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CÁLCULO

DIFERENCIAL E
INTEGRAL

Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin

GRADUAÇÃO

Unicesumar
Reitor
Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor Executivo de EAD
William Victor Kendrick de Matos Silva
Pró-Reitor de Ensino de EAD
Janes Fidélis Tomelin
Presidente da Mantenedora
Cláudio Ferdinandi

NEAD - Núcleo de Educação a Distância


Diretoria Executiva
Chrystiano Mincoff
James Prestes
Tiago Stachon
Diretoria de Design Educacional
Débora Leite
Diretoria de Graduação e Pós-graduação
Kátia Coelho
Diretoria de Permanência
Leonardo Spaine
Head de Produção de Conteúdos
Celso Luiz Braga de Souza Filho
Gerência de Produção de Conteúdo
Diogo Ribeiro Garcia
Gerência de Projetos Especiais
Daniel Fuverki Hey
Supervisão do Núcleo de Produção
de Materiais
Nádila Toledo
Supervisão Operacional de Ensino
Luiz Arthur Sanglard
Coordenador de Conteúdo
Ivnna Gurniski de Oliveira
Design Educacional
Yasminn Zagonel
Iconografia
Amanda Peçanha dos Santos
Ana Carolina Martins Prado
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Projeto Gráfico
Distância; BRESCANSIN, Alexandra Yatsuda Fernandes.
Jaime de Marchi Junior

José Jhonny Coelho
Cálculo Diferencial e Integral. Alexandra Yatsuda Fernandes
Brescansin. Arte Capa
Reimpressão 2018. Arthur Cantareli Silva
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. Editoração
307 p.
Victor Augusto Thomazini
“Graduação - EaD”.
Matheus Felipe Davi

1. Cálculo. 2. Diferencial. 3. Integral. 4. EaD. I. Título. Revisão Textual
Yara Martins Dias
ISBN 978-85-459-0861-6 Daniela Ferreira dos Santos
CDD - 22 ed. 515.5
Ilustração
CIP - NBR 12899 - AACR/2
Marta Sayuri Kakitani

Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário


João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828

Impresso por:
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um
grande desafio para todos os cidadãos. A busca
por tecnologia, informação, conhecimento de
qualidade, novas habilidades para liderança e so-
lução de problemas com eficiência tornou-se uma
questão de sobrevivência no mundo do trabalho.
Cada um de nós tem uma grande responsabilida-
de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos-
sos farão grande diferença no futuro.
Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar
assume o compromisso de democratizar o conhe-
cimento por meio de alta tecnologia e contribuir
para o futuro dos brasileiros.
No cumprimento de sua missão – “promover a
educação de qualidade nas diferentes áreas do
conhecimento, formando profissionais cidadãos
que contribuam para o desenvolvimento de uma
sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi-
tário Cesumar busca a integração do ensino-pes-
quisa-extensão com as demandas institucionais
e sociais; a realização de uma prática acadêmica
que contribua para o desenvolvimento da consci-
ência social e política e, por fim, a democratização
do conhecimento acadêmico com a articulação e
a integração com a sociedade.
Diante disso, o Centro Universitário Cesumar al-
meja ser reconhecido como uma instituição uni-
versitária de referência regional e nacional pela
qualidade e compromisso do corpo docente;
aquisição de competências institucionais para
o desenvolvimento de linhas de pesquisa; con-
solidação da extensão universitária; qualidade
da oferta dos ensinos presencial e a distância;
bem-estar e satisfação da comunidade interna;
qualidade da gestão acadêmica e administrati-
va; compromisso social de inclusão; processos de
cooperação e parceria com o mundo do trabalho,
como também pelo compromisso e relaciona-
mento permanente com os egressos, incentivan-
do a educação continuada.
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está
iniciando um processo de transformação, pois quando
investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou
profissional, nos transformamos e, consequentemente,
Pró-Reitor de
Ensino de EAD
transformamos também a sociedade na qual estamos
inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu-
nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de
alcançar um nível de desenvolvimento compatível com
os desafios que surgem no mundo contemporâneo.
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo
Diretoria de Graduação
e Pós-graduação este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica
e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con-
tribuindo no processo educacional, complementando
sua formação profissional, desenvolvendo competên-
cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em
situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado
de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal
objetivo “provocar uma aproximação entre você e o
conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento
da autonomia em busca dos conhecimentos necessá-
rios para a sua formação pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de cresci-
mento e construção do conhecimento deve ser apenas
geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos
que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou
seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de
Aprendizagem, interaja nos fóruns e enquetes, assista
às aulas ao vivo e participe das discussões. Além dis-
so, lembre-se que existe uma equipe de professores
e tutores que se encontra disponível para sanar suas
dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendiza-
gem, possibilitando-lhe trilhar com tranquilidade e
segurança sua trajetória acadêmica.
AUTOR

Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin


Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade
Estadual de Maringá (UEM) no ano de 1995. Mestrado em Matemática pela
Universidade de São Paulo (USP) no ano de 1999. Atualmente, é professora
titular da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari (FAFIMAN).
Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Álgebra e Cálculo.
APRESENTAÇÃO

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL

SEJA BEM-VINDO(A)!
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a)! Preparei este material com a pretensão de apre-
sentar a você os conceitos básicos do Cálculo Diferencial e Integral, para que eles sejam
aplicados em diversas áreas do conhecimento, que fazem uso desta importante teoria.
Os assuntos abordados neste livro são os de limite, derivada e integral de funções de
uma variável real. O material foi desenvolvido de forma que os conceitos e resultados
apresentados, sempre que possível, sejam acompanhados do seu significado geomé-
trico. A visualização de gráficos referentes a problemas e resultados serão um auxiliar
valioso na aprendizagem. Minha intenção é apresentar as ideias de cada assunto, os re-
sultados e demonstrações mais interessantes, acompanhados de exemplos ilustrativos,
e desenvolver, dessa forma, competência técnica e compreensão dos conceitos. Espero
que as atividades propostas em cada unidade direcionem você para isso. Vamos percor-
rer juntos essa jornada? Este material está dividido em cinco unidades.
O conjunto dos números reais e as funções reais de uma variável real são os objetos prin-
cipais de estudo da unidade I e constituem uma base fundamental para a compreensão
do cálculo. Você irá perceber que esses conteúdos estiveram presentes no decorrer de
seus anos de estudo no ensino fundamental e médio. Trata-se, portanto, de uma revisão
e um aprofundamento de tais temas.
Os principais conceitos do cálculo são definidos em termos de limites de uma função.
Neste texto, a noção de limite, conteúdo da unidade II, é discutida e motivada de manei-
ra intuitiva, utilizando tabelas e gráficos, de forma a facilitar a compreensão da comple-
xa definição formal de limite.
O cálculo consiste de duas partes essenciais: o cálculo diferencial e o cálculo integral.
Na unidade III, tratarei do cálculo diferencial, que se baseia na derivada. Além de uma
abordagem geométrica, irei apresentar a relação do conceito de derivada com outra
interpretação importante: a taxa de variação instantânea.
Assim como o conceito de derivada está intimamente ligado ao problema de encontrar
uma reta tangente a uma curva em um determinado ponto, o problema básico do cál-
culo integral é o problema das áreas. Na unidade IV, usarei esse problema geométrico
como motivação para definir o conceito básico do cálculo integral: a integral definida.
Na unidade V, finalizo com algumas aplicações da derivada e da integral definida. Entre
elas, problemas que envolvem máximo e mínimos e podem ser tratados com o auxílio
da derivada e o cálculo de volume de sólidos de revolução, conceito que pode ser inves-
tigado utilizando a integral definida.
Sugiro que você estude o texto, acompanhe atentamente os exemplos ilustrativos e
depois, resolva as atividades propostas, inclusive, se possível, faça uso de um software
matemático na construção de gráficos e análise crítica dos resultados.
APRESENTAÇÃO

Enfim, resta-me desejar bom trabalho a você, aluno(a). Que este material consiga
despertar uma fagulha do seu interesse pela pesquisa e pelo conhecimento do Cál-
culo Diferencial e Integral.
Especiais agradecimentos para a Professora Mestre Edvania Gimenez de Oliveira Go-
doy pela leitura, correções e sugestões para aprimoramento do texto.
09
SUMÁRIO

UNIDADE I

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL

15 Introdução

16 Números Reais

26 Funções e seus Gráficos

36 Álgebra das Funções

39 Classes de Funções

60 Funções Inversas

71 Considerações Finais

81 Referências

82 Gabarito

UNIDADE II

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES

87 Introdução

88 O Conceito de Limite

95 Cálculo de Limites usando suas Propriedades

104 Limites Laterais

108 Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas

120 Funções Contínuas

125 Considerações Finais


10
SUMÁRIO

134 Referências

136 Gabarito

UNIDADE III

DERIVADAS

141 Introdução

142 Reta Tangente e a Derivada

156 Regras de Derivação

165 Regra da Cadeia

169 Derivada das Funções Exponenciais e Trigonométricas

175 Derivação Implícita e Derivada de Funções Inversas

182 Considerações Finais

189 Referências

190 Gabarito

UNIDADE IV

INTEGRAIS

195 Introdução

196 Primitivas e a Integral Indefinida

203 Integração por Substituição e Integração por Partes

209 Área e a Integral Definida

219 Teorema Fundamental do Cálculo


11
SUMÁRIO

225 Tópicos Adicionais de Integração

237 Considerações Finais

247 Referências

248 Gabarito

UNIDADE V

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA

253 Introdução

254 Aplicações da Derivada

285 Aplicações da Integral Definida

296 Considerações Finais

305 Referências

306 Gabarito

307 CONCLUSÃO
Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin

FUNÇÕES DE UMA

I
UNIDADE
VARIÁVEL REAL

Objetivos de Aprendizagem
■■ Revisar o conjunto dos números reais.
■■ Compreender o conceito de Função e reconhecer formas de
representá-la matematicamente, relacionando-as.
■■ Definir e aplicar Operações Algébricas com funções.
■■ Identificar Funções Polinomiais, Racionais, Trigonométricas e
Exponenciais e aplicar algumas de suas propriedades básicas.
■■ Analisar as características da Função Inversa e conhecer algumas de
suas propriedades básicas.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Números Reais
■■ Funções e seus gráficos
■■ Álgebra das funções
■■ Classes de funções
■■ Funções inversas
15

INTRODUÇÃO

Olá, seja bem-vindo(a)! Nesta primeira unidade, você irá estudar basicamente
dois conteúdos: o conjunto dos números reais e as funções. Esses conteúdos
estão presente em todas as séries do Ensino Fundamental e Médio e
constituem uma base fundamental para compreensão do Cálculo Diferencial e
Integral. Inicialmente, faremos uma breve revisão do conjunto dos números
reais, apresentando definições, propriedades e exemplos que envolvem
desigualdades e módulo de um número real. Ressaltamos que nosso curso
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

será pautado neste conjunto.

Em seguida, vamos estudar o conceito de função, uma das noções principais


da matemática. A noção de função foi construída e aperfeiçoada ao longo de
vários séculos e seu conceito atual resultou da investigação de vários
matemáticos. De forma geral, o conceito de função trata essencialmente da
correspondência entre conjuntos, não necessariamente numéricos. Em nosso
estudo, os conjuntos envolvidos serão subconjuntos do conjunto dos números
reais, , e as funções neles definidas são chamadas funções reais de uma
variável real. Nesse contexto, podemos dizer que função é uma regra que nos
diz como uma quantidade variável depende de outra, o que permite descrever
muitos fenômenos do mundo real.
Enfatizamos que uma função pode ser representada de várias maneiras, e,
para possibilitar a representação geométrica dessas funções (gráficos),
introduzimos o sistema de coordenadas cartesianas, que nos permite
representar os pontos no plano utilizando pares ordenados e números reais.
Estudaremos, também, os principais tipos de funções que ocorrem no cálculo:
polinomiais, racionais, trigonométricas e exponenciais, explorando e discutindo
suas propriedades e gráficos.
Finalizamos esta unidade com o estudo das funções inversas, utilizando seu
conceito e propriedades na definição das funções logarítmicas e das funções
trigonométricas inversas.

Introdução
16 UNIDADE I

NÚMEROS REAIS NÚMEROS REAIS

Números naturais, inteiros e racionais

Indicaremos com o símbolo o conjunto dos números naturais:

.
Designaremos com o símbolo o conjunto dos números inteiros:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Os números racionais são aqueles que podem ser representados na forma de
uma fração, em que e são inteiros e . O conjunto dos números
racionais é indicado por , assim:

Exemplos:

Para obtermos a representação decimal de uma fração , basta efetuar a


divisão de por .

Exemplos:

Assim, a representação decimal de um número racional (fracionário) pode ser


uma decimal exata ou uma decimal infinita periódica (dízima periódica) .

Conjunto dos números reais

Vimos anteriormente que os números racionais admitem uma representação


decimal exata, ou infinita periódica. Aqueles números cuja representação
decimal é infinita não periódica, chamam-se números irracionais.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


17

Exemplos de números irracionais:


números irracionais:

(número de Euler) (número de Euler)

s números reais Oé aconjunto


reuniãodos númerosdos
do conjunto reais é a reunião
números do conjunto dos números racionais
racionais
com o conjunto
o dos números irracionais dos números
e será indicado por irracionais
. e será indicado por .

Representação
ão geométrica dos números reaisgeométrica dos números reais
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Os números reais
reais podem ser representados podem ser representados
geometricamente geometricamente por pontos de
por pontos de
mada reta real ouuma
retareta, chamada reta real ou reta numérica.
numérica.

construir a reta real? Como construir a reta real?


considere um pontoInicialmente,
arbitrário considere um ponto
de uma reta arbitrário
orientada, de uma reta orientada, chamado
chamado
de origem,
ele associe o número a ele uma
0. Escolha associe o número
unidade 0. Escolha
conveniente de uma unidade conveniente de
medida,um
ireita da origem, marque e àponto
direita da origem,
para marqueoum
representar ponto
número para representar o número
1:

Figura 1 - Unidade de Comprimento


dade de Comprimento

Fonte: a autora. Fonte: a autora.

À partirdedaextremidades
medida do segmento medida do 0segmento de extremidades
e 1, marque os 0 e 1, marque os
representantes
s dos demais números reais. dos demais números reais.
Assim, éreais
ível associar os números possível
aos associar
pontos deosumanúmeros reais
reta de aos pontos de uma reta de forma
forma
que cada
mero real corresponda número
um único real e,
ponto, corresponda um único
reciprocamente, cadaponto, e, reciprocamente, cada
a corresponda aponto da reta
um único corresponda
número real. Osa números
um únicoreais
número real. Os números reais
associados
pontos à direita da a pontos
origem são à direita
os números dapositivos,
reais origem são os números reais positivos, e os
e os
pontos à esquerdaassociados a pontos
da origem, à esquerda
os números da origem,Oos números reais negativos. O
reais negativos.
número zero
não é positivo, nem negativo. não é positivo, nem negativo.

Números Reais
18 UNIDADE I

O número associado a um ponto da reta numérica é chamado de coordenada


ociado a um ponto da reta numérica é chamado de coordenada
ou abscissa do ponto.
o ponto.

Figura 2 - Reta numérica


a numérica

Fonte: a autora.
Fonte: a autora.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Desigualdades
es
A construção da reta numérica sugere que o conjunto dos números reais é
da reta numérica sugere que o conjunto dos números reais é
ordenado, ou seja, existe uma relação de ordem que permite compará-los e
seja, existe uma relação de ordem que permite compará-los e
dizer quando um número real é maior ou menor que outro.
um número real é maior ou menor que outro.
Dizemos que é menor do que e escrevemos se for um
s que é menor do que e escrevemos se for um
número positivo. Na reta numérica, temos que está a esquerda de .
positivo. Na reta numérica, temos que está a esquerda de .
Dizemos que é maior do que e escrevemos se for um
s que é maior do que e escrevemos se for um
número positivo. Na reta numérica, temos que está a direita de .
positivo. Na reta numérica, temos que está a direita de .
O símbolo ( menor ou igual que ) significa que ou e o
( menor ou igual que ) significa que ou e o
símbolo ( maior ou igual que ) significa que ou .
( maior ou igual que ) significa que ou .

Propriedades para desigualdades: se e são números reais quaisquer,


para desigualdades: se e são números reais quaisquer,
então:

I. Se , então, .
, então, .
II.Se e , então, .
e , então, .
III.Se e , então, .
e , então, .

Observe que as propriedades (II) e (III) significam que uma desigualdade é


as propriedades (II) e (III) significam que uma desigualdade é
mantida quando seus membros são multiplicados por um número positivo, mas
do seus membros são multiplicados por um número positivo, mas
é invertida quando são multiplicados por um número negativo.
ando são multiplicados por um número negativo.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


19

Expressões que envolvem os símbolos acima são chamadas desigualdades


ou inequações.

Resolver uma inequação é encontrar todos os valores de que satisfaçam uma


desigualdade, para isso, usaremos, principalmente, as propriedades
apresentadas neste tópico.

Exemplo 1 (inequações): resolva a inequação .


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Propriedade (I)

Propriedade (II)

A solução da inequação será, então, o conjunto de todos os valores de que


são menores ou iguais a 2, ou seja:

Exemplo 2 (inequações): resolva a inequação .

Propriedade (I)

Propriedade (I)

Propriedade (III)

Números Reais
20 UNIDADE I

Logo, é o conjunto solução da inequação dada.


Exemplo 3 (inequações): resolva as desigualdades .

Propriedade (I)

Propriedade (II)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Assim, obtemos o conjunto solução .

Exemplo 4 (inequações): resolva a inequação .


Primeiro, vamos fatorar o lado esquerdo, obtendo a inequação equivalente:

Resolver essa inequação significa encontrar todos os valores de que tornam


a desigualdade verdadeira, ou seja, que tornam o produto
positivo. Assim, a desigualdade terá solução se os fatores e
forem ambos positivos ou ambos negativos. Inicialmente, vamos verificar para
quais valores de cada fator é positivo, negativo ou nulo:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


21

Essa discussão pode ser representada da seguinte forma:


Essa discussão pode ser representada da seguinte forma:
Essa discussão Essa
pode discussão
ser representada da seguinte
pode ser representada forma:
da seguinte forma:

Assim,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Assim,
Assim, Assim,

Logo, o conjunto a solução da inequação será:

Logo, o conjunto a solução da inequação será:


Logo, o conjuntoLogo,
a solução da inequação será:
o conjunto a solução da inequação será:

#QR-CODE#
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução desse problema.
#QR-CODE#

#QR-CODE#
#QR-CODE# #QR-CODE# Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução desse problema
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução
#QR-CODE#
Para melhor compreensão, assista, desse
no vídeo, problema.desse problema.
a resolução
#QR-CODE# #QR-CODE#

Números Reais
22 UNIDADE I

#Saiba mais#
Quando a equação possui as raízes reais e , podemos
escrever sua forma fatorada:

#Saiba mais#
Fonte: a autora.
Quando a equação possui as raízes reais e , podemos
#Saiba mais#
escrever sua forma fatorada:

Fonte: a autora.
#Saiba mais#

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Intervalos

Destacaremos certos subconjuntos infinitos dos números reais, chamados


intervalos, os quais correspondem geometricamente a segmentos de reta.
Intervalos
Sejam e dois números reais, com . Um intervalo em é um
Destacaremos
subconjunto certos
de que tem subconjuntos infinitos
uma das seguintes dos números reais, chamados
formas:
intervalos, os quais correspondem geometricamente a segmentos de reta.
Quadro 1 - Intervalos
Sejam e dois números reais, com . Um intervalo em é um
Tipos de intervalo Notação Representação
subconjunto de que tem uma das seguintes formas: geométrica

Intervalo
Quadroaberto
1 - Intervalos

Tipos de intervalo Notação Representação geométrica


Intervalo fechado
Intervalo aberto

Intervalo
Intervalos fechado
mistos

Intervalos mistos
Fonte: a autora.

Podemos ter intervalos que não são limitados em alguma extremidade,


chamados de intervalos infinitos.
Fonte: a autora.

Podemos ter intervalos que não são limitados em alguma extremidade,


chamados de intervalos infinitos.
FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL
23

Quadro 2 - Intervalos infinitos

Intervalos
infinitos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

O conjunto solução de desigualdades é, em geral, dado por um intervalo ou


uma reunião de intervalos.

Valor absoluto ou módulo de um número real


Vimos anteriormente que, se é um número real, então, é a coordenada de
algum ponto da reta numérica. Usa-se o símbolo para denotar o número
de unidades (ou a distância) entre e a origem, independentemente do
sentido.

Figura 3 - Módulo de um número real

Fonte: a autora.

Números Reais
24 UNIDADE I

De modo geral, temos a seguinte definição:

Definição (módulo ou valor absoluto): seja um número real; definimos o


módulo (ou valor absoluto) de por:

Exemplos (módulo):

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Observações:
1) De acordo com a definição acima, o módulo de um número real é sempre
positivo ou nulo.
2) Considerando os números reais e coordenadas dos pontos e sobre a
reta, o módulo da diferença representa a distância (sempre positiva)
entre os pontos e .

Figura 4 - Módulo da diferença de dois números reais

Fonte: a autora.

3) Não cometa o erro de escrever que . Essa afirmação só é


verdadeira se for um número real não negativo. Se considerarmos ,
por exemplo, temos:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


25

Portanto, para todo número real, a afirmação correta é:

As seguintes propriedades são válidas e frequentemente usadas para resolver


equações e desigualdades envolvendo módulo de um número real.

Seja , então:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Exemplo 5 (equação modular): resolva a equação .

Usando a propriedade , temos:

Portanto as duas soluções da equação dada são:

Exemplo 6 (inequação modular): determinar o intervalo que satisfaz a


inequação .

Usando a propriedade de módulo , temos:

Portanto o conjunto solução será:

Números Reais
26 UNIDADE I

Graficamente,
Graficamente,

Graficamente,

Apresentamos
Apresentamos a
a seguir
seguir mais
mais duas
duas importantes
importantes propriedades
propriedades de
de módulo:
módulo:

Apresentamos a seguir mais duas importantes propriedades de módulo:


Suponhamos
Suponhamos e e números
números reais
reais quaisquer,
quaisquer, então:
então:

Suponhamos e números reais quaisquer, então:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
#Saiba
#Saiba mais#
mais#

Desde
Desde
#Saibaque não
não sejam
quemais# sejam axiomas
axiomas ouou definições,
definições, afirmações
afirmações matemática,
matemática, tais
tais
como
como teoremas,
teoremas, proposições
proposições ee propriedades,
propriedades, só
só são
são verdadeiras
verdadeiras sese tiverem
tiverem
Desde que não sejam axiomas ou definições, afirmações matemática, tais
uma
uma demonstração
demonstração formal.
formal. AsAs demostrações
demostrações dasdas propriedades
propriedades de de
como teoremas, proposições e propriedades, só são verdadeiras se tiverem
desigualdades
desigualdades e e valor
valor absoluto
absoluto apresentadas
apresentadas neste
neste tópico
tópico podem
podem ser ser
uma demonstração formal. As demostrações das propriedades de
encontradas em Flemning, Diva Marília, Gonçalves, Mirian Buss (2006).
encontradas em Flemning, Diva Marília, Gonçalves, Mirian Buss (2006).
desigualdades e valor absoluto apresentadas neste tópico podem ser
Fonte:
Fonte: a
a autora.
autora. em Flemning, Diva Marília, Gonçalves, Mirian Buss (2006).
encontradas
#Saiba
#Saiba mais#
mais#
Fonte: a autora.
#Saiba mais#

FUNÇÕES E SEUS GRÁFICOS


FUNÇÕES
FUNÇÕES E
E SEUS
SEUS GRÁFICOS
GRÁFICOS

FUNÇÕES E SEUS GRÁFICOS


Conceito
Conceito de
de função
função

Estudamos
Conceitono
Estudamos de ensino
no função básico
ensino básico muitas
muitas situações
situações que
que relacionam
relacionam números
números
utilizando alguma regra. Podemos citar os seguintes exemplos:
utilizando alguma regra. Podemos citar os seguintes exemplos:
Estudamos no ensino básico muitas situações que relacionam números
1)
1) A
utilizando A fórmula
fórmula
alguma ou
ou regra
regra
regra. que
que relaciona
Podemos relaciona a
a área
área e
citar os seguintes o
o raio
raio de
eexemplos:de um
um círculo
círculo
é:
é:
1) A fórmula ou regra que relaciona a área e o raio de um círculo
é:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


27

2) A distância , em metros, percorrida por um corpo em queda livre


sob a ação da gravidade, após ser solto do estado de repouso, na
ausência de atrito com o ar, é dada pela regra:

,
na qual representa a aceleração da gravidade ( )e
representa o tempo (em segundos).

Os dois exemplos anteriores têm em comum o fato de representarem uma


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

relação de dependência entre grandezas:


“área do círculo depende do raio”,
“distância percorrida depende do tempo”.
Além disso,
“cada raio corresponde a uma única área ”,
“cada instante corresponde a uma única distância percorrida ”.

Essas são características que definem uma função em termos matemáticos e


podem ser sintetizadas de várias formas, iremos adotar a seguinte:

Definição (funções): sejam e subconjuntos de . Uma função real de


variável real definida em e com valores em é uma regra ou lei de
correspondência que associa a cada elemento de um único elemento de
.

O conjunto é o domínio de e indicaremos por .

O conjunto é chamado de contradomínio da função.

O único elemento de associado ao elemento de é denotado por


(leia: de ).

O conjunto de todos os valores de , quando percorre o


domínio da é denominado conjunto imagem de e indicado por .

Funções e seus Gráficos


28 UNIDADE I

Uma função de domínio e contradomínio é usualmente denotada


por:

; .

O número é chamado variável independente da função e variável


dependente da função.

Exemplo 7 (função): retomando o exemplo da área do círculo, a regra

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
que define a área em função do raio, pode ser escrita como:

Para calcular a área de um círculo com raio de 3 centímetros , basta substituir


por 3. Assim, a área desse círculo é:

Apesar do domínio da função não estar explícito, os possíveis valores para


são os números reais não negativos. Nesse exemplo, é a variável
independente e a variável dependente.

Exemplo 8 (função): considere a função definida pela regra


. Calcule: e

Como determinar o domínio de uma função?

Em nosso estudo, estamos considerando somente as funções reais de variável


real, que usualmente são caracterizadas apenas pela fórmula que a define.
Nesse caso, ficará implícito que o contradomínio é , e o domínio, o conjunto
de todos os números reais para os quais a fórmula faz sentido. Por exemplo,
na função dada por:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


29

o domínio consiste em todos os números reais , exceto quando , o qual


pode ser representado da seguinte forma:

Sistema de coordenadas cartesianas no plano e gráficos de funções


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Da mesma maneira que os números reais podem ser representados por pontos
na reta numérica, pares ordenados de números reais podem ser representados
em um plano cartesiano, que consiste em um plano munido de um sistema de
coordenadas cartesianas.

Como construir o plano cartesiano?


Considere duas retas reais perpendiculares, uma das quais normalmente é
escolhida como sendo horizontal. Tais retas se interceptam em um ponto ,
chamado origem. A reta horizontal é chamada eixo ou eixo das abscissas,
e a reta vertical é chamada eixo , ou eixo das ordenadas. Os dois eixos
dividem o plano em quatro partes denominadas quadrantes. Uma escala
numérica é colocada ao longo do eixo , com números positivos à direita da
origem e os números negativos à esquerda da origem. De maneira análoga,
uma escala numérica é colocada ao longo do eixo , com os números positivos
acima da origem e os números negativos abaixo da origem.

Funções e seus Gráficos


30 UNIDADE I

Figura 5 - Sistema de coordenadas cartesianas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.
Fonte: a autora.

Podemos associar a qualquer par ordenado de números reais um único


ponto do plano, da seguinte maneira: marcamos no eixo das abscissas o
ponto associado ao número real e, por esse ponto, traçamos a reta paralela
ao eixo das ordenadas. Analogamente, marcamos no eixo das ordenadas o
ponto associado ao número real e, por esse ponto, traçamos a reta paralela
ao eixo das abscissas. O ponto de intersecção das duas retas, assim traçadas,
é o ponto associado ao par ordenado .

Cada ponto do plano está associado a um único par ordenado de números


reais, da seguinte forma: traçamos por a reta paralela ao eixo das
ordenadas, cuja intersecção com o eixo das abcissas determina um único
número real . Analogamente, traçamos por a reta paralela ao eixo das
abscissas, cuja intersecção com o eixo das ordenadas determina um único
número real . Assim, ao ponto, associa-se um único par ordenado de
números reais.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


31

A correspondência um a um entre os pontos do plano e os pares


ordenados de números reais é indicada pela notação . Dizemos
que o os números e são as coordenadas do ponto , em que o número
é chamado de abcissa do ponto e o número é chamado de ordenada do
ponto .

Figura 6 - Ponto
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

As funções de uma variável real podem ser representadas geometricamente


por seu gráfico no plano cartesiano. De que forma, podemos fazer isso?

Observe que, se é uma função com domínio , então, para cada número
real em , está associado um único número real , fato que pode ser
expresso utilizando pares ordenados.

Funções e seus Gráficos


32 UNIDADE I

Figura 7 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Definição (gráfico de função): seja . O gráfico de é o conjunto de


todos os pontos de um plano cartesiano, em que pertence ao
domínio de .

Para facilitar o esboço do gráfico de uma função, utilizaremos uma tabela com
as coordenadas de uma série de pontos pertencentes ao seu gráfico, em
seguida, marcamos esses pontos no plano cartesiano e traçamos uma curva
suave como mostra os exemplos seguintes:

Exemplo 9 (gráfico de função): esboce o gráfico da função .

A expressão está definida para todos os números reais, ou seja,


. Para obtermos o esboço do gráfico, marcamos alguns pontos e
traçamos, por eles, uma curva suave. O gráfico mostra, ainda, que o conjunto
imagem de é .

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


33

Figura 8 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Observe nesse exemplo que:

e .

Generalizando, temos:

Isso caracteriza uma função par conforme definição a seguir:

Definição (função par): seja . Diremos que é par se para todo ,


.

Exemplo 10 (gráfico de função): esboce o gráfico da função .

Para que a expressão possa ser calculada, é preciso que , então,


/ . A figura a seguir mostra o gráfico dessa
função, em que é possível observar que .

Funções e seus Gráficos


34 UNIDADE I

Figura 9 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Observação: de modo geral, para determinar o gráfico de uma função, é


preciso muito mais que fazer tabelas com coordenadas de pontos. Nos
próximos tópicos, estudaremos algumas classes de funções e faremos o
esboço de seus gráficos utilizando as propriedades dessas funções.

Será que toda curva no plano cartesiano representa o gráfico de


uma função?

A resposta é não. Toda função real de uma variável real pode ser representada
por um gráfico no plano cartesiano, no entanto considere a curva representada
pela figura a seguir:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


35

Figura 10 - Gráfico da equação


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

A curva é a representação geométrica no plano da equação , ou de

forma equivalente, . Observe que os pontos e


estão ambos sobre a curva. Isso implica que o número está associado a
dois números e .

Esse exemplo sugere que dada uma curva no plano cartesiano, ela só
representa o gráfico de uma função quando qualquer reta vertical corta a curva
no máximo em um ponto.

Até o momento, trabalhamos com duas formas de representar uma função:


algebricamente, utilizando fórmulas e, geometricamente, com gráficos.
Podemos citar mais duas formas: Verbal e Tabular.

Verbal: “a população de uma colônia da bactérias E. Coli dobra a cada vinte


minutos.”

Funções e seus Gráficos


36 UNIDADE I

Quadro 3 - Representação de função tabular

Quadro 3 - Representação de função tabular

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: IBGE (on-line).1

Se uma função puder ser representada por mais de uma forma, a habilidade de
ir de uma
Fonte: representação
IBGE (on-line).1 para outra, permite uma melhor compreensão sobre a
ideia de função e a possibilidade de utilizá-las na compreensão de diferentes
Se uma função puder ser representada por mais de uma forma, a habilidade de
fenômenos do mundo real e na resolução de problemas.
ir de uma representação para outra, permite uma melhor compreensão sobre a
ideia de função e a possibilidade de utilizá-las na compreensão de diferentes
fenômenos do mundo real e na resolução de problemas.

ÁLGEBRA DAS FUNÇÕES


ÁLGEBRA DAS FUNÇÕES

Muitas funções são obtidas a partir da combinação de outras, em geral, mais


simples. É comum encontrarmos
ÁLGEBRAfunções definidas como somas, subtrações,
DAS FUNÇÕES
produtos e quocientes de várias outras funções. Por exemplo, podemos
Muitas funções são obtidas a partir da combinação de outras, em geral, mais
considerar como a soma
simples. É comum encontrarmos de duas
funções funções,
definidas e
como somas, subtrações,;
por sua vez,
produtos e quocientes pode ser vista
de várias comofunções.
outras o produtoPor
das exemplo,
funções podemos
e
. Em outras palavras,
considerar como adadas
somaas
defunções e , é possívele definir as;
duas funções,
operações
por sua vez, , , pode
e ser vista
, como segue:
como o produto das funções e
. Em outras palavras, dadas as funções e , é possível definir as

operações , , e , como segue:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


37

Quadro 4 - Operações com funções

Soma/diferença

Produto

Quociente

Fonte: a autora.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O domínio das funções , e é a intersecção dos domínios de e ,


. O domínio da função é ,
ou seja, é a intersecção dos domínios da e , excluindo-se os pontos , em
que .

Exemplo 11 (operações com funções): considere as funções e


. Determine , , e e os respectivos domínios.

Como e , então,

Excluímos o número 1 do domínio de pois .

Álgebra das Funções


38 UNIDADE I

Uma outra forma de construir uma função a partir de outras é utilizando


um processo conhecido como composição de funções.

Considere a função . Sejam 2e .


Lembrando que é um número real, podemos aplicar no ponto ,
desde que , obtendo:

Definição (função composta): dadas as funções e , tais que

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
, definimos a função composta por

O domínio de é conjunto de todos os no domínio de tais que


está no domínio de , ou seja, .

Exemplo 12 (composição de funções): sejam e .


Determine e .

Nesse caso, temos:

, com .

,
com .

Exemplo 13 (composição de funções): determine as funções e , tal que


.

Basta considerar,

e .

Assim,

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


39

CLASSES DE FUNÇÕES
CLASSES DE FUNÇÕES

Neste tópico, estudaremos com mais detalhes algumas funções que serão
classificadas em categorias conforme suas especificidades. Veremos as
seguintes classes de funções: polinomiais, racionais, trigonométricas e
exponenciais.

Funções Polinomiais
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Uma função dada por

em que são números reais fixos, chamados


de coeficientes e , inteiro não negativo, denomina-se função polinomial
de grau .

Por exemplo,

é uma função polinomial de grau 5.

Exemplo 14 (função polinomial): esboce o gráfico da função .

Classes de Funções
40 UNIDADE I

Quadro 5 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Observe nesse exemplo que:

e .

Generalizando, temos:

Isso caracteriza uma função ímpar conforme definição a seguir:

Definição (função ímpar): seja . Diremos que é ímpar se para


todo , .

Estudaremos com mais detalhes a função polinomial de grau 1, também


conhecida como Função Afim, e a função polinomial de grau 2, chamada
de Função Quadrática.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


41

Função Afim

Uma função definida por , em que e são números


reais constantes, denomina-se Função Afim ou Função Polinomial
do Primeiro Grau.

A constante é o coeficiente angular dessa reta, e a constante é o


coeficiente linear.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O gráfico da função afim é uma reta não vertical. O valor de determina o


aspecto do gráfico de uma função afim, observe as figuras que seguem.

Figura 11 - O coeficiente angular determina o aspecto da função afim

Fonte: a autora.

Algumas funções afim recebem nomes especiais:

i) Função constante

No caso de , temos a função constante , para todo . O


gráfico da função constante é uma reta paralela ao eixo , passando
pelo ponto . Por exemplo, o gráfico da função constante está
ilustrado na figura 12.

Classes de Funções
42 UNIDADE I

Figura 12 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Temos que o ea .

ii) Função identidade

Se , temos a função identidade . Seu gráfico tem o


seguinte aspecto.

Figura 13 - Gráfico da função identidade

Fonte: a autora.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


43

iii) Função linear

Se , temos a função , chamada função linear. Seu


gráfico é uma reta não vertical que passa pela origem, uma vez que .

No caso da função definida por , temos o seguinte gráfico:

Figura 14 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Função Quadrática

Uma função definida por , em que , e são

números reais constantes, com , chama-se Função Quadrática ou Função


Polinomial do Segundo Grau.

Classes de Funções
44 UNIDADE I

Exemplo 15 (função quadrática): listamos dois exemplos de


funções quadráticas:

a) , .
b) , .

O gráfico da função quadrática é uma parábola com eixo de simetria paralelo


ao eixo .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Ao esboçar o gráfico de uma função quadrática , é
importante saber verificar algumas características da parábola:

● Se , a parábola tem a concavidade voltada para cima.


Se , a parábola tem a concavidade voltada para baixo.

● A parábola intersepta o eixo no ponto .

● A parábola pode interceptar o eixo em um, dois ou nenhum ponto,


dependendo do valor de , da equação correspondente
.

● A intersecção do eixo de simetria com a parábola é um ponto chamado


vértice e pode ser calculado da seguinte forma:

Assim, o vértice tem coordenadas:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


45

O quadro abaixo resume as possibilidades, tendo em vista as características


citadas acima, para gráficos de funções quadráticas:

Figura 15 - Gráfico de funções quadráticas segundo suas características


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Classes de Funções
46 UNIDADE I

Exemplo 16 (função quadrática): esboçar o gráfico da função quadrática


.

Temos que: , e .

● Como , a concavidade da parábola é voltada para cima.


● A intersecção da parábola com o eixo é o ponto .
● , temos dois pontos de intersecção com o
eixo . Para determiná-los, basta resolver a equação .
Nesse caso, os pontos de intersecção são e .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
● As coordenadas do vértice são:

Determinando mais alguns pontos e organizando os pontos encontrados em


uma tabela, podemos esboçar o gráfico da função.

Figura 16 - Gráfico de

Fonte: a autora.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


47

#Reflita#

Você sabe a diferença entre uma função polinomial do segundo grau e uma
equação do segundo grau? (a autora).
#Reflita#

Você sabe a diferença entre uma função polinomial do segundo grau e uma
#Reflita#
equação do segundo grau? (a autora).

#Reflita#

Função definida por partes


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

NosFunção
próximos dois exemplos,
definida por partesa regra que define a função muda
dependendo do valor de . Nesses casos, dizemos que é uma função
definida por partes.
Nos próximos dois exemplos, a regra que define a função muda
dependendo
Exemplo do valor
17 (função de por
definida . Nesses considere
partes):casos, a função
dizemos quemodular:
é uma função
definida por partes.

.
Exemplo 17 (função definida por partes): considere a função modular:

.
Seu gráfico tem o seguinte aspecto:

Seu gráfico tem o seguinte aspecto:


Figura 17 - Gráfico de

Figura 17 - Gráfico de

Fonte: a autora.

Classes de Funções
Fonte: a autora.
48 UNIDADE I

Exemplo 18 (função definida por partes): esboce o gráfico da função

Figura 18 - Gráfico da função definida partes

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Observe que o ponto (1,0) pertence ao gráfico de , mas o ponto (1,1) não.
Indicaremos esse fato com o “pontinho cheio” e o “pontinho vazio”.

Uma perspectiva interessante na análise dos gráficos de funções é que alguns


deles podem ser obtidos por meio de um deslocamento no plano que
chamamos translação. Considere a função e o seu gráfico.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


49

Figura 19 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Considere, agora, as funções e


e seus respectivos gráficos.

Figura 20 - Translações do gráfico de

Fonte: a autora.

Assim, observando os gráficos das funções e , vemos que eles foram


obtidos por meio de translações do gráfico de .

(deslocamento do gráfico de , uma unidade para


cima).

(deslocamento do gráfico de , uma unidade para


direita).

Classes de Funções
50 UNIDADE I

Funções racionais

Definição (função racional): uma função definida por em que e


são duas funções polinomiais, chama-se função racional. O domínio de é

o conjunto de todos os números reais para os quais .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Exemplo 19 (função racional): esboce o gráfico da função .

A função está definida para número real , ou


seja, .

Se , podemos observar que a medida que cresce se aproxima de


zero.

Quadro 6 - Valores de à medida que cresce

10 100 1000

Fonte: a autora.

Por outro lado, à medida que vai se aproximando de zero, , vai se


tornando cada vez maior.

Quadro 7 - Valores de à medida que se aproxima de 0

1 0,1 0,01

1 10 100

Fonte: a autora.

Podemos pensar de forma análoga se , obtendo assim, um esboço do


gráfico de :

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


51

Figura 21 - Gráfico de

Figura 21 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora

#Saiba mais#

A curva do exemplo anterior é um caso particular de hipérbole, que, juntamente


comFonte: a autora
a elipse e a parábola, formam uma classe especial de curvas planas
conhecidas como seções cônicas.
#Saiba mais#

Fonte: a autora.
A curva do exemplo anterior é um caso particular de hipérbole, que, juntamente
com a elipse e a parábola, formam uma classe especial de curvas planas
#Saiba mais#
conhecidas como seções cônicas.

Fonte: a autora.

#Saiba mais#

Classes de Funções
52 UNIDADE I

Funções Trigonométricas

Função seno e função cosseno

Para definir as funções seno e cosseno, considere, no plano cartesiano, uma


circunferência de centro na origem e raio unitário. Dado um número real ,
marque sobre a circunferência, a partir do ponto , o arco de medida
radianos. Se é um número positivo, o arco é marcado sobre a circunferência
no sentido anti-horário; se negativo, no sentido horário. Dessa maneira, cada

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
número real determina um único arco e, portanto, um único ponto .
Denominamos seno de e indicamos por a ordenada do ponto e,
analogamente, denominamos cosseno de e indicamos por a abscissa de
.

Figura 22 - Círculo trigonométrico

Fonte: a autora.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


53

À medida que o ponto se move sobre a circunferência, tanto sua abscissa


como sua ordenada variam, mantendo-se no intervalo .

Definição (função seno): uma função definida por , isto


é, que a cada número real associa o número real , denomina-se função
seno.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

a) .
b) .
c) Para nos auxiliar na determinação do gráfico, vamos fazer uma tabela
para alguns valores de no intervalo , que nos permite visualizar
uma volta completa no círculo trigonométrico.

0 1 0 -1 0

Figura 23 - Gráfico de no intervalo

Fonte: a autora.

Classes de Funções
54 UNIDADE I

d) O gráfico completo da função , chamado senoide, consiste


em infinitas repetições da curva acima e tem o seguinte aspecto.

Figura 24 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Definição (função cosseno): uma função definida por ,


isto é, que a cada número real associa o número real , denomina-se
função cosseno.

a) .

b) ;.
c) O gráfico da função cosseno pode ser esboçado de maneira análoga.
Considere o quadro 8 para alguns valores de no intervalo .

Quadro 8 - Valores de no intervalo

1 0 -1 0 1

Fonte: a autora.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


55

Figura 25 - Gráfico de no intervalo


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

d) O gráfico completo da função , chamado cossenoide, tem o


seguinte aspecto:

Figura 26 - Gráfico de

Fonte: a autora.

Uma característica importante das funções seno e cosseno e que pode ser
observada nos gráficos acima é que elas são periódicas com período , pois
para todo :

e .

Classes de Funções
56 UNIDADE I

As funções: tangente, cotangente, secante e cossecante

Definição (função tangente): a função definida por

denomina-se função tangente. Seu domínio é o conjunto de todos os


tais que . O gráfico da função tangente tem o seguinte aspecto:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 27 - Gráfico de

Fonte: a autora.

As funções (secante), (cotangente) e (cossecante) são definidas


por:

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


57

Funções exponenciais

Muitos fenômenos naturais e sociais, como o crescimento populacional, a


meia-vida de uma substância e o cálculo de juros compostos, são exemplos de
aplicações das funções exponenciais.

Consideremos a seguinte situação, apenas para fins didáticos:

A taxa anual de crescimento da população de um país em um dado período é


de 1,3%. Escreva uma fórmula algébrica para a população, em função do
tempo, sabendo que a população inicial era de 160 milhões de habitantes
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

(FLEMNING; GONÇALVES, 2006).

Vamos chamar a variável tempo (em anos) de e a população (em milhões) de


habitantes de . Considere a população inicial, então:

Prosseguindo com o raciocínio anterior, percebemos um certo padrão que pode


ser generalizado com a seguinte fórmula algébrica:

Dizemos que é uma função exponencial de base .

Quando é um número real positivo e um número real qualquer, a expressão


é um número real.

Isso nos permite definir função exponencial da seguinte forma:

Definição (função exponencial): dado um número real , tal que e


, chamamos função exponencial de base a função definida em
dada por .

O domínio da função exponencial é e o conjunto imagem é


.

Classes de Funções
58 UNIDADE I

#Reflita#

Por que as restrições e dadas na definição de função exponencial


#Reflita#
são necessárias? (a autora).
Por que as restrições e dadas na definição de função exponencial
#Reflita#
são necessárias? (a autora).

#Reflita#

O gráfico da função exponencial tem o seguinte aspecto conforme o


valor de .
O gráfico da função exponencial tem o seguinte aspecto conforme o
Figura 28 - é crescente se e decrescente se
valor de .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 28 - é crescente se e decrescente se

Fonte: a autora.
Observe nos gráficos que:
Se Fonte: ,a autora. para todo , esse fato caracteriza uma
Observe
função nos gráficos que:
crescente.
Se Se ,, para
paratodo
todo , esse
, essefato
fatocaracteriza uma
caracteriza
função
uma crescente.
função decrescente.
Se , para todo , esse fato caracteriza

De uma
formafunção decrescente.
geral, temos a seguinte definição:

Seja uma função definida em um intervalo , com e elementos quaisquer


De forma geral, temos a seguinte definição:
em , então:
Seja uma função definida em um intervalo , com e elementos quaisquer
éem
crescente
, então:em , se e somente se, .

é decrescente
é crescenteem
em , se
, see esomente
somentese,
se, ..

é decrescente em , se e somente se, .

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


59

Exemplo 20 (função exponencial): seja .

a) Determine , , , e ;
b) Esboce o gráfico da função .

a)

, , ,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

, .

b) A função é crescente e seu domínio é o conjunto de todos os


números reais. A intersecção da com o eixo é o ponto . O esboço do
gráfico está na figura 27.

Figura 29 - Gráfico de

Fonte: a autora.

Observação: um número irracional importantíssimo para a análise matemática


é conhecido como número de Euler e indicado pela letra . Seu valor
aproximado é:

Classes de Funções
60 UNIDADE I

Exemplo 21 (função exponencial): como , a função exponencial de base


Exemplo 21 (função exponencial): como , a função exponencial de base
, ou seja, tem o seguinte aspecto:
, ou seja, tem o seguinte aspecto:

Figura 30 - Gráfico de
Figura 30 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.
Fonte: a autora.

FUNÇÕES INVERSAS
FUNÇÕES INVERSAS
FUNÇÕES INVERSAS
Quando associamos o raio e o comprimento de uma circunferência, podemos
Quando associamos o raio e o comprimento de uma circunferência, podemos
pensar na função que a cada medida do raio determina a medida do
pensar na função que a cada medida do raio determina a medida do
comprimento da circunferência:
comprimento da circunferência:
.
.
Mas podemos pensar em outra função que, a cada circunferência de
Mas podemos pensar em outra função que, a cada circunferência de
comprimento , associe a medida de seu raio :
comprimento , associe a medida de seu raio :

.
.
Em casos assim, dizemos que uma função é a inversa da outra.
Em casos assim, dizemos que uma função é a inversa da outra.
De uma maneira bem simples, podemos dizer que a inversa de uma função ,
De uma maneira bem simples, podemos dizer que a inversa de uma função ,
denotada por , é a função que desfaz a operação executada pela função .
denotada por , é a função que desfaz a operação executada pela função .

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


61

Como obter a inversa de uma função?

Podemos definir um roteiro simples para a determinação da inversa de uma


função:

1) Troque o termo por .


2) Resolva essa equação para em termos de , ou seja isole .
3) Para expressar como função de , troque por .
Exemplo (função inversa): determine a inversa da função .

Usando o roteiro acima


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Quadro 8 - Obtendo a inversa de

( substitua por )

(isole )

(trocando por )

Fonte: a autora.

Portanto a função inversa é .

Qual a relação entre os gráficos de uma função e de sua inversa


?

Vimos que as função e , definidas por

são inversas uma da outra. Observe os gráficos das funções e


representados no mesmo sistema de eixos.

Funções Inversas
62 UNIDADE I

Figura 31 - Gráficos de e representados no mesmo sistema de eixos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Existe uma relação interessante entre o gráfico da função e o de sua inversa

: os dois gráficos são simétricos em relação à reta de equação .

Será que todas as funções possuem inversa?

A reposta é não! Para que a função possua inversa, é necessário


que a regra que “desfaça” a operação executada pela função também seja
uma função.

Suponha, por exemplo, que queiramos inverter a função , definida


para todo .

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


63

Figura 32 -
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Usando o roteiro para determinação da inversa, obtemos:

Veja que, apesar de ser uma regra que “desfaça” a operação


executada pela função , ela não representa uma função, pois, por exemplo,
para , corresponde dois valores distintos: e .

Graficamente, é fácil encontrar uma reta vertical que cruza o gráfico de


em dois pontos, o que indica que a curva não corresponde ao gráfico
de uma função.

Funções Inversas
64 UNIDADE I

Figura 33 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Observe na figura anterior que o fato de dois elementos diferentes do domínio


terem a mesma imagem, por exemplo, , impossibilita a existência
da inversa. É preciso, então, garantir que sempre que .

Portanto uma das condições para que exista a inversa de uma função é que
ela satisfaça a seguinte propriedade:

Definição (função injetora): dizemos que uma função é injetora se quaisquer


que sejam e no seu domínio,

ou de forma equivalente

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


65

Podemos, agora, definir função inversa:


Podemos, agora, definir função inversa:
Definição (Função Inversa): seja uma função injetora com domínio
e Definição (Função Inversa):
conjunto imagem seja função inversa
. Então, sua uma funçãotem
injetora com domínio
domínio e
e conjunto
conjunto imagem imagem . Então,
e é definida por: sua função inversa tem domínio e
conjunto imagem e é definida por:

para todo .
para todo .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Observações:
Observações:
1) Se o interesse for ressaltar características da função inversa, podemos
1) Se o interesse for ressaltar características da função inversa, podemos
escrever:
escrever: .
.
2) e .
2)
3) Se e admite função .inversa, então, diremos que é
é uma função que
3) Se
uma é uma
função funçãoObserve
inversível. que admite
que função
se for inversa, então,
uma função diremoscom
inversível, que é
uma função
inversa inversível.também
, então, Observeserá
que inversível
se for uma e função inversível,
sua inversa serácom
. inversa , então, também será inversível e sua inversa será
.

#Saiba mais#
#Saiba mais#
É possível demonstrar que toda função crescente ou decrescente em um
É possívelintervalo
determinado demonstrar que toda
é injetora. funçãocaso
Assim, crescente ou decrescente seja
a função em um
determinado
crescente intervalo é em
(ou decrescente) injetora. Assim,
todo seu caso podemos
domínio, a função determinar aseja
crescente
função inversa (ou decrescente)
. em todo seu domínio, podemos determinar a
função inversa .
Fonte: a autora.
Fonte: a autora.
#Saiba mais#
#Saiba mais#

Funções Inversas
66 UNIDADE I

Função Logarítmica

Quando estudamos as funções exponenciais, vimos um exemplo de


crescimento populacional, o qual determinava o número de habitantes em
função do tempo.

Vamos supor que estivéssemos interessados em saber quanto tempo demora


para a população alcançar determinado número de habitantes. Teríamos,
então, que determinar o tempo em função do número de habitantes, no caso, a

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
inversa de .

Observemos, inicialmente, que as funções exponenciais são crescentes ou


decrescentes em seu domínio, logo, possuem inversas. Essas inversas são
chamadas de funções logarítmicas.

Para definir função logarítmica, precisamos relembrar a definição da


expressão .

Se e , com um valor positivo de , a expressão (logaritmo de


na base ) denota aquele expoente ao qual devemos elevar para obter .

Por exemplo:

, pois, .

, pois, .

Observação: quando , escrevemos, apenas , quando ,


usamos a notação especial, .

Definição (função logarítmica): dado um número real , tal que e ,


chamamos função logarítmica de base a função definida em dada por
.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


67

O domínio da função logarítmica é e o conjunto imagem é


.

O domínio
O gráfico da função
da função logarítmica é
logarítmica tem eo o seguinte
conjunto aspecto
imagem é
. de .
conforme o valor

O gráfico
Figura 34 - da funçãoé logarítmica
crescente se tem ose seguinte aspecto
e decrescente
conforme o valor de .

Figura 34 - é crescente se e decrescente se


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Fonte: a autora.
#Saiba Mais

Se fizermos a substituição , temos a função , denominada


#Saiba
função Mais natural . Sua inversa é a função
logaritmo .

Se fizermos
Fonte: a autora. a substituição , temos a função , denominada
função logaritmo natural . Sua inversa é a função .
#Saiba Mais#
Fonte: a autora.

#Saiba Mais#

Funções Inversas
68 UNIDADE I

Funções trigonométricas inversas

Basta olhar os gráficos das funções seno e cosseno para saber que elas não
admitem inversa em seu domínio. No entanto podemos restringir o domínio de
cada uma delas, de modo a possibilitar a obtenção das inversas.

Função arco seno

Observe no gráfico que a função , restrita ao intervalo ,é

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
crescente, portanto inversível.

Figura 35 - Gráfico de , restrita ao intervalo

Fonte: a autora.

Podemos, então, definir sua inversa nesse intervalo. Ela é denominada função
arco seno e denotada por .

Assim, da definição da inversa, temos que :

ou seja, é a medida do ângulo no intervalo cujo seno é .

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


69

Temos que e seu gráfico será obtido da reflexão, em torno da

reta , do gráfico da função , e está ilustrado a


seguir:

Figura 36 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Função arco cosseno

A função inversa do cosseno pode ser tratada de modo análogo a inversa do


seno. Observe que a função cosseno restrita ao intervalo é decrescente,
portanto inversível.

Funções Inversas
70 UNIDADE I

Figura 37 - Gráfico de , restrita ao intervalo

Fonte: a autora.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Podemos, então, definir sua inversa nesse intervalo. Ela é denominada função
arco cosseno e denotada por .
Assim, da definição da inversa, temos que :

ou seja, é a medida do ângulo no intervalo cujo cosseno é .

Temos que e seu gráfico será obtido da reflexão, em torno da


reta , do gráfico da função , e está ilustrado a seguir:

Figura 38 - Gráfico de

Fonte: a autora.

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL


71

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerações finais

O cálculo diferencial e integral está baseado no sistema dos números reais e


as funções definidas em seus subconjuntos são seus objetos fundamentais.
Nesta unidade, estudamos o conjunto dos números reais e as funções reais de
variáveis reais.

Além de revisar propriedades dos números reais, aprendemos a forma


bastante conveniente de representá-los graficamente por meio de pontos em
uma reta horizontal, o que facilitou a visualização e compreensão do conjunto
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

solução de inequações.

Desenvolvemos o conceito de função, que descreve relações de dependência


entre quantidades variáveis e desempenham um importante papel no cálculo
diferencial e integral e em suas aplicações.

Vimos que uma função pode ser representada de várias maneiras, salientamos
a forma algébrica e geométrica. Apresentamos exemplos e percebemos que
muitos aspectos básicos de uma função se tornam claros ao esboçar e analisar
seu gráfico.

Aprendemos as propriedades de algumas das funções mais básicas que


ocorrem no cálculo diferencial e integral, entre elas, as funções polinomiais,
trigonométricas, trigonométricas inversas, exponenciais e logarítmicas.

Finalizamos a unidade conceituando funções inversas e utilizando esse


conceito na determinação de novas funções, a partir das já estudadas. Além
disso, estudamos características próprias dos gráficos das funções inversas.

Sugerimos que você efetue todas as atividades aqui propostas, inclusive que
revise os tópicos “reflita” e “saiba mais”, pois muitos deles auxiliam na
construção do conhecimento, possibilitando um aprendizado significativo com
relação ao estudo dos números reais e das funções.

Enfim, esperamos que, ao final desta unidade, você tenha atingido os objetivos
de aprendizagem e, assim, construído uma base sólida, necessária para o
desenvolvimento das próximas unidades.

Considerações Finais
72

Atividades de Estudo:

1) Indique quais frases a seguir são verdadeiras.


a) Todo número
Atividades real é irracional.
de Estudo:
ades de Estudo: b) Todo número natural é real.
1) Indique quais frases a seguir são verdadeiras.
c) Todo número inteiro é natural.
a)são
Todo
Atividades
Indique quais frases a seguir número
de Estudo:
verdadeiras. real é irracional.
d) Todo número racional tem representação decimal exata ou infinita
b) Todo número natural é real.
aa)seguir
Todo número real é irracional.
são verdadeiras. 1) Indique quais frases a seguir são verdadeiras.
periódica.
b) Todo número natural é real. c) Todo número inteiro é natural.
é irracional. a) Todo número
e) Todo número irracionalreal é irracional.
pode ser representado por uma fração, ,
c) Todo número inteiro é d) Todo número racional tem representação decimal exata ou infinita
natural.
ural é real. em que b) Todo, número . natural é real.
d) éTodo número racional tem periódica.
representação
ro natural. número édecimal
c) Todoracional
f) Todo número inteiro exata ou infinita
real. é natural.
periódica. e) Todo número irracional pode ser representado por uma fração, ,
cional tem representação decimal
g) Todo exata
d) Todo
número ou infinita
número
natural racional tem representação decimal exata ou infinita
é racional.
e) Todo número em que
irracional pode ,
ser representado . por uma fração, ,
ecimal exata ou infinita periódica.
em quepode ser, representado
acional . f) Todouma número racional, é real.
2) Em cadapor e) fração,
Todo número
desigualdade, irracional
encontre pode sersolução,
o conjunto representado por uma
expresse-o comfração,
a ,
g) Todo número natural é racional.
of).por
Todo número
uma fração, racional , é real.
notação de emintervalo
que ,
e represente-o . na reta numérica.
g) Todo
onal número natural é racional.
é real. f) Todo número racional é real.
a) .
2) Em cada desigualdade, encontre o conjunto solução, expresse-o com a
ural é racional. b) g) Todo número. natural é racional.
Em cada desigualdade, encontre notação de intervalo
o conjunto e represente-o
solução, na com
expresse-o reta numérica.
a
c) .
notação de intervalo a)
e represente-o na reta numérica..
ade, encontre o conjunto solução,
2) Emexpresse-o
cada com a
desigualdade, encontre o conjunto solução, expresse-o com a
a) . d) b) . .
e represente-o
ção, expresse-onacom retaanumérica. notação de intervalo e represente-o na reta numérica.
. b) . e) c) . .
rica. a) .
. c) . f) b) . .
d) .
.
d) . e) c) . .
#QR-CODE#
e) . f) .
Para melhor compreensão, d) assista, . nos vídeos, a resolução das questões d, e,
f) . e) .
f.
#QR-CODE#
#QR-CODE# f) .
CODE# Para melhor compreensão, assista, nos vídeos, a resolução das questões d, e,
melhor compreensão, f.assista, nos vídeos, a resolução das questões d, e,
#QR-CODE#
#QR-CODE#
assista, nos vídeos, a resolução das compreensão,
Para melhor questões d, e, assista, nos vídeos, a resolução das questões d, e,
CODE#
ução das questões d, e, f.
#QR-CODE#
73

3) Considere o gráfico da função mostrado na figura a seguir:


3) Considere o gráfico da função mostrado na figura a seguir:

3) Considere o gráfico da função mostrado na figura a seguir:

a) Determinar o valor de .
b) Determinar os valores de a)
para os quais: o valor de
Determinar .
i)
a) Determinar . de
o valor . b) Determinar os valores de para os quais:
ii)
b) Determinar .
os valores de i)
para os quais: .

i) c) Determinar
. o valor de . ii) .

ii) . c) Determinar o valor de .


4) Escreva a função
c) Determinar o valor de . sem usar módulo e esboce seu
gráfico. 4) Escreva a função sem usar módulo e esboce

4) Escreva a função gráfico.


sem usar módulo e esboce seu
5) Seja a função definida por
gráfico.
5) Seja a função definida por
.
5) Seja a função definida por
a) Determine o domínio de . .
b) Calcule e . a) Determine
. o domínio de .

a) Determine o domínio de . b) Calcule e .


#QR-CODE#
b) Calcule e .
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
#QR-CODE# Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.

Para melhor compreensão, assista, #QR-CODE#


no vídeo, a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
74

6) Sejam e as funções definidas por:


6) Sejam e as funções definidas por:
e .
unções definidas por: e .

e a) Determine. o domínio
a) Determine
e o conjunto imagem da .
o domínio e o conjunto imagem da .
b) Determine o domínio e o conjunto imagem da .
ínio e o conjunto imagemb)da Determine
. o domínio e o conjunto imagem da .
c) Esboce os gráficos de e .
c)
ínio e o conjunto imagem da .Esboce os gráficos de e .
d) Calcule , , , , e .
os de e . d) Calcule , , , , e .
e) Determine o domínio das funções calculadas no item (d).
, , , e .e) Determine o domínio das funções calculadas no item (d).
mínio das funções calculadas no item (d).

#QR-CODE#
#QR-CODE#
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução das questões a, b, c.
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução das questões a, b, c.
#QR-CODE#
ão, assista, no vídeo, a resolução das questões a, b, c.
#QR-CODE#

7) Seu Pedro, professor aposentado, mora, atualmente, em uma pequena


7) Seu Pedro, professor aposentado, mora, atualmente, em uma pequena
chácara. Com a ajuda de sua esposa, já plantou o pomar e a horta.
chácara. em
ssor aposentado, mora, atualmente, Comumaa ajuda
pequenade sua esposa, já plantou o pomar e a horta.
Agora, o casal pretende construir um galinheiro. Dada a área disponível,
Agora, oo pomar
ajuda de sua esposa, já plantou casal pretende construir um galinheiro. Dada a área disponível,
e a horta.
seu Pedro pensou em construir um galinheiro retangular, aproveitando
seuDada
etende construir um galinheiro. Pedro pensou
a área em construir um galinheiro retangular, aproveitando
disponível,
parte de um dos muros laterais da chácara. Comprou, então, um rolo de
u em construir um galinheiroparte de um dos
retangular, muros laterais da chácara. Comprou, então, um rolo de
aproveitando
tela de arame com 20 metros de comprimento. Chamando o
tela de então,
muros laterais da chácara. Comprou, arame um comrolo20
de metros de comprimento. Chamando o
comprimento de um lado do galinheiro, descreva a área em função de .
comprimento
com 20 metros de comprimento. Chamando de um lado do
o galinheiro, descreva a área em função de .
Use o resultado para achar a maior área possível e os comprimentos
Useaoárea
um lado do galinheiro, descreva resultado para de
em função achar
. a maior área possível e os comprimentos
dos lados que dão esta área.
dos lados
para achar a maior área possível quecomprimentos
e os dão esta área.

o esta área.
75

8) Em cada item, combine a equação com um dos gráficos dados:


a) .

b) .
c) .
d) .
e) .
76

9) Encontre
9) Encontre a inversa
a inversa da função,
da função, , dada ,por
dada por . .
a da função, , dada por .

#QR-CODE#
#QR-CODE#

Para melhor
Para melhor compreensão,
compreensão, assista,assista, no a
no vídeo, vídeo, a resolução
resolução dessa atividade.
dessa atividade.
ão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
#QR-CODE#

10) A 10) A fórmula


fórmula para converter
para converter a temperatura
a temperatura em Fahrenheit
em Fahrenheit em em
a converter a temperatura em Fahrenheit em
temperatura
temperatura CelsiusCelsius
é é . Encontre
. Encontre uma função
uma função que que
sius é converta
converta para função
Fahrenheit,
para Fahrenheit,
. Encontre uma umaque uma temperatura
temperatura dada emdada em Celsius.
graus graus Celsius.
hrenheit, uma temperatura dada em graus Celsius.
77

Leitura Complementar

Geogebra: um software para trabalhar conteúdos matemáticos

Os computadores, quando usados adequadamente, são ferramentas valiosas


na descoberta e compreensão de conceitos matemáticos. O Geogebra é um
software de matemática dinâmica gratuito, de fácil acesso e pode ser uma
excelente opção para despertar o interesse pela busca do conhecimento
matemático em todos os níveis de ensino. Ele foi desenvolvido pelo professor
Markus Hohenwarter, da Universidade de Salzburgo, na Áustria, com início do
projeto em 2001, apresentando, desde então, constantes atualizações e
aprimoramentos, inclusive de colaboradores que podem fazer alterações em
seus códigos fontes. O programa reúne as ferramentas tradicionais da
geometria, com as mais avançadas da álgebra e do cálculo, e tem a vantagem
didática de apresentar, ao mesmo tempo, duas representações diferentes de
um mesmo objeto que interagem entre si: sua representação geométrica,
por exemplo, gráficos de funções, e sua representação algébrica,
fórmula que define a função. A possibilidade de integrar em um mesmo
software ferramentas de geometria e álgebra confere ao Geogebra um
“ambiente informatizado” adequado para a complementação do estudo do
Cálculo. Além disso, facilita a investigação. A versão atualizada do software
pode ser encontrada no site Geogebra1.

Ao iniciar o Geogrebra, abre-se uma janela, cuja interface é composta por uma
barra de ferramentas, a janela algébrica, a janela geométrica e a entrada
algébrica, sendo possível utilizá-lo na representação geométrica de funções
reais de variáveis reais.

Na figura a seguir, temos como exemplo o esboço do gráfico da função


quadrática: . Para obtê-lo, basta inserir na entrada algébrica o
comando: “ f(x)=x^2-2”.

1
Disponível em: <https://www.geogebra.org/>.
78

No entanto a utilização de imagens nada adianta se não soubermos analisar


essa imagem. Para isso, também o conhecimento das características das
funções elementares é importante.

Vamos usar o Geogebra para comparar a função exponencial e a


função quadrática , analisando qual função cresce mais rapidamente
a medida que cresce e determinando a quantidade de intersecções dos
gráficos das funções.
79

Podemos observar que os gráficos se interceptam três vezes, mas, para ,


o gráfico da função exponencial fica acima do gráfico da função quadrática.
Assim, a função cresce mais rapidamente do que a função .

Fonte: a autora.
MATERIAL COMPLEMENTAR

Fundamentos da Matemática Elementar


Gelson Iezzi e Carlos Murakami
Editora: Atual
Sinopse: Fundamentos de Matemática Elementar é uma coleção em dez volumes
elaborada com o objetivo de dar ao estudante uma visão global da Matemática,
no nível da escola do ensino médio.
81
REFERÊNCIAS

ÁVILA, G. Cálculo 1 - Funções de uma variável. Rio de Janeiro: Livros


Técnicos e Científicos Editora - 1998.

FLEMNING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A: funções, limite,


derivação, integração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC,


1998.

IEZZI, G.; MURAKAMI, C. Fundamentos da Matemática Elementar. 7.


ed. Guarulhos: Atual, 2004.

NETO, J. D.; PEREIRA, C. G. Cálculo Diferencial e Integral I.


Maringá: Centro Universitário de Maringá. Núcleo de Educação a Distância,
2015.

SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo:


Pearson Makron Books, 1987.

STEWART, J. Cálculo. Vol 1. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,


2003.

SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica - Vol 1. São


Paulo: Editora McGraw Hill, 1983.

TAN, S. T. Matemática Aplicada à Administração e Economia. São Paulo:


Pioneira Thomson Learning, 2001.

Referência On-Line
1Em: <http://7a12.ibge.gov.br/vamos-conhecer-o-brasil/nosso-povo/
caracteristicas-da-populacao.html>. Acesso em: 11 jul. 2016.
GABARITO

1) a) F; b) V; c) F; d) V; e) F; f) V; g) V.

2)
a) .
b) .
c) .
d) .
e) .
f) .

3)

a) .
b) i) , e ; ii) .
c) .

4)
83
GABARITO

5)

a) .
√ +h
b) ; ( + )= +h+1
.

6)

a) ; .

b) ; .
c)

d) ; ; .

; ; .

e)

.
GABARITO

7) ; .

8) a) II; b) IV; c) III; d) V; e) I.

9) .

10) .
Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin

LIMITES E CONTINUIDADE

II
UNIDADE
DE FUNÇÕES

Objetivos de Aprendizagem
■■ Compreender o conceito de limite.
■■ Calcular limites usando suas propriedades.
■■ Ampliar técnicas para o cálculo de limites, discutindo casos em que
ele não existe.
■■ Determinar a existência de assíntotas verticais e horizontais.
■■ Compreender a noção de continuidade.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ O conceito de limite
■■ Cálculo de limites usando suas propriedades
■■ Limites laterais
■■ Limites infinitos, limites no infinito e assíntotas
■■ Funções contínuas
87

INTRODUÇÃO
#Introdução#

Olá, seja bem-vindo(a)! Na unidade I, você revisou o conjunto dos números


reais e aprendeu sobre as funções reais de variáveis reais, conteúdos que são
fundamentais para o estudo do cálculo diferencial e integral. O foco central
desta unidade será a noção de limite de uma função. Todos os principais
conceitos do cálculo são definidos em termos de limites.

Falando de maneira geral, o processo de determinar o limite consiste em


investigar o comportamento de uma função , quando se aproxima de um
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

número qualquer que pode ou não pertencer ao domínio de . Inicialmente,


discutiremos a noção de limite de forma intuitiva, utilizando tabelas e gráficos.
A definição formal de limite, utilizada atualmente e apresentada aqui, é
atribuída ao matemático Karl Weierstrass (1815-1897). Ela estabelece a
transição de um conceito informal para um conceito preciso de limite de uma
função. Devido à complexidade dessa definição, nos tópicos subsequentes,
veremos propriedades, teoremas e outros conceitos importantes relacionados
com limites que irão facilitar o cálculo dos mesmos. Discutiremos, também,
casos em que o limite não existe e a determinação de possíveis assíntotas
horizontais e verticais. Concluiremos esta unidade usando limites para estudar
as funções contínuas e suas propriedades.

Vale ressaltar que, apesar do conceito de limite permear todos os principais


conceitos do cálculo e ser apresentado primeiro neste material, o registro
histórico é justamente o oposto. Por vários séculos, a noção de limite foi tratada
com ideias vagas, intuição geométrica subjetiva e indefinida. Ainda no século
XVII, Isaac Newton (1642-1727) e Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) faziam
uso do cálculo de limites e suas propriedades para definir derivadas e integrais
(conteúdos que serão desenvolvidos nas unidade III e IV), mas nunca
utilizaram a definição formal aqui apresentada.

Introdução
88 UNIDADE II

O CONCEITO DE LIMITE
O CONCEITO DE LIMITE
Inicialmente, desenvolveremos a ideia intuitiva de limite, estudando
o comportamento de uma função nas proximidades de um ponto
que não pertence, necessariamente, ao seu domínio. Por exemplo, seja

É claro que . Estudaremos a função nos valores de que

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ficam próximos de 1, mas sem atingir 1. Para todo , temos que
. Vamos construir tabelas de valores de aproximando-se de 1,
pela esquerda e pela direita e os correspondentes valores de

Observe nas tabelas que se aproxima do número 2 quando se aproxima


de 1, tanto à direita, quanto à esquerda. Nessa situação, dizemos que o limite
de quando tende a 1 é 2 e escrevemos:

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


89

O gráfico da função , mostrado abaixo, confirma essa observação.

Figura 1 - Gráfico da função


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Vemos na figura 1 que o ponto não pertence ao gráfico de , isso, no


entanto, é irrelevante, porque o valor de em não influencia no
cálculo do limite.

Dizemos, de maneira informal ou intuitiva, que a função tem limite quando


tende para , se podemos fazer o valor de tão próximos do número
quanto quisermos, tomando suficientemente próximo (mas não igual) a e,
simbolicamente, escrevemos

Exemplo 1 (conceito de limite): usando a ideia intuitiva de limite, determine

O Conceito de Limite
90 UNIDADE II

As tabelas seguintes fornecem valores de para valores próximos de 2.

Figura 2 - Tabela de valores de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Figura 3 - Gráfico de

Fonte: a autora.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


91

Com base nos valores da tabela e no gráfico de , temos que:

Exemplo 2 (conceito de limite): calcule o limite, caso exista, das seguintes


funções quando se aproxima do valor indicado:

a) .
;
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b) ; .
Solução: a seguir, são mostrados os gráficos de e :

Figura 4 - Gráfico de

Fonte: a autora.

O Conceito de Limite
92 UNIDADE II

Figura 5 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

a) Observando o gráfico de , vemos que assume os valores de 2 ou -


2 dependendo se é positivo ou negativo. Concluímos que o limite de
não existe quando , pois não há um único número real tal
que se aproxime, nesse caso.
b) Observando o gráfico de , vemos que, quando , pela direita,
cresce além de qualquer limite e quando , pela esquerda,
decresce além de qualquer limite. Concluímos que o limite de não
existe quando , pois não se aproxima de nenhum número real
fixo quando .

Cuidado! Não confie apenas em evidências numéricas. Tabelas com valores


de , muitas vezes, podem levar a conclusões precipitadas sobre limites.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


93

Por exemplo, considere o . A função não está


definida em . O quadro 1 mostra valores de para alguns valores
pequenos de , próximos de zero.

Quadro 1 - Tabela de coordenadas de pontos de

1 1/2 1/3 1/4 0,1 0,01

0 0 0 0 0 0
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

O que nos levaria à falsa ideia de que o limite seria 0, mas a análise do gráfico
da função mostra infinitas oscilações, quando , e escolhas diferentes
para valores de , por exemplo,

se , temos
,

que sugerem, na verdade, que não existe , uma vez que os valores
de não se aproximam de um único número real fixo quando .

Figura 6 - Gráfico de

Fonte: a autora.

O Conceito de Limite
94 UNIDADE II

Até agora, tratamos dos limites de funções de forma intuitiva. Nosso próximo
passo é apresentar a definição de limite de uma função de forma precisa.

Definição Formal (Limite de uma função): seja uma função definida em um


intervalo aberto contendo (exceto possivelmente em ) e seja um
número real. A afirmação

significa que, para todo , existe um , tal que se , então

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.

Exemplo 3 (conceito de limite): use a definição de limite para provar que

Solução: de acordo com a definição, devemos mostrar que, para , existe


, tal que:

se , então .

Primeiro, devemos determinar um valor de que verifique a afirmação e, então,


mostrar que a afirmação é válida para aquele . Observe que:

A última desigualdade nos sugere a escolha do .

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


95

Assim,
Assim,fazendo
fazendo e eobservando
observandoquequesesea aúltima
últimadesigualdade
desigualdadedadalista
listaé é
verdadeira,
verdadeira,a aprimeira
primeiratambém
tambémé,é,temos
temosque:
que:
Assim, fazendo e observando que se a última desigualdade da lista é
sesetambém é, temos
verdadeira, a primeira , então,
que:
, então, . .

Logo, se , então, .
Logo, . .

Logo,
.

#Reflita#
#Reflita#
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

OOvalor
valordede nanadefinição
#Reflita# definiçãoformal
formaldedelimite
limitenão
nãoé éúnico.
único.SeSe satisfaz
satisfazasas
exigências
exigênciasdadadefinição
definiçãoentão
entãoqualquer
qualquernúmero
númeroreal
realpositivo
positivo também
também
O valor de na definição formal de limite não é único. Se satisfaz as
cumprirá aquelas exigências (Anton, Bivens e Davis).
cumprirá aquelas exigências (Anton, Bivens e Davis).
exigências da definição então qualquer número real positivo também
#Reflita#
cumprirá aquelas exigências (Anton, Bivens e Davis).
#Reflita#

#Reflita#
CÁLCULO DE LIMITES USANDO SUAS
PROPRIEDADES
CÁLCULO
CÁLCULODE DELIMITES
LIMITESUSANDO
USANDOSUAS SUASPROPRIEDADES
PROPRIEDADES
NoNo tópico anterior, usamos tabelas com valorese egráficos
tópico anterior, usamos tabelas com valores gráficosdadafunção
funçãonas nas
proximidades CÁLCULO
de DE LIMITES
para nos USANDO
ajudar, de SUAS
forma PROPRIEDADES
intuitiva, a calcular o limite da
proximidades de para nos ajudar, de forma intuitiva, a calcular o limite da
No tópico anterior, usamos tabelas com valores e gráficos da função nas
função
função quando se
quando paraseaproxima
aproxima dede . Vimos,
Vimos,também, quequeusar
usara definição
proximidades de nos ajudar, de. forma também,
intuitiva, a calcular o alimite
definição
da
formal
formal para obter o limite de uma função nem sempre é tarefa fácil.Vamos
para obter o limite de uma função nem sempre é tarefa fácil. Vamos
função quando se aproxima de . Vimos, também, que usar a definição
apresentar
apresentarpropriedades
propriedadesquequetornarão
tornarãomais
maissimples
simplesososprocedimentos
procedimentospara parao o
formal para obter o limite de uma função nem sempre é tarefa fácil. Vamos
cálculo
cálculodedelimites.
limites.
apresentar propriedades que tornarão mais simples os procedimentos para o
Inicialmente,
cálculo vamos
de limites.
Inicialmente, vamosapresentar
apresentardois
doisresultados
resultadosbásicos,
básicos,que quesão
sãoóbvios
óbviosdodo
ponto
pontodedevista
vistaintuitivo
intuitivo(observe
(observeososgráficos
gráficosa aseguir):
seguir):
Inicialmente, vamos apresentar dois resultados básicos, que são óbvios do
ponto
SeSe ede vistanúmeros
intuitivo (observe os gráficos a seguir):
e são
são númerosreaisreaisquaisquer,
quaisquer,então:
então:

Se a)e são números


. . reais quaisquer, então:
a)
b) .
a) b) . .

b) .

Cálculo de Limites Usando Suas Propriedades


96 UNIDADE II

Figura 7 - Gráficos de e
Figura 7 - Gráficos de e

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.
Fonte: a autora.

O resultado da letra a) pode ser enunciado informalmente da seguinte forma:


O resultado da letra a) pode ser enunciado informalmente da seguinte forma:

#Reflita#
#Reflita#
“O limite de uma constante é a própria constante” (Guidorizzi).
“O limite de uma constante é a própria constante” (Guidorizzi).
#Reflita#
#Reflita#

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


97

Exemplo 4 (propriedades de limites):

As próximas propriedades terão importância fundamental para determinar


algebricamente os limites.

Seja um número real. Se e , então:


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O limite de uma soma (diferença) é


I)
soma(diferença) dos limites.

O limite de um produto é o produto dos


II)
limites.

O limite de um quociente é quociente


III) dos limites, desde que o limite do
denominador não seja zero.

IV) O limite da raiz enésima é a raiz


enésima do limite.

Demostração da propriedade I): dado , devemos encontrar um tal


que:

se , então,

Observemos, inicialmente, que, usando a desigualdade triangular, vista na


unidade I deste material, podemos escrever

Uma vez que , e , existem , tal


que:

Cálculo de Limites Usando Suas Propriedades


98 UNIDADE II

se , então, e

se , então, .

Considere o menor dos números e .

Logo, se , então, e

e, consequentemente, da observação inicial,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Portanto, .

Observações: podemos combinar os resultados anteriores para obter novas


propriedades:

1) Usando a propriedade (II) de limites, repetidamente para ,


temos:

2) Considerando uma função constante na propriedade (II) de


limites, temos:

Exemplo 5 (propriedades de limites): use as propriedades para calcular os


seguintes limites:

a) .

b) .

c) .

a) .

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


99

b)
.

c) .

Forma Indeterminada .

A propriedade (3) sobre quociente de limites é válida apenas quando o limite da


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

função que aparece no denominador é diferente de zero no ponto em questão.


Agora, considere:

,
que, intuitivamente, calculamos anteriormente analisando tabelas e gráfico. Se
tentarmos calcular esse limite aplicando a propriedade (3), vemos que:

e .

Nesse caso, dizemos que o quociente quando tem a forma


indeterminada do tipo . O problema com esses limites é que eles podem
assumir qualquer valor ou não existir.
Mas, algumas vezes, é possível, utilizando simplificações algébricas, encontrar
o limite das formas indeterminadas do tipo . Veja os exemplos seguintes:

Exemplo 6 (propriedades de limites): calcule .


Como esse limite é uma forma indeterminada do tipo , fatoramos o
numerador, para realizar possíveis simplificações e, então, aplicamos as
propriedades de limites vistas no tópico 2. Assim,

Cálculo de Limites Usando Suas Propriedades


100 UNIDADE II

Exemplo 7 (propriedades de limites): calcule .


Exemplo 7 Exemplo 7 (propriedades
(propriedades de limites): de limites): calcule
calcule . .
O numerador e o denominador têm um zero em , ou seja, esse limite é
plo 7 (propriedades de limites): calcule
O numerador e o denominador . têm um zero em , ou limite
seja, éesse limite é
O numerador
uma forma eindeterminada
o denominador dotêmtipo
um zero . em
Fatorando, ouo seja, esse
numerador e o
merador e o denominador têmuma um zero em , ou
forma indeterminada seja, esse limite
do. Fatorando
tipo é . Fatorando o numerador e o
uma forma indeterminada
denominador, após as devidas do tiposimplificações, o numerador
é possível aplicare as o
forma indeterminada do tipo .
denominador, Fatorando o numerador
após as simplificações, e o
devidas simplificações,
denominador,
propriedades deapós
limites.asSegue,
devidasentão, é possívelé aplicar
possívelas aplicar as
minador, após as devidas propriedades
simplificações,
de é possível
limites. Segue, aplicar as
então,
propriedades de limites. Segue, então, 3
edades de limites. Segue, então, 32 3
3 2 2
2

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
#QR-CODE#
#QR-CODE# #QR-CODE#
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução desse exemplo.
CODE#
Para melhorPara
#QR-CODE#
melhor compreensão,
compreensão, assista,
assista, no vídeo, no vídeo, adesse
a resolução resolução desse exemplo.
exemplo.
melhor compreensão, assista, #QR-CODE#
no vídeo, a resolução desse exemplo.
#QR-CODE#
CODE#

Exemplo 8 (propriedades de limites): calcule .


Exemplo 8 Exemplo 8 (propriedades
(propriedades de limites): de limites): calcule .
calcule .
O método adequado para simplificar a forma indeterminada do tipo desse
plo 8 (propriedades de limites): calcule
O métodopara
adequado .
paraasimplificar a forma indeterminada do tipo desse
O método adequado simplificar forma indeterminada
exemplo, é racionalizar o denominador da função. Assim, obtemos: do tipo desse
todo adequado para simplificar a forma indeterminada
exemplo, é racionalizar do tipo
o denominador desse
da função. Assim, obtemos:
exemplo, é racionalizar o denominador da função. Assim, obtemos:
plo, é racionalizar o denominador da função. Assim, obtemos:

.
. .
.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


#Saiba Mais#
Além de , outras expressões também são consideradas indeterminadas: 101

, , , , , .
Fonte: Flemning e Gonçalves (2006, p. 80).

#Saiba Mais#
AlémMais#
#Saiba de , outras expressões também são consideradas indeterminadas:

, , , , , .
Fonte: Flemning e Gonçalves (2006, p. 80).

Apresentaremos, a seguir, um teorema que permite desenvolver mais um


#Saiba Mais#
método para obter limites.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Teorema do Confronto (Teorema do Sanduíche): se para


todo em um intervalo aberto contendo (exceto, possivelmente, em )e
Apresentaremos, a seguir, um teorema que permite desenvolver mais um
, então, .
método para obter limites.

Demostração: seja um número real qualquer. Como


Teorema do Confronto (Teorema do Sanduíche): se para
, existem e , tais que:
todo em um intervalo aberto contendo (exceto, possivelmente, em )e
se , então (I),
, então, .
se , então (II).

Demostração:
Considere sejanúmeros
o menor dos e um. número real qualquer. Como

, existem e , tais que:


se , então (I),

se , então (II).

Considere o menor dos números e .

Cálculo de Limites Usando Suas Propriedades


102 UNIDADE II

Então, se , as afirmações (I) e (II) são verdadeiras, isto é,

e .

Consequentemente, se , então e .
Como, por hipótese, , temos que:
se , então, , ou de forma equivalente,
. Demonstrando, assim, o Teorema do Confronto.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
O gráfico seguinte ilustra uma situação descrita nesse Teorema. Veja que a
função fica espremida entre os gráficos de e de próximo ao ponto ,
forçando a função a ter o mesmo limite quando .

Figura 8 - Ilustração gráfica do Teorema do Sanduíche

Fonte: a autora.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


103

#Saiba Mais#
A prova do Limite Fundamental:

caracteriza uma aplicação do Teorema do Confronto. Sua demonstração


completa pode ser encontrada no material complementar recomendado nesta
unidade. Aqui, partiremos do fato que :
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

para todo no intervalo e para todo no intervalo .

Como e , segue do Teorema do Confronto que

A figura a seguir ilustra esse fato:

Fonte: Flemning e Gonçalves (2006, p. 99).


#Saiba Mais#

Cálculo de Limites Usando Suas Propriedades


104 UNIDADE II

LIMITES LATERAIS LIMITES LATERAIS


Nos tópicos anteriores desta unidade, vimos que o limite de uma função ,

requer que os valores de fiquem cada vez mais próximos de quando


se aproxima de por qualquer um dos dois lados (direito ou esquerdo). Mas
algumas funções apresentam comportamentos diferentes, a medida que se
aproxima de pela direita ou pela esquerda.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Por exemplo, considere a função definida por:

Figura 9 - Gráfico de

Fonte: a autora.

Quando se aproxima de 1 pelo lado direito ( ) , os valores de


tendem ao limite 1 e, quando se aproxima de 1 pelo lado esquerdo ( ),
os valores de tendem ao limite 0. Simbolicamente escrevemos esses
limites da seguinte forma:

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


105

e .

Exemplo 9 (limites laterais): use o gráfico da função abaixo para


determinar:

a) b) c) d) .

Figura 10 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

A partir do gráfico, vemos que, quando se aproxima de 1 pelo lado direito, os


valores de se aproximam de 2. Já pelo lado esquerdo, os valores de
se aproximam de 3. Portanto,

e .

Analisando o gráfico, quando se aproxima de -3, tanto a direita quanto a


esquerda, os valores de se aproximam de 1. Logo,

Apesar desse fato, .

Limites Laterais
106 UNIDADE II

Os limites laterais também podem ser definidos de maneira formal. No caso do


limite lateral a direita, basta que a condição de seja satisfeita para qualquer
no intervalo .

Definição (Limite lateral a direita): sejam uma função definida em um


intervalo aberto e um número real. A afirmação

significa que, para todo , existe um , tal que se , então

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.

De forma análoga, para a definição do limite lateral a esquerda, basta restringir


os valores de ao intervalo .

Definição (limite lateral a esquerda): sejam uma função definida num


intervalo aberto e um número real. A afirmação

significa que, para todo , existe um , tal que se , então


.

Observação: as propriedades de limites vista no tópico 2 continuam válidas


para os limites laterais.

Exemplo 10 (limites laterais): dada a função , determinar, se

possível, e .

Usando as propriedades sobre limites

Não existe , pois não está definida para . O gráfico de


está esboçado abaixo.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


107

Figura 11 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

O próximo teorema nos diz que o limite da função existe se, e somente se,
existem e são iguais os limites laterais.

Teorema: seja uma função definida em um intervalo aberto contendo ,


exceto possivelmente no ponto , então,

Demostração: esse teorema envolve uma condição necessária e suficiente. A


condição necessária é consequência imediata da definição de limite. Iremos
mostrar, apenas, a condição suficiente, ou seja, que se

então .
De fato, por hipótese temos que:
dado um número real qualquer, existem e , tais que:
se , então, ,

se , então, .

Considere o menor dos números e . Então, e


. Logo, se , com , então, ,
ou de forma equivalente, se , então, . Portanto,

Limites Laterais
108 UNIDADE II

Exemplo 11 (limites laterais): considere a função , dada por:

Exemplo 11 (limites laterais): considere a função , dada por:

Mostre que não existe.

Mostre que não existe.


Se , então, . Logo

Se , então, . Logo
.

Se , então, . . Assim

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Se , então, . .Assim

Como os limites à direita e à. esquerda são diferentes, não existe.

Como os limites à direita e à esquerda são diferentes, não existe.


LIMITESLIMITES
INFINITOS,
INFINITOS, LIMITES NO INFINITO
LIMITES NO INFINITO E
E ASSÍNTOTAS
ASSÍNTOTASLIMITES
Limites no Infinito INFINITOS, LIMITES
e Assíntotas NO INFINITO E ASSÍNTOTAS
Horizontais

Limites no Infinito e Assíntotas Horizontais


Estudamos até agora situações de limite de uma função quando se aproxima
de um número
Estudamos real
até agora . No entanto
situações há de
de limite casos
umaem quequando
função queremosseanalisar
aproximao
comportamento
de de
um número real uma função há casos
. No entanto quando
em que cresce ou analisar
queremos decresceo
infinitamente.
comportamento de uma função quando cresce ou decresce
infinitamente.

Considere a função , dada por

Considere a função , dada por


.

Podemos observar que, a medida que .


cresce, se aproxima de 2.

Podemos
Quadro 2 observar que, ade
- Coordenadas medida
pontosque cresce,
da função se aproxima de 2.

Quadro 2 - Coordenadas de pontos da função


10 100 1.000 10.000 100.000

1,9
10 1,99
100 1,999
1.000 1,9999
10.000 1,99999
100.000
Fonte: a autora.
1,9 1,99 1,999 1,9999 1,99999
Fonte: a autora.
Por outro lado, a medida que decresce, também se aproxima de 2.

Por outro lado, a medida que decresce, também se aproxima de 2.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


109

Quadro 3 - Coordenadas de pontos da função

-10 -100 -1.000 -10.000 -100.000

2,1 2,01 2,001 2,0001 2,00001


Fonte: a autora.

Esse fato também pode ser observado geometricamente no gráfico da função.


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 12 - Gráfico de

Fonte: a autora.

Para indicar esse comportamento da função, usamos a notação

e .

Dizemos que tende a 2, quando tende a infinito. A reta é


chamada de assíntota horizontal ao gráfico de .

Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas


110 UNIDADE II

Claro que considerações numéricas e gráficos auxiliam na análise do


comportamento de uma função, mas assim como foi feito nos tópicos
anteriores, daremos a definição formal de limites no infinito.

Definição (Limites no infinito): seja definida em um intervalo .


Escrevemos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
se para todo existe um , tal que:

se , então, .

Observações:

1) De forma análoga, podemos definir , basta considerar


definida no intervalo e .
2) Todas as propriedades de limites apresentadas no tópico 2 são válidas

quando é substituído por ou . Por exemplo, se

e , então, .

Exemplo 12 (limites no infinito) : calcule


.

Podemos notar que, quanto maior o valor de , mais próximo de zero estará ,
ou seja,

Vamos confirmar nossa análise usando a definição formal de limite no infinito.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


111

Dado . Considerando , temos , assim, se então

. Portanto . Logo, . De forma

semelhante podemos mostrar que .

Usando o exemplo anterior, juntamente com a propriedade do produto de


limites, temos a seguinte propriedade para limites no infinito que nos ajudará
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

muito em seus cálculos.

Teorema (limites no infinito): se é um número inteiro positivo, então:

Exemplo 13 (limites no infinito): calcule


.
Para calcular o limite no infinito de uma função racional, primeiro, dividimos o
numerador e o denominador pela maior potência de que ocorre no
denominador. Desse modo, irão aparecer no denominar e numerador

expressões do tipo , que tendem a zero quando .

Observe na figura 13, a seguir, que a reta é uma assíntota horizontal do


gráfico da função .

Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas


112 UNIDADE II

Figura 13 - Gráfico da função

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Nos exemplos anteriores, vimos casos particulares de assíntotas horizontais do


gráfico de uma função. Em geral, temos a seguinte definição:

Definição (assíntota horizontal): a reta é uma assíntota horizontal ao


gráfico de uma função se

ou .

Exemplo 14 (limites no infinito): calcule e . Determine,


caso existam, as possíveis assíntotas horizontais ao gráfico da função

e .

Concluímos que é uma assíntota horizontal ao gráfico de . O gráfico de


esboçado a seguir, confirma esse resultado.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


113

Figura 14 - Gráfico da função


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Limites Infinitos e Assíntotas Verticais

Às vezes, os limites não existem porque os valores da função aumentam,


excedendo qualquer número prefixado. Por exemplo, considere a função
definida por:

Note na figura 15 que cresce arbitrariamente ao tomarmos valores de


próximos de 1, à direita ou à esquerda.

Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas


114 UNIDADE II

Figura 15 - Gráfico da função

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Veja, também, nos quadros 4 e 5, que, à medida que se aproxima de 1 (à


direita ou à esquerda), cresce muito.

Quadro 4 - Coordenadas de pontos da função

0 0,5 0,9 0,99 0,999

1 4 100 10.000 1.000.000


Fonte: a autora.

Quadro 5 - Coordenadas de pontos da função

2 1,5 1,1 1,01 1,001

1 4 100 10.000 1.000.000


Fonte: a autora.

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


115

Podemos indicar esse comportamento, escrevendo:

Ressaltamos que isso não significa que o limite exista. É simplesmente uma
forma de expressar que os valores de tornam-se cada vez maiores,
quanto mais próximo estiver de 1. A reta é chamada de assíntota
vertical ao gráfico de .

Exemplo 15 (Limites Infinitos): seja . Vamos analisar os


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

limites e
.
Para estudar o comportamento de nas proximidades do ponto , vamos
observar a figura 16 com valores de e o gráfico de .

Figura 16 - Gráfico da função

Fonte: a autora.

Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas


116 UNIDADE II

Se , os valores de são números positivos muito grandes e


crescem de forma ilimitada, mas, se , os valores de decrescem
arbitrariamente. Indicamos esse comportamento por:

e .

A reta é uma assíntota vertical ao gráfico de .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
As seguintes propriedades, que apresentamos, sem demonstrar, são úteis para
a pesquisa do comportamento de determinadas funções.

Propriedades (Limites Infinitos):

● Se é inteiro positivo par, então, .

● Se é inteiro positivo ímpar, então, e

Propriedades (Limites Infinitos) Se e , então:

● , se

● , se

● .

Analogamente, se e , temos:

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


117

● , se

● , se

● .

Observação: as propriedades anteriores são válidas para os casos e


.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Exemplo 16 (Limites Infinitos): calcule os seguintes limites, usando as


propriedades de limites infinitos:

a) .

b) e .

a) .

b)

Limites infinitos também são definidos de uma maneira formal, veja a seguir:

Definição (Limites Infinitos):

Seja uma função definida em um intervalo aberto contendo (exceto


possivelmente no próprio ). A afirmação

significa que, para todo , existe um , tal que sempre que


.

Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas


118 UNIDADE II

De maneira análoga, temos:

Definição (Limites Infinitos): seja uma função definida em um intervalo


aberto contendo (exceto possivelmente no próprio ). A afirmação

significa que, para todo , existe um , tal que sempre que


.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Retomando os exemplos e , podemos
observar dois casos particulares de assíntotas verticais. Generalizando, temos
a seguinte definição:

Definição (Assíntotas Verticais): a reta é uma assíntota vertical ao


gráfico da função se pelo menos uma das seguintes condições é satisfeita:

Observação: se é uma função racional, ou seja,

em que e são funções polinomiais, então, a reta é uma


candidata à assíntota vertical ao gráfico de se .

Exemplo 17 (assíntotas verticais): se

verifique se o gráfico de possui assíntotas verticais.

Inicialmente, vamos escrever:

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


119

O denominador se anula em e , assim, temos duas possíveis


assíntotas verticais do gráfico de . Vamos verificar para .

De maneira análoga, temos:


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Para o caso em que

Portanto as assíntotas verticais são: e .

O gráfico de confirma essa análise.

Figura 17 - Gráfico da função

Fonte: a autora.

Limites Infinitos, Limites no Infinito e Assíntotas


120 UNIDADE II

FUNÇÕES CONTÍNUAS
FUNÇÕES CONTÍNUAS

Geometricamente, podemos pensar em uma função contínua como sendo uma


função cujo gráfico não possui quebras ou rupturas, ou então que pode ser
esboçado sem levantar o lápis do papel. Vemos, a seguir, gráficos de funções
que apresentam algum tipo de interrupção.

Figura 18 - Gráficos de funções com interrupção

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
(I)
(II) (III)

Fonte: a autora.

Podemos observar que:

● No gráfico (I), a função não está definida para .


● No gráfico (II), o limite da função não existe quando , pois os
limites laterais em são diferentes.
● No gráfico (III), o valor da função em e o valor do limite quando
são diferentes.

Essas considerações sugerem a seguinte definição:

Definição (função contínua): uma função é contínua em um número real se

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


121

Observações:
1) Está implícito na definição acima que: está definida, ou seja,

e existe.
2) Se não for contínua em , dizemos que é descontínua em .
3) Uma função é contínua em um intervalo se for contínua em todos

os números do intervalo , e .

Exemplo 18 (funções contínuas): a figura, 19 mostra o gráfico de uma função


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

. Em quais números é descontínua? Por quê?

Figura 19: Gráfico da função .

Fonte: a autora.

Notemos que:
é descontínua em , pois não está definida.

funções contínuas
122 UNIDADE II

é descontínua em , pois, apesar de , não existe .

é descontínua em , pois e , ou seja, não

existe .

A seguir, apresentaremos algumas propriedades que facilitam a análise sobre a


continuidade de funções:

Propriedades (funções contínuas): se as funções e forem contínuas em

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
, então:
1) é contínua em .
2) é contínua em .
3) é contínua em se .

Mostraremos a propriedade 2, as demais provas são análogas.


Demonstração: para provar que é contínua em , devemos mostrar que:

.
Como e são contínuas em ,

e .
Logo, usando a propriedade de limites para produto, temos:

.
Como queríamos demonstrar.

Usando as propriedades de limites de funções contínuas, podemos concluir os


seguintes resultados:

a) Toda função polinomial é contínua em seu domínio.


b) Toda função racional é contínua em seu domínio.

Demostração:
a) Seja um número real e uma
função polinomial. Então,

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


123

.
b) Como as funções racionais são quocientes de polinômios, segue da
propriedade (3) de funções contínuas, que as funções racionais são
contínuas em todos pontos que não anulam seu denominador.

Exemplo 19 (funções contínuas): determine para quais valores de a função


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

é contínua.
A função em questão é uma função racional, portanto, contínua em todos os
pontos de que não anulam seu denominador, ou seja, é contínua em
.

Observação: as funções exponenciais, logarítmicas, trigonométricas e suas


inversas são contínuas em seu domínio. As demonstrações não serão
apresentadas, vamos justificar essa característica apenas utilizando a imagem
dos gráficos que não apresentam rupturas.

Uma forma de obter novas funções a partir de funções contínuas é a


composição de funções.

Teorema (Funções Contínuas): se é contínua em e é contínua em ,


então, a função composta é contínua no ponto .

Exemplo 20 (funções contínuas): verifique onde a função é


contínua.
Temos que: , tais que e . Mas é uma
função polinomial, logo, contínua em e é uma função trigonométrica,
também contínua em . Portanto, é contínua em .

O próximo teorema nos permite entender por que os gráficos das funções
contínuas em um intervalo não apresenta rupturas. Sua demonstração pode
ser encontrada em Lima (1992).

funções contínuas
124 UNIDADE II

Teorema do Valor Intermediário: se for uma função contínua em um


Teorema do Valor Intermediário: se for uma função contínua em um
intervalo fechado e um número real tal que , então,
intervalo fechado e um número real tal que , então,
existe, no mínimo, um número no intervalo tal que .
existe, no mínimo, um número no intervalo tal que .

O Teorema do Valor Intermediário afirma que uma função contínua assume


O Teorema do Valor Intermediário afirma que uma função contínua assume
todos os valores entre e . Observe a figura a seguir.
todos os valores entre e . Observe a figura a seguir.

Figura 20 - Gráfico de uma função contínua num intervalo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 20 - Gráfico de uma função contínua num intervalo

Fonte: a autora.
Fonte: a autora.

#Saiba Mais#
O#Saiba
próximoMais#
resultado é uma consequência do Teorema do Valor Intermediário e
O próximo resultado é uma consequência do Teorema do Valor Intermediário e
pode ser usado para localizar raízes (aproximadas) de uma equação .
pode ser usado para localizar raízes (aproximadas) de uma equação .
“Se é contínua em e se e forem diferente de zero com sinais
“Se é contínua em e se e forem diferente de zero com sinais
opostos, então existe pelo menos um número entre e tal que ”
opostos, então existe pelo menos
(FLEMMING; GONÇALVES, 2006, p. 111). um número entre e tal que ”
(FLEMMING;
Fonte: a autora.GONÇALVES, 2006, p. 111).
Fonte: a autora.

#Saiba Mais#
#Saiba Mais#

LIMITES E CONTINUIDADE DE FUNÇÕES


125

CONSIDERAÇÕES
Considerações finais FINAIS
Nesta unidade, desenvolvemos a ideia de limite, que é considerado o “alicerce”
do Cálculo Diferencial e Integral. Inicialmente, abordamos o conceito intuitivo
de limite, ou seja, analisamos o comportamento de uma função , verificando
valores de , quando se tornava muito próximo de um número . Para
formar esse conceito intuitivo, lançamos mão de conjecturas numéricas e
representações geométricas.

Formalizamos essa ideia intuitiva de maneira precisa, usando a definição com


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

“epsilon-delta”, tornando possível estabelecer propriedades e teoremas sobre


limites que permitiram ampliar e facilitar o cálculo de limites de uma diversidade
de funções.

Ampliamos o conceito de limites, definindo os limites laterais, limites infinitos e


os limites no infinito, os quais possibilitaram uma visão mais geral do
comportamento de uma função e a discussão sobre a existência ou não do
limite de uma função.

Finalizamos a unidade II com o estudo de uma nova classe de funções: as


funções contínuas. Salientamos que, em geral, as funções com que lidamos no
Cálculo Diferencial e Integral são contínuas em seus domínios.

Mais uma vez, sugerimos que você efetue todas as atividades aqui propostas,
inclusive que lance um olhar mais atento à leitura complementar, que
apresenta aspectos da história do número irracional relacionados a sua
origem. Desenvolva, com paciência, a definição formal de limites e não se
preocupe com sua complexidade inicial, pois, como já mencionamos, ela
demorou séculos para ser formalizada da maneira como apresentamos.

Enfim, esperamos que, ao final desta unidade, você tenha atingido os objetivos
de aprendizagem e, assim, construído corretamente o conceito de limite e de
continuidade de funções que são de fundamental importância para
prosseguirmos nossos estudos que serão aprofundados na unidade a seguir,
com o estudo de derivadas.

Considerações Finais
126

#Atividades de Estudo#
dades de Estudo#
1) Calcular os limites a seguir usando as propriedades de limites:
#Atividades de Estudo#
Calcular os limites a seguir usando as propriedades de limites:
a) .
. 1) Calcular os limites a seguir usando as propriedades de limites:

a) b) . .
.
c) .
b) .
.
d) .
c) .
. 2) Seja
Seja d) .
2) Seja

i) Calcule, se existirem:
i) Calcule, se existirem:
i) Calcule, se existirem:a) . b) . c) .
a) . b) . c) .
ii) Esboçar o gráfico de .
ii) Esboçar o gráfico de . a) . b) . c) .
ii) Esboçar o gráfico de .

#QR-CODE#
CODE#
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão (i).
#QR-CODE#
melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão (i).
#QR-CODE#
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão (i).
CODE#
#QR-CODE#
127

3) Determine, se existir, o valor do3)limite a partir do


Determine, se gráfico
existir, oabaixo. Selimite
valor do não a partir do gráfico abaixo. Se nã
3) Determine, se existir, o valor do limite a partir do gráfico abaixo. Se não
3) Determine, se existir,
existir, explique o valor do limite
o porquê. a partir
existir, do gráfico
explique abaixo. Se não
o porquê.
existir, explique o porquê.
existir, explique o porquê.

- -
-
-

a) . b) . c) a) . . d) b) .. e)
c) . . d) . e)
a) . b) . c) . d) . e) .
a) . b) . c) . d) . e) .

#QR-CODE# #QR-CODE#
#QR-CODE#
#QR-CODE#
Para melhor compreensão, assista,Para
no vídeo,
melhora compreensão,
resolução dessa atividade.
assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
#QR-CODE# #QR-CODE#
#QR-CODE#
#QR-CODE#

4) Calcule os limites a seguir que 4)


apresentam a limites
Calcule os forma indeterminada .
a seguir que apresentam a forma indeterminada
4) Calcule os limites a seguir que apresentam a forma indeterminada .
4) Calcule os limites a seguir que apresentam a forma indeterminada .
a) . a) .
a) .
a) .
b) . b) .
b) .
b) .
c) . c) .
c) .
c) .
d) . d) .
d) .
d) .
128

#QR-CODE#

Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão c.


#QR-CODE#
#QR-CODE#
E#
ODE# #QR-CODE#
Para
Paramelhor
melhorcompreensão,
compreensão,assista,
assista,nonovídeo,
vídeo,a aresolução
resoluçãodadaquestão
questãoc.c.
or compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão c.
lhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão c.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
E#
ODE#

5) Mostre que . (use ).

6) Esboce5)o Mostregráfico de uma função que possua a reta ). ). como


5) Mostrequeque . (use
. (use
assíntota vertical.
stre que
Mostre que . (use
. (use caso existam, ).
7) Determinar, as).assíntotas horizontais e verticais do gráfico
6)6)Esboce
das seguintes Esboce o ográfico
funções. gráficodedeumaumafunçãofunçãoquequepossua
possuaa areta reta como
como
boce
sboceo ográfico
gráficodedeumaumafunção assíntota
funçãoassíntota
que vertical.
quepossuavertical.
possua a areta
reta como
como
íntota vertical.
ssíntota vertical. a) 7)7)Determinar,
Determinar,caso
casoexistam,
existam,asasassíntotas
assíntotashorizontais
horizontaise everticais
verticaisdodográfico
gráfico
das. seguintes funções.
erminar,
eterminar,caso
caso existam, asas
existam, assíntotas das
assíntotas seguintes
horizontais
horizontaisfunções.
ee verticais dodo
verticais gráfico
gráfico
seguintes
as seguintesfunções.
funções.
b) a)a) . . .
. .
b)b) . .
. .
#QR-CODE#

Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão b.


#QR-CODE#
#QR-CODE#
E#
ODE# #QR-CODE#
Para
Paramelhor
melhorcompreensão,
compreensão,assista,
assista,nonovídeo,
vídeo,a aresolução
resoluçãodadaquestão
questãob.b.
or compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão b.
lhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão b.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
E#
ODE#

8) Dada a função:

8)8)Dada
Dadaa afunção:
função: ,
da a função:
ada a função:
calcule o valor de de modo que o exista. , ,
, ,
calcule
calculeo ovalor
valordede dedemodo
modoque
queo o exista.
exista.
cule o valor de de modo que o
alcule o valor de de modo que o exista.
exista.
Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução da questão b.

#QR-CODE#
129

8) Dada a função:

calcule o valor de de modo que o exista.

9) Determine, caso existam, os valores de para os quais a função dada é


descontínua. Esboce o gráfico da função.

a)
.

b)
.

10) Usando a definição precisa de limite, prove que .


130

Leitura Complementar

O número irracional caracteriza um importante limite fundamental:

. Leia o excerto do artigo a seguir que apresenta aspectos


da história do número relacionados à sua origem:

Desde épocas imemoriais as questões financeiras tem-se encontrado no centro


das preocupações humanas. Nem um outro aspecto da vida tem uma
característica mais comum do que o impulso para acumular riqueza e
conseguir a independência financeira. Assim, não deve surpreender a ninguém
que algum matemático anônimo, ou talvez um mercador, no início do século
XVII, tenha notado uma relação curiosa entre o modo como o dinheiro se
acumula e o comportamento de uma certa expressão matemática no infinito.

Central em qualquer consideração sobre o dinheiro, encontra-se o conceito de


juros, ou valor pago sobre um empréstimo.

Em um tablete de argila da Mesopotâmia, hoje no Louvre, datado de 1700 a.C.,


encontra-se um exemplo esclarecedor que propõe o seguinte problema:

Quanto tempo levaria uma quantia em dinheiro para dobrar, a 20% ao ano?

A resposta dada, na base 60, ,


encontra-se próxima do valor correto que é 3, 8018, isto é, cerca de 3 anos e 9
meses e 18 dias. Ao considerar a fórmula para juros compostos, é provável que
o escriba tenha usado interpolação linear entre os valores e , de
uma tabela de potências de . Assim, fazendo em
em que e é a quantia inicial colocada a juros, tem-
se , ou seja,

(1).

Vale ressaltar que já eram utilizadas na Mesopotâmia, para resolver questões


específicas, tabelas de potências sucessivas de um dado número, semelhantes
às atuais de logaritmos que resolvem facilmente a equação (1). É interessante
observar também, que o resultado acima abordado não depende do valor inicial
colocado a juros.
131

Explorando um pouco mais a fórmula de capitalização ,


suponha um investimento de (o principal) em uma conta que paga
5% de juros compostos anualmente. No final de um ano o saldo, será
. O Banco então considerará esta nova soma como um
novo principal que será reinvestido à mesma taxa. No final do segundo ano, o
saldo será e, no final do terceiro ano,
. Continuando esse processo de composição nota-
se que o saldo cresce numa progressão geométrica com razão de .

Por outro lado, em uma conta que pague juros simples, a taxa anual é aplicada
sobre a soma original, sendo, portanto, a mesma a cada ano. No caso do
investimento de R$ 100 a juros simples, de 5 %, o saldo aumentará a cada ano
R$ 5 resultando numa progressão aritmética de razão 5.

Na comunidade bancária, pode-se encontrar todos os tipos de composição de


juros, ou seja, anual, semestral, trimestral, semanal e mesmo diário. Suponha
que a composição é feita vezes ao ano. Para cada período de conversão, o

banco usa a taxa de juros anual dividida por , que é . E como em anos
existem períodos de conversão, um principal , após anos renderá

(2)

Retomando o exemplo acima, de e , a Tabela 1, fornece


um demonstrativo dos resultados de composição em diversos períodos.
132

Para explorar ainda mais essa questão, considera-se um caso especial da

equação (2), em que , e ano, ou seja,


.
O objetivo agora é investigar o comportamento desta fórmula para valores
crescentes de . Os resultados são dados na Tabela 2.

Observando a Tabela 2, nota-se que a sequência converge muito


lentamente, e que foi preciso fazer para que uma aproximação do
fosse atingida.

A questão que se coloca é se a convergência para o número de fato se


confirma. Uma cuidadosa análise matemática, através de expansão binomial,
frações contínuas e séries de potências, mostrou que isso de fato acontece,
inclusive noutras questões não relacionadas aos juros compostos.

Fonte: Precioso e Pedroso (2013, on-line).1


MATERIAL COMPLEMENTAR

Cálculo A. Funções, limite, derivação e integração


Diva Marília Flemming e Mirian Buss Gonçalves
Editora: Makron Books
Sinopse: O texto deste livro cobre o programa usual de um
primeiro curso de Cálculo Diferencial e Integral. Consiste em
oito capítulos, abrangendo os conteúdos de números reais,
funções, limites e continuidade, derivada, aplicações da derivada,
introdução à integração, métodos de integração e aplicações da
integral definida.

Material Complementar
REFERÊNCIAS

#REFERÊNCIAS#

ANTON, H.; BIVENS, I; DAVIS, S. Cálculo. Vol I. Porto Alegre: Bookman,


2014.

ÁVILA, G. Cálculo 1 - Funções de uma variável. Rio de Janeiro: Livros


Técnicos e Científicos Editora - 1998.

FLEMNING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A: funções, limite, derivação,


integração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC,


2001.

LIMA, E. L. Curso de Análise. Vol. 1. Rio de Janeiro: LTC, 1992.

NETO, J. D.; PEREIRA, C. G. Cálculo Diferencial e Integral I. Maringá:


Centro Universitário de Maringá. Núcleo de Educação a Distância, 2015.

SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo:


Pearson Makron Books, 1987.

STEWART, J. Cálculo. Vol 1. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,


2003.

SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. - Vol 1. São


Paulo: Editora McGraw Hill, 1983.

TAN, S.T. Matemática Aplicada à Administração e Economia. São Paulo:


Pioneira Thomson Learning, 2001.
135
REFERÊNCIAS

Referências
#REFERÊNCIAOn-line
ON-LINE#

1 Em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/matematicaeestatisticaemfoco/article/
view/13 913/12528>. Acesso em: 31 mar. 2016.
GABARITO
REFERÊNCIAS

Gabarito

1) a) 5. b) -7/2. c) 3. d) -27.
2) i)

a) . b) . c) .

ii)

3) a) 0. b) 0. c) . d) - 3. e) Não existe.
4) a) 4. b) -5. c) 10. d) 4.

5) Se , então, . Mas

e . Logo pelo teorema do confronto, .


137
GABARITO

6)

7) a) Assíntotas verticais: e ; assíntota horizontal: .


b) Assíntotas verticais: e ; assíntota horizontal: .

8) .

9) a) é descontínua em , pois .
GABARITO

b) Não existem pontos de descontinuidade.

10) Dado , escolha . Assim, se , então,


Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin

III
UNIDADE
DERIVADAS

Objetivos de Aprendizagem
■■ Compreender o conceito de derivada.
■■ Conhecer as regras básicas de derivação e calcular derivadas de
funções de uma variável real.
■■ Compreender e utilizar a regra da cadeia para calcular a derivada de
funções compostas.
■■ Utilizar técnicas de derivação para calcular a derivada de funções
exponenciais e trigonométricas.
■■ Calcular a derivada das funções implícitas e compreender as regras
de derivação das funções inversas.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Reta Tangente e a Derivada
■■ Regras de Derivação
■■ Regra da Cadeia
■■ Derivada das Funções Exponenciais e Trigonométricas
■■ Derivação Implícita e Derivada de Funções Inversas
141

INTRODUÇÃO

Olá, seja bem-vindo(a)! O cálculo consiste em duas partes essenciais: o cálculo


diferencial e o cálculo integral. O cálculo diferencial baseia-se na derivada.
Nesta unidade, iremos conhecer as ideias e conceitos referentes à derivada de
funções reais de uma variável real. Para isso, vamos iniciar com a
interpretação geométrica da derivada, apresentando o problema da tangente,
que determina a equação para a reta tangente a uma curva. Veremos, a
seguir, que o conceito de derivada também está relacionado a outra
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

interpretação, a velocidade instantânea de um objeto móvel, e de modo geral, a


taxa segundo a qual uma variável muda em relação a outra. Essa interpretação
da derivada é importante em vários ramos da Ciência, que a utilizam para
resolver problemas sobre fenômenos que envolvem variação. Podemos citar,
por exemplo, a Biologia, em que a derivada se aplica na pesquisa da taxa de
crescimento de bactérias de uma cultura em relação ao tempo; a Engenharia
Elétrica, para descrever a variação da corrente em um circuito elétrico; a
Economia, para estudar a receita, o custo e o lucro marginais, a Ciência da
Computação, na computação gráfica.

Após definirmos a derivada de uma função como um limite, vamos usá-lo no


desenvolvimento de técnicas e estratégias (regras) para calcular a derivada
das funções com maior agilidade e eficiência. Essas regras de derivação irão
nos capacitar a calcular as derivadas de funções polinomiais, funções
racionais, funções exponenciais e logarítmicas, funções trigonométricas, entre
outras.

Vale ressaltar que a definição moderna de derivada foi apresentada por


Augustin-Louis Cauchy (1789-1857), no início de século 19, embora Newton e
Leibniz, já no século XVII, tenham utilizado os fundamentos desse conceito
como método para relacionar problemas de quadraturas e tangentes.

Introdução
142 UNIDADE III

RETA TANGENTE E A DERIVADA


RETA TANGENTE E A DERIVADA

Reta Tangente
Vamos iniciar nosso estudo das derivadas com um problema geométrico que
motivou muitas das ideias básicas do Cálculo. Ele é conhecido como o
problema da Reta Tangente e consiste em determinar a reta tangente em um
ponto específico de uma curva. A palavra tangente provém do latim tangente,
“que toca”. Se a curva é uma circunferência, sabemos da Geometria Plana, que
a tangente à circunferência é a reta que a “toca” precisamente em um ponto.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 1 - Reta tangente à circunferência

Fonte: a autora.

No caso de uma curva qualquer, essa definição não é tão simples.

Para resolver a questão, vamos supor que a curva seja o gráfico de uma certa
função e , o ponto onde desejamos traçar a reta tangente .

DERIVADAS
143

Figura 2 - Reta tangente ao gráfico de no ponto


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

O problema da reta tangente: dada uma função e um


ponto em seu gráfico, encontre uma equação da reta tangente ao gráfico em
.

Para determinar a equação da reta tangente , precisamos conhecer sua


inclinação (ou coeficiente angular) . O problema está no fato que, para
calcular sua inclinação , precisamos conhecer dois pontos sobre e temos
apenas o ponto . Para contornar esse problema, consideramos outro ponto
do gráfico, em que , e calculamos a inclinação da reta secante
.

Reta Tangente e a Derivada


144 UNIDADE III

Figura 3 - Inclinação da reta secante passando por e

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Vamos imaginar que, enquanto o ponto permanece fixo, o ponto aproxima-


se de ,obrigando tender a . Diante disso, se tender a um número
finito, então, consideraremos esse valor limite como a inclinação da reta
tangente ao gráfico de no ponto .

DERIVADAS
145

Figura 4 - Inclinação da reta tangente como um limite de inclinações de retas


secantes
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Assim, definimos a inclinação da reta tangente ao gráfico de no ponto


por:

Reta Tangente e a Derivada


146 UNIDADE III

Outra forma de expressar , às vezes, mais fácil de ser usada é fazendo


, ou seja, . Assim, se temos que . Logo,
Outra forma
podemos de expressar
reescrever , às
a definição de vezes,
: mais fácil de ser usada é fazendo
, ou seja, . Assim, se temos que . Logo,
Outra forma de expressar , às vezes, mais fácil de ser usada é fazendo
podemos reescrever a definição de :
, ou seja, . Assim, se temos que . Logo,
podemos reescrever a definição de : .

.
A equação da reta que passa por um ponto com
inclinação é da forma:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
A equação da reta que passa por um ponto com
inclinação é da forma:
Fonte: Swokowski
A equação da (1983 p. 25).
reta que .
passa por um ponto com
#Saiba Mais# é da forma:
inclinação
Fonte: Swokowski (1983 p. 25). .
#Saiba Mais#
Fonte: Swokowski (1983 p. 25).
#Saiba Mais#

Exemplo 1 (Reta tangente): encontre a equação da reta tangente à curva


no ponto .
Exemplo 1 (Reta tangente): encontre a equação da reta tangente à curva
Solução: nesse exemplo, e , logo,
no ponto .
Exemplo 1 (Reta tangente): encontre a equação da reta tangente à curva
Solução: nesse exemplo, e , logo,
no ponto .
Solução: nesse exemplo, e , logo,

.
Assim, a equação da reta tangente à curva à no ponto é:

. ,
Assim, a equação da reta tangente à curva à no ponto é:
ou de forma equivalente,
,
Assim, a equação da reta tangente à curva. à no ponto é:
ou de forma equivalente,
,
.
ou de forma equivalente,
.
DERIVADAS
147

A parábola e sua tangente estão no gráfico seguinte:

Figura 5 - Reta tangente à curva à no ponto


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Exemplo 2 (Reta tangente): encontre a reta tangente à curva no ponto


cuja abscissa é 1.

Solução: o problema consiste em encontrar a reta tangente no ponto


.

Reta Tangente e a Derivada


148 UNIDADE III

Para determinar a inclinação da reta tangente em , usaremos a definição


alternativa:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Portanto, a equação da reta tangente no ponto é:

ou, de forma equivalente, . Os gráficos da


hipérbole e da reta tangente estão esboçados a seguir:

Figura 6 - Reta tangente à curva no

Fonte: a autora.

DERIVADAS
149

Velocidade

Comportamento de objetos em movimento foi um dos motivos principais da


invenção do cálculo. Veremos que o conceito de velocidade está intimamente
relacionado ao conceito de limite.

No dia a dia, falamos em andar 3 quilômetros por hora, ou dirigir a 110


quilômetros por hora. Muitas vezes, calculamos a velocidade média ( ) de
uma distância percorrida. Quando um atleta, corre a prova dos 100 metros
rasos em um tempo de 9,58 segundos ou se uma pessoa realiza um percurso
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de bicicleta de 30 quilômetros em 75 minutos, podemos calcular (velocidade


média) usando a fórmula:

Assim,

e ,

ou seja, a velocidade média do atleta foi 10,44 m/s ou 37,58 km/h e a


velocidade média do ciclista foi .

Consideremos o problema de um objeto que se mova em linha reta de acordo


com a equação , que representa a distância percorrida pelo objeto até o
instante .

Reta Tangente e a Derivada


150 UNIDADE III

No intervalo de tempo entre e , a variação da posição


(deslocamento da partícula) será de . Assim,

Suponha, agora, que a velocidade média seja calculada em intervalos cada vez
menores , ou seja, fazendo . Definimos a velocidade
instantânea, no instante como sendo o limite dessas velocidades
médias:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
desde que ele exista.

Exemplo 3 (velocidade): a posição de uma partícula que se move ao longo de


um eixo horizontal é dada por , em que está em metros
e em segundos. Calcule a velocidade instantânea para .

Solução:

Portanto, a velocidade instantânea depois de 1 segundo é de 15 m/s.

DERIVADAS
151

Taxas de Variação

Suponhamos que é uma função que descreve a relação de duas quantidades


e , ou seja, . Se a variável independente variar de para ,
então a variação de é e a variação correspondente de é

. Assim, o quociente de diferenças

mede a taxa de variação média de em relação a no intervalo .

Considere, agora, a taxa média de variação em intervalos cada vez menores,


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fazendo ,ou seja, tender a . O limite dessas taxas taxas médias


de variação é chamado de taxa de variação (instantânea) de em relação a
em .

ou, então,

Exemplo 4 (Taxa de variação): uma bexiga começa a ser inflada, produzindo


uma esfera perfeita. Encontre a taxa de variação instantânea do volume em
relação ao raio quando cm.

Solução: o volume da esfera é dado em função do raio, ou seja, depende da


medida do raio:

Reta Tangente e a Derivada


152 UNIDADE III

Logo, para calcular a taxa de variação instantânea em , precisamos


calcular o seguinte limite:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Logo, é o valor da taxa de crescimento do volume da bexiga em relação ao
raio, quando esse é igual a 2.

Derivada de uma Função

Podemos notar que os problemas apresentados até o momento nesta unidade


envolvem um tipo especial de limite:

Esse tipo de limite é tão importante que recebe nome e notação especial:

Derivada de em e indica-se por (leia: linha de ).

Definição (Derivada em um ponto): sejam uma função e um ponto de seu


domínio. A derivada de uma função em é dada por:

desde que o limite exista.


Se admite derivada em , então, diremos que é uma função derivável ou
diferenciável em .

DERIVADAS
153

Observações:
1) Também podemos escrever:

.
2) A derivada de em representa geometricamente a inclinação da reta
tangente ao gráfico de no ponto de abscissa .

3) Os limites laterais e são


chamados, respectivamente derivada à direita e derivada à esquerda
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de no ponto .

Exemplo 5 (derivada): seja , encontre .

Solução:

Definição (Função derivada): sejam uma função e o conjunto dos para


os quais existe. A função , dada por

denomina-se função derivada, ou simplesmente derivada de .


Dizemos que uma função é derivável quando existe em todos os pontos
de seu domínio.

Reta Tangente e a Derivada


154 UNIDADE III

Exemplo 6 (derivada): seja , calcule:


a) .

b) .
c) .

Solução:
a) Usando a definição para derivada, temos:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
Note que é uma função que determina a derivada de ,
para todo número real . Usando esse fato, resolvemos o item b) e c).

b) .

c) .

Exemplo 7 (derivada): a função definida por não é derivável em


.
De fato, podemos mostrar que a não existe, verificando que as derivadas
de à direita e à esquerda de 0 não são iguais.

Como as derivadas laterais de em são diferentes, não existe.

DERIVADAS
155

Figura 7 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Observe que é contínua em , e, dessa forma, podemos concluir


que continuidade de uma função em um ponto específico não implica na
existência da derivada nesse mesmo ponto. Entretanto, a recíproca é
verdadeira, como mostra o seguinte teorema:

Teorema (Continuidade de funções deriváveis): se for derivável em ,


então, será contínua em .
Demonstração: vamos mostrar que é contínua em , ou seja, que:

Por hipótese, é derivável em , logo, existe e

Além disso, temos:

Reta Tangente e a Derivada


156 UNIDADE III

Logo,

Logo, .

Para concluir a demonstração, some e subtraia à : .

Para concluir a demonstração, some e subtraia à :

.
Portanto é contínua em .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
Portanto é contínua em .
#Saiba Mais#
Segue do Teorema anterior que, se não for contínua em , então, não
#Saiba Mais#
poderá ser derivável em , indicando uma situação em que a derivada não
Segue
existe. do situação
Outra Teorema que
anterior
nos que,
leva se nãoexistência
a não for contínua em , então,
da derivada de umanão
poderá
função emser
umderivável
ponto em é, oindicando
caso emuma
que situação em que
as derivadas a derivada
laterais existem,não
masexiste. Outra situação
são distintas em que nos leva
, formando umaponto
não anguloso
existência(bico)
da derivada dedauma
no gráfico
função
função. em um
Observe ponto da função
o gráfico é o caso em se
que as derivadas
. laterais existem,
masa são
Fonte: distintas em
autora. , formando um ponto anguloso (bico) no gráfico da
função.
#Saiba Observe o gráfico da função
Mais# se .
Fonte: a autora.
#Saiba Mais#

REGRAS DE DERIVAÇÃO
REGRAS DE DERIVAÇÃO
REGRASregras
Neste tópico, apresentaremos algumas DE DERIVAÇÃO
gerais que facilitam o cálculo de
derivadas.
Neste tópico, apresentaremos algumas regras gerais que facilitam o cálculo de
derivadas.
Regra 1 (Derivada de uma constante): se é a função constante definida por
, então, .
Regra 1 (Derivada de uma constante): se é a função constante definida por
, então, .

DERIVADAS
157

Demostração: usando a definição de derivada para , temos:

Regra 2 (Regra da potência): se , em que é um número inteiro


positivo, então, .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Demonstração:
Usando expansão binomial para e colocando em evidência, obtemos:

.
Logo, se

Como cada termo dentro dos colchetes, exceto o primeiro, contém uma
potência de , vemos que:
.

Regras de Derivação
158 UNIDADE III

Exemplo 8 (Regras de derivação):

a) Se , então, .
b) Se , então, .
c) Se , então, .

Observação importante: a regra da potência, foi demostrada somente quando


é um número inteiro positivo. No entanto provaremos mais adiante, nesta

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
unidade, que a regra é válida para qualquer real. Por enquanto, usaremos o
fato sem provas.

Exemplo 9 (Regras de derivação): se , calcule .

Solução: temos que , logo

Regra 3 (Regra da soma): se e são deriváveis, então, é derivável e


.

Demonstração: seja . Vamos provar que


. De fato,

Por hipótese, temos que e são deriváveis, então:

e .

DERIVADAS
159

Portanto,
, ou seja, .

Exemplo 10 (Regras de derivação): seja , calcule:


a) .
b) .
Solução:
a) .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b) .

Exemplo 11 (Regras de derivação): se , calcule .


Solução: usando a regra da soma e a regra da potência, temos:

Regra 4 (Regra do produto): se e são deriváveis, então, é derivável e


.

Demonstração: seja . Vamos provar que


.
De fato,

.
Somando e subtraindo do numerador a parcela , obtemos

.
Portanto:
.

Regras de Derivação
160 UNIDADE III

A última igualdade é justificada usando as hipóteses e o fato de ser derivável

e, portanto contínua, ou seja, .

Regra 5 (derivada do produto de uma constante por uma função): seja


derivável e um número real constante. Então, é derivável e
.

Demonstração: considerando uma função constante e usando a

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
regra do produtos, temos:
.

Regra 6 (Regra do quociente): se e são deriváveis, então, é derivável


e

desde que .

Demonstração: a demonstração dessa regra, será deixada como exercício.


Como sugestão, considere e obtenha , usando a
definição de derivada. Na sequência, some e subtraia ao numerador
de .

Apresentaremos um resumo com as regras de derivação vistas até o


momento:

Quadro 1 - Regras de derivação vistas

Fonte: a autora.

DERIVADAS
161

Exemplo 12 (Regras de Derivação): use as regras de derivação para calcular a


derivada das seguintes funções:

Exemplo 12 (Regras de Derivação): use as regras de derivação para calcular a


a) .
derivada das seguintes funções:

b) .
c) a) . .

b) .
Solução:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

c) .
a) .

Solução:
b)
a) .

b)
.
c)

.
.
c)

#Reflita# .

A derivada é positiva quando a reta tangente à curva tem


inclinação positiva, é negativa quando a inclinação é negativa e é zero
#Reflita#
quando a reta tangente é horizontal.
A derivada é positiva quando a reta tangente à curva tem
inclinação positiva, é negativa quando a inclinação é negativa e é zero
quando a reta tangente é horizontal.

Regras de Derivação
162 UNIDADE III

Exemplo 13 (Regras de derivação): seja . Determine a


equação da reta tangente ao gráfico de no ponto .

Solução: para determinar a equação da reta tangente, precisamos obter sua


inclinação. A derivada de em , ou seja, , é a inclinação da reta tangente
ao gráfico de no ponto . Como,

temos que

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
Assim, a equação da reta tangente ao gráfico de no ponto é:
,
ou de forma equivalente,
.

Figura 8 - Reta tangente ao gráfico de no ponto

Fonte: a autora.

DERIVADAS
163

Exemplo 14 (Regras de derivação): ache os pontos sobre a curva


em que a reta tangente é horizontal.

Retas tangentes horizontais têm inclinação zero; logo, devemos encontrar


valores de para os quais . Derivando,
obtemos: . Assim, as retas tangentes horizontais ocorrem

quando , ou seja, quando ou . Voltando na


equação , encontramos os pontos para os quais a reta
tangente é horizontal:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 9 - Retas tangentes horizontais à curva

Fonte: a autora.

Regras de Derivação
164 UNIDADE III

Outras Notações: vimos que a notação é usada para indicar a


derivada de . Outra importante notação para derivada, devida a
Leibniz, é:

(leia: derivada de em relação a ).

Com essa notação, se , o valor da derivada em um ponto pode


ser indicado por:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.

Exemplo (Regras de derivação): seja , calcule:

a) .

b) .

Solução:

a) .

b) .

DERIVADAS
165

REGRA DA CADEIA REGRA DA CADEIA

Neste tópico, vamos introduzir mais uma regra de derivação, chamada de


Regra da Cadeia, utilizada para obter a derivada de funções compostas. Por
exemplo, se fossemos calcular a derivada da função ,
poderíamos expandir o binômio e usar as regras de derivação que já
aprendemos, assim,
,

e, portanto,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

8x3 .

Se a função fosse , no entanto, teríamos que expandir essa


potência binomial para obter um polinômio para, depois, calcular a derivada .

Vemos então que, muitas vezes, podemos obter a derivada de funções


compostas apenas reescrevendo-as, mas o esforço devido a manipulações
algébricas que serão necessárias justifica o desenvolvimento de um método
mais direto. Esse método conhecido como a Regra da Cadeia será
apresentado a seguir e sua demonstração pode ser encontrada no livro “Um
Curso de Cálculo”, de Hamilton Luiz Guidorizzi (2004).

A Regra da Cadeia: se e forem deriváveis com e


, então, é derivável e é dada pelo produto:

De forma equivalente, na notação de Leibniz, se e


forem deriváveis, então:

Regra da Cadeia
166 UNIDADE III

Exemplo 15 (Regra da Cadeia): se , determine .

Solução: inicialmente, vamos expressar , em que e


. Como:
e .
Aplicando a regra da cadeia:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
Portanto, .

Exemplo 6 (Regra da Cadeia): se , determine


.

Solução: nesse exemplo, usaremos a regra da cadeia com a notação de


Leibniz. Considere , em que . Assim,

e .

Pela regra da Cadeia, obtemos:

Nos dois exemplos anteriores, calculamos a derivada de funções que são


casos particulares de funções compostas com a seguinte forma:
.
Considerando e , aplicando a regra da cadeia, temos:

DERIVADAS
167

Podemos, então, enunciar a seguinte caso particular para regra da cadeia:

Se for um número real qualquer e uma função derivável, então:

Exemplo 17 (Regra da Cadeia): se , determine .


Solução: reescrevendo e usando a regra acima para e
, temos:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Exemplo 18 (Regra da Cadeia): encontre a inclinação da reta tangente ao


gráfico da função

no ponto .

Solução: a inclinação da reta tangente de em um ponto qualquer é dada


por .
Combinando a regra da cadeia com a regra do quociente, temos:

.
A inclinação da reta tangente ao gráfico da no ponto é
.

Regra da Cadeia
168 UNIDADE III

Derivadas de Ordem Superior


Como já vimos, a derivada de uma função também é uma função. Portanto
podemos pensar na derivada da função . A derivada da função , caso
exista, é denotada por (leia: duas linha). Na notação de Leibniz,
denotamos a derivada segunda de como:

(leia: derivada segunda de em relação a ).


Da mesma forma, podemos encontrar a derivada terceira de , denotada por
e as demais derivadas sucessivas de . A derivada de ordem ,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
representada por pode ser obtida derivando .

Exemplo 19 (Derivadas de ordem superior): se , então:

Exemplo 20 (Derivadas de ordem superior): o exemplo mais famoso de uma


derivada segunda é a aceleração. A aceleração no instante é definida como
sendo a derivada em da função velocidade e é, portanto, a derivada
segunda da função posição :

,
ou ainda,
.

Assim, se considerarmos uma partícula se movendo sobre um eixo horizontal


cuja posição é dada pela equação:

em que é medido em metros e em segundos, temos que a aceleração no


instante é dada por:

ou seja, a aceleração é constante e igual a 2.

DERIVADAS
169

DERIVADA DAS FUNÇÕES EXPONENCIAIS E


TRIGONOMÉTRICAS
DERIVADA DAS FUNÇÕES EXPONENCIAIS E TRIGONOMÉTRICAS

Neste tópico, vamos obter as regras de derivação para as funções


trigonométricas e também para as funções exponenciais.

Derivada das Funções Trigonométricas

No caso das funções trigonométricas, iremos precisar de dois limites especiais,


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

o primeiro deles foi apresentado na unidade II, o segundo pode ser deduzido
utilizando o resultado do primeiro:

cos(h)-1
e .

Derivada das Funções seno e cosseno: são válidas as seguintes regras de


derivação:
a) Se então .
b) Se então .

Demostração:

a)

Logo,
se , então,

Derivada das Funções Exponenciais e Trigonométricas


170 UNIDADE III

b)
b)

.
.

Logo,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Logo,
se , então, .
se , então, .

#Saiba Mais#
#Saiba Mais#
Temos as seguintes fórmulas de adição para arcos de seno e cosseno, as
Temos as seguintes fórmulas de adição para arcos de seno e cosseno, as
quais foram utilizadas no desenvolvimento das demonstrações anteriores.
quais foram utilizadas no desenvolvimento das demonstrações anteriores.
,
,
.
.
Fonte: Ávila (1998, p.136).
Fonte: Ávila (1998, p.136).
#Saiba Mais#
#Saiba Mais#

As derivadas das outras funções trigonométricas podem ser obtidas usando a


As derivadas das outras funções trigonométricas podem ser obtidas usando a
regra do quociente, por exemplo, se
regra do quociente, por exemplo, se
,
,
então:
então:

.
.

DERIVADAS
171

Vamos resumir as derivadas das funções trigonométricas no quadro 2.

Quadro 2 - Resumo das derivadas das funções trigonométricas

Fonte: a autora.

Exemplo 21 (Derivada Funções trigonométricas): seja ,


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

calcule:
a) .

b) .
Solução:
a) .

b) .

Exemplo 22 (Derivada Funções trigonométricas): use a regra da cadeia para


calcular a derivada das seguintes funções:
a) .
b) .
Solução:
a) Considere , onde . Assim,

e .
Pela regra da Cadeia, obtemos:

b) Considere , onde . Assim,

e .

Derivada das Funções Exponenciais e Trigonométricas


172 UNIDADE III

Pela regra da Cadeia, obtemos:

Exemplo 23 (Derivada Funções trigonométricas): seja , calcule:

c) .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
d) .

Solução:

c) .

d) .

Derivada das Funções Exponenciais

Na unidade I deste material, foi apresentado um caso particular de função


exponencial: , em que a base é um número irracional, cujo valor
aproximado é 2,7182. Outra importante caracterização do número é o
seguinte limite que apresentaremos sem provas:

Usaremos o resultado desse limite na demostração da próxima regra de


derivação.

Derivada da Função Exponencial de base :

Se ,então, .

Demostração: vamos mostrar que a derivada da função exponencial de base


é igual a própria função.

DERIVADAS
173

De fato,

.
Usando a caracterização do número , apresentada anteriormente, concluímos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

que:
.

Exemplo 24 (Derivada da Função Exponencial): calcule a derivada das


seguintes funções:
a) .
b) .
Solução:
a) Considere , em que . Assim,

e .
Pela regra da Cadeia, obtemos:

b) Pela regra do produto:

Antes de obter a derivada de uma função exponencial em qualquer base,


vamos fazer algumas observações usando a definição e propriedades de
logaritmos:

Derivada das Funções Exponenciais e Trigonométricas


174 UNIDADE III

Seja , a função exponencial de base , então, aplicando (logaritmo na


base ) aos dois membros obtemos:
,
ou seja,
,
e, assim, pela definição de logaritmo:
.
Portanto,
.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Derivada das Funções Exponenciais: seja , , um número real
constante. Se , então, .

Demostração:
Temos que:

Assim,

.
Usando a regra da cadeia e o fato que é constante:

.
Desde , obtemos o resultado esperado
.

Exemplo 25 (Derivada da Função Exponencial):


a) Se , então, .
b) Seja , considere em que , usando a regra da
cadeia, temos:

DERIVADAS
175

DERIVAÇÃO IMPLÍCITA E DERIVADA DE FUNÇÕES INVERSAS


DERIVAÇÃO IMPLÍCITA E DERIVADA DE FUNÇÕES
INVERSAS
Derivação Implícita

Até o momento, nesta unidade, lidamos com funções deriváveis da forma


, nas quais a variável está expressa explicitamente em termos da
variável independente , tais como:

, , .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Podemos, entretanto, nos deparar com equações do tipo:


.
Essa equação expressa implicitamente como uma função de . Nesse caso,
com argumentos algébricos, podemos explicitar em termos de :

Como podemos calcular a derivada de uma função definida


implicitamente?

Uma maneira de fazer isso é encontrar as possíveis funções definidas


implicitamente, como no exemplo inicial, e, depois, derivá-las, mas esse
método não é sempre adequado, pois existem equações complicadas de
expressar em termos de .
Há, todavia, um método para calcular a derivada, diretamente da equação
implícita que define a função. Esse método é denominado derivação implícita
e faz uso da regra da cadeia. Usaremos os próximos exemplos para
demonstrar as etapas da derivação implícita e, para isso, iremos supor que a
equação dada define funções implícitas deriváveis.

Derivação Implícita e Derivada de Funções Inversas


176 UNIDADE III

Exemplo 26 (derivação implícita): use derivação implícita para obter ,


dada a equação .

Derivando ambos os lados da equação em relação a , obtemos:


Exemplo 26 (derivação implícita): use derivação implícita para obter ,
dada a equação .
.
Derivando ambos os lados da equação em relação a , obtemos:
Lembrando que é uma função de , ou seja, , e usando a regra da

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
cadeia:
.

Lembrando
. que é uma função de , ou seja, , e usando a regra da
cadeia:
A derivação implícita, normalmente, resulta em uma expressão para em
termos de e de . Mas isso não é sempre uma desvantagem, observe o
próximo .exemplo.

Exemplo 27 (derivação
A derivação implícita): considere
implícita, normalmente, a equação
resulta em uma expressão para. em
a) Determine
termos porisso
de e de . Mas derivação
não éimplícita.
sempre uma desvantagem, observe o
b) Determine
próximo exemplo. a equação da reta tangente ao gráfico da função no

ponto P (1,√8 ).
Exemplo 27 (derivação implícita): considere a equação .
a)
a) Determine
Derivando ambospor derivação
os lados implícita.em relação a , obtemos:
da equação
b) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função no

ponto P (1, ).
.
a) Derivando ambos os lados da equação em relação a , obtemos:
Como é uma função derivável, dada implicitamente pela equação
, podemos usar a regra da cadeia. Assim,
.

,
Como é uma função derivável, dada implicitamente pela equação
, podemos usar a regra da cadeia. Assim,
DERIVADAS
177

ou seja,

b) Para determinar a equação da reta tangente, precisamos obter sua


inclinação. A derivada de em , ou seja,

8
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

é a inclinação da reta tangente ao gráfico de no ponto 8 .


Logo,

8
8 ,
ou de forma equivalente,
8 9 .

é a equação da reta tangente ao gráfico de no ponto 8.

Derivadas da Função Arco seno

Podemos usar a derivação implícita para encontrar a derivada da função:


. Para isso, vamos supor que seja derivável em
.
Lembre-se que a função arco seno é a inversa da função seno, ou seja,

e .

Derivando implicitamente em relação a , obtemos:

Derivação Implícita e Derivada de Funções Inversas


178 UNIDADE III

Agora, , uma vez que , logo:

Portanto,

se , então, , .

Derivadas de Funções Logarítmicas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Usaremos a derivação implícita para determinar as derivadas das funções
logarítmicas . Para isso, vamos supor que a função seja
derivável em .

Derivada das funções logarítmicas: se , então, .

Demostração: a função logarítmica foi definida como inversa da função


exponencial, então,
.

Usando derivação implícita na equação , temos:

Logo,

Para escrevermos a expressão da derivada em termos de , retomamos a


definição e concluímos:

DERIVADAS
179

Fazendo , e lembrando que , obtemos o seguinte resultado para a


função logarítmica natural :

Exemplo 28 (derivada da função logarítmica): calcule a derivada de cada uma


das seguintes funções:
a) .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b) .
c) .

Solução:

a) .
b) Usando a regra do produto, obtemos:

.
c) Fazendo , em que e usando a regra da cadeia,
obtemos:

Exemplo 29 (regra da potência para expoentes reais): seja uma constante


real qualquer. Mostre que, para todo ,
.

Solução:
Seja , então, aplicando (logaritmo na base ) aos dois membros
obtemos:
,
ou seja,
,

Derivação Implícita e Derivada de Funções Inversas


180 UNIDADE III

e, assim, pela definição de logaritmo:


.

Portanto,
.

Aplicando a regra da cadeia e a derivada da função logarítmica, obtemos:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Derivada da Função Inversa

Usando argumentos semelhantes aos usados na obtenção da derivada da


função logarítmica e da função arco seno, podemos encontrar uma fórmula que
nos permite calcular a derivada de conhecendo a derivada de .
Seja uma função inversível. Assim,
.
Supondo e deriváveis e usando derivação implícita na equação ,
temos:

.
Logo,

,
ou seja,

desde que .

DERIVADAS
181

O próximo teorema, que apresentaremos sem prova, garante que, se for


inversível e derivável e se sua inversa for contínua, então, será
derivável em todo número do seu domínio em que .

Teorema (Derivada da função inversa): seja um função inversível. Se for


derivável em , com , e, se for contínua em , então,
será derivável em .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Derivação Implícita e Derivada de Funções Inversas


182 UNIDADE III

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerações finais
Finalizamos mais uma unidade deste material! O “personagem” principal desta
etapa foi a derivada, uma importante ferramenta matemática que estuda a taxa
segundo a qual varia uma quantidade em relação a outra.
Abordamos o conceito de derivada, apresentando sua interpretação
geométrica, que foi motivada pelo problema de se caracterizar à reta tangente.
A visualização geométrica foi enfatizada, pois é um recurso poderoso na
compreensão do conceito da derivada. Juntamente com a interpretação

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
geométrica, utilizamos o conceito intuitivo de velocidade instantânea e taxa de
variação instantânea para formalizar a definição de derivada. Exemplos
ilustraram a ideia de derivada e de seus cálculos.
As regras de derivação foram apresentadas como uma possibilidade de
calcular a derivada de uma função sem fazer uso da definição de limites.
Iniciamos com a regra da potência, dando continuidade, apresentamos a
derivada da soma, do produto e do quociente. Discutimos a regra da cadeia,
usada na obtenção da derivada de funções compostas, e a derivação de
funções implícitas. Além disso, mostramos a derivada das funções
trigonométricas e exponenciais.
Finalizamos a unidade com o tratamento da derivada da função inversa, em
particular a função logarítmica e a função arco seno.
As regras de derivação, aqui apresentadas, serão usadas de muitas formas na
sequência da disciplina, portanto, recomendamos a vocês praticá-las, de modo
que seu uso se torne habitual. Sugerimos, para isso, a realização de todas as
atividade de estudo propostas.
Enfim, esperamos que, ao final desta unidade, você tenha assimilado o
conceito de derivada e desenvolvido as técnicas necessárias para obter todas
as informações que a derivada nos oferece, as quais serão úteis nas
aplicações vistas posteriormente, entre elas, o esboço do gráfico de funções e
problemas de otimização.

DERIVADAS
183

Atividades de Estudo

1) Se , use a definição de derivada para determinar


. Calcule e .
Atividades de Estudo

Atividades de Estudo 1) Se , use a definição de derivada para det


2) Calcule a derivada das seguintes funções:
1) Se . Calcule
, use a definição de derivada e
para determinar .

. Calcule
a) e . .
b) . 2) Calcule a derivada das seguintes funções:

2) Calcule ac)
derivada das seguintes
. funções:
a) .
d) . b) .
a) .
b) . c) .
3) Determinar os pontos sobre a curva em que a reta
c) . d) .
tangente é horizontal.
d) .
3) Determinar os pontos sobre a curva em que

3) Determinar
4) os pontos sobre
Calcule sendoa curva . tangente é horizontal.
em que a reta
tangente é horizontal.

4) Calcule sendo .

4) Calcule sendo .
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184

5) Derive:
5) Derive:
5) Derive:
a) .
a) .
a) .
. b) .
b) .
b) .
. c) .
c) .
c) .
d) .
d) .
d) .
. e) .
e) .
e) .

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#QR-CODE#
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6) Derive:
5) Encontre uma equação da reta tangente a curva no ponto
6) Encontre uma equação da reta tangente a curva no ponto
6) Encontre uma equação da reta tangente a curva no ponto
quação da reta tangente a)a curva . Esboce o gráfico
no da
ponto curva e da reta tangente.
. Esboce o gráfico da. curva e da reta tangente.
. Esboce o gráfico da curva e da reta tangente.
gráfico
. da curva e da reta
b)tangente. .
7) A função é dada implicitamente por .
. 7) A c)função . é dada implicitamente por .
7) A função
Determinar a equação da. retaimplicitamente
é dada por
tangente ao gráfico de .
no ponto
é dada implicitamente
Determinar
d) a por
equação. da reta tangente ao gráfico de no ponto
Determinar a equação da reta tangente ao gráfico de no ponto
quação da reta tangente ao .gráfico de . no ponto
. e) . .

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6) Encontre uma equação da reta tangente a curva no ponto


quação da reta tangente a curva . Esboce o gráfico
no pontoda curva e da reta tangente.
gráfico da curva e da reta tangente.
7) A função é dada implicitamente por .
Determinar
é dada implicitamente por a equação da. reta tangente ao gráfico de no ponto
Atividades de Estudo 185

Atividades de Estudo 1) Se , use a definição de derivada para det

1) Se . Calcule
, use a definição de derivada e
para determinar .

. Calcule e .
2) Calcule a derivada das seguintes funções:
8) Uma partícula move-se sobre um eixo horizontal de acordo com a
2) Calcule a derivada das seguintes funções:
equação de movimento a) .
, onde é dado
a) em segundos. e em metros: b) .

b) a) Encontre
. a velocidade no instante
c) e depois .de 1 segundo.

c) b) . Quando a partícula atinge a velocidade


d) de . ?

d) c) Qual
. a aceleração no instante e depois de 3 segundos?
d) Quando a aceleração será de 3) Determinar
? os pontos sobre a curva em que

3) Determinar os pontos sobre a curva tangente é horizontal.


em que a reta
tangente 9)
é horizontal.
Se , encontre e .

4) Calcule sendo .

4) Calcule sendo .
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186

Leitura Complementar:
O Cálculo Diferencial e Integral é uma das maiores conquistas da matemática,
e evidencia a genialidade de dois personagens da história da ciência: Isaac
Newton e Gottfried Wilhelm von Leibniz. Leia o texto, escrito por Higino H.
Domingues, sobre a vida e a obra de Newton.

Newton e o Método dos Fluxos

Matematicamente, o século XVII já reunia condições para a criação do cálculo


deferencial e integral como disciplina independente da geometria - a álgebra
simbólica e a geometria analítica, produtos recentes, propiciavam esse avanço.
Por outro lado, os grandes problemas científicos da época requeriam um
instrumento matemático mais ágil e abrangente que o método de exaustão.

Esses problemas eram principalmente quatro. O primeiro consistia em achar


velocidade e aceleração de um móvel, conhecida a lei algébrica relacionando
espaço percorrido e tempo (e vice-versa). O segundo dizia respeito à
determinação de tangentes a curvas (questões de óptica, por exemplo, levavam
a essa preocupação). O terceiro envolvia cálculos de máximos e mínimos (por
exemplo, qual a máxima e qual a mínima distância de um planeta ao Sol? ).
Por fim, a obtenção de coisas como comprimentos, áreas, volumes e centros
de gravidade, para as quais o método de exaustão exigia muita
engenhosidade. Vários matemáticos do século XVII enfrentaram esses
problemas, alguns com contribuições de grande porte. Dentre estes, porém
dois se sobressaíram, cada um a seu modo, com papel decisivo. Newton e
Leibniz.

Isaac Newton(1643-1727) nasceu na aldeia de Woolsthorpe, Inglaterra, filho


póstumo de um pequeno sitiante da localidade. Ele próprio estava fadado ao
mesmo destino, não fora a habilidade demonstrada em menino para a
construção de engenhos mecânicos. Assim, mesmo não revelando nenhum
brilho especial na escola pública em que ingressou aos 12 anos de idade, em
1661 chegava ao Trinity College Cambridge, onde se graduaria em ciências
quatro anos depois. A peste bubônica que assolou Londres a seguir levou-o a
passar os dois anos seguintes em sua aldeia natal. Foi nesse período que
engendrou as bases científicas do método dos fluxos (hoje cálculo diferencial)
187

e da teoria da gravitação universal. Em 1669, dois anos após ter retornado a


Cambridge para obter o grau de mestre, sucede Isaac Barrow (1630-1677) no
Trinity College (por indicação do próprio Barrow, ex-professor). Somente em
1969 deixaria sua cadeira em Cambridge a fim de exercer funções públicas de alto
nível em Londres.

Em uma monografia de 1669, que só circulou ente seus amigos e alunos (apenas
em 1711 foi publicada), Newton expôs suas primeiras ideias sobre o cálculo.
Por exemplo, usando a expansão generalizada de , resultado que
obtivera anteriormente (salvo quando é inteiro positivo a expansão é infinita),
mostrou que a área sob a curva é (derivada de , na
terminologia moderna). Vice-versa, a área sob a curva é .
Tudo indica que esta foi a primeira vez na história da matemática que uma área foi
obtida pelo processo inverso da derivação. Este resultado contém, em
gérmen, a essência do cálculo.

Mas a exposição de Newton pecava quanto ao rigor lógico. Em uma segunda


versão em 1671 (só publicada em 1736) considera suas variáveis, às quais
chamou de fluentes, e indicou por geradas por movimentos contínuos. A
taxa de variação de um fluente é o que Newton chamou de fluxo de e
indicou por . Foi esta versão, porém numa linguagem geométrica, que Newton
incluiu em sua obra-prima, os Principia. Em três volumes (o último de 1687),
esta obra mostra pela força do cálculo, como a lei da gravitação implica os
movimentos em elipse dos planetas, conforme as leis Kepler, além de abir
caminho para uma descrição matemática do Universo.

A questão do rigor no cálculo ainda mereceria a atenção de Newton, num


trabalho de 1676 - mas sem resultados significativos. Quase dois séculos
decorreriam até que o assunto fosse posto em pratos limpos quanto à sua
fundamentação lógica. Mas a essência dessa fundamentação, a teoria dos
limites, estava em sua obra, na ideia de taxa de variação. De qualquer maneira, a
obra de Newton é um monumento científico. Outros iriam cuidar dos
acabamentos.

Fonte: Iezzi, et al. (1993, p. 113-114).


MATERIAL COMPLEMENTAR

Um Curso de Cálculo. Volume 1


Hamilton Luiz Guidorizzi
Editora: LTC
Sinopse: Este livro baseia-se nos cursos de Cálculo ministrado aos
alunos da Escola Politécnica da USP, do Instituto de Matemática e
Estatística da USP e do Instituto de Ensino de Engenharia Paulista –
IEEP. Os assuntos abordados neste volume são os de limite, derivada e
integral da funções de uma variável real
189
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTON, H.; BIVENS, I; DAVIS, S. Cálculo. Vol I. Porto Alegre: Bookman,


2014.

ÁVILA, G. Cálculo 1: Funções de uma variável. Rio de Janeiro: Livros


Técnicos e Científicos Editora - 1998.

FLEMNING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A: funções, limite, derivação,


integração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC,


2001.

IEZZI, G.; MURAKAMI, C.; MACHADO, N.J. Fundamentos de Matemática


Elementar. v. 8. São Paulo: Editora Atual, 1993.

NETO, J. D.; PEREIRA, C. G. Cálculo Diferencial e Integral I. Maringá:


Centro Universitário de Maringá. Núcleo de Educação a Distância, 2015.

SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo:


Pearson Makron Books, 1987.

STEWART, J. Cálculo. Vol 1. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,


2003.

SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica - Vol 1. São


Paulo: Editora McGraw Hill, 1983.

TAN, S.T. Matemática Aplicada à Administração e Economia. São Paulo:


Pioneira Thomson Learning, 2001.
GABARITO

1)

e .

2) a) .
b) .
c) .

d) .

 
3)  1, 0;   , .
 

4) .

5) a) .

b) .
c) .

d) .
e) .
191
GABARITO

6)
6) ..

6)
6)
6) ...
6) 6) . 6) . .

7)7)
7) 7) .7)
.. . .

7)
7)
7) ...
8) a) 8) a) 8) a) ; ; . ; . .
8) a)
8) a) ;; ..
b) b) . b) . .
8)
8)
8) a)
a) b)
a)b) .. ;;; ....
c) c) c)
; ; . ; .
b) c)
b)c)
b) d) . ...
d) d);; . . ..

c)
c) d)
c)d) .. ;;; ...
9) 9) 9) . . .
d)
d)
d) ...
9) ( ) ( )( ) ( ) (( )) ( )..( ) ( ) ( ) ( )
9)

9)
9)
9) (( )) (( )) (( )) ... (( ))

((( ))) ((( ))) ((( ))) ((( )))


Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin

IV
UNIDADE
INTEGRAIS

Objetivos de Aprendizagem
■■ Compreender o conceito de integral indefinida.
■■ Calcular integrais indefinidas utilizando integração por substituição
ou integração por partes.
■■ Entender a noção de integral definida.
■■ Enunciar, demonstrar e utilizar o Teorema Fundamental do Cálculo.
■■ Apresentar, discutir e utilizar métodos de integração.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Primitivas e a integral indefinida
■■ Integração por substituição e integração por partes
■■ Área e a integral definida
■■ Teorema Fundamental do Cálculo
■■ Tópicos Adicionais de Integração
195

INTRODUÇÃO
Introdução
Olá, seja bem-vindo(a)! Na unidade III, estudamos o cálculo diferencial cuja
ideia central é a derivada de uma função. Nesta unidade, aprenderemos as
ideias e conceitos referentes ao cálculo integral. Inicialmente, estudaremos o
processo de encontrar primitivas de uma função, que nada mais é do que o
inverso do processo de derivação. Veremos que as primitivas de uma função
diferem umas da outras por constantes e definiremos como integral indefinida,
a família das primitivas de .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Assim como o conceito de derivada está intimamente ligado ao problema de


encontrar uma reta tangente a uma curva em um determinado ponto, o
problema básico do cálculo integral é o problema das áreas, ou seja, calcular a
área sob o gráfico de uma função entre os pontos e .
Usaremos esse problema geométrico como motivação para definir o conceito
básico do cálculo integral: a integral definida.
Na sequência, discutiremos o Teorema Fundamental do Cálculo que
estabelece uma conexão entre o cálculo diferencial e o cálculo integral,
permitindo calcular integrais definidas, utilizando primitivas.
Além de obter muitas fórmulas básicas de integração, abordaremos algumas
técnicas que podem ser usadas para calcular vários tipos de integrais, entre
elas, o método de substituição e a integração por partes. Essas técnicas irão
nos auxiliar no cálculo de integrais que não são de resolução tão imediata.
Finalmente, estenderemos o conceito de integral definida para limites de
integração infinitos. Essas integrais são denominadas integrais impróprias e
tem aplicação na estatística.
Vale ressaltar que a definição da integral utilizada atualmente deve-se ao
matemático francês Augustin-Louis Cauchy (1789-1857), e o símbolo da
integral, é proveniente do (s) de soma “esticado”, notação atribuída ao
matemático Wilhelm Leibniz (1646-1716).

Introdução
196 UNIDADE IV

PRIMITIVAS PRIMITIVAS
E A INTEGRAL INDEFINIDA
E A INTEGRAL INDEFINIDA

Primitivas

Inicialmente, vamos retornar ao problema de encontrar a velocidade de uma


partícula no instante , conhecendo a função posição . Vimos que a
função velocidade em qualquer instante é dada por . Pense, agora, no
problema inverso, se conhecermos a velocidade da partícula em qualquer
instante , podemos determinar sua função posição? Para resolver problemas
como esses, precisamos da próxima definição.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Definição (Primitiva ou antiderivada): seja uma função definida em um
intervalo . Uma função é uma primitiva (antiderivada) de uma função em
se

para todo .

Observação: mesmo que não seja mencionado, a primitiva de uma função


sempre será definida em um intervalo.

Exemplo 1 (Primitiva):
a) é uma primitiva de , pois
.

b) é uma primitiva de , pois

.
c) é uma primitiva de , pois
.

INTEGRAIS
197

Exemplo 2 (Primitiva): é uma primitiva de . Observe que


e são, também, primitivas de , pois

O exemplo anterior nos motiva a pensar que, sendo uma primitiva de ,


então, para toda constante , é, também, primitiva de , o que, de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fato, é verdade, pois:

Existem, no entanto, outras primitivas de , além das funções da forma


? O próximo teorema que apresentamos sem provas afirma que, se
duas funções tiverem derivadas iguais em um intervalo, como é o caso das
primitivas, elas diferem, nesse intervalo, por uma constante.

Teorema (Primitiva): seja uma primitiva de uma função . Então, qualquer


primitiva de deve ser da forma , em que é uma
constante real.

Podemos perceber que, se conhecemos uma primitiva de uma função,


conhecemos todas as outras, basta somar uma constante à primitiva
conhecida.

Exemplo 3 (Primitiva): seja , uma primitiva dessa função é


, logo, toda primitiva de é do tipo . Os
gráficos de algumas primitivas de são mostrados a seguir:

Primitivas e a Integral Indefinida


198 UNIDADE IV

Figura 1 - O gráfico de algumas primitivas de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Como vimos, as primitivas de uma função em um intervalo são da forma


, com constante. Diremos, então, que:

é a família das primitivas de em .

A notação:

conhecida como integral indefinida de , será usada para representar a


família das primitivas de , ou seja,

Nessa notação, a função a ser integrada denomina-se integrando, e a


constante , constante de integração. O símbolo serve para identificar a
variável de integração.

INTEGRAIS
199

Exemplo 4 (Integral indefinida):

a) .

b) .
Pelo fato de integração e derivação serem operações inversas uma da outra, a
partir das regras de derivação, podemos estabelecer algumas regras para o
cálculo de integrais elementares.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A integral indefinida de uma constante:

( é uma constante real).

Demonstração: .

A regra da potência: .

Demonstração: para mostrar esse resultado, note que:

A integral indefinida de um múltiplo constante de uma função:

Primitivas e a Integral Indefinida


200 UNIDADE IV

Demonstração: seja uma primitiva de , então, é uma primitiva de ,


pois,

Logo,

A regra da soma: .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Demonstração: sejam e as primitivas de e , respectivamente, então,
é uma primitiva da função , pois:

Exemplo 5 (Integral indefinida): calcule as seguintes integrais indefinidas:

a) .

b) .

c) .

d) .

INTEGRAIS
201

Solução:

a) .

b) .

c) .

d)
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Além das integrais indefinidas apresentadas até agora, temos, também, os


seguintes resultados obtidos das regras de derivação:

Quadro 1 - Resultados obtidos das regras de derivação

Fonte: a autora.

Exemplo 6 (Integral indefinida): calcule as seguintes integrais indefinidas:

a) .

b) .

c) .

Primitivas e a Integral Indefinida


202 UNIDADE IV

Solução:

Solução:
a)

a)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
b)

b)
.

.
c)

c)
.

#Saiba mais#

Podemos
#Saiba combinar
mais# as constantes de integração que surgem ao calcularmos as
integrais indefinidas em uma única constante, visto que a soma de constantes
Podemos combinar as constantes de integração que surgem ao calcularmos as
arbitrárias é, também, uma constante arbitrária.
integrais indefinidas em uma única constante, visto que a soma de constantes
Fonte: a autora.
arbitrárias é, também, uma constante arbitrária.

Fonte:
#Saiba a autora.
mais#

#Saiba mais#

INTEGRAIS
#Reflita# 203

A derivação é o inverso da integração

#Reflita#
E a integração é o inverso da derivação
A derivação é o inverso da integração

E a integração é o inverso da derivação


#Reflita#
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

#Reflita#

INTEGRAÇÃO POR SUBSTITUIÇÃO E INTEGRAÇÃO


POR PARTESPOR SUBSTITUIÇÃO E INTEGRAÇÃO POR PARTES
INTEGRAÇÃO

Na seção anterior, você estudou como encontrar a integral indefinida de várias


funções, mas, muitas vezes, iremos nos deparar com funções que não
possuem primitivas elementares. Discutiremos dois métodos de integração que
INTEGRAÇÃO
irão nos ajudar a determinar POR SUBSTITUIÇÃO
uma grande quantidade deE INTEGRAÇÃO
integrais não POR PARTES
imediatas.
Na seção anterior, você estudou como encontrar a integral indefinida de várias
funções, mas, muitas vezes, iremos nos deparar com funções que não
possuem primitivas elementares. Discutiremos dois métodos de integração que
Integração por Substituição
irão nos ajudar a determinar uma grande quantidade de integrais não
A Integração por Substituição
imediatas.é um método para resolver integrais baseado na
Regra da Cadeia para derivadas. Considere o seguinte exemplo:

Integração por Substituição .


Vejamos se é possível simplificar a integral fazendo uma mudança de
A Integração por Substituição é um método para resolver integrais baseado na
variáveis. Faça
Regra da Cadeia para derivadas. Considere o seguinte exemplo:
e .

.
Vejamos se é possível simplificar a integral fazendo uma mudança de
variáveis. Faça
e .

integração por substituição e integração por partes


204 UNIDADE IV

Substituindo essas expressões na integral, obtemos:

A última integral envolve uma integral imediata e é facilmente calculada:

.
Usando esse resultado e substituindo , temos:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Agora, observe no exemplo anterior que, se e , então,
e . Logo,

.
De uma forma geral, esse método funciona sempre que temos uma integral

que possa ser escrita na forma e pode ser justificado como


segue:

Sejam e tais que , com derivável, suponhamos que seja


uma primitiva de , isto é, . Pela regra da cadeia, temos que:
,
ou seja, é uma primitiva de . Desse modo:

.
Fazendo e , temos

.
Assim, precisamos definir uma função conveniente, de tal forma que a
integral obtida, após a mudança de variável, seja mais simples.

INTEGRAIS
205

Exemplo 7 (Integração por substituição): calcular as integrais:

a) .

b) .

c) .

d) .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Solução:
a) Fazendo . Então, , ou seja, .

Finalizamos escrevendo a resposta em termos da variável , ou seja, fazendo


:

b) Fazendo , temos ou seja, .


Então,

c) Se fizermos , então, . Assim,

d) Fazendo e , temos:

integração por substituição e integração por partes


206 UNIDADE IV

Integração por Partes

A integração por partes é um técnica de integração baseada na regra do


produto para derivada.
Suponhamos e definidas e deriváveis em um mesmo intervalo . Usando a
regra de derivação de um produto de duas funções, temos:

.
Se integrarmos ambos os lados em relação a , obtemos:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ou

.
Essa é a formula de integração por partes.

Fazendo e , teremos e , o que


nos permite escrever a regra anterior na seguinte forma:

Observações:

1) É necessário um certo cuidado na escolha de e . Ela deve ser feita de


forma conveniente.

2) Deixamos para introduzir uma única constante de integração ao final dos


cálculos.

INTEGRAIS
207

Exemplo 8 (Integração por partes): calcule

Solução:
Escolhendo e , temos:

.
Aplicando a fórmula
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

obtemos

Exemplo 9 (Integração por partes): calcule

Solução:
Seja,

.
Integrando por partes, temos:

integração por substituição e integração por partes


208 UNIDADE IV

#Saiba Mais#

Se, no exemplo 2, tivéssemos escolhido e , a aplicação do


método de integração por partes resultaria em uma integral mais complicada.
Observe:

.
#Saiba Mais#
Fonte: a autora.
Se, no exemplo 2, tivéssemos escolhido e , a aplicação do
# método
Saiba mais#
de integração por partes resultaria em uma integral mais complicada.
Observe:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

# Saiba mais#

Exemplo 10 (Integração por partes): calcule

Solução:
Seja,

Exemplo 10 (Integração por partes): calcule

.
Integrando por partes,obtemos:
Solução:
Seja,

..

Integrando por partes,obtemos:

INTEGRAIS
209

#Reflita#

Derivando a primitiva devemos obter a função original. Confira seus cálculos!


#Reflita#

Derivando a primitiva devemos obter a função original. Confira seus cálculos!


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ÁREA E A INTEGRAL DEFINIDA


ÁREA E A INTEGRAL DEFINIDA

O Problema da Área
ÁREA E A INTEGRAL DEFINIDA
Com o objetivo de motivar o estudo deste tópico, vamos considerar inicialmente
o Oproblema deda
Problema calcular
Área a área de certa região do plano. É fácil calcular a área
de regiões planas conhecidas, tais como retângulos, triângulos ou composição
Com o objetivo de motivar o estudo deste tópico, vamos considerar inicialmente
desses. Já para calcular áreas de regiões mais complicadas, cujas fronteiras
o problema de calcular a área de certa região do plano. É fácil calcular a área
envolvem gráficos de funções, é necessário introduzir um processo de limite e
de regiões planas conhecidas, tais como retângulos, triângulos ou composição
utilizar os métodos do cálculo.
desses. Já para calcular áreas de regiões mais complicadas, cujas fronteiras
envolvem gráficos de funções, é necessário introduzir um processo de limite e
Vamos considerar o problema de definir a área da região , delimitada pelo
utilizar os métodos do cálculo.
gráfico de uma função contínua em e não negativa, ou seja, ,
pelo eixo dos e por duas retas e .
Vamos considerar o problema de definir a área da região , delimitada pelo
gráfico de uma função contínua em e não negativa, ou seja, ,
pelo eixo dos e por duas retas e .

Área e a Integral Definida


210 UNIDADE IV

Figura 2 - Área sob o gráfico de no intervalo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Lembre-se que, no problema da reta tangente abordado na unidade III, usamos


as inclinações de retas secantes para definir a inclinação da reta tangente ao
gráfico de uma função em um ponto. Uma ideia similar será usada para resolver
o problema da área descrito acima, mas, agora, usaremos áreas de retângulos
para definir a área da região . O próximo exemplo ilustra esse procedimento:

INTEGRAIS
211

Exemplo 11 (Área): considere a área da região sob a parábola no


intervalo

Figura 3 - Área da região sob o gráfico de no intervalo


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Para obter uma aproximação da área da região , construímos quatro


retângulos da seguinte forma:

a) Divida o intervalo em quatro subintervalos iguais.

, , , .

b) Construa quatro retângulos com esses subintervalos como bases e com


alturas dadas pelo valores da função no ponto médio de cada um dos
quatro subintervalos.

, , , .

Área e a Integral Definida


212 UNIDADE IV

Figura 4 - Aproximação da área da região pela soma da área de quatro


retângulos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

c) Some as áreas dos quatro retângulos e represente essa soma por .

Portanto é a área aproximada da região .

Podemos obter melhores aproximações da área da região à medida que o


número de retângulos cresce. Observe as figuras com as respectivas somas:

Figura 5 - Quando cresce, melhora a aproximação para a área

INTEGRAIS
213
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Os gráficos da figura 5 sugerem que, à medida que cresce, as somas das


áreas dos retângulos se aproximam da área da região .

Observe no quadro seguinte mais alguns valores aproximados da área da


região e perceba que as somas se aproximam do valor

Quadro 2 - Valores aproximados da região

64 0,33331298

200 0,33333125

1000 0,33333325
Fonte: a autora.

Podemos, então, conjecturar que a área da região é unidades de área.

Área e a Integral Definida


214 UNIDADE IV

Vamos aplicar a ideia do exemplo anterior para definir a área da região sob o
gráfico de uma função arbitrária contínua em e não negativa.

Figura 6 - Região

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Dividimos o intervalo em subintervalos iguais de comprimento

Sejam os pontos dessa divisão, em


cada um desses subintervalos, escolhemos pontos quaisquer: no primeiro,
no segundo, no terceiro e assim por diante. Dessa maneira, formamos
retângulos, todos com base e alturas dadas por:

A soma das áreas dos retângulos, representada pelo número , pode ser
escrita, com a notação de somatório, assim

INTEGRAIS
215

Figura 7 - A altura de cada retângulo é dada por


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

A figura anterior, juntamente com as considerações feitas no exemplo 11 deste


tópico, sugerem que as somas das áreas retangulares devem se aproximar de
um valor limite, à medida que cresce arbitrariamente. Definimos esse número
como sendo a área da figura delimitada pelo gráfico de , pelo eixo dos e
pelas retas e .

Definição (Área): seja uma função contínua e positiva em . Então, a área


da região sob o gráfico de é definida por:

em que são pontos arbitrários pertencentes aos subintervalos


de .

Área e a Integral Definida


216 UNIDADE IV

Integral Definida

Como vimos, a área da região sob o gráfico de uma função contínua e


positiva em um intervalo é obtida calculando:

.
Esse tipo de limite ocorre em uma série de situações mesmo que a função
não seja positiva e motiva as seguintes definições:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Definição (Partição): uma partição do intervalo é uma coleção de pontos
que dividem o intervalo em
subintervalos de comprimento
.
Dizemos que a partição é regular se os subintervalos têm todos o mesmo
comprimento

.
Sejam uma função definida no intervalo e uma partição regular de
, em cada um desses subintervalos, escolhemos pontos quaisquer: no
primeiro, no segundo, no terceiro e assim por diante. A soma

é chamada Soma de Riemann da função associada à partição .

Definição (Integral definida): seja uma função definida em um intervalo


fechado e seja uma partição regular de . A integral definida de de
até , denotada por

é dada pelo limite da soma de Riemann de quando , ou seja,

,
desde que o limite exista.

INTEGRAIS
217

Observações:

1) Se existe, dizemos que é integrável no intervalo .

2) Na notação , e são chamados de limites de integração.


3) Se a função é contínua e positiva em , a definição da integral
definida coincide com a definição de área, ou seja, a integral definida

é a área da região sob o gráfico de de até .


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4) Não é preciso que os subintervalos da divisão de sejam todos


iguais; basta que o maior dos comprimentos dos subintervalos tenda a
zero.
5) Denotamos, por definição,

e .

Quando uma função é integrável?

O próximo teorema, que apresentaremos sem demostração, garante que uma


ampla classe de funções são integráveis: as funções contínuas.

Teorema (Integral definida): se é contínua em , então, é integrável em

, ou seja existe.

Propriedades da Integral Definida

Vamos apresentar propriedades da integral definida, algumas das quais são


semelhantes às regras de integrais indefinidas desenvolvidas anteriormente.

Área e a Integral Definida


218 UNIDADE IV

Sejam , integráveis em e uma constante. Então:

1) é integrável em e .

2) é integrável em e .

3) Se em , então, .
4) Se e é integrável em e em , então,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.

Demonstração: todas essas propriedades podem ser demonstradas usando a


definição de integral definida. Vamos provar a segunda propriedade.

Demonstração da propriedade 2: por hipótese, temos:

.
Então:

O próximo teorema, cuja demonstração será omitida, possui uma interpretação


geométrica interessante para funções não negativas no intervalo .

INTEGRAIS
219

Teorema do Valor Médio para Integrais Definidas: se é contínua em um


intervalo fechado , então, existe um número no intervalo aberto , tal
que

TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO

O cálculo de integrais definidas pela definição é trabalhoso e, na maioria das


vezes, pouco prático. Neste tópico, apresentaremos um teorema que permite
calcular uma integral definida sem utilizar limites de somas. Devido a sua
importância em estabelecer um elo de ligação entre diferenciação e integração,
esse teorema é chamado Teorema Fundamental do Cálculo e mostra como
calcular a integral definida de uma função contínua, desde que possamos
determinar uma primitiva desta função.

O Teorema Fundamental do Cálculo. seja uma função contínua em um


intervalo fechado , então,

,
em que é uma primitiva de .

Observação: a diferença na expressão do Teorema Fundamental

do Cálculo é usualmente denotada por . Podemos, então, escrever

Teorema Fundamental do Cálculo


220 UNIDADE IV

Exemplo 12 (Teorema fundamental do cálculo): Calcule

Solução: sabemos que é uma primitiva de . Assim,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Exemplo 13 (Teorema fundamental do cálculo): calcule

a) .

b) .

Solução:

a)

b) .

Exemplo 14 (Teorema fundamental do cálculo): seja a região sob o gráfico


de no intervalo , use o Teorema Fundamental do Cálculo para
determinar a área de e verifique esse resultado usando fórmula da
geometria plana.

INTEGRAIS
221

Solução: como é não negativa em , a área da região é obtida pela


integral definida:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Para calcular a integral definida, observe que uma primitiva de é

. Portanto, pelo Teorema Fundamental do Cálculo, temos:

Teorema Fundamental do Cálculo


222 UNIDADE IV

Podemos calcular a área observando que a área é a soma da área do


triângulo com a área do retângulo . Veja a figura 8:
Figura 8 - = área de + área de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Temos,

que coincide com o resultado obtido utilizando o Teorema Fundamental do


Cálculo.

Exemplo 15 (Teorema fundamental do cálculo): calcule .


Solução: primeiramente, determinamos a integral indefinida correspondente:

.
Fazendo a substituição , temos: , ou seja,

.
Então,

INTEGRAIS
223

Usando esse resultado, calculamos a integral definida em questão:

.
Demonstração do Teorema Fundamental do Cálculo

Para demonstrar o Teorema Fundamental do Cálculo, inicialmente, vamos


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

definir uma importante função auxiliar e determinar a derivada dessa função.


Para isso, usaremos a seguinte resultado:
Proposição: se a função é definida por

para todo , então, é uma primitiva de em , ou seja,


.
Demonstração: devemos mostrar que, se , então,

De fato, usando a definição da juntamente com as propriedades de integrais,


temos

Consequentemente, se ,

Teorema Fundamental do Cálculo


224 UNIDADE IV

Se , então, pelo Teorema do Valor Médio para Integrais, existe um


número (que depende de ) no intervalo aberto , tal que

e, portanto,

.
Como , segue-se que

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Se , então, podemos mostrar de maneira análoga que

.
Os dois últimos limites laterais implicam que

Concluímos, então, que toda função contínua em um intervalo possui


uma primitiva que é dada por

Considere, agora, uma primitiva de e seja a primitiva definida em (1).


Sabemos que e diferem por uma constante, isto é, existe uma constante
real , tal que para todo em . Logo, pela definição de
,

para todo em .
Fazendo em

INTEGRAIS
225

Consequentemente,
Consequentemente,
Consequentemente,
. .

Como
Como se se trata
trata de de
umauma identidade
identidade para
para todoemem . , podemos
todo , podemos substituir
substituir porpor
Como, obtendo
se trata de uma identidade para todo em
, obtendo , podemos substituir por
, obtendo
. .

Somando a ambos .
Somando a ambos os os lados
lados da da equação
equação e substituindo
e substituindo a variávelporpor, ,
a variável
obtemos
Somando a ambos os lados da equação e substituindo a variável por ,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

obtemos
obtemos
. .
.

#Reflita#
#Reflita#
#Reflita#
Umaintegral
Uma integral definida
definida é éumumnúmero,
número, enquanto
enquanto uma
uma integral
integral
Uma integral definida é um número, enquanto uma integral
indefinida
indefinida é uma família de de
é uma família funções.
funções. O elo
O elo de de ligação
ligação entre
entre elas
elas é é
dado pelo
indefinida
dado Teorema Fundamental
é uma família
pelo Teorema Fundamental do
dode Cálculo.
funções. O elo de ligação entre elas é
Cálculo.
#Reflita#
dado pelo Teorema Fundamental do Cálculo.
#Reflita#
#Reflita#

TÓPICOS
TÓPICOS ADICIONAIS
ADICIONAIS DEDE INTEGRAÇÃO
INTEGRAÇÃO
TÓPICOS ADICIONAIS DE INTEGRAÇÃO
TÓPICOS ADICIONAIS DE INTEGRAÇÃO
Além
Além do do método
método de de integração
integração porpor substituição
substituição e do
e do método
método de de integração
integração porpor
partes,
Além
partes, existem
doexistem
método outras
de técnicas
integração
outras técnicas porpara
para encontrar
substituição
encontrar ase as
doprimitivas
métododas
primitivas das
de funções.
integração
funções. Neste
por
Neste
tópico,
partes,
tópico, analisaremos
existem
analisaremos alguns
outrasalguns
técnicas casos de integração
paradeencontrar
casos asdas
integração das funções
primitivas
funçõesdas trigonométricas
funções.
trigonométricas e e
Neste
dasdas
tópico, funções racionais.
analisaremos
funções alguns
racionais. Discutiremos, também,
casos de integração
Discutiremos, também, o funções
odas conceito
conceito de integral
detrigonométricas
integral para
para e o
o
dascaso
caso emem
queque
funções os limites
racionais.
os limites de integração
Discutiremos,
de integração são
também,
são infinitos.
o conceito de integral para o
infinitos.
caso em que os limites de integração são infinitos.

Tópicos Adicionais de Integração


226 UNIDADE IV

Integração das Funções Racionais

Lembre-se que as funções racionais são da forma

em que e são duas funções polinomiais.

Vamos iniciar a discussão de como integrar funções racionais, usando uma


técnica para escrevê-las como uma soma de funções que sabemos integrar.
Essa técnica é conhecida como decomposição em frações parciais e

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
simplifica o cálculo de integrais, como veremos.

Exemplo 16 (Integração de funções racionais): calcule .

Solução: antes de iniciarmos o cálculo da integral, observe que:

Podemos usar esse fato e escrever:

Como utilizar o método de decomposição em Frações Parciais?


Discutiremos, por meio de exemplos, os seguintes casos de integrais
indefinidas de funções racionais:

1) , .

2) , .

INTEGRAIS
227

Nos dois casos, vamos admitir que o grau do polinômio é menor que o grau
do polinômio do denominador da função racional. Se isso não acontecer, basta
recorrer à divisão de polinômios.

1º Caso: Integrais Indefinidas do tipo , . Nesse caso,


a decomposição da função racional em frações parciais é dada por:

,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

em que e são constantes que devem ser determinadas.

Exemplo 17 (Integração de funções racionais): calcule .

Solução:

O denominador do integrando se fatora como:

O grau do numerador é menor que o do denominador, então, vamos admitir


que existem constantes e , tais que:

Para calcular e , escrevemos:

Disso, segue que:

Tópicos Adicionais de Integração


228 UNIDADE IV

ou seja,

Logo,

Esse sistema admite solução única:

e .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Assim,

Exemplo 18 (Integração de funções racionais): calcule .

Solução: observamos que o grau do numerador é igual ao grau do


denominador. Efetuando a divisão de polinômios, obtemos:

Assim,

Para resolver

precisamos fatorar o denominador do integrando

INTEGRAIS
229

e determinar e , tais que:

Logo,

Resolvendo o sistema de equações:

,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

obtemos: e .

Assim,

Portanto

2º Caso: Integrais Indefinidas do tipo ,


. Nesse caso, a decomposição da função racional em
frações parciais é dada por:

em que e são constantes que devem ser determinadas.

Tópicos Adicionais de Integração


230 UNIDADE IV

Exemplo 19 (Integração de funções racionais): calcule .

Temos

O grau do numerador é menor que o do denominador, então, vamos admitir


que existem constantes e , tais que:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Logo,

Igualando os coeficientes das mesmas potências de , segue que:

Resolvendo o sistema de equações, obtemos: , e .

Assim,

INTEGRAIS
231

Integração de Funções envolvendo Seno e Cosseno

Neste tópico, usaremos as seguintes identidades trigonométricas para resolver


algumas integrais que envolvem as funções seno e cosseno:

.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Exemplo 20 (Integrais trigonométricas): Calcule .

Solução:

Inicialmente, iremos fatorar o integrando e usar a identidade trigonométrica (1):

Assim,

Vamos usar o método da substituição para resolver a integral:

Fazendo:

, então, ,

obtemos:

Portanto

Tópicos Adicionais de Integração


232 UNIDADE IV

Exemplo 21 (Integrais trigonométricas): calcule .

Solução: usando as identidades trigonométricas (2) e (3) para reescrever o


integrando, temos:

Como

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.

Segue que:

Exemplo 22 (Integrais trigonométricas): calcule .

Solução: reescrevendo o integrando, temos:

INTEGRAIS
233

Portanto,

Fazendo as substituições e , obtemos:


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ou seja,

Integrais Impróprias com Limites de Integração Infinitos

Na definição de integral definida, consideramos funções definidas em um


intervalo fechado . Agora, estenderemos essa definição de integrais para
os casos em que os limites de integração são infinitos, ou seja, funções
definidas em intervalos do tipo:

As integrais dessas funções são chamadas integrais impróprias. As


integrais impróprias são de grande utilidade em diversos ramos da
Matemática, por exemplo, no estudo das probabilidades, em Estatística.

Vejamos como podem ser definidas essas integrais, mas, antes disso, vamos
discutir alguns exemplos:

Exemplo 1 (Integral imprópria): considere o problema de encontrar a área da


região ilimitada sob a curva

e, à direita da reta, .

Tópicos Adicionais de Integração


234 UNIDADE IV

Figura 9 - Área da região ilimitada

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Como a área da região é ilimitada, podemos aproximar a área da região pela


integral definida

que nos dá a área da região sob a curva de a .

Figura 10 - A área da região é igual a

Fonte: a autora.

INTEGRAIS
235

É intuitivo que, para valores de , arbitrariamente grandes, a área da região


limitada é uma boa aproximação da área da região ilimitada . Isso nos
induz a escrever:

Assim, dizemos que a área da região ilimitada é igual a 2 unidades de área.


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Definição (Integrais impróprias):

a) Se é uma função contínua em , definimos

desde que o limite exista.

b) Se é uma função contínua em , definimos

desde que o limite exista.

c) Se é uma função contínua em , definimos

desde que o limite exista.

Observação: na definição anterior, quando o limite utilizado existe, dizemos


que a respectiva integral imprópria converge e, caso contrário, dizemos que a
integral imprópria diverge.

Exemplo 23 (Integrais impróprias): determine se as seguintes integrais


impróprias convergem ou divergem.

Tópicos Adicionais de Integração


236 UNIDADE IV

a) .
a) .
b) .
b)Solução: .

Solução:

a)
a)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
.
Assim, a integral converge para 1.
Assim, a integral converge para 1.

b)
b)

Nesse caso, a integral não é um número. real e consequentemente diverge.


Nesse caso, a integral não é um número real e consequentemente diverge.

#Saiba Mais#
#Saiba Mais#impróprias também podem ser definidas no caso em que a função
As integrais
dointegrais
As integrando possui descontinuidades.
impróprias também podem ser definidas no caso em que a função
doFonte:
integrando possui descontinuidades.
a autora.
Fonte:
#SaibaaMais#
autora.

#Saiba Mais#

INTEGRAIS
237

CONSIDERAÇÕES
Considerações finais FINAIS
A derivada e a integral são as duas ideias básicas com as quais se desenvolve
todo o cálculo. Nesta unidade, estudamos a integral. Inicialmente, tratamos da
integração indefinida, que consiste no processo inverso da derivação. Vimos
que a ferramenta central utilizada no cálculo integral é a primitiva de uma
função e desenvolvemos regras para determiná-la.
Apresentamos o conceito de integral definida e sua relação com problema de
determinar a área de uma região limitada delimitada pelo gráfico de uma
função contínua em e positiva, pelo eixo dos e por duas retas e
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

. Ressaltamos que esse conceito também está relacionado a outras ideias


importantes do cálculo, algumas das quais serão desenvolvidas na unidade V.
Apresentamos o Teorema Fundamenta do Cálculo, que é o elo de ligação entre
as operações de derivação e integração. Vimos que esse teorema permite
calcular a integral definida sem utilizar limites somas, utilizando, para isso, a
integral indefinida.
Além das regras elementares de integração, analisamos outros métodos de
integração: substituição, integração por partes e a integração de funções
racionais por frações parciais. Apresentamos, também, alguns métodos
utilizados para resolver integrais envolvendo funções trigonométricas.
Finalizamos a unidade aprendendo a calcular integrais cujo intervalo de
integração é ilimitado. Tais integrais, chamadas integrais impróprias, têm um
papel importante no estudo de probabilidade.
Sugerimos que você efetue todas as atividades aqui propostas, inclusive que
leia com atenção a leitura complementar proposta nesta unidade, que discorre
sobre o “método de exaustão” usado em problemas de calcular a área de
figuras planas na Antiguidade.
Enfim, esperamos que, ao final desta unidade, você tenha atingido os objetivos
de aprendizagem e, assim, construído uma base sólida, necessária para o
desenvolvimento da última unidade.

Considerações Finais
238

Atividades propostas
Atividades1)propostas
Calcule as seguintes integrais, em seguida, derive seus resultados para
Atividades propostas
1) Calculeconferir as respostas:
as seguintes integrais, em seguida, derive seus resultados para
ades propostas 1) Calcule as seguintes integrais, em seguida, derive seus resultados para
conferir as respostas:
Calcule as seguintes integrais, ema)seguida, derive seus resultados para
. respostas:
conferir as
conferir as respostas:
a) .
a)b) . .
.
b) .
b)c) . .
.
c) 2) Encontrar uma . primitiva , da função , que
c) .
satisfaça
2) Encontrar uma primitiva . , da função , que
.
2) Encontrar uma primitiva , da função , que
satisfaça .
Encontrar uma primitiva , da satisfaça
função . , que
satisfaça .

#QR-CODE#
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
CODE# Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
CODE#

3) Resolver as seguintes integrais usando o método da substituição:


3) Resolver as seguintes integrais usando o método da substituição:
3)a) Resolver as.seguintes integrais usando o método da substituição:
Resolver as seguintes integrais usando o método da substituição:
a) .
a)b) . .
.
b) .
b)c) ..
.
c) .
c)d) . .
.
d) .
d)e) . .
.
e) .
e)f) ..
.
f) .
f) .
.
239

#QR-CODE#
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução das questões d, e.
#QR-CODE# #QR-CODE#
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resolução das questões
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no vídeo
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4) Resolver as seguintes integrais usando o método da integração por


partes: 4) Resolver as seguintes integrais usando o método da integraç
4) Resolver as seguintes integrais usando
partes: aso seguintes
4) Resolver método daintegrais
integração por o método da integração
usando
a) 4) Resolver
partes:. as seguintes integrais usando
partes: o método da integração por
partes: a) .
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240

5) Calcule as integrais definidas:

a) . 5) Calcule as integrais definidas:


5) Calcule as integrais definidas:
5) Calcule as integrais definidas:
b) a) . .
a) .
a) .
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b) .
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c) .
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Para melhor compreensão
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#QR-CODE#

6) Calcule a área da região sob o gráfico de , limitada


pelo eixo das abscissas e pelas retas e .
6) Calcule a área da região sob o gráfico de , limitada
6) Calcule a área da região sob o gráfico de das abscissas e pelas
, limitada
6) Calcule a áreapelo eixo
da região sob o gráfico de retas e .
, limitada
pelo eixo das abscissas e pelas retas e .
pelo eixo das abscissas e pelas retas e .
241

7) Determine a área da região sombreada:

a)

b)

c)
242

8) Encontre a área da região sob a curva no intervalo .


Encontre a área da região sob a curva no intervalo .
9) Calcule
8) Encontre . sob a curva
a área da região no intervalo .
Calcule .
9) Calcule .
10) Usando a técnica da decomposição em frações parciais, calcule a
Usando a técnica da decomposição em frações
integral indefinida: parciais, calcule a
integral indefinida: 10) Usando a técnica da decomposição em frações parciais, calcule a
integral indefinida: .
.
.

#QR-CODE#
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Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
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#QR-CODE#
243

#Leitura Complementar#

O Cálculo de Áreas

O problema de calcular a área de uma figura plana ou o volume de um sólido


foi uma das questões centrais da Matemática na antiga Grécia. Arquimedes
(287-212 a.C.), da escola de Alexandria, o mais eminente dos matemáticos da
Antiguidade, ocupou-se intensamente com esse problema, calculando as áreas
e os volumes de diversas figuras geométricas. O procedimento usado nesses
cálculos empregava sempre o método de exaustão, que consistia,
essencialmente, em “exaurir” a figura dada por meio de outras áreas ou
volumes conhecidos. Esse método, atribuído a Eudoxo (406-355 a.C) foi
desenvolvido e aperfeiçoado por Arquimedes.

Fig. 6.27

Depois das figuras poligonais, cujo cálculo de áreas se reduz a calcular áreas
de triângulos, o círculo é a figura geométrica mais simples a oferecer
dificuldade maior. Uma primeira aproximação à sua área é dada pelo quadrado
inscrito. Com o acréscimo de quatro triângulos convenientes, obtemos o
octógono regular inscrito, cuja área dá uma aproximação melhor à área do
círculo (Fig. 6.27). Prosseguindo com o processo de acrescentar novos
triângulos, vamos exaurindo o círculo e obtendo aproximações cada vez
menores à sua área, através dos polígonos regulares inscritos de lados.
Usando um procedimento semelhante a este, com polígonos inscritos e
circunscritos, Arquimedes calculou a área do círculo, mostrando que o número
está entre
244

Fig. 6.28

No caso de um segmento de parábola (Fig. 6.28), Arquimedes usou,


como primeira aproximação, o triângulo , onde é escolhido de maneira
que a tangente à parábola por esse ponto seja paralela à reta .

De modo análogo, são escolhidos os pontos e e construídos os triângulos


e e assim por diante, indefinidamente. Esses triângulos vão
exaurindo a área do segmento de parábola, de forma que essa área pode ser
obtida, com aproximação desejada, somando as áreas de um número
suficientemente grande de triângulos. Desse modo, Arquimedes logrou provar
que a área do segmento de parábolas é 4/3 da área do triângulo nele
inscrito.

Como vemos, pelos exemplos do círculo e da parábola, cada novo problema


exigia um tipo particular de aproximação. Este foi, sem dúvida, um dos motivos
por que o cálculo Integral não alcançou completa sistematização com
Arquimedes, embora esse sábio já possuísse as ideias fundamentais da nova
ciência. Em contraste, a noção de integral permite exprimir a área sob o gráfico
de uma função , usando sempre o mesmo tipo de aproximação por
retângulos. É verdade que esta simplificação é, antes, conceitual; a equação
245

não é um meio prático para o cálculo efetivo de integrais, a não ser o


desenvolvimento de métodos de aproximação numérica. No entanto, o
Teorema Fundamental do Cálculo é o instrumento que permite exprimir a
integral de uma função em termos de uma primitiva. Foi devido a esse notável
resultado, descoberto por Newton e Leibniz no século XVII, que o Cálculo
pode, finalmente, atingir sua completa maturação.

Fonte: Ávila (1998, p. 302-303).


MATERIAL COMPLEMENTAR

Cálculo - Vol. I
James Stewart
Editora: CENGAGE LEARNING
Sinopse: O autor aborda nesta obra: Funções e Modelos, Limites e
Derivadas, Regras de Derivação, Aplicações de Derivação, Integrais,
Aplicações de Integração, Técnicas de Integração e mais Aplicações de
Integração. Com ênfase à compreensão dos conceitos, ele inicia a obra
oferecendo uma visão geral do assunto para, em seguida, apresentá-lo
em detalhes, por meio da formulação de problemas, exercícios, tabelas
e gráficos.
247
REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTON, H.; BIVENS, I; DAVIS, S. Cálculo. Vol I. Porto Alegre: Bookman,


2014.

ÁVILA, G. Cálculo 1: Funções de uma variável. Rio de Janeiro: Livros


Técnicos e Científicos Editora, - 1998.

FLEMNING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A: funções, limite, derivação,


integração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC,


2001.

SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo:


Pearson Makron Books, 1987.

STEWART, J. Cálculo. Vol 1. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,


2003.

SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica - Vol 1. São


Paulo: Editora McGraw Hill, 1983.

TAN, S.T. Matemática Aplicada à Administração e Economia. São Paulo:


Pioneira Thomson Learning, 2001.
GABARITO
REFERÊNCIAS

1. a) .

b) .

c) .

2.

3. a) .

b) .

c) .

d) .

e) .

f) .

4. a) .

b) .

c) .
249
GABARITO

5) a) .

b) .

c) .

d) .

e) .

f) .

g) .


6) u.a.

7) a)12 u.a.

b) u.a.


c) u.a.

8) 1 u.a.

9) .

10) .
Professora Me. Alexandra Yatsuda Fernandes Brescansin

APLICAÇÕES DA DERIVADA

V
UNIDADE
E DA INTEGRAL DEFINIDA

Objetivos de Aprendizagem
■■ Compreender o Teorema do Valor Médio.
■■ Utilizar conceitos de derivadas para esboçar gráficos de funções.
■■ Aplicar conceitos de derivadas em problemas de otimização.
■■ Aplicar a regra de L’Hôpital para obter limites de formas
indeterminadas.
■■ Calcular área usando o conceito de integral definida.
■■ Utilizar o conceito de integral definida para calcular o volume de
sólidos de revolução.

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
■■ Aplicações da Derivada
■■ Aplicações da Integral Definida
253

INTRODUÇÃO

Olá, seja bem-vindo(a)! A presente unidade contém aplicações da derivada e da


integral definida, duas noções básicas do Cálculo Diferencial e Integral.
Iniciaremos com o Teorema do Valor Médio que tem importantes implicações,
permitindo analisar o comportamento de uma dada função, encontrar seus valores
máximos e mínimos, determinar intervalos de crescimento e decrescimento, pontos
de inflexão e mudanças de concavidades. Embora os recursos computacionais
(softwares matemáticos) sejam úteis na determinação do aspecto geral do gráfico
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de uma função, esta unidade permite uma análise mais minuciosa e crítica das
figuras apresentadas na tela do computador.
Na sequência, usaremos a derivada para resolver problemas de otimização, ou seja,
problemas que podem ser formulados em termos de encontrar o valor máximo ou
mínimo de uma certa função e a determinação de onde esses valores ocorrem.
Encontrar as dimensões de uma embalagem cilíndrica para que seu custo seja
mínimo ou determinar a área máxima de uma região retangular com perímetro pré-
definido são exemplos de problemas de otimização.
Discutiremos, também, um método geral de usar derivadas para obter limites. Esse
resultado, conhecido como a regra de L’Hôpital, converte a forma indeterminada
dada, em um limite envolvendo derivadas, que, muitas vezes, é mais fácil de
calcular.
Do ponto de vista geométrico, a integral está relacionada com o problema de
determinar a área de certas figuras planas. Esse fato foi explorado na unidade IV,
considerando a área entre uma curva e um intervalo no eixo .
Apresentaremos, aqui, mais algumas aplicações da integral definida para o cálculo
de área de regiões planas, por exemplo, a área entre duas curvas.
Mostraremos, também, como a Soma de Riemman e as integrais definidas surgem
no problema de determinar o volume de um sólido de revolução.

Introdução
254 UNIDADE V

APLICAÇÕES DA DERIVADA
APLICAÇÕES DA DERIVADA

Teorema do Valor Médio

Iremos apresentar o enunciado do Teorema do Valor Médio, um dos teoremas mais


importantes do cálculo. A demostração pode ser encontrada em Hamilton Luiz
Guidorizzi.

Teorema do Valor Médio: se for contínua em e derivável em , então,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
existirá pelo menos um em tal que:

Geometricamente, esse teorema estabelece que, se é uma reta passando pelos


pontos e , então, existirá, pelo menos, um ponto , com
entre e , tal que a reta tangente ao gráfico de , nesse ponto, é paralela à reta .

Figura 1 - A reta tangente ao gráfico de no ponto é paralela à reta

Fonte: a autora.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


255

Exemplo 1 (Teorema do Valor Médio): seja a função ,


verifique que as hipóteses do teorema do valor médio estão satisfeitas para o
intervalo . Determine todos os números , nesse intervalo, de modo que

Solução: observe que é derivável e contínua em ; em particular, é contínua no


intervalo e derivável no intervalo . Sua derivada é ,
então, pelo teorema do Valor Médio existe, pelo menos, um , tal que:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Logo,

ou .

Como estamos interessados somente em , temos que .


Geometricamente, podemos observar que, na figura a seguir, a reta tangente ao

gráfico de no ponto é paralela a reta determinada pelos


pontos e .

Aplicações da Derivada
256 UNIDADE V

Figura 2 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Analisando o Comportamento de uma Função

O objetivo deste tópico é analisar o comportamento de uma função, para isso,


iremos desenvolver definições e teoremas que envolvem derivadas.

Máximos e mínimos relativos

Observe na figura seguinte o gráfico de uma função e os pontos de


abcissas e .

Para valores de , próximos de , por exemplo, , temos que .


De modo análogo, para valores de , próximos de , por exemplo, , temos
que .

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


257

Figura 3 - Pontos extremos da função .


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Os valores , são chamados de mínimos relativos e , são


chamados máximos relativos. Os valores máximo e mínimo relativos de uma
função são também chamados de extremos relativos.

Geralmente, temos a seguinte definição:

Definição (máximo relativo e mínimo relativo):


a) Uma função tem um máximo relativo em , se existe um intervalo
aberto contendo tal que para todo .
b) Uma função tem um mínimo relativo em , se existe um intervalo
aberto contendo tal que para todo .

Observe na figura seguinte, que os extremos relativos de , ocorrem em


pontos nos quais o gráfico da função têm retas tangentes horizontais ou em pontos
onde a função não é derivável.

Aplicações da Derivada
258 UNIDADE V

Figura 4 - Extremos relativos de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

O próximo teorema caracteriza os pontos extremos relativos nos quais a derivada


existe.

Teorema (Máximo e mínimo relativo): seja uma função definida no intervalo


aberto , tal que . Se tiver um máximo ou mínimo relativo em , e
existe, então, .

Observação: a recíproca desse teorema não é verdadeira! Considere, por exemplo,


a função . Temos que , mas não tem máximo ou mínimo relativo
em .

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


259

Figura 5 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

O teorema anterior sugere que devemos começar procurando os pontos extremos


de uma função nos números onde ou não existe. Tais números
têm um nome especial e definimos a seguir:

Definição (Ponto crítico): um ponto crítico de uma função é qualquer ponto no


domínio de tal que ou não exista .

Aplicações da Derivada
260 UNIDADE V

Exemplo 2 (Ponto crítico): encontre os pontos críticos de .


Solução: para encontrar os pontos críticos de uma função, devemos derivá-la e
igualar seu valor a zero. Assim:
.
Logo, e são os pontos críticos de .

Intervalos em que uma função é crescente ou decrescente e o teste da


derivada primeira.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Vamos relembrar as definições de função crescente e função decrescente
apresentadas na unidade I.

Definição (Função crescente e função decrescente): seja uma função definida


em um intervalo , com e elementos quaisquer em , então:
é crescente em , se e somente se, ,

é decrescente em , se e somente se, .

Analisando, geometricamente, o sinal da derivada, podemos determinar os


intervalos em que uma função derivável é crescente ou decrescente. Assim, como
consequência do Teorema do Valor Médio, temos o seguinte resultado:

Teorema (Teste Crescente/Decrescente): seja contínua no intervalo e


derivável no intervalo ,

a) Se para todo , então, é crescente em ,


b) Se para todo , então, é decrescente em .

Demonstração:

a) Precisamos provar que quaisquer que sejam e em ,


.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


261

De fato,

Sejam, então, e em , com . Da hipótese, segue que é contínua


em e derivável em , pelo Teorema do Valor médio existe
tal que ,

De , pois , e de segue que

ou .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Logo, é crescente.

b) Nesse caso, a demostração é semelhante ao item a).

Exemplo 3 (teste crescente/decrescente): determinar os intervalos de crescimento


e de decrescimento de .

Solução: a derivada de é

Logo,

Então,

Figura 6 - Variação do sinal de

Fonte: a autora.

Aplicações da Derivada
262 UNIDADE V

Como é contínua, segue do teorema anterior que:

é crescente nos intervalos e .

é decrescente no intervalo .

A figura seguinte mostra o gráfico de .

Figura 7 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Informações sobre os intervalos de crescimento e decrescimento de uma função


são importantes no estabelecimento de um teste para identificação de pontos de
máximos e mínimos relativos.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


263

Teorema (Teste da derivada primeira): seja uma função contínua em um


intervalo fechado que possui derivada em todo o ponto do intervalo ,
exceto possivelmente em um ponto .
este da derivada Teorema seja dauma
a) Se (Teste
primeira): funçãoprimeira):
derivada
para todo contínua
e seja um
em uma
para todofunção , contínua em um
então, tem um
hado intervalo
que possui fechado
derivada
máximo em todoem
relativo que . possui
o ponto do derivada
intervalo em todo
, o ponto do intervalo ,
exceto
elmente em um ponto possivelmentepara
b). Se em um
todoponto . e para todo , então, tem um
para todo a) emínimo
Se para
relativopara todo
todo
em . e
, então, para todo
tem um , então, tem um
o relativo em . máximo relativo em .
para todo b) eSe para
para todo , então,
todo e para todo
tem um , então, tem um
Observação: o teste da derivada primeira é uma consequência do teste para
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

o relativo em . mínimo relativo em .


verificar os intervalos em que uma função é crescente ou decrescente.

o teste da derivada primeira o uma


teste
no éteste
Observação:
Baseados da derivada
daconsequência
derivada primeira
do teste
primeira, épara
uma apresentar
podemos consequência
um do teste para
procedimento
verificar
tervalos em que uma função
para osé intervalos
encontrarcrescente em que uma função é crescente ou decrescente.
ou relativos:
extremos decrescente.

teste da derivadaBaseados
primeira, no teste daapresentar
podemos derivada primeira, podemos apresentar um procedimento
um procedimento
Procedimento para encontrar máximos e mínimos relativos usando o teste da
para encontrar extremos relativos:
ar extremos relativos:
derivada primeira:
1. Determine .
o para encontrar Procedimento
máximos e para
mínimos encontrar
relativos
2. Determine os pontos máximos
de . oeteste
usando
críticos mínimos
da relativos usando o teste da
meira: derivada primeira:
3. Identifique os intervalos de crescimento e decrescimento de .
mine . 1. Aplique
4. Determine . derivada primeira.
o teste da
mine os pontos críticos 2.
de Determine
. os pontos críticos de .
3. Identifique
que os intervalos de crescimento os intervalos de
e decrescimento decrescimento
. e decrescimento de .
Exemplo 4 (Teste da derivada primeira): encontre os máximos e mínimos relativos
4. Aplique o teste da derivada primeira.
e o teste da derivada primeira.
da função .
Solução: a derivada de é:
Teste da derivadaExemplo 4 encontre
primeira): (Teste daosderivada e mínimosencontre
máximosprimeira): relativosos máximos e mínimos relativos
da .função . .
rivada de é: Solução: a derivada de
Portanto, é:

0
. .
são os pontos críticos da função .
Portanto,

s críticos da funçãosão
. os pontos críticos da função .

Aplicações da Derivada
264 UNIDADE V

Fazendo um estudo da variação do sinal de , temos:

Figura 8 - Variação do sinal de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Observando a variação do sinal de e aplicando o teste da derivada primeira,


podemos examinar os dois pontos críticos de para um extremo relativo:

● O ponto crítico : verificamos que muda de sinal de positivo para


negativo quando passamos por da esquerda para direita, concluímos
que um máximo relativo ocorre em .
● O ponto crítico : verificamos que muda de sinal de negativo para
positivo quando passamos por da esquerda para direita, concluímos
que um mínimo relativo ocorre em .

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


265

Figura 9 - Gráfico de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Concavidade, pontos de inflexão e o teste da derivada segunda

Definição (Concavidade de uma função): seja uma função derivável no intervalo


,
1. é côncava para cima em se é crescente em ,
2. é côncava para baixo em se é decrescente em .

Geometricamente, o gráfico de uma função é côncavo para cima no intervalo


aberto se ele estiver acima de todas as suas tangentes no intervalo . De
maneira similar, o gráfico de uma função é côncavo para baixo no intervalo
se ele estiver abaixo de todas as suas tangentes no intervalo .

Aplicações da Derivada
266 UNIDADE V

Figura 10 - Côncavo para cima Figura 11 - Côncavo para baixo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora Fonte: a autora.

O próximo teorema nos diz que, se tem derivada segunda, podemos analisar o
sinal da derivada para determinar os intervalos de concavidade da função, fato
este que auxilia no esboço do gráfico de .

Teorema (Concavidade): seja uma função que admite derivada até a 2ª ordem
no intervalo .
a) Se em , então, terá concavidade para cima em .
b) Se em , então, terá concavidade para baixo em .

Os pontos em que o gráfico da função muda de côncavo para cima para côncavo
para baixo, ou vice-versa, são chamados pontos de inflexão.

Definição (Ponto de inflexão): sejam uma função e , com contínua em


, dizemos que é um ponto de inflexão de se existirem números reais
e , com , tal que tenha concavidades contrárias em e .

Exemplo 5 (Concavidade e Ponto de Inflexão): seja . Estude


com relação a concavidade e determine os pontos de inflexão.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


267

Solução:
Temos
e .
Logo,

Então,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura 12 - Variação do sinal de

Fonte: a autora.

Logo,

tem a concavidade para baixo em ,

tem a concavidade para cima em .

Quando a concavidade de muda de sentido. Portanto,


é um ponto de inflexão.

Aprendemos a classificar pontos críticos a partir do teste da derivada primeira.


Vamos apresentar outra forma de fazer essa classificação: o teste da derivada
segunda.

Aplicações da Derivada
268 UNIDADE V

Teorema (Teste da derivada segunda): sejam uma função que admite derivada
de 2ª ordem contínua no intervalo aberto e .
a) Se e , então, é ponto de mínimo local.
b) Se e , então, é ponto de máximo local.

Baseados no teste da derivada segunda, podemos apresentar um procedimento


para encontrar extremos relativos:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Procedimento para encontrar máximos e mínimos relativos usando o teste da
derivada segunda:
1. Calcule e .
2. Encontre todos os pontos críticos de nos quais .
3. Calcule para cada um dos pontos críticos .
a) Se , então, é um ponto de máximo relativo.
b) Se , então, é um ponto de mínimo relativo.
c) Se , então, o teste é inconclusivo, isto é, pode ser um ponto de
máximo ou mínimo relativo ou nenhum dos dois.

Exemplo 6 (Teste da derivada segunda): encontre os extremos relativos de


aplicando o teste da derivada segunda.

Solução:
Temos:
e .
Fazendo , temos . Resolvendo essa equação, obtemos os
pontos críticos de que são e .

Como , tem um valor máximo relativo em 0.


Como , tem um valor mínimo relativo em ½.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


269

#SaibaMais#
#Saiba Mais#
Ostestes
Os testesdas
dasderivadas
derivadasprimeira
primeirae esegunda
segundasão
sãousados
usadospara
paraclassificar
classificarosospontos
pontos
críticosdede . Quais
críticos . Quaisasasvantagens
vantagensdedeum
umem
emrelação
relaçãoaoaooutro?
outro?Apesar
Apesardodoteste
testedada
derivadasegunda
derivada segundacostumar
costumarser
sermais
maisfácil
fácildedeser
seraplicado,
aplicado,ele
eleé émenos
menosversátil
versátilque
que
o oteste
testedadaderivada
derivadaprimeira,
primeira,pois
poissósópode
podeser
seraplicado
aplicadoem
empontos
pontoscríticos
críticosnos
nosquais
quais
existea aderivada
existe derivadasegunda.
segunda.
Fonte:Tan
Fonte: Tan(2001.
(2001.p.p.262).
262).
#SaibaMais#
#Saiba Mais#
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Esboçode
Esboço deGráficos
Gráficos

Asinformações
As informaçõesobtidas
obtidassobre
sobrepontos
pontosdedemáximo
máximoe emínimos
mínimosrelativos
relativosdedeuma
uma
função, intervalos
função, intervalos em
em que
que ela
ela é é crescente
crescente ouou decrescente,
decrescente, intervalos
intervalos dede
concavidade,pontos
concavidade, pontosdedeinflexão
inflexãoe eassíntotas
assíntotassão
sãoinformações
informaçõesimportantes
importantespara
para
esboçaro ográfico
esboçar gráficodedeuma
umafunção.
função.Vamos
Vamosapresentar
apresentarum
umprocedimento
procedimentogeral
geralpara
para
analisaro ocomportamento
analisar comportamentodedeuma
umafunção
funçãoa apartir
partirdadasua
suarepresentação
representaçãoalgébrica
algébricae e
construir seu
construir seu gráfico
gráfico à à mão.
mão. Vale
Vale ressaltar
ressaltar que,
que, nos
nos dias
dias atuais,
atuais, softwares
softwares
matemáticosproduzem
matemáticos produzemcom
comprecisão
precisãoo ográfico
gráficodedeuma
umafunção,
função,e eo opropósito
propósitodede
estudarprocedimentos
estudar procedimentospara
paraesboçar
esboçargráficos
gráficostem
temsua
suaimportância
importânciananaavaliação
avaliação
críticadedecurvas
crítica curvasapresentadas
apresentadasnanatela
teladodocomputador.
computador.

Procedimentopara
Procedimento paraesboço
esboçode
degráficos
gráficos: :

Determinaro odomínio
a)a)Determinar domíniodede . .
Encontrarososvalores
b)b)Encontrar valoresem
emque
que intercepta
interceptaososeixos
eixosdede e e (quando
(quandonão
nãorequer
requer
muitoscálculos).
muitos cálculos).
c)c)Calcular
Calcularo olimite
limitequando
quando ee e edeterminar
determinarasasassíntotas
assíntotas
horizontaisdede , se
horizontais , seexistirem.
existirem.
d)d)Identificar
Identificarassíntotas
assíntotasverticais
verticaisdede , caso
, casoexistam.
existam.
e)e)Determinar
Determinarosospontos
pontoscríticos
críticose eososososintervalos
intervalosem
emque
que é écrescente
crescentee eem
em
que é édecrescente.
que decrescente.
f) f) Encontrar
Encontrarososmáximos
máximose emínimos
mínimosrelativos
relativosdede . .
g)g)Determinar
Determinara aconcavidade
concavidadee eosospontos
pontosdedeinflexão
inflexãodede . .
h)h)Esboçar
Esboçaro ográfico
gráficodede . .

Aplicações da Derivada
270 UNIDADE V

Exemplo 7 (Esboço de gráficos): esboce o gráfico de .


Vamos obter as informações sobre o gráfico de seguindo o procedimento anterior:
a) .
b) Fazendo , temos que a intersecção com o eixo é 1. Fazendo ,
obtemos as raízes -1 e 1.
c) Assíntotas horizontais:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.
Logo, não existem assíntotas horizontais.
d) Assíntotas verticais: a função é contínua em toda a reta real, pois é uma
função polinomial. Portanto não possui assíntotas verticais.
e) Pontos críticos e intervalos de crescimento e decrescimento. Temos:
.
Resolvendo , encontramos e , que
são os pontos críticos.
Fazendo um estudo da variação do sinal de , temos:

Figura 13 - Variação do sinal de

Fonte: a autora.

Logo,

é crescente nos intervalos e .

é decrescente no intervalo .

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


271

f) Observando a variação do sinal de e aplicando o teste da derivada


primeira, temos que tem valor máximo relativo em e tem valor
mínimo relativo em .
g) Concavidades e Pontos de inflexão. Temos:

.
Logo,

.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Então,

figura 14 - Variação do sinal de

Fonte: a autora.

Logo,

tem a concavidade para baixo em ,

tem a concavidade para cima em .

Quando , a concavidade de muda de sentido. Portanto, é


um ponto de inflexão.

Aplicações da Derivada
272 UNIDADE V

h) Temos na figura a seguir o esboço do gráfico


Figura 15 - Gráfico de

h) Temos na figura a seguir o esboço do gráfico


Figura 15 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Fonte: a autora.
#Saiba Mais#

No exemplo anterior, usamos os seguintes resultados para o comportamento no


infinito
#Saiba dos polinômios da forma
Mais# :

No exemplo anterior, usamos os seguintes resultados para o comportamento no


infinito dos polinômios da forma :

A multiplicação de por um número real positivo não afeta os limites acima, mas a
multiplicação por um número real negativo inverte os sinais.

Fonte: Anton e Bivens


A multiplicação (2014,
de por um p. 91). real positivo não afeta os limites acima, mas a
número
multiplicação por um número real negativo inverte os sinais.
#Saiba Mais#
Fonte: Anton e Bivens (2014, p. 91).

#Saiba Mais#

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


273

Exemplo 8 (Esboço de gráficos): esboce o gráfico da função

.
Solução:
a) .

b) Interceptos e :

,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

temos que . Desse modo, o gráfico da função passa pela origem do


sistema de coordenadas.

c) Assíntotas horizontais:

.
Assim, é assíntota horizontal.

d) Assíntotas verticais:

.
Assim, e são assíntotas verticais ao gráfico de .

Aplicações da Derivada
274 UNIDADE V

e) Pontos críticos e intervalos de crescimento e decrescimento:


Temos que:

.
Veja que os pontos em que a derivada não existe são os mesmos em que a
função não está definida. Portanto não são pontos críticos. Fazendo
, obtemos , o único ponto crítico de .
Procedendo um estudo da variação do sinal de , temos:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
.

Figura 16 - Variação do sinal de

Fonte: a autora.

Logo:

é crescente nos intervalos e ,

é decrescente nos intervalos e .

f) Máximos e Mínimos relativos: observando a variação do sinal de e


aplicando o teste da derivada primeira, temos que é ponto de mínimo
relativo.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


275

g) Concavidades e Pontos de inflexão. Temos:

.
Observe que , para todo , logo, não há pontos de inflexão.
Fazendo um estudo da variação de , temos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Logo:

tem a concavidade para cima em .

tem a concavidade para baixo em e .

h) Gráfico de

Figura 17 - Gráfico de

Fonte: a autora.

Aplicações da Derivada
276 UNIDADE V

Problemas de Otimização

Algumas das aplicações mais importantes do cálculo diferencial são os problemas


que podem ser formulados em termos de encontrar o valor máximo absoluto ou
mínimo absoluto de uma função em um certo intervalo. Muitos desses problemas
podem ser equacionados e são conhecidos como problemas de otimização.

Vamos iniciar apresentando o conceito de valor máximo absoluto e mínimo


absoluto, e um procedimento para determiná-los, caso existam.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Definição (Máximo e Mínimo absoluto):
Se para todo no domínio de , então, é chamado de valor máximo
absoluto de .
Se para todo no domínio de , então, é chamado de valor mínimo
absoluto de .

Observação: os valores máximo absoluto e mínimo absoluto de uma função são


também chamados valores extremos absolutos ou, simplesmente, extremos da
função.

Exemplo 9 (Máximo e mínimo absoluto):


a) A função tem um mínimo absoluto em , ou seja,
é o mínimo absoluto da função .
b) A função não tem extremos absolutos.

Podemos perceber pelo exemplo anterior que nem toda função contínua tem um
máximo absoluto ou um mínimo absoluto. No entanto existe um caso em que
podemos garantir a existência dos valores máximo absoluto e mínimo absoluto. Veja
o próximo teorema:

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


277

Teorema (Máximo e Mínimo absoluto): seja uma função definida e contínua em


um intervalo fechado . Então, assume máximo e mínimo absoluto em .

Observação: os valores máximo e mínimo da função podem ocorrer em pontos


internos ao intervalo , ou nos extremos e . Caso ocorra um extremo da função
em , ele é um extremo relativo e, portanto, um ponto crítico de . Logo, uma
forma para determinar os extremos absolutos de em um intervalo é comparar
os valores que assume nas extremidades de com os assumidos nos pontos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

críticos que pertencem a .

Exemplo 10 (Máximo e Mínimo absoluto): determine os valores máximo e mínimo


absolutos da função definida no intervalo .
Solução: a função é contínua no intervalo , logo, assume valores máximo e
mínimo absolutos nesse intervalo. Para determiná-los, inicialmente, vamos calcular
os pontos críticos de . Temos
.
Observe que não pertence ao intervalo , então, podemos desconsiderá-lo.
Em seguida, calculamos os valores de nas extremidades do intervalo e no
ponto crítico :

, , .
Comparando esses valores, podemos concluir que:
● é o valor mínimo absoluto de no intervalo .
● é o valor máximo absoluto de no intervalo .

Aplicações da Derivada
278 UNIDADE V

Figura 18 - Gráfico de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Exemplo 11 (Problemas de otimização): seu Pedro, professor aposentado, mora,


atualmente, em uma pequena chácara. Com a ajuda de sua esposa, já plantou o
pomar e a horta. Agora, o casal pretende construir um galinheiro. Dada a área
disponível, seu Pedro pensou em construir um galinheiro retangular, aproveitando
parte de um dos muros laterais da chácara. Comprou, então, um rolo de tela de
arame com 20 metros de comprimento. Determinar a maior área possível e os
comprimentos dos lados que dão esta área.
Solução: sejam e as dimensões do galinheiro, e a sua área. Veja figura a
seguir:
Figura 19 - Dimensões do galinheiro

Fonte: a autora.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


279

Então,

Para exprimir em função de uma variável, devemos determinar uma relação entre
e . Para fazer isso, usamos a informação dada de que o comprimento total do
rolo de tela de arame é de 20 metros, logo:
.
Dessa equação, temos que , resultando assim
.
Como os lados do retângulo devem ser não negativos, devemos ter .
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Logo, o problema é reduzido a encontrar o máximo absoluto de


no intervalo fechado .
Temos que:
.
Fazendo , obtemos o ponto crítico . Em seguida,
calculamos os valores de nas extremidades do intervalo e no ponto crítico
:
, , .
Logo, assume valor máximo absoluto em , ou seja, a maior área possível
para cercar o galinheiro com de tela é . Para calcular o valor de , basta
voltarmos na equação . Logo, um dos lados do galinheiro deve medir
e o outro .

Nos exemplos 12 e 13, a seguir, usaremos as seguintes fórmulas para calcular a área
da superfície e volume de um cilindro circular reto:

Aplicações da Derivada
280 UNIDADE V

Figura 20 - Cilindro

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Área da base: .
Área lateral: .
Área da superfície total: .
Volume: .

Exemplo 12 (Problemas de otimização): encontre as dimensões do cilindro circular


reto de maior área lateral que pode ser inscrito numa esfera de raio .
Solução: a figura 21 mostra a intersecção do sólido com o plano que contém o eixo
do cilindro.

Figura 21 - Intersecção do cilindro com o plano que contém seu eixo

Fonte: a autora.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


281

Inicialmente, vamos lembrar que a área lateral do cilindro é dado por


, em que é o raio da base e a metade da altura. Para
exprimir em função de uma variável, devemos achar uma relação entre x
e y. Observando a figura anterior e utilizando o Teorema de Pitágoras, temos:
,
ou

Consequentemente,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

.
Como representa um raio, e esse não pode ser negativo, e como o raio do cilindro
inscrito não pode exceder o raio da esfera, a variável deve satisfazer: .
O problema, agora, se reduz a encontrar o máximo absoluto da função no
intervalo .
Para encontrar pontos críticos, devemos derivar , para isso, usaremos a regra do
produto para derivadas:

.
Resolvendo a equação , obtemos o ponto crítico . ( é
descartado, pois não está no intervalo ).
Em seguida, calculamos a função em e nos extremos ou
do intervalo , obtendo:

, , .
Vemos que o valor máximo absoluto da função ocorre quando . Para

calcular o valor de , basta voltarmos na equação , substituir pelo


valor máximo absoluto:

Aplicações da Derivada
282 UNIDADE V

Logo, o cilindro circular reto de maior área lateral que pode ser inscrito em uma

esfera de raio tem raio da base e altura .

Exemplo 13 (Problemas de otimização): se uma lata de zinco de volume


deve ter a forma de um cilindro circular reto, ache a altura e o raio do cilindro para
que a quantidade de material usado em sua fabricação seja a menor possível.

Solução: sejam e o raio da base e a altura do cilindro respectivamente, a


quantidade de zinco usada para fabricar a lata é dada pela área total da superfície

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
do cilindro. A área da base e do topo do cilindro são de cada, e a área
lateral é de . Logo, a área a ser minimizada é dada por:
.
Para eliminar , usamos o fato que o volume do cilindro é , ou seja,

, que nos fornece e obtemos:

Claramente, o raio da base do cilindro deve satisfazer a desigualdade . O


problema, agora, se reduz a encontrar o mínimo absoluto da função no
intervalo .

Para encontrar os pontos críticos de , calculamos:

.
Como se , vemos que 2 é o único ponto crítico de .
Vamos mostrar que o ponto crítico determina o mínimo absoluto de . Para
mostrar esse fato, primeiramente, vamos calcular:

.
Note que . Logo, pelo teste da derivada segunda, é ponto de mínimo
relativo. Aliás, esse mínimo relativo é também um mínimo absoluto de , uma vez
que para todo e, portanto, é sempre côncava para cima.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


283

Para encontrar a altura da lata, substituímos o valor de na equação e


obtemos , ou seja, o dobro do tamanho do raio.

Regra de L’Hôpital

Neste tópico, apresentaremos a Regra de L’Hôpital que, quando aplicável, nos


permite resolver limites de formas indeterminadas dos tipos e . Com as
Regras de L'Hôpital, muitos limites complicados são facilmente calculados.
Entretanto é preciso ter sempre o cuidado de verificar se as hipóteses estão
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

satisfeitas.

Regra de L’Hôpital: sejam e funções deriváveis em todo ponto, exceto


possivelmente em , de um intervalo . Se para , e se
toma a forma indeterminada ou em , então,

,
desde que tenha um limite ou torne-se infinita quando .

Observação: a regra de L’Hôpital também é válida se substituirmos por


, , ou .

Exemplo 14 (Regra de L’Hôpital): determine .


Solução: quando , o quociente toma a forma indeterminada . Aplicando a
regra de L’Hôspital, temos:

Aplicações da Derivada
284 UNIDADE V

Exemplo 15 (Regra de L’Hôpital): determine .


Solução: o quociente toma forma quando . Pela regra de L’Hôpital:

Exemplo 16 (Regra de L’Hôpital): calcule

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Solução: nesse caso, temos uma indeterminação do tipo . Aplicando a regra
de L’Hôpital uma vez, temos:

.
Porém esse último limite ainda é uma forma indeterminada do tipo .
Para calculá-lo, aplicamos novamente a Regra de L’Hôpital e encontramos

.
Concluímos, então, que

Além das formas indeterminadas anteriormente estudadas, muitos limites tomam


outras formas indeterminadas que podem ser resolvidas em muitas situações com o
auxílio da regra de L’Hôpital. Veja um exemplo desse fato:

Exemplo 17 (Regra de L’Hôpital): Determinar .


Nesse caso, temos uma indeterminação do tipo . Reescrevendo o limite
dado, temos:

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


285

Temos, agora, uma indeterminação do tipo . Aplicando a regra de L’Hôpital,


Temos, agora, uma indeterminação do tipo . Aplicando a regra de L’Hôpital,
obtemos:
obtemos:
Temos, agora, uma indeterminação do tipo . Aplicando a regra de L’Hôpital,
.
obtemos: .
Portanto,
Portanto,
. .
.
Portanto,
#Reflita#
#Reflita# .
A Regra de L’Hôpital somente deve ser utilizada para calcular o limite de um
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A Regra de L’Hôpital somente deve ser utilizada para calcular o limite de um


#Reflita#
quociente se o limite for realmente uma indeterminação. Assim, é necessário
quociente se o limitesomente
A Regra de L’Hôpital for realmente
deve uma indeterminação.
ser utilizada Assim,oé limite
para calcular necessário
de um
que verifiquemos que os limites de e de são, ambos, iguais a zero ou são,
que verifiquemos que os limites de e de são, ambos, iguais a zero ou são,
ambos, infinitos.
quociente
ambos, infinitos. se o limite for realmente uma indeterminação. Assim, é necessário
#Reflita#
que verifiquemos que os limites de
#Reflita# e de são, ambos, iguais a zero ou são,
ambos, infinitos.
#Reflita#

APLICAÇÕES DA INTEGRAL DEFINIDA


APLICAÇÕES DA INTEGRAL DEFINIDA
APLICAÇÕES DA INTEGRAL DEFINIDA

Cálculo de Áreas
Cálculo de Áreas APLICAÇÕES DA INTEGRAL DEFINIDA

O cálculo da área de uma região plana pode ser feito via integral definida. A seguir,
O Cálculo deárea
cálculo da Áreas
de uma região plana pode ser feito via integral definida. A seguir,
estudaremos as situações mais comuns.
estudaremos as situações mais comuns.
O cálculo da área de uma região plana pode ser feito via integral definida. A seguir,
Caso: seja ascontínua
1ºestudaremos situaçõesem , com
mais comuns. em . A área da região do
1º Caso: seja contínua em , com em . A área da região do
plano limitada pelas retas , , pelo eixo e pelo gráfico de é
plano limitada pelas retas , , pelo eixo e pelo gráfico de é
definida por:
por:seja contínua em
1º Caso:
definida , com em . A área da região do
plano limitada pelas retas , , pelo eixo e pelo gráfico de é
.
definida por: .

.
Aplicações da Integral Definida
286 UNIDADE V

Figura 22 - Região

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Exemplo 1 (Área): calcule a área do plano limitada pelas retas , , pelo


eixo dos e pelo gráfico de .
Solução: o esboço da região é mostrado na figura 23.

Figura 23 - Esboço da região

Fonte: a autora.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


287

Nele, podemos observar que é não negativa no intervalo . Logo, a área da


região é dada pela integral definida:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

unidades de área.

2º Caso: seja contínua em , com em . A área da região do


plano limitada pelas retas , , pelo eixo e pelo gráfico de é
definida por:

Figura 24 - Região

Fonte: a autora.

Aplicações da Integral Definida


288 UNIDADE V

Exemplo 15 (Área): calcule a área da região limitada pelo eixo dos e pelo gráfico
de .

Solução: nesse exemplo, os intervalos de integração não são dados explicitamente,


mas as intersecções com os eixos dos são os pontos: (1, 0) e (−1, 0). Observe a
figura seguinte.

Figura 25 - Região

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Logo, a área da região é dada pela integral definida:

unidades de área.

No próximo caso, veremos o problema de se determinar a área plana limitada acima


e abaixo por gráficos de funções.

3º Caso: se e são contínuas em e para todo , então, a


área da região limitada pelos gráficos de e , pelas retas e , é
definida por:

Figura 26 - Região

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


289
unidades de área.

No próximo caso, veremos o problema de se determinar a área plana limitada acima


e abaixo por gráficos de funções.

3º Caso: se e são contínuas em e para todo , então, a


área da região limitada pelos gráficos de e , pelas retas e , é
definida por:

Figura 26 - Região

.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Exemplo 16 (Área): calcule a área da região limitada pelos gráficos de


e .

Solução: primeiro, observe que as duas curvas se interceptam quando

isto é, quando

e .

Portanto a área procurada é dada por:

unidades de área.

Aplicações da Integral Definida


290 UNIDADE V

Figura 27 - Área de

Figura 27 - Área de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

Fonte: a autora.
#Saiba Mais#
Algumas regiões são mais bem tratadas considerando como uma função de . Se
uma região
#Saiba Mais#é limitada por curvas com equações , , e
Algumas regiões são mais
, em que e bem
são tratadas
contínuasconsiderando
e como uma função
para de . sua
, então, Se
uma região é limitada por curvas com equações
área é: , , e
, em que e são contínuas e para , então, sua
área é:

Fonte: Stewart (2003. p. 437).

#Saiba Mais#
Fonte: Stewart (2003. p. 437).

#Saiba Mais#

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


291

Volumes de Sólidos de Revolução

Um sólido de revolução é obtido pela rotação de uma região plana em torno de


uma reta no mesmo plano da região. A reta ao redor da qual a região gira é
chamada de eixo de revolução. Muitos sólidos conhecidos são desse tipo, por
exemplo, o retângulo limitado pelas retas , e quando rotacionado
em torno do eixo gera um cilindro circular reto:

Figura 28 - Cilindro gerado pela rotação em torno do eixo da região


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

Seja uma função contínua em um intervalo , com em . Considere,


agora, o problema de definir o volume do sólido de revolução , obtido pela rotação
em torno do eixo , da região plana limitada pelas retas e , pelo eixo
e pelo gráfico de .

Figura 29 -Sólido
Sólidoobtido
obtidopela
pelarotação
rotaçãoda
daregião
regiãoplana
planaS

Fonte: a autora.

Aplicações da Integral Definida


292 UNIDADE V

Consideremos uma partição regular de , dada por:


.
Seja o comprimento do intervalo . Em cada intervalo
, escolhemos um ponto qualquer , e construímos retângulos ,
, de base e altura . Quando cada retângulo girar em torno do
eixo dos , o sólido de revolução obtido é um cilindro circular reto, cujo volume é
dado por:

.
Figura 30 - Cilindro obtido pela rotação do retângulo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

A soma dos cilindros é dada pela Soma de Riemann:

que nos dá uma boa aproximação do volume do sólido de revolução .

Podemos observar que, à medida que cresce muito, ou seja, , a soma dos
volumes dos cilindros aproxima-se do que, intuitivamente, definimos como o
volume do sólido de revolução , ou seja,

Exemplo 17 (Volume de sólido de revolução): calcule o volume do sólido obtido


pela rotação, em torno do eixo , da região , limitada pelo gráfico da função
, o eixo dos , e as retas e .

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


293

Solução: na figura 31, podemos ver a região e o sólido gerado pela rotação de
em torno do eixo .

Figura 31 - Região e sólido gerado por


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte: a autora.

O volume procurado é dado por:

unidades de volume.
Exemplo 18 (Volume de sólido de revolução): calcule o volume do sólido de
revolução obtido pela rotação em torno do eixo , da região , limitada pelos

gráficos de , , e .

Solução: a figura a seguir representa a região :

Aplicações da Integral Definida


294 UNIDADE V

Figura 32 - Região

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte: a autora.

O volume do sólido obtido pela rotação de , em torno do eixo é igual


em que e são respectivamente, os volumes obtidos pela rotação, em torno do
eixo , das regiões e representadas nas figuras a seguir.

Figura 33 - Regiões e

Fonte: a autora.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Aplicações da Integral Definida


295
296 UNIDADE V

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerações finais

Nesta unidade, concluímos o que planejamos discutir no decorrer deste curso. As


aplicações de derivadas e integrais definidas, aqui apresentadas, são apenas uma
pequena mostra da potência do Cálculo Diferencial e Integral e do vasto campo de
suas aplicações em diversas áreas. Para desenvolvê-las, foi necessário utilizar os
conceitos, propriedades e técnicas estudadas nas unidades I, II, III e IV deste
material, tais como cálculo de limites e técnicas de derivação e integração.
O estudo da derivada de uma função possibilita inúmeras aplicações, entre elas,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
desenvolvemos um modo sistemático de esboçar gráficos de funções e solucionar
problemas de otimização. Com esse objetivo, estudamos teoremas, definições e
propriedades que envolvem derivadas e permitem uma análise detalhada do
comportamento das funções. Ressaltamos o Teorema do Valor Médio, um dos mais
importantes do cálculo diferencial. Além disso, apresentamos a regra de L’Hôpital,
uma ferramenta que possibilita o cálculo de limites de formas indeterminadas.
Encerramos esta unidade descrevendo métodos que nos permitem calcular a área
de uma região plana e o volume de sólidos de revolução. Retomando, assim, ao
final, duas questões que permearam o desenvolvimento da área de conhecimento
que hoje chamamos de cálculo.
Enfim, esperamos que você tenha alcançado os objetivos de aprendizagem
apresentados no início desta unidade. Nesse sentido, sugerimos que você realize as
atividades propostas, além da exploração dos recursos pedagógicos encontrados
aqui, tais como reflita e saiba mais. Além disso, leia com atenção o artigo, proposto
na leitura complementar, sobre outra perspectiva na solução de problemas de
otimização. Entendemos que tais ações consolidarão os conceitos supracitados, os
quais serão de fundamental importância para a continuação de seus estudos na
área do Cálculo Diferencial e Integral.

APLICAÇÕES DA DERIVADA E DA INTEGRAL DEFINIDA


297

Atividades de estudo

1) Encontre os extremos relativos da função .


#QR-CODE#
Atividades de estudo
Atividades de estudo
Para
1) melhor
Atividades decompreensão
Encontre os extremosassista
estudo no da
relativos vídeo a resolução dessa atividade.
função .
1) Encontre os extremos relativos da função
#QR-CODE#
#QR-CODE#
1) Encontre os extremos relativos da função
#QR-CODE# .
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa ativ
Para melhor
#QR-CODE#
Atividades de estudo compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
1) Encontre os extremos relativos da função .
#QR-CODE#
2) Faça uma análise do comportamento da função e esboce
#QR-CODE#

seu
Para melhor compreensão gráfico.
assista no vídeo a resolução dessa atividade.

#QR-CODE#
2) Faça uma análise do comportamento da função e esboce
3) Uma caixa sem tampa deve ser construída dobrando-se pequenos quadrados
2) Faça uma análise do comportamento da função
seu gráfico.
de lado
2) Faça uma análise em do uma folha de papelda
comportamento quadrada
função de de lado (veja figura
e esboce
seu gráfico.
2) a seguir).
Faça uma análiseseudo gráfico. Qual deve ser o comprimento de
comportamento da função e esboce para que a caixa tenha
seu gráfico.3) Uma caixa sem tampa deve ser construída dobrando-se pequenos quadrados
capacidade (volume) máxima? Qual é essa capacidade?
de lado em uma 3) Uma
folhapequenos
de papel caixa sem
quadrada de tampa deve ser(veja
de lado construída
figura dobrando-se pe
3) 3) Umadeve
Uma caixa sem tampa caixa sem tampa
ser construída deve ser construída
dobrando-se quadrados
de lado dobrando-se pequenos quadrados
em uma folha de papel quadrada de d
de lado emauma seguir). Qual
folha de papel deve
quadrada de ser deo lado
comprimento
(veja figura de para que a caixa tenha
a seguir). Qual dedevelado em uma de folha deapapel quadrada de de lado (veja figura
máxima? Quala éseguir). Qual deve ser o comprimento de para q
ser o comprimento para que caixa tenha
capacidade (volume) essa capacidade?
a seguir).
capacidade (volume) máxima? Qual Qual
é essadeve ser o comprimento
capacidade? de para que a caixa tenha
capacidade (volume) máxima? Qual é essa capacidade?
capacidade (volume) máxima? Qual é essa capacidade?

Atividades de estudo
#QR-CODE# Atividades de estudo
1) Encontre os extremos relativos da função
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
1) Encontre os extremos relativos da função .
#QR-CODE# #QR-CODE#
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa
Para melhor
#QR-CODE#
#QR-CODE# compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa ativ
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
#QR-CODE#
2) Faça uma análise do comportamento da função
2) Faça uma análise do comportamento seudagráfico.
função e esboce
298

4) (Ver GUIDORIZZI) Deseja-se construir uma embalagem cilíndrica, aberta em


cima, de de volume. Na lateral, será utilizado material que custa R$
4) (Ver GUIDORIZZI) Deseja-se construir uma embalagem cilíndrica, aberta em
0,05 por e, no fundo, material de R$ 0,15 por . Se não há perda de
er GUIDORIZZI) Deseja-se construir uma
cima, de embalagem decilíndrica,
volume. Naaberta emserá utilizado material que custa R$
lateral,
material, determine as dimensões que minimizam o custo do material
ma, de de volume. Na lateral, será utilizado
0,05 por materialmaterial
e, no fundo, que custa
de R$
R$ 0,15 por . Se não há perda de
utilizado para construir a embalagem.
05 por e, no fundo, material de R$ 0,15determine
material, por . Se
as não há perdaque
dimensões de minimizam o custo do material
aterial, determine as dimensõesutilizado
que minimizam o custo
para construir do material
a embalagem.
5) Encontre a área do maior retângulo que pode ser inscrito em um semicírculo
lizado para construir a embalagem.
de raio .
5) Encontre a área do maior retângulo que pode ser inscrito em um semicírculo
ncontre a área do maior retângulode que pode
raio . ser inscrito em um semicírculo
e raio .
6) Determine a área da região limitada pelos gráficos de e
e pelas retas verticais e .
6) Determine a área da região limitada pelos gráficos de e
etermine a área da região limitada pelos e gráficos
pelas retasdeverticais e e .
e pelas retas verticais e .

#QR-CODE#

Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.


#QR-CODE#
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#QR-CODE# Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
hor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
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299

7) Nos exercícios a seguir, determine a área da região sombreada:


a)

7) Nos exercícios a seguir, determine a área da região sombreada:


a) 7) Nos exercícios a seguir, determine a área da região sombre
7) Nos exercícios a seguir, determine
a) a área da região sombreada:
a)

b)

b)
b)
b)

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Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução da questão a.

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melhor compreensão assista no vídeo a resolução da questão a.
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução da questã
#QR-CODE#
Para melhor compreensão assista no vídeo a resolução da questão a.
#QR-CODE#
#QR-CODE#
300

8) Determine o volume do sólido gerado pela rotação, em torno do eixo , da


região plana limitada pela curva , o eixo e as retas e
.
8) Determine o volume do sólido gerado pela rotação, em torno do eixo , da
ermine o volume do9)sólido gerado
Determine opela
região rotação,
plana
volume em gerado
dolimitada
sólido torno
pela do eixorotação,
curva
pela , da em, o eixoeixoe , da
torno as região
retas e
ão plana limitada pela plana
curva limitada .pelo, o eixo e as
gráfico da função retas e e pelas retas ,
. e .
9) Determine o volume do sólido gerado pela rotação, em torno eixo , da região
ermine o volume do sólido gerado pelalimitada
plana rotação,pelo
em gráfico
torno eixo , da região
da função e pelas retas ,
10)da
na limitada pelo gráfico Utilizar
função ae regra .de L’Hôpital pararetas
e pelas calcular os, limites indicados a seguir:
.
a) .
10) Utilizar a regra de L’Hôpital para calcular os limites indicados a seguir:
b) .
izar a regra de L’Hôpital para calcular os limites indicados a seguir:
c) a) . .
.
b) .
.
c)
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Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.

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Para melhor compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
or compreensão, assista, no vídeo, a resolução dessa atividade.
#QR-CODE#
E#
301

Leitura Complementar
Médias e Problemas de otimização
Os problemas de otimização caracterizam-se por não mostrarem em seu enunciado
a função a ser otimizada, fazendo com que o aluno ponha em evidência
conhecimentos prévios e a habilidade de resolver situações-problema.
Nos cursos superiores de Matemática, problemas de otimização costumam ser
resolvidos com o uso do cálculo diferencial. No contexto de ensino médio, a maioria
dos problemas de otimização conduz a uma função polinomial do segundo grau,
mas é claro que há uma ampla gama de problemas elementares que não se
enquadram nessa simplificação.
No entanto, mesmo no ensino médio, podem ser tratadas situações relativas a
otimização que normalmente só seriam abordadas no ensino superior, pois a
desigualdade entre as médias aritméticas e geométrica mostra-se eficiente na
resolução de tais problemas.
A desigualdade das médias é o teorema que diz que, se são números
reais positivos, então sua média geométrica não supera sua média aritmética, isto é:

E mais: a igualdade só ocorre quando todos os números forem iguais,


. O leitor interessado pode consultar várias demonstrações dessa
desigualdade para dois números em [3], onde também há um esboço da
demonstração geral para números, ou ainda na própria RPM [4]. Em [1] e [2],
podem-se encontrar diferentes demonstrações não usam Cálculo, para números.
Vejamos agora alguns exemplos de problemas de otimização e suas soluções
utilizando a desigualdade em questão:
Problema 1: se de material estiverem disponíveis para fazer uma caixa
com uma base quadrada e sem tampa, encontre o maior volume possível da caixa e
as dimensões para que isso ocorra.
Solução: seja a área da superfície e o volume da caixa. Se é a altura da caixa
temos e . Aplicando a desigualdade entre as médias
em :

Logo, ou .
302

Esse resultado nos diz que o volume é menor ou igual a , e o volume será
máximo se, e quando a igualdade ocorrer. A igualdade acontece quando os termos
forem iguais, . Resolvendo o sistema

obtemos e e constata-se que, de fato, ocorre o valor máximo,


, para esses valores.
Problema 2: se uma lata de zinco de volume deve ter a forma de um
cilindro circular reto, ache a altura e o raio do cilindro para que a quantidade de
material usado em sua fabricação seja a menor possível.
Solução: Seja o raio da base, a altura e a área da superfície total do cilindro.
Então, temos e . Usando a desigualdade das médias em
, obtemos

.
Ou seja, e será mínima se, e quando, a igualdade ocorrer, isto é, quando
. Resolvendo o sistema

obtemos e e constata-se que, de fato, o mínimo para ,


, ocorre para esses valores.
Problema 3: encontre as dimensões do cilindro circular reto de maior área lateral
que pode ser inscrito numa esfera de raio .

Solução: a figura ao lado mostra a intersecção do sólido


como plano que contém o eixo do cilindro. Se é a área
lateral do cilindro, temos com .
Aplicando a desigualdade das médias, podemos
escrever

ou .
303

A área lateral do cilindro é então menor ou igual a e será máxima quando, e


se, a igualdade ocorrer. A igualdade acontece quando os termos forem iguais, isto
é,
. Agora basta resolver o sistema

obtendo .
O leitor deve ter observado que, em cada problema específico, é necessário um
pouco da prática para descobrir quais são os termos que devem formar a
desigualdade das médias a ser aplicada.

Fonte: Araújo (2011, p. 27-29).


MATERIAL COMPLEMENTAR

Cálculo - Vol. I
Howard Anton; Irl Bivens; Stephen Davis
Editora: Bookman
Sinopse: Esta obra estabelece relações do Cálculo com o mundo
real, preparando estudantes para uma variedade de carreiras
profissionais que requeiram um fundamento matemático sólido,
incluindo as engenharias, várias ciências e a administração.
305
REFERÊNCIAS

#REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS#

ANTON, H.; BIVENS, I; DAVIS, S. Cálculo. Vol I. Porto Alegre: Bookman, 2014.

ARAÚJO, F. H. A. Médias e Problemas de Otimização. RPM - Revista do Professor


de Matemática, n. 76, p. 27 a 29, 3º quadrimestre. São Paulo: 2011.

ÁVILA, G. Cálculo 1: Funções de uma variável. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e


Científicos Editora - 1998.

FLEMNING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A: funções, limite, derivação,


integração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC, 2001.

NETO, J. D.; PEREIRA, C. G. Cálculo Diferencial e Integral I. Maringá: Centro


Universitário de Maringá. Núcleo de Educação a Distância, 2015.

SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo:


Pearson Makron Books, 1987.

STEWART, J. Cálculo. Vol 1. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1. São Paulo:


Editora McGraw Hill, 1983.

TAN, S.T. Matemática Aplicada à Administração e Economia. São Paulo:


Pioneira Thomson Learning, 2001.
GABARITO

1) assume valor máximo relativo em ; assume valor mínimo relativo


em .

2)

3) .
.

4)   5 ;   15 .

5) As dimensões e fornecem o retângulo de área máxima.

6) u.a.
7) a) u.a. b) u.a.
8) u.v.
9) u.a.
10) a) 2. b) ½ . c) .
307
CONCLUSÃO

Espero que este material tenha contribuído para a construção sólida de conheci-
mentos referentes ao cálculo diferencial e integral. Compreender os conceitos do
cálculo que estão vinculados a diversos cursos de graduação, ligados às áreas de
Exatas e Engenharias, ou a áreas sociais - como é o caso da Economia e da Admi-
nistração - é imprescindível na formação de profissionais críticos e preparados para
analisar e resolver uma diversidade de problemas.
Por isso, temas como função, limite, derivada e integral foram aqui abordados, com
ênfase à motivação e ao enfoque geométrico, para ajudar você a visualizar concei-
tos e ideais. O Cálculo Diferencial e Integral, que teve seu desenvolvimento nos sé-
culos XVII e XVIII, motivado por problemas que envolviam movimento, não surgiu
da cabeça de um só homem e de forma definitiva.
Assim como outras teorias matemáticas, o cálculo tem seu aspecto histórico, reche-
ado de personagens geniais e aplicações que se desenvolveram ao longo do tempo.
Saliento que a unidade V, que abordou aplicações de derivadas e integrais definidas,
foi apenas uma pequena amostra do imenso leque de possibilidades para utilizar o
Cálculo Diferencial e Integral, como ferramenta nas mais diversas áreas do conhe-
cimento.
Nesse sentido, ressalto a importância de pesquisar e conhecer outras aplicações do
cálculo, o que pode ser realizado, não apenas utilizando as referências bibliográficas
aqui sugeridas, mas também uma rede mundial de informações, como a internet,
que dá acesso a publicações científicas atualizadas, tais como artigos, dissertações
e teses.
Finalmente, almejo que você, além de compreender os conceitos, objetivo principal
no ensino do cálculo, e desenvolver competência técnica, para utilizá-lo de forma
correta, tenha sentido a emoção, própria das novas descobertas.

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