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projeção da

projeção da consciência Uma ferramenta evolutiva


Moisés Esagüi também é Este livro retrata os vários aspectos que compõem Moisés Esagüi nasceu em
Psicanalista e com o trabalho a espiritualidade, e que geralmente não são aborda- Manaus, Amazonas, em 1950.
que desenvolve nesta área dos em outras literaturas. Aos sete anos de idade teve

consciência
tem contribuído significa­ Acima de tudo, sua finalidade é abrir a mente da- sua primeira experiência de
tivamente para a melhoria da queles que buscam entender a vida de forma evoluti- projeção astral totalmente
saúde psíquica, emocional e va, por meio do conhecimento e do esclarecimento. lúcida, fato que passou a
comportamental das pessoas Questionar verdades absolutas inverificáveis é o pri- ocorrer todos os dias. Ao
que são atendidas em terapia meiro passo para tornar-se dono de sua própria vida. longo de sua vida, com o
ou que frequentam seus cursos A proposta também é fazer com que as pessoas des- Uma Ferramenta trabalho de projeção astral,
e palestras. pertem para o seu potencial, que precisa ser desenvol- teve inúmeras experiências
vido, bem trabalhado e utilizado de forma eficiente. Evolutiva de pré-cognições e retro-
Acredita que a realização de Por meio do esforço pessoal, cada um pode tomar cognições.
projeções lúcidas depende da a firme decisão de evoluir, ver a vida mais positiva- Desenvolveu também sua
vontade e do esforço pessoal, mente e tornar-se uma ferramenta produtiva para o clarividência, podendo ver
o que resulta em crescimento mundo espiritual. Moisés Esagüi e conversar com espíritos.
individual, tendo sempre A projeção astral lúcida proporciona uma visão
como base o comportamento totalmente diferenciada do mundo. A pessoa pode Em 1998, como já vinha se
ético universal. chegar à condição de consciência contínua, ou seja, dedicando exclusivamente
aproveitar a noite para estudos, pesquisas e assistên- à espiritualidade, fundou o
Segundo sua visão, a dedi­ca­ cia espiritual, potencializando assim a sua evolução.
CEC – Centro de Estudos
ção, o estudo e a persistência Este trabalho objetiva, inclusive, oferecer elemen-
da Consciência, associação
tos racionais e lógicos para o leitor, colaborando na
é o que possibilita às pessoas sem fins lucrativos que tem
desmistificação do ato de projetar-se – o que pode
atingirem seus objetivos. Sua a finalidade de promover o
ser realizado por qualquer pessoa que decida ser um
máxima: “Somos herdeiros de desenvolvimento evolutivo

Moisés Esagüi
projetor lúcido.
nós mesmos.” individual.

É de sua autoria os livros Criou a terapia de Auto-


O que eu contaria se fosse enfrentamento, na qual a
Francisco de Assis e Momentos pessoa passa a se rever num
Psicanalíticos. ISBN 978-85-89944-16-8 composto global: psicológico,
espiritual e físico.
9 788589 944014

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© 2003, Editora 21 Distribuidora de Livros Ltda.


ISBN 978-85-89944-01-4
Impressão revista e atualizada: 2009

Editor:
Gerberto Cássio Mendes
Projeto gráfico
Selma de Freitas Almeida
Telefone: (11) 6191-2759
E-mail: sffalmeida@bol.com.br

Produção de Capa
GNP Estudio

Revisão:
Fátima Alves
Patricia Cabral

Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Esagüi, Moisés Leão
Projeção da Consciência: Uma Ferramenta Evolutiva / Moisés Leão
Esagüi. – reimpressão – Osasco, SP: Editora 21, 2009.
Bibliografia.

1. Consciência 2. Projeção Astral I. Título

03-5300 CDD-133.95

Impresso em março de 2009 pela gráfica Cherma.

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou


por qualquer meio eletrônico, mecânico, inclusive por meio de processos
xenográficos, incluindo ainda o uso da internet, sem a permissão expressa
da Editora 21, na pessoa de seu editor (Lei nº 9.610, de 19.2.98)
Todos os direitos desta edição reservados pela
EDITORA 21 DISTRIBUIDORA DE LIVROS LTDA.
Rua Vicente Rodrigues da Silva, 1111 –
Jd. Piratininga – Osasco – SP –
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www.editora21.com.br
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À equipe de trabalho do CEC – Centro de Estudos da Cons-


ciência, que tomou a decisão de evoluir, sabendo que esta ati-
tude tem um custo de esforço constante e de auto-aperfeiçoa-
mento incondicional.

Dr. Luís Cláudio Leonam, desde a Espanha;


Morgan Simões, desde Okinawa;
Patrícia Arantes, pela grande ajuda na revisão deste;
Fátima Alves, pelo apoio na elaboração deste.

Aos meus pais, exemplo irretocável de amor;


Ao meu tio José Pacífico, exemplo irretocável de bom humor;
Aos meus irmãos Isaac, Sulamita, Rute e Marcos;
Ao meu amigo Mozart dos Santos Cavalcante, que agora
continua me ajudando na dimensão espiritual.

À Edith Wagner, minha irmã judia, que ocupa um grande


espaço em minha vida e no meu coração.

Obrigado à minha companheira evolutiva Maria Balbina e à


minhas filhas Raquel, Rebeca, Bárbara e ao meu filho Shalom,
desde sempre.

Aos meus amparadores espirituais, devo tudo... Obrigado.


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A
projeção da consciência (projeção astral) passou a fa-
zer parte da minha vida aos sete anos de idade, quan-
do tive a primeira experiência involuntária. Foi um
acontecimento marcante e que mudou definitivamente o meu
modo de encarar o mundo. Daí para frente, muitas e muitas ex-
periências se repetiram, dia após dia, e eu me sentia “acompa-
nhado” por espíritos ou consciências que me ajudavam a cada
nova experiência. Tive uma vida diferente das pessoas da mi-
nha idade. Em alguns momentos era difícil viver coisas que
eram muito simples para os outros, mas, para mim, de extrema
complexidade.
Despertaram em mim a clarividência, a pré-cognição, a re-
tro-cognição, a clarividência viajora, as capacidades curativas,
a comunicação com espíritos e as experiências projetivas em
corpos astral e mental.
Devido a estas capacidades e à falta de esclarecimento na
adolescência, sofri muitas perturbações de assédio espiritual,
pois a minha descrição da realidade era muito diferente do pa-
drão daquela época.
Algumas noites, quando ia me deitar, ouvia gritos ou sus-
surros maledicentes e isto me incomodava muito. Passei a dor-
mir com um rádio ligado para me sentir mais tranquilo.
Mas, o que mais me incomodava era o fato de eu não sa-
ber lidar com tudo aquilo que acontecia e, principalmente, não
ter ninguém que pudesse me orientar. Acabei, aos dezessete
anos, em um consultório de psicanálise que pouco resolveu, pois
o que acontecia, carecia de uma explicação que estava fora do
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âmbito da ciência convencional e muito além da fronteira das


crenças, crendices e religiões.
Eu anotava a cada dia uma nova experiência de projeção
astral, e estes registros feitos ano após ano, acabaram por me
fazer entender que este era o meu caminho. Saber muito sobre
os processos da projeção astral e passar este conhecimento
adiante tornou-se a razão da minha vida. Com a continuidade das
minhas incessantes pesquisas e experiências projetivas, perce-
bi que a condição que havia desenvolvido de projetor lúcido, era
apenas uma ferramenta para que também outras pessoas pu-
dessem realizar uma evolução “consciencial” mais rápida.
Passei a rever os traços falhos e os traços fortes de minha
personalidade. Comecei a corrigir – e continuo até hoje – reven-
do todas as minhas atitudes e comportamentos, de forma a me-
lhorar a cada dia como ser humano. Mesmo sabendo que tenho
incontáveis comportamentos disfuncionais, tenho consciência
de que com persistência conseguirei, pelo meu esforço, ter uma
condição mais útil e produtiva com as pessoas que me cercam.
Por perceber que o comportamento baseado na ética cós-
mica é o ideal para direcionar o crescimento individual e por
considerar que o motivo lógico de estarmos aqui é exatamente
para realizar a evolução através do conhecimento, passei a de-
senvolver um trabalho de autoconsciência, chamado de Auto-
Enfrentamento Evolutivo (AEE).
A maioria das pessoas sente um medo muito grande do
desconhecido e de si mesmos. O medo da morte (tanatofobia)
é o limite para a grande maioria.
Este trabalho propõe um auto-enfrentamento evolutivo, em
que a pessoa entra em contato com ela mesma na sua máxima
intimidade, baseada na autocognição transcendente, sem auto-
corrupção de qualquer espécie. Fundamentado na autocognição
consciencial, une a psicologia convencional ao holoconhecimento
espiritualista (realizado através de projeções astrais conscientes).
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As ciências, como a medicina e a psicologia, abordam o


processo de tratamento humano baseadas nos elementos e in-
formações de uma única vida intrafísica, a vida atual, que tam-
bém é a única visível ao ferramental disponível.
Acredito que a vida humana é um processo evolutivo reen-
carnatório. A consciência humana não tem condições de, em
uma só vida intrafísica, com média entre seis e sete décadas,
aprender toda a informação existente e aplicá-la de forma efi-
ciente e integral no processo evolutivo.
Então, o ciclo de morte e reencarnação é necessário para
que possamos ir aprendendo, homeopaticamente, todo o co-
nhecimento existente e que está a nossa disposição. No percur-
so da evolução, a consciência humana reencarna várias vezes
e em cada vez o aprendizado adquirido é somado ao de outras
vidas (existências). O corpo físico, suporte somático, é apenas
um veículo de manifestação da consciência e, devido a sua
densidade energética, o fator primordial de todo o esquecimen-
to das existências anteriores.
Com base nesta premissa, foram desenvolvidas técnicas
de trabalho pessoal para transpor as fronteiras desta vida atual
e acessar informações vividas em outras existências, de forma
a poder buscar causas não visíveis aos olhos da ciência con-
vencional. Pode-se também, através do conhecimento bio-
energético (chacras) da pessoa, analisar todo o composto de
manifestação individual, levando-a ao equilíbrio definitivo, e ofe-
recer-lhe informações esclarecedoras, para que possa fazer a
manutenção da condição alcançada, sem precisar terceirizá-la.
Este trabalho tem por finalidade contribuir para que cada
pessoa possa rever sua vida e ter uma visão global de si mes-
ma, revisando conflitos, ranços, emocionalismos, comportamen-
tos e relacionamentos, desta existência e transcendente a esta,
com a intenção de fazer os ajustes necessários para eliminar
contextos limitantes de sua consciência.
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Na verdade, se quisermos uma condição de projetabilida-


de lúcida, temos que nos dedicar como faríamos com qualquer
outra atividade de nosso interesse. A dedicação, o estudo e a
persistência é o que possibilita às pessoas atingir seus objeti-
vos, e este caso não é uma exceção. A projeção da consciên-
cia (projeção astral) é a ferramenta utilizada em todo processo
de auto-enfrentamento, cuja finalidade é a saída incondicional
do reino da mitolândia para as verdades relativas de ponta.
O processo para a realização das projeções da consciência
de forma lúcida, implica esforço pessoal e determinação. O con-
trole do medo é fundamental, pois é um estado alterado de cons-
ciência, em que o conhecimento de todo o processo facilita e en-
curta o tempo para que se consiga os resultados desejados.
Quem na vida já conseguiu produzir pelo menos uma pro-
jeção lúcida tem uma visão diferenciada das realidades que o
cercam.
Este livro tem por finalidade abrir a mente daqueles que bus-
cam no conhecimento e no auto-aperfeiçoamento a evolução.
Devo dizer que os vários tópicos aqui abordados têm o ob-
jetivo de acrescentar elementos racionais e lógicos para a rea-
lização de projeções da consciência, alicerçado no conheci-
mento dos que já praticam ou praticaram projeções em algum
momento de suas vidas.
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Projeção da Consciência .................................................13

Projeção e Sonhos...........................................................17

Veículos de Manifestação da Consciência ......................19

Evolução da Consciência Humana..................................37

Comportamento Humano: Passivo, Agressivo,


Passivo/Agressivo, Assertivo .........................................50

Tipos de Projeção da Consciência ..................................60

Assédio e Obsessão ........................................................64


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Chacras............................................................................82

Energia Imanente e Energia Humana .............................92

Técnicas de Relaxamento .............................................104


Técnicas e Prática de PA - Relatos ...............................109
Técnicas e Prática de PA - Pré-requisitos .....................121
Técnicas e Prática de PA - Exteriorização
da Consciência ............................................................126
Técnicas e Prática de PA - Período Extrafísico de
Consciência .................................................................127
Técnicas e Prática de PA - Despertamento Físico ........129
Técnicas e Prática de PA - Vigília Física Posterior .......130
Técnicas e Prática de PA - O que vai auxiliá-lo na
Projeção da Consciência .............................................131
Técnicas e Prática de PA - O que não vai auxiliá-lo
na Projeção da Consciência........................................132
Técnicas e Prática de PA..............................................134

Carma ............................................................................142
Observações Finais .......................................................148
Terapia de Auto-Enfrentamento .....................................152
Glossário ........................................................................154
Bibliografia .....................................................................158
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T
ambém chamada de projeção astral, desdobramento,
viagem astral, experiência fora do corpo, viagem extra
corpórea, viagem extrafísica, viagem espiritual, desdo-
bramento espiritual etc.
Achar um nome correto para este fenômeno não é simples,
pois no transcorrer da nossa história, temos referências diferen-
tes em cada cultura, religião, seita ou filosofia, e a manifestação
da consciência em veículo psicossomático, pelo menos por en-
quanto, não tem no nome o fato mais importante, mas sim no
fenômeno. Nós aqui nomearemos como projeção da consciên-
cia (PC) ou projeção astral (PA), formas mais comumente usa-
das pelos estudiosos.

A Projeção Astral é um fenômeno antigo, citado pelos Egíp-


cios, estudado pelos Rosacruzes, Fraternidades Brancas, Hin-
dus, Chineses e Cabalistas. Há muitos séculos também aparece
em relatos individuais de autores. Apresentada de forma místi-
ca, hermética ou religiosa, às vezes envolvida por uma névoa
sobrenatural que, só mais recentemente, com uma melhor acei-
tação da espiritualidade em suas várias correntes, começou a
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ser difundida por pessoas que a experimentaram e, sem medo


das opiniões mais fechadas e crucificadas pelo conservadoris-
mo, apresentaram o fenômeno por meio de livros, palestras,
cursos, workshops etc.
Alguns autores como Robert Monroe, Waldo Vieira, Sylvan
Muldon, Annie Besant, Mellita Denning e Osborn Phillips, Lob-
sang Rampa, Chico Xavier, Leadbeater etc, citam situações e
experiências que, eu, como projetor lúcido, muitas vezes, pude
vivenciar durante este meu período de aprendizado nesta atual
reencarnação.
Existem inúmeros casos de EQM (experiências de quase
morte) relatados por pessoas idôneas, acontecidos em várias
partes do mundo, com descrições muito parecidas de todo o
processo vivenciado por cada um.
Emanuel Swedenborg (1688), grande vidente e projetor,
deixou muitos relatos de suas PAs descritas de forma clara e in-
questionável. Honoré de Balzac (1799), fez citações de expe-
riências de PA. Oliver Fox (1920), publicou experiências de PA.
Allan Kardec codificou o espiritismo e utiliza a expressão biloca-
ção da alma. Sylvan Joseph Muldon (1903), produziu em 1929,
um verdadeiro marco na projeção astral; seu livro traz estudos
e pesquisas organizadas, criando uma visão clara e desmistifica-
da; e Robert Crookall (1960), que também escreveu sobre Proje-
ção Astral, para citar alguns que escreveram a história da PA.

É a descoincidência entre o corpo físico e o corpo psicos-


somático (astral) para captar energia, receber informações e
realizar tarefas na dimensão chamada espiritual ou energética.
O praticante treinado para realizá-la consegue um estado
de consciência, lucidez e rememoração cada vez maior, poden-
do desta forma, orientar sua evolução com mais eficiência. É
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uma condição inerente a todos os seres humanos. É um pro-


cesso fisiológico.

Qualquer pessoa em idade de discernimento pode produ-


zir projeções astrais lúcidas. Mesmo pessoas com idade avan-
çada ou com problemas físicos que tenham lucidez suficiente,
podem realizar esta experiência.

Pessoas que tenham a sua existência ancorada em pensa-


mentos ou crenças restritivas como, por exemplo, filosofias, re-
ligiões e seitas baseadas no sectarismo conveniente.
Deve-se observar que o estudo da PA, como qualquer ou-
tro, necessita de dedicação e empenho. Vencer as crenças de-
senvolvidas e os limites criados pela nossa educação é funda-
mental, pois o crescimento individual requer mudanças, às vezes
superficiais, outras, mais profundas, arraigadas por mais tempo
do que podemos ter consciência.

• Aprender mais sobre as dimensões da consciência


• Curar o medo da morte
• Ampliar o universo simbólico (conhecimento)
• Criar sua versão (descrição) do mundo
• Conhecer e utilizar a memória integral (registro akásico)
• Visitar localidades físicas
• Visitar distritos espirituais (crostais)
• Acessar dimensões espirituais de nível superior e inferior
• Encontrar-se com pessoas que estão fora do corpo ou já
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desencarnaram
• Encontrar-se com consciências amigas ou amparadoras e
conseguir orientação para desempenhar melhor a sua pro-
gramação existencial
• Fazer pesquisas em qualquer parte do planeta e fora dele
• Realizar assistência tanto no mundo espiritual como no físico
• Aniquilar a hipocrisia de todos os tipos
• Auxiliar no desencarne de outras consciências
• Libertar a consciência da prisão do corpo humano
• Libertar a mente da prisão das crenças, misticismos e re-
ligiões
• Eliminar problemas psicológicos de várias origens
• Realizar a auto-aceitação dos processos cármicos
• Eliminar bloqueios energéticos doentios do corpo físico
• Rever a programação existencial
• Conhecer seus amparadores espirituais
• Reorganizar a vida física
• Elaborar lutos

• De ver espíritos
• De sair do corpo físico
• De lugares elevados
• Da morte (tanatofobia)
• De ser enterrado vivo (tafofobia)
• Do desconhecido
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N
o paralelo entre projeção e sonhos, pode-se perceber
que as características diferenciais são marcantes.

PROJEÇÃO SONHOS

Os processos energéticos de saída do corpo são únicos Não existem


e não deixam dúvida
As sensações e a condição de liberdade após a saída Não existem
do corpo são únicas
A consciência tem o controle e a decisão pela vontade Não há domínio da situação
ou pelo pensamento
Mente mais ativa do que na vigília Atividade mental habitual
Visão aumentada várias vezes Visão normal
Audição aumentada Audição normal
Mente raciocina com muita clareza O raciocínio é embaçado e
ilógico
Capacidade de discernimento Aceita-se o absurdo sem
questionamento
O pensamento plasma formas Não plasma
Muita lucidez Pouca lucidez
Sensação de poder Condição intrafísica normal
Sensação intensa de liberdade Condição intrafísica normal
Permeabilidade aos corpos físicos Impermeabilidade aos corpos
físicos
Volitação e euforia Não acontece
Visualização de imagens de cima para baixo Pode acontecer
Vivência de experiências que não se deformam, o Pode acontecer
meio ambiente é definido
Você é o ator Você se vê atuando
Sequência lógica e coerente Não há sequência lógica e
coerente
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PROJEÇÃO SONHOS (cont.)

Estado vibracional Nada que se possa interpretar


como tal
Visão do próprio corpo físico (nem sempre ocorre) A visão do corpo físico não ocorre
Processos da pré-decolagem Não há impressões de saída do
corpo
A retenção das imagens e acontecimentos é mais difícil A retenção das imagens é mais
fácil, embora as imagens sejam
mais fracas
Predeterminação para a projeção Desconhecimento do assunto
Exteriorização das energias Não acontece
Autoconhecimento do ato projetivo Não acontece
Pode ocorrer a dupla consciência contínua Não acontece
Pode acontecer a situação de consciência contínua Não acontece
Holorgasmo (orgasmo energético) Não acontece
Pode ocorrer efeito físico Não acontece
Imagens mais fortes e retenção mais difícil Imagens deformadas, irreais,
fantasias
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A
consciência é atemporal, multidimensional e interdimen-
sional. Os corpos Físico, Psicossomático e Mental são
veículos de manifestação da consciência.

O primeiro corpo = corpo físico (humano) = soma


O segundo corpo = duplo etérico (corpo prânico) = cordão de prata
O terceiro corpo = astrossoma (psicossoma) = corpo emocional
O quarto corpo = duplo dourado = cordão de ouro
O quinto corpo = corpo búdico = mental

O duplo etérico e o duplo dourado não portam consciência.


Na verdade, o duplo etérico e o duplo dourado são apenas cor-
pos de densidade intermediária que fazem uma ligação:
Corpo físico – duplo etérico – psicossoma
Psicossoma – duplo dourado – corpo mental

Vários aspectos caracterizam cada veículo e, obviamente,


nos encontramos hoje nos primórdios do aprendizado desses
veículos (corpos).

Conforme literatura médica, possuímos 60 trilhões de célu-


las, cinco milhões de pêlos, 650 músculos, 208 ossos, 100 arti-
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culações, 96.000 quilômetros de artérias, veias e vasos capila-


res, visão com nitidez de imagem menor que 45º e sem nitidez
até 180 graus. O sistema nervoso, medido de forma linear (li-
gando-se todos os condutos, um em continuação ao outro),
atingiria a considerável medida entre 120 mil e 150 mil quilôme-
tros. O corpo físico precisa do tempo sequencial para efetuar
suas atividades diárias e é limitado à velocidade de sinapses
cerebrais para realizar o acréscimo de novos conhecimentos.
Como os olhos só percebem a luz em faixa bastante peque-
na, 4 x 10-7 até 7,5 x 10-7 metros para luz visível, 0,000035% do
espectro eletromagnético conhecido (10-13 à 10-5 m), não detec-
tamos ondas mais longas (calor e microondas) nem mais curtas
(ultravioleta, raios X, raios gama e raios cósmicos) e sua posi-
ção permite, como já foi dito, um ângulo de percepção visual
com nitidez e aproveitamento menor que 45º. Com estes dados,
verifica-se que nossa visão física não é tão eficiente. Todos os
nossos sentidos estão encravados dentro do corpo físico, exce-
tuando-se o tato. E este corpo, além de aprisionado nos concei-
tos e preconceitos, também é refém deste planeta devido à ig-
norância e ao medo para assimilar novas idéias e efetuar
mudanças competentes em sua trajetória evolutiva.

Outros fatores limitadores da nossa percepção através


dos sentidos são as diferenças biológicas ou fisiológicas
de um grupo étnico ou cultural. Assim, por exemplo, os po-
vos que habitam regiões geográficas quentes possuem, em
geral, os olhos de coloração escura, o que na verdade,
constitui uma adaptação seletiva que possibilita a estes in-
divíduos suportarem melhor a claridade do sol, notadamen-
te da luz ultravioleta. Ocorre que a pigmentação da íris –
que determina o olho escuro – é acompanhada também de
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uma pigmentação amarelada dos meios ópticos do olho


(córneo e cristalino), o que faz com que indivíduos de olhos
escuros possuam uma discriminação de cores inferior,
principalmente na faixa azul violeta. Deste fato resulta que
alguns idiomas de povos africanos não possuem termos
para designar estas cores.

O corpo humano precisa de alimento energético denso para


sua sobrevivência. Pode ser de origem vegetal, animal, mineral ou
mesmo alimentos sintéticos, desenvolvidos pelo próprio homem.
O corpo humano responde a estímulos externos como cam-
po elétrico, campo magnético, gravidade, influência cósmica (prâ-
nica), luz, pressão, temperatura, tempo, umidade, estímulos dos
cinco sentidos, excitação sexual, euforia, tristeza, felicidade etc.
É um veículo que nos permite o contato consciencial com a di-
mensão física, dentro de um contexto próprio de restrições da
mesma.
Observando-se através de automicroscopia projetiva e
considerando-se informações da medicina, sabe-se que o cor-
po, em períodos de mais ou menos 160 dias, realiza um proces-
so de homeostase e renovação celular. Isto significa que no pe-
ríodo de um ano todo o corpo foi renovado pelo menos duas
vezes e que no percurso de uma vida de 60 anos, você foi her-
deiro de si mesmo 120 vezes. É obvio que a duplicação ou có-
pia celular tem melhor ou pior qualidade conforme os cuidados
individuais com o corpo (alimentação, exercícios, preocupação,
estresse etc.) heranças genéticas, paragenéticas, carma (pro-
cessos emocionais) etc.
Conforme a física moderna, a matéria do nosso corpo físi-
co não é tão sólida como parece. Se todos os espaços entre as
partículas atômicas que compõem a matéria fossem eliminados
por um processo de compressão, o corpo humano de um adul-
to seria menor do que a ponta de um alfinete, pois 99,99% do
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corpo humano é constituído de espaço vazio. Seguindo este ra-


ciocínio, imagine que tamanho teriam alguns planetas ou mes-
mo o nosso universo...
O plano físico, dimensão do corpo carnal, é o local de en-
contro das consciências das várias dimensões energéticas.
Aqui não tem a menor importância o nível espiritual. Nas dimen-
sões energéticas, o nível de evolução individual seleciona o am-
biente e agrupa as consciências afins, separando, muitas ve-
zes, aqueles que viviam próximos aqui na terra. O principal
motivo de estarmos aqui é a evolução. Evolução implica abso-
luta reconciliação e harmonia com tudo o que nos cerca.

1. Alteração de concentração, atenção, memória ou julga-


mento crítico
2. Distorção da percepção
3. Hipersugestionabilidade
4. Sensação de separação entre a mente e o corpo humano
5. Distanciamento do contato com a realidade objetiva
6. Ampliação ou expansão da consciência real

1. Alucinação
2. Transe hipnótico
3. Assédio espiritual
4. Catalepsia
5. Descoincidência do corpo psicossomático
6. Experiência com drogas
7. Projeção astral ou mental etc
O cérebro possui aproximadamente 100 milhões de célu-
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las, das quais 10 por cento são neurônios, considerados célu-


las nervosas que estão no córtex cerebral (a parte mais nova
do cérebro) e ainda há configurações no subcórtex (o interior).
Compara-se o neurônio com um pequeno computador que se
comunica com milhares de outros neurônios através de 150 mil
quilômetros de ramificações (dendritos). Quando os dendritos
de uma célula se aproximam de outras, as substâncias quími-
cas, chamadas neurotransmissores, enviam mensagens cha-
madas sinapses. Os neurotransmissores geram estímulos elé-
tricos, chamados ondas cerebrais. As ondas cerebrais são de
diferentes velocidades que se medem em ciclos por segundo
(cps).

