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A PRODUÇÃO DO ALGODÃO EM CONSÓRCIO AGROECOLÓGICO NA

PARAÍBA: RELATOS DE EXPERIENCIAS NO AGRESTE E NO CARIRI


PARAIBANO
Cleityane Sabino Freire,
Mestre em Geografia (UFGD), cleity_geo@hotmail.com

INTRODUÇÃO

O sistema de cultivo do algodão em consórcios agroecológicos está ajudando a


mudar a realidade de muitas famílias da região Semiárida paraibana. Com base nisto,
nosso estudo de caso parte das experiências vivenciadas em alguns assentamentos rurais
e com famílias camponesas da Paraíba, partimos do pressuposto teórico ao compreender
o campesinato na atualidade enquanto um desafio para os estudiosos da questão agrária
e para a geografia.
Dessa forma, nosso objetivo é compreender o campesinato enquanto classe
social que se recria, resiste e mantém sua autonomia, além de, buscarmos a
compreensão de que seu processo de desenvolvimento recente tem se efetivado a partir
dos avanços das relações capitalistas de produção. Esta que por sua vez, ocorre, no seio
do processo contraditório, aonde ao mesmo tempo em que promove, subordina os
camponeses ao sujeitar a renda da terra ao capital. E, é com base no entendimento desse
processo que tem brotado espaços de resistências e as diversas formas de reprodução
camponesa apoiadas em estratégias de convivência com o semiárido, sobretudo com
base na agroecologia. Os consórcios agroecológicos amplia a renda dos camponeses e
reduz os riscos de doenças e pragas do algodão, o que traz ganhos ambientais e de
saúde.
As vantagens foram comprovadas em experimentos da Embrapa Algodão (PB),
e no acompanhamento às famílias de forma indireta, notou-se que os cultivos foram
aperfeiçoados em um sistema introduzindo o gergelim, o milho, feijão, abóbora, as
hortaliças, alem de novas variedades de algodão, sobretudo o colorido sob manejo
agroecológico. O sistema de cultivo em consórcio consiste, portanto, no plantio de
diversas culturas, distribuídas em faixas, num mesmo local, quanto mais diversificado
for o consórcio melhor para o controle de pragas, pois aumenta a biodiversidade
fazendo com que as pragas do algodoeiro sejam controladas pelos seus inimigos
naturais, mantendo o equilíbrio do ecossistema.
Este estudo consiste no relato de experiências e vivencias em uma área de
assentamento no município de Remigio/PB (Agreste Paraibano) e com algumas famílias
camponesas do município de Sumé/PB (Cariri Paraibano). Nossa metodologia de
pesquisa parte da observação empírica, coleta de dados e pesquisa documental a partir
dos discursos (oral) dos camponeses. Os resultados colaboraram com uma pesquisa
maior que fundamentou nossa dissertação de mestrado e nos permitiu confirmar, como
os camponeses são resilientes e como a luta pela terra e de sobrevivência na terra se
configura no Estado da Paraíba.

A PRODUÇÃO DO ALGODÃO AGROECOLÓGICO

Iniciamos esta abordagem a situar a mesorregião do Agreste Paraibano


enquanto uma região que compreende uma área com aproximadamente 13.020,0 Km²
(23,1% do território paraibano) e sua área territorial divide-se entre duas unidades
morfológicas de paisagens extremamente contrastantes, a saber: o Curimataú, a
noroeste; e os Piemonte da Borborema, nas demais áreas. É uma região influenciada
pela semi-aridez do sertão (quente-seco) e umidade vinda do litoral (quente-úmido),
criando uma zona típica de transição natural. No tocante a sua ocupação territorial,
caracterizou-se pela força de uma policultura alimentar diversificada, complementada
pela criação extensiva de gado e pelo forte adensamento populacional (MOREIRA,
1989).
Sendo uma região conhecida pelo sistema produtivo gado-algodão,
historicamente, teve na cotonicultura uma importante atividade produtiva regional, com
base nisso, a partir de 2005, o algodão é reintroduzido como atividade produtiva, sendo
manejado de forma alternativa, excluindo o uso de defensivos agrícolas e utilizando do
manejo natural e controle de pragas (principalmente do bicudo, que dizimou a produção
algodoeira nos anos 1980) e foi a partir da agroecologia, enquanto ciência que promove
e valoriza esses saberes camponeses, que se nota na região essas novas territorialidades,
as bases agroecológicas de produção promulga a utilização de técnicas ambiental e
socialmente sustentáveis, com vistas ao desenvolvimento rural sustentável.
Segundo Beltrão et al (2006) a cultura do algodão herbáceo, realizada em
condições de sequeiro destaca-se como uma das mais importantes para a região
Nordeste, em especial para os pequenos e médios produtores, tendo assim importância
social e econômica muito elevada para o agronegócio nordestino, sendo que esta região
é na atualidade um dos maiores pólos de consumo industrial de algodão da América
Latina, junto com o Estado de São Paulo e o México.
A zona fisiográfica do Sertão dos Cariris velhos, também conhecida como
Cariri, é uma das mais secas do estado da Paraíba, portanto existe a necessidade de se
estudar os fatores geográficos do local, principalmente os fatores que possam vir a
influenciar direta ou indiretamente no clima, tipo de solo e cultivos agrícolas. Segundo
EMBRAPA (2009) o cariri paraibano já foi, no passado, grande produtor de algodão,
principalmente no sistema integrado lavoura-pecuária, onde se plantava o algodão e
após sua colheita os restos culturais eram aproveitados pelo gado bovino, essa atividade
repetia-se por 3 ou 4 anos, até novo replantio.
Segundo Albuquerque (2009) recentemente, resolveu-se reintroduzir o algodão
nessa região devido ao fato de muitos agricultores ainda terem a cultura de manter
plantas dessa malvácea em suas propriedades. Apesar de não está zoneado para o
algodão, o município de Sumé, Paraíba, tem uma estrutura de comercialização
interessante do ponto de vista de escoamento de produtos agrícolas, por outro lado têm-
se muitas instituições, Empresas de Pesquisa, Universidades, Organizações Não
Governamentais, que trabalham na região e que consequentemente fomentam a geração
de tecnologias para o convívio com o Semiárido.
Para analisarmos a realidade elencamos como metodologias a abordagem
conceitual da categoria de analise da geografia que é o território. Como resultados, tem-
se um projeto que vem se consolidando na região, sobretudo, no que permeia a
articulação territorial, e as redes de relações que se (re) arranjam entorno da perspectiva
da reprodução camponesa e da dinâmica da agricultura em convivência com semi-árido.
Sendo assim, o território, é apreendido como: “síntese contraditória, como
totalidade concreta do processo/ modo de produção/ distribuição/ circulação/ consumo e
suas articulações e mediações supraestruturais (políticas, ideológicas, simbólicas etc.)
em que o Estado desempenha a função de regulação” (OLIVEIRA, 2005 p.37).
Verifica-se que os camponeses passam a garantir a sua renda através do trabalho na
produção do algodão agroecológico. Eleger o campesinato como objeto de estudo é,
portanto considerar que a centralidade conceitual esta na unidade de produção familiar,
onde o que cerne são as características determinantes de sua natureza e como
estabelecem suas relações de produção.
Sobre isso é pertinente considerar a ênfase dada ao estudo do campesinato,
sobretudo como se organiza a unidade econômica camponesa que difere do modo
capitalista de produção, pois o grande objetivo da organização camponesa esta na
satisfação de suas necessidades e se dá na relação trabalho-consumo, ou seja, força de
trabalho disponível e numero de dependentes, onde sua capacidade de inovação esta
sobretudo atrelada ao equilíbrio entre necessidade e a capacidade de trabalho. Sendo
assim, é na analise do território, que buscamos tentaremos compreender a realidade
camponesa no Agreste e Caririr do Estado da Paraíba, pois é resultado da inter-relação
estabelecida pelos três eixos de seu tripé: espaço, tempo e relações sociais
(RAFFESTIN, 1993).
Logo, o território é desta forma, fruto das relações sociais que se estabelecem no
espaço ao longo do tempo. é abordado em sua multidimensão, o que para Raffestin
(1993) é interpretado como espaço socialmente construído por mediadores,
especialmente pelo trabalho, e esse trabalho esta apoiado na interface entre sociedade e
a natureza com forte conteúdo social. Ou seja, são relações de poder. O autor reflete
que ao basear-se na construção, reconstrução e desconstrução do território através da
produção de objetos concretos (que são as materializações) e nos símbolos (que são a
esfera econômica, política e cultural) estaríamos criando o que o mesmo denomina de
territorialidades, que nada, mas é do que fruto do trabalho, esta varia no tempo de
acordo com o estagio do desenvolvimento, ou seja, integra relação espaço- tempo-
homem.
O interesse em abordar a produção do algodão herbáceo em sistemas
agroecológicos, partiu da hipótese de que estávamos diante de uma forma estratégica de
reprodução e convivência com seca em região semi-árida, o Projeto Escola Participativa
do Algodão, passa a tornar-se exemplo de viabilidade econômica e sustentabilidade para
uma região historicamente abalada pelo fracasso do cultivo, e onde os camponeses
vivenciam no seu modo de vida a luta pela permanência na terra de trabalho,
conquistada através de lutas e resistências.
As estratégias de sobrevivência compõem os modos de vida camponeses, estas
são ações materializadas no cotidiano, que foram se modificando ao longo da história da
comunidade. Dessa maneira, os camponeses desenvolveram diferentes estratégicas,
que visaram melhorar a qualidade de vida e do trabalho familiar adaptando e suprindo
as suas necessidades. Desse modo, recorrer ao cotidiano das famílias significa
compreender, amplamente, as estratégias que são colocadas em prática para garantia de
reprodução, tomando-se como referência as suas relações com a natureza.
Sendo assim é a agroecologia, passa a fazer parte das estratégias de reprodução
camponesa, no que tange a incorporação de técnicas alternativas, como uma releitura
atualizada de antigas tradições, agora são adaptadas às suas necessidades produtivas.
Observamos as atividades e praticas camponesas desenvolvidas no Assentamento
Queimadas, em Remígio/PB e na comunidade da Pitombeira, município de Sumé -PB
tão logo a agroecologica passa a se integrar a vida cotidiana dos camponeses, e ao longo
dos anos se torna o diferencial na sua produção, não apenas no algodão, mas em todas
as atividades produtivas desenvolvidas pelos camponeses, como por exemplo, a busca
pela certificação de sua propriedade como agricultura orgânica e agroecológica, passa
ser um novo desafio para os camponeses, agora eles podem incorporar-se aos mercados
diferenciados, a inserção nas feiras agroecológicas, na produção de alimentos para
subsistência, no manejo do solo, sua relação com a terra e a água, enfim, a proposta
agroecológica, vem com toda na região, e é absorvida pelos camponeses, e passam a
fazer parte do modo de vida.
Como se sabe, a agroecologia não só valoriza o uso dos recursos naturais de
forma sustentada, como também reforça a convivência entre membros de uma mesma
família ou desta com a comunidade, visando à união dos moradores na organização e
manutenção do território, compartilhando ideias, construindo novos conhecimentos.
Conforme Altieri ( 2004, p. 27) afirma que “o objetivo é que os camponeses se tornem
os arquitetos e atores de seu próprio desenvolvimento”. Pois se antes o camponês fora
forçado a se integrar a outra realidade produtiva diferente da sua, a partir da
compreensão de um desenvolvimento com base nos preceitos da agroecologia, a
recuperação do conhecimento tradicional e dos próprios valores camponeses torna-se
fundamentais.

RESULTADOS DA PESQUISA

A lógica de funcionamento da unidade produtiva familiar e as estratégias


desenvolvidas pelos camponeses permitiram o melhor aproveitamento da mão de obra,
melhor aproveitamento do tempo cronológico e consequentemente maior produtividade,
pois ninguém melhor que estes sujeitos que viveram e sempre trabalharam com a terra
para estabelecer as formas de produção. A rotação de culturas, por sua vez, foi uma
alternativa lançada a partir da metodologia participativa, o sistema de rotação de
culturas, a ideia é intercalar a produção de alimentos com a produção do algodão.
E, a partir dessas experiências iniciadas em 2005, tivemos a primeira safra do
algodão agroecológico produzida pelos camponeses, e em 2006 , foram comercializados
os primeiros quilos da produção camponesa do algodão agroecológico, e naquele ano
toda a produção foi vendida a uma empresa do setor têxtil do Estado de São Paulo, que
assegurou pagar o algodão agroecológico produzido ao preço mínimo de 25%, acima do
maior valor de mercado do algodão comercializado no Estado da Paraíba.
Em 2006, tivemos a instauração do processo de certificação das propriedades
que produziam o algodão, sendo realizado o primeiro contato de inspeção com o
Instituto Biodinâmico1 (IBD) que auditou as unidades camponesas que estavam
produzindo, para que se fosse possível repassar o algodão a um preço diferenciado do
mercado. Nesse período, o projeto de incorporação do algodão em sistemas camponeses
de produção já contava com 18 camponeses cadastrados, mas, apenas 13 produziram
efetivamente o algodão em uma área de 28 hectares no total, a produção total na safra

1O IBD- Instituto Biodinâmico é uma empresa 100% brasileira que desenvolve atividades de inspeção e certificação
agropecuária, de processamento e de produtos extrativistas, orgânicos, biodinâmicos e de mercado justo (Fair Trade).
Há mais de vinte e cinco anos atua no campo da pesquisa e desenvolvimento da agricultura orgânica e biodinâmica.
O IBD iniciou seus trabalhos de certificação em 1990 e, desde então, opera em todo o território brasileiro e em alguns
países da América do Sul, América Central, Europa e Ásia, auxiliando no desenvolvimento de um padrão de
agricultura sustentável baseado em novas relações econômicas, sociais e ecológicas. (Site do IBD
<http://www.ibd.com.br/Info_Default.aspx?codigo=quem> Acesso em 19 de agosto de 2011)
foi 5 toneladas do algodão em caroço, ou seja 178,6 kg/ha. Na época o mercado
convencional pagava um preço ao algodão sem beneficiamento de cerca de 0,70
centavos o quilograma do algodão (ainda com caroço) e já naquele ano, o algodão
produzido pelos camponeses foi comercializado a 1,25 reais o kg/caroço.
Essa territorialização da produção expande, e a cada ano configuram novas
territorialidades camponesas não apenas na região, mas, em todo o Estado da Paraíba,
baseando-se nas formas de reprodução camponesa, e nas alternativas de recriação que
passam a inserir os camponeses em projetos, redes parcerias, percebe-se que mesmo
assim, a classe não perde sua identidade, resguarda a autonomia e resiste mesmo com a
entrada do mercado sujeitando a renda da terra, ao monopolizar o território camponês as
demandas e ofertas de mercado, ou seja, é esse diferencial presente na classe camponesa
que faz desenhar no território paraibano, novas territorialidades, novos desenhos de uma
agricultura camponesa que mesmo diretamente ligada ao mercado não perder sua
autonomia.
Percebemos in loco uma maior expressão dessa territorialização da produção na
região do Agreste Paraibano, fato que se deve a ação dos mediadores sociais pela
região, bem como da aceitação dos camponeses a se integrarem ao projeto de produção
do algodão em sistemas agroecológicos. As estratégias de produção são adaptadas a
cada realidade e são os camponeses quem disseminam essas formas, através dos
encontros da rede, as trocas de experiências e as relações sociais são fortalecidas e a
cada reunião mais camponeses passam a aderirem ao sistema produtivo, bem como o
interesse na produção aumenta, há abertura de novas relações comerciais.

CONCLUSÃO

A articulação territorial da comercialização do algodão agroecológico ocorre no


território paraibano de forma concentrada, ou seja, a Territorialização é estabelecida
conforme assessorias em determinadas regiões geográficas, como é o caso da região
Agreste do Estado, esta tem a produção comercializada junto a Coopnatural, que por sua
vez, domina toda a produção assessorada pela Emater/PB e pela EMBRAPA Algodão.
Na região do Cariri, nas experiências observadas no Sitio Pitombeira, município
de Sumé -PB o algodoeiro alcançou uma produtividade média de 1074 kg/ha, com 40%
de fibra. Segundo Alberquerque et al ( 2009) esta produtividade ainda é baixa para a
cultivar, que tem potencial para 2970 kg/ha em média (FREIRE et al., 2002). Porém, os
agrônomos elencam um bom indicativo de que em sistemas agroecológicos o algodoeiro
poderá contribuir de forma significativa no incremento da produção na pequena
propriedade rural.
A produção em consórcios agroecológicos na Paraíba embora não seja recente,
vem crescendo gradativamente e este trabalho teve como foco perceber o envolvimento
e a reprodução dos camponeses, notamos ainda um envolvimento e interesse maior para
capacitação de técnicos e agricultores multiplicadores no cultivo do algodão
agroecológico, visando principalmente o manejo das pragas, e fazer um diagnóstico do
potencial de produção do algodoeiro herbáceo nas condições do cariri e agreste
paraibano. Assim, como contribuição prática tem-se a possibilidade de se produzir
algodão sem a aplicação de produtos químicos sintéticos, de maneira sustentável e
socialmente mais justa, mesmo numa área não zoneada para o algodoeiro.
Os consórcios como o nome já explicita são alternativas entre culturas agrícolas
que favorecem tanto a produção de alimentos para a agricultura de subsistência como
vem se tornando uma alternativa de mercado e renda camponesa na Paraíba,
percebemos uma articulação territorial e um incentivo pela produção e pela valorização
do algodão nas regiões, o projeto se iniciou há onze anos e cada vez mais as famílias
camponesas participam desta organização não apenas sujeitando sua renda, mais neste
aprendendo técnicas e experiências alternativas, percebemos que o capital entra no
campo, se territorializa, mais tem uma função de condicionar o camponês a sua
importância em todos os processos, e ai no tocante a geografia e aos estudos agrários
podemos perceber uma recriação e uma reprodução do campesinato que se fortalece e
resiste.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
ALBUQUERQUE, Fábio Aquino de. ET AL. Diagnóstico da Produção de Algodão
Agroecológico no Cariri Paraibano. Anais do VII Congresso Brasileiro do Algodão,
Foz do Iguaçu, PR – 2009.

BELTRÃO, N. E. de M.; VIEIRA, R. M.; SOBRINHO, R. B. Possibilidades do cultivo


de algodão orgânico no Brasil. Campina Grande: Embrapa Algodão, 1995. 36 p.
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MARTINS, J. de S. Os camponeses e a política no Brasil. 5 e. Petrópolis: Vozes,


1995.

MOREIRA, E.; TARGINO, I. Capítulos de Geografia Agrária da Paraíba. João


Pessoa: Editora Univeritária/ UFPB, 1997, 332p.

OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. A geografia agrária e as transformações


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Novos Caminhos da Geografia. São Paulo:Contexto, 2005

RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993.

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