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RESUMO DO TEXTO:

AGAMBEN, GIORGIO. “O que é o Contemporâneo?” In: O que é o Contemporâneo? e


outros ensaios; [tradutor Vinícius Nicastro Honesko]. — Chapecó, SC: Argos, 2009.

Discente: Silvia da Conceição Santos

O ensaio realizado por AGAMBEN opera uma investigação sobre o “ser”


contemporâneo e como transformar e compreender os mais distantes autores, de forma a
almejar conduzir os planos desses filósofos de forma contemporânea, entendo o conceito.
Refletindo que o sucesso dessa atividade irá se concretizar a partir do grau de capacidade
e vontade do pesquisador.
Iniciando as explicações com uma passagem de Nietzsche, que discorre sobre o
contemporâneo, que pode ser algo que acontece de maneira inesperada, um instante que
é espontâneo. Contemporâneo pode aparecer como algo que não se adequa a qualquer
coisa definida, é algo para além do tempo, é a “desconexão em relação ao presente”. O
contemporâneo é aquele que percebe e aprende o seu tempo, porém não é o nostálgico,
ou o que busca viver em outro tempo, mas é o que consegue mesmo odiando seu próprio
tempo, viver ele e compreende-lo.
A contemporaneidade é então uma forma de se relacionar com o tempo, mas não
os que vivem sua época perfeitamente, mas os que não podem manter os olhos em apenas
uma, são os que relacionam e interagem com as mais diferentes épocas.
Exemplificando com um poema de Osip Mandel’stam, podemos entender que a
contemporaneidade não é falar sobre o tempo, é ver e apreender as diferentes quebras, os
diferentes temas, como um outro conceito apresentado o contemporâneo é o que percebe
não as luzes do seu tempo, mas o escuro. O escuro aqui não é a paralisia, o contemporâneo
é o que consegue entender o escuro e não se deixa cegar pelas luzes, o contemporâneo é
aquele que vê a escuridão e não mede esforços para desvenda-la.
Como apresentado pelo autor, existem diversas galáxias, porem a luz não pode
nos alcançar e se revelar, compreender o escuro e entender que essa luz, que não nos
alcança deve ser entendida, nos mostrando como é ser contemporâneo. Entender que o
ser contemporâneo percebe o tempo, porém não se fixa em um lugar, mas que é dentro
dessa cronologia que as mudanças ocorrem, e é assim que descobrimos o que é
contemporaneidade.
Compreender que o “não” pode ser “sim”, o “já” pode não ser “agora”, é o
entendimento do ser contemporâneo, utilizar da moda é um dos pontos do autor explicar
o contemporâneo, o agora na moda é algo do instante, e pode acontecer de quando o
sujeito for dizer que está na moda, ele já não estar, outro ponto é que a moda pode se
apresentar tanto observando o passado, como se relacionar e citar um modo de se
reatualizar, algo que pode ter sido dividido, realocado, ou até mesmo ter sido considerado
errado.
Essa relação com o passado pode ser apresentada como o arcaico, algo que se
aproxima da origem, mas não se relacionando apenas com o tempo cronológico, mas com
o que acontece a todo momento, como o embrião que continua a agir nos tecidos adultos.
A distancia e ao mesmo tempo a proximidade, define a contemporaneidade, a origem
pulsando mais que o presente.
A arte se relaciona diretamente com o arcaico e o moderno, o fascínio que as obras
antigas transmitem, mostra que a modernidade esta ligada e contida no imemorial. A
vanguarda está sempre presente, já que o presente é algo não vivido em todo o vivido,
nesse sentido o contemporâneo significa estar em um presente que nunca foi vivido. O
contemporâneo dividiu o tempo, e fez dele um lugar de compromisso e de encontro em
tempos e gerações
O contemporâneo não é apenas o que percebe o escuro no presente, ou o que
apreende a luz, mas o que divide, interrompe e descontinua o tempo, e consegue
transformar e colocar o mesmo em relação a outros tempos. A capacidade do autor de
entender não só o agora, mas as figuras dos textos e documentos antigos poderá ter
sucesso com a contemporaneidade.