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MEMORIAL DESCRITIVO

INSTALAÇÕES DE PROTEÇÃO
CONTRA INCÊNDIO

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E


TECNOLOGIA CATARINENSE –
CAMPUS SANTA ROSA DO SUL

ENG. ELOISA PANATTO


ENG. RANIERE STECKERT MARCELLO
02/2015
2 MEMORIAL DESCRITIVO
3 MEMORIAL DESCRITIVO

MEMORIAL DESCRITIVO

EDIFICAÇÃO MISTA DE RISCO “LEVE”


- ESCOLAR
- RESIDENCIAL COLETIVA
- AGROPASTORIS
- EXISTENTE

Engenheira Civil: Engenheiro Eletricista:


Eloisa Panatto Raniere Steckert Marcello
CREA/SC: 099593-7 CREA/SC: 071339-2

__________________________ __________________________
Eng. Eloisa Panatto Eng. Raniere Steckert Marcello
CREA/SC: 099593-7 CREA/SC: 071339-2

Proprietário da Obra:
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA CATARINENSE
IFC - CAMPUS SANTA ROSA
Endereço: Rua das Rosas, s/n, Bairro Vila Nova
Santa Rosa do Sul/SC
Fevereiro/2015

_____________________________________________
Contratante
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA CATARINENSE
CNPJ: 10.635.424/0006-90
4 MEMORIAL DESCRITIVO

Memorial descritivo e justificativo

Trata-se de projeto de um Sistema de Prevenção Contra Incêndio para a regularização


de um complexo escolar, executado em alvenaria e estrutura em concreto armado, localizado
na Rua das Rosas, s/n, bairro Vila Nova no município de Santa Rosa do Sul - SC. De acordo
com o projeto arquitetônico, a edificação compreende em três zonas, sendo assim divididas
as áreas:

ZONA 01 – RESIDÊNCIAS:
Residência do Diretor = 227,89 m²
Residência dos Professores = 142,51 m² (6x)
Panificação = 142,00 m²
Residência dos Funcionários = 86,84 m² (6x)
Alojamento Masculino = 680,36 m² (2x)
Alojamento Feminino = 607,20 m²
Centro Cultural = 367,47 m²
Lavanderia = 136,50 m²
ÁREA TOTAL = 4.217,88 m²

ZONA 02 – ESCOLAR
Centro Cívico/Vestiários = 328,80 m²
Refeitório = 509,56 m²
Pedagógico/Sala dos Professores = 218,29 m²
Pátio Coberto = 171,35 m²
Apoio Pedagógico/Educação Geral = 256,63 m²
Conjunto Pedagógico Cooperativa = 592,08 m²
Conjunto Pedagógico Laboratórios = 553,93 m²
Conjunto Pedagógico Salas de Aula = 539,37 m²
Conjunto Administrativo = 342,36 m²
Auditório = 316,70 m²
Garagem = 1.378,30 m²
Agronomia e Vestiário = 343,20 m²
Agroindústria Unidade I e II = 351,55 m²
Museu = 331,80 m²
Laboratório de Proc. de Produtos Vegetais = 110,72 m²
Vestiário Feminino = 105,78 m²
Bloco do Curso de Agronomia = 769,84 m²
Olericultura = 222,98 m²
Guarita = 63,31 m²
Ginásio = 1.495,13 m²
Complexo de Laboratórios = 541,66 m²
Biblioteca = 549,51 m²
Silvicultura = 222,98 m²
Corredores abertos para exterior (núcleo): 627,93 m²
ÁREA TOTAL = 10.943,76 m²
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ZONA 03 – AGROPASTORIS
Pousada Rural = 234,00 m²
Aviário Corte e Recria = 234,00 m² (4x)
Pocilga = 179,10 m²
Zootecnia = 614,33 m²
Auditório/Laboratório = 409,13 m²
Aviário Postura = 409,13 m²
Sala Ambiente Agricultura I e II = 101,38 m² (2x)
Sala Ambiente Zootecnia II = 108,83 m²
Zootecnia I = 115,36 m²
Agroindústria = 98,67 m²
Agroindústria Unidade 04 = 38,69 m²
Tambo de Leite = 147,73 m²
Laboratório de Inseminação de Suínos = 86,44 m²
ÁREA TOTAL = 3.581,07 m²

PASSARELAS ABERTAS: 639,87 m²

ZONA 01 + ZONA 02 + ZONA 03 + PASSARELAS ABERTAS = 19.382,58 m²

Classificação dos Riscos conforme IN 003/DAT/CBMSC

Art. 4º - Para efeito da classificação do risco de incêndio dos imóveis é utilizada a


carga de incêndio conforme segue:
I - Risco Leve, carga de incêndio ideal menor do que 60 kg/m2;

Art. 5º - Dentro da classificação do risco de incêndio, a princípio, as ocupações dos


imóveis serão distribuídas da seguinte forma:
I - RISCO LEVE – para ocupação tipo:
a) Residencial privativa multifamiliar;
b) Residencial coletiva;
c) Comercial (exceto supermercados ou galerias comerciais);
d) Pública;
e) Escolar geral;
f) Escolar diferenciada;
g) Reunião de Público com concentração;
h) Reunião de Público sem concentração;
i) Hospitalar sem internação e sem restrição de mobilidade;
j) Parques aquáticos;
k) Atividades agropastoris (exceto silos);
l) Riscos diferenciados;
m) Mista (para duas ou mais ocupações previstas neste inciso, desde que exista
compartimentação entre as diferentes ocupações e com saídas de emergência
independentes).
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Como regra geral será exigida para a edificação os seguintes sistemas:


- Sinalização de Segurança
- Sistema de Proteção por Extintores
- Iluminação de emergência
- Saída de Emergência
- Alarme de Incêndio
- Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas
- Sistema Hidráulico Preventivo

Sinalização de segurança

As sinalizações estão localizadas para auxílio no plano de fuga, orientação e


advertência dos usuários da edificação e estão indicadas nas pranchas do projeto.
O sistema de sinalização de orientação deve ser contínuo durante todo o
funcionamento do sistema (1 hora) e deverá conter a palavra SAÍDA ou palavra SAÍDA sobre a
seta indicando o sentido da saída, com um fluxo luminoso de no mínimo, 30 lúmens.
As letras e setas de sinalização devem ter cor vermelha sobre fundo branco leitoso de
acrílico ou material similar nas dimensões mínimas de 25 x 16 cm e letras com traço de 01 cm
em moldura de 4 x 9 cm.
Nas áreas cobertas, abertas, sem qualquer tipo de parede, destinadas a
estacionamento de veículos, quando constituídas de pavimento único e térreo, não será
necessária à instalação de sistema de iluminação para abandono de local.

Sistema de Proteção por Extintores

A proteção por extintores será feita basicamente por extintores tipo PQS – 4 Kg
conforme locação feita nas plantas baixas.

Área de proteção/caminhamento:
- Cada unidade extintora projetada atende uma área máxima de 500 m2 para o risco leve.
- A máxima distância percorrida pelo operador não poderá ser maior que 20 metros, entre o
ponto mais afastado e a unidade extintora. O caminhamento será medido através de acessos e
áreas para circulação, observando-se os obstáculos.

Sinalização/fixação:
A instalação de cada unidade extintora deverá obedecer aos seguintes itens:
- Fixação, sob cada extintor, a 20 cm da parte inferior do mesmo, um círculo com a inscrição
em negrito “PROIBIDO DEPOSITAR MATERIAIS”, podendo ser utilizadas as seguintes cores:
branco com bordas vermelhas, vermelho com bordas amarelas, ou amarelo com bordas
vermelhas.
- Fixação com suportes que resistam até 2,5 vezes o peso total do extintor, e que limitem o
posicionamento de suas partes a um mínimo de 1,00 m e máximo de 1,70 m de altura do piso
acabado.
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- Fixação, sobre cada extintor, a 20 cm da parte superior do mesmo, uma seta com a inscrição
em negrito “EXTINTOR”, podendo ser utilizadas as seguintes cores: branco com bordas
vermelhas, vermelho com bordas amarelas, ou amarelo com bordas vermelhas.

