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Castanhal Castanhal 2006 2006
Castanhal Castanhal
2006
2006

UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CURSO SUPERIOR DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS E SOFTWARE ANÁLISE E PROJETO DE SISTEMAS

Carlay Marques da Silva

Cristina Flores Lucas

Luciana Ferreira da Silva

Nazareno Moreira de Souza

Lucas Luciana Ferreira da Silva Nazareno Moreira de Souza J APIM S ISTEMA DE G ERÊNCIA

JAPIM SISTEMA DE GERÊNCIA COMERCIAL

Professor

Osiel Marlon Negrão da Silva

Castanhal 2006

RESUMO
RESUMO

RESUMO

do sistema de

gerenciamento comercial JAPIM, resultou da análise detalhada dos requisitos necessários ao seu funcionamento, que incluem as necessidades do cliente para quem o sistema se destina. Em termos de funcionalidades podem-se destacar a gerência de cadastros - de clientes, fornecedores ou produtos - gerência financeira, gerência de estoque e gerência da própria operação de venda, que têm importância fulcral para a empresa. Os conhecimentos de Engenharia de Software e mais especificamente de Análise e Projeto de Sistemas, permitiram o uso de técnicas essenciais para o desenvolvimento deste sistema, como o Rational Unified Process (RUP) e a Unified Modeling Language (UML), bem como o emprego de ferramentas CASE, como o Poseidon, imprescindíveis na execução da documentação do sistema.

O

projeto

de

elaboração

PALAVRAS-CHAVE: Requisitos, Engenharia de Software, Análise de Sistemas, Projeto de Sistemas, RUP, UML, Ferramentas CASE.

ÍNDICE

Resumo

3

1. Introdução

6

2. Descrição do Problema

7

3. Principais Funções

8

4. Escopo do Projeto

9

5. Estimativas do Projeto

11

6. Riscos do Projeto

12

6.1. Identificação dos Riscos

12

6.1.1.Riscos de Projeto

12

6.1.2.Riscos Técnicos

13

6.1.3.Riscos de Negócio

14

6.2. Análise dos Riscos

14

6.2.1.Probabilidade

14

6.2.2.Impacto

15

6.2.3.Análise dos Riscos

15

6.3. Administração dos Riscos

16

7. Requisitos de Hardware, Software e Pessoal

18

7.1. Requisitos de Software

18

7.2. Requisitos de Hardware

18

7.3. Requisitos de Pessoal

18

7.4. Despesas com Pessoal

19

8.

Cronograma

20

9. Modelagem do Sistema – RUP e UML

23

9.1. Fase de Concepção

23

9.1.1.Requisitos do escopo do sistema

24

9.1.2.Análise do escopo do sistema

25

9.1.3.Projeto, implementação e teste

26

9.2. Fase de Elaboração

27

9.2.1.Requisitos da Fase de Elaboração

27

9.2.2.Análise da Fase de Elaboração

28

a. Diagrama de classes completo

29

b. Diagrama de objetos

30

c. Diagrama de seqüência

33

d. Diagrama de comunicação ou colaboração

36

e. Diagrama de atividades

39

f. Diagrama de transição de estados

43

9.3. Fase de Construção

46

9.3.1.Requisitos da Fase de Construção

46

9.3.2.Implementação da Fase de Construção

46

9.4. Fase de Transição

48

10. Conclusão

49

11. Referências Bibliográficas

51

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

1. Introdução

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 1. Introdução

Para o desenvolvimento do projeto foi considerado como fator principal o estabelecimento duma parceria que nos auxiliará na nossa visão realista de mercado, uma vez que será o nosso primeiro contato com o mundo real de desenvolvimento de sistemas, o que facilitará uma integração futura neste ramo. Como tal foi-nos proposto desenvolver um sistema destinado a uma empresa de pequeno porte no ramo de materiais de construção, empresa esta implantada em Castanhal, cujo objetivo principal é a ampliação em termos de tecnologia de informação, uma vez que a mesma já possui um sistema implantado, mas que se mostra deficitário em alguns aspectos, nomeadamente redundância de dados, dificuldades em termos de suporte técnico (uma vez que o sistema é proveniente de um outro estado, o que dificulta a comunicação para esclarecimento de dúvidas e resolução de problemas e até mesmo a própria manutenção do sistema), bem como a exigência de licenças para novas estações quando a empresa pretende ampliar a sua rede. Embora o nosso projeto vá ser desenvolvido utilizando software proprietário, uma vez que o nosso projeto visa refletir o aprendizado ao longo do curso de Desenvolvimento de Sistemas e Software que incidiu sobre o estudo de software proprietário, a principal motivação do cliente será a implementação deste sistema em software livre, fato que ocorrerá numa fase posterior à conclusão deste projeto, fator esse já acordado com a empresa em causa. Para o desenvolvimento deste sistema será efetuada toda uma modelação baseada nos parâmetros da engenharia de software estudados ao longo do nosso curso de desenvolvimento de sistemas e software.

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

2. Descrição do Problema

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 2. Descrição do Problema

O gerenciamento de uma empresa como a que nos propomos estudar e para a qual se destinará o nosso projeto, poderia ser igual a qualquer outra empresa no ramo comercial, porém um detalhe importante ocorre no funcionamento desta empresa que a distingue de qualquer outra empresa: o controle do estoque. Numa empresa comum, assim que um cliente efetua uma compra de um determinado produto, ocorre um acerto no estoque dessa empresa, acerto esse que é efetuado de imediato. Porém, nesta empresa de materiais de construção existem determinados produtos cuja entrega não é imediata e como tal o acerto do estoque não pode logo ser efetuado. Por exemplo, um determinado cliente, efetua uma compra para uma determinada construção que ele irá fazer. Esse cliente fecha a compra, mas o material só será entregue numa determinada data acordada com o vendedor. Esse material não pode logo ser debitado do estoque, pois só quando a sua entrega for efetivada é que é dada a baixa no estoque desse material. Assim, dentre outros problemas de funcionalidade do sistema atual, será nosso objetivo desenvolver um projeto que englobe esta consideração que o cliente pretende em termos de gerência do seu estoque. Uma vez que o sistema atual apresenta redundância de dados, conseqüência da própria gerência do sistema atual, tanto em termos de estoque como de funcionamento, será também nosso propósito remodelar a gerência de cadastros tanto de clientes, fornecedores e produtos, gerência da parte financeira da empresa e gerência da própria venda, para que este sistema possa adequar-se às exigências da empresa.

