AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 

Este  material  é  parte  integrante  da  disciplina  “Avaliação  Educacional”  oferecido  pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats,  fóruns  de  discussão  e  a  comunicação  com  o  professor  devem  ser  feitos  diretamente no ambiente de aprendizagem on­line.

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 

Sumário 

AULA 01 • O QUE É AVALIAÇÃO? POR QUE ESTUDAR SOBRE ELA?.......................................5  Procure refletir sobre as seguintes questões: ..............................................................................6  Exercícios....................................................................................................................................6  AULA 02 • A AVALIAÇÃO ESCOLAR E AS CONTRIBUIÇÕES DE TEÓRICOS IMPORTANTES  DA ÁREA AVALIATIVA: BREVE HISTÓRICO.................................................................................8  A influência do pensamento americano no pensar brasileiro: um breve histórico ........................8  Exercício......................................................................................................................................9  AULA 03 • A DIMENSÃO TECNICISTA, SOMATIVA, TÉCNICA DA AVALIAÇÃO ........................10  Exercício....................................................................................................................................11  AULA 04 • POR UMA AVALIAÇÃO FORMATIVA..........................................................................13  1) O que se quer saber ao avaliar?............................................................................................13  2) Como tomar consciência do contexto de decisão?................................................................14  3) Como especificar o objeto preciso da avaliação? ..................................................................15  4) Como selecionar um instrumento adequado?........................................................................15  Exercícios..................................................................................................................................15  AULA 05 • AVALIAÇÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NUMA  PERSPECTIVA FORMATIVA REGULADORA..............................................................................17  Exercícios..................................................................................................................................19  AULA 06 • A AVALIAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR.................................................................21  Exercícios..................................................................................................................................22  AULA 07 • CICLOS, PROGRESSÃO CONTINUADA, PROMOÇÃO AUTOMÁTICA .....................24  Avaliação como processo..........................................................................................................24  Ensino­aprendizagem como processo de trabalho ....................................................................24  A avaliação do ensino e da aprendizagem enquanto processo contínuo...................................25  Mudando a avaliação ................................................................................................................26  Ciclos, Progressão Continuada e Promoção Automática...........................................................26  Exercício....................................................................................................................................27  AULA 08 • INTENCIONALIDADE DA AVALIAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA .........................28  Exercícios..................................................................................................................................29  AULA 09 • PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA..................................................31  Exercícios..................................................................................................................................32  AULA 10 • O CENÁRIO DA AVALIAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS, HISTÓRIA E GEOGRAFIA  ......................................................................................................................................................34  Exercícios..................................................................................................................................36  AULA 11 • O CURRÍCULO E A AVALIAÇÃO: SER PROFESSORA, AVALIAR E SER AVALIADA  ......................................................................................................................................................38  Exercícios..................................................................................................................................39  AULA 12 • AVALIAÇÃO E CURRÍCULO NO COTIDIANO ESCOLAR...........................................41  Uma proposta diferenciada de avaliação e os conteúdos clássicos: uma breve síntese............42  Exercício....................................................................................................................................42  AULA 13 • AVALIAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL: PONTUANDO UMA HISTÓRIA DE AÇÕES  ......................................................................................................................................................44  Exercícios..................................................................................................................................46  AULA 14 • AVALIAÇÕES EM LARGA ESCALA ............................................................................47  Exercício....................................................................................................................................50  AULA 15 • COMPETÊNCIAS NO EXAME NACIONAL DE CURSOS............................................51  Exercício....................................................................................................................................54

..................................................................................................65  AULA 19 • INSTRUMENTAIS DE COLETA DE INFORMAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO DE  ENSINO E APRENDIZAGEM.................................................................................................................57  AULA 17 • AVALIAR A ESCOLA E A GESTÃO ESCOLAR: ELEMENTOS PARA UMA REFLEXÃO  CRÍTICA............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................67  Lista de verificação...................................................71  Exemplos......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 16 • AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: NECESSIDADE E CONDIÇÕES PARA SUA  REALIZAÇÃO...............................................................................................................69  AULA 20 • INSTRUMENTAIS DE COLETA DE INFORMAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO DE  ENSINO E APRENDIZAGEM.......................................................................................67  Escalas classificatórias..................................................55  Controvérsias....................................................................................................................................76 4  ..................................................................................63  Exercício.................................................................................................61  AULA 18 • AVALIAÇÃO DE IMPACTOS OU AVALIAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS ..........................................55  Como realizar a avaliação institucional....................................73  BIBLIOGRAFIA ..............70  Técnica de testagem ................................................................................................70  Instrumentos de testagem: testes escolares..70  Teste prático......................................70  Teste oral .............................................................................................................................................................................................................. experiências e modelos ........69  Considerações finais ...........................................71  Teste objetivo ......................................................................................................................................................................56  Exercício..................................................................................................................66  Técnica de observação.....................................................................................................................66  Vantagens e limitações de seu uso ........................................................................................59  As fronteiras da avaliação da escola como organização educativa complexa ...........................59  Exercício..66  Instrumentos de registro de observações ......................................................68  Cuidados no registro das observações..........................

  considerando  suas  potencialidades e as  condições de  ensino que  foram propostas. baseado no padrão  ideal.  privado. uma reunião profissional.  inclusive.  chamado pelo autor de juízo de existência.  implicando  numa reflexão crítica sobre a prática.  em  sala  de  aula  e. sentimentos e necessidades. os resultados da  aprendizagem  dos alunos  são comparados com os  resultados  esperados  e.  e  envolve impressões.  A avaliação é uma constante em nossas vidas. avaliamos em palestras.  Professores e alunos avaliam e são avaliados constantemente e ajustam suas idéias a partir das  observações que vão recebendo. Ou seja. sobre o nosso trabalho e os resultados  deste.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 01 • O QUE É AVALIAÇÃO? POR QUE ESTUDAR SOBRE  ELA?  Para Luckesi (2002: 69).  partindo do padrão ideal de conduta). as resistências.  “avaliar”  é  determinar  a  valia.  Sempre  incluímos  um  julgamento de valor sobre nós mesmos e sobre o outro. porém o ato de avaliar completará seu ciclo constitutivo a partir da tomada de decisão do  que fazer com o aluno em relação à sua aprendizagem. a avaliação é um “juízo de qualidade sobre dados relevantes.  determinar um julgamento de valor e apreciação de mérito.  ou  seja.  Essa  avaliação  cotidiana  possui  um  caráter  mais  informal. que  são afirmações ou negações sobre alguma coisa. 5  .  esses  resultados  serão  satisfatórios  ou  não.  na  medida  em  que  se  aproximarem  desse  padrão.  na  produção  de  um  texto  como  este. para descobrir os avanços.  O  processo  avaliativo  parte  do  pressuposto  de  que  a  aprendizagem  se  concebe  em  confronto  com  as  dificuldades  em  que  o  diagnóstico  de  sucessos  e  fracassos  deve  ser  compreendido  como  uma  análise. acompanhando­os no seu processo de crescimento.  Em  situação  de  sala  de  aula. uma relação amorosa. Avaliamos o dia­a­dia das nossas relações  sociais: um bate­papo. Essas  afirmações ou negações incidem sobre o aspecto substantivo  (realidade da conduta do aluno). ou adjetivo (atribuição de qualidade a essa realidade. as dificuldades  dos alunos.  a  avaliação  espontânea  e  interativa  ocorre  o  tempo  todo.  A  avaliação  educacional  deve  ser  um  processo  abrangente  do  ser  humano.  não  sistematizado. o chamado “juízo de qualidade”.  Conforme  o  dicionário  Aurélio  (1999:  238).  Essa  análise  deve  compreender  em  que  estágio  de  aprendizado está  cada  aluno. tendo em vista uma tomada de decisão”.

] juízo de qualidade sobre dados relevantes  [.  e) um processo que depõe a favor do aluno.  b) um processo que não é constante em nossas vidas.  d)  um  processo  que  não  auxilia  o  aluno  e  o  professor  a  rever  alternativas  pedagógicas  bem  sucedidas àqueles que possuem dificuldades de aprendizagem.  uma  relação  amorosa. uma reunião profissional; avaliamos em palestras e em sala de aula. Assinale a alternativa correta  Luckesi (2002:69) defende que a avaliação é um “[.]”.  Exercícios  1.. ao professor avaliador comprometido cabe entender que a avaliação é:  a) um processo que ocorre somente no final do semestre.  b) O processo avaliativo parte do pressuposto de que a aprendizagem se concebe de maneira  natural  sem  confrontar­se  com  as  dificuldades  de  sucessos  e  fracassos  da  aprendizagem  dos alunos. conseqüentemente.  não o auxilia no sentido de revisão de suas práticas pedagógicas..  2.  c)  um  processo  cotidiano  de  nossas  relações  sociais:  avaliamos  um  bate­papo.  c) O professor avaliador desconsidera o processo de aquisição de conhecimentos dos alunos.  d) O professor avaliador defende que a avaliação e. o processo avaliativo.  Neste sentido..  Assinale  a  alternativa  correta  que  aponta  o  professor  avaliador  comprometido  com  a  aprendizagem de seus alunos:  a) O processo avaliativo parte do pressuposto de que a aprendizagem se concebe em confronto  com as dificuldades de sucessos e de fracassos da aprendizagem dos alunos.. 6  .AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Procure refletir sobre as seguintes questões:  O que é avaliação?  Por que você avalia seus alunos?  Qual seu propósito ao avaliá­los?  Quais os usos que você faz dos resultados advindos da avaliação do rendimento escolar  de seus alunos?  Quais as ações que você implementa em sua prática pedagógica ao receber os resultados  advindos da avaliação do rendimento escolar de seus alunos?  Qual o  modelo  de avaliação  que  você  utiliza  para  verificar  o  rendimento escolar  de  seus  alunos?  Veja as indicações de sites disponíveis no ambiente de estudo.

 Assinale a alternativa correta que aponta o professor avaliador comprometido com a aprendizagem de seus alunos:  RESPOSTA CORRETA: A 7  . Assinale a alternativa correta.  RESPOSTA CORRETA: C  2.  Respostas dos Exercícios  1.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  e)  O  professor  avaliador  aproveita­se  dos  resultados  insatisfatórios  da  avaliação  para  culpabilizar os alunos.

  avaliação institucional das escolas.  Discutir  sobre  avaliação educacional nos dias atuais é  também apontar para  os  modelos  que  a  compõem.C.)”.. era utilizado no recrutamento de homens para o serviço civil pelos oficiais chineses.  avaliação  profissional  dos  professores.  Essa  influência  não  ocorreu  somente  no  pensamento. Bloom. assim  como para sua promoção por meio de competições. O processo avaliativo formal.  Entretanto. ou mesmo a avaliação das políticas educacionais.  As  idéias  iniciais  e  os  primeiros  conceitos  sobre  avaliação  educacional  estavam  relacionados com medição.  por  intermédio de autores diversos.  é  verificável  a  marcante  influência  do  pensamento  norte­  americano em  relação  “à avaliação.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 02 • A AVALIAÇÃO ESCOLAR E AS CONTRIBUIÇÕES DE  TEÓRICOS  IMPORTANTES  DA  ÁREA  AVALIATIVA:  BREVE  HISTÓRICO  A questão avaliativa remonta à Antigüidade.  Nas décadas de 10 e 20. de currículo. os  decretos e os pareceres  que orientaram as práticas de avaliação em escolas do 1º e 2º graus. destacam­se Popham. os Estados Unidos priorizavam o processo avaliativo enquanto  elemento  que  possibilitaria  medir  as  habilidades  e  aptidões  dos  alunos. pois excedeu o âmbito acadêmico. Ebel e Ausubel (. com o objetivo de prover o Estado chinês de  homens bem preparados e capacitados para o campo de batalha.. de sistemas e de programas.  A  definição  de  avaliação  educacional  está  direcionada  aos  modelos  da  avaliação:  pedagógica  das  aprendizagens  dos  alunos.  A influência do pensamento americano no pensar brasileiro: um breve  histórico  Faremos  um  breve  resgate  histórico  das  concepções  sobre  a  avaliação  educacional  no  Brasil..  estão  sendo englobadas.  somente  na 8  . tanto em nível federal como estadual. referendando as leis.  mas  também  orientou  a  questão  legislativa educacional. competição e bonificação. tendo orientado toda a legislação sobre  avaliação. datado de 2205  a.  sob  a denominação de  avaliação  educacional as  diferentes modalidades de avaliação: de aprendizagem. Groulund.  Dessa forma.  no  Brasil.  Segundo  Sousa  (1986:  19­20).  Entre os que  tratam a questão da avaliação.

  A  avaliação. Paulo Freire.  era  vista  como  um  instrumental  capaz  de  identificar  esses  déficits e avaliá­los.  que  abordava  a  questão  curricular  dentro  de  uma  estrutura  de  análise  centrada  nos  déficits ou nas deficiências  dos  indivíduos  e apontava  a necessidade de  verificar.  Resposta do Exercício  1.  Tal fato pode ser observado.  c) Estados Unidos. Ralph Tyler.  como  transferência  do  proposto  para  os  Estados  Unidos.  conseqüentemente.  b) Estados Unidos. com estudos e pesquisas como os de Bobbitt  (1918). Louis Althusser.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  década  de  30  é  que  estudos  e  pesquisas  na  área  da  avaliação  educacional  demonstraram  a  necessidade dos testes padronizados para mensuração do processo de aprendizagem.  Vale ressaltar que o reflexo da influência norte­americana no campo curricular brasileiro e.  e) China. O modelo avaliativo introduzido no sistema de ensino brasileiro teve sua origem em que país e  com qual teórico?  a) Brasil.  se  fez  sentir  nas  teorias  que  surgiram  em  nosso  país. O modelo avaliativo introduzido no sistema de ensino brasileiro teve sua origem em que país e com qual teórico?  RESPOSTA CORRETA: B 9  .  enquanto  cópia  da  tendência  tecnicista  originária desse país.  A  questão  da  subserviência  dos  teóricos  brasileiros  ao  pensamento  norte­americano  se  constituiu  em  grande  entrave  e  desencadeou  uma  desconsideração  pelo  contexto  brasileiro  no  que  diz  respeito  a  um  currículo  diferenciado  e  diversificado. Franklin Bobbitt. Abidud Monfarred.  via avaliação.  esses déficits.  d) África.  no  avaliativo.  nesse  contexto.  que  tivesse  como  eixo  a  nossa  realidade.  Veja as indicações de sites disponíveis no ambiente de estudo. por exemplo.  Exercício  1.

  denominada  de  avaliação.  em  que  os  métodos  e  modelos de planejamento de currículos são o centro. Neste sentido.  A  formas  de  avaliação  e  de  como  os  alunos  deveriam  permanecer  no  momento  de  aplicação das provas têm o professor como personagem principal da educação.  sobretudo  por  levar  o  aluno  a  guardar  as  informações.  técnica.  técnica. utilizando exames  para  trabalhar  a  aprendizagem  dos  alunos  e  a  pedagogia  Lassalista  que  se  refere  às  idéias  de  São João Batista de La Salle. seu trabalho ganha projeção com a publicação do livro Princípios básicos de currículo e  ensino.  Neste mesmo período acontece a cristalização da sociedade burguesa. decorando­as.  a  avaliação  tecnicista.  marcada  pela  exclusão  e  marginalização  de  grande  parte  dos  sujeitos  da  sociedade. 10  .  é  constituída por diversos elementos que vão além de provas e exames. desde a administração escolar. SOMATIVA. mais precisamente  no  século  XVIII. com uma educação centrada na fé e no  teocentrismo.  em  que  Tyler  descreve  a  concepção  de  avaliação  por  objetivos.  que  considera  a  avaliação  essencialmente  o  processo  de  determinar  até  onde  os  objetivos  educacionais  estão  sendo  realmente  alcançados  pelo programa de currículo e ensino. Esta prática de provas e  exames tem sua origem na escola moderna a partir dos séculos XVI e XVII.  Assim.  somativa  do  processo  avaliativo  pode  ser  encontrada  também  nos  estudos  de  Tyler  (1969  e  1975). é verificável a reprodução destas idéias na perspectiva defendida pela  dimensão  tecnicista  do  processo  avaliativo.  A  prática  escolar  usualmente  utilizada  pela  escola.  Algumas expressões das experiências pedagógicas deste período sistematizaram o modo  de  agir  a  respeito  das  provas  e  exames. TÉCNICA DA  AVALIAÇÃO  O termo avaliação da aprendizagem é atribuído a Ralph Tyler.  alicerçadas  nas  práticas  das  pedagogias  jesuíticas  (século XVI).  Em  1949. em meados dos anos 30. um teólogo da educação.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 03 • A DIMENSÃO TECNICISTA.  A  dimensão  tecnicista.  somativa  é  herdeira  desse  apanhado  de  pedagogias  citadas. cuja hierarquia e obediência se apresentam como princípios organizadores da vida  enquanto método rigoroso de ensino que ditava todas as regras.  afirmando ser o processo de avaliação um determinante na medição dos objetivos educacionais e  questionando  se  os  mesmos  estão  sendo  alcançados  pelo  programa  do  currículo  e  ensino.

  Com  essas  concepções  avaliativas.  mas  também  com  os  instrumentais  de  coleta  de  informações  sobre  o  aluno.  que  fornecem  evidência  sobre  interesses.  por  considerar  a  idéia  de  avaliação  de  currículo  uma  espécie  de  controle  de  produto. 11  .  a  avaliação  assume  o  papel  de  controle  do  planejamento.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  A  proposta  desse  estudioso  apresenta  a  avaliação  educacional  integrada  à  questão  curricular.  A  prática  de  provas  e  exames  proposta  na  concepção  tecnicista.  Para  tanto.  Os  estudos  de  Tyler  (1975)  revelam  preocupação  não  só  com  a  avaliação  educacional.  os  Estados Unidos  priorizaram  o  processo  avaliativo  enquanto  elemento  que  possibilitaria  medir  as  habilidades  e  aptidões  dos  alunos. controlar e avaliar os comportamentos dos alunos. e aponta caminhos claramente definidos  para o ato de medir.  atitudes;  III)  avaliar  outros  tipos  de  comportamento  que  ofereceriam  maiores  informações  sobre  as  espécies de comportamentos representados pelos objetivos educacionais da escola.  mas  também  com  os  instrumentais  de  coleta  de  informações  sobre  o  aluno. organização e distribuição de conhecimentos.  Ele  aponta  a  necessidade de uma ampliação desses instrumentais e sugere: os testes escrito; os testes verbais  para  avaliar a  capacidade  deles  de  analisar  e  tratar eficientemente  vários  tipos de  problemas; a  observação;  a  entrevista;  os  questionários.  que  fornecem  evidência  sobre  interesses.  Os  estudos  de  Tyler  (1975)  revelam  preocupação  não  só  com  a  avaliação  educacional.  mediante  o  qual  se  determina o grau dessas mudanças de comportamento.  técnica  e  somativa  exclui  parte  dos  alunos  por  basear­se  no  julgamento.  o  que  acaba  repercutindo  nos  pressupostos  da  avaliação  educacional  nas  primeiras  décadas  do  século  XX.  os  testes  verbais  para  avaliar  a  capacidade  deles  de  analisar  e  tratar  eficientemente vários tipos de problemas;  II)  a  observação.  Exercício  1.  os  questionários.  ou  seja.  podendo  ser  vislumbrado o  caráter  psicopedagógico e  também a ampliação em  larga escala  do  instrumental de coleta de informações.  procedimento  parecido com o que se desenvolve dentro do processo industrial.  a  entrevista.  atitudes  e  outros  tipos  de  comportamento  que  ofereceriam  maiores  informações  sobre  as  espécies  de  comportamentos representados pelos objetivos educacionais da escola. sem preocupação com os  princípios de seleção.  concebe  a  avaliação  educacional  enquanto  processo.  Ele  aponta  a  necessidade de uma ampliação desses instrumentais e sugere:  I)  os  testes  escritos. Essa concepção está atrelada  aos  modelos  aproveitados  da  indústria  e  da  análise  de  sistemas.

 Os estudos de Tyler (1975) revelam preocupação não só com a avaliação educacional. II e III  e) item I  Resposta do Exercício  1. Ele aponta a necessidade de uma ampliação desses instrumentais e sugere:  RESPOSTA CORRETA: D 12  .AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Quais são verdadeiros?  a) itens I e II  b) item II  c) itens I e III  d) itens I. mas também com os instrumentais de coleta  de informações sobre o aluno.

  Para  encaminhar  uma  prática  docente  na  direção  desse  modelo  formativo. quanto moral.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 04 • POR UMA AVALIAÇÃO FORMATIVA  Nos dias atuais a avaliação tem sido vista de forma generalista. tanto  do ponto de vista legislativo da escola. como uma exigência. de forma discriminatória e excludente.  Com  o  propósito  de  reflexão  sobre  as  questões  de  esclarecimento  é  que  o  avaliador  se  coloca frente a quatro questões:  1) O que se quer saber ao avaliar?  Na  avaliação. Avalia­se para informar os envolvidos no ato educativo sobre a situação em que  se encontram com referência à qualidade de ensino da escola. adotar no  âmago  educacional uma  prática docente  inserida no paradigma  da avaliação formativa é romper com os antigos modelos paradigmáticos tradicional e somativo.  Com este afastamento das questões práticas.  Hadji  (2001)  defende  a  necessidade  de  seguir  três  tipos  de  esclarecimentos  essenciais:  • sobre as questões que coloca a si mesmo;  • sobre as decisões que podem ser esclarecidas pela avaliação;  • sobre qual deve ser o objeto específico das averiguações. conforme Hadji (2001:p. responde­se uma das quatro  questões básicas.  Estes  desafios  nos  remetem  às  seguintes  reflexões:  como  avaliar  os  processos  de  aquisição de conhecimento? Como escolher as ferramentas adequadas? Para refletir sobre estes  questionamentos. “questões.  “Por  que  você  diretor  avalia  a  escola?  Por  que  você  professor  avalia  seus  alunos? Com que propósito lança­se mão de um processo avaliativo?”  Com estas reflexões sobre o que você avaliador quer saber.  verificando­se  o  estágio  de  aprendizagem de cada aluno revendo e propondo ações no sentido de auxiliá­lo.  Neste sentido. sobre quanto em cada conteúdos  programático  abordado  em  sala  de  aula  os  alunos  aprenderam.20).  a  primeira  fonte  de  desvios  é  ignorar  o  questionamento  que  justifica  o  trabalho  avaliativo. 13  .  há  uma  sugestão de afastamento de algumas questões.  objeto e instrumentalização”. decisão. os professores se encontram frente a novos  desafios.

 As funções da avaliação escolar estão divididas em seis funções principais:  1)  A  avaliação  formativa  tem  como  função  facilitar  as  aprendizagens. esclarece e prepara as escolhas curriculares.  exige­se  a  ressignificação  do  que  está  sendo  ministrado  no  condizente  a  se  tornar  uma  aprendizagem  significativa ao aluno.  Com  essas  funções.  a  avaliação está  relacionada  a  uma  revisão  constante das  práticas.  no  sentido  de  que.  3) A avaliação diagnóstica de síntese oportuniza veicular as informações aos atores sociais  e.  Para  os  professores.  2) Como tomar consciência do contexto de decisão?  Ao refletir sobre as funções de avaliação. os professores  e os alunos.  a  serviço  das  questões pedagógicas.  2)  A  avaliação  diagnóstica  de  etapas  de  ensino  está  relacionada  com  a  questão  da  progressão institucional (passagem ou não para a série seguinte).  Aos  alunos. prepara decisões de orientação.  Para  a  sociedade.  a  avaliação  constitui­se num instrumental que mapeia a situação de aprendizagem e de ensino de seus povos.  a  avaliação  está  colocada  enquanto  um  instrumental  que  situa  o  aluno  no  referente ao seu processo de ensino e aprendizagem.  Em  cada  um  dos  casos  existe  um  grau  de  exigência. 14  . conseqüentemente.  uma vez que a avaliação pode ocorrer de uma ou de outra maneira.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  É possível identificar três grandes fontes de questionamento: a sociedade.  5) A avaliação normativa de grupo fornece informações referentes ao nível de ensino dos  alunos.  4) A avaliação cumulativa ou certificadora avaliza e valida as aquisições – diplomas.  ao  desvelar  as  dificuldades  de  aprendizagem  e  de  ensino.  o  avaliador  deve  selecionar  a  que  melhor  atenda  seus  propósitos. dependendo exclusivamente  do seu propósito.  6) A avaliação externa é um elemento de veiculação das informações advindas do sistema  escolar aos sujeitos sociais. você avaliador necessita de maiores informações  sobre suas funções.

  alguns  cuidados  com  o  objeto  da  avaliação  escolar  podem  ser  de  suma  importância. Quando  Hadji  (2001) aponta  a necessidade de  o  professor avaliador  afastar­se das  questões  tradicionais.  privilegiar  as  competências  enquanto  uma  habilidade  de  saber  fazer  bem  frente  às  mais  variadas  situações  práticas  referendadas  por  questões reflexivas.  ou  seja. há uma urgência em não se desprezar nenhuma das quatro  fases desse processo: a especificação do objeto de avaliação; a escolha de um desencadeador.  As  recomendações  atuais  estão  focadas  no  sentido  de  contemplar  ao  coletar  as  informações. no âmbito de uma mesma disciplina de ensino.  c) Hadji aponta que o professor avaliador deve realizar sua avaliação pautada nas questões de  múltipla escolha.  e)  Hadji  aponta  que  o  professor  avaliador  deve  conduzir  sua  avaliação  na  perspectiva  da  avaliação normativa.  abranger  um  número  significativo  de  objetos  para interpretá­las.  de  um  comportamento  observável  apropriado;  coletar  as  informações  com  múltiplos  objetos  e  interpretar  as  informações  coletadas.  uma  vez  que  sabemos  que  a  maioria  dos  objetos enfatizados pela avaliação escolar não é diretamente observável. na identificação de objetos  de  avaliação  pertencentes  ao  programa  de  ensino.  4) Como selecionar um instrumento adequado?  Para o avaliador selecionar o instrumento para coletar as informações sobre as etapas de  ensino e aprendizagem dos alunos.  b) Hadji aponta que o professor avaliador deve ignorar no momento da avaliação os processos  de aquisição de conhecimentos.  como  não  se  desencorajar  pela  diversidade  e  pela  complexidade  dos  resultados;  trabalhar em equipe. em que isso implica?  a)  Hadji  aponta  que o  professor  avaliador  ao afastar­se  das questões  tradicionais:  ele  rompe  com os antigos pressupostos avaliativos.  d) Hadji aponta que o professor avaliador deve conduzir sua avaliação pautada nas funções da  avaliação normativa. 15  .  ao  se  referir  ao  objeto  preciso  da  avaliação  escolar.  todo  avaliador  precisa  estar  muito  atento  sobre  qual  o  objeto  da  avaliação.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  3) Como especificar o objeto preciso da avaliação?  Neste  item.  Neste  sentido.  Exercícios  1.

 Quando Hadji (2001) aponta a necessidade de o professor avaliador afastar­se das questões tradicionais. ignorar as possibilidades de intervir para  mudar a realidade vivida pelo aluno em seu processo de aquisição de conhecimento.  c) selecionar e reprovar o aluno. Selecionar a alternativa correta (conforme visto em aula) que está relacionada com uma das 3 grandes fontes de questionamento  acerca da avaliação.  e) desconsiderar que o aluno é membro do processo e que necessita ser informado sobre suas  deficiências. Selecionar a alternativa correta (conforme visto em aula) que está relacionada com uma das 3  grandes fontes de questionamento acerca da avaliação.  Respostas dos Exercícios  1.  b) utilizar as informações coletadas nas avaliações. em que isso implica?  RESPOSTA CORRETA: A  2.  d) com as dificuldades apresentadas pela avaliação.  RESPOSTA CORRETA: B 16  .  A avaliação para o professor é:  a) medir e classificar a aprendizagem do aluno.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  2. no sentido de desvelar as dificuldades de  aprendizagem e de ensino para ressignificar o que está sendo ensinado para tornar­se uma  aprendizagem significativa.

 assegura a aprendizagem de seus  alunos. tem­se como princípio que.  Vasconcellos  direciona  nossas  reflexões  sobre  a  necessidade  de  contemplar.  nos  currículos  escolares.  conforme  dados  do  Serviço  de  Estatística  Educacional  da  Secretaria  Geral  da  Educação.  sabemos  que além de  mensurar  o processo  de  aquisição de  conhecimentos  dos alunos.  Neste sentido. os alunos não estão aprendendo e a escola não está mudando.  preconceito e trabalho infantil; todos são elementos que permeiam a vida do aluno e do professor  e interferem no ensino e na aprendizagem; o desmonte material e simbólico da escola.  segundo  Vasconcellos. Entretanto.  Alguns  dados  são  apontados  como  elementos  inviabilizadores  da  aprendizagem  dos  alunos.  do  desemprego.  principalmente  quando  os  índices  de  reprovação  da  1ª  série  do  ensino  fundamental  continuam  em  50%  desde  1936. determinando até a exclusão dos sujeitos que não adquiriram.  Para Vasconcellos (2005). é fundamental buscar alternativas que considerem o aluno enquanto ser  aprendente.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  05  •  AVALIAÇÃO  DO  ENSINO  E  DA  APRENDIZAGEM  SIGNIFICATIVA  NUMA  PERSPECTIVA  FORMATIVA  REGULADORA  A avaliação escolar situa­se no centro de uma questão essencial da instituição escolar.  Com  estes dados alarmantes.  consideradas  necessários à  manutenção  deste  modelo  de  sociedade.  destacam­se:  a  crise  de  valoração.  Neste  processo  de  seleção. em dado momento. para que o processo de apreensão e sistematização seja levado a efeito.  as  aprendizagens  que  sejam  significativas  aos  alunos  como  os  elementos  indispensáveis à cultura. na medida em que os conteúdos  programáticos passam a ser maturados e sistematizados.  exclusão  social. ao realizar estas constatações.  contribuições  como  as  de  Vasconcellos  são  significativas.  Dentre  eles. Ao defender que a avaliação deve acompanhar o fazer cotidiano  escolar. foram utilizados como fonte de coleta de dados o  SAEB  e  o  PISA­ONU. péssimas 17  . à luz de seus resultados.  os  mecanismos  da  avaliação  realizam  um  papel  de  fundamental  importância. assim como os encaminha para  funções diferentes.  Índices  de  não  aprendizagem  de  alunos  não  é  novidade.  ao  discutir  elementos  que  dificultam  a  aprendizagem  e  que  compõem  o  campo  avaliativo. a  aprendizagem  objetivada  pelo  professor.  uma  vez  que  uma nova revisão conceitual na neurociência aponta que todos os humanos têm a possibilidade  de  aprender.  Para  tanto.  Questões  como  a  aprendizagem  têm  sido  desconsideradas  no  sistema  educativo.  tanto  na  escola  pública  quanto  na  escola  particular. por  estar inserida no seu cotidiano. encaminhando­o para processos de emancipação. a avaliação também orienta os processos de seleção.

 conseqüentemente.  tem  enfrentado  um  grande desafio: como ensinar na escola elementos emancipatórios e libertadores?  A partir da percepção das dificuldades e das necessidades do aluno.  Segundo  Janssen  (2003:  16). rompendo com os setores de  resistência  conservadores.  as  bibliotecas  pobres  em  acervos  ou  não  existentes. os modelos utilizados não enxergam o aluno  como sujeito do processo avaliativo. a exigência em  cumprir o programa pré­estabelecido.  desconsidera  o  processo pelo qual a aprendizagem se dá. por  ser  a parcela que  cabe  ao  professor.  na  sanção  competente/  incompetente.  a  avaliação  é  utilizada  como  ferramenta  de  reorientação  didático­pedagógica.  sua  forma  e  sua  intencionalidade.  Dentre  todos  esses dados.  mudando  seu  conteúdo.  direcionamos nosso foco na avaliação. utilizada como mais um  elemento  de  exclusão  dos  direitos  fundamentais  de  acesso  a  uma  aprendizagem  significativa. Assim. uma vez que.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  condições de instalações.  concorrendo  para  uma  efetiva  aprendizagem  –  aprendizagem  significativa. elabora  ranking  de  aprendizagens  e  de  alunos. ao direcionar suas ações  para  a  nota.  aprovação/  reprovação.  baixos  salários. um olhar atento para  a sua realidade é o cerne para a tomada de decisões e um dos princípios ao ensinar na escola  conteúdos  que  viabilizem  a  construção  e  a  ressignificação  de  elementos  emancipatórios  e  libertadores. o currículo organizado em disciplinas. Dentro deste novo contexto.  A  avaliação  da  aprendizagem  nos  dias  atuais  precisa  romper  com  antigos  pressupostos e rever os desvios de objetivos. uma vez que o professor. 18  .  Assim.  delegando ao aluno a responsabilidade pela não apreensão dos conteúdos escolares. favorecendo a  fragmentação do cotidiano da escola e. a avaliação.  a  avaliação. A avaliação mais utilizada é a que classifica.  nos  dias  atuais.  encaminhar  as  discussões  na  escola  para  propostas  de  avaliação  formativa  inseridas  numa  dimensão  ética­filosófica  poderia  se  constituir  em  uma  alternativa  de  quebra  paradigmática  dos  elementos constitutivos da avaliação enquanto mecanismo de repressão e exclusão. as  classes  superlotadas. falta de equipamentos e recursos financeiros são outros sérios entraves  para melhorar o pedagógico e implementar alternativas diferenciadas de aprendizagem; ainda.  há  uma  emergente  necessidade  em  “desenvolver  uma  nova  postura  avaliativa”  e  a  prática pedagógica deve estar sendo revisada à luz dos dados que emergem da avaliação.  condições de trabalho e valorização social.  a  queda  do  mito  de  que o estudo é condicionante de ascensão social são elementos constatados por pais e alunos; o  desmonte  das  condições  de  trabalho  do  professor  referente  a  sua  formação. ressignificar a avaliação. desconsiderando a aprendizagem qualitativa.  Com  estes  pontos  de  estrangulamento.  A  dimensão  ética  da  avaliação  também  tem  sido  desconsiderada. na maioria das vezes.  torna­se  premente.

  a) itens I e II. elementos emancipatórios e libertadores.  IV) Queda do mito de que tem estudo irá ter maior ascensão social tem sido comprovada pelos  pais e alunos.  II)  O  desmonte  material  e  simbólico  da  escola.  Neste sentido. dominem muito bem os instrumentos culturais (arte/ mente/ fatos). tomar decisões e agir atento à realidade é  um dos princípios ao ensinar.  respaldada  no  conceito de amorosidade crítica de Freire. institucional e social.  para  que  os  alunos  tenham  excelência.  e) Avaliar os alunos no final do processo educativo com provas e testes.  é  preciso  ensinar  bem.  c) itens I e III.  III) Classes superlotadas. III e IV.  nos  dias  atuais.  tem  enfrentado  um  grande  desafio:  como  ensinar  na  escola  elementos emancipatórios e libertadores com as problemáticas vivenciadas pelos alunos e  professores?  Quais as alternativas apontadas na aula para a proposição acima?  a) A partir da percepção da necessidade do aluno. quais os motivos educacionais e sociais que estão entravando este processo  de aquisição de conhecimentos? Quais as verdadeiras?  I)  A  crise  de  valoração.  b) item II.  péssimas  condições  de  instalações.  e) itens I.  d) itens I. II. III e IV.  2.  os  alunos  não  estão  aprendendo  e  a  escola  não  está  mudando. sejam bons.  falta  de  equipamentos.  preconceito.  trabalho  infantil  são  elementos  que  permeiam  a  vida  do  aluno  e  do  professor  e  interferem  no  ensino  e  na  aprendizagem.  c) Encaminhar as discussões na escola para propostas de avaliação somativa inseridas numa  dimensão ética­filosófica seria uma alternativa.  do  desemprego. para  colocá­los a serviço da transformação pessoal. as bibliotecas pobres em acervos.  muitos professores  se  perderam  em  questões  de  descrédito  e deixaram  de  considerar  que.  Em  síntese:  a  mudança  na  avaliação  deve  auxiliar  a  prática  pedagógica  ajudando  a  qualificá­la. na escola. em que o grande mote está amparado na identificação  e focalização do problema e na sua luta para superá­lo.  Para  Vasconcellos  (2005). recursos financeiros. 19  .  para  além  do  ensinar.  Por  meio  de  uma  avaliação  autêntica  é  possível  exercer  esta  ação.  exclusão  social.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Nos  dias  atuais.  Exercícios  1.  A  avaliação.  d)  Contemplar  no  modelo  de  avaliação  somativa  proposta  somente  a  dimensão  de  hierarquização  dos  resultados  (quem  é  melhor  e  quem  é  pior  referente  aos  conteúdos  programáticos abordados nas aulas).  b) A avaliação é um instrumento que rompe com os setores de resistência conservadores.

 A avaliação. nos dias atuais.  Para  Vasconcellos  (2005).AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Respostas dos Exercícios  1.  os  alunos  não  estão  aprendendo  e  a  escola  não  está  mudando.  quais  os  motivos  educacionais e sociais que estão entravando este processo de aquisição de conhecimentos? Quais as verdadeiras?  RESPOSTA CORRETA: D  2. tem enfrentado um grande desafio: como ensinar na escola elementos emancipatórios e libertadores  com as problemáticas vivenciadas pelos alunos e professores?  RESPOSTA CORRETA: A 20  .  Neste  sentido.

  A  avaliação. nos dias atuais. A perspectiva  técnica  e  quantitativa  da  avaliação  se  constitui  em  um  entrave  a  ser  superado.  Romper  com  o  quadro  de  fracasso  escolar  é  defender  o  direito  das  crianças em aprender os conhecimentos e formas de vida apregoadas pelo sujeitos como saberes  válidos.  E  os  professores.  de  ações  no  sentido  de  atender  às  necessidades  e  particularidades das  classes  populares.  É  visível  a  ausência.  Neste sentido.  De  acordo  com  Esteban  (2000:  15­6).  “grande  número  de excluídos  do  acesso  ao  conhecimento  socialmente  valorizado.  muitos  pensariam  que  uma  revisão  de  alternativas diferentes de avaliação seria de bom tom.  é  um  instrumental  que  auxilia  no  fortalecimento  de  mecanismos de  exclusão  social.  Segundo  Esteban  (2000:  7)  “a  reflexão  sobre  a  avaliação  só  tem  sentido  se  estiver  atravessada  pela  reflexão  sobre  a  produção  do  fracasso/  sucesso  escolar  no  processo  de  inclusão/  exclusão  social”. Há uma crítica para com o  processo  avaliativo  referente  aos  procedimentos  e  instrumentos  utilizados  freqüentemente.  dentro  deste  contexto.  Segundo  Esteban  (2000:  8).  Entretanto. favorecendo  com que  os  sujeitos  sejam  ouvidos  e  atentamente  considerados;  isso  é  um  fator  negativo  na  valorização  do  potencial  humano  dos  aprendizes.  logo  após  esta  concordância.  no  tempo  que  utilizamos  para  elaborar  provas.  talvez  sim.  na  dificuldade de definir critérios para a observação e classificação do comportamento esperado dos  alunos.  na  dificuldade  de  propor  atividades  que  sejam  instigantes  e  interessantes  aos  alunos.  alguns  professores  refletiriam  e  se  questionariam  em  como  irão  verificar  o  que  o  aluno  aprendeu  do  conhecimento  abordado  em  sala  de  aula. Teriam como princípio  para  esta  felicidade  o  fato  de  não  precisar  deixar  de  sair  e  brincar  com  os  amigos  para  ficar  estudando.  bem  como  a  marginalização  de  conhecimentos  socialmente  produzidos.  que  muitas vezes aponta para a necessidade de se romper com a perspectiva técnica. como seria uma prepositiva de avaliação? Será que a escola poderia viver  sem a avaliação? Com certeza.  “a  avaliação  na  perspectiva  técnica  e  quantitativa  silencia  as  pessoas.  vão  fortalecendo  a  necessidade  de  engendrar  mecanismos  de  intervenção na dinâmica da inclusão/ exclusão social”.  Apesar  disso.  suas  culturas  e  seus  processos  de 21  .  uma  vez  que  desconsidera  a  perspectiva  ética.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 06 • A AVALIAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR  Discutir  sobre  avaliação  é  enxergá­la  como  parte  de  um  processo  mais  amplo  de  discussão  do  fracasso  escolar  e  dos  mecanismos  que  o  constituem  e  a  implementação  deste  quadro com o princípio de sucesso escolar das crianças.  no  processo  educativo.  mas  não  reconhecidos  e  validados. dos  espaços  reconhecidos  da  vida  social. os alunos responderiam contentes que sim.  se  pensarmos  no  trabalho  de  corrigir  provas.

  de  relações  sociais.  com  esta  ênfase  de  negação. a prática pedagógica deve pautar­se em  “iluminar a multiplicidade de culturas que permeiam o cotidiano escolar” (op.  de  estruturas  de  poder.  Reconhecer a diversidade significa que vários conhecimentos não são formas ‘aceitáveis’ para se  atingir um ‘verdadeiro’ conhecimento”.  desvalorizando­os.  Exercícios  1.  fortalece  a  hierarquia  que  está  posta.  d) modelo híbrido. cit. percam sua existência e se confirmem  como  a  ausência  de  conhecimento”.  Neste  sentido.  Assinale  a  alternativa  correta  de  um  modelo  de  avaliação  que  considere  as  diversidades  sociais:  a) retorno aos padrões rígidos.  funciona  como  instrumento  de  controle  e  de  limitação das ações e atuações dos sujeitos no contexto escolar.  A  avaliação.  b) a avaliação utiliza como controle os tempos.  com  esta  heterogeneidade. no sentido de superar este confronto.  A avaliação que nega o direito de voz de determinados segmentos sociais está respaldada  em uma prática de exclusão.  e) construção de um modelo de avaliação que contenha elementos democráticos.  há  um  confronto  cotidiano  de  saberes  e  posturas  para  os  quais  tanto  a  escola como o professor e sua prática pedagógica necessitam renovar­se. que engloba perspectivas distintas: controle.  de  realidade.  subjacente  ao  antagonismo  acerto  e  erro. imerso numa  pedagogia de inclusão.). na medida em que vai selecionando o que pode e deve ser aceito na  escola.  de  objetivos  de  vida.  2.  ao  refletir  sobre  a  avaliação. os processos.  incentivando  ações  em  que  a  diversidade  e  o  diálogo  entre  os  diferentes  se  constituam  em  elementos  de  aproximação.  Entretanto.  contribuindo para que diversos saberes sejam apagados. na valorização e expressão de múltiplos saberes. adaptação.  c) fortalecimento da quantificação dos resultados.  é  necessário  repensar o processo e agir no sentido de criar/ consolidar práticas pedagógicas democráticas. os conteúdos.  Para tanto.  A  inexistência  de  um  processo escolar que possa atender este quadro aponta para: 22  .  seus  processos  de  construção  de  conhecimento. seleção.  A escola enquanto espaço público e democrático deve caracterizar­se pela multiplicidade  de  experiências. Portanto.  A  avaliação  escolar  da  forma  como  ocorre  na  grande  maioria  das  escolas  silencia  as  pessoas.  O  fracasso  escolar  configura­se  num  quadro  de  múltiplas  negações.  suas  culturas.  de  cosmovisões.  de  tradições  históricas  e  vivências  culturais  diversificadas. Isso “nos desafia  a  ultrapassar  a  dicotomia  entre  norma  e  desvio.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  construção  do  conhecimento;  desvalorizando  saberes.

  b) criação de uma nova cultura que fortaleça os limites da técnica e da quantidade. O fracasso escolar configura­se num quadro de múltiplas negações. A inexistência de um processo escolar que possa atender este  quadro aponta para:  RESPOSTA CORRETA: A 23  .AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  a) criação de uma nova cultura que ultrapassa os limites da técnica e da quantidade. Assinale a alternativa correta de um modelo de avaliação que considere as diversidades sociais:  RESPOSTA CORRETA: E  2.  c) criação de uma nova cultura que desconsidere as classes sociais no cotidiano escolar.  Respostas dos Exercícios  1.  d) criação de uma nova cultura que hierarquize os resultados advindos do processo avaliativo.  e)  criação de  dados que facilitem  ao professor avaliador  apontar  os  alunos que precisem  ser  reprovados.

 PROMOÇÃO  AUTOMÁTICA  Avaliação como processo  Na vida humana.  a  partir  deles. O homem cria valores  e.  O  homem.  para  verificar  se  suas  metam  foram  alcançadas. A concepção histórica  de homem. o  avaliador. posto que ao homem não importa apenas viver.  ao  avaliar  concomitantemente  ao  processo  de  ensino­aprendizagem. PROGRESSÃO CONTINUADA.  a  avaliação  que  é  realizada  constantemente  pode  ser  um  elemento  viabilizador de dados que conduzam à correção dos rumos e superação de problemas. Neste sentido.  Pois  é  na  realização  de  suas  metas.  derivados  de  seus  valores  éticos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 07 • CICLOS.  principalmente  quando  se  avalia  somente  ao  final  de  determinado  processo.  Ensino­aprendizagem como processo de trabalho  O processo educacional ocorre por meio da ação pedagógica.  Ele  produz  sua  existência  ao  atender  as  suas metas para viver bem. A  avaliação.  adequada  a  um  fim  específico  –  aprendizagem  efetiva.  Para  tanto. é princípio para refletir sobre a realidade. mas sim criar novas  necessidades.  Neste  sentido.  Estas  características  de  atividades  enquanto  processo  de  trabalho  rompem  com  os  modelos  avaliativos  que  concebem  que  o  aluno  deve  entregar  suas  atividades  concluídas  e  realizadas  de  forma  correta.  Entretanto.  rompe­se  com  a  visão 24  . mesmo de forma implícita.  percebendo  a  importância  de  procedimentos  avaliativos  cada  vez mais freqüentes.  estabelece  metas  a  ser  alcançadas. numa dimensão ética. então. com a intenção de evitar desperdícios ou ações que dificultem atingir os fins  desejados.  que  ele  constrói  sua  própria  realidade  humana. está presente em várias situações. é premente considerar as especificidades que importa considerar  antes  de  tratar  de  sua  avaliação. Com isso.  no  sentido  de  verificar  a  realização  de  seus  objetivos. romper com os procedimentos avaliativos que desconsideram o processo.  perde­se  com  o  aumento dos recursos e desperdiça­se o tempo despendido no curso da ação.  Embora  possua  todos  os  elementos característicos deste.  tem  a  oportunidade de corrigir os rumos e os procedimentos com um custo de tempo e de recursos cada  vez  menor.  deve  considerar  os  recursos  e  o  tempo  empregados. ele averigua constantemente se as atividades propostas conduzem às suas metas. realizada enquanto trabalho  humano. no cotidiano das  pessoas. a avaliação se insere como um  fenômeno natural.

 possibilita  intervenções.  “a  avaliação  deve  ser  assumida  como  um  instrumento  de  compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno(..  tendo em vista poder trabalhar com ele para que saia do estágio defasado em que se encontra e  possa avançar em termos dos conhecimentos necessários”. A  dinâmica  do  processo  pedagógico  precisa  ser  revista.  Com  isso. Para atender esta proposta. enquanto um diagnóstico das situações de ensino e aprendizagem.  A importância da avaliação está respaldada no pressuposto de que é por meio dela que se  evita a má formação dos sujeitos e.  Segundo  Luckesi  (1995:  81).  bem  como  os  fatores  que  determinam  tais  dificuldades.  com  vistas  à  intervenção  de  ações  corretivas.). a avaliação deve possuir um caráter diagnóstico.  A avaliação.  implementar  os  cuidados  pedagógicos  específicos.  com  o  princípio  de  que  a  avaliação  deve  oferecer  informações  e  que  estas  informações  devem  ser  coletadas  em  intervalos  pequenos  para  uma  revisão  e  intervenção  dos  instrumentos  pedagógicos. 25  .  a  avaliação  educativa está  inserida  dimensão  do  cuidar  da  qualidade  do  ensino oferecido  pelas  escolas.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  reducionista e pequena dos objetivos da educação escolar. seu  desempenho social.  conseqüentemente.  A avaliação do ensino e da aprendizagem enquanto processo contínuo  Ao  defender  que  a  utilidade  da  avaliação  é  fornecer  elementos  imediatos  referentes  às  etapas de ensino e aprendizagem e das correções do processo no sentido de atender ao objetivo.  a  avaliação  do  rendimento  escolar  é  um  recurso  para  diagnosticar  os  alunos  que  necessitam  de  auxílio  e. A função da avaliação  será possibilitar ao educador condições de compreensão do estágio em que o aluno se encontra. também..  podemos  defender  que  a  avaliação  educativa  deve  identificar  o  estágio  de  compreensão  e  assimilação  do  saber  pelo  educando  e  suas  dificuldades. conseqüentemente.  com  o  fim  de  possibilitar  ao  aluno  uma  aprendizagem eficiente e significativa. no sentido de promover a recuperação das dificuldades do aluno na perspectiva de  revisão e correção da ação educativa. da sociedade. A adoção do princípio de correção constante no processo  de ensino e aprendizagem põe em evidência a avaliação enquanto elemento flexível.  Para  tanto. O processo de avaliação deve evitar a  má  formação  dos  sujeitos. respaldado  na dimensão formativa. encaminhando­se para que ocorra a  apropriação da cultura de um modo mais completo do que a simples transposição de informações.  que  lhe  impõem  marcas  que  não  são  detectadas  pelos  mecanismos  convencionais de avaliação do produto e que comprometem sua vida e.

 não pode ser retido.  devemos  garantir  a  educação  de  qualidade  para  todos. para ser considerado bem­sucedido na escola. conforme um banco  comercial. nas datas pré­fixadas  no  calendário  escolar  com  a  denominação  “Semana  de  Avaliação”.  é  verificável  que  a  escola  não  está  estruturada  e  organizada  para  ensinar  e  promover  aprendizagens  significativas  nos  seus  alunos. o aluno.  Ciclos.  A falta de uma cultura avaliativa diferenciada do modelo tradicional é um fato observável  nas escolas. como é retirado este  poder da escola e do professor em reprovar. não consegue dar conta da diversidade de questões inerentes a sua organização. Se analisarmos  as  razões  que  justificam  a organização  do ensino em  ciclos ou da  progressão  continuada.  1975).  Na  prática  da  escola  tradicional  brasileira  com  um  pseudo­ensino. 26  . não  é avaliado.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Mudando a avaliação  A  avaliação  tradicional  baseada  em  exames  e  provas  deve  ser  erradicada  nas  escolas.  Assim. por si só. na passagem  de um ano para o outro no interior de cada ciclo.  o  aluno  devolve  aquilo  que  nele  foi  depositado.  uma  vez  que  outras  medidas  devem  ser  implementadas;  devido  às  inadequadas  condições  de  ensino. rumo à busca contínua do aprendizado  efetivo. providências  pedagógicas  e novas formas  de  organização  curricular flexíveis devem  ser  implementadas. viabilizando o desenvolvimento do educando em suas características individuais e  em seus estágios de desenvolvimento psicológico e social. a imposição de conteúdos pré­estabelecidos e a passividade dos educandos são  aportes defendidos como essenciais ao processo de ensino.  no  estilo  da  “educação  bancária”  (Freire. via avaliação. na passagem de um ciclo para o outro. Entretanto. Progressão Continuada e Promoção Automática  Os  ciclos  têm  sido  defendidos  enquanto  um  elemento  que  favorece  romper  com  a  reprovação. Assim. Os conteúdos pré­estabelecidos são  passados  em  forma  de  informações.  uma  vez  que  conduz  a uma  prática  de  reprovações  anuais  articulada  com  o  próprio  método  de  ensino  anti­educativo  de  nossas  escolas. E.  com  estas  ações. apesar dela. têm condições de galgar os vários níveis de ensino.  em  que  o  aluno é considerado uma conta­corrente em que depositam conhecimentos.  O  sistema  de  ciclos. na suposição de que possíveis defasagens são inexistentes.  mas  para  selecionar aqueles que. alguns equívocos podem ser observados quando o aluno.

 tem­se a oportunidade de:  a) corrigir rumos e os procedimentos com um custo de tempo e de recursos cada vez menor.  b) corrigir os trabalhos dos alunos para dar uma nota ou conceito.  Resposta do Exercício  1.  Refletir  sobre  os  processos  avaliativos.  c) olhar as dificuldades do aluno primando pela classificação.  segundo  Paro  (2001). Refletir sobre os processos avaliativos.  Neste  sentido.  é  abordar  a  questão  do  tempo  e  do  recurso  desperdiçados.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Exercício  1.  d) dar ênfase aos resultados para hierarquizar as melhores notas e conceituar o aluno de bem  e mal­sucedido.  no  sentido  de  acúmulo  de  atividades.  Neste  sentido.  e)  considerar  que  o  aluno  deve  ser  um  realizador  de  tarefas. ao avaliar os processos de aquisição do conhecimento.  ao  avaliar  os  processos  de  aquisição  do  conhecimento. é abordar a questão do tempo e  do  recurso  desperdiçados. tem­se a oportunidade de:  RESPOSTA CORRETA: E 27  . segundo Paro (2001).

  Em  relação  à  produção  de  textos. pelo aluno. se utilizam sinais de pontuação. períodos. é de suma importância que os objetivos do ensino sejam seriamente  avaliados e coletivamente construídos. se utilizam os recursos de coesão.  Uma  das  tarefas  da  escola  é  decidir  sobre  o  que  esperamos  dos  alunos  em  cada  série  escolar  e  sobre  como  avaliá­los.  se  organizam  seqüencialmente  as  idéias.  vale  como  sugestão  avaliar  se  os  alunos  sabem  escrever  cartas. que constitui o referente  da avaliação”.  referente  ao  acompanhamento  sistemático do processo de sistematização do conhecimento.  Exemplo disto pode ser visto quando. pois a aquisição de  conhecimento  pelo  aluno  necessita  da  mediação  do  professor.  Não  podemos. ao se avaliar está produção. bimestres.  realizar  a  avaliação  nos  momentos  estanques de ensino (unidades.  Considerando  o  defendido por  Hadji  (2001:  45).AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  08  •  INTENCIONALIDADE  DA  AVALIAÇÃO  EM  LÍNGUA  PORTUGUESA  A  socialização  de  alguns  exemplos  de  atividades  desenvolvidas  por  professores  de  escolas  públicas  retomando  conceitos  e  princípios  que  fundamentam  tais  práticas  é  a  proposta  desta aula. ao propor a leitura de um texto e de uma discussão  acerca  da  poluição  de  um  rio  provocada  por  uma  indústria.  se  estruturam  o  texto  em  partes/  parágrafos. semestres. Neste contexto. anos letivos).  foi  solicitado  aos  alunos  que  redigissem uma carta ao proprietário dessa indústria reclamando da poluição e dando sugestões  de como resolver o problema.  Para  atender  estes  aspectos.  então. temos que verificar: o  aluno  atendeu  o  gênero  textual  (carta)?  O  aluno  destinou  corretamente  a  carta  (o  diretor  proprietário  da  indústria)?  O  aluno  contemplou  a  finalidade  (reclamar  sobre  a  poluição  e  dar  sugestões para resolver o problema)?  O  atendimento  às  questões  de  comando  e  todos  os  outros  aspectos  da  textualidade  deveriam  vir  logo  após. Neste sentido.  situações  em  que  os  alunos  precisem  resolver problemas através de atividades lingüísticas podem ser observadas no texto original:  • Exemplo 1  • Exemplo 2  • Exemplo 3 28  . “a  avaliação é  uma  leitura orientada  por  uma grade que expressa um sistema de expectativas julgadas legítimas.

 deixando claro as questões de  gênero textual.  Desta forma.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Veja os exemplos 1.  Para  que  o  aluno  demonstre  o  que  sabe  fazer.  Leia o texto complementar disponível no ambiente de estudo.  em  outras  situações.  pode  acompanhar  suas  evoluções. o destinatário do texto e a finalidade do texto.) fazer um texto argumentativo.  Segundo  Leal.  apenas  alguns  poderiam  ser  avaliados”.  uma  vez  que  ao  resolver  problemas  ele  se  sente  ativo  no  processo  educativo.  c) em momentos pré­estabelecidos pela escola. Quando e de que forma a avaliação deve ocorrer?  a) concomitantemente às aprendizagens. a coesão textual.  e) olhar pontuação e letras maiúsculas  2. ora um grupo e.  b) em momento estanque.  Assim. nem  todos  os  alunos  iriam  falar  durante  a  atividade  do  júri  simulado.  Exercícios  1.  diagnosticando  as  dificuldades e os avanços dos alunos. no caderno de avaliação.  No  exemplo 3.  Qual  o  primeiro aspecto a ser avaliado referente ao atendimento básico ao comando?  a) a organização.  os  alunos  podem  ser  avaliados  e  o  professor.  deve  ser  o  princípio  para  a  aquisição  de  novos  saberes.  d.  c) falta de clareza ao comando de produção de texto em sala de aula.  além  das  atividades  propostas.  faz  as  anotações  referentes  aos  outros  grupos. 2 e 3 disponíveis no ambiente de estudo.  no  sentido  de  o  aluno  aperceber­se  enquanto  sujeito.  d) conforme as determinações pessoais e individuais. uma prosa.  Discutir. 29  .  “é  possível  que  em  determinada  situação  apenas  alguns  alunos  e  não  todos  sejam  avaliados. construir suas orientações avaliativas. os parágrafos. texto corrido.  O  importante  é  garantir  que  a  avaliação  seja  encarada  como  um  instrumento  para  redimensionamento  da  prática.  b) clareza ao comando de produção de textos em sala de aula. o professor registra ora um aluno.  em  momentos  diversos.  O  modelo  de  avaliação  defendido  nestes  exemplos  aponta  que  não  é  preciso  interromper  o  processo  de  aprendizagem  para  avaliar  os  alunos; eles podem ser avaliados no percurso da construção das atividades.  precisamos  criar  situações  propícias.  com  seu  caderno  de  registros  de  avaliação. apenas um aluno poderia ser avaliado na parte da linguagem oral; no exemplo 1.

 precisamos criar situações propícias.  Respostas dos Exercícios  1. Quando e de que forma a avaliação deve ocorrer?  RESPOSTA CORRETA: A 30  . Para que o aluno demonstre o que sabe fazer. Qual o primeiro aspecto a ser avaliado referente  ao atendimento básico ao comando?  RESPOSTA CORRETA: B  2.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  e) no final do ano letivo.

 ao tentar medir o desempenho dos alunos em matemática (INEP). O sistema nacional de avaliação da  educação básica (SAEB).  Referente  a  este  conteúdo. ao se ensinar semelhanças entre triângulos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 09 • PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA  Segundo  Gitirana  (2003:  57). utilizar os objetivos que compõem o plano de ensino anual do professor com os itens  apontados  na  matriz  do  SAEB  pode  facilitar  o  incremento  de  uma  prática  pedagógica  eficiente. neste processo de planejar e avaliar.  quanto  para  o  ensino  médio.  explicita que serão verificadas as competências cognitivas e as habilidades utilizadas pelos alunos  no processo de construção de conhecimento.  outras  vezes  pelos  usos  discriminadores  e  punitivos  que  são  feitos  com  tais  resultados”. tanto  para  o  ensino  fundamental  de  1ª  a  4ª  séries  e  de  5ª  a  8ª  séries.  muitas  vezes  pelo  fato  de  o  termo  ter  sido  usado  no  sentido  de  medir  resultados  alcançados. 31  .  “o  termo  avaliar  sempre  causou  e  ainda  causa  um  grande  temor.  Utilizando  o  conteúdo  de  semelhança  de  triângulo. deseja­se que o aluno utilize  as  semelhanças  entre  triângulos  para  medir  distâncias  incalculáveis  ou  para  resolver  situações  contextuais.  habilidades  e  atitudes  a  se  desenvolver.  como  pode­se verificar no exemplo.  Leia o exemplo disponível no ambiente de estudo. e de conceitos e procedimentos a se construir. Por exemplo.  senão  a  avaliação  perde  seu  propósito  de  diagnóstico. o professor. Romper com usos discriminatórios e punitivos realizados com os resultados negativos  advindos do processo avaliativo aponta para uma revisão constante das práticas docentes.  Para tanto.  No cotidiano escolar.  a  seguir  há  um  instrumento  que  auxilia  o  avaliador a organizar sua coleta de informação sobre a situação de aprendizagem dos alunos. precisa ter claros  os  objetivos  da  prática  docente  em  termos  de  competências.  Desta  forma.  Nestes  sentido.  o  planejar  exige  a  explicitação  prévia  dos  objetivos  de  ensino.  para  avaliar  o  desenvolvimento  desta  habilidade.  Os  instrumentais  para  organizar  a  aprendizagem  dos  alunos  referente  aos  objetivos  de  ensino  pelo  professor  permitem  traçar  um  indicativo  do  processo  de  desenvolvimento  do  aluno. com subseqüente reflexão quanto às expectativas das atividades para o desenvolvimento  desejado.  os  descritores  presentes  na  matriz  do  SAEB  para  a  4ª  série  do  ensino  fundamental  elucidam  a  necessidade  de  objetivos  explícitos.

32  .  a) item I.  o  que  está  sendo  colocado  está  coerente  com  suas  práticas  pedagógicas.)”. III e IV.  c) itens I.  Neste sentido. à luz da  análise dos seus resultados.. revisar seu planejamento.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  • Exemplo:  Objetivos  Identificar as relações de proporcionalidade  entre triângulos semelhantes.  b) item II. um  olhar  sobre  o  livro  didático.  A  clareza  dos  objetivos  auxilia  o  trabalho  de  planejamento. II.  Usar semelhanças de triângulo na modelagem  de problemas contextuais (matemáticos. “O planejamento. na direção de  alternativas pedagógicas que sanem as dificuldades desveladas.  Identificar triângulos semelhantes.  e) itens I.  Aluno 1  Aluno 2  Aluno 3  Além do cuidado com os objetivos. com a avaliação.  Usar o Teorema de Tales em problemas  geométricos.  é  um  elemento  de  importância  no  processo  de  ensino.  I) as competências cognitivas dos alunos;  II) as habilidades utilizadas pelos alunos no processo de construção de conhecimento;  III) atitudes a ser desenvolvidas nos alunos;  IV) conceitos e procedimentos a se construir nos alunos.  uma  vez  que  a  avaliação  está  inserida  num  contexto  de  diagnosticar/ replanejar a atividade docente.  d) itens II e III. II e III. de  outras áreas do conhecimento.  Exercícios  1. a meu ver.  competências cognitivas dos alunos;  Assinale  a  alternativa  correta  que  aborde  todos  os  elementos  que  compõem  o  processo  de  planejar e avaliar. e da produção dos alunos. ao realizar uma avaliação. o professor deve estar preparado para. com o ensino e a aprendizagem. do cotidiano).. é indissociável da prática da avaliação (.

. II.)”. é indissociável da prática da avaliação (. III  e) itens I..  conduzindo  o  professor  a  uma  maior  compreensão  do  desenvolvimento  das  aprendizagens  do  aluno  e  da  sua  própria  intervenção  pedagógica.  Tal  procedimento intenciona:  RESPOSTA CORRETA: D 33  . dos objetivos pretendidos;  III) intervenção docente em função das necessidades de aprendizagens dos educandos.  RESPOSTA CORRETA: E  2.  Respostas dos Exercícios  1.  Qual(is) é(são) verdadeira(s)?  a) item I  b) item II  c) item III  d) itens I. II.  conduzindo  o  professor  a  uma  maior  compreensão  do  desenvolvimento  das  aprendizagens do aluno e da sua própria intervenção pedagógica.  competências cognitivas dos alunos;  Assinale a alternativa correta que aborde todos os elementos que compõem o processo de planejar e avaliar.  A  clareza  dos  objetivos  de  ensino  auxilia  o  trabalho  de  planejar­avaliar­replanejar  da  atividade  docente. Tal procedimento intenciona:  I) mapear a relação entre o ensino e a aprendizagem;  II) ajustamento do planejado.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  2. A clareza dos objetivos de ensino auxilia o trabalho de planejar­avaliar­replanejar da atividade  docente. a meu ver. “O planejamento.

 um cenário investigativo. “a avaliação da aprendizagem são termos que  assumem múltiplas dimensões porque estão atrelados a diferentes concepções”. portanto. no  sentido de superar valorações negativas. p. Como princípio.  conseqüentemente. o professor com sua prática pedagógica deve conceber  que a avaliação e o ensino devem ocorrer de forma conjunta.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  10  •  O  CENÁRIO  DA  AVALIAÇÃO  NO  ENSINO  DE  CIÊNCIAS.  é  preciso  conceber  que  a  aprendizagem  possui  várias  áreas  de  saberes.  para  ocorrer  aprendizagem  concomitante  ao  ato  avaliativo.  Os  elementos  de  aprendizagem  numa  perspectiva  interdisciplinar  devem  orientar  uma  revisão da prática pedagógica do professor ao atentar para as atividades/ trabalhos pedagógicos  solicitados aos alunos.  fenômeno  ou  situação. Os alunos ao ser atentamente ouvidos a respeito do tema que compõe os conteúdos  programáticos.  o  professor  em  sua  prática  pedagógica  deve  considerar  que  os  alunos  ao  ser  encorajados  em  sua  “sua  curiosidade  acerca  de  sua  própria  realidade”. HISTÓRIA E GEOGRAFIA  Em conformidade a Hoffmann (2003. em que os alunos deixam de ser meros  receptores de informação.  encaminhando­se  a  pensar  na  concepção.  por  parte  do  professor  e  deles  enquanto  aprendizes  pesquisadores.  o  professor.  os  conteúdos programáticos.  e  o  professor  deve  refletir  sobre  suas várias dimensões em sua prática pedagógica.  estão sendo considerados como aprendizes pesquisadores e protagonistas das próprias questões  de estudo.  a  curiosidade.  ao  propor  trabalhos/  atividades. pode se constituir em lócus privilegiado para o professor da disciplina. 34  .  Neste  cenário  educativo  instigador. desafiador. assim  como  perceber  as  várias  dimensões  de  qualidade  acerca  de  uma  pessoa.  objeto.  podemos apontar que avaliar está relacionado com a questão de atribuir um valor a algo.  a  pesquisa.  a  expressão  própria  do  estudante  devem  fazer­se  presentse  correspondendo  a  um  cenário  avaliativo  igualmente  investigativo.  deve  entender  a  necessidade de compor um cenário educativo instigador. Estes juízos de valor podem ser negativos ou positivos para quem avalia. focando­se na perspectiva interdisciplinar.45).  ocorrendo uma adequação entre o cenário educativo e o contexto avaliativo.  Com  isso. Assim. uma vez que se planeja e replaneja  para  atender  as  especificidades  que  compõem  cada  área  curricular  e.  são  encorajados  em  termos  de  sua  curiosidade  acerca  da  própria  realidade.  Segundo  Hoffmann  (2003:  48).  Neste  sentido.

  •  Acompanhar  verdadeiramente  os  múltiplos  significados  construídos  pelos  alunos. aponta algumas recomendações.  deve  focar e  valorizar  principalmente  expressões  singulares  de  noções  de  tempo  e  lugar. tais como a produção de narrativas e textos.  dos  interesses  transdisciplinares  decorrentes dos estudos realizados;  • Revisar os modelos avaliativos inseridos no contexto escolar;  •  Propor  modelos  avaliativos. Severas críticas 35  .  com  ocorrência  processual. O aprender a ser. utilizar  estas  recomendações  a todas as  áreas do currículo  escolar  se  constitui  em  encaminhamentos  rumo  a  aprendizagens  significativas.  no  sentido  de  permitirem  seus  posicionamentos.  Portanto.  das  dúvidas.  Com  isso. E  o professor.  A  defesa  desta  dimensão  interdisciplinar  está  respaldada  na  perspectiva  de  que  cada  uma  das  áreas  de  conhecimentos  necessita de saberes construídos em seu lócus individual e que ao longo do processo de ensino e  aprendizagem compõem o coletivo ensinado no sistema educativo.  pois  auxiliam  o  professor  na  construção de aulas interessantes que conduzem a aprendizagens significativas pelo aluno.  articulado  e  inter­relacionado  com outras disciplinas e séries;  • Elaborar correções conjuntas das avaliações realizadas.  construídas  pelos alunos.  filosofia. melhor aprenderá. como de áreas de conhecimento  diferentes;  • Utilizar os resultados avaliativos para uma revisão constante do planejamento.  segundo  Hoffmann  (2003:  51­2). estas atividades/ trabalhos devem preferencialmente ser realizados  nas formas dissertativas.  A  avaliação  na  disciplina  de  ciências  segundo  Hoffmann  (2003:  53)  deve  focar­se  em  questões de equilíbrio entre as questões conceituais e as experiências propostas.  as  atividades/  trabalhos  precisam  resultar  em  encaminhamentos  interdisciplinares. encaminhar­se­á para uma práxis ressingnificada  e refletida. que estas recomendações  são  de  extrema  importância  na  prática  pedagógica  do  professor.  fica  evidente  a  existência  da  inter­relação  das  áreas  de  estudo. Para tanto. Ela aponta.  com  as  disciplinas  de  língua  portuguesa.  Hoffmann (2003: 50­51).  ao  sentir­se  parte do processo educativo e valorizado pelo professor com tal propositiva.  a  expressão  própria  de  conceitos.  A  avaliação  na  disciplina  de  Historia  e  Geografia. ao revisar sua prática pedagógica. a convivência em espaços de pertencimento devem permear as  atividades/  trabalhos  solicitados  pelo  professor  aos  alunos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Para  a  construção  de  aprendizagens  significativas  na  área  de  história  e  geografia.  artes  e  outras.  Portanto.  uma  vez  que  o  aluno.

  Assim.  portanto. O equilíbrio entre essas duas questões faz­  se pertinente no sentido de que para o aluno aprender significativamente determinados conteúdos  programáticos é necessário que ele ressignifique questões práticas com as questões teóricas. das dúvidas. desenvolver uma prática  avaliativa.  IV)  Elaborar  correções  conjuntas  das  avaliações  realizadas.  a) item I. II.  V) Utilizar os resultados avaliativos para uma revisão constante do planejamento. III. conduz­nos a aprendizagens significativas e bem­sucedidas. de modo a privilegiar a expressão própria do pensamento do aluno e a oportunizar­lhes  vivências em ambientes interativo nas múltiplas e ricas fontes de informação sobre os objetos do  saber.  d) itens II.  2.  e) itens I.  c) itens I. II. Considerando a construção de aprendizagens significativas.  Exercícios  1.  II) Revisar os modelos avaliativos inseridos no contexto escolar. IV e V.  b) item II.  dentre  eles apontam­se  para  a  necessidade  de  conceber  a  avaliação como um projeto de futuro.  Nesse  sentido.  III) Propor modelos avaliativos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  têm sido feitas no sentido de superar práticas pedagógicas e avaliativas que enfoquem somente  uma  das  questões. com ocorrência processual.  qual  a  correta  indicação  das  afirmações  verdadeiras? São princípios universais: 36  . no sentido de garantir uma aprendizagem para toda a vida;  entender  que  valor  e/  ou  qualidade  da  aprendizagem  são  parâmetros  sempre  subjetivos  e  arbitrários  e.  Nos  sistemas de  ensino. dos interesses transdisciplinares decorrentes dos  estudos realizados. com os outros e com os objetivos do saber.  I)  Acompanhar  verdadeiramente  os  múltiplos  significados  construídos  pelos  alunos. alguns princípios são considerados universais ao conceber a avaliação mediadora  conforme  Hoffmann  (2003:  107­72).  com  áreas  de  conhecimento  diferentes. qual(is) a(s) correta(s)? Assinale a  alternativa que indica a melhor relação.  a  expressão própria de conceitos.  a  avaliação  na  disciplina  de  ciências  precisa  rever  práticas  em  que  se  privilegie  a  dimensão  teórica  em  forma  de  “decoreba”. articulado e inter­relacionado com  outras disciplinas e séries. Portanto. III e IV.  devem  se  constituir  em  temas  de  reflexão  e  consenso  no  coletivo  dos  professores e dos alunos; é preciso acreditar que toda a aprendizagem se dá na relação de saber  consigo mesmo.  ou  somente  as  experiências de laboratório ou em ambientes naturais.  Hoffmann  (2003:  107­72)  nos  aponta  que  alguns  princípios  são  considerados  universais  ao  conceber  a  avaliação  mediadora.

  III)  acreditar  que  toda  a  aprendizagem  se  dá  na  relação  de  saber  consigo  mesmo.  Considerando  a  construção  de  aprendizagens  significativas.  b) itens I. no sentido de garantir uma aprendizagem  para toda a vida.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  I) conceber a avaliação como um projeto de futuro. II e IV. Hoffmann (2003: 107­72) nos aponta que alguns princípios são considerados universais ao conceber a avaliação mediadora. II e III. II. qual a correta indicação das afirmações verdadeiras? São princípios universais:  RESPOSTA CORRETA: B 37  .  Respostas dos Exercícios  1.  d) itens II. III e IV.  Assinale a alternativa correta:  a) item I.  RESPOSTA CORRETA: E  2.  c) itens I.  IV)  desenvolver  uma  prática  avaliativa  de  modo  a  privilegiar  a  expressão  própria  do  pensamento do aluno e a oportunizar­lhes vivências em ambientes interativos nas múltiplas e  ricas fontes de informação sobre os objetos do sabe.  e) itens I.  qual(is)  a(s)  correta(s)?  Assinale  a  alternativa  que  indica  a  melhor  relação.  com  os  outros e com os objetivos do saber.  II)  entender  que  valor  e/  ou  qualidade  da  aprendizagem  são parâmetros  sempre  subjetivos e  arbitrários e. Nesse  sentido. devem  se  constituir em  temas  de  reflexão  e  consenso  no  coletivo  dos  professores e dos alunos;. portanto. III e IV.

.  Freqüentemente...  afetos e  razão. dificulta o diálogo.  como  tarefa  docente. Neste sentido. é considerada como tarefa escolar.  provas.  segundo Esteban (op. cit. durante muito tempo. p. apresenta­se como uma tarefa que isola os sujeitos.  reduz os espaços de solidariedade e de cooperação. a  avaliação é  concebida  como qualitativa.  Para  realizar  suas  atividades  avaliativas.  relatórios.  segundo Esteban  (2003:  14). inscrevendo­se num  conjunto de práticas sociais que toman o conhecimento como um meio para manipular e dominar  o  mundo. orienta a prática pedagógica”.  punições  ou  os  tratamentos  adequados  a  cada  caso”.  registro  de  notas. um  modelo de  transição.)  avaliar.  trabalhos  diversos.  O primeiro modelo. como pilhas de cadernos.) deve cercar­se de garantias para que o processo realizado  produza resultados verdadeiros.  media  relações.  Entretanto.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  11  •  O  CURRÍCULO  E  A  AVALIAÇÃO:  SER  PROFESSORA. “(.  o  docente  enfrenta  dúvidas  decorrentes  da  necessidade  de  chegar  a  uma  conclusão  sobre  a  aprendizagem  dos  alunos  e  alunas  e  expô­la  aos estudantes.. desejos e  possibilidades. A avaliação 38  .  exigindo  o  distanciamento  entre  o  avaliador e o avaliado.  A avaliação. estimulando a competição. AVALIAR E SER AVALIADA  Nos dias atuais. 15). fidedignos. uma vez que ao medir o conhecimento para  classificar os estudantes.  No  segundo  modelo.. a função do docente é informar  em que situação de aprendizagem se encontra o aluno e atribuir um valor a seus conhecimentos. dos sujeitos e da aprendizagem. que explicitem o real valor de cada um dos  alunos  e  alunas.  normatiza  sua  ação. a profissão docente envolve trabalhos diversos. compõem em seu bojo a predominância  das  idéias  de  mérito.  fichas.  mobiliza  corações  e  mentes.  ao  realizar  estas  atividades.  concebendo  o  aluno  como  um  sujeito  a­histórico  e  cumpridor  de  papéis  já  definidos  pelos que detêm o poder.  acontecimentos  cotidianos.  determina  continuidades e rupturas.  seguindo  o  modelo  classificatório.  punição  e  recompensa.  Dois  modelos  de  avaliação  ganham  destaque:  a  avaliação  classificatória  e  a  avaliação  qualitativa. o da avaliação classificatória.  o  docente  desconsidera  questões inerentes ao ato de ensinar e de aprender.  define  etapas  e  procedimentos  escolares.  terão  recompensas.  Com  esta  prática  avaliativa.  “(.  por ter como ênfase a compreensão dos processos.  julgamento. objetivos.  É  uma  tarefa que  dá  identidade à  professora.  o  docente. aos outros profissionais e aos pais.  os  quais  classificados  e  hierarquizados.

 Segundo Esteban (2003: 35). ao avaliar seus alunos.  se  conhecem;  ao  produzir  o  mundo  no  qual  vivem.  sobre  sua  atuação  no  coletivo;  pode  ir  ajudando  cada  um  de  seus  alunos  e  alunas  a  tomar  a  prática pedagógica.) Traz desafios que  podemos  enfrentar  vinculando nossa discussão ao  movimento em  que se  tece  o conhecimento­  emancipação”. é avaliado  num processo coletivo.  Deste  modo.  vão  esgotando  suas  possibilidades de vida individual e estreitando os laços que unem cada um à infinita rede da vida.  “(.  De  acordo  com  Esteban  (2003:  30). cooperativo e solidário.) cada um  de  seus  alunos  e  alunas.  se  produzem;  ao  viver.  a  avaliação  qualitativa.  A  defesa de Esteban está alicerçada no  pressuposto  de  que  aprendendo profundamente  os processos torna­se mais fácil ensinar e aprender.  sobre  os  quais  enfatizam  a  produção  do  conhecimento  como  processo  realizado  por  seres  humanos  em  interação.  anuncia  novas  possibilidades  que  conectam  a  avaliação  aos  processos  de  democratização da escola como parte da dinâmica de emancipação social.  principalmente àqueles pertencentes às camadas populares...  a  avaliação  qualitativa  deve  ser  pensada  e  realizada  numa  dimensão  de  investigação.  Exercícios  1. a avaliação não pretende controlar e classificar o rendimento do  aluno ou aluna. em especial da comunidade com suas dimensões de participação e  de solidariedade.. “(. pois ao conhecer a realidade sobre.. pois constitui um diálogo com experiências cotidianas na escola e com a formulação  teórica  em  que  ambos  indicam  alguns  desafios.  sobre  sua  ação  como  docente. dando­se ênfase aos aspectos subjetivo e  coletivo da avaliação.  compartilhando  o  processo  e  investigando­o.  que. que busca a ampliação permanente da qualidade  da escola pautada na preocupação com o conhecimento a ser adquirido pelos alunos. como material para sua própria reflexão (.. mas  Assinale a alternativa correta que propõe um novo olhar da prática avaliativa 39  .. o processo aprenderensinar.  Ainda  conforme  Esteban  (2003:  35).  Neste  contexto.)  como  modelo  de  transição.  o  docente pode incorporar novos conhecimentos. permite transformações no processo. O docente.)”.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  qualitativa se propõe a reordenar do processo avaliativo pela incorporação de alguns princípios do  conhecimento­emancipação.  a  avaliação  qualitativa  enquanto  um  instrumento  investigativo  proporciona  reformular  outras  compreensões  das  vivências  compartilhadas  no  processo  pedagógico. (..  sobre  o  coletivo  do  qual  participam.. ao  conhecer.

  e) avaliação formativa e quali­quantitativa.  Respostas dos Exercícios  1.  b) avaliação qualitativa e formativa. mas  Assinale a alternativa correta que propõe um novo olhar da prática avaliativa  RESPOSTA CORRETA: E  2. Segundo Esteban (2003: 35).  c) avaliação classificatória e quantitativa. a avaliação não pretende controlar e classificar o rendimento do aluno ou aluna.  d) avaliação qualitativa e avaliação classificatória. Assinale quais os modelos de avaliação apontados no texto da aula:  RESPOSTA CORRETA: D 40  .  2. uma vez que com  os resultados é possível uma revisão das questões que não estão dando certo.  b) conceituar o aluno em bem sucedido ou mau sucedido;  c) culpabilizar o professor sobre a não aprendizagem do aluno.  d) culpabilizar as situações financeiras e familiares do alunos como a única responsável pelo  seu fracasso.  e) a avaliação deve promover uma reflexão entre o ensino e aprendizagem. Assinale quais os modelos de avaliação apontados no texto da aula:  a) avaliação qualitativa.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  a) hieraquizar os resultados da avaliação do aluno.

 Quando  refletimos  sobre  estas questões  que  pertencem  à  dimensão  das  práticas  pedagógicas.  a  avaliação  é  parte  integrante  do  currículo.  subjetividades  que  muito  influenciam  nos critérios a ser utilizados para se avaliar alguma situação de aprendizagem...  “(. mas depois não chorem se a prova for difícil.. Leia o texto complementar disponível no ambiente de estudo....)  nenhuma  discussão  curricular  pode  negligenciar  o  fato  de  que  aquilo  que  se  propõe  e  que  se  desenvolve  nas  salas  de  aula  dará  origem  a  um  processo  de  avaliação.  Podem conversar. Vocês  vão ver  no  dia  da  prova.  Possibilidade  O  incentivo:  hoje  você  conseguiu  só  um  pouquinho...  41  .  você  aprendeu  algo  de  que  você  não  sabia  quase nada. nós professores utilizamos qual avaliação? A avaliação enquanto  possibilidade ou como ameaça? Romper com esta dimensão da avaliação enquanto ameaça é  muito  difícil. assim como as  formas  com  que  se avalia  estas formas  de  apreensão.  na  medida em que a ele se incorpora como uma das etapas do processo pedagógico”.você  é  capaz..AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  12  •  AVALIAÇÃO  E  CURRÍCULO  NO  COTIDIANO  ESCOLAR  Segundo  Oliveira  e  Pacheco  (2003:  119)...  mas  amanhã  você  vai  conseguir  muito  mais..  Ameaça  Formas  de  ameaça:  Quem fizer  bagunça  tem  zero. veja só o quanto você conseguiu.  Pense  bem.  Ou  seja. não  podemos desvincular os saberes que os alunos vêm à escola produzir e buscar... Com isso.  pois  nós  professores  temos  nossas  histórias.  temos  olhares  direcionados  para  duas  vertentes – em nossas práticas.

  I)  Avaliamos  e  somos  avaliados  em  função  de  valores  e  possibilidades  e  características  de  nossas vidas cotidianas nas escolas; 42  ...  Exercício  1. Tal defesa está alicerçada no  princípio  de  que  muitas  são  as  experiências  enriquecedoras  implementadas  por  professores  e  professoras. nem tampouco os objetivos que pretendemos atingir ao trabalhá­  los com nossos alunos estão claros. 130).  Veja o exemplo disponível no ambiente de estudo.  uma das  questões  que  entravam a  prática  avaliativa  está  no  fato  de  os  avaliadores  terem  pouca  clareza  dos  objetivos  a  ser  verificados.  podemos  apontar  a  necessidade  de  construir  alternativas  diferenciadas  de  avaliação. sobretudo aqueles que já se naturalizaram como parte do processo de escolarização. auxilia no debate  sobre a avaliação e a mudança na prática pedagógica do professor. cit. que nos  habituamos a vê­los onde estão.  que  são  pertinentes  ao  texto  da  aula.  tanto  no  que  se  refere  aos  conteúdos  de  ensino.  com  as  do  Prof.  Assim.)  Repetimos  esquemas  de  avaliação.  muitas  vezes.  Segundo os autores (op.  esses  mecanismos clássicos são inadequados ao que tentamos inovar em nosso trabalho cotidiano”.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Uma proposta diferenciada de avaliação e os conteúdos clássicos: uma  breve síntese  Conforme é apontado por Oliveira e Pacheco  (2003).  apesar  de  saber  que.  Entretanto.. Dirceu. os conteúdos clássicos que fazem parte do currículo  e do processo de escolarização nem sempre são “(.  para  demonstrar  que  a  avaliação  está  intrinsecamente  relacionada  com  o  ensino e aprendizagem de saberes. p. nas diversas escolas por diferentes colegas.. veja o exemplo do Prof.  Dirceu.) questionados por nós.  pois  o  uso  e  discussão  de  experiência  já  em  curso.  Analise  as  alternativas  abaixo  e  verifique  quais  as  corretas.  desenvolvidas no cotidiano escolar. (. professores..  como  às  maneiras  de  ensinar  associando essa produção ao desenvolvimento de instrumentais de avaliação conexos com o que  procuram fazer em suas salas de aula.

 II.  desenvolvidas  no  cotidiano  escolar. Analise as alternativas abaixo e verifique quais as corretas.  b) alternativas I.  nas  diversas escolas por diferentes colegas.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  II)  O  uso  e  discussão  de  experiência  já  em  curso. entretanto a construção deles tem que estar  respaldada na sua eficácia em verificar o saber real dos alunos e alunas;  V)  Há  que  se  registrar  a  criação  de  espaços  nas  instituições  educacionais. III.  para  discussões  comprometidas com a melhoria dos instrumentos de avaliação.  RESPOSTA CORRETA: B 43  . de saberes e de processos de aprendizagem;  IV) Não existe o instrumento de avaliação perfeito. IV e V. III. e IV. III.  Assinale a alternativa correta  a) alternativas I e II.  e) alternativas II e IV. e IV. auxilia no debate sobre a avaliação e a mudança na  prática pedagógica do professor;  III)  Faz­se  necessário  que  se  procure  desenvolver  formas  e  instrumentos  de  avaliação  compatíveis com a pluralidade de pessoas. que são pertinentes ao texto da aula.  c) alternativas II.  Resposta do Exercício  1.  d) alternativas I.

  Se  refletirmos  sobre  os  índices  de  reprovação  e  os  anos.  métodos  específicos. avaliação participativa.  subáreas  com  características  diferentes. por avaliações rigorosas conduzindo o aluno  a  insucessos  ininterrupto. quando se fala em Avaliação Educacional.  de  rendimento  escolar  com  objetivo  de  macroanálises. concorrem também a falta de recursos humanos  que  tenham  domínio  deste  campo.  nos  dias  atuais.  A  falta  de  profissionais  com  base  sólida  em  avaliação  educacional  constituiu­se  num  entrave  referente  à  questão  do  domínio  adequado  do  campo  avaliativo e de seus avanços. o Saeb. o Provão. para estas relações.  O  fato  dos  processos  avaliativos  estarem presentes no cotidiano escolar. uma vez que fazer alunos “repetirem” o ano.  não  era  o  mote  das  discussões. Entretanto. Questões de reprovação e evasão se naturalizavam no cotidiano  escolar.  ou  de  desempenho. o  Enem.  Esta  seletividade.  é  considerada  um  campo  abrangente  que  comporta  teorias. o que vem  à  mente  é  a  de  rendimento  escolar. 44  . segundo Gatti (2001: 17). avaliação iluminativa ou compreensiva.  encontrou  grande  barreira  nos  vestibulares.  A  definição de Avaliação Educacional abarca avaliação de sistemas educacionais.  segundo  Gatti  (2001:  18).  avaliação  institucional  e  auto­avaliação  com  diferentes  enfoques  teóricos  como  avaliação  sistêmica. em todos os níveis de ensino.  processos.  Concorrem também nesta relação os exames de massa como os vestibulares.  Entretanto.  só  tornou­se  objeto  de  discussão  política  quando  um  número  significativo  de  estudantes.  Provão:  A  nomenclatura  Provão  foi  modificada  pelo  MEC  por  Sinaes  –  Sistema  Nacional  de  Avaliação  do  Ensino  Superior;  focado  no  ensino  superior  e  coordenado  e  supervisionado pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).  firmando­se  por  centenas  de  anos  a  avaliação  seletiva  como  cultura  preponderante.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  13  •  AVALIAÇÃO  EDUCACIONAL  NO  BRASIL:  PONTUANDO UMA HISTÓRIA DE AÇÕES  A  Avaliação  Educacional.  confundida  com  a  idéia  de  mediada  pontual.  ao  procurar  o  ensino  superior. de desempenho  escolar  em  sala  de  aula.  de  programas. Considerar que os modelos usuais de avaliação eram e são defendidos sob a égide da  preparação  de  elites.  na  década  de  60. faz com que as pessoas  relacionem de imediato a este tipo de avaliação quando se fala em avaliação educacional.  podemos  observar  que  somente  no  final  da  década  de  60  e  início  da  década  de  70  iniciaram­se  as  discussões  sobre  a  reprovação  e  evasão  escolar  em  massa  que  ocorria no ensino fundamental.

  no  fim  dos  anos  80  e  início  dos  anos  90. a avaliação.  as  perspectivas  tecnicistas são  incorporadas no  contexto  das políticas  desenvolvimentistas do período e. instituídas nacionalmente e.  tornando­se  um  obstáculo  à  continuidade  desses  processos  e.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Enem: Exame Nacional de Ensino Médio. neste panorama. são questionados alguns dos pressupostos avaliativos. em alguns Estados. uma  resistência  no  meio  acadêmico.  dificultando  o  trabalho  de  formação  de  equipes e a formação de outros.  dificultou­se ainda mais o seu fortalecimento enquanto campo de estudo e pesquisa.  principalmente  pela  incorporação dos testes objetivos.  Na  década  de 60. conseqüentemente. Porém. cada qual com seu modelo específico”.  com  a  introdução  de  políticas  educacionais.  isto  ocorreu  “em  razão das  políticas educacionais. No final da  década  70  e  início  de  80. Nessa época.  45  .  uma  vez  que  gerou  uma  desqualificação  dos  processos  avaliativos. Entretanto.  devido  às  discussões  sobre  o  acesso dos alunos ao ensino superior e os vestibulares se constituírem em órgão seletivo. se comparada  à  atenção a  ela dada em  outros  países.  a  avaliação  é  colocada  sob  suspeita. nas primeiras décadas do século XX. esta área só mereceu atenção e análise crítica há pouco tempo.  não  se  enfatizando  a  avaliação  nas  produções  acadêmicas. ainda ocorrem dificuldades no sentido  de formação de especialistas na área avaliativa.  Essas  questões  constituem­se  num  entrave  para  a  consolidação  do  campo  avaliativo  no  país.  Conforme  Gatti  (2001: 18). “essa iniciativa do  Ministério  da  Educação  logo  é  acompanhada  de  iniciativas  semelhantes  em  outros  Estados  da  Federação. Tal fato pode  ser observado quando. pela ampliação do debate  sobre  os  problemas  que  envolvem  a  reprovação  escolar  das  pessoas  social  e  culturalmente  desfavorecidas”.  Saeb – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica. no sentido de estruturar um  sistema nacional de avaliação da educação básica.  Entretanto. a carência de formação básica na  área  avaliativa  não  era  contemplada  em  cursos  superiores. devido à égide da psicometria. Segundo Gatti (2001: 19).  O desenvolvimento do campo avaliativo no Brasil se deu de forma truncada.  conseqüentemente.

 devido à égide da psicometria.  ou  de  desempenho. IV e V. devido à égide da psicometria. Entretanto. Segundo Gatti (2001: 17). existem outras modalidades de avaliação educacional; neste  sentido.  Entretanto. a definição de avaliação educacional abarca:  RESPOSTA CORRETA: C  2. a definição de  avaliação educacional abarca:  I) avaliação de sistemas educacionais  II) avaliação do rendimento escolar com objetivo de macroanálises  III) avaliação de programas  IV) avaliação institucional.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Exercícios  1. Assinale a alternativa correta.  e)  quando  conforme  as  determinações  pessoais  e  individuais  construir  suas  orientações  avaliativas.  ou  de  desempenho.  o  que  vem  à  mente  é  a  de  rendimento  escolar. uma resistência  foi  construída  no  meio  acadêmico.  d) itens II e III. Tal fato pode ser  observado:  a) quando nas primeiras décadas do século XX.  Assinale  a  alternativa  correta.  não  se  enfatizando  a  área  da  avaliação  nas  produções  acadêmicas.  Respostas dos Exercícios  1.  Segundo  Gatti  (2001:  17).  quando  se  fala  em  avaliação  educacional. III e IV.  O desenvolvimento do campo avaliativo no Brasil se deu de forma truncada.  b) itens II e V. III. ocorreu um acordo e aceite pelo meio acadêmico. o que vem à mente é a de  rendimento  escolar. II.  c) quando.  confundida  com  a  idéia  de  mediada  pontual.  2.  Tal  fato  pode  ser  observado:  RESPOSTA CORRETA: A 46  . confundida com a idéia de mediada pontual. como uma necessidade.  c) itens I. II.  b) quando se enfatizou a avaliação educacional nas produções acadêmicas.  O  desenvolvimento  do  campo  avaliativo  no  Brasil  se  deu  de  forma  truncada.  d) quando a avaliação é colocada aceita. existem outras modalidades de avaliação educacional; neste sentido.  a) itens I e V. devido às discussões sobre o  acesso dos alunos ao ensino superior e os vestibulares se constituírem em órgão inclusivo.  e) itens I. auto­avaliação  V) avaliação repressora  Assinale a alternativa correta que aborde todos os elementos da definição. quando se fala em avaliação educacional.

 diretores e escolas públicas e privadas em todo o Brasil.  com  isso.  e  da  3ª  série  do  ensino  médio.  Esse  programa  avaliativo foi  aplicado  pela  primeira  vez  em  1990.  Saiba mais visitando o site http:// www.  Vale  ressaltar  que  os  programas de avaliação são desenvolvidos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas  Educacionais Anísio Teixeira). é de que seu objetivo é apoiar municípios.  A delimitação do universo  amostral  tem  como  sujeitos  os  alunos  da  4ª  e  8ª  séries  do  ensino  fundamental. Vale.  objetivando  prover  informações  para  tomadas  de  decisão.  responsável  pela  operacionalização do programa. é  realizado  a  cada  dois  anos  pelo  Inep  e  pelo  Ministério  da  Educação  e  Cultura  (MEC). estados e a União na  formulação  de  políticas  que  visem  à  melhoria  da  qualidade  do  ensino.br Os programas avaliativos de massa defendem que o seu objetivo é conhecer os entraves e  as  facilidades  dos  níveis  de  ensino  e.gov. portanto. O  Saeb  inicia  suas atividades  em  1993. professores. de forma sintética.inep.  O interesse pela área da avaliação no sistema educacional brasileiro pode ser observado  pelo  desenvolvimento  de  programas  de  avaliação  em  larga  escala. o conjunto dos educadores que refletem sobre a temática avaliativa está preocupado  em desenvolver uma análise crítica do papel da avaliação educacional no cotidiano escolar.  que fazem  provas de  língua  portuguesa e  de  matemática. o Enem e o  Saeb.  O  discurso  veiculado  pelo  Instituto.  viabilizar  políticas  públicas  educacionais  com  intervenções pautadas na realidade pesquisada.  contemplando  os  mais  diversos aspectos das políticas educacionais.  em  que  existem  os  mais  variados  fundamentos  e  propostas  avaliativas.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA 14 • AVALIAÇÕES EM LARGA ESCALA  No  panorama  educacional.  A  relevância  desse  programa  é  apontada  pelo  Inep  enquanto  elemento  desencadeador  de  políticas  educativas.  Sintética:  A  pesquisa  e  a  coleta  de  dados  que  estão  incorporados  neste  texto  foram  realizadas  no  Inep  –  Instituto  Nacional  de  Estudos  e  Pesquisas  Educacionais  Anísio  Teixeira sobre os sistemas avaliativos: Saeb; Enem; Sinaes. apontá­los.  que  coleta  informações sobre alunos.  47  . o Provão.  O  Saeb.  O  Saeb  ­  Sistema  Nacional  de  Avaliação  da  Educação  Básica  diz  respeito  ao  ensino  fundamental.

  O  Exame  Nacional  do  Ensino  Médio  (Enem)  é  um  programa  avaliativo. dando­  lhes novo significado.  de  14  de  abril  de  2004.  que  verifica  o  desempenho  dos  estudantes  do  ensino  médio.  Rio  de  Janeiro  (1999).  espaço  físico.  oferecendo ao estudante a  possibilidade  de fazer uma  auto­avaliação  sobre  seu  nível de conhecimento e desempenho.  Pernambuco  (1987). seu perfil e condições;  •  ao  processo  de  ensino  e  aprendizagem  por  meio  de  documentos  e  pareceres  de  professores sobre o planejamento do ensino e da escola.  questionários  aos  professores  e  diretores.  Concluindo.  destacando­se os de São Paulo (1992).  Criado  pela  Lei  n°  10. mapeando o nível sócio­econômico dos alunos. rompendo com o caráter de conotação punitiva e depreciativa da avaliação. Paraná (1995). Minas Gerais (1992).  a  divulgação  e  disseminação  dos  resultados.  Ele  é 48  .  O  Enem  obedece  a  uma  nova  concepção  de  avaliação.  colaborando  com  as  instituições  de  ensino  em  seus  processos  seletivos  e. questionários  sócio­econômico  aplicados  a  eles. o Saeb serviu de princípio na construção de Sistemas Regionais de Avaliação.  e  com  essas  experiências  de  avaliação  regionais possibilitou­se a formação de técnicos e pesquisadores na área temática nos sistemas  de ensino e nas Secretarias de Educação Estaduais. Com isso.  especialmente.  instalações.  o  processo  de  amostragem  é  insuficiente  para  mapear  a  realidade  educacional.  recursos e materiais didáticos.  Vale  destacar  que  severas  críticas  têm  sido  feitas  ao  Saeb:  que  os  modelos  de  provas  deveriam  ser  diversificados.  assim  como  a  apropriação  dos  resultados nos níveis de gestão educacional nem sempre são considerados no desencadeamento  de alternativas locais para saná­las.  e  questionários  sobre condições da escola.  que  conferissem  à  avaliação  seu  caráter  de  instrumentos  de  revisão  são  fortalecidos.  equipamentos.  Os instrumentos de coleta de dados ocorrem por meio de provas dos alunos.  o  Sistema  Nacional  de  Avaliação  da  Educação  Superior  (Sinaes)  é  o  novo  instrumento  de  avaliação  superior  do  MEC/Inep. Ceará (1996). novas posturas sobre o trabalho  sócio­comunicativo.861. relacionado ao desempenho do aluno;  • ao contexto. a  utilização do tempo escolar e as estratégias de ensino;  •  aos  insumos  referentes  à  infra­estrutura. o projeto político pedagógico. Bahia  (1999).AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Saeb está dividido em quatro dimensões:  • ao produto.

br Os processos avaliativos são coordenados e supervisionados pela Comissão Nacional de  Avaliação  da  Educação  Superior  (Conaes). a extensão. pois retoma o controle.  na  própria  instituição  de  ensino  superior. entre outros aspectos.  O Sinaes tem a proposta avaliativa de que é possível avaliar todos os aspectos que giram  em torno dos eixos: o ensino. a pesquisa. utiliza para a seleção o número  da  inscrição. para orientar políticas públicas; e pelos estudantes. suas  habilidades e competências.  dos  cursos  e  do  desempenho dos estudantes. o corpo docente. As informações obtidas com o Sinaes são utilizadas pelos Institutos de  Ensino  Superior  (IES)  para  orientação  da  sua  eficácia  institucional  e  efetividade  acadêmica  e  social; pelos órgãos governamentais.  Adentrando os pressupostos avaliativos inseridos nas concepções de avaliação de massa (Saeb.  Enade. Com os resultados das avaliações.  A  operacionalização  do  processo  avaliativo  é  de  responsabilidade do Inep.  e  a  participação  no  exame  constará  em  documentos  como  o  histórico  escolar  do  estudante  ou. podemos observar o Estado enquanto avaliador.  dos  alunos  habilitados  a  fazer  a  prova. A metodologia utilizada para a coleta de dados e seleção do universo  a  ser  pesquisado  é  realizada  por  amostragem. a defesa pelo MEC/Inep é de  que é possível traçar um panorama da qualidade dos cursos e instituições de educação superior  no país.  O  Sinaes  tem  uma  série de  instrumentos  de  coletas de  informação  complementares  que  abarcam:  auto­avaliação. as instalações. ao escolher os sujeitos participantes da amostra. a responsabilidade social.  Saiba mais visitando o site http:// www.  O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) tem o objetivo de aferir o  rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos.  instituições  acadêmicas  e  público  em  geral.  condições  de  ensino. a gestão da instituição.  O Inep. aquele que reforça o poder de  regulação.inep. o desempenho  dos alunos.  avaliação  externa.  sua  dispensa  pelo  MEC.gov.  Enem e Sinaes). pais de  alunos.  49  .  para  orientar  suas  decisões  quanto  à  realidade dos cursos e das instituições. a responsabilização e a prestação de contas relacionados com  os resultados educacionais e acadêmicos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  formado  por  três  componentes  principais:  a  avaliação  das  instituições.  quando  for  o  caso.  e  instrumentos  de  informação (censo e cadastro).

 diretores e escolas públicas e privadas  em  todo  o  Brasil;  é  realizado  a  cada  dois  anos  pelo  Inep  e  pelo  Ministério  da  Educação  e  Cultura (MEC). e  da 3ª série do ensino médio. que fazem provas de língua portuguesa e de matemática. diretores e escolas públicas e privadas em todo o Brasil; é realizado a cada  dois anos pelo Inep e pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). professores.  a) Mapear o nível sócio­econômico dos alunos. instituições  acadêmicas e público em geral.  Assinale qual o universo amostral e os níveis de ensino e as áreas avaliadas pelo Saeb.  b)  Verificar  o  processo  de  ensino  e  aprendizagem  por  meio  de  documentos  e  pareceres  de  professores  sobre  o planejamento  do  ensino  e  da  escola.  e)  O  universo  amostral  tem  como  sujeitos  os  alunos  da  4ª  série  do  ensino fundamental.  c) Prover informações para tomadas de decisão.  a  utilização do tempo escolar e as estratégias de ensino. para orientar suas decisões quanto à realidade dos cursos e das  instituições. professores.  Assinale qual o universo amostral e os níveis de ensino e as áreas avaliadas pelo Saeb.  d) O universo amostral tem como sujeitos os alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental. O Saeb coleta informações sobre alunos.  o  projeto  político  pedagógico.  Exercício  1. contemplando os mais diversos aspectos das  políticas educacionais. para orientar políticas públicas; e pelos Estudantes.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  As  informações  obtidas  com  o  Sinaes  são  utilizadas  pelos  Institutos  de  Ensino  Superior  (IES) para orientação da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social; pelos Órgãos  Governamentais. pais de alunos. O Saeb coleta informações sobre alunos.  que  fazem provas de língua portuguesa.  RESPOSTA CORRETA: D 50  . seu perfil e condições. ciências e matemática.  Resposta do Exercício  1.

  geral  ou  profissional  que  parte  do  desenvolvimento  de  competências está relacionada aos efeitos da globalização. Esta nova ordem econômica.  É  observável.)  A formação  educacional.  a  necessidade  de  ter  comportamentos  e  atitudes  que  traduzem  eficiência.  Apregoa­se  também.  no  ambiente  social. a educação pode assumir uma função mediadora nesta  seletividade.  a  crescente  preocupação  com  as  relações  entre  formação  de  competências.  segundo  Novaes  (2001:  95)  “esses  conceitos  são  citados  em  diferentes  contextos.  Severas  críticas  sobre  estes  termos  têm  sido  feitas.  havendo  grande  ambigüidade  quanto  ao  seu  significado. ainda.  sobre  conhecimentos. em  que  apregoa o  equilíbrio global  das  posições  e  uma  divisão  simétrica  de  trabalho  (. que o desenvolvimento destas capacidades deve estar relacionado a  uma  visão  positiva  de  que o  conhecimento não está pronto e acabado. de Gláucia Torres Franco Novaes. Neste sentido.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  15  •  COMPETÊNCIAS  NO  EXAME  NACIONAL  DE  CURSOS  Resenha  realizada  para  fins  acadêmicos  do  artigo  “Competências  no  Exame  Nacional  de Cursos”.  As  discussões  atuais.  a  partir  dos  anos  90.  na  educação formal.  estão  respaldadas  no  pressuposto  de  que  mais importante do que reter informações e dominar técnicas é a capacidade que a escola deve  ensinar aos seus alunos de perceber em que momento e como utilizar determinado conhecimento.  devido  à  implantação  e  implementação  das  avaliações  em  larga  escala. uma  vez  que  as  competências  são  formadas  ao  longo  da  vida.. Os  termos  “habilidades  e  competências”  tornaram­se  corriqueiros  na  linguagem  educacional  brasileira.  o  que  se  pressupõe  a  habilidade  do  autocontrole  e  monitoramento de sua aprendizagem. e  sim  em  construção..  no  sentido  de  redefinirem­se  51  .  (.  pode  acarretar  a  exclusão  social  de  um  contingente de pessoas”.  no  trabalho.  em  vários  países. em que  a  igualdade  social  resume­se  à  igualdade de  oportunidades. uma vez que nem sempre uma revisão das questões de ensino e aprendizagem são  ressignificadas no sentido de uma práxis efetiva.  educação  e  mercado  de  trabalho.  então.).. o  que aponta para um perfil de sujeito em constante revisão e incorporação de novos saberes.  uma  vez  que  se  fez  necessária  a  elaboração  das  diretrizes  curriculares para cada nível de ensino a ser avaliado..  Vale apontar.  pertinência  e  responsabilidade  social.

 atitudes.  psicologia.  boa  auto­estima. dos processos grupais e dos aspectos  associados ao contexto. os avaliativos são baseados em  modelos de competência que consideram três conjuntos de habilidades:  • Básicas – ler.  considerada somente para conceber habilidades e competência para o mundo do trabalho. em Inglês Competência  como  conjunto  de  atributos  concentra­se  nas  qualidades  e  nas  capacidades  gerais  indispensáveis  para  o  desenvolvimento  eficaz.  Os  modelos  de  competência  tomam  por  base  as  teorias  advindas  da  antropologia.  é  possível  verificar  forte  tendência  à  incorporação  das  idéias  oriundas  das  teorias  cognitivas  enquanto  campo  de  estudos  que  abrange  inúmeras  correntes  de  pesquisa. calcular. Neste sentido.  eram determinados também os critérios e as condições para a sua avaliação. DACUN. conseqüentemente. economia e administração entre outras.  mas  desconsidera  o  contexto em que devem ser aplicados. valores e  habilidades. essa metodologia de definição dos objetivos educacionais.  52  . que compilou idéias de Legrand e Reunier.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  metodologias  alternativas  para  definir  as  competências  desejáveis. sociologia. pedagogia. programas educacionais e. necessários para o desempenho em situações específicas.  DACUN: Sigla de Desenvolvimento Curricular.  sem  considerar os efeitos das capacidades subjacentes a eles.  Destacam­se  as  vertentes defendidas por Perrenoud (2000). Em conformidade a Novaes (2001: 96­7).  A abordagem como competência em relação holística ou integrada considera que esta  competência é uma combinação complexa de atributos como conhecimentos.  representantes  da  sociedade  e  entre  empresários  eram  utilizadas  para  coletar  quais  as  habilidades e atitudes esperadas em determinadas áreas de trabalho. diferentes  modelos  definem  competência:  na  abordagem  da  competência  como  um  conjunto  de  tarefa. resolver problemas;  •  Qualidades  pessoais  –  ter  responsabilidade.  Com isso. Estas competências eram  incorporadas aos objetivos a  ser  alcançados  na educação profissional.  ela  é  analisada  pela  observação  direta  do  desempenho  em  tarefas  independentes. ouvir e falar;  • Raciocínio – criar. tende  a ser incorporada também na educação geral.  em  que  se  destacam  características  implícitas  como  o  conhecimento  e  o  pensamento  crítico.  sociabilidade  e  integridade.  Além das  competências.  Reuniões  entre  educadores. decidir. escrever. filosofia.  No início dos anos 70.

  mas  apresentam  avanços e limitações que precisam ser aprofundados. destacando­se as de  maior relevância. político e econômico. que inclui processos  de assimilação de estímulos do ambiente e uma posterior acomodação de uma estrutura  mental.  Conforme Novaes (2001: 102). a teoria sócio­  histórica de Lev Vygotsky. Neste contexto.  que  são  dependentes  da  maturação.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Segundo  Novaes  (2001:  99­101).  a  determinação  política  e  o  envolvimento  de  toda  a  comunidade. a partir de esquemas  sensório­motores. e as teorias do processamento de informação.  incluindo  a  justiça  social. As  transformações  estruturais da inteligência se dão num crescente de complexidade. utilizando­se de fatores para conceituar a inteligência;  • A teoria psicogenética – a função da inteligência e de adaptação.  o  lócus  educacional  precisa  viabilizar  oportunidades  que  estimulem  a  competência  para  além  das  habilidades  cognitivas  e  sociais.  encaminhando­se  também  para  a  incorporação daquelas habilidades de cunho social. o perfil  do  cidadão  precisa  ir  além  da  educação  formal. a teoria psicogenética de Jean Piaget. todos os posicionamentos aqui resumidos são importantes  para  a  compreensão  do  desenvolvimento  das  habilidades  e  competências. as teorias psicométricas.  •  As  teorias  psicométricas  –  estabelecer  padrões  cognitivos  estáveis  nas  diferenças  intelectuais individuais. 53  .  concretos.  Tal  defesa  está  alicerçada  ao  fato  de  que  as  habilidades  avaliadas  estão  além  daquelas verificadas no sistema avaliativo proposto pelas instituições educacionais. a  área  educacional  incorporou  em  diversos  momentos.  apontando  para  a  necessidade  de  um  suporte  mais  amplo.  Desta  forma. das experiências e da influência do ambiente social;  •  A  teoria  sócio­histórica  –  os  fenômenos  psicológicos  são  elaborados  pela  interação  social e pelo uso de tecnologias. principalmente o instrumental lingüístico;  •  As  teorias  do  processamento  de  informação  –  retratam os  caminhos pelos quais  as  pessoas  representam  e  processam  mentalmente  as  informações  e  os  estímulos  do  ambiente  em  diferentes  fases  da  vida.  simbólicos  e  lógicos­formais.  por  intermédio  do processo auto­regulatório  de  equilibração.  os conceitos de gênese e desenvolvimento cognitivo da área da psicologia.  num  processo  contínuo  de  ampliação  da  complexidade das operações mentais.

 conseqüentemente.  Resposta do Exercício  1. Os programas  educacionais  e.  c) as de cunho sócio­construtivista – como a integração entre os sujeitos e o conhecimento. sociabilidade  e integridade. Assinale a alternativa que explica quais são estas competências:  RESPOSTA CORRETA: A 54  .  d) as secundárias – como aquelas responsáveis pela manutenção das habilidades básicas.  escrever.  os  avaliativos são baseados  em modelos  de competência  que consideram  três  conjuntos de habilidades. conseqüentemente.  resolver  problemas; as de qualidades pessoais – ter responsabilidade. Os programas educacionais e. Assinale a alternativa que explica  quais são estas competências:  a)  as  básicas  –  ler.  ouvir  e  falar;  as  de  raciocínio  –  criar.  calcular. os avaliativos são baseados em modelos de  competência que consideram três conjuntos de habilidades.  b) as de fundo emocionais – como o auto­controle perante situações não vivenciadas. boa auto­estima.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Exercício  1.  decidir.  e) as relações intra e interpessoais – responsável pelo convívio harmônico entre os sujeitos.

 Segundo Gadotti (op. 55  . Discute­se sobre a avaliação institucional considerando­se que  ela tornou­se preocupação essencial para a melhoria dos serviços das escolas e universidades e. experiências e modelos  Segundo  Gadotti  (id.  Segundo  os  dirigentes  do  MEC. à qualidade do ensino. Por isso. nos  dias  atuais.). para a conquista de maior autonomia. em janeiro de  1995.  Segundo  Gadotti  (2005:  1).  esse  exame  destina­se  a  avaliar  os  cursos  superiores e as universidades – principalmente as particulares – e os alunos.  também.  não se constitui numa prática constante. logo que assumiu a presidência.  defendido  ardorosamente  pelo  então  Ministro  da  Educação. p. na política suscitada pela campanha do  governo federal na época de Fernando Henrique. 2). cot.  e  instituída  através  de  Medida  Provisória.  desde  a  década  de  30  a  avaliação  institucional  tem  sido  discutida no cotidiano educacional.  As discussões referentes ao modelo apregoado pelo MEC têm respaldo na questão de que  a  avaliação  da  aprendizagem  não  pode  ser  separada  de  uma  necessária  avaliação  institucional. aquela refere­se mais especificamente ao rendimento escolar do aluno.  Entretanto. Mesmo assim.  não  é  vista  como  um  instrumento  de  controle  burocrático  e  centralizador;  ela  é  defendida  enquanto  instrumento  necessário  para  a  administração  obter  conhecimento  da  realidade  em  conflito  com  a  autonomia  apregoada.  mesmo  que  elas  sejam  de  natureza  diferente:  enquanto  esta  diz  respeito  à  instituição.  mas inseparáveis no processo educativo. ela encontra resistências.  as  dificuldades  e  a  complexidade  da  implantação  de  um  processo avaliativo podem ser verificadas. e mais recentemente aos impactos dos custos da educação sobre os  orçamentos públicos dos governos.  Ela  está  sendo  institucionalizada  como  um  processo necessário para a melhoria do ensino. a avaliação institucional.  Paulo  Renato  Souza. São distintas. por exemplo.  ibid. à  articulação entre  a educação e  o processo de desenvolvimento do  país.  Controvérsias.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  16  •  AVALIAÇÃO  INSTITUCIONAL:  NECESSIDADE  E  CONDIÇÕES PARA SUA REALIZAÇÃO.  o  debate  desta  questão  está  especialmente  relacionado  aos  aspectos  de  expansão do atendimento.  em  torno  do  exame  exigido  de  todo  aluno  que  termina  o  curso  superior.

  A  avaliação  do  rendimento  dos  alunos  em  Minas  Gerais  foi  considerada prioridade. nas “Normas  regimentais  básicas  para  as  escolas  estaduais”.  ou  melhor.  a  avaliação 56  .AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  A  defesa  desta  vinculação  está  inserida  na  dimensão  de  que  o  rendimento  do  aluno  depende muito das condições institucionais e do projeto político­pedagógico da escola.  A  avaliação  institucional  tem  como  infra­  estrutura uma teoria que serve de base para orientar a linha de desenvolvimento da investigação  e os diretores de escola devem tê­la como aporte no desenvolvimento da avaliação institucional  na escola.  A  avaliação  de  um  sistema  educacional  resulta  de  um  conjunto  de  ações  que  não  pode  ser  improvisado. Art. 24).  Esta  dificuldade  está  em  como  colocar  em  prática  o  lido  e  discutido.  A  avaliação  institucional  precisa  ser  bem  planejada. p.  no  conselho  de  escola.  Como  é  verificável  tanto  no  Estado  de  Minas  Gerais  como  no  Estado  de  São  Paulo.  Em  princípio.  o  “Programa  de  Avaliação  da  Escola  Plural”  foi  implantado  em  1992.  Demo (1987) discute que para se iniciar um processo avaliativo de caráter institucional é  necessário  conceber  um  projeto  com  finalidades  bem  definidas.  Para  que  ele  seja  eficaz.  Mesmo  com  estas  fragilidades  referentes  ao  processo  avaliativo. “indissociável das outras quatro que compunham o Programa Mineiro de  Educação:  autonomia  da  escola.  o  processo  da  avaliação  institucional  está  centrado  na  escola. o caso de Minas Gerais pode ilustrar o que acabamos de afirmar. 196).  No Estado de São Paulo. Conforme  Gadotti (2005: 4).  uma  vez  que  é  concreta  a  situação  de  avaliadores  sem  uma  adequada  formação.  fortalecimento  da  direção  da  escola. Elas causam  insegurança  em  todos  os  avaliados.  sejam  eles  pessoas  ou  instituições. por onde começar um processo avaliativo.  desenvolvimento  dos  profissionais da educação e interação com os municípios” (Idem.  é  necessário  que  sejam previstas também as condições de funcionamento desses conselhos. a avaliação institucional está prevista.  como  “exigência  constitucional” (Constituição do Estado de Minas Gerais.  Como realizar a avaliação institucional  As ações referentes ao processo de avaliações sempre provocam polêmicas. Estas condições são  tanto de ordem estrutural (condições materiais e salariais) quanto de um bom referencial teórico.  contudo.  realizar  a  avaliação  institucional  é  um  grande  problema  nos  sistemas  educativos.  Apud  BITAR.  1998:  21­38). em resultados avaliativos cientificamente apurados” (Ana L. Antunes e Maria Alba de  Souza. desde 1997. e como “política de governo”  para  “fundamentar  decisões  que  objetivassem  a  melhoria  na  administração  do  sistema  educacional. Neste Estado.

  que  identificou  os  principais  desafios  institucionais  com  base  nos  diagnósticos  e  com  base nos dados quantitativos do diagnóstico geral. para realizar uma avaliação institucional.  portanto. além  da compreensão da tarefa educativa.  o  passo  seguinte  é  estabelecer  a  metodologia a ser utilizada. que compreende o conjunto de atividades de discussão do próprio processo  de avaliação; 57  .  Estas ações devem contar com algumas comissões: a primeira comissão é constituída de  representantes  da  comunidade  que  discutiu  o  projeto  e  elaborou  o  cronograma  de  avaliação;  a  segunda. Qual alternativa não reflete um desses passos?  a) Sensibilização.  Exercício  1. ex­alunos e pais.  sindicatos.  Gadotti sugere.  Definido  o  referencial  de  todo  do  processo  avaliativo. as questões que se constituem em entraves.  estratégia  central do processo;  •  Avaliação  externa:  considerada  como  a  estratégia  balizadora  das  análises  auto­  avaliativas;  •  Reavaliação:  se  constitui  na  prática  permanente  da  avaliação. os modelos metodológicos da  UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e os passos por eles criados:  • Sensibilização: compreende o conjunto de atividades de discussão do próprio processo  de avaliação;  • Diagnóstico: compreende o conhecimento mais completo possível da instituição;  •  Avaliação  interna:  envolve  a  análise  do  diagnóstico  e  a  auto­avaliação.  a  criação  de  uma cultura institucional da avaliação.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  institucional  tem  por  escopo  repensar  a  instituição. realiza a auto­avaliação; e a terceira comissão  deve constituir uma equipe de avaliadores externos que devem consultar a comunidade: usuários. a avaliação institucional constitui­se em uma ferramenta que diagnostica. Gadotti sugere. os modelos metodológicos da UFRGS  e os passos por eles criados.  objetivando  a  melhoria  da  qualidade  dos  serviços que ela presta à população. focando na sua  intervenção  o  saneamento  dos  problemas  detectados.  Com isso.  no  sentido  de  diagnosticar  a  realidade  e  intervir para melhorá­la. para realizar uma avaliação institucional.

 que compreende o conhecimento mais completo possível da instituição;  c)  Avaliação  permanente.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  b) Diagnóstico. Qual  alternativa não reflete um desses passos?  RESPOSTA CORRETA: C 58  .  que  envolve  a  análise  do  diagnóstico  e  a  avaliação  que  tem  o  resultado válido por toda a existência da instituição;  d) Avaliação externa. Gadotti sugere. para realizar uma avaliação institucional. considerada como a estratégia balizadora das análises auto­avaliativas;  e) Avaliação classificatória.  Resposta do Exercício  1. em que seja feita uma relação das outras instituições. os modelos metodológicos da UFRGS e os passos por eles criados.

 (Afonso: 39)  Com isso.  mobilizando  (ou  desvitalizando)  sinergias  e  aprofundamento  (ou  cerceando)  as  práticas  de  participação  democrática  e  incluindo  nas suas tarefas as questões pedagógicas e educacionais. aos gestores ou diretores cabe selecionar  qual  das  duas  ele  segue. Ao ser abordada  esta  conceituação. cit. e a segunda.  “como  os  diretores  ou  gestores  atuam. neste texto. numa dimensão crítica. ou pelo contrário.  “a  avaliação  da  gestão  das  escolas  é  uma  dimensão  especifica  da  avaliação  das  escolas.).  é  prerrogativa  inicial  a  discussão  sobre  o  papel  dos  seus  gestores  ou  diretores  e  as  atribuições  daqueles  que  são  incumbidos  da  responsabilidade  da  gestão. uma  vez que os responsáveis pelos órgãos de gestão não podem se indiferentes a nada do que ocorre  no  âmbito  da  escola. enquanto uma organização educativa complexa. são apontados. Especificamente. os elementos  pertinentes para pensar a avaliação das escolas e o lugar dos seus gestores ou diretores neste  processo.  conseqüentemente. 59  . ao avaliar a gestão escolar. Para tanto.  elas  direcionam  os  gestores  ou  diretores  para  determinada  prática  no  cumprimento de tarefas inerentes ao cargo.  Neste  sentido.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  17  •  AVALIAR  A  ESCOLA  E  A  GESTÃO  ESCOLAR:  ELEMENTOS PARA UMA REFLEXÃO CRÍTICA  Segundo  Afonso  (2003:  38).  não  somente  como  intermediários  entre  Estado  e  a  comunidade.  avaliar  as  escolas  envolve  também  avaliar  a  gestão  escolar  e.  A  primeira  conceituação  de  escola.  Com  o  propósito  de  reflexão.  por  suas  vez.  As fronteiras da avaliação da escola como organização educativa  complexa  Segundo Afonso (op. duas conceituações de escolas são apontadas.  está  relacionada  à  dimensão  de  organização burocrática. é preciso avaliar a própria escola no seu todo.  unidades  ou  contextos  organizacionais  que  podem  inserir­se  no  âmbito  mais  abrangente  da  chamada  avaliação  institucional”. à dimensão de organização educativa complexa.  avaliar  as  formas  de  gestão.  mas  também  quando  ajudam  (ou  não)  a  criar  condições para o  exercício  de  uma autonomia  real. ficando apenas nas  tarefas administrativas e burocráticas”.  E  são  muitas  as  dimensões  e  aspectos  que  o  gestor  deve  ter  em  consideração quando nos referimos à escola.  sendo  as  escolas.

  os  tipos  de funções  individuais  e  coletivas.  Assim.  as  tecnologias  ou  meio  disponíveis  para  alcançar  os  objetivos.  ao  realizar  as  suas  tarefas  devem  pautar­se  nos  objetivos  coletivos.)”.  enquanto  organização.  e.  mas.  as formas  de  avaliação  e  controle.  as  formas  de  participação  legítima  dos  diferentes  sujeitos  e  atores  educativos.  focada  numa  concepção  racional e  burocrática.  para  além  das regras formais e não­formais.  ainda.  a  escola  é  resultado  de. os  gestores  ou  diretores.  “actos  de  vontade  (individuais  ou  coletivos.  mesmo  confrontando­se  ainda  com  os  dilemas  que  advêm  de  mandatos  sociais. os  mecanismos de enquadramento  ou  de  sanção.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  A  escola  é  considerada.  os  professores  e  outros  atores  escolares  sabem  que a  escola.  Portanto. pressupondo que o lócus escolar integra outros aspectos e dimensões que estão muito  longe  de  configura­se  como  organização  burocrática.  Actos: Escrita nos padrões portugueses. de estimulação.  morfológicos  ou  materiais. bem como  heterogeneidade  e pluralidade  de  experiências  e  necessidades  de que  são  portadores  todos  os  sujeitos que a habitam”.  A  segunda  conceituação  de  escola  está  pautada  no  conceito  de  organização  educativa  complexa.  querendo  indicar  que  ela  deve  atender  aos  fins  ou  objetivos  educacionais  já  concluídos  e  prontos.. não  apenas pelos  seus  aspectos formais.  segundo  Afonso  (2003:  40). pedagógicos que apontam na contramão dos objetivos.  Heterogénea: Palavra acentuada de acordo com as normas ortográficas portuguesas.  “embora  apresente  algumas  dimensões  formais.  ou  de  poder  hierárquico.  mas também  (e  sobretudo) pela diversidade de funções que cumpre e de desafios que tem pela frente.  60  .  Conforme  Afonso  (2003:  40).  a  definição  e  articulação dos espaços e tempos pedagógicos.  Afonso (2003: 43) afirma que “a escola pública democrática é uma organização educativa  complexa.  por  muitos  gestores. políticos. de instrução. desenvolve no seu cotidiano relações de poder que muitas das  vezes  são determinantes na  hierarquização das funções  dos gestores ou diretores.  a  escola  tem  um  textura  social  e  organizacional  muito  mais heterogénea e diversa (.  os  currículos  e  programas  a  lecionar.  ao  contrário. Neste  sentido.  significando  que a  escola  não é fruto de  uma  evolução social  espontânea.  nas  funções de socialização e de promoção da cidadania.. de integração  e  de  controle  social. as relações possíveis e previsíveis de autoridade.  públicos  ou  privados)  e  que  implicam  a  prévia  definição  e  formalização de algumas das suas regras e pilares fundadores e estruturantes”.

 da eqüidade e da cidadania. Tal defesa aponta que o  papel dos gestores ou diretores deve estar equivalente com o discurso democrático. no que diz respeito a sua organização. com a sociedade e com o meio local. aos percursos  realizados e às propostas futuras contidas nos projetos escolares. Os valores de domínio público visam a  atender  às  necessidades.  respaldada em  ideais  democráticos.  Em  síntese.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Neste  sentido.  às  expectativas.  às finalidades  educativas. éticos e sociais que  implica reconhecer que em seu âmago existe conflito e confronto.  os  gestores  ou  diretores. ao conceber  a escola como uma esfera pública e democrática. dando voz aos atores educativos.  aos  currículos.  mas  também  na  qualidade democrática. às dimensões simbólicas e materiais. tanto às suas práticas quanto aos atores envolvidos.  aos  valores.  às  formas  de participação  de  tosos  sos  atores  educativos  e  suas  práticas  pedagógicas. 61  .  a  avaliação tem que ter a prerrogativa  de desenvolvimento pessoal e coletivo.  preocupações  e  propósitos  coletivos  da  sociedade. ou seja.  Assim.  a  gestão de uma escola pública é também uma gestão de processos políticos. devendo exigir. aos sucessos e insucessos.  ao  conceber  uma  escola  enquanto  organização  educativa  complexa. Na aula são apontadas duas conceituações de escola.  Neste  contexto. como os  valores coletivos da justiça.  a avaliação deve  ter  em  consideração  todos os  aspectos  da  vida da escola. deve estar prioritariamente a serviço de projetos  de  natureza emancipatória.  diversificados e distintos daqueles utilizados nos exames de larga escala. aos  meios  e  recursos. Elas direcionam os gestores ou diretores  para determinada prática no cumprimento de tarefas inerentes ao cargo.  I)  Concepção  racional  e  burocrática  significando  que  a  escola  deve  atender  aos  fins  ou  objetivos  educacionais  já  concluídos  e  prontos.  aos  constrangimentos. às relações interpessoais e às interações  com o Estado. aos órgãos de administração e gestão. muito menos uma empresa que oferece seus produtos  no mercado ou que vise fins lucrativo; deve­se priorizar os valores do domínio público.  Exercício  1.  os  gestores  ou  diretores  devem  considerar  que  a  qualidade  da  educação  escolar  não  se  consubstancia  apenas  na  qualidade  científica  e  pedagógica. que a  avaliação  das  escolas  públicas  se  estruture  através  de  procedimentos  mais  complexos.  na  dimensão  de  prestadora  de  serviços  educacionais. na construção  de alternativas para a construção dos encaminhamentos avaliativos emancipatórios.  Portanto pensar a gestão e a avaliação da gestão de uma escola pública implica que sejam  levados em consideração pelos gestores ou diretores aspectos e pressupostos como os fatos de  que: a escola pública não é uma empresa.

  III)  Escola padrão.  d) itens II e III. entretanto a escola tem uma textura social e  organizacional muito mais heterogênea e diversificada.  a) itens I e III.  Elas  direcionam  os  gestores  ou  diretores  para  determinada  prática  no  cumprimento de tarefas inerentes ao cargo.  Assinale  a  alternativa  que  representa  concepções  de  escola  que  atuam  no  sentido  de  uma  prática de gestão democrática.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  II)  Conceituação  de  escola  enquanto  organização  educativa  complexa.  RESPOSTA CORRETA: D 62  . considerada enquanto lócus de aprendizagem das questões estabelecidas  pelo Estado.  Resposta do Exercício  1.  b) itens I e II.  Na  aula  são  apontadas  duas  conceituações  de  escola.  pressupondo  que  o  lócus escolar integra algumas dimensões formais.  c) itens I.

  são  verificáveis  algumas  experiências  avaliativas  concernentes  à  fome.  contribuindo  para  seu  planejamento futuro. Exemplo disso pode ser observado nos projetos de cuidados  com  as  pessoas  em  estado  de  pobreza.  com  a  avaliação  de  impacto  ou  de  projetos  sociais.  em  vez  de  objetos da avaliação de impactos.  sociais  e  econômicas.  a  qualidade  e  a  eficiência  da  organização  (projetos  educacionais  pertencentes  aos  terceiro setor.  à  pobreza. tendo como pano de fundo sua contribuição aos objetivos institucionais. a avaliação de  impacto ou de projetos sociais pode ser uma grande aliada das organizações do terceiro setor.  A  avaliação  formal  de  avaliação  de  impacto  ou  de  projetos  sociais.  Entretanto.  Estes  métodos  de  pesquisa  focavam­se  nos  sujeitos  ativos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  18  •  AVALIAÇÃO  DE  IMPACTOS  OU  AVALIAÇÃO  DE  PROJETOS SOCIAIS  As  abordagens  iniciais  sobre  a  avaliação  de  impacto  ou  de  projetos  sociais  estão  localizadas  na  época  de  1950.  Portanto.  Desde  o  início  da  década  de  80.  A  principal  finalidade  de  uma  avaliação  de  impacto  ou  de  projetos  sociais  é  gerar  informações  e  conhecimentos  para  que  os  gestores  possam  tomar  decisões  que  aumentem  a  eficácia. Apesar de ter nascido sob a égide do controle.  no  Brasil.  suas  prováveis  conseqüências  ambientais.  aos índices de analfabetismos. a avaliação de impacto ou de projetos sociais é utilizada como meio de melhorar  os  projetos  existentes.  apesar  de  a  avaliação  formal  de  projetos  sociais  estar  em  fase  embrionária.  quando  avaliadores  procuram  incorporar  as  questões  avaliativas  às  perspectivas  locais  e  às  opiniões  da  comunidade  na  inclusão  de  métodos  de  pesquisa participativa dentro das estruturas nacionais.  propostas  avaliativas  focadas  na  ação  e  na  aprendizagem  participativas  baseadas  em  conceitos  que  consideraram  os  aspectos  históricos  e  antropológicos  das  comunidades são desencadeados.  surgiram  vários  métodos  de  pesquisa  que  visavam  a  tornar  as  pessoas  e  as  comunidades  partícipes  no  processo. antes  do  início  de um  projeto. ONGs).  aprimorar  o  conhecimento  sobre  sua  execução. no  sentido de integrar as possíveis intervenções antes das dificuldades e entraves aparecerem.  Neste  sentido.  com  o  objetivo  de  as  agências  de  desenvolvimento  usarem­nas  para prever.  ainda  é  embrionária. etc. 63  .

 estudos de  caso.  alguns  passos  são  considerados  de  suma  relevância  para  a  proposição  de  avaliação  de  impacto  ou  de  projetos  sociais.  Com a realização destas etapas. com o propósito de verificar se o projeto  ou programa produziu impactos e alterações em determinadas condições de vida da população.  usuários.  as propostas de  intervenção para sanar  os  entraves devem  advir  dos  dados  analisados. análise das  informações coletadas.  os  avaliadores  terão  em  mãos  informações  que  devem  ser  discutidas e  analisadas  junto  aos  interessados: funcionários.  parceiros e financiadores  da pesquisa.  parceiros  e  financiadores da pesquisa avaliativa.  Ao  concluir  estas  etapas. para possíveis intervenções de melhoria.  o  tipo  de  avaliação  e  a  abordagem  que  se  pretende  utilizar;  • Determinar as fontes a ser utilizadas – dados secundários e primários;  • Identificar o universo de estudo e os informantes;  • Definir a amostra e os procedimentos de amostragem;  • Escolher os métodos e os instrumentos para a coleta de dados – entrevistas.  Para  tanto.  Nesta perspectiva. ao avaliador é possível levantar elementos que permitam  verificar se ocorreram mudanças dos indicadores iniciais.  principalmente  quando  a  proposta  é  alavancar  maiores indicadores sobre as condições de vida da população referentes ao assunto avaliado:  •  Ter  clareza  sobre  os  objetivos. observações;  • Elaborar um plano para a realização do trabalho de campo – coleta de dados.  uma  vez  que  o  propósito  da  avaliação  de  impacto  ou  de  projetos  sociais  é 64  . divulgação dos dados coletados.  usuários.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  As  etapas  a  ser  realizadas  para  efetivar  um  processo  de  avaliação  de  projetos  sociais  envolvem as conseqüentes atividades:  • Planejamento do processo de avaliativo;  • Levantamento de dados com ênfase no campo a ser avaliado;  • Sistematização e processamento dos dados levantados na pesquisa de campo;  • Análise destes dados;  • Elaboração de relatórios com os resultados analisados da pesquisa de campo;  •  Veiculação  dos  resultados  junto  aos  interessados:  funcionários.

  I) Ter clareza sobre os objetivos.  RESPOSTA CORRETA: 65  .  c) itens I e II.  Resposta do Exercício  1.  d) item II. II e III. e o tipo de avaliação e a abordagem que se pretende utilizar;  determinar as fontes a ser utilizadas – dados secundários e primários; identificar o universo de  estudo e os informantes  II)  Definir  a  amostra  e  os  procedimentos  de  amostragem;  escolher  os  métodos  e  os  instrumentos para a coleta de dados – entrevistas. análise das  informações coletadas. estudos de caso.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  verificar  se  ocorreu  mudança  nos  indicadores  iniciais  referentes  às  condições  de  vida  da  população avaliada.  b) itens I.  Alguns  passos  são  considerados  de  suma  relevância  no  sentido  de  alavancar  maiores  indicadores.  e) item I. Alguns passos são considerados de suma relevância no sentido de alavancar maiores indicadores. observações;  III) Elaborar um plano para a realização do trabalho de campo – coleta de dados.  Quais são corretos?  a) itens I e III.  Exercício  1. divulgação dos dados coletados.

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  19  •  INSTRUMENTAIS  DE  COLETA  DE  INFORMAÇÕES  SOBRE A SITUAÇÃO DE ENSINO E APRENDIZAGEM  Técnica de observação  Segundo  Melchior  (1994:  76).  identificando  suas  dificuldades  e  avaliando seu desempenho nas diversas atividades realizadas e seu progresso na aprendizagem.  “observar  é  um  mecanismo  natural.  Por  meio  da  observação.  O registro das observações realizadas durante o processo de aquisição de conhecimentos  auxilia o professor a ter melhores condições para redirecionar seu trabalho. ao saber que são objeto de observação. Os autores na área da  avaliação  enfatizam  a  importância  da  observação  como  técnica  que  permite  ao  professor  acompanhar  o  desenvolvimento  do  aluno  em  todos  os  momentos. para ele melhor situar­se”. 66  .  A  observação  é. no sentido de ajudar  os alunos a construir novos conhecimentos.  através  do  qual  o  indivíduo fica informado sobre o seu contexto.  Vantagens e limitações de seu uso  As  vantagens  do  uso  da  observação  podem  ser  apontadas  enquanto  possibilidade  de  obter  informações  importantes  que  não são  constatas em  outros  instrumentos  avaliativos; o  seu  registro pode ser feito durante a atividade proposta; não requer a participação do aluno; facilita a  análise de todas as dimensões do comportamento humano.  a  técnica  mais  adequada  para  a  apreciação  dos  aspectos  do  desenvolvimento  que  não  podem  ser  aferidos  através  de  provas  ou  outros  instrumentos  avaliativos.  talvez.  As  limitações  do  uso  da  observação  ocorrem  quando  o  professor  permite  as  questões  subjetivas prevalecerem ao observar o aluno; os alunos.  podem  criar  situações  desfavoráveis  ou  favoráveis;  às  vezes  os  fatos  a  ser  observados  não  ocorrem;  número  limitado  de  fatos  e  pelo  pouco  tempo  que  o  professor  usa  para  realizar  as  observações.  o  professor  tem  possibilidade  de  melhor  conhecer  seus  alunos.

 dos trabalhos individuais e em grupos. turma:  Aspecto a ser observado: Habilidade de ler  Desempenhos  Sim  Às vezes  Compreende o que lê  Lê sozinho  Lê com clareza  Gosta de ler livros  Não  Observação  Ex: listas de verificação para toda a turma (assinalar com um X a afirmação mais correta).  Nome do aluno:  Série. das tarefas. uma vez que tudo vai depender da organização de cada um.  O  registro  poderá  ser  realizado  através  de  critérios  preestabelecidos;  serve  para  auxiliar  o  professor  a  dirigir  sua  atenção  para  determinados  aspectos.  Lista de verificação  É uma ficha contendo uma lista de desempenho e espaços para o registro da ocorrência  ou  ausência  da  atitude  observada.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Instrumentos de registro de observações  As anotações e registros podem ser referentes: à situação de leitura dos alunos; ao exame  dos cadernos. O professor poderá utilizar­  se de códigos para anotar. Ex:  listas de  verificação  para o aluno  (assinalar com  um X o que  considerar adequado  à  situação avaliada). etc. turma:  Aspecto a ser observado: Habilidades de subtração  Representa a  Desempenhos  Manipula materiais  fazendo  subtração através  subtrações  de desenho  Alunos  Ana Cristina  Ana Paula  Célia  Ramon  Rodrigo  Telma Calcula com  Resolve problemas  precisão através  com subtração  dos números  67  .  Série:  Série.

 capacidade de liderança. diferenciando uns dos outros; usar palavras  ou frases que tenham significado claro e inequívoco. tais como iniciativa. turma:  Aspecto a ser observado: Atitude em relação à autoridade  Desempenhos  Alunos  Ana Cristina  Ana Paula  Célia  Ramon  Rodrigo Respeitoso/  obedece por  hábito  Aceita toda  autoridade  Critica a  autoridade  Quer participar das  decisões sobre  seu ensino e sua  aprendizagem  68  . integridade.  São  instrumentos mais adequados para o registro de dados referentes às atitudes.  responsabilidade. turma:  Aspecto a ser observado: Habilidades em educação física  Freqüência  Desempenhos  Pratica esportes  Participa ativa­ mente dos jogos  Gosta de esportes coletivos  Gosta de esportes individuais  Nenhuma vez  Raramente  Habitualmente  Sempre  Ex: escalas para uso de grupo de alunos (assinalar com um X a afirmação mais correta).  Alguns cuidados são necessários na construção de escalas. como: determinar o objetivo a  ser  avaliado;  desdobrar  o  objetivo  em  desempenhos  observáveis;  estabelecer  dimensões  do  desempenho.  Nome do aluno:  Série.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Escalas classificatórias  Constam em uma série de informações referentes a um determinado objetivo e indicam o  grau.  a  freqüência  de  dados  referentes  ou  o  nível  em  que  o  comportamento  se  manifesta.  Série:  Série. de forma a construir uma escala; definir  os diversos graus ou níveis da escola com precisão. etc. especificando seus vários graus ou níveis.  Ex: escalas para uso individual (assinalar com um X a posição que considerar adequada). esforço.

  com base em impressão global dos indivíduos; evitar rigidez ou flexibilidade demasiada.  As  observações  devem  ser  complementadas quando os dados levantados forem frágeis. para não  mesclar o perfil do observado; evitar a colocação de todos os aspectos em uma posição mediana  da escala; ter cuidado no uso de alguns termos. 69  .  Considerações finais  A observação é uma técnica muito útil para o professor. pois apesar de ser um instrumento  importante.  tanto  na  sua  realização  quanto  no  seu  registro. se ele a considerar enquanto uma  atividade  científica.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Cuidados no registro das observações  O  professor  deve  atentar­se  para  algumas  questões  consideradas  de  suma  importância  quando  o  enfoque  está  no  preenchimento  das  fichas  de  observação:  não  permitir  que  sua  subjetividade interfira na objetividade do instrumento; evitar fazer registros de forma homogênea.  as  observações  são  insuficientes  para  o  professor  acompanhar  o  desenvolvimento  global de cada um dos alunos.

 tanto em relação às instruções como no que se refere às regras e à valorização  de  cada  questão. uma  vez que ajudam o professor com informações complementares sobre o assunto avaliado. a utilização de testes cresceu tanto. temos teóricos que defendem o seu uso se eles forem inseridos  no universo avaliativo enquanto um dos instrumentos de verificação da aprendizagem.  “no  Brasil. 70  .  Segundo  Melchior  (1994:  99).  entretanto  o  uso  de  testes  em  avaliação  do  processo  ensino  e  aprendizagem  ainda  é.  na  maioria  dos  casos.  que  passou  a  ser  em  muitos  casos.  Severas  críticas  têm  sido  feitas  aos  modelos  de  testes  utilizados  pelos  professores  no  universo  de  sal  de  aula.  através dos quais  consegue ampla divulgação.  estes  instrumentos  avaliativos  passaram  a  representar  tanto  para  os  pais  como  para  os  alunos  o  responsável  pela  aprovação  ou  reprovação. Na avaliação escolar.  Teste oral  Os  testes  orais  estão  respaldados  no  princípio  de  que  o  professor  precisa  verificar  a  organização mental do aluno referente ao conteúdo programático abordado em sala de aula.  são  feitas  inúmeras  críticas  em  relação  ao  uso  de  testes  na  avaliação escolar. desde o  início  da  década  de  60.  o  único  dado  considerado  pelo  professor  ao  emitir  um  resultado  da  etapa  de  desenvolvimento  de  seu  aluno”.  Eles  são  utilizados  para  verificar  os  processo  de  ensino  e  aprendizagem.  Conforme  Melchior  (1994:  93). Por outro lado.  o  instrumento  determinante do resultado do desempenho escolar.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  AULA  20  •  INSTRUMENTAIS  DE  COLETA  DE  INFORMAÇÕES  SOBRE A SITUAÇÃO DE ENSINO E APRENDIZAGEM  Técnica de testagem  A técnica de testagem caracteriza­se por apresentar uma situação comum a todos que a  ela se submetem.  o  uso  de  testes  de  modo  mais  generalizado  está  associado ao  início  do  seu  uso  em  exames  e  vestibulares.  Instrumentos de testagem: testes escolares  São instrumentos criados pelo professor com um o objetivo específico e destinados a um  determinado  grupo.      Portanto.

 É útil na avaliação de habilidades  específicas de executar uma tarefa proposta pelo professor.  correspondendo  em  espaços  em  brancos  (lacunas)  que  devem  ser  preenchidos  com  palavras  ou  números.  Normas  de  construção  são  questões  de  relativa  facilidade  de  construção;  as  normas  na  sua  construção  são:  evitar  fornecer  pistas para a resposta com a colocação dos artigos antes da lacuna; colocar em cada  frase o número de lacunas que não prejudique a clareza da mesma (no máximo 3); nas  lacunas  devem  constar  apenas  os  elementos  relevantes  da  sentença;  evitar  a  punibilidade de mais de uma reposta correta em cada lacuna; elaborar as sentenças de  forma clara.  Teste prático  Este teste pode ser utilizado durante o processo de ensino e aprendizagem.  Os tipos de questões objetivas mais utilizados são:  1)  Questões  de  lacuna  ou  complemento  –  são  sentenças  com  algumas  partes  (no  máximo  3). correção e boa dicção na área de línguas necessitam ser verificadas.  Estas  questões  admitem  uma  única  resposta  e  classificam­se  em  dois  grupos:  as  que  exigem  rememorização  das  respostas  e  as  que  exigem  seu  reconhecimento.  Normas  de  construção:  estas questões necessitam de certos cuidados ao ser construídas como: elaborar frases  curtas;  usar  preferencialmente  frases  positivas;  evitar  a  inclusão  de  expressões  que  sugiram  declarações  falsas  ou  verdadeiras;  construir  frases  a  partir  dos  elementos 71  .  para  ser  julgadas  e  ser  assinalada  uma  das  palavras  destes  pares:  certo  ou  errado;  verdadeiro  ou  falso.  Teste objetivo  O  teste  objetivo  compõe­se  de  questões  objetivas  que  avaliam  a  extensão  do  conhecimento  e  das  habilidades. uma vez que  coloca o avaliando em situação de execução de uma tarefa real. objetiva e precisa; reformular as frases do material de estudo ao reformular  a questão. e sim para aqueles em que a questão  da clareza.  2) Questões de certo ou errado; verdadeiro ou falso – esse tipo de questão consiste em  sentenças. o teste não é usado para todos os alunos.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  Em geral.  de  preferência  afirmativas.

 sem nenhum critério predeterminado.  Normas  de  construção: as questões de ordenação devem ser construídas considerando­se que ele  deve apresentar no mínimo três elementos para ser ordenados; evitar fornecer indícios  de  resposta;  deixar  claros  os  critérios  e  o  ponto  de  partida  da  ordenação  desejada;  manter  o  paralelismo  gramatical  entre  os  elementos  a  ser  ordenados;  de  preferência.  conforme  especificado  pelo  professor. sempre que possível. por sua vez.  completem gramaticalmente a parte do tronco; preferencialmente não usar a alternativa  todas as respostas acima.  etc;  construir opções formalmente paralelas do ponto de vista gramatical e que. 72  .  3) Questões de associação – são questões formadas por duas colunas.  se  numerando  ou  ligando.  nenhum.  explicando  a  forma  de  associação. as questões em ordem lógica.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  importantes do  conteúdo;  evitar frases  parcialmente  certas ou  erradas; não apresentar  frases verdadeiras ou falsas misturadas. entre as quais o  examinando  deve  estabelecer  algum  tipo  de  relação.  nem  tampouco  alternativas  que  abranjam  outras  alternativas. ou nenhuma das respostas; não fornecer pistas de respostas.  como artigos no início da alternativas que só servem para a alternativa correta; usar de  preferência  frases  positivas.  5) Questões de múltipla escola – são questões compostas de uma parte introdutória ou  suporte e de várias alternativas. sendo que uma delas deve ser a resposta.  se  cada  elemento  corresponde  a  um  ou  mais  elemento  da  outra  coluna;  elaborar  sempre  que  possível  frases  positivas;  evitar  uniformizar  a  extensão  das  opções;  fazer  a  segunda  coluna  com  mais  itens  que  a  primeira;  manter  a  homogeneização  quanto  ao  conteúdo  e  a  forma  gramatical;  não  construir  alternativas  que  englobem  outras;  não  incluir  mais  de  um  aspecto  do  conteúdo  na  mesma  opção;  apresentar.  geralmente.  nunca.  não  usar  alternativas  sinônimas.  entretanto  de  usá­las  coloque  destacada;  não  incluir  no  suporte informações desnecessárias; colocar em cada alternativa apenas uma parte do  conteúdo;  incluir  no  suporte  todas  as  palavras  que  seriam  repetidas  nas  alternativas. Normas de  construção:  as  normas  que  devem  ser  consideradas  são;  apresentar  todas  as  alternativas como plausíveis de ser as respostas; evitar incluir palavras ou expressões  como  todo.  somente.  é  provável.  Normas  de  construção:  na  organização  de  questões  deste  tipo.  não usar a forma negativa de redação; não incluir recomendações desnecessárias.  devem  ser  considerados  os  seguintes  aspectos:  elaborar  instruções  completas.  4) Questões de ordenação – são questões que solicitam do aluno que coloque em ordem  determinados  elementos.  muitas  vezes.

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 

6) Teste dissertativo – ele é preparado com questões em que o aluno elabora sua própria  resposta.  São  exemplos  de  questões  dissertativas  as  com  terminologias  como:  enumerar,  relacionar,  comparar,  selecionar,  descrever,  resolver,  explicar,  sintetizar,  esquematizar, interpretar, apresentar argumentos, discutir, etc. Normas de construção:  as  questões  dissertativas  são  relativamente  fáceis  de  ser  elaboradas,  entretanto  algumas  regras  devem  ser  atentamente  consideradas:  elaborar  questões  com  os  aspectos  relevantes  do  conteúdo  desenvolvido  e  de  acordo  com  as  habilidades  trabalhadas;  usar  linguagem  mais  simples  possível;  certificar­se  de  que  o  aluno  terá  tempo  suficiente  para  responder  o  teste  como  um  todo;  organizar  uma  chave  de  correção,  o  que  permite  a  descoberta  de  eventuais  defeitos  na  construção  das  instruções e questões; não oferecer escolhas de questões aos alunos. 

Exemplos 
Todos  os  modelos  de  questões  apresentados  a  seguir  foram  abstraídos da  referência  MECHIOR,  Maria  Celina.  Avaliação  pedagógica:  função  e  necessidade.  Porto  Alegre:  Mercado Aberto, 1994. (Série Novas Perspectivas).

• Questões de lacuna ou complemento  1) Escreva, nos espaços em branco, as palavras que completam a frase  a) Rita tem 3 vasos. Colocará 2 flores em cada vaso. Ele precisa ter ................... flores.  b) O estado de Santa Catarina faz parte da região........................................................  c)  Quando  nós  ......................................  (entrar/  futuro  do  subjuntivo)  em  férias,  vocês  .............................................. (voltar/ futuro do indicativo) a trabalhar.  d) Como se chama a capital do Rio de Janeiro?..................................................................  e) Escreva o nome do município em que moramos........................................................ 

• Questões de certo ou errado; verdadeiro ou falso  Leia a frase abaixo. Se a afirmativa estiver certa, coloque C. Se estiver errada, coloque E,  nos parênteses.  a) Os elétrons são partículas neutras que não possuem carga elétrica.(  ) 

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AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 

• Questões de associação  1) Numere a segunda coluna com a primeira, associando cada estado a sua capital  (1) Rio Grande do Sul                                  ( ) Florianópolis  (2) Santa Catarina                                        ( ) Curitiba  (3) Paraná                                                    ( ) Porto Alegre  (4) Pernambuco                                           ( ) Cuiabá  ( ) Salvador  ( ) Recife 

• Questões de ordenação  Numere  os  fatos,  colocando  os  números  de  1  a  5  nos  parênteses,  considerando  sua  seqüência cronológica.  a) (  ) Descobrimento do Brasil  b) (  ) Independência do Brasil  c) (  ) Proclamação da república  d) (  ) Vinda de D. João VI para o Brasil  e) (  ) Tratado de Tordesilhas 

• Questões de múltipla escola  1). Assinale as alternativas corretas:  São frações equivalentes:  a) 1/2 e 3/8  b) 3/5 e 6/10  c) 3/4 e 9/12  d)5/8  e 15/16  e) 4/6 e 12/12

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AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 

2) Assinale a alternativa correta:  Quantos elementos há num determinado conjunto se 1/5 deste conjunto corresponde a 3  elementos?  ( ) 25;               ( ) 15;                     ( ) 10;           ( ) 5;                ( ) 30. 

3) Assinale a alternativa que caracteriza a população urbana:  I) População cuja maioria trabalha em atividades secundárias e terciárias.  II) População cujo estilo de vida se caracteriza por intensas relações sociais e acentuada  receptividade a inovações.  III)  População  cujo  estilo  de  vida  é  preponderantemente  conservador  ,  muitas  vezes  resistente a inovações.  IV) População cuja maioria trabalha em atividades econômicas primárias. 

• Teste dissertativo  Apresentar argumentos sobre os conceitos de correspondência defendidos por Giroux.

75 

  A.). 76  .  e  MOLL.  Currículo  e  Avaliação. Campinas: Papirus. 2. The curriculum.  DEMO.  “Fracasso­Sucesso:  o  peso  da  cultura  escolar  e  do  ordenamento  da  educação  básica.  Avaliação  mediadora:  uma  prática  em  construção  da  pré­escola  à  universidade. 1999.  Escola.  “Avaliar  a  escola  e  a  gestão  escolar:  elementos  para  uma  reflexão  crítica.  &  MADAUS.  Almerindo  Janela. Lizelle de Moura.  Avaliação  educacional  escolar:  para  além  do  autoritarismo. Avaliação qualitativa. São Paulo: Cortez.  BLOOM. Erro e fracasso na escola – alternativas teóricas e práticas. (org). Porto Alegre: Mediação.  Porto Alegre: Educação & Realidade. In:  OLIVEIRA.  Para  além  do  fracasso  escolar.  Avaliação sob o olhar propedêutico. 1996. 1984.  Campinas: Papirus. 1997. Porto Alegre: Artmed.  Handbook  on  formative  and  summative evaluation of student learning. p. 3.  J.  ed. 61.  Avaliação desmistificada. Geraldo M. Célia Maria; GUIMARAES.  DAVID. New York: Arno Press & The New York Times. Daisey Lara de (Org). ed.  In:  Revista  de  Tecnologia  Educacional.  T. 2001. 2.  São Paulo: Libertad.   New York: McGraw Hill. 59­  74. Pró­Reitoria de Graduação. Pedagogia cidadã: Cadernos de  formação. Ciências em salas de aula. 2004.  São  Paulo:  Cortez. São Paulo:  Summus. J.  ARROYO. 1970. 2003. São Paulo: UNESP.  BOBBITT.  Maria  Teresa  (Org). 1971. J. 1997.  AQUINO.  (orgs). Lee J.  G.”  In:  ESTEBAN. 1987. Psicologia educativa. ed.;  HASTINGS.  BERRUTTI. Franklin.  J.  B. México: Editoral Pax­México. Pedro.  1918.  S.  3. Rio de Janeiro: ABT.”  In:  ABRAMOWIC. ed.  Miguel.  CRONBACH.  G. 3.  Avaliação da Aprendizagem: Práticas de Mudança ­ por uma práxis transformadora. 1993. 2000.AVALIAÇÃO EDUCACIONAL  BIBLIOGRAFIA  AFONSO. “Aprendiz de professor I: observando aulas de Biologia”. ed. (Orgs. n.

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