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SETAD

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA


DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS, SÃO PAULO - SP
CURSO MODULAR DE BACHAREL EM TEOLOGIA,
NÚCLEO DE MARINGÁ - PR

TRABALHO DE APOLOGÉTICA

PROFESSOR: Expedito Nogueira Marinho, Pr.

ALUNOS: Robson José Brito, Ev.; Profª Maria Simões de Brito.

Maringá, outubro de 2000

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Assim como o pão é feito da multiplicidade dos grãos de trigo,

E o vinho da multiplicidade das uvas,

Assim a multidão dos que acreditam será uma em Cristo!

Não há em toda a natureza duas substâncias

que sofram tanto paras serem o que são,

E que mais tenha alimentado tradicionalmente os homens,

do que pão e o vinho.

(Fulton Sheen)

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SUMÁRIO

Definições

Principais Apologistas (Históricos e Contemporâneos)

Outros históricos:

Outros contemporâneos:

Alguns temas da Apologética

Ordens religiosas x denominações

Mas se há tanta identidade, porquê caminham separadas?

Quando começaram os erros

A afirmativa dos católicos de que os evangélicos são hereges

A missa
A ceia do senhor e a missa
Conclusão

Bibliografia

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APOLOGÉTICA

Introdução

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1. Definições:
Apologética é a ciência ou a disciplina racional que se ocupa da
defesa da fé religiosa, cristã ou não cristã. A palavra apologética vem do
termo grego apologia (defesa), isto é, uma resposta ao ataque. Aqueles que,
ao longo da história, escreveram obras com o intuito de defender a fé e a
Igreja Cristã contra os ataques lançados pelo judaísmo, pelo paganismo,
pelo estado, e também pela filosofia de várias escolas, são denominados
apologistas (ou apologetas).

2. Principais Apologistas (Históricos e Contemporâneos)


a) Apóstolo Pedro
b) Apóstolo Paulo
c) Aristides - defendeu o cristiansmo contra o paganismo. Era de
Atenas e escreveu sua apologia ao imperador Antônio, em 147 d.C. Os
cristãos, conhecidos na época com a "terceira raça", foram chamados por
Aristides como raça superior e digna de tratamento humanitário. A obra (da
qual restou somente uma tradução siríaca, e uma reprodução livre, no
grego, no romance medieval de Barlaã e Joasafe), ataca as formas de
adoração entre os caldeus, os gregos, os egípcios e os judeus, exaltando o
cristianismo acima destas formas.
d) Justino Mártir - defendeu o cristianismo da filosofia grega.
Endereçou sua apologia a Adriano e a Marco Aurélio, alegando que a
filosofia grega, apesar de útil, era incompleta, e que este produto não
terminado (a filosofia) é aperfeiçoado e suplantado em Cristo. Para ele, o
cristianismo era a verdadeira filosofia. A filosofia grega era encarada da
mesma forma que a lei judaica - precursora de algo superior.

2.1 Outros históricos: Aristo ; Atenágoras; Taciano; Teófilo de


Antioquia; Minúcio Félix; Irineu e Hipólito; Arnóbio ; Lactâncio e Eusébio
de Cesaréia; Pais Alexandrinos (Clemente, Orígenes, etc.); Agostinho;
Tomás de Aquino.

2.2 Outros contemporâneos: Joseph Butler; Karl Barth; Rudolp


Bultmann; Josh McDowell.

3. Alguns temas da Apologética são: Podemos provar que Deus


existe ? Há alguma relação entre fé e filosofia ? Há alguma relação entre fé
e ciência ? A Bíblia é digna de credibilidade ? Jesus Cristo - Um Homem ?
Jesus Cristo - O Filho de Deus ? Jesus Cristo - O Messias Prometido ? A
Ressurreição de Jesus Cristo - Fraude ou História ? O Evangelho Segundo

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Allan Kardec é realmente Evangelho? O mormonismo é cristão? O
catolicismo é cristão? Por que a reencarnação é uma farsa? Anjo Moroni:
história ou invencionice humana? Por que a doutrina da transubistanciação
é falha?

O presente trabalho atendo ao pedido do Pr Expedito Nogueira


Marinho se apegará a um tema convencionado pela ortodoxia: O
verdadeiro Cristianismo. Irei abordar enfoque temático: A missa versus a
ceia do Senhor. Antes porém, farei uma introdução analítica.

ORDENS RELIGIOSAS x DENOMINAÇÕES


De modo geral, no Brasil há duas igrejas em evidência, a Católica
Romana (religião “oficial” do país) e as demais. Enquanto o Catolicismo
estrutura-se em "Ordens religiosas" sob um chefe visível – o Papa, as
demais igrejas cristãs apresentam-se em "Denominações" todas com uma
só base – a Bíblia.

As distâncias entre as Ordens Católicas assemelham-se às distâncias


entre as denominações evangélicas e com algumas exceções. Nota-se ainda
que Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, Deus o Pai, o
Filho e o Espirito Santo; compartilham da doutrina de que Cristo é o
Salvador pela sua morte substitutiva; ambas as igrejas ensinam a existência
de céu e inferno e aceitam a mesma Bíblia como a Palavra de Deus .

MAS SE HÁ TANTA IDENTIDADE,


PORQUÊ CAMINHAM SEPARADAS?
Nos primeiros séculos houve uma única comunidade Cristã, Jesus
havia dito: " Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome ... Eis que
estarei convosco até a consumação dos séculos!" (Mat. 18:20 e 28:20).
O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e
evangelistas; foram homens veneráveis como Policarpo, discípulo do
apóstolo João, Inácio, Papias, Justino, Irineo, Origenes, João Crisóstomo e
tantos outros. Entre eles não havia maiores, embora o bispo Calixto tenha
sido acusado por Tertuliano, advogado cristão de querer ser o " O bispo
dos bispos "(ano 208).

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A igreja cristã recebeu o nome de Católica no Concilio de
Constantinopla, presidido pelo imperador Romano Teodósio com o decreto
"Cunctos Populos" no ano de 381. – Apostólica ela não é; Também não
sabemos como ela pode ser Universal e Romana ao mesmo tempo. (ver
Rivaux, História Eclesiástica, tomo I - Pág. 347).

Ainda não havia "Papa", mas, nos fins do século IV as igrejas viram-
se dominadas por cinco "patriarcas", que foram os bispos de Antioquia,
Jerusalém, Constantinopla, Alexandria, e Roma sobre a liderança do
Cristianismo, mas o concilio de Calcedônia, no ano de 451, interveio
concedendo igualdade com o bispo de Constantinopla com o de Roma.

O Papado como conhecemos, desenvolveu-se gradativamente,


sustentado a princípio pelo Império Romano; não teve data de nascimento,
não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas, é intruso no Cristianismo e
não se enquadra na Bíblia – conseguiu com sutileza manter-se na posição
que ocupa. É identificado na Bíblia como " Ponta Pequena " (Daniel 7:8).

QUANDO COMEÇARAM OS ERROS


Sendo a Religião Cristã fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, foi
durante uns dois séculos propagada sem modificações nem acréscimos.
Porém, aproximadamente do ano 200 A.D. para cá, começam a surgir
novas doutrinas, falsificando de toda sorte, cerimônias estranhas aos
ensinamentos de Cristo, as quais foram discutidas em Concílios e
aprovadas por homens, nascendo daí a Igreja Católica romana que assim se
desviou da Doutrina Verdadeira, isto é, separou-se da comunhão principal;
separou-se do verdadeiro Cristianismo.

Catolicismo é na verdade uma seita desmembrada do Cristianismo,


apesar de ser considerada como parte integrante dessa Religião, juntamente
com os Protestantes e Ortodoxos-gregos. Assim sendo, não erramos ao
afirmar que a Igreja Católica não é realmente uma Religião, mas é na
verdade uma seita desmembrada do Cristianismo.
Convém deixar bem claro, que estamos analisando agora a palavra
SEITA no seu sentido etimológico para entender melhor o seu significado.
SEITA vem do latim “SECTA” que significa separar-se da comunhão
principal. A palavra SEITA tem também uma outra equivalente que é
HERESIA, cujo significado é “Doutrina oposta aos ensinamentos divinos e

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que tende a promover facções”. Isto é, “divisão” ou “desvio doutrinário”,
que foi realmente a base do Catolicismo. Logo, a causa da fundação da
Igreja Católica foi um desvio doutrinário.

A AFIRMATIVA DOS CATÓLICOS DE QUE


OS EVANGÉLICOS SÃO HEREGES
Se analisarmos corretamente as palavras SEITA e HERESIA,
examinarmos a BÍBLIA e verificarmos os fatos históricos com atenção,
(daí a necessidade de estudarmos a História da Igreja), veremos que na
verdade os Protestantes, ou Evangélicos, não criaram novas Doutrinas,
falsificações ou cerimônias estranhas aos ensinamentos do Senhor Jesus
Cristo, ou seja, doutrinas que não estão na Bíblia. E assim, qualquer pessoa
em sã consciência, sincera diante dos homens e de Deus, pode concluir que
os Protestantes, ou Evangélicos, que têm a Bíblia como REAL e
INTEGRAL “Ponto de Referência” para sua fé, são os verdadeiros cristãos.
Isto é, sem nenhuma Doutrina nova, seguindo e ensinando a Religião do
Senhor Jesus, sem nenhuma modificação nem acréscimo, exatamente como
se encontra na Bíblia que é uma só.

“Cristão” significa seguidor, ou discípulo do Senhor Jesus Cristo,


que faz o que Ele manda, Jo. 15. 14; 2. 5. Este nome nasceu em Antioquia,
pelo ano 43 A.D. e foi dado aos discípulos de Cristo pelos seus inimigos
em sinal de desprezo, At. 11. 26.

Doutrinas falsas e Antí-Bíblicas foram as causadoras da Igreja


Católica. Irei me deter apenas em uma obedecendo a determinação do
enunciado do presente trabalho exigido pelo mestre Expedito.

A MISSA
A "MISSA" substituiu o Culto Cristão no ano 394, e tornou-se
sacramento a partir do ano 604, com S. Gregório. – A CEIA DO SENHOR,
que era simples como se vê no quadro da "Última Ceia" de Leonardo da
Vinci, foi celebrada dessa forma por doze séculos, mas no ano de 1200 a
Igreja Católica substituiu o pão pela hóstia.

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A Ceia Cristã sofreu nova agressão quando do Concílio de Roma,
anos 1215-16, isolou as palavras figuradas de Cristo "Isto é meu corpo e
isto é meu sangue", fizeram uma péssima exegêse criando o dogma da
Transubstanciação.

No ano 1414, o papa João XXIII, retirou o vinho da cerimônia e as


Igrejas passaram a servir aos fiéis somente a hóstia. – O Catolicismo diz
que esse papa foi "antipapa" mas acolhem essa sua decisão até hoje.
O CONCÍLIO DE TRENTO, ano 1551, deu o golpe final contra a Ceia do
Senhor, definindo e aprovando o dogma da Transubstanciação! – A partir
desse Concílio, qualquer sacerdote católico, com um passe, transforma o
trigo, vinho e água em carne, ossos, sangue, nervos e cabelos de Cristo,
tudo dentro de uma hóstia!

A palavra "eucaristia" significa ação de graças, até hoje os teólogos


católicos desentendem entre si sobre a aplicação desse termo no
"santíssimo sacramento"(Ver a Missa, pág. 14, do ex-padre Dr. Aníbal
Reis).
O papa Pio IX gloriava-se com o dogma exclamando: "Não somos simples
mortais, somos superiores à Maria, ela deu a luz só a um Cristo, mas nós
podemos fazer quantos cristos quisermos!"(Gazzeta da Alemanha nr. 21,
1870)

Até o século XII, nenhum cristão aceitava que a farinha se


transformasse em Cristo, até que surgiu um papa autoritário e truculento
que sancionou o dogma! Esse papa foi Inocêncio III, anos 1198-1216. O
perfil desse papa:
• Dizia que "O céu e a terra se submetem ao vigário de Cristo."
• Condenou a "Carta Magna" e ordenou o massacre no ano 1208 dos
Albigênses na França. – Organizou duas cruzadas guerreiras.
• Instituiu o confessionário e introduziu a hóstia nas igrejas.
• Proibiu a leitura da Bíblia.
• Decretou a Inquisição, efetivada pelo para Gregório IX, milhares
morreram.
• Sancionou a Transubstanciação por decreto, uma temeridade!

A igreja resistiu ao dogma por 335 anos, mas foi vencida. Alguns
decidiram por milhões e a inverdade prevaleceu.
A igreja exige respeito pelo dogma, pedem que não mastiguem a hóstia e o
Missal Romano, pág. 58, prescreve que "Se um padre sentir-se mal durante
a celebração da missa e vomitar a hóstia, deve engolir o que pôs para
fora.

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Quando a transubstanciação foi introduzida nas Igrejas Católicas
houve discussões escolásticas! O professor Alexandre Halles ensinava que
"Se um morcego engolir uma hóstia terá engolido o próprio Cristo!"- O
bispo Boaventura achou repugnante, mas S. Tomaz deu razão para
Alexandre. (Roma, a Igreja e o Anticristo, pág 280).

No Canadá, o jovem padre Daule descuidou de umas hóstias,


horrorizado viu ratos devorando-as! – Correu em direção ao bispo
exclamando: "Os ratos comeram nosso bom Deus!"(citado pelo padre
CHINIQUI, sua biografia, pág. 334).

Ex-padre e Dr. Hipólito de Oliveira Campos, quando exercia o


sacerdócio em Cuiabá, esqueceu hóstias que emboloraram criando larvas! –
Resta perguntar, que tipo de cristo possui o Catolicismo Romano?
Rubano Mauro, anos 788-857, Abade de Fulda, depois Arcebispo de
Moguncia, considerava "Heresia grave supor que na eucaristia estava
presente a carne nascida de Maria."(Epístola ad Heribaldum).

Santo Agostinho, bispo de Hipona, anos 354-430, gracejava


jocosamente da transubstanciação, cuja idéia já existia no seu tempo. –
Pregando nas Igrejas dizia: "Por que preparas os dentes e o estômago?
Confiar em Cristo é comer o Pão da Vida, não se pode engolir Aquele que
subiu vivo para o céu!" (Ver tratado sobre João nr. VXV e Sermões nr.
131, nr.1).

A "La Grande Enciclopedie Française" comentando a eucaristia


escreveu que "Os teólogos católicos imaginaram os povos mais feiticistas e
os cultos mais idólatras! – Tomam a farinha cozida e o vinho e dizem: Eis
nosso Deus, comei-o!" Proibidos de raciocinar, os clérigos esqueceram de
ler Santo Agostinho e a ignorância tornou-se moléstia geral!

A CEIA DO SENHOR E A MISSA

Nosso Senhor usava parábolas e metáforas dizendo: "Quem beber da


água que Eu lhe der nunca mais terá sede; Eu Sou o pão que desceu do
céu; minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue bebida.", etc.

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• Os discípulos perguntaram-lhe: "Por que falas por parábolas?" – No
contexto Jesus explicou: "As palavras que Eu vos digo são espírito e
vida!"(João 6:63)
• Com esses esclarecimentos do Mestre não é difícil entender que o
pão e o vinho na Ceia do Senhor APENAS RECORDAM o corpo e
o sangue dele, mas não há "Presença real" como quer a Igreja
Católica Romana.

Foi tomando essas palavras ao pé da letra e tropeçando em metáforas


que o Catolicismo transformou a simples hóstia em coisa complicada!
• papa Gelásio I, ano 492-6, ensinava que "A natureza dos elementos
da Ceia não deixavam de existir depois da benção".
• papa Gelásio II, anos 1118-19, não aceitava a transubstanciação
dizendo: "Na eucaristia a natureza do pão e do vinho não cessam de
existir e ordenava as igrejas que servissem aos fiéis o vinho e não
somente o pão."
• papa romano S. Clemente pensava igual, expressou-se assim: "O pão
e o vinho na Ceia são símbolos. Não se transformam em coisa
alguma!
• Albertinus cita Pio II como discordante também.

Como também não é possível acarear os papas, os católicos deveriam


estudar o espírito das palavras de Cristo quando se referiu à Ceia (Fontes de
referência: Da Duabos in Cristo adv. Eutychem et Nestorium, São TOMAZ
Sum Theo., Vol. 7, pág.134, e, Clemente Livro VII, cáp. V, pág.23)
• Albertinus cita ainda quatro Cardiais de então: Bonaventura, Alícuo,
Cujan e Cajetano, dois Arcebispos, cino Bispos e 19 doutores da
igreja que interpretavam o Evangelho de João, cáp. 6:53-63, no
sentido espiritual e simbólico.
• S. Cirilo de Jerusalém e S. Gregório de Nissa fizeram referências à
"união mística" na eucaristia, mas nada falaram sobre "presença
real" (Sacra Coena Adv.Lanfrancum e Cath XXI, 13
respectivamente).

A doutrina da transformação dos elementos na Eucaristia, apresenta


sérios problemas para o raciocínio! Se Cristo disse para celebrar a Ceia
"Até que Eu venha" não pode estar presente! – Se vem não está!
• Ele foi o primeiro a servir-se da Ceia. Teia Cristo engolido a Si
mesmo?
• Concílio de Trento complicou ainda mais o assunto prescrevendo
que "Se uma hóstia for partida em muitos pedaços, Cristo estará
presente em cada fração; se uma parte cair no altar, o lugar deverá

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ser lambido com a língua!"(Concílio de Trento, Seção XIII, cáp. 3,
D.876)

Verifica-se que esse dogma não resiste a nenhuma análise: seu mais
"perigoso adversário não são os teólogos protestantes, mas sim os
cientistas como Einstein, Oppenhelmer e outros corifeus da ciência
atômica!..."
A CELEBRAÇÃO DA MISSA é mais uma encenação do que um Culto
cristão. – Veja como Marinho Cochem descreve a cerimônia na
"Explicação da Missa", pag.40)
• O sacerdote durante uma só missa benze-se 16 vezes, volta-se para o
povo outras 16 vezes; beija o altar 8 vezes, levanta os olhos 11
vezes, 10 vezes bate no peito e ajoelha-se 10 vezes e junta a mão 54
vezes!
• Faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros, inclina-se 8
vezes e beija a oferta 36 vezes; põe as mãos sobre o peito 11 vezes e
8 vezes olha para o céu. Faz 11 orações em voz baixa e 13 em voz
alta, descobre o cálice e o cobre de novo 5 vezes e muda de lugar 20
vezes!
• Talvez foi por isso que Jesus disse: "Vinde a Mim e Eu vos darei
descanso!" A transubstanciação romanista é pura ilusão e não pode
ser aceita por nenhuma inteligência esclarecida e alimentada pela
leitura das Sagradas Escrituras.

CONCLUSÃO
Finalizando, posso dizer que a Transubstanciação (Hóstia, Corpo de
Cristo) pode ser refutada claramente pela Palavra de Deus. Alguns textos a
derrubam esse falso dogma. São eles: Jo. 6. 35-40: , 55, 56, 63; 1 Co. 11.
25-28. A missa também não tem base nenhuma nas Sagradas Escrituras,
como Ritualismo sem vida espiritual, onde vão apenas para parecerem
religiosos, como os fariseus. A maioria dos Católicos só vão à Missa para

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batizar o filho, para casamento ou para chamada missa de corpo presente
quando morre. Muitos católicos vão à Missa domingo pela manhã e depois
vão se embriagar em festas “ou nos centros de terreiro”. A Refutação
Bíblica da missa é facilmente depreendida em: Rm. 1. 25; Ex. 20. 4, 5; At.
17. 29; etc.

Na verdade, A ceia do Senhor, que consiste no pão e vinho com


elementos, é o símbolo como exprime nossa participação na natureza
divina de nosso Senhor Jesus Cristo( II Pedro 1.4) e profetiza sua segunda
vinda( I Co 11.26) e isso foi ordenado a todos os Cristãos “até que Ele
venha”.

Junto com o serviço da palavra, a primeira igreja da história


perseverava na comunhão (At.2:42). Lucas explica algo mais a respeito
desta comunhão nos versos subseqüentes. Os crentes ficavam juntos indica
que estavam juntos como família de Deus, isto é, regularmente, e tinham
tudo em comum. Marshall sugere que “ não seria surpreendente... que pelo
menos um outro grupo contemporâneo judaico, a seita de Cunrã, adotasse
este modo de vida.”

A adoração genuína conduz-nos à lembrança de que não somos de


nós mesmos. Fomos comprados por preço infinitamente alto.
Conseqüentemente, somos escravos de Deus e dos membros do Seu Corpo.
Ações de graça pelo sacrifício do Filho de Deus incitam os filhos
beneficiados a indagar como se desincumbir da obrigação imposta. Que
presente digno devemos trazer para o altar cristão?

O pano de fundo da eucaristia cristã descobre-se na refeição da


Páscoa. Esta celebração consistia de duas partes : primeira, “enquanto
comiam”, e segunda, “depois de cear” (I Cor.11:24). O que Jesus insistiu
originalmente era repetido como duas partes de uma refeição maior - ágape
ou “ festa de amor”, com a intenção de beneficiar os cristão mais carentes
da igreja. Esta refeição, que substituiu a Páscoa dos judeus, era tomada
diária ou semanalmente. Percebe-se pela leitura de I Cor. 11:17-22, que
esta refeição era a “ Ceia do Senhor”, que reunia todos os membros da
família de Deus. além de relembrar a morte de Jesus e a inauguração da
Nova aliança, a Ceia confirmava, de maneira inconfundível, que todos os
participantes tinham uma vida em comum. Ricos e pobres, livres e
escravos, todos se comprometiam diante de Deus a ter e manter uma
responsabilidade mútua, uns pêlos outros.

O caráter dessa refeição não se evidencia somente numa


dramatização do sacrifício único do Filho de Deus pêlos nossos pecados,

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mas era também uma demonstração da adoração que tem implicações
horizontais. Daí, o veemente protesto de Paulo, em Corinto, diante da
negação na prática da comunhão que a ceia devia demonstrar. “... não é a
ceia do Senhor que comeis. Porque ao comerdes, cada um toma
antecipadamente a sua própria ceia” (I Cor. 11:20). Agindo assim,
profanavam o Corpo de Cristo formado pela morte e ressurreição. Comiam
e bebiam juízo para si.

Os cristãos que comem juntos no culto são integrados num corpo


comparável ao corpo humano. Uma vida ou personalidade ocupa a unidade
física humana, de tal forma que nenhuma parte pode se desligar sem
prejuízo para as outras, nem podem desprezar uma à outra, nem devem ter
inveja.

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Anísio Renato. Apostila “O Culto Cristão”, SEBEGE – Se-

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minário Batista do Estado de Minas Gerais

BRITO, Robson. Apostila Catolicismo

MARTINS, ex-padre Gióia. Ceia e Missa.

CHINIQUI, ex-padre Texto: Cinqüenta Anos na Igreja Católica.

Noticiários de periódicos e textos da Bíblia Sagrada.

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