiscais de aquisição dos serviços, bens ou mercadorias,
previstos no artigo 6° do Decreto Estadual n.º 7.799/00, exceto se for mercadoria já
contemplada com outro benefício, onde neste caso tem que estornar, já que é vedada
cumulatividade dos benefícios.

• outro caso: que recebe mercadoria de Pernambuco:

Não há o que recolher a título de antecipação parcial, já que oriundo de Pernambuco ou


qualquer outro Estado do Norte, Nordeste, Centro Oeste ou do Espírito Santo, a alíquota
interestadual é de 12%, sem nenhuma dedução, e, que, portanto superior à carga
tributária efetiva dos atacadistas que é de 10,588%, conforme o termo de acordo
celebrado, se houver.

Se a operação interestadual goza de redução de base de cálculo, à carga tributária para


percentual inferior a 10,588% será devida a antecipação parcial.

• Exemplo 2: aquisições de óleo de soja, que possuem redução de 29,41%, de forma que


a carga efetiva seja de 12%, sendo o contribuinte normal varejista de São Paulo:

(A) Valor da operação: R$100,00

(B) Alíquota do Estado de origem: 7%

(C) Crédito destacado na nota fiscal: R$ 7,00

(D) Crédito a ser utilizado na Antec. Parcial: R$ 7,00

(E) Alíquota Interna do Produto = 18%

Valor a recolher: 100,00 x (-) 29,41% x 18% – 7,00 = R$ 5,71

   

21. Qual o procedimento na antecipação com relação às devoluções de


mercadorias?

Para mercadorias com antecipação parcial ainda não paga, abate da apuração do valor
a recolher; e para mercadorias com antecipação parcial já paga tratando-se de
contribuinte:

 que apure o imposto pelo regime de conta corrente fiscal de apuração, credita-
se do valor pago a titulo de antecipação parcial;
 optante pelo Simples Nacional – deverá solicitar restituição;
 optante pelo benefício previsto no artigo 267, inciso VI do RICMS/BA, aprovado
pelo Decreto n.º 13.780/12, deverá solicitar restituição.

 
 

Nota: É imprescindível que o contribuinte emita nota fiscal de devolução.

22. Qual o procedimento com relação às mercadorias recebidas em consignação?

Incide a antecipação parcial normalmente; se a mercadoria não for vendida e for


devolvida, segue as regras de devolução constantes no quesito anterior.   

23. Uma empresa do Simples Nacional - SN, seja Microempresa ou Empresa de


Pequeno Porte, após pagar o ICMS da antecipação parcial, poderá abater do
cálculo do valor devido, por meio do Programa Gerador do Documento de
Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório (PGDAS-D)?

Não, apenas para as empresas que apurem o ICMS pelo regime de conta
corrente fiscal de apuração, é permitido o crédito do imposto referente à antecipação
parcial.

   

24. Na importação, é devido o pagamento da Antecipação Parcial?

Não, porque a alíquota do ICMS aplicada na importação é a interna, em


conformidade com o artigo 15, inciso I, alínea ‘d’ da Lei Estadual nº 7.014/96; não
havendo diferença a ser apurada.

   

25. O restaurante é considerado indústria? Caso o restaurante não seja


considerado uma indústria, ele estará obrigado a pagar a antecipação parcial, já
que a mesma incide apenas sobre mercadorias para comercialização?  

O restaurante não se caracteriza como empresa industrial. É considerado um


serviço de fornecimento de alimentação, sujeito à incidência do ICMS, e, que, portanto,
não se trata de industrialização. Neste caso, o mesmo estará obrigado a efetuar o
pagamento normal da antecipação parcial.

26. Um contribuinte que atua no segmento de lanchonete realiza aquisições


interestaduais de talheres, copos e pratos descartáveis, canudos, guardanapos e
embalagens, é devido o pagamento da Antecipação Parcial?  

Sim, fazem parte da venda dos produtos servidos pelo Contribuinte e, para fins
de tributação do ICMS, tais mercadorias não são consideradas materiais de uso ou
consumo, pois são produtos destinados à comercialização, e, que, portanto, o
contribuinte deverá recolher a antecipação parcial; cuja previsão legal está no artigo 12°
- A da Lei Estadual nº 7.014/96.

 
 

27. Existe alguma redução para as Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte


no valor a ser pago a título de antecipação parcial?  

Sim; nas compras de mercadorias para comercialização, procedente de


estabelecimentos comerciais ou industriais, é concedida uma redução de 20% do valor
do imposto devido, se o recolhimento for feito no prazo regulamentar, conforme o artigo
274 do RICMS/BA, aprovado pelo Decreto n.º 13.780/12.

   

28. Os descontos da antecipação parcial são apenas para as empresas optantes


pelo Simples Nacional?  

Não; o benefício fiscal é dado pelo enquadramento na condição de


Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte, independentemente da receita bruta, na
hipótese do contribuinte recolher no prazo regulamentar.

29. Os contribuintes na condição de Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte


poderá parcelar a antecipação parcial, de acordo com o artigo 4º do Decreto nº
10.414/07?

Não; revogado através do artigo 8°, inciso II do Decreto Estadual nº 17.164/16.

30. O contribuinte que apura o imposto pelo regime de conta corrente fiscal,
quando acumula crédito fiscal pode reduzir a antecipação parcial a recolher?

