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DOI: http://dx.doi.org/10.15528/2176-4158/rcpa.

v15n2p141-160

Alimentos Alternativos na Dieta de Ruminantes


R. L. Oliveira1, A. G. Leão2, L. L. de Abreu2, S. Teixeira2 & T. M. Silva1

Resumo: O emprego de coprodutos na alimentação animal, especialmente na nutrição de ruminantes,


resultará no aumento da demanda com consequente redução da vantagem diferencial de preço dos ingredientes
tradicionais. O produtor ao incluir estes coprodutos deve estar atento a sua disponibilidade, qualidade
nutricional e o custo em relação aos alimentos tradicionais. No grupo de pesquisa “Alimentação de animais
em clima tropical” - UFBA há vários projetos finalizados, em andamento e com previsão de execução. As
pesquisas recentes do grupo buscam avaliar os níveis de inclusão de diferentes tortas de oleaginosas oriundas
da produção do biodiesel. Os experimentos testando as tortas de amendoim, dendê e girassol na alimentação
de bovinos de corte em terminação estão em fase de finalização, assim como as pesquisas com as tortas de
amendoim e girassol para cordeiros em crescimento. Os resultados obtidos, serão a curto ou médio prazo, e
estes divulgados para o meio técnico-científico e rural, cumprindo nosso papel de difusores de tecnologias,
dando o retorno esperado aos investimentos públicos a nós proporcionados.
Palavras-chave: alimentação animal, ruminantes, subprodutos

Alternative Foods in the Diet of Ruminants

Abstract: The use of co-products in animal feed, especially in ruminant nutrition will result in increased
demand with consequent reduction of the price differential advantage of traditional ingredients. The producer to
include these byproducts must be aware of its availability, nutritional quality and cost compared to conventional
foods. In the research group “ Feed animals in tropical climate “ - UFBA several projects completed, in progress
and scheduled for implementation. Recent research group seek to assess levels of inclusion of different pies
oilseed derived from the production of biodiesel. The experiments testing the pies, peanut, palm and sunflower
meal on beef cattle finishing are being finalized, as well as research on the pies, peanut and sunflower seeds for
growing lambs. The results will be in the short or medium term, and these disclosed to the technical -scientific
and rural fulfilling our role in spreading the technology, giving the expected return to public investments
provided.
Key words: animal, ruminant by-products

1
Professor da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA. Bolsista PQ - CNPq
2
Pós-doutorando em Zootecnia da UFBA. Bolsista PNPD - CAPES
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
Introdução prensa (farelo ou torta); e b) líquido, como a glicerina
bruta.
A criação de ruminantes no Brasil é de Estes produtos inicialmente foram denominados
aproximadamente 237 milhões de cabeças, sendo que resíduos, entretanto, a possibilidade de sua utilização
destas 209,5 milhões são de bovinos, 17,4 de ovinos; como alimentos para animais, lhes modificaria o
9,3 de caprinos e 1,2 de bubalinos (IBGE, 2012). Em status e eles passariam a ser considerados subprodutos
2011 o Brasil ficou em 2º lugar na produção mundial ou coprodutos. No centro desta questão, estão
de carne bovina e em 1º lugar na exportação mundial conceitos de valoração que diferenciam coprodutos
do mesmo produto (ABIEC, 2012). de subprodutos (Martins, 2003).
A utilização de alimentos regionais alternativos O emprego de coprodutos na alimentação animal,
(coprodutos ou subprodutos) da agroindústria, especialmente na nutrição de ruminantes, resultará
oriundos da lavoura de grãos, da fruticultura e de no aumento da demanda com consequente redução
empresas processadoras de frutas, e de indústrias da vantagem diferencial de preço dos ingredientes
de biocombustíveis (álcool e principalmente de tradicionais. O produtor ao incluir estes coprodutos
biodiesel) na alimentação de ruminantes vem sendo deve estar atento a sua disponibilidade, qualidade
amplamente estudada sob vários aspectos (valor nutricional e o custo em relação aos alimentos
nutritivo e digestibilidade dos alimentos, bem como tradicionais.
o desempenho (consumo, ganho de peso e conversão
alimentar), parâmetros ruminais e sanguíneos dos Coprodutos da Utilizados na Alimentação
animais, a produção e qualidade da carne ou do leite, de Ruminantes
e a viabilidade econômica deste uso (Oliveira et al.,
2012a). Os resíduos agroindustriais e do beneficiamento de
Pesquisas recentes buscam qualificar tais produtos vegetais são passíveis de serem utilizados
alimentos e determinar os níveis ótimos de inclusão na alimentação de ruminantes e estão disponíveis,
nas dietas de ruminantes, os quais possam permitir geralmente, no período de escassez de forragem verde,
a produtividade dos animais, e de preferência, que que ocorre na época fria e seca do ano. A produção
imprimam qualidade aos produtos (carne e leite), e de algumas culturas, no Brasil, dá origem a volumes
possibilitem a redução dos custos com alimentação e elevados de resíduos. Há diversos estudos sobre o
aumento da rentabilidade dos sistemas de produção aproveitamento desses resíduos na alimentação de
(Oliveira et al., 2012a). ruminantes e para alguns tipos esse uso já é bastante
É usual denominar de coprodutos os resíduos que disseminado entre os pecuaristas. Entretanto, sua
tem mercado para venda, de subprodutos para os utilização na alimentação animal irá depender de uma
que são vendidos quando economicamente viáveis, série de fatores como, entre outros, a proximidade
e de efluentes os que são descartados e que muitas entre a localização dos rebanhos de ruminantes e
vezes tem que ser tratados antes do descarte, gerando a das culturas; disponibilidade, as características
prejuízo (Quintella et al., 2009). Segundo os mesmos nutricionais dos resíduos; e o custo desses frente aos
autores, há dois tipos de coprodutos: a) sólidos os ingredientes tradicionais (Carvalho, 1992).
obtidos antes da prensa das oleaginosas (resíduos de O avanço na produção do biodiesel e a crescente
casca e matéria celulósica) e aqueles obtidos após a preocupação mundial com o meio ambiente,

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juntamente com a busca por fontes de energia da demanda por diesel. Segundo a Agência Nacional
renováveis e pelo aproveitamento das grandes do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, este
quantidades de resíduos gerados, coloca o biodiesel ano o Brasil ultrapassará a Alemanha tornando-se o
no centro das atenções e interesses. Diversos países maior produtor mundial de biodiesel. O Rio Grande
dentre eles o Brasil, procuram o caminho do domínio do Sul se consolida como o maior estado produtor
tecnológico desse biocombustível, tanto em nível do combustível no Brasil, seguido por Goiás e Mato
agronômico como industrial, o que deverá provocar Grosso (ANP, 2012).
fortes impactos na economia brasileira e na política De acordo com Lofrano (2008) muitas são as
de inclusão social do país (Abdalla et al., 2008). matérias primas que podem ser utilizadas na produção
O biodiesel é obtido a partir da transesterificação dos do biodiesel. Algumas fontes para extração de óleo
óleos vegetais por adição de alcoóis (metanol ou etanol) vegetal, com potencial para ser utilizado na produção
na presença de catalisador (NaOH ou KOH, 0,3-0,6%) de biodiesel são a baga de mamona, polpa de dendê,
(Buainain & Batalha, 2007; Lardy, 2008; Carvalho et amêndoas do coco de dendê, do coco de babaçu, do
al., 2012), em que a glicerina é separada da gordura coco da praia, caroço de algodão, grão de amendoim,
ou óleo (vegetal). Esse processo gera dois produtos: sementes de canola, de girassol, de maracujá, de
ésteres (o nome químico do biodiesel) e glicerina linhaça e de tomate, polpa de abacate, caroço de
(produto valorizado no mercado de sabões e inserção oiticica, e de nabo forrageiro.
na alimentação animal), além de coprodutos (torta, A utilização de plantas oleaginosas para a produção
farelo, etc) que podem constituir outras fontes de renda de biodiesel tem despertado grande interesse dos
importantes para os produtores (Abdalla et al., 2008). setores envolvidos nesta cadeia produtiva, porém,
O biodiesel tornou-se uma das formas mais ainda é incipiente o número de pesquisas referentes à
eficientes para diversificar a matriz energética. Dentre destinação dos coprodutos gerados pela agroindústria.
as vantagens de sua utilização, contribui para a Neste sentido, o uso destes na alimentação de ruminantes
conservação do meio ambiente, por reduzir a emissão surge como alternativa, que poderá contribuir para a
de gases que propiciam o efeito estufa. Pela ausência melhoria das atividades agropecuárias, em termos de
de enxofre em sua composição, sua queima não emite produtividade e rentabilidade, e consequentemente
óxidos de enxofre (SO2 e SO3), que são poluentes melhorar a vida do homem do campo, o que faz ter
danosos à qualidade do ar e responsáveis pela chuva grande importância a busca por mais informações
ácida (Lofrano, 2008; Carvalho 2012). Quando sobre quais coprodutos apresentam potencial para
comparado ao diesel de petróleo, o biodiesel também serem empregados nas dietas destes animais, e como
tem significativas vantagens ambientais, o que foi eles devem ser utilizados.
comprovado por estudos norte-americanos, em que As tortas oriundas da produção de biodiesel
a queima de biodiesel pode emitir em média 48% apresentam grande potencial para utilização na
menos monóxido de carbono, 47% menos material alimentação de ruminantes, haja vista as consideráveis
particulado (que penetra nos pulmões) e 67% menos concentrações de proteína e extrato etéreo, que
hidrocarbonetos (ANP, 2012). as caracterizam como alimentos proteicos e/ou
Em 2011 o Brasil encerrou a produção de biodiesel energéticos, capazes de permitir o atendimento das
com 2,6 bilhões de litros e há previsão para produzir exigências nutricionais destas frações pelos animais
2,96 bilhões de litros em 2012, com o crescimento (Oliveira et al., 2012b) (Tabela 1).

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Tabela 1 - Composição químico-bromatológica de tortas oleaginosas oriundas da produção do biodiesel
utilizadas na alimentação de ruminantes
Fração Analítica 1
Torta MS MM PB EE FDN Fonte
(%, base na MS)
Algodão 92,41 4,17 38,38 15,71 56,24 Neiva Júnior et al. (2007)
(Gossypium spp. L.) 94,18 4,20 26,91 11,26 56,50 Couto et al. (2010)
2
Amendoim 90,94 4,06 45,70 8,66 15,37
(Arachis hypogaea) 91,91 - 45,35 13,94 24,51 Silva (2011) 2
Babaçu 93,23 4,52 15,28 6,53 66,21 Silva et al. (2008)
(Orrbignya speciosa) 94,20 4,07 18,80 8,81 74,48 Silva et al. (2010a)
Canola
91,91 4,52 33,70 21,88 35,59 Santos et al. (2009)
(Brassica napus)
2
Dendê 95,29 3,33 16,64 7,78 70,04
(Elaeis guineensis) 93,28 - 16,16 9,77 70,61 Silva (2011) 2
2
Girassol 93,28 5,48 27,38 6,74 42,36
(Helianthus annuus) 91,17 - 29,29 2,94 54,30 Silva (2011) 2
Mamona 91,50 - 39,70 2,50 36,00 Azevêdo (2009)
(Ricinus communis) 92,43 - 34,54 12,00 41,59 Silva (2011) 2
Nabo forrageiro 92,80 8,20 31,60 26,00 21,70 Patiño Pardo et al. (2008)
(Raphanus sativus) 92,20 8,29 35,49 24,32 15,29 Couto et al. (2010)
Pinhão-manso 91,58 5,80 25,43 24,16 44,46 Neiva Júnior et al. (2007)
(Jatropha curcas) 92,83 4,98 19,82 26,19 40,81 Couto et al. (2010)
Soja
90,52 7,15 46,77 - 12,32 Goes et al. (2010)
(Glycine max)
Licuri
91,47 - 29,24 4,96 53,53 Silva (2011) 2
(Syagrus coronata)
1
MS (Matéria seca); MM (Matéria mineral); PB (Proteína bruta); EE (Extrato etéreo); FDN (Fibra em
detergente neutro); FDA (Fibra em detergente ácido). 2Avaliadas pelo grupo de pesquisa “Alimentação de
animais em clima tropical” no Laboratório de Nutrição Animal da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
da Universidade Federal da Bahia - UFBA.
A inclusão de coprodutos (no caso das tortas) materiais não úteis para os seres humanos em
na alimentação de ruminantes é vantajosa para o produtos de origem animal de elevado valor
produtor rural, pois além de reduzir os custos com a biológico, devido a fermentação microbiana (Carrera
alimentação, geralmente mantém a produtividade e et al., 2012), mais estudos devem ser realizados no
a qualidade dos produtos, desde que as dietas sejam intuito de estreitar a relação entre o conhecimento
balanceadas para atender as exigências nutricionais teórico e sua aplicabilidade, e aumentar a difusão
dos animais. Embora em alguns casos possa haver destas tecnologias, as quais poderão fortalecer ainda
queda na produtividade, esta será compensada mais as cadeias produtivas envolvidas (Oliveira et
pelos menores custos de produção, sem prejuízos al., 2012a).
a rentabilidade da atividade. Sendo assim, esses A indústria de processamento de alimentos produz
coprodutos são mais indicados para àqueles que grandes quantidades de resíduos desperdiçados, mas
possam adquiri-los a preços baixos, próximos de possuem valores nutritivos potenciais e podem ser
sua propriedade, caso contrário haverá redução nas utilizados na alimentação animal (Goes et al., 2008),
margens de lucro (Oliveira et al., 2012a). em substituição de ingredientes convencionais nas
Diante da importância dos alimentos alternativos dietas (Tabela 2), visando a redução de custos de
regionais para a alimentação de ruminantes, e pelo alimentação e produção animal, mantendo a eficiência
fato destes animais serem capazes de transformar nutricional e de produção dos rebanhos.

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Tabela 2 - Composição químico-bromatológica de diferentes coprodutos utilizados na alimentação de
ruminantes
Fração analítica1
Coproduto MS MM PB EE FDN Fonte
(% com base na MS)
Polpa cítrica peletizada 91,40 8,30 17,30 - 24,60 Rodrigues et al. (2008)
Farelo glúten milho 60 92,20 2,30 53,80 0,90 3,80 Silveira et al. (2009)
Farelo glúten milho 22 85,76 5,78 21,86 2,84 22,68 Azevêdo et al. (2011)
Casca soja 92,60 7,22 15,45 2,43 60,74 Hashimoto et al. (2007)
Farelo de trigo 90,01 4,21 17,43 2,11 45,96 Zambom et al. (2001)
Caroço de algodão 92,60 3,60 21,03 21,20 44,97 Melo et al. (2006)
Farelo de algodão 89,40 5,20 47,50 1,20 33,10 Malafaia et al. (1998)
86,17 3,48 2,12 1,33 6,88 Silva (2011b)
Raspas de mandioca
36,00 5,55 4,36 0,70 37,88 Silva (2011a) 2
16,73 0,81 11,16 0,27 - Oliveira et al. (2011)
Resíduo de cervejaria 22,00 - 20,30 9,90 58,00 Silva et al. (2010)
22,08 - 29,27 5,40 47,76 Silva (2011) 2
1
MS (Matéria seca); MM (Matéria mineral); PB (Proteína bruta); EE (Extrato etéreo); FDN (Fibra em
detergente neutro); FDA (Fibra em detergente ácido). 2Avaliada pelo grupo de pesquisa “Alimentação de
animais em clima tropical” no Laboratório de Nutrição Animal da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
da Universidade Federal da Bahia - UFBA.
O aproveitamento desses coprodutos na nutrição Bovinos: vacas leiteiras
animal minimiza impactos ambientais evitando a Em um experimento realizado para testar o uso
deposição de resíduos no meio ambiente e como de suplementos com as tortas de amendoim, dendê
a maioria dos resíduos industriais tem produção e girassol na alimentação de vacas leiteiras criadas
estacional, geralmente coincidente com o período a pasto, avaliou-se o consumo e a digestibilidade
de escassez de forragem, o que permite ao produtor das dietas, a produção, composição e perfil de
acesso a ingredientes alimentares com menor custo ácidos graxos do leite, e os custos com alimentação
em períodos de escassez. e receita em função da produção de leite (Tabelas
3, 4 e 5).
Pesquisas do Grupo “Alimentação de Animais O CMS e dos demais nutrientes do pasto não
em Clima Tropical”- UFBA foram influenciados pelos animais que consumiram
suplementos compostos pelas tortas de amendoim,
No nosso grupo de pesquisa, os estudos realizados dendê e girassol, denotando ausência de efeito
com as tortas de amendoim, dendê e girassol, oriundas substitutivo do volumoso pelo concentrado.
da produção de biodiesel são conduzidos com o Entretanto, aquele com torta de dendê propiciou
objetivo de avaliar a utilização destas na alimentação menores consumos de MS e PB, e maiores de FDN
de bovinos, caprinos e ovinos. Busca-se qualificá- e EE dentre os suplementos. O menor CPB ocorreu
las para tal finalidade, por meio da determinação dos em virtude do baixo teor proteico desta torta, o maior
níveis ótimos de inclusão nas dietas destas espécies, os de CFDN, devido ao alto teor desta fração fibrosa
quais possam permitir boa produtividade dos animais, na torta de dendê, e o maior de EE pelo fato deste
e de preferência, que imprimam qualidade aos suplemento ter apresentado o maior teor de extrato
produtos (carne e leite), e possibilitem a redução dos etéreo dentre os demais. Verificou-se também que as
custos com alimentação e aumento da rentabilidade vacas alimentadas com suplemento contendo torta
dos sistemas de produção. de dendê apresentaram menor CDMS do que as que
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Tabela 3 - Consumo e digestibilidade de dietas com as tortas de amendoim, dendê e girassol oriundas da
produção do biodiesel, por vacas mestiças Holandês x Zebu
Suplemento
Variável
Sem torta adicional Torta de amendoim Torta de dendê Torta de girassol
Consumo (kg/dia)
CMS total 14,41 14,18 13,48 14,64
CMS pasto 11,67 11,43 11,60 11,84
CMS suplemento 2,74a 2,75a 1,88b 2,80a
CPB pasto 0,91 0,89 0,90 0,92
CPB suplemento 0,57a 0,56a 0,36b 0,55a
CEE pasto 0,11 0,11 0,11 0,11
CEE suplemento 0,08b 0,09b 0,12a 0,09b
CFDN pasto 8,32 8,15 8,27 8,44
CFDN suplemento 0,46b 0,47b 0,76a 0,55b
Digestibilidade (%)
CDMS 56,65ab 56,98a 53,85b 56,42ab
CDPB 61,44 64,57 59,76 63,15
CDEE 36,34b 43,40ab 51,07a 44,59ab
CDFDN 50,00 51,59 51,20 51,06
CDCT 63,67 63,15 60,61 64,26
CDCNF 76,79a 75,54a 67,64b 76,03a
Médias na linha seguidas de letras distintas diferem entre si (P>0,05) pelo teste Tukey. Fonte: Adaptado de
Lima (2011).
Tabela 4 - Produção, composição química e perfil de ácidos graxos do leite de vacas mestiças Holandês x
Zebu alimentadas com dietas com tortas de amendoim, dendê e girassol oriundas da produção do
biodiesel
Suplemento
Variável
Sem torta adicional Torta de amendoim Torta de dendê Torta de girassol
Produção (kg)
Prod. diária de leite 8,10 8,33 7,73 8,04
Prod. corrigida (4,0% gordura) 6,65 6,55 6,35 6,26
Composição química (%)
Gordura 2,85 2,66 2,81 2,65
Proteína bruta 3,26 3,17 3,16 3,24
Lactose 4,73 4,78 4,73 4,77
Extrato seco total 11,81 11,59 11,69 11,65
Extrato seco desengordurado 8,96 8,93 8,88 9,01
Perfil de ácidos graxos (%)
C6:0 (capróico) 2,44 2,43 2,00 1,89
C8:0 (caprílico) 1,72 1,73 1,38 1,61
C12:0 (láurico) 4,23ab 4,13b 5,02a 4,01b
C14:0 (mirístico) 15,74 15,35 15,62 14,78
C14:1 (miristoléico) 1,43 1,01 1,39 1,33
C16:0 (palmítico) 39,18 38,74 36,91 39,18
C16:1 (palmitoléico) 1,40ab 0,95c 1,65a 1,33ab
C17:0 (heptadecanóico) 0,77 0,61 0,60 0,38
C18:0 (esteárico) 8,10 9,34 8,29 7,41
C18:1 (oléico) 23,98ab 23,11b 25,00ab 26,21a
C18:2 (linoléico) 0,50 0,87 0,57 0,29
C18:3 (linolênico) 0,52 0,75 0,55 0,52
C20:0 (araquídico) 0,97 0,45 0,87 0,80
Médias na linha seguidas de letras distintas diferem entre si (P>0,05) pelo teste Tukey.
Fonte: Adaptado de Lima (2011).
receberam suplemento com a torta de amendoim. O de dendê foi superior ao daquele sem torta adicional,
CDPB não diferiu entre os suplementos, por serem devido à diferença entre os teores de EE destes, 6,59%
isoproteicos, e o CDEE do suplemento com a torta e 2,87%, respectivamente.

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Tabela 5 - Custos com a alimentação e receita em função da produção de leite de vacas mestiças Holandês
x Zebu suplementadas com concentrados com torta de amendoim, dendê e girassol oriundas da
produção do biodiesel
Suplemento
Variável Sem torta Torta de Torta de Torta de
adicional amendoim dendê girassol
Concentrado fornecido/dia (kg) 3,00 3,00 3,00 3,00
Concentrado consumido/dia (kg) 2,86 2,88 1,95 2,91
Custo com suplemento concentrado/kg 0,81 0,78 0,64 0,74
Custo com suplementação/animal/dia (R$) 2,32 2,24 1,25 2,16
Dias de suplementação 60,00 60,00 60,00 60,00
Custo com suplementação total (R$/60dias) 139,19 134,68 74,79 129,40
Produção de leite diária (kg/animal) 8,00 8,33 7,73 8,04
Produção total (kg/animal) 480,00 499,80 463,80 482,40
Preço recebido por kg de leite (R$) 0,65 0,65 0,65 0,65
Preço recebido/produção total (R$) 312,00 324,87 301,47 313,56
Margem bruta da venda do leite (R$/animal) 172,81 190,19 226,68 184,16
Fonte: Adaptado de Lima (2011).
A produção diária de leite não diferiu entre as dietas alimentos economicamente viáveis para alimentação
com média de 8,05 kg/dia, bem como a composição de vacas em lactação a pasto.
química deste, cujos valores o enquadram dentro do Ao final deste estudo, pôde-se concluir que o
padrão de qualidade pré-determinado pela Instrução uso das tortas de dendê, amendoim e girassol para
Normativa 51 (MAPA, 2002). Isto indica que o leite suplementação de vacas lactantes criadas a pasto é
de vacas suplementadas com estas tortas não tem vantajoso, pois manteve o desempenho produtivo dos
suas características alteradas, sendo considerado um animais, a qualidade do leite, com custos de produção
leite normal, dentro da legislação, e que pode ser reduzidos, devido à diminuição do custo total com
utilizado pelas indústrias de laticínios. Quanto ao a alimentação: R$139,19 (sem torta adicional);
perfil de ácidos graxos do leite, nota-se que os ácidos R$134,68 (torta de amendoim); R$129,40 (torta de
graxos C12:0, C16:1 e C18:1, diferiram entre as girassol) e R$74,79 (torta de dendê).
dietas, refletindo o perfil desses ácidos graxos das Em outro experimento realizado com vacas
respectivas tortas e farelo de soja. O leite das vacas leiteiras criadas a pasto, foram testados níveis de
que receberam suplemento com torta de girassol torta de dendê (0, 25, 50 e 75%) nos suplementos,
teve maior concentração do ácido C18:1, e o das visando determinar o nível ótimo desta torta para a
vacas suplementadas com torta de dendê, maiores alimentação das vacas lactantes. Foram avaliados o
concentrações dos ácidos C12:0 e C16:1. consumo e a digestibilidade das dietas, a produção,
Os maiores custos com suplementação (dia e total) composição química e a aceitação do leite, bem como
ocorreram com o suplemento sem torta adicional, os custos com a alimentação e a receita em função da
seguido por àqueles com as tortas de amendoim, produção de leite (Tabelas 6, 7 e 8).
girassol e dendê. A maior margem bruta da venda O CMS total das dietas não foi influenciado
do leite foi ocasionada pelo uso do suplemento com pelos níveis de torta de dendê no concentrado,
a torta de dendê, entretanto, àqueles com as tortas entretanto, com o aumento crescente desses, os CMS
de amendoim e girassol também proporcionaram e CPB diminuíram linearmente, e os CEE e CFDN
maiores margens do que a obtida com o suplemento à aumentaram também de forma linear, denotando o
base de farelo de soja, caracterizando tais tortas, como efeito aditivo da torta de dendê sobre estas frações

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Tabela 6 - Consumo e digestibilidade de dietas com níveis de torta de dendê, oriunda da produção do biodiesel,
por vacas mestiças Holandês x Zebu
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0 25 50 75
Consumo (kg/dia)
CMS total 11,68 11,58 11,32 10,77 Ŷ= 11,34
CMS pasto 8,99 8,85 9,04 9,11 Ŷ= 9,00
CMS suplemento 2,69 2,73 2,28 1,66 Ŷ= 2,871 - 0,0142X
CPB pasto 0,60 0,57 0,57 0,60 Ŷ= 0,59
CPB suplemento 0,50 0,49 0,39 0,27 Ŷ= 0,5313 - 0,0032X
CEE pasto 0,25 0,24 0,25 0,24 Ŷ= 0,25
CEE suplemento 0,05 0,12 0,16 0,16 Ŷ= 0,06661 + 0,0015X
CFDN pasto 6,82 6,70 6,86 6,92 Ŷ= 6,83
CFDN suplemento 0,29 0,70 0,93 0,92 Ŷ= 0,3923 + 0,0085X
Digestibilidade (%)
CDMS 55,56 53,60 50,00 49,35 Ŷ= 55,46 - 0,090X
CDPB 71,00 68,44 68,99 60,98 Ŷ= 71,78 - 0,118X
CDEE 71,89 71,30 76,93 74,74 Ŷ= 73,72
CDFDN 53,88 57,22 55,22 55,86 Ŷ= 55,55
CDCT 59,62 55,32 55,45 50,95 Ŷ= 59,22 - 0,103X
CDCNF 66,61 47,93 50,58 36,31 Ŷ= 63,60 - 0,353X
Fonte: Adaptado de Silva (2011).
Tabela 7 - Produção, composição química e aceitação do leite de vacas mestiças Holandês x Zebu alimentadas
com suplementos com diferentes níveis de torta de dendê, oriunda da produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0 25 50 75
Produção (kg)
Prod. diária de leite 10,20 10,03 9,40 9,10 Ŷ= 9,68
Prod. corrigida (3,5% gordura) 9,73 9,67 9,47 9,37 Ŷ= 9,56
Composição química (%)
Gordura 3,30 3,20 3,40 3,90 Ŷ= 3,334 - 0,0098X + 0,0002X2
Proteína bruta 3,00 3,00 2,90 2,90 Ŷ= 2,95
Lactose 4,60 4,40 4,50 4,60 Ŷ= 4,52
Extrato seco total 11,80 11,60 11,80 12,30 Ŷ= 11,87
Extrato seco desengordurado 8,50 8,40 8,40 8,40 Ŷ= 8,43
Característica sensorial
*Aceitação 5,98 6,38 6,38 6,09 Ŷ= 6,19
*Médias seguidas por letras distintas na linha diferem (P<0,05) pelo Teste de Kruskal-Wallis. Fonte: Adaptado
de Faria (2012).
nutricionais. Verificou-se também que os CDMS, apresentou comportamento quadrático positivo, com
CDPB, CDCT e CDCNF foram reduzidos com a ponto de mínima de 24,7% de inclusão de torta de
adição dos níveis da torta de dendê, e que os CDEE e dendê. Vale destacar que os valores de composição
CDFDN não foram afetados. do leite encontram-se dentro da faixa recomendada
Embora o CMS do concentrado tenha diminuído pelo Regulamento técnico de identidade e qualidade
(Tabela 6) com a inclusão dos níveis de torta de de leite cru e refrigerado (Anexo IV) da Instrução
dendê, não houve redução na produção diária de leite, Normativa 51 - INS51 (MAPA, 2002). Esta
a qual pode ser considerada normal para rebanhos constatação permite inferir que o fornecimento de
leiteiros mestiços na região Nordeste do Brasil. suplementos concentrados com até 75% de torta de
Quanto à composição química do leite, os teores de dendê na alimentação de vacas em lactação a pasto
proteína bruta, lactose, sólidos totais e extrato seco propicia a produção de leite com características
desengordurado não variaram, e o teor de gordura consideradas normais pela legislação vigente no país,
148
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
Tabela 8 - Custos com a alimentação e receita em função da produção de leite de vacas mestiças Holandês
x Zebu suplementadas com concentrados com diferentes níveis de torta de dendê oriunda da
produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável
0 25 50 75
Concentrado fornecido/dia (kg) 3,00 3,00 3,00 3,00
Concentrado consumido/dia (kg) 3,00 3,00 2,50 1,80
Custo com suplemento concentrado/kg 0,69 0,61 0,52 0,44
Custo com suplementação/animal/dia (R$) 2,07 1,83 1,30 0,79
Dias de suplementação 60 60 60 60
Custo com alimentação total (R$/60dias) 124,20 109,20 78,71 47,82
Produção de leite diária (kg/animal) 10,20 10,03 9,40 9,10
Produção total (kg/animal) 612,00 601,80 564,00 546,00
Preço recebido por kg de leite (R$) 0,66 0,66 0,66 0,66
Custo da ração por kg de leite produzido 0,20 0,18 0,14 0,09
Margem bruta por kg leite (R$/kg de leite) 0,46 0,48 0,52 0,57
Preço recebido/produção total (R$) 403,92 397,19 372,24 360,36
Margem bruta da venda do leite (R$/animal) 279,72 287,99 293,53 312,54
Fonte: Adaptado de Silva (2011).
viabilizando-o para ser utilizado pelas indústrias de 33, 66 e 100%), visando determinar seu nível ótimo
laticínios. Sobre a aceitação do leite pelos provadores, na alimentação das vacas lactantes a pasto, foram
verificou-se também que não houve efeito dos avaliados: a produção e a composição química do
suplementos sobre esta característica sensorial. leite, bem como os custos com a alimentação e a
Os maiores custos com suplementação (dia e total) receita em função da produção de leite (Tabelas 9 e
ocorreu com o uso do suplemento sem a torta de 10).
dendê, sendo os mesmos reduzidos com a inclusão dos A produção diária de leite não foi influenciada pela
níveis deste ingrediente nos suplementos. A utilização oferta dos suplementos com os diferentes níveis de
de 75% da torta de dendê no suplemento ocasionou inclusão da torta de amendoim e pode ser considerada
maior margem bruta da venda do leite, tendo os demais muito satisfatória, haja vista que foi bem maior do
suplementos com esta torta, proporcionado melhores que as produções obtidas nos experimentos anteriores
resultados do que os obtidos com o uso do suplemento (Tabelas 4 e 7), e por estar acima da média da maioria
a base de farelo de soja, ressaltando assim, a grande dos rebanhos leiteiros mestiços na região Nordeste
importância deste coproduto como alternativa viável do Brasil. Quanto à composição química do leite,
para a alimentação de vacas em lactação. esta também não variou em função dos suplementos
Por todos os resultados obtidos, pôde-se concluir concentrados.
que a inclusão de torta de dendê no suplemento de Vale destacar que os valores de composição do
vacas criadas a pasto, não reduz a produção, nem altera leite encontram-se dentro da faixa recomendada
os teores de proteína bruta, lactose, sólidos totais e pelo Regulamento técnico de identidade e qualidade
extrato seco desengordurado do leite bem como sua de leite cru e refrigerado (Anexo IV) da Instrução
aceitação pelos provadores, porém aumenta o retorno Normativa 51 – INS51 (MAPA, 2002). Esta
econômico em função da redução dos custos com a constatação permite inferir que o fornecimento de
suplementação, compensando a menor produção. suplementos concentrados com até 100% de torta de
E no experimento realizado, testando-se o uso de amendoim na alimentação de vacas em lactação a
suplementos com níveis de torta de amendoim (0, pasto propicia a produção de leite com características

149
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
Tabela 9 - Produção e composição química do leite de vacas mestiças Holandês x Zebu alimentadas com
suplementos com diferentes níveis de torta de amendoim, oriunda da produção do biodiesel
Torta de amendoim (%)
Variável Equação de regressão
0 33 66 100
Produção (kg)
Prod. diária de leite 14,97 14,57 14,73 14,45 Ŷ= 14,68
Composição química (%)
Gordura 2,82 2,80 3,31 3,00 Ŷ= 2,98
Proteína bruta 3,01 2,98 2,90 2,97 Ŷ= 2,97
Lactose 4,69 4,70 4,67 4,66 Ŷ= 4,68
Extrato seco total 11,50 11,47 11,89 11,61 Ŷ= 11,62
Extrato seco desengordurado 8,68 8,66 8,57 8,61 Ŷ= 8,63
Fonte: Adaptado de Cerutti et al. (2012a).
Tabela 10 - Custos com a alimentação e receita em função da produção de leite de vacas mestiças Holandês
x Zebu suplementadas com concentrados com diferentes níveis de torta de amendoim oriunda da
produção do biodiesel
Torta de amendoim (%)
Variável
0 33 66 100
Concentrado fornecido/dia (kg) 3,00 3,00 3,00 3,00
Concentrado consumido/dia (kg) 3,00 3,00 3,00 3,00
Custo com suplemento concentrado/kg 0,76 0,74 0,71 0,69
Custo com suplementação/animal/dia (R$) 2,29 2,21 2,14 2,06
Dias de suplementação 60 60 60 60
Custo com alimentação total (R$/60dias) 137,28 132,71 128,12 123,42
Produção de leite diária (kg/animal) 14,97 14,57 14,73 14,45
Produção total (kg/animal) 898,20 874,20 883,80 867,00
Preço recebido por kg de leite (R$) 0,70 0,70 0,70 0,70
Custo da ração por kg de leite produzido 0,15 0,15 0,14 0,14
Margem bruta por kg leite (R$/kg de leite) 0,55 0,55 0,56 0,56
Preço recebido/produção total (R$) 628,74 611,94 618,66 606,90
Margem bruta da venda do leite (R$/animal) 491,46 479,23 490,54 483,48
Fonte: Adaptado de Cerutti et al. (2012b).
consideradas normais pela legislação vigente no país, produção, nem altera a composição química do leite,
viabilizando-o para ser utilizado pelas indústrias de e ainda propicia bom retorno econômico em função
laticínios. da redução dos custos com a suplementação.
Os maiores custos (Tabela 10) com suplementação
(dia e total) ocorreu com o uso do suplemento sem Pequenos ruminantes: caprinos
a torta de amendoim, sendo os mesmos reduzidos Foi realizado um experimento testando a utilização
com a inclusão dos níveis deste ingrediente nos de dietas com níveis de inclusão de torta de girassol
suplementos. A utilização de 100% da torta de (0, 8, 16 e 24%), para determinar o nível ótimo desta
amendoim no suplemento ocasionou ótima margem torta para a alimentação de cabritos em crescimento.
bruta da venda do leite, próxima às obtidas com os Foram avaliados: o consumo e a digestibilidade das
demais suplementos, ressaltando assim, a grande dietas, o ganho de peso médio diário e as características
importância deste coproduto como alternativa viável quantitativas da carcaça dos animais (Tabelas 11 e 12;
para a alimentação de vacas em lactação. Figura 1).
Por todos os resultados obtidos, pôde-se concluir A inclusão dos níveis da torta de girassol nas dietas
que a inclusão de torta de amendoim no suplemento dos cabritos não afetou os consumos de PB e FDN,
de vacas criadas a pasto é vantajoso, pois não reduz a em função do consumo de MS ter sido semelhante
150
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
Tabela 11 - Consumo e digestibilidade das dietas com níveis de torta de girassol oriunda da produção do
biodiesel, por cabritos ½ sangue Boer
Torta de girassol (%)
Variável Equação de regressão
0 8 16 24
Consumo (g/dia)
CMS 699,00 674,00 643,00 690,00 Ŷ= 676,00
CPB 105,00 100,00 88,00 100,00 Ŷ= 99,00
CEE 16,90 18,80 19,00 24,50 Ŷ= 16,3 + 0,288X
CFDN 247,00 253,00 237,00 286,00 Ŷ= 256,00
CCNF 245,00 219,00 180,00 192,00 Ŷ= 239,1 - 2,449X
CEM (Mcal/dia) 1,60 1,41 1,42 1,35 Ŷ= 1,44
Digestibilidade (%)
CDMS 72,48 72,25 68,85 62,86 Ŷ= 71,62 - 0,306X
CDPB 80,66 78,60 84,72 78,52 Ŷ= 80,61
CDEE 84,18 84,04 87,72 84,26 Ŷ= 85,05
CDFDN 54,24 47,78 53,88 45,70 Ŷ= 50,40
CDCNF 86,73 84,58 83,94 75,70 Ŷ= 86,14 - 0,369X
Fonte: Adaptado de Agy et al. (2012).
Tabela 12 - Características da carcaça e composição tecidual da perna de cabritos ½ sangue Boer submetidos
a dietas com níveis de torta de girassol oriunda da produção do biodiesel
Torta de girassol (%)
Variável Equação de regressão
0 8 16 24
Características da carcaça
Peso corporal ao abate - PCA (kg) 23,73 22,14 19,86 21,41 Ŷ= 21,79
Peso de carcaça quente - PCQ (kg) 8,45 9,52 8,64 8,42 Ŷ= 8,76
Peso de carcaça fria - PCF (kg) 8,36 9,35 8,41 8,21 Ŷ= 8,58
Rendimento de carcaça quente - RCQ (%) 36,47 42,49 41,70 39,18 Ŷ= 39,96
Rendimento de carcaça fria - RCF (%) 35,81 41,67 41,05 38,29 Ŷ= 39,21
Área de olho de lombo - AOL (cm2) 7,77 8,36 7,63 7,16 Ŷ= 7,73
Composição tecidual da perna
Músculo total (%) 68,95 67,68 66,99 70,29 Ŷ= 68,48
Gordura total (%) 3,92 3,04 2,70 2,18 Ŷ= 2,96
Osso total (%) 27,62 29,28 30,30 28,08 Ŷ= 28,82
Fonte: Adaptado de Palmieri et al. (2012).
teores de FDA nas dietas em função dos níveis da
torta de girassol.
A inclusão da torta de girassol nas dietas
influenciou negativamente o ganho de peso médio
diário dos cabritos, que reduziu 0,002 kg para cada
Figura 1 - Ganho de peso médio diário de cabritos 1% de aumento da torta de girassol, piorando,
½ sangue Boer submetidos a dietas com consequentemente, a conversão alimentar das dietas
níveis de torta de girassol (Adaptado de com 0, 8, 16 e 24% de torta de girassol, que foi de
Agy et al. (2012)) 5,36; 5,87; 7,75 e 7,58, respectivamente (Agy et al.,
entre as dietas, entretanto, elevou o de EE e diminui 2012).
o de CNF, como reflexo do aumento e redução das A inclusão da torta de girassol na dieta dos cabritos
respectivas frações nutricionais nas dietas. Verificou- não influenciou no PCA, nos PCQ, PCF, RCQ, RCF,
se também uma redução do CDMS, ocasionado na AOL, nem tampouco alterou as porcentagens de
provavelmente pela diminuição da digestibilidade osso, músculo e gordura da perna, provavelmente,
dos CNF, que por sua vez ocorreu pelo aumento dos pela semelhança do aporte energético aos animais,
151
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
haja vista que o consumo de EM não diferiu entre avaliados: o consumo e a digestibilidade das dietas,
as dietas (Tabela 11). Ao final do estudo, pôde-se o desempenho e as características quantitativas da
concluir que a inclusão de níveis de torta de girassol carcaça dos animais (Tabelas 13, 14 e 15).
na dieta de cabritos em crescimento, reduz o ganho A substituição do farelo de soja pela torta de
de peso médio diário dos animais, sem prejudicar a amendoim proporcionou redução no CMS, em
produção de carne. virtude do aumento no teor lipídico das dietas com
Foi realizado também um experimento testando a torta. Com base nas equações de regressão, pode-
a utilização de dietas com níveis de substituição do se verificar que para cada 1 g de EE ingerido, houve
farelo de soja pela torta de amendoim (0, 33, 66 e redução no consumo de 13,7 g de MS. A diminuição
100%), para determinar o nível ótimo desta torta para nos CPB e CCNF acompanhou a queda no CMS, pois
a alimentação de cabritos em crescimento. Foram os teores destas frações foram semelhantes entre os

Tabela 13 - Consumo e digestibilidade das dietas com níveis de torta de amendoim oriunda da produção do
biodiesel, por cabritos ½ sangue Boer
Torta de amendoim (%)
Variável Equação de regressão
0 33 66 100
Consumo (g/dia)
CMS 761,22 682,27 644,58 643,72 Ŷ= 741,47 - 1,1706X
CPB 140,59 132,06 120,29 118,63 Ŷ= 139,54 - 0,2329X
CEE 26,66 29,32 31,55 35,40 Ŷ= 26,465 + 0,0854X
CFDN 303,02 275,30 261,96 263,11 Efeito linear 1
CCNF 249,66 209,48 197,53 193,51 Ŷ= 239,6 - 0,5412X
Digestibilidade (%)
CDMS 71,60 71,68 69,22 68,91 Ŷ= 70,35
CDPB 80,57 78,96 81,71 81,02 Ŷ= 80,57
CDEE 87,36 92,00 90,82 93,42 Efeito linear 1
CDFDN 56,33 52,41 53,80 52,29 Ŷ= 53,71
CDCNF 92,82 96,52 90,30 93,24 Ŷ= 93,22
Fonte: Adaptado de Silva (2012).
Tabela 14 - Desempenho de cabritos ½ sangue Boer submetidos a dietas com níveis de torta de amendoim
oriunda da produção do biodiesel
Torta de amendoim (%)
Variável Equação de regressão
0 33 66 100
Peso inicial (kg) 15,53 15,73 15,64 15,59 Ŷ= 15,62
Peso final (kg) 25,73 24,68 23,17 23,56 Ŷ= 25,488 - 0,0241X
Ganho de peso total (kg) 10,20 8,95 7,53 7,97 Ŷ= 9,879 - 0,0243X
Ganho de peso diário (kg) 0,165 0,144 0,121 0,129 Ŷ= 0,1594 - 0,0004X
Conversão alimentar 4,61 4,74 5,33 4,99 Ŷ= 4,92
Fonte: Adaptado de Silva (2012).
Tabela 15 - Características da carcaça de cabritos ½ sangue Boer submetidos a dietas com níveis de torta de
amendoim oriunda da produção do biodiesel
Torta de amendoim (%)
Variável Equação de regressão
0 33 66 100
Peso corporal ao abate - PCA (kg) 25,05 24,12 23,18 23,39 Ŷ= 23,94
Peso de carcaça quente - PCQ (kg) 11,27 11,04 10,54 10,34 Ŷ= 10,80
Peso de carcaça fria - PCF (kg) 11,01 10,76 10,27 10,02 Ŷ= 10,52
Rendimento de carcaça quente - RCQ (%) 45,07 45,47 45,42 43,92 Ŷ= 44,97
Rendimento de carcaça fria - RCF (%) 44,03 44,26 44,24 42,54 Ŷ= 43,77
Área de olho de lombo - AOL (cm2) 7,29 6,89 5,56 6,23 Ŷ= 6,49
Fonte: Adaptado de Silva (2012).
152
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
suplementos. Verificou-se também que não houve pode ser explicado pelo maior tempo de retenção das
comprometimento da digestibilidade dos nutrientes, e respectivas dietas no trato gastrintestinal dos animais.
que o maior CDEE das dietas com torta de amendoim Também não houve variação entre as AOL, devido
foi possivelmente causada pelo aumento no consumo à semelhança verificada na proporção de músculos
desta fração. Houve ainda queda nos ganhos de peso das carcaças, o que denota um desenvolvimento
diário e total e conseqüentemente no peso final dos muscular similar dos animais, e as proporções dos
animais, possivelmente pela queda no consumo, e demais tecidos também não variou. E ao final deste
com base na equação de regressão relativa ao ganho estudo, pôde-se concluir que a torta de dendê pode ser
médio diário, observa-se redução de 0,4 g para cada adicionada na dieta de cabritos em crescimento, em
1% de substituição. Entretanto, não influenciou no até 21% da MS, sem prejudicar a produção de carne.
PCA, nos PCQ, PCF, RCQ, RCF e na AOL.
Ao final deste estudo, pôde-se concluir que a Pequenos ruminantes: ovinos
substituição do farelo de soja por níveis crescentes de Com ovinos foi realizado experimento testando a
torta de amendoim na dieta de cabritos em crescimento, utilização de dietas com níveis de inclusão de torta
reduz o consumo de matéria seca e dos nutrientes das de dendê (0; 6,5; 13,0 e 19,5%), para determinar
dietas, bem como o ganho de peso médio diário e total o nível ótimo desta torta para a alimentação de
dos animais, sem prejudicar a produção de carne. cordeiros em crescimento. Avaliaram-se o consumo
Em outro experimento foi testado a utilização de e a digestibilidade das dietas, o desempenho e as
dietas com níveis de inclusão de torta de dendê (0, 7, características quantitativas da carcaça dos animais, o
14 e 21%), para determinar o nível ótimo desta torta perfil de ácidos graxos e as características sensoriais
para a alimentação de cabritos em crescimento. Do da carne, bem como os custos com a alimentação e a
que foi avaliado na pesquisa, foram analisados até o receita em função da produção de carne (Tabelas 17,
momento os dados referentes a algumas características 18, 19, 20 e 21).
quantitativas da carcaça dos animais (Tabela 16). A inclusão dos níveis da torta de dendê nas dietas
Com a adição da torta de dendê nas dietas, não dos cordeiros proporcionou efeito linear decrescente
houve redução no PCA, nem nos PCQ e PCF. no consumo de MS, provavelmente devido ao
Entretanto, os RCQ e RCF reduziram linearmente aumento no teor de FDN das dietas, e aumento no
com o aumento dos níveis da torta nas dietas, fato que consumo de lignina. Efeito semelhante ocorreu com

Tabela 16 - Características da carcaça e composição tecidual da perna de cabritos ½ sangue Boer submetidos
a dietas com níveis de torta de dendê oriunda da produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0 7 14 21
Características da carcaça
Peso corporal ao abate - PCA (kg) 19,06 20,92 20,96 20,66 Ŷ= 20,40
Peso de carcaça quente - PCQ (kg) 8,42 9,33 8,87 8,53 Ŷ= 8,79
Peso de carcaça fria - PCF (kg) 8,40 9,33 8,82 8,49 Ŷ= 8,76
Rendimento de carcaça quente - RCQ (%) 43,94 44,49 42,25 41,19 Ŷ= 44,541 - 0,1499X
Rendimento de carcaça fria - RCF (%) 43,83 44,49 42,02 41,01 Ŷ= 44,477 - 0,1561X
Área de olho de lombo - AOL (cm2) 5,52 6,56 5,83 6,10 Ŷ= 6,00
Composição tecidual da perna
Músculo total (%) 68,83 72,18 70,23 70,65 Ŷ= 70,47
Gordura total (%) 6,41 5,62 6,19 5,24 Ŷ= 5,86
Osso total (%) 22,97 20,33 21,68 20,59 Ŷ= 21,39
Fonte: Adaptado de Ribeiro (2012).
153
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
Tabela 17 - Consumo e digestibilidade das dietas com níveis de torta de dendê oriunda da produção do
biodiesel, por cordeiros Santa Inês
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0,0 6,5 13,0 19,5
Consumo (kg/dia)
CMS 1,33 1,17 1,28 1,12 Ŷ= 1,314 - 0,09X
CPB 0,15 0,13 0,15 0,13 Ŷ= 0,145
CEE 0,02 0,03 0,03 0,04 Ŷ= 0,028 + 0,489X
CFDN 0,57 0,55 0,66 0,64 Ŷ= 0,562 + 0,005X
CCNF 0,52 0,41 0,37 0,26 Ŷ= 0,519 - 0,013X
CLIG 0,09 0,09 0,11 0,11 Ŷ= 0,092 + 0,01X
CNDT 0,86 0,76 0,85 0,72 Ŷ= 0,802
Digestibilidade (%)*
CDMS 75,38 75,18 75,88 72,68 Ŷ= 74,80
CDMO 77,11 76,98 79,13 72,70 Ŷ= 75,74
CDPB 69,36 67,78 67,22 67,87 Ŷ= 68,10
CDEE 79,90 80,34 84,89 84,96 Ŷ= 82,50
CDFDN 67,24 69,18 73,40 71,30 Ŷ= 70,28
CDFDA 65,52 72,50 74,02 70,16 Ŷ= 71,10
CDCNF 85,72 84,46 80,72 73,80 Ŷ= 87,10 - 0,60X
Fonte: Adaptado de Macome et al. (2011); Nunes et al. (2011).
Tabela 18 - Desempenho de cordeiros Santa Inês, submetidos a dietas com níveis de torta de dendê oriunda
da produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0,0 6,5 13,0 19,5
Consumo MS (kg/dia) 1,33 1,17 1,28 1,12 Ŷ= 1,314 - 0,09X
Ganho de peso (kg/dia) 0,17 0,15 0,17 0,17 Ŷ= 0,170
Conversão alimentar 7,74 7,41 7,44 6,78 Ŷ= 7,340
Fonte: Adaptado de Macome et al. (2011).
Tabela 19 - Características quantitativas da carcaça de cordeiros Santa Inês, submetidos a dietas com níveis
de torta de dendê oriunda da produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0,0 6,5 13,0 19,5
Peso corporal ao abate - PCA (kg) 37,51 35,93 37,48 35,53 Ŷ= 36,60
Peso de carcaça fria - PCF (kg) 17,08 15,40 16,44 14,41 Ŷ= 16,87 - 0,107X
Rendimento de carcaça fria - RCF (%) 45,49 42,80 43,78 40,72 Ŷ= 45,20 - 0,205X
Área de olho de lombo - AOL (cm2) 8,49 7,76 8,64 7,30 Ŷ= 8,05
Fonte: Adaptado de Macome et al. (2011).
o consumo de CNF, ocasionado pela redução desses outros componentes desta parede celular pelo seu
componentes nas dietas. Entretanto, os consumos de efeito recalcitrante.
EE e FDN aumentaram, em função dos elevados teores Apesar da redução no CMS ocasionada pela inclusão
destas frações presentes na torta de dendê. Verificou- da torta de dendê nas dietas dos cordeiros, o ganho de
se também uma semelhança entre os coeficientes de peso diário dos animais e a conversão alimentar não
digestibilidade da MS, MO, PB, EE, FDN e FDA, e diferiram entre as dietas, em virtude da semelhança no
redução linear do CDCNF, demonstrando que os CNF consumo de NDT, suprindo desta forma, quantidades
da torta de dendê provavelmente foram protegidos similares de proteína e energia, que são as frações mais
por componentes menos digestíveis da parede celular. importantes para o ganho de peso.
Vale salientar que houve uma elevação do teor de A área de olho de lombo não foi influenciada
lignina nas dietas, e que esta impede a digestão dos pelas dietas dos animais, provavelmente devido à
154
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
Tabela 20 - Perfil de ácidos graxos e características sensoriais da carne de cordeiros Santa Inês, submetidos a
dietas com níveis de torta de dendê oriunda da produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável Equação de regressão
0,0 6,5 13,0 19,5
Perfil de ácidos graxos (%)
C12:0 0,10 0,23 0,37 0,54 Ŷ= 0,06 + 0,02X
C14:0 2,23 3,27 3,94 4,60 Ŷ= 2,25 + 0,12X
C16:0 23,26 24,60 25,23 24,80 Ŷ= 24,34 + 0,06X
C18:2 cis-9 cis-12 2,66 2,33 2,71 1,52 Ŷ= 3,31 - 0,06X
CLA1 0,30 0,28 0,20 0,31 Ŷ= 0,27
AGS2 45,08 48,71 49,08 48,32 Ŷ= 47,80
AGI3 54,92 51,29 50,92 51,68 Ŷ= 52,20
IA4 0,59 0,75 0,83 0,86 Ŷ= 0,61 + 0,01X
AGCM5 30,92 32,74 34,23 34,92 Ŷ= 31,37 + 0,22X
AGCL6 68,89 67,10 65,59 64,94 Ŷ= 68,47 - 0,22X
Características sensoriais
Aparência 6,5 6,7 6,5 6,6 Ŷ= 6,5
Aroma 6,9 7,3 6,9 6,6 Ŷ= 6,9
Sabor 7,0 7,3 7,0 6,7 Ŷ= 7,0
Suculência 6,2 6,6 6,7 6,4 Ŷ= 6,5
Maciez 6,8 7,5 7,6 7,1 Ŷ= 6,76 + 0,1594X - 0,0073X2
1
Ácido Linoléico Conjugado; 2 Ácidos graxos saturados; 3 Ácidos graxos insaturados; 4 Índice de aterogenicidade;
5
Ácidos graxos de cadeia média (11 a 16 carbonos); e 6 Ácidos graxos de cadeia longa (acima de 16 carbonos).
Fonte: Adaptado de Ribeiro et al. (2011).
Tabela 21 - Custos com a alimentação e receita em função da produção de carne de cabritos ½ sangue Boer
submetidos a dietas com níveis de torta de dendê oriunda da produção do biodiesel
Torta de dendê (%)
Variável
0,0 6,5 13,0 19,5
Custo com alimentação/animal/dia (R$) 0,78 0,77 0,75 0,72
Dias de confinamento 70 70 70 70
Custo total com alimentação/animal (R$/70dias) 54,60 53,90 52,50 50,40
Ganho de peso médio diário (kg/animal) 0,177 0,157 0,176 0,168
Ganho de peso médio total (kg/animal) 12,39 10,99 12,32 11,76
Peso corporal ao abate (kg/animal) 37,51 35,93 37,48 35,53
Peso de carcaça fria (kg/animal) 17,07 15,40 16,43 14,41
Preço da carne (R$/kg) 5,50 5,50 5,50 5,50
Total de receita (R$) 93,88 84,70 90,36 79,25
Margem bruta (R$)1 39,28 30,80 37,86 28,85
Ponto de nivelamento (kg)2 9,92 9,80 9,54 9,16
Custo/kg de carcaça (R$)3 3,19 3,50 3,19 3,49
1
totais de receita (R$) - total de custo (R$); 2Totais de custo ÷ preço/kg de carne; 3totais do custo ÷ peso de
carcaça fria (kg).
Fonte: Adaptado de Macome (2009).
semelhança no consumo de proteína e energia, que A adição da torta de dendê propiciou maiores
resultaram em ganhos de peso e peso corporal ao concentrações de C12:0 e C14:0 na carne dos
abate, similares. Entretanto, a redução linear no cordeiros, em reflexo a elevação do teor desses ácidos
rendimento de carcaça fria, ocorreu possivelmente graxos nas dietas. Também houve aumento linear na
pelo aumento no consumo de FDN (Tabela 17), concentração de C16:0, e redução no teor do C18:2
que conseqüentemente resultou em maiores pesos cis-9, cis-12, entretanto, não houve efeito das dietas
do conteúdo gastrintestinal, diluindo o peso das sobre o CLA que é sintetizado no rúmen como um
carcaças. intermediário do processo de biohidrogenação do
155
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
ácido linoléico. O IA aumentou com a inclusão da dos produtos, desde que as dietas sejam balanceadas
torta, refletindo a elevação dos AGS na carne. A para atender as exigências nutricionais dos animais.
inclusão de torta de dendê reduziu o tamanho médio Embora em alguns casos possa haver queda na
das cadeias de ácidos graxos, haja vista o aumento produtividade, esta é compensada pelos menores
dos AGCM e redução dos AGCL. custos de produção, sem prejuízos a rentabilidade da
As dietas com torta de dendê não alteraram as atividade. Dessa forma, a inclusão dos coprodutos são
características sensoriais (aparência, aroma, sabor e mais indicados para àqueles que possam adquiri-los
suculência) da carne, e as notas atribuídas indicam a preços baixos, próximos a sua propriedade, pois do
boa aceitabilidade do produto. Entretanto, verificou- contrário poderá acarretar em redução das margens
se comportamento quadrático para a maciez, com de lucro.
pontuação máxima de 7,63 para o nível de 10,92% A utilização de tortas oleaginosas oriundas da
da torta, o qual foi ocasionado provavelmente, pelo produção do biodiesel, na alimentação dos ruminantes,
aumento no consumo de EE (Tabela 17) que até certo com destaque ao seu uso como aditivo na ensilagem
ponto, pode ter aumentado a deposição de tecido de plantas forrageiras, visando à obtenção de
adiposo no músculo, contribuindo para a elevação da silagens com maiores valores nutricionais, melhores
maciez. características fermentativas, e consequentemente, de
Os maiores custos com alimentação ocorreu com o melhor qualidade. Além disso, em virtude da expansão
uso da dieta sem torta de dendê, e foi reduzindo com da produção do biodiesel, o aumento da variedade de
a inclusão dos níveis desta, entretanto todas as dietas oleaginosas processadas, consequentemente gerando
resultaram em valores positivos de margem bruta. diferentes coprodutos, com possível potencial para
Considerando que o ponto de nivelamento representa serem empregados na alimentação animal. Entretanto,
a quantidade de venda do produto necessária para mais estudos devem ser realizados com coprodutos
cobrir o custo total, com 19,5% de torta de dendê na da agroindústria, com o intuito de estreitar a relação
dieta, foi necessário menor peso de carcaça para tal entre o conhecimento teórico e sua aplicabilidade,
finalidade. e aumentar a difusão destas tecnologias, as quais
Pelos resultados obtidos nesta pesquisa, pôde-se poderão fortalecer ainda mais as cadeias produtivas
concluir que a inclusão de até 19,5% da torta de dendê envolvidas, melhorarando a vida do homem do
na dieta de cordeiros em crescimento é vantajosa, campo.
pois reduz o consumo de matéria seca e os custos com No grupo de pesquisa “Alimentação de animais em
alimentação, sem prejudicar o ganho de peso diário clima tropical” - UFBA há vários projetos finalizados,
dos animais, a deposição de músculo na carcaça, nem em andamento e com previsão de execução. As
piorar a qualidade da carne. pesquisas recentes do grupo buscam avaliar os
níveis de inclusão de diferentes tortas de oleaginosas
Considerações Finais oriundas da produção do biodiesel. Os experimentos
testando as tortas de amendoim, dendê e girassol na
A inclusão de coprodutos na alimentação de alimentação de bovinos de corte em terminação estão
ruminantes é vantajosa para o produtor rural, pois em em fase de finalização, assim como as pesquisas com
muitas situações reduz os custos com a alimentação, as tortas de amendoim e girassol para cordeiros em
geralmente mantém a produtividade e a qualidade crescimento. Os resultados obtidos, serão a curto

156
Rev. Cient. Prod. Anim., v.15, n.2, p.141-160, 2013
ou médio prazo, e estes divulgados para o meio CALDAS NETO, S. F.; ZEOULA, L. M.; BRANCO,
técnico-científico e rural, cumprindo nosso papel de A. F. et al. Mandioca e resíduos das farinheiras na
difusores de tecnologias, dando o retorno esperado alimentação de ruminantes: digestibilidade total e
aos investimentos públicos a nós proporcionados. parcial. Revista Brasileira de Zootecnia. v.29 n.6,
p.2099-2108 (Suplemento), 2008.
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