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INFORMATIVO TÉCNICO IT Nº EA03/2018

DIMENSIONAMENTO DE GRUPOS DIESEL


GERADORES

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ÍNDICE PÁG.
1 OBJETIVO.................................................................................................... 4
2 CIRCUITO BÁSICO...................................................................................... 4
3 CARGAS DE POTÊNCIA CONSTANTE ...................................................... 6
4 CARGAS DE POTÊNCIA VARIÁVEL .......................................................... 6
5 PARTIDA DE MOTORES ............................................................................. 6
6 ALTERNADORES ........................................................................................ 7
6.1 Características ........................................................................................... 7
6.2 Tensões ...................................................................................................... 7
6.3 Impedância do Alternador ......................................................................... 7
6.4 Resistência do Alternador ........................................................................ 7
6.5 Reatância Transitória ................................................................................ 7
6.6 Ângulo da Impedância............................................................................... 8
6.7 Impedância e Ângulo ................................................................................. 8
7 CARGA CONSTANTE ................................................................................. 8
7.1 Impedância da Carga Constante .............................................................. 9
7.2 Ângulo da Impedância Carga Constante ................................................. 9
7.3 Corrente da Carga Constante ................................................................... 9
8 CARGA VARIÁVEL...................................................................................... 9
8.1 Impedância da Carga Variável .................................................................. 10
8.2 Ângulo da Impedância Carga Variável ..................................................... 10
8.3 Corrente da Carga Variável ....................................................................... 10
9 PARTIDA DE MOTOR(ES) .......................................................................... 11
9.1 Impedância do(s) Motor(es) na Partida .................................................... 11
9.2 Ângulo da Impedância do(s) Motor(es) na Partida ................................. 12
9.3 Corrente na Partida do(s) Motor(es)......................................................... 12
10 CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO ANALISADAS ............................................ 12
11 CÁLCULO DA REATÂNCIA TRANSITÓRIA DO ALTERNADOR .............. 13
11.1 Calculo da Tensão no Alternador ............................................................. 13
11.2 Cálculo da Reatância do Alternador ........................................................ 15
12 CÁLCULO DAS TENSÕES NO ALTERNADOR ......................................... 21
12.1 Cálculo da Tensão do Alternador com Carga Inicial .............................. 22
12.2 Cálculo da Tensão no Alternador ............................................................. 25
13 DIMENSIONAMENTO DO MOTOR DIESEL ............................................... 30
14 ELABORAÇÃO DAS PLANILHAS EXCEL ................................................. 32
14.1 Cálculo da Reatância Transitória do Alternador ..................................... 32
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14.2 Cálculo da Tensão nos Terminais do Alternador.................................... 33


14.3 Legendas .................................................................................................... 33
15 EXEMPLOS .................................................................................................. 34
15.1 Cálculo da Reatância Transitória do Alternador ..................................... 34
15.2 Considerações Sobre a Reatância Transitória do Alternador ............... 34
15.3 Cálculo da Tensão nos Terminais do Alternador.................................... 35

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1 OBJETIVO
O objetivo deste documento é analisar condições de operação de alternadores de grupos
diesel geradores para:
- Calcular a reatância necessária de um alternador para atender às necessidades do
sistema;
- Calcular a tensão em alternador de grupos diesel geradores que alimentam cargas
elétricas, durante os períodos transitórios, pois durante o regime permanente a tensão no
alternador é mantida estável pelo regulador de tensão.
- Elaborar planilhas Excel para inserção dos dados e obter os resultados;
2 CIRCUITO BÁSICO

A figura acima representa o circuito de alternador em vazio e as cargas que serão aplicadas,
em conjunto ou individualmente. Observar que, nesta condição, como o gerador está em
vazio 𝐼 + 𝐼 + 𝐼 = 0 e não há queda de tensão no alternador. Portanto, a tensão no
alternador (𝑉 ) é igual a tensão ajustada nos terminais do alternador (𝑉𝐺𝐴 ) .

A figura acima representa o circuito no instante da aplicação da(s) carga(s), quando a


tensão no alternador é igual a tensão ajustada 𝑉 e a corrente do(s) motor(es) é a corrente
de partida.
A figura a seguir representa o circuito de um alternador alimentando os diversos tipos de
cargas que são normalmente encontrados na prática. As cargas podem ser de potência
constante 𝐶 , potência variável 𝐶 e motores de indução 𝑀. A tensão nos terminais do
alternador 𝑉 é mantida constante pela tensão 𝑉 do alternador, para suprir a queda de
tensão na impedância 𝑍 do alternador provocada pelas correntes das cargas.
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A figura abaixo representa o circuito de um alternador alimentando uma caga inicial e as


cargas que serão aplicadas, em conjunto ou individualmente. Observar que, nesta
condição, como o alternador está com a tensão estabilizada, a tensão nos seus terminais
será a tensão de operação ajustada 𝑉 . Portanto a tensão no alternador 𝑉 será função da
carga inicial.

Nesta condição, as cargas compostas por motores de indução estão incluídas na carga de
potência constante 𝑐 .

A figura acima representa o circuito do alternador no instante da aplicação das cargas 𝐶 ,


𝐶 e motor(es), quando o alternador estava alimentando uma carga inicial composta por 𝑐
e 𝑐 . A tensão nos terminais do alternador, em função da aplicação das cargas, passará de
𝑉 para 𝑉 e provocará uma variação na corrente das cargas que estavam operando.
Como a tensão 𝑉 será menor que 𝑉 , devido à queda de tensão na impedância do
alternador, a corrente na carga constante 𝑐 aumentará e a corrente na carga 𝑐 diminuirá.
Portanto, a tensão nos terminais do alternador 𝑉 será função das correntes 𝐼 + 𝐼 +
𝐼 +𝐼 +𝐼 .

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3 CARGAS DE POTÊNCIA CONSTANTE


Nas cargas de potência constante a corrente varia em função da tensão para manter a
potência constante. Neste caso podem ser consideradas cargas compostas por motores de
indução, pois uma das características dos motores de indução é a de manter a rotação
praticamente constante com a variação de tensão (ver figura abaixo).

𝑷𝒐𝒕ê𝒏𝒄𝒊𝒂 = 𝑭𝒐𝒓ç𝒂 𝒙 𝑽𝒆𝒍𝒐𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 ou 𝑷𝒐𝒕ê𝒏𝒄𝒊𝒂 = 𝑻𝒐𝒓𝒒𝒖𝒆 𝒙 𝑽𝒆𝒍𝒐𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒂𝒏𝒈𝒖𝒍𝒂𝒓


Como a carga (Força ou Torque) e a Velocidade se mantêm constantes, a Potência
também se mantem constante, ou seja, a variação da corrente é inversamente proporcional
à variação da tensão.
4 CARGAS DE POTÊNCIA VARIÁVEL
Nas cargas de potência variável a impedância é um valor constante. Portanto, a variação
da tensão provoca a variação da corrente em função da impedância da carga. Neste caso
podemos considerar cargas compostas por transformadores, reatores e resistores. Nestas
cargas a corrente é diretamente proporcional à variação da tensão.
5 PARTIDA DE MOTORES
Nas cargas compostas por partida de motor(es), a impedância do(s) motor(es) no instante
da partida é fixa. Portanto, o seu tratamento durante a partida é igual às cargas de potência
variável.

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6 ALTERNADORES
Os alternadores são normalmente de 4 polos, em função da aplicação e rotação dos
motores diesel mais utilizados, com sistema de excitação estática “brushless”. As tensões
nominais dependem da tensão dos sistemas associados, a potência em função das
necessidades das cargas a serem atendidas e a reatância transitória em função da queda
de tensão admissível nas cargas alimentadas.
6.1 Características
As características do alternador que serão utilizadas são:
𝑃 Potência nominal do alternador (kVA)
𝑉 Tensão nominal do alternador (V)
𝑍 Impedância nominal do alternador (%)
𝑋′ Reatância transitória nominal do alternador (%)
6.2 Tensões
A tensão nos terminais do alternador depende do ajuste definido pelo usuário, pois o
sistema de regulação de tensão possui uma faixa de ajuste com essa finalidade. A tensão
do alternador é mantida constante, na tensão ajustada, durante o funcionamento do grupo
diesel gerador, variando apenas nos períodos transitórios, quando são ligadas ou
desligadas as cargas.
A tensão no alternador (𝑉 ) é controlada pelo sistema de regulação de tensão, em função
da carga.
A tensão nominal do alternador (𝑉 ) normalmente é igual a tensão nominal do sistema
associado.
A tensão ajustada do alternador (𝑉 ) pode ser igual ou diferente da tensão nominal (𝑉 ),
dentro da faixa de ajuste do regulador.
6.3 Impedância do Alternador
A impedância do alternador 𝒁𝑮 , que será considerada neste documento para calcular a
queda de tensão, será:
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝒁𝑮𝒏
𝒁𝑮 = .
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
6.4 Resistência do Alternador
A resistência do alternador (𝑹𝑮 ) será:
𝑽𝑮 𝒏 𝟐 𝑹 𝑮 𝒏
𝑹𝑮 = .
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
6.5 Reatância Transitória
A reatância do alternador (𝑿′𝑮 ) será:
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝑿′𝑮 = .
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎

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6.6 Ângulo da Impedância


O ângulo da impedância será:
𝑋
𝜃 = 𝑎𝑟𝑐 𝑡𝑎𝑛
𝑅
Se 𝑅 = 0:
𝜃 = 𝑎𝑟𝑐 𝑐𝑜𝑠 0
6.7 Impedância e Ângulo
Como a impedância do alternador, para os cálculos deste documento, será igual a reatância
transitória, a impedância e o ângulo considerados serão:
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮 = 𝑿′𝑮 = .
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮 = .
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
e
𝜽𝑮 = 𝒂𝒓𝒄 𝒄𝒐𝒔 𝟎
Onde:
𝑍 Impedância do alternador (Ω)
𝑉 Tensão nominal do alternador (V)
𝑃 Potência nominal do alternador (kVA)
𝑋′ Reatância transitória nominal do alternador (%)
Entretanto estes dados somente serão incluídos nas fórmulas finais.
7 CARGA CONSTANTE
A potência da carga constante no circuito é dada por:
𝑉
𝑃 =
𝑍
Onde:
𝑃 - Potência da carga constante (VA)
𝑉 – Tensão nos terminais do alternador (V)
𝑍 – Impedância da carga constante (Ω)

Na carga constante a potência é constante, e igual à potência nominal da carga, ou seja:

𝑽𝑪𝑲𝒏 𝟐
𝑷𝑪𝑲𝒏 =
𝒁𝑪𝑲𝒏

𝑃 - Potência nominal da carga constante (VA)

𝑉 – Tensão nominal da carga constante (V)


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𝑍 – Impedância nominal da carga constante (Ω)

7.1 Impedância da Carga Constante


Como a potência da carga é constante:
𝑽𝑮 𝑻 𝟐
𝒁𝑪𝑲 =
𝑷𝑪𝑲𝒏
7.2 Ângulo da Impedância Carga Constante
Como o fator de potência da carga é, normalmente, um valor arbitrado, por exemplo, igual
a 0,85,
𝜽𝑪𝑲 = 𝒂𝒓𝒄 𝒄𝒐𝒔 𝑭𝑷𝑪𝑲
Onde:
𝐹𝑃 Fator de potência da carga constante
7.3 Corrente da Carga Constante
Como:
𝑉 ⃗

𝐼 ⃗ = √3
𝑍 ⃗
𝑉
( , 0)
𝐼 ⃗= √3
(𝑍 , 𝜃 )
𝑉
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑍
Mas como,
𝑉
𝑍 =
𝑃

⎛ 𝑉 ⎞
𝐼 ⃗=⎜ , −𝜃 ⎟
𝑉
√3 𝑃
⎝ ⎠
𝑷𝑪𝑲𝒏
𝑰𝑪𝑲⃗ = , −𝜽𝑪𝑲
√𝟑𝑽𝑮𝑻
8 CARGA VARIÁVEL
Na carga de potência variável temos que:
𝑉
𝑃 =
𝑍
Onde:

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𝑃 Potência da carga variável (VA)

𝑉 – Tensão nos terminais do alternador durante o período transitório (V)

𝑍 Impedância da carga variável (Ω)

A potência nominal da carga variável e:

𝑽𝑪𝑽𝒏 𝟐
𝑷𝑪𝑽𝒏 =
𝒁𝑪𝑽𝒏

8.1 Impedância da Carga Variável


Ocorre que a carga é variável porque a impedância é constante (por exemplo resistor), logo:
𝑍 =𝑍
𝑉
𝑍 =𝑍 =
𝑃

𝑽𝑪𝑽𝒏 𝟐
𝒁𝑪𝑽 =
𝑷𝑪𝑽𝒏
Onde:
𝑃 Potência nominal da carga variável (VA)
𝑉 Tensão nominal da carga variável (V)
𝑍 Impedância nominal da carga variável (Ω)
8.2 Ângulo da Impedância Carga Variável
O fator de potência da carga variável pode ser arbitrado ou conhecido. Por exemplo, se for
um resistor o fator de potência é 1.
𝜽𝑪𝑽 = 𝒂𝒓𝒄 𝒄𝒐𝒔 𝑭𝑷𝑪𝑽
Onde:
𝐹𝑃 Fator de potência da carga variável
8.3 Corrente da Carga Variável
Como:
𝑉

𝐼 = √3
𝑍
Mas,
𝑉
𝑍 =
𝑃

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𝐼 = √3
𝑉
𝑃
𝑃 𝑉
𝐼 =
√3𝑉
𝑷𝑪𝑽𝒏 𝑽𝑮𝑻
𝑰𝑪𝑽⃗ = , −𝜽𝑪𝑽
√𝟑𝑽𝑪𝑽𝒏 𝟐
9 PARTIDA DE MOTOR(ES)
Na partida de motor(es) a impedância dos motores é fixa. Portanto, o seu comportamento
é o mesmo que as cargas com potência variável.
𝑉
𝑃 =
𝑍
Onde:
𝑃 Potência do(s) motor(es) na partida (VA)
𝑉 – Tensão nos terminais do alternador durante o período transitório (V)
𝑍 Impedância do(s) motor(es) na partida (Ω)
A potência nominal do(s) motor(es) na partida é:
𝑽𝑴𝑷𝒏 𝟐
𝑷𝑴𝑷𝒏 =
𝒁𝑴𝑷𝒏
Onde:
𝑃 Potência nominal do(s) motor(es) na partida (VA)
𝑉 Tensão nominal do(s) motor(es) (V)
𝑍 Impedância nominal do(s) motor(es) na partida (Ω)
9.1 Impedância do(s) Motor(es) na Partida
Como a impedância do(s) motor(es) na partida é um valor fixo:
𝑍 =𝑍
𝑉
𝑍 =𝑍 =
𝑃
Como a potência nominal da partida não é um dado fornecido nas tabelas dos fabricantes,
utilizaremos a corrente de partida nominal, ou seja:
𝑃 = √3𝑉 .𝐼
Ou:
𝑉
𝑍 =
√3𝐼
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𝑽𝑴𝑷𝒏
𝒁𝑴𝑷 =
√𝟑𝑰𝑴𝑷𝒏
Onde:
𝑃 Potência nominal do(s) motor(es) na partida (VA)
𝑉 Tensão nominal do(s) motor(es) (V)
𝐼 Corrente de partida do(s) motor(es) na tensão nominal (A)
9.2 Ângulo da Impedância do(s) Motor(es) na Partida
O(s) valor(es) do fator de potência do(s) motor(es) na partida pode ser estimado o definido
em função dos dados do(s) motor(es). Portanto:
𝜽𝑴𝑷 = 𝒂𝒓𝒄 𝒄𝒐𝒔 𝑭𝑷𝑴𝑷
Onde:
𝐹𝑃 Fator de potência do(s) motor(es) na partida
9.3 Corrente na Partida do(s) Motor(es)
Como:

𝑉 ⃗

𝐼 ⃗ = √3
𝑍 ⃗
𝑉
( , 0)
𝐼 ⃗= √3
(𝑍 , 𝜃 )
𝑉
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑍
Mas como,
𝑉
𝑍 =
√3𝐼
𝑰𝑴𝑷𝒏 𝑽𝑮𝑻
𝑰𝑴𝑷⃗ = , −𝜽𝑴𝑷
𝑽𝑴𝑷𝒏
10 CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO ANALISADAS
O regime permanente de operação dos alternadores não será considerado, pois o sistema
de regulação de tensão mantém, automaticamente, a tensão no valor de tensão ajustado,
após a aplicação da(s) carga(s).
As condições de operação que serão analisadas e objeto de cálculo, será o cálculo da
queda de tensão no alternador, durante o período transitório da alimentação, de uma carga
ou conjunto de cargas (com ou sem partida de motor).
- Com a aplicação da carga quando o alternador está em vazio (sem carga);
- Com a aplicação da carga quando o alternador está com uma carga inicial.
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A apresentação dos cálculos é feita de modo detalhado para permitir o perfeito


entendimento da sequência e conceitos adotados, que poderão ser utilizados no
desenvolvimento de outras aplicações.
11 CÁLCULO DA REATÂNCIA TRANSITÓRIA DO ALTERNADOR
O cálculo da reatância transitória do alternador será calculado para atender qualquer
condição de operação e qualquer condição de carga.

Para o cálculo da reatância transitória será considerada a figura do circuito acima, onde na
carga inicial do alternador, como citado anteriormente, a tensão nos terminais do alternador
será 𝑉 e implicará que a tensão no alternador 𝑉 será dada pela fórmula:

𝑽𝑮⃗ 𝑽𝑮𝑨⃗
= + 𝒁𝑮⃗ 𝑰𝒄𝒌⃗ + 𝑰𝒄𝒗⃗
√𝟑 √𝟑
Onde:
𝑉 Tensão no alternador (V)
𝑉 Tensão ajustada no alternador (V)
𝑐 Carga inicial constante (kVA)
𝑐 Carga inicial variável (A)
𝐼 Corrente da carga inicial constante (A)
𝐼 Corrente da carga inicial variável (A)
𝑍 Impedância do alternador (Ω)
𝑅 Resistência do alternador (Ω)
𝑋 Reatância do alternador (Ω)
𝐶 Carga constante (kVA)
𝐶 Carga variável (A)
𝑀 Motor(es) (A)
Nesta condição, as cargas compostas por motores de indução estão incluídas na carga de
potência constante 𝑐 .
11.1 Calculo da Tensão no Alternador
Primeiramente temos que calcular a tensão no alternador quando está alimentando a carga
inicial, ou seja, com a tensão nos terminais na tensão ajustada 𝑉 . Portanto:
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𝑽𝑮⃗ 𝑽𝑮𝑨⃗
= + 𝒁𝑮⃗ 𝑰𝒄𝒌⃗ + 𝑰𝒄𝒗⃗
√𝟑 √𝟑
Considerando que:
𝑽𝑮𝑨⃗ 𝑽𝑮 𝑨
= + 𝒋𝟎
√𝟑 √𝟑
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮⃗ = . , 𝒂𝒓𝒄 𝒄𝒐𝒔 𝟎
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮⃗ = . , 𝟗𝟎
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
De forma similar às cargas 𝐶 e 𝐶 , serão adotados os mesmos critérios, ou seja:
𝑉 ⃗ 𝑉
= ,0
√3 √3
𝑉 𝑉
,0 ,0
𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′
=( , 0) + , 90 ⎛ √3 ⎞ + ⎛ √3 ⎞
√3 √3 𝑃 100 𝑍 ,𝜃 𝑍 ,𝜃
⎝ ⎠ ⎝ ⎠

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉
=( , 0) + , 90 , −𝜃 + , −𝜃
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍 √3𝑍

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋 𝑉 𝑉 𝑋 𝑉
=( , 0) + , 90 , −𝜃 + , 90 , −𝜃
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍 𝑃 100 √3𝑍

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
=( , 0) + , 90 − 𝜃 + , 90 − 𝜃
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍 𝑃 100 √3𝑍
Na forma de complexos temos:
𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
= + 𝑗0 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍
𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +
𝑃 100 √3 𝑍 𝑃 100 √3𝑍
𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃
𝑃 100 √3𝑍

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
= + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +
√3 √3 100√3 𝑍 𝑃 100√3𝑍 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛( 90 − 𝜃 )
100√3 𝑍 𝑃 𝑃 100 √3𝑍

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Substituindo 𝑍 = e𝑍 = onde:

𝑉 Tensão ajustada no alternador (V)


𝑃 Potência nominal da carga inicial constante (kVA)
𝑃 Potência nominal da carga inicial variável (kVA)
𝑉 Tensão nominal da carga inicial variável (A)
Como 𝑐𝑜𝑠(90 − 𝜃) = 𝑠𝑒𝑛𝜃 e 𝑠𝑒𝑛(90 − 𝜃) = 𝑐𝑜𝑠𝜃 temos:
𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
= + 𝑠𝑒𝑛 𝜃 + 𝑠𝑒𝑛𝜃 + +𝑗 𝑐𝑜𝑠 𝜃
√3 √3 𝑉 𝑉 𝑉
100√3 𝑃 𝑃 100√3 𝑃 𝑃 100√3 𝑃 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑐𝑜𝑠𝜃
𝑃 100√3 𝑉
𝑃

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
= + 𝑠𝑒𝑛 𝜃 + 𝑠𝑒𝑛𝜃 + +𝑗 𝑐𝑜𝑠 𝜃
√3 √3 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃
𝑉 𝑋 𝑉 𝑃
+𝑗 𝑐𝑜𝑠𝜃
100√3 𝑉 𝑃

𝟐 𝟐
𝑽𝑮⃗ 𝑽𝑮 𝑨 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏
= + 𝒔𝒆𝒏 𝜽𝒄𝒌 + 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒗 +
√𝟑 √𝟑 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝑷𝑮𝒏
𝟐
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏
+ 𝒄𝒐𝒔 𝜽𝒄𝒌 + 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗
𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝑷𝑮𝒏
A fórmula acima dá o valor da tensão no alternador, que está com uma carga inicial
constante e outra variável, no instante que se vai aplicar uma carga composta por outras
cargas (inicial e variável) e partida de motor, em conjunto ou individualmente.
11.2 Cálculo da Reatância do Alternador

A figura acima representa o circuito do alternador no instante da aplicação das cargas 𝐶


𝐶 e motor(es), quando o alternador estava alimentando uma carga inicial composta por 𝑐
e 𝑐 . A tensão nos terminais do alternador, em função da aplicação das cargas, passará de
𝑉 para 𝑉 e provocará uma variação na corrente das cargas que estavam operando.