Sim, quando as operações subsequentes do contribuinte forem sujeitas ao


diferimento ou a alíquota inferior à interna, implicando em acumulação de crédito fiscal,
poderá, mediante autorização da Diretoria de Administração Tributária da região do
domicílio fiscal do contribuinte, reduzir a antecipação parcial a recolher em uma
proporção que impeça tal acumulação; conforme o artigo 276 do RICMS/BA, aprovado
pelo Decreto Estadual n.º 13.780/12.

31. É devida a antecipação do ICMS, a ser aplicado pelo serviço prestado pelo
contribuinte no fornecimento de softwares embarcados, que envolvem segurança
de redes?

Não; mas vale esclarecer que as explorações econômicas de programas de


computador ("softwares") são realizadas mediante a outorga de contratos de cessão ou
licença de uso de determinado "software", fornecido pelo autor ou detentor dos direitos
de uso e divulgação. Quando estes programas são criados "por encomenda", isto é, são
desenvolvidos para atender às necessidades específicas de um determinado usuário,
caracteriza-se a prestação de serviço sujeita ao ISS e prevista no item 1 (serviços de
informática e congêneres) da Lista de Serviços anexa à Lei Complementar n.º 116/2003.

 
 

Entretanto, será devido se tais programas forem produzidos ou disponibilizados em


larga escala e de maneira uniforme - os denominados "software de prateleira" - não se
destinando especificamente às necessidades de um determinado usuário, mas sim de
qualquer cliente indistintamente, através de operação de compra e venda, passam a
serem consideradas mercadorias sujeitas à tributação do ICMS, na forma prevista no
inciso I, do artigo 1º da Lei Estadual n.º 7.014/96.

Ressalte-se, porém, que as operações internas com os denominados "software de


prateleira" são alcançadas pela redução da base de cálculo do imposto, na forma
prevista no artigo 268, inciso X, do RICMS/BA, aprovado pelo Decreto n.º 13.780/12, de
forma que a carga tributária seja equivalente a 7% (sete por cento). Destarte, ao calcular
a antecipação parcial incidente na aquisição interestadual dos citados produtos, o
Contribuinte deverá considerar a redução referida, conforme disciplina contida no § 3º
do mesmo artigo.

32. É devido a Antecipação Parcial nas aquisições interestaduais de chapas


brutas de mármore e granito para simples beneficiamento em seu próprio
estabelecimento?

Sim, o contribuinte que exerce atividade de simples beneficiamento de placas de


mármore, granito, ardósia e outras pedras, a exemplo do corte e aparelhamento de
placas, não caracteriza um processo industrial para fins de aplicação da legislação
tributária estadual; e, que, portanto, há a obrigatoriedade de recolhimento da
antecipação parcial nas aquisições interestaduais dos citados produtos.

Eventualmente, poderá ocorrer diligência pela Inspetoria Fazendária da circunscrição


fiscal do contribuinte, a fim de que verifique no estabelecimento do mesmo, a efetiva
realização de atividade industrial, quando se referir à fabricação de pias, mesas,
balcões, rodapés, entre outros. Nesse caso a base legal pelo não recolhimento é o inciso
III, do § 8º, do artigo 8º da Lei Estadual n.º 7.014/96.

33. Como deve recolher o contribuinte optante pelo Simples Nacional, a


antecipação parcial do ICMS nas aquisições interestaduais de joias para
comercialização dentro do Estado?

As operações com gemas, joias, metais preciosos e afins são albergadas pelo
tratamento diferenciado previsto no Decreto n.º 12.469/10, cujo artigo 2° concede
redução de base de cálculo equivalente a 4%; bem como nos determinam §§ 1° e 2° do
mesmo artigo, carga tributária de 2% referente ao Fundo Estadual de Combate e
Erradicação da Pobreza – FUNCEP e contribuição para o Centro Gemológico da Bahia
equivalente a 0,25% respectivamente, do valor da operação beneficiada com a redução
de base de cálculo.

Registre-se que a antecipação parcial deve ser calculada pelo contribuinte optante pelo
Simples Nacional, na forma prevista no artigo 12 – A da Lei Estadual n.º 7.014/96 e no
§ 1° do artigo 321, considerando a alíquota interna de destino deduzida do imposto

 
 

destacado no documento fiscal de aquisição, tomando-se por base as alíquotas


aplicáveis aos contribuintes não optantes pelo Simples Nacional.

Assim sendo, e considerando que a carga tributária estabelecida no Decreto aludido é


inferior às alíquotas interestaduais, não haverá imposto a ser recolhido a título de
antecipação parcial.

34. São sujeitas a antecipação parcial as farmácias de manipulação na aquisição


interestaduais de insumos para manipulação?

Não, em conformidade com o artigo 18°, § 4°, inciso VII, alínea “a” da Lei Complementar
n° 147/2014, esses produtos de comercialização de medicamentos e produtos
magistrais produzidos por manipulação de fórmulas, sob encomenda para entrega
posterior ao adquirente, em caráter pessoal, mediante prescrições de profissionais
habilitados ou indicação pelo farmacêutico, produzidos no próprio estabelecimento após
o atendimento inicial, que serão tributadas pelo ISS.

No entanto, frise-se que a Emenda Constitucional nº 87/2015 e o Convênio nº 93/2015,


ambos com efeitos a partir de 01/01/2016, alteraram a forma de tributação nas
operações interestaduais que destinem bens e mercadorias a consumidor final não
contribuintes ICMS.