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Canal Daniel Simões

canaldanielsimoes.blogspot.com

O PREÇO DIÁRIO DO OURO | Determinado no Banco NM


Rothscchild & Sons, até 2004

A determinação do preço do ouro é um dos assuntos mais


desconhecidos do público em geral. Já surgiram alguns indícios sobre
manipulação criminosa do preço do ouro e da prata, mas tudo foi
silenciado nos meios de comunicação social de massas. Os Bancos
contatados não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

O artigo da Bloomberg, "Estudo sobre a Fixação [do preço] do Ouro


revela sinais de uma década de manipulação bancária"

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O Conselho para as Relações Externas dos EUA apagou do seu site um


artigo de 2013 falando também da Manipulação das Taxas Libor - o qual
conseguimos recuperar: "Compreendendo o Escândalo Libor | A Libor é
uma taxa básica de juros baseada nas taxas pelas quais os bancos
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emprestam fundos não garantidos uns aos outros no mercado
interbancário de Londres e é publicada diariamente pela British Bankers
'Association (BBA). Todas as manhãs, os bancos globais enviam seus
custos de empréstimos ao serviço de coleta de dados da Thomson
Reuters. O agente de cálculo descarta os 25% mais alto e mais baixo dos
envios e calcula a média das taxas restantes para determinar a Libor.
Calculada para 15 vencimentos diferentes e 10 moedas diferentes, a Libor
é considerada a referência global mais crítica para as taxas de juros de
curto prazo. 18 bancos apresentam taxas para o dólar norte-americano
Libor."

Print do artigo deletado do site do Conselho para as Relações


Externas dos EUA, mas recuperado pelo Canal Daniel Simões.

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Porém, os Arquivos da própria Família Rothschild, revela-nos, entre


outras coisas, que a 1ª corrida do ouro aconteceu no Brasil em
1697, que o Banco de Londres já estava envolvido na mesma -
saqueando e levando o ouro para Londres, para um cofre
especialmente construído para tal - e revela-nos como o preço do
ouro foi calculado pela 1ª vez dentro do Banco NM Rothschild & Sons
situado na City of London (centro financeiro dentro da cidade de
Londres) no dia 12 de Setembro de 1919 e como isso aconteceu
diariamente na mesma sala até 2004.

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Determinação do preço do ouro na Sala de New Court, Banco N.M.
Rothschild & Sons Ltd., City of London, Londres (Fonte)

Imensas afirmações sobre a Família Rothschild circulam nas redes


sociais: algumas são verdade, outras são mentira, mas praticamente
todas elas são incomprovadas, ou seja, não são acompanhadas de
qualquer documento, ou fonte, que provem o que é dito. Como o
nível de exigência do público em geral em relação à comprovação das
afirmações que circulam na internet, é baixíssimo, facilmente o
sistema de controle mediático consegue classificar quem se aproxima
de tais assuntos de “teórico da conspiração”, desacreditando, assim –
perante o público menos atento, que é a maior parte – toda a
qualquer pesquisa mais séria, profunda e realista feita sobre esta
família (e sobre uma grande variedade de outros delicados assuntos).

Indo contra esta corrente, o Canal Daniel Simões tem vindo a realizar
um exaustivo trabalho de tradução de documentos e fontes,
consideradas pelo sistema financeiro, governamental e mediático
como, oficiais. Além de erguermos o nível de seriedade, profundidade
e credibilidade das informações divulgadas para o patamar de
“incontestáveis” pelo próprio sistema de controle corporativo
financeiro, governamental e mediático – já que recorremos apenas a
fontes primárias consideradas por estes como oficiais –
demonstramos que ninguém precisa inventar nada para enquadrar
estas famílias corporativas na ilegalidade, inconstitucionalidade e
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desumanidade: elas próprias nos contam isso. Claro que não o fazem
de forma direta e para que tal fique demonstrado e comprovado,
precisamos apenas (com intenso trabalho de pesquisa e tradução)
cruzar as informações disponibilizadas em diferentes fontes
primárias oficiais.

O seguinte texto é a tradução de um texto encontrado nos Arquivos


da Família Rothschild.

New Court, sede da NM Rothschild & Sons City of London - 1850


(Fonte)

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A FIXAÇÃO DIÁRIA DO OURO

Origens do London Gold Market - Mercado de Ouro de Londres

A 1ª corrida do ouro de 1697 trouxe ouro do Brasil para Londres,


parcialmente transportado em navios pertencentes à Companhia das
Índias Orientais. Esse ingresso de ouro levou à demanda por um cofre
em Londres construído para esse fim, estabelecido pelo Banco da
Inglaterra. O Banco da Inglaterra desempenhou um papel
fundamental em ser um custodiante, regulador e facilitador de
empréstimos e vendas de ouro por outros bancos.

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Pequena Tabela Cronológica não incluída no texto traduzido,


contextualizando o ano de 1697, ano em que inicia, no Brasil, a 1ª
corrida do ouro dos tempos modernos

1694, 27 de julho
Banco da Inglaterra (BI) | Fundação | O Banco da Inglaterra começa
como um banco privado dos Rothschild que atua como banqueiro do
Governo, principalmente para financiar o esforço de guerra contra a
França. O rei e a rainha, William e Mary, são dois dos acionistas
originais. A Carta Régia original, assinada pelo rei Guilherme III, explica
que o Banco é fundado para "promover o bem público e o benefício
do nosso povo".

1697-1701
1ª Corrida ao ouro dos tempos modernos começa com a
mineração de Ouro no Brasil | Início | A 1ª corrida do ouro leva
ouro do Brasil para Londres, parcialmente transportado em navios
pertencentes à Companhia das Índias Orientais. Esse ingresso de
ouro levou à demanda por um cofre em Londres construído para esse
fim, estabelecido pelo Banco da Inglaterra.
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1703, 27 de Dezembro
Tratado de Methuen, ou Tratado de Panos e Vinhos | Tratado
comercial (1703-1836) entre Portugal e a Inglaterra, onde aquele
compraria tapeçarias desta e esta compraria vinhos daquele. A
diferença de quantidade de produtos exportados – muito mais tecido
era comprado por Portugal do que vinhos pela Inglaterra - fez com
que Portugal entrasse numa crise imensa, gerando até fome. A única
forma de pagar foi com o ouro vindo do Brasil, fazendo da Inglaterra
o maior beneficiado com tal tratado e tornando Londres o novo
centro financeiro europeu.

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Em 1750, o Banco da Inglaterra criou a London Good Delivery List -


Lista de Boas Entregas de Londres, que reconheceu formalmente as
refinarias que produziam barras de ouro de um determinado padrão
e, portanto, poderia entrar no mercado de Londres. As refinarias
criadas para processar ouro (incluindo a Royal Mint Refinery -
Refinaria Real da Casa da Moeda pertencente a Rothschild, fundada
em 1852) foram localizadas perto do Banco da Inglaterra.

Print do site da Royal Mint Refinery - Refinaria Real da Casa da

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Moeda pertencente a Rothschild.

Em 1850, as 5 empresas - NM Rothschild & Sons, Mocatta &


Goldsmid, Pixley & Abell, Samuel Montagu & Co., Sharps Wilkins - que
150 anos depois formariam a London Gold Market Fixing Company
- Companhia de Fixação do Mercado do Ouro de Londres, já
estavam estabelecidas e florescendo. O termo London Gold Market -
Mercado de Ouro deLondres refere-se a essas 5 empresas que se
formaram para supervisionar a operação do mercado de ouro em
Londres.

Em 1919, estabeleceu a 1ª fixação do preço do ouro nos escritórios de


Rothschild, em New Court. O London Gold Market - Mercado deOuro
de Londres também foi responsável pelas acreditações de Good
Delivery - Boas Entregas e pela manutenção da resultante List of
Acceptable Melters and Assayers - Lista de Fundidores e
Ensaiadores Aceitáveis, como a Lista era originalmente conhecida.

Os 5 membros do Mercado permaneceram essencialmente


inalterados durante a maior parte de sua história. Mas, na década de
1980, o desenvolvimento do mercado era tal que o Banco da
Inglaterra reconheceu que a custódia, manutenção e regulamentação
da London Good Delivery List - Lista de Boas Entregas de Londres
exigiam um órgão independente. Este foi o catalisador da fundação
da London Bullion Market Association - Associação do Mercado
deLingotes de Londres, em 1987.

A Primeira Fixação

Por mais de 80 anos, os escritórios da NM Rothschild & Sons Limited


em St Swithin's Lane, perto do Banco da Inglaterra, proporcionaram o
cenário para um ritual que acontecia duas vezes por dia, o qual,
embora conduzido a portas fechadas em uma pequena sala e com
poucos jogadores, teve um impacto em todo o mundo: o Gold Fixing -
a Fixação do Ouro. O Gold Fixing diário surgiu após a 1ª Guerra
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Mundial como um meio de restaurar a avaliação sistemática do
mercado de ouro após as incertezas dos anos da guerra. No início da
guerra, muitos países suspenderam os pagamentos em ouro e o Gold
Standard - Padrão do Ouro entrou em colapso quando os bancos
centrais começaram a transformar suas reservas em moedas que
poderiam ser trocadas por ouro. Quando a guerra terminou, a
restauração de Londres à sua posição pré-guerra como mercado
internacional de ouro foi vista como crucial para a cidade. As
empresas de mineração sul-africanas, cuja produção totalizava 3/4 do
ouro do mundo ocidental e que haviam canalizado seu ouro para o
Banco da Inglaterra para reservas da Grã-Bretanha durante a Guerra,
agora procuravam uma agência para comercializar sua produção. O
Banco da Inglaterra firmou um acordo com as casas de financiamento
de mineração da África do Sul para que elas enviassem ouro para
Londres para refino, antes deste ser vendido pela NM Rothschild &
Sons “ao melhor preço possível, dando ao mercado de Londres e aos
corretores de ouro a chance de fazer lances.”

A escolha do Banco NM Rothschild & Sons para sediar essa operação


refletiu um século de estreita associação em questões de ouro entre o
banco e seu vizinho próximo, o Banco da Inglaterra. A NM Rothschild
& Sons negociava barras de ouro com a Threadneedle Street desde
1824 e o seu fundador (Nathan Rothschild) e seus irmãos, já haviam
estabelecido uma reputação internacional por suas operações de
barras e espécies durante a Guerra Napoleônica.

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Fixação do Ouro, New Court, NM Rothschild & Sons, London City -
1972 (Fonte)

Em 1825, os irmãos Rothschild haviam empreendido uma grande


operação para sustentar as reservas de ouro do Banco durante uma
corrida potencialmente catastrófica no Banco.

A partir de 1840, eles agiram formalmente como um dos corretores


de ouro do Banco da Inglaterra e seu envolvimento no processo de
refino, que começou com o arrendamento da Royal Mint Refinery -
Refinaria da Casa da Moeda Real, em 1852, fortaleceu essa posição.

Em 1919, Rothschild ocupava uma posição central - tanto como


grande refinador quanto agente dos produtores sul-africanos de
ouro.

O sistema chegou para o NM Rothschild & Sons avançar £


3,17s.9d./onça para os produtores após o recebimento do ouro
refinado e depois leiloá-lo para obter o melhor preço possível, com os
corretores fazendo lances na Fixação. O prêmio foi agregado e
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encaminhado aos produtores a cada seis meses. A 1ª Fixação de
Ouro ocorreu em 12 de Setembro de 1919 e atingiu um preço de £
4,18s.9d./onça. As propostas foram feitas por telefone durante os
primeiros dias, mas isso se mostrou inconveniente e rapidamente foi
decidido realizar uma reunião formal todos os dias às 11h nos
escritórios de Rothschild em New Court, St Swithin's Lane.

Detalhe da sala onde a Fixação do Ouro foi realizada entre 1919 e


2004, em New Court, NM Rothschild & Sons, City of London (Fonte)

O Padrão Ouro

Em 1925, a Grã-Bretanha retornou parcialmente ao Gold Standard -


Padrão do Ouro, mas foi novamente suspensa em 21 de Setembro
de 1931, no auge da crise financeira internacional. Mais de 200 anos
de um preço estável do ouro, interrompido apenas durante as
Guerras Napoleônicas e a 1ª Guerra Mundial, haviam chegado ao fim.
A reputação da libra esterlina apoiada pelo ouro como moeda
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internacional foi severamente danificada e a libra esterlina foi
desvalorizada. Os EUA permaneceram no padrão ouro com o preço
fixado em £ 20,67/onça até 1933, quando o presidente Roosevelt não
apenas proibiu a exportação de ouro e interrompeu a
conversibilidade de dólares americanos em ouro, mas também
ordenou que os cidadãos americanos entregassem todo o ouro que
possuíam.

Em 31 de Janeiro de 1934, o preço do ouro foi elevado para US$


35/onça (uma desvalorização total do dólar de quase 40%), e os EUA
retomaram o padrão-ouro.

O novo prédio de New Court, NM Rothschild & Sons - agora


renomeado Rothschild & C°, ou New Court Rothschild Bank - nos dias
atuais, entre os centenários edifícios da City of London. (Fonte)

Suspensão no início da Guerra e Fixação pós-Guerra

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Com o início da guerra em 3 de setembro de 1939, o London Gold
Market - Mercado de Ouro de Londres fechou. A fixação final foi de £
8.1s.0d/onça.

O procedimento não deveria ser retomado até 22 de Março de 1954,


após um intervalo de quase 15 anos. O preço foi de £ 12.8s.6d/onça,
refletindo a desvalorização da libra esterlina no período
intermediário. Embora o Fixing - Fixação estivesse em libras
esterlinas, a principal preocupação do Banco da Inglaterra era mantê-
lo em linha com o equivalente a US$ 35/onça, tarefa que se tornou
cada vez mais difícil à medida que o mercado crescia.

Já em 1961, o Banco da Inglaterra teve que vender ocasionalmente de


suas reservas para manter o preço de US$ 35/onça. Uma solução
parecia ter sido encontrada com a criação do pool de ouro - uma
aliança entre os Bancos Centrais para manter o nível de US$ 35/onça.
O pool funcionou bem até 1965, quando a compra privada de ouro
começou a exceder a oferta da mina, forçando os bancos centrais a
vender reservas no mercado para manter o preço estável.

Em 1968, quando a ofensiva Tet no Vietnã desencadeou uma onda de


compras, a piscina [armazém de ouro] perdeu 3.000 toneladas
tentando manter o preço baixo. Em 15 de Março, as autoridades
fecharam o mercado de ouro de Londres por duas semanas, após o
aumento especulativo sem precedentes de três dias na compra de
ouro. Quando reabriu em 1º de Abril, fixou o preço em dólares, não
em libras esterlinas, com o preço do ouro não mais definido, mas livre
para flutuar. Ao mesmo tempo, foi adotado o passo de fixar o preço
duas vezes ao dia, às 10h30 e às 15h.

Em Agosto de 1971, o Presidente Nixon repudiou a obrigação dos


EUA de resgatar seus dólares em ouro. O último elo entre o dólar e o
ouro se foi.

O resultado dessa decisão foi inevitável e, em Fevereiro de 1973, as


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moedas mundiais "flutuaram".

No final de 1974, o ouro havia subido de US$ 35/onça para US$


195/onça.

Em 1 de Janeiro de 1975, após 42 anos, tornou-se "legal" para


americanos individuais possuir ouro. Antecipando a demanda, o
Tesouro dos EUA em particular e outros bancos centrais venderam
grandes quantidades de ouro, obtendo grandes lucros com papel no
processo. Isso reduziu o preço do ouro para US$ 103/onça e, talvez, o
mais importante, "queimou" vários pequenos investidores.

Em 21 de Janeiro de 1980, foi atingido um preço de US$ 850/onça


durante a Fixação de Ouro, uma alta histórica em toda a história da
Fixação. Uma combinação de crise política no Oriente Médio, altos
preços do petróleo e inflação, levando a fortes compras físicas e
especulativas, sustentou esse recorde.

New Court, NM Rothschild & Sons - agora renomeado Rothschild & C°,
ou New Court Rothschild Bank - nos dias atuais. (Fonte)
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O Processo de Fixação do Ouro

Através da mudança de fortuna do século XX, o ritual da Fixação de


Ouro permaneceu constante. A Gold Fixing - Fixação de Ouro foi
coordenada pelo Departamento de Tesouraria da NM Rothschild &
Sons (posteriormente chamada de Operações de Negócios de
Tesouraria).

Os representantes dos 5 membros do London Gold Market - Mercado


de Ouro de Londres reuniam-se em uma pequena sala com painéis,
vigiados pelos retratos com pessoas da Europa, com as cabeças
coroadas, antigos clientes da NM Rothschild & Sons. Cada
representante ficava sentado em uma pequena mesa equipada com
um telefone e uma pequena bandeira da Inglaterra, o Union Jack. No
centro, ficava o Presidente da Fixação, tradicionalmente o
representante da NM Rothschild & Sons. Para iniciar o processo, o
Presidente anunciava um preço de abertura que era reportado por
telefone à sala de operações de cada uma das casas representadas na
Fixação. Eles, por sua vez, retransmitiam o preço para seus clientes
em todo o mundo. Com base nos pedidos recebidos, cada sala de
negociação instruía seu representante na Fixação a declarar como
comprador ou vendedor de um determinado número de barras. Se
um equilíbrio de compradores e vendedores fosse alcançado dentro
da sala, o preço era fixado; caso contrário, o processo seria repetido a
um preço mais alto, ou mais baixo, até que um equilíbrio ser
alcançado. Naquele momento, o presidente declarava o preço 'fixo'.

A qualquer momento, os clientes podiam ser avisados por telefone


sobre alterações de preços e alterar suas instruções. Enquanto as
discussões prosseguiam, o representante levantava sua bandeira para
indicar insatisfação na resolução. Somente quando todas as
bandeiras ficavam abaixadas sobre a mesa e o equilíbrio era
alcançado, é que o Presidente declarava uma "Fixação".
Normalmente, o processo levava apenas alguns minutos. A Fixação
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mais longa já registrada, na turbulência que se seguiu ao colapso da
Bolsa de 1986, levou duas horas e quinze minutos.

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A Bloomberg informa-nos ainda, em um artigo de 2014, que a Fixação do


Ouro não possui qualquer tipo de regulamentação sobre o modo como é
feita: "Processo não regulamentado | O ritual de definição de taxas
remonta a 1919. Os negociantes, nos primeiros anos se reuniram em uma
sala com painéis de madeira no escritório de Rothschild, na cidade de
Londres e criaram os pequenos Union Jacks (bandeiras de Inglaterra) para
indicar interesse. Agora, a correção é calculada duas vezes por dia em
conferências telefônicas às 10h30 e 15h - tempo de Londres. As chamadas
geralmente duram 10 minutos, embora possam durar mais de uma hora.
As empresas declaram quantas barras de ouro desejam comprar, ou
vender, pelo preço à vista atual, com base em pedidos dos clientes e de si
mesmos. O preço é aumentado, ou reduzido, até que os valores de
compra e venda estarem dentro de 50 barras, ou cerca de 620 kg um do
outro, momento em que a correção é estabelecida. Os traders
(negociadores) retransmitem as mudanças de oferta e demanda aos
clientes durante a ligação e recebem novos pedidos de compra, ou venda,
conforme o preço muda, de acordo com o site da London Gold Market
Fixing - Fixação do Mercado do Ouro de Londres, onde os resultados são
publicados. Às 3 da tarde de ontem (27 de Fevereiro de 2014), o preço era
de US$ 1.332,25/onça. O processo NÃO É REGULAMENTADO e os 5 bancos
podem negociar ouro e seus derivativos durante a chamada."

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A Bloomberg, em seu artigo, revela a falta de regulamentação do
processo de Fixação do preço do Ouro.

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O fim da fixação

Em 2004, o futuro eletrônico finalmente alcançou o ritual do Gold


Fixing - Fixação do Ouro e agora acontece no ambiente virtual. Mas,
durante 85 anos, os procedimentos testados, invejáveis em sua
simplicidade e eficácia, foram testados mais de 15.000 vezes em
todos os tipos de circunstâncias, fornecendo a referência diária, com a
qual, uma grande parte dos negócios físicos de ouro do mundo era
realizada. A pequena sala em St Swithin's Lane contribuiu para
lubrificar as rodas do comércio mundial.

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Os 5 ex-fixadores de Ouro nos escritórios de Rothschild, em Londres,
onde as fixações ocorreram até 2004. (Fonte)

Nota final: Microsite de Lingotes

Para coincidir com o centenário da Fixação de Ouro em Setembro de


2019, o The Rothschild Archive criou um novo microsite dedicado à
história de Rothschild e Bullion. O site apresenta páginas sobre
negociação de ouro, mineração de ouro e refino de ouro (com foco
nas atividades da Rothschild Royal Mint Refinery - Refinaria da
Casa da Moeda Real de Rothschild). O site inclui um histórico da
Fixação de Ouro e, pela primeira vez, uma lista abrangente dos Preços
do Ouro diários 1919-1968 está disponível para os pesquisadores.

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BIOMETRIAS | É inconstitucional a lei que obriga o fornecimento


das biometrias à Corporação-Estado

Quando uma criança nasce, os pais registram-na na Corporação-


Estado República Federativa do Brasil (R.F. do Brasil), transformando-
a, assim, em um cidadão. Um cidadão é uma pessoa presa a um
contrato que se chama Constituição da [Corporação-Estado]
República Federativa do Brasil, o qual tem caráter vitalício, mas pode
ser re-configurado, ou solidificado ao longo da vida do cidadão
através de certos procedimentos burocráticos e fiscais. Maior parte
dos cidadãos vive toda a sua vida sem saber o que diz tal Contrato-
Constituição que determina quais são os seus direitos, os seus
deveres e as suas liberdades dentro da sociedade em que vive, se
movimenta e comunica. A sua situação contratual fica ainda mais
complexa quando a Corporação-Estado assina tratados, acordos e
pactos internacionais que moldam o modo de funcionar da
Corporação-Estado e o modo desta se relacionar com os cidadãos -
ou seja, moldam o modo de funcionar da própria sociedade nacional.
A identificação biométrica do cidadão é uma das complexas
transformações sociais, sobre a qual, maior parte dos cidadãos não
possui visão clara – quer argumente contra, ou favor da mesma.
Como a massa populacional brasileira tem sido mentalmente
programada para não ser capaz (ou ter preguiça) de ler e estudar
textos mais complexos, maior parte dos cidadãos brasileiros não faz a
mínima ideia quais são os objetivos de tais procedimentos, o que
dizem os acordos internacionais assinados, neste sentido, pela
Corporação-Estado República Federativa do Brasil, nem se tais
acordos e procedimentos estão, ou não, de acordo com o Contrato-
Constituição da Corporação-Estado República Federativa do Brasil.

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Resolução Nº 23.335, de 22 de Fevereiro de 2011

A Resolução Nº 23.335, de 22 de Fevereiro de 2011 que implanta "


(...) nova sistemática de identificação do eleitor, mediante
incorporação de dados biométricos (...)" emitida pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TRE), resolve no Art. 1º implementar "(...)
assinatura digitalizada do eleitor (...) com coleta de dados
biométricos (...) obrigatória a todos os eleitores (...)".

O TRE tem vindo a fazer uma campanha nacional chamando toda a


população a fornecer as biometrias - "não pode faltar ninguém" - tal
como previsto no Programa iD2020 liderado pela Accenture, pela
Microsoft e pela Fundação Rockefeller, que objetiva fazer o
levantamento biométrico de 100% da humanidade até 2030.

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A identificação dos cidadãos por digitalização das biometrias faz parte
do Programa iD2020 global...

Logomarca do Programa iD2020, neste caso referente à Cimeira de


2019 que aconteceu no dia 19 de Setembro, em New York, sob o
tema: "O Crescimento de um Bom Desafio iD"

iD2020 - Cimeira 2019, em New York

... fundado pela Accenture, Gavi - The Vaccine Alliance, The Rockefeller
Foundation, Microsoft e Ideo...

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Os fundadores do Programa iD2020

... e considerado pela Goode Intelligence como uma das 10


organizações mundiais mais influentes na questão da identidade
digital, junto com:

▪ Digital ID & Authentication Council Canada (DIACC)


▪ Good ID
▪ GSMA
▪ ID4Africa
▪ OpenID Foundation
▪ Sovrin Foundation
▪ The World Bank ID for Identification (ID4D)
▪ Women in Identity
▪ World Privacy Forum

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As 10 Organizações mais influentes na identidade digital, segundo a
Goode Intelligence

O Programa iD2020 é descrito como "uma convocação anual de


empresas do setor privado, governos nacionais, agências da ONU,
diversas organizações sem fins lucrativos e membros distintos da
academia que se reúnem para explorar os potenciais e os desafios da
identidade digital."... e como "Uma abordagem holística, baseada no
mercado e abordando todo o escopo e escala do desafio. Nenhum
governo, empresa ou agência pode resolver esse desafio sozinho.
Definir o curso futuro da identificação digital e navegar pelos riscos
associados é um desafio que requer colaboração sustentada e
parceria global."... afirmando que "A necessidade de uma boa
identificação digital é universal. A capacidade de provar quem você é,
é um direito humano fundamental e universal. Como vivemos na era
digital, precisamos de uma maneira confiável e seguramente fazer
isso no mundo físico e online"... e que "Trazendo vida à identidade
digital, protegendo a privacidade, portátil e centrada no usuário. O
22/29
ID2020 suporta programas de identidade digital que melhoram
diretamente vidas e geram evidências necessárias de como
maximizamos o potencial da identificação digital para todos"... e que
"Os parceiros da Aliança compartilham a crença de que a identidade é
um direito humano e que os indivíduos devem ter "propriedade"
sobre sua própria identidade. Em 2018, os Parceiros da Aliança
ID2020, trabalhando em parceria com o Alto Comissariado das
Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), elaboraram uma
articulação formal de nossa perspectiva sobre abordagens éticas da
identidade digital. O marco do Manifesto de Aliança ID2020 (...)
estabelece esses princípios compartilhados e constitui um ponto de
partida para guiar o futuro da identidade digital globalmente".

Tudo tecnologicamente conectado, tudo tecnologicamente


controlado: é a chamada Internet das Coisas

Uma economia puramente virtual, sem dinheiro físico, necessita que


100% da humanidade esteja biometricamente registrada nas Bases de
Dados mundiais.

23/29
Watch Video At: https://youtu.be/ZwLIUkLZTgI

Watch Video At: https://youtu.be/zp6sDGK8o48

Quando a Constituição da Corporação-Estado República Federativa


do Brasil - não existe uma Constituição da Nação Brasil - garante
no Título II dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo I, dos
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Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, Art. 5º, "(...) a
inviolabilidade do direito (...) à propriedade (...)":

▪ A quem se refere esta propriedade?

:: Estaremos agindo corretamente se partirmos do princípio que o


significado privada está associado ao significado de propriedade?

:: Confiar que o significado privada está associado ao significado de


propriedade, não será uma postura ingênua perante o mal que se
movimenta no seio das sociedades, muito mais tratando-se da
Constituição que orienta e rege uma Nação?

:: Se a propriedade mencionada na Constituição se refere à


propriedade do cidadão, então, não deveria o termo privada estar
escrito a seguir ao termo propriedade?

:: Ou será que o termo propriedade se refere à propriedade da


Corporação-Estado R.F do Brasil? Se assim for, estaremos lendo que
a Corporação-Estado R.F do Brasil garante aos cidadãos a
inviolabilidade do direito destes usarem as propriedades desta
mesma Corporação-Estado R.F do Brasil, mesmo quando se refere ao
corpo físico e biológico do cidadão?

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16.11.2019 | Eleitores formam fila desde a madrugada para cadastro
biométrico em mutirão de Fortaleza | Foto: Nilton Alves | G1

▪Estaremos corretos em partir do princípio que o corpo físico e


biológico do cidadão está incluso em tal definição de propriedade?

:: E se, como acima questionamos, o termo propriedade se refere à


propriedade da Corporação-Estado R.F do Brasil, significará isto que a
Corporação-Estado R.F do Brasil está se afirmando como proprietária
exclusiva do corpo físico e biológico dos cidadãos? (verdadeiramente,
é exatamente isto que acontece, como veremos mais
detalhadamente em artigo posterior).

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Título II dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição
Brasileira

Quando uma Constituição, um Tratado, um Acordo, ou um Contrato


são escritos, os pressupostos e as entre-linhas não existem e tudo
tem de estar perfeitamente claro em sua descrição e seu significado.
Assim, as garantias listadas no Art. 5° da Constituição da Corporação-
Estado R.F do Brasil acontecem "nos termos seguintes":

III. ninguém será submetido a tortura nem a tratamento


desumano ou degradante;

E se um cidadão, assegurado pelos parágrafos "IV. é livre a


manifestação do pensamento (...)", "VI. é inviolável a liberdade de
consciência e de crença (...)" e "X. são invioláveis a intimidade, a
27/29
vida privada, a honra e a imagem das pessoas (...)" manifestar o
seu pensamento-crença de que a obrigação da gravação-digitalizada
das suas biometrias são uma violação:

:: da sua intimidade (suas biometrias)


:: da sua propriedade privada (seu corpo)
:: da sua honra (ao ser vítima de uma violação da sua intimidade e
propriedade privada)
:: da sua imagem (seu corpo e suas biometrias)

... constituindo, assim, tortura (no mínimo, psicológica)... e se recusar


a fornecer as suas biometrias à Corporação-Estado, mas exigindo a
continuidade da utilização dos mecanismos do mesmo - como, por
exemplo, votar?

Como a Corporação-Estado República Federativa do Brasil


responderá a tal posicionamento civil?

Demonstram tais argumentos a inconstitucionalidade da lei que


obriga o cidadão a fornecer as suas biometrias à Corporação-
Estado República Federativa do Brasil?

O povo não sabe, o povo não quer saber: o povo obedece.

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Fila para fornecer os dados biométricos | Fortaleza | Foto: G1

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