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Índice

Conteúdos Páginas

Introdução ..................................................................................................................... 2

Periodização da História de Moçambique .................................................................... 3

Cronologia Sobre a História de Moçambique ............................................................... 3

Periodização da História de Moçambique .................................................................... 6

Características Gerais dos Períodos da História de Moçambique: ............................... 7

2ª Fase: De séc. XVI (1505) até séc. XIX (1886/1890): Fase de Penetração Mercantil
Europeia / Portuguesa ................................................................................................... 8

4° Período: Desde séc. XIX (1886/90) até séc. XX (1974/5): Período Colonial –
Moçambique e a Direcção Imperialista Contem três (3) fases: .................................... 8

3ª Fase. De 1962/64 até 1974/75: Crise e Reestruturação do Colonialismo


português/Luta de Libertação Nacional. ....................................................................... 9

Conclusão.................................................................................................................... 11

Referencia Bibliográfica ............................................................................................. 12


Introdução
Moçambique é um país da África Austral, situado na costa do Oceano Índico, com cerca
de 20 milhões de habitantes (2004). Foi uma colónia portuguesa, que se tornou
independente em 25 de Junho de 1975.
Quando se diz período da Luta armada de libertação nacional em Moçambique, refere-
se a um determinado momento da história de Moçambique durante o qual o
acontecimento mais marcante foi o desencadeamento da luta armada de libertação
nacional, mas também ocorreram vários outros acontecimentos relacionados com esta..
Periodização da História de Moçambique
Conceitos de Periodização e Cronologia “Cronologia é uma ciência que tem por
objectivo o estudo do tempo decorrido desde um determinado facto ocorrido na História
do mundo, tomando como referencia qualquer outro acontecimento, de forma a fixar as
datas dos diferentes eventos e respectivos intervalos”
Cronologia (do grego chronos, que significa tempo + logos, que significa estudo) é a
ciência cuja finalidade é a de determinar as datas e a ordem dos acontecimentos
históricos, principalmente, descrevendo-os e agrupando-os numa sequência lógica. Esta
disciplina insere-se numa ciência maior, que é História. Cronologia é a listagem dos
acontecimentos por datas, começando pelo mais antigo até ao mais recente. Veja o
exemplo que segue de uma Cronologia da história recente de Moçambique. Para a
Cronologia de Moçambique, verifica-se que antes da chegada dos árabes à costa
moçambicana, as datas são raras e mesmo as existentes do período após a chegada dos
árabes não revelam a evolução histórica de todo o país, apenas dizem respeito à zona
Norte do país até a região de Sofala.

Cronologia Sobre a História de Moçambique


 1505: Portugueses fundam feitoria – Fortaleza de Sofala;
 1507: Portugueses fundam feitoria – Fortaleza na Ilha de Moçambique;
 1511:Portugueses atacam Angoxe, onde os Árabes-Swahili tinham formado um
núcleo de resistência e usavam o Zambeze como via de penetração no interior;
 1522: Portugueses conquistam ilha de Cabo Delgado ou Quirimbas;
 1544:Fundação da Feitoria ou Fortaleza de Quelimane. Os portugueses chegam a
Loureço Marques.
 1572: Expedição militar de Fernando Homem. Invasão de Quiteve e de Manica;
 1629: Mavura é baptizado e cognominado D. Filipe II, faz amplas concessões
militares, políticas e comerciais aos Portugueses;
 1686: Chegam os primeiros sete mercadores indianos à Ilha de Moçambique;
 1765: Um documento refere a existência de 100 “Prazos” em Moçambique;
 1815/1820: Saem de Moçambique, anualmente, 15 a 20 mil escravos;
 1836: Primeira abolição do tráfico de escravos em Moçambique;
 1840: Há agora só 46 “Prazos” em Moçambique;
 1869: Abolida a escravatura nas colónias portuguesas;
 1875: Primeiro Código de Trabalho; No Sul, Moçambicanos emigram para Natal;
 1877:Oficializada a emigração para Natal e Cabo;
 1878: Revoltas camponesas no distrito de Quelimane, após tentativas de cobrança
de impostos pelos portugueses;
 1886: Portugueses atacam o Estado Militar de Massangano; é o início das
campanhas militares de ocupação sistemática no nosso país;
II
 1886/94: Alfredo de Aguiar funda três periódicos em Quelimane, nos quais ataca a
exploração colonial.
 1887: Início da construção da linha férrea Lourenço Marques-Transvaal.
 1888: Funda-se a Companhia de Moçambique; Queda do Estado Militar de
Massangano; Estabelece-se as fronteiras entre Moçambique e Suazilândia.
 1890: Decreto de António Enes sobre os Prazos (os Africanos têm o dever moral
de trabalharem);
 1891: Levante camponês em Quelimane, Sena, Tete, etc.; funda-se a Companhia
de Niassa;
 1892: Fundação da Companhia de Zambézia.
 1908: Nasce o Grémio Africano de Lourenço Marques.
 1909: João Albasini funda “ O Africano”; Primeira utilização do porto de
Lourenço Marques. Angoxe e Ligonha são militarmente ocupadas.
 1914: Regulamento Geral do Trabalho dos Indígenas das Colónias Portuguesas.
 1914/18: Primeira Guerra Mundial; Em Moçambique, de 1915 a 1918, foram
mobilizados mais de 12 mil soldados africanos e 9 mil trabalhadores.
 1917: Revolta Báruè; portaria diferencia os “indígenas” dos “não indígenas”;
Greve dos trabalhadores ferroviários de Lourenço Marques.
 1919: Greve dos estivadores de Lourenço Marques (Maio).
 1922: Morre João Albasini.
 1923: Início da extracção de carvão nas minas de Moatize pela Sociétè Minière
Géologique du Zambeze (capital maioritariamente belga).
 1928: Nova convenção entre Portugal e a África do Sul; Novo Código de Trabalho
dos Indígenas das Colónias Portuguesas de África.
 1929/30: No orçamento de Moçambique, atribuídos sete mil contos às Missões
Católicas
III
 1931: O “mussoco” e o imposto de palhota representam entre ¼ e 1/5 dos
rendimentos fiscais de Moçambique.
 1938: Criada a Junta de Exploração do Algodão Colonial; DETA inicia a
exploração de carreiras regulares.
 1948: Greve no porto de Lourenço Marques (presos 200 grevistas, a maioria
deportada para São Tomé).
 1949: Fundação do NESAM; Portugal filia-se a NATO.
 1952: Início dos Planos de Fomento.
 1961: Fundação da MANU e da UNAMI; Portugal monta o Serviço de Acção
Psicológica, ramo da PIDE; Conferência das Organizações Nacionalistas das
Colónias Portuguesas; Novo aumento de salários agrícolas e industriais; Mondlane
visita Moçambique; Aumenta a penetração de capitais não portugueses em
Moçambique.

IV
 1964: Inicia a Luta Armada de Libertação Nacional (25 de Setembro); PIDE
encera NESAM; Fundado o campo de treino político-militar de Kongwa; Presos
vários estudantes que procuraram lutar na FRELIMO; Há 35 mil soldados
portugueses em Moçambique.
 1970: Simango é expulso da FRELIMO; Samora Machel é eleito presidente da
FRELIMO e Marcelino dos Santos Vice-Presidente; Portugueses montam a sua
maior operação militar de sempre, a “Nó Górdio”, mas a FRELIMO vence
militarmente os Portugueses; Cessam os grandes investimentos imperialistas,
inicia-se a sabotagem económica, fogem os colonos, etc.
 1973: Criação da OMM; Massacre de Chawola.
 1975: Viagem triunfal de Samora Machel de Norte a Sul do País; Proclamação da
Independência Nacional a 25 de Junho.
 1976: Início da Guerra Civil entre o Governo da Frelimo e a Renamo;
 3 de Novembro de 1986: Joaquim Chissano é nomeado novo presidente da Frelimo
e da República de Moçambique;
 18 de Julho de 1987: Massacre de Homoine;

V
 1990 – O governo aprova uma nova constituição que introduz o multipartidarismo,
em Moçambique.
 1992 - O presidente Joaquim Chissano e o líder da Renamo Afonso Dhaklama
assinam o Acordo Geral de Paz em Roma.
 1994 – Realização das primeiras eleições gerais, no país. Chissano é eleito
presidente da República.
 1995 - Moçambique torna-se membro da Commonwealth.
 13 de Abril de 2013: Início dos confrontos militar entre as forças governamentais e
os homens armados da Renamo, na província de Sofala;

Periodização da História de Moçambique


Periodização é a divisão dos acontecimentos históricos em grandes épocas, destacando
as características principais que distinguem um período do outro. Periodização da
História é a divisão, para fins didácticos, da História em épocas, períodos ou idades. Por
período histórico entende-se um certo momento, mais ou menos longo, durante o qual
uma série de acontecimentos, mais ou menos homogéneos, podem permanecer
inalteráveis.

Exemplos:
 Antiguidade: do 4º milénio a. C. ao séc. V;
 Idade Média: do séc. V a meados do séc. XV;
 Idade Moderna: de meados do séc. XV ao fim do séc. XVIII;
 Idade Contemporânea: dos finais do séc. XVIII aos nossos dias.

Periodizar é encontrar o que fundamentalmente distingue, num processo histórico dado,


as diferentes épocas históricas. Há que salientar que os marcos cronológicos que são
seleccionados não são absolutos; tem como objectivo principal disciplinar o ensino e o
estudo da história, isto é, a data que é escolhida para separar as épocas históricas, não
constitui uma barreira intransponível entre épocas. Embora qualquer articulação no
processo histórico seja artificial e passível de críticas, essa prática torna-se
indispensável para que o conhecimento histórico se torne inteligível. A periodização em
História baseia-se em factos históricos, os quais, considerados mais importantes,
aqueles que pela sua dimensão provocaram grandes impactos nas sociedades ao ponto
de a partir dos mesmos se poder encontrar dois momentos diferentes. A importância que
cada facto tem varia de historiador para historiador, sendo os de natureza política,
económica, social ou cultural, e destes, em muitos manuais escolares são marcos
divisórios de um período para o outro, factos de carácter político.
Características Gerais dos Períodos da História de Moçambique:

1° Período: Dos primeiros Homens em Moçambique até sécs. III ou IV (anos 200
ou 300):
Comunidades de Caçadores e Recolectores/Comunidade Primitiva
Características:

 Predomínio da economia recolectora (recolecção e caça);


 Predomínio da técnica lítica;
 Viviam nas cavernas e grutas;
 Nomadismo;
 A prática de pinturas de arte rupestre;
 Não tinham classes sociais;
 Fraca relação de parentesco;
 Principal instrumento era a pedra.

2° Período: Desde séc. III ou IV (anos 200 ou 300) até séc. IX (800): Expansão e
Fixação Bantu - Comunidade dos Agricultores e Pastores.
Características:

 Introdução e desenvolvimento das actividades agrícolas, pecuária, metalurgia,


artesanato e pesca;
 Desenvolvimento das comunidades sedentárias semi-permanentes;
 Organização das comunidades em linhagens onde o poder dos chefes era de
ordem moral e não político;
 Surgimento das primeiras comunidades sedentárias;
 Aparecimento do excedente de produção;
 Estes homens viviam em aldeias perto dos cursos das águas.

3° Período: Desde o séc. IX (800) até séc. XIX (1886/1890): Penetração Mercantil
Árabe Persa e Europeia
O período Mercantil subdivide se em duas fase:

1ª Fase: De séc. IX (800) até séc. XVI (1505): Fase de Penetração Mercantil Árabe
Persa – Relacionamento Comercial de Moçambique com os Árabes Persas.

Características:
 Fixação Árabe Persa na região Austral (costa oriental Moçambicana);
 Surgimento dos reinos afro-islámicos da costa: Sultanatos e Xeicados.
 O produto mais comercializado nesta fase era o ouro;
 Surgimento de núcleos linguísticos na costa norte de Moçambique;
 Estabelecimento dos primeiros núcleos islamizados na costa nortenha de
Moçambique;
 Predomínio da cultura swahili no norte de Moçambique.

2ª Fase: De séc. XVI (1505) até séc. XIX (1886/1890): Fase de Penetração Mercantil
Europeia / Portuguesa
Características:
 A chegada e a penetração mercantil europeia – portuguesa;
 Desenvolvimento do comércio de ouro, marfim e escravo;
 A fixação portuguesa e a fundação da feitoria de Sofala em 1505;
 Em 1507 os Portugueses fundam a feitoria na Ilha de Moçambique;
 Em 1530 os Portugueses fundam a feitoria de Sena;
 Fase do ciclo de ouro (séc. XIV-XVII);
 Fase do ciclo do marfim (XVII-XIX);
 Fase do ciclo dos escravos (metade do séc. XVIII até a primeira metade do séc.
XIX);
 Desagregação de vários Estados moçambicanos

4° Período: Desde séc. XIX (1886/90) até séc. XX (1974/5): Período Colonial –
Moçambique e a Direcção Imperialista Contem três (3) fases:
1ª Fase: De 1886 até 1926/30: Domínio de Capital Estrangeiro não Português.

Características:
 Montagem de companhias Majestáticas e Arrendatárias: Companhia de
Moçambique (Manica e Sofala), Companhia de Zambézia (Tete e
Zambézia),Companhia de Niassa (Cabo Delgado e Niassa);
 Ocupação efectiva e a montagem do Aparelho Administrativo Político Colonial;
 Este período representa o Mfecane e o estado de Gaza;
 O sul de Moçambique e o trabalho migratório;
 A província de Nampula estava na dualidade de poderes.
2ª Fase: De 1926/30 até 1962/64: Nacionalismo Económico de Salazar – o
Colonialismo Fascista

Características:
 Implantação do Nacionalismo Económico de Salazar.
 Extinção ou eliminação das companhias Majestáticas e Arrendatárias.
 Unificação da Administração de Moçambique.
 Introdução de culturas obrigatórias (algodão, sisal, arroz, etc.)
 Intensificação da exploração colonial.
 Aprovação do acto colonial de 1930.
 Introdução de Planos de Fomento e Sistemas de Colonatos;
 A fuga de Moçambicanos para colónias Inglesas vizinha;
 A formação de Movimentos Nacionalistas;
 Desenvolvimento do Pró-Nacionalismo;
 Transformação de colónias em províncias ultramarinas;
 Colonatos e introdução dos planos de fomento.

3ª Fase. De 1962/64 até 1974/75: Crise e Reestruturação do Colonialismo


português/Luta de Libertação Nacional.
Características:
 Abolição do estatuto de indiginato e das culturas obrigatórias;
 Introdução das propriedades dos colonos;
 Fundação da Frelimo;
 Acordos de Lusaka em 7 de Setembro de 1974 (entrega da soberania aos
Moçambicanos, reconhecimento da Frelimo como representante do povo
Moçambicano);
 Governo de Transição de 1974 até 1975;
 Independência de Moçambique em 25 de Junho de 1975.

5º Período: Desde 1974/5 até aos nossos dias: Moçambique Pós – Independência.
E compreende duas fases:

1ª Fase: De 1974 / 75 até 1990/94: Monopatidária.

Características:
 Proclamação da República Popular de Moçambique;
 Institucionalização de um Estado de origem Socialista;
 Planos económicos de Desenvolvimento;
 Centralização da Economia com sistemas de cooperativas e lojas do povo;
 Plano Estatal Central e Plano Prospectivo Económico;
 Início da guerra civil em 1976 (Frelimo e Renamo);
 Acordo de Nkomati a 16 de Março de 1984;
 Morte de Samora Moisés Machel em 19 de Outubro de 1986;
 Introdução do Plano de Reabilitação Económica em 1987;
 Constituição de 1990;
 Assinatura dos Acordos de Paz de Roma a 4 de Outubro de 1992;
 Cessar-fogo em Moçambique a 15 de Outubro de 1992.

2ª Fase: De 1990/94 até aos nossos dias: Fase Multipartidária:

Características:
 1990 -É aprovada e posta a constituição Multipartidária em Moçambique;
 4 De Outubro de 1992 assinado o Acordo de Paz em Roma para Moçambique -
era o fim da Guerra Civil iniciada em 1976;
 Chegada da ONUMOZ (capacetes azuis) para manutenção da paz;
 Economia de Mercado;
 1994 - Primeiras eleições gerais de Moçambique;
 Reconstrução Económica, Social e Política de Moçambique;
 1999 - Segundas eleições gerais multipartidárias;
 2003 - Realização da Cimeira da União Africana em Maputo;
 2003 - Introdução da reforma do sector público em Moçambique;
 2004 - Terceiras eleições gerais multipartidárias;
 2009 - Quartas eleições gerais multipartidárias;
 2015 - Quintas eleições gerais multipartidárias;
Conclusão
Ao terminar o trabalho chega-se a conclusão que no entanto, vários achados
arqueológicos permitem caracterizar a "pré-história" de Moçambique (antes da escrita)
por muitos séculos antes. Provavelmente o evento mais importante dessa pré-história
terá sido a fixação nesta região dos povos bantu que, não só eram agricultores, mas
introduziram aqui a metalurgia do ferro, entre os séculos I a IV.

A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI, só em


1885 - com a partilha de África pelas potências europeias durante a Conferência de
Berlim - se transformou numa ocupação militar, ou seja, na submissão total
dos estados ali existentes, que levou, nos inícios do século XX a uma verdadeira
administração colonial.

Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se
independente em 25 de Junho de 1975
Referencia Bibliográfica
1. Fontes: SERRA, Carlos (ed), História de Moçambique – Parte I – Primeiras
sociedades
sedentárias e impacto dos mercadores, 200/300 – 1885, Vol 1, Maputo, Universidade
Eduardo Mondlane, 2000.

2. PEREIRA, J. L. Barbosa, História 12 – Pré-Universitário, Longman Moçambique,


2010.

3. JOSÉ, A. e MENEZES, Paula M. G., Moçambique 16 anos de Historiografia: Focos,


Problemas, Metodologia, Desafios para a década de 90, Maputo: 1991.

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