Iluminação de emergência

O sistema adotado foi de blocos autônomos 2x8w e 2x55w, com autonomia de 1 hora,
instalados nas paredes, conforme localização e detalhes indicados nas pranchas do projeto.
As lâmpadas serão fluorescentes, distribuídas e instaladas conforme projeto, nunca
podendo ser instaladas em alturas superiores às aberturas do ambiente.

Disposições Gerais
- Cada ponto de iluminação de emergência foi locado de maneira que a distância entre dois
pontos num mesmo ambiente seja equivalente a quatro vezes a altura da instalação desta em
relação ao nível do piso.
- A partir do quadro de distribuição, partirá um circuito exclusivo para alimentação dos blocos
autônomos de iluminação de emergência. Este circuito deverá ser protegido por disjuntor
unipolar 16 A, dela sairão cabos # 2,5 mm2 – tipo flex anti-chama.
- A cada 12 meses deverão ser testados o sistema e medido o nível de iluminamento do local e
autonomia dos blocos.
As luminárias de emergência deverão observar os seguintes requisitos:
- Os aparelhos devem ser constituídos de forma que qualquer de suas partes resista a uma
temperatura de 70° C, no mínimo por uma hora.
- Os pontos de luz não devem causar ofuscamento, seja diretamente ou por iluminação
refletiva.
- Quando utilizado anteparo ou luminária fechada, os aparelhos devem ser projetados de
modo a não reter fumaça para não prejudicar seu rendimento luminoso.
- A fixação dos pontos de luz deve ser feita de modo que as luminárias não fiquem instaladas
em alturas superiores às aberturas do ambiente.
Os condutores e eletrodutos deverão observar os seguintes requisitos:
- Os eletrodutos utilizados para condutores de Iluminação de Emergência não podem ser
utilizados para outros fins, salvo para instalações de outros sistemas de segurança.
- Recomenda-se que a polaridade dos condutores seja identificada conforme as cores previstas
em normas específicas. (preto = positivo/ vermelho = negativo)
Instalação e manutenção deverão observar os seguintes requisitos:
- Em lugar visível, do aparelho, deve existir um resumo dos principais itens de manutenção de
primeiro nível que podem ser executados pelo próprio usuário, seja: verificação de lâmpadas,
fusíveis ou disjuntores e do nível do eletrólito etc.
- Consistem no segundo nível de manutenção, os reparos e substituição de componentes do
equipamento ou instalação não compreendidos no primeiro nível. É vedado ao usuário
executar o segundo nível de manutenção por envolver problemas técnicos, devendo ser
executado por um dos profissionais responsáveis.
- Os defeitos constatados devem ser consignados no caderno de controle de segurança da
edificação e, reparados mais rapidamente possível.
- O bom estado de funcionamento do sistema de iluminação de emergência deve ser
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assegurado:
I – por um técnico qualificado do estabelecimento, ou de um conjunto de
estabelecimentos;
II – pelo fabricante ou por seu representante;
III – por um profissional qualificado, por um organismo ou entidade reconhecida pelos
órgãos públicos ou credenciados pelo Corpo de Bombeiros.
A iluminação de emergência deve garantir um nível mínimo de iluminamento a nível do piso
de:
I – 5 Lux em locais com desnível;
a) Escadas;
b) Portas com altura inferior a 2,10m;
c) Obstáculos;

II – 3 Lux em locais planos;


a) Corredores;
b) Halls;
c) Elevadores;
d) Locais de refúgios.

- O fluxo luminoso do ponto de lux, exclusivamente de iluminação, deve ser no mínimo igual a
30 lumens.
Nas áreas cobertas, abertas, sem qualquer tipo de parede, destinadas a
estacionamento de veículos, quando constituídas de pavimento único e térreo, não será
necessária à instalação de sistema de iluminação de emergência.

Saídas de Emergência

Serão adotadas como saídas de emergência todas as portas externas da edificação,


devidamente sinalizadas. Sendo que, cada bloco possui saída direta para o exterior.

Art. 40. Admitem-se as seguintes reduções, substituições e compensações para as


saídas de emergência:
I - quando já estiver instalado:
a) tipo de escada: admite-se aprovar com tipo diverso do exigido na IN
009/DAT/CBMSC, a critério do CBMSC;
b) patamares e degraus: admite-se aprovar com o dimensionamento existente;
c) piso: admite-se aprovar como já está instalado, com: (1) instalação de fitas
antiderrapantes em degraus; (2) aplicação de tinta antiderrapante em pisos da rota de fuga;
(3) inserção de frisos nas bordas dos degraus (no mínimo 03 frisos) ou tratamentos químicos
que assegurem maior coeficiente de atrito; (4) substituição de piso, quando constituído por
material combustível;
d) corrimãos: admite-se aprovar como já está instalado: (1) em apenas um dos lados,
quando a escada possuir largura inferior a 1,10m; (2) como se encontram, desde que sejam
funcionais (propiciem apoio, deslizamento confortável e seguro, além de possuir continuidade
sem “efeito gancho”).
e) guarda corpo: admite-se aprovar como instalado sem elevação de altura e ou
redução de espaçamentos quando: (1) o acesso for considerado de uso restrito aos
funcionários; (2) em patamares e mezaninos onde a circulação de pessoas seja pequena;
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f) largura mínima: admite-se aprovar saídas com largura mínima inferior ao previsto
em normas desde que: (1) existam impedimentos de ordem estrutural, devidamente
fundamentado; (2) a relação entre população e unidades de passagens, seja compatível com
os preceitos previstos na IN 009/DAT/CBMSC; (3) a lotação máxima de cada ambiente seja
expressa em placa em acrílico branco, afixada junto ao acesso do mesmo, com letras e
números vermelhos nas seguintes dimensões mínimas: altura=5 cm, largura=5 cm e traço=1
cm;
g) com ausência de uma segunda saída equidistante, somente quando
cumulativamente ocorrer às seguintes situações: (1) edificação térrea; (2) com área inferior a
750 m2; (3) em locais que não possuam características de concentração de público; (4) quando
não houver espaço, devido à taxa de ocupação do terreno;
h) com abertura da porta no sentido anti-fluxo, no pavimento de descarga, apenas
quando a projeção da abertura da porta ocupe espaço destinado ao passeio público, e exceto
para ocupação escolar ou com reunião de público;
i) admitem-se portas tipo “de correr”, desde que sinalizado o sentido da abertura,
exceto para ocupação escolar ou com reunião de público;