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Como a tensão 𝑉 será menor que 𝑉 , devido à queda de tensão na impedância do


alternador, a corrente na carga constante 𝑐 aumentará e a corrente na carga 𝑐 diminuirá.
Portanto, a tensão nos terminais do alternador 𝑉 será função das correntes 𝐼 + 𝐼 +
𝐼 + 𝐼 + 𝐼 . e da tensão 𝑉 .

A fórmula a seguir representa o circuito acima:

𝑽𝑮⃗ 𝑽𝑮𝑻⃗
= + 𝒁𝑮⃗ 𝑰𝑪𝑲⃗ + 𝑰𝑪𝑽⃗ + 𝑰𝑴𝑷⃗ + 𝑰𝒄𝒌⃗ + 𝑰𝒄𝒗⃗
√𝟑 √𝟑
Onde:
𝑉 ⃗ 𝑉
= ,0
√3 √3
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮⃗ = . , 𝟗𝟎
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
𝑃
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑉
𝑃
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑉
𝐼 𝑉
𝐼 ⃗= , −𝜃
𝑉

𝑃 𝑉
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑉
𝑃 𝑉
𝐼⃗= , −𝜃
√3𝑉

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑃 𝑉
= ,0 + . , 90 , −𝜃 + , −𝜃 +
√3 √3 𝑃 100 √3𝑉 √3𝑉

𝐼 𝑉 𝑃 𝑃 𝑉
+ , −𝜃 + , −𝜃 + , −𝜃
𝑉 √3𝑉 √3𝑉

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𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
= ,0 + . , 90 − 𝜃 +
√3 √3 𝑃 100 √3𝑉

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉
+ . , 90 − 𝜃 + . , 90 − 𝜃 +
𝑃 100 √3𝑉 𝑃 100 𝑉

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
+ . , 90 − 𝜃 + . , 90 − 𝜃
𝑃 100 √3𝑉 𝑃 100 √3𝑉

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
= ,0 + . , 90 − 𝜃 +
√3 √3 √3𝑉 100 𝑃

𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼
+ . , 90 − 𝜃 + . , 90 − 𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 𝑉 100 𝑃

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ . , 90 − 𝜃 + . , 90 − 𝜃
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃

Na forma de complexos temos:


𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
= + . 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗
𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 . +
√3 √3 √3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃
+ . 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 . 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼
+ . 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 . 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
𝑉 100 𝑃 𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑋 𝑃
+ . 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 + 𝑗 . 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ . 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 + 𝑗 . 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃

Como 𝒄𝒐𝒔(𝟗𝟎 − 𝜽) = 𝒔𝒆𝒏𝜽 e 𝒔𝒆𝒏(𝟗𝟎 − 𝜽) = 𝒄𝒐𝒔𝜽


𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
= + . 𝑠𝑒𝑛𝜃 +𝑗 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 +
√3 √3 √3𝑉 100 𝑃
√3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃
+ . 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑗 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼
+ . 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑗 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 +
𝑉 100 𝑃 𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑋 𝑃
+ . 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑗 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
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𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ . 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑗 . 𝑐𝑜𝑠𝜃
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃
= + . 𝑠𝑒𝑛𝜃 +
𝑠𝑒𝑛𝜃 . +
√3 √3 √3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑋 𝑃
+ . 𝑠𝑒𝑛𝜃 + . 𝑠𝑒𝑛𝜃 +
𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑋 𝑃
+ . 𝑠𝑒𝑛𝜃 +𝑗 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼
. 𝑐𝑜𝑠𝜃 + . 𝑐𝑜𝑠𝜃 +
√3𝑉 100 𝑃 𝑉 100 𝑃
𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ . 𝑐𝑜𝑠𝜃 + . 𝑐𝑜𝑠𝜃
√3𝑉 100 𝑃 √3𝑉 100 𝑃

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃
= + + +
√3 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃
+ + ++
100𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100𝑉 𝑃
𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
Do Cálculo da Tensão no Alternador temos que:

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
= + 𝑠𝑒𝑛 𝜃 + 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑐𝑜𝑠 𝜃 +
√3 √3 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃
+ 𝑐𝑜𝑠𝜃
100√3 𝑉 𝑃
Portanto, igualando temos:

𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ 𝑠𝑒𝑛 𝜃 + 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑐𝑜𝑠 𝜃
√3 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃
+ 𝑐𝑜𝑠𝜃 = + + +
100√3 𝑉 𝑃 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃
+ + +
100𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100𝑉 𝑃

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𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃

𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛 𝜃 𝑉 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉
+ 𝑋 + 𝑋 +
√3 𝑉 100 3 𝑃 𝑉 100 3 𝑃
𝑃 𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑉 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉
+ 𝑋′ + 𝑋′ =
𝑉 100 3 𝑃 𝑉 100 3 𝑃
𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉
= + 𝑋′ + 𝑋′ +
√3 √3𝑉 100𝑃 √3𝑉 100𝑃
𝑉 𝐼 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉
+ 𝑋′ + 𝑋′ + 𝑋′
𝑉 100𝑃 √3𝑉 100𝑃 √3𝑉 100𝑃
𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝐼 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉
+ 𝑋 + 𝑋 + 𝑋 +
√3𝑉 100𝑃 √3𝑉 100𝑃 𝑉 100𝑃
𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉
+ 𝑋 + 𝑋
√3𝑉 100𝑃 √3𝑉 100𝑃

𝟐
𝑽𝑮 𝑨 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒔𝒆𝒏 𝜽𝒄𝒌 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏 𝟐 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒄𝒐𝒔 𝜽𝒄𝒌
+ + 𝑿′𝑮𝒏 + +
√𝟑 𝑽𝑮 𝑨 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑷𝑮𝒏 𝑽𝑮 𝑨
𝟐
𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏 𝟐 𝑽𝑮 𝑻 𝑷𝑪𝑲𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑪𝑲 𝑽𝑮𝑻 𝑷𝑪𝑽𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑪𝑽
+ 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 = + + +
𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑷𝑮𝒏 √𝟑 √𝟑𝑽𝑮𝑻 √𝟑𝑽𝑪𝑽𝒏 𝟐
𝟐
𝑽𝑮𝑻 𝑰𝑴𝑷𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑴𝑷 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒌 𝑽𝑮𝑻 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮𝒏 𝟐
+ + + 𝑿′ +
𝑽𝑴𝑷𝒏 √𝟑𝑽𝑮𝑻 √𝟑𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎𝑷𝑮𝒏 𝑮𝒏
𝑷𝑪𝑲𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑪𝑲 𝑽𝑮𝑻 𝑷𝑪𝑽𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑪𝑽 𝑽𝑮𝑻 𝑰𝑴𝑷𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑴𝑷 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒌
+ + + + +
√𝟑𝑽𝑮𝑻 √𝟑𝑽𝑪𝑽𝒏 𝟐 𝑽𝑴𝑷𝒏 √𝟑𝑽𝑮𝑻
𝟐
𝑽𝑮𝑻 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏 𝟐
+ 𝑿
√𝟑𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎𝑷𝑮𝒏 𝑮𝒏

Se 𝒙 = 𝑿′𝑮𝒏 :
(𝑎 + 𝑏 𝑥) + (𝑐 𝑥) = (𝑎 + 𝑏 𝑥) + (𝑐 𝑥)

𝑎 + 2𝑎 𝑏 𝑥 + 𝑏 𝑥 + 𝑐 𝑥 = 𝑎 + 2𝑎 𝑏 𝑥 + 𝑏 𝑥 + 𝑐 𝑥
𝑏 𝑥 −𝑏 𝑥 + 𝑐 𝑥 − 𝑐 𝑥 + 2𝑎 𝑏 𝑥−2𝑎 𝑏 𝑥 + 𝑎 −𝑎 =0
𝑏 −𝑏 +𝑐 −𝑐 𝑥 + (2𝑎 𝑏 −2𝑎 𝑏 )𝑥 + (𝑎 −𝑎 )=0
Onde:

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𝑽𝑮 𝑨
𝒂𝟏 =
√𝟑
𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒔𝒆𝒏 𝜽𝒄𝒌 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏 𝟐
𝒃𝟏 = +
𝑽𝑮 𝑨 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑷𝑮𝒏

𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒄𝒐𝒔 𝜽𝒄𝒌 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏 𝟐


𝒄𝟏 = +
𝑽𝑮 𝑨 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑷𝑮𝒏
𝑽𝑮 𝑻
𝒂𝟐 =
√𝟑
𝑷𝑪𝑲𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑪𝑲 𝑽𝑮𝑻 𝑷𝑪𝑽𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑪𝑽 𝑽𝑮𝑻 𝑰𝑴𝑷𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑴𝑷 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒌
𝒃𝟐 = + 𝟐
+ + +
√𝟑𝑽𝑮𝑻 √𝟑𝑽𝑪𝑽𝒏 𝑽𝑴𝑷𝒏 √𝟑𝑽𝑮𝑻
𝟐
𝑽𝑮𝑻 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏
+
√𝟑𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎𝑷𝑮𝒏
𝑷𝑪𝑲𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑪𝑲 𝑽𝑮𝑻 𝑷𝑪𝑽𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑪𝑽 𝑽𝑮𝑻 𝑰𝑴𝑷𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑴𝑷 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒌
𝒄𝟐 = + 𝟐
+ + +
√𝟑𝑽𝑮𝑻 √𝟑𝑽𝑪𝑽𝒏 𝑽𝑴𝑷𝒏 √𝟑𝑽𝑮𝑻
𝟐
𝑽𝑮𝑻 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮 𝒏
+
√𝟑𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎𝑷𝑮𝒏

A solução da equação acima será a raiz real e positiva da equação abaixo;


𝒂𝒙𝟐 + 𝒄𝒙 + 𝒆 = 𝟎
Onde:
𝒂 = 𝒃𝟐 𝟐 −𝒃𝟏 𝟐 + 𝒄𝟐 𝟐 − 𝒄𝟏 𝟐
𝒄 = 𝟐𝒂𝟐 𝒃𝟐 −𝟐𝒂𝟏 𝒃𝟏
𝒆 = 𝒂𝟐 𝟐 − 𝒂𝟏 𝟐
−𝑐 + √𝑐 − 4𝑎𝑒
𝑥=
2𝑎
−𝒄 + √𝒄𝟐 − 𝟒𝒂𝒆
𝑿′𝑮𝒏 =
𝟐𝒂

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12 CÁLCULO DAS TENSÕES NO ALTERNADOR


O cálculo da tensão no alternador será feito considerando todas as alternativas para permitir
que o cálculo seja o mais preciso possível.
A figura a seguir representa o circuito de alternador em vazio e as cargas que serão
aplicadas, em conjunto ou individualmente. Observar que, nesta condição, como o gerador
está em vazio 𝐼 + 𝐼 + 𝐼 = 0 e não há queda de tensão no alternador. Portanto, a
tensão no alternador (𝑉 ) é igual a tensão ajustada do alternador (𝑉𝐺𝐴 ) .

A figura abaixo representa o circuito no instante da aplicação da(s) carga(s), quando a


tensão no alternador é igual a tensão ajustada 𝑉 e a corrente do(s) motor(es) é a corrente
de partida.

A figura acima representa o circuito de um alternador alimentando uma caga inicial e as


cargas que serão aplicadas, em conjunto ou individualmente. Observar que, nesta
condição, como o alternador está com a tensão estabilizada, a tensão nos seus terminais

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será a tensão de operação ajustada 𝑉 . Portanto a tensão no alternador 𝑉 será função da


carga inicial.
Nesta condição, as cargas compostas por motores de indução estão incluídas na carga de
potência constante 𝑐 .

A figura acima representa o circuito do alternador no instante da aplicação das cargas 𝐶 ,


𝐶 e motor(es), quando o alternador estava alimentando uma carga inicial composta por 𝑐
e 𝑐 . A tensão nos terminais do alternador, em função da aplicação das cargas, passará de
𝑉 para 𝑉 e provocará uma variação na corrente das cargas que estavam operando.
Como a tensão 𝑉 será menor que 𝑉 , devido à queda de tensão na impedância do
alternador, a corrente na carga constante 𝑐 aumentará e a corrente na carga 𝑐 diminuirá.
Portanto, a tensão nos terminais do alternador 𝑉 será função das correntes 𝐼 + 𝐼 +
𝐼 +𝐼 +𝐼 .
12.1 Cálculo da Tensão do Alternador com Carga Inicial
O cálculo da tensão do alternador 𝑉 será feito da mesma forma que no cálculo da reatância
do alternador.

Para o cálculo será considerada a figura do circuito acima, onde na carga inicial do
alternador, como citado anteriormente, a tensão nos terminais do alternador será 𝑉 e
implicará que a tensão no alternador 𝑉 será dada pela fórmula:

𝑽𝑮⃗ 𝑽𝑮𝑨⃗
= + 𝒁𝑮⃗ 𝑰𝒄𝒌⃗ + 𝑰𝒄𝒗⃗
√𝟑 √𝟑
Onde:
𝑉 Tensão no alternador (V)
𝑉 Tensão ajustada no alternador (V)
𝑐 Carga inicial constante (kVA)
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𝑐 Carga inicial variável (A)


𝐼 Corrente da carga inicial constante (A)
𝐼 Corrente da carga inicial variável (A)
𝑍 Impedância do alternador (Ω)
𝑅 Resistência do alternador (Ω)
𝑋 Reatância do alternador (Ω)
𝐶 Carga constante (kVA)
𝐶 Carga variável (A)
𝑀 Motor(es) (A)
Nesta condição, as cargas compostas por motores de indução estão incluídas na carga de
potência constante 𝑐 .
Considerando que:
𝑽𝑮𝑨⃗ 𝑽𝑮 𝑨
= + 𝒋𝟎
√𝟑 √𝟑
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮⃗ = . , 𝒂𝒓𝒄 𝒄𝒐𝒔 𝟎
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮⃗ = . , 𝟗𝟎
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
De forma similar às cargas 𝐶 e 𝐶 , serão adotados os mesmos critérios, ou seja:
𝑉 ⃗ 𝑉
= ,0
√3 √3
𝑉 𝑉
,0 ,0
𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ √3 √3
=( , 0) + , 90 ⎛ ⎞ + ⎛ ⎞
√3 √3 𝑃 100 𝑍 ,𝜃 𝑍 ,𝜃
⎝ ⎠ ⎝ ⎠

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉
=( , 0) + , 90 , −𝜃 + , −𝜃
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍 √3𝑍

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋 𝑉 𝑉 𝑋 𝑉
=( , 0) + , 90 , −𝜃 + , 90 , −𝜃
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍 𝑃 100 √3𝑍

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
=( , 0) + , 90 − 𝜃 + , 90 − 𝜃
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍 𝑃 100 √3𝑍
Na forma de complexos temos:

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𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
= + 𝑗0 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +
√3 √3 𝑃 100 √3 𝑍
𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +
𝑃 100 √3 𝑍 𝑃 100 √3𝑍
𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃
𝑃 100 √3𝑍

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
= + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +
√3 √3 100√3 𝑍 𝑃 100√3𝑍 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛( 90 − 𝜃 )
100√3 𝑍 𝑃 𝑃 100 √3𝑍

Substituindo 𝑍 = e𝑍 = onde:

𝑉 Tensão ajustada no alternador (V)


𝑃 Potência nominal da carga inicial constante (kVA)
𝑃 Potência nominal da carga inicial variável (kVA)
𝑉 Tensão nominal da carga inicial variável (A)
Que 𝒄𝒐𝒔(𝟗𝟎 − 𝜽) = 𝒔𝒆𝒏𝜽 e 𝒔𝒆𝒏(𝟗𝟎 − 𝜽) = 𝒄𝒐𝒔𝜽
𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑉
= + 𝑠𝑒𝑛 𝜃 + 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝑗 𝑐𝑜𝑠 𝜃
√3 √3 𝑉 𝑉 𝑉
100√3 𝑃 𝑃 100√3 𝑃 𝑃 100√3 𝑃 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑉
+𝑗 𝑐𝑜𝑠𝜃
𝑃 100√3 𝑉
𝑃

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛 𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠 𝜃


= + + +𝑗
√3 √3 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃 100√3 𝑉 𝑃
𝑉 𝑋 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+𝑗
100√3 𝑉 𝑃

𝑉⃗ 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛 𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′
= + + +
√3 √3 𝑉 100√3 𝑃 𝑉 100√3 𝑃
𝑃 𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′
+ +
𝑉 100√3 𝑃 𝑉 100√3 𝑃

𝑉 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛 𝜃 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′
= + + +
√3 √3 𝑉 𝑉 100√3 𝑃

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𝑃 𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′
+ +
𝑉 𝑉 100√3 𝑃

𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛 𝜃 𝑉 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′
𝑉 =3 + + +
√3 𝑉 𝑉 100√3 𝑃
𝑃 𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑉 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′
+ +
𝑉 𝑉 100√3 𝑃

𝟐
𝑽𝑮 𝑨 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒔𝒆𝒏 𝜽𝒄𝒌 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝑽𝑮 = √𝟑 + + +
√𝟑 𝑽𝑮 𝑨 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑷𝑮𝒏
𝟏
𝟐 𝟐 𝟐
𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒄𝒐𝒔 𝜽𝒄𝒌 𝑽𝑮𝑨 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗 𝑽𝑮𝒏 𝑿′𝑮𝒏
+ +
𝑽𝑮 𝑨 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐 𝟏𝟎𝟎√𝟑 𝑷𝑮𝒏

12.2 Cálculo da Tensão no Alternador


Com a aplicação da carga, estando o alternador com carga inicial, o circuito será
representado como indicado na figura abaixo.

A figura acima representa o circuito do alternador no instante da aplicação das cargas 𝐶 ,


𝐶 e motor(es), quando o alternador estava alimentando uma carga inicial composta por 𝑐
e 𝑐 . A tensão nos terminais do alternador, em função da aplicação das cargas, passará de
𝑉 para 𝑉 e provocará uma variação na corrente das cargas que estavam operando.
Como a tensão 𝑉 será menor que 𝑉 , devido à queda de tensão na impedância do
alternador, a corrente na carga constante 𝑐 aumentará e a corrente na carga 𝑐 diminuirá.
Portanto, a tensão nos terminais do alternador 𝑉 será função das correntes 𝐼 + 𝐼 +
𝐼 +𝐼 +𝐼 .

𝑽𝑮⃗ 𝑽𝑮𝑻⃗
= + 𝒁𝑮⃗ 𝑰𝑪𝑲⃗ + 𝑰𝑪𝑽⃗ + 𝑰𝑴𝑷⃗ + 𝑰𝒄𝒌⃗ + 𝑰𝒄𝒗⃗
√𝟑 √𝟑
A fórmula acima dá o valor da tensão no alternador, que está com uma carga inicial
constante e outra variável, no instante que se vai aplicar uma carga composta por outras
cargas (inicial e variável) e partida de motor, em conjunto ou individualmente.
De modo análogo ao critério desenvolvido, temos que, na forma polar:

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𝑉 ⃗ 𝑉
= ,0
√3 √3
𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏
𝒁𝑮⃗ = . , 𝟗𝟎
𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎
𝑃
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑉
𝑃
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑉
𝐼 𝑉
𝐼 ⃗= , −𝜃
𝑉

𝑃 𝑉
𝐼 ⃗= , −𝜃
√3𝑉
𝑃 𝑉
𝐼⃗= , −𝜃
√3𝑉
Aplicando na fórmula:
𝑉⃗ 𝑉 ⃗
= + 𝑍⃗ 𝐼 ⃗ + 𝐼 ⃗ + 𝐼 ⃗ + 𝐼 ⃗ + 𝐼 ⃗
√3 √3

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑃 𝑉 𝐼 𝑉
= ,0 + . , 90 , −𝜃 + , −𝜃 + , −𝜃 +
√3 √3 𝑃 100 √3𝑉 √3𝑉 𝑉

𝑃 𝑃 𝑉
+ , −𝜃 + , −𝜃
√3𝑉 √3𝑉

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
= ,0 + , 90 , −𝜃 + , 90 , −𝜃 +
√3 √3 100𝑃 √3𝑉 100𝑃 √3𝑉
𝑉 𝑋′ 𝐼 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ , 90 , −𝜃 + , 90 , −𝜃 +
100𝑃 𝑉 100𝑃 √3𝑉
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
+ , 90 , −𝜃
100𝑃 √3𝑉

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
= ,0 + , 90 − 𝜃 + , 90 − 𝜃 +
√3 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃

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𝑉 𝑋′ 𝐼 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ , 90 − 𝜃 + , 90 − 𝜃 +
100𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
+ , 90 − 𝜃
100√3𝑃 𝑉

Na forma de complexos teremos:

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
= + 𝑗0 + 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
√3 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
+ 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃

𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉
+ 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
100𝑃 𝑉 100𝑃 𝑉

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑋′ 𝑃
+ 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃 +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃

𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉
+ 𝑐𝑜𝑠 90 − 𝜃 +𝑗 𝑠𝑒𝑛 90 − 𝜃
100√3𝑃 𝑉 100√3𝑃 𝑉

Como 𝑐𝑜𝑠(90 − 𝜃) = 𝑠𝑒𝑛𝜃 e 𝑠𝑒𝑛(90 − 𝜃) = 𝑐𝑜𝑠𝜃

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
= + 𝑗0 + +𝑗 +
√3 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃
+ +𝑗 + +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉
𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+𝑗 + +𝑗 +
100𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ +𝑗
100√3𝑃 𝑉 100√3𝑃 𝑉

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃


= + + + +
√3 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉
𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + +𝑗 +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃

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𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃


+𝑗 +𝑗 +𝑗
100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃
+𝑗
100√3𝑃 𝑉

𝑉⃗ 𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃


= + + + +
√3 √3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉
𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + +
100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃
+
100√3𝑃 𝑉

𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃


+ + + +
√3 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉
𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + +
100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉
+ − =0
100√3𝑃 𝑉 3

𝑉 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜃


+ + + +
√3 100√3𝑉 𝑃 100𝑃 𝑉 100√3𝑃 𝑉
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋 𝐼 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
100𝑃 𝑉 100√3𝑃 𝑉 100√3𝑉 𝑃
𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉
+ − =0
100√3𝑉 𝑃 3

1 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝐼 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃


+ + + 𝑉 + +
√3 √3𝑉 𝑃 𝑃 𝑉 √3𝑃 𝑉 100 𝑃
𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′1 𝑉 𝑋′ 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝐼 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃
+ + + +
𝑃 100√3 𝑉 100√3𝑉 𝑃 𝑃 𝑉 √3𝑃 𝑉
𝑉 𝑋 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑃 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑉 𝑋 1 𝑉
𝑉 + + − =0
100 𝑃 𝑃 100√3 𝑉 3
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Se 𝒙 = 𝑽𝑮𝑻
1 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝐼 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑃 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝑉 𝑋′
𝑎 = + + +
√3 √3𝑉 𝑃 𝑃 𝑉 √3𝑃 𝑉 100

𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑷𝑪𝑲𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝑪𝑲 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿 𝑮𝒏 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒔𝒆𝒏𝜽𝒄𝒌


𝒃𝟏 = +
𝟏𝟎𝟎√𝟑𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎√𝟑𝑷𝑮𝒏

𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑷𝑪𝑽𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑪𝑽 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿 𝑮𝒏 𝑰𝑴𝑷𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑴𝑷 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿′𝑮𝒏 𝑷𝒄𝒗𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒗
𝒄𝟏 = + +
𝟏𝟎𝟎√𝟑𝑽𝑪𝑽𝒏 𝟐 𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎𝑷𝑮𝒏 𝑽𝑴𝑷𝒏 𝟏𝟎𝟎√𝟑𝑷𝑮𝒏 𝑽𝒄𝒗𝒏 𝟐

𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿 𝑮𝒏 𝑷𝑪𝑲𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝑪𝑲 𝑽𝑮𝒏 𝟐 𝑿 𝑮𝒏 𝑷𝒄𝒌𝒏 𝒄𝒐𝒔𝜽𝒄𝒌


𝒅𝟏 = +
𝟏𝟎𝟎√𝟑𝑷𝑮𝒏 𝟏𝟎𝟎√𝟑𝑷𝑮𝒏

𝑽𝑮 𝟐
𝒆𝟏 = −
𝟑
𝑏 𝑑
𝑎 𝑥+ + 𝑐 𝑥+ +𝑒 =0
𝑥 𝑥
𝑏 𝑏 𝑑 𝑑
𝑎 𝑥 + 2𝑎 𝑥 + + 𝑐 𝑥 + 2𝑐 𝑥 + +𝑒 =0
𝑥 𝑥 𝑥 𝑥

𝑏 𝑑
𝑎 𝑥 + 2𝑎 𝑏 + + 𝑐 𝑥 + 2𝑐 𝑑 + +𝑒 =0
𝑥 𝑥
𝑏 +𝑑
𝑎 𝑥 +𝑐 𝑥 + 2𝑎 𝑏 + 2𝑐 𝑑 + +𝑒 =0
𝑥
𝑏 +𝑑
(𝑎 +𝑐 )𝑥 + 2𝑎 𝑏 + 2𝑐 𝑑 + 𝑒 + =0
𝑥
Multiplicando por 𝑥 temos:

(𝑎 +𝑐 )𝑥 + (2𝑎 𝑏 + 2𝑐 𝑑 + 𝑒 )𝑥 + 𝑏 +𝑑 =0
A solução da equação acima será a raiz real e positiva da equação abaixo;
𝒂𝒙𝟒 + 𝒄𝒙𝟐 + 𝒆 = 𝟎
Onde:
𝒂 = 𝒂𝟏 𝟐 +𝒄𝟏 𝟐
𝒄 = 𝟐𝒂𝟏 𝒃𝟏 + 𝟐𝒄𝟏 𝒅𝟏 + 𝒆𝟏
𝒆 = 𝒃𝟏 𝟐 + 𝒅𝟏 𝟐
−𝑐 + √𝑐 − 4𝑎𝑒
𝑥 =𝑉 =
2𝑎

−𝒄 + √𝒄𝟐 − 𝟒𝒂𝒆
𝑽𝑮 𝑻 =
𝟐𝒂
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13 DIMENSIONAMENTO DO MOTOR DIESEL


De modo resumido, o alternador é dimensionado para atender a potência ativa, reativa e
manter tensão no valor ajustado. O motor diesel deve ser dimensionado para acionar e
fornecer a potência ativa ao alternador e manter a rotação do conjunto no valor ajustado.
Normalmente, os grupos são especificados para potências nominais aparente (kVA) com
fator de potência 0,8. Esta potência é a potência fornecida nos terminais do alternador, ou
seja, para uma potência nominal de 1000kVA com fator de potência 0,8, o alternador
fornece uma potência ativa de 800kW.
Os grupos diesel são fornecidos para várias finalidades, tais como para operação contínua
e emergência. Os grupos para operação contínua devem ser especificados para operar
com baixa rotação (normalmente 1200 rpm) e os de emergência com alta rotação
(normalmente 1800 rpm). A potência de um mesmo motor diesel depende da rotação em
que irá operar. A potência nominal de um mesmo motor é maior quando operar em 1800
rpm (60Hz) do que quando opera em 1500 rpm (50Hz). Os valores destas potências são
informados pelos fabricantes.
Os grupos diesel geradores de emergência podem operar com uma sobrecarga de 10%
acima da potência nominal contínua, durante 1 hora a cada 12 horas de funcionamento.
Esta potência é chamada de potência Stand-by.
A potência nominal dos motores diesel também depende da temperatura ambiente e da
altitude da instalação. Os fatores devem ser verificados junto aos fabricantes em função
das suas especificações.
Os grupos diesel geradores instalados em usinas hidrelétricas ou indústrias são para
utilização em emergência. Portanto, devem ser especificados para fornecer a potência
contínua e Stand-by definidas pelo projeto.
A potência Stand-by do motor diesel deve atender à potência ativa requerida pelo alternador
em qualquer condição de operação. Em resumo, a potência ativa fornecida pelo motor
diesel ao alternador deve atender, nas condições de operação e instalação especificadas,
à maior potência ativa requerida pelo alternador.
A potência ativa requerida pelo alternador deve ser verificada com base nos dados da carga
e do alternador. Esta verificação deve ser feita em função dos dados da maior carga ativa
solicitada pela instalação. Por exemplo, considerando um motor de 50 hp com os dados a
seguir:
Tensão nominal: 460V
Corrente nominal: 58,4A
Corrente de partida: 374A
Fator de potência nominal: 0,84
Fator de potência na partida: 0,33
Rendimento a 100%: 95,4%
Quando o motor opera com 100% da potência nominal, a potência ativa requerida pelo
motor em operação será:
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√3𝑥0,46𝑥58,4𝑥0,84
𝑃(𝑘𝑊) = = 41𝑘𝑊
0,954
Durante a partida direta à plena tensão a potência ativa requerida será:

𝑃(𝑘𝑊) = √3𝑥0,46𝑥374𝑥0,33 = 98,4𝑘𝑊


A potência ativa requerida por motores que operam em regime permanente pode ser
considerada constante, mas quando se considera a potência requerida durante a partida
este valor dependerá da tensão nos seus terminais, que pode ser diferente da nominal.
A potência ativa requerida por cargas de potência variável dependerá da sua tensão
nominal e da tensão nos seus terminais. Por exemplo, um resistor de 30kW de tensão
nominal 480V, operando em 460V, requererá uma potência ativa de:

460
𝑃(𝑘𝑊) = 30 = 27,55𝑘𝑊
480
A potência ativa requerida pelas cargas ao alternador dependerá das condições de
operação e das características das cargas. Portanto, não existe uma fórmula padrão a ser
considerada. O que deve ser feito é calcular/estimar o consumo permanente das cargas
conforme os exemplos acima e, para motores, considerar a pior condição de partida
simultânea com outros motores.
A potência ativa requerida pelo alternador ao motor diesel deverá ser calculada em função
da potência ativa requerida pelas cargas e do rendimento do alternador, para àquelas
cargas. No mínimo, a potência fornecida pelo motor deve ser, nas condições de operação
e instalação especificadas, igual a potência nominal do grupo, considerando o fator de
potência nominal e um fator de projeto definido pelo usuário. Por exemplo, um grupo de
800kVA com fator de potência 0,8 e alternador com rendimento de 98% para a potência
considerada e fator de projeto de 1,15, deve ser acionado por um motor de:
800𝑥0,8
𝑃(𝑘𝑊) = 𝑥1,15 = 751𝑘𝑊
0,98
Entretanto, se essa condição não for exigida pelo usuário, o motor será fornecido para
atender a potência ativa, sem o fator de projeto, ou seja, 653kW.
Pelo acima exposto, verifica-se que a definição de um grupo, nas condições de operação e
instalação especificadas, deve ser feita levando em consideração as cargas e suas
condições de operação.
Deve-se levar em conta que, para grupos híbridos e quando a potência do alternador é
definida em função da reatância transitória, a potência o motor diesel deve atender as
condições das cargas suas condições de operação e não necessariamente à potência
nominal do alternador.

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14 ELABORAÇÃO DAS PLANILHAS EXCEL


As planilhas Excel foram elaboradas com base nos cálculos desenvolvidos. A parte teórica
não é necessária para sua utilização.
Foram elaboradas duas planilhas, uma para determinar a reatância transitória do alternador
e outra para determinar a tensão nos terminais do alternador.
A planilha da determinação da tensão no alternador pode ser utilizada para definir a
reatância transitória, bastando apenas definir as cargas e ir alterando a reatância até que a
tensão nos terminais do alternador seja a desejada.
Como em uma instalação podem existir cargas com tensões nominais diferentes da do
sistema, existem os campos para preenchimento destas informações. Por exemplo, podem
existir motores com tensões nominais de 440V e 480V.
Os campos com fatores de potência das cargas também foram deixados para serem
preenchidos com os dados reais.
As planilhas são para caso gerais, ou seja, o alternador pode estar ou não com carga inicial,
esta carga inicial pode ser formada por carga constante ou variável. A carga a ser aplicada,
estando o alternador com carga inicial, pode ser uma ou mais tipos de cargas (constante,
variável ou motor(es).
A referência feita a motor(es) é para permitir que se considere um único motor ou conjunto
de motores, cujos dados devem ser definidos. Por exemplo, se deseja saber exatamente o
comportamento do sistema com a partida simultânea de dois motores com características
diferentes. Neste caso, deverá ser determinada a corrente de partida e fator de potência
equivalentes para inseri-los na planilha.
14.1 Cálculo da Reatância Transitória do Alternador
A planilha do cálculo da reatância do alternador permite definir a reatância que atenda às
necessidades da instalação.
Para obter o resultado as informações mínimas que devem ser inseridas são:
𝑃 Potência nominal do alternador (kVA)
𝑉 Tensão nominal do alternador (V)
𝑉 Tensão ajustada no alternador (V)
𝑉 Tensão desejada nos terminais do alternador durante o período transitório (V)
Dados das cargas a serem consideradas no cálculo.
Observações:
1) Todos os campos de tensões nominais deverão ser preenchidos. Caso essas cargas
não existam deverão ser preenchidos com valores positivos superiores a zero, por
exemplo, iguais a 1.

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2) Como a reatância deve ser calculada para atender o período transitório da aplicação
de carga, as cargas iniciais podem ser iguais a 0, mas a devem ser incluídos, pelo
menos os dados de um dos tipos de carga (constante, variável ou motor(es)).
14.2 Cálculo da Tensão nos Terminais do Alternador
A planilha do cálculo da tensão nos terminais do alternador permite definir tensão nos
terminais do alternador durante os períodos transitórios de aplicação de cargas.
Para obter o resultado as informações mínimas que devem ser inseridas são:
𝑃 Potência nominal do alternador (kVA)
𝑉 Tensão nominal do alternador (V)
𝑉 Tensão ajustada no alternador (V)
𝑋′ Reatância transitória nominal do alternador (%)
Dados das cargas a serem consideradas no cálculo.
Observações:
1) Todos os campos de tensões nominais deverão ser preenchidos. Caso essas cargas
não existam deverão ser preenchidos com valores positivos superiores a zero, por
exemplo, iguais a 1.
14.3 Legendas
As legendas utilizadas são:
- Os campos devem ser preenchidos com os dados do problema;
- Os campos são resultados parciais dos cálculos, mostrados apenas para eventual
informação e avaliação do usuário. Nunca devem ser alterados, pois alteram o resultado da
solução do problema e a fórmula do campo;
- O campo é o resultado do problema.
- O campo em é a conversão do ângulo de radianos para graus;

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15 EXEMPLOS
Serão considerados apenas dois exemplos contendo todos os tipos de cargas possíveis,
um para calcular a reatância e outro para calcular a tensão nos terminais alternador.
Os dois exemplos serão baseados no circuito abaixo:

15.1 Cálculo da Reatância Transitória do Alternador


Um alternador trifásico de 800kVA, 480V, com a tensão do ajustada para operar com 485V,
operando em vazio (sem carga), alimenta uma carga composta por:
- 250kVA de motores de indução, de tensão nominal de 460V, com fator de potência 0,85
- 150kVA de cargas de gerais, de tensão nominal 480V, com fator de potência 0,9
Estando o alternador alimentando a carga inicial acima, será aplicada uma carga composta
por:
- 150kVA de cargas de potência constante, de tensão nominal 460V, com fator de potência
0,8.
- 100kVA de cargas de gerais, de tensão nominal 440V, com fator de potência 1,0.
- Partida de um motor de 100hp, tensão nominal de 440V, corrente de partida 1040A e fator
de potência 0,3.
Calcular o valor máximo da reatância transitória do alternador para que a tensão nos
terminais do alternador seja no mínimo 432V.
R: 9,27%
15.2 Considerações Sobre a Reatância Transitória do Alternador
Na prática, considerando o exemplo acima, não existirá no mercado um alternador com
800kVA, 480V e reatância transitória de 9,22%. Encomendar um alternador com essas
características é economicamente inviável. Portanto, a solução será escolher,
considerando as características dos alternadores do mercado, um alternador que tenha
uma potência nominal superior a 800kVA e cuja reatância transitória atenda a seguinte
relação:
𝑷𝑮𝒏
𝑿′𝑮𝒏 ≤ 𝟗, 𝟐𝟕
𝟖𝟎𝟎

Ou seja,
Se existir um alternador com potência nominal de 1000kVA com reatância transitória
nominal ≤11,59%, ou um de 1250kVA com reatância transitória nominal ≤14,49%, atenderá
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às necessidades da instalação. Naturalmente, apesar do alternador ser de 1000kVA ou


1250kVA. o motor diesel deverá ser dimensionado para atender a carga que um alternador
de 800kVA deveria atender. Grupos com estas características são chamado de grupos
híbridos e, algumas vezes, para evitar discussões com o usuário, os fornecedores dos
grupos costumam colocar uma placa no alternador informando, por exemplo, a potência de
800kVA com reatância transitória de 9,22%, em vez de 1250kVA com reatância transitória
de 14,49%, mas é melhor manter as informações nominais do fabricante do alternador.
15.3 Cálculo da Tensão nos Terminais do Alternador
Um alternador trifásico de 800kVA, 480V, com reatância transitória nominal de 10%, com a
tensão do ajustada para operar com 485V, operando em vazio (sem carga), alimenta uma
carga composta por:
- 250kVA de motores de indução, de tensão nominal de 460V, com fator de potência 0,85
- 150kVA de cargas de gerais, de tensão nominal 480V, com fator de potência 0,9
Estando o alternador alimentando a carga inicial acima, será aplicada uma carga composta
por:
- 150kVA de cargas de potência constante, de tensão nominal 460V, com fator de potência
0,8.
- 100kVA de cargas de gerais, de tensão nominal 440V, com fator de potência 1,0.
- Partida de um motor de 100hp, tensão nominal de 440V, corrente de partida 1040A e fator
de potência 0,3.
Calcular o valor da tensão nos terminais do alternador para que a tensão nos terminais do
alternador durante a aplicação da carga acima.
R: 427,76V

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