Cada ritmo cerebral corresponde a um determinado nível


mental e a atividade do corpo.
Alfa é a frequência do cérebro que oscila entre 7,0 e 13,0
ciclos por segundo. Está relacionado com o nível de tranquili-
dade, de paz interna e externa que nenhuma química conse-
gue reproduzir tão bem. Pode-se alcançar a tranquilidade me-
diante o relaxamento físico, que desenvolve o poder da mente
sem o perigo de agressão ao organismo e sem ameaça de de-
pendência.
Cada vez que você relaxa, se concentra, imagina ou cria
está entrando em estado Alfa.
Quando conseguir o ritmo Alfa conscientemente, experi-
mentará um estado profundo de relaxamento e bem-estar. Ge-
ralmente ele é produzido com os olhos fechados, mas pessoas
treinadas podem consegui-lo de olhos abertos.
Quando se está em estado Alfa, tem-se mais concentra-
ção, imaginação, memória, capacidade de resolver problemas,
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intuição, tranquilidade, percepção extra-sensorial e processos


eficientes de cura.
As vibrações da Terra em relação ao universo são de 10,5
ciclos por segundo, de acordo com informações da NASA. O ci-
clo ideal do cérebro humano coincide com o ciclo pulsátil da Ter-
ra, 10,5 ciclos por segundo. A mente é mais criativa nesta con-
dição (Alfa). O inventor e o artista, por exemplo, vivem mais
frequentemente em Alfa.
Beta é a frequência normal da maioria das pessoas, mo-
mento em que os cinco sentidos estão em franca atividade. O
gasto de energia é muito grande. É um estado de tensões e
preocupações. O cérebro funciona na maior parte do tempo em
Beta. É a ciclagem mais rápida, menos sincronizada, mais ins-
tável, sem linearidade e sujeita às alterações emocionais. O ho-
mem ocidental foi educado para viver em Beta. Os orientais e
indígenas tendem a trabalhar com mais facilidade em Alfa.
Toda noite, quando você adormece, sua atividade cerebral
muda para frequências mais baixas: Alfa, Teta, Delta; depois
volta a Teta, Alfa e talvez até para Beta.
Você pode aprender a entrar nestas frequências mais bai-
xas sem dormir, apenas relaxando e ficando conscientemente
relaxado, para um determinado propósito.
Alfa, Teta e Delta estão relacionados com o nível incons-
ciente. Beta e Gama, com o nível consciente.
Teta tem um ritmo mais lento que o das ondas Alfa (2,5 a
6 cps). Muitos fenômenos paranormais acontecem nesta fre-
quência. Nesta condição, há uma insensibilidade à dor, apare-
cendo também os fenômenos que se prestam à regressão de
idade. A pessoa é capaz de se lembrar de todo o passado.
Teta está relacionado com a criatividade. Tem um paralelo
interessante com estados de devaneios emocionais ou lógicos
e científicos.
Delta é a frequência do estado de coma, da catalepsia. É
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o nível do sono profundo, da projeção da consciência. Se uma


pessoa é despertada neste estado, não se lembra do que acon-
teceu, a não ser que esteja projetado conscientemente e per-
tença ao nível de consciência avançada ou muito avançada. O
homem entra no mundo por Delta, onde foi concebido, e sai da
vida em Delta.
Gama é o estado de excitação máxima, descontrole em
vigília.

Ondas cerebrais Padrão Ciclos por segundo


1- sono profundo (delta) de 0,5 a 2,0 cps
2- criatividade (teta) de 2,5 a 6,0 cps
3- hipnose (alfa) de 7,0 a 13,0 cps
4- vigília (beta) de 14,0 a 22,0 cps
5- excitação (gama) a partir de 23,0 cps

Podemos produzir projeções da consciência sob o efeito


de hipnose realizada no processo de MRO (movimento rápido
dos olhos), ou sob sugestão em estado de relaxamento físico.
Quando as sugestões são feitas corretamente, o projetor pode
conseguir um estado de lucidez bastante alto e também uma re-
memoração de tudo que realizou no plano astral. Isso ocorre
mesmo se a pessoa é portadora de bloqueios psicológicos, que
na verdade ficam “desativados”, pelo fato da área “consciente”
estar à parte de todo o processo.
O cérebro é realmente um poderoso computador que pre-
cisamos aprender a utilizar.
O corpo como um todo é formado de energia mais densa, o
que é próprio para vivenciar as coisas da terra com suas energias
mais grotescas e rudes. Devido à sua dificuldade para circular a
energia imanente, também é um veículo limitante para a expan-
são da consciência. Isto ocorre pelo fato de assimilar, com gran-
de facilidade, coisas restritivas como preconceitos, condiciona-
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mentos, carências, medo (pai e mãe de todas as doenças), raiva,


poder, e ostentar com muita facilidade as âncoras do ego.
Devemos considerar que este veículo também é um escu-
do para as energias mais densas e defasadas que circulam em
ambientes onde as consciências não primam por pensamentos
de qualidade afinada com os chacras mais elevados (superiores).

Faz a ligação do corpo físico (carnal) com o psicossomáti-


co e não é um veículo portador da consciência. Coexiste estru-
turalmente com o corpo físico e extrapola os seus limites se
apresentando à visão como um invólucro do mesmo. Excede o
corpo físico em mais ou menos dois centímetros, e esta medi-
da depende da vitalidade da consciência observada.
Sua forma é humanóide, já que acompanha a forma do cor-
po físico (carnal), e pode ser mais ou menos denso conforme o
nível de evolução do indivíduo. Em pessoas mais primitivas, a
contextura é mais densa e em pessoas espiritualmente mais
evoluídas é mais sutil. Como ele faz a ligação entre o corpo fí-
sico e o corpo psicossomático, aparentemente ele é o próprio
cordão de prata em sua manifestação.
Na sua anatomia devem ser considerados os chacras, os
milhares de canais de circulação energética e a aura. Os canais
de circulação de energia, chamados nadis, interligam os cha-
cras e permitem a revitalização do corpo humano. São funda-
mentais no processo de circulação de energia, e são chamados
na acupuntura e no do-in de meridianos. A energia etérica gira
em sentido horário.
O duplo etérico não atua como veículo de manifestação da
consciência, mas quando projetado, pode produzir efeitos de
semi ou total materialização. Algumas vezes pode ser visto co-
mo fantasma, assombração, “visage” etc.
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Como é visto ou percebido? Apresenta-se como uma forma


vaporosa, neblina, nuvem ou fumaça de cigarro. Normalmente
com coloração esbranquiçada, violácea ou azulada. É facilmen-
te visível por estar numa faixa de frequência muito próxima do al-
cance da visão física humana. Pode-se observá-lo com facilida-
de em locais onde haja grande concentração do prana, por
exemplo, na praia ou no campo onde se consiga uma condição
favorável de luminosidade (contraste); ou em locais reservados
para estudos deste tipo, que, obviamente, têm o ambiente ade-
quado para tal.
Sua finalidade é atuar como um veículo de vitalidade. Ab-
sorve o prana e o distribui pelo corpo humano. Ele é o elo entre
o corpo físico e o psicossoma. Por ser um veículo de vitalização
do corpo humano, ao projetar-se não o pode fazer totalmente,
pois isto ocasionaria a morte do corpo físico.
Isso significa que a projeção do duplo etérico não aconte-
ce integralmente fora do corpo físico, mas tão somente uma
parte dele que pode ser um percentual maior ou menor com um
volume mínimo do mesmo permanecendo no corpo físico para
vitalizá-lo.
É afetado pelas emoções e pensamentos e também pelas
energias densas de ambientes defasados ou cuja condição pre-
valeçam as qualidades inerentes aos chacras mais baixos. Po-
de-se observá-lo com facilidade utilizando-se técnicas bastante
simples, como por exemplo, posicionando uma pessoa num
ambiente à meia luz diante de uma parede de cor diferente do
branco. Deve-se fixar o olhar não em um ponto específico, mas
sim procurando enxergar todo o corpo. Ao olhar fixamente, po-
derá ser percebida uma luminosidade branca no contorno do
corpo físico. Esta luminosidade (energia), que é o duplo etérico,
está em constante movimento e, observado por meio da clarivi-
dência, percebe-se que pulsa aproximadamente em torno de 20
ciclos por minuto. Observado isoladamente, ele se apresenta
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como se fossem feixes de luz (fios de luz) que são os meridia-


nos citados na acupuntura. Isto é o duplo etérico.

É a energia do universo, da natureza


➞ ➞ ➞ ➞ ➞

Captam a energia imanente

Condutos energéticos do duplo etérico

Recebe as energias das nádis

Recebe a energia do sistema nervoso


e envia para o sangue

O CORPO É VITALIZADO (TÔNUS VITAL)

Este é o corpo astral ou astrossoma, propriamente dito. É o


corpo emocional.
É um veículo de manifestação da consciência. Não tem
forma, mas se molda conforme a vontade. Sua cor é azulada e
suas dimensões podem variar de acordo com as condições ou
necessidades da consciência. Seu deslocamento é instantâneo,
e a vontade determinada parece poder conduzi-lo a qualquer
localidade (focada) pela mente treinada para tal. Seu peso, re-
lativo ao da dimensão física, pode ser especulado entre dois e
cinco milésimos do corpo físico.
Nós “funcionamos” o tempo todo no corpo físico e por isso
aprendemos a lidar com ele e a manobrá-lo. Temos consciência
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disso. Com o corpo astral é diferente, pois é um veículo que


precisa ser aprendido e conhecido para que se tenha com ele a
mesma intimidade.
O psicossoma está ligado ao corpo físico por meio do du-
plo etérico e ao corpo mental por meio do cordão de ouro.
O nível de densidade descendente a partir do corpo físico
seria mais ou menos conforme a tabela (supondo-se que o cor-
po físico pesasse em torno de 60 kg) abaixo.



➞ ➞

(*) Esta variação está relacionada à evolução pessoal que causa maior ou menor
sutilização dos corpos energéticos.

Quanto menos denso é um veículo, menos limitativo é pa-


ra a manifestação da consciência; se move com mais velocida-
de; tem mais facilidade de entendimento devido à maior facili-
dade de circulação de energia; é mais preciso nas suas ações;
é mais sofisticado e possui condição de maior expansão da
consciência; menos fragmentação no entendimento; mais linea-
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ridade; mais continuidade etc. Não precisa respirar, volita, atra-


vessa formas humanas e tem visão omnidirecional.
Quando estamos projetados fora do corpo físico, temos a
sensação indescritível de liberdade e euforia. Podemos nos
deslocar com velocidade inimaginável e todas as dependências
que pertencem ao mundo terrestre são superadas.
Sua finalidade é condensar a energia cósmica da cons-
ciência, seja encarnada ou desencarnada.
A densidade do psicossoma depende da vontade da cons-
ciência. O corpo etérico ou cordão de prata é o regulador desta
densidade. O pensamento, seja ele consciente ou inconsciente,
atua poderosamente sobre a densidade do psicossoma,
influindo nos acessos às localidades extrafísicas crostais ou de
espiritualidade mais elevada.
Pensamentos universalistas ou menos limitativos, conduzem
o psicossoma à uma situação de maior sutilização. Ao contrário,
pensamentos mais restritivos geram maior densidade e peso.

O corpo psicossomático é influenciado pelos condicio-


namentos e crenças automatizadas, aprendidas no corpo
físico, o que faz com que a origem étnica ou cultural de-
termine interpretações diferentes na observação de um
mesmo fato ou situação.

Este corpo é a condição de expressão da consciência livre.


É por natureza amorfo. Tem a condição de memória integral
ininterrupta e não é perceptível aos olhos da consciência huma-
na por ser amorfa e transcender a relação espaço-tempo do
atual estágio evolutivo humano. Tem linearidade energética ab-
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soluta e confere lucidez e expansão de consciência holodirecio-


nal sem fragmentação ou momentos de sombra. É uma condi-
ção absoluta de liberdade que só se consegue conhecer no mo-
mento em que se superou os impulsos instintivos e todo o
emocionalismo nas decisões, o que quer dizer, viver em condi-
ção privilegiada de trabalho com o chacra coronário. Com rela-
ção ao seu deslocamento é atemporal, por isso a distância e o
tempo não existem.
A experiência da projeção mental não é algo que se possa
descrever com palavras em toda a sua integridade. O corpo
mental, devido à sua condição de sutileza energética superior,
dá espaço para a manifestação da consciência de forma quase
absoluta. Condição esta que a maioria das consciências deste
planeta (98%) não está habilitada a realizar. Com certeza é o ti-
po de projeção que apenas 0,01% das pessoas estão aptas a
realizar. O corpo mental, tendo seu peso variando entre 10 e 25
miligramas (tomando como base uma pessoa de 60 Kg), permi-
te a condição de máxima expansão da consciência, podendo,
em sua manifestação, captar as informações mais sutis na sua
pesquisa e rastreamento cognitivo.
Quando falamos em pesquisa e aprendizado, o corpo físico
tem a restrição do tempo, espaço, forma, sentidos etc. Se al-
guém quer saber sobre um determinado assunto, tem que se
deslocar de carro, ônibus ou mesmo a pé, e isto demanda tem-
po. Ao chegar no local, por exemplo, uma biblioteca, mais tem-
po é despendido para localizar o assunto de sua conveniência,
depois o tempo para leitura, no caso de um livro. Somado a is-
so, existe a dificuldade que o corpo físico tem para associar es-
tas informações e o desgaste de todo este processo que dificul-
ta ainda mais o aprendizado.
O corpo astral tem deslocamento instantâneo, o aprendi-
zado se faz a uma velocidade muito superior à velocidade do
corpo físico (velocidade do pensamento) e não tem todo o pro-
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cesso de desgaste do tempo, espaço, reconhecimento de for-


mas etc. Isto nos dá uma condição muito melhor de assimilar in-
formações e, como consequência, evoluir.
No caso do corpo mental, a expressão que representaria
melhor sua condição, do ponto de vista de consciência intrafísi-
ca, é “EU SOU”. Ele se integra a todas as coisas que existem,
portanto, quando a consciência está se manifestando através de-
le, entende tudo. É tudo. Essa é a condição privilegiada que os
hindus procuram quando dizem que querem chegar ao Nirvana.
ITEM CORPO FÍSICO DUPLO ETÉRICO PSICOSSOMA CORDÃO DE OURO CORPO MENTAL
VMC VMC
FUNÇÃO Colocar Cola que liga a matéria física Captar energia Cola que liga o VMC
consciências de níveis ao psicossoma, também modela corpo mental psicossoma ao Expansão máxima
diferentes em contato a matéria física corpo mental
VELOCIDADE Limitada Instantânea Instantânea
FORMA Humanóide Humanóide Variável Não tem Não tem
COR Conforme a raça Branco brilhante Azul claro Amarelo ouro Amarelo ouro
TAMANHO Do corpo 2 a 3 cm acima dos limites físicos Variável Desconhecido Desconhecido
ELASTICIDADE Mínima Ilimitada Ilimitada Ilimitada Desconhecida
CHACRAS Não tem Tem Tem Não tem Tem
SENTIDOS Limitada Percepção Expansão máxima
muito aumentada (Percepção)
CONSCIÊNCIA Manifesta-se Não é VMC Manifesta-se Não é VMC Manifesta-se
AURA EM VOLTA 2 a 3 cm 45 a 80 cm Conforme o 2 metros ou mais
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DO CORPO FÍSICO psicossoma


DESLOCAMENTO Movimentação física Vontade Vontade Vontade Vontade
MODO COMO Através de veículos Acompanha o psicossoma Volitação Acompanha o Volitação ou
SE DESLOCA físicos ou membros corpo mental Focalização Mental
3/9/09

PERDA DO VEÍCULO Sim – 1ª morte Sim – 2ª morte Não Não Não


NA MORTE FÍSICA
CONSCIÊNCIA LIVRE – Sim – 1ª morte Sim – 2ª morte Sim – 3ª morte Não Não
PERDA DO VEÍCULO
1:42 PM

DISTÂNCIA Limitada Galáctica Galáctica Desconhecida Desconhecida


LIMITAÇÕES Físicas Acompanha o Psicossoma Emocionais Não tem Expansão máxima
do EGO
FENÔMENOS Não tem Não tem Clarividência Viajora; Não tem Todos os fenômenos
Projeção da Consciência; Psíquicos Beta*
Page 33

Multilocação; Dupla e Kapa*


Consciência etc...
APRENDIZADO Sequencial Não é VMC Em Bloco Não é VMC Integral
*Classificação dos Fenômenos Parapsíquicos
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É importante frisar que para evoluir é fundamental ter cora-


gem. Todo aquele que se predispõe ao encontro com a verda-
de necessita ter um encontro com a própria realidade.
Alguém que pratique projeções da consciência, deve
saber que comportamento equilibrado é uma condição para re-
sultados positivos. Isso quer dizer que os nossos pensamentos
e sentimentos geram um padrão energético que nos acompa-
nha onde estivermos. Este padrão atrairá consciências positi-
vas e elevadas ou assediadores espirituais. Imagine alguém
que não prioriza um comportamento equilibrado e responsável
e se projeta com lucidez no plano astral. Com certeza esta pes-
soa poderá encontrar consciências não muito agradáveis.
Nós sempre achamos que somos “bonzinhos” e que faze-
mos tudo da forma correta, mas somos o resultado do percurso
de várias reencarnações, em que a falta de conhecimento nos
leva a cometer erros primários e viver emocionalismos rasteiros
e pré-maternais.
As projeções da consciência precisam ser alicerçadas por
uma condição consciencial mais feliz e bem resolvida. Aqueles
que sofrem de depressão, fobias e carências devem saber que
os processos psicológicos deste tipo culminam com o assédio es-
piritual. Para profissionais do comportamento humano, os casos
em que o paciente já perdeu o controle da vontade, por influên-
cia de consciências doentias, são mais difíceis de serem trata-
dos, pois é necessário dispor de um mínimo de controle do ego
para conquistar uma condição psicológica saudável e produtiva.
O que quero dizer é que somos consciências com manifes-
tação multidimensional e que os processos e atitudes realiza-
das em qualquer veículo de manifestação da consciência, (cor-
pos físico, astral ou mental), afeta todos os outros.
Os padrões energéticos mais saudáveis revelam pessoas
melhor resolvidas e que podem realizar o auto-enfrentamento
evolutivo sem as barreiras do ego emocionalmente imaturo.
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A necessidade de se auto-rever é condição essencial de matu-


ridade. Quando somos juízes de nós mesmos, sempre nos ab-
solvemos de qualquer erro, de forma que prosseguimos na re-
petição do mesmo até que ele resulte em situações que
tenhamos que tomar atitudes.
Durante séculos reencarnamos como homens, mulheres,
negros, brancos, amarelos, mendigos, religiosos, governantes,
pobres, ricos etc. e, de repente, em determinada vida nos acha-
mos no direito de manifestar racismo, chauvinismo, sectarismos
e professar perfeccionismos que são mais patológicos do que
saudáveis.
Para iniciar uma auto-análise você pode usar o seguinte
parâmetro: Você é agressivo, passivo, passivo-agressivo ou as-
sertivo? É importante que seja sincero na sua reflexão e não
use de auto-engano ou justificativas tolas. O número de pes-
soas assertivas não é tão grande. Se dividirmos a população
deste planeta conforme o nosso quadro de avaliação conscien-
cial, poderemos identificar que:

+ 80% da população do planeta é de consciências primiti-


vas ou primárias (5.360.000.000 de consciências )

+ 18% da população do planeta é de consciências médias


(1.206.000.000 de consciências)

+ 1,99% da população do planeta é de consciências avan-


çadas (133.330.000 de consciências)

+ 0,01% da população do planeta é de consciências muito


avançadas ( 670.000 consciências )

Mas, vamos analisar a população da Terra conforme pesqui-


sas e estudos baseados em projeções conscientes.
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População (%) Projeção Reencarnação Idade Condição consciencial


6.700.000.000 (*) consciencial

+80 Inconsciente Fechadas dentro Primitiva/ Autocorrupção


5.360.000.000 Sem percepção do corpo físico Primária Auto-engano
da consciência Dependente Automimese
central (*) consciencial Egão
Apegada a locais Dispende mais tempo
e grupos com chacras mais baixos
Pensamentos em suas atividades
restritivos diárias (não tem
Aceita idéias consciência disso)
baseadas no Não possui
misticismo, neófobo referenciais próprios
e com referenciais Pessoas que apresentam
paroquianos e conflitos internos (ego
sectários carma), fobias, depres-
Processo cotidiano são, processos de
repetitivo e nunca projeção e negação da
revisto realidade, dificuldades
de relacionamento
(grupo carma) em algum
nível, dificuldades para
efetuar mudanças e
doenças baseadas nos
chacras mais baixos
Comportamento
Agressivo/Passivo

+18 Semiconsciente Não é trancada no Média Possui referenciais


1.206.000.000 Pouca percepção corpo físico próprios.
da consciência Não é tão apegada O ego já é melhor
central (*) a locais e grupos e administrado. O chacra
os pensamentos já do sentimento (cárdio)
não são tão restritivos. tem lugar de destaque.
Ainda aceita idéias Dificuldades de auto-
místicas com reservas enfrentamento.
Comportamento
Agressivo/Passivo

+1,99 Consciente Consciência bem Avançada Tem condição


133.330.000 e contínua resolvida, consciencial privilegiada
Muita percepção independente. Pode produzir projeções
da consciência Não é apegada a mentais
central locais ou pessoas. Auto-enfrentamento
Racional e lógica. Laringochacra
Tem discernimento Comportamento assertivo
aguçado. Psicossoma
solto e elástico

+0,01 Contínua Consciência livre Muito Tem condição


670.000 Percepção Consciência avançada consciencial privilegiada
absoluta da contínua Projeção mental
consciência Coronochacra e
central (**) Frontalchacra
Auto-enfrentamento
Comportamento assertivo

(*) Números Absolutos


(**) A CONSCIÊNCIA NO CORPO FÍSICO MANIFESTADA ATRAVÉS DOS PROCESSOS CERE-
BRAIS.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:42 PM Page 37

P
ode ser identificada conforme parâmetros pela vivência
intrafísica na zona de sombra do discernimento. Manifes-
tação voltada para o comportamento emocional velado
ou reconhecido.
Essa é a idade consciencial característica da grande maioria
do nosso planeta (80%). São personalidades conflitantes. Pes-
soas que vivem relacionamentos emocionais, dependentes e
imaturos. Têm necessidade da opinião de outras pessoas para
auto-afirmação. Possuem carências não resolvidas e processos
sexuais não controlados. Costumam justificar seus erros apon-
tando alguém como culpado. São pessoas com estrutura basea-
da em amestramento ou referenciais culturais rígidos e, como
não possuem discernimento para ter uma descrição pessoal do
mundo que as cerca, são dependentes de opiniões e crenças ter-
ceirizadas ao longo de suas vidas. Pertencem ao grande cardu-
me que professa o ritualismo arcaico baseado em misticismos
copiados e recheados de histórias milagrosas em que santos,
deuses, gurus e mestres estão sempre à disposição, como la-
caios, para salvar pessoas, não importando o erro cometido.
Após o arrependimento, serão aceitos no reino de Deus. Que ma-
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ravilha! Acreditam que todos somos iguais perante o Senhor, o


que significa que alguém que é honesto, é igual a um assassino,
que Gandhi ou Chico Xavier são absolutamente iguais a Hitler.
Neste grupo estão as pessoas passivas e agressivas ou
passivas-agressivas e, mesmo que este comportamento não
transpareça devido ao autocontrole, em determinado momento
ele vem à tona em situação de tensão ou conflito.
Esse nível de consciência está principalmente relacionado
às energias geradas pelo trabalho dos chacras mais baixos, em
especial com o sexochacra e o esplenicochacra. Estes chacras
fazem com que as pessoas tenham características de conteúdo
psicológico como: tendência a persecutoriedade (mania de per-
seguição), a pessoa se sente sempre observada ou com a idéia
fixa de que, sempre que houver duas ou mais pessoas conver-
sando, estarão falando (mal) dela; ouve coisas que não foram
ditas; tira conclusões precipitadas com relação às atitudes dos
outros; faz juízos errados na maioria das vezes; tem devaneios
negativos contínuos e assustadores; dificuldades para aceitar
pessoas com idéias diferentes das suas (acha que a sua forma
de pensar é a correta); é agressiva ou passiva (dissimulada);
precisa do reconhecimento nas coisas que se propõe a fazer e
se chateia quando não é elogiada ou aprovada; compete sem-
pre e não sabe perder; considera-se diferente e correta, mas
esconde todas as coisas que considera negativas para que os
outros não a possam julgar ou diminuir; sofre de descontrole e
agride achando que desta forma vai mostrar sua força; tem ten-
dência a exagerar no tamanho dos problemas que a afligem;
ajudam por meio das palavras consoladoras e paliativas; não
têm tolerância; e acreditam nas macro mudanças anunciadas
por profetas, gurus etc., por exemplo, “O fim do mundo está pró-
ximo”.
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A idade primária divide-se em três níveis, que são os es-


tados de consciência proporcionados pela maior atividade de
um dos três chacras: sexochacra, esplenicochacra e umbilico-
chacra.

Aproximadamente metade da população mundial trabalha


com o chacra básico, mas se considerarmos outros fatores, co-
mo religião, filosofias e crenças pré-maternais ancoradas nos
medos concedidos gratuitamente pela ignorância, devemos
chegar a pelo menos 60%, o que representa, em números apro-
ximados, a quatro bilhões e vinte milhões de pessoas que agem
muito mais pelo instinto do que pela razão.
Aqui você é acusado, julgado e condenado por absoluta ig-
norância. Esta é a área das sombras.

Por volta de seiscentos e setenta milhões de pessoas pro-


duzem a sua maior atividade energética neste chacra e apre-
sentam também características de energias densas e emocio-
nais. Agem mais pelo instinto do que pela razão.

Outros seiscentos e setenta milhões pertencem ao nível de


produção de energias emocionais que se manifestam na agres-
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sividade humana e no instinto com imaturidade. Estão com a


consciência no chacra umbilical.
Estes três grupos totalizam cinco bilhões e trezentos e ses-
senta milhões de pessoas que têm tendência a atitudes co-de-
pendentes, agindo como consciências grupais. Acham que o
certo é o que todo mundo faz, como um cardume ou rebanho.
Seguem os modismos nubladores da consciência e os compor-
tamentos vazios de assistir novelas ou participar de idéias, filo-
sofias e pensamentos massageadores do ego paroquiano. São
as mesmas pessoas que, durante várias reencarnações, come-
tem as mesmas injustiças e maldades, promovem as guerras,
competem pelo poder e pouco se importam com os seus seme-
lhantes. Essas pessoas condenaram todos aqueles que tinham
idéias próprias e que de alguma forma se destacaram pela sua
inteligência, como: Galileu, Giordano Bruno, Martin Luther King,
Sadat, e outros que foram executados nas inquisições e nas
guerras, empalados pela maldade e ignorância que nos impe-
dem de enxergar a verdadeira razão da nossa existência. “Errar
é humano” ou “Todo mundo faz, eu também posso fazer!” são
frases corriqueiras deste tipo de consciência que está mais a
fim de massagear o próprio ego com mentiras convenientes, do
que aproveitar através do próprio esforço esta chance que te-
mos para evoluir.

