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Serviço Público Federal

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR


INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO

Portaria n.º 373, de 17 de setembro de 2010

CONSULTA PÚBLICA

OBJETO: Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações


Residenciais

ORIGEM: Inmetro / MDIC.

O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E


QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas no § 3º do artigo 4º
da Lei n.º 5.966, de 11 de dezembro de 1973, no inciso I do artigo 3º da Lei n.º 9.933, de 20 de
dezembro de 1999, e no inciso V do artigo 18 da Estrutura Regimental da Autarquia, aprovada pelo
Decreto n° 6.275, de 28 de novembro de 2007, resolve:

Art. 1º Disponibilizar, no sitio www.inmetro.gov.br, a proposta de texto de Portaria Definitiva e


do Regulamento Técnico da Qualidade para Nível de Eficiência Energética de Edificações
Residenciais.

Art. 2º Declarar aberto, a partir da data da publicação desta Portaria no Diário Oficial da União,
o prazo de 30 dias para que sejam apresentadas sugestões e críticas relativas aos textos propostos.

Art. 3º Informar que as críticas e sugestões a respeito dos textos supramencionados deverão ser
encaminhadas para os seguintes endereços:
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro
Diretoria da Qualidade - Dqual
Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade – Dipac
Rua Estrela n.º 67 - 2º andar – Rio Comprido
CEP 20.251-900 - Rio de Janeiro -RJ, ou
E-mail: dipac.consultapublica@inmetro.gov.br

Art. 4º Estabelecer que, findo o prazo estipulado no artigo 2º desta Portaria, o Inmetro se
articulará com as entidades que tenham manifestado interesse na matéria, para que indiquem
representantes nas discussões posteriores, visando à consolidação do texto final.

Art. 5º Publicar esta Portaria de Consulta Pública no Diário Oficial da União, quando iniciará
a sua vigência.

JOÃO ALZIRO HERZ DA JORNADA


Serviço Público Federal

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR


INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO

PROPOSTA DE TEXTO DE PORTARIA DEFINITIVA

O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E


QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas no § 3º do artigo 4º
da Lei n.º 5.966, de 11 de dezembro de 1973, no inciso I do artigo 3º da Lei n.º 9.933, de 20 de
dezembro de 1999, e no inciso V do artigo 18 da Estrutura Regimental da Autarquia, aprovada pelo
Decreto n° 6.275, de 28 de novembro de 2007;

Considerando a alínea f do subitem 4.2 do Termo de Referência do Sistema Brasileiro de


Avaliação da Conformidade, aprovado pela Resolução Conmetro n.º 04, de 02 de dezembro de 2002,
que atribui ao Inmetro a competência para estabelecer as diretrizes e critérios para a atividade de
avaliação da conformidade;

Considerando o compromisso de atender ao que dispõem a Lei n.º 10.295, de 17 de outubro de


2001, que estabelece a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia, e o Decreto n. º
4.059, de 19 de dezembro de 2001, que a regulamenta;

Considerando a obrigação de zelar pela Eficiência Energética das Edificações Residenciais;

Considerando a importância de estabelecer requisitos mínimos de desempenho para Edificações


Residenciais;

Considerando a necessidade de instituir regras equânimes e de conhecimento público para os


segmentos de projeto e construção de Edificações Residenciais, resolve baixar as seguintes
disposições:

Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico da Qualidade-RTQ para Nível de Eficiência Energética


de Edificações Residenciais, disponibilizado no sitio www.inmetro.gov.br ou no endereço abaixo:

Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro


Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade – Dipac
Rua Estrela n.º 67 - 2º andar – Rio Comprido
CEP 20.251-900 - Rio de Janeiro –RJ

Art. 2º Cientificar que a Consulta Pública foi divulgada pela Portaria Inmetro n.º xxx, de xx de
xxxxxx de xxxx, publicada no Diário Oficial da União de xx de xxx de xxxxxxxx, seção xx, página xx.

Art. 3º Cientificar que a obrigatoriedade de observância ao disposto neste Regulamento Técnico


da Qualidade será fixada através de Portaria específica de aprovação dos requisitos de avaliação da
conformidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais.

Art. 4º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

JOÃO ALZIRO HERZ DA JORNADA


ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

REGULAMENTO TÉCNICO DA QUALIDADE PARA O NÍVEL DE


EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS

ÍNDICE

1 DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E UNIDADES 4


2 INTRODUÇÃO 13
2.1 Objetivo ___________________________________________________ 13
2.2 Pré-requisito geral ___________________________________________ 13
2.3 Procedimento para determinação da eficiência _____________________ 13
2.3.1 Unidades Habitacionais Autônomas _________________________ 14
2.3.2 Edificações Multifamiliares _______________________________ 16
2.3.3 Áreas de uso comum _____________________________________ 16
3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS 19
3.1 Envoltória _________________________________________________ 19
3.1.1 Pré-requisitos da envoltória ________________________________ 19
3.1.1.1 Transmitância térmica e absortância solar das superfícies _____ 19
3.1.1.2 Capacidade térmica ___________________________________ 23
3.1.1.3 Ventilação natural ____________________________________ 23
3.1.1.4 Iluminação natural ____________________________________ 25
3.1.2 Procedimento para determinação da eficiência da envoltória: Método
prescritivo 25
3.1.2.1 Edificações naturalmente ventiladas ______________________ 25
3.1.2.2 Edificações com condicionamento artificial de ar ____________ 41
3.1.3 Procedimento para determinação da eficiência da envoltória: Método de
simulação 51
3.1.3.1 Pré-requisitos específicos do método de simulação___________ 51
a) Programa de simulação ___________________________________ 51
b) Arquivo climático _______________________________________ 52
3.1.3.2 Procedimentos para simulação ___________________________ 52
a) Metodologia de avaliação da eficiência da envoltória ___________ 52
b) Condições para modelagem da envoltória e dos sistemas_________ 54
3.2 Sistema de aquecimento de água ________________________________ 60
3.2.1 Pré-requisito do sistema de aquecimento de água _______________ 60
3.2.2 Procedimento para determinação da eficiência _________________ 61
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

3.2.2.1 Sistema de aquecimento solar ___________________________ 62


a) Pré-requisitos do sistema de aquecimento solar _________________________ 62
b) Procedimento para determinação da eficiência: método do dimensionamento _ 63
c) Procedimento para determinação da eficiência: método de simulação ________ 66
3.2.2.2 Sistema de aquecimento a gás ___________________________ 67
a) Aquecedores a gás classificados pelo PBE _____________________________ 67
b) Aquecedores a gás não presentes no PBE______________________________ 67
c) Caldeiras a gás___________________________________________________ 68
3.2.2.3 Bombas de calor ______________________________________ 68
3.2.2.4 Sistema de aquecimento elétrico _________________________ 69
a) Aquecedores elétricos de passagem, chuveiros elétricos e torneiras elétricas __ 69
b) Aquecedores elétricos de hidromassagem _____________________________ 69
c) Aquecedores elétricos por acumulação (boiler) _________________________ 70
3.2.2.5 Caldeiras a óleo ______________________________________ 70
3.3 Bonificações _______________________________________________ 70
3.3.1 Ventilação natural _______________________________________ 71
3.3.2 Iluminação natural _______________________________________ 72
3.3.2.1 Método prescritivo ____________________________________ 72
3.3.2.2 Método de simulação __________________________________ 74
3.3.3 Uso racional de água _____________________________________ 74
3.3.4 Condicionamento artificial de ar ____________________________ 75
3.3.5 Iluminação artificial _____________________________________ 76
3.3.6 Ventiladores de teto ______________________________________ 76
3.3.7 Refrigeradores __________________________________________ 76
3.3.8 Medição individualizada __________________________________ 76
4 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES 77
4.1 Procedimento para determinação da eficiência _____________________ 77
5 ÁREAS DE USO COMUM 78
5.1 Áreas comuns de uso frequente _________________________________ 78
5.1.1 Pré-requisitos ___________________________________________ 78
5.1.2 Procedimento para determinação da eficiência _________________ 78
5.1.2.1 Iluminação artificial ___________________________________ 78
5.1.2.2 Bombas ____________________________________________ 79
5.1.2.3 Elevadores __________________________________________ 80
5.2 Áreas comuns de uso eventual _________________________________ 84
2
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

5.2.1 Envoltória de áreas comuns de uso eventual ___________________ 84


5.2.2 Procedimento para determinação da eficiência _________________ 84
5.2.2.1 Iluminação artificial ___________________________________ 84
5.2.2.2 Equipamentos ________________________________________ 85
a) Condicionadores de ar ____________________________________ 85
b) Eletrodomésticos e equipamentos ___________________________ 85
5.2.2.3 Sistemas de aquecimento de água ________________________ 86
a) Sistema de aquecimento de água de chuveiros, torneiras e hidromassagem
86
b) Sistema de aquecimento de piscinas _________________________ 86
5.2.2.4 Sauna ______________________________________________ 87
5.3 Bonificações _______________________________________________ 87
5.3.1 Uso racional de água _____________________________________ 88
5.3.2 Iluminação natural em áreas comuns de uso frequente ___________ 89
5.3.3 Ventilação natural em áreas comuns de uso frequente ___________ 89
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS_________________________________________89
ANEXO I – DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO SOLAR EM EDIFICAÇÕES__________91
ANEXO II – TABELAS DOS NÍVEIS DE EFICIÊNCIA DOS ARQUIVOS CLIMÁTICOS
______________________________________________________________________97

3
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

1 DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E UNIDADES

Para fins deste RTQ são adotadas as seguintes definições, símbolos e unidades:

1.1 Abertura
Todas as áreas da envoltória do edifício, abertas ou com fechamento translúcido ou transparente
(que permitam a entrada da luz) incluindo, por exemplo, janelas, painéis plásticos, portas de
vidro (com mais da metade da área de vidro), paredes de blocos de vidro e aberturas zenitais. A
área da abertura exclui os caixilhos.

1.2 Abertura para iluminação


Parcela de área do vão que permite a passagem de luz.

1.3 Abertura para ventilação


Parcela de área do vão que permite a passagem de ar.

1.4 Abertura zenital


Abertura na cobertura para iluminação zenital. Refere-se exclusivamente a aberturas em
superfícies com inclinação inferior a 60º em relação ao plano horizontal. Sua área deve ser
calculada a partir da projeção horizontal da abertura.

1.5 Absortância (adimensional)


Quociente da taxa de radiação solar absorvida por uma superfície pela taxa de radiação solar
incidente sobre esta mesma superfície. A absortância será utilizada apenas para elementos
opacos e opacos com revestimento externo de vidro (exclui-se a absortância das parcelas
envidraçadas das aberturas).

1.6 Ambiente
Espaço interno de uma edificação, fechado por superfícies sólidas, tais como paredes ou
divisórias, teto, piso e dispositivos operáveis tais como janelas e portas.

1.7 Ambiente condicionado artificialmente


Ambiente fechado (incluindo fechamento por cortinas de ar) atendido por sistema de
condicionamento de ar.
4
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

1.8 Ambiente de permanência prolongada


Ambientes de ocupação contínua por um ou mais indivíduos, incluindo sala de estar, sala de
jantar, sala íntima, dormitórios, escritório, sala de TV ou ambientes de usos similares aos citados.
Não são considerados ambientes de permanência prolongada: cozinha, lavanderia ou área de
serviço, banheiro, circulação, varanda aberta ou fechada com vidro, solarium, garagem, dentre
outros que sejam de ocupação transitória. Os ambientes listados nesta definição não excluem
outros não listados. Obs.: varandas fechadas com vidro que não possuam separação através de
parede ou divisória até o forro com ambientes de permanência prolongada não são
consideradas varandas, mas sim extensão dos ambientes contíguos a elas. Cozinhas que não
possuam separação através de parede ou divisória até o forro com ambientes de permanência
prolongada não são consideradas cozinhas, mas sim extensão dos ambientes contíguos a elas.

1.9 Área da Abertura (AAb) (m2)


Área da abertura, não podendo estar obstruída por elementos fixos de sombreamento que sejam
paralelos ao plano de abertura.

1.10 Áreas de uso comum


Ambientes de uso coletivo de edificações multifamiliares ou de condomínios residenciais.

1.11 Áreas comuns de uso frequente


São consideradas áreas comuns de uso frequente: circulações, hall, garagens, escadas,
antecâmaras, elevadores, corredores, estacionamento de visitantes, acessos externos, jardins, ou
ambientes de usos similares aos citados. Os ambientes listados nesta definição não excluem
outros não listados.

1.12 Áreas comuns de uso eventual


São consideradas áreas comuns de uso eventual: salões de festa, piscina, brinquedoteca,
banheiros coletivos, bicicletário, quadra poliesportiva, sala de cinema, sala de estudo, sala de
ginástica, playground, churrasqueira, sauna e demais espaços coletivos destinados ao lazer e
descanso dos moradores. Os ambientes listados nesta definição não excluem outros não listados.

1.13 Área Útil (AU) (m2)


Área disponível para ocupação, medida entre os parâmetros internos das paredes que delimitam
o ambiente, excluindo garagens.

5
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

1.14 Caixilho
Moldura onde são fixados os vidros de janelas, portas e painéis.

1.15 Capacidade térmica (CT) [kJ/(m²K)]


Quantidade de calor necessária para variar em uma unidade a temperatura de um sistema.

1.16 Cartas solares


São instrumentos para representação da geometria da insolação a partir de plantas e cortes e
coordenadas horizontais da posição do Sol acima da linha do horizonte.

1.17 Cobertura
Refere-se à parcela da área de fechamentos opacos superiores da edificação, com inclinação
inferior a 60º em relação ao plano horizontal, excetuando-se a cobertura de garagens e de áreas
sem fechamentos laterais.

1.18 Coeficiente de Performance (COP) (W/W)


Pode ser definido para as condições de resfriamento ou aquecimento. Para resfriamento: segundo
a norma ASHRAE 90.1, é a razão entre o calor removido do ambiente e a energia consumida,
para um sistema completo de refrigeração ou uma porção específica deste sistema sob condições
operacionais projetadas. Para aquecimento: segundo a norma ASHRAE 90.1, é a razão entre o
calor fornecido ao ambiente e a energia consumida, para um sistema completo de aquecimento
por bomba de calor, incluindo o compressor e, se aplicável, o sistema auxiliar de aquecimento,
sob condições operacionais projetadas.

1.19 Coletor Solar


Dispositivo que absorve a radiação solar incidente, transferindo-a para um fluido de trabalho, sob
a forma de energia térmica.

1.20 Consumo relativo para aquecimento (CA) (kWh/m²)


É a razão do consumo de energia do sistema de condicionamento artificial de ar que o ambiente
necessita para manter a temperatura do ar em 22°C, durante o período de 21 h às 8 h, nos
dormitórios da UH. É o consumo anual, em kWh, dividido pela área do ambiente. A razão entre
o calor fornecido ao ambiente e a energia consumida pelo equipamento é de 2,75 W/W.

6
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

1.21 Consumo relativo para refrigeração (CR) (kWh/m²)


É a razão do consumo de energia do sistema de condicionamento artificial de ar que o ambiente
necessita para manter a temperatura do ar em 24oC, durante o período de 21 h às 8 h, nos
dormitórios da UH. É o consumo anual, em kWh, dividido pela área do ambiente. A razão entre
o calor removido do ambiente e a energia consumida pelo equipamento é de 3,0 W/W.

1.22 Demanda em viagem (Wh)


Consumo total de energia do elevador durante as viagens, com ciclo e carga definidos. A
demanda em viagem é determinada por uma viagem de referência, com a cabine vazia e
cobrindo um ciclo de viagem completo. A medição começa com a porta da cabine aberta no
primeiro pavimento. A porta fecha e o elevador viaja até o último pavimento onde as portas
abrem e fecham uma vez. A cabine viaja de volta ao ponto de origem e o ciclo de medição
termina quando as portas da cabine se abrem.

1.23 Demanda em standby (Wh)


Consumo de energia do elevador no modo standby, ou seja, em espera, disponível para serviço.
A demanda em standby é determinada cinco minutos depois que a última viagem tiver terminado
e inclui todos os componentes relevantes em prontidão para operação e manutenção do elevador
em standby.

1.24 Dispositivo de proteção solar


Refere-se a elementos externos que proporcionam sombreamento nas aberturas dos ambientes de
permanência prolongada, tais como venezianas, persianas, brises e cobogós.

1.25 Edificação Multifamiliar


Aquela onde houver mais de uma unidade residencial num mesmo lote, em relação de
condomínio, podendo configurar edifício de apartamentos, sobrado ou grupamento de
edificações. (Obs.: casas geminadas, “tipo paulista” ou “fita”, quando situadas no mesmo lote,
enquadram-se nesta classificação). Estão excluídos desta categoria empreendimentos como
hotéis, motéis, pousadas, apart-hotéis e similares.

1.26 Edificação Residencial


Aquela utilizada para fins habitacionais, que contenham espaços destinados ao repouso,
alimentação, serviços domésticos e higiene, não podendo haver predominância de atividades

7
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

como comércio, escolas, associações ou instituições de diversos tipos, prestação de serviços,


diversão, preparação e venda de alimentos, escritórios, serviços de hospedagem, sejam eles
hotéis, motéis, pousadas, apart-hotéis ou similares. No caso de edificações de uso misto, que
possuem ocupação diversificada englobando mais de um uso, estes devem ser avaliados
separadamente.

1.27 Edificação Unifamiliar


Aquela destinada exclusivamente à moradia, quando houver apenas uma unidade residencial no
lote.

1.28 Eficiência luminosa (η) (lm/W)


Eficiência luminosa de uma fonte luminosa é o quociente entre fluxo luminoso emitido, em
lumens, pela potência consumida, em watts.

1.29 Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE)


Etiqueta concedida a produtos com eficiência avaliada através do Programa Brasileiro de
Etiquetagem (PBE).

1.30 Envoltória (Env)


Conjunto de planos que separam o ambiente interno do ambiente externo, tais como fachadas,
empenas, cobertura, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem. Não estão
incluídos pisos, estejam eles ou não em contato com o solo.

1.31 EqNum - Equivalente numérico


Número representativo da eficiência ou do desempenho de um sistema.

1.32 EqNumAA - Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água


Número representativo da eficiência do sistema de aquecimento de água.

1.33 EqNumB - Equivalente numérico das bombas


Número representativo da eficiência das bombas centrífugas presentes na edificação.

1.34 EqNumElev - Equivalente numérico dos elevadores


Número representativo da eficiência energética dos elevadores.

8
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

1.35 EqNumEnv - Equivalente numérico da envoltória


Número representativo do desempenho térmico da envoltória da unidade habitacional autônoma
ventilada naturalmente.

1.36 EqNumEnvAmb - Equivalente numérico da envoltória do ambiente


Número representativo do desempenho térmico da envoltória de um ambiente de permanência
prolongada. Pode ser desempenho para resfriamento (EqNumEnvAmbR) ou para aquecimento
(EqNumEnvAmbA).

1.37 EqNumEq – Equivalente numérico dos equipamentos


Número representativo da eficiência dos equipamentos.

1.38 EqNumIlum - Equivalente numérico do sistema de iluminação artificial


Número representativo da eficiência do sistema de iluminação artificial.

1.39 Fachada
Superfícies externas verticais ou com inclinação superior a 60º em relação à horizontal. Inclui as
superfícies opacas, translúcidas, transparentes e vazadas.

1.40 Fachada Leste


Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 90º em sentido horário a partir do
Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º ou + 45º em relação a essa
orientação serão consideradas como fachadas Leste.

1.41 Fachada Norte


Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 0º em sentido horário a partir do
Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º ou + 45º em relação a essa
orientação serão consideradas como fachadas Norte.

1.42 Fachada Oeste


Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 270º em sentido horário a partir
do Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º ou + 45º em relação a essa
orientação serão consideradas como fachadas Oeste.

1.43 Fachada Sul


9
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 180º em sentido horário a partir
do Norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de - 45º ou + 45º em relação a essa
orientação serão consideradas como fachadas Sul.

1.44 Fração solar


Parcela de energia requerida para aquecimento da água que é suprida pela energia solar, em
média anual.

1.45 Graus-hora de aquecimento


É a somatória da diferença entre a temperatura de base e a temperatura operativa horária quando
esta está abaixo da temperatura de base.

1.46 Graus-hora de resfriamento


É a somatória da diferença entre a temperatura operativa horária e a temperatura de base, quando
a primeira está acima da temperatura de base.

1.47 Indicador de graus-hora para resfriamento (GHR)


É o indicador de desempenho térmico da envoltória da edificação naturalmente ventilada e é
baseado no método dos graus-hora, que utiliza uma temperatura base, independente de
temperaturas de conforto, consistindo em uma temperatura de referência para comparações.
Neste RTQ, o indicador representa o somatório anual de graus-hora, calculado para a
temperatura de base de 26°C para resfriamento. O cálculo é realizado através da temperatura
operativa do ambiente, que é o valor médio entre a temperatura do ar e a média da temperatura
radiante.

1.48 Padrão de Ocupação (h)


Número de horas em que um determinado ambiente é utilizado.

1.49 Padrão de Uso (h)


Número de horas em que um determinado equipamento é utilizado.

1.50 Paredes externas


Superfícies opacas que delimitam o interior do exterior da edificação. Esta definição exclui as
aberturas.

10
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

1.51 Pontuação Total (PT)


Pontuação total alcançada pelo edifício.

1.52 Profundidade do ambiente (P) (m)


Distância entre a parede que contém a(s) abertura(s) para iluminação e a parede oposta a esta.

1.53 Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE)


Programa de conservação de energia que atua através de etiquetas informativas, com o objetivo
de alertar o consumidor quanto à eficiência energética dos principais produtos consumidores de
energia comercializados no país.

1.54 Pilotis
Consiste na área aberta, sustentada por pilares, que corresponde à projeção da superfície do
pavimento imediatamente acima.

1.55 Potencial de ventilação


Critério que visa avaliar a existência de condições que potencializem o escoamento do vento
através dos edifícios, favorecendo a utilização da ventilação natural como estratégia de
resfriamento passivo nos ambientes de longa permanência.

1.56 Resistência térmica (RT) (m²K)/W)


Somatório do conjunto de resistências térmicas correspondentes às camadas de um elemento ou
componente, incluindo as resistências superficiais, interna e externa.

1.57 Temperatura operativa (To) (oC)


É o valor médio entre a temperatura do ar e a temperatura radiante média do ambiente.

1.58 Transmitância térmica (U) (W/(m²K))


Transmissão de calor em unidade de tempo e através de uma área unitária de um elemento ou
componente construtivo, neste caso, de componentes opacos das fachadas (paredes externas) ou
coberturas, incluindo as resistências superficiais interna e externa, induzida pela diferença de
temperatura entre dois ambientes. A transmitância térmica deve ser calculada utilizando o
método de cálculo da NBR 15220-2 ou determinada pelo método da caixa quente protegida da
NBR 6488.
1.59 Unidade Habitacional Autônoma (UH)

11
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Edificação destinada a servir de moradia a uma família, sendo constituída por, no mínimo,
banheiro, quarto, cozinha e sala, podendo estes três últimos ser conjugados. Corresponde a
edificações unifamiliares ou unidades autônomas de edificações multifamiliares.

1.60 Ventilação cruzada


A ventilação cruzada pode ser considerada em relação a uma unidade habitacional autônoma ou
em relação a um determinado ambiente da mesma, e depende da configuração do conjunto de
aberturas localizadas nas fachadas e das aberturas que interligam os diversos ambientes internos.
A ventilação cruzada através de uma unidade habitacional autônoma é aquela caracterizada pelo
escoamento de ar entre aberturas localizadas nas fachadas orientadas a barlavento (zonas de
sobrepressão onde as aberturas se caracterizam como entradas de ar) e aquelas situadas nas
fachadas a sotavento (zonas de subpressão onde as aberturas se caracterizam como saídas de ar),
após esse escoamento ter cruzado um ou mais ambientes que se encontrem interligados por
aberturas que permitam a circulação do ar entre eles.
A ventilação cruzada através de um ambiente é aquela caracterizada pelo escoamento de ar entre
aberturas localizadas em paredes opostas ou adjacentes desse ambiente, desde que sua
localização produza um escoamento de ar que cruze diagonalmente os ambientes de permanência
prolongada.

1.61 Zona Bioclimática (ZB)


Região geográfica homogênea quanto aos elementos climáticos que interferem nas relações entre
ambiente construído e conforto humano de acordo com a NBR 15220-3.

12
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

2 INTRODUÇÃO

O presente documento especifica requisitos técnicos, bem como os métodos para classificação de
edificações residenciais quanto à eficiência energética. As edificações submetidas a este RTQ
devem atender às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vigentes e
aplicáveis. Cabe ressaltar que os Organismos de Inspeção Acreditados (OIAs) e o Inmetro se
eximem dos problemas que porventura possam ocorrer com a edificação pela não observância
das normas da ABNT.

2.1 Objetivo

Criar condições para a etiquetagem do nível de eficiência energética de unidades habitacionais


autônomas, de edificações multifamiliares e de áreas de uso comum de edificações
multifamiliares ou de condomínios residenciais.

2.2 Pré-requisito geral

Para obtenção dos níveis de eficiência A ou B, havendo mais de uma unidade habitacional
autônoma no mesmo lote, estas devem possuir medição individualizada de eletricidade e água.
Estão excluídas deste pré-requisito edificações construídas até a publicação deste RTQ.

2.3 Procedimento para determinação da eficiência

Este RTQ especifica a classificação do nível de eficiência para edificações residenciais,


conforme as prescrições descritas nos itens correspondentes:

• Item 3: Unidades Habitacionais Autônomas;


• Item 4: Edificações Multifamiliares;
• Item 5: Áreas de Uso Comum de edificações multifamiliares ou de condomínios
residenciais.

A etiquetagem de eficiência energética para cada um dos itens acima citados consiste:

a) Unidades Habitacionais Autônomas: na avaliação dos requisitos relativos ao desempenho


térmico da envoltória, à eficiência do sistema de aquecimento de água e a eventuais
bonificações;
b) Edificações Multifamiliares: na ponderação do resultado da avaliação das unidades
habitacionais autônomas;

13
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

c) Áreas de Uso Comum: na avaliação dos requisitos relativos à eficiência do sistema de


iluminação artificial, do sistema de aquecimento de água, dos elevadores, das bombas,
dos equipamentos e eventuais bonificações.

De acordo com a pontuação final obtida é atribuída uma classificação que varia de A (mais
eficiente) a E (menos eficiente).

O nível de classificação de cada requisito equivale a um número de pontos correspondentes,


atribuídos conforme a Tabela 2.1.

Tabela 2.1 – Equivalente Numérico (EqNum) para cada nível de eficiência

Eficiência EqNum
A 5
B 4
C 3
D 2
E 1

Itens com pontuação em escala têm sua eficiência obtida através da Tabela 2.2.

Tabela 2.2 – Classificação geral

Pontuação (PT) Classificação


PT ≥ 4,5 A
3,5 ≤ PT < 4,5 B
2,5 ≤ PT < 3,5 C
1,5 ≤ PT < 2,5 D
PT < 1,5 E

2.3.1 Unidades Habitacionais Autônomas

A classificação do nível de eficiência de unidades habitacionais autônomas (UHs) será o


resultado da distribuição dos pesos através da Equação 2.1, usando os coeficientes da Tabela 2.3,
de acordo com a região geográfica na qual a edificação se localiza.

14
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Equação 2.1 –
Pontuação
total do nível
de eficiência
da UH

Onde:

PTUH: pontuação total do nível de eficiência da unidade habitacional autônoma;

a: coeficiente da Tabela 2.3 adotado de acordo com a região geográfica (mapa político do Brasil)
na qual a edificação está localizada;

EqNumEnv: equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da unidade habitacional


autônoma ventilada naturalmente;

EqNumAA: equivalente numérico do sistema de aquecimento de água;

Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação,


definida nos itens 3.3.1 a 3.3.8.

Tabela 2.3 – Coeficiente da Equação 2.1

Região Geográfica
Coeficiente
Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul
a 0,95 0,90 0,75 0,75 0,75
Nota: O coeficiente da Tabela 2.3 deve ser alterado para o valor de 0,75, nas regiões Norte e
Nordeste, sempre que houver um sistema de aquecimento de água projetado ou instalado.

Os equivalentes numéricos para os níveis de eficiência de cada requisito são obtidos na Tabela
2.1.

O número de pontos obtidos na Equação 2.1 irá definir a classificação final da UH, de acordo
com a Tabela 2.2.

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória a ser utilizado deve ser o referente
a edificações naturalmente ventiladas, calculado através do item 3.1.2.1, de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação está localizada.

15
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

2.3.2 Edificações Multifamiliares

A classificação do nível de eficiência de edificações multifamiliares será o resultado da


ponderação da classificação de suas unidades habitacionais autônomas pela soma das áreas dos
ambientes avaliados.

Obs: Quando da etiquetagem de edificações multifamiliares novas, todas as unidades


habitacionais autônomas deverão, obrigatoriamente, ser avaliadas. Em edificações existentes
pode-se avaliar UHs individualmente.

O número de pontos obtidos com a ponderação irá definir a classificação final da edificação
multifamiliar, de acordo com a Tabela 2.2.

2.3.3 Áreas de uso comum

A classificação do nível de eficiência de áreas de uso comum será o resultado da distribuição dos
pesos através da Equação 2.2, de acordo com a avaliação dos requisitos apresentados no item 5.

Equação
2.2 –
pontuaçã
o total
do nível
de
eficiênci
a das
áreas de
uso
comum

Onde:
PTAC: pontuação total do nível de eficiência da área de uso comum;
EqNumIlum: equivalente numérico do sistema de iluminação artificial;
PIlum: potência instalada para iluminação;
EqNumB: equivalente numérico das bombas;
PB: potência instalada para bombas;
EqNumEq: equivalente numérico dos equipamentos;
PEq: potência instalada para equipamentos;
EqNumElev: equivalente numérico dos elevadores;
EqNumAA: equivalente numérico do sistema de aquecimento de água;
PAA: potência instalada para aquecimento de água;

16
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação,


definida nos itens 5.3.1 a 5.3.3;
F: corresponde às áreas comuns de uso frequente;
E: corresponde às áreas comuns de uso eventual.

Na ausência de elevadores, a fórmula a ser aplicada será reduzida à Equação 2.3.

Equação
2.3 –
pontuaçã
o total
do nível
de
eficiênci
a das
áreas de
uso
comum

Na ausência de áreas comuns de uso eventual a fórmula a ser aplicada será reduzida à Equação
2.4.

Equação 2.4 –
pontuação total
do nível de
eficiência das
áreas de uso
comum

Na ausência de áreas comuns de uso eventual e de elevadores a fórmula a ser aplicada será
reduzida à Equação 2.5.

Equação 2.5 –
pontuação total do
nível de eficiência das
áreas de uso comum

Observação: pode-se calcular a pontuação total do nível de eficiência da área de uso comum
(PTUC) utilizando o consumo estimado do sistema de iluminação, das bombas, dos equipamentos
e do sistema de aquecimento de água, ao invés da potência, nas Equações 2.2, 2.3, 2.4 e 2.5,
permanecendo a possibilidade de soma das bonificações. Para tanto, os consumos e horas de
utilização de todos os equipamentos deverão ser justificados. Nas equações 2.2 e 2.3 os índices

17
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

multiplicadores correspondentes às áreas comuns de uso frequente (0,7) e áreas comuns de uso
eventual (0,3) devem ser substituídos por 0,5.

O número de pontos obtidos nas Equações 2.2 a 2.5 irá definir a classificação final das áreas de
uso comum, de acordo com a Tabela 2.2.

18
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS

Escopo: Avaliação do nível de eficiência energética de unidades habitacionais autônomas.

3.1 Envoltória

Esta seção descreve os critérios para avaliação do desempenho da envoltória unidades


habitacionais autônomas.

3.1.1 Pré-requisitos da envoltória

Os pré-requisitos da envoltória são avaliados em cada ambiente separadamente. Qualquer pré-


requisito da envoltória não atendido implica em classificação nível E da unidade habitacional
autônoma.

3.1.1.1 Transmitância térmica e absortância solar das superfícies

Os pré-requisitos de transmitância térmica e absortância solar das paredes externas devem ser
atendidos de acordo com a Zona Bioclimática em que a edificação se localiza, conforme a
Tabela 3.1.

Tabela 3.1 – Pré-requisitos de transmitância térmica e absortância solar para as diferentes


Zonas Bioclimáticas (Fonte: NBR 15.575-4, NBR 15.575-5 e NBR 15220-3)
Zona Absortância Transmitância
Componente
Bioclimática (adimensional) [W/(m²K)]
Parede nenhum U ≤ 2,50
ZB1 e ZB2
Cobertura nenhum U ≤ 2,30
α ≤ 0,6 U ≤ 3,70
Parede
α > 0,6 U ≤ 2,50
ZB3 a ZB6
α ≤ 0,6 U ≤ 2,30
Cobertura
α > 0,6 U ≤ 1,50
α ≤ 0,6 U ≤ 3,70
Parede
α > 0,6 U ≤ 2,50
ZB7
α ≤ 0,6 U ≤ 2,30
Cobertura
α > 0,6 U ≤ 1,50
α ≤ 0,6 U ≤ 3,70
Parede
α > 0,6 U ≤ 2,50
ZB8
α ≤ 0,4 U ≤ 2,30
Cobertura
α > 0,4 U ≤ 1,50

19
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Nota1: Coberturas com telha de barro sem forro poderão ser aceitas na Zona 8, desde que as
telhas não sejam pintadas ou esmaltadas.

Nota2: Na Zona 8, também serão aceitas coberturas com transmitâncias térmicas acima dos
valores estipulados na Tabela 3.1, desde que atendam às seguintes exigências:

a) contenham aberturas para ventilação em, no mínimo, dois beirais opostos; e

b) as aberturas para ventilação ocupem toda a extensão das fachadas respectivas.

Nestes casos, em função da altura total para ventilação (ver Figura 1), os limites aceitáveis da
transmitância térmica poderão ser multiplicados pelo fator (FT) indicado pela Equação 3.1

Equação 3.1
– fator de
correção da
transmitância
Onde:
FT: fator de correção da transmitância aceitável para as coberturas da Zona Bioclimática 8;
h: altura da abertura em dois beirais opostos (cm).

Figura 1 – Abertura (h) em beirais para ventilação do ático

Como pré-requisito para obtenção dos níveis A e B, as seguintes transmitâncias devem ser
atendidas (Tabela 3.2).

20
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 3.2 – Pré-requisitos de transmitância térmica para obtenção dos níveis A e B

Transmitância Transmitância
Zona
Componente (Nível A) (Nível B)
Bioclimática
[W/(m²K)] [W/(m²K)]
Parede U ≤ 1,00 U ≤ 2,00
Cobertura de ambientes
ZB1 e ZB2 U ≤ 0,5 U ≤ 1,00
condicionados artificialmente
Cobertura de ambientes não
U ≤ 1,00 U ≤ 1,50
condicionados
Parede U ≤ 3,70
Cobertura de ambientes
ZB3 a ZB6 U ≤ 1,00 U ≤ 1,50
condicionados artificialmente
Cobertura de ambientes não
U ≤ 2,00
condicionados
U ≤ 2,50*
Parede
U ≤ 3,70**
ZB7 e ZB8 Cobertura de ambientes
U ≤ 1,00 U ≤ 1,50
condicionados artificialmente
Cobertura de ambientes não
U ≤ 2,00
condicionados
*Para paredes com capacidade térmica máxima de 80 kJ/m2K.
**Para paredes com capacidade térmica superior a 80 kJ/m2K.

a) Considerações sobre a transmitância térmica das superfícies externas que compõem os


ambientes

• coberturas de garagens, casa de máquinas e reservatórios de água não são considerados


para o cálculo da transmitância térmica da cobertura;

• a transmitância térmica a ser considerada para a avaliação do pré-requisito é a média das


transmitâncias de cada parcela das paredes, ou cobertura, ponderadas pela área que
ocupam;

• os pisos de áreas externas localizados sobre ambiente(s) de permanência prolongada


devem atender aos pré-requisitos de transmitância de coberturas. Pilotis e varandas são
exemplos deste item;

• para obtenção dos níveis A, B ou C, paredes e coberturas em contato com painéis solares
devem possuir transmitância máxima de 1,00 W/m²K, exceto quando houver isolamento
térmico apropriado no próprio dispositivo.

21
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

b) Considerações sobre a absortância solar das superfícies externas que compõem os


ambientes

• a absortância solar a ser considerada para a avaliação do pré-requisito é a média das


absortâncias de cada parcela das paredes, ou cobertura, ponderadas pela área que
ocupam, excluindo a absortância das áreas envidraçadas.

Obs.: recomenda-se utilizar os valores de absortância resultantes de medições realizadas


de acordo com as normas da ASTM E1918-06, ASTM E903-96 e ASHRAE 74-1988. A
NBR 15220–2 fornece valores indicativos de absortância.

• os pisos de áreas sem fechamentos laterais localizados sobre ambiente(s) de permanência


prolongada devem atender aos pré-requisitos de absortância solar de coberturas. Pilotis e
varandas são exemplos deste item;

• nas fachadas envidraçadas onde exista parede na face interna do vidro deve-se considerar
um dos casos abaixo:

a. vidro em contato direto com a parede: a absortância total será igual à absortância
do vidro somada ao produto entre a transmitância solar do vidro e absortância da
parede, conforme a Equação 3.2.

Equação 3.2 –
absortância total

b. câmara de ar entre a parede e o vidro: a absortância da superfície será igual ao


produto do fator solar do vidro pela absortância da parede, conforme a Equação 3.3.

Equação 3.3 –
absortância da
superfície

• não fazem parte da ponderação de áreas para o cálculo da absortância:

a. fachadas construídas na divisa do terreno, desde que encostadas em outra


edificação de propriedade alheia;

b. áreas cobertas por coletores e painéis solares;

c. paredes externas ou coberturas permanentemente sombreadas, sem considerar o


sombreamento do entorno.

Observação do item 3.1.1.1: Este pré-requisito não se aplica a garagens.


22
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

3.1.1.2 Capacidade térmica

O pré-requisito de capacidade térmica das paredes externas deve ser atendido de acordo com a
Zona Bioclimática em que a edificação se localiza, conforme a Tabela 3.3.

Tabela 3.3 – Requisitos de capacidade térmica da envoltória para ZB1 a ZB8 (Fonte: NBR
15575–4)
Capacidade
Componente Zona Bioclimática Térmica
[kJ/(m²K)]
ZB1 a ZB7 CT ≥ 130
Parede
ZB8 Sem exigência

3.1.1.3 Ventilação natural

Ambientes de permanência prolongada e cozinhas devem possuir áreas mínimas de aberturas


para ventilação, conforme a Tabela 3.4. Para o nível A, também os banheiros (com exceção de
lavabos) devem atender ao prescrito na Tabela 3.4.

Ambiente Abertura para ventilação (A)


ZB 1 a 6 ZB 7 ZB 8
Aberturas médias Aberturas pequenas Aberturas grandes
Ambientes de permanência
A≥8 A≥5 A ≥ 15
prolongada e cozinha
Banheiros A≥6
Obs: Nas ZB 1 a 7 e nas cidades que tenham médias mensais das temperaturas mínimas abaixo
de 20oC as aberturas para ventilação devem ser passíveis de fechamento durante o período de
frio (excetuam-se as áreas de ventilação de segurança como as relativas às instalações de gás).

A abertura para ventilação é calculada de acordo com a Equação 3.4.

Equação 3.4 –
abertura para
ventilação

Onde:

23
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

A: abertura para ventilação em relação à áreas de piso (%);

AA: área efetiva de abertura para ventilação (m2), sendo que para o cálculo desta área somente
são consideradas as aberturas que permitam a livre circulação do ar, devendo ser descontadas as
áreas de perfis, vidros e de qualquer outro obstáculo.

Ap: área de piso do ambiente (m2).

Obs: Em cozinhas ventiladas pela área de serviço, a abertura para ventilação (A) da área de
serviço deve atender ao prescrito na Tabela 3.4 para cozinhas, considerando a soma das áreas
de piso dos dois ambientes.

A UH deve possuir ventilação cruzada, através de um ou mais ambientes de permanência


prolongada. O sistema de aberturas para proporcionar a ventilação cruzada compreende as
aberturas externas e as internas. Portas de acesso principal e de serviço não serão consideradas
como aberturas de ventilação. Caso não possua ventilação cruzada, o ambiente atingirá no
máximo nível C no equivalente numérico do desempenho de sua envoltória para resfriamento.

As edificações localizadas nas Zonas Bioclimáticas 3 a 8 devem garantir condições de ventilação


noturna controlável com as devidas proteções à chuva e à segurança. Esta ventilação noturna
deve garantir ao usuário a opção de utilizá-la quando desejado, permitindo a regulagem do fluxo
de ventilação quando este se tornar inconveniente.

O projeto de ventilação natural deverá promover condições de escoamento de ar entre as


aberturas localizadas em pelo menos duas diferentes fachadas (opostas ou adjacentes) e
orientações da edificação, permitindo o fluxo de ar necessário para atender condições de
conforto e higiene.

As aberturas devem atender à proporção indicada na Equação 3.5.

Equação 3.5 –
proporção das
aberturas para
ventilação natural

Onde:

A1: somatório das áreas efetivas de abertura de ventilação dos ambientes de permanência
prolongada localizadas nas fachadas da orientação com maior área de abertura de ventilação
(m²);

24
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

A2: somatório das áreas efetivas de abertura de ventilação dos ambientes de permanência
prolongada localizadas nas fachadas das demais orientações (m²).

3.1.1.4 Iluminação natural

Para os níveis A e B o acesso à iluminação natural em ambientes de permanência prolongada


deve ser garantido por uma ou mais aberturas para o exterior. A soma das áreas de aberturas para
iluminação natural desses ambientes deverá corresponder a no mínimo 1/12 da área do piso. Para
o cômputo dessa área será considerada apenas a área passível de desobstrução total, excluindo
caixilhos.

Para os níveis A e B o acesso à iluminação natural em cozinhas, áreas de serviço/lavanderias,


banheiros (exceto lavabos) deve ser garantido por uma ou mais aberturas para o exterior. A soma
das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deverá corresponder a no
mínimo 1/8 da área do piso. Para o cômputo dessa área será considerada apenas a área passível
de desobstrução total, excluindo caixilhos.

3.1.2 Procedimento para determinação da eficiência da envoltória: Método prescritivo


Neste método, o desempenho térmico da envoltória da UH é determinado pelo seu equivalente
numérico (EqNumEnv), estabelecido através das equações de regressão múltipla para unidades
habitacionais autônomas, de acordo com a Zona Bioclimática em que está localizada.

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória a ser utilizado para o cálculo da


pontuação geral da UH (Equação 2.1) deve ser o referente a edificações naturalmente ventiladas,
calculado através do item 3.1.2.1, de acordo com a Zona Bioclimática em que está localizada.

O nível de eficiência da envoltória referente a edificações com condicionamento artificialmente


de ar (item 3.1.2.2) é de caráter informativo. A obtenção deste nível de eficiência será obrigatória
caso se deseje obter a bonificação de condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4
deste RTQ.

3.1.2.1 Edificações naturalmente ventiladas

O procedimento para obtenção do nível de eficiência da envoltória da UH naturalmente ventilada


é descrito nos itens “a” a “f”.

25
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

a) Cálculo do indicador de graus-hora para resfriamento

Calcula-se o indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) de cada ambiente de permanência


prolongada da UH através de uma das equações apresentadas abaixo, de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação está localizada.

b) Cálculo do consumo relativo para aquecimento

Calcula-se o consumo relativo para aquecimento (CA) de cada ambiente de permanência


prolongada da UH através de uma das equações apresentadas abaixo, de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação está localizada. Este consumo relativo para aquecimento só
será calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.

c) Determinação do equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do


ambiente

Determina-se o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente para


resfriamento (EqNumEnvAmbR) e o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória
do ambiente para aquecimento (EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de permanência prolongada
avaliado da UH, através das faixas estabelecidas nas tabelas apresentadas abaixo, de acordo com
a Zona Bioclimática em que a edificação está localizada.

d) Determinação do equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da unidade


habitacional autônoma para resfriamento

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH para aquecimento é obtido


através da ponderação dos EqNumEnvAmbR pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

e) Determinação do equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da unidade


habitacional autônoma para aquecimento

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH para aquecimento é obtido


através da ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

f) Determinação do equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da unidade


habitacional autônoma

Para a ZB1, o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH é obtido por


meio da Equação 3.6.

26
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Equação 3.6 –
equivalente numérico
do desempenho
térmico da envoltória
da UH para ZB1

Onde:

EqNumEnv: equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH;

EqNumEnvR: equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH para resfriamento;

EqNumEnvA: equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH para aquecimento.

Para a ZB2, o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH é obtido por


meio da Equação 3.7.

Equação 3.7 –
equivalente numérico
do desempenho
térmico da envoltória
da UH para ZB2

Para a ZB3, o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH é obtido através da


Equação 3.8.

Equação 3.8 –
equivalente numérico
do desempenho
térmico da envoltória
da UH para ZB3

Para a ZB4, o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH é obtido através da


Equação 3.9.

Equação 3.9 –
equivalente numérico
do desempenho
térmico da envoltória
da UH para ZB4

Para ZB5 a ZB8, o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH é obtido


através do item “d”.

27
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Obs.: Os números de graus-horas obtidos através das equações, por se tratar de valores
estimados, são considerados indicadores de graus-hora para resfriamento (GHR). No caso do
resultado obtido ser um número negativo, o indicador deve ser considerado como zero.

As seguintes variáveis são utilizadas para o cálculo dos indicadores de graus-hora e consumo
relativo para a determinação do equivalente numérico de cada Zona Bioclimática:
AAbL (m²): Área de abertura, desconsiderando caixilhos, na parede externa voltada para o Leste;

AAbN (m²): Área de abertura, desconsiderando caixilhos, na parede externa voltada para o Norte;

AAbO (m²): Área de abertura, desconsiderando caixilhos, na parede externa voltada para o Oeste;

AAbS (m²): Área de abertura, desconsiderando caixilhos, na parede externa voltada para o Sul;

APambL (m²): Área de parede do ambiente voltada para o Leste;

APambN (m²): Área de parede do ambiente voltada para o Norte;

APambO (m²): Área de parede do ambiente voltada para o Oeste;

APambS (m²): Área de parede do ambiente voltada para o Sul;

AparInt (m2): Área das paredes internas, excluindo as aberturas e as paredes voltadas para o
exterior;

AUamb (m²): Área útil do ambiente analisado;

αcob (adimensional): Absortância da superfície externa da cobertura. O valor deve situar-se entre
0,10 e 0,90 ou 0 (zero) quando a cobertura do ambiente não estiver voltada para o exterior;

αpar (adimensional): Absortância externa das paredes voltadas para o exterior. O valor deve
situar-se entre 0,10 e 0,90;

cob: Variável binária que define a condição de cobertura do ambiente. Se a superfície superior
do ambiente estiver voltada para o exterior o valor deve ser 1 (um), se não estiver, o valor deve
ser 0 (zero);

CTalta: Variável binária que define se as paredes externas dos ambientes são construídas com
fechamentos que possuem capacidade térmica alta. Para este RTQ é considerada capacidade
térmica alta valores acima de 368 kJ/m²K. Se o ambiente possuir fechamentos com capacidade
térmica alta o valor deve ser 1 (um), se não possuir, o valor deve ser 0 (zero);

CTbaixa: Variável binária que define se as paredes externas dos ambientes são construídas com
fechamentos que possuem capacidade térmica baixa. Para este RTQ é considerada capacidade

28
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

térmica baixa valores abaixo de 167 kJ/m²K. Se o ambiente possuir fechamentos com capacidade
térmica baixa o valor deve ser 1 (um), se não possuir, o valor deve ser 0 (zero);

Obs: Caso a capacidade térmica dos fechamentos seja um valor entre 167 kJ/m2K e 368 kJ/m2K
deve-se adotar valor 0 (zero) tanto para CTbaixa como para CTalta. Em nenhuma circunstância
pode-se adotar o valor 1 (um) para CTbaixa e CTalta simultaneamente.

CTcob [kJ/(m²K)]: Capacidade térmica da cobertura. Deve ser calculada considerando-se todas as
camadas entre o interior e o exterior do ambiente. Se a cobertura do ambiente não estiver voltada
para o exterior o valor deve ser 0 (zero);

CTpar [kJ/(m²K)]: Capacidade térmica das paredes. Deve ser calculada considerando-se todas as
camadas entre o interior e o exterior do ambiente;

Caltura: Coeficiente de altura. Pé-direito sobre área útil do ambiente;

Fvent (%): Fator das aberturas para ventilação. Os valores variam de 0 (zero) a 1 (um). Se a
abertura para ventilação for igual à abertura do vão, o valor deve ser 1 (um); se a abertura estiver
totalmente obstruída, o valor deve ser 0 (zero); se a abertura possibilitar metade da área da
abertura para ventilação, deve ser 0,5 e assim sucessivamente;

PD (m): Pé-direito do ambiente analisado;

pil: Variável binária que define o contato externo do piso do ambiente com o exterior através de
pilotis. Se o ambiente estiver sobre pilotis o valor deve ser 1 (um), se não estiver, o valor deve
ser 0 (zero);

solo: Variável binária que define o contato do piso do ambiente com o solo (laje de terrapleno).
Se o piso tiver contato com o solo o valor deve ser 1 (um), se não estiver, o valor deve ser 0
(zero);

SomΑparext: Somatório das áreas de parede externa.

somb: Variável que define a presença de dispositivos de proteção solar externo às aberturas. Os
valores variam de 0 (zero) a 1 (um). Quando houver venezianas ou quando o(s) dispositivo(s) de
proteção solar bloquear(em) mais de 75% da incidência solar sobre as superfícies envidraçadas
das aberturas, de acordo com o método proposto no Anexo I, o valor deve ser 1 (um). Quando
não houver dispositivos de proteção solar, o valor deve ser 0 (zero). São admitidos valores entre
0 e 1, de acordo com a porcentagem de sombreamento obtido através do método proposto no
Anexo I. Caso seja obtido um percentual de proteção menor que 75%, o valor a ser inserido na
variável “somb” será proporcional ao percentual obtido, considerando que 75% equivale à
“somb” igual a 1 (um). No caso de dormitórios, o dispositivo de sombreamento deve permitir
escurecimento e ventilação nas Zonas Bioclimáticas 2 a 8 para que “somb” seja igual à 1 (um);
29
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Ucob [W/(m²K)]: Transmitância da cobertura. Deve ser calculada considerando-se todas as


camadas entre o interior do ambiente e o exterior. Se a cobertura do ambiente não estiver voltada
para o exterior o valor deve ser 0 (zero);

Upar [W/(m²K)]: Transmitância das paredes externas. Deve ser calculada considerando-se todas as
camadas entre o interior e o exterior do ambiente.

Uvidro [W/(m²K)]: Transmitância do vidro.

vid: Variável binária que indica a existência de vidro duplo na edificação.

Volume (m3): Volume do ambiente. Pé-direito vezes a área útil do ambiente.

Zona Bioclimática 1 (exemplo: cidade de Curitiba-PR)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.10, utilizando as
constantes da Tabela 3.5.

GHR = (a) + (b × PD) + (c × isol) + (d × vid) + (e × ΑparInt × CTpar)


+ (f × SomΑparext × CTpar) + (g × volume) + (h × Caltura) + (i × AUamb)
+ (j × Ucob) + (k × CTcob) + (l × αcob) + (m × Upar) + (n × CTpar) + (o × αpar)
+ (p × CTbaixa) + (r × CTalta) + (s × cob) + (t × solo) + (u × pil) + (v × Fvent)
+ (w × somb) + (x × AAbN × semsombra) + (y × AAbS × semsombra)
+ (z × AAbL × semsombra) + (aa × AAbO × semsombra) + (ab × cob × AUamb)
+ (ac × solo × AUamb) + (ad × pil × AUamb)
Equação
+ (ae × Ucob × αcob × cob × AUamb) + [af × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] 3.10 –
+ [ag × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (ah × PambN) + (ai × PambS) indicador de
+ (aj × PambL) + (ak × PambO) + (al × APambN × αpar) + (am × APambS × αpar) graus-hora
+ (an × APambL × αpar) + (ao × APambO × αpar) + (ap × AAbN × Fvent) para
+ (aq × AAbS × Fvent) + (ar × AAbL × Fvent) + (as × AAbO × Fvent) resfriamento
da ZB1
+ (at × AAbN × sombra) + (au × AAbS × sombra) + (av × AAbL × sombra)
+ (aw × AAbO × sombra) + (ax × APambN) + (ay × APambS) + (az × APambL)
+ (ba × APambO) + (bb × PambN × Upar) + (bc × APambS × Upar)
+ (bd × APambL × Upar) + (be × APambO × Upar) + (bf × APambN × Upar × αpar)
+ (bg × APambS × Upar × αpar) + (bh × APambL × Upar × αpar)
+ (bi × APambO × Upar × αpar) + (bj × AAbN × Uvidro) + (bk × AAbS × Uvidro)
+ (bl × AAbL × Uvidro) + (bm × AAbO × Uvidro)

Tabela 3.5 – Constantes da Equação 3.10


a 599,712 r 373,148 ah 477,000 ax 20,883
b 182,823 s -89,753 ai 335,444 ay 18,181
c -220,009 t -976,772 aj 330,990 az 22,547
d -64,765 u -724,878 ak 415,979 ba 14,450
e 0,007 v -914,970 al -12,987 bb -11,978
f -0,005 w -840,440 am -11,968 bc -3,713
g -11,518 x 5,092 an -13,512 bd -11,672
h 1.958,134 y -100,971 ao -13,737 be -11,095

30
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

i 21,175 z 10,687 ap 102,873 bf 30,007


j 600,533 aa 24,967 aq 100,908 bg 2,721
k -0,667 ab -21,813 ar 137,922 bh 28,203
l 1.702,203 ac 30,530 as 156,919 bi 24,516
m -37,925 ad 31,223 at 40,629 bj -4,485
n -0,821 ae 9,513 au 46,733 bk -2,815
o 62,826 af 12,065 av -8,149 bl -3,258
p 1.074,055 ag 5,739 aw -24,010 bm -1,903

O consumo relativo para aquecimento (CA) é obtido através da Equação 3.11, utilizando as
constantes da Tabela 3.6.

CA = (a) + (b × AUamb) + [c × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar]


+ (d × APambS × Upar) + (e × pil) + (f × CTpar) + (g × isol) + (h × solo × AUamb)
+ (i × Ucob) + (j × AAbS × semsombra) + (k × AAbL × sombra) + (l × CTcob)
+ (m × αpar) + (n × vid) + (o × CTbaixa) + (p × volume) + (r × Caltura)
+ (s × AAbN × Fvent) + (t × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (u × Fvent) + (v × PambL)
+ (w × APambS × Upar × αpar) + (x × APambO × Upar) + (y × APambO × Upar × αpar)
Equação
+ (z × APambL × Upar) + (aa × APambL × Upar × αpar) + (ab × AAbO × Fvent) 3.11 –
+ (ac × ΑparInt × CTpar) + [ad × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (ae × CTalta) consumo
+ (af × Upar) + (ag × PambS) + (ah × SomΑparext × CTpar) + (ai × APambL × αpar) relativo para
aquecimento
+ (aj × somb) + (ak × AAbS × Uvidro) + (al × AAbL × Fvent) + (am × AAbS × Fvent)
da ZB1
+ (an × AAbO × semsombra) + (ao × AAbL × semsombra) + (ap × pil × AUamb)
+ (aq × solo)+ (ar × APambN × Upar) + (as × APambN × Upar × αpar) + (at × PambO)
+ (au × APambO × αpar) + (av × cob × AUamb) + (aw × AAbL × Uvidro)
+ (ax × AAbO × Uvidro) + (ay × cob) + (az × APambS × αpar) + (ba × APambN × αpar)
+ (bb × PambN) + (bc × APambL)

Tabela 3.6 – Constantes da Equação 3.11


a 29.364,495 o 3.043,949 ad 20,222 ar 131,107
b -1.478,756 p 431,873 ae -1.613,581 as -165,180
c 46,112 r -66.669,553 af 1.434,950 at 2.516,270
d 158,751 s -1.465,808 ag 2.002,177 au -45,572
e 17.974,577 t -105,903 ah 0,112 av 261,094
f -8,815 u -72,540 ai -35,226 aw -28,189
g -276,529 v 3.013,185 aj 625,170 ax -20,806
h -252,788 w -119,400 ak -45,434 ay -3.423,542
i 6.859,954 x 167,503 al -1.347,812 az -27,247
j 1.390,935 y -211,383 am -1.155,354 ba -27,444
k 3,045 z 171,317 an 426,812 bb 886,718
l -2,215 aa -187,074 ao 793,612 bc -48,163
m -3.145,546 ab -1.539,591 ap -648,851
n -1.601,926 ac 0,245 aq 9.112,710
31
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Os equivalentes numéricos do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb)


para resfriamento e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.7 e da Tabela 3.8,
respectivamente.

Tabela 3.7 - Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente para


resfriamento

Eficiência EqNumEnvAmb Condição


A 5 GHR ≤ 627
B 4 627 < GHR ≤ 1.254
C 3 1.254 < GHR ≤ 1.882
D 2 1.882 < GHR ≤ 2.509
E 1 GHR > 2.509

Tabela 3.8 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente para


aquecimento
Condição
Eficiência EqNumEnvAmb
(kWh/m².ano)
A 5 CA ≤ 7,678
B 4 7,678 < CA ≤ 13,669
C 3 13,669 < CA ≤ 19,659
D 2 19,659 < CA ≤ 25,650
E 1 CA > 25,650

Zona Bioclimática 2 (exemplo: cidade de Santa Maria-RS)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.12, utilizando as
constantes da Tabela 3.9.

GHR = (a) + (b × PD) + (c × isol) + (d × vid) + (e × ΑparInt × CTpar) Equação


+ (f × SomΑparext × CTpar) + (g × volume) + (h × Caltura) + (i × AUamb) + (j × Ucob) 3.12 –
indicador de
+ (k × CTcob) + (l × αcob) + (m × Upar) + (n × CTpar) + (o × αpar) + (p × CTbaixa) graus-hora
para
32
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

+ (r × CTalta) + (s × cob) + (t × solo) + (u × pil) + (v × Fvent) + (w × somb) resfriamento


+ (x × AAbN × semsombra) + (y × AAbS × semsombra) da ZB2
+ (z × AAbL × semsombra) + (aa × AAbO × semsombra) + (ab × cob × AUamb)
+ (ac × solo × AUamb) + (ad × pil × AUamb) + (ae × Ucob × αcob × cob × AUamb)
+ [af × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + [ag × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar]
+ (ah × PambN) + (ai × PambS) + (aj × PambL) + (ak × PambO) + (al × APambN × αpar)
+ (am × APambS × αpar) + (an × APambL × αpar) + (ao × APambO × αpar)
+ (ap × AAbN × Fvent) + (aq × AAbS × Fvent) + (ar × AAbL × Fvent)
+ (as × AAbO × Fvent) + (at × AAbN × sombra) + (au × AAbS × sombra)
+ (av × AAbL × sombra) + (aw × AAbO × sombra) + (ax × APambN) + (ay ×
APambS) + (az × APambL) + (ba × APambO) + (bb × APambN × Upar)
+ (bc × APambS × Upar) + (bd × APambL × Upar) + (be × APambO × Upar)
+ (bf × APambN × Upar × αpar) + (bg × APambS × Upar × αpar)
+ (bh × APambL × Upar × αpar) + (bi × APambO × Upar × αpar) + (bj × AAbN × Uvidro)
+ (bk × AAbS × Uvidro) + (bl × AAbL × Uvidro) + (bm × AAbO × Uvidro)

Tabela 3.9 – Constantes da Equação 3.12


a 5.950,911 r -529,856 ah 1.527,018 ax -3,267
b -82,797 s -597,953 ai 443,065 ay 25,982
c -502,189 t -3.683,037 aj 813,469 az 8,255
d -151,347 u -2.183,596 ak 1.194,715 ba -25,774
e 0,010 v -2.401,936 al -10,528 bb -26,834
f -0,001 w -2.734,222 am -7,097 bc -9,057
g -15,318 x -20,441 an -8,368 bd -29,757
h 6.792,117 y -170,974 ao -7,133 be -30,913
i 15,540 z 59,917 ap 198,710 bf 80,145
j 713,065 aa 97,015 aq 149,047 bg 23,073
k -0,850 ab -34,198 ar 302,665 bh 86,116
l 3.241,282 ac 86,882 as 349,541 bi 81,249
m 334,015 ad 101,133 at 75,729 bj -13,510
n -0,974 ae 57,784 au 144,415 bk -12,247
o 1.659,474 af 3,634 av 21,865 bl -11,891
p 2.474,426 ag -0,281 aw -50,384 bm -9,017

O consumo relativo para aquecimento (CA) é obtido através da Equação 3.13, utilizando as
constantes da Tabela 3.10.

CA = (a) + (b × volume) + (c × CTbaixa) + (d × pil × AUamb) + (e × PambS) Equação


+ (f × vid) + (g × Caltura) + (h × ΑparInt × CTpar) + (i × Ucob) + (j × solo × AUamb) 3.13 -
consumo
+ (k × αpar) + (l × CTcob) + (m × PambL) + (n × APambO × αpar) + (o × APambS)
relativo para
+ (p × SomΑparext × CTpar) + (r × APambN) + (s × PambO) + (t × pil) aquecimento
33
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

+ (u × cob × AUamb) + (v × Upar) + (w × αcob) + (x × isol) + (y × CTalta) da ZB2


+ (z × Fvent) + (aa × AAbS × Uvidro) + (ab × AAbS × semsombra)
+ (ac × AAbS × Fvent) + (ad × AAbL × semsombra) + (ae × AAbL × Fvent)
+ (af × AAbO × Fvent) + (ag × AAbL × Uvidro) + (ah × AAbS × sombra)
+ (ai × somb) + (aj × AAbL × sombra) + (ak × APambS × αpar) + (al × AUamb)
+ (am × solo) + [an × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (ao × PambL × Upar × αpar)
+ (ap × APambO × Upar × αpar) + (aq × PambN) + (ar × AAbO × Uvidro)
+ (as × APambN × αpar) + (at × AAbO × sombra) + (au × AAbN × semsombra)
+ (av × AAbO × semsombra) + (aw × AAbN × Uvidro) + (ax × AAbN × sombra)
+ (ay × APambN × Upar) + (az × PambS × Upar × αpar) + (ba × CTpar)
+ [bb × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (bc × APambL)

Tabela 3.10 – Constantes da Equação 3.13


a 25.075,553 o -186,355 ad 1.674,043 ar -52,262
b -117,366 p 0,072 ae -501,151 as 64,435
c 4.382,631 r 112,892 af -218,015 at -326,719
d -929,177 s 5.163,798 ag -63,584 au 994,613
e 5.883,647 t 22.218,789 ah -524,798 av 780,191
f 4.650,536 u 236,284 ai 2.072,780 aw -53,494
g -25.711,267 v 2.003,422 aj -446,068 ax 258,578
h 0,269 w -2.624,759 ak 94,258 ay -20,829
i 4.046,931 x 2.008,196 al -268,728 az -26,317
j -208,473 y -1.249,018 am 6.831,455 ba -9,266
k -4.710,926 z 721,630 an 6,097 bb 3,703
l -2,749 aa -102,444 ao -43,139 bc -26,308
m 5.019,173 ab 2.717,011 ap -41,240
n -18,610 ac -710,595 aq -985,155

Os equivalentes numéricos do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb)


para resfriamento e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.11 e da Tabela 3.12,
respectivamente.

Tabela 3.11 - Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


para resfriamento

Eficiência EqNumEnvAmb Condição


A 5 GHR ≤ 2.310
B 4 2.310 < GHR ≤ 4.396
C 3 4.396 < GHR ≤ 6.481
D 2 6.481 < GHR ≤ 8.567
34
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

E 1 GHR > 8.567

Tabela 3.12– Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


para aquecimento
Condição
Eficiência EqNumEnvAmb
(kWh/m².ano)
A 5 CA ≤ 8,218
B 4 8,218 < CA ≤ 15,261
C 3 15,261 < CA ≤ 22,305
D 2 22,305 < CA ≤ 29,348
E 1 CA > 29,348

Zona Bioclimática 3 (exemplo: cidade de Florianópolis-SC)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.14, utilizando as
constantes da Tabela 3.13.
GHR = (a) + (b × αcob) + (c × CTbaixa) + (d × αpar) + (e × solo × AUamb)
+ (f × somb) + (g × CTcob) + (h × Caltura) + (i × APambN × Upar × αpar) Equação
3.14 –
+ [j × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (k × APambL × Upar × αpar) + (l × PambO) indicador de
+ (m × solo) + (n × Fvent) + (o × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (p × AUamb) graus-hora
+ (r × CTpar) + (s × PambL) + (t × cob × AUamb) + (u × APambO × Upar) para
resfriamento
+ (v × AAbS × semsombra) + (w × AAbS × sombra) + (x × APambS × Upar × αpar) da ZB3
+ (y × AAbN × semsombra) + (z × PambN) + (aa × APambO × αpar)
+ (ab × APambN × αpar)

Tabela 3.13 – Constantes da Equação 3.14


a 1.390,029 h 2.297,292 o 27,726 w 88,591
b 1.919,668 i 40,365 p -5,145 x 15,825
c 1.139,772 j 5,395 r -0,327 y -62,872
d 1.060,022 k 4,928 s 536,519 z 465,809
e -1,501 l 621,851 t -10,939 aa -11,071
f -1.284,263 m -703,912 u 24,710 ab -16,270
g -0,494 n -751,901 v -82,219

35
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

O consumo relativo para aquecimento (CA) é obtido através da Equação 3.15, utilizando as
constantes da Tabela 3.14.

CA = (a) + (b × CT) + (c × Caltura) + (d × APambS × Upar)


+ [e × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (f × CT) + (g × Ucob) + (h × solo) Equação
+ (i × pil) + (j × Upar) + (k × CTcob) + (l × APambN × Upar) + (m × AUamb) 3.15 –
+ (n × volume) + (o × PambN) + (p × SomΑparext × CTpar) + (r × CTpar) + (s × αpar) consumo
relativo para
+ [t × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb]+ (u × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (v × cob) aquecimento
+ (w × Fvent) + (x × APambO × Upar) + (y × APambL × Upar) + (z × PambS) da ZB3
+ (aa × AAbL × Fvent) + (ab × AAbN × Fvent) + (ac × αcob) + (ad × AAbO × Fvent)
+ (ae × PambL) + (af × PambO)

Tabela 3.14 – Constantes da Equação 3.15


a 11.551,836 i 2.551,416 r 4,230 z 2.467,625
b 6.627,445 j 2.013,623 s -2.158,643 aa -476,834
c -47.929,387 k -1,656 t 23,802 ab -499,089
d 22,924 l 29,656 u -44,169 ac -1.473,447
e -17,291 m -965,886 v 3.947,312 ad -246,563
f -2.488,242 n 290,984 w -1.273,351 ae 1.296,178
g 1.427,605 o 539,080 x 29,918 af 1.207,221
h 2.923,163 p -0,115 y 28,713

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb)


para resfriamento e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.15 e da Tabela 3.16,
respectivamente.

Tabela 3.15 - Equivalente numérico do desempenho da envoltória do ambiente para


resfriamento
Eficiência EqNumEnvAmb Condição
A 5 GHR ≤ 822
B 4 822 < GHR ≤ 1.643
C 3 1.643 < GHR ≤ 2.465
D 2 2.465 < GHR ≤ 3.286
E 1 GHR > 3.286

36
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 3.16 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


para aquecimento
Condição
Eficiência EqNumEnvAmb
(kWh/m².ano)
A 5 CA ≤ 4,285
B 4 4,285 < CA ≤ 7,340
C 3 7,340 < CA ≤ 10,396
D 2 10,396 < CA ≤ 13,451
E 1 CA > 13,451

Zona Bioclimática 4 (exemplo: cidade de Brasília-DF)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.16, utilizando
as constantes da Tabela 3.17.

GHR = (a) + [b × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (c × CTbaixa) + (d × αcob)


+ (e × somb) + (f × CTcob) + (g × Caltura) + (h × αpar) + (i × APambN × Upar ×
αpar) + (j × APambO × Upar) + (k × solo) + (l × AAbS × Fvent)
+ (m × AAbS × sombra) + (n × AAbN × Fvent)
Equação 3.16
+ (o × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (p × cob × AUamb) + (r × pil) + (s × CTpar)
– indicador de
+ (t × Fvent) + (u × AAbS × semsombra) + (v × APambL × Upar × αpar) graus-hora
+ (w × AUamb) + (x × PambO) + (y × ΑparInt × CTpar) + (z × AAbO × sombra) para
resfriamento
+ (aa × AAbO × semsombra) + (ab × CTalta) + (ac × Upar)
da ZB4
+ [ad × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (ae × APambS × Upar × αpar) + (af × PD)
+ (ag × AAbL × sombra) + (ah × AAbN × semsombra)
+ (ai × AAbL × semsombra) + (aj × AAbL × Fvent) + (ak × APambS × Upar)
+ (al × SomΑparext × CTpar) + (am × APambL × Upar) + (an × PambN)
+ (ao × APambN × αpar)

Tabela 3.17 – Constantes da Equação 3.16


a 3.772,642 k -445,948 v 2,779 af -172,320
b 15,382 l 104,329 w -8,304 ag 94,414
c 709,718 m 169,505 x 374,833 ah -92,419
d 2.856,950 n 7,803 y 0,009 ai -99,953
e -1.659,494 o 28,130 z -29,069 aj 92,277
f -0,929 p -17,456 aa 40,443 ak 0,023
g 2.840,434 r -264,234 ab 742,208 al -0,013
h 48,003 s -1,535 ac -741,148 am 46,187
i 43,205 t -1.026,285 ad 1,184 an 347,896
j 37,685 u -202,446 ae 14,370 ao -12,550

37
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

O consumo relativo para aquecimento (CA) é obtido através da Equação 3.17, utilizando as
constantes da Tabela 3.18.
CA = (a) + (b × CT) + (c × Caltura) + (d × cob) + (e × somb) + (f × CTcob)
+ (g × APambS × Upar) + [h × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (i × pil) + (j × Upar) Equação
3.17 –
+ [k × (Ucob × (αcob/CTcob)] × AUamb) + (l × Ucob × αcob × cob × AUamb) consumo
+ (m × APambN × Upar) + (n × PambN) + (o × AUamb) + (p × volume) relativo para
+ (r × SomΑparext × CTpar) + (s × CTpar) + (t × Fvent) + (u × αpar) + (v × CT) aquecimento
da ZB3
+ (w × PambO) + (x × PambL) + (y × PambS) + (z × solo) + (aa × AAbO × sombra)
+ (ab × αcob)

Tabela 3.18 – Constantes da Equação 3.17


a 5.546,952 h -15,128 o -737,361 w 1.779,086
b 6.170,077 i 1.572,326 p 223,577 x 1.657,552
c -37.990,384 j 1.773,545 r -0,103 y 1.626,856
d 5.602,007 k 29,958 s 3,723 z 464,177
e 1.204,713 l -44,308 t -1.957,605 aa -141,923
f -1,752 m 27,297 u -1.340,543 ab -1.853,360
g 26,114 n 166,474 v -1.143,154

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb)


para resfriamento e aquecimento são obtidos através da Tabela 3.19 e da Tabela 3.20,
respectivamente.

Tabela 3.19 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


para resfriamento
Eficiência EqNumEnvAmb Condição
A 5 GHR ≤ 727
B 4 727 < GHR ≤ 1.453
C 3 1.453 < GHR ≤ 2.180
D 2 2.180 < GHR ≤ 2.906
E 1 GHR > 2.906

Tabela 3.20 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


para aquecimento
Condição
Eficiência EqNumEnvAmb
(kWh/m².ano)
A 5 CA ≤ 1,978
B 4 1,978 < CA ≤ 3,913

38
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

C 3 3,913 < CA ≤ 5,847


D 2 5,847 < CA ≤ 7,782
E 1 CA > 7,782

Zona Bioclimática 5
Por falta de dados climáticos, não foi possível determinar uma equação para a Zona Bioclimática
5. Para avaliação de edificações localizadas nesta Zona Bioclimática deve-se adotar a equação da
Zona Bioclimática de uma cidade com características climáticas semelhantes.

Zona Bioclimática 6 (exemplo: cidade de Campo Grande-MS)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.18, utilizando
as constantes da Tabela 3.21.

Equação 3.18
GHR = (a) + (b × αcob) + (c × CTbaixa) + (d × somb) + (e × solo × AUamb)
– indicador de
+ (f × αpar) + (g × CTcob) + (h × APambN × Upar × αpar) + (i × Caltura) graus-hora
+ (j × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (k × solo) + (l × PambL) + (m × PambO) para
+ (n × CTpar) + (o × PambN) + (p × Fvent) + (r × APambN × αpar) resfriamento
da ZB6

Tabela 3.21 – Constantes da Equação 3.18


a 3.035,063 f 4.715,060 k -2.701,405 p -1.383,337
b 4.994,384 g -1,664 l 2.126,482 r -54,192
c 3.520,757 h 110,393 m 1.504,966
d -3.922,172 i 9.589,349 n -1,375
e -12,830 j 66,631 o 1.369,280

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb) é


obtido através da Tabela 3.22.

Tabela 3.22 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


Eficiência EqNumEnvAmb Condição
A 5 GHR ≤ 2.745
B 4 2.745 < GHR ≤ 5.489
C 3 5.489 < GHR ≤ 8.234
D 2 8.234 < GHR ≤ 10.978
E 1 GHR > 10.978

39
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Zona Bioclimática 7 (exemplo: cidade de Cuiabá-MT)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.19, utilizando
as constantes da Tabela 3.21.
GHR = (a) + (b × αpar) + (c × αcob) + (d × somb) + (e × CTbaixa)
+ (f × solo × AUamb) + (g × APambN × Upar × αpar) Equação
+ (h × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (i × ΑparInt × CTpar) + (j × PambL) 3.19 –
+ (k × PambO) + (l × solo) + (m × Caltura) + (n × CTcob) + (o × PambN) indicador de
graus-hora
+ (p × cob × AUamb) + (r × pil × AUamb) + (s × CTalta) + (t × Fvent)
para
+ (u × AAbS × sombra) + (v × AAbS × semsombra) + (w × APambS × Upar × αpar) resfriamento
+ [x × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (y × APambL × Upar × αpar) da ZB7
+ [z × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (aa × AAbN × semsombra)
+ (ab × APambN × αpar)

Tabela 3.21 – Constantes da Tabela 3.19


a 17.458,539 h 167,268 o 1.576,371 w 38,430
b 10.225,414 i -0,008 p -63,633 x -1,587
c 5.756,495 j 2.233,089 r -26,196 y 49,410
d -7.341,074 k 2.163,253 s -1.440,698 z -5,617
e 3.950,328 l -3.431,480 t -2.011,891 aa -124,851
f -41,890 m 2.993,196 u 505,631 ab -37,567
g 125,106 n -0,851 v -487,004
O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb) é
obtido através da Tabela 3.22.

Tabela 3.22 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


Eficiência EqNumEnvAmb Condição
A 5 GHR ≤ 12.566
B 4 12.566 < GHR ≤ 18.622
C 3 18.622 < GHR ≤ 24.679
D 2 24.679 < GHR ≤ 30.735
E 1 GHR > 30.735

Zona Bioclimática 8 (exemplo: cidade de Salvador-BA)


O indicador de graus-hora para resfriamento (GHR) é obtido através da Equação 3.20, utilizando
as constantes da Tabela 3.23.

GHR = (a) + (b × somb) + (c × αcob) + (d × αpar) + (e × CTbaixa) + (f × PambO) Equação


+ (g × APambN × Upar × αpar) + (h × solo × AUamb) 3.20 –
indicador de

40
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

+ (i × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (j × volume) + (k × APambL × αpar) graus-hora


+ (l × Fvent) + (m × cob × AUamb) + (n × pil × AUamb) + (o × AAbO × sombra) para
resfriamento
+ (p × AAbO × semsombra) + (r × PambN) + (s × APambN × αpar) da ZB8

Tabela 3.23 – Constantes da Equação 3.20


a 7.750,185 f 2.355,717 k 48,821 p 434,761
b -4.789,597 g 140,266 l -1.983,558 r 1.343,585
c 3.758,520 h -33,253 m -54,777 s -71,786
d 5.725,138 i 109,536 n -23,303
e 2.654,310 j -4,461 o -448,288

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente (EqNumEnvAmb) é


obtido através da Tabela 3.24.

Tabela 3.24 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


Eficiência EqNumEnvAmb Condição
A 5 GHR ≤ 5.209
B 4 5.209 < GHR ≤ 8.365
C 3 8.365 < GHR ≤ 11.520
D 2 11.520 < GHR ≤ 14.676
E 1 GHR > 14.676

3.1.2.2 Edificações com condicionamento artificial de ar

O nível de eficiência da envoltória referente a edificações com condicionamento artificial de ar é


de caráter informativo. A obtenção do nível A de eficiência será obrigatória para obtenção da
bonificação de condicionamento artificial de ar, descrita no item 3.3.4 deste RTQ.

O procedimento para obtenção do nível de eficiência da envoltória da com condicionamento


artificial é descrito nos itens “a” a “f”.

a) Cálculo do consumo relativo para refrigeração

Calcula-se o consumo relativo anual de refrigeração (CR) de cada ambiente de permanência


prolongada da UH através de uma das equações apresentadas abaixo de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação está localizada.

b) Cálculo do consumo relativo para aquecimento


41
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Calcula-se o consumo relativo anual de aquecimento (CA) de cada ambiente de permanência


prolongada da UH através de uma das equações apresentadas abaixo, de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação está localizada. Este consumo relativo para aquecimento só
será calculado para as Zonas Bioclimáticas 1 a 4.

c) Determinação dos equivalentes numéricos do consumo relativo do ambiente para


refrigeração e aquecimento

Determina-se o equivalente numérico do consumo relativo do ambiente para refrigeração


(EqNumEnvAmbR) e o equivalente numérico do consumo relativo do ambiente para
aquecimento (EqNumEnvAmbA) de cada ambiente de permanência prolongada avaliado da UH,
através das faixas estabelecidas nas tabelas apresentadas abaixo, de acordo com a Zona
Bioclimática em que a edificação está localizada.

d) Determinação do equivalente numérico do consumo relativo da unidade habitacional


autônoma para refrigeração

O equivalente numérico do consumo relativo da UH para refrigeração é obtido através da


ponderação dos EqNumEnvAmbR pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

e) Determinação do equivalente numérico do consumo relativo da unidade habitacional


autônoma para aquecimento

O equivalente numérico do consumo relativo da UH para aquecimento é obtido através da


ponderação dos EqNumEnvAmbA pelas áreas úteis dos ambientes avaliados (AUAmb).

f) Determinação do equivalente numérico do consumo relativo da unidade habitacional


autônoma

Para a ZB1, o equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória da UH é obtido


através da Equação 3.6; para a ZB2 através da Equação 3.7; para a ZB3 através da Equação 3.8 e
para ZB4 através da Equação 3.9.

42
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Zona Bioclimática 1 (exemplo: cidade de Curitiba-PR)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido
através da Equação 3.21, utilizando as constantes da Tabela 3.25.

CR = (a) + (b × PD) + (c × somb) + (d × solo) + (e × CTbaixa) + (f × Ucob)


+ (g × AAbS × Fvent) + (h × AUamb) + (i × αpar) + (j × pil)
+ (k × APambN × Upar × αpar) + [l × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar]
+ (m × APambS × Upar × αpar) + (n × CTcob) + (o × CTalta) + (p × cob)
+ (r × αcob) + [s × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (t × APambN × Upar)
+ (u × AAbN × semsombra) + (v × volume) + (w × AAbS × sombra)
+ (x × PambS) + (y × SomΑparext × CTpar) + (z × AAbO × sombra) Equação 3.21 –
consumo
+ (aa × AAbO × Fvent) + (ab × AAbL × Fvent) + (ac × AAbN × Fvent)
relativo para
+ (ad × APambS × Upar) + (ae × APambO × Upar × αpar) refrigeração de
+ (af × APambL × Upar × αpar) + (ag × AAbO × semsombra) + (ah × Fvent) ambientes
+ (ai × AAbL × sombra) + (aj × AAbN × sombra) condicionados
artificialmente
+ (ak × AAbS × semsombra) + (al × APambO × Upar) + (am × APambL × Upar) da ZB1
+ (an × CTpar) + (ao × ΑparInt × CTpar) + (ap × APambS) + (aq × APambS × αpar)
+ (ar × pil × AUamb) + (as × Ucob × αcob × cob × AUamb) + (at × Upar)
+ (au × isol) + (av × APambN × αpar) + (aw × APambN) + (ax × AAbS × Uvidro)
+ (ay × solo × AUamb) + (az × AAbO × Uvidro) + (ba × AAbL × Uvidro)
+ (bb × PambN) + (bc × APambL) + (bd × APambL × αpar) + (be × PambL)
+ (bf × vid)

Tabela 3.25 – Constantes da Equação 3.21


a 5.768,616 p -3.117,171 af 102,698 au 321,643
b -886,330 r 3.581,162 ag 95,646 av 55,508
c -788,453 s -9,540 ah -2.873,022 aw -112,963
d -34,669 t -43,768 ai -282,515 ax -4,590
e -661,817 u -213,951 aj -281,548 ay -116,590
f 1.553,624 v 114,377 ak -249,005 az 8,495
g 826,990 w -130,290 al -43,818 ba 6,512
h -354,565 x 403,155 am -41,289 bb 169,166
i 252,237 y 0,382 an -14,913 bc 44,640
j 1.996,169 z -465,465 ao 0,401 bd -17,898
k 104,020 aa 1.195,477 ap -119,148 be -110,008
l -12,101 ab 1.130,124 aq 48,565 bf -39,235
m 57,811 ac 1.063,305 ar -184,548
n 0,680 ad -24,062 as -8,117
o -860,334 ae 114,226 at 291,036

O consumo relativo para aquecimento de ambientes condicionados artificialmente (CA) é obtido


através da Equação 3.11, utilizando as constantes da Tabela 3.6.

43
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) para refrigeração e aquecimento são obtidos através da Tabela
3.26 e da Tabela 3.8, respectivamente.

Tabela 3.26 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente para refrigeração
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 1,219
B 4 1,219 < CR ≤ 2,438
C 3 2,438 < CR ≤ 3,658
D 2 3,658 < CR ≤ 4,877
E 1 CR > 4,877

Zona Bioclimática 2 (cidade de Santa Maria-RS)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido
através da Equação 3.22, utilizando as constantes da Tabela 3.27.

CR = (a) + (b × AUamb) + (c × solo) + (d × somb) + (e × CTbaixa) + (f × αpar)


+ (g × αcob) + (h × AAbS × semsombra) + (i × ΑparInt × CTpar)
+ [j × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (k × isol) + (l × AAbS × sombra)
+ (m × Caltura) + (n × CTpar) + (o × AAbN × semsombra) + (p × pil × AUamb)
+ (r × cob) + (s × Ucob) + (t × Ucob × αcob × cob × AUamb) Equação 3.22
– consumo
+ (u × AAbL × sombra) + (v × PambO) + (w × AAbN × sombra)
relativo para
+ (x × AAbO × sombra) + (y × CTcob) + (z × CTalta) refrigeração
+ [aa × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (ab × APambN × αpar) + (ac × PambL) de ambientes
+ (ad × PD) + (ae × APambS × αpar) + (af × SomΑparext × CTpar) condicionados
artificialmente
+ (ag × APambS × Upar) + (ah × APambN × Upar) + (ai × Upar) da ZB2
+ (aj × APambN × Upar × αpar) + (ak × AAbL × Uvidro) + (al × AAbL ×
semsombra) + (am × APambO × αpar) + (an × pil) + (ao × APambL × Upar)
+ (ap × APambO × Upar) + (aq × AAbS × Uvidro) + (ar × APambL)
+ (as × APambL × αpar)+ (at × APambO)

Tabela 3.27 – Constantes da Equação 3.22


a 27.324,484 m 22.478,622 z -3.398,875 al 486,915
b -309,691 n -30,180 aa -13,784 am -55,151
c -6.385,922 o -459,194 ab 82,342 an 8.836,758
d -8.862,851 p -699,925 ac 1.139,993 ao -46,783
e -3.820,195 r -8.368,113 ad -2.715,342 ap -39,980
f 7.653,942 s 4.437,324 ae 66,472 aq 25,226
g 11.660,566 t -113,295 af 0,806 ar 185,164

44
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

h -1.439,094 u 883,380 ag -51,389 as -59,283


i 0,817 v 3.067,547 ah -93,979 at 107,795
j -14,878 w 844,349 ai 1.595,308
k 118,235 x 574,208 aj 80,482
l 1.258,512 y 1,677 ak -48,877

O consumo relativo para aquecimento de ambientes condicionados artificialmente (CA) é obtido


através da Equação 3.13, utilizando as constantes da Tabela 3.10.

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) para refrigeração e aquecimento são obtidos através da Tabela
3.28 e da Tabela 3.12, respectivamente.

Tabela 3.28 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente para refrigeração
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 5,849
B 4 5,849 < CR ≤ 11,288
C 3 11,288 < CR ≤ 16,727
D 2 16,727 < CR ≤ 22,166
E 1 CR > 22,166

Zona Bioclimática 3 (exemplo: cidade de Florianópolis-SC)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido
através da Equação 3.23, utilizando as constantes da Tabela 3.29.
CR = (a) + (b × Caltura) + (c × CT) + (d × somb) + (e × solo) + (f × αpar)
+ (g × CTcob) + [h × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (i × SomΑparext × CTpar)
+ (j × AAbS × Fvent) + (k × pil) + (l × AAbO × Fvent) + (m × CTpar)
+ (n × APambS × αpar) + (o × AAbL × semsombra) + (p × AUamb) Equação 3.23
+ (r × solo × AUamb) + (s × volume) + (t × Fvent) + (u × cob) + (v × αcob) – consumo
+ (w × Ucob) + [x × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (y × CT) + (z × Upar) relativo para
refrigeração
+ (aa × PambS) + (ab × AAbS × semsombra) + (ac × AAbL × Fvent) de ambientes
+ (ad × AAbN × Fvent) + (ae × cob × AUamb) + (af × PambN) condicionados
+ (ag × APambN × Upar × αpar) + (ah × APambS × Upar × αpar) + (ai × APambN × αpar) artificialmente
da ZB3
+ (aj × APambN × Upar) + (ak × pil × AUamb) + (al × APambS × Upar)
+ (am × AAbS × sombra) + (an × AAbL × sombra) + (ao × APambL × αpar)
+ (ap × APambL × Upar) + (aq × APambO × αpar) + (ar × APambO × Upar)
+ (as × PambO) + (at × APambO × Upar × αpar) + (au × APambL × Upar × αpar)
+ (av × AAbN × sombra) + (aw × AAbN × semsombra) + (ax × AAbO × sombra)
+ (ay × AAbO × semsombra)

45
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 3.29 – Constantes da Equação 3.23


a 22.464,162 n -238,275 ab -1.618,895 ao 114,001
b 23.944,461 o -1.024,521 ac 3.077,767 ap -55,128
c -8.153,659 p -489,780 ad 2.817,167 aq 63,368
d -3.804,800 r 58,594 ae 26,639 ar -74,406
e -6.483,966 s 121,963 af -115,369 as 494,019
f 2.195,910 t -4.434,473 ag 200,756 at 67,901
g 2,316 u -10.912,400 ah 134,071 au 40,665
h 18,876 v 8.127,495 ai -264,737 av -1.027,081
i 0,117 w 3.849,070 aj -48,731 aw -1.270,529
j 2.747,497 x -22,376 ak 15,573 ax -872,106
k -1.940,662 y 1.754,750 al -20,222 ay -1.056,837
l 3.068,992 z -1.947,794 am -1.168,223
m 3,861 aa 1040,144 an -1218,272

O consumo relativo para aquecimento de ambientes condicionados artificialmente (CA) é obtido


através da Equação 3.15, utilizando as constantes da Tabela 3.14.

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) para refrigeração e aquecimento são obtidos através da Tabela
3.30 e da Tabela 3.16, respectivamente.

Tabela 3.30 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente para refrigeração
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 6,890
B 4 6,890 < CR ≤ 12,284
C 3 12,284 < CR ≤ 17,677
D 2 17,677 < CR ≤ 23,071
E 1 CR > 23,071

Zona Bioclimática 4 (exemplo: cidade de Brasília)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido
através da Equação 3.24, utilizando as constantes da Tabela 3.31.

CR = (a) + (b × Caltura) + (c × somb) + (d × CT) + (e × αcob) + (f × αpar) Equação 3.24


– consumo
46
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

+ (g × solo) + (h × SomΑparext × CTpar) + (i × CTcob) relativo para


+ (j × AAbS × semsombra) + (k × cob) + (l × pil) + (m × Ucob) + [n × (Ucob × refrigeração
de ambientes
αcob/CTcob) × AUamb] + [o × Upar × (αpar/CTpar)] × SomΑpar) + (p × CTpar) condicionados
+ (r × AAbL × semsombra) + (s × APambO × αpar) + (t × APambL × αpar) artificialmente
+ (u × APambS × Upar) + (v × solo × AUamb) + (w × AUamb) + (x × PD) da ZB4
+ (y × AAbN × semsombra) + (z × Upar) + (aa × cob × AUamb)
+ (ab × AAbL × sombra) + (ac × pil × AUamb) + (ad × Fvent)
+ (ae × APambO × Upar) + (af × APambL × Upar) + (ag × PambS)
+ (ah × AAbN × sombra) + (ai × APambL × Upar × αpar)
+ (aj × APambO × Upar × αpar) + (ak × AAbO × Fvent) + (al × AAbL × Fvent)
+ (am × APambS × αpar) + (an × AAbN × Fvent) + (ao × AAbO × sombra)
+ (ap × PambN) + (aq × APambN × Upar × αpar) + (ar × APambN × αpar)
+ (as × APambS × Upar × αpar) + (at × APambN × Upar) + (au × AAbS × sombra)
+ (av × AAbS × Fvent) + (aw × AAbO × semsombra)+ (ax × CT)

Tabela 3.31 – Constantes da Equação 3.24


a 18.047,207 n -41,890 ab -1710,677 ao -1381,999
b -32.849,358 o 14,371 ac 22,292 ap -209,062
c -6.864,828 p -2,141 ad -6.025,548 aq 259,303
d -6.803,506 r -648,957 ae -80,177 ar -343,371
e 14.975,004 s 160,984 af -77,735 as 203,598
f 2.893,517 t 125,509 ag -774,623 at -54,331
g -6.649,249 u -37,146 ah -1.553,555 au -1.514,469
h 0,140 v 58,444 ai 101,705 av 2.896,994
i 3,532 w -245,075 aj 98,954 aw -1.219,645
j -2.222,160 x 4.509,725 ak 2.917,625 ax -428,345
k -18.752,132 y -1.761,300 al 3.135,356
l -3.174,452 z -1.725,721 am -313,624
m 7.428,850 aa 33,293 an 2.960,531

O consumo relativo para aquecimento de ambientes condicionados artificialmente (CA) é obtido


através da Equação 3.17, utilizando as constantes da Tabela 3.18.

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) para refrigeração e aquecimento são obtidos através da Tabela
3.32 e da Tabela 3.20, respectivamente.

47
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 3.32 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 4,155
B 4 4,155 < CR ≤ 8,306
C 3 8,306 < CR ≤ 12,457
D 2 12,457 < CR ≤ 16,608
E 1 CR > 16,608

Zona Bioclimática 5
Por falta de dados climáticos, não foi possível determinar uma equação para a Zona Bioclimática
5. Para avaliação de edificações localizadas nesta Zona Bioclimática deve-se adotar a equação da
Zona Bioclimática de uma cidade com características climáticas semelhantes.

Zona Bioclimática 6 (exemplo: cidade de Campo Grande-MS)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido através
da Equação 3.25, utilizando as constantes da Tabela 3.33.
CR = (a) + (b × Caltura) + (c × somb) + (d × CT) + (e × solo) + (f × αpar)
+ (g × CTcob) + (h × AAbS × semsombra) + (i × AAbO × sombra)
+ (j × AUamb) + (k × SomΑparext × CTpar) + [l × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] Equação 3.25
– consumo
+ (m × solo × AUamb) + (n × Ucob × αcob × cob × AUamb)
relativo para
+ [o × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (p × cob × AUamb) + (r × PambS) refrigeração
+ (s × CTpar) + (t × pil) + (u × AAbN × semsombra) + (v × Upar) + (w × Fvent) de ambientes
+ (x × volume) + (y × AAbL × sombra) + (z × AAbN × sombra) + (aa × CT) condicionados
artificialmente
+ (ab × αcob) + (ac × cob) + (ad × Ucob) + (ae × APambL × αpar) da ZB6
+ (af × APambO × αpar) + (ag × AAbS × sombra) + (ah × APambN × Upar × αpar)
+ (ai × APambN × Upar)

Tabela 3.33 – Constantes da Equação 3.25


a 37.494,999 j -553,200 t -1.377,821 ac -22.426,260
b 41.141,998 k 0,144 u -982,864 ad 9.358,873
c -11.008,151 l 25,463 v -2.281,042 ae 184,974
d -11.908,386 m 97,832 w -3.793,153 af 164,498
e -13.193,771 n -28,808 x 112,238 ag -311,034
f 8.121,868 o -53,773 y -782,025 ah 133,664
g 3,674 p 74,756 z -501,187 ai -70,196
h -2.119,596 r -2.012,085 aa 1.887,935
i 776,128 s -4,369 ab 17.338,986

48
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) para refrigeração é obtido através da Tabela 3.34.

Tabela 3.34 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 11,221
B 4 11,221 < CR ≤ 20,318
C 3 20,318 < CR ≤ 29,414
D 2 29,414 < CR ≤ 38,511
E 1 CR > 38,511

Zona Bioclimática 7 (exemplo: cidade de Cuiabá-MT)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido
através da Equação 3.26, utilizando as constantes da Tabela 3.35.

CR = (a) + (b × Caltura) + (c × CTbaixa) + (d × somb) + (e × αpar) + (f × AUamb)


+ (g × solo) + (h × CTcob) + [i × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar]
+ (j × APambN × αpar) + (k × SomΑparext × CTpar) + (l × AAbS × semsombra)
Equação 3.26
+ (m × CTpar) + (n × AAbL × semsombra) + (o × Ucob × αcob × cob × AUamb) – consumo
+ (p × cob × AUamb) + [r × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] + (s × solo × AUamb) relativo para
refrigeração
+ (t × AAbO × semsombra) + (u × PambS) + (v × volume) + (w × CT)
de ambientes
+ (x × Upar) + (y × pil) + (z × APambO × Upar × αpar) condicionados
+ (aa × APambL × Upar × αpar) + (ab × Fvent) + (ac × APambN × Upar × αpar) artificialmente
+ (ad × cob) + (ae × Ucob) + (af × αcob) + (ag × APambN × Upar) da ZB7

+ (ah × AAbO × sombra) + (ai × AAbN × sombra) + (aj × AAbL × sombra)


+ (ak × AAbS × sombra) + (al × APambS × αpar) + (am × APambS × Upar × αpar)
+ (an × APambS × Upar)

Tabela 3.35 – Constantes da Equação 3.26


a 80.656,657 k 0,260 v 158,314 af 21.708,521
b 74.699,307 l -1.643,075 w 3.445,207 ag -41,404
c -23.742,116 m -9,339 x -4.944,659 ah -658,615
d -11.947,609 n 1.264,758 y -1.589,324 ai -614,577
e 9.219,017 o 0,308 z 116,123 aj -587,067
f -1.026,895 p 70,325 aa 105,537 ak -514,023
g -9.870,974 r -73,219 ab -2.991,846 al -429,750
h 5,578 s 70,883 ac 322,201 am 232,570
i 52,421 t 530,776 ad -30.618,636 an -43,664
j -335,446 u -555,333 ae 12.588,699

49
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) é obtido através da Tabela 3.36.

Tabela 3.36 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 34,483
B 4 34,483 < CR ≤ 52,805
C 3 52,805 < CR ≤ 71,126
D 2 71,126 < CR ≤ 89,448
E 1 CR > 89,448

Zona Bioclimática 8 (exemplo: cidade de Salvador-BA)


O consumo relativo para refrigeração de ambientes condicionados artificialmente (CR) é obtido
através da Equação 3.27, utilizando as constantes da Tabela 3.37.

CR = (a) + (b × Caltura) + (c × CT) + (d × somb) + (e × αpar) + (f × AUamb)


+ (g × CTcob) + [h × (Upar × αpar/CTpar) × SomΑpar] + (i × AAbL × semsombra)
+ (j × SomΑparext × CTpar) + (k × PambS) + (l × solo) + (m × pil) + (n × cob) Equação 3.27
+ (o × αcob) + (p × Ucob) + [r × (Ucob × αcob/CTcob) × AUamb] – consumo
+ (s × APambO × αpar) + (t × AAbO × sombra) + (u × AAbS × semsombra) relativo para
refrigeração
+ (v × AAbL × sombra) + (w × cob × AUamb) + (x × CT) + (y × CTpar)
de ambientes
+ (z × Upar) + (aa × AAbN × Fvent) + (ab × AAbO × Fvent) + (ac × solo × AUamb) condicionados
+ (ad × APambS × Upar) + (ae × AAbS × Fvent) + (af × APambN × Upar × αpar) artificialmente
da ZB8
+ (ag × APambN × αpar) + (ah × APambN × Upar) + (ai × volume)
+ (aj × pil × AUamb) + (ak × Fvent)

Tabela 3.37 – Constantes da Equação 3.27


a 55.659,934 j 0,220 t -275,503 ac 39,691
b 84.962,718 k -4.244,288 u -1.109,139 ad 67,279
c -21.049,329 l -4.980,746 v 112,310 ae -506,677
d -11.530,511 m -4.255,006 w 65,564 af 220,385
e 11.193,276 n -25.930,945 x 4.921,438 ag -279,723
f -238,006 o 18.256,355 y -7,004 ah -35,014
g 5,302 p 8.784,541 z -4.457,399 ai -59,495
h 49,276 r -54,879 aa -898,539 aj 16,763
i 2.631,862 s 137,999 ab -942,164 ak -798,026

50
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

O equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente condicionado


artificialmente (EqNumEnvAmb) é obtido através da Tabela 3.38.

Tabela 3.38 – Equivalente numérico do desempenho térmico da envoltória do ambiente


condicionado artificialmente
Eficiência EqNumEnvAmb Condição (kWh/m².ano)
A 5 CR ≤ 24,138
B 4 24,138 < CR ≤ 38,206
C 3 38,206 < CR ≤ 52,274
D 2 52,274 < CR ≤ 66,342
E 1 CR > 66,342

3.1.3 Procedimento para determinação da eficiência da envoltória: Método de simulação

Neste método, o desempenho da envoltória é determinado por meio de simulação computacional.


Pode ser usado para avaliar edificações condicionadas naturalmente ou condicionadas
artificialmente.

3.1.3.1 Pré-requisitos específicos do método de simulação

Além dos pré-requisitos da envoltória, descritos no item 3.1.1, para o método de simulação
devem ser atendidos os seguintes pré-requisitos específicos.

a) Programa de simulação

O programa computacional de simulação termo-energética deve possuir, no mínimo, as seguintes


características:

• ser um programa para a análise do consumo de energia em edifícios;

• ser validado pela ASHRAE Standard 140;

• modelar 8.760 horas por ano;

• modelar variações horárias de ocupação, potência de iluminação e equipamentos,


rede de ventilação natural e sistemas de condicionamento artificial, definidos
separadamente para cada dia da semana e feriados;
51
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

• modelar efeitos de inércia térmica;

• permitir a modelagem de multi-zonas térmicas;

• ter capacidade de simular as estratégias bioclimáticas adotadas no projeto;

• determinar a capacidade solicitada pelo sistema de condicionamento de ar;

• produzir relatórios horários das trocas de ar entre os ambientes e das infiltrações;

• produzir relatórios horários do uso final de energia.

b) Arquivo climático

O arquivo climático utilizado deve possuir, no mínimo, as seguintes características:

• fornecer valores horários para todos os parâmetros relevantes requeridos pelo programa
de simulação, tais como temperatura e umidade, direção e velocidade do vento e radiação
solar;

• os dados climáticos devem ser representativos da Zona Bioclimática onde o projeto


proposto será locado e, caso o local do projeto não possuir arquivo climático, deve-se
utilizar dados climáticos de uma região próxima que possua características climáticas
semelhantes;

• devem ser utilizados arquivos climáticos disponibilizados pelo Departamento de Energia


dos Estados Unidos (www.eere.energy.gov) ou os arquivos climáticos aprovados por
laboratório de referência, em formatos tais como TRY e TMY.

3.1.3.2 Procedimentos para simulação

O método da simulação compara o desempenho da edificação proposta com os valores de


referência das tabelas de classificação dos níveis de eficiência energética da envoltória (Anexo
II), cujas características devem estar de acordo com o nível de eficiência pretendido.

Independente da modelagem e simulação, após definida a eficiência através da simulação, os


pré-requisitos de todos os itens devem ser cumpridos.

a) Metodologia de avaliação da eficiência da envoltória

A metodologia de avaliação compara os indicadores de graus-hora e consumos relativos dos


ambientes de permanência prolongada da UH com os níveis de eficiência das tabelas do arquivo
climático utilizado na simulação (Anexo II). Os indicadores de graus-hora e consumos relativos
52
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

dos ambientes de permanência prolongada do projeto devem ser iguais ou menores que os níveis
de eficiência das tabelas.

Condições para cálculo do indicador de graus-hora


Calcular a temperatura operativa por meio do programa computacional de simulação ou da
Equação 3.28.

Equação 3.28 –
temperatura
operativa

Onde:
Ta: temperatura do ar no ambiente (°C);
Tr: temperatura radiante média (°C);
A: constante que varia com a velocidade do ar no ambiente (Var, em m/s), conforme segue:
A = 0,5 para Var < 0,2 m/s;
A = 0,6 para 0,2 m/s < Var < 0,6 m/s;
A = 0,7 para 0,6m/s < Var ≤ 1,0m/s.

Observação: Na ausência de dados de velocidade do ar no ambiente deve ser considerado o


coeficiente da velocidade do ar de A = 0,5 na Equação 3.28.

A temperatura base para o cálculo dos graus-hora de resfriamento é de 26ºC. Através da Equação
3.29 calcula-se o indicador de graus-hora de resfriamento para a temperatura operativa.

Equação 3.29 –
indicador de
graus-hora

Onde:

GHR: indicador de graus-hora para resfriamento;

Th: Temperatura operativa horária.

Condições para cálculo do consumo relativo de energia


O consumo relativo de energia para refrigeração e aquecimento dos ambientes de permanência
prolongada é calculado para edificações com condicionamento artificial de ar. O consumo é
calculado para o período de condicionamento artificial no período das 21 h às 8 h, sendo que no
período restante a edificação é ventilada naturalmente, com a estratégia de ventilação controlada
automaticamente através do critério de temperatura. A temperatura do termostato de refrigeração
é de 24°C e de aquecimento é de 22°C. As condições para modelagem do sistema são
53
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

apresentadas a seguir. O desempenho da envoltória para as condições de condicionamento


artificial de ar é de caráter informativo.

b) Condições para modelagem da envoltória e dos sistemas

Modelagem da envoltória
A modelagem da envoltória da edificação deve considerar que:
• para as edificações unifamiliares, todos os ambientes da UH devem ser modelados como
uma zona térmica, com as características geométricas, propriedade térmicas dos
elementos construtivos e orientação conforme o projeto proposto;

• para as edificações multifamiliares de até 10 pavimentos, todas as UHs do pavimento


tipo, do térreo e da cobertura deve ser modeladas, com as características geométricas,
propriedades térmicas dos elementos construtivos e orientação conforme o projeto
proposto. Cada ambiente da UH deve ser modelado como uma zona térmica;

• para as edificações multifamiliares que possuem mais que 10 pavimentos deve ser
modelado um pavimento tipo para cada 5 pavimentos intermediários;

• os dispositivos de sombreamento devem ser modelados conforme o projeto proposto;

• o ático da cobertura pode ser modelado como uma zona térmica;

• os ambientes das áreas de uso comum das edificações multifamiliares podem ser
modelados agrupados em uma zona térmica, desde que esta modelagem não interfiram na
ventilação natural das unidades habitacionais autônomas.

Observação: nas UHs é permitido o agrupamento de ambientes em uma mesma zona térmica
quando estes não possuírem aberturas (janelas e portas) para a ventilação natural.

Modelagem do sistema de ventilação natural


A modelagem do sistema de ventilação natural da edificação deve considerar que:
• todos os ambientes da UH que possuem aberturas para ventilação devem ser modelados
no sistema de ventilação natural. As aberturas que proporcionam a ventilação (portas e
janelas) devem possuir as mesmas coordenadas cartesianas do projeto;

• o coeficiente de rugosidade do entorno (α) deve ser de 0,33, que representa um terreno de
centro urbano, no qual pelo menos 50% das edificações possuem altura maior que 21m;

54
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Observação: O valor recomendado é baseado na ASHRAE Handbook of Fundamentals


(2009) que estabelece o expoente α = 0,33 e δ = 460 para a camada limite.

• os coeficientes de pressão (CP) podem ser estimados através de experimentos em túnel do


vento, bancos de dados de medições em túnel de vento ou calculados pelas equações de
Swami e Chandra (1988) e Akins et al. (1979), que estimam os coeficientes de pressão
médio das superfícies de edificações baixas e altas, respectivamente. As bases de dados
de coeficiente de pressão recomendadas são Pressure Database1, CP Generator2 e o
CPCALC+;

• o coeficiente de descarga (CD) para janelas e portas retangulares deve ser de 0,60; para
outros formatos que não regulares pode-se usar outros coeficientes de descarga, desde
que justificados;

• o coeficiente do fluxo de ar por frestas (CQ) para janelas e portas retangulares deve ser de
0,001 kg/s.m e o expoente do fluxo de ar (n) de 0,65; para outros formatos que não
regulares, pode-se usar outros valores, desde que justificados;

• o padrão de uso da ventilação natural pode ser através da estratégia de controle


automático, por temperatura ou entalpia. Também há a opção de controlar a ventilação
por períodos determinados, através de padrões horários.

Observação1: As equações de Swami e Chandra (1988) e Akins et al (1979) são utilizadas pelo
programa EnergyPlus na opção do cálculo médio dos coeficientes de pressão superficial. Nas
simulações do método prescritivo deste RTQ foram adotadas as equações que calculam o valor
médio do coeficiente de pressão para a superfície. Para utilizar outras bases de coeficientes de
pressão, descarga, frestas e de rugosidade do entorno, estas devem ser submetidas ao
laboratório de referência para ser aprovado.

Observação2: O controle automático por temperatura é realizado através de uma Schedule de


temperatura que controla a abertura das janelas, a qual habilita a abertura da janela quando a
temperatura do ar do ambiente é igual ou superior à temperatura do termostato (Tint ≥
Ttermostato), também quando a temperatura do ar do ambiente é superior à externa (Tint ≥ Text).

Modelagem do sistema de condicionamento de ar


A modelagem do sistema de condicionamento de ar da edificação deve considerar:
• sistema de condicionamento do ar instalado nos dormitórios das unidades habitacionais
autônomas, excluindo dependências de serviço;

1
http://wind.arch.t-kougei.ac.jp/system/eng/contents/code/tpu
2
www.cpgen.bouw.tno.nl/cp/
55
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

• temperatura do termostato de refrigeração de 24°C, para todas as Zona Bioclimáticas;

• temperatura do termostato de aquecimento de 22°C, somente para as Zonas Bioclimáticas


1 a 4;

• condicionamento artificial no período das 21 h às 8 h;

• ventilado naturalmente no período das 9 h às 20 h;

• taxa de fluxo de ar por pessoa de 0,00944 m³/s;

• modo de operação do ventilador contínuo;

• eficiência do ventilador de 0,7 e eficiência do motor de 0,9;

• razão entre o calor retirado do ambiente e a energia consumida do equipamento (COP) de


3,00 W/W;

• razão entre o calor fornecido ao ambiente e a energia consumida do equipamento (COP)


de 2,75 W/W;

• número máximo de horas não atendidas do sistema de condicionamento de ar de 10%;

• capacidade do sistema de condicionamento de ar dos ambientes dimensionadas


automaticamente pelo programa de simulação, de forma que atenda à exigência do limite
de horas não atendidas.

Padrões de uso e Cargas internas


A UH deve ser modelada considerando as cargas internas de iluminação, equipamentos e
ocupação de cada ambiente, mesmo que o objetivo da avaliação seja somente os ambientes de
permanência prolongada.

Padrão de ocupação
O padrão mínimo de ocupação dos dormitórios deve ser de duas pessoas por ambiente. Os
demais ambientes de permanência prolongada e a cozinha devem ser utilizados por todos os
usuários dos dormitórios.

Deve ser modelado um padrão de ocupação dos ambientes para os dias de semana e outro para os
finais de semana, conforme os horários de ocupação são apresentados na Tabela 3.39. A
ocupação do ambiente é representada pela porcentagem das pessoas disponíveis no horário.

Tabela 3.39: Padrão de ocupação para dias de semana e final de semana

Dormitórios Sala Cozinha


Hora
Dias de Final de Dias de Final de Dias de Final de

56
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Semana Semana Semana Semana Semana Semana


1h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
2h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
3h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
4h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
5h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
6h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
7h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
8h 0% 100 % 0% 0% 75 % 0%
9h 0% 100 % 0% 0% 25 % 0%
10 h 0% 50 % 0% 0% 25 % 50 %
11 h 0% 0% 0% 25 % 25 % 50 %
12 h 0% 0% 0% 75 % 25 % 25 %
13 h 0% 0% 0% 0% 100 % 100%
14 h 0% 0% 25 % 75 % 0% 25 %
15 h 0% 0% 25 % 50 % 0% 0%
16 h 0% 0% 25 % 50 % 0% 0%
17 h 0% 0% 25 % 50 % 0% 0%
18 h 0% 0% 25 % 25 % 0% 50 %
19 h 0% 0% 100 % 25 % 0% 100 %
20 h 0% 0% 50 % 50 % 50 % 50 %
21 h 50 % 50 % 50 % 50 % 0% 0%
22 h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
23 h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
24 h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%

Em função do tipo de atividade desempenhada em cada ambiente deve ser adotada a taxa
metabólica para cada atividade, conforme recomendado na Tabela 3.40. Os valores
recomendados para as taxas foram baseados na ASHRAE Handbook of Fundamentals (2009),
considerando uma área de pele média de 1,80 m². Quando a cozinha for ocupada por mais de
uma pessoa, somente uma estará com taxa metabólica de 95 W/m², os outros ocupantes podem
estar com taxas metabólicas de 60 W/m².

Tabela 3.40: Taxas metabólicas para cada atividade

Calor Calor produzido para


Ambiente Atividade realizada
produzido área de pele = 1,80 m²

57
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

(W/m²) (W)
Cozinha Preparando refeição 95 171
Sala Sentado ou assistindo TV 60 108
Dormitórios Dormindo ou descansando 45 81

Padrão de uso da iluminação


O padrão de uso da iluminação foi desenvolvido em função do padrão de ocupação dos
ambientes de permanência prolongada e da cozinha. Foram definidos dois padrões de uso da
iluminação: um para os dias de semana e outro para os finais de semana, que são apresentados na
Tabela 3.41. Os valores 100% representam os horários do uso da iluminação e os valores de 0%
representam que a iluminação do ambiente está desligada.

Tabela 3.41: Padrão de uso da iluminação


Dormitórios Sala Cozinha
Hora Dias de Final de Dias de Final de Dias de Final de
Semana Semana Semana Semana Semana Semana
1h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
2h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
3h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
4h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
5h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
6h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
7h 100 % 0% 0% 0% 0% 0%
8h 0% 0% 0% 0% 100 % 0%
9h 0% 100 % 0% 0% 0% 0%
10 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
11 h 0% 0% 0% 100 % 0% 0%
12 h 0% 0% 0% 100 % 0% 0%
13 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
14 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
15 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
16 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
17 h 0% 0% 100 % 100 % 0% 0%
18 h 0% 0% 100 % 100 % 0% 100 %
19 h 0% 0% 100 % 100 % 0% 100 %
20 h 0% 0% 100 % 100 % 100 % 100 %
21 h 100 % 100 % 100 % 100 % 0% 0%

58
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

22 h 100 % 100 % 0% 0% 0% 0%
23 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%
24 h 0% 0% 0% 0% 0% 0%

Os ambientes de permanência prolongada e cozinha devem ser modelados com densidades de


potência instalada de iluminação conforme a Tabela 3.42.

Tabela 3.42: Densidade de potência instalada de iluminação

Ambiente DPI (W/m²)


Dormitórios 5,0
Sala 6,0
Cozinha 7,0

Cargas internas de equipamentos


Devem ser modeladas as cargas internas de equipamentos para os ambientes da cozinha e sala. O
período e a potência das cargas internas são apresentados na Tabela 3.43.

Tabela 3.43: Cargas internas de equipamento dos ambientes.


Ambiente Período Potência (W/m²)
Sala 24 h 1,5
Cozinha 24 h 4,5

Observação: Para a simulação do ambiente devem ser consideradas as potências dos


equipamentos para o período de 24 horas do dia durante todo o período de simulação.

Temperatura do solo dos modelos


Nas edificações térreas, a temperatura do solo é um parâmetro importante, pois as trocas de calor
entre o piso e o solo são determinantes no resultado final das trocas de calor do ambiente. Nas
unidades habitacionais autônomas em que o piso dos ambientes estiver em contato com o solo,
devem ser calculadas as temperaturas médias do solo para cada mês do ano, com base nos
valores médios das temperaturas internas e externas da edificação, para o clima que será
simulado. A temperatura do solo deve ser calculada com a geometria da edificação, propriedades
térmicas dos elementos construtivos, padrões de uso e com a estratégia de ventilação do projeto.

Observação: Os valores de temperatura do solo dos arquivos climáticos não são recomendados
para o uso em simulações térmicas e energéticas. Para as simulações do método prescritivo

59
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

deste RTQ utilizou-se o programa Slab, que está vinculado ao EnergyPlus, para calcular as
temperaturas do solo. O programa calcula a temperatura média do solo para cada mês do ano,
com base nos valores médios de temperaturas internas e externas da edificação, para o clima
escolhido.

3.2 Sistema de aquecimento de água

Esta seção descreve os critérios para avaliação da eficiência de sistemas de aquecimento de água.

3.2.1 Pré-requisito do sistema de aquecimento de água

As tubulações para água quente devem ser apropriadas para a função e nos pontos de uso deve
haver misturadores de água quente e fria.

Como pré-requisito para os Níveis A e B, o projeto de instalações hidrossanitárias deve


comprovar que as tubulações metálicas para água quente possuem isolamento térmico com
espessura mínima determinada pela Tabela 3.44, de acordo com o comprimento da tubulação.
Para tubulações não metálicas, a espessura mínima do isolamento deve ser de 1cm, para qualquer
comprimento de tubulação, com condutividade térmica entre 0,032 e 0,040 W/mK.

Para reservatórios de água quente instalados em sistemas que não sejam de aquecimento solar
deve-se comprovar que a estrutura do reservatório apresenta resistência térmica mínima de 2,20
(m²K)/W.

Tabela 3.44: Espessura mínima de isolamento de tubulações para aquecimento de água


Faixa de Comprimento da tubulação
Condutividade térmica (cm)
temperatura do
o (W/m.K)
fluido ( C) < 100 ≥ 100
T ≥ 40 0,032 a 0,040 1 cm 2,5 cm

Para isolamentos cuja condutividade térmica esteja fora da faixa estipulada na Tabela 3.44, a
espessura mínima (E) deve ser determinada pela Equação 3.30.

Equação 3.30 –
espessura mínima de
isolamento para
isolantes com
condutividade térmica
fora da faixa

60
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

estipulada na Tabela
3.44

Onde:
E: espessura mínima de isolamento (cm);
r: raio externo da tubulação (cm);
e: espessura de isolamento listada nesta tabela para a temperatura do fluido e tamanho da
tubulação em questão (cm);
λ: condutividade do material alternativo à temperatura média indicada para a temperatura do
fluido (W/m.K);
λ’: valor superior do intervalo de condutividade listado nesta tabela para a temperatura do fluido
(W/m.K).

3.2.2 Procedimento para determinação da eficiência

O sistema de aquecimento de água deve ter sua eficiência estabelecida pela Tabela 2.1,
utilizando resultados de um dos itens: 3.2.2.1 a 3.2.2.4. Nas regiões Norte e Nordeste, caso não
exista sistema de aquecimento de água instalado na UH, deve-se adotar equivalente numérico de
aquecimento de água (EqNumAA) igual a 4, ou seja, nível D. Nas demais regiões, caso não
exista sistema de aquecimento de água instalado na UH, deve-se adotar equivalente numérico de
aquecimento de água (EqNumAA) igual a 1, ou seja, nível E.

Observação: O baixo nível de eficiência atribuído a UHs que não possuem sistema de
aquecimento de água justifica-se pela falta de opção do usuário, que fica restrito à instalação de
chuveiro elétrico caso opte por instalar um sistema de aquecimento. O nível D atribuído às
regiões Norte e Nordeste equivale ao nível máximo possível de ser atingido por sistemas de
aquecimento elétrico (ver item 3.2.2.4).

O nível de eficiência de sistemas mistos de aquecimento de água em uma mesma UH será:


• o maior dos equivalentes numéricos obtidos quando houver a combinação de sistemas de
aquecimento solar com aquecimento a gás ou bomba de calor; e
• o equivalente numérico do sistema de aquecimento solar, quando este for combinado com
aquecimento elétrico, desde que o aquecimento solar corresponda a uma fração solar
mínima de 70%.

Para os demais casos de sistemas mistos de aquecimento de água, o nível de eficiência será a
combinação das porcentagens de demanda de aquecimento de água de cada sistema multiplicado

61
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

pelo seu respectivo equivalente numérico, de acordo com a Equação 3.31. A classificação geral
será obtida por meio da Tabela 2.2.

Equação 3.31 –
equivalente
numérico de
sistemas mistos de
aquecimento de
água

Onde:
EqNumAA: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água;
%: porcentagem da demanda atendida pelo referido sistema de aquecimento de água;
EqNumAA1: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água 1, obtido de um dos
itens: 3.2.2.2 a 3.2.2.5;
EqNumAA2: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água 2, obtido de um dos
itens: 3.2.2.2 a 3.2.2.5;
EqNumAAn: Equivalente numérico do sistema de aquecimento de água n, obtido de um dos
itens: 3.2.2.2 a 3.2.2.5.

3.2.2.1 Sistema de aquecimento solar

a) Pré-requisitos do sistema de aquecimento solar

Os coletores solares devem ser instalados com orientação conforme especificações, manual de
instalação e projeto. Na ausência desses documentos, sugere-se que os coletores sejam instalados
voltados para o Norte geográfico com desvio máximo de até 30º desta direção.

Os coletores solares devem ser instalados com ângulo de inclinação conforme especificações,
manual de instalação e projeto. Na ausência desses documentos, sugere-se que o ângulo de
inclinação seja igual ao da latitude do local, acrescido de 10º, nunca inferior a 15º.

Observação: o pré-requisito do ângulo de inclinação dos coletores não se aplica a edificações


localizadas no hemisfério norte (acima da linha do Equador).

Para obtenção dos níveis A ou B os coletores solares para aquecimento de água (aplicação:
banho) devem possuir ENCE A ou B. Os reservatórios devem possuir Selo PROCEL.
Reservatórios com volumes superiores aos etiquetados pelo Inmetro devem apresentar o projeto
do reservatório térmico com desempenho igual ou superior ao reservatório com maior volume ao
etiquetado pelo Inmetro. Em todos os casos, o reservatório de água quente deve ter isolamento

62
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

térmico adequado e capacidade de armazenamento mínimo compatível com o dimensionamento


proposto nos itens a seguir.

Os coletores solares e os reservatórios térmicos devem atender aos requisitos das normas
brasileiras aplicáveis.

Na instalação do sistema de aquecimento solar deve-se dar preferência a instaladores que fazem
parte do Programa de qualificação de fornecedores de sistemas de aquecimento solar -
QUALISOL BRASIL.

b) Procedimento para determinação da eficiência: método do dimensionamento

A eficiência do sistema de aquecimento solar deve ser definida em duas etapas. Na primeira
etapa realiza-se o dimensionamento do sistema para a edificação sob avaliação de acordo com os
itens descritos a seguir na Etapa 1. Na segunda etapa compara-se o dimensionamento realizado
na primeira etapa com as características do projeto sob avaliação. A classificação da eficiência
do sistema de aquecimento solar será obtida na Tabela 3.45. Sistemas que apresentarem o
volume de armazenamento (Varmaz) entre 40% e 75% do volume de consumo (Vconsumo), ou
superior a 150%, atingirão no máximo nível D. Sistemas que apresentarem o volume de
armazenamento (Varmaz) inferior a 40% do volume de consumo (Vconsumo) atingirão nível E.

Em edificações multifamiliares onde o sistema de aquecimento solar é individual, a análise deve


ser feita individualmente, por UH.

Tabela 3.45 – Classificação da eficiência de sistemas de aquecimento solar

Área dos coletores Classificação


Maior ou igual ao dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente
A
à fração solar mínima de 70%)
Até 10% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1
B
(equivalente à fração solar entre 60 e 69%)
De 10% a 20% menor que o dimensionamento obtido na Etapa 1
C
(equivalente à fração solar entre 50 e 59%)
Maior que 20% do dimensionamento obtido na Etapa 1 (equivalente
D
à fração solar menor que 50%)

Etapa 1: Dimensionamento do sistema de aquecimento de água

1) Calcular o volume do sistema de armazenamento


O volume de armazenamento do sistema deve ser calculado de acordo com a Equação 3.32.

63
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Equação 3.32 –
volume de
armazenamento

Onde:
Vconsumo: volume de consumo diário de água a ser aquecida (m3). Deve-se considerar no mínimo
50 litros/pessoa/dia (0,05 m3/pessoa/dia) e a existência de duas pessoas por dormitório social e
uma pessoa por dormitório de dependências de serviço;

Varmaz: volume de armazenamento do sistema de aquecimento solar (m3). O volume de


armazenamento deve ser Varmaz ≥ 75% Vconsumo;

Tconsumo: é a temperatura de consumo de utilização (oC). Deve ser adotado no mínimo 40oC (para
as regiões Norte e Nordeste pode-se adotar 38oC).

Tarmaz: é a temperatura de armazenamento da água (oC). Esta temperatura deve ser, no mínimo,
igual à temperatura de consumo;

Tambiente: temperatura ambiente média anual do local de instalação (oC), de acordo com o Anexo
D da NBR 15569.

2) Calcular a demanda de energia útil

A demanda de energia útil deve ser calculada de acordo com a Equação 3.33.

Equação 3.33 –
energia útil

Onde:
Eútil: energia útil (kWh/dia);
Varmaz: volume de armazenamento do sistema de aquecimento solar (m3), calculado de acordo
com a Equação 3.32;
ρ: massa específica da água, igual a 1.000 (kg/m3);
Cp: calor específico da água, igual a 4,18 (kJ/kg.K);
Tarmaz: é a temperatura de armazenamento da água (oC). Esta temperatura deve ser, no mínimo,
igual à temperatura de consumo;
Tambiente: temperatura ambiente média anual do local de instalação (oC), de acordo com o Anexo
D da NBR 15569.

64
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

3) Calcular a produção média diária de energia do coletor solar

A produção média diária de energia específica do coletor solar deve ser calculada de acordo com
a Equação 3.34.

Equação 3.34 –
produção média
diária de energia do
coletor solar
Onde:
PMDEE: produção média diária de energia específica do coletor solar (kWh/m2/dia);
Frτα: coeficiente de ganho do coletor solar, obtido nas tabelas do PBE para coletores solares
(adimensional);
FrUL: coeficiente de perdas do coletor solar, obtido nas tabelas do PBE para coletores solares
(adimensional).

4) Calcular o fator de correção para inclinação e orientação do coletor solar

O fator de correção para inclinação e orientação do coletor solar deve ser calculado de acordo
com a Equação 3.35, para 15º < β < 90º.

Equação 3.35 –
Área coletora do
sistema de
aquecimento solar
Onde:

FCinstal: fator de correção para inclinação e orientação do coletor solar;


β: inclinação do coletor em relação ao plano horizontal (expresso em graus);
βrecomendado: inclinação recomendada do coletor para o local de instalação (expresso em graus).
Sugere-se que seja adotado o valor de módulo da latitude local + 10º;
γ: ângulo de orientação dos coletores solares em relação ao norte geográfico (expresso em
graus).

5) Calcular a área coletora

A área coletora do sistema de aquecimento solar deve ser calculada de acordo com a Equação
3.36.

Equação 3.36 –
Área coletora do
sistema de

65
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

aquecimento solar

Onde:
Acoletora: área coletora do sistema de aquecimento solar (m2), correspondente à fração solar de
70%;
Eútil: energia útil (kWh/dia), calculada de acordo com a Equação 3.33;
Eperdas: somatório das perdas térmicas dos circuitos primário e secundário (kWh/dia), calculada
pela soma das perdas ou pela Equação 3.37.

Equação 3.37 –
somatório das
perdas térmicas dos
circuitos primário e
secundário

FCinstal: fator de correção para inclinação e orientação do coletor solar, calculado através da
Equação 3.35;
PMDEE: produção média diária de energia específica do coletor solar (kWh/m2), calculada
através da Equação 3.34;
IG: média anual da irradiação global diária para o local de instalação (kWh/m2.dia), de acordo
com Anexo E da NBR 15569.

Etapa 2: Comparar o dimensionamento da Etapa 1 com as características do projeto


1) Identificar a área coletora do projeto e comparar com a área coletora obtida através da
Equação 3.36. A classificação da eficiência do sistema de aquecimento solar será obtida na
Tabela 3.45.
2) Verificar o volume de armazenamento do projeto. Este volume deve ser superior a 75% do
volume de consumo e inferior a 150%. Caso contrário, o sistema de aquecimento de água
atingirá no máximo nível D (se o volume de armazenamento estiver entre 40% e 75% do volume
de consumo) e nível E (se o volume de armazenamento inferior a 40% do volume de consumo).

c) Procedimento para determinação da eficiência: método de simulação

Como alternativa ao método de dimensionamento recomenda-se a utilização de estimativas


obtidas a partir de simulações, utilizando a metodologia “Carta F” (BECKMAN, KLEIN e
DUFFIE, 1977) ou similares. Deve-se dimensionar o sistema considerando fração solar mínima
de 70%.

66
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

3.2.2.2 Sistema de aquecimento a gás

Para obtenção dos níveis A ou B, os aquecedores a gás do tipo instantâneo devem possuir ENCE
A ou B. Nos casos onde seja utilizado reservatório de água quente, este deve ter isolamento
térmico e capacidade adequados.

Na instalação do sistema de aquecimento a gás deve-se dar preferência a instaladores que fazem
parte do Programa de Qualificação de Fornecedores de Instalações Internas de Gases
Combustíveis e Aparelhos a Gás – QUALINSTAL GÁS.

a) Aquecedores a gás classificados pelo PBE

Os aquecedores a gás do tipo instantâneo devem possuir ENCE e estar de acordo com normas
técnicas brasileiras para aquecedores a gás. Deve-ser adotar a classificação da ENCE obtida na
Tabela do PBE, considerando a última versão publicada na página do Inmetro, e identificar o
equivalente numérico na Tabela 2.1.

Os aquecedores devem estar instalados em lugares protegidos permanentemente contra


intempéries e com ventilação adequada para não interferir em sua eficiência.

b) Aquecedores a gás não presentes no PBE

Os aquecedores a gás não enquadrados no item a) devem ser classificados de acordo com os
níveis e requisitos a seguir:

• Níveis A e B: os aquecedores de água devem atender aos requisitos mínimos de


eficiência apresentados na Tabela 3.46;
• Nível C: os aquecedores de água devem atender aos requisitos mínimos de eficiência
apresentados na Tabela 3.47; e
• Nível E: quando o sistema não se enquadrar nos níveis acima.

Tabela 3.46: Eficiência mínima de sistemas de aquecimento de água para classificação nos
níveis A e B (Fonte: ASHRAE Standard 90.1-2007)
Tipo de Procedimento
Capacidade Subcategoria Eficiência mínima
equipamento de teste
Aquecedor DOE 10 CFR
≤ 75.000 Btu/h ≥ 20 gal 0,62 - 0,0019V EF
de Part 430
acumulação a < 4000 80% Et(Q/800 + 110 ANSI
> 75.000 Btu/h
gás (Btu/h)/gal sqr(v)) SL, Btu/h Z21.10.3
> 50.000 e ≥ 4000
DOE 10 CFR
Aquecedor < 200.000 (Btu/h)/Gal e 0,62-0,0019V EF
Part 430
de passagem Btu/h < 2gal
a gás ≥ 200.000 ≥ 4000 ANSI
80% Et
Btu/h (Btu/h)/Gal e Z21.10.3

67
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

< 10gal
≥ 4000
≥ 200.000 80% Et(Q/800 + 110 ANSI
(Btu/h)/Gal e
Btu/h sqr(v)) SL, Btu/h Z21.10.3
≥ 10gal

Tabela 3.47: Eficiência mínima de sistemas de aquecimento de água para classificação nos
níveis C (Fonte: ASHRAE Standard 90.1-1999)
Tipo de Procedimento
Capacidade Subcategoria Eficiência mínima
equipamento de teste
DOE 10 CFR
≤ 22,98 kW ≥ 75,7 L 0,62-0,0072V EF
Aquecedor Part 430
de > 22,98 e 78% Et
< 309,75 W/L ANSI Z21.10.3
acumulação a ≤ 45,43 kW 8,29 V + 192 SL, W
gás 78% Et
> 45,43 kW < 309,75 W/L ANSI Z21.10.3
8,29 V + 160 SL, W
> 14,66 e ≥ 309,75 W/L e DOE 10 CFR
0,62-0,0072V EF
< 58,62 kW < 7,57 L Part 430
Aquecedor
≥ 309,75 W/L e
de passagem ≥ 58,62 kW 80% Et ANSI Z21.10.3
< 37,85 L
a gás
≥ 309,75 W/L e 77% Et
> 58,62 kW ANSI Z21.10.3
≥ 37,85 L 14,67 + 113 SL, W

c) Caldeiras a gás
Caldeiras a gás devem atender aos requisitos mínimos de eficiência apresentados na Tabela 3.48.

Tabela 3.48: Eficiência mínima para de sistemas de aquecimento de água a gás


Tipo de Eficiência Procedimento de
Capacidade Subcategoria
equipamento mínima* teste
Aquecedor de 80% Et (Q/800 +
> 22,98 kW < 309,75 W/L ANSI Z21.10.3
acumulação a gás 110 ) SL, W
*Fator energético (EF) e Eficiência térmica (Et) são requisitos mínimos, enquanto que as perdas em standby (SL)
são computadas em W considerando uma diferença de temperatura de 38,9°C entre a água quente acumulada e as
condições térmicas do ambiente interno. Na equação de EF, V representa o volume em unidades de galões (1 L =
0,264 gal). Na equação de SL, V representa o volume em unidades de galões e Q representa a potência nominal de
entrada em W.

3.2.2.3 Bombas de calor

Sistemas de aquecimento de água utilizando bombas de calor recebem eficiência de acordo com
o coeficiente de performance (COP), medido de acordo com as normas ASHRAE Standard 146,
ASHRAE 13256 ou AHRI 1160. O nível de eficiência será obtido através da Tabela 3.49 e o
equivalente numérico identificado na Tabela 2.1.
68
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 3.49 – Nível de eficiência para bombas de calor

COP (W/W) Nível de eficiência


COP ≥ 3,0 A
2,0 ≤ COP < 3,0 B
COP < 2,0 C

Nas bombas de calor não devem ser utilizados gases refrigerantes comprovadamente nocivos ao
meio ambiente (por exemplo, R22). Recomenda-se equipamentos que utilizem os gases R 134, R
407 ou similares.

3.2.2.4 Sistema de aquecimento elétrico

a) Aquecedores elétricos de passagem, chuveiros elétricos e torneiras elétricas

Aos sistemas de aquecimento de água com aquecedores elétricos de passagem, chuveiros


elétricos e torneiras elétricas é atribuída eficiência em função da potência do aparelho, desde que
sua eficiência energética seja superior a 95% de acordo com as Tabelas de consumo de energia
elétrica de aquecedores elétricos de passagem, de chuveiros elétricos e de torneiras elétricas do
PBE. Deve-se considerar a última versão publicada na página do Inmetro.

A classificação dos aparelhos através da classe de potência recebe eficiência:

• D, para aparelhos com potência P ≤ 4.600 W;


• E, para aparelhos com potência P > 4.600 W.
Equipamentos com potência regulável serão classificados pela maior potência.

b) Aquecedores elétricos de hidromassagem

Aos aquecedores elétricos de hidromassagem é atribuída eficiência em função da potência do


aparelho, desde que sua eficiência energética seja superior a 95% de acordo com a Tabela de
consumo de energia elétrica de aquecedores elétricos de hidromassagem do PBE, considerando a
última versão publicada na página do Inmetro.

A classificação dos aparelhos através da classe de potência recebe eficiência:

• D, para aparelhos com potência P ≤ 5.000 W;


• E, para aparelhos com potência P > 5.000 W.

69
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

c) Aquecedores elétricos por acumulação (boiler)

Os aquecedores elétricos de água por acumulação (boiler) devem possuir ENCE e estar de acordo
com normas técnicas brasileiras para aquecedores elétricos por acumulação. Os aquecedores
deverão possuir timer para evitar seu uso no horário de ponta. Estão excluídos desta categoria os
reservatórios do sistema de aquecimento solar de água que possuem resistência elétrica para
aquecimento complementar.

A classificação dos boilers será:

• D, para boilers com classificação A ou B no PBE;


• E, para outros.

3.2.2.5 Caldeiras a óleo

Caldeiras que utilizam como combustível fluidos líquidos como óleo diesel ou outros derivados
de petróleo receberão classificação Nível E.

3.3 Bonificações

Iniciativas que aumentem a eficiência da UH poderão receber até 1 (um) ponto na classificação
geral da UH somando os pontos obtidos por meio das bonificações. Para tanto, estas iniciativas
deverão ser justificadas e comprovadas. As bonificações, descritas nos itens 3.3.1 a 3.3.8, são
independentes entre si e podem ser parcialmente alcançadas. A bonificação total alcançada é a
somatória das bonificações obtidas em cada item, de acordo com a Equação 3.38.

Equação 3.38 -
Bonificações

Onde:

Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação

b1: Bonificação referente à ventilação natural (item 3.3.1), cuja pontuação varia de zero a 0,40
pontos;

70
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

b2: Bonificação referente à iluminação natural (item 3.3.2), cuja pontuação varia de zero a 0,30
pontos;

b3: Bonificação referente ao uso racional de água (item 3.3.3), cuja pontuação varia de zero a
0,20 pontos;

b4: Bonificação referente ao condicionamento artificial de ar (item 3.3.4), cuja pontuação varia
de zero a 0,20 pontos;

b5: Bonificação referente à iluminação artificial (item 3.3.5), cuja pontuação varia de zero a 0,10
pontos;

b6: Bonificação referente a ventiladores de teto instalados na UH (item 3.3.6), cuja pontuação
obtida será zero ou 0,10 pontos;

b7: Bonificação referente a refrigeradores instalados na UH (item 3.3.7), cuja pontuação obtida
será zero ou 0,10 pontos; e

b8: Bonificação referente à medição individualizada (item 3.3.8), cuja pontuação cuja pontuação
obtida será zero ou 0,10 pontos.

Observação: A pontuação máxima em bonificações a ser somada na Equação 2.1 é 1 (um)


ponto.

3.3.1 Ventilação natural

As UHs de até dois pavimentos devem comprovar a existência de porosidade mínima de 20% em
pelo menos duas fachadas com orientações distintas, expressa pela relação entre a área efetiva de
abertura para ventilação e a área total das fachadas (a verificação da porosidade é feita por
fachada). Em edifícios verticais, essa porosidade pode ser reduzida em função da altura das
aberturas de entrada do vento, medida em relação ao nível médio do meio-fio e o centro
geométrico dessas aberturas. O valor da redução pode ser obtido com base na Tabelas 3.50. (0,12
pontos)

Tabela 3.50: Coeficiente de redução da porosidade


Altura da abertura Coeficiente redutor
Pavimento
(m) da porosidade
3 7,5 0,8
4 10,5 0,7
5 13,5 0,7
6 16,5 0,6
7 19,5 0,6
71
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

8 22,5 0,6
9 25,5 0,5
10 28,5 0,5
11 31,5 0,5
12 34,5 0,5
13 37,5 0,5
14 40,5 0,5
15 43,5 0,5
...

Todos os ambientes de permanência prolongada da UH devem atender aos seguintes requisitos:

• utilização de dispositivos especiais (como venezianas móveis, peitoris ventilados, torres


de vento e outros) que favoreçam o desempenho da ventilação natural, mas permitam o
controle da luz natural, da incidência de chuvas e dos raios solares e da privacidade (0,16
pontos);
• existência de aberturas externas com centro geométrico localizado entre 0,40 e 0,70m
medidos a partir do piso (0,06 pontos);
• na Zona Bioclimática 8, as aberturas intermediárias (portas, rasgos etc.) devem apresentar
permeabilidade em relação à circulação do ar, quer seja na própria folha da esquadria
quer na forma de bandeiras móveis ou rasgos verticais. A área livre desses componentes
deve corresponder a, no mínimo, 0,30 da área da abertura intermediária quando a mesma
estiver fechada e devem ser passíveis de fechamento (0,06 pontos).

3.3.2 Iluminação natural

3.3.2.1 Método prescritivo

a) Profundidade de ambientes com iluminação natural proveniente de aberturas laterais


(0,20 pontos)

A profundidade a ser considerada deve ser a maior distância entre paredes opostas do ambiente,
sendo que uma delas deve conter a(s) abertura(s) para iluminação natural.

a.1) Ambientes sem dispositivos de proteção solar

72
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

A maioria dos ambientes de permanência prolongada, cozinha e lavanderia (50% mais 1), com
iluminação natural lateral, sem dispositivos de proteção solar, deve ter profundidade máxima
calculada através da Equação 3.39.

Equação 3.39 –
profundidade máxima
de ambientes sem
dispositivos de
proteção solar
Onde:

P: profundidade do ambiente (m);


Aa: distância medida entre o piso e a altura máxima da abertura para iluminação (m).

a.2) Ambientes com dispositivos de proteção solar


A maioria dos ambientes de permanência prolongada, cozinha e lavanderia (50% mais 1) com
iluminação natural lateral, com dispositivos de proteção solar, deve ter profundidade máxima
calculada através da Equação 3.40.

Equação 3.40 –
profundidade máxima
de ambientes com
dispositivos de
proteção solar

Onde:

P: profundidade do ambiente (m);

Aa: distância medida entre o piso e a altura máxima da abertura para iluminação (m).

Observação1: caso existam aberturas em paredes diferentes em um mesmo ambiente, será


considerada a menor profundidade.
Observação2: as aberturas para iluminação natural devem ter fechamentos com fator de
transmissão da luz visível mínimo de 0,80.
Observação3: para os casos não enquadrados nestas condições e que desejam pleitear a
bonificação deve-se utilizar o método de simulação (item 3.3.2.2).

b) Refletância do teto (0,10 pontos)

Cada ambiente de permanência prolongada, cozinha e lavanderia deve ter refletância do teto
acima de 70%.

73
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Observação Geral: Os ambientes com aberturas para iluminação natural que apresentem
obstrução do entorno com ângulo acima de 45° terão a bonificação de iluminação natural
reduzida em 0,05 pontos. Caso haja mais de uma abertura em orientações/fachadas diferentes,
será feita a média ponderada do ângulo de obstrução por área de abertura para encontrar o ângulo
de obstrução total do entorno.

3.3.2.2 Método de simulação

A simulação deverá ser realizada com programa de simulação dinâmica de iluminação natural,
utilizando arquivo climático com 8760 horas em formato adequado. Alguns dos programas
sugeridos são DaySim, Apolux e Troplux.

Para a simulação do ambiente deverá ser feita malha de pontos de medição, conforme descrito na
NBR 15215-4, e deve ser modelado o entorno do ambiente simulado.

Condições de iluminação natural a serem comprovadas:

Na maioria dos ambientes de permanência prolongada (50% mais 1) sem proteção solar deve-se
comprovar a obtenção de 60 lux de iluminância em 70% do ambiente, durante 70% das horas
com luz natural no ano.

Na maioria dos ambientes de permanência prolongada (50% mais 1) com proteção solar deve-se
comprovar a obtenção de 60 lux de iluminância em 50% do ambiente, durante 70% das horas
com luz natural no ano.

3.3.3 Uso racional de água

As UHs devem possuir combinação de sistemas de uso de água da chuva e equipamentos


economizadores, conforme a Equação 3.41.

Equação
3.41 –
bonificação
de
economia
de água

Onde:
74
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

b3: bonificação de uso racional de água;


BSAP: quantidade de bacias sanitárias atendidas por água pluvial;
BSE: quantidade de bacias sanitárias com sistema de descarga com duplo acionamento;
BS: quantidade de bacias sanitárias existentes;
CHE: quantidade de chuveiros com sistema regulador de pressão;
CH: quantidade de chuveiros existentes;
TE: quantidade de torneiras com sistema de arejador de vazão;
T: quantidade de torneiras existentes na edificação, excluindo as torneiras das áreas de uso
comum;
OUTROSAP: quantidade de outros pontos atendidos por água pluvial, excluindo bacias sanitárias.
OUTROS: quantidade de outros pontos passíveis de serem atendidos por água pluvial, excluindo
as bacias sanitárias.

3.3.4 Condicionamento artificial de ar

• a envoltória da UH deve atingir nível A no nível de eficiência da envoltória referente a


edificações com condicionamento artificial de ar (item 3.1.2.2);

• condicionadores de ar do tipo janela e do tipo split devem possuir ENCE A e estar de


acordo com as normas brasileiras de condicionadores de ar domésticos;

Observação: Não havendo equipamentos com ENCE A na capacidade desejada, estes podem ser
divididos em dois ou mais equipamentos de menor capacidade.

• condicionadores de ar do tipo central ou condicionadores não regulamentados pelo


Inmetro devem seguir os parâmetros definidos nos Requisitos Técnicos da Qualidade
para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos
(RTQ-C).

• os condicionadores de ar do tipo janela ou unidades condensadoras de condicionadores do


tipo split devem estar sombreados permanentemente e com ventilação adequada para não
interferir em sua eficiência;

• as cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar devem ser


calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia, de comprovada aceitação
nacional ou internacional, com publicação posterior ao ano de 2000, como por exemplo o
ASHRAE Handbook of Fundamentals.
75
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

A bonificação será atribuída proporcionalmente ao número de ambientes de permanência


prolongada condicionados.

3.3.5 Iluminação artificial

Os ambientes devem atender aos seguintes requisitos:

• Para obter 0,05 pontos, as UHs devem possuir 50% das fontes de iluminação artificial
com eficiência superior a 75lm/W ou com Selo PROCEL em ambientes de permanência
prolongada e em ambientes de ocupação transitória;

• Para obter 0,10 pontos, as UHs devem possuir 100% das fontes de iluminação artificial
com eficiência superior a 75lm/W ou com Selo PROCEL em ambientes de permanência
prolongada e em ambientes de ocupação transitória.

3.3.6 Ventiladores de teto

As UHs devem possuir instalados ventiladores de teto com ENCE nível A em 2/3 (dois terços) dos
ambientes de permanência prolongada para residências localizadas nas Zonas Bioclimáticas 3 a
8.

3.3.7 Refrigeradores

As UHs devem possuir instalados refrigeradores com ENCE nível A e garantir as condições
adequadas de instalação conforme recomendações do fabricante, especificamente no que se
refere à distância mínima recomendada para ventilação da serpentina trocadora de calor externa.
Caso não haja no manual do refrigerador recomendações em relação às distâncias de instalação,
deve-se utilizar espaçamento de 10cm nas laterais e de 15 cm na parte superior e atrás. Deve-se
também garantir que o refrigerador esteja sombreado e não seja instalado próximo a fontes de
calor. A capacidade do refrigerador deve ser compatível com o número de habitantes da UH,
considerando duas pessoas por dormitório.

3.3.8 Medição individualizada

Caso o sistema de aquecimento da água na edificação seja partilhado por mais de uma UH, este
deve possibilitar medição individualizada.

76
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

4 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES

Escopo: Avaliação do nível de eficiência energética de edificações multifamiliares.

4.1 Procedimento para determinação da eficiência

A classificação do nível de eficiência de edificações multifamiliares será o resultado da média da


classificação de suas unidades habitacionais autônomas (calculada por meio do item 2.3.1)
ponderada pela soma das áreas dos ambientes avaliados de todas as unidades. O número de
pontos obtidos com a ponderação irá definir a classificação final da edificação multifamiliar, de
acordo com a Tabela 2.2.

77
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

5 ÁREAS DE USO COMUM

Escopo: Avaliação de ambientes de uso coletivo de edificações multifamiliares ou de


condomínios residenciais. Estão incluídos neste item áreas comuns de uso frequente e áreas
comuns de uso eventual. Não estão incluídos neste item áreas comuns não frequentadas pelos
moradores, tais como: áreas de depósito de lixo, GLP, medidores, baterias, depósitos do
condomínio, casa de máquinas, barrilete, casa de bombas, subestação e gerador.

5.1 Áreas comuns de uso frequente

5.1.1 Pré-requisitos

Motores trifásicos instalados na edificação devem atender aos requisitos de eficiência e


desempenho previstos no Regulamento de Avaliação da Conformidade para Motores Elétricos de
Indução Trifásicos.

Para obtenção do nível A, as garagens sem ventilação natural deverão dispor de sistemas de
ventilação mecânica com controle do nível de concentração de monóxido de carbono (CO).

5.1.2 Procedimento para determinação da eficiência

Para classificação do nível de eficiência das áreas comuns de uso frequente deverão ser
atendidos os seguintes requisitos aplicáveis ao empreendimento.

Requisitos aplicáveis ao empreendimento são requisitos referentes aos espaços e equipamentos


existentes nas áreas de uso comum. Por exemplo: se a edificação não possuir elevadores, o item
5.1.2.3 não é aplicável e pode ser desconsiderado da classificação geral das áreas comuns de uso
frequente.

Observação: Se o empreendimento for entregue sem os equipamentos nas áreas comuns, o


empreendedor deve comprovar que o edifício possui desempenho suficiente para operar sem os
mesmos e deve entregar a especificação mínima para o caso de instalação posterior dos
equipamentos.

5.1.2.1 Iluminação artificial

Para classificação do sistema de iluminação artificial de áreas comuns de uso frequente deverão
ser respeitados os critérios da Tabela 5.1, de acordo com o nível de eficiência pretendido.
78
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 5.1 – Critérios para classificação da iluminação artificial de áreas comuns de uso
frequente de acordo com o nível pretendido

Dispositivo Nível A Nível B Nível C Nível D


Fluorescentes
Tubulares
η ≥ 90lm/W 80 ≤ η < 90lm/W 70 ≤ η < 80lm/W 60 ≤ η < 70lm/W
(Eficiência
luminosa: η)
Reatores para
Eletrônicos com Eletrônicos com Fator de potência
fluorescentes -
Selo PROCEL Selo PROCEL ≥ 0,95
tubulares
Fluorescentes
Selo PROCEL ENCE B ENCE C ENCE D
Compactas
LED* η ≥ 75lm/W 50 ≤ η < 75lm/W - -
Lâmpadas de
Selo PROCEL ENCE B ENCE C ENCE D
vapor de sódio
Reatores para Eletromagnéticos Eletromagnéticos
Fator de potência
lâmpadas de com Selo com Selo -
≥ 0,90
vapor de sódio PROCEL PROCEL
Automação na
iluminação Sim Sim - -
intermitente
* Light Emitting Diode (diodo emissor de luz)
Observação: Para sistemas de iluminação intermitente com automação (tais como, sensor de
presença ou minuterias) podem ser utilizadas outras fontes que não as descritas acima.

Para os níveis A e B, a iluminação artificial de áreas comuns externas como jardins,


estacionamentos externos, acessos de veículos e pedestres que não for projetada para funcionar
durante todo o dia deverá possuir uma programação de controle por horário ou um fotosensor
capaz de desligar automaticamente o sistema de iluminação artificial quando houver luz natural
suficiente ou quando a iluminação externa não for necessária. Exceção é feita à iluminação de
entrada ou saída de pessoas e veículos que exijam segurança ou vigilância.

5.1.2.2 Bombas

As bombas centrífugas instaladas na edificação terão eficiência atribuída em função do


rendimento percentual do conjunto, conforme Tabela 5.6, e deverão fazer parte do PBE. Estas
devem estar dimensionadas corretamente para a vazão e pressão requeridas.

79
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 5.6 – Classificação da eficiência


Rendimento do conjunto Nível de eficiência
(%) pretendido
Rend ≥ 59,0 A
47,5 < Rend < 58,9 B
36,0 < Rend < 47,4 C
24,5 < Rend < 35,9 D
Livre E

5.1.2.3 Elevadores

Os elevadores terão eficiência atribuída em função da demanda específica de energia, que é


baseada na demanda de energia em standby e na demanda em viagem. Para tanto, categorias de
uso dos elevadores são definidas, conforme a Tabela 5.2.

Tabela 5.2: Categorias de uso dos elevadores de acordo com a VDI 4707
Categoria de uso 1 2 3
Intensidade/ baixa média alta
frequência de uso raramente ocasionalmente frequentemente
Tempo médio de 0,5 1,5 3
viagem (h/dia) (de 0,3 a 1) (de 1 a 2) (de 2 a 4,5)
Tempo médio em
23,5 22,5 21
standby (h/dia)
Edificações Edificações Edificações
Tipos de
residenciais com residenciais residenciais com
edificações
até 20 UHs com até 50 UHs mais de 50 UHs

A Tabela 5.3 apresenta os níveis de eficiência energética dos elevadores em função da demanda
de energia específica, por categoria de uso. A demanda de energia específica do elevador é
calculada de acordo com procedimento descrito a seguir.

Tabela 5.3: Níveis de eficiência energética de elevadores (Fonte: VDI 4707)


Demanda de energia específica (m.Wh/(kg.m)
Nível de
eficiência Categoria de uso
energética 1 2 3
A ≤ 1,45 ≤ 1,01 ≤ 0,90

80
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

B ≤ 2,51 ≤ 1,62 ≤ 1,39


C ≤ 4,41 ≤ 2,63 ≤ 2,19
D ≤ 7,92 ≤ 4,37 ≤ 3,48
E ≤ 14,41 ≤ 7,33 ≤ 5,56

1. Calcular o tempo de uso do elevador, de acordo com a Equação 5.1

Equação 5.1 –
tempo de uso do
elevador

Onde:

tuso: tempo de uso do elevador, por dia (horas).


h: distância média viajada (m). Para elevadores com duas paradas, h é a altura vertical de
deslocamento do edifício e para elevadores com mais de duas paradas h é a metade da altura
vertical;
nviagens: número de viagens por dia;
vN: velocidade nominal (m/s).

2. Determinar a categoria de uso do elevador na Tabela 5.2.

3. Calcular a energia consumida em standby, de acordo com a Equação 5.2.

Equação 5.2 – Energia


consumida em standby

Onde:

Estand: energia consumida em standby, por dia (Wh);


Pstand:demanda energética em standby, por dia (W). Este valor pode ser determinado por medição
ou somando valores individuais, desde que estes sejam suficientemente conhecidos. As medições
devem ser realizadas de acordo com as normas VDI 4707 e ISO 25745-1;
tuso: tempo de uso do elevador, por dia (horas).

4. Verificar o nível de eficiência em standby na Tabela 5.4.


81
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tabela 5.4: Níveis de eficiência em standby (Fonte: VDI 4707)

Potência (W) ≤ 50 ≤ 100 ≤ 200 ≤ 400 ≤ 800


Nível de Eficiência A B C D E

5. Calcular a distância de viagem durante o tempo em uso do elevador, de acordo com as


Equacões 5.3 ou 5.4.

Equação 5.3 –
distância de viagem

Onde:
d: distância de viagem durante o tempo em uso, por dia (m);
vN: velocidade nominal (m/s);
tuso: tempo de uso do elevador, por dia (horas).

Equação 5.4 –
distância de viagem

Onde:
d: distância de viagem durante o tempo em uso, por dia (m);
nviagens: número de viagens por dia;
h: distância média viajada (m). Para elevadores com duas paradas, h é a altura vertical de
deslocamento do elevador e para elevadores com mais de duas paradas h é a metade da altura
vertical.

6. Calcular a energia consumida em viagem, de acordo com a Equação 5.5.

Equação 5.5 – Energia


consumida em viagem

Onde:
k: fator de carga (adimensional). Deve-se utilizar k = 0,8 para elevadores operados por cabos e k
= 1,2 para elevadores hidráulicos;

82
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Eesp: demanda específica de viagem (mWh/(m.kg)). Este valor pode ser determinado por
medição ou somando valores individuais, desde que estes sejam suficientemente conhecidos. As
medições devem ser realizadas de acordo com as normas VDI 4707 e ISO 25745-1;
d: distância de viagem durante o tempo em uso, por dia (m);
Q: carga nominal (kg).

7. Verificar o nível de eficiência em viagem na Tabela 5.5.

Tabela 5.5: Níveis de eficiência em viagem (Fonte: VDI 4707)

Consumo de energia
≤ 0,8 ≤ 1,2 ≤ 1,8 ≤ 2,7 ≤ 4,0
(m.Wh/m.kg)
Nível de eficiência A B C D E

8. Calcular a demanda total de energia, de acordo com a Equação 5.6.

Equação 5.6 – demanda


total de energia

Onde:
ETotal: demanda total de energia por dia (Wh);
Estand: energia consumida em standby por dia (Wh);
Eviagem: energia consumida em viagem por dia (Wh).

9. Calcular a demanda de energia específica, de acordo com a Equação 5.7

Equação 5.7 –
demanda de
energia específica
do elevador

Onde:
Eespec: demanda de energia específica (mWh/(m.kg));
ETotal: demanda total de energia por dia (Wh), calculada pela Equação 5.2
d: distância de viagem durante o tempo em uso, por dia (m);
Q: carga nominal (kg).

83
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

10. Comparar a demanda de energia específica obtida por meio da Equação 5.7 com a Tabela
5.3, em função da categoria de uso do elevador.

5.2 Áreas comuns de uso eventual

5.2.1 Envoltória de áreas comuns de uso eventual


Caso as áreas comuns de uso eventual sejam construídas separadas das edificações residenciais,
a sua envoltória deverá atender aos pré-requisitos de transmitância térmica e absortância solar
das superfícies e capacidade térmica, conforme itens 3.1.1.1 e 3.1.1.2, respectivamente.

5.2.2 Procedimento para determinação da eficiência

Para classificação do nível de eficiência das áreas comuns de uso eventual deverão ser atendidos
os seguintes requisitos aplicáveis ao empreendimento.

Requisitos aplicáveis ao empreendimento são requisitos referentes aos espaços e equipamentos


existentes nas áreas de uso comum. Por exemplo: se nas áreas comuns não houver
condicionadores de ar, o item 5.2.2.2a) não é aplicável e pode ser desconsiderado da
classificação geral das áreas comuns de uso eventual.

Observação: Se o empreendimento for entregue sem os equipamentos nas áreas comuns, o


empreendedor deve comprovar que o edifício possui desempenho suficiente para operar sem os
mesmos e deve entregar a especificação mínima para o caso de instalação posterior dos
equipamentos.

5.2.2.1 Iluminação artificial

Para classificação do sistema de iluminação artificial de áreas de uso eventual deverão ser
respeitados os critérios da Tabela 5.1, de acordo com o nível de eficiência pretendido, excluindo
o critério de “Automação na iluminação intermitente”, não aplicável às áreas comuns de uso
eventual.

84
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

5.2.2.2 Equipamentos

a) Condicionadores de ar

Os condicionadores de ar do tipo janela e condicionadores de ar tipo split devem possuir ENCE.


Deve-ser adotar a classificação da ENCE obtida nas Tabelas do PBE para condicionadores de ar,
considerando a última versão publicada na página do Inmetro, e identificar o equivalente
numérico na Tabela 2.1.

Os aparelhos condicionadores de ar do tipo janela ou unidades condensadoras de


condicionadores do tipo split devem estar sombreados permanentemente e com ventilação
adequada para não interferir em sua eficiência. Caso contrário, sua classificação será “E”.

Condicionadores de ar do tipo central ou condicionadores não regulamentados pelo Inmetro


devem seguir os parâmetros definidos nos Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de
Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C).

As cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar devem ser


calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia de comprovada aceitação nacional ou
internacional, com publicação posterior ao ano de 2000, como por exemplo o ASHRAE
Handbook of Fundamentals.

b) Eletrodomésticos e equipamentos

Refrigeradores, frigobares, lavadoras de roupa, ventiladores de teto, televisores e outros


eletrodomésticos e equipamentos participantes ou que venham a fazer parte do PBE devem
possuir ENCE. Deve-ser adotar a classificação da ENCE obtida nas Tabelas do PBE para tais
eletrodomésticos, considerando a última versão publicada na página do Inmetro, e identificar o
equivalente numérico na Tabela 2.1.

Para os congeladores deve-ser adotar o mesmo procedimento. Porém, para obtenção do nível A,
os congeladores devem possuir como agente de expansão da espuma o gás Ciclo/Isopentano, que
causa menor impacto ambiental.

Para obtenção dos níveis A e B, fogões e fornos domésticos a gás devem possuir Selo CONPET.
Estes, entretanto, não entram no cálculo da potência instalada dos equipamentos (PEq) da
Equação 2.2.

85
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

5.2.2.3 Sistemas de aquecimento de água

a) Sistema de aquecimento de água de chuveiros, torneiras e hidromassagem

O sistema de aquecimento de água de chuveiros e torneiras deve ter sua classificação obtida
conforme o item 3.2.

b) Sistema de aquecimento de piscinas

Para obtenção dos níveis A ou B o sistema de aquecimento de água de piscinas deve ser feito
através de aquecimento solar, a gás ou por bomba de calor. Piscinas com aquecimento elétrico
receberão classificação nível E.

O sistema de aquecimento da piscina deve ser instalado conforme especificações, manual de


instalação e projeto.

Sistemas de aquecimento solar de piscinas devem seguir as seguintes recomendações:


• não devem ser utilizados coletores de cobre, que sofrem a corrosão pelo cloro presente no
tratamento de piscinas, no caso de sistemas de aquecimento direto;
• os coletores solares devem ser instalados com orientação conforme especificações,
manual de instalação e projeto. Na ausência desses documentos, sugere-se que os
coletores sejam instalados voltados para o Norte geográfico com desvio máximo de até
30º desta direção;
• os coletores solares devem ser instalados com ângulo de inclinação conforme
especificações, manual de instalação e projeto. Na ausência desses documentos, sugere-se
que o ângulo de inclinação seja igual ao da latitude do local, acrescido de 10º, nunca
inferior a 15º;
• a área dos coletores para aquecimento de piscinas das Zonas Bioclimáticas 1 a 4 deve ser
no mínimo igual à área da piscina;
• os coletores solares (aplicação: piscina) devem possuir ENCE A ou B no PBE,
considerando a última versão publicada na página do Inmetro.
Sistemas de aquecimento de piscinas utilizando bombas de calor devem possuir COP maior ou
igual a 6W/W, medido de acordo com as normas ASHRAE Standard 146, ASHRAE 13256 ou
AHRI 1160. Nas bombas de calor não devem ser utilizados gases refrigerantes
comprovadamente nocivos ao meio ambiente (por exemplo, R22). Deve-se dar preferência a
equipamentos que utilizem os gases R 134, R 407 ou similares.

86
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Independente do sistema de aquecimento das piscinas deve-se observar os seguintes requisitos:

• a piscina deve ser entregue com uma capa térmica que a cubra na sua totalidade, para ser
utilizada quando a piscina não estiver em uso;
• deve-se respeitar as recomendações da Organização Mundial da Saúde quanto à
temperatura das piscinas, conforme seu uso pretendido;

• deve ser instalado um medidor de energia específico para os locais de piscinas/SPA.

5.2.2.4 Sauna

Para obtenção do nível A, o aquecimento da sauna deve ser realizado por equipamentos a gás
GLP, gás natural ou lenha. Saunas com aquecimento elétrico receberão classificação nível E.

Deve-se observar as seguintes recomendações na construção de uma sauna:


• a porta da sauna deve possuir isolamento térmico duplo e batente auto-vedante para evitar
as perdas de calor;
• deve-se empregar meios isolantes em todas as superfícies do cômodo da sauna. Para
saunas a vapor, utilizar preferencialmente a vermiculita expandida. Nas saunas secas,
utilizar lã de vidro ou isopor. Isopor não deve ser utilizado caso o forno da sauna seca
seja a lenha.

5.3 Bonificações

Iniciativas que aumentem a eficiência das áreas de uso comuns poderão receber até 1 (um) ponto
na classificação geral das áreas de uso comum somando os pontos obtidos por meio das
bonificações. Para tanto, estas iniciativas deverão ser justificadas e comprovadas. As
bonificações, descritas nos itens 5.3.1 a 5.3.3, são independentes entre si e podem ser
parcialmente alcançadas. A bonificação total alcançada é a somatória das bonificações parciais,
de acordo com a Equação 5.8.

Equação 5.8 -
Bonificações

Onde:

87
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Bonificações: pontuação atribuída a iniciativas que aumentem a eficiência da edificação

B1: Bonificação referente ao uso racional de água (item 5.3.1), cuja pontuação varia de zero a
0,60 pontos;

B2: Bonificação referente à iluminação natural em áreas comuns de uso frequente (item 5.3.2),
cuja pontuação varia de zero a 0,20 pontos;

B3: Bonificação referente à ventilação natural em áreas comuns de uso frequente (item 5.3.3),
cuja pontuação varia de zero a 0,20 pontos;

5.3.1 Uso racional de água

A bonificação pode ser obtida com a combinação de sistemas e equipamentos que racionalizem o
uso da água, tais como: torneira com arejadores e/ou temporizadores, chuveiros com regulador de
pressão, sanitários com descarga de duplo acionamento, mictórios com sensores, reuso de águas cinzas e
aproveitamento de água pluvial para descarga de bacias sanitárias, irrigação de jardins, limpeza de
áreas externas e fachadas e uso em torneiras externas, desde que comprovada economia mínima
de 40% no consumo anual de água, considerando o dimensionamento para sistemas não
economizadores nas mesmas condições de uso.

Deve-se garantir a segurança na utilização de água de fontes alternativas (água pluvial, água de
reuso, ou água proveniente de outras fontes alternativas como poços) para evitar o consumo
inadvertido por moradores e crianças. Dentre as alternativas estão:

• identificação da tubulação por cores diferenciadas, assegurando que os sistemas prediais


que transportam água potável sejam diferenciados dos sistemas que transportam água não
potável, reduzindo os riscos de ligação acidental - e a conseqüente utilização da água para
finalidades que não as especificadas - e a contaminação da água potável transportada;
• identificação do sistema de reserva e distribuição da água de fontes alternativas, realizada
pelo emprego de placas indicativas nos reservatórios, na tubulação e nas torneiras,
alertando os usuários de que se trata de água não potável;
• utilização de torneiras de acesso restrito, operadas com sistema de chaves destacáveis
para evitar o consumo de forma incorreta.

88
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

5.3.2 Iluminação natural em áreas comuns de uso frequente

• Para obter 0,10 pontos, garagens internas, saguões de entrada e áreas de circulação,
devem apresentar dispositivos de iluminação natural, como janelas, iluminação zenital ou
de função similar, com área de no mínimo 1/10 da área do piso.

• Para obter 0,10 pontos: garagens internas, saguões de entrada e áreas de circulação
deverão ter refletância do teto acima de 70%.

Observação: para obter a bonificação, todas as áreas comuns de uso frequente devem atender
às especificações.

5.3.3 Ventilação natural em áreas comuns de uso frequente

80% dos ambientes internos das áreas comuns de uso frequente devem possuir aberturas voltadas
para o exterior com área de abertura efetiva mínima de 1/12 da área do piso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AIR-CONDITIONING, HEATING, AND REFRIGERATION INSTITUTE – AHRI. AHRI


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89
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

______. ANSI/ARI/ASHRAE/ISO Standard 13256-2:1998. Water-source Heat Pumps Testing


and Rating for Performance. Part 2: Water-to-water and Brine-to-water Heat Pumps. Atlanta,
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______ ABNT. NBR 15220-2 - Desempenho térmico de edificações. Parte 2: Método de cálculo
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______ ABNT. NBR 15220-3 - Desempenho térmico de edificações. Parte 3: Zoneamento


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INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL - INMETRO. PBE - Programa Brasileiro de Etiquetagem – Tabelas de
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INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION – ISO. ISO/DIS 25745-1.


Energy performance of lifts, escalators and moving walks - Part 1: Energy measurement and
conformance. Geneve, Switzerland, 2010.

SWAMI, M. V.; CHANDRA, S. Correlation for pressure distribution on buildings and


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VEREIN DEUTSCHER INGENIEURE - VDI. VDI 4707. Lifts – Energy Efficiency. 2008.

90
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

ANEXO I – DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO SOLAR EM EDIFICAÇÕES

O método proposto neste anexo tem como objetivo auxiliar no dimensionamento dos
dispositivos de proteção solar. Estes, quando bem dimensionados, atuam na melhoria do
desempenho térmico das edificações - reduzindo a incidência da radiação solar sem
comprometer a disponibilidade de luz natural no ambiente - e na eficiência energética da
edificação - auxiliando na redução da necessidade de consumo de energia no sistema de
condicionamento do ar.

O método a seguir define os ângulos para a determinação de dimensões mínimas do sistema de


proteção solar em aberturas de cômodos de permanência prolongada através da conjunção de
critérios de temperatura externa e radiação solar incidente na fachada que são plotados em cartas
solares para a latitude em estudo.

1. Confecção das cartas solares


Realizar o levantamento e tratamento de dados das normais climatológicas e ou de anos TRY -
Test Reference Year (Ano Climático de Referência), definindo a variação de temperatura média
da cidade sob análise. O tratamento dos dados implica em obter as temperaturas médias mensais
de 6 h às 18 h ao longo dos meses do ano.
As temperaturas devem ser classificadas de acordo com limites de temperatura, determinado pelo
cálculo da temperatura neutra e representado pela Equação A1:

Eq. A1

Onde:
Tn: temperatura neutra (oC);
Te: temperatura do ar média mensal (oC), extraída das Normais Climatológicas (BRASIL, 1991)
ou dos dados de TRY, nas cidades que possuem estes dados disponíveis.
As temperaturas neutras fornecem variações acima e abaixo das quais a insolação deve ser
controlada, dadas em número de graus acima da Tn (Tn+2, Tn+3...), e nos quais a insolação deve
ser favorecida, dados em graus abaixo da Tn (Tn-7, Tn-8...).
De posse dos dados horários de temperatura média mensal, deve-se plotar os dados em tabela
como a Figura A1, que auxilia na análise das temperaturas locais e na construção da carta solar.
Uma cor é dada a cada grau a mais ou a menos da temperatura neutra (Tn) a partir das médias

91
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

mensais e estas cores são levadas para as médias horárias feitas para cada mês para melhor
leitura de dados.

Figura A1: Exemplo de tabela de temperatura para a cidade de Maceió (Fonte: adaptada
de Pereira e Souza; 2008)

As cartas são baseadas na latitude local, porém, como são fornecidas cartas a cada 2° de variação
latitudinal, é necessário usar o valor mais próximo da latitude real da cidade em análise. Seu
preenchimento (Figura A2) é baseado nas informações da tabela apresentada na Figura A1.

Latitude 9°40' Maceió - ZB8


N

Tn+4 Tn+x Tn-8 Tn-8


+ = + =
22.6 22.6
24.7 21.5
Tn+3 Tn+3 Tn-8 Tn-7
13.8 1.5 + = + =
28.8 16.4
Tn+3 Tn+2 Tn-8 Tn
11.9 3.4
+ = + =
24.9 21.3
W E Tn+3 Tn Tn-7 Tn-7
8.3
6.10
+ = + =
0 12 23.2
20.1 14 13 11 10

4.1
1
16
15 9
8
9.2 Tn+2 Tn+2 Tn-7 Tn
22
.11 17 7
22
21
.1 + = + =
.12 .12
22
18 6 Tn+2 Tn
+ =
Tn Tn
+ =

Figura A2: Carta solar da cidade de Maceió

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ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Uma vez que a carta solar representa duas trajetórias solares ao longo do ano (a primeira de 22
de dezembro a 22 de junho e a segunda de 22 de junho a 22 de dezembro), ao se marcar as
temperaturas na carta solar deve-se marcar prioritariamente as temperaturas mais extremas tanto
no período de calor quanto no período de frio de cada uma destas trajetórias.
Com a carta pronta, as fachadas são separadas de acordo com as orientações cardeais a cada 45º
de variação azimutal e essas sobrepostas à máscara de radiação solar. Através desta sobreposição
tem-se a radiação solar incidente sobre cada fachada.
A seguir, deve-se determinar os horários de incidência solar excessiva por um método gráfico
que é função da posição do sol na abóboda celeste em relação à fachada, considerando como
elevados os valores de 500W e 600W. As regiões de céu, onde havendo incidência de radiação
solar, possuem radiação solar com esta intensidade são obtidas por meio da Figura A.3.

Figura A3: Intensidade da radiação solar nas regiões de céu

2. Definição da faixa de proteção solar


Um fator importante para construção dos componentes de proteção solar é o clima local que leva
à condição de aclimatação da população e baseado na análise deste fator e o da radiação solar são
determinados os períodos em que há a necessidade de proteção (especialmente o período da tarde
nos meses de verão) e os períodos em que o aumento de temperatura interna é desejável (como
no período da manhã no inverno). Além disso, a área das aberturas também deve ser
considerada, uma vez que quanto maior a área, maior a carga térmica no ambiente devido à
incidência solar, e, portanto, maior a necessidade de dispositivos de proteção.
Quanto às temperaturas abaixo das temperaturas neutras, não deverá haver sombreamento da
insolação em aberturas para temperaturas inferiores a Tn-7 (temperatura neutra menos 7ºC), com
exceção das cidades nas Zonas Bioclimáticas 1 e 2 que também não deverá haver proteção para

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ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Tn-6. Além disso, as proteções solares não são necessárias também, quando a necessidade de
sombreamento se der por apenas dois meses do ano e/ou duas horas do dia e após às 17h00.
Para a definição dos componentes de proteção solar em edificações residenciais, em qualquer
localidade, deve ser adotado Tn+3 (temperaturas superiores à temperatura neutra mais 3ºC) tanto
para aberturas pequenas (aberturas que possuem área menor que 25% da área do piso) quanto
para as grandes (aberturas que possuem área maior que 25% da área do piso).
Portanto, baseado na faixa de proteção ideal determinada, devemos proteger as aberturas
pequenas apenas quando estas temperaturas superiores a Tn+3 coincidirem com a radiação de
600W; e as aberturas grandes, tanto na região em que houver insolação superior a 600W quanto
quando na região em que a temperatura externa for superior a Tn+3. Lembrando que
temperaturas maiores que as da faixa de proteção devem sempre ser protegidas (Tn+4, Tn+5,...).
Feito isso, os ângulos de proteção devem ser transcritos para a tabela resumo (Figura A10). A
leitura deste ângulo é feita considerando que se está dentro da janela estudada (Figura A3 a A9).

Figura A4: ângulo α

Figura A5: ângulo β

Figura A3: modelo de transferidor auxiliar

Figura A6: ângulo γ

Figura A7: ângulo α Figura A8: ângulo γ (vista) Figura A9: ângulo β (planta)
(corte)

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ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

FACHADA NORTE Maceió FACHADA OESTE Maceió FACHADA SUDESTE Maceió


Edificações Residenciais Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
15° - - - 75° 75° - - 50° 35° - - - - -
Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
30° - - - 15° 75° - - 40° 35° - - - - -

FACHADA SUL Maceió FACHADA NORDESTE Maceió FACHADA NOROESTE Maceió


Edificações Residenciais Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
- 20° - 30° - - - - - - 65° - 70° - -
Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe α βd βe γd γe
15° 25° - - - - - - - - 60° - 55° - -

FACHADA LESTE Maceió FACHADA SUDOESTE Maceió


Edificações Residenciais Edificações Residenciais
Área da janela < 25% área do piso Área da janela < 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe
- - - - - 70° - - 70° -
Área da janela > 25% área do piso Área da janela > 25% área do piso
α βd βe γd γe α βd βe γd γe
65° - - 20° 25° 30° 70° - - -

Figura A10: Tabela Resumo para a cidade de Maceió

A seguir são apresentados alguns exemplos de máscaras de proteção para cada fachada das
cidades de Florianópolis (Figura A11) e Maceió (Figura A12 e A13), onde se percebe a
semelhança no dimensionamento das proteções solares seja pelo método das normais
climatológicas seja pelo método do TRY.

Figura A11: Máscara de proteção solar para a cidade de Florianópolis usando Normais
Climatológicas

95
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

Figura A12: Mascara de proteção solar para a cidade de Maceió usando TRY

Figura A13: Mascara de proteção solar para a cidade de Maceió usando as Normais
Climatológicas

O percentual de sombreamento a se considerar é calculado para cada abertura em função da


fachada em que esta se localiza. O valor de “somb” a ser considerado para a equação é a média
ponderada pela área da abertura do percentual de sombreamento obtido para cada abertura. Caso
a edificação seja projetada para uma cidade em que não existam estas máscaras, deverá utilizar a
da cidade mais próxima que apresente características climáticas de radiação e temperatura
semelhantes.

96
ANEXO DA PORTARIA INMETRO Nº XXX/ 2010

ANEXO II – TABELAS DOS NÍVEIS DE EFICIÊNCIA DOS ARQUIVOS


CLIMÁTICOS
As tabelas a seguir apresentam os níveis de eficiência para o indicador de graus-hora de
resfriamento e consumo relativo de energia para refrigeração e aquecimento, para cada cidade
que possui arquivo climático.
Observação: as Tabelas abaixo são exemplos. 37 tabelas com os níveis estão sendo finalizadas.

Tabela AII.1 - Níveis de eficiência para o arquivo climático TRY da cidade de São Paulo

Cidade: São Paulo – SP ZB 3 Tipo do arquivo: TRY


Eficiência EqNum GHR CR (kWh/m².ano) CA (kWh/m².ano)
A 5 GHR ≤ 500 CR ≤ 25 CA ≤ 10
B 4 500 < GHR ≤ 1000 25 < CR ≤ 37 10 < CA ≤ 18
C 3 1000 < GHR ≤ 2000 37 < CR ≤ 48 18 < CA ≤ 25
D 2 2000 < GHR ≤ 3000 48< CR ≤ 59 25 < CA ≤ 30

Tabela AII.2 - Níveis de eficiência para o arquivo climático Swera da cidade de São Paulo

Cidade: São Paulo – SP ZB3 Tipo do arquivo: Swera


Eficiência EqNum GHR CR (kWh/m².ano) CA (kWh/m².ano)
A 5 GHR ≤ 650 CR ≤ 28 CA ≤ 8
B 4 650 < GHR ≤ 1250 28 < CR ≤ 39 8 < CA ≤ 15
C 3 1250 < GHR ≤ 2400 39 < CR ≤ 50 15 < CA ≤ 23
D 2 2400 < GHR ≤ 3500 50 < CR ≤ 59 23 < CA ≤ 29

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