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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

ESTUDO DO PROCESSO DE DESTILAÇÃO ATMOSFÉRICA UTILIZANDO O SIMULADOR DWSIM

EQUIPE: ANTÔNIO MÁRCIO BEZERRA 0148440


DANIELE LOBO MONTENEGRO 0285340
HELRY LUVILLANY FONTENELE DIAS 0215422
JOÃO IGOR DA ROCHA LEITÃO 0285323
LIANNA CAMPOS DE SOUSA 0148733
MARIANA PAULÍNIA BENTO PEREIRA 0285328

Dezembro - 2010
SUMÁRIO
CAPÍTULO I 4
1.1 Introdução...........................................................
.................................4
1.2 Objetivos........................................................
......................................6
CAPÍTULO II 7
2.1 - Matéria prima e Produtos Importantes..............................
............7
2.2 - Descrição Geral do processo........................................
........................8
2.3 - Componentes da Unidade de Destilação................................
.......9
CAPÍTULO III 11
3.1 Simuladores de processo..........................................
..................11
3.2- Linguagens de Modelagem para Simulação............................
...........12
CAPÍTULO IV 13
4.1 Passo a passo utilizando o Simulador HYSYS.......................
...........13
4.2 Resultados.......................................................
...................................23
CAPÍTULO V........................................................................
........................................25
5.1 Roteiro da simulação utilizando o Simulador DWSIM...............25

CAPÍTULO VI.......................................................................
........................................36
6.1 - Comparação entre Resultados DWSIM x HYSYS.........................36
6.2 - Vantagens e Desvantagens do DWSIM.........................................
48
6.3 - Dificuldades encontradas no DWSIM.....................................
.....49
CAPÍTULO VI.......................................................................
........................................50
7.1 - Erros encontrados no DWSIM..........................................
..........50
CAPÍTULO VII......................................................................
.......................................57
8.1 Conclusão.............................................................
............................57
CAPÍTULO IX.......................................................................
........................................58
9.1 Referências Bibliográfias...............................................
...........58

CAPÍTULO I
1.1 Introdução
Uma forma simples e usual de separar os constituintes básicos do petróleo, as frações, é r
ealizar uma destilação da amostra, utilizando uma coluna de destilação operada à pressão at
osférica. O uso desse equipamento se torna um atrativo, pois se consegue resultado
s satisfatórios sem a necessidade de grande variação no ambiente em que é realizado o pr
ocesso. A unidade de destilação é uma das mais importantes no refino de petróleo, pois é r
esponsável pelo fracionamento inicial do petróleo em diversos produtos, frações ou "cort
es", que apresentam faixas de temperatura de ebulição diferentes e específicas, a part
ir de uma torre de destilação atmosférica. Algumas dessas frações obtidas são retiradas co
o produtos finais, pois já se encontram dentro das especificações desejadas, e outras
podem ser processadas em outras unidades da refinaria para que atinja a quantida
de e qualidade desejadas. Desse modo, produtos menos nobres são transformados em p
rodutos mais nobres por separação, unificação ou rearranjo das estruturas moleculares or
iginais, gerando produtos com a maior pureza possível. Com isso, obtêm-se curvas de
destilação características, que são gráficos de temperatura versus volume percentual de ma
terial evaporado, que representam os tipos de hidrocarbonetos presentes na amost
ra analisada, em função das faixas de temperatura dos materiais destilados.
A Figura 1 representa esquematicamente a destilação atmosférica de petróleo, Óleo Bruto, e
as faixas de temperatura nas quais os principais produtos da destilação são recolhido
s.
Figura 1 Esquema da destilação Atmosférica do petróleo
1.2 - Objetivos
Reproduzir a simulação da destilação atmosférica de petróleo utilizando o tutorial do Simul
dor HYSYS no Simulador DWSIM.
Avaliar o desempenho do Simulador DWSIM.
Tecer comparações entre esses dois simuladores.
Detectar bugs no Simulador DWSIM.
Explicitar as vantagens e desvantagens do Simulador DWSIM.

CAPÍTULO II
2.1 - Matéria prima e Produtos Importantes
2.1.1 Matéria-prima:
- Petróleo (Óleo cru): A hipótese mais aceita pelos geólogos de sua formação é a decomposiç
atéria orgânica (origem fóssil). É uma substância inflamável e composta por vários hidrocar
etos, cerca de 80% de sua composição, de cadeia carbônica variável, à base de hidrocarbone
tos de série homólogas. Complexos organometálicos e sais de ácidos orgânicos respondem tam
bém pela constituição em elementos orgânicos. Gás sulfídrico (H2S) e enxofre elementar resp
ndem pela maior parte de sua constituição em elementos inorgânicos. Geralmente, gases
e água também acompanham o petróleo bruto. Suas propriedades físicas variam de acordo co
m a condição de decomposição do mesmo e pela quantidade relativa de cada série e de cada c
omponente individual.
A Tabela 1 nos fornece a composição do petróleo em porcentagem em peso (%).
PORCENTAGEM
ELEMENTO
83,9
Carbono
11,4
Hidrogênio
0,06
Enxofre
0,11
Nitrogênio
Metais
0,50
Oxigênio
Tabela
0,30 a 1(Fe,
86,8
14,0
9,00
1,70
- composição
EM PESO
Ni, V, etc)
(%)do petróleo em porcentagem em peso (%)
2.1.2 - Produtos:
- Gasóleo (AGO) / Diesel: óleo mineral destilado do petróleo, possuindo densidade entr
e o querosene e óleo lubrificante. É recolhido da destilação, mas geralmente é destilado n
ovamente para ser transformado em combustível de maior qualidade. Podendo também ser
utilizado como combustível sem retornar a coluna de destilação. Sua faixa de obtenção é en
re 250°C e 350°C. A grande desvantagem de usar o mesmo como combustível é pelo fato dele
um grande poluente e congelar com facilidade.
- Nafta: Os cortes de petróleo referentes à nafta apresentam uma pequena proporção de co
mpostos aromáticos de baixo peso molecular (benzeno, tolueno e xileno). É um líquido i
ncolor cuja faixa de destilação é próxima a da gasolina. É a matéria prima para diversas su
stâncias dentre elas plástico, resinas e solventes. É recolhido na coluna de destilação na
parte lateral. Como energético é utilizado para a fabricação de gás de síntese.
- Querosene: Combinação de hidrocarbonetos entre C9 e C16, produzido por destilação do p
etróleo bruto. Sua principal utilização é como solvente (um dos melhores conhecidos). A
sua faixa de obtenção está entre 150°C e 240°C. Historicamente o primeiro produto do petról
o utilizado para a iluminação pública substituindo alguns óleos de origem animal e veget
al.
- Resíduos: frações pesadas do petróleo, como gasóleos pesados, óleos lubrificantes, borra
sfáltica, etc., dentre outros de menor importância.
2.2 - Descrição Geral do processo
Primeiramente, caso necessário, o petróleo bruto passa por uma unidade dessalgadora,
em seguida por uma fornalha aquecedora (tomando o cuidado para o petróleo não craqu
ear (quebrar), isso é um pouco mais difícil isso ocorrer por não conter catalisadores
necessários para o craqueamento). Se o processo de dessalgação não for bem realizado, fo
rmar-se-á ácido clorídrico, que é um forte agente corrosivo.
A corrente proveniente do separador na fase vapor é alimentada a um misturador. A
fração líquida, que sai do fundo do separador, é aquecida usando vapor, e a mistura é parc
ialmente vaporizada e misturada com a corrente de vapor (que sai no topo do sepa
rador), corrente essa que será alimentada na coluna de destilação.
Na coluna de destilação, dependendo do prato da mesma, são retiradas frações com pesos dif
erentes. No topo da coluna de destilação saem gases até C5. São retiradas (de cima para
baixo) frações de: naftas pesados, naftas leves, destilado leve, destilado pesado e
gasóleo. Os destilados são as matérias primas para a produção diesel e a nafta para a prod
ução da gasolina.
As frações não são simplesmente retiradas da coluna de destilação, elas passam por colunas
sgotadoras, que exercem a função de reciclo. As frações que não estão em um estado adequado
para o armazenamento, retornam à coluna para serem destiladas novamente, aproveita
ndo o máximo possível do reagente. As colunas esgotadoras aquecem o reagente através d
e refervedores, que retornam à coluna de destilação.
2.3 - Componentes da Unidade de Destilação
Os componentes, operações unitárias, que encontramos na unidade de destilação atmosférica s
Separador pré-flash;
Misturador;
Coluna de destilação;
O separador pré-flash possibilita o controle das condições de operação para se obter as co
rrentes de produto de topo e de fundo, separando a corrente de alimentação (óleo cru)
em duas correntes, a de vapor e a de líquido, que irão entrar no misturador.
O misturador tem a função de homogeneizar as correntes da fração de vapor (provenientes
do separador pré-flash) e da fração líquida aquecida, decorrente do fundo do separador p
ré-flash.
A coluna de destilação separa as mais diversas frações do petróleo através de uma vaporizaç
rcial nas etapas (pratos) da coluna, possibilitando a obtenção de frações de diferentes
volatilidades.
Neste trabalho será necessário simular cada componente (operação unitária) que faz parte d
a planta química e as correntes de matéria e de energia que alimentam os equipamento
s, declarando os valores dos parâmetros e das condições de operação em cada equipamento e
corrente.

Figura 2 Fluxograma do processo Tutorial do HYSYS

CAPÍTULO III
3.1 Simuladores de processo
Um simulador de processo é uma ferramenta muito útil, pois possibilita desde a valid
ação de projetos e sua operabilidade prática até aumento de produção e redução de custos. E
tais ferramentas tenham se tornado mais corriqueiras nos últimos anos, elas exist
em há mais de 50 anos.
No final da década de 50 a M. W. Kellog. Corp. (Kesler e Kessler, 1958) apresentou
o sistema Flexible Flow. Este sistema calculava de forma sequencial os equipame
ntos, passando à saída de um como à entrada de outro e iterando para a solução de processo
s que apresentavam reciclos. Esta metodologia tornou-se conhecida como modular s
equencial (sequential modular). (Soares, 2003)
De forma paralela, diversos pesquisadores desenvolviam conceitos e métodos para os
sistemas baseados em equações (equation-oriented). A idéia básica deste método consiste q
ue cada modelo ou subsistema compartilha apenas suas equações e não mais a sua solução, ou
seja, um gerenciador agrupa as equações de todas as unidades do processo em um único
sistema de equações a fim de obter a solução de forma direta. (Soares, 2003)
Na década de 70, técnicas mais avançadas para a decomposição e solução de processos pelo mé
modular foram propostos, dando origem aos conceitos de solução modular instantânea (si
multaneous modular flowsheeting). De acordo com este método as unidades são tratadas
como no método sequencial modular, mas a solução do processo como um todo é executada d
e uma forma global simultânea e não mais em sequência. Este método é utilizando em diverso
s simuladores como HYSYS, DWSIM e Concept III.
Salienta-se ainda que nas décadas de 80 e 90 houve um significativo desenvolvimen
to nos sistemas baseados em equações, principalmente para sua utilização em otimização com
utilização de algoritmos seqüenciais quadráticos (sequential quadratic programming,SQP)
(Soares,2003). Além disto, houve um considerável desenvolvimento de interfaces gráfic
as amigáveis e algoritmos mais poderosos aliados ao avanço de sistemas de hardware q
ue possibilitaram a ampliação da utilização de ferramentas computacionais para simulação.
Dessa forma, para resolver problemas que envolvem de 10.000 a 100.000 equações e fre
quentemente, mais do que isto a utilização de ferramentas computacionais avançadas são n
ecessárias para o tratamento destes problemas. (Biegler et al .,1997)
3.2- Linguagens de Modelagem para Simulação
O desenvolvimento de simuladores é realizado tradicionalmente com linguagens de pr
opósito geral, como C ou FORTRAN, ou com linguagens de simulação, como SIMULA, ACSL, S
IMSCRIPT, etc., que facilitam o desenvolvimento de simulações de processos. Nos último
s anos têm surgido outros tipos de linguagens de simulação mais avançados, com orientação a
objetos e componentes reutilizáveis. (Müller, 2003).
Tais ferramentas são capazes de aumentar bastante a produtividade do usuário. Muitos
dos simuladores comerciais dispõem destas facilidades, que variam desde interface
s simples de tradução de texto até sofisticados sistemas gráficos de desenvolvimento. (S
oares, 2003).
As linguagens passíveis de utilização para a descrição de processos dinâmicos podem
ser classificadas quanto a vários aspectos, entre eles ressalta-se o nível da lingua
gem. É
possível definir diversos níveis de linguagens para simulação, embora estes não apresentem
divisões muito claras, podendo praticamente ser considerados como um contínuo. O tr
abalho de Lorenz (1999) propõe uma divisão em quatro níveis, a aplicação desta classificaçã
ara algumas das linguagens utilizadas para modelagem e simulação de processos é aprese
ntada na Figura 1.

Figura 3- Classificação de algumas linguagens em níveis de abstração


* Nível de Algoritmo:
Uma linguagem deste nível é baseada em procedimentos ou algoritmos, e faz uso di
reto de entidades do computador, como por exemplo, a memória do computador. Exempl
os típicos são as linguagens de programação como FORTRAN e C.
* Nível de Equações:
Tratam diretamente com conceitos matemáticos: variáveis (no sentido matemático) e eq
uações (expressões de igualdade e não de atribuição). Permitindo assim a modelagem de um si
tema através da sua representação na forma de conjunto de variáveis e equações. Podem ser c
tados como exemplos as linguagens utilizadas nos pacotes gPROMS.

* Nível Físico:
Os elementos básicos são os fenômenos físicos. O Bond Graph (Borutzky, 1992 e Broe
nink, 1997) é um exemplo típico de tal linguagem.
* Nível de Componentes:
A modelagem dos sistemas é feita simplesmente pela utilização, configuração e conexão
de componentes pré-existentes. Este tipo de linguagem tem como características a ext
rema facilidade de aprendizado e a rapidez na modelagem, em detrimento da flexib
ilidade. São exemplos típicos deste grupo pacotes como HySys e DWSIM.
Deve-se notar que, como a Figura 2 sugere uma linguagem de mais alto nível, normal
mente apresenta maiores facilidades no seu aprendizado e utilização, mas impõe restrições
de flexibilidade ao usuário. Certamente existem outros níveis de linguagens, mas est
as não são comumente utilizadas para fins de simulação de processos.

CAPÍTULO IV

4.1 Roteiro da simulação utilizando o Simulador HYSYS.


O Processo de Destilação Atmosférica foi simulado inicialmente no programa HYSYS, versão
3.2, pois, para que a simulação fosse feita no Programa DWSIM seria necessário alguma
s informações não mencionadas no tutorial do HYSYS.
O passo a passo dessa simulação é encontrado no tutorial do HYSYS. Mesmo para quem não
conhece o programa, a leitura do tutorial é bastante clara e a simulação da destilação atm
osférica é facilmente realizada. Uma das únicas dificuldades encontradas foi achar as
janelas indicadas no passo a passo do tutorial.
Os componentes utilizados inicialmente para a formação da Corrente de Leves foram me
tano, etano, propano, isobutano, n-butano e água. O pacote termodinâmico de dados u
tilizado foi o de equações de Peng-Robinson, pois apresenta bons resultados para a p
redição das propriedades termodinâmicas, especialmente quando relacionado com hidrocar
bonetos.
Figura 4 - Interface de configuração para a seleção de componentes e escolha do pacote t
ermodinâmico.
O óleo utilizado no processo foi criado a traves de caracterização a partir da sua den
sidade (?=865kg/m3), temperaturas de viscosidade (T1=37,700C e T2=98,890F) como
mostrado abaixo.
Figura 5 Caracterização de propriedades.
Outra característica do óleo também fornecida pelo tutorial é a percentagem de evaporação d
líquido em cada temperatura fornecida.

Figura 6 - Percentagem de evaporação do líquido em cada temperatura fornecida.


A composição da corrente de leves criada anteriormente é também fornecida.

Figura 7 Composição da corrente de componentes leves.


Ao ser acrescentado o programa gera uma tabela com os 50 pseudocomponentes da co
rrente de óleo criada e também plota um gráfico das frações de líquido evaporado em função
mperatura.

Figura 8 Lista dos 50 pseudocomponentes do óleo criado.


Figura 9 - Gráfico das frações de líquido evaporado em função da temperatura.

A mistura dessas duas correntes de matérias, corrente de leves e de óleo (apenas com
30 pseudocomponentes), dá origem a uma nova corrente denominada Raw Crude com a s
eguinte composição molar:

Figura 10 Composição Molar da corrente Raw Crude.


Agora que a corrente de matéria Raw Crude já foi criada, pode-se dar início ao process
o propriamente dito. Essa corrente passa primeiramente por um separador, que a d
ivide em outras duas correntes de matéria, a PreFlash-Vap e a PreFlash-Liq. A corr
ente PreFlash-Liq passa por um aquecedor e em seguida passa a ser chamada de Hot
Crude. Essa nova corrente aquecida se mistura em um misturador com a corrente d
e vapor PreFlash-Vap. Essa corrente misturada foi denominada de Atm Feed.
Outras três correntes de matérias são criadas para, juntamente com a Atm Feed, aliment
ar a coluna de destilação atmosférica. Elas foram denominadas de Main Steam, AGO Steam
e Diesel Steam. Todas essas correntes tiveram suas composições definidas como H2O=1
.0, além de serem definidas suas temperaturas, pressão e fluxo mássico.
Uma corrente de energia chamada de Q-Trim também foi adicionada, porém não foi preciso
fornecer nenhuma especificação, pois o seu calculo foi feito pela própria coluna.
Após a coluna de destilação, chamada de Atms Tower, ter sido instalada e alimentada, i
nicia-se então a sua caracterização. Ela possui 40 pratos, onde são 29 estágios ideais na
bandeja principal, um condensador total, um refervedor e três strippers laterais
(colunas de destilação) com 3 bandejas em cada um deles, além de 3 refervedores também a
ssociado a coluna de destilação principal.
Na simulação feita no HYSYS é realizada a especificação de onde cada corrente de matéria e
e energia entra e sai da coluna. Os Strippers podem ser criados e configurados c
om suas respectivas correntes de entrada, saída e reciclo, onde também são especificad
os seus valores, tipo de base usada no seu fluxo (podendo ser Std Ideal Volume o
u Duty.
As conexões da coluna de destilação são mostradas abaixo.

Figura 11 Conexões da coluna de destilação.


Figura 12 Conexões da coluna de destilação.
O processo então foi completado com sucesso, obtendo resultados praticamente iguai
s aos mostrados no tutorial. Praticamente igual, pois tiveram alguns resultados
que apresentaram diferença de 10-3, sendo então considerada desprezível essa diferença.
Em relação à pressão inserida no condensador da coluna que apresentava valor igual a 19,
7psia e na tabela de resultados mostrada no tutorial tem-se um valor de 28,7psia
.

O fluxograma do processo de destilação atmosférica feita no Hysys é mostrado abaixo.

Figura 13 Fluxograma da simulação no HYSYS.

4.2 - Resultados
As figuras abaixo são os resultados do processo. A primeira figura refere-se à parte
inicial do processo que acontece antes de chegar à coluna de destilação, e a segunda
figura são os resultados obtidos pela coluna de destilação Atms Tower. Nelas estão espec
ificadas a temperatura, pressão, fluxo molar, fluxo mássico, vazão volumétrica, fluxo de
calor e entalpia molar de cada corrente do processo.
Figura 14 Resultado das correntes antes de entrar na Coluna de Destilação.

Figura 15 Resultado obtidos na saída da Coluna de Destilação.

CAPÍTULO V
5.1 Roteiro da simulação utilizando o Simulador DWSIM.
O DWSIM se mostra um software amigável para as nossas necessidades, apresenta uma
interface gráfica que facilita a sua utilização e as suas funções são fáceis de ser utiliza
.
Este capítulo mostrará o passo a passo da tentativa da simulação da destilação de óleo cru
ta no Simulador HYSYS reproduzida no Simulador DWSIM.
No Simulador DWSIM, a criação da corrente de entrada no separador PreFlash, a Raw Cr
ude, difere totalmente de como é feita no HYSYS. No DWSIM foi preciso criar uma co
rrente de componentes leves, a Light Ends, e uma corrente de óleo bruto (cru), a O
il Crude B.P, como segue:
5.1.1 Criação da corrente de entrada Raw Crude.
A corrente Raw Crude, que é a corrente de alimentação do separador PreFlash, foi criad
a no DWSIM a partir da fusão de outras duas correntes de matéria, a corrente Light E
nds e a corrente Oil Crude B.P, seguindo os passos explicitados abaixo:
a) Criação e caracterização das correntes Light Ends e Oil Crude B.P.
Para a realização da destilação atmosférica do óleo bruto, foi necessária a criação de duas
tes de entrada, a corrente de Light Ends, que contém as frações mais leves do óleo, comp
reendendo metano, etano, propano, isobutano, n-butano e água, e a corrente Oil Cru
de B.P, que contém as frações mais pesadas do óleo bruto.
Utilizando a ferramenta COMPONENTES, a corrente de Light Ends foi criada ao adic
ionar-se metano, etano, propano, isobutano, n-butano e água, todas com o banco de
dados CR (Chem Resource). Os outros componentes são os pseudocomponentes do óleo cru
, que será explicado adiante.
Figura 16 Criação da corrente Light Ends.
Em seguida, editaram-se e normalizaram-se as composições de cada componente da corre
nte com dados do tutorial do HYSYS. Observe que a composição dos pseudocomponentes d
o óleo estão zeradas (PSE_8509). Isso ocorre porque a corrente Light Ends só apresenta
os componentes leves.
Figura 17 Edição e normalização da composição da corrente Light Ends.
Através da ferramenta CARACTERIZAÇÃO DE PETRÓLEOS, na opção INICIAR UTILITÁRIO DE CARACTERI
E PETRÓLEO (C7+), inseriu-se o valor da massa molecular de 206,2 Kg/Kmol e da dens
idade (d60/60) de 0,88[adimensional] e resultado esse obtido através da equação:
? = 141.4 / (°API + 131.5),
Substituindo o °API por 29,32, dado de entrada do tutorial do HYSYS. Em seguida, s
elecionou-se a quantidade de pseudocomponentes gerada, no caso, 30.

Figura 18 Ferramenta para a caracterização do petróleo.


Figura 19 Caracterização do petróleo.
Figura 20 Caracterização do petróleo.
A Figura 21 nos mostra as propriedades dos 30 pseudocomponentes formados.
Figura 21 Propriedades dos pseudocomponentes da corrente Oil Crude B.P.
A Figura 22 nos mostra a composição dos pseudocomponentes da corrente Oil Crude B.P.
Figura 22 Edição e normalização da composição dos pseudocomponentes da corrente Oil Crude
P.
A corrente Oil Crude B.P não possui os componentes com C5 e C6, uma vez que não disp
omos das suas frações molares. A corrente de leves só tem até C4 e a ferramenta de carac
terização de petróleo só cria corrente a partir de C7.
b) Escolha do pacote de propriedades
No ícone Termodinâmica e Reações, pode-se escolher o pacote de propriedades a ser utiliz
ado durante a simulação. Para o processo de destilação atmosférica realizado nesse trabalh
o, utilizou-se como pacote termodinâmico a equação de Peng-Robinson, pois apresenta bo
ns resultados para a predição das propriedades termodinâmicas, especialmente quando re
lacionado com hidrocarbonetos.
Figura 23 Seleção do Pacote de Propriedades.
c) Condições operacionais de processo
Os dados iniciais fornecidos pelo Simulador HYSYS foram:
Vazão
DWSIM
HYSYS
100.000
0,1840
29,32
Densidade
450
Temperatura
0,88
505,37
75
Pressão
517106,8
Tabela
psia
°F°API
volumétrica
2Km³/s
barris/dia
PaDados de entrada
Ao alimentar os dados iniciais nas correntes criadas de Light Ends e Oil Crude B
.P, estas foram conectadas a um misturador, o MIXER 1, que gerou a corrente de m
atéria de saída Raw Crude, que é a corrente de alimentação do separador PreFlash.
Figura 24 Corrente Raw Crude.
5.1.2 Descrição do processo
a) Pré-Flash
A corrente de alimentação Raw Crude é conectada a uma coluna Pré-Flash, que tem a função de
separar as fases líquida e vapor, criando as correntes de saída PrefFlash Vap (corre
nte de vapor) e a corrente PrefFlash Liq (corrente de líquido).
Figura 25 Separador PreFlash.
b) Aquecedor Crude Heater
A corrente de líquido PrefFlash Liq, é pré aquecida em um aquecedor, o Crude Heater, a
través da corrente de energia Crude Duty, até atingir a temperatura de 550K.
Figura 26 Aquecedor Crude Heater.

c) Misturador MIXER 2
As correntes PrefFlash Vap e Hot Crude são homogeneizadas em um misturador, o MIXE
R 2, que tem como corrente de matéria de saída a Atm Inlet, que é a corrente de entrad
a da coluna de destilação Atms Tower.
Figura 27 Formação da corrente Atm Inlet.
d) Coluna de destilação Atms Tower.
As condições iniciais de operação da Atms Tower foram editadas de acordo com os dados do
tutorial do HYSYS, como a pressão do condensador e do refervedor, a queda de pres
são no condensador, vazão de vapor do produto e vazão do refervedor. A coluna tem 31 e
stágios, um a mais do que na simulação feita no HYSYS, porque este permite a saída de três
produtos no condensador, Waste Water, Off Gas e Naphtha, enquanto que o DWSIM só
permite duas saídas, e apenas quando se usa o Condensador do tipo parcial, como no
nosso caso, sendo este o motivo da escolha deste tipo de condensador.
A Coluna de destilação Atms Tower foi alimentada por quatro correntes de entrada, a
Atm Inlet (entrada no estágio 28), a Main Steam (entrada no estágio 29), a Diesel St
eam (entrada no estágio 16), e a AGO Steam (entrada no estágio 21). Adicionou-se tam
bém à coluna duas correntes de energia, a Q-Trim, que é conectada ao refervedor e a Q-
Cond, que é adicionada ao condensador. As correntes de saída da Atms Tower são a Waste
Water (saída no condensador), Off Gas (saída no condensador), Naphtha (saída no conde
nsador), AGO (saída no estágio 22), Kerosene(saída no estágio 9), Diesel (saída no estágio
7), e Residue (saída no refervedor).
As correntes de alimentação, de produto, de energia e de retiradas laterais podem se
r editadas através da função EDITAR CONEXÕES:
Figura 28 Edição das correntes da Atms Tower.
As estimativas iniciais foram feitas utilizando os dados contidos no tutorial do
HYSYS.
Figura 29 Edição das estimativas iniciais da Atms Tower.
Depois de finalizadas todas as edições de condições iniciais, de correntes de entrada, d
e saída, de energia, a montagem da coluna Atms Tower foi concluída.
Figura 30 Conexões da Atms Tower.

Ao término da edição da Atms Tower ao resto do processo, o fluxograma ficou completo e


a simulação foi iniciada.
Figura 31 Fluxograma da simulação no DWSIM.

CAPÍTULO VI
6.1 - Comparação entre Resultados DWSIM x HYSYS
a) Corrente Raw Crude
As características da corrente gerada pelo DWSIM a partir dos dados fornecidos no
Tutorial do HYSYS apresentaram diferenças em Condições, Composição Molar e Propriedades ex
pressas na tabela abaixo:
Simulador
Temperatura
Pressão
505,42
517100,00
517106,80
161,53
5,93
Vazão
782,96
29,61
Tabela
0,184
0,106 Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
3(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente Raw Crude
Simulador
Entalpia
-1667
118950,34
-344000
23814246,09
Massa
83,97
55,73
Tabela
206,4
200,20 Propriedade
Específica
Molar
4 Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kg)da corrente Raw Crude
(kg/m3)
As composições molares da corrente Raw Crude gerada pelo DWSIM também apresentou difer
ença quando comparada com a corrente gerada no HYSYS. Estas diferenças são apresentada
s na tabela abaixo:
xPFração
Tabela
0,0
Water_CR
0,00539
Isobutane_CR
0,01912
Propane_CR
0,00855
N-Butane_CR
0,00062
Ethane_CR
0,00028
Methane_CR
0,03112
PSE_8240_31
0,03293
PSE_8240_30
0,03187
PSE_8240_29
PSE_8240_28
0,03282
PSE_8240_27
0,03194
PSE_8240_26
0,03199
PSE_8240_25
0,03266
PSE_8240_24
0,03202
PSE_8240_23
0,03207
PSE_8240_22
0,03252
PSE_8240_21
0,03209
PSE_8240_20
0,03214
PSE_8240_19
PSE_8240_18
0,03217
PSE_8240_17
0,03221
PSE_8240_16
0,03223
PSE_8240_15
0,03224
PSE_8240_14
0,03229
PSE_8240_13
0,03208
PSE_8240_12
0,03231
PSE_8240_11
0,03237
PSE_8240_10
0,03192
PSE_8240_9
0,03239
PSE_8240_8
0,03245
PSE_8240_7
0,03174
PSE_8240_6
0,03249
PSE_8240_5
0,03257
PSE_8240_4
0,03148
PSE_8240_3
0,03263
SE_8240_2
5molarComposição
na Misturamolar da corrente Raw Crude

b) Corrente PreFlash Vap


As diferenças apresentadas entre as correntes PreFlash Vap calculadas pelo DWSIM e
HYSYS estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
505,35
505,42
517000,00
517106,8
20,18
1,43
Vazão
229,95
12,77
Tabela
27,42
0,102 Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
6(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s)da corrente PreFlash Vap

Simulador
Entalpia
-1459
55565,99
-1280000
6211214,55
Massa
11,66
13,93
Tabela
87,36
111,78 Propriedade
Específica
Molar
7 Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kg)da corrente PreFlash Vap
(kg/m3)

c) Corrente PreFlash Liq


As diferenças apresentadas entre as correntes PreFlash Liq calculadas pelo DWSIM e
HYSYS estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
505,35
505,42
517000,00
517106,8
141,37
4,50
Vazão
553,01
16,85
Tabela
0,156
0,00394Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
8(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s)da corrente PreFlash Liq
Simulador
Entalpia
-1697
139041,70
-433900
37152071,81
Massa
732,4
1142,92
Tabela
255,7
267,20 Propriedade
Específica
Molar
9 Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg)da corrente PreFlash Liq
(kg/m3)
d) Corrente Hot Crude
As diferenças apresentadas entre as correntes Hot Crude calculadas pelo DWSIM e HY
SYS estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
616,45
550
448200
448159,23
141,37
4,50
Vazão
553,01
16,85
Tabela
0,157
0,032 Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
10(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente Hot Crude
Simulador
Entalpia
-1336
175938,29
-341700
47010876,40
Massa
56,77
138,60
Tabela
255,70
267,20 Propriedade
Específica
Molar
11Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente Hot Crude
(kg/m3)
e) Corrente Atm Inlet
As diferenças apresentadas entre as correntes Atm Inlet calculadas pelo DWSIM e HY
SYS estão apresentadas abaixo.

Simulador
Temperatura
Pressão
601,05
550
448200,00
448159,23
161,53
4,50
Vazão
782,96
16,85
Tabela
0,184
0,032 Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
12(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente Atm Inlet
Simulador
Entalpia
-1352
175938,29
-278900
47010876,40
Massa
31,36
138,59
Tabela
206,4
267,20 Propriedade
Específica
Molar
13Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente Atm Inlet
(kg/m3)
f) Correntes Main Steam, Diesel Steam e AGO Steam
As correntes Main Steam, Diesel Steam e AGO Steam foram criadas conforme tabela
sugerida no Tutorial do HYSYS.
NomeSteam
Temperatura
Pressão
Vazão
Main
Diesel
0,944984104
1034213,594
463,7055556
AGO
0,377993642
Tabela
0,314994701
344737,8647
422,0388889
daMássica
Steam
Steam
14
Corrente
(Pa)Propriedades
(K)(kg/s) das Correntes Main Steam, Diesel Steam e AGO Steam
g) Corrente Waste Water
As diferenças apresentadas entre as correntes Waste Water calculadas pelo DWSIM e
HYSYS estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
314,15
114,83146
135800
73773,9
1,59
-5,01939
Vazão
88,31
Tabela
0,0000016
--- Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
15(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente Waste water

Simulador
Entalpia
-15770
-284100
Massa
994,8
Tabela
18,2
--- Propriedade
Específica
Molar
16Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente Waste water
(kg/m3)
h) Corrente Off Gas
As diferenças apresentadas entre as correntes Off Gas calculadas pelo DWSIM e HYSY
S estão apresentadas abaixo.
Tabela
Simulador
Temperatura
Pressão
314,48
114,83
135800
135826,72
Vazão
5,63598E-06
01E-05
42,80642E-10
,90304E-07
Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
17(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente Off Gas
Simulador
Entalpia
-2314
-854,6755
119700
-13711,5591
Massa
2,760
416,055
Tabela
51,73
16,043 Propriedade
Específica
Molar
18Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente Off Gas
(kg/m3)
i)Corrente de Naphtha
As diferenças apresentadas entre as correntes Naphtha calculadas pelo DWSIM e HYSY
S estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
314,48
114,83
135800
135826,72
31,1724
-5,01939
0Vazão
Tabela
3,042
55,572Volumétrica
Condições
Mássica
Molar
19(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente de Naphtha
Simulador
Entalpia
-194200
Massa
716,2
Tabela
88,75
--- Propriedade
Específica
Molar
20Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente de Naphtha
(kg/m3)
j) Corrente de Kerosene
As diferenças apresentadas entre as correntes Kerosene calculadas pelo DWSIM e HYS
YS estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
508,8
117,13
205800
162716,272
14,049
1,419
Vazão
88,4394
88,5
Tabela
0,01711
0,00344Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
21(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente de Kerosene
Simulador
Entalpia
-1709
-847,78
269600
-13600,96
Massa
652,8
412,62
Tabela
157,7
16,04 Propriedade
Específica
Molar
22Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente de Kerosene
(kg/m3)
l) Corrente de Diesel
As diferenças apresentadas entre as correntes de Diesel calculadas pelo DWSIM e HY
SYS estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
525,3
390,77
213600
186618,096
111700
2,525
Vazão
140,364
140,17
Tabela
0,0354
0,00317Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
23(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente de Diesel
Simulador
Entalpia
-1663
-2116,31
-359400
-38125,29
Massa
390,3
796,34
Tabela
216,1
18,015 Propriedade
Específica
Molar
24Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente de Diesel
(kg/m3)
m) Corrente de AGO
As diferenças apresentadas entre as correntes AGO calculadas pelo DWSIM e HYSYS es
tão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
572,5
393,155
218600
201556,736
7,4907
0,4536
Vazão
25,2504
25,18
Tabela
8,280588278
0,00057Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
25(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente de AGO
18,015Molar
Simulador
Entalpia
-1527
-2105,207
-453000
-37925,31
Massa
697,7
794,16
Tabela
296,7 Propriedade
Específica
26Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente de AGO
(kg/m3)
n) Corrente de Residue
As diferenças apresentadas entre as correntes Residue calculadas pelo DWSIM e HYSY
S estão apresentadas abaixo.
Simulador
Temperatura
Pressão
627,6
393,23
225500
225458,56
78,3216
12,5153
Vazão
176,022
176,6
Tabela
0,0809
0,1757 Condições
Mássica
Molar
Volumétrica
27(Pa)
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(K)(kg/s)
(mol/s)(m3/s) da corrente de Residue
Simulador
Entalpia
-1357
-2105,21
-592100
-37925,31
Massa
715,4
794,16
Tabela
436,4
18,015 Propriedade
Específica
Molar
28Molar
Mássica
DWSIM
HYSYS
Propriedades
(kg/kgmol)
(kJ/kgmol)
(kJ/kg) da corrente de Residue
(kg/m3)
o) Correntes de Energia Q-Trim e Q-Cond.
Simulador
Fluxo
Tabela
20794,44
389062,67
Q-Trim
Calor
29 HYSYS
DWSIM
Propriedades
(kW) da corrente de Q-Trim
Simulador
Fluxo
Tabela
31916,67
-5094,437
Q-Cond
Calor
30 HYSYS
DWSIM
Propriedades
(kW) da corrente de Q-Cond

6.2 - Vantagens e Desvantagens do DWSIM


6.2.2 - Principais Vantagens Encontradas
a. Software possui opção de idioma Português.
b. Permite a importacão de dados do Excel.
c. Permite geração de relatório em Excel.
d. Permite configurar tabelas para visualização direta no ambiente da simulação.
e. Gera Relatório de Projeto semelhante ao HYSYS.
f. Interface gráfica amigável e fácil compreensão e manipulação.
g. Software gratuito e de código aberto.
h. Visualização das mensagens de erro direto na tela da simulação.

Figura 32 Mensagem de erro do DWSIM


6.2.3 - Principais Desvantagens encontradas
a. Exclusão de equipamentos adicionados à simulação muitas vezes causa erros .
b. Algumas operações unitárias são calculadas gerando valores absurdos (Ex. Cálculo da col
una de destilação apresentou vazões negativas.).
c. Cálculo de algumas operações unitárias mais demorado que no HYSYS.

6.3 Dificuldades encontradas no DWSIM


6.3.1 - Geração da fração de petróleo do DWSIM
A ferramenta disponível no DWSIM não permite a criação do blend de óleo bruto junto com a
fração leve. A estratégia usada foi gerar o blend dentro da simulação acrescentando mais
uma operação unitária de mistura de correntes. A fração de óleo bruto pode ser gerada usand
propriedades brutas (densidade, viscosidade, peso molecular) ou Ponto de Ebulição v
erdadeiro. No HYSYS esta ferramenta possibilita a geração da corrente de óleo bruto us
ando estas informações de uma só vez (propriedades brutas, PEV e fração de leves). Foi obs
ervado que para os mesmos dados de entrada a fração gerada pelo DWSIM apresentou pro
priedades diferentes.
6.3.2 - Ferramenta de criação de corrente de óleo bruto
Figura 33 Ferramenta de criação do óleo bruto
6.3.3 - Dados de entrada da coluna Pacote Termodinâmico, Método de Cálculo, Conexões, et
c. Durante a construção da simulação a operação que apresentou divergência considerável fre
o HYSYS foi a destilação a qual não foi possível calcular usando o Pacote Termodinâmico Pe
ng-Robinson. Somente foi possível usar o pacote NRTL.

CAPÍTULO VII

7.1 - Erros encontrados no DWSIM


A criação da corrente de leves, da corrente contendo os trinta pseudocomponentes e d
a mistura dessas correntes para a formação da corrente Raw Crude foi realizada com s
ucesso. Porém, ao alimentar a mesma no separador obteve-se uma corrente de saída líqui
da (Pre-Flash Liq) com vazão mássica, molar e volumétrica zero.
Ao realizar-se uma análise inicial deste problema concluiu-se que a corrente cria
da de óleo era bastante leve, ou seja, era formada por muitos componentes voláteis e
devido a isso, a elevada temperatura estava causando sua vaporização total. Dessa
forma, uma mudança nas temperaturas de entrada da corrente de leve e da de óleo foi
realizada e a temperatura que inicialmente seria 505,37 K foi modificada para 33
5 K, como mostrado abaixo.

Figura 34 Erro 1

Figura 34 Erro 2
Ao ser feita uma nova análise, concluiu-se que a solução efetiva desse problema seria
modificar a forma de como a corrente de óleo foi criada. Dessa forma, ao invés de ut
ilizar a opção iniciar utilitário de caracterização de petróleo a partir de curvas de dest
a caracterização do petróleo, utilizou-se então a outra opção utilitário de caracterização
o (C7+) . Dessa forma a corrente misturada Raw Crude ficou mais pesada, então foi po
ssível voltar a utilizar a temperatura 505,37K sem que a corrente de liquido tives
se vazão zero.
Após a resolução desse problema, o simulador DWSIM operou com sucesso até a formação da co
rente principal de entrada na coluna (Atm Feed), bem como na criação das outras corr
entes: Main Steam, Diesel Steam e AGO Steam.
Em seguida a coluna de destilação rigorosa foi acrescentada e sua configuração feita de
acordo com as especificações fornecidas no próprio tutorial do HYSYS. Nesse momento a
coluna (Atms Tower) não convergiu.
Inicialmente o método de calculo utilizado na coluna já configurada foi o Russell_In
sideOut, em que apresentou erro de convergência durante os cálculos interativos ao r
esolver a coluna como mostrado na figura abaixo:

Figura 34 Erro 3
Ao modificar o método de calculo para WangHenk_BubblePoint, a coluna continuou a não
convergir, e dessa vez o erro mostrado foi que o índice estava fora dos limites d
a matriz, como mostrado abaixo.
Figura 34 Erro 4
Esses dois erros encontrados pelo simulador ao executar o calculo da coluna com
esses dois métodos são erros provenientes da programação do simulador, e não problema no p
rocesso implementado, visto que todos os valores de entradas foram revisados e e
stavam corretos.
O último método utilizado nessa mesma configuração da coluna foi o NaphtaliDandholm_Simu
ltaneousCorrection. Este também não foi realizado com sucesso, visto que a simulação pas
sou mais de 10h calculando sem fornecer nenhum resultado, dessa forma foi necessár
io abortar o cálculo.
Devido a esses erros gerados, foi necessário simplificar bastante o processo inici
al, que deveria conter uma coluna de destilação principal ligada a três resfriadores e
outras três colunas de destilação também rigorosas, onde seriam obtidas as correntes re
ais de AGO, Diesel e Querosene. Dessa forma, assumiu-se apenas uma coluna de des
tilação principal, apesar disto os métodos de cálculos mencionados anteriormente continu
aram a apresentar os mesmos erros.
Paralelamente, outra alternativa para a solução desse problema foi considerar apenas
uma corrente de alimentação na coluna de destilação, a Atm Feed. Assumiu-se também que o
condensador da coluna principal era parcial e não total como dito no tutorial, ess
a mudança foi feita visto que ao editar as conexões da coluna era possível a saída de du
as correntes de topo do condensador, uma líquida e outra de vapor, ao invés de só uma
permitida pelo condensador total. Em seguida modificou-se o pacote de propriedad
e termodinâmica utilizada, Peng-Robison pelo NRTL. Essa simulação simplificada converg
iu em apenas 3 minutos, porém apresentou duas correntes de saída, a Waste Water e a
Naphtha, com vazões mássicas negativas.
Figura 35 Correntes Waste Water e Naphtha com vazões mássicas negativas 1 corrente d
e alimentação
Afim de melhor reproduzir o processo do HYSYS no DWSIM, acrescentou-se então as ou
tras correntes de entrada na coluna de destilação, que até agora tinham sido desprezad
as, AGO Steam, Diesel Steam e Main Steam, devido à simplificação feita do processo. O
cálculo então foi também realizado com sucesso, porém os valores negativos das duas corr
entes de saída ainda assim continuaram negativas.

Figura 36 Correntes Waste Water e Naphtha com vazões mássicas negativas 4 correntes
de alimentação

Figura 37 Correntes Waste Water e Naphtha com vazões mássicas negativas

A última tentativa para melhorar a concordância do resultado da simulação feita no DWSIM


em comparação com o do HYSYS foi utilizando o pacote de propriedades NRTL em toda a
simulação. Essa tentativa não obteve sucesso, uma vez que a coluna Atms Tower atingia
uma temperatura de mais de 22000K e o calculador atingia o número máximo de iterações s
em haver convergência de resultados.

Figura 38 Mensagem de erro do calculador

Figura 39 Mensagem de erro do calculador

Figura 40 Fluxograma do processo utilizando pacote de propriedades NRTL


CAPÍTULO VIII
8.1 - Conclusão
Após todas as tentativas de ajustes nas propriedades, valores e correntes, não foi p
ossível reproduzir a simulação por completo no DWSIM, mais especificamente na coluna d
e destilação, onde, por exemplo, as correntes naphtha e waste water apresentam vazões m
as negativas.
O simulador DWSIM apresenta uma boa interface, de manuseio intuitivo, mas ainda
um pouco limitado por conta dos cálculos incoerentes e falhas ao retirar equipamen
tos da simulação.
Como o simulador HYSYS já se encontra há muitos anos no mercado, seus cálculos e consi
derações são bastante confiáveis, já o DWSIM apresenta incoerências em alguns balanços. O s
lador HYSYS também facilita um pouco mais o manuseio por dispor do recurso da corr
ente de óleo ser bem especificada, o que não ocorre no DWSIM, tendo que recorrer a d
uas correntes e misturá-las para o mesmo objetivo.
Como informado anteriormente, por várias vezes o programa apresentou travamentos q
uando eram retirados equipamentos que já estavam inseridos à simulação, como também ocorri
am inconsistências nos cálculos, como por exemplo, obtendo valores de vazões volumétrica
s negativos e a demora para a realização das iterações.
O programa apresentou uma série de vantagens, como por exemplo, a sua compatibilid
ade com Excel, o fato de dispor do idioma em português, interface bastante intuiti
va, e principalmente o fato de ter o seu código aberto.

CAPÍTULO IX

9.1 Referências Bibliográficas


Borutzky,W.; The Bond graph Methodology and Environments for Continuous Systems M
odeling and Simulation ,European Simulation Microconference . York,UK, p. 15-212,
1992.
Broenink,J. F. , Bond-Graph Modeling in Modelica . ,European Simulation Simposium ,
Passau ,Germany,p. 19-22,1997.
Biegler, L. T.; Grossmann, I. E.; Westerberg, A. W.; Systematic Methods of Chemica
l Process Design . Prentice Hall International Series in Phisical and Chemical E
ngineering Sciences, 1997.
Kesler ,M. G.; Kessler,M.M. ,World Pet.,Vol 29 ,p. 60 , 1958.
Lorenz ,F., A Classification of Modeling Languages for Differential Algebraic Equa
tions . Simulation Practice and Theory ,7, p. 553-562 ,1999.
Müller,J. F., Simulação para a Análise e Projeto de Controladores em Processos da Indústri
a Petroquímica. Relatório Final de Bolsista, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, Brasil, 2003.
Soares, R.P. Desenvolvimento de um Simulador Genérico de Processos Dinâmicos. Disser
tação de Mestrado,Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Porto Alegre,Brasil,2003
.
Disponível na URL
http://carlosedison.blogspot.com/2010/02/ref-002-destilacao-atmosferica-do.html
www.dequi.eel.usp.br/~barcza/Petroleo.pdf
1