• Gosta da MITOLÂNDIA (vivência em crenças, crendices,


processos místicos e sob amestramento ideológico de al-
gum tipo)
• É submisso, sem saber, à muletas escravizantes, primárias
e dispensáveis (santinhos, patuás, amuletos etc.)
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• É influenciável
• É neófobo (tem dificuldade para encarar o que é novo)
• Está fora da programação existencial (fora do seu roteiro
da programação espiritual)
• Está preso a convicções incontestáveis
• Deixa de vivenciar experimentos por ter medo que caiam
por terra as suas suposições cegas e que permanecem
sem qualquer comprovação
• Percorre o caminho embotado das crenças, fés e creduli-
dades
• Vive devaneios românticos e infantis
• Sabe que o ódio não é um comportamento saudável ou fal-
ta de evolução
• Sabe que o que faz sofrer é o desamor, a patologia do ódio
ou os caprichos
• Quando lhe fazem crítica a um comportamento, fica com
raiva e desanda no descontrole e na agressividade desme-
dida, não compatível com a situação
• Deslumbra-se com hinos, danças e rituais
• Somatiza moléstias – paralisias , doenças musculares, dis-
túrbios auditivos e alterações do soma de todos os tipos -
o tempo todo, uma depois da outra
• Exerce, contrariado, ocupação de que não gosta
• É inseguro e sugestionável por meios de mass media (TV,
Rádio, Livros etc...)
• Acredita piamente em pessoas, livros, jornais, revistas e
gravações, sem racionalizar ou questionar
• Entra na onda do santo da moda, dos misticismos em vigor
e dos cacoetes primitivos, inventados por pessoas de ma-
nifestação consciencial primária
• Exalta ocultismos e misticismos não vivenciados
• Pendura crucifixos, patuás e cristais milagrosos no pescoço
• Apela para o poder superestimado das energias das pirâ-
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mides para melhorar sua segurança psíquica sem pensar


nas suas próprias energias conscienciais
• Segue as lavagens cerebrais (marketing) das religiões tra-
dicionais
• Usa simpatias, sal grosso, superstições e badulaques con-
tra o “mau olhado”, “o olho gordo” e as invejas onipresen-
tes vindas de todo o mundo
• Bate na madeira três vezes seguidas ao ouvir qualquer
alerta de algum advogado do diabo, com medo de viver o
próximo minuto
• Tem tendência a uma vida preguiçosa, improdutiva, regada
por mentiras que justificam sua falta de vontade e empenho
• Quando tem um assunto que lhe contradiz, faz ouvidos de
mercador (mecanismo de negação do ego infantil)
• Pratica a maledicência
• Tem dificuldades para auto-rever seus comportamentos cri-
ticados por outrem
• Tem dificuldades para conter a gula
• Tem dificuldades para conter a raiva
• Apaixona-se com facilidade, demonstrando idade mental
bem abaixo da idade cronológica (imaturidade mental)
• Tem picos de descontrole repetitivos com situações que já
deveria ter aprendido a lidar
• Não consegue se organizar na vida pessoal (afetiva, fami-
liar, financeira, social etc...)
• Não sabe lidar com o poder
• Quando tem o poder nas mãos, acha que pode fazer o que
bem entende
• Sexualmente é imaturo
• Não respeita as pessoas que o cercam, achando que sem-
pre tem razão
• É controlador(a)
• Busca o príncipe ou a princesa encantada
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• Carrega ranços e ódios


• Quer controlar o ambiente que está a sua volta
• Sofre sedução por contato de qualquer um dos cinco sentidos,
mesmo não havendo sedução holochacral da outra parte
• Utiliza com muita frequência o subcérebro abdominal
• Busca parceiro bom de cama
• Busca parceiro de beijo irresistível
• Escolhe para parceiro (esposo(a), noivo(a), namorado(a))
alguém que só reclama da vida; é autocorrupto e tem ata-
ques nervosos infantis sem o mínimo esforço para mudar
• Confia em pessoas que vivem descuidadas consigo pró-
prias e sem nenhum conteúdo interior

Se você se reconhece em pelo menos cinco destes


itens citados, a sua maturidade consciencial não vai ser re-
conhecida nem com a ajuda de um microscópio eletrônico.
Acorde!

Pode ser identificada como o ponto médio entre a idade


primária e a avançada, ora agindo de forma coerente e exaltan-
do o mentalsoma (chacra coronário), ora caindo nas armadilhas
do emocionalismo. Vive sem questionar sua própria incoerên-
cia, ainda procurando justificativas convenientes ou primárias
em alguns momentos para descrever ou entender tudo aquilo
que a cerca. Trabalha a maior parte do tempo na produção de
energias do umbilicochacra e do cardiochacra.
Aí estão, mais ou menos, 18% das pessoas do planeta.
Vivem relacionamentos emocionais ainda acreditando no amor
romântico ao invés do compromisso maduro. Têm necessidade
da opinião de outras pessoas para confirmar o que já sabem e,
em muitos casos, tomam decisões maduras. Os processos se-
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:42 PM Page 44

xuais já são melhor controlados e, quando cometem erros, são


mais flexíveis em aceitá-los.
Essa idade consciencial ainda têm a estrutura psicológica
baseada, na sua maior parte, em amestramento através de li-
vros sagrados, filosofias, religiões, regimes políticos, manuais de
comportamento humano ou referenciais culturais. Possuem dis-
cernimento para ter uma descrição pessoal do mundo que os
cercam e o fazem com segurança, mesmo não vivendo a multi-
dimensionalidade em toda a sua extensão. Ainda professam ri-
tualismo arcaico. Já não têm certeza de que todos somos iguais.
Este nível de consciência tem muito a ver com o umbilico-
chacra e cardiochacra. Pelo fato da consciência transitar em al-
guns momentos em energias geradas pelo cardiochacra, permi-
te que dêem continuidade às coisas que realizam, porque este
centro de força é o da continuidade. São agressivas ou passi-
vas nos relacionamentos. Também acreditam nas grandes mu-
danças anunciadas por autoridades religiosas, videntes, gurus;
por exemplo, “As mudanças do 3º Milênio”, “Salvação da Alma”,
“Ressurreição”, “Armagedon”, “Fim-dos-Tempos”.
Estes chacras fazem com que as pessoas tenham caracte-
rísticas de conteúdo psicológico como:

• São emotivas, na maioria das vezes formam sua própria opi-


nião sobre as pessoas e coisas, não têm tantos devaneios;
• Têm um contato maior com a realidade;
• Respeitam aqueles que têm idéias diferentes das suas e
incorporam novos comportamentos mais saudáveis na sua
estrutura psicológica;
• São mais maduros;
• Não se importam tanto com a opinião dos outros;
• Têm iniciativa própria;
• Procuram resolver questões do dia-a-dia de uma forma mais
coerente, sem exagerar na proporção dos problemas etc.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:42 PM Page 45

Pode ser identificada conforme os parâmetros pela vivên-


cia intrafísica, fora da zona de sombra do discernimento cons-
ciencial. Exercita o laringochacra.
Aí estão, mais ou menos, 1,9% das pessoas do planeta.
Não vivem relacionamentos emocionais, mas sim sentimentais.
São práticos. Têm compromissos afetivos maduros. Não têm
necessidade da opinião de outras pessoas para confirmar o que
já sabem e tomam decisões coerentes. Os processos sexuais
são melhor controlados e quando detectam erros, procuram
imediatamente corrigi-los. Não têm conflitos internos, pois são
bem resolvidos em seus conteúdos psicológicos. São asserti-
vos e flexíveis. Não se alteram em situações tensas. Relacio-
nam-se com facilidade e verbalizam de forma coerente e sen-
sata seus sentimentos e pensamentos.
Sua estrutura psicológica está fora de condicionamentos e
referenciais ditados por livros sagrados, filosofias, religiões, re-
gimes políticos e manuais de comportamento humano; pos-
suem discernimento para ter uma descrição pessoal do mundo
que os cerca, vivendo a multidimensionalidade em toda a sua
extensão. Não professam qualquer tipo de ritualismo. Sabem
que cada um é responsável pelo que pensa e realiza. Este ní-
vel de consciência trafega na maior parte do tempo no frontal-
chacra. Este fato produz uma condição de linearidade energéti-
ca e consciência evolutiva.
Estes chacras fazem com que as pessoas tenham caracte-
rísticas de conteúdo psicológico como:

• Tranquilidade, mesmo nas situações mais críticas


• Estão isentos da tanatofobia
• Têm comportamento expresso em pensamentos e senti-
mentos de maxifraternidade
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:42 PM Page 46

• Felicidade interior
• Satisfazem-se com pouco e estão sempre disponíveis pa-
ra ajudar através do esclarecimento. São assertivas em
seus comportamentos

• Sai definitivamente da MITOLÂNDIA


• A auto-organização começa pela disciplina da preguiça
• A maturidade aparece na pior adversidade
• Não desperdiça o tempo falando ou ouvindo sempre a
mesma ladainha (de qualquer pessoa: amigo, esposo(a),
parente, conhecido etc.)
• Tem parceria evolutiva
• Dedica o tempo a um trabalho de que gosta
• Não vive preso a convicções inverificáveis
• Gosta de vivenciar novas experiências e rever posiciona-
mentos
• Não gosta de percorrer caminhos embotados por crenças
convenientes de instituições baseadas em verdades abso-
lutas inverificáveis
• Está fora do contexto das fés e credulidades impostas
• Não vive devaneios conscienciais românticos e infantis
• Não se fascina com facilidade por hinos, danças e rituais
• Não fica buscando o príncipe ou a princesa encantada
• Não somatiza moléstias – paralisias, doenças musculares,
distúrbios auditivos e alterações do soma de todos os tipos
– o tempo todo, uma depois da outra
• Não exerce contrariado ocupação de que não gosta
• Não é inseguro, influenciável ou sugestionável, “videotá-
rio”, “radiotário” ou “bibliotário”
• Não acredita piamente em pessoas, livros, jornais, revistas
e gravações sem analisar e fazer uma avaliação
• Não se envolve com modismos e misticismos em vigor
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• Não mistifica as ocorrências que não consegue entender


• Não pendura crucifixos, patuás e cristais milagrosos no
pescoço
• Não apela ao poder superestimado das energias das pirâ-
mides para melhorar a segurança psíquica recorrendo às
suas energias conscienciais
• Não segue as lavagens cerebrais das religiões tradicionais
• Não usa de simpatias, sal grosso, superstições e badula-
ques contra o “mau-olhado” e as invejas onipresentes vin-
das de todo o mundo
• Não tem medo da vida
• Quer ser e é muito feliz
• Não carrega ranços nem ódios
• Não é carente de elogios infladores do ego
• Consegue discernir e dimensionar a sua competência pes-
soal de forma organizada e com coerência
• Não permanece em “lutos” prolongados quando sofre perdas

Trabalha a maior parte do tempo no nível dos chacras fron-


tal e coronário.
Está livre de todas as idéias limitantes. Tem sua própria
descrição do universo. É uma condição liberta e privilegiada. Já
não vive na mitolândia há muito tempo.
Aí estão, mais ou menos, 0,01% das pessoas do planeta.
Vivem relacionamentos lógicos e racionais. São práticos. Têm
compromissos afetivos maduros. Não têm necessidade da opi-
nião de outras pessoas para confirmar o que já sabem e tomam
decisões coerentes. Os processos sexuais são bem controla-
dos e quando detectam erros procuram imediatamente corrigi-
los. Não têm conflitos internos, pois são bem resolvidos em
seus conteúdos psicológicos. São assertivos e flexíveis. Não se
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alteram em situações tensas. Relacionam-se com facilidade e


verbalizam de forma coerente e sensata seus sentimentos e
pensamentos.
Sua estrutura psicológica está fora de condicionamentos e
referenciais ditados por livros sagrados, filosofias, religiões, re-
gimes políticos e manuais de comportamento humano e pos-
suem discernimento para ter uma descrição pessoal do mundo
que os cerca, vivendo a multidimensionalidade em toda a sua
expressão. Não professam qualquer tipo de ritualismo. Sabem
que cada um é responsável pelo que pensa e realiza. Este ní-
vel de consciência trafega na maior parte do tempo no frontal
chacra e coronochacra. Este fato cria uma condição de lineari-
dade energética e consciência evolutiva.
Estes chacras fazem com que as pessoas tenham caracte-
rísticas de conteúdo psicológico como:

• Tranquilidade, mesmo nas situações mais críticas


• Estão isentos da tanatofobia
• Têm comportamento expresso em pensamentos e senti-
mentos de maxifraternidade
• Felicidade interior
• Satisfazem-se com pouco e estão sempre disponíveis pa-
ra ajudar através do esclarecimento
• São assertivas em seus comportamentos

Evoluir é a viagem da auto-aceitação. É querer ter


consciência. É querer arcar com a responsabilidade de ser
feliz e permitir que o mundo (ou o universo) exterior possa
conviver com o seu mundo interior. É viver tudo o que exis-
te a sua volta.
Não evoluir é estar parado na negação. É não ter cora-
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gem para evoluir, é não querer entrar em contato com o que


incomoda, é desejar não ter que arcar com a responsabilida-
de de ser feliz, não permitir que o mundo (ou o universo) ex-
terior possa conviver com o seu mundo interior, é limitar a
sua vida apenas àquilo que você quer que exista a sua volta.
Quando digo que devemos permitir que todas as coi-
sas do universo sejam aceitas dentro de cada um de nós,
quero dizer que devemos aprender a lidar com todas as coi-
sas do universo. Então, estaremos quebrando a barreira do
que é pouco inteligente, do que é restritivo. A abertura de
todos os chacras só pode ser possível no momento em que
atingirmos este estágio.
A não aceitação da realidade se apresenta nas coisas
mais simples do cotidiano. Quando queremos impor a nos-
sa opinião, quando nos irritamos por pouca coisa, quando
não aceitamos alguém..., o nosso EGO é o nosso limite. Se
quisermos conviver com a verdade, devemos saber que,
tanto o que nos é agradável, como o que não é, tem de ter
livre trânsito pela nossa consciência, e devemos ter bem
claro que a consciência é tudo o que gostamos e aceitamos,
como o que não gostamos ou não aceitamos. A grande difi-
culdade de lidar com o que não aprendemos, ou temos me-
do, nos faz evitar a possibilidade de novas experiências e de
crescimento interior. Quando temos nossas próprias expe-
riências, aquilo que aprendemos se torna um fato; já, quan-
do aprendemos por meio das experiências dos outros, nada
mais adquirimos senão uma concepção mental que muitas
vezes pode estar longe da realidade, pois apenas imagina-
mos, não sentimos. Daí podemos incorrer em:

• Autocorrupção
• Auto-engano
• Automimese (repetição, cópia)
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• Referenciais errados
• Padrão energético voltado para o trabalho com os chacras
mais baixos
• Egão
• Imaturidade consciencial
• Dependência energética
• Carência energética
• Falta de posicionamento
• Falta de discernimento lógico
• Dissonância cognitiva
• Medo
• Raiva
• Preguiça
• Negação de conhecimento
• Viver no passado (lembranças)
e por aí afora

Quem gira 60 minutos por hora, 24 horas por dia e 365


dias por ano ao redor de si mesmo, do seu pequenino ego
infantil e imaturo, dos seus pequenos prazeres e das suas
mágoas pessoais, será necessariamente infeliz. Para ser
profundamente feliz é indispensável abandonar de vez a
trajetória do seu ego e lançar-se à vastidão do infinito rumo
à Consciência Universal.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:42 PM Page 51

S
omos dotados de dois mecanismos básicos e instintivos pa-
ra lidar com situações de confronto: “Lutar ou Fugir”. É uma
reação física automática que desencadeia ação rápida ao
enfrentarmos uma ameaça física ou emocional.
Mas nós somos incapazes de distinguir entre uma ameaça
física ou emocional. Um exemplo que ilustra bem o caso: quan-
do temos que enfrentar uma situação, como uma conversa com
o nosso diretor, um vestibular, uma entrevista de emprego, o ba-
timento cardíaco e a respiração aceleram. Isto não é uma
ameaça fisica, e sim emocional.
Durante a nossa vida, adquirimos mais prática e mecaniza-
mos comportamentos com o tipo de resposta “lutar ou fugir”, do
que “conscientemente” exercer a nossa habilidade de expres-
sar os pensamentos verbalmente de forma racional e lógica.
Em outras palavras, em uma situação de confronto que envol-
va ameaça emocional, teremos maior tendência a nos compor-
tar de modo agressivo ou passivo do que assertivo.
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1. Passivo
2. Agressivo
3. Passivo / Agressivo
4. Assertivo

É por natureza “parado”. Evita confrontos, ainda que isso o


prejudique. Tem a esperança de que as pessoas o compreen-
dam, mesmo sem verbalizar o que deseja.
Preocupa-se com a opinião dos outros a seu respeito. Tem
dificuldades para expressar seus sentimentos.

• Perde energia por não saber dizer não


• Mínimo contato visual (olhar fugidio)
• Olha para o chão
• Aparentemente pacato, quieto
• Voz hesitante e baixa
• Parece não saber direito o que quer, fala confusa
• Atitude defensiva
• Postura encolhida
• Mexe as mãos
• Inquietude
• Dificuldade de verbalizar o ponto de vista contrário
• A mente nubla quando precisa reagir a uma situação
• Culpa-se de tudo
• Evita abordagem direta
• Justifica-se excessivamente e sem necessidade
• Solicita aprovação
• Cede facilmente
• Gera simpatia
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• Faz com que as pessoas se sintam culpadas em pedir-lhe


as coisas
• Não tem objetividade, mistura a situação atual com recor-
rências ao passado

Veja esta situação como exemplo da característica de uma


pessoa passiva.

Crítica injusta e agressiva por


parte de alguém

Injustiça, ressentimento, mas não


se defende devido à baixa auto-estima


Totalmente passivo

Nada fica resolvido; está


➞ Não pode lidar com essas
consciente de que não reagiu situações por causa
como devia; se sente humilhado da baixa auto-estima

Revela agitação e aparente ansiedade ou impaciência.


Tem necessidade de dominar o outro. Entra em confronto. Sen-
te-se superior e desqualifica as pessoas. Está preocupado com
os próprios desejos e muito pouco preocupado com quem está
a sua volta. Não leva em conta a opinião de ninguém, tem sem-
pre razão. Ganha no grito. Desrespeita o direito de outras pes-
soas e não se importa com isso.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:42 PM Page 54

• Máximo contato visual


• Olha para a frente de forma difusa, não encarando direta-
mente
• Inquieto
• Voz alta, toma o espaço
• Seco
• Aperta os dedos e aponta
• Mexe as mãos
• Balança a perna
• Verbaliza o ponto de vista contrário, agressivamente ou de
forma invasiva
• Falta de discernimento nas colocações – vence no grito
• Imediatamente joga a culpa nos outros
• Critica as pessoas e não seu comportamento
• Interrompe com frequência
• Autoritário
• Usa de sarcasmo, crítica, escárnio para ganhar a questão
• Não deixa os outros falarem
• Usa de voz de comando como se soubesse de tudo
• Solicitações parecem ordens
• Humor lábil
• Engrossa facilmente a situação
• Emite julgamentos gratuitos em relação ao comportamento
dos outros
• Agressiva, invasiva (não tem discernimento)
• Seduz demonstrando segurança
• Controle do ambiente
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Veja esta situação como exemplo da característica de uma


pessoa agressiva.

Crítica injusta e agressiva


por parte de alguém

Injustiça, ressentimento; perde


o controle; vira uma fera


Totalmente agressivo


Nada fica claro porque ficou muito Procura “negar” para si que
furioso, se sente culpado ou foi agressivo ou se excedeu.
se vangloria do que fez. A culpa foi do outro.

Apresenta comportamento misto, com elementos de agres-


sividade e passividade. Ansioso em acertar contas sem riscos
de confronto. Comportamento frequentemente encontrado em
pessoas que querem se afirmar sem ter poder para tanto.

• Mínimo contato visual


• Olha para frente mais que para o chão
• Lacônico, suspira de impaciência
• Exasperado, usa expressões como “Isto não é possível”,
“Não acredito no que estou vendo”, “Não acredito no que
estou ouvindo”
• Postura fechada
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• Alterna a altura da voz


• Aperta os dedos e aponta
• Alusões sarcásticas, senso de humor irritante
• Faz acerto de contas indiretamente
• Emite julgamentos gratuitos em relação ao comportamento
dos outros
• Dificuldade de contato com a realidade
• Humor lábil
• Engrossa facilmente a situação

Veja esta situação como exemplo da característica de uma


pessoa passiva-agressiva.

Crítica injusta e agressiva


por parte de alguém

Injustiça, ressentimento, perde


o controle, vira uma “fera”
ou engole “sapos”

Conformação/reação


Não fica claro porque ficou Procura justificar o seu
muito irritado/furioso ou comportamento contraditório
muito apático/retraído para si e para os outros.

• Defende seus direitos e, ao mesmo tempo, é capaz de


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aceitar que outras pessoas também tenham os seus


• Contato visual suficiente para dar a entender que está sen-
do sincero
• Tom de voz moderado, neutro
• Postura comedida e segura
• Expressão corporal condizente com as suas palavras
• Trata as pessoas com respeito
• Aceita acordos e soluções
• Aceita declarar ou explicar suas intenções
• Vai direto ao ponto sem ser áspero
• Insiste na busca de seu objetivo
• Bem-humorado
• Não rumina raivas e ranços
• Contato com a realidade
• Decide sobre os sentimentos e emoções que alimenta
• Pode mudar de opinião
• Defende ou não os seus direitos

Veja esta situação como exemplo da característica de uma


pessoa assertiva.

Crítica injusta e agressiva


por parte de alguém

Entendimento e análise. Imparcialidade


Totalmente Assertivo, bom contato


➞ Tudo fica bem entendido
visual. Tom de voz neutro, postura e resolvido
aberta, atenção à linguagem.
Posicionamento impessoal e seguro,
colocando limites, se necessário,
no comportamento do outro.
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TIPO VANTAGENS INCONVENIENTES RECOMENDADO NÃO


RECOMENDADO
PASSIVO Evita confrontos Você não é levado Quando o Quando o
a sério; seu ponto confronto trouxer posicionamento
de vista é ignorado; menos beneficios; para atingir
você alcança muito quando estiver sob seus resultados
menos do que seu a iminência ou for importante.
potencial permite; ameaça de
sofre de estresse violência fisica.
gerado por você
mesmo; sua auto-
estima está abalada;
as pessoas não o
respeitam; sofre de
depressão/perda energia
vital constantemente;
rumina pensamentos e
sentimentos negativos;
tem temores
inexplicáveis.

AGRESSIVO Você consegue A longo prazo você Em tempos de Em todas as


vitória pela tende a perder; seu crise, quando outras
“força”, no grito comportamento irrita precisar que as circunstâncias.
e não pelo e aborrece as pes- pessoas atuem
entendimento soas. As pessoas sem hesitação.
na maioria das o evitam; você é
vezes por muito egoista;
imposição e relaxam no
através de atendimento as suas
ameaça real solicitações porque
ou velada. não tomaram
qualquer iniciativa
própria.

PASSIVO- Você tem a ...não conseguiu NUNCA SEMPRE


AGRESSIVO impressão de nada; as pessoas
que conseguiu não gostam de você
algo, mas... e não o respeitam.

ASSERTIVO Você alcança os Nenhum Sempre, exceto... ...quando a


resultados alme- hora for errada;
jados; as pessoas quando o
gostam de você resultado não
e o respeitam; sua valer a pena.
autoconfiança e
auto-estima são
fortalecidas;
você fica menos
estressado; você
demonstra cla-
ramente que as
suas posições
não têm a ver
com satisfação
do próprio EGO.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:43 PM Page 59

• Bom contato visual ou auditivo


• Tom de voz neutro
• Postura aberta
• Atenção à linguagem

Para que alguém obtenha condição de assertividade deve


ter um diálogo interno positivo e equilibrado.

• De ser o seu próprio juiz


• Ser tratado com respeito
• Expressar os seus desejos e como se sente
• Expressar sua opinião
• Ser ouvido (ter a atenção do intelocutor)
• Ser imperfeito
• Cometer erros
• Sentir-se bem
• Basear algumas decisões em suas emoções ao invés da
lógica, se este for o seu desejo
• Fazer o seu marketing pessoal em certas ocasiões
• Decidir sobre os sentimentos e emoções que alimenta
• Mudar de opinão
• Defender ou não os seus direitos

Se você não tem direitos, o direito do outro é soberano. Vo-


cê não tem poder de resposta; a única alternativa é fazer con-
cessões.
Veremos na página seguinte um quadro com exemplos e
atitudes, com e sem a utilização dos direitos assertivos.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:43 PM Page 60

Veja um exemplo com dois itens mencionados na página


anterior:

Seus direitos Quando você acha Quando você acha


assertivos que não tem direito que tem o direito

De ser o seu Pensará que a opinião do outro é Pensará que sua opinião é importante
próprio juiz mais importante que a sua. O que e que a opinião do outro poderá ou
os outros fazem é certo. O outro não compor o resultado de sua
tem razão, eu devo estar errado, decisão.
senão, ele não estaria falando.
Não permitirá que ninguém o julgue
Escolher e ter Permitirá ser frequentemente porque você é o seu próprio juiz.
seus próprios julgado e condenado pelo outro. Cada um de nós é herdeiro de si
sentimentos e mesmo.
emoções Terá a impressão de que não
controla seus sentimentos e Se responsabilizará pelos seus
emoções e as outras pessoas sentimentos e terá, portanto,
decidem como você deve se sentir. pensamentos mais positivos e
Adotará facilmente uma otimistas. Alquimizará positivamente.
mentalidade de “vitima da Resistirá as pressões, manipulações,
enchente”. chantagens emocionais e elogios
mentirosos.

Sentirá simpatia pelas pessoas que


têm baixo controle de seu estado
emocional. Quando tentar influenciar
outra pessoa, o fará com franqueza
e honestidade, sem enganá-la.

Não pense em usar seus direitos para levar vantagem, e


sim para resolver as situações da melhor forma possível.
A idéia é ter comportamentos maduros e bem definidos de
forma a resolver toda a situação que se apresentar à sua fren-
te, com tranquilidade.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:43 PM Page 61

D
evemos levar em conta que somos o resultado dos
nossos pensamentos e sentimentos. O equilíbrio ener-
gético de cada um depende única e exclusivamente
das suas reações frente a sua realidade física. Pessoas que
não são assertivas têm propensão a carregar no seu porão da
consciência raivas, ranços e conteúdos negativos ou mal-elabo-
rados. Nesta condição, o ambiente multidimensional pode ser
vulnerável às turbulências e assédios conscienciais.
Devemos carregar o mínimo de “cracas” energéticas
possível; o ideal é não carregar nada. Cada um de nós, além
de gerar suas próprias energias, também se relaciona com as
energias geradas por aqueles que nos cercam e a dos ambien-
tes pelos quais transitamos. Por isso, é importante o comporta-
mento equilibrado e desvinculado de todo e qualquer tipo de
emocionalismo amamentador do “egão” imaturo.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:43 PM Page 62

1. Não intencional ou Involuntária e sem consciência*


2. Não intencional ou Involuntária e com consciência
3. Intencional ou Voluntária e sem consciência
4. Intencional ou Voluntária e com consciência
5. Intencional ou Voluntária e com consciência contínua

*Sem consciência = sem percepção da consciência central.