Alarme de Incêndio

Este sistema é composto basicamente por uma central supervisora, acionadores


manuais tipo Push-Button com sirene eletrônica acoplada, sensores ópticos de fumaça e fonte
de alimentação independente.
- Acionadores Manuais: O sistema adotado dispõe de acionador manual do tipo Quebra-vidro
"Push Botton" em caixa de aço com pintura epóxi na cor vermelha e tampa removível para
troca do vidro, dimensões de 105 mm por 50 mm de profundidade contendo circuito que pisca
na cor verde quando em supervisão e acende na cor vermelha quando em alarme. A sirene
será incorporada ao acionador. Os acionadores manuais terão inscrição instruindo o seu uso,
instalados em locais visíveis e entre as cotas de 1,20 e 1,50 m, tendo como referencial o piso
acabado. O número de acionadores foi determinado de maneira que, um operador não
percorra mais que 30m para acioná-lo.
- Sensores Ópticos de Fumaça: Sensores eletrônicos que, através da presença de fumaça
quebram seu isolamento (formação de cadeia iônica) e acionam sua sirene, e, via cabo, tem
sua indicação de atividade junto a central de alarme. Cada sensor protege uma área de 60m2,
com alcance linear máximo de 26 metros.
- Central de Alarme de Incêndio: Central para 12 pontos, com alimentação em 220 V,
transferência automática (0 - 5 seg.) para 24 Vcc, com circuito carregador para bateria e
autonomia mínima de 1 hora. Nela deverá constar leds com indicação de defeitos e resetores
para os mesmos e, com possibilidades de acionamento local e remoto, com e sem retardo.
Dela sairão cabos # 0,25 mm2 – tipo flex anti-chama, para a alimentação dos
acionadores (2 cabos comuns a todos), alimentação para a sirene eletrônica (2 cabos comuns
a todos) e, um cabo p/ cada acionador, p/ o retorno do sinal aberto na central de alarme.
Descrição do Painel:
Chave Liga - Na posição indicada no painel a central é ativada, mantendo aceso um led
ao lado da mesma e apagando todos os leds “AVARIA” dos acionadores manuais.
Porta Fusível - Possui um fusível de vidro de 3 A, uma vez queimado nenhum de seus
indicadores visuais e sensores funcionará.
Chave Temporizado / Imediato - Na posição temporizado, quando houver um alerta de
incêndio pelos acionadores manuais ou automáticos ativará a sirene interna da central e
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depois de um período pré determinado (3 a 5 min), ativará as sirenes, disparando todos os


acionadores com cristais piezoeléctricos. Na posição imediata, o mesmo ocorre
instantaneamente.
Chave Reset - Utilizada para apagar os leds de setores quando ativados, pois os
mesmos tem memória permanente.
Chave Pânico - Acionamento imediato de todas as sirenes.
Leds Setores - Indica o ponto que provocou o alerta do sistema.
Leds Avaria - Indicam a central desligada e algum tipo de defeito nos acionadores.
- Acumuladores: Duas baterias 32 A/h, 12 V, instaladas no próprio corpo da central de alarme.

Disposições Gerais
- A central deverá possuir temporizador, para os acionamentos do alarme geral, efetuados
pelos acionadores com tempo de retardo de 3 a 5minutos.
- No monitor deverá haver sinalização visual e acústica, com funcionamento instantâneo ao
acionamento.
- Cada pavimento ou área setorizada deverá dispor de, no mínimo, uma sirene ou campainha.
- Os alarmes deverão emitir sons distintos de outros, em timbre e altura, de modo a serem
perceptíveis em todo o pavimento ou área. Deverá ser observado nos alarmes uma
uniformidade de pressão sonora mínima de 15 dB acima do nível de ruído local. Deve ter
sonoridade com intensidade mínima de 90dB e máxima de 115dB e frequência de 400 a 500
Hertz com mais ou menos 10% de tolerância.
- O sistema de alarme será composto por enlaces com sistema de proteção próprios de modo a
preservar a central.
- Não poderá haver laço comum a 02 ou mais pavimentos se a central de sinalização não
dispuser de dispositivo - identificador de laço indicando o pavimento protegido.
- Toda tubulação aparente deverá ser em ferro galvanizado, podendo esta ser de PVC anti-
chamas embutida na alvenaria, ambas com ф mínima de ¾”. As caixas de ligação deverão ser
de liga de alumínio fundido, com entradas rosqueadas e tampas de vedação fixadas por
parafusos.
- Os eletrodutos utilizados para condutores de Alarme de Incêndio não podem ser utilizados
para outros fins.
- Para um melhor balanceamento do sistema e para minimizar os efeitos dos ruídos, a fiação
deverá ser trançada. As emendas deverão ser evitadas ao máximo, sendo que em casos onde
as mesmas são inevitáveis deverão ser soldadas e isoladas com espaguete termo-contrátil e as
emendas deverão sempre ficar dentro de caixas de passagem e nunca no interior da
tubulação.

Sistema de proteção contra descargas atmosféricas

Este projeto foi elaborado com dados estatísticos e níveis cerâunicos de Sombrio.
Foi elaborado pelo método de Faraday e método Eletrogeométrico. O nível de
proteção será nível III, sendo assim, a gaiola de Faraday deverá ser de no máximo 10x20
metros e o raio de proteção deverá ser de 45 metros.

Art. 41. – IN Nº 005


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Admitem-se as seguintes reduções e substituições para o sistema de proteção contra


descargas atmosféricas:
I - quando já instalado:
Admite-se a instalação como está, desde que seja comprovada a sua proteção e
funcionalidade, além da realização das manutenções necessárias, tudo mediante a
apresentação da ART ou RRT do responsável técnico;

Malhas e condutores

- Malha de captação (pavimento cobertura) em torno de toda a edificação, através de


cordoalha de cobre nu de 35 mm².
- Condutores isolados interligando a barra de LEP à barra de terra dos quadros de
distribuição.

Subsistema de aterramento

- O método deste subsistema de aterramento é a utilização de cordoalha de cobre nu


de 50mm2 com um anel ao redor de toda a edificação. Os condutores serão interligados por
solda exotérmica (cabo x cabo, cabo x aço galvanizado) ou por meio de vinculo mecânico aço x
aço.

Detalhes do SPDA

- A execução das instalações componentes do SPDA será feita de acordo com o projeto
específico em obediência à norma NBR 5419/2005 da ABNT que rege o assunto.
- O sistema de proteção projetado é baseado no método dos condutores em malha ou
gaiola (método Faraday) cujos componentes são descritos a seguir.

Captores

- Os captores serão constituídos por condutores de cobre nu, têmpera dura, 35 mm²,
no perímetro externo das coberturas das edificações e interligando-se entre si formando uma
malha (Método de Faraday).
Para assegurar a continuidade elétrica, os captores deverão estar rigidamente
interligados; a ligação deve ser assegurada, sendo necessário conectá-los em vários pontos
através de uma cordoalha de cobre nu de 35 mm², soldando-se nas duas extremidades às
partes metálicas e deixando se uma folga de 20cm. O tipo de conexão será através de solda
exotérmica ou conectores apropriados, conforme detalhado no projeto.

Condutores de Descida

- Serão utilizados descidas externas, indicadas em planta, de cabo de cobre nu 16 mm²,


protegidas por tubulação de PVC 1.1/2”, estas serão interligadas ao anel de aterramento.

Condutores de Aterramento

- Haverá um anel circundante no prédio conforme mostrado em planta, seu material


será de cabo de cobre nu 50 mm².

Informações complementares
12 MEMORIAL DESCRITIVO

- Para manter o mesmo potencial elétrico entre as massas, estas deverão ser
aterradas, através de conexão ao condutor de equipotencialidade ou barra de aterramento do
quadro de equipotencial de terra (caixa de LEP), os seguintes componentes:
- Rede de eletrocalhas e perfilados metálicos dos circuitos elétricos internos das
edificações;
- Rede de eletrocalhas metálicas e perfilados do sistema de cabeamento estruturado;
- Carcaças dos aparelhos de ar condicionado, assim como os seus dutos metálicos;
- Tubulações metálicas de água, de um modo geral;
- Carcaças das bombas d’água e componentes metálicos a elas associados;
- Partes metálicas dos quadros de distribuição (QD), quadros de aterramento (QA),
racks, etc;
- As barras de neutro e de terra serão vinculadas apenas no QGBT;
- O aterramento das instalações telefônicas será interligado ao sistema de aterramento
das instalações elétricas e ao SPDA por uma cordoalha de cobre nu, têmpera dura, 50 mm² de
seção.

Sistema de gás canalizado


Art. 38. – IN Nº 005
Admitem-se as seguintes reduções e substituições para as instalações de gás
combustível:
I - quando já instalado:
a) com recipientes instalados no interior da edificação (edificações térreas): quando
não houver espaço disponível para instalação externa, buscando-se, neste caso,
preferencialmente instalá-los em posição mais próxima possível de parede externa da
edificação que faça extrema com área que possua a melhor ventilação e propicie o melhor
manuseio dos cilindros (normalmente a parede frontal da edificação), construindo abrigo
(ainda que embutido na projeção da edificação) que, se possível, não tenha qualquer tipo de
comunicação com o interior da mesma e que possua os acessos e ventilações dando
diretamente para o exterior, adotando-se no que couberem, todas as exigências previstas para
abrigos de GLP;
b) com recipientes instalados em pavimentos superiores: quando não houver espaço
disponível para instalação externa no pavimento térreo, desde que, a critério da Seção de
Atividades Técnicas, a situação seja melhor do que a indicada no item anterior e que o acesso
seja suficientemente adequado e seguro;
c) com redução de afastamento: quando não houver espaço disponível para atender o
afastamento necessário;
d) com redução do diâmetro das canalizações e do número de recipientes: se restar
comprovado pela empresa fornecedora do gás e pelos usuários, que a quantidade instalada
existe a mais de dois anos, e que atende a demanda de consumo (declaração dos usuários),
desde que observada a pressão máxima da rede de 1,5 kgf/cm2;
e) sem adequação de ambientes para áreas somente com fogões e fornos;
f) com instalação de abrigo de medidores em locais diferentes do previsto nas normas,
ou até mesmo sem a sua instalação desde que mantida a exigência de instalação de registro de
corte por pavimento e os reguladores de 2º estágio para cada ambiente com consumo ou
aparelho a gás;
g) com toda a instalação de gás combustível do prédio (somente se residencial
privativa multifamiliar) abastecido por P-13, instalados nas cozinhas: admite-se aprovar e
13 MEMORIAL DESCRITIVO

regularizar conforme se encontrem executados (no que se refere às possibilidades de


instalação de sistema centralizado), desde que esgotadas todas as possíveis adequações,
justificadas por meio de argumentação técnica;
h) sem a conferência do dimensionamento das baterias e das canalizações já
instaladas, exceto se o fato gerador da intervenção do CBMSC na edificação tenha sido um
registro de ocorrência de mau funcionamento do sistema no que se refere ao funcionamento
normal dos equipamentos de queima; nestes casos, será necessário resgatar o projeto integral
do sistema, colocando-se tal condição como exigência, para merecer aprovação do CBMSC;
i) com a admissão de mais de uma central ou abrigo de gás para uma mesma
edificação;
k) a adequação de ambientes, para locais com aquecedores já instalados, será
considerada obrigatória, não podendo ser dispensada em hipótese alguma;

Dimensionamento da central de GLP:

ZONA 01

Panificação:

Abrigo de cilindros com p-45 transportáveis:

Tipo de aparelho com consumo de gás:


2 Fogões residencial 4 queimadores sem forno
Forno Semi-Industrial

Consumo de gás do aparelho:


Fogão residencial 4 queimadores com forno = 84 Kcal/min
Forno Semi-Industrial = 190 Kcal/min

Consumo total da edificação:

Pctotal  190  2  84


Pctotal  358Kcal / min

Quantidade de cilindros:
Consumo total:
Potência computada: Pc
Pc  358kcal / h  60 min  11.200
Pc  1,92 Kg / h

Cálculo do número de tanques:


 Consumo: 1,92 Kg/h
 Simultaneidade: 100% (Tabela do Anexo B da IN 008)
 1,92Kg/h x 1,00 = 1,92Kg/h
14 MEMORIAL DESCRITIVO

Deverá ser utilizado 1 cilindro P-45 kg. Conforme Instrução Normativa deverá ser
instalado 1 cilindro P-45 kg que estará em uso e 1 cilindro P-45 kg de reserva.

3. Dimensionamento das aberturas para ventilação permanente:

1º) para o dimensionamento da área total de ventilação permanente (cm2), devem ser
somadas todas as potências (em kcal/min) dos aparelhos a gás no ambiente:
- 2 fogões residencial 4 queimadores s/ forno = 168 kcal/min – forno semi-industrial =
190kcal/min. Somatório das potências = 358kcal/min

2º) o local de instalação deve possuir aberturas superior e inferior para ventilação
permanente, com área total útil em centímetros quadrados (cm2), na proporção mínima de
1,5 vez a potência nominal total dos aparelhos a gás instalados, em quilocalorias por minuto
(kcal/min), constituído por duas aberturas com área total útil de no mínimo 600cm2, sendo:

a) uma abertura superior, situada a altura não inferior a 1,5m em relação ao piso do
compartimento, devendo-se adotar uma área mínima de ventilação de 400cm²; e

b) uma abertura inferior, situada até o máximo de 80cm de altura em relação ao piso do
compartimento, com área mínima de 33% da área total útil; Logo a área total das aberturas
para ventilação = 358 x 1,5 = 537cm2

c) quando a área total da abertura para ventilação permanente for superior a 600cm², a área
da abertura inferior deve manter a proporção especificada no 2º passo.

3.1 CÁLCULO DA ABERTURA INFERIOR


1º) área total das aberturas para ventilação = 537cm2
2º) Ainf = área abertura da ventilação inferior = 537 x 33% = 537 x 0,33 = 177,21 cm2

3.2 CÁLCULO DA ABERTURA SUPERIOR


1º) Asup = área total aberturas para ventilação - área da abertura da ventilação inferior
2º) Asup = 537 – 177,21 = 359,79 cm2

ZONA 02

Rede de GLP externa, que alimenta a Agroindústria I e II, Laboratório de Proc. de


Produtos Vegetais e o Refeitório.

- Consumo de gás total na Agroindústria I e II: 882 Kcal/min


- Consumo de gás total na Lab. De Proc. de Produtos Vegetais: 1.168 Kcal/min
- Consumo de gás total no Refeitório: 1.858 Kcal/min
- Consumo total na Zona 02: 3.908 Kcal/min

Quantidade de cilindros:
Consumo total:
Potência computada: Pc
15 MEMORIAL DESCRITIVO

Pc  3.908kcal / h  60 min  11.200


Pc  20,94 Kg / h

Cálculo do número de tanques:


 Consumo: 20,94 Kg/h
 Simultaneidade: 46% (Tabela do Anexo B da IN 008)
 20,94Kg/h x 0,46 = 9,63 Kg/h

São utilizados tanques de 45 kg:


Capacidade de vaporização de tanques até 45Kg: 1,00Kg/h
Nº de tanques: 9,63: 9,63 tanques
1,00

Serão adotados 9 tanques tipo P-45 Kg para consumo das edificações. Conforme
Instrução Normativa deverá existir mais 9 tanques P-45 Kg para reserva.
Enfim, existem na edificação (Zona 02) 18 tanques P-45 Kg protegidos por central,
seguindo as recomendações da Instrução Normativa nº 008.

Dimensionamento da tubulação na rede externa:

REDE PRIMÁRIA DE GLP – DIMENSIONAMENTO

TRECHO (m) Pc (kcal/min) L (m) ∑Pc (Kcal/min) ∑L (m) Pa (Kcal/min) ф (Polegadas)

R2 - PONTO B 1168 8,93 1168 23,16 890,2 1.1/4"


R1 - PONTO B 882 4,15 882 32,01 731,7 1.1/4"
PONTO B - PONTO A 2050 17,7 2050 72,87 1347 1.1/2"
R3 - PONTO A 1858 2,06 1858 20,51 1259 1.1/4"
PONTO A - CENTRAL 3908 13,47 3908 106,9 1863 2"

Agroindústria I e II:

Tipo de aparelho com consumo de gás:


2 Fogões semi-industrial 4 queimadores sem forno
Tanque Inox industrial
Tacho

Consumo de gás do aparelho:


Fogãos semi-industrial 4 queimadores sem forno = 234 Kcal/min
Tanque Inox industrial = 250 Kcal/min
Tacho = 164 Kcal/min

Consumo total:
16 MEMORIAL DESCRITIVO

Pctotal  2 x 234  250  164


Pctotal  882 Kcal / min

Dimensionamento da tubulação na rede interna:

REDE SECUNDÁRