Você está na página 1de 114

Material do

Estudante
Decoração
Básica de
Interiores
Material do
Estudante
Decoração
Básica de
Interiores
Serviço Nacional de Aprendizagem
Comercial – SENAC ARRJ

Material do
Estudante
Decoração
Básica de
Interiores
Editora Senac Rio – Rio de Janeiro – 2019
Créditos
Decoração Básica de Interiores © Senac, 2019.
Direitos desta edição reservados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial –
Administração Regional do Rio de Janeiro.

Vedada, nos termos da lei, a reprodução total ou parcial deste livro.

Senac RJ
Presidente do Conselho Regional: Antonio Florêncio de Queiroz Junior
Diretora Regional: Ana Cláudia Martins Maia Alencar
Diretor Administrativo-financeiro: Sylvio Britto
Diretora de Educação Profissional: Wilma Bulhões Almeida de Freitas

Editora Senac Rio


Rua Pompeu Loureiro, 45/11 andar
Copacabana – Rio de Janeiro – CEP: 22061-000 – RJ
comercial.editora@rj.senac.br
editora@rj.senac.br
www.rj.senac.br/editora

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO


SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

S477d

Senac RJ
Decoração básica de interiores : material do estudante / Senac RJ. - 1. ed. - Rio de
Janeiro : Senac Rio, 2019.
112 p. : il. ; 28 cm.

Inclui anexo
ISBN 978-85-7756-460-6

1. Decoração de interiores. I. Título.

19-56734 CDD: 747


CDU: 747

Conteúdo: Renata Pertot de Oliveira


Perla Freitas Lopes
Validação Técnica: Gisela Caetano
Graziele Monteiro
Desenho Instrucional: Gabriela Dantas
Projeto Gráfico: Mônica Vaz
Diagramação: Vinicius Moura
Ilustração: Vinicius Moura
Validação Técnica: Mônica Vaz
Produção Editorial: Andréa Regina Almeida
Gypsi Canetti
Michele Paiva

Impressão: XXXXXXXXXXXXX
1ª edição: abril de 2019
1ª versão para plataforma digital: abril de 2019
As imagens de uso contratualmente licenciado, aqui inseridas, pertencem à G & S Imagens do Brasil Ltda. e são utilizadas
para fins meramente ilustrativos, o que se aplica, inclusive, a todos os exemplos, modelos e/ou indivíduos constantes
deste material.
Bem-vindo(a)!
Caro(a) estudante,

Parabéns pela iniciativa de buscar seu aprimoramento profissional!

Você está participando do curso Decoração Básica de Interiores,


desenvolvido pelo Senac. Serão 60 horas presenciais, durante as
quais você terá a oportunidade de aprimorar, em grupo, técnicas
que farão a diferença em sua atuação na área de decoração de
interiores.

No curso, você encontrará contribuições valiosas tanto para pla-


nejar e propor soluções harmônicas de decoração quanto para
realizar levantamento físico em ambientes residenciais e comer-
ciais, com a utilização de técnicas e materiais adequados aos di-
ferentes tipos.

Este material didático foi elaborado para orientar e complemen-


tar sua participação nos encontros presenciais do curso, além
de garantir um processo de aprendizagem dinâmico e objetivo.
Ele está organizado em duas Unidades Curriculares, que contem-
plam um conjunto de informações e orientações relevantes a fim
de contribuir para seu desenvolvimento e sucesso profissionais.

Aproveite bastante esta oportunidade.

Bons estudos!
De um lado,
as melhores vagas.
Do outro,
você sabendo
delas primeiro.

O Banco de Oportunidades aproxima os


alunos e ex-alunos do Senac das melhores
vagas do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo. E ainda oferece iniciativas de
orientação profissional e desenvolvimento
de carreira a esses novos talentos.
Cadastre seu currículo e sinta-se ainda
mais preparado na próxima oportunidade.
bancodeoportunidades.com.br ou
FALE COM A GENTE (21) 4020-2101.

• Vagas de nível técnico e graduação,


efetivas ou temporárias, para
emprego ou estágio.
• GRÁTIS para empresas e candidatos.
Estrutura do Curso

O curso de Decoração Básica de Interiores está organizado em duas


Unidades Curriculares. Veja.

Decoração, Estilo
e Mobiliário

Decoração Unidades
Básica de Curriculares
Interiores
Levantamento de
Espaços, Materiais e
Revestimentos
Iconografia
Em todas as Unidades Curriculares, nos momentos oportunos, você
encontrará ícones que o ajudarão em seus estudos. Veja como eles
se apresentam.

Agora é com você


Aponta o momento reservado para você registrar seus co-
mentários sobre alguma atividade e/ou reflexão proposta.

Atenção
Assinala/destaca uma informação de extrema importância.

Dica
Sugere práticas que facilitarão o seu trabalho no dia a dia.

O que é
Apresenta o significado de palavras utilizadas no texto,
visando facilitar sua compreensão do que foi lido.

Saiba mais
Acrescenta informações ao texto com o objetivo de auxi-
liar sua reflexão sobre o assunto estudado.
Sumário Unidade Curricular
Decoração, Estilo e Mobiliário 13
Conceitos Básicos 14
Design 17
Cor 22
Estilo 27
Perfil do Cliente 34
Mobiliário 39
Acessórios de Decoração 41
Persianas e Cortinas 45
Decorando Paredes 49
Tapetes 55
Sustentabilidade 61
Projeto – Prancha de Ambientação 64
Sumário
Unidade Curricular
Levantamento de Espaços, Materiais
e Revestimentos 67
Levantamento 68
Escolha de Materiais e Revestimentos 72
Madeira 74
Porcelanato e Cerâmica 78
Revestimentos 82
Pedras Decorativas 87
Iluminação 91
Vidros 93
Metais 96
Tecidos 98
Tintas 100
Anexo 103
Unidade Curricular
Decoração,
Estilo e
Mobiliário
Conceitos
Básicos

14 Decoração Básica de Interiores


1. Beleza
Ouvimos falar de beleza a todo momento em programas de televi-
são, letras de música, arte e até mesmo em concursos.

Mas, afinal, o que é BELEZA?

Tanto a palavra Beleza (Bellitas) como a palavra Estética (αισθητική


ou aisthésis) têm origem grega. Beleza significa o “estado de ser
belo”, já Estética é conceituada como “a ciência que trata do belo
em geral e do sentimento que ele faz nascer em nós”.

Inúmeros pensadores e filósofos buscam a compreensão do que é


a beleza. A mais antiga teoria ocidental pode ser encontrada nas
obras dos primeiros filósofos gregos pré-socráticos. Um deles é Pla-
tão, para quem a beleza era uma ideia (forma) acima de todas as
outras. Para Aristóteles, que via uma relação entre o belo e a vir-
tude, “a virtude visa à beleza”. Para o pensador e escritor contem-
porâneo Humberto Eco, autor de dois tratados, um sobre a beleza
e outro sobre a feiura, “belo é o adjetivo que usamos para indicar
algo que nos agrada”.

Padrão de beleza

Com o passar do tempo, é possível identificar a existência de mo-


delos estipulados pela sociedade do que é considerado bonito. De-
nominados padrões de beleza, tais modelos variam com o tempo.
Magreza, curvas avantajadas, músculos bem-definidos são alguns
dos diversos padrões já adotados.

Contudo, além do tempo, as questões culturais e sociais também


são variáveis que interferem direta-
mente na mudança dos padrões de
beleza. Isso significa que o padrão de
beleza existente na Inglaterra não é o
mesmo do Brasil, por exemplo.

Veja nas imagens ao lado alguns dos


padrões de beleza existentes ao longo
da história.

Material do Estudante 15
2. Arte x Arquitetura
Arte – É a atividade ligada a manifestações de ordem estética,
feita por artistas com base em percepção, emoções e ideias, a
fim de estimular esse interesse de consciência em um ou mais
espectadores; cada obra de arte tem um significado único e di-
ferente.

Artesanato – É o trabalho manual que utiliza matéria-prima na-


tural ou é produzido por um artesão (de artesão + ato). Com a
mecanização da indústria, no entanto, o artesão é identificado
como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cul-
tura popular.

Arquitetura – Segundo Vitrúvio: “... é uma ciência, surgindo de


muitas outras, e adornada com muitos e variados ensinamentos:
pela ajuda dos quais um julgamento é formado daqueles traba-
lhos que são o resultado das outras artes.”*

3. Design de interiores x Decoração


Design de interiores – Ficam a seu cargo projetos de interiores
residenciais e espaços comerciais, como escritórios, hotéis e res-
taurantes. Estuda e propõe as mais adequadas soluções, levan-
do em conta a funcionalidade e uma melhor qualidade de vida.

Decoração – É o ato de combinar uma série de elementos de


forma harmoniosa para ornamentar e organizar espaços.

* POLIÃO, Marco Vitrúviu. Tratado de arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

16 Decoração Básica de Interiores


Design
Para planejamento e elaboração de um projeto de decoração, são
utilizados como ferramentas princípios e elementos do design.

1. Princípios do design
Compostos de um conjunto de fundamentos, os princípios do de-
sign são responsáveis por criar um resultado visual harmonioso;
para isso, levam em conta as necessidades dos usuários e os as-
pectos dos espaços a serem projetados.

EQUILÍBRIO

ÊNFASE HARMONIA

UNIDADE E
CONTRASTE
VARIEDADE

ESCALA E
PROPORÇÃO RITMO

• Equilíbrio – Condição de estabilidade entre elementos de um


projeto, que podem ser classificados como simétrico, assimé-
trico ou radial.

• Harmonia – Arranjo ordenado dos elementos ou de partes de


um todo. É o relacionamento entre formas, texturas, cores, ilu-
minação, distribuição, materiais, entre outros.

• Unidade e variedade – Qualidade de estar reunido em “um”,


constituindo um todo organizado. É a sensação de continuida-
de entre os ambientes por meio do uso de diferentes formas,
texturas, cor, entre outros elementos.

18 Decoração Básica de Interiores


• Ritmo – Repetição padronizada de uma forma ou um elemento.
Essa repetição origina o dinamismo e ajuda a dar unidade ao
projeto.

• Escala e proporção – Relação de uma representação com o


que é representado. Deve-se trabalhar com as escalas (humana
e visual) e proporções dos ambientes, como também avaliar a
relação dos móveis entre si, com o tamanho, com o pé-direito e
com os objetos do ambiente.

• Contraste – Oposição de justaposição de elementos contras-


tantes, a fim de intensificar as propriedades de cada elemento e
tornar a expressividade mais dinâmica. É a inclusão de elemen-
tos contrastantes, que, quando juntos, enriquecem o projeto.

• Ênfase e centros de interesse – Relevância conferida a um ele-


mento de uma composição. Não deve haver competição entre
os elementos, mas, sim, os que sobressaem em forma, ilumi-
nação, tamanho etc., para atrair nossa atenção e acrescentar
movimento à composição.

2. Elementos do design
São as ferramentas que possibilitam a criação de ambientes har-
mônicos e criativos. Pense em uma receita, por exemplo. Para que
a execução saia perfeita, é necessário usar os ingredientes indica-
dos para compor o resultado final desejado. Os elementos funcio-
nam como os ingredientes para os princípios do design. São eles:

• Espaço – Tudo o que existe entre as paredes, o teto e o piso.

• Formas – Divididas em cilíndricas, retangulares, circulares,


ovais etc., ligadas de modo direto ao espaço. Observe que um
projeto ideal de decoração deve conter variadas formas para
evitar a monotonia.

• Linhas
Verticais: aumentam a altura
Retas – masculinas, formais
Horizontais: alargam o espaço

Diagonais: sugerem movimento

Quebradas: sugerem inquietude

Curvas – femininas, suavidade, movimento, relaxamento

• Texturas/Padronagens – Com elas, é possível criar diversida-


de, pontos de interesse e estímulo sensorial. Podem ser classifi-
cadas em lisas, metálicas, rugosas, rústicas e macias.

Material do Estudante 19
• Luz – Natural ou artificial, ela possibilita a criação de diferentes
atmosferas e a transformação de qualquer ambiente.

• Cor – Responsável por dar volume, alterar a forma, reduzir o


confronto entre a parte interna e a externa. É uma das maneiras
mais econômicas de transformar um ambiente.

3. Breve panorama do design nacional


O mobiliário no Brasil teve sua origem nos designers, artistas e ar-
quitetos estrangeiros que para cá vieram e encontraram uma la-
cuna na fabricação moveleira. O primeiro nome de destaque foi o
designer português Joaquim Tenreiro.

Com o passar dos anos, diversos designers brasileiros tiveram des-


taque na história da profissão. Conheça alguns deles:

Sérgio Rodrigues – Anos 1950 Geraldo de Barros – Anos


1950/60
Primeiro projetista brasileiro
de destaque. Em 1957, criou o Criador de móveis em estilo
primeiro exemplar de um mó- construtivista. Fundou a Uni-
vel genuinamente nacional – a labor, primeira experiência de
Poltrona Mole. cooperativa de trabalho.

Oscar Niemeyer – Anos 1970 Zanine Caldas – Anos 1970/80

Famoso criador da cidade de Arquiteto autodidata e gran-


Brasília, além de arquiteto, de conhecedor de madeira
também criou uma série de nacional. Criou um estilo único
mobiliários em parceria com que se destaca na produção de
sua filha, Anna Maria Niemeyer. móveis e residências, com uso
de madeiras nacionais.

20 Decoração Básica de Interiores


Outros designers se destacam por ter em sua obra uma preocupa-
ção com a sustentabilidade. Veja:

Carlos Motta Hugo França Claudia Moreira Nido Campolongo


Salles
Premiado no Brasil Muito conhecido Um dos precursores
e no mundo, cria por construir peças Aproveita madeiras no Brasil em projetos
móveis com restos de únicas de troncos de de demolição. Com de grande repercus-
madeiras devolvidas árvores caídas. linhas retas e eco- são nacional e inter-
pelo mar. nômicas, imprime nacional com mate-
elegância e impres- riais reciclados.
siona pelo excelente
acabamento em suas
peças.

Domingos Tótora Irmãos Campana Zanini de Zanine Jader Almeida

Desenvolve em seu Os grandes destaques Une humor com Designer catarinense


ateliê, na cidade do Brasil em feiras in- aproveitamento de que prima pelo bom
mineira de Maria da ternacionais do setor. materiais. Tem como acabamento de suas
Fé, toda uma cadeia Foram os primeiros a destaques a “cadei- peças e tem tido
produtiva e sustentá- se destacar no cená- ra moeda”, feita das grande destaque em
vel, com vistas a fixar rio internacional e se sobras das moedas âmbito internacional.
o homem em seu ter- tornaram exclusivos de dez centavos da
ritório. Todos os seus de uma marca italia- Casa da Moeda, e a
móveis são feitos com na. “poltrona Skate Jr.”,
massa de papelão de shapes de skate
reciclado. reciclados.

Para finalizar os destaques nacionais, temos os designers Humber-


to da Mata, Sergio e Jack Fahrer, Etel Carmona, Baba Vacaro e, ain-
da, o escritório destaque Lattoog dos cariocas Pedro Moog e Leo-
nardo Lattavo. Todos esses são atuantes no mercado e premiados
pelo Museu da Casa Brasileira, referência nacional e internacional
em sua premiação anual aos melhores profissionais do setor.

Material do Estudante 21
Cor
“Toda cor é uma interpretação que o cérebro faz dos sinais luminosos.
Por isso, nunca se saberá ao certo se duas pessoas enxergam uma cor
exatamente da mesma maneira. Às vezes, a percepção de uma cor
pode ser afetada pelo efeito de contraste.”*

A cor é uma sensação. Como sensação, ela tem um efeito psicoló-


gico e pode ser dividida em três grupos:

• Cores primárias – Também conhecidas como cores puras (ma-


genta, azul e amarelo), existem sem a mistura de outras cores,
ou seja, não podem se decompor e são responsáveis pela for-
mação das outras cores, as secundárias – daí seu nome.

• Cores secundárias – São cores formadas pela combinação de


cores primárias, como o verde, que é a união do azul e do ama-
relo; o laranja, que é a união do amarelo e do magenta; e o roxo,
que é a união do magenta e do azul.

• Cores terciárias – São formadas pela combinação entre uma


cor primária e outra secundária.

* Jackson Angelo
http://jacksonangelo.blogspot.com/2009/10/quantas-cores-o-olho-humano-
-pode.html. (Acesso em 13 de março de 2019.)
Material do Estudante 23
1. Temperatura das cores
As cores podem ser classificadas como quentes ou frias. Essa clas-
sificação foi definida pelo psicólogo alemão Wilhelm Wundt (1832-
-1920) com o intuito de designar as sensações que cada bloco de
cor provoca no ser humano.

Segundo ele, as cores quentes são dinâmicas e estimulantes; a elas


estão associados vitalidade, excitação, alegria e movimento. Já as
cores frias são estáticas e suaves, portanto estão associadas aos
efeitos calmantes e tranquilizantes.

Cores
Quentes

Cores
Frias

2. Cor luz × Cor pigmento


Cor luz – É a própria luz, decomposta em muitas cores. Pode ser ob-
servada através dos raios luminosos. O somatório de todas as cores
luz é o branco; sua ausência, o preto.

Cor pigmento – É a cor refletida por um objeto, isto é, a cor perce-


bida pelo olho humano. Pode estar nas tintas, nos vernizes, lápis
de cor, tintas de tecidos ou tintas naturais. O somatório de todas as
cores pigmento é o preto; sua ausência, o branco.

24 Decoração Básica de Interiores


3. Matiz, tom e intensidade
As cores têm três dimensões ou características, são elas:

• Matiz – Define as tonalidades das cores; por exemplo, o amarelo,


o verde e o roxo são matizes. Conclui-se, então, que todas as cores
são matizes, sejam primárias, sejam secundárias ou terciárias.

• Tom – Corresponde à quantidade de luz presente na cor, classi-


ficada em tonalidades claras e escuras. Dessa maneira, quando
se acrescenta preto a um matiz, ele fica com uma tonalidade
mais escura; do contrário, se acrescentarmos branco a uma cor,
ela fica com uma tonalidade mais clara; amostra disso é que
atingimos uma tonalidade mais clara, ou o matiz cor-de-rosa,
quando misturamos o vermelho e o branco.

• Intensidade da cor – Diz respeito ao brilho da cor. Um matiz de


intensidade alta ou forte é vívido e saturado, já o de intensidade
baixa ou fraca caracteriza cores fracas ou de tom pastel. O disco
de cores mostra que o amarelo tem intensidade alta, enquanto
a do violeta é baixa.

Material do Estudante 25
4. As cores e suas harmonias
• Harmonia cromática – Ocorre quando certa escolha de co-
res possibilita que o olho se mantenha em equilíbrio, ou seja,
a soma de todos os tons tem de resultar em um cinza médio.
Quando há harmonia cromática, o olho fica em uma situação de
conforto, uma situação de relaxamento em que ele dificilmente
se cansará de olhar para a imagem. Essa é a grande vantagem
de trabalhar em harmonia.

• Harmonia acromática – São as cores neutras. Preto, branco,


prata, cinza, beges e marrons são tons neutros e se harmonizam
bem com a maioria das cores. Em excesso, pode configurar mo-
notonia; o ideal é misturar com algumas cores mais fortes em
pequenos detalhes.

• Harmonia monocromática – É resultante de uma mesma cor


da roda das cores. As tonalidades podem mudar, mas todas fi-
cam no mesmo matiz da roda das cores.

• Harmonia complementar – Direta ou por contraste, é consti-


tuída pelas cores que ficam uma em frente da outra no círculo
das cores.

• Harmonias análogas – São produzidas por cores com nuances


em comum, que ficam próximas no círculo das cores. As cores
análogas propiciam uma excelente harmonia, pois estão rela-
cionadas de tal modo a, quando utilizadas em conjunto, promo-
ver um efeito lindo e equilibrado.

• Harmonia triádica – Composta de três cores em forma de triân-


gulo. Tem alto contraste (não tanto quanto a harmonia comple-
mentar) e é muito dinâmica. Com essa combinação, a coerência
nasce da variedade.

• Harmonia tétrade – Também chamada de harmonia dupla


complementar, ela combina dois pares de matizes opostos no
círculo cromático que dão origem a um retângulo. Conta com
uma variedade de nuances que são trabalhadas em simultâneo,
mas ao mesmo tempo é a mais complicada de acertar.

As cores podem ajudar a construir pontos focais, os quais nos cha-


mam a atenção tão logo batemos o olho em um quadro ou uma
foto, olhamos um prédio ou entramos em um ambiente, decorado
ou não.

26 Decoração Básica de Interiores


Estilo

Material do Estudante 27
O estilo nos torna únicos. O estilo é a nossa marca pessoal, ou seja,
reflete a nossa personalidade.

Com o modo de nos vestir, em geral conseguimos passar adiante


gostos, classe social e interesses. Por isso, o estilo de uma pessoa
está diretamente ligado ao jeito de pensar, falar, agir, além de se
vestir.

Precisamos nos olhar no espelho para descobrir do que gostamos


e do que não gostamos, pois o vestir, e consequentemente nosso
estilo, é uma comunicação não verbal do que somos.

O que é estilo?

É um conceito da História da Arte, de significado amplo e muitas


vezes vago. Em geral, indica um grupo de características mais ou
menos constantes e definidas que possibilitam a identificação da
arte produzida em um período histórico (estilo medieval), em uma
região (o estilo provençal francês), por um grupo de artistas (estilo
dos impressionistas), de um único artista (o estilo de Michelangelo)
ou de uma fase em sua carreira (as três fases de Beethoven), de uma
corrente estética (estilo neoclássico), um estilo conceitual (estilo
contemporâneo) e relacionam uma obra à sua origem. A análise es-
tilística pode ser capaz de definir a autoria ou a origem geográfica
ou cronológica de um objeto.

A palavra deriva do latim stilus, um instrumento de metal pontiagu-


do usado para escrever ou desenhar em tijolos especiais para cons-
truções romanas (estilete). Isso reflete bem o que seria estilo – o
desenho peculiar de cada artista, de cada lugar, de cada período.
Pelo tijolo e seu desenho, é possível definir seu período e como a
obra foi feita.

É muito importante o decorador conhecer os principais estilos, pois


isso tem muita influência na hora de decorar um ambiente.

1. Clássico
Também conhecido como estilo tradicional, tem suas origens na
Grécia antiga e clássica e sofreu forte influência no Império Romano.

Nesse estilo, é comum o uso de harmonias de cores neutras em tons


claros. Materiais nobres como o mármore são muito utilizados, mas
também estão presentes as porcelanas, pratas, o latão, os cristais,
bronze e madeiras como carvalho, mogno, faia e cerejeira, com fri-
sos e estuque.

28 Decoração Básica de Interiores


Para elementos decorativos, o estilo clássico abrange peças como
livros, lustres, almofadas, arranjos florais, espelhos, molduras or-
namentadas, talheres de prata, abajures em seda e candelabros.
Muitas vezes, tira-se proveito dos mesmos objetos com o propósito
de conseguir uma simetria harmoniosa para o ambiente.

Colunas gregas, frontões triangulares, balaustrada, arco romano


também fazem parte do vocabulário clássico. Atemporal, esse esti-
lo influenciou vários outros ao longo da história, tais como o renas-
centista, o barroco e o rococó, o neoclássico e o vitoriano.

Material do Estudante 29
2. Art déco
Estilo decorativo que surgiu nas artes plásticas, artes aplicadas (de-
sign, mobiliário, decoração) e arquitetura no período entreguerras
europeu.

O art decó, que de início foi apresentado como um estilo luxuoso, fez
uso de materiais caros como jade, laca e marfim. Após a exposição
Art Decó no Metropolitan Museum de Nova York, em 1934, o estilo
passou a "dialogar" mais diretamente com a produção industrial e
com os materiais e formas passíveis de reprodução em massa.

O barateamento da produção levou à popularização do estilo, que


acabou por invadir a vida cotidiana: os cartazes e a publicidade, os
objetos de uso doméstico, as joias e bijuterias, a moda, o mobiliá-
rio, entre outros.

Suas principais características são o uso de formatos geométricos,


o design abstrato, o uso de linhas circulares, de retas estilizadas e
das formas femininas, de animais e de folhagens mais detalhadas e
com cores suaves.

O estilo art déco serviu de modelo para o estilo modernista.

30 Decoração Básica de Interiores


3. Moderno
O aspecto principal do estilo moderno é o foco na funcionalidade.
A finalidade é fugir do excesso de acessórios e peso das ornamenta-
ções que não têm uma função prática para dar foco no conforto com
um design mais fácil de ser compreendido.

Esse estilo, que deriva da escola Bauhaus e das vanguardas artísti-


cas do início do século XX, teve seu apogeu em meados do século
XX. Como características, apresenta linhas fortes, mobiliário mini-
malista e uso de cores básicas, com poucas variações.

Os materiais empregados no estilo modernista são vidro, madeira,


aço inoxidável e plástico.

4. Tipo de padronagem étnica


Com origem na palavra grega ethnos, o termo étnico é relativo ou
pertencente a um povo, uma raça ou um grupo social que apresenta
homogeneidade cultural e linguística, além de compartilhar histó-
ria e origem comuns.

Esse estilo caracteriza-se por incorporar objetos ou mobiliários de


diferentes culturas na composição do ambiente. É um meio de ex-
pressar o interesse por culturas diversas.

Material do Estudante 31
5. Eclético
A decoração eclética reúne o antigo e o novo, o Oriente e o Ociden-
te, o luxo e a simplicidade, em um ambiente composto de diferen-
tes objetos de histórias pessoais. Esse estilo preza por um ambiente
cheio de personalidade.

O adepto do ecletismo não tem receio de parecer fora do padrão


ou da moda. Afinal, ecletismo é a liberdade de experimentar cores,
formas, artefatos e objetos.

Nos dias atuais, o estilo eclético acompanha o estilo contemporâ-


neo de linhas mais limpas e puras; com isso, o ambiente ganha per-
sonalidade.

6. Minimalista
Partidário da teoria do “menos é mais”. Funcionalidade é mais
importante do que estética. Poucos móveis em grandes espaços e
um mínimo de cores (branco, preto, cinza e alguns tons neutros).
Formas simples e prioridade aos objetos e móveis de design, assi-
nados, multifuncionais e eficientes. Os móveis assumem o papel
de elemento decorativo. As linhas são estreitas e simples. O esti-
lo minimalista dispensa texturas e padrões desnecessários. Faz-se
uso de materiais como madeira, vidro, aço inox, cromado, espelho,
mármore e granito.

7. Contemporâneo
Tem como base a simplicidade, levando em conta as mais recentes
tendências. Sua principal característica é o uso de formas geométri-
cas em obras de arte e elementos decorativos. Dispõe de uma pale-
ta de cores em que predomina o neutro, em variações monocromá-
ticas de tons dinamizados, com toques de cores mais fortes, como
amarelo, laranja, vermelho, berinjela ou lilás.

Os materiais predominantes nesse estilo são vidro, pedras, cimen-


to, metal, aço, mármore, madeira clara ou escura. Quanto ao acaba-
mento, são envernizados, envidraçados, metalizados ou pintados.

32 Decoração Básica de Interiores


8. Industrial
Esse estilo é muito usado em lofts ou prédios antigos convertidos
em áreas residenciais.

Para uma decoração nesse estilo, é necessário criar a ilusão de su-


perfícies gastas e adotar materiais que sugiram um passado indus-
trial, como deixar paredes sem tratamento ou sem acabamento.
Completam o clima muitos elementos metálicos brutos, materiais
reciclados, cores sóbrias e neutras.

São empregados materiais como tijolos aparentes, cimento quei-


mado, concreto, madeira sem acabamento, metais diversos e tu-
bulações aparentes. Na decoração, vale utilizar quadros-negros,
objetos com estética vintage, além de sofás e tapetes, para deixar o
ambiente mais acolhedor.

9. Rústico
A proposta desse estilo é trazer o clima de uma casa de fazenda,
mesmo que em plena cidade.

As madeiras são recicladas e reutilizadas, assim como são usados


diferentes tipos de materiais naturais e artesanais. É considerado
um estilo ecologicamente correto.

Cestos, cerâmicas, tapetes de materiais simples como algodão, sisal


ou fibras de coco, rattan ou bambu são elementos decorativos bas-
tante empregados. Peças de coleção convivem bem com peças ga-
rimpadas em vendas de garagem ou feiras de antiguidades. Podem
ser combinadas com peças modernas, um artesanal “sofisticado”.

Material do Estudante 33
Perfil do
Cliente

34 Decoração Básica de Interiores


Para a concepção de um bom projeto, é preciso ter claros os dese-
jos, gostos, hábitos, além das necessidades e expectativas do clien-
te. Essas informações definem o perfil do cliente.

Mas como fazer para conseguir essas informações?

1. Briefing
O primeiro passo é realizar uma entrevista com o cliente. Esta deve
ser conduzida de maneira informal, para que os questionamentos
se enquadrem no contexto de uma conversa. Com as informações
obtidas, torna-se possível a criação do conceito-chave para o desen- O que é?
volvimento do projeto de decoração.
Partido é o ponto inicial
O projeto tem de ter o jeito de ser e viver do cliente. O briefing via- de um projeto. São os
biliza que o profissional entenda o seu cliente e, com isso, trace seu materiais, mobiliários,
perfil e elabore as soluções de projeto que atendam à demanda. equipamentos etc. que
Neste momento, temos um partido. são utilizados no projeto
para atingir o conceito.
Exemplo: para um projeto
que tenha como conceito
anos 1960, não se podem
utilizar elementos con-
temporâneos. Deve-se ter
como partido equipamen-
tos, cores e mobiliários
que remetam a essa déca-
da.

Material do Estudante 35
Questionário modelo para a realização de um briefing

• Quem são os moradores? Solteiro ou casal?

• Filhos? Existe perspectiva de aumento da família? Casamento?

• O imóvel é moradia provisória ou definitiva?

• Quanto tempo pretende viver nele?

• Alergias?

• Quais são as cores que mais agradam e que efeito cada tom causa em seu espírito?

• Que tipo de clima pretende criar em cada ambiente da casa?

• Deseja manter algumas coisas ou pretende comprar tudo novo?

• Do que você gosta e do que não gosta (móveis, adornos etc.)?

• Tem animais de estimação ou pretende ter?

• Trabalha em casa?

• Algum hobby? Coleções? Manias? Aversões?

• Empregada?

• Costuma fazer as refeições em casa?

• Gosta de cozinhar?

• Pratica esporte?

• Recebe visitas? Em que lugar da casa gosta de recebê-las? Tem hóspedes eventuais?

• Qual é a frequência de uso de cada ambiente? Em quais situações? Quem usará?

• Prefere ambientes com muitos ou poucos elementos decorativos?

36 Decoração Básica de Interiores


2. Prancha conceito
A prancha conceito é a primeira etapa para a elaboração de soluções
de um projeto. É uma representação gráfica, feita em colagens de
fotos, imagens, recortes, tecidos, texturas e frases que representam
um conceito, cujo propósito é tornar a visualização de um projeto
mais clara em nossa mente.

Fundamental para a elaboração de um projeto, a prancha conceito


serve como guia para que o projeto permaneça nos parâmetros esti-
pulados no perfil do cliente. A prancha conceito indica a direção que
se deve seguir.

AS IMAGENS NÃO
FORAM BAIXADAS

Material do Estudante 37
3. Prancha de ambientação
Após a realização da prancha conceito, deve ser elaborada a
prancha de ambientação. Esta consiste em uma representação
gráfica com um breve resumo de tudo o que será utilizado no
projeto, como tipos de mobiliários, paleta de cores, modelos de
padronagens, texturas, revestimentos, tudo de acordo com a
prancha conceito.

IMAGEM NÃO
FOI BAIXADA

38 Decoração Básica de Interiores


Mobiliário

Material do Estudante 39
Mobiliário é o conjunto de móveis, objetos e equipamentos que sus-
tentam o corpo humano (como assentos e camas), servem para es-
tocar objetos ou são usados de apoio para objetos em superfícies
horizontais.

Seu objetivo é fornecer aos usuários utilidades específicas que lhes


facilitem as atividades cotidianas, como comer, dormir, descansar,
ler, além de exercer uma função simbólica.

O desenvolvimento da história do mobiliário começa no momento


que o homem deixa de ser nômade, ou seja, desde que ele passa a
Saiba mais ter uma habitação fixa, e acompanha a sua história política, social e
artística até a atualidade.
Até o século XVI, tudo
era classificado como Ao longo do tempo, o mobiliário foi evoluindo de acordo com as ne-
móvel e sua acepção era cessidades humanas, a capacidade técnica e a sua sensibilidade es-
tão abrangente que che- tética. Desse modo, a sua caracterização varia muito de acordo com
gava às joias e pratarias. a região e a época, podendo-se fazer uma divisão por períodos ou
estilos que se inserem mais ou menos nos grandes movimentos da
história da arte.

40 Decoração Básica de Interiores


Acessórios
de Decoração

Material do Estudante 41
Acessórios são elementos de composição que promovem a liga-
ção entre as peças em um projeto de decoração. Relacionamos a
seguir algumas regras existentes para a utilização adequada dos
acessórios.

• Procurar objetos que representem a personalidade do cliente,


como livros, lembranças de viagens, entre outros.

• Considerar o estilo adotado para o ambiente.

• Explorar opções para exibir os acessórios. Os acessórios po-


dem ser expostos de inúmeras maneiras. Cabe ao profissional
expô-los para que o melhor da composição sobressaia.

• Criar grupos. (Arranjos muito simétricos acabam sendo mais


formais.)

• Escolher acessórios em cores que complementem a decoração.


Nunca esqueça as harmonias cromáticas.

• Variar nas texturas, dando riqueza ao ambiente.

• Usar acessórios que estejam na mesma escala de tamanho do


espaço decorado.

• Colocar primeiro os acessórios maiores, depois os menores.


Acessórios ou grupos de acessórios muito grandes dominam
um espaço pequeno, enquanto acessórios muito pequenos de-
saparecem em um espaço muito grande.

42 Decoração Básica de Interiores


Algumas categorias de acessórios se destacam e merecem um co-
nhecimento maior a seu respeito. Veja.

• Porcelana – Tipo de massa manipu-


lável derivada de uma argila branca
especial que se chama caulim. Com
surgimento entre 206 a.C. e 220 d.C
e disseminação na Europa a partir do
século XIII, a porcelana ganhou ares
de requinte e alto valor pela própria
natureza da fabricação de suas pe-
ças, minuciosa e detalhada.

São estas algumas marcas de porce-


lana reconhecidas em âmbito mun-
dial: Meissen, Vista Alegre, Limoges,
Noritake.

• Cristal – Nome popular dado a um vidro de


ótima qualidade e perfeitamente lapidado –
característica que garante sua transparên-
cia e seu brilho. É muito utilizado na deco-
ração por ser de fácil manutenção e de alto
impacto pelo brilho que transmite.

Grandes marcas continuam produzindo pe-


ças de alto valor, como Bohemia, Lobmeyr,
Baccarat e Swarovski.

• Muranos e opalinas – O murano é um tipo de cristal de fabrica-


ção artesanal e quase não realizada em série. Com uso da téc-
nica de soprar o vidro, produz peças julgadas de rara beleza.

Já as opalinas (também chamadas de milk glass) são um tipo de


cristal com aspecto leitoso que podem ter várias cores: bran-
ca (a menos valorizada), tons de verde, tons de azul, lavanda,
cor-de-rosa e, a mais rara e cara, amarelo ovo, além das que
combinam duas cores.

IMAGEM OPALINA

Material do Estudante 43
• Prataria – São baixelas e uten-
Saiba mais sílios domésticos, como casti-
çais, cálices, talheres, entre ou-
Prata de lei tros, desde que feitos de prata.
A prata que contém pelo O termo também pode se referir
menos 80% de pureza é a uma porção de pratos, uma
denominada prata de pratalhada.
lei. Essa expressão tem
origem em uma lei por-
tuguesa do século XV,
criada na tentativa de
regulamentar a manufa-
tura de prata.
Se uma peça for genui-
namente de lei, estará
marcada com uma sé- Antigo × Vintage × Retrô
rie de letras, números
e símbolos – os quais
têm suas origens em um Ficou cada vez mais comum ouvir sobre artigos de decoração vintage
sistema de marcação ou retrô, assim como ouvir que o antigo está na moda.
criado no século XIV. Ao
virar a peça, é possível É muito importante que o decorador entenda a diferença desses
consultar essa marca e, conceitos tanto para a escolha do mobiliário quanto para a escolha
desse modo, identificar dos acessórios destinados ao projeto.
se a peça realmente é
prata de lei, quem a fez,
além de quando e onde
foi feita.
• Antigo ou Antiguidade – FOTO
Tudo que tem mais de cem
anos de idade. ANTIGUIDADE

• Vintage – Todo objeto,


mobiliário ou têxtil que
tenha sido feito a partir
de 1920 ou que tenha, no
mínimo, mais de vinte anos.

• Retrô – Também conhecido


como repro – do termo inglês
reproduction –, enquadra-
-se em qualquer peça atual
que faça uma releitura ou
seja a reprodução de algo já
fabricado.

44 Decoração Básica de Interiores


Persianas
e Cortinas

Material do Estudante 45
Itens essenciais para revestimento de janela, as cortinas e persia-
nas têm a função de integrar o interior ao exterior ou mesmo excluí-
-lo. São elementos decorativos que vedam, oferecem privacidade e
ajudam na acústica do ambiente.
Atenção Podem ser encontradas de diversos tipos, como: longas, curtas,
Para garantir o caimento estampadas, lisas, modernas ou clássicas. A grande dificuldade é
perfeito, é necessário es- adequá-las ao projeto.
colher um tecido adequa-
do ao ambiente e ao mo- O principal determinante do tipo de material a ser utilizado em uma
delo escolhido. cortina/persiana deve ser a função que ela terá, por exemplo: suprir
a necessidade do espaço, proteger do excesso de sol durante o dia,
trazer privacidade, controlar a poluição sonora, cobrir uma janela
indesejável ou, simplesmente, ser um elemento decorativo.

1. Modelos de cortinas
• Cortina franzida, com trilho – Franzida e presa com rodízios.
Tem abertura central e movimento horizontal.

• Cortina franzida, com varão e argolas – Também franzida, com


abertura central e movimento horizontal, tem sua fixação em um
varão de madeira ou metal, com argolas.

• Cortina franzida, tipo brise brise – Franzida e presa entre duas


hastes que permanecem fixas. É usada normalmente em janelas
ou portas estreitas e deve ser confeccionada em tecidos leves.

• Cortina festonê – Levemente drapeada, presa a um suporte fixo.


É puxada por um cordão que, suspende a cortina, acentuando
mais o franzido. Deve ser confeccionada em tecidos leves.

• Cortina painel – Presa em rodízios no trilho. Cada painel desliza


sobre um trilho.

• Cortina rolô – É enrolada com movimento vertical.

• Cortina Roman Shade – Quando esticada, lembra uma cortina


painel. Ao ser suspensa, por um cordão, forma pregas.

46 Decoração Básica de Interiores


Outras nomenclaturas referentes a cortinas

• Reposteiro ou xale – É um
segundo material que la-
deia a cortina. Em geral, é
confeccionado em tecido di-
ferente da cortina principal.

• Bandô – É o fechamento su-


perior utilizado para escon-
der o trilho que sustenta a
cortina.

• Blackout ou blecaute – De
material mais resistente
que o tecido da cortina, tem
a capacidade de impedir a
entrada de luz do exterior
para o interior do cômodo.
Próprio para quartos, salas
de TV ou home theater.

• Persianas – Tanto horizon-


tais quanto verticais, po-
dem ser de plástico, PVC,
madeira ou alumínio. Com
persianas, o controle de en-
trada de iluminação é mais
eficiente e elas dão mais
privacidade ao ambiente.

Material do Estudante 47
2. Colocação de cortinas
A fim de garantir o objetivo proposto no projeto, existem algumas
regras para a colocação de cortinas:

• Caso a cortina sirva apenas para cobrir a janela, deve-se medir


a distância entre a parte superior da janela e o teto para instalar
o varão bem no meio. Caso a distância seja menor que 30 cm,
comece a cortina do teto.

Também é necessário medir a distância entre a parte inferior da


janela e o piso; considere o meio para saber a altura da cortina.
Todavia, se essa distância medir menos que 60 cm, faça a cortina
longa.

• As medidas das laterais servem tanto para janelas como para


partes. Deve-se medir a distância entre a esquadria e o final da
parede. Caso a distância seja menor que 50 cm, cubra a parede
inteira.

• Para determinar a medida do varão ou do trilho, deve-se medir a


largura da janela e acrescentar 20 cm de cada lado.

48 Decoração Básica de Interiores


Decorando
Paredes

Material do Estudante 49
1. Quadros
Existem diversos tipos de quadros que podem ser usados para deco-
rar as paredes de um ambiente. Veja:

• Pinturas – É comum que a tela seja o suporte. São muito co-


muns nas versões a óleo e acrílico.

• Desenhos – Normalmente têm o papel de suporte. Os tipos mais


comuns de desenhos são feitos com grafite, aquarela, pastel
seco, pastel oleoso, carvão e lápis de cor.

• Gravuras – Podem ser feitas de diversos materiais. O material


utilizado determina a classificação da gravura (serigravura, xilo-
gravura, linogravura, entre outras).

• Fotografias – Podem ser usados os mais diversos tipos, como


artísticas, de viagem, de familiares, eventos. Também podem va-
riar entre preto e branco (P&B) e coloridas.

• Pôsteres e cartazes diversos – Podem ser feitos com base em


propagandas antigas, cartazes de filmes, cartazes de eventos es-
peciais, cartazes turísticos, páginas de jornais, páginas de histó-
rias em quadrinhos.

Pintura Desenho Gravura

Fotografia Pôster

50 Decoração Básica de Interiores


A combinação de quadros é uma boa pedida para decorar paredes,
mas projetar uma combinação eficiente requer cuidado em relação
à harmonia. Para garantir a harmonização dos quadros, é importan-
te atentar para os seguintes itens:

• Estilo – Quadros não precisam combinar entre si. Um abstra-


to pode ficar bem ao lado de um figurativo. Se tiver dúvidas na
hora de compor, evite misturar variados tipos: tapeçarias com
pinturas, ou gravuras, telas e fotos na mesma parede.

• Cores – Algumas tonalidades do quadro ou da moldura podem


estar presentes em um móvel ou objeto decorativo, como tape-
tes e almofadas. Isso não deve ser regra, entretanto, já que o ex-
cesso de combinação é previsível e desinteressante.

• Temas – Adequar o tema da obra ao cômodo em que será coloca-


da pode ser uma boa alternativa. Pinturas abstratas e minimalis-
tas combinam em ambientes modernos; gravuras e fotografias,
em quartos de crianças e adolescentes, por exemplo.

• Quantidade – É preciso ter cuidado para não exagerar no ta-


manho e na quantidade de quadros em ambientes peque-
nos. Se já tiverem muitos móveis, o local parecerá poluído
visualmente.

Material do Estudante 51
Após a escolha dos quadros, outros itens devem ser observados an-
tes da etapa de fixação:

• Visibilidade – O quadro deve ser fixado de modo a ser visuali-


Dica zado com facilidade. Cuidado com paredes que acabam ficando
um pouco escondidas atrás de portas e janelas abertas.
• Antes de furar a parede,
verifique se não passam • Luminosidade – O lugar escolhido deve ser bastante iluminado,
canos de água ou fios elé- seja por meio de luz natural, seja por artificial, mas não pode cau-
tricos no local. sar sombras, modificar texturas e cores. Luz solar sobre o quadro
• Para evitar que os qua- está terminantemente proibido, desbota as cores.
dros marquem a parede,
cole em cada canto inter- • Altura – Quadros posicionados em locais altos ou baixos de-
no da moldura um pedaço mais prejudicam a decoração. Faça com que o ponto médio dele
de cortiça ou um adesivo esteja entre 1,50 m e 1,60 m do chão. Outra maneira de saber
bolha. a medida certa é colocar o quadro na altura dos olhos de uma
pessoa de estatura mediana e que esteja em pé. Se a peça esti-
• Evitar a proximidade ver em cima de um sofá ou de um móvel, a altura pode ser um
com fontes de calor – lâm- pouco maior. Outro ponto a ser considerado é se o pé-direito do
padas, velas e lareiras – e ambiente é muito alto. Nesse caso a regra anterior não vale. Em
saídas de ar-condicionado termos métricos, se ele estiver acima de um móvel, a distância
para não danificar a obra. do quadro para o móvel deve ser em torno de 25 cm.

• Não tocar em obras sem • Alinhamento – Em paredes que acompanham uma escada, siga
a proteção de luvas de al- os degraus e disponha os quadros na diagonal.
godão, pois o suor e a gor-
dura das mãos imprimem • Lugar de honra – O melhor quadro deve ficar no lugar mais no-
as digitais em superfícies bre da casa. Se a sala for a escolhida, prefira colocar a peça aci-
mais lisas. ma do sofá ou em uma parede de destaque.

• Hall de entrada – É recomendado que seja escolhida, de prefe-


rência, uma peça única e grande para esse local.

52 Decoração Básica de Interiores


2. Espelhos
São elementos que podem causar grande impacto
em qualquer projeto de decoração. Apesar de se en-
caixarem bem em qualquer tipo de ambiente, seu
uso deve ser analisado em profundidade uma vez
que os espelhos são capazes de aumentar e reduzir
espaços (criam a sensação de profundidade) e du-
plicam a luz do ambiente.

Ao pensar no uso de espelhos na decoração de pa-


redes, é importante levar em conta alguns itens:

• Paredes laterais são ideais para receber espe-


lhos, desde que reflitam coisas bonitas e inte-
ressantes.

• Ambientes estratégicos para a aplicação do es-


pelho são hall de entrada, sala de jantar, closets
e portas de armários em quartos e banheiros.

• Não é aconselhável aplicar dois espelhos no


mesmo ambiente, nem em frente a aparelhos
de televisão.

• Além de decorar, o espelho pode ser utilizado


como ponto de iluminação.

• O ideal é instalar o espelho em um ponto que


receba incidência de solar natural e reflita no
ponto mais escuro.

• Outra solução é instalar um abajur em frente ao


espelho para que ele reflita mais iluminação por todo o ambiente.

• Os espelhos com molduras deixam a sala mais sofisticada.

• A decoração com espelhos divididos, particionados ou em con-


junto é uma alternativa para adicionar informação, mas, ao mes-
mo tempo, leveza. Se você tem um ambiente grande, pode abu-
sar desse estilo.

• Os espelhos com muitas divisões dão a sensação de redução


no ambiente.

Material do Estudante 53
3. Pratos de parede
Outro elemento muito usado em decoração de paredes são os pratos
decorativos, que podem ficar expostos uns sobre os outros ou alia-
dos a algum objeto de decoração.

Não existe limitação na decoração com pratos, eles podem ser mistu-
rados a outras peças da decoração de parede. Deve-se atentar apenas
para a tranquilidade visual, por isso é interessante colocar os pratos
lisos entre os decorados; desse modo, quebra-se um pouco a hege-
monia das cores e estampas, diminuindo o excesso de informação.

54 Decoração Básica de Interiores


Tapetes

Material do Estudante 55
A muito tempo atrás, a população da Ásia Central cresceu considera-
velmente. Como consequência, surgiu a tribo nômade Yoruks, forma-
Saiba mais do por parcela desta população excedente que optou por migrar para
outras regiões do continente.

O tapete mais antigo Durante sua jornada, os Yoruks começaram a sofrer com a exposição
no mundo é conhecido a condições climáticas severas. Para se proteger, eles desenvolveram
como Pazyryk e está ex- uma técnica de fabricação de tapetes, usados para cobrir suas tendas
posto no Hermitage Mu- e colocados no chão, para se protegerem da umidade.
seum em Leningrado, na
Os tapetes costumavam ser fabricados com lã e algodão para os am-
Rússia.
bientes mais populares, e seda – menos durável e, por isso, mais ra-
Datado cientificamente ros – para ambientes mais sofisticados e pessoas com maior poder
de 2.500 anos atrás, foi aquisitivo.
encontrado em 1947 na
Sibéria pelo arqueólogo A tapeçaria passou a ser vista como arte e manifestação cultural.
russo Rudenko. O tapete persa, por exemplo, é um dos mais procurados e de preço
mais elevado.
O tapete tem as medi-
das de 190 cm × 210 cm Nos dias de hoje, a produção de tapetes persas é totalmente mecani-
e foi feito com nós du- zada, mas os trabalhos feitos à mão ainda são encontrados.
plos (turcos); ele contém
surpreendentes 347 mil
nós/m 2.
Tudo indica, pela quali-
dade e sofisticação do
tapete, que já existiam
tapetes com datas ante-
riores à da descoberta.

1. Tipos de tapetes orientais


• Isfahan – A iraniana cidade de Isfahan há muito tempo é um dos
centros produtores do famoso tapete persa. Tem como caracte-
rística estampas com flores, em geral adornadas com um meda-
lhão central. Às vezes, os quatro cantos repetem os motivos do
medalhão central.

56 Decoração Básica de Interiores


• Kilim – Na definição, kilim é um tipo de tapete de textura forte e
sem pelos. Em vez de nós, ele é confeccionado com laçadas por
entre os fios da urdidura, quase como um bordado. No Ocidente
eles são conhecidos por seus desenhos gráficos e abstratos, po-
rém cada tribo e localidade tem um estilo próprio, que pode va-
riar entre cores mais vibrantes e mais terrosas, imagens simples
e complexas. São de origem turca ou romena.

• Nain – Sua ornamentação é similar à dos tapetes de Isfahan. O


campo é decorado com laços carregados de ramos floridos, mas
o medalhão central é menos denso. Muitos tapetes apresentam
motivos vegetais e animais. A borda é composta de uma faixa
central e duas faixas secundárias, que podem, por sua vez, estar
enquadradas por duas faixas estreitas. Suas cores características
são bege, marfim e branco, usadas sobre um fundo verde claro
ou azul.

• Shiraz – Feitos à mão, combinam estampas geométricas com


motivos florais e com motivos de animais. São feitos em várias
cores, sendo as principais os tons de azul, de vermelho e de areia.

• Tabriz – Normalmente, são compostos de ornamentos de flores


e um medalhão central. Os motivos abrangem árvores floridas,
arbustos e folhas de tamanho grande. Há também exemplares
com animais. Sua borda é de três faixas, ornamentadas com os
motivos do campo. Têm origem persa.

• Hamadã – Na maioria das vezes é decorado com motivos hérati


e destaca-se sobre fundo vermelho. No centro, vê-se um meda-
lhão com decoração floral ou geométrica sobre um fundo de cor
marfim. As quatro cantoneiras reproduzem a decoração do me-
dalhão.

A borda é clássica, com três bandas: as bandas secundárias estão


decoradas com rosáceas e arabescos, e a banda central reproduz
os motivos do campo.

Uma das características desses tapetes é que a grande maioria ter-


mina com uma franja larga em uma das extremidades, enquanto na
outra extremidade há apenas uma franja estreita.

• Bukhara, buchara – Paquistaneses, esses tapetes têm desenhos


mais livres. São pequenos ou estreitos, chamados de “galerias”.

Material do Estudante 57
2. Tipos de tapetes ocidentais
• Savonnerie – Os savonnerie são chamados assim porque sua pri-
meira produção foi em uma antiga fábrica de sabão. Esse foi o
tipo de tapete mais usado nos ambientes reais franceses.

Eles eram tecidos conforme as técnicas usadas nos tapetes orien-


tais, embora os desenhos fossem estritamente ocidentais e se
inspirassem na arte renascentista. Seus desenhos incorporavam
guirlandas de flores com imagens da antiguidade clássica, como
arabescos de acanto e cenas mitológicas.

• Gobelin – Com origem no século XV, na França, essa técnica é


considerada uma prática de tapeçaria associada ao luxo no mun-
do inteiro. Foi a realeza francesa que incentivou a produção de
tais tapeçarias, a fim de desenvolver suas relações comerciais,
retratar obras de arte e cenas da sociedade aristocrática.

As peças eram confeccionadas com a ajuda de um grande tear,


de um artesão que o operava e de um mestre que adaptava as
obras a serem tecidas, transformando-as em tapeçaria utilizada
até para a forração de estofados.

• Aubusson – Produzidos na França, esses tapetes eram exclusivos


para os palácios do rei e de sua corte. Artistas da corte criavam os
desenhos e incluíam arranjos florais, referências militares, herál-
dicas e motivos arquitetônicos. Nesse tapete são usadas as técni-
cas do kilim e do soumak.

O período de maior produção foi entre 1650 e 1789. Em 1743, foi


revogada a lei que obrigava ao uso exclusivo da casa real de to-
dos os tapetes produzidos na França. Para proteger o patrimô-
nio real, no entanto, foi criada outra lei, que proibia a França de
importar qualquer tapete oriental. A maioria dos tapetes dessa
época é encontrada apenas nos maiores museus do mundo.

• Arraiolos – Tapete bordado em lã, com o ponto de costura com o


mesmo nome, sobre uma tela de juta, algodão ou linho. É carac-
terístico da vila alentejana de Arraiolos, em Portugal.

O bordado de Arraiolos tem como vantagem o fato de dar à tape-


çaria a resistência e consistência convenientes e possibilita a re-
produção fiel de todos os desenhos geométricos e da maior parte
dos desenhos artísticos.

• Casa Caiada – No Brasil, em 1966, duas senhoras de Pernambuco


perceberam a ociosidade que se fazia presente na vida das donas
de casa de baixa renda, hábeis costureiras e rendeiras, cujo ofício
passava de mãe para filhos, pessoas com dificuldade para traba-
lhar fora de casa ou ter um trabalho fixo.

58 Decoração Básica de Interiores


Foi pensando em fazer um trabalho social, e ao mesmo tempo em
ajuda financeira, que essas duas senhoras tiveram a feliz ideia de
criar o primeiro tapete genuinamente brasileiro. Uma pequena
Casa Caiada tornou-se o ponto de encontro das artesãs, por isso
a inspiração do nome. Trata-se de um artesanato minucioso, que
foi ficando cada vez mais arrojado e, em consequência, valoriza-
do por ter conotações próprias, ser feito à mão e exibir desenhos
sofisticados.

Os primeiros desenhos basearam-se nos azulejos coloniais portu-


gueses dos séculos XVII e XVIII que revestem as igrejas, os museus
e casas daquela época.

Algumas regras para a escolha de tapetes

• Não deixar para escolher o tapete depois dos móveis – Muitas


pessoas pensam que ele deve ser o último item da decoração,
mas o melhor é dar uma olhada no que existe disponível no mer-
cado durante a pesquisa dos móveis. Logo, se você gostar de um
tapete com uma explosão de cor ou com algum padrão marcante,
pode repensar o estilo da decoração e deixá-lo como ponto focal
do cômodo.

• O tapete e o piso precisam conversar – Uma boa dica é escolher


um tapete liso para um piso trabalhado ou um tapete mais elabo-
rado para um piso mais simples; um tem muita influência sobre o
outro. Em relação à cor, no caso de um piso escuro, vale apostar
em um tapete em tom mais claro e vice-versa.

• Avaliar o uso que você faz do ambiente – No caso de um tapete


para a sala, se você tem cachorros ou costuma reunir amigos e
familiares com frequência e essa é uma área com intensa circu-
lação de pessoas, prefira materiais sintéticos, como náilon, que
são mais resistentes. Tapetes de fibras naturais, lã ou seda são
mais delicados.

• Ter em mente que quanto maior o tapete, melhor – É um aces-


sório que delimita os espaços e o ideal é que todos os móveis
fiquem sobre ele, deixando apenas uma faixa do piso à mostra,
como uma moldura. O sofá, por exemplo, precisa estar pelo me-
nos com os dois pés dianteiros em cima do tapete.

• Equilibrar as cores do ambiente – Se você decidiu que o tapete


será o acento visual do espaço, invista em móveis com tons neu-
tros. Caso os móveis, o piso ou a decoração já tenham elementos
em cores intensas e marcantes, priorize tapetes neutros.

• Ficar atento para que, na sala de jantar, as cadeiras permane-


çam dentro da área do tapete mesmo quando estiverem em uso.

Material do Estudante 59
Cama de Casal Cama Queen Cama King

1,40 1,60 1,95


1,90

2,00

2,05
0,50 0,50 0,50
0,50

0,50

0,50
www.decoralternativa.com.br

60 Decoração Básica de Interiores


Sustentabilidade

Material do Estudante 61
Hoje, o conceito de sustentabilidade já faz parte do projeto de deco-
ração. Mas como colocá-lo em prática?

Primeiro, devem-se privilegiar as questões ambientais no ciclo de de-


senvolvimento do produto, verificar se ele está adequado ao fator am-
biental, com a redução dos impactos negativos ao meio ambiente na
sua produção. Dar prioridade a produtos locais, evitando assim o uso
de fretes (dispensar transportes, para não incorrer na emissão de gás
carbônico) e ajudando a economia das comunidades do entorno etc.

Veja dicas que o auxiliam na tarefa de aliar a sustentabilidade à trans-


formação de ambientes.

1. Materiais de baixo impacto


ambiental para o seu projeto
Madeira certificada ou reflorestada,
madeira de demolição, materiais
de revestimentos certificados e re-
nováveis, fibras naturais são alguns
produtos que estão disponíveis no
mercado e acarretam um impacto
menor ao meio ambiente.

Deve-se levar em consideração se o


processo de produção desses mate-
riais é ambientalmente correto. Tam-
bém importa saber se o processo
produz resíduos ou até mesmo se há
muito gasto de energia em sua distri-
buição e confirmar se tem certificação.

2. Eficiência energética
Como empregar os fatores naturais
para oferecer um espaço mais con-
fortável?

Aproveitar a luz e a ventilação natu-


ral tendo em vista o gasto de energia
dos equipamentos. A adequação da
iluminação e o conforto térmico são
itens imprescindíveis para tornar
um ambiente agradável.

62 Decoração Básica de Interiores


Observe sempre o selo do PROCEL nos eletrodomésticos, pois ele
comprova a eficiência energética. Isso também é um diferencial.

3. Qualidade e durabilidade
Este é um item importante, já que nem sempre materiais reaprovei-
tados e/ou reutilizados podem ser tão duráveis. Uma alternativa é re-
vestir o material para que ele possa ganhar mais tempo de uso na de-
coração com técnicas como laminado melamínico ou pintura em laca.

4. Reutilização e reaproveitamento
A criatividade não tem limite. Caixotes de feira, pallets e pneus, ma-
teriais que antes seriam descartados, agora são reaproveitados para
o design de interiores e viram estantes, nichos, estrutura de cama e
pufe. Novas ideias e novos acabamentos transformam os materiais e
os ambientes, reduzindo o impacto ambiental e trazendo versatilida-
de para eles.

5. Eficiência na utilização da água


O consumo de água hoje deve ser encarado como o item mais impor-
tante em termos de sustentabilidade. Não basta poupar, é preciso
usar a água de forma consciente. Existem muitos produtos economi-
zadores, tais como torneiras, válvulas de descarga e chuveiros que
podem ajudar nesse processo, evitando cerca de 60% do desperdício
de água.

6. Paisagismo funcional
Além de transmitir tranquilidade, o paisagismo é um grande aliado
da decoração.

A horta em casa é um exemplo do paisagismo funcional, uma vez que


fornece alimento e pode ser educativo, terapêutico ou servir de res-
tauração ambiental.

Material do Estudante 63
Projeto – Prancha
de Ambientação

A IMAGEM NÃO FOI BAIXADA

64 Decoração Básica de Interiores


Chegamos ao momento do projeto final desta Unidade Curricular.

O projeto consiste na criação de uma prancha de ambientação para


um cômodo diferente dentro de um mesmo tema, que será sorteado
em aula. O conjunto do trabalho será um grande painel decorativo
nos moldes de uma Casa Cor.

É necessário que a composição do trabalho apresente variedade,


mas sempre com o cuidado de respeitar a unidade do tema proposto.

A IMAGEM NÃO FOI


BAIXADA

Material do Estudante 65
Unidade Curricular
Levantamento
de Espaços,
Materiais e
Revestimentos

Material do Estudante 67
Levantamento

68 Decoração Básica de Interiores


O objetivo do levantamento é identificar a configuração de um espa-
ço e seus elementos arquitetônicos. Na etapa seguinte são propostas
intervenções no espaço com base em dados métricos.

Nessa etapa o profissional de decoração precisará executar alguns


passos. Veja:

1. Croqui – Desenho feito à mão, sem


instrumentos próprios, para represen-
tar uma ideia, um objeto ou um am-
biente com a maior clareza possível.

É utilizado para apresentar ideias e


sugestões ao cliente ou, em outras
ocasiões, quando se precisa de um
esboço rápido. Não exige grande
precisão ou refinamento gráfico –
embora haja croquis muito apura-
dos, verdadeiras obras de arte.

2. Planta baixa – Nome que se dá ao desenho de uma construção.


Sua finalidade é determinar, por meio do desenho, a forma, as
dimensões e disposições dos cômodos ou ambientes. Ao longo
do projeto, pode ser necessária a produção de diversos tipos de
plantas, com um determinado propósito, como:

• Planta baixa de layout – Feita à mão ou com o auxílio de


softwares, abrange somente a marcação de elementos tais
quais piso, parede e mobiliários, identificando o formato
dos elementos que serão propostos.

• Planta baixa humanizada – O desenho exibe detalhes que


facilitam o entendimento de leigos sobre a ideia da propos-
ta do projeto. Nela entram cores, texturas, acessórios, som-
bras e luz.

• Planta baixa falada – Além do layout, contém linhas de cha-


mada para explicar ou especificar os principais itens do
projeto.

Material do Estudante 69
TERRAÇO

TERRAÇO TERRAÇO

DORMITÓRIO 2

DORMITÓRIO 3 SUITE

ESTAR

BANHO 2 BANHO 1

JANTAR COPA DEPENDENCIA


SERVIÇO
ÁREA
SERVIÇO

3. Vistas – Na decoração de interiores, é na projeção vertical inter-


na de um ambiente que podemos observar, em desenho, todos
os elementos próximos às paredes, um a um. Ainda temos as vis-
tas como recurso para complementar informações já contidas na
planta e para propiciar novos dados ao levantamento.

VISTA 0 1 2
1

70 Decoração Básica de Interiores


4. Perspectivas – A perspectiva reproduz a forma e a disposição
segundo a qual os objetos se apresentam aos olhos do observa-
dor. É um tipo de desenho tridimensional.

TÉCNICAS DE LEVANTAMENTO

1. Observe o local e desenhe em forma de croqui, sem medidas.

2. Desenhe e nomeie o ambiente. Dica


3. Tire as medidas necessárias (cotas) e anote-as.
O decorador pode usar
4. Desenhe vistas, caso necessário, complementando informa-
como base, quando possí-
ções importantes ou medidas que não constam no croqui de
vel, a planta que o cliente
planta baixa.
fornece, seja da constru-
5. Fotografe o local (para tirar dúvidas posteriores). tora, seja do engenheiro/
arquiteto. Suas medidas,
6. Faça uma revisão do que foi desenhado e medido. porém, são essenciais
uma vez que sempre há
variações do projeto ini-
cial que não foram modifi-
cadas ou anotadas (isso é
muito comum).

Material do Estudante 71
Escolha de
Materiais e
Revestimentos

72 Decoração Básica de Interiores


Alguns critérios devem ser levados em consideração para a esco-
lha dos materiais e revestimentos a serem utilizados no projeto;
são eles:

• Funcional/técnico – O melhor é escolher o revestimento de acor-


do com o ambiente e sua função. Por exemplo, o piso para um es-
tacionamento não pode ser o mesmo de uma sala de estar, pois
precisa ser resistente a atrito e alto tráfego.

• Estético – Análise da forma, textura, padrão, cor ou do acabamento.

• Prazeres sensitivos e emocionais – Quando a escolha remete a


alguma sensação, lembrança ou emoção.

• Econômico – Conseguimos em um mesmo revestimento uma va-


riável de baixo a alto custo, alternando de acordo com o fabrican-
te. A escolha deve ser feita com base no orçamento disponível.

Material do Estudante 73
Madeira

74 Decoração Básica de Interiores


• MDF – Material oriundo da madeira, fabricado com resinas
sintéticas. Surgiu no início dos anos 1970, mas ficou conheci-
do no Brasil apenas na metade dos anos 1990.

Conhecido por seu uso em artesanato, decoração etc., é conside-


rado o produto ideal por seu ótimo acabamento do tipo enverni-
zado. Ele é ideal, inclusive, para substituir a madeira, como é óti-
mo para pintar e moldurar, além de apresentar alta capacidade
de usinagem com formatos retos e curvos.

• MDP – É composto de três camadas de chips ou cavacos de ma-


deira, em geral pinus. Tem maior resistência à umidade que o
MDF comum.

Na indústria moveleira o MDP é utilizado em móveis retilíneos –


nos quais não há usinagem, como mesas, armários e balcões – e,
principalmente, onde há necessidade de resistência mecânica.

• OSB – É feito com madeira de reflorestamento, logo tem me-


nor impacto ambiental. Consistente e uniforme, não deixa
espaços vazios nos locais onde é aplicado. Embora não seja
tão resistente quanto a madeira maciça, tem longa durabili-
dade.

Suas características são: estética atrativa, bom isolamento ter-


moacústico, alta versatilidade e resistência ao fogo.

• Compensado – Várias camadas de madeira são coladas como


um sanduíche. Seu preço de mercado é superior a diversos
outros tipos de madeira, mas, apesar de caro, o compensado
não é considerado ecologicamente correto.

• Aglomerado – Mistura de resíduos de madeira – como pó e


serragem –, cola e resina, ele costuma ser usado na fabrica-
ção de móveis de baixa qualidade, montados com cola e/ou
cavilhas.

A principal vantagem é seu baixo custo. No entanto, a baixa re-


sistência à umidade, a curta durabilidade e a dificuldade de se
trabalhar com esse material – limitando consideravelmente suas
possibilidades de uso – fazem com que não valha a pena em lon-
go prazo. Se você quer móveis duráveis e que se mantenham bo-
nitos por mais tempo, essa com certeza não é uma boa opção.

• Madeira maciça – A madeira maciça pode ser nativa, de de-


molição ou reflorestamento. É a madeira pura.

• Pisos laminado e vinílico – São conhecidos pela praticidade


de instalação e de manutenção, como também pela imensa
variedade de cores, padrões e texturas. Fabricados com ma-
teriais renováveis, podem ser utilizados em decoração resi-
dencial ou comercial.

Material do Estudante 75
O piso laminado é aquele cujo visual mais se aproxima da ma-
deira, com a vantagem de ser mais barato. Composto de lâminas
e aglomerados e de uma camada superior protegida por resina
melamínica, é fabricado da madeira de reflorestamento e consi-
derado um material sustentável.

Já o piso vinílico, por ser plastificado (PVC), é mais resistente à


água do que o piso laminado e o de madeira, o que o torna fácil
de limpar no dia a dia e, portanto, perfeito para quem tem crian-
ças e animais em casa. Para completar, ele é mais silencioso, an-
tialérgico e antichamas. Há dois tipos de sistema de colocação:
com sistema clique, de encaixe, e com colagem.

Hoje em dia ele é um dos queridinhos do revestimento de pisos e


paredes, pela beleza, praticidade e durabilidade.

• Tacos – Piso nobre composto de pedaços pequenos de ma-


deira, aplicados um a um na superfície desejada antes de se-
rem lixados e envernizados. Por esse motivo, sua instalação
é demorada; em contrapartida, é um piso considerado atem-
poral e duradouro.

Peça coringa em projetos de decoração, combina muito bem com


móveis antigos e contemporâneos. Sua cor pode variar de acor-
do com a madeira e o verniz. Também podem compor desenhos
variados, de acordo com a aplicação.

Além do tradicional, existem outros três tipos de taco: palito, leg-


neto e versailles, todos com formatos diferenciados.

• Assoalhos – Versáteis e de fácil manutenção (que requer ape-


Dica nas um pano levemente umedecido), os assoalhos de madei-
ra maciça podem durar até sessenta anos e são boas opções
para revestir áreas internas, como salas e quartos.
Uma opção sustentável
e que vem ganhando es- A espessura do assoalho na maioria das vezes é de 2 cm e a largu-
paço é o assoalho produ- ra varia em média de 10 cm a 20 cm, com os mais diversos com-
zido com madeira de de- primentos.
molição.
• Parquet – São placas compostas de pequenos pedaços de
madeira maciça (mais finos do que o taco), rejuntados do
mesmo tipo ou em tons diferentes, que formam mosaicos
quando colocados em conjunto. Não possibilitam vários li-
xamentos. Estão disponíveis em dimensões variadas, sob di-
versas medidas.

• Madeira plástica ecológica – Material composto em sua to-


talidade de plástico dos mais diversos, proveniente de resí-
duos industriais ou residenciais reciclados.

• PVC – Material composto de PVC de origem virgem, não é um


produto reciclado e tem difícil reciclagem. No entanto, seu ape-
lo sustentável se dá pelo fato de, ao aplicá-lo, você deixar de
utilizar madeira convencional, o que reduz o desmatamento.

76 Decoração Básica de Interiores


• Madeira ecológica WPC – Material produzido com cerca de
70% de madeira reciclada e 30% de plástico reciclado. A ma-
deira ecológica surge da ideia de plastificar a madeira para
que ela tenha mais durabilidade e um acabamento mais fiel
à madeira convencional. Saiba mais
Sua vida útil é parecida com a dos demais tipos de madeira reci-
clada (PVC e ecológica). Estima-se que a cada
700 kg de madeira plás-
Aquece de maneira semelhante à madeira convencional. Portan-
tica utilizada, uma ár-
to, para resumir, a diferença entre os produtos fica por conta dos
vore adulta de grande
valores e do gosto pessoal em relação ao acabamento.
porte estará sendo pre-
• Bambu – É um material empregado há milênios, conhecido servada. A madeira plás-
por ser um recurso econômico ideal: é a única árvore que tica tem durabilidade de
cresce muito rápido – até 1,5 metro por dia. É muito utilizado muitos anos sem exigir
na China, na Índia e no Japão. nenhuma manutenção.

Seu uso não está restrito às formas naturais, ele também pode
ser usado como matéria-prima para a fabricação de pisos lami-
nados, painéis laminados e derivados.

Material do Estudante 77
Porcelanato
e Cerâmica

78 Decoração Básica de Interiores


As principais diferenças entre a cerâmica e o porcelanato são esta-
belecidas em alguns pontos na produção desses materiais. São eles:

• Fabricação – A cerâmica tem a argila como matéria-prima e o


processo produtivo é simples. Já o porcelanato, que não deixa
de ser um produto cerâmico, passa por um processo de produ-
ção tecnologicamente mais complexo. As diferenças também se
estendem à temperatura de queima: enquanto a cerâmica é sub-
metida a 540 °C, o porcelanato chega aos 1.200 °C.

• Aparência (acabamento) – A aparência do porcelanato é mais


sofisticada, pois o produto tende a ser mais denso, homogêneo e
apresenta um aspecto vitrificado. Isso sem contar que seu brilho
polido não pode sequer ser comparado ao brilho discreto e rústi-
co da cerâmica. Quanto às cores e aos tamanhos, a variedade de
ambos é enorme e não é possível generalizar.

Os acabamentos podem ser: polido, esmaltado, natural e aceti-


nado.

• Resistência – Existem produtos de baixa qualidade, tanto quan-


to de qualidade e durabilidade excelentes, tudo depende do fa-
bricante. De modo geral, o porcelanato é mais resistente do que
as cerâmicas comuns e é indicado, inclusive, para ambientes com
grande circulação de pessoas por ter alta resistência à abrasão e
baixa absorção de água, mas isso não é regra!

Essas informações podem ser obtidas dos fabricantes nas caixas des-
ses revestimentos ou no site.

1. Tecnologia HD
Consiste no sistema de impressão, que confere alta definição de ima-
gem e textura aos revestimentos. Com essa tecnologia é viável abu-
sar do visual de palhas, fibra de coco, madeiras e tecidos, o que seria
complicado em áreas molhadas, por exemplo, que não aceitam bem
esses materiais in natura.

Com a impressão digital, as estampas ficam ainda mais reais. Mas


isso vai depender do fabricante.

Material do Estudante 79
2. Tipos de acabamento
Bold e retificado são as denominações conhecidas para diferenciar o
tipo de acabamento que cada peça recebe.

As peças retificadas, além de bem-alinhadas, possibilitam uma ins-


talação fácil porque utilizam menos rejunte e necessitam, assim, de
espaçamento menor entre as peças.

Bold são as peças com laterais menos regulares, nas quais é possível
notar os “dentinhos” quando há corte. Esse tipo de peça sempre deve
ser assentado com juntas mais distantes que as retificadas.

3. Principais revestimentos em
porcelana e cerâmica
• Ladrilho hidráulico – É um tipo de revestimento artesanal feito à
base de cimento, muito usado em pisos e paredes.

Teve seu apogeu entre o fim do século XIX e meados do século XX.
Hoje esse revestimento está em alta tanto nas versões originais
quanto nas imitações (adesivos ou cerâmicas).

80 Decoração Básica de Interiores


• Pastilhas – Pequenas peças de revestimento, quadradas ou hexa-
gonais, feitas de cerâmica, porcelana ou vidro, aço, pedras, coco,
pet. Utilizadas normalmente em cozinhas, banheiros e fachadas,
são classificadas em vitrificadas e foscas ou naturais. Na versão pet,
consideram-se 100% recicláveis, portanto sustentáveis.

As pastilhas em geral vêm do fabricante presas em uma tela, for-


mando placas para que as peças individuais não se soltem e para
que fique ajustado o espaçamento do rejunte. A dimensão de cada
placa costuma ser de 15 mm × 15 mm ou de 20 mm × 20 mm e 5 mm
de espessura, podendo haver variações.

Material do Estudante 81
Revestimentos

82 Decoração Básica de Interiores


1. Papel de parede
Revestimento de parede bastante popular hoje em dia. No Brasil, o
papel de parede chegou com os imigrantes da Europa no final do sé-
culo XIX, mas até o ano 1930 a importação ainda era muito custosa.
Com isso, o papel de parede só se popularizou a partir da década de
1960, quando passou a ser muito utilizado na decoração das casas.

O papel de parede é vendido em rolos e normalmente é aplicado com


cola, mas também pode ser adesivado. Pode ser encontrado em três
tipos: tradicional, vinílico e TNT.

Comparando os papéis de parede

Material Aparência Uso/locais Superfície Manutenção Aplicação Remoção

Papel de Celulose Aspecto liso, Locais seco e Parede lisa Limpar com Cola aplicada Após umidi-
parede (papel) diversos sem grande pano úmido. sobre papel ficação do
tradicional padrões de circulação papel
decoração.

Papel tecido Constituído Aspectos di- Locais secos Pode ser Lavável com Cola aplicada A seco
não tecido de fibra de versos, sem- e úmidos aplicado detergente. sobre parede
(TNT) poliéster pre imitando em parede
e celulose. um tecido. irregular.
Resiste bem
à umidade.

Papel Constituído Pode adotar Locais secos Pode ser Lavável com Cola aplicada A seco ou
vinílico e de mate- aspecto e úmidos aplicado detergente. sobre papel por abrasão
vinílico rial vinílico brilhante, em parede Pode-se
expandido (PVC). Maior matificado, irregular e esfregar com
resistência e metálico e camuflar moderação.
impermeável. com relevo. pequenas
irregulari-
dades. Uso
em locais
de intensa
circulação.

Material do Estudante 83
CÁLCULO DO PAPEL DE PAREDE

Veja como calcular a quantidade de rolos necessários para seu projeto:

1. Multiplique a largura da parede na qual pretende colocar o papel


de parede pela altura da parede.

2. Divida o metro quadrado por:

• 4 – caso o papel de parede seja geométrico.

• 4,5 – caso o papel de parede seja liso ou tenha desenhos sim-


ples (listras verticais ou textura homogênea).

Por exemplo:

Se aplicarmos o papel em uma parede de 3 metros de largura e 3 me-


tros de altura, teremos 9 metros quadrados. Logo:

• Para aplicar um papel de parede liso ou simples: 9 ÷ 4,5 = 2 rolos.

• Para aplicar um papel de parede geométrico: 9 ÷ 4,0 = 2,25 ro-


los (quando a medida é quebrada, arredondamos para cima,
portanto será necessário comprar 3 rolos).

2. Adesivo de parede

VINIL ADESIVO

• É mais resistente, à prova de água e pode ser limpo.

• Compõe 80% dos adesivos feitos para a decoração de casas.

PAPEL ADESIVO

• São os outros 20% dos adesivos utilizados para decoração.

• Tem como vantagem o preço e a variedade de cores.

• No papel adesivo, é possível criar as mais variadas imagens.

84 Decoração Básica de Interiores


3. Carpete
Revestimento fixado no rodapé, que abrange toda
a extensão do ambiente desejado. É bem-vindo
tanto para residências quanto para ambiente cor-
porativo.

Pode ser de náilon, polipropileno, vinil e lã. Os


dois primeiros são mais duráveis, de fácil manu-
tenção e versáteis nos quesitos altura e formato.

4. Tapete
Encontrado em diversos tamanhos e estilos, cos-
tuma ser muito utilizado para compor a decora-
ção de ambientes.

As classificações, amarrações e técnicas de pro-


dução são tantas que chega a ser difícil enquadrar
os tapetes de maneira geral.

5. Painéis pet
Compostos de MDF revestido com resina pet (resina criada com
até 80% de material reciclado), são facilmente customizados
e, por isso, encontrados em diversas cores e modelos no mer-
cado.

Para instalação, podem ser cortados no local para passagem de


fiação, colocação de espelhos de tomadas, entre outros. São
fixados por velcros.

Considerados um revestimento sustentável, também agradam


por não amarelar e ser fáceis de limpar. Além disso, resistem
bem a impactos, são antibacterianos, anticupim e antimofo.

Material do Estudante 85
6. Rodapé
É o acabamento inferior da parede, que por padrão encosta no piso.
Pode apresentar-se em diversas cores e formatos, o que aumenta a
possibilidade de uso desse revestimento.

Em diversos materiais, como:

• Poliestireno – Bastante durável, ecologicamente correto, anticu-


pim, antimofo e não empena.

• Gesso acartonado – Precisa levar passa corrida e tinta e as op-


ções de altura ficam personalizadas.
Saiba mais
• Porcelanato – Algumas marcas comercializam o rodapé pronto,
da mesma linha do piso, para que dispense o corte. Caso não es-
Gesso acartonado teja disponível do modelo desejado, escolha fazer com retificado.
Utilizado cada vez mais
como recurso decorativo, • Madeira – Pode ser pintado ou envernizado.
com várias alternativas
de uso, como: nichos, di- • PVC – É comum acompanhar os pisos laminados, mas sem regras.
visórias, rebaixos de teto,
• EVA – Alguns adesivados dispensam o uso de cola.
entre outros; ainda exibe
ótimo acabamento. • EPS – De isopor.
Vantagens:
• Flexibilidade de uso
(parede/ teto/divisó-
ria/rodapé).
• Pouco desperdício
de material, rápida
execução.
• Bom acabamento e
variedade de formas.

86 Decoração Básica de Interiores


Pedras
Decorativas

Material do Estudante 87
São revestimentos extraídos da natureza, em estado bruto, ou arti-
ficiais, encontrados ou produzidos em diversos tipos, cores, formas
e tamanhos.

PEDRA PORTUGUESA

• Revestimento constituído por pedaços de pequenas pedras for-


madas por basalto, arenito e calcário, incrustadas em base de
areia e cimento a seco. Com elas, criam-se desenhos no piso ou
nas paredes, que podem receber polimento local depois que o
trabalho estiver pronto.

• A calçada portuguesa, como o nome indica, é originária de Por-


tugal e surgiu tal qual a conhecemos em meados do século XIX.

MÁRMORE

• O mármore é uma rocha cristalina e compacta, explorada para


uso em construção civil, arquitetura e decoração.

• Tem bom polimento e pouca resistência ao calor. Reveste pisos


e paredes, como também guarnece pias de cozinha e banheiro.

• Seu visual é formado por veios ou matizado de variadas cores.

• Pode receber polimento.

• A beleza das peças e os desenhos atraentes foram pontos impor-


tantes para sua rápida aceitação no mercado de decoração de
interiores.

• Há mais ou menos duas décadas, começaram a surgir no mer-


cado as primeiras pias de cozinha produzidas com um material
conhecido como “mármore sintético’’, com propriedades supe-
riores às do mármore natural.

GRANITO

• Tem vasta aplicação em decoração, especialmente em revesti-


mentos de pisos, paredes, bancadas e pias.

• A diferença visual é sua aparência de grãos compactos.

• Mais duro e resistente a ataques químicos do que os mármores,


também resiste mais à absorção de água e ao desgaste abrasivo.

• É indicado para áreas externas ou internas, inclusive em cozinhas


e lavanderias.

• Muito utilizado em áreas comerciais.

88 Decoração Básica de Interiores


ARDÓSIA

• A ardósia é uma pedra decorativa, que pode servir tanto em re-


vestimento de parede quanto de piso.

• Aplicada em pavimentos, fachadas, tampos de áreas secas e mo-


lhadas, como em decorações interiores e exteriores, ela pode ser
trabalhada em lajotas menores ou em lajão.

• Pode ser encontrada nas cores cinza, verde, ferrugem, vinho, ne-
gra e mont noir.

QUARTZO

• Pedra industrializada (artificial) que se compõe de quartzo (94%),


cristais coloridos, resina de poliéster e cristais coloridos, cujo re-
sultado é uma superfície de grande durabilidade, com aparência
sofisticada e de alta qualidade.

• É excelente para bancada de cozinha, casas de banhos, pisos e


revestimentos de parede.

• Utiliza o mínimo de juntas, não é poroso e resiste bem a manchas


de café, vinho, limão, azeite de oliva, vinagre, maquiagem e mui-
tos outros produtos de uso diário.

• É um material considerado sustentável por ter reduzida emissão


de substâncias e partículas no interior dos ambientes.

CORIAN

• Pedra composta de mais ou menos 1/3 de resina acrílica e 2/3 de


minerais naturais.

• As emendas são imperceptíveis e o revestimento pode ser repara-


do caso seja necessário.

• 100% higiênico.

• Sua temperatura não é fria.

• Dispõe de cores lisas.

• Resistente a manchas, impactos, umidade e maresia.

• Não queima com cigarros e não propaga chamas.

Material do Estudante 89
MARMOGLASS

• Pedra industrializada produzida com pó de mármore e vidro. Sua


superfície é fina e sua cor, uniforme e brilhosa.

• Resistente a corrosivos e ao calor, não mancha, não risca e é imu-


ne à ação do tempo. A sujeira fixada na superfície pode ser facil-
mente removida.

• A absorção de líquidos é quase nula.

• Pode ser utilizado em ambientes internos e externos, inclusive na


pavimentação de locais de alto tráfego, como hotéis, escritórios
ou aeroportos.

• Aplicação em pisos de salas, cozinhas e banheiros. Sua presença


também é garantida na confecção de pias de cozinha e banhei-
ros, balcões e bancadas.

• Encontra-se nas cores branca, bege, amarelo, cinza claro e preto.

NANOGLASS®

• Material industrializado obtido por um processo de microcristali-


zação de cristais de vidro e pó de mármore.

• Graças à nanotecnologia, o Nanoglass® elimina pequenas bolhas


de ar presentes na estrutura do tradicional marmoglass, o que
possibilita a perfeita execução no acabamento de bordas e mol-
duras, além de uma superfície mais sólida e compacta.

• Pode ser aplicado em ambientes internos e externos, como tam-


pos de cozinhas, lavatórios, peças decorativas, pisos, paredes,
escadas, lareiras, fachadas e demais serviços que exigem melhor
acabamento.

• É mais resistente que o mármore e o granito. A composição da


pedra e a tecnologia empregada fornecem alta resistência a ma-
teriais abrasivos, riscos, impacto e tráfego.

• O material é comercializado somente na cor branca.

90 Decoração Básica de Interiores


Iluminação

Material do Estudante 91
Existem três tipos de iluminação:

• Direta – Atinge diretamente a su-


perfície. Em geral, é usada em es-
Dica critórios e salas de estudo ou salas
de leitura. Pode ser colocada com
spots, luminárias de mesa, abajures de piso ou
• Sempre que possí- abajures pendentes.
vel, procure dar aten-
ção à iluminação • Difusa – Tipo considerado o mais versátil, essa iluminação
natural. pode ser usada em salas, banheiros, quartos e até em gara-
gens. Em acabamentos brilhantes que usam porcelanato
• Nada é melhor que a ou mármore, essa é a iluminação ideal.
luz do sol para enri-
quecer um ambiente. • Indireta – Muito utilizada para criar um efeito
É também muito sus- mais suave, porém nesse caso não se emprega
tentável e ajuda na um difusor. A luz é direcionada para uma su-
economia de energia. perfície (que pode ser, ou não, da própria lu-
minária) e então refletida em diversas direções.
• Ao fazer as escolhas
dos tipos de ilumina- Além de suavizar a luz, essa técnica possibilita a criação
ção, é preciso levar em de belos efeitos e oferece soluções diferenciadas no design
conta certos fatores, da luminária.
como as dimensões de
cada ambiente, suas
funcionalidades, as co-
res que devem ser pre-
dominantes etc.
• Podemos, e devemos,
misturar os três tipos
de luz. Por exemplo,
podemos utilizar a ilu-
minação difusa para
fazer a base da sua de-
coração e completá-la
com outras luminárias
para fazer a ilumina-
ção direta.

92 Decoração Básica de Interiores


Vidros

Material do Estudante 93
PLANOS

• Float – Vidro plano transparente, incolor ou colorido, com espes-


sura uniforme. É o vidro ideal para aplicações que exijam perfeita
visibilidade, pois não apresenta distorção óptica e tem alta taxa
de transmissão de luz.

• Impresso – Vidro plano translúcido, incolor ou colorido, que re-


cebe a impressão de um padrão (desenho) quando está saindo
do forno. É usado na construção civil, em eletrodomésticos, mó-
veis, decoração e utensílios domésticos.

DE SEGURANÇA

• Temperado – Recebe tratamento térmico (é aquecido e resfriado


rapidamente), o que o torna mais rígido e mais resistente à que-
bra. Em caso de quebra produz pontas e bordas menos cortantes,
fragmentando-se em pequenos pedaços arredondados.

• Laminado – Compõe-se de duas ou mais placas de vidro, uni-


das por uma ou mais camadas intermediárias de PVB ou resina.
Quando quebrado, os estilhaços ficam presos nessa camada in-
termediária. Essa característica produz efeito de uma "teia de
aranha" quando o impacto não é suficiente para furar o vidro.

• Blindado – O vidro blindado é um vidro multilaminado que pro-


tege ambientes e veículos automotores contra disparos de armas
de fogo.

VIDRO COLORIDO

• Pintado – Produzido de um vidro float. Sua versatilidade possibi-


lita a utilização em móveis, residências, escritórios, hotéis, lojas
e museus.

• Serigrafado – A imagem que se deseja aplicar ao vidro é gravada


em uma tela de poliéster e transferida para a peça de vidro por
meio de emissão luminosa. Esse processo lembra o de revelação
fotográfica.

94 Decoração Básica de Interiores


ESPECIAIS

• Refletivo – Vidro de proteção solar, com aspecto espelhado e op-


ção de cores. Isso oferece privacidade, pois inibe a visão de fora
para dentro durante o dia, sem prejudicar a visibilidade de quem
está no interior do ambiente.

• Autolimpante – De visual idêntico aos vidros normais, garante


visão nítida em todas as situações, mesmo em dias de chuva. A
camada autolimpante é integrada ao próprio vidro e por isso tem
alto nível de durabilidade, não se desgastando ao longo do tem-
po. Deve ser aplicado sempre na parte externa das edificações,
como fachadas, coberturas, janelas, portas, sacadas e outros e
em áreas muito poluídas.

• Extra clear – Vidro extremamente transparente, ou seja, sem o


tom esverdeado comum nos vidros incolores.

ESPELHOS

• São produzidos de um vidro float que recebe sobre uma das super-
fícies camadas metálicas, como a prata, o alumínio ou o cromo. É
bastante utilizado na decoração, pois seu efeito de ampliação de
espaços faz dele um coringa, além de um acessório belíssimo.

Material do Estudante 95
Metais

96 Decoração Básica de Interiores


Os metais mais encontrados em projetos de decoração são:

• Alumínio – Fosco, brilhante, com pintura ou anodizado. Bas-


tante empregado em móveis e eletrodomésticos.

• Ferro – De visual antigo, rústico, propõe contrastes em estilo


de decorações clássicas ou contemporâneas. Pode aparecer
em decoração na versão cromada, sendo confundido com
alumínio ou aço. Não resiste tanto tempo exposto a áreas
com ação de maresia.

• Cobre/dourados – Metais acobreados estão em alta na deco-


ração.

• Aço – Utilizado na decoração tanto em móveis quanto em


revestimentos e acessórios, resulta em um visual contempo-
râneo e requintado. Resiste à ação da maresia, de modo dife-
rente do ferro.

Material do Estudante 97
Tecidos

98 Decoração Básica de Interiores


O tecido tem o poder de transformar um ambiente com um simples
toque, e isso pode ser feito em sofás, paredes e até cabeceiras de
cama. Suas surpreendentes opções de estampas e texturas são tra-
madas com fibras sintéticas ou naturais.

• CETIM – Feito de seda pura, hoje pode levar algodão ou poli-


éster. É macio e brilhante, com a trama bem fechada.

• SEDA – A fibra produzida pelo cultivo do bicho-da-seda é,


Saiba mais
sem dúvida, um dos mais nobres materiais têxteis que o ho-
mem já utilizou para a fabricação de fios e tecidos. Seu brilho,
Composés × Coordenados
aspecto e toque são próprios e exclusivos.
COMPOSÉS: São estam-
• CHENILE – Fio fofo de lã, algodão, seda ou raiom, com fibras pas criadas de outra,
salientes ao redor. Usado para colchas, estofados, cortinas e seja usando parte dessa
tapetes. estampa original, seja
usando apenas alguns
• SARJA – Tecido de lã, algodão ou misto, apresenta estrias no de seus elementos re-
sentido diagonal. organizados em novas
composições diferentes
• VELUDO – É um tipo de tecido natural ou sintético, com seu lado o bastante para serem
avesso liso e o lado externo coberto de pelos cerrados e curtos. consideradas estampas
distintas.
• LINHO – Caracteriza-se como um tecido de alto luxo. Simboli-
za conforto e elegância. É antibacteriano, antifungicida e não COORDENADOS: são es-
causa irritações ou alergias. Oferece proteção contra a radia- tampas criadas com a
ção UV e é altamente resistente. Amassa com facilidade. finalidade de combina-
rem entre si no padrão
• LONA – Tecido forte, de linho grosso, de algodão ou de câ- estético e para uso con-
nhamo, usado em sacos, velas de embarcação, toldos, ten- junto, com padronagem
das, estofados (lona de caminhão) etc. totalmente diferente.

• SUEDE – Aproveitado em decoração, é um tecido sintético de


poliéster, com acabamento similar à camurça. O material é
uma excelente opção de revestimento para móveis e acessó-
rios como sofás, poltronas e almofadas. De fácil limpeza.

Material do Estudante 99
Tintas
100 Decoração Básica de Interiores
LÁTEX PVA

• Tinta à base de água, utilizada sobretudo em pintura de paredes


internas, em particular tetos e áreas secas que dispensam manu-
tenção constante.

• Sua resina não possibilita variação de brilho, por isso é encontra-


da apenas em acabamento fosco.

• Oferece pouca resistência à ação do sol e não resiste à lavagem.

TINTA ACRÍLICA

• Com propriedades similares ao látex, é uma tinta de secagem rá-


pida e solúvel em água.

• Pode ser encontrada em três tipos de acabamento: fosco, semibri-


lho e acetinado.

SUPERLAVÁVEIS

• Seu acabamento é acetinado. Por oferecerem grande resistência


à limpeza, essas tintas são ideais para ambientes com intenso trá-
fego de pessoas ou locais onde há crianças.

• Podem ser usadas em ambientes internos e externos.

ESMALTE SINTÉTICO

• Tinta especialmente boa para emprego em superfícies de ferro ou


madeira. Seu acabamento é brilhante e acetinado, embora exista
a versão fosca.

• Ideal para aplicação em locais em contato direto com a água,


como piscinas e caixas d'água. É, ainda, uma solução econômica
para pintar azulejos de banheiros, boxes e cozinhas.

Material do Estudante 101


ANEXO
Glossário – Decoração Básica
É importante que o profissional domine o vocabulário técnico para o
desenvolvimento de um projeto de decoração. Apesar de alguns dos
principais termos já terem sido mencionados neste material, existem
outros tão importantes quanto e que serão apresentados a seguir.

• Aparador – Móvel em forma de armário para guardar louças e


utensílios necessários para o serviço de mesa.

• Aquarela – Pintura translúcida produzida de pigmentos agluti-


nados com gomas solúveis em água.

• Arandela – Luminária presa à parede. Concebida para suporte de


cera, que caía das velas, e acoplada ao castiçal.

• Baccarat – Fábrica de cristais próximo a Lunéville (França). Os


objetos de maior beleza e valor são os pesos de papel de millefio-
ri e as vasilhas de opalina.

• Baldaquim – Versão requintada dos mosquiteiros usados sobre


a cama.

• Bandô – Faixa decorativa, de tecido ou madeira, que encobre os


trilhos da cortina.

• Bergère (pronuncia-se Bergér) – Poltrona para leitura, de espal-


dar côncavo e não muito alto que se prolonga para os lados.

• Bisotê – Processo de lapidação de vidros e espelhos que deixa as


bordas finas e com relevo brilhante.

• Boiserie (pronuncia-se Buazerrí) – Revestimento de paredes com


painéis de madeira adornados em baixo relevo.

• Capitonê – Acabamento criado para sofás e poltronas. Os botões


espaçados fixam o recheio pelo exterior, criando desenhos geo-
métricos.

• Chaise-longue (pronuncia-se Chéselong) – Do francês cadeira lon-


ga. O assento se estende, de modo que a pessoa acomode o pé.

• Chesterfield – Tipo de sofá totalmente revestido, com acaba-


mento em capitonê.

• Circulação – Espaço de circulação das pessoas em um determi-


nado espaço.

• Cobogó – Elemento vazado.

• Estuque – Revestimento utilizado em paredes com efeitos de tex-


tura de rocha.

104 Decoração Básica de Interiores


• Faiança – Feita de barro branco, pode ser lisa ou craquelada.
Muito usada em vasos, estatuetas e peças para serviço de mesa.

• Grès – Material cerâmico duro, denso, opaco e não poroso, com-


posto de argila e feldspato.

• Limoges (pronuncia-se limoj) – Fábrica de porcelanas fundada


em 1736 na cidade francesa de Limoges. Tem grande pureza do
branco, além de ostentar desenhos e cores de designers famosos.

• Louça – Nome que designa qualquer objeto cerâmico de uso do-


méstico.

• Marchetaria – Processo artesanal que embute adornos de ma-


deira, marfim, metais e pedras em móveis de madeira.

• Mosaico – Trabalho executado com pequenos pedaços de vidro,


pedras coloridas, mármores ou granito, engastados em base de
argamassa, estuque ou cola.

• Murano – Ilha vizinha a Veneza (Itália), famosa pela produção ar-


tística vidreira. O vidro de Murano é reconhecido mundialmente.

• Passe-Partout (pronuncia-se paspartú) – Moldura de papelão


que fica entre a moldura externa e o quadro.

• Peanha – Enfeite de parede que pode servir de suporte para va-


sos e outros objetos.

• Pé-direito – Medida do piso ao teto.

• Policromia – Uma peça policromada é quando há mais de três


cores.

• Rodapé – Acabamento fixado ao longo das paredes internas em


sua base para proteger.

• Sanca – Acabamento que une a parede ao teto com uma moldu-


ra de gesso, madeira ou outro material que possibilite ou não a
instalação de luz indireta ao longo das paredes na altura do forro.

• Voluta – Forma espiralada presente em colunas e pés de móveis.


O ornamento surgiu na Antiguidade Clássica.

Material do Estudante 105


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

106 Decoração Básica de Interiores


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Material do Estudante 107


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

108 Decoração Básica de Interiores


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Material do Estudante 109


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

110 Decoração Básica de Interiores


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Material do Estudante 111


ANOTAÇÕES

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

112 Decoração Básica de Interiores


O Senac é uma das
maiores redes de ENSINO
PROFISSIONALIZANTE do
Brasil. Aqui, EMPREGABILIDADE
não é uma palavra da moda, mas
uma realidade praticada há mais de 70
anos por meio de rigorosos processos de
treinamento e FORMAÇÃO PARA O MERCADO DE
TRABALHO que só fizeram se MODERNIZAR ao longo
de todo esse tempo.

A metodologia praticada pelo Senac é baseada no


DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS, o que significa que o
profissional formado em nossos cursos traz consigo, além de FORTE BASE
CIENTÍFICA, um EXCELENTE DESEMPENHO PRÁTICO. Nosso aluno se desenvolve na
prática e sai do curso PRONTO PARA DISPUTAR UMA VAGA NO MERCADO. O melhor é
que AS EMPRESAS JÁ SABEM DISSO e sempre apostam nesse novo profissional.

Oferecemos aos nossos estudantes, de qualquer curso, o BANCO DE OPORTUNIDADES,


um centro de carreiras criado para conectar talentos às oportunidades no mercado de
trabalho, orientando e encaminhando os alunos, em execução ou formados, para as
vagas oferecidas pelos empresários do comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado
do Rio de Janeiro.

Senac. Profissionalizando pessoas. Transformando vidas.

Outros cursos oferecidos pelo Senac na área de DESIGN:

• TÉCNICO EM DESIGN DE INTERIORES/SKETCHUP


• PROJETISTA DE MÓVEIS/PROMOB
• PAISAGISMO/JARDINAGEM
• ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS/ARRANJOS FLORAIS

www.rj.senac.br