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3. Principais Funções

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 3. Principais Funções

Após a descrição do problema existente atualmente e das necessidades da empresa é nosso objetivo desenvolver o sistema tendo em conta os seguintes aspectos:

1.

Cadastros

Clientes

Fornecedores

Produtos

Formas de Pagamento

2.

Emissão de Relatórios

Estoque

Vendas

Financeiros

3.

Gerenciamento de Estoque

4.

Gerenciamento Financeiro

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

4. Escopo do Projeto

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 4. Escopo do Projeto

Como o sistema terá que atender às exigências do próprio funcionamento

da empresa, tem de se considerar todos os aspetos enumerados no item anterior em termos de funcionalidades. O gerenciamento de cadastros é uma dessas funcionalidades, que terá de ser dividido em:

- cadastramento de clientes: embora já existente no sistema atual será revisto e se necessário acrescentado ou diminuído em alguns campos, determinados pela empresa;

- cadastramento de fornecedores: como no caso do cadastro de clientes,

também o cadastro de fornecedores será feito com base no sistema já existente podendo ou não se acrescentar algum campo em conformidade com a empresa;

- cadastramento de usuários do sistema: será criado só abrangendo os

pontos referentes ao próprio login no sistema, uma vez que a empresa não vê necessidade de criação dum cadastro de funcionários;

- cadastramento de produtos: será um ponto muito importante uma vez que existem diferentes categorias de produtos, que irão ter uma avaliação diferenciada no ato da venda, bem como na entrega;

- cadastramento das formas de pagamento: uma vez que na empresa

existem várias formas de pagamento (à vista, cartão débito, cartão de crédito, crediário próprio, cheque, cheque moradia, cheque pré-datado, crédito de entidade bancária), torna-se necessário considerar este aspecto, num dos módulos a desenvolver no nosso sistema. Um outro aspecto importante a ter em consideração é a elaboração de relatórios, quer diários quer mensais, para o próprio controle da empresa, que permitiram um controle mais aprofundado do estoque, das próprias vendas, bem como de todo o lado financeiro da empresa, dado através de relatórios de débito e crédito da empresa.

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

Para um gerenciamento mais eficiente da própria operação de venda, uma vez que este é o principal foco da empresa, será criado um módulo cuja função será o gerenciamento das vendas da empresa, no qual aspetos como produtos, vendedores, clientes e a própria venda estarão envolvidos e se relacionando entre eles.

Por fim, quanto ao gerenciamento financeiro haverá a criação de um módulo que irá permitir um controle tanto das despesas como das receitas da própria empresa facilitando assim, o gerenciamento da mesma.

JAPIM

empresa facilitando assim, o gerenciamento da mesma. JAPIM Gerenciamento Financeiro Gerenciamento Vendas

Gerenciamento

Financeiro

Gerenciamento

Vendas

Gerenciamento

de Cadastros

Emissão de

Relatórios

Figura 1. Representação dos Principais Módulos do Sistema.

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5. Estimativas do Projeto

– Sistema de Gerência Comercial 5. Estimativas do Projeto Para poder ser efetuada uma estimativa do

Para poder ser efetuada uma estimativa do projeto, é necessário descrever o orçamento para o desenvolvimento deste projeto. Através dos requisitos de hardware, software, pessoal e treinamento, necessários para a execução deste projeto, obtêm-se assim estas estimativas que se descrevem em seguida na tabela:

Item

Produto

Unid

Qtd

R$ Unit

R$ Total

 

Hardware

       

1.

AMD Sempron 2500+

Unid

7

R$1.400,00

R$9.800,00

2.

Estabilizadores

Unid

7

R$35,00

R$245,00

 

Software

       

3.

Windows 2000 Server

Unid

1

R$1.200,00

R$1.200,00

4.

Windows XP

Unid

9

R$600,00

R$5400,00

 

Treinamento

       

5.

Treinamento JAPIM

Hora

20

Gratuito

Gratuito

 

Desenvolvimento do Sistema

       

6.

Analista de Sistemas

Hora

 

R$20,00

 

7.

Programador

Hora

 

R$12,00

 
 

Custo Parcial (Sem o custo de Desenvolvimento de Sistema)

     

R$16.645,00

Tabela 1. Estimativa do Sistema em termos de Hardware, Software, Treinamento e Desenvolvimento do mesmo.

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Todos estes custos foram revistos pela equipe e representam um número aproximado do custo de mercado.

6. Riscos do Projeto

número aproximado do custo de mercado. 6. Riscos do Projeto A identificação e análise dos riscos

A identificação e análise dos riscos de um processo são muito importantes na medida em que, se esse risco ocorrer, pode ter impacto negativo sobre os objetivos de um projeto. Estes riscos poderão ser de ordem técnica, de negócio ou até mesmo do projeto. Vamos de seguida proceder à identificação dos riscos inerentes ao projeto.

6.1. Identificação dos Riscos

6.1.1. Riscos de Projeto

Equipe reduzida: São apenas quatro os elementos responsáveis pela execução do projeto de desenvolvimento do sistema, abrangendo desde a análise de requisitos, elaboração da documentação do projeto, bem como a sua implantação. Como tal, o impacto que tal risco pode inferir será atraso no cronograma, o que poderá originar aumento do custo final.

Indisponibilidade de tempo dos elementos da equipe de desenvolvimento do projeto: cada elemento da equipe desenvolve as suas atividades profissionais e muitas vezes os horários se tornam incompatíveis para que todos os elementos da equipe se possam reunir. Neste caso, o impacto poderá resultar em atrasos no cronograma e até mesmo em atrasos na entrega final do projeto, devido ao não comparecimento dos elementos em algumas reuniões da equipe.

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Não entendimento do problema do cliente: uma vez que poderá gerar-se

alguma confusão tanto para o cliente como para os desenvolvedores da equipe no que respeita o entendimento do projeto. A grande influência em termos de impacto deste risco será o aumento significativo do período previsto de análise, o que gera um aumento ao nível dos custos, como também atrasos no cronograma e insatisfação do cliente.

6.1.2. Riscos Técnicos

Inexperiência da equipe: uma vez que se trata do primeiro projeto de desenvolvimento de software que visa integralizar todos os conhecimentos

adquiridos pelos alunos ao longo do curso, com maior ênfase em análise de sistemas, linguagem de programação e base de dados. Em termos de impacto, poderá ocorrer a dificuldade de estabelecer os critérios essenciais para o desenvolvimento do projeto e sua

implementação

bem sucedida.

Inexperiência com as técnicas e ferramentas usadas na execução do projeto: ao nível da escolha da ferramenta para a resolução de determinado problema, bem como da sua utilização. O impacto resultante desta situação pode-se corrigir com treinamento, mas poderá ocasionar atrasos no cronograma que não haviam sido previstos anteriormente.

Indisponibilidade de infra-estrutura necessária: uma vez que como a equipe está na dependência do uso do laboratório de informática, para a utilização de algumas ferramentas, nem sempre o mesmo poderá estar disponível para a realização do projeto nas datas que a equipe havia previsto.

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Em termos de impacto, poderá originar atrasos no cronograma, bem como aumento dos custos finais do projeto.

6.1.3. Riscos de Negócio

Desistência por parte do patrocinador: o sistema será desenvolvido para a empresa que custeará, em parte, o projeto. Esta situação, em termos de impacto, poderá resultar na paralisação do desenvolvimento do projeto, já que este está sendo desenvolvido em parceria com esta empresa.

Treinamento insuficiente dos usuários: uma vez que se trata de um sistema novo e os funcionários poderão não estar familiarizados com as funcionalidades do mesmo. Quanto ao impacto que este risco apresenta podemos referir o mau uso do sistema por parte dos usuários, o que poderá ocasionar problemas em termos do funcionamento das vendas da empresa.

6.2. Análise dos Riscos

Para efetuar a análise dos riscos teremos que considerar duas tabelas, apresentadas em seguida que permitem calcular para cada item considerado, em termos de riscos, a probabilidade e o impacto que terá para o desenvolvimento do projeto.

6.2.1. PROBABILIDADE

Tabela de Probabilidade

Tabela de Probabilidade

Tabela de Probabilidade

Altamente Improvável

De

0% a 15%

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

Improvável

De 16% a 35%

Moderado

De 36% a 49%

Provável

De 50% a 75%

Altamente Provável

De 76% a 100%

Tabela 2. Tabela de probabilidade para análise dos riscos.

6.2.2. IMPACTO

Impacto

Impacto

Baixo

Médio

Alto

Muito Alto

01 (um)

02 (dois)

03 (três)

04 (quatro)

Tabela 3. Tabela de impacto para análise dos riscos.

6.2.3. Análise dos riscos

Na tabela que se segue estão reunidos para cada risco considerado, a respectiva probabilidade e impactos que cada um terá no desenvolvimento do sistema.

Tipo

Descrição

Termos ( l e x )

Valor

Enquadramento

   

Probabilidade l

60%

Provável

Projeto

Equipe Reduzida

Impacto x

3

Alto

 

Indisponibilidade de tempo

Probabilidade l

50%

Provável

Projeto

Impacto x

3

Alto

 

Não entendimento da necessidade do cliente

Probabilidade l

40%

Moderado

Projeto

Impacto x

4

Muito Alto

   

Probabilidade l

50%

Provável

Técnico

Inexperiência da equipe

Impacto x

3

Alto

 

Inexperiência e Escolha das ferramentas técnicas

Probabilidade l

70%

Provável

Técnico

Impacto x

4

Muito Alto

   

Probabilidade l

10%

Altamente Improvável

Técnico

Infra-estrutura insuficiente

Impacto x

1

Baixo

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

   

Probabilidade l

40%

Moderado

Negócio

Desistência da parceria

Impacto x

4

Muito Alto

Negócio

Treinamento insuficiente dos usuários

Probabilidade I

30%

Improvável

Impacto x

2

Médio

Tabela 4. Análise dos riscos com base em probabilidade e impacto dos mesmos.

6.3. Administração dos Riscos

1. Equipe reduzida: para contornar esta dificuldade é necessário incentivar os profissionais envolvidos no projeto, indicando as vantagens e benefícios que um projeto como este poderá trazer a médio e longo prazo. Terá que se garantir o uso de tecnologias, o mais atualizadas possível para auxiliar no próprio desenvolvimento e funcionamento do sistema proposto.

2. Indisponibilidade de tempo dos elementos da equipe: terá que ser feita uma gestão do próprio tempo de cada elemento da equipe para que, mesmo não participando diretamente de reuniões e outras deliberações da equipe possa acompanhar e participar do desenvolvimento do projeto, com a inserção de horas-extras para complementação das tarefas. Terá que se conscientizar que a participação de todos é fundamental para o sucesso do projeto.

3. Não entendimento do problema do cliente: no final de cada etapa terá que haver uma validação junto ao cliente do que está sendo desenvolvido para evitar problemas futuros.

4. Inexperiência da equipe: já que se trata do primeiro projeto no qual a equipe está envolvida, esta inexperiência terá de ser contornada com pesquisa em termos de projetos que já foram desenvolvidos anteriormente e que servirão de referência para o desenvolvimento deste projeto.

5. Inexperiência com as técnicas e ferramentas usadas na execução do

das

tecnologias que vão ser usadas, bem como, recorrer à bibliografia

projeto:

neste

caso

será

necessário

oferecer

treinamentos

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relacionada com o assunto em discussão e até mesmo a participação em fóruns de discussão na Internet.

6. Indisponibilidade de infra-estrutura necessária: recurso à infra-estrutura alternativa, quer dos próprios elementos da equipe ou até mesmo recurso de alocação de infra-estrutura.

7. Desistência por parte do patrocinador: neste caso, terá que se prever através de meios legais (contrato ou proposta), formas de garantir que, caso haja desistência, seja cobrada uma multa contratual, para poder ressarcir a equipe envolvida, de qualquer dano financeiro causado.

8. Treinamento insuficiente dos usuários: para poder administrar esta situação terá que se ter em mente o desenvolvimento de uma interface de sistema intuitiva e de fácil entendimento. A elaboração de um manual e um programa de treinamento completo do sistema serão também importantes recursos para os usuários. Outro aspecto a considerar é procurar envolver sempre os funcionários em testes para validação e simulações do funcionamento do sistema para que estes familiarizem desde cedo com o mesmo.

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

7. Requisitos de Hardware, Software e Pessoal

Comercial 7. Requisitos de Hardware, Software e Pessoal 7.1. Requisitos de Hardware ∑ Estações AMD (10/100).

7.1. Requisitos de Hardware

Estações

AMD

(10/100).

Servidor

Sempron

2500+,

HD

40GB,

Memória

256Mbps,

placa

de

rede

Pentium IV, HD 40, 256 MB Memória RAM, placa de rede (10/100).

Periféricos

Impressora jato de tinta HP 640c. Impressora matricial Epson LX300+. Impressora Fiscal Bematech. Nobreak SMS 0,6 kva. Estabilizadores SMS.

7.2. Requisitos de Software

Sistema Operacional

Windows 2000 Server (para o servidor), Windows XP (para estações).

Banco de Dados MySQL

7.3. Requisitos de Pessoal

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

A equipe envolvida neste projeto é formada por quatro elementos que irão ser responsáveis pelo desenvolvimento do Sistema de Gerência comercial (JAPIM) e como tal, assumirá várias atividades que vão desde a análise,

passando pela codificação e testes, bem como a própria configuração do sistema operacional e banco de dados.

7.4. Despesas com Pessoal

A equipe envolvida na elaboração do projeto de desenvolvimento do sistema proposto irá ser remunerada pela implantação geral do projeto, que será em torno de R$2000,00.

7.5. Total Geral de Despesas

Para o cálculo do total de despesas vamos considerar o cálculo efetuado no ponto cinco (Estimativas do projeto) deste documento, mas sem os custos do desenvolvimento do projeto, que irá ser dado pelas despesas com pessoal. Assim vamos ter:

Item

Valor (R$)

Hardware

10.045,00

Software

6.600,00

Pessoal

2.000,00

Total

18.645,00

Tabela 5. Representação do total geral das despesas.

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8. Cronograma

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 8. Cronograma Para a elaboração do modelo de cronograma foi

Para a elaboração do modelo de cronograma foi utilizada a ferramenta Gantt Project 2.0 que permite a elaboração de Gráficos de Gantt, que representam as atividades do desenvolvimento do projeto, permitindo assim, ter uma visão do desenrolar do projeto, ajudando no gerenciamento de tempo para o desenvolvimento do sistema em causa. Nas Figuras 2 e 3 pode-se observar a representação do cronograma que abrange todas as atividades envolvidas na elaboração deste projeto. A Figura 3 mostra em detalhe as datas de início e as datas de término de cada uma das atividades, bem como a sua duração.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 2. Representação do cronograma do sistema com gráfico de

Figura 2. Representação do cronograma do sistema com gráfico de Gantt.

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 3. Representação gráfica do cronograma com detalhamento de datas

Figura 3. Representação gráfica do cronograma com detalhamento de datas de inicio e término de cada uma das atividades do projeto do sistema.

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9. Modelagem do Sistema – RUP e UML

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 9. Modelagem do Sistema – RUP e UML

Para a modelagem do sistema será usado um processo próprio para desenvolvimento de software, o Rational Unified Process (RUP). São três as características que fazem com que o processo unificado seja único: ser orientado por casos de uso, ter a arquitetura centrada e ser iterativo e incremental. O RUP usa a abordagem da orientação a objetos em sua concepção, e é projetado e documentado utilizando a notação UML (Unified Modeling Language) para ilustrar os processos em ação. Por sua vez, a UML é uma linguagem padrão, usada para especificar, visualizar, documentar e construir sistemas, podendo ser aplicada ao longo de todo o processo de desenvolvimento. Atualmente a UML encontra-se na versão 2.0, possuindo treze tipos de diagramas, que podemos dividir em dois grandes grupos: diagramas estáticos e diagramas dinâmicos, que vão auxiliar na elaboração da documentação e no próprio desenvolvimento do sistema. Para a representação dos diagramas houve o recurso a uma ferramenta própria para a sua construção, o Poseidon 4.0, que é uma ferramenta CASE que se baseia na UML para elaborar esses diagramas. Porém, para a execução do projeto não vão ser considerados todos estes treze diagramas. Vamos construir e analisar nove desses diagramas ao longo das fases que se seguem.

9.1. Fase de Concepção

Como o objetivo principal da fase de concepção é a delimitação do escopo do projeto, com a definição de como o sistema irá ser utilizado pelos usuários por meio da criação dos casos de uso mais relevantes, vamos em seguida apresentar o diagrama de casos de uso inicial do sistema, para identificarmos os requisitos mais relevantes do escopo do sistema. Para além disso, vai ser ainda feita a análise inicial, representada pelo diagrama de classes.

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9.1.1. Requisitos do escopo do sistema

Ao efetuar a identificação dos requisitos mais relevantes do sistema, obtivemos o primeiro diagrama, que ilustra esses requisitos em termos de casos de uso. Obteve-se assim o diagrama de casos de uso inicial, como podemos observar na figura que se segue.

uso inicial, como podemos observar na figura que se segue. Figura 4. Diagrama de casos de

Figura 4. Diagrama de casos de uso inicial.

Como se pode observar pala representação do diagrama de casos de uso inicial da Figura 4, podemos distinguir três tipos de atores: administrador (com total liberdade de uso do sistema), o gerente (este já com algumas restrições de

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usabilidade do sistema, atribuídas pelo próprio administrador, de quem ele herda as funções), e o vendedor (cuja função é a própria venda). Neste diagrama de casos de uso inicial podemos ainda observar as principais funcionalidades do sistema: gerenciamento de cadastro, gerenciamento da parte financeira, realização de vendas e emissão de relatórios, casos de uso estes que serão detalhados mais adiante.

9.1.2. Análise do escopo do sistema

Contudo, para delimitar o escopo do projeto, definindo como cada usuário irá usar o sistema é necessário consideramos ainda um outro diagrama, representado na sua concepção inicial, como é o diagrama que se segue na Figura 5, o diagrama de classes inicial. Este diagrama refina os requisitos especificados no fluxo anterior (o de requisitos), que são representados pelo diagrama de classes inicial. Neste diagrama pode-se observar, com algum detalhamento a criação de classes (que provavelmente irão originar tabelas no banco de dados) e os relacionamentos entre essas classes. Ainda com pouco detalhamento pode-se verificar a representação das classes mais envolvidas na venda: cliente, vendedor, produto, pagamento (Formas de pagamento). Por sua vez, verifica-se o aparecimento da classe caixa que depende diretamente das vendas da loja. Existe aqui a representação de uma herança entre as classes vendedor e funcionário, uma vez que a classe vendedor herda os atributos da classe funcionário.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 5. Diagrama de classes inicial. 9.1.3. Projeto, implementação e

Figura 5. Diagrama de classes inicial.

9.1.3. Projeto, implementação e teste

Nesta fase, não foram efetuados, uma vez que se considerou não haver necessidade de os abordar.

9.2. Fase de Elaboração

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Durante a fase de elaboração, os requisitos remanescentes são identificados e transformados em casos de uso. Também é nesta fase que fica estabelecida a base da arquitetura, que irá servir de guia nas fases de construção e transição. Outros detalhes próprios do sistema poderão ser considerados.

9.2.1. Requisitos da fase de elaboração

Para o cumprimento dos requisitos da fase de elaboração, vamos considerar os casos de uso adicionais, que não foram identificados na fase anterior. Assim, surge o diagrama de casos de uso completo, como o que podemos observar na Figura 6. Em termos de atores do sistema, estes foram englobados em usuário, uma vez que todos poderão utilizar o sistema, mas irão ter as respectivas restrições de uso, que irão ser atribuídas em termos de codificação, uma vez que na empresa existe o administrador (com poderes plenos no sistema), o gerente (embora possa realizar todas as funções do administrador, algumas só fará se tiver autorização para tal), o vendedor (responsável pelas vendas) e o estoquista (responsável pelo estoque, mas que também poderá efetuar vendas se assim for necessário). Para que o usuário possa optar pelas diferentes operações consideradas no sistema, ele terá que entrar no sistema, ação essa que se encontra representada no caso de uso “Logar no Sistema”. As diferentes opções que ele terá após a sua validação como usuário serão: gerenciamento dos diferentes cadastros (clientes, fornecedores, formas de pagamento e estoque), o gerenciamento da parte financeira, a realização de vendas e a emissão de relatórios, deixando claro, mais uma vez, que haverão restrições atribuídas aos diferentes usuários, que serão contempladas na codificação. Aparece um maior detalhamento em termos de casos de uso, como o que podemos ver na emissão de relatórios, pois se encontram especificados quais os relatórios cuja emissão é exigência da própria empresa.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 6. Diagrama de casos de uso completo. 9.2.2. Análise

Figura 6. Diagrama de casos de uso completo.

9.2.2. Análise da fase de elaboração

É nesta etapa da fase de elaboração que se procede à análise dos casos de uso relevantes para a arquitetura do sistema e que serão agora representados em termos de classes, bem como de relacionamentos entre estas classes. Para além desse aspeto ainda irá se proceder à análise das especificidades das classes, em termos de responsabilidades. Para isso, é necessário representar alguns diagramas que nos permitirão efetuar esta análise. Esses diagramas são: diagrama de classes completo, diagramas de objetos, diagramas de seqüência, diagramas de comunicação ou

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colaboração e diagramas de atividades e de transição de estados, que vamos representar e analisar em seguida. Todos os diagramas foram elaborados com o auxilio da ferramenta CASE Poseidon 4.0.

a. Diagrama de Classes Completo

Na Figura 7 podemos observar a representação do diagrama de classes completo. Este diagrama foi elaborado tendo como base os casos de uso adicionais, que foram considerados no diagrama de casos de uso completo. Neste diagrama já se pode observar um detalhamento maior, quer em termos de classes como em termos de atributos e métodos. Salienta-se que neste diagrama houve todo o esforço para efetuar a normalização das classes, para evitar problemas futuros no desenvolvimento do sistema, por isso aparecem as classes relacionadas com a classe pessoa (que tanto pode ser cliente, fornecedor, ou usuário, pois ambas as classes possuem algumas características em comum) e que são: endereço, unidade federal, cidade e contato. A criação destas classes associadas à classe pessoa foi efetuada atendendo à normalização de classes. Um outro aspecto deste diagrama é a classe produto, que se encontra associada à classe fornecedor e que possui agregação com as classes unidade e categoria. O foco principal deste diagrama incide sobre a classe venda, que é onde se agregam as classes produto e pagamento e as associações com as classes cliente e usuário (que neste caso desempenha a função de vendedor). Após as vendas efetuadas, estas vão gerar um movimento ao nível da classe caixa, constituída por duplicatas (que podem se de crédito ou de débito) e por cheques, para um melhor controle da parte financeira da empresa. As classes credito e debito são subclasses da classe duplicata.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 7. Diagrama de classes completo. b. Diagrama de Objetos

Figura 7. Diagrama de classes completo.

b. Diagrama de Objetos

Ainda durante a fase de elaboração vamos representar os diagramas de objetos, que no fundo são a representação fotográfica do sistema em execução, sistema este orientado a objetos. Neste tipo de diagrama, os objetos são mostrados com seus respectivos valores de atributos e as ligações que existem

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entre eles. Neste tipo de diagrama, contudo, não é mostrada a evolução do sistema com o tempo e tão somente mostrar uma parte dos objetos. Vamos destacar como se processam os cadastramentos de algumas classes do sistema. Na Figura 8, demonstra-se como se faria o cadastro da classe cliente. Neste caso a pessoa Pedro é cadastrada como cliente, indicando para tal, o seu nome, os dados referentes a endereço, cidade, estado, contato, o nome dos progenitores e os dados referentes ao seu avalista, uma vez que este se torna uma exigência da loja para o cadastramento de qualquer cliente.

exigência da loja para o cadastramento de qualquer cliente. Figura 8. Diagrama de Objetos referente a

Figura 8. Diagrama de Objetos referente a cadastro de cliente.

ao

cadastramento de fornecedores, só para demonstrarmos como é feito este cadastro e poder mostrar o que o distingue do cadastro de cliente.

Na

Figura

9

está

representado

o

diagrama

de

objetos

referente

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 9. Diagrama de Objetos do cadastro de fornecedores. Neste

Figura 9. Diagrama de Objetos do cadastro de fornecedores.

Neste diagrama podemos observar as distinções entre os atributos destas classes para podermos observar que sendo o fornecedor uma subclasse de pessoa ele herda tudo o que foi considerado em pessoa, como nome. Neste caso, para além do nome do fornecedor (na classe pessoa) apenas são fornecidos os dados referentes a endereço, cidade, estado, contato e os próprios dados do fornecedor, como razão social, nome fantasia, inscrição estadual, cnpj e o nome do representante do fornecedor. Por fim, para encerrar a representação quanto aos diagramas de objetos, na Figura 10, encontra-se representado o diagrama de objetos referente ao produto. Neste caso, para além de serem inseridos os dados referentes ao próprio produto, temos ainda que indicar a categoria a que esse produto pertence, bem como a unidade em que este pode ser comercializado.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 10. Diagrama de Objetos de produto. c. Diagrama de

Figura 10. Diagrama de Objetos de produto.

c. Diagrama de Seqüência

Para um melhor detalhamento do sistema em seguida irá ser feita a representação em termos de diagramas de seqüência. Estes por sua vez já nos dão a percepção da evolução do sistema ao longo do tempo, uma vez que há ênfase na ordenação de mensagens entre objetos. Aqui não há a representação em termos de associações entre objetos. Nas figuras que se seguem podemos ver alguns desses diagramas de seqüência que representam partes do sistema em desenvolvimento.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 11. Diagrama de Seqüência de Cadastro do Produto No

Figura 11. Diagrama de Seqüência de Cadastro do Produto

No diagrama da Figura 11 temos representado com detalhe o cadastramento de um novo produto. Podemos observar todo um dinamismo inerente à própria operação de cadastramento, tão bem representado por um diagrama de seqüência. Podemos destacar que para efetuar este tipo de cadastro temos que selecionar a categoria pré-definida a que o produto pertence, denominar o produto que se está a cadastrar e não esquecer de colocar a unidade em que este produto poderá ser comercializado. O cadastro de um novo produto fica efetuado quando aparece a mensagem “Produto Cadastrado”, como se pode também observar pela Figura 11.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 12. Diagrama de Seqüência da Operação de Venda Na

Figura 12. Diagrama de Seqüência da Operação de Venda

Na Figura 12, temos a representação em termos de diagrama de seqüência de como se processa a operação de venda no sistema. Neste caso para poder efetuar a venda é necessário ter um vendedor, um cliente, pelo menos um produto e indicar a forma de como se vai efetuar o pagamento, objetos estes que se encontram representados na Figura 12. Assim, após adicionar à tela de venda todos estes elementos e ter confirmação que a venda pode ser efetuada, esta operação termina com a indicação “Venda Realizada”.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 13. Diagrama de Seqüência de Emissão de Relatório de

Figura 13. Diagrama de Seqüência de Emissão de Relatório de Produtos

A Figura 13 é a representação da emissão de relatórios, que neste caso está sendo retratado como se fosse a emissão de um relatório sobre produtos. Neste caso para além dos objetos tela e produto aparece um objeto externo (impressora) que permite a impressão desse mesmo relatório requisitado pelo ator administrador. Esta operação de emissão de relatório termina quando aparece na tela de relatório a mensagem “Relatório Impresso”.

d. Diagrama de Comunicação ou de Colaboração

Antes do surgimento da versão 2.0 da UML os diagramas de comunicação eram denominados de diagramas de colaboração e eles têm como objetivo

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mostrar os objetos encontrados no sistema obedecendo à seqüência de mensagens. Como tal, para a elaboração dos diagramas de comunicação foram tomados como base os diagramas de seqüência analisados no ponto anterior. São esses os diagramas que vamos observar de seguida.

São esses os diagramas que vamos observar de seguida. Figura 14. Diagrama de Comunicação ou de

Figura 14. Diagrama de Comunicação ou de Colaboração do Cadastro do Produto

No diagrama de comunicação representado na Figura 14 pode-se observar a seqüência de mensagens que ocorrem no cadastramento do produto. Este diagrama foi efetuado tomando como base o diagrama de seqüência da Figura 11. Na Figura 15, por sua vez, observamos através do diagrama de comunicação a seqüência das mensagens que ocorrem numa operação de venda, em que os elementos representados são os que foram considerados como objetos no diagrama de seqüência da Figura 12.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 15. Diagrama de Comunicação ou de Colaboração da Operação

Figura 15. Diagrama de Comunicação ou de Colaboração da Operação de Venda

Por fim, encontra-se representado, na Figura 16 o diagrama de comunicação da operação de emissão de relatório, que à semelhança dos diagramas de comunicação do cadastro do produto e do diagrama de comunicação da operação de venda, se baseou num diagrama de seqüência, que neste caso foi o da Figura 13. Os diagramas de comunicação representados para além das mensagens possuem sempre os objetos para os quais se destinam as mensagens.

sempre os objetos para os quais se destinam as mensagens. Figura 16. Diagrama de Comunicação ou

Figura 16. Diagrama de Comunicação ou de Colaboração de Emissão de Relatório

e. Diagrama de Atividades

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O diagrama de atividades, que representa ainda um diagrama dinâmico, mostra as etapas pertinentes de uma computação, em que cada estado representa uma etapa da computação, no qual o sistema estava realizando determinada tarefa. Estes diagramas são orientados a fluxos de controle. Neste tipo de diagrama cada atividade exibe um processo do mundo real ou

a execução de uma rotina de software e comportamento condicional, incluindo

desvios e intercalações. Caracteriza-se por possuir estados inicial e final, condições de guarda, transições de término (para associar um estado a outro, definindo o término de uma etapa e o inicio de outra) e pontos de ramificação e união (um ponto de

ramificação possui uma única transição de entrada e várias transições de saída e um ponto de união reúne várias transições num único ponto comum de ramificação). Em seguida vamos analisar os diagramas de atividades que representam alguns processos de funcionamento do sistema em estudo. Na Figura 17 encontra-se retratado a operação de Logon no sistema. Como se pode observar pelo diagrama ao Logar no sistema vão ser solicitados o Login e

a senha do usuário. No caso do Login e da senha serem válidos, o sistema irá

permitir a entrada deste usuário para efetuar as operações que o sistema o autoriza a fazer. Caso contrário, ou seja, o usuário indicar ou o login inválido ou a senha inválida, o sistema irá pedir novamente o login e a senha para que se possa efetuar novamente a validação e permitir que este usuário possa entrar no sistema. Aqui podemos encontrar os seguintes elementos que podem aparecer num diagrama de atividades: os estados inicial e final, os estados ação (como Solicitar senha e login do usuário), pontos de ramificação (neste caso dois, representados pelos losangos) e pontos de união (que marcam o fim dos fluxos disparados pela ramificação).

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 17. Diagrama de Atividades de Logon no Sistema Na

Figura 17. Diagrama de Atividades de Logon no Sistema

Na Figura 18 está representada a operação de venda através do diagrama de atividades. Neste caso aparece uma barra de bifurcação, uma vez que temos vários fluxos concorrentes (adição de cliente, vendedor, produto e forma de pagamento na operação de venda), que se irão unir numa única saída (confirmar venda) através da barra de junção que sincroniza estes fluxos. Após a

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confirmação de venda há a emissão do cupom fiscal, atingindo assim o estado final.

a emissão do cupom fiscal, atingindo assim o estado final. Figura 18. Diagrama de Atividades da

Figura 18. Diagrama de Atividades da Operação de Venda

Por fim, quanto à representação de diagramas de atividades pode-se verificar na Figura 19 o diagrama de atividades da Operação de Entrega.

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Figura 19. Diagrama de Atividades da Operação de Entrega

Neste caso foi considerada a situação em que o cliente tem duas alternativas quanto à entrega do produto que comprou. Na primeira alternativa o cliente pode levar o produto de imediato e como tal, após separar o produto em estoque e embalá-lo é emitida a nota fiscal. Na segunda alternativa o cliente pode deixar agendada a entrega, como é o caso de produtos como areia, que não podem ser entregues de imediato e neste caso, após agendar a entrega, tem que se verificar na data que ficou agendada se o produto se encontra em estoque, pois caso contrário tem de ser efetuado novo agendamento da entrega. Quando se verificar que se tem o produto em estoque, o processo seguirá até à emissão da nota fiscal, atingindo assim o seu estado final.

f. Diagrama de Transição de Estados

Num diagrama de transição de estados (DTE) existe uma descrição de comportamento de um sistema por meio da ilustração dos possíveis estados que um determinado objeto pode assumir, bem como, especificar a mudança do objeto de acordo com o resultado de eventos. Nesse caso pode-se afirmar que um DTE é orientado a eventos por reagir continuamente a estímulos do meio externo e interno. Os DTE’s possuem os seguintes elementos: estados (condição de um objeto utilizado em determinado momento pelo sistema), eventos (corresponde a ações do usuário sobre dispositivos de entrada, sendo uma ocorrência de um estímulo gerado para o objeto, capaz de mudar o seu estado atual) e transição (estabelece ligações entre estados e mostra a mudança do estado atual do objeto para outro). Nas figuras que se seguem vamos proceder à análise destes diagramas de transição de estados. Na Figura 20 temos um DTE de uma operação de cadastro de produto no qual foram consideradas as opções que se têm quando se efetua cadastro: inserir,

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consultar, atualizar e excluir um determinado registro, que neste caso é um produto. Após a exclusão do produto este atinge um estado final. Este diagrama poderia ser representado para qualquer tipo de cadastro, pois estas são as quatro ações que se podem efetuar nestes casos.

são as quatro ações que se podem efetuar nestes casos. Figura 20. Diagrama de Transição de

Figura 20. Diagrama de Transição de Estados do Cadastro do Cliente

Na Figura 21 temos a representação do diagrama de transição de estados do próprio produto. Assim, após este ter sido cadastrado ele está disponível para ser vendido. Após confirmar a sua venda, este fica aguardando ser dada a sua baixa no estoque, que ocorre quando é efetuada a entrega do produto.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 21. Diagrama de Transição de Estados do Produto Por

Figura 21. Diagrama de Transição de Estados do Produto

Por fim, temos o diagrama de transição de estados da operação de venda. Neste caso para solicitar a venda é necessário a inserção de vendedor, cliente, produto e forma de pagamento. Só depois de confirmar a inserção destes na operação de venda é que esta poderá ocorrer e ser confirmada.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 22. Diagrama de Transição de Estados da Operação de

Figura 22. Diagrama de Transição de Estados da Operação de Venda

9.3. Fase de Construção

A fase de construção se inicia com base na arquitetura executável, produzida durante a fase de elaboração e é caracterizada pelo desenvolvimento

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do sistema e não à sua modelagem, o que ocorreu nas fases de concepção e elaboração.

9.3.1. Requisitos da Fase de Construção

Como esta fase foca o trabalho de implementação, poucas são as tarefas executadas. Podemos destacar o detalhamento de casos de uso remanescentes (os que sobraram depois da fase de elaboração que retratava os casos de uso necessários para a descrição da base da arquitetura) e a construção de protótipos de interfaces com usuários (quando esta se torna muito complexa), que irá ser mostrada nesta fase. As atividades de análise e projeto da fase de construção não serão abordadas neste documento.

9.3.2. Implementação da Fase de Construção

Este é o principal fluxo de trabalho da fase de construção, onde o maior esforço é empregado. Em seguida estão representadas, ainda de uma forma experimental, as principais telas do sistema: tela de login no sistema, tela de funcionalidades do sistema e tela de cadastro de cliente. Foi usada a linguagem html para a sua execução e o software utilizado foi o Dreamweaver MX 2004. Na tela da Figura 23 é onde se efetuará o Logon. Para que o usuário possa entrar no Sistema terá que indicar o seu login e a sua senha. Na Figura 24 pode-se ver a tela principal do sistema que apresenta as principais funcionalidades do sistema: cadastros, vendas, relatórios, caixa e backup. Por fim, na Figura 25 está representado um exemplo de uma tela de Cadastro, neste caso de cadastro do cliente.

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 23. Tela de Logon do Sistema Figura 24. Tela

Figura 23. Tela de Logon do Sistema

de Gerência Comercial Figura 23. Tela de Logon do Sistema Figura 24. Tela Principal do Sistema

Figura 24. Tela Principal do Sistema

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JAPIM – Sistema de Gerência Comercial Figura 25. Tela de Cadastro de Clientes 9.4. Fase de

Figura 25. Tela de Cadastro de Clientes

9.4. Fase de Transição

Na fase de transição o foco principal é o estabelecimento do produto no ambiente operacional. É nesta fase em que há a disponibilização da cópia da versão beta para o cliente que solicitou o sistema. A partir da avaliação da versão beta do sistema, a equipe de desenvolvimento pode verificar se o sistema realmente cumpre as necessidades do usuário, se possui falhas ou problemas ou se existem ambigüidades na documentação do usuário. É também nesta fase em que avaliam os usuários quanto às dificuldades de utilização do sistema e da necessidade de treinamento dos mesmos. Todas estas considerações, bem como toda a elaboração em termos de codificação do sistema, os testes e a sua implantação ocorrerão depois desta etapa de documentação do sistema, em disciplinas futuras.

10. Conclusão

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A elaboração deste projeto permitiu o contato com o mercado de desenvolvimento de sistemas e software, uma vez que proporcionou empregar não só o conhecimento cientifico per se, como também o conhecimento das técnicas e ferramentas para a sua execução. Assim, através do conhecimento cientifico da própria análise e desenvolvimento do projeto do sistema, podem-se destacar alguns aspectos relevantes. Um desses aspetos tem a ver com o levantamento de requisitos, uma vez que este proporciona um contato mais direto com o cliente, que é o foco final da aplicação, o que permite desde já perceber que é importante ter alguns conhecimentos de relacionamentos interpessoais para melhor compreender o cliente e também fazer chegar ao cliente as sugestões e opiniões da equipe de desenvolvimento que irá trabalhar junto com ele para suprir essas necessidades em termos informáticos. Pode-se salientar todo o conhecimento adquirido ao longo das diferentes disciplinas do curso de desenvolvimento de sistemas e software, em particular as disciplinas de Engenharia de software I e II e Análise e Projeto de Sistemas para a elaboração da documentação do sistema, nas quais podemos destacar o conhecimento sobre os conceitos de RUP (Rational Unified Process) e de UML (Unified Modeling Language) que serviram de guia para toda elaboração deste documento. Junto com este conhecimento adquirido sobre as técnicas de desenvolvimento de projetos de software, um outro instrumento indispensável para o desenvolvimento do sistema foi a utilização de ferramentas que se baseiam nestas mesmas técnicas e que permitiram desenvolver este projeto duma forma mais eficiente. Sendo assim, podem-se salientar as duas ferramentas utilizadas para a elaboração deste projeto, a ferramenta “Gantt Project”, utilizada para a elaboração do cronograma que nos serviu de guia em termos de prazos até ao término de cada atividade do projeto e a ferramenta Poseidon, uma ferramenta CASE que proporcionou a elaboração dos diferentes diagramas levando assim a uma análise mais eficiente do sistema.

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Pode-se assim dizer, que a elaboração deste projeto permitiu que a equipe de desenvolvimento tomasse contato com o mercado de trabalho na área de desenvolvimento de sistemas e software, bem como com a necessidade de utilização de técnicas e ferramentas que tanto auxiliam nesse desenvolvimento permitindo assim, criar sistemas cada vez mais eficientes e que vão igualar ou até mesmo superar as expectativas do cliente, permitindo uma evolução cada vez maior na tão vasta área da informática.

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11. Referências Bibliográficas

JAPIM – Sistema de Gerência Comercial 11. Referências Bibliográficas

ALHO, F.M. Guia de Estudos da Disciplina de Engenharia de Software I, Belém: Unama, 2005. 30p.

BRABO, E.R. Guia de Estudos da Disciplina de Sistemas de Banco de Dados, Belém: Unama, 2005. 161p.

MENDES, A. M. Guia de Estudos da Disciplina de Engenharia de Software II, Belém: Unama, 2005. 69p.

SILVA, O. N. Guia de Estudos da Disciplina de Análise e Projeto de Sistemas, Belém: Unama, 2005. 82p.

Páginas da Internet consultadas: