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OBRIGAÇÕES EMPRESARIAIS

LAVANDARIAS / TINTURARIAS
Pela importância de que se revestem, recordamos a todos os Associados
algumas das principais obrigações a observar no âmbito da actividade
prosseguida de prestação de serviços prosseguida.

 AFIXAÇÃO DE PREÇOS
Regime base: Decreto-Lei n.º 138/90, de 26 de Abril, alterado pelo Decreto-
Lei n.º 162/99, de 13 de Maio: determina que todos os produtos destinados à
venda a retalho e todas as prestações de serviços devem exibir o respectivo
preço de venda ao consumidor.
Ao abrigo deste regime legal foram publicadas diversas portarias, que
sujeitam à obrigatoriedade de indicação de preços, nomeadamente, os
serviços respeitantes a:
- Lavandarias, estabelecimentos de limpeza a seco e tinturarias
Portaria n.º 798/93, de 6 de Setembro.
Ficam sujeitos à obrigatoriedade de indicação de preços os serviços
prestados nas lavandarias e estabelecimentos de limpeza a seco a seguir
descriminados:
- Lavagem de roupas: de casa (atoalhados, almofadas, lençóis, etc.), de
homem, de senhora;
- Limpeza a seco de roupa: de homem, de senhora, de cabedal, de camurça;
- Limpeza a seco de tapetes e carpetes;
- Limpeza a seco de cortinas, cortinados, reposteiros;
Ficam sujeitos à obrigatoriedade de indicação de preços nos termos do n.º1
os serviços prestados nas tinturarias a seguir descriminados:
- Tintura de roupa de homem, de senhora, de cabedal, de camurça.
Sempre que os serviços de limpeza e tinturaria se processem ao quilograma
deverá ser indicado o preço/Quilograma.
As tabelas de preços acima referidos deverão indicar a data da sua entrada
em vigor (Art.º 1º, 2º, 3º e 4º da Portaria).

 C ADASTRO COMERCIAL
A obrigação de inscrição no cadastro recai sobre os titulares dos
estabelecimentos comerciais.

Estão sujeitos a inscrição obrigatória no cadastro comercial os seguintes


factos:
• Abertura e encerramento do estabelecimento comercial;
• Alteração da actividade exercida no estabelecimento;
• Mudança de titular do estabelecimento,
• Mudança de nome ou insígnia do estabelecimento.

A inscrição deve ser apresentada através de impresso próprio, em duplicado,


anexando fotocópia do cartão de identificação do interessado (se empresário
em nome individual deve ser ainda anexada fotocópia da Declaração de
Início de Actividade).
Pode, também, ser feita “on-line” através do site da Direcção Geral da
Empresa: www.dgae.min-economia.pt

A inscrição deverá ser feita no prazo de 30 dias contados desde o início de


laboração ou da ocorrência dos factos supra referidos (art. 5º, n.º 1 do DL n.º
462/99, de 5/11).

Sanções por incumprimento: coimas de 249,40€ a 498,80€ e de 997,60€ a


2.493,99€ quando cometidos respectivamente, por pessoa singular ou
colectiva (DL n.º 462/99).

 GESTÃO DE EMBALAGENS E RESÍDUOS DE EMBALAGENS


Legislação mais relevante: Dec.Lei 366-A/97 de 20/12, alterado pelos DL
162/2000 de 27/7, DL 92/2006 de 25/5, DL178/2006 de 5/9; portaria n.º29-
B/98 de 15 de Janeiro.
Nos termos da legislação supra referida, impende sobre os embaladores
(considerados como todas as empresas que embalem ou façam embalar os
seus produtos e os introduzam no mercado), a obrigação de assegurar o
pagamento das contrapartidas financeiras destinadas a suportar os
acréscimos de custos com a recolha selectiva e triagem de resíduos de
embalagens, mediante contratualização com entidade gestora licenciada para
o efeito, em Portugal, a SPV - Sociedade Ponto Verde: www.pontoverde.pt
O incumprimento da referida obrigação fará incorrer em contra-ordenação
passível de aplicação de coima (cujo montante mínimo, no caso de pessoas
colectivas, é de 500€).
No sector específico de Lavandarias/Limpeza a seco, as embalagens
utilizadas para adicionar e restituir aos clientes os artigos por estes entregues
para limpeza podem:
 ter a identificação da própria Empresa, caso em que será esta
considerada Embaladora e, como tal, sujeita à obrigação de formalização
de contrato com a SPV;
 não ter identificação alguma atinente à Empresa e neste o caso, deverá o
empresário certificar-se de que o fornecedor a quem adquire os sacos ou
embalagens que utiliza na sua actividade, assegurou o cumprimento das
respectivas obrigações perante a Sociedade Ponto Verde, e que as
embalagens fornecidas ostentam, como comprovativo, o símbolo Ponto
Verde.
A colocação do símbolo Ponto Verde numa embalagem indica precisamente
que esta financia um sistema de recolha selectiva, valorização e reciclagem
de embalagens usadas, a nível nacional.

 HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS


É obrigatória a afixação dos períodos de funcionamento dos
estabelecimentos, em local visível do exterior dos mesmos. Este horário é
obtido junto da Câmara Municipal da zona geográfica do estebelecimento.

 LICENCIAMENTO: REGIME DE DECLARAÇÃO PRÉVIA


O Decreto-lei 259/2007 de 17 de Julho, regulamentado pela Portaria
791/2007 de 23/7, aprovou o regime de declaração prévia a que está sujeita a
instalação e modificação de diversos tipos de estabelecimentos, entre os
quais as lavandarias e tinturarias.
Para efeitos deste Decreto-lei, entende-se por “instalação” a acção
desenvolvida tendo em vista a abertura de um estabelecimento ou armazém
com o objectivo de nele ser exercida uma actividade ou um ramo de comércio
e por “modificação” a alteração do tipo de actividade ou do ramo de comércio,
incluindo a sua ampliação ou redução, bem como a alteração da entidade
titular da exploração (n.º2 do art.º1.º).
Por isso os prestadores de serviços com actividade de Lavandaria e
Tinturaria, no caso de “instalação” ou “modificação” dos respectivos
estabelecimentos, têm de observar o regime de declaração prévia, referido no
citado Dec.Lei 259/2007.
No caso de processos pendentes, à data da entrada em vigor do referido
Dec.Lei 259/2007, os titulares dos estabelecimentos, poderiam também optar
pelo regime de declaração prévia.

 LIVRO DE RECLAMAÇÕES
É obrigatória a existência e disponibilização sempre que solicitada, do livro de
reclamações. Dec.Lei 156/2005 de 15/9, alterado pelo Dec.Lei 371/2007 de 6
de Novembro.

 LIVRETE INDIVIDUAL DE VEÍCULOS AUTOMÓVEIS (a incluir texto)


 PLANO DE GESTÃO DE SOLVENTES
Nos termos previstos no art.º 6.º do Dec.Lei nº 242/01 de 31-08 deverá ser
enviada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma “Ficha de
Identificação de instalação”.
Nota: Esta obrigação deveria ser cumprida até Março de 2002, para
empresas existentes em Setembro de 2001.
Nos termos previstos no diploma supra referido (Art.º 7º e 8º), deverá ser
elaborado por cada empresa um plano individual de gestão de solventes, a
enviar até 31 de Março de cada ano à CCDR territorialmente competente
(CCDR Lisboa e Vale do Tejo - Rua Braamcamp, 7, 1250-048 Lisboa, Tel:
210 101 300).
Todas as instalações devem observar os valores limite para emissão total
previstos no Anexo II-B do Dec.Lei 242/01 (20g/kg no caso da actividade de
limpeza a seco).
 MAPAS ANUAIS DE REGISTO DE RESÍDUOS (MIRR)
http://www.apambiente.pt/Destaques/Paginas/NovoGuiaSIRAPA.aspx
Segundo informação disponível no site da Agência Portuguesa do Ambiente
(APA), o preenchimento do MIRR, referente aos anos de 2007 e 2008,
vigorou até 30 de Junho de 2009.

 PROTECÇÃO E CONTROLO DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Dec.Lei


78/2004 de 3 de Abril
Em termos de medidas gerais de prevenção e especiais para minimização
das emissões difusas, o operador deve, respectivamente:
 Assegurar que a instalação é projectada e construída de modo a reduzir
as emissões de poluentes atmosféricos;
 Adoptar as medidas previstas no art.º 10.º, nomeadamente: captação e
canalização para um sistema de exaustão das emissões difusas de
poluentes atmosféricos; confinar a armazenagem de produtos de
características pulverulentas ou voláteis; equipar com dispositivos de
captação e exaustão, os equipamentos de manipulação e outros;
armazenar em espaços fechados os produtos a granel que possam
conduzir a emissões de poluentes para a atmosfera; assegurar que o
pavimento da área envolvente da instalação possui revestimento
adequado.
 As instalações que utilizem solventes orgânicos (art.º10.º), substâncias ou
preparações às quais sejam atribuídas ou devam ser acompanhadas das
frases de risco R45, R46, R49, R60 e R61, devido ao teor de COV, devem
proceder à sua substituição, por substâncias ou preparações menos
perigosas.
 A autorização de funcionamento ou a concessão da licença de exploração
de novas instalações bem como as respectivas renovações só são
emitidas se o operador demonstrar que a instalação respeita as
disposições deste diploma (n.º1 do art.º14.º), sendo que as licenças
emitidas em desconformidade com este preceito legal são nulas.
 A descarga de poluentes para a atmosfera é efectuada através de uma
chaminé de altura adequada para permitir uma boa dispersão dos
poluentes (art.º29.º, n.º1).

 REGISTO ELECTRÓNICO DE RESÍDUOS (SIRAPA)


A obrigatoriedade do registo no SIRAPA (ex-SIRER) – Sistema Integrado de
Registo Electrónico de Resíduos, consta do art.º48.º do Dec.Lei n.º178/2006
de 5/9, que aprova o regime geral da gestão de resíduos, regulamentado pela
Portaria 1408/2006 de 18 de Dezembro, alterada pela Portaria 320/07 de 23
de Março.
http://www.apambiente.pt/Destaques/Paginas/SistemaIntegradodeRegistodaA
genciaPortuguesaAmbiente(SIRAPA).aspx
 SEGURANÇA E SAÚDE NOS LOCAIS DE TRABALHO Portaria
987/93 de 6 de Outubro
Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais de
trabalho: http://dre.pt/pdf1sdip/1993/10/234b00/55965599.pdf
A título meramente exemplificativo referem-se:
- Área mínima dor trabalhador é de 1,80m2, depois de deduzidos os espaços
ocupados por móveis, objectos, máquinas e vias de circulação, bem como os
espaços não utilizáveis entre os diversos volumes existentes no local de
trabalho.
- A cubagem mínima de ar por trabalhador é de 11,50m3
- A instalação eléctrica não pode comportar risco de incêndio ou de explosão.
- As vias normais e de emergência têm de estar permanentemente
desobstruídas e em condições de utilização.
- As vias e saídas de emergência que necessitam de iluminação artificial
durante os períodos de trabalho devem dispor de iluminação de segurança
alternativa.
- Os meios de detecção e combate contra incêndios devem ser definidos em
função das dimensões e do tipo de utilização dos edifícios onde estão
instalados os postos de trabalho.
- Os locais de trabalho devem dispor de ar puro em quantidades suficientes
para as tarefas a executar, atendendo aos métodos de trabalho e ao esforço
físico exigido.
- A temperatura e a humidade dos locais de trabalho devem ser adequadas
ao organismo humano, levados em conta os métodos de trabalho.
- Os pavimentos dos locais de trabalho devem ser fixos, estáveis,
antiderrapantes, sem inclinações perigosas, saliências e cavidades.

V. tb: Decreto-Lei n.º 290/2001 de 16 de Novembro, relativo à protecção da


segurança e saúde dos trabalhadores, contra os riscos ligados à exposição a
agentes químicos no trabalho.

 SISTEMAS ENERGÉTICOS DE CLIMATIZAÇÃO EM EDIFÍCIOS


Dec.Lei 79/2006 de 4 de Abril
Aprova o regulamento dos sistemas energéticos de climatização em edifícios:
http://dre.pt7pdfsdip/2006/04/067A00/24162468.pdf
O DL n.º 79/2006 de 4 de Abril prevê no seu Anexo VII (que regula as
concentrações máximas de referência de poluentes no interior dos edifícios
existentes) a concentração máxima de referência para compostos orgânicos
voláteis totais (percloroetileno e outros COVs) de 0,6 mg/m3.
São de obrigatória observância os valores máximos de referência indicados
no RSECE (COVs: 0,6mg/m3) nas zonas de acesso público das instalações
de lavandaria (junto aos balcões, por exemplo).
 PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
( DL nº 368 / 99 de 18 -09 ), ( Portaria 1229 / 2001 de 21-11 )

Os estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços com área


igual ou superior a 300m2 e os que vendam substâncias perigosas
independentemente da área (p. ex., armeiros, tintas, vernizes,
borrachas, produtos de higiene, etc):

 Cada piso com área acessível ao público, igual ou superior a 100 m2


deve dispor de duas ou mais saídas para a via publica, ou para
caminhos de evacuação que a ela conduzam, ou a um espaço livre.
 As portas, escadas, saídas e caminhos que conduzam ao exterior
devem estar sinalizados com sinais de segurança normalizados e
visíveis.
 As portas situadas nos caminhos de evacuação devem abrir no
sentido previsto para essa evacuação
 O aquecimento só pode ser assegurado por sistemas de aquecimento
central ou por aparelhos eléctricos fixos (do tipo de resistência em
banho de óleo)
 Deve existir sistema de alarme sonoro, distinto do sistema telefónico
 Deve existir sistema automático de detecção de incêndios
 Deve existir um mínimo de 2 extintores portáteis, colocados perto dos
acessos ás escadas ou saídas

Os estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços com área


inferior a 300m2:

 Cada estabelecimento deve garantir a saída para a via publica, ou


para caminhos de evacuação que a ela conduzam, ou a um espaço
livre.
 As portas, escadas, saídas e caminhos que conduzam ao exterior
devem estar sinalizados com sinais de segurança normalizados e
visíveis.
 O aquecimento só pode ser assegurado por sistemas de aquecimento
central ou por aparelhos eléctricos fixos (do tipo de resistência em
banho de óleo)
 Deve existir sistema automático de detecção de incêndios constituído,
no mínimo, por um conjunto de sensores e uma unidade de
processamento de informação
 A unidade de processamento de informação deve dispor da
possibilidade de accionar meios de alarme, incluindo alarme sonoro no
edifício, distinto do sistema telefónico
 Deve existir um mínimo de 2 extintores portáteis, colocados perto dos
acessos ás escadas ou saídas

APARELHOS DE REFRIGERAÇÃO, AR CONDICIONADO, SISTEMAS DE


PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS E EXTINTORES (DL Nº 152 / 05 de
31-08)
Os proprietários e / ou detentores de equipamentos de refrigeração e de ar
condicionado, bombas de calor, sistemas de protecção contra incêndios e
extintores devem proceder à verificação anual dos respectivos equipamentos
fixos com uma carga de fluido refrigerante superior a 3 kg, recorrendo para o
efeito a um técnico qualificado pelo Instituto do Ambiente (actual Agencia
Portuguesa de Ambiente).

 SISTEMA NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA E DA


QUALIDADE DO AR INTERIOR NOS EDIFÍCIOS – Dec.Lei 78/2006 de
4 de Abril
Aprova o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar
Interior nos Edifícios: http://dre.pt/pdf1sdip/2006/04/067A00/24112415.pdf
Estão abrangidos pelo SCE (Sistema de Certificação Energética), entre
outros, os edifícios existentes para (…) serviços, aquando da celebração de
contratos de venda e de locação, incluindo o arrendamento, casos em que o
proprietário deve apresentar ao potencial comprador, locatário ou
arrendatário o certificado emitido no âmbito do SCE (art.º3.º, n.º1, alínea c)).

A Direcção Geral de Geologia e Energia e a Agência Portuguesa do


Ambiente são respectivamente, as entidades responsáveis pela supervisão
do SCE no que respeita a:
a) à certificação e eficiência energética,
b) qualidade do ar interior.
As obrigações dos promotores ou proprietários dos edifícios ou equipamentos
são descritas no art.º9.º.
O prazo de validade dos certificados para os edifícios que não estejam
sujeitos a auditorias ou inspecções periódicas, no âmbito do RSECE
(Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização dos Edifícios), é
de 10 anos.
Mais informações sobre o SCE:
http://www.adene.pt/NR/rdonlyres/EF9A9BFA-0C1D-4A1E-9D49-
706102D389F2/782/SCE_Geral.pdf
http://www.adene.pt/NR/rdonlyres/00000092/zaxpmqmqlrayniuusffzenbctcmil
xaxam/eficienciaenergeticanosedificios.pdf