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IFRJ

COORDENAÇÃO DE CIÊNCIAS DA
NATUREZA E MATEMÁTICAS
SUB COORDENAÇÃO DE FÍSICA
CURSOS INTEGRADOS

LABORATÓRIO DIDÁTICO DE FÍSICA

ATIVIDADE EXPERIMENTAL Nº 1

TURMA: QM121

EM: 22/06/2010

PROF.: Valeska

NOTA: COMPONENTES:

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I. FUNDAMENTOS TEÓRICOS

O PRÍNCIPIO DE ARQUIMEDES

No século III a.C., o grande filósofo, matemático e físico Arquimedes, realizando


experiências cuidadosas, descobriu uma maneira de calcular o empuxo que atua em
corpos mergulhados em líquidos. Suas conclusões foram expressas através de um
princípio, denominado princípio de Arquimedes, cujo enunciado é o seguinte:
“todo corpo mergulhado em um líquido recebe um empuxo vertical, para cima, igual ao
peso do líquido deslocado pelo corpo”.
Por que um pedaço de isopor flutua quando colocado na água? Uma das respostas
possíveis é que a densidade do isopor é menor que a densidade da água. Isto significa
que as partículas que constituem o isopor são mais afastadas entre si que as partículas
que constituem a água. O isopor ocupa mais volume para uma mesma quantidade de
matéria.
“Todo corpo total ou parcialmente imerso em um fluido recebe deste um empuxo
vertical dirigido para cima, de módulo igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo.”
Isto significa que um corpo de volume V totalmente imerso em fluido, recebe um
empuxo cuja intensidade é dada por:

E = µ .v.g (1)

Onde V é o volume do corpo, µ é a massa específica (densidade) do fluido e o g é a


aceleração da gravidade.

(figura 1)

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O empuxo sofrido por um corpo de massa M, volume V e densidade µ, pode ser
medido suspendendo-o no ar com uma mola cuja constante elástica é k. A mola em
repouso tem comprimento x0 e quando suspende o corpo passa a ter comprimento x1,
então, havendo o equilíbrio do corpo suspenso no ar, temos a seguinte relação:

Δx1 = x1 – x0 (2)
F1 = k(Δx1) = P (3)

Onde F1 é a força exercida pela mola e P é o peso do corpo.Sabendo-se a massa do


corpo e a aceleração da gravidade local, pode-se descobrir P e tendo conhecimento da
variação do comprimento da mola, substituindo na equação acima, logo se descobre K.

Mergulhando o corpo suspenso pela mola, completamente, no interior de um fluido de


densidade µ, o comprimento da mola passa a ser x2. Devido ao empuxo esse
comprimento deve ser menor do que aquele do corpo suspenso no ar (x1 > x2). Então,
havendo o equilíbrio do corpo suspenso no interior do líquido podemos igualar o
empuxo (E) somado à força elástica (Fe) da mola com o peso real (Pr), sabendo que a
força elástica é igual ao peso aparente (Pa), temos:

Pa = Fe (4)
Pa + E = Pr (5)
E = Pr – Pa (6)

Sabendo que a constante elástica multiplicada pela deformação da mola Δx1 é igual ao
Pr e a constante elástica multiplicada pela deformação da mola Δx2 é igual ao Pa,
temos :

Δx1= x1 – x0 (7)
Δx2= x2 – x0 (8)
Pr = KΔx1 (9)
Pa= KΔx2 (10)

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Então:

E=K(Δx1 – Δx2) (11)

Sabendo o valor do empuxo a densidade do fluido pode, então, ser calculada utilizando
a seguinte relação:

E= µ.V.g (12)

Sabendo que:

V = Área da base X Altura (13)

(Figura 2)

II. OBJETIVOS DA EXPERIÊNCIA

O objetivo da prática realizada é medir a força que a água exerce sobre o peso
imerso nela, ou seja, o empuxo, e a densidade da mesma. Sendo assim, poderá se
comprovar o princípio de Arquimedes e os conceitos sobre ele dados em sala de aula,
em versão real
e sujeito a todas as margens de erro, que inevitavelmente podem surgir.
III. MATERIAL UTILIZADO
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• Haste
• Suporte
• Mola
• Régua
• Um peso
• Pote
• Água

IV. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Inicialmente, mediu-se a mola, livre de qualquer deformação, utilizando a régua


graduada em centímetros e anotou-se o resultado. Esta medida recebeu o nome de
“x0”.
Montou-se o suporte, numa altura adequada, para que a mola fosse pendurada, já com
o peso em sua outra extremidade.
A deformação que a mola sofreu ,neste passo do experimento, foi medida, anotada e
recebeu o nome de “x1”.
Após isso, colocou-se água dentro do pote e montou-se uma estrutura, na qual o peso,
ainda na extremidade da mola pendurada no suporte, ficasse totalmente imerso nela.
Finalmente, mediu-se a nova deformação adquirida pela mola, anotando-se o resultado
e o chamando de “x2”.
Após encontrar tais valores puderam ser feitos cálculos para alcançar os objetivos
citados.

V. DADOS EXPERIMENTAIS

USANDO TRÊS ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

x0 = 0,054 metros

x1 = 0,143 metros

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x2 = 0,126 metros

Massa do Corpo = 0,260 kg

Gravidade = 9,79 m/s²

Diâmetro da base do corpo = 0,026 metros

Raio da base do corpo = 0,013 metros

Altura do corpo = 0,076 metros

= 3,14

VI. CÁLCULOS EXPERIMENTAIS

Primeiramente, se calcula o peso do corpo, sabendo que o corpo tem massa 0,260 kg
e a gravidade é 9,79 m/s², temos:

P = mg

P = 0,260X9,79

P = 2,55 N

Sabendo o peso do corpo, calcula-se a constante elástica pela fórmula:

P = K(Δx1)

2,55 = K(x1-x0)

2,55 = K(0,143 – 0,054)


2,55 = K(0,089)

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K = 2,55/0,089
K = 28,7 N/m

Depois de descobrir a Constante Elástica, chega a hora de se calcular o empuxo,


Então :

E = K(Δx1 – Δx2)
E = K[(x1 - x0) - (x2 - x0)]
E = 28,7[(0,143 – 0,054) – (0,126– 0,054)]
E = 28,7[0,089 – 0,072]
E = 28,7[0,017]
E = 0,488 N

Depois de descobrir o empuxo, descobre-se a densidade da água pela fórmula E = µ


.v.g mas, para achar a densidade é preciso achar o volume primeiro, então:

V = Área da base X Altura


V = (raio)² X Altura
V = (0,013)² X 0,0230
V = 3,14(0,000169) X 0,076
V = 0,000530 X 0,076
V = 0,0000403 m³

Depois de achar o volume do corpo, acha-se a densidade da água:

E = µ .v.g
0,488 = µ X 0,0000403 X 9,79
0,488 = µ X 0,000395
µ = 0,488/0,000395
µ = 1.240kg/m³

VII. RESULTADOS

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Depois de descobrir a Constante Elástica e o peso, achou-se o Empuxo, que foi de
0,488 N. Posteriormente, achou-se a densidade da água que foi de 1.240 kg/m³, que é
igual a 1,24 g/cm³.

VIII. COMENTÁRIOS E DISCUSSÕES

A real densidade da água é de 1g/cm³, porém na prática realizada encontrou-se a


densidade igual a 1,24g/cm³, apesar de não apresentar erros nos cálculos da
experiência. Logo, conclui-se que a água utilizada possuía impurezas, já que a água
que tem densidade igual a 1g/cm³ é totalmente livre de impurezas.

IX. CONCLUSÃO

Através da prática realizada pôde-se concluir que, sobre o corpo imerso em água age
uma força vertical, para cima, chamada empuxo, que por sua vez diminui o peso real
para um peso aparente, com intensidade menor. Isso ocorre porque o peso fora d’água
era igual, somente, a tração da mola e o peso imerso na água é igual ao empuxo mais
a tração da mola. O citado acima acarretou, então, uma diferença na deformação da
mola antes e depois de colocado na água.

X. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.algosobre.com.br/fisica/principio-de-arquimedes-empuxo.html
http://www.fisica.net/hidrostatica/principio_de_arquimedes_empuxo.php
http://pt.shvoong.com/exact-sciences/physics/1918720-lei-hooke/

Livro – Tópicos de Física – Volume 1


Autores : Ricardo Helou Doca
Gualter José Biscuola
Newton Villas Boas
Editora : Saraiva – 20ª edição reformulada – 2007 – São Paulo