• Maioria das consciências deste planeta (80%)


• Projeção fisiológica apenas. O corpo astral descoincide pa-
ra captar energia e realizar seus afazeres espirituais
• Sonhos vívidos, mas confusos, incoerentes, fragmentados
• Pode acordar cansado por sangramento energético
• O corpo não aceita as informações
• Vinculado a localidades, grupos ou pensamentos restritivos
• Emocionalismo infantil
• Não vivencia a espiritualidade ou vivencia de forma primitiva.
• Dependente das idéias e pensamentos de outras cons-
ciências
• Pratica ou necessita de rituais ou manuais de comporta-
mento

• Grupo menor (10%) e que muitas vezes explica a projeção


da consciência como milagre, aviso, sonho vívido, mensa-
gem espiritual, pré-cognição etc
• Tem alguma recordação, imagens mentais. Casos de
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doença, febre alta, acidente, anestesia podem favorecer a


rememoração fragmentada; aceita as lembranças como
“avisos”
• Mais emocional do que racional
• Pode ou não vivenciar a espiritualidade
• Vinculado a localidades, grupos ou pensamentos restritivos
• Dependente dos pensamentos e idéias de outra consciência

• Em torno de 9%
• A projeção é realizada voluntariamente com a finalidade de
receber informações
• Tem alguma recordação, percepção, imagens mentais, so-
nhos nítidos, rememoração fragmentada
• Aceitam as lembranças como uma informação ou “aviso”
• Mais emocional do que racional
• Vivencia a espiritualidade com mais maturidade
• Ainda vinculado a localidades, grupos ou pensamentos
restritivos
• Semi-dependente das idéias e pensamentos de outra
consciência. Aceita a multidimensionalidade, mas ainda
tem comportamentos convenientes

• Minoria das Consciências deste planeta (0,99%)


• Projeção Consciente com rememoração total ou parcial
• Pode ter experiências de consciência contínua
• Conceito diferente das Verdades Universais
• Vivencia a espiritualidade com maturidade
• Não vinculado a localidades, grupos ou pensamentos res-
tritivos ou à Mitolândia
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• Independente – tem sua própria definição da vida através


da busca constante
• Pertence a grupos que questionam Verdades Absolutas In-
verificáveis
• Aceita a multidimensionalidade e a pratica
• Tem o entendimento do que é a projeção da consciência e
se utiliza deste conhecimento para sua evolução pessoal
• Eliminou do contexto pessoal hipocrisias de qualquer espécie

• Grupo privilegiado pelo esforço consciente de evoluir


(0,01%)
• Projeção Consciente com rememoração total
• Experiências de Consciência Contínua
• Conceito diferente das Verdades Universais
• Vivencia a multidimensionalidade

• Aceita a espiritualidade e a vivencia


• Tem o comportamento baseado na ética cósmica
• Se auto-enfrenta de forma honesta
• Tem maturidade consciencial
• Dispõe de algumas horas semanais para estudos e exercícios
• Determina objetivos
• Tem persistência quanto aos seus propósitos
• Deixa de viver na mitolândia
• Não pratica a autocorrupção e auto-engano
• Analisa os pontos fortes e fracos de sua personalidade e
comportamento, corrigindo os fracos
• A idéia é auto-enfrentamento, autoconhecimento
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O
que é assédio? Como ele surge? De onde ele vem? Co-
mo ele se aproxima? Como nós o atraímos? Vamos
analisar ...
Com um simples pensamento que emitimos, por mais se-
creto ou velado que possa parecer, evidenciamos de imediato a
faixa vibratória em que estamos, que terá pronta repercussão
naqueles que estão na mesma frequência vibratória.
Assim, atrairemos aqueles que se identificam com o nosso
padrão energético e através desse processo, captando as nos-
sas atitudes, sentindo as emoções que exteriorizamos e lendo
os pensamentos, os assediadores se aproximam de nós e, não
raro, passam a nos dirigir, comandando nossos atos.
É importante pensar em como somos influenciáveis e emo-
tivos e como somos fracos e vacilantes. No livro Desobsessão,
Chico Xavier e Waldo Vieira, resumem como atraímos um assé-
dio com a seguinte frase: “O assédio decorre sempre de uma
imperfeição moral que dá ascendência a um espírito mau”.
Ou seja, não existe caminho mais curto para se atrair um es-
pírito assediador do que pelos nossos pensamentos e atitudes,
como o negativismo, sensações de derrota, tristeza, devaneios,
mau humor e comportamentos inadequados e disfuncionais.
Achamos que as nossas atitudes corriqueiras, mecanizadas pelo
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tempo e alicerçadas na ignorância, não nos causam mal.


Vejamos um exemplo: ao andar em locais públicos, troca-
mos olhares com pessoas do sexo oposto e, muitas vezes, os
nossos pensamentos e sentimentos devaneiam em situações
imaginárias com aquela pessoa que nunca vimos antes. Isto se
chama sedução holochacral. Toda a sedução se inicia com uma
auto-sedução e continua à noite, quando nosso psicossoma se
projeta e damos continuidade àquilo que iniciamos durante o
dia. Este simples devaneio é o suficiente para atrair todos os
assédios que acompanham esta pessoa ‘tão interessante’ que
nos chamou atenção.
O ser humano tende a ser mais negativo do que positivo.
Costuma fazer expansões negativas de coisas corriqueiras,
transformando-as em problemas. Temos o costume de achar
que estamos sempre em situação ruim. Por menor que seja,
sempre achamos que o nosso problema é maior do que o dos
outros, e existem até pessoas que, no auge do sucesso, aca-
bam se sentindo angustiadas sem saber lidar com o momento
por não estarem preparadas, e entram em depressão quando
devia ocorrer o contrário.
Atitudes descritas acima também são um caminho curto
para o assédio espiritual. Em muitos casos este assédio se tor-
na tão agudo que a pessoa acaba suicidando-se.
Devemos saber que pessoas que são evoluídas espiritual-
mente, que têm atitudes e pensamentos universalistas e sabem
administrar de forma saudável seu ego, não atraem assédios,
pois estas pessoas não têm uma das principais energias que o
assédio procura, que são as energias geradas pelos três chacras
mais baixos: sexochacra, esplenicochacra e umbilicochacra.
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Configura-se como assédio toda consciência encarnada ou


desencarnada que exerce influência negativa sobre o outro –
por um motivo qualquer – através de indução ao devaneio, me-
do, erro, mal-estar, sugestão ou influência negativa e desesta-
bilizadora ou coação com objetivo de domínio da vontade, pro-
cesso esse que se repete continuamente no plano terrestre ou
espiritual inferior. E por consequência, teremos o assédio e o
assediado.
Uma pessoa muito irritada, que passa por momentos de
ira, que se descontrola com facilidade, que começa a ter mani-
festações de várias doenças sem motivo aparente ou passa a
ter desequilíbrios diversos, tanto na sua vida afetiva como na fi-
nanceira ou familiar, – desequilíbrios que começam sem mais
nem menos ou sem alguma explicação lógica. Com certeza, a
pessoa está passando por um forte processo de assedialidade,
que passa a ficar mais grave se a pessoa não souber reconhe-
cer este problema, ou pior, se não enfrentá-lo com seriedade e
calma ou ainda fingir que tudo está bem, não aceitando ajuda,
deixando que seu Ego tome conta da situação.
Eis aí um grande problema do ser humano, seu “Ego”. Pes-
soas de ego muito reforçado são grandes geradoras de assé-
dio. O “egão” é uma das principais portas de entrada para uma
entidade assediadora. Os assédios sempre procuram pessoas
que têm padrão de energias vinculados aos chacras mais bai-
xos, porque geralmente estes são os chacras das emoções e
das energias mais densas que o ser humano pode produzir,
energias estas mais próximas do mundo físico.
A partir do momento que essa pessoa passa a ficar mais
espiritualizada e esclarecida e começa a trabalhar com os cha-
cras mais altos (coronário, frontal, laríngeo e cardíaco), os as-
sediadores, com certeza, começam a se afastar. Assédios não
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gostam de pessoas esclarecidas que estudam, lêem, que são


positivas, que dominam seu ego; resumindo, eles não gostam
de pessoas que passam a cuidar apenas de assuntos felizes e
produtivos.
O assédio sempre ilude, ele sempre vai dar um momento
de felicidade para sua vítima, mas essa felicidade será só apa-
rente, será um recurso para distraí-la antes do golpe final. De
uma coisa se pode ter certeza: que esse presente dado pelo as-
sédio, cedo ou tarde, será cobrado.
O problema em perceber o assédio reside, principalmente,
no estado de sutileza em que ele possa se apresentar, de tal
forma que não é detectado com facilidade, passando muitas ve-
zes inteiramente despercebido. São influências sutis que levam
a pessoa visada a procedimentos dos quais se arrependerá,
provavelmente, quando conseguir refletir com algum equilíbrio.
Não damos, às vezes, nenhuma importância aos nossos esta-
dos emocionais, que, geralmente, oscilam bastante.
Ao pararmos para pensar, veremos que para nos desequi-
librarmos emocionalmente coisas muito pequenas tornam-se
agentes poderosos que fazem balançar nossa aparente serenida-
de interior, levando-nos a estados visíveis de descontrole mental.
E, sobretudo, no cotidiano, costumamos mascarar esses
desequilíbrios e comportamentos disfuncionais de pessoas de
“personalidade forte”, “gênio forte”, “caráter forte”.
Meu marido tem o gênio forte, meu filho tem a personalida-
de forte, minha filha tem um gênio insuportável etc. Com essa
desculpa, aceita e generalizada por outras pessoas, procura-
mos negar nossos desequilíbrios de caráter e comportamento,
justificando nossa má formação íntima, o nosso mau humor, a
ira, a maledicência e tantos outros procedimentos negativos.
Tudo isso tem um nome: comportamento assediador, e não
“Gênio forte”. Não é apenas por nossas atitudes que atraímos
entidades assediadoras; essas entidades podem se acoplar a
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nós através de terceiros, através de pessoas muito próximas a


nós, até pessoas que amamos ou nos amam muito. Quando al-
guém do nosso meio (ou não) se aproxima para uma conversa,
se estiver mal acompanhada espiritualmente, repentinamente
aparece uma sensação de desconforto. Esta é uma das sinalé-
ticas. Existem outras, como por exemplo: bocejos em excesso,
sono, mau humor, dor de cabeça, pressão na testa ou na nuca,
arrepios, enjôo, dor nas costas, “peso” nos ombros, mudança
repentina de humor, medos e receios inexplicáveis e repenti-
nos, choro à toa, sem motivo aparente etc.
Nesse caso, a melhor atitude é se afastar (mesmo sendo
uma pessoa de que gostamos muito como pais, irmãos, familia-
res ou amigos); no momento é a atitude mais sensata, até por-
que esta pessoa assediada, provavelmente, estará lhe fazendo
lamentações ou falando de seus problemas atuais. Outra atitu-
de correta é começar a circular energia (se não souber, aprenda,
é como se fosse um auto-passe) e com essa circulação, você im-
pedirá que o assédio acople em sua aura, impossibilitando-o de
sugar as suas energias.
Como já foi visto no início deste trabalho, os nossos pen-
samentos podem ser grandes aliados, mas também pode
ocorrer o inverso, nossos pensamentos podem se tornar nos-
sos inimigos, abrindo as portas para a entrada de espíritos as-
sediadores. As pessoas que neste momento padecem de ata-
ques assediadores, deve-se esclarecer o quanto é essencial a
sua própria participação na tarefa de afastar este assédio e que
delas mesmas dependerá, em grande parte, o êxito ou insuces-
so de alcançar o objetivo. A primeira providência será no senti-
do de mudar o modo de pensar. Modificar o estado mental é
arejar a mente, higienizando-a através de pensamentos sadios,
otimistas e universalistas e substituir as reflexões repressivas,
mórbidas, que presumam tédio, solidão e tristezas por pensa-
mentos contrários a estes estados, num exercício constante,
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que se renova a cada dia, aprendendo a olhar a vida com oti-


mismo, gerando um clima interior que favoreça a aproximação
de amparadores espirituais. Nos nossos pensamentos está o
controle que dirige a nossa vida encaminhando-a para determi-
nado rumo; embora a mente venha a sintonizar com os pensa-
mentos emitidos por outras pessoas, a vontade pode impor dis-
ciplina íntima, dirigindo e mantendo firmes os pensamentos na
direção do bem. Como já foi dito anteriormente (mas é sempre
bom lembrar) o assédio pode ser uma entidade física ou extra-
física, pode ser um amigo, um membro de sua própria família,
pode ser homem ou mulher, pode ser uma criança, isso na for-
ma física ou extrafísica.

1. Ser uma consciência primitiva ou média


2. Não compreender sua situação evolutiva
3. Ser uma consciência psicótica, esquizofrênica, neurótica,
obsessiva compulsiva, depressiva, etc
4. Ser contraditório quanto a si mesmo, autocorrupto, conve-
niente
5. Praticar o auto-engano
6. Viver o desespero de emoções imaturas e contraditórias
7. Ser lúcida quanto a anticosmoética em que vive ou o mau
caratismo
8. Ter ou não qualquer ligação pessoal com a vítima de seus
assédios
9. Desejar continuidade, na dimensão energética, de alguma
atividade praticável apenas na dimensão física e utilizar-se
da vítima para realizá-la
10. Ansiar compartilhar emoções humanas ou ainda animaliza-
das da vítima, desencaminhando-a para algum vício (dro-
gas, crimes ou mau hábito)
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11. Satisfazer-se com brincadeiras primárias de mau gosto ou


de humor doentio, próprios da idade consciencial primária,
causando transtornos e dificuldades
12. Através do ódio, raiva ou ciúmes prejudicar física e mental-
mente a vítima, podendo levá-la inclusive ao suicídio
13. Carências energéticas: através do amor egoísta, tentar o
regresso da vítima à dimensão não física a fim de satisfa-
zer-lhes as próprias carências energéticas
14. Falsa ajuda: através de aparente ajuda, induzir a vítima pa-
ra as suas conveniências

1. Assédio mútuo – co-dependente


2. Auto-assédio; ego assédio
3. Assédio simples
4. Assédio múltiplo ou ataque conjunto de vários assédios
5. Assédio direto
6. Assédio de bases pesadelares ou sobre a consciência pro-
jetada
7. Assédio de bases hipnóticas, comportamentos condiciona-
dos ou crenças apreendidas ou desenvolvidas
8. Assédio de bases fisiológicas ou orgânicas (somática),
doenças
9. Grupo Carma: assédio grupal
10. Assédio coletivo produzido por consciências dominadoras
que têm o dom da palavra e, utilizando-se de V.A.I. (VER-
DADES ABSOLUTAS INVERIFICÁVEIS), controlam em
seu benefício, a vontade de consciências primárias

O assédio é sempre uma relação disfuncional entre cons-


ciências. Um sistema de paranóia entre duas ou mais consciên-
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cias, em que um é ativo e o outro é passivo. Um tenta dominar


a vontade e controlar as energias conscienciais do outro e o ou-
tro permite por ignorância, medo ou co-dependência.
A guerra, a carnificina, o extermínio e o genocídio consti-
tuem os assédios coletivos (rebeliões, conflitos armados etc.)
no seu extremo, por meio de uma liderança frequentemente dis-
simulada, o senhor da guerra, que instala a paranóia geral atra-
vés de um tipo de lavagem cerebral. Nesse caso é a multidão
(pessoas) nivelando os indivíduos por baixo. As consciências fí-
sicas que possuem uma presença física marcante (carisma) po-
dem enganar uma pessoa desavisada ou até um país inteiro.
Basta observar que os assediadores líderes ou mega assedia-
dores, em geral, são pessoas altamente carismáticas. Eis al-
guns exemplos deste século XX e anteriores: Adolf Hitler, Mus-
solini, Lênin, Vlad, Átila, Nero etc. Agora, um exemplo bem atual
e recente: Sadam Hussein ou Osama Bin Laden.
Existem tipos de assédio especializados em toda forma de
interesse, apetites, paixões, situações da vida do homem e da
mulher, conforme pode-se observar nesses aspectos abaixo.
Existem assédios permanentes de certos lugares: locais dedica-
dos a jogos de azar (bingos, cassinos...), tráfico de drogas (má-
fia, antros de drogados...), curtumes ou matadouros de animais
(frigoríficos), fábricas de armamentos (Beretta, Taurus, Rossi,
Colt, Winchester, S&W, Browling...), indústrias de cigarros, ca-
chimbos, charutos e tabaco em geral (tabagismo), locais de trei-
namento de tiro (stand de tiro), tiro ao pombo, laboratórios para
desenvolvimento de armas para destruição em massa etc.

1. Boates, casa de massagens, prostíbulos, fábrica de bebi-


das, templos que praticam rituais macabros etc
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2. Certas funções públicas, militares, políticas, agências de


espionagem que agem sobre os indivíduos somente quan-
do eles as exercem, por exemplo, o administrador, o políti-
co corrupto, o espião
3. Idéias determinadas atuam sobre as pessoas que as ali-
mentam, por exemplo, a idéia de assaltar alguém, a promo-
ção de atos mafiosos, de tráfico de drogas, de jogos de
azar etc
4. Existem espíritos assediadores que só agem em determi-
nados horários; alguns agem durante a noite, quando seres
intrafísicos se projetam inconscientes ou semiconscientes
durante o período de sono, happy hours, amigos que se reú-
nem em um bar rotineiramente em um dia da semana, etc
5. Agem em acontecimentos e datas especiais, por exemplo,
carnaval ou nas reuniões de grupos sexuais promíscuos (tro-
ca de casais, casas de massagem etc.), orgias, bacanais
6. Assédios organizados que atuam contra instituições ou
pessoas, tentam desorganizar ou destruir instituições do
bem, como: casas de caridade, centros espíritas, associa-
ções beneficentes, locais de atendimento e cura de droga-
dos etc

1. Emocionalismos de natureza diversa, envolvendo a lem-


brança de outras pessoas
2. Mágoas, ranços e melindres reprimidos ou mal resolvidos
3. Contatos sexuais negativos, físicos, extrafisicos ou por
pensamentos
4. Pensamentos de aversão ou conflito com franca referência
a outra pessoa
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5. Evocações conscientes ou inconscientes de entidades de-


sencarnadas ou até mesmo encarnadas e carentes
6. Cultivo a culpas, idéias fixas, crenças, profecias ou condi-
ções repressivas em razão de preconceitos, fanatismo reli-
gioso ou condições psicológicas erradas. As ações asse-
diadoras são executadas por atuações diretas ou indiretas
(por tabela ou ricochete) sobre outros indivíduos próximos
ou entes queridos, no ponto fraco parapsíquico, psicológi-
co ou físico-orgânico do indivíduo, no estado de vigília físi-
ca ordinária ou durante a condição de sono natural.

1. Transfigurações do psicossoma aparentando alguém co-


nhecido e respeitado pela vítima com ascendência moral,
afetiva ou intelectual
2. Sugestões hipnóticas deprimentes sobre os pontos frágeis
e conteúdos emocionais como, por exemplo, as auto cul-
pas inconfessadas ou segredos mais obscuros de uma
personalidade
3. Criação de atmosferas de sadismo para as vítimas even-
tuais
4. Elaborações detalhadas de pesadelos artificiais envolven-
do situações que confundem e desorganizam os pensa-
mentos da vítima
5. Evocações de situações “gostosas” de devaneios sexuais
ou afetivos, anticosmoéticos
6. Sugestão de situações de “levar vantagem” sobre outrem
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1. A predisposição a acidente - característica a certas pes-


soas que parecem que vivem sujeitas ou propensas a so-
frer repetidos acidentes, seja no lar, no trabalho, na rua,
nas estradas e até na hora do lazer (um jogo de futebol, vô-
lei, corridas matinais)
2. O gosto da pessoa agressiva por arruaças e a sua procu-
ra, aparentemente espontânea, por situações de conflito fí-
sico (brigas)
3. Impulso repentino e irresistível (raptus) que leva a pessoa a
realizar atos, às vezes graves, como, por exemplo, perda to-
tal do controle emocional, fuga descontrolada, acesso de des-
truição, suicídio, pânico, ataque homicida (assassinato) etc.
4. Desejo insaciável de seduzir ou ter contato físico – o indi-
víduo não pode se conter quando vê alguém do sexo opos-
to – compulsão.

Pode também ser chamado de devaneio. É a mais comum


das influências assediadoras sobre as consciências intrafísicas
ou o assédio pesadelar. O pesadelo no estado da vigília física,
ou seja, o devaneio negativo, o sonhar acordado trazendo sen-
sações de grande desconforto e tortura mental, idéia fixa em al-
guma coisa ou em alguém.
A idéia fixa nos pensamentos negativos se infiltra e se ani-
nha disfarçadamente na cabeça das pessoas, gerando conse-
quências espirituais, emocionais e físicas, ou seja, tornando o
quadro muito mais grave do que na verdade é.
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1. Higiene mental (autodisciplina)


2. Vigilância disciplinada (a pessoa tem que aprender a se or-
ganizar)
3. Meditação ou reflexão sentida e pensada profundamente
4. Confiança na assistência de entidades amparadoras
5. Entrar imediatamente em contato com a realidade, análise
racional e lógica dos fatos e acontecimentos
6. Manutenção de pensamentos positivos e otimistas
7. Manutenção do equilíbrio perante todas as circunstâncias;
linearidade energética
8. Através da projeção consciente, fazer a confrontação ex-
trafísica ou auto-enfrentamento direto
9. Atenção e boa vontade em empreendimentos
10. Conversar sobre o que o incomoda com outras pessoas
11. Fazer uma revisão diária do comportamento
12. Relacionamento afetivo maduro e consequente
13. Relacionamento social saudável. Quem deseja saber mais
a respeito do assunto dos assédios interconscienciais, bas-
ta refletir sobre o que os assaltantes, traficantes, margi-
nais, prostitutas utilizam para exercer as suas atividades
desonestas e anti-sociais; tudo que fazem são um reflexo
das manipulações assediadoras extra e intrafísicas, em ge-
ral, ou de seres ancorados na ignorância, na maldade e na
anticosmoética.

Pode-se imaginar porque agem sozinhos ou em bandos


(arrastões, linchamentos), sob máscaras ou no escuro, empre-
gando todas as mil variáveis que a imaginação pode proporcio-
nar ao que é errado.
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1. Humor lábil: O estado íntimo característico, emocional,


de humor oscilante, ora feliz, ora irritado ou mau humorado, re-
vela o patrocínio inequívoco de consciências assediadoras. O
humor muda sem motivo aparente. O indivíduo procura imedia-
tamente algo ou alguém para justificar seu comportamento. É
uma situação em que o assédio normalmente já tem algum con-
trole, conhece bem a vítima.
2. Agressividade/Irritabilidade: Situação emocional agres-
siva e que pode não ter ciclos, como acontece no caso anterior;
o indivíduo está sempre nervoso. É uma irritação surda, gratuita
e silenciosa sem nenhum motivo aparente. Foge ao comporta-
mento racional e apresenta aquelas características analisadas
anteriormente com relação ao comportamento agressivo.
3. Sensação de desastre ou acidente: Devemos dar
atenção quando, sem motivo aparente, começamos a “sentir”
ou ter a impressão de que algo negativo vai acontecer. Quando
se tem uma sensação de angústia e agonia, não justificada por
acontecimentos concretos a nossa volta, deve-se ficar atento.
4. Reflexos físicos: Dores nas costas, dor de cabeça, ar-
repios na espinha, “bolo” no estômago, tonturas, sensação de
que se tem uma placa colada na testa, pressão na cabeça (par-
te posterior, nas têmporas, nuca etc.), frio na barriga, formiga-
mento, calor, frio em qualquer parte do corpo, embaçamento vi-
sual, perda auditiva temporária, zumbido nos ouvidos podem
ser sinaléticas de acompanhamento indesejável.

Qualquer pessoa que começa a questionar a sua própria


saúde mental deve procurar ajuda profissional, ajuda essa não
só de psicanalistas, psicólogos ou terapeutas, mas também
procurar pessoas espiritualizadas e esclarecidas, dedicadas ao
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tratamento de pessoas assediadas, como grupos de desobses-


são. Não devemos desqualificar ou menosprezar terapias ba-
seadas no conhecimento espiritual.
Nenhuma pessoa, seja homem ou mulher, em qualquer
idade física, nível sociocultural, ou estágio evolutivo espiritual,
está isenta da condição de assédio / desassédio; a diferença de
uma pessoa mais evoluída de outra com pouca ou nenhuma
evolução é que a evoluída tem a capacidade de ver ou sentir a
presença de entidades assediadoras, podendo assim, sem adre-
nalina, interromper o processo de assédio e, com comporta-
mento, conhecimento e trabalho, afastar essa entidade.
Após falar tanto sobre o assunto, podemos classificar a
condição de assédio e desassédio em três categorias princi-
pais. São elas: assédio Cronificado (crônico), Assédio Eventual
ou o Desassédio permanente, mas não total.

1. Simbiótico: É a consciência que já nasce com raízes as-


sediadoras de vidas passadas. É co-dependente do processo as-
sediador, interage com ele há tanto tempo que já se tornaram
parceiros desta condição de interdependência patológica.
2. Sinalético: Apresenta sinais manifestos do assédio de
consciências externas. Não tem tranquilidade. Sofre de proces-
sos restritos ao egocarma, como problemas psicológicos.
3. Patológico: Sofre distúrbios já somatizados e não expli-
cados pelos meios científicos atuais, pois ultrapassam a com-
petência atual da medicina. Aí aparecem doenças físicas e
mentais de todos os tipos.
4. Grupo Cármico: Traz compromissos mal resolvidos
com seres de seu grupo carma (família, amigos, relacionamen-
tos próximos etc.); conflitos sérios de relacionamentos.
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5. Comportamento Vulgar: Não é pessoa difícil de ser en-


contrada na vida cotidiana, haja vista que uma boa parte da po-
pulação da terra quer viver na área de conforto da consciência.
6. Desassédio: É muito raro encontrarmos o ex-assediado
crônico permanente que se tornou um desassediado. Isso só é
possível pela mudança de comportamento e auto-enfrentamen-
to, auxiliado por projeções da consciência.

1. Em geral, não foi um assediado crônico nesta vida, antes.


2. Cíclico ou periódico: Isto é, passa a vida tendo períodos
de assedialidade, os minutos, as horas, os dias, ou até os anos.
Estes ciclos acontecem principalmente com casais íntimos.
3. Ignorância: Ignora as causas verdadeiras das suas cri-
ses espirituais.
4. Irracionalidade: Reluta em admitir a existência de seus
assédios.
5. Emocionalidade: Possui características emocionais ima-
turas. Não assume a responsabilidade pelos próprios atos.
Acha que o outro é o culpado pelos seus fracassos.
6. Dependência: É co-dependente em seus relacionamen-
tos físicos.

1. Descoberta: É a pessoa que descobriu e combateu as-


sédios por si própria, e domina agora completamente os deva-
neios inconscientes e eventuais (evolução espiritual e pessoal),
não sofrendo a situação de emocionalismos imaturos.
2. Autodefesa: Vive em condição permanente e lúcida de
autodefesa energética, tendo processos de circulação de au-
toenergias muito eficientes, adquiridas pelo treino e esforço-
constantes.
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3. Isca: Serve agora às consciências na condição de isca


assistencial lúcida.
4. Maturidade: Em geral, só alcança essa condição na ma-
turidade física e psicológica dos 36 aos 70 de idade, na segun-
da metade da existência.
5. Raridade: É a pessoa ainda rara de ser encontrada no
cotidiano.
6. Casais: Muito raro encontrar um relacionamento íntimo,
de qualquer idade, composto por duas pessoas desassediadas
permanentemente.

1. Mau humor
2. Desatenção
3. Devaneios negativos
4. Tosse
5. Agulhadas
6. Coceiras
7. Cócegas
8. Dor de estômago
9. Peso nas costas
10. Sensação de que o ambiente está tenso
11. Raiva
12. Ódio
13. Agressividade
14. Não conseguir engolir
15. Areia nos olhos
16. Movimentos nervosos com as mãos ou pernas
17. Dificuldades para se movimentar
18. Dores não diagnosticadas
19. Placas na testa
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20. Peso na nuca


21. Tremedeira
22. Reclamação constante e interminável
23. Dor no braço
24. Fraqueza nas pernas
25. Olhos vermelhos
26. Secura na boca
27. Hipocondríaco
28. Calafrios
29. Formigamentos desconfortáveis
30. Pesadelos e mal estar na hora de dormir
31. Suor e coriza constantes, inexplicáveis do ponto de vista
físico
32. Estado de autodefesa constante
33. Sensação de que sempre está fazendo as coisas de forma
errada
34. Sentimento de culpa inexplicável
35. Medo, insegurança sem motivo real (devaneios)
36. Dificuldade para relacionamento íntimo
37. Falta de energia para produzir orgasmos sadios
38. Sensação de estar sendo perseguido ou observado
39. Pressão nas têmporas
40. Orgasmo roubado

OBS: Um ou mais destes sintomas não quer dizer que uma pes-
soa esteja passando por processo de assedialidade. Cada caso
é um e precisa ser analisado com bom senso e discernimento.
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Assédio Primária Média Avançada Muito Avançada


(100%) (80%) (18%) (1,9%) (0,01%)
Crônico Sim Sim Não Não
Eventual Sim Sim Sim Não
Desassediado Não Não Sim Sim

Devido ao cultivo através dos veículos de comunicação de


massa de abordagens emocionais tanto em novelas, filmes vio-
lentos e de terror, esportes radicais, exacerbação por figuras
agressivas e destrutivas, nós somos treinados a trabalhar mais
com os três chacras mais baixos, o que nos coloca em um con-
texto emocional pouco saudável e bastante propenso ao assé-
dio. Para sair disto, só por meio de muito esforço e, principal-
mente, conhecimento.
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A
palavra chacra vem do sânscrito e significa “RODA”. Os
chacras são estações de energia; pontos de conexão
entre o corpo físico e o psicossoma pelos quais a cons-
ciência flui de um para o outro. Qualquer um que possua um pe-
queno grau de clarividência poderá vê-los facilmente na super-
fície do duplo etérico. Aparecem sob forma de depressões
semelhantes a pratinhos ou vórtices. Quando totalmente desen-
volvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros
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de diâmetro, que brilham parcamente no homem vulgar, mas


que parecem pequenos sóis naqueles mais espiritualizados.
O universo está cheio de chacras, e nas consciências eles
têm uma organização e uma constituição que os coloca em con-
dições de administrar os processos energéticos interdimensio-
nais, ou seja, a relação energética entre o corpo físico e os ou-
tros corpos. Calcula-se que existam por volta de 80.000 chacras
em cada indivíduo. Destes, somente 30 chacras são suficiente-
mente importantes para receber um nome.
A análise clássica aborda entre seis e nove chacras princi-
pais. É importante notar que alguns consideram seis chacras
como principais, o chacra coronário e o frontal, neste caso, são
abordados como um único chacra devido a sua atuação ener-
gética. Os chacras não criam energia, apenas transformam,
emitem, estabilizam etc.
É importante frisar que a abertura dos chacras está tam-
bém vinculada à aceitação das coisas deste mundo. Toda vez
que uma pessoa obstrui uma experiência que está tendo, seja
ela qual for, obstrui por sua vez os chacras, que acabam desfi-
gurados. Ficam obstruídos e atravancados de energia estagna-
da, giram irregularmente para trás (movimento contrário ao dos
ponteiros de um relógio), e até, em caso de doença, ficam se-
veramente distorcidos ou “rasgados”.
Em seu funcionamento normal, gira no sentido horário pa-
ra absorver o prana ou energia imanente. Ao contrário, quando
gira no sentido anti-horário, a energia é jogada para fora, inter-
ferindo nos processos energéticos e comprometendo seu equi-
líbrio. Todos os chacras magnos, exceto o laríngeo, são predo-
minantemente aferentes, ou seja, absorventes das energias
externas da sua dimensão. Importante destacar que estes cha-
cras não são exclusivamente, mas predominantemente aferen-
tes. No caso do laríngeo, trata-se de um chacra aperiódico, isto
é, não sintonizado, e predominantemente eferente, ou seja, ex-
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pulsivo. Sua função consiste em descarregar, eliminar os resí-


duos energéticos da maioria dos outros chacras.

• Coronochacra
• Frontochacra
• Laringochacra
• Cardiochacra
• Umbilicochacra
• Esplenicochacra
• Sexochacra

É o lótus de mil pétalas, assim chamado porque se parece


com a flor de lótus, que flutua sobre as águas mostrando pétalas
belíssimas e que, como os chacras, possui “raízes”, ramificações.
Possui 972 raios. Este chacra está no alto da cabeça, e vis-
to por clarividência, parece uma coroa, daí o nome “coronário”.
Constitui fator primordial para a explicação de algumas ocorrên-
cias como: aura, ectoplasmia, energia consciencial, estado vi-
bracional, passes curativos, radiestesia etc. Tem característica
aferente, ou seja, sua atividade predominante é a captação de
energia. A capacidade de absorção da energia cósmica aumen-
ta na proporção em que a distância do corpo físico e psicosso-
mático é maior. Pessoas que têm grande atividade neste cha-
cra precisam de poucas horas de sono para recompor as
energias do corpo físico (entre 2,5 e 3 horas diárias). Não con-
fundir com pessoas que dormem pouco por sofrerem de insônia
ou por qualquer outro motivo de dificuldade. É bom não esque-
cer que assédio também provoca insônia. É muito importante
exercitar o chacra coronário através de atividades culturais e
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estudos constantes por meio de livros, palestras, conferências,


filmes, teatro e diálogo com pessoas que tenham riqueza de co-
nhecimento. Este chacra tem ligação com a glândula pineal e
com os processos de projeção da consciência ao nível do cor-
po mental.
O chacra coronário possui linearidade energética e contro-
la todos os chacras do corpo. Quem prioriza este chacra tem
amplo domínio das energias conscienciais. Não procura mais
“Deus”, e sim, sente-se uma consciência expandida. Quando o
ser humano está em meditação ou com pensamentos universa-
listas (fraternidade, harmonia, amor, perdão, misericórdia...), o
chacra coronário emitirá suas energias, que são as mais eleva-
das que o ser humano pode produzir. O ser humano gera inin-
terruptamente algum tipo de energia. Por isso, podemos, de
acordo com os nossos pensamentos, estar fazendo o bem ou o
mal para nós mesmos e nossos semelhantes, e a ignorância é
um atenuante apenas para quem não entrou no caminho do co-
nhecimento. É sabido que a energia positiva gerada por um gru-
po homogêneo e coeso, que apresenta senso de união e afini-
dade marcante quando reunido, manifesta-se mais forte do que
a energia individual. Pode-se criar uma condição de assistência
curativa ou de esclarecimento muito mais eficiente. A energia
consciencial é responsável pelos atributos de personalidade co-
mo: carisma, charme, glamour, encanto pessoal, fascinação, it,
magnetismo pessoal, sex appeal...

O sexto chacra está situado entre as sobrancelhas. Possui


96 pétalas ou raios, mas por sua aparência, (aparece dividido
em duas cores: rosada/azul-purpúreo), dizem os tratados orien-
tais que possui duas pétalas. Tem atividade parecida com o
chacra coronário, por isso algumas seitas ou religiões contam
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como apenas seis o número de chacras magnos, consideran-


do o coronário e o frontal com atividades iguais.
Tem característica aferente e possui linearidade energética,
controlando todos os chacras abaixo dele. As pessoas que exer-
citam predominantemente este chacra, necessitam dormir cerca
de 4 horas para recuperação física.
Ele está ligado à clarividência e às percepções visuais
avançadas como clarividência viajora, clarividência facial, vi-
sualização da aura e do duplo etérico e percepções e sentimen-
tos visuais multidimensionais. Tem ligação com a glândula pi-
neal e com os processos de projeção da consciência ao nível
do psicossoma. O corpo astral, ao descoincidir, fica ancorado
no corpo físico pelo cordão de prata neste chacra.

É o quinto chacra. Está situado na garganta e tem 16 raios.


Sua cor predominante é o prateado brilhante, parecido com o ful-
gor da luz da lua quando roça o mar. Atua principalmente na co-
municação da consciência. Tem característica eferente, ou seja,
sua atividade predominante é a exteriorização de energia.
Para recuperação física, as pessoas que exercitam predo-
minantemente este chacra necessitam dormir cerca de 5 horas.
Ele possui linearidade energética, mas pode ser afetado pelo
chacra cardíaco e pelo chacra umbilical.

O quarto chacra, situado no coração. É brilhante como a


cor do ouro (cor amarelada).
Tem 12 raios ou pétalas. Vitaliza o coração e os pulmões,
sendo agente influente na emotividade humana. Tem caracte-
rística aferente.
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Para recuperação física, as pessoas que exercitam predo-


minantemente este chacra necessitam dormir cerca de 6 a 7 ho-
ras. Tem relação estreita com o psicossoma, o emocionalismo,
o romantismo, a infantilidade do adulto e as imaturidades psico-
lógicas nos seus raios mais próximos do chacra umbilical. Nos
raios mais altos, próximos do chacra laríngeo, apresenta carac-
terísticas mais positivas de continuidade, amor, compartilha-
mento, percepção e constância.

É o terceiro chacra e está sediado ligeiramente acima do


umbigo, associado à quinta vértebra lombar. Sua cor é esver-
deada e possui dez raios ou pétalas. Este chacra não possui li-
nearidade energética e é o responsável pela mudança repenti-
na de humor, sensação de medo, pânico, histerias, depressão
e pode ser afetado pelo chacra esplênico.
Tem relação com o plexo solar. É também chamado de
subcérebro abdominal.

É o segundo chacra. Situa-se sobre a área do baço. Sele-


ciona e distribui as energias vitalizadoras pelos órgãos do cor-
po. Possui seis raios. É muito radiante. Permite que a pessoa
se projete conscientemente por intermédio do psicossoma.
Está intimamente ligado com sentimentos e emoções de
índoles diversas.
Produz sensações prazerosas através das energias emo-
cionais densas e próximas da terra.
A região onde fica localizado é extremamente enervada
(plexo solar ou plexo celíaco – região abdominal que possui
substância branca e cinzenta como no cérebro – subcérebro
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abdominal). As pessoas que trabalham neste chacra “pensam”


com o subcérebro abdominal (emoção). O comportamento emo-
cional pode, muitas vezes, nos fazer sair do âmbito do bom sen-
so e caminhar em direção a comportamentos que podem ser
disfuncionais, como por exemplo: agressividade, raiva, euforia
desmedida etc., como também os funcionais: alegria, afetivida-
de, felicidade ou carinho.

O primeiro chacra. Está sediado na área do períneo, entre


o sacro e os órgãos genitais, voltado para baixo, associado aos
quatro ossos do cóccix.
Sua cor é avermelhada e tem quatro raios. O sexochacra pro-
cessa as energias mais densas e inicia a sua atuação recebendo
as energias da terra através das plantas dos pés (plantochacras).
Este é o chacra das paixões amorosas violentas, deva-
neios sexuais, orgias e emoções descontroladas, da energia fí-
sica, do relacionamento com a terra e com os semelhantes, da
vida, do nascimento, da morte. A ira, o ódio, as reações brutais
têm origem nos pensamentos sexochacrais, desenvolvidos de
forma multidimensional. É importante, pois é o chacra que tem
tudo a ver com o relacionamento físico. A vitalidade e a disposi-
ção (tônus vital) estão intimamente ligados ao melhor ou pior
processamento das energias densas do mundo que se faz pelo
indivíduo através deste chacra. A voz de uma pessoa sexocha-
cra pode ser anal(*); o olhar sedutor; faz pose e gênero; dá mui-
ta importância ao corpo; seus relacionamentos afetivos duram
até um ano; não se importa com os relacionamentos, mas sim
com o proveito que possa tirar deles; é influenciável.

* voz “forçada” utilizada pelas pessoas que invertem sua sexua-


lidade.
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Os chacras captam, modificam, transferem, concentram, ex-


pandem e sentem energias imanentes ou conscienciais. Cada cha-
cra processa melhor um determinado tipo de energia. Por exemplo,
energias somáticas são processadas com mais facilidade pelos
chacras mais baixos, ou seja, pelos chacras das plantas dos pés,
pelo sexochacra e pelo esplenicochacra. As energias mais eleva-
das, de padrão universalista, são afeitas aos chacras superiores,
coronochacra e frontochacra. As energias de padrão misto são pro-
cessadas pelo chacra cardíaco e pelo umbilicochacra.
O relacionamento entre as pessoas é feito sempre tendo
como base um chacra predominante e a tendência é que o re-
lacionamento, devido a este fator, se baseie sempre em alguma
atividade ou pensamento específico. Por exemplo: caçadores,
surfistas, desportistas, pescadores, ufólogos, amigos de bar,
amigos de trabalho, religiosos, médicos, engenheiros, artistas...
estas pessoas tendem a falar sempre sobre as coisas, nas
quais estão envolvidas, quando se encontram.
Devemos diversificar nossos pensamentos através de lei-
turas variadas, pessoas, locais, viagens, passeios, teatro, cine-
ma, de forma a não nos tornarmos obcecados ou fanáticos e,
principalmente, não desenvolvermos pensamentos tubulares.
Com relação ao ambiente, cada um de nós busca o seu
melhor relacionamento holochacral. Os ambientes mais ame-
nos serão evocados pelos chacras mais elevados. Os ambien-
tes mais carentes e defasados, pelas pessoas vinculadas à
emocionalidade dos chacras médios (cardíaco, umbilical...). Os
locais de muita movimentação, barulho e carregados pela rela-
ção ectoplásmica mais densa, são próprios para os chacras bai-
xos. Este chacra também cria uma relação com a terra de ape-
go, devaneio e desejo.
Todo e qualquer chacra cria dependência. Devemos equili-
brá-los e não diferenciá-los, achando que um é melhor ou pior que
o outro. A evolução precisa ter a compreensão de todas as faces
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que a vida nos apresenta, com harmonia e linearidade energética.


As pessoas e os ambientes geram suas energias conforme
seus pensamentos e sentimentos. Desta forma, para cada pensa-
mento o chacra frontal gera energia mental; para cada sentimen-
to o chacra cardíaco gera energia sentimental, para cada emoção,
o chacra umbilical, automaticamente, gera e emite energia emo-
cional. Para cada ato sexual, o chacra básico ou genésico como
também é conhecido emite energia sexual. Mas, normalmente,
nas atividades humanas, temos pensamento junto com sentimen-
to ou emoção ou palavras. Então, vejamos:
Para cada palavra falada o chacra laríngeo emite energia
sonora e o chacra frontal emite energia mental, porque a fala é
produto do pensamento. Para cada ato sexual o chacra básico
emite energia sexual e o chacra frontal emite energia mental,
porque o ato sexual também é produto do pensamento. O cha-
cra umbilical também emite energia emocional, porque o ato se-
xual gera emoção e o chacra cardíaco poderá também emitir
energia sentimental, se o ato sexual gerar sentimento.
Na meditação, o chacra coronário emitirá energias eleva-
das de padrão universal. Além disso, os chacras frontal e car-
díaco emitirão as energias mentais e sentimentais mais eleva-
das que o ser humano pode produzir.
Se alguém quer produzir energias do mais alto padrão, te-
rá que utilizar o chacra coronário. A característica da energia
sentimental (baixa intensidade) é ser duradoura. Da emocional
(alta intensidade) é ser de pouca duração.
O forte da emoção é ser estomacal e intestinal, caracteri-
zando-se pela tensão, excitação, medo, pânico, dor. A emoção
tende a descontrolar o sistema nervoso, causando suor, baixa
temperatura, taquicardia, urina “se mijou de medo”, diarréia, frio
na barriga, bolo no estômago etc.
O forte do sentimento é ser sublime emitindo calma, paz,
ternura, amor etc. O sentimento tende a acalmar todo o organis-
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mo. O amor (sentimento) ativa o chacra cardíaco, e o ódio


(emoção) o chacra umbilical e, secundariamente, o chacra car-
díaco gerando as piores energias. Mas o chacra predominante
será o umbilical.
O ser humano encarnado emite constantemente energias
através dos chacras do corpo etérico e do corpo psicossomáti-
co. Não importa se acordado ou dormindo, consciente ou in-
consciente. O processo energético é como as batidas do cora-
ção, não pode parar.
Tudo que existe é energia. E toda energia é interdimensional.
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A
energia Imanente pode ser chamada de Energia Cós-
mica Universal, Prana, Energia Vital, Energia Ódica,
Fluido Perispiritual, Energia Psicotrônica, Bioenergia,
Fluido Mesmérico etc.
Energia Consciencial: aura, perispírito, energia psicosso-
mática, duplo etérico.
A energia Imanente é a energia que vitaliza os seres vivos.
Ela existe livre no universo e responde à vontade humana.
É interdimensional. Não pode ser criada e muito menos
destruída, mas pode ser transformada, transferida, captada,
modulada, emitida, sentida e projetada pela vontade humana,
tornando-se consciencial.

Manifesta-se à percepção humana através das formas, co-


res, sons etc. Qualquer coisa que possa ser percebida pelos
cinco sentidos é ENERGIA. Uma árvore, uma casa, um inseto,
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um ser humano, uma pedra, a água, o ar, tudo que pode ser vis-
to, ouvido, tocado, sentido e degustado.

É o principal fator para os “fenômenos” como: aura, cha-


cras, ectoplasmia, energia consciencial, estado vibracional,
passes curativos, radiestesia, entre outros. A energia imanente
pode ser observada olhando-se para o céu em dia de sol. Bas-
ta fixar o olhar em algum ponto do céu azul e poderemos ver mi-
lhares de faíscas de luz se movimentando em todas as dire-
ções. Elas brilham e se deslocam com muita rapidez, deixando
um pequeno rastro de luz. A absorção da energia imanente po-
de ser através da alimentação, respiração, sono natural (peque-
na absorção), vigília ordinária (através dos chacras). A capaci-
dade de absorção da energia cósmica aumenta na proporção
em que a distância entre o corpo físico e corpo psicossomático
é maior.
Também chamada de energia anímica, energia interior,
energia projetiva, magnetismo pessoal, pk biológico, magnetis-
mo animal, força ódica, Ki, prana, mana munis, energia bioplas-
mática, energia psicotrônica, energia orgônica.
Desde os tempos primordiais o homem conhece essa
energia, que aparece como auréola na cabeça dos santos. Ela
está presente nas curas pela imposição das mãos, na benção
dos velhos, pais e clérigos, nos fenômenos psi-kapa e psi-beta,
na telepatia, nas terapias alternativas como do-in, acupuntura,
shiatsu, johrei etc. Das doenças oriundas do desequilíbrio bio-
energético, a mais frequente é o câncer ( Wilhelm Reich – A Bio-
patia do câncer). Corrigindo e equilibrando esse fluxo bioener-
gético, conseguimos evitar a manifestação da doença.
A energia consciencial se manifesta em dois pólos opostos
e complementares, YIN – YANG, (masculino - feminino, quente
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– frio, luz - sombra, centrípeto – centrífugo etc.). Tudo que nos


cerca é energia. Por exemplo, a cadeira que você está sentado
agora ou a mesa onde fica o seu microcomputador. Neles exis-
tem átomos em movimento, tudo tem vida, tudo pulsa! Geramos
energia em cada vibração de pensamento e sentimento que te-
mos. A qualidade da nossa Bioenergia, única, individual, é igual
à qualidade dos nossos pensamentos e sentimentos. Essa qua-
lidade é que vai manter o livre fluxo nos centros de energia
(chacras) ou irá bloqueá-los, podendo, conforme o bloqueio, dar
início a doenças físicas.
A diferença entre os homens e os animais é que o homem
pode manipular essas energias de forma consciente. Tais mani-
pulações podem trazer benefícios ou malefícios, a depender da
forma como a empregamos.
O segredo para a manipulação consciente das energias
envolve o pensamento, o sentimento, o conhecimento de algu-
mas técnicas e a prática diária. Cada vez que o ser humano tem
um pensamento, é gerada uma energia mental. Teve um senti-
mento, é gerada uma energia sentimental. Teve uma emoção é
gerada uma energia emocional.

Primeiro Destino: A própria pessoa emissora

Se a energia gerada for de alto padrão vibratório (amor,


amizade, lealdade, honestidade, sinceridade etc.), a própria
pessoa será a primeira a ser beneficiada. Se a energia gerada
for de baixo padrão vibratório (ódio, inveja, egoísmo, ciúme
etc.), baseada nos três chacras mais baixos, a própria pessoa
será a primeira prejudicada. É um auto-envenenamento, é sa-
botar a si mesmo e a própria evolução.
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Segundo Destino: O ambiente ou local


onde as energias foram geradas

Alguns ambientes são “leves” (bem-estar) e outros “pesa-


dos” (mal-estar). As energias se acumulam no indivíduo e nos
ambientes, criando uma aura de felicidade ou infelicidade. E
não adianta tentar burlar esta lei achando que pensamentos ve-
lados ou escondidos no interior da nossa mente não produzem
resultados, conforme já foi explicado. Os comportamentos e
pensamentos automatizados que não percebemos, pois já pas-
saram para a categoria de “inconscientes”, também nos afetam
negativa ou positivamente conforme a sua qualidade. Por isso,
é bom cultivar bons hábitos e bons pensamentos.

Quantidade das energias geradas ou


exteriorizadas pelo indivíduo

Está vinculada à capacidade de circulação de energias do


indivíduo. Algumas pessoas podem doar ou exteriorizar mais
energia que outras pelo fato de terem um controle maior sobre as
próprias energias conscienciais. A vontade é importante na exte-
riorização, pois a energia é controlada pelo impulso da vontade.

Qualidade das energias geradas ou


exteriorizadas pelo indivíduo

Implica dois fatores fundamentais: seu nível evolutivo e a


qualidade dos pensamentos gerados. Quanto mais evoluído o
indivíduo, melhor é a sua capacidade de sutilização das ener-
gias conscienciais, o que significa trabalho com os chacras
mais elevados (coronochacra, frontochacra, laringochacra) em
decorrência de pensamentos universalistas fora do âmbito do
egão imaturo. Em momentos específicos, elevar os pensamen-
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tos, focalizando-os em sentimentos e valores elevados produz,


naquele momento, energias de qualidade melhor e mais saudá-
vel, que podem ser utilizadas para afastamento de consciências
assediadoras ou mesmo em passes curativos.

Para gerar energias em maior quantidade


e com qualidade é necessário

• Boa qualidade dos pensamentos e sentimentos


• Estar totalmente concentrado no objetivo para direcionar a
energia dos chacras pela impulsão da vontade
• Ter conhecimento suficiente
• Estar vitalizado (a pessoa não pode estar passando por
processos depressivos)
• Não ter processos assediadores
• Estar em ambiente não descompensado (desenergizado)

Para gerar este tipo de energia, o indivíduo AMOR


trabalha os três chacras mais altos:
CORONÁRIO, FRONTAL E O LARÍNGEO. ➞ FRATERNIDADE
CARINHO
A meditação, a leitura, os pensamentos OTIMISMO
ALEGRIA
universalistas e baseados em valores mais
BOM HUMOR
elevados nos fazem trabalhar com estes chacras MOTIVAÇÃO
e, portanto, sutilizam o nosso padrão energético. FELICIDADE
SUCESSO
PERSISTÊNCIA

Para gerar este tipo de energia o indivíduo INSUCESSO


trabalha os três chacras mais baixos: INFELICIDADE
UMBILICAL, ESPLÊNICO E O BÁSICO. MAU HUMOR
As energias são mais densas, mais próximas INVEJA
RAIVA
da terra e também emocionais. A sexualidade,
DEPRESSÃO
a alimentação compulsiva ou pesada, esportes RANCOR
violentos, esportes radicais, nos fazem trabalhar VINGANÇA
com estes chacras e, portanto, densificam o ÓDIO
nosso padrão energético.
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O campo magnético de uma pessoa é o resultado de seus


pensamentos e sentimentos .
O campo magnético de um local será o resultante de todas
as energias humanas que, naquele momento, estiverem consti-
tuindo aquele campo magnético.

O papel dos chacras é emitir, captar e sentir energias.


Para cada pensamento, o chacra frontal emite energia
mental.
Para cada sentimento, o chacra cardíaco emite energia
sentimental.
Para cada emoção, o chacra umbilical emite energia emo-
cional.
Estes três casos são simples porque, neste exemplo, em
cada um deles o ser humano teve apenas uma coisa: só pen-
samento, ou só sentimento ou só emoção. Entretanto, no dia-a-
dia, temos sentimento junto de emoção ou palavras.

Quando a energia consciencial se condensa, transforma-


se em ectoplasma.
Não existem dois indivíduos (homem ou mulher) com idên-
tica energia consciencial. Cada consciência sente suas expe-
riências de forma diferente e, portanto, tem seu próprio padrão
de pensamento. Além disso, os processos reencarnatórios são
muito diferentes com relacionamentos e situações que trazem
um aprendizado específico para cada ser humano. A mobiliza-
ção da energia consciencial é produzida pela vontade humana
dentro e fora do corpo físico.
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É o controle consciente dos movimentos energéticos dentro


de você mesmo, da cabeça até os pés e retornando à cabeça.

1. Instalar o estado de reverberação holochacral


2. Sanar distúrbios orgânicos
3. Predispor à projeção consciente
4. Esterilizar ambiente
5. Desassediar
6. Manter a saúde física

De pé, relaxado, cria-se uma linha imaginária da cabeça


aos pés. Mentalize o chacra coronário. Para ajudar, faça uma
leve pressão sobre a cabeça. Mentalize uma bola de luz acima
da mesma. Movimente esta bola até os pés, sentindo os cha-
cras sendo energizados pela passagem dessa luz. Movimente-
a até a cabeça e de volta aos pés. Repita esta mobilização de
energias aumentando a velocidade até conseguir um estado vi-
bracional. O estado vibracional se identifica pela sensação físi-
ca do corpo todo vibrando e ouve-se um leve zumbido provoca-
do pela circulação de energias conscienciais.
Caso sinta dificuldade, faça o processo mais lentamente e,
se necessário, pare e recomece tudo de novo.
Tal prática traz bem-estar ao corpo físico, disposição e au-
toconfiança.
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Acontece quando o corpo físico, em estado de total relaxa-


mento, permite a soltura do psicossoma, que ao descoincidir do
corpo físico (de energia mais densa) pode acelerar a circulação
das energias holochacrais (todos os chacras) e afastar-se do
corpo físico.
O estado vibracional produz um “zumbido” intracraniano
característico, parecendo um milhão de abelhas. Neste ponto
pode acontecer, e na maioria das vezes acontece, o efeito sen-
sorial de calor e formigamento em todo o corpo.
Essas “ondas” vibratórias parecem acontecer na ordem de
27 ciclos por segundo. Você pode controlar este estado de vi-
brações sentindo-o na cabeça e depois levando até os pés e
vice-versa, até conseguir a dissociação do corpo físico.
A conquista consistente deste estágio (o estado vibracio-
nal) significa que você se acha pronto para os experimentos de
manifestação da consciência no corpo astral (projeção astral).
No estado vibracional você fica “aparentemente” sujeito a
qualquer pensamento, tanto voluntário quanto involuntário, que
passe pela sua mente. Assim, você deverá dirigir seu pensa-
mento para o local ou pessoa alvo de sua projeção astral.
Se alguma idéia dispersa passar pela sua mente, o veículo
psicossomático (corpo astral) reagirá imediatamente, e às vezes
de maneira indesejável. Eu disse indesejável, e não perigosa.

Assimilação ou absorção e interiorização consciente ou in-


consciente de energias de ambientes, consciências encarnadas
ou desencarnadas, árvores, plantas, fontes, cachoeiras, mine-
rais etc...
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No encontro de duas ou mais pessoas físicas ou extra-


físicas, dificilmente alguém se mantém neutro no aspecto
energético. Em geral, você doa ou absorve energia dos ou-
tros pelos poros energéticos (meridianos) ou pelos chacras
(centros de força).
Você pode ficar compensado (sadio) ou descompensa-
do (doente) com esta doação ou recepção de energia.

• Alimentação de sólidos e líquidos


• Passe magnético recebido
• Chuveirada hidromagnética (cachoeira, chuveiro, chuva etc.)
• Refrigerada aeromagnética (vento)
• Acoplamento áurico

Quando a absorção é excessiva passa a ser vampirismo


energético, e pode ser intencional ou inconsciente. Quando
uma pessoa está muito desequilibrada ou assediada, muitas
vezes passa a vampirizar energias (de forma consciente ou in-
consciente), tentando equilibrar seus próprios processos ener-
géticos físicos e extrafísicos.
A captação intencional de energia das pessoas, plantas ou
coisas não deve jamais chegar ao ponto do vampirismo ou pa-
rasitismo.

Ato de lançar para fora do veículo físico a energia cons-


ciencial temporariamente acumulada em si próprio. A exteriori-
zação pode ser consciente ou inconsciente. Dentre as utilida-
des da exteriorização de energias, destacam-se: cura, higiene
do ambiente, amparo energético, transferência de conhecimen-
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to, auxílio nas tarefas assistenciais, desobsessão extrafísica,


rarefação do psicossoma, bloqueio de manifestações de entida-
des enfermas, confronto energético com entidades desencarna-
das etc.

1. Pessoas que consciente, ou inconscientemente, desper-


tam a kundalini (chacra básico)
2. Pessoas que sofreram acidentes graves
3. Pessoas com quadro psicótico (que cindiram com a reali-
dade)
4. Após ter passado por um coma (pode acontecer se o coma
foi provocado com esta finalidade por amparadores de pro-
gramação existencial)
5. Situações de extrema emoção: guerra, conflito policial ar-
mado, situação de perigo dentro de um submarino, ou um
avião, situação em que o medo acelera demasiadamente
os chacras emocionais
6. Anestesia pré-operatória (quando acontece uma experiên-
cia de EQM ou projeção lúcida astral ou mental)
7. Quem sofre de histeria e epilepsia (pela aceleração dos
chacras)
8. Pessoas que foram salvas de descarga elétrica de um raio
9. Pessoas que sofreram abdução ou contato imediato de ter-
ceiro grau
10. Sensitivos experientes que conseguem, por força da von-
tade, realizar interiorização ou exteriorização de energias
com impulsão superior ao normal

A exteriorização de energias pode ser praticada junto ao


leito de um enfermo, em uma casa assistencial (passes magné-
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ticos), passes para o escuro na intimidade da sua casa, nos


participantes de grupos de estudos espirituais, em objetos de
uso pessoal, na casa, no jardim, na água que se usa para be-
ber etc.
Quem consegue exteriorizar energia consciencial com efi-
ciência, também acaba por conseguir exteriorizar o próprio psi-
cossoma, produzindo viagens astrais lúcidas.
É necessário, para quem quer ser um projetor lúcido, um
trabalho regular de exteriorização de energias.
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A
s pessoas têm mais ou menos facilidade de produzir re-
laxamento físico, mas com um pouco de treino e boa
vontade todos conseguem bons resultados.
O diálogo interno é um dos fatores que pode interferir. Pes-
soas com conteúdos psicológicos negativos expandem negati-
vamente seus pensamentos a maior parte do tempo e são pés-
simas companhias para si mesmas. Pessoas bem resolvidas
vêem a vida com alegria e disposição e é óbvio que têm mais
facilidade para lidar consigo mesmas e, portanto, produzir rela-
xamento com mais facilidade.
Felizmente existem técnicas de relaxamento e todos po-
dem se beneficiar delas. Aqui vão três técnicas.

Este conjunto de instruções explicará à pessoa que irá pra-


ticar o relaxamento progressivo que é importante um ambiente
silencioso e confortável. O quarto deve ter temperatura agradá-
vel, ser ventilado e com baixa luminosidade.
Relaxar a partir de um estado de tensão é uma experiência
mais vívida, por isso vamos tensionar e relaxar cada parte do
corpo para podermos sentir bem o nosso relaxamento muscular.
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Deite-se com a barriga para cima, os braços caídos ao la-


do do corpo e as pernas entreabertas em uma cama ou colcho-
nete, com roupas leves e confortáveis. Feche os olhos.
Solte o corpo como se fosse um saco de batatas. Um gato
é um bom exemplo de relaxamento. Evite todo e qualquer pen-
samento, principalmente o diálogo interno que fica remoendo si-
tuações mal resolvidas. Fixe o olhar em um ponto imaginário
entre os olhos.

1. Contraia os dedos dos pés. Faça isso de maneira lenta e


controlada, sem prender os músculos. Deixe a tensão crescer len-
tamente, pare um pouco, então deixe toda a tensão sair, e relaxe.
2. Movimente os dedos de outro jeito; puxe-os na direção
de sua cabeça. Não mova o resto de seus pés ou pernas. No-
vamente deixe a tensão crescer lentamente, retenha-a, depois
relaxe e sinta toda a pressão desaparecer.
3. Retese os músculos da barriga da perna, estirando bem
as pernas. Faça com que as pernas estejam alguns centímetros
mais longas. Permaneça assim por alguns instantes; agora re-
laxe novamente e descanse.
4. Empurre os joelhos. Continue empurrando e sentirá os
grandes músculos de suas coxas começarem a se retesar. De-
tenha-se; depois, relaxe e deixe toda a tensão desaparecer.
5. Retese os músculos das nádegas. Contraia-os, retenha-
os e relaxe.
6. Agora, os músculos do abdômen. Primeiro, force-os pa-
ra fora, tornando seu abdômen tão redondo e firme quanto pu-
der. Pare, depois relaxe. Agora, contraia os músculos e torne-
se tão achatado quanto puder. Segure e relaxe.
7. Tensione e relaxe os músculos das costas.
8. Agora, vamos às mãos. Contraia os dedos das mãos co-
mo um punho realmente fechado. Então, relaxe. Agora, estique
os dedos e então relaxe.
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9- Os braços: Retese, retenha-os, relaxe.

Agora que seus braços, pernas e tronco estão relaxados,


vamos pensar na respiração. Não é necessário respirar muito
profundamente quando você quer relaxar; essa não é uma boa
idéia porque você pode não se sentir bem se exagerar, mas é
uma boa idéia conseguir manter um bom ritmo de respiração
estável e controlado para ajudar no relaxamento.
Uma maneira de fazê-lo é contar enquanto respira: inspire
um, dois, três, segure; expire, um, dois, três. Mantenha-se respi-
rando de maneira fácil e estável contando até três. Inspire uma
sensação de calma e paz, e cada vez que expirar relaxe um pou-
co mais. Calma na inspiração e relaxamento na expiração. Faça
de dez a quinze respirações desta maneira fácil e ritmada.

10. Estique suas omoplatas. Lembre-se de se mover de


maneira regular e controlada. Segure e relaxe novamente. En-
tão, encolha os ombros. Puxe seus ombros em direção às ore-
lhas, sinta a tensão. Relaxe.
11. Vire a cabeça para um lado, sinta a tensão, relaxe. Ago-
ra do outro lado. Então, relaxe. Empurre a cabeça para trás, co-
mo se tivesse tentando cavar um buraco no travesseiro. Então,
relaxe.
12. Agora, os músculos da testa e do couro cabeludo. Primei-
ro, levante as sobrancelhas, como se você estivesse tentando pa-
recer extremamente surpreso. Agora, relaxe e deixe toda a tensão
acalmar-se. Franza com força as sobrancelhas e empurre todos
os músculos nessa outra direção. Depois, relaxe.
13. Feche os olhos e contraia-os com força. Segure, depois
relaxe. Se quiser, mantenha os olhos fechados. Faça o que for
mais confortável.
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14. Levante a língua para a abóbada palatina e empurre.


Segure, depois, relaxe.
15. Empurre o seu queixo para frente. Segure, depois relaxe.
16. Agora você deve estar se sentindo relaxado, revigora-
do e disposto a permanecer onde está por algum tempo, pron-
to para iniciar os exercícios de projeção astral.

O relaxamento físico não resolve nossos processos psico-


lógicos automatizados, portanto, ele pode nos levar ao sono
profundo ou durar alguns minutos, pois podem permanecer rea-
ções subjetivas de ansiedade, mesmo quando se conseguiu um
bom relaxamento corporal.

A técnica de aquietamento cognitivo pode ser iniciada com re-


laxamento físico progressivo ou qualquer outra técnica, podendo o
praticante em relaxamento físico usar livremente a imaginação.

Deitado, relaxado...
Imagine que você está passeando numa floresta e chega à
beira de um lago. É uma tarde de verão e a luz é suave. Perto
do lago há uma imensa árvore antiga com raízes cobertas de
musgo. Ela parece confortável, como se você estivesse numa
poltrona. Descanse as costas no tronco e olhe para o lago. Ve-
ja a grande extensão de água. Você só pode ver formas distan-
tes no horizonte; percebe apenas rochas e árvores a volta das
margens, mas o que você mais pode ver é água. Repare como
é tranquila. O vento sopra um pouco, agitando levemente a
água, movendo suavemente as folhas das árvores. Você pode
ouvir o suave ruído das folhas roçando o vento e o barulho da
água tocando as margens do lago; tudo o mais está em silên-
cio. Continue olhando o lago.
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Depois de olhar para as águas tranquilas durante certo


tempo, você vai perceber algo. Flutuando no meio do lago, há
uma antiga roda de carroça de madeira bem na superfície das
águas. Ela acompanha o balanço das águas e vai girando sua-
vemente sobre as águas. Acompanhe o giro da roda. Deixe-se
levar por este movimento. Fique olhando para ela, você pode
sentir o balanço à medida que flutua. Olhe as pequenas ondas
na beira do lago, elas vão e voltam, voltam e vão. Você está vi-
venciando toda a harmonia dos movimentos da natureza.
Isso vai levá-lo ao relaxamento, pois sua mente estará im-
pregnada desta tranquilidade.

Deite-se de barriga para cima e os braços caídos ao lado


do corpo com as pernas entreabertas em uma cama ou colcho-
nete, com roupas leves e confortáveis. Feche os olhos. Solte o
corpo como se fosse um saco de batatas. Evite todo e qualquer
pensamento, principalmente o diálogo interno, que fica remoen-
do situações mal resolvidas. Fixe o olhar em um ponto imaginá-
rio entre os olhos. Tudo igual à primeira técnica de relaxamento.
Agora force os pés para baixo em garra, segure por alguns
momentos, solte e relaxe; você vai ter consciência do seu pé.
Acompanhe esta sensação pelas pernas, vá subindo gradativa-
mente pelas coxas, genitais, sinta tudo descolando... barriga, cos-
tas, braços, tórax, pescoço, rosto, testa, couro cabeludo... tudo.
Em seguida comprima o tórax e a barriga. Comece a aspirar
pela barriga até que ela fique totalmente estufada, continue aspi-
rando e enchendo agora o tórax. Segure por alguns instantes,
conte 1, 2, 3 e em seguida comece a esvaziar a abdome lenta-
mente e o tórax até o máximo que conseguir. Repita este proces-
so por três vezes. Você vai sentir que todo o seu corpo está tran-
quilo e pronto para iniciar o processo de projeção da consciência.
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Estas três técnicas são simples e podem ser utilizadas por


qualquer pessoa. Para quem quiser se aprofundar mais, existe
literatura abundante sobre este assunto explicando de forma
detalhada alguns aspectos que nós não abordamos aqui por
não ser a finalidade deste livro.
Você também pode fazer adaptações para realizá-la, por
exemplo, em uma poltrona ao invés de deitado em uma cama
ou colchonete.
O relaxamento é saudável e deve ser usado não só para
quem quer realizar experiências fora do corpo, mas também pa-
ra ter um corpo mais saudável e sem estresse.

A projeção da consciência é algo que pode ser aprendido


e praticado através de duas iniciativas: dedicação e disciplina.
Quando se deseja realizar algo é fundamental empenho e
determinação.
Creio que o melhor pensamento é: “Vou me dedicar de for-
ma organizada até que consiga realizar projeções astrais lúci-
das e não existe outra alternativa”. Isto é uma decisão!
Sempre que desejamos realizar alguma coisa, o nosso ego
boa-vida, que nunca quer sair da área de conforto, tende a fa-
zer manobras e maracutaias de toda espécie para que não lhe
arranjemos trabalho.
A inércia e a preguiça, juntas, de mãos dadas, ficarão tor-
cendo para que você não as abandone em prol do trabalho e
progresso pessoais.
Antes de falar como vamos nos empenhar para a realização
de projeções da consciência, relatarei alguns casos de projeção
para podermos, juntos, ter uma visão referencial do processo.
Os fatos relatados são reais, mas os nomes das pessoas
são fictícios.
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São Paulo, outubro de 1978

Eu morava em uma pequena casa no bairro de Parelhei-


ros, em São Paulo. Nesta época ainda não tinha havido inva-
sões e era um lugar muito bonito, cheio de árvores, com muitas
chácaras e fazendas.
Meu pai tinha uma pequena chácara próxima à casa em
que eu morava. As noites em que havia lua cheia eram sempre
muito bonitas.
Uma noite eu fiquei observando da minha casa, que ficava
em um ponto alto, um pasto e as montanhas em volta. Eu me
sentia cheio de sonhos e motivação quando olhava a natureza.
Ao me recolher me sentia bem, e como havia conversado
na casa do meu pai com o meu tio José, pensei nele antes de
me deitar. Devo ter comentado alguma coisa neste sentido com
a minha esposa.
Deitei e dormi, fiquei lúcido fora do corpo, alta lucidez e discer-
nimento. Então, eu vi a seguinte cena: Eu estava dentro de um car-
ro amarelo, modelo Maverick, sentado no banco do passageiro e
com um homem desconhecido na direção. Chovia e a estrada era
de terra. De repente, o homem fez uma manobra à direita e entrou
no que parecia ser a entrada de um terreno. Havia muita lama e eu
lhe disse que não era boa idéia ir em frente. A chuva era forte e tal-
vez devêssemos esperar ou quem sabe voltar em outra ocasião.
A pessoa que estava ao meu lado insistiu e acabamos por
ficar atolados na lama produzida pela chuva. Algumas pessoas
que estavam na pequena casa de madeira vieram em nosso so-
corro e pudemos sair da situação em que nos encontrávamos e
estacionar o carro junto à casa.
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Era uma palafita com dois cômodos a uma altura de uns


cinquenta centímetros do solo sobre troncos de acariquara, ma-
deira muito dura da região. Subimos uma pequena escada de
madeira de três degraus e ficamos conversando com as pes-
soas que nos auxiliaram, entre elas, uma mulher.
Foi nos oferecido café, e eu estava sendo apresentado para
cada um deles como alguém que fosse fazer parte daquele grupo.
Da janela, observei que havia montanhas de papelão e
plástico e que o terreno era muito grande. Pude observar tam-
bém, em um local coberto, máquinas que pareciam prensas.
Depois de muita conversa e muito café, nós nos despedi-
mos. A chuva, já mais amena, nos permitiu retornar com tran-
quilidade para a casa deste homem. Ficamos na sala, que era
muito grande, conversando.
Enquanto isto acontecia, me senti “puxado” para o meu
corpo físico e acordei. Imediatamente peguei o meu caderno de
anotações e registrei a experiência.
Passado um ano em que fiquei trabalhando com o meu tio
José, acabei por ter uma proposta de alguém que conheci através
dele, e era exatamente aquele homem da precognição projetiva.
Fui para a cidade de Manaus e tudo o que eu havia visto
anteriormente se concretizou, e pude confrontar com as minhas
anotações.
O local era um depósito de plásticos e papelão e realmen-
te as montanhas que eu havia visto eram destes materiais. O
terreno era muito grande e as máquinas eram realmente pren-
sas de caixas de papelão para fazer fardos. A sua casa era exa-
tamente do jeito que eu havia visto e nenhum pequeno detalhe
era diferente.
Eu havia me tornado sócio do homem que tinha conhecido
um ano antes, em uma experiência fora do corpo em que tive
cem por cento de lucidez e rememoração.
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Manaus, setembro de 1983

Conheci uma senhora que tinha alta clarividência. Quando fi-


cou sabendo que eu fazia experiências fora do corpo, me chamou
para fazer um trabalho assistencial com um grupo de pessoas es-
piritualistas que com ela se reuniam às quartas-feiras à tarde.
No dia marcado fui até sua casa. Era uma casa simples, mas
decorada de forma original. Na entrada, em um canto, havia pedri-
nhas de várias cores colocadas artisticamente, dando um efeito
aconchegante ao ambiente. O restante da casa era ornado com
quadros, mensagens espirituais e, no ar, um perfume adocicado.
Quando cheguei, três ou quatro pessoas me aguardavam,
além de Clara, que era como a chamavam os amigos.
O local era uma copa-cozinha com uma pequena mesa ao
centro. Sentamos os quatro e nos demos as mãos para uma
prece, como era o costume daquelas pessoas. Depois, de olhos
fechados, ficamos em meditação. Logo uma vibração percorreu
meu corpo e pude perceber a infalível ação dos meus ampara-
dores, que me ajudavam a sair do corpo rumo a um objetivo
desconhecido.
Ao sair, vi todas as pessoas de mãos dadas e, ao mesmo
tempo, ouvia a voz da amiga Clara me orientando para onde
deveria ir. Atravessei a cidade de Manaus, passei sobre casas
e prédios e segui para um local afastado onde havia muitas ca-
sas de madeira.
Em determinado momento, dirigido por consciências am-
paradoras, notei que me aproximava de uma casa de madeira
onde tinha um homem na varanda com um copo em sua mão
esquerda.
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Aproximei-me, flutuando na parte interna da varanda e fiz


um gesto com a mão direita para bater no copo. Antes que mi-
nha mão espiritual chegasse ao copo, ele foi atirado longe. Vi o
copo sendo jogado para fora da varanda e se espatifando no
chão. O homem olhou em volta como se procurasse quem ha-
via batido em sua mão.
Senti-me “tracionado” de volta ao corpo físico e imediatamen-
te abri os olhos diante da amiga Clara que, sorrindo, me disse:
– Belo trabalho, você acabou de impedir que o homem to-
masse veneno. O trabalho daquele dia estava terminado.
Senti-me muito feliz por poder realizá-lo. Temos que nos
esforçar ao máximo para que possamos ser ferramentas úteis
ao mundo espiritual e isto requer esforço e muito trabalho.

Manaus, outubro de 1983

Fui avisado pela amiga Clara que havia uma criança muito
doente e que eu deveria comparecer em sua casa na quarta-fei-
ra à tarde para que, através do meu trabalho de projetor cons-
ciente, pudesse, se possível, ajudar a amenizar o sofrimento
daquela mulher, que já havia procurado ajuda em vários luga-
res, sem conseguir resultados.
Clara pediu para que eu ficasse aguardando sentado na
mesma sala onde ela fazia as reuniões. A mulher entrou e me
cumprimentou. Era jovem, de cor branca e muito triste. Imedia-
tamente ao lado dela se manifestou uma consciência ampa-
radora acompanhada de outras consciências que a ladeavam,
mas que não eram tão nítidas quanto à consciência amparado-
ra. Este amparador me passou informações sobre tudo o que
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estava acontecendo com o filho da mulher e, principalmente,


com ela.
Então, percebi que eu estava ao lado do meu corpo e que,
nesta condição, pude ver e ouvir o que o amparador estava di-
zendo.
Na verdade, ele não havia se semi-materializado, mas me
patrocinado uma descoincidência para que eu pudesse vê-los.
Então dirigi a palavra a mulher e falei tudo o que o ampa-
rador tinha me dito. Ela ficou imóvel como se estivesse entrado
em contato com algo terrível. A verdade, às vezes, é realmente
terrível. A cura de seu filho dependia do seu comportamento
conjugal, que não vinha sendo muito honesto e causava muita
infelicidade ao marido.
Este comportamento desequilibrado fazia com que os pro-
cessos assediadores tivessem maior força e a doença se insta-
lasse na criança.
O amparador neste momento disse: – Ela precisa de um
referencial físico, um ritual. Eu entendi perfeitamente o que ele
estava dizendo e falei para a mulher: – A senhora terá que mu-
dar o seu comportamento imediatamente e também deverá, du-
rante uma semana, acender todos os dias, às seis horas, uma
vela e rezar um Pai Nosso. Se a senhora realmente tiver decidi-
do isto no seu coração, amanhã o seu filho amanhecerá curado.
Clara me ligou dois dias depois e me disse: – A senhora X pe-
diu que eu te ligasse e te agradecesse, o filho dela está curado!
Pensei: – Agradecer a mim? Quem sou eu para ter esta ca-
pacidade? Eu é que tenho que agradecer a cada instante da mi-
nha vida por poder participar, com amparadores de luz, de um
empreendimento de cura e amor. Só isso!
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São Paulo, 1974

Morava no bairro de Veleiros, na rua Lido, em São Paulo,


com meus pais e meus irmãos.
Tinha várias experiências fora do corpo e costumava todas as
noites, após praticar a respiração e o relaxamento, flutuar sobre a
minha casa e, em seguida, ficar na esquina, acima de um poste de
luz de madeira, observando os alunos de uma escola, que ficava
ali perto, retornando para as suas casas, conversando em grupos
ou namorando nas esquinas. Às vezes, me aproximava de um ou
de outro e conseguia ouvir o que estavam falando, e, sim a voz pa-
recia muito estranha como se reverberasse ou ecoasse, e eu, às
vezes, tinha a impressão de que não importava a distância, mas o
foco da minha atenção para que eu pudesse ouvir cada um.
Outras vezes, ouvia normalmente como se estivesse no
plano físico e ficava tentando arrumar explicações para este “fe-
nômeno” auditivo.
A rua era de terra, o bairro estava em formação e eu gos-
tava de flutuar sobre as ruas a uma certa velocidade, o que me
dava um grande prazer. Era uma sensação de liberdade indes-
critível, acompanhada de euforia.
Uma noite, já projetado, volitava sobre a rua, na esquina da
rua Lido com a Estoril, e me sentia como se estivesse de férias.
Pensava em como seria ficar definitivamente na dimensão
astral, quando vi o meu amigo Silvio, que vinha de um curso
técnico noturno, caminhando em direção a sua casa, acompa-
nhado por um amigo.
Ele gostava de conversar e é alguém importante nesta mi-
nha atual existência, apesar de ter perdido contato com ele.
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Eu o acompanhei durante o percurso. Quando chegou na es-


quina ele parou, ficou conversando um pouco com a pessoa que
o acompanhava e, depois de se despedir, seguiu para sua casa.
Retornei ao corpo e anotei o horário e, no dia seguinte, lhe
relatei a experiência. Como ele já sabia dos meus experimentos
fora do corpo, achou fantástico e confirmou tudo o que eu havia
visto, inclusive o horário.

Fui para o Rio de Janeiro com um grupo de amigos que


praticavam a projeção da consciência para participar do con-
gresso em que várias pessoas estariam reunidas falando sobre
o assunto.
Ficamos em um hotel e eu fiquei em um apartamento se-
parado.
Meu amigo R ficou no andar superior, no apartamento exa-
tamente acima do qual eu estava. Às 22 horas, me recolhi, de-
pois de um dia inteiro no congresso. Depois de toda a prepara-
ção habitual, fui volitando em direção ao teto e transpassei de
um andar para o outro, atravessando a cama onde estava dei-
tado o meu amigo R. Continuei subindo até pairar alguns instan-
tes acima do hotel. Em seguida fui até o prédio onde estava
sendo realizado o congresso e tive uma visão panorâmica do lo-
cal. Uma coisa que notei foi a imagem do local em uma aveni-
da arborizada, (eu deveria estar a uns trinta metros de altura);
resolvi me aproximar do nível da rua e percebi que a visão que
eu tinha parecia ser bidimensional, apesar de eu ter consciên-
cia da profundidade.
Era uma visão nítida e com lucidez alta. Ao me aproximar
do solo, a minha percepção visual voltou ao normal.
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No caminho de volta ao hotel pude apreciar toda a movi-


mentação da cidade em um sábado à noite. Muitos carros e
pessoas transitando na avenida à beira da praia e eu os obser-
vava do alto enquanto volitava tranquilamente retornando ao
hotel. Ao entrar no prédio, pude sentir que o meu amigo Rogé-
rio se dirigia para o meu apartamento.
Um parênteses: Quando saía do hotel, ao passar através
do corpo do meu amigo, percebi que ele se movimentava na ca-
ma, inquieto e fiquei com a impressão de que ele não estava
bem. Agora continuemos com o relato...
Bateram à porta (23h15) do apartamento, eu já estava retor-
nando ao corpo físico e fui atender. Era o R extremamente cha-
teado e fumando (espero que ele já tenha largado o vício), e mui-
to agitado disse que não estava bem e que queria conversar.
Constatei que a minha percepção, quando projetado, era
verdadeira. Conversamos e ele retornou para o seu apartamento.
Deitei e voltei a me projetar novamente e desta vez com
uma precognição projetiva. O ambiente era o auditório do con-
gresso e subia à mesa dos palestrantes um homem de origem
argentina que, após se apresentar, contava algumas de suas
projeções realizadas.
Em determinado momento, ele disse que teve uma proje-
ção mental e nesta projeção mental o seu amparador disse que
existia um quinto corpo (um corpo além do mental). Quando no
domingo este palestrante foi apresentado, eu já sabia o que ele
ia dizer e confirmei todos os detalhes.

No CEC – Centro de Estudos da Consciência, buscamos o


conhecimento através de palestras, pesquisas e estudos e,
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principalmente, através de projeções da consciência, que eu


pessoalmente considero uma ferramenta evolutiva de qualida-
de inquestionável.
Costumamos realizar experiências, em que projetados, nos
reunimos e realizamos juntos pesquisas ou assistência espiri-
tual aos mais carentes.
Em determinado dia, após nos encontrarmos no CEC, fora
do corpo, levei o grupo para um local montanhoso, e em uma en-
costa fazíamos experiências de volitação. O interessante é que a
maior parte deles tinha um baixo nível de lucidez, acredito que
por volta de uns 40%, e quando ela era estabilizada, através de
passes magnéticos, todos ficavam com medo de “voar”, pois fa-
ziam recorrência às limitações normais do corpo físico.
Isto de certa forma me divertia, pois alguns até balançavam
os braços como asas para tentar sair do chão e todos acaba-
vam imitando, mas isto não os fazia perder o medo, apenas
criava a ilusão do referencial físico de que com o movimento
das asas de um pássaro conseguiriam se erguer do solo.
Era um grupo novo e a maioria das experiências eram com
rememoração fragmentada, às vezes, mais parecida com um
sonho vívido do que com uma projeção. Então, quando come-
cei a fazer este trabalho de preparação fora do corpo, começa-
ram a acontecer coisas engraçadas, como esta de “bater” os
braços como um pássaro para poder volitar.
Eu passei algum tempo demonstrando, à margem do pe-
nhasco, como controlar o corpo astral no ar, através da vontade.
E todos que tentavam, ao sair da segurança dos “aparen-
tes” pés no chão para além da beira da encosta, acabavam por
balançar os braços desesperadamente como se fossem cair, e
só assim conseguiam ficar “flutuando” e retornar à encosta fir-
me da montanha.
Este processo se repetiu com vários integrantes do grupo
até que começaram as desaparições dos corpos astrais indi-
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cando o retorno de cada um para a sua base física, o seu quar-


to de dormir.
No dia seguinte, tivemos reunião e qual não foi a minha
surpresa: todos que participaram da experiência estavam com
dores nos braços e nos ombros. Quando conversamos sobre o
assunto a gargalhada foi geral, ninguém esperava por este re-
flexo no corpo físico.

Nesta época eu trabalhava em uma fábrica de embala-


gens, na qual um dos donos é um bom amigo. Sua filha tinha
uma amiga que estava com câncer e pediu que eu fizesse uma
projeção para verificar as reais condições de saúde da pessoa.
Em determinada noite, convoquei o pessoal do CEC para
realizar assistência extrafísica. O que aconteceu foi o seguinte:
Todos nos projetamos com o objetivo definido de auxiliar,
se possível, a pessoa adoentada. Ao chegarmos no hospital pu-
demos observá-la deitada, adormecida, e perto dela havia um
médico projetado, de origem japonesa. No canto da sala esta-
va um amparador que se identificou, e também os que o acom-
panhavam. Vieram realizar o desencarne, orientação e acom-
panhamento para o local onde seria cuidada adequadamente.
Ao meu lado direito estava o Dr. L., que faz parte do nosso
grupo de estudos e tem sido um companheiro em todos os tra-
balhos projetivos como pesquisador e professor. O M... (outro
rapaz do grupo) estava a minha esquerda e auxiliava nos traba-
lhos de exteriorização. Realizamos todo o trabalho e retorna-
mos da nossa missão espiritual satisfeitos com a nossa inten-
ção e assistência.
Quando nos reunimos para debater sobre o que havia
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acontecido, alguns se lembravam claramente de todo o ambien-


te, do médico japonês e da figura do amparador de desencar-
ne, mas quem trouxe a rememoração mais completa foi o Dr. L,
que comigo chegou à conclusão de que não havia alternativa de
saúde para a pessoa em questão.
Ao encontrar com a minha amiga, disse-lhe que realmente
não haveria possibilidade de reversão do caso, pois o CA, olha-
do do plano astral, parecia uma grande aranha, com pernas que
pareciam raízes. Ela aceitou, mas não quis perder as esperan-
ças, pois de um dia para o outro já havia tido uma melhora. Nós
torcíamos para estarmos errados, porém, alguns dias depois
houve o falecimento e o que nós tínhamos visto se confirmou.

Data: 07/11/08

Antes de dormir, agradeci aos meus amparadores pelo


bom dia de trabalho e me disponibilizei como sempre faço para
as tarefas assistenciais noturnas. O ambiente em que saí era
um local pobre e com muita gente física e extrafisica circulando.
Percebi que o trabalho demandaria muita energia, pois o
local era muito carente. Localizei rapidamente as pessoas que
me auxiliam doando suas energias e me acoplei a elas.
Comecei, com a ajuda de amparadores, fazer as assistên-
cias por eles determinadas.
Na verdade, nesse local eram três assistências a serem
feitas, porém, contarei apenas uma delas.
A primeira era de uma garotinha de seis anos que estava
com um tumor no estômago. Para retirá-lo precisava me deslo-
car no plano mental, e em alta velocidade, poderia desfazer no
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plano espiritual o problema, aliás esse é o tipo de trabalho que


me dá uma grande satisfação.
Ela estava dormindo. Eu me projetei no corpo mental e co-
mecei a fazer tudo do jeito que deveria. Primeiro comecei a circu-
lar energia de forma localizada no local do tumor (era pequeno),
ela começou a se mexer na cama, resultado da atividade energé-
tica inicial, depois entrou em profunda estabilidade, pois o seu
chacra coronário estava funcionando a todo vapor. O ambiente
estava tranquilo e eu monitorava a possível intromissão de algu-
ma consciência primitiva. Como precisava deixar uma marca que
a fizesse continuar, após ter realizado com sucesso o trabalho,
desfazendo no corpo mental e astral o bolo energético emocio-
nal, invadi o seu sonho dando-lhe lucidez astral já que estava
descoincidida, e me mostrei como Francisco de Assis. Ela me viu
pegar as suas mãos e abençoá-la. A imagem de Francisco era a
mais conhecida, com direito a aureola e tudo. Abracei-a, afaguei
seus cabelos e disse-lhe que ela seria muito feliz, bastava fazer
da vida dela um caminho de estudo, trabalho e honestidade.
Ela entendia perfeitamente o que eu estava dizendo e me
abraçou. O trabalho estava terminado. Fui me afastando e de-
saparecendo para que ela realmente tivesse a noção de que ali
havia estado um santo.
Penso que ao nos apropriarmos de figuras tão importantes e
que trazem confiança, faz com que o trabalho seja mais eficiente.

Onde você não seja interrompido e também o nível de ruí-


do seja baixo, em razoável condição de conforto e temperatura
agradável.
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O melhor horário é entre zero e 3 horas da madrugada, pois a


glândula pineal libera um hormônio chamado melatonina e serotoni-
na, que produzem efeitos similares à antiga droga Lorax (lorazepan).
A produção deste hormônio é controlada pela quantidade
de luz que os olhos recebem. Quanto menos luz, maior a pro-
dução destes hormônios.

A alimentação deve ser leve e saudável. Não se pode co-


mer uma feijoada ou uma macarronada sem produzir um au-
mento de esforço do aparelho digestivo e, consequentemente,
mais dificuldade para o necessário relaxamento.

Roupas leves que não causem desconforto em qualquer


parte do corpo. Se a temperatura permitir e se sentir à vontade,
pode ficar sem roupas e cobrir-se apenas com um lençol para
manter a temperatura do corpo.

A temperatura varia de pessoa para pessoa; têm pessoas


que estão acostumadas com temperaturas mais quentes ou
frias. Cada um terá que verificar o que é melhor para si. De
qualquer forma, a temperatura recomendada é por volta de 20
graus Celsius. Com a temperatura acima de 24 graus, a pessoa
não dorme direito, fica inquieta e o sono apresenta-se mais le-
ve. Também, a partir desta temperatura (24 graus Celsius) sur-
gem sonhos desagradáveis e pesadelos.
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A presença de luz, sendo estimulante, impede o sono.


Deve-se manter o quarto na penumbra com o uso de lâm-
pada fraca ou o uso de luz discreta que entre no aposento.

A sensibilidade ao som varia de pessoa a pessoa e a sua


familiaridade com o mesmo. As mulheres são mais suscetíveis
que os homens de se despertarem em razão dos ruídos. Acima
de 60 decibéis, aproximadamente, a pessoa desperta. Portan-
to, é recomendável um local em que o nível de ruído seja infe-
rior a 60 decibéis.

A qualidade dos pensamentos influi de forma definitiva na


projeção astral consciente. Devemos manter nossa mente tranqui-
la e confiante com relação aos nossos objetivos projetivos. O me-
do, a intranquilidade e a insegurança são âncoras para o nosso
psicossoma e, portanto, dificultarão a nossa saída do corpo físico.

Da mesma forma que os nossos pensamentos, os senti-


mentos influem definitivamente na realização eficiente da proje-
ção lúcida. Sentimentos negativos de medo ou rançosos não
são uma boa companhia nem quando estamos na vigília física,
muito menos quando estamos querendo realizar uma projeção
consciente.
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É interessante praticar algum tipo de respiração de forma a


produzir estado de relaxamento físico, pois isso facilita o desco-
lamento do psicossoma. A tensão e o nervosismo dificultam to-
dos os processos projetivos.
A capacidade de descontrair-se é requisito preliminar, e é a
primeira fase. E, se quiser realizar um relaxamento adequado,
não poderá ter hora marcada, nenhum compromisso ou telefo-
nema marcado, senão a atenção desorganizará seus pensa-
mentos. Deve evitar impaciência de qualquer gênero.
Pode ser usada a auto-hipnose ou o estado de sono fron-
teiriço que é o método mais fácil. A dificuldade está naquela de-
licada “fronteira” entre o sono e a vigília total. Com muita fre-
quência, a pessoa cai no sono e isso encerra o experimento,
momentaneamente.
Com a prática, a consciência pode ser transportada para
este estado fronteiriço, no qual você não está nem dormindo
nem acordado. Pode penetrá-lo e atravessá-lo, chegando até a
sua destinação. A técnica é a seguinte: deite-se de preferência
cansado e sonolento. Produza um estado de relaxamento atra-
vés de uma das técnicas demonstradas anteriormente. Quando
se descontrair e começar a cair no sono, mantenha a atenção em
alguma coisa, por exemplo, em um ponto imaginário a sua fren-
te. Uma vez conseguindo manter indefinidamente o estado fron-
teiriço, sem cair no sono, é sinal que passou pelo primeiro está-
gio. Algumas pessoas não resistem e caem no sono nesse
processo de aprofundamento de consciência. Isso é normal. Não
desanime, pois não se aprende o processo da noite para o dia. É
um treino gradativo.
Após conseguir ficar neste estado fronteiriço indefinida-
mente, olhe apenas com os olhos fechados para a escuridão a
sua frente. Não faça mais nada. Neste momento poderá sentir
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as sinaléticas de descolamento do corpo psicossomático. Você


pode perceber estalos, sons intracranianos, zumbido, alfineta-
das, ver um túnel a sua frente ou imagens etc. Você vai sentir
um estado de vibração, este é o sinal de que você está deco-
lando. Procure relaxar e não fique com medo. Nada poderá lhe
acontecer. O medo pode causar taquicardia, procure dominá-lo.

Defina um objetivo. É fundamental para os projetores ini-


ciantes. Pode ser um local onde se queira ir ou pessoa a quem
se queira visitar. O importante é que se tenha bem definida a
imagem e o desejo de realizar este empreendimento.

A melhor técnica é aquela com a qual você consegue bons


resultados. Apresentamos neste livro algumas técnicas que já
foram usadas com sucesso por muitos projetores, mas você po-
de adaptá-las como melhor lhe aprouver para conseguir uma
projeção astral lúcida. Por outro lado, existem inúmeros livros
sobre o assunto, é só lê-los com atenção que vai perceber que
um dos pontos principais para se conseguir a descoincidência é
o relaxamento involuntário ou voluntário do corpo físico. O ou-
tro ponto importante é a paciência; se quiser conseguir resulta-
dos rápidos, poderá entrar em ansiedade e isto será um sério
obstáculo a ser vencido. Devemos considerar também o medo.
É necessário praticar a técnica da imersão lendo livros sobre o
assunto, vendo filmes relacionados, assistindo palestras, con-
versando com pessoas que praticam a projeção da consciência,
pois, só assim, o medo será substituído pelo conhecimento.
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Estado anterior à saída do psicossoma, deixando o corpo


intrafísico. Estado preliminar à partida do astrossoma (outro no-
me do psicossoma). Momento em que começamos a sentir o
corpo físico totalmente relaxado e acontecem os sinais incon-
fundíveis de que o psicossoma está descolando do corpo físico.
Analisaremos agora com que sinaléticas se processa a saí-
da do corpo astral. No total são 31 sinaléticas anteriores a esta
partida.
• Entorpecimento orgânico
• Alheamento ao corpo humano
• Estado vibracional
• Formigamento
• Pulsação em todo o corpo
• Ballonnement (sensação de que o corpo está inflado como
um balão)
• Peso ou pressão sobre o tórax (como se tivesse alguma
coisa pesada sobre o tórax)
• Percepção da atividade dos chacras
• Latejamento do frontochacra (testa)
• Estiramento dos membros (elongação)
• Trendelenburg extrafísico (o psicossoma fica preso pela
cabeça)
• Catalepsia pré-projetiva
• Imagens coloridas ou não
• Luzes (pontos de luz)
• Balanço incontrolável do corpo astral
• Visões fugazes
• Vozes, ruídos, latidos
• Sons intracranianos
• Estalos fortes ou fracos
• Sentimento de presença extrafísica
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• Sensação de estar dividido


• Sensação de escorregar pelos pés
• Sensação de queda
• Sensação de sentir / ouvir milhões de abelhas / zumbido
• Queda da pulsação
• Resfriamento do corpo físico
• Imobilidade do corpo
• Sentimento de poder
• Sensação de picadas de mosquitos / pulgas / alfinetadas
• Sensação de falta de ar ou sensação de que “alguém
está tentando sufocá-lo”

Neste momento de decolagem é comum a visualização de


um túnel e uma sensação de velocidade ou aceleração. Tam-
bém é comum a perda da sensibilidade física ou entorpecimen-
to, afinal, você está transferindo a sua consciência para um ou-
tro veículo (psicossoma).
Pode-se ficar temporariamente com dupla consciência. Al-
gumas vezes você pode enxergar o seu psicossoma e do psi-
cossoma enxergar o corpo físico. É o momento de maior tração
do cordão de prata, numa distância entre 3 e 4 metros, em que
ele tem o seu maior diâmetro e tende a nos puxar para o corpo
físico.
Ao sair do corpo, o psicossoma deixa um rastro de luz
(energia), portanto, não se assuste caso possa ver o seu pró-
prio rastro luminoso. É possível, mas rara, a visão do cordão de
prata quando ainda não se tem experiência.

Seus sentidos ficarão várias vezes mais sensíveis poden-


do ouvir e ver não só as coisas do mundo físico, como as da di-
mensão energética.
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Poderá se deslocar pela vontade. Irá onde for o seu pen-


samento.
Poderá volitar (flutuar) e não precisa ter medo de cair, pois
nada poderá machucá-lo neste veículo. É comum ter uma visão
de cima para baixo e também sentir os processos de aproxima-
ção visual, como se estivesse sob o efeito de alguma bebida.
Às vezes, os ângulos de observação são impossíveis de se rea-
lizar no corpo físico, pois deve-se considerar que poderemos
atravessar objetos e ir a lugares que nem mesmo a tecnologia
atual nos permitiria.
Poderá visitar localidades distantes, ir em bibliotecas, flu-
tuar na atmosfera terrestre e até sair dela.
Se quiser, poderá ver entes que já não estão mais no pla-
no físico ou observar o registro akásico (memória integral), em
que poderá ver as coisas que aconteceram no passado e as
possibilidades do futuro.
Existem locais que não devem ser visitados, a não ser
acompanhado por amparadores. Hospitais psiquiátricos, presí-
dios, áreas onde existam agrupamentos de drogados ou margi-
nais, casas de suicidas, ex-salas de torturas, quarto íntimo de
casal, locais de jogos de azar etc.
Deve-se saber também que não se deve tentar comunica-
ção ou abordagem com: um motorista dirigindo um veículo, se-
ja automóvel, moto etc.; um operário absorto no funcionamento
de maquinário possível de desencadear acidente grave de tra-
balho; um barbeiro fazendo a barba de cliente com a navalha na
mão etc. O tempo de projeção varia e cada experiência é um
novo aprendizado. Existem lapsos de tempo quando se quer
comparar com o tempo físico. Por exemplo, alguns segundos
fora do corpo físico podem dar a impressão de horas.
A maioria das pessoas se projeta de forma inconsciente e,
assim como há o sonambulismo do corpo físico, também há
pessoas que, adormecidas, passeiam em corpo astral. É um es-
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tado em que o psicossoma se liberta da catalepsia, mas fica in-


consciente perambulando e, algumas vezes, trazendo fragmen-
tos de imagens ou acontecimentos dos quais não consegue ter
uma lembrança sequencial e coerente.

Quando o projetor, pela própria vontade, determina o retor-


no à sua base física (corpo), que pode ser causado pela sim-
ples tentativa de movimentar uma parte do corpo ou mesmo por
ter encerrado o seu trabalho de assistência diária.
O retorno voluntário é um dos privilégios do projetor lúcido
com mais experiência, pois para este tipo de retorno o projetor tem
que estar consciente da situação de projetado e não simplesmen-
te em devaneios projetivos nos quais a situação é mais onírica.

Quando o projetor por motivos alheios à sua vontade retor-


na repentinamente à base física. Os motivos mais comuns são:
ruídos, movimento do cônjuge sobre a cama, toque físico no
corpo humano, ação de amparadores, necessidades fisiológi-
cas etc.
Se localizarmos as causas que produzem a projeção não
intencional do corpo astral, veremos que não há razão para ela
não ser produzida voluntariamente.
Todas as primeiras projeções da maioria das pessoas são
involuntárias e não conscientes; mas, após atento estudo, po-
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de-se perceber, notando com cuidado as regularidades, que al-


gumas causas são fundamentais.
A consciência se desloca para o veículo de manifestação se-
guinte ao que está “incapacitado”. Por exemplo, se o corpo físico
estiver incapacitado (absoluto relaxamento), a manifestação da
consciência ocorrerá no psicossoma. Se este, o psicossoma, es-
tiver incapacitado, a consciência se manifestará no corpo mental.

Após o retorno à base física, o projetor deve anotar em diá-


rio todas as ocorrências. Não deve faltar no diário a data, a tem-
peratura ambiental, o local (cidade, bairro, na própria residên-
cia) e o detalhamento de toda a sequência do que vivenciou na
projeção realizada. Mesmo coisas que considere fantasiosas ou
de pouca importância.
Deve também confirmar o que viu através de observação
física. Se foi em um local que depois poderá ir fisicamente, é im-
portante que o faça e depois confronte com suas anotações.
Existem algumas situações que parecem fantásticas e am-
bientes incomuns que só aparecem em filmes de ficção. Não se
assuste. Algumas imagens podem aparecer distorcidas ou
mesmo misturadas com a nossa imaginação. Exteriorize suas
energias para tirar a sobrecarga do psicossoma. Quando faze-
mos isto, normalmente, o excesso de energias que nublam a
nossa consciência se dissipa e aumenta o nosso nível de luci-
dez, melhorando a nossa percepção visual para que na vigília
física posterior à projeção possamos ter dados mais próximos
da realidade.
Crie o hábito de ter ao lado da cama um caderno para fa-
zer suas anotações e, lembre-se, elas devem ser feitas sem
procrastinação. Não deixe para depois, porque vão se misturar
com as rotinas do dia-a-dia e você perderá parte delas.
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É importante o desejo sincero e a sedimentação da con-


fiança através do estudo constante. Você lê, assiste palestras,
aprende e tem que praticar, praticar muito. Eu sempre digo que
de nada adianta fazer um curso de hipnose se não praticar de-
pois. É dinheiro jogado fora. Tem que haver empenho na práti-
ca, com confiança. A seguir, uma lista de comportamentos ou
procedimentos que vão ajudá-lo na Projeção da Consciência.
• Vontade de se projetar
• Autocontrole emocional
• Confiança
• Jejum
• Comprometimento
• “Abertismo” (mente aberta para mudanças e informações)
• Local adequado
• Alimentação
• Determinação interior
• Conhecimento sobre o assunto
• Vida emocional equilibrada
• Capacidade de auto-enfrentamento
• Pensamentos não restritivos
• Prática de relaxamento físico
• Prática de Yoga
• Prática de meditação
• Sugestão hipnótica
• Mantra específico para projetar-se
• Imersão no assunto através de livros, filmes, palestras, cur-
sos, workshops, conversa com quem já consegue se pro-
jetar etc.
• Persistência
• Pensamentos e sentimentos de qualidade UNIVERSAL
• Circulação eficiente de ENERGIA
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• Produção de Estado Vibracional – Reverberação dos


Chacras
• Bom humor

Todo e qualquer tipo de pensamento restritivo, crenças ar-


raigadas, crendices, preconceitos, histórias de terror etc.
O homem é pródigo em arrumar desculpas para não ter
que enfrentar a realidade. Prefere sempre as historinhas de La
Fontaine à realidade contundente. Temos que lembrar que a
nossa educação, tanto acadêmica quanto social, não tem por fi-
nalidade nos libertar e nos tornar consciências maduras, e sim
manter-nos na imaturidade infantil conveniente. Alguém lucra
com isso!

• Pânico
• Taquicardia produzida pelo medo
• Inquietação
• Preguiça, apatia mental ou fadiga intelectual
• Pessimismo ou derrotismo
• Neofobia
• Ignorância quanto à projeção consciente
• Descontrole emocional
• Humor Lábil
• Intoxicação orgânica
• Tabagismo
• Medo durante a projeção
• Bloqueadores do sono: cafeína, chá, guaraná, excesso de
alimento, drogas
• Alimentação pesada
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• Depressão
• Ruminações de raiva, ódio etc.
• Pensamentos restritivos
• Dificuldade de relaxamento físico
• Medos, fobias de todos os tipos
• Preconceitos, dogmas, idéias pré-concebidas, crenças au-
tomatizadas, etc.
• Local inadequado / muito ruído
• Obesidade – a energia acumulada em camadas de gordu-
ra não flui livremente
• Cansaço ou estresse
• Desconhecimento do assunto
• Problemas familiares, profissionais, afetivos
• Dificuldades de auto-enfrentamento
• Diálogo interno, não permitindo qualquer tipo de pensa-
mento controlado
• Pensamentos, sentimentos, energias desequilibradas
• Vestimenta; acessórios desconfortáveis
• Dificuldade de concentração e atenção
• Ansiedade
• Preocupação
• Angústia
• Impaciência

A projeção da Consciência não é privilégio de alguns. Toda


e qualquer pessoa que se esforce poderá conseguir resultados
satisfatórios.
Se você algum dia fez um curso de hipnose, saberá que só
fazer o curso não o leva a ser um bom hipnólogo, necessitará
praticar até conseguir resultados, e isto exigirá persistência e
dedicação. O mesmo se dá com a projeção da consciência. O
tempo para se conseguir resultados é o tempo de cada um. Os
resultados podem acontecer a curto, a médio ou a longo prazo,
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mas o importante é não desistir. Quem já conseguiu pelo menos


uma experiência de projeção, com alta lucidez e rememoração
contínua (não fragmentada), com certeza tem a sua própria vi-
são do mundo.
Na projeção astral, parte do corpo psicossomático continua
no corpo físico e parte se emana com ou sem consciência.
Existem várias técnicas para se realizar a projeção da
consciência com êxito e lucidez, mas é necessário, acima de tu-
do, persistência e determinação.
Para finalizar... qualquer um que se dedique pode rea-
lizar a projeção astral!

Induz a projeção consciente através de oito etapas:

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Vela – Coloque uma vela acesa sobre um prato largo –
a fim de evitar incêndios.
3. Poltrona – Com o tronco ereto e as mãos sobre as co-
xas, sente-se numa cadeira confortável ou poltrona a menos de
3 metros de distância da vela.
4. Relaxamento – Use a técnica da respiração, a número
três, adaptando-a para a poltrona.
5. Escuridão – Escureça completamente o quarto, deixan-
do somente a luz da vela acesa.
6. Fixação – Fixe, atentamente na vela acesa à frente,
concentre-se nela até perder toda conscientização do resto do
mundo físico em torno de você.
7. Extensão – Nesse ponto somente existem no mundo
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você e a vela. A vela é uma extensão de você, do seu corpo.


8. Visualização – Quando você - próximo e à frente da ve-
la acesa - sentir a sua consciência normal tornar-se suspensa,
primeiro visualize o seu psicossoma movendo-se para fora do
corpo humano e indo na direção da vela acesa. Depois, sinta a
sua saída e sua ida até a vela.
O exercício indicado deve ser praticado com a força máxi-
ma de impulsão de sua vontade.

Induz a projeção consciente através de seis etapas.

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Poltrona – Com o tronco ereto e as mãos sobre as co-
xas, sente-se numa cadeira confortável ou poltrona.
3. Relaxamento – Use a técnica da respiração, a número
três, adaptando-a para a poltrona.
4. Fotografia – Focalize sua atenção em uma foto de pes-
soa ou paisagem durante alguns minutos. Cerre os olhos e ve-
ja mentalmente a foto escolhida. Repita várias vezes até conse-
guir reter de forma bem nítida a imagem observada.
5. Visualize – Concentre a atenção na imagem agora fixa-
da em sua mente. Sinta o local ou a pessoa, visualize-se colo-
cando toda a sua vontade na intenção de “estar presente” junto
ao local ou pessoa. Lembre-se: onde o seu pensamento estiver
com todo o seu sentimento, você estará.
6. Exteriorização – A exteriorização do seu psicossoma se
dará, de repente, com as sensações de extrema leveza e am-
pla liberdade de seus movimentos e a visualização com a sen-
sação de que você está “chegando” naquele instante ao objeto
de sua intenção.
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Induz a projeção consciente através de seis etapas.

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Poltrona – Sente-se numa cadeira confortável ou poltro-
na com o tronco ereto e suas mãos sobre as coxas.
3. Relaxamento – Use a técnica da respiração, a número
três, adaptando-a para a poltrona.
4. Imaginação – Cerre as pálpebras e imagine, com obsti-
nado esforço de sua vontade inquebrantável, um elevador à sua
frente. Observe durante alguns instantes. Torne a imagem níti-
da e verdadeira.
5. Ação – Mentalmente, levante-se e dirija-se até ele (o
elevador). Chame-o. Aguarde sua chegada. Observe a porta se
abrindo. Sinta cada um destes momentos. Entre. Aperte o bo-
tão para subir. Sinta o elevador subindo, vagarosamente. Faça
um esforço para sentir esta subida, como se fosse real.
6. Exteriorização – A exteriorização do seu psicossoma se
dará, de repente, com a sensação de que você está se des-
prendendo de algo. Ouvirá sons intracranianos ou não. Terá
uma sensação de liberdade.

Induz a projeção consciente através de nove etapas.

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Poltrona – Sente-se numa cadeira confortável ou poltro-
na com o tronco ereto e suas mãos sobre as coxas.
3. Relaxamento – Use a técnica da respiração, a número
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três, adaptando-a para a poltrona.


4. Imaginação – Cerre as pálpebras e imagine, com obsti-
nado esforço de sua vontade inquebrantável, uma porta fecha-
da, incrustada numa parede branca.
5. Inscrição – Inscreva mentalmente sobre a porta fecha-
da uma inscrição característica, por exemplo, um círculo.
6. Meditação – Medite durante alguns minutos sobre a ins-
crição na porta fechada.
7. Abertura – Visualize intensamente a abertura vagarosa
da porta e procure ver a si mesmo passando através da porta
para o outro lado da parede branca. Sinta a sua passagem pa-
ra o outro lado através da porta.
8. Repetição – Repita todos os lances dos exercícios, na or-
dem correta, intensificando suas visualizações cada vez mais.
9. Exteriorização – A exteriorização do seu psicossoma se
dará, de repente, com as sensações de extrema leveza e am-
pla liberdade de seus movimentos. Não se assuste; de repente,
tudo o que era imaginação ou apenas vontade se torna real e
nítido; você está na dimensão astral.

Induz a projeção consciente através da imaginação contro-


lada pela vontade, em cinco etapas.

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Cama ou colchonete – Deite-se de forma confortável,
com a barriga para cima. As pernas entreabertas e os braços
caídos ao lado do corpo.
3. Relaxamento – Use a técnica de relaxamento progres-
sivo, a número um. Se houver necessidade, faça as devidas
adaptações.
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4. Imaginação – Com as pálpebras cerradas, imagine,


com obstinado esforço de sua vontade inquebrantável, um local
para o qual deseje ir. É importante que conheça fisicamente ou
através de fotografia a localidade para trazer a imagem à sua
mente e, pela concentração da mesma, dirija-se ao local, pro-
curando “sentir” que está indo em direção ao seu objetivo. Pro-
cure ver a imagem com nitidez. Percorra o caminho que levará
ao destino. Percorra mentalmente usando a sua memória para
recompor o caminho. Sinta-se presente no percurso que está vi-
sualizando. Persista até conseguir.
5. Exteriorização – A exteriorização do seu psicossoma se
dará, de repente, com as sensações de extrema leveza e am-
pla liberdade de seus movimentos. A imagem do local se apro-
xima e vai se tornando cada vez mais nítida até o momento em
que o psicossoma se condensa no alvo de seu experimento.

Induz a projeção consciente através do controle das ener-


gias consciênciais.

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Cama ou colchonete – Deite-se de forma confortável,
com a barriga para cima. As pernas entreabertas e os braços
caídos ao lado do corpo.
3. Relaxamento – Use a técnica de relaxamento progressi-
vo, a número um. Se houver necessidade, faça as devidas adap-
tações. Em seguida, use a técnica de respiração número seis.
Em seguida use a técnica da respiração número três.
4. Estado de sono fronteiriço – Após conseguir a condi-
ção de relaxamento adequada através dos exercícios, procure
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manter-se acordado. Na fronteira entre o sono e a vigília total


com muita frequência a pessoa cai no sono e isso encerra o ex-
perimento. Com a prática, se consegue ficar neste estado fron-
teiriço sem entrar nos processos normais de dormir. Quando
sentir que está para dormir, mantenha a atenção em alguma
coisa, qualquer coisa, com os olhos fechados.

Uma vez que consiga manter indefinidamente este estado,


começará a sentir agulhadas e alfinetadas no corpo, que é o re-
sultado do descolamento do psicossoma do corpo físico.
Ouvirá também sons intracranianos e, algumas vezes, ou-
virá ruídos ou vozes próximas ou distantes. Não se assuste, is-
so é normal. Poderá ter reflexos físicos de formigamento e en-
torpecimento do seu corpo. Estes são alguns dos processos
naturais da projeção. Continue, deseje sair do corpo.
O que mais dificulta a experiência de projeção da consciên-
cia é o medo. Muitas pessoas ficam ansiosas ou sentem medo
e então, no momento da descoincidência, têm taquicardia e se
assustam mais ainda. Não há o que temer.
Neste processo você pode ouvir um ruído que parece com
um zumbido, é o estado de aceleração do psicossoma que está
se desprendendo do corpo físico. Você está próximo de conse-
guir sucesso. Esse estado de vibração são as suas próprias
energias em circulação. Nesse momento, você pode controlá-las
pela força da vontade. Concentre-se e puxe esta vibração para
a cabeça, tente controlá-la, leve-a até os pés passando por todo
o corpo. Volte novamente para a cabeça, mas sinta-a por todas
as partes do corpo enquanto está fazendo-a circular da cabeça
aos pés e dos pés à cabeça. Aumente a velocidade. Na medida
em que aumenta a velocidade, vai perceber que começa a se
separar do corpo. Não se assuste. Continue. A sensação será
muito agradável. Poderá ouvir um estalo. Às vezes, no momen-
to do descolamento, alguns projetores relatam ouvir este estalo.
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Isso já aconteceu também comigo. Não se assuste. É algo que


faz parte do processo e, com o tempo, a gente se acostuma.

5. Exteriorização – A exteriorização do seu psicossoma se


dará com as sensações de extrema leveza e ampla liberdade de
seus movimentos. Você provavelmente estará no seu quarto, flu-
tuando sobre seu corpo. Agora poderá, pela força da vontade, se
movimentar para onde quiser volitando (voando). Lembre-se: o
seu psicossoma é muito leve e apenas com o seu pensamento po-
derá dirigi-lo para onde quiser. Aproveite, este é um momento em
que você conquistou um novo estágio de consciência. A sua cons-
ciência está se manifestando em um dos veículos de manifestação
da consciência: o corpo astral ou psicossoma. O fato de movimen-
tar as suas energias (vibração) causa a descoincidência do corpo
físico que tem as energias mais densas e, portanto, mais lentas.

Induz a projeção consciente através da rotação do psicos-


soma, forçando-o a “sair” do corpo físico.

1. Isolamento – Isole-se em quarto fechado onde você não


seja perturbado enquanto estiver praticando os exercícios.
2. Cama ou colchonete – Deite-se de forma confortável,
com a barriga para cima. As pernas entreabertas e os braços
caídos ao lado do corpo.
3. Relaxamento – Use a técnica de relaxamento progressi-
vo, a número um. Se houver necessidade, faça as devidas adap-
tações. Em seguida use a técnica de respiração número três.
4. Estado de sono fronteiriço – Após conseguir a condi-
ção de relaxamento adequada através dos exercícios, procure
manter-se acordado, na fronteira entre o sono e a vigília total.
Com muita frequência a pessoa cai no sono e isso encerra o ex-
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:44 PM Page 142

perimento. Com a prática se consegue ficar neste estado fron-


teiriço sem entrar nos processos normais de dormir. Quando
sentir que está para dormir, mantenha a atenção em alguma
coisa, qualquer coisa, com os olhos fechados.
Uma vez que consiga manter indefinidamente este estado,
começará a sentir agulhadas e alfinetadas no corpo, que é o re-
sultado do descolamento do psicossoma do corpo físico.
Ouvirá também sons intracranianos, e algumas vezes ou-
virá ruídos ou vozes próximas ou distantes. Não se assuste, is-
so é normal. Poderá ter reflexos físicos de formigamento e en-
torpecimento do seu corpo. Estes são alguns dos processos
naturais da projeção. Continue.

5. Técnica – Nesta condição procure virar o psicossoma


como se estivesse procurando uma posição mais cômoda na
cama. Inicie este processo tentando girar a parte superior do
corpo. Imagine-se como se fosse um tronco de madeira na
água, girando lentamente.
A tranquilidade com que você começa a girar, sem fazer
força e sem fricção ou senso de peso, vai informá-lo de que co-
meçou a ter sucesso na dissociação. À medida que isto for
acontecendo, gire lentamente até sentir que mexeu 180 graus,
e está cara a cara com o seu corpo físico.
Uma vez na posição desejada, 180 graus, cesse a rotação
simplesmente pensando em fazê-lo, sem hesitar. Pense em flutuar
para cima, afastando-se do corpo físico. Poderá atravessar pare-
des, o teto de sua casa e sair pelo telhado. Não fique com medo
de cair. Você poderá volitar (flutuar) apenas pela sua vontade.
Existem inúmeras técnicas “projetivas” pelo fato de que ca-
da pessoa que conseguiu se projetar o fez em condição espe-
cífica, e que pode ser utilizada por outras pessoas.
Todos estes exercícios têm de ser realizados várias vezes,
seja persistente.
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É
o termo sânscrito aplicado ao círculo de energia criado
pelos indivíduos encarnados, sempre que interagem. To-
da ação envolve uma reação.
No momento em que a pessoa (consciência) passa para
um nível mais elevado de consciência (entendimento) fica ape-
nas sob a perspectiva da causa. Você está em causa na sua vi-
da, mas não mais em efeitos. O relacionamento deixa de ser
horizontal (com pessoas) para ser vertical (com consciências
mais evoluídas).
Para que isso aconteça, precisamos eliminar o ego (emo-
ção) que envolve mecanismos de defesa e manipulação dos
nossos relacionamentos.
Para entendermos o que é carma, devemos saber que este é
um planeta onde se aprende através do relacionamento. Isso sig-
nifica que só existe carma porque no mundo em que vivemos exis-
tem semelhantes que podem ficar felizes ou infelizes com os nos-
sos atos. Os fatores que criam carma positivo ou negativo na
relação entre pessoas são as emoções e os sentimentos afetados.
O carma é a nossa conta corrente existencial que atraves-
sa todas as reencarnações e cursos intermissivos, missões e
intermissões.
missão = quando encarnado
intermissão = desencarnado (se preparando para
encarnar)
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O carma é a lei da causa e efeito. Cada um de nós é res-


ponsável pela própria felicidade ou sofrimento. Ninguém sofre
de graça. Tudo tem lógica; mesmo quando não conseguimos
enxergar a nossa responsabilidade por nós mesmos, ela tem
que ser assumida. Quem anda fazendo maldade acaba se en-
contrando com ela.
As nossas atitudes e o nosso comportamento nos fazem
criar carmas negativos ou positivos.
Boas ações baseadas no altruísmo e sentimentos eleva-
dos nos levam a construir uma história que poderemos contar
aos outros, sem ter que nos esconder atrás de mentiras ou ver-
gonha. Mas para que possamos evoluir como pessoas, deve-
mos nos aperfeiçoar através do aprendizado e da aplicação do
mesmo no dia-a-dia.
Devemos nos libertar da autocorrupção e realizar o auto-
enfrentamento baseado nas virtudes universais.
Errar sozinho ou em bando é erro, não atenua e nem justi-
fica o mesmo. As coisas mais simples de nossa vida precisam
ser corrigidas para que possamos desfrutar de mais felicidade.
A lei de causa e efeito funciona para tudo. Tudo que é fei-
to em excesso é prejudicial. Cada um de nós que queira ter um
relacionamento melhor com a vida, tem que fazer tudo de ma-
neira equilibrada e com bom senso.
Se causarmos dano a outrem, com certeza vamos criar
uma situação de débito que teremos que “pagar”. E o que de-
vemos não é determinado por nós e sim pela quantidade de
mágoa que a outra pessoa acumulou no momento em que
aconteceu o fato.
Os atos que causam carma negativo, em sua maioria, são
atitudes emocionais. Raiva, ódio, vingança, atos passionais, de-
sequilíbrios em geral. Este tipo de carma funciona para as pes-
soas que vivem processos emocionais primitivos. O carma po-
de ser interconsciencial ou egoconsciencial. Isso significa que
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nós podemos produzir carma (processos emocionais mal resol-


vidos) para nós mesmos sem a interferência de outras pessoas,
como também magoar ou ser magoado e, desta forma, criar
carma para nós mesmos e para outros.
Os que acumulam carma positivo (processos emocionais
positivos) são sempre voltados para a atitude equilibrada e coe-
rente com relação à vida.
O resgate do carma acumulado nas várias existências se
realiza através do sofrimento, em maior ou menor intensidade,
conforme o nível de esclarecimento de cada um. Quanto mais
ignorante, menos competência para o entendimento, maior o
sofrimento.
Quanto mais esclarecido e esforçado o indivíduo, melhor a
sua aceitação da realidade que terá que vivificar, isso é igual a
menos sofrimento.
Cada um vai (na sua própria velocidade) com o seu próprio
esforço, que pode ser maior ou menor, evoluindo até se tornar
uma consciência livre.

1. egocarma
2. grupo carma
3. policarma

1. O egocarma – é formado pelos conflitos internos de ca-


da um. É todo e qualquer mal entendimento que a pessoa tenha
consigo mesma. É a depressão, carências mal resolvidas, crise
existencial, fobias, dependências, etc. A pessoa não é a sua
melhor companhia.
2. O grupocarma – é a família. São os relacionamentos
dos quais você não pode negar. Pai, mãe, irmãos, filhos, paren-
tes, grupos aos quais pertencemos etc.
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É fundamental da parte interessada eliminar toda e qual-


quer mágoa, ranço, e sentimentos negativos, para que este tipo
de carma seja eliminado. Não adianta dizer que não se tem rai-
va de alguém e tentar burlar o mundo espiritual. Não funciona.
Para que realmente se ajuste um relacionamento entre pa-
rentes, tem que ter sinceridade. Esta é a única forma. Mentir
não é bom, pois, para mentir para alguém, antes temos que
mentir para nós mesmos e isto cria carma negativo!
A única mentira que não cria carma é aquela que se faz pa-
ra salvar ou beneficiar alguém.
Família é acerto, e tem que ser feito se não quisermos per-
der tempo na trilha evolutiva.
3. O policarma – são as mágoas causadas durante a nos-
sa vida ou nas anteriores, que se acumularam durante séculos
e que feriram por atacado várias pessoas ou, às vezes, popula-
ções inteiras.
Sadam, Calígula, Nero etc., estes são alguns exemplos,
mas nós também temos policarmas criados, direta ou indireta-
mente, quando, por exemplo, espalhamos um boato que afeta
uma comunidade, quando prejudicamos alguém que auxilia um
grande grupo de pessoas e estas ficam desamparadas.
Escrever um livro, realizar palestras, dar aulas, chefiar ou
comandar comunidades que beneficiam pessoas menos privile-
giadas é resgatar o policarma. Sempre que se leva consciência
e discernimento para grupo de pessoas, produzindo um benefí-
cio coletivo, estamos “pagando” policarma.
A aceitação do carma parece algo simples. Não é.
Dificilmente alguém se propõe, por livre e espontânea vonta-
de, a aceitar os seus erros e corrigi-los. Imagine ter que “pagá-los”.
É mais fácil enxergar os erros dos outros e apontá-los. Al-
guém consegue aceitar o sofrimento sempre com muitas justifica-
tivas para o próprio ego, nunca assumindo que o que está pas-
sando é, em última análise, o resultado de suas próprias falhas.
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Aceitar o sofrimento que nós mesmos provocamos, como


uma lição de casa que temos que fazer bem feita para não ter
que repetir, é apressar o nosso processo evolutivo e criar a ca-
da dia que passa uma condição de felicidade e a libertação das
âncoras e apegos deste mundo emocional.

A lei humana nem sempre é cosmoética, isto é, nem sem-


pre exerce no seu julgamento a justiça; e quando exerce, mui-
tas vezes não executa. Ao contrário, as leis espirituais ou cós-
micas são infalíveis e não há forma de serem burladas pela
conveniência ou sagacidade e nem compradas pelo dinheiro. É
perfeita em sua essência e não precisa de um juiz. Cada um, no
seu “livre arbítrio”, realiza suas ações “sempre sabendo” o re-
sultado. Todos nós “sentimos” quando o que fazemos é certo ou
errado. Não adianta querer justificar com “eu não sabia”.
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Alimentação
Use o bom senso – o que é bom para o corpo físico é bom
para o corpo espiritual.

Comportamento
Procedimento Cosmoético. Cada um tem o amparador que
merece.

Discernimento
Melhore sua visão do mundo. Informe-se. Veja o mundo
com imparcialidade. Respeite o ponto de vista dos outros. Ca-
da um tem o direito de acreditar no que quiser.

Exercícios Físicos
Exercícios leves, sob orientação. Praticar exercícios é cir-
cular energia.

Responsabilidade
Assuma os seus erros. Não procure um culpado.

Relacionamento
Este é um planeta onde se aprende através de relaciona-
mentos. Nós podemos aprender sempre e com qualquer pessoa.

Auto-enfrentamento
Viver na máxima intimidade consigo mesmo, dentro de um
comportamento de ética universal, é estabilizar todas as ener-
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gias com referenciais elevados e nunca convenientes.


Devemos realizar o auto-enfrentamento diário a cada pe-
ríodo máximo de 12 horas para evitar que comportamentos e
atitudes não produtivas se tornem crônicos e atrapalhem o nos-
so aproveitamento rumo à evolução. Isto pode ser feito no fim
do dia através de revisão, que deve ser devidamente registrada
através de anotações, com a finalidade de melhor administrar
da própria existência física atual.
Por isso, devemos ter em mente que evoluir como cons-
ciência tem seu preço, e este preço é o esforço determinado e
testado mesmo em situações adversas em que poderemos ava-
liar o resultado do nosso trabalho.
Considero a Projeção da Consciência a melhor ferramenta
para o crescimento do universo simbólico individual, já que atra-
vés dela podemos ter o conhecimento multidimensional (mundo
físico e energético). É importante ter em conta que a nossa
aceitação do mundo está intimamente ligada à nossa maturida-
de. Quanto maior o nosso egocarma (nossa dificuldade de ela-
borar o nosso mundo interior, problemas psicológicos e de rela-
cionamentos etc.), mais difícil se torna a lucidez e rememoração
das experiências fora do corpo. A sutilização das próprias ener-
gias conscienciais (priorização do chacra coronário) é funda-
mental e indispensável.
Realizar o auto-enfrentamento significa decidir querer evo-
luir sem carregar consigo todas as tralhas e maracutaias emo-
cionais que tanto prejudicam cada um de nós no dia-a-dia e que
já nos atrapalharam em outras vidas.
A idéia de vidas passadas parece muito distante. A maioria
sente um medo muito grande do desconhecido de si mesmo. O
medo da morte (tanatofobia) é o limite para a grande maioria
das pessoas.
Eu acredito que a vida humana é um processo evolutivo
reencarnatório.
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Em uma única vida intrafísica não temos condições de


aprender toda informação necessária para sair das dependên-
cias e nos tornarmos consciências livres.
No momento em que conseguirmos sair das dependências
emocionais não precisamos mais reencarnar.
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projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:44 PM Page 153

T
erapia desenvolvida no CEC – Centro de Estudos da
Consciência, com a finalidade de desenvolver o ser hu-
mano como uma consciência física e espiritual, levando
em consideração que somos o resultado de várias vidas e que
esta atual existência física é o reflexo de tudo o que já realiza-
mos antes. Leva em conta a egrégora principal (egocarma) e a
egrégora secundária (grupo carma).
As consciências são avaliadas conforme uma tabela evolu-
tiva através de seus conteúdos psicológicos e padrão espiritual.
O trabalho se desenvolve com a premissa de que somos her-
deiros de nós mesmos, podendo corrigir nosso caminho e evo-
luir rumo à condição de consciência livre.
No momento em que escrevo este livro, me ocorre que a
determinação e a vontade inquebrantável nos levam aos resul-
tados desejados, independente de quais sejam as condições in-
dividuais e a origem de cada um. Somos responsáveis pelo
nosso sucesso ou fracasso e não devemos utilizar o nosso de-
do indicador para apontar pessoas, situações ou usar de des-
culpas esfarrapadas para não realizar algo. Estas desculpas
não bonificam a luz, e sim as trevas.

As galáxias são os elementos básicos do Universo.


Uma galáxia possui cerca de 100 bilhões de estrelas, gás
e poeira (partículas sólidas, minerais ou orgânicas, de dimen-
sões microscópicas).
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De acordo com a sua forma, são classificadas em três tipos:

Elípticas – constituídas quase que totalmente de estrelas,


com pouco gás e poeira;
Espirais – possuem um núcleo estelar maciço, do qual
saem braços de forma espiral, contendo estrelas, gás e poeira;
Irregulares – de forma indefinida.

Qualquer que seja o tipo, elas giram em torno de um pon-


to central, com períodos da ordem de milhões de anos que va-
riam de acordo com a distância do centro.
As galáxias tendem a se juntar em um aglomerado de cem
a mil galáxias, com dimensão média de 18 milhões de anos-luz
(1 ano-luz = 9,5 trilhões de km). O aglomerado, por sua vez, ten-
de a formar super aglomerados com uma dimensão ainda maior.
A Via Láctea, galáxia em que está a Terra, é uma espiral de
dimensão de mais ou menos 100 mil anos-luz e possui três bra-
ços espirais conhecidos.
O Sol situa-se em um desses braços, com cerca de 33 mil
anos-luz do centro. Na vizinhança do Sol, a Via Láctea gira com
a velocidade de cerca de 250 km por segundo. O Sol leva 200
milhões de anos para dar uma volta completa em torno do cen-
tro da Via Láctea.
Com certeza existem “Consciências” extremamente evoluí-
das e organizadas que administram o Cosmos, mas não estão
a nossa disposição para satisfazer o nosso pequeno ego imatu-
ro e emocional. É muita pretensão do ser humano achar que
“Deus” está a sua disposição para resolver problemas criados à
custa da ignorância do dia-a-dia.
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Mitolândia – Termo usado para se referir ao planeta Terra


como o planeta dos mitos, rituais, condicionamentos e fábulas.
Consciência – Cada um de nós é uma consciência. Mani-
festada em qualquer um dos corpos, físico, astral ou mental.
Deus seria a Consciência Universal.
Carma – Algumas religiões ou seitas acreditam que nós
criamos dívidas ou saldos positivos no nosso percurso reencar-
natório, o que chamam de carma, devendo saldar as dívidas
através de comportamento baseado na ética cósmica ou huma-
na ou usufruir tudo o que construiu de positivo.
Duplo etérico – Veículo energético holochacral que liga o
corpo físico ao psicossoma. É o próprio cordão de prata. Corpo
energético mais denso que o psicossoma e que pode ser visto
com grande facilidade ao se observar uma pessoa em local com
luz amena, apenas fixando o olhar de forma dispersa como se
quisesse ver todo o corpo. Pode-se conseguir ver a si próprio
usando um espelho.
Egocarma – É o carma individual. Os conflitos e dificulda-
des de cada indivíduo. Tudo o que está mal resolvido.
Grupo carma – É o carma grupal. A família, os amigos
mais íntimos, a comunidade em que vivemos. Temos que nos
reconciliar com todos para nos livrar do grupo carma.
Policarma – É o carma com as pessoas da Terra. É preci-
so atitudes universais e altruístas para se livrar do policarma.
Fazer de forma definitiva coisas que beneficiem a todos.
Cosmocarma – É a reconciliação e o entendimento com
todas as coisas do universo.
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Multidimensional – Refere-se às várias dimensões de ma-


nifestação da consciência. A dimensão física, astral e mental.
Tanatofobia – Medo da morte.
Tafofobia – Medo de ser enterrado vivo.
Astrossoma – O mesmo que corpo astral ou psicossoma.
Corpo Astral ou Psicossoma – Corpo energético que se
liga ao corpo físico através do duplo etérico (cordão de prata).
Veículo de manifestação da consciência. Também chamado de
psicossoma, astrossoma, perispírito, corpo espiritual etc.
Corpo Mental – Corpo energético que se liga ao corpo psi-
cossomático através do cordão de ouro. Veículo de alta expan-
são da consciência.
Estado vibracional – É o estado de reverberação das
energias conscienciais. Quando se circula as energias “inter-
nas” através da vontade ou no momento de projeção astral, se
chega a um estado de “vibração” que é chamado de estado vi-
bracional. Este termo foi usado por Robert A. Monroe, Sylvan
Muldon, Waldo Vieira, Wagner Borges. Da minha parte, acho
bastante apropriado para descrever a sensação vibratória física
e energética nos processos de exteriorização do psicossoma.
Sonambulismo astral – Assim como há o sonambulismo
do corpo físico, também há pessoas que, adormecidas, pas-
seiam em corpo astral. É um estado em que o psicossoma se
liberta da catalepsia, mas fica inconsciente.
Auto-enfrentamento – O nosso maior adversário somos
nós mesmos e, se quisermos evoluir, temos que nos auto-en-
frentar. Não é fácil evoluir e muito menos rever em nós mesmos
todas aquelas coisas que nos incomodam ou que não quere-
mos mudar para não sair da área de conforto do nosso ego boa-
-vida. Veja Terapia de Auto-Enfrentamento.
Catalepsia projetiva – Estado de entorpecimento sentido
no momento em que acontece a descoincidência entre o corpo
físico e o psicossoma.
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Holochacra – Todos os chacras.


Consciência livre – Alguém que se libertou de todos os
comportamentos emocionais imaturos e age dentro de compor-
tamentos éticos universais. Está livre, portanto, da doença, con-
flito, miséria mental e do próprio ego e de todos os males que
afligem o mundo.
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1. Sylvan J. Muldon e Hereward Carrington – Projeção Astral


– Ed. Pensamento – 314 pp.
2. Fábio Puentes – Auto-Hipnose – Ed. Cena Un – 184 pp.
3. Major Arthur E. Powell – O Duplo Etérico – Ed. Pensamen-
to – 183 pp.
4. Francisco de Carvalho – Influências Energéticas Humanas
– Bureau Gráfica e Editora – 274 pp.
5. Annie Besant – O homem e seus corpos – Ed. Pensamen-
to – 145 pp.
6. Waldo Vieira – Projeções da Consciência – IIPC – RJ – 225
pp.
7. Lobsang Rampa – Você e a Eternidade – Ed. Record – 222
pp.
8. Barbara Ann Brennan – Mãos de Luz – Ed. Pensamento –
384 pp.
9. Geraldo Medeiros – A Consciência Encarnada e o Corpo
Humano – Ed. Ícone – 436 pp.
10. Recordações de Chico Xavier – Ed. Allan Kardec – 221 pp.
11. Robert A. Monroe – Viagens Fora do Corpo – Ed. Nova Era
– 235 pp.
12. Waldo Vieira – Experimentos da Conscienciologia – 1058
pp.– Brasil - 1994.
13. Waldo Vieira – Projeciologia: Panorama das Experiências
das Consciências Fora do Corpo Humano; XVI + 1232 pp.
– Brasil – 1999.
14. Suely Caldas – Obsessão / Desobsessão – 132 pp. – Fe-
deração Espírita do Brasil; 1991.
projecao.qxd:Miolo_09_teoria crescimento.qxd 3/9/09 1:44 PM Page 160

15. Clara Regina Rappaport (Coord) – Edda A Quirino Simões


e Klaus B. Tiedermann – Temas Básicos de Psicologia –
Psicologia da Percepção - 100 pp. – Ed.Pedagógica e Uni-
versitária Ltda.
16. Terry Gillen – Assertividade – 63 pp.– Ed. Nobel.
17. Dr. Manuel J. Smith – Quando digo não, me sinto culpado
– Ed. Círculo do Livro.
18. Oldemar Nunes – Hipnose – Ed. Hemus.
19. Introdução à Psicopatologia Psicanalítica – Ed. Nova Fron-
teira – 220 pp.
20. Enciclopédia Editora Abril – Ed. Abril - 789 pp.
21. Núbia M. França e Haroldo J. Rahm – Relaxe e Viva Feliz
– Ed. Loyola.
22. Anna Freud – O Ego e os mecanismos de defesa – Ed. Bi-
blioteca Universal Popular.
24. Norberto R. Keppe – A origem das Enfermidades – Ed. Pro-
ton – 145 pp.
25. Anthony Martin – Teoria & Prática da Projeção Astral – Ed.
Ediouro – 80 pp.
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CEC
CENTRO DE ESTUDOS DA CONSCIÊNCIA
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e-mail: cec@centrodeestudos.org
projeção da

projeção da consciência Uma ferramenta evolutiva


Moisés Esagüi também é Este livro retrata os vários aspectos que compõem Moisés Esagüi nasceu em
Psicanalista e com o trabalho a espiritualidade, e que geralmente não são aborda- Manaus, Amazonas, em 1950.
que desenvolve nesta área dos em outras literaturas. Aos sete anos de idade teve

consciência
tem contribuído significa­ Acima de tudo, sua finalidade é abrir a mente da- sua primeira experiência de
tivamente para a melhoria da queles que buscam entender a vida de forma evoluti- projeção astral totalmente
saúde psíquica, emocional e va, por meio do conhecimento e do esclarecimento. lúcida, fato que passou a
comportamental das pessoas Questionar verdades absolutas inverificáveis é o pri- ocorrer todos os dias. Ao
que são atendidas em terapia meiro passo para tornar-se dono de sua própria vida. longo de sua vida, com o
ou que frequentam seus cursos A proposta também é fazer com que as pessoas des- Uma Ferramenta trabalho de projeção astral,
e palestras. pertem para o seu potencial, que precisa ser desenvol- teve inúmeras experiências
vido, bem trabalhado e utilizado de forma eficiente. Evolutiva de pré-cognições e retro-
Acredita que a realização de Por meio do esforço pessoal, cada um pode tomar cognições.
projeções lúcidas depende da a firme decisão de evoluir, ver a vida mais positiva- Desenvolveu também sua
vontade e do esforço pessoal, mente e tornar-se uma ferramenta produtiva para o clarividência, podendo ver
o que resulta em crescimento mundo espiritual. Moisés Esagüi e conversar com espíritos.
individual, tendo sempre A projeção astral lúcida proporciona uma visão
como base o comportamento totalmente diferenciada do mundo. A pessoa pode Em 1998, como já vinha se
ético universal. chegar à condição de consciência contínua, ou seja, dedicando exclusivamente
aproveitar a noite para estudos, pesquisas e assistên- à espiritualidade, fundou o
Segundo sua visão, a dedi­ca­ cia espiritual, potencializando assim a sua evolução.
CEC – Centro de Estudos
ção, o estudo e a persistência Este trabalho objetiva, inclusive, oferecer elemen-
da Consciência, associação
tos racionais e lógicos para o leitor, colaborando na
é o que possibilita às pessoas sem fins lucrativos que tem
desmistificação do ato de projetar-se – o que pode
atingirem seus objetivos. Sua a finalidade de promover o
ser realizado por qualquer pessoa que decida ser um
máxima: “Somos herdeiros de desenvolvimento evolutivo

Moisés Esagüi
projetor lúcido.
nós mesmos.” individual.

É de sua autoria os livros Criou a terapia de Auto-


O que eu contaria se fosse enfrentamento, na qual a
Francisco de Assis e Momentos pessoa passa a se rever num
Psicanalíticos. ISBN 978-85-89944-16-8 composto global: psicológico,
espiritual e físico.
9 788589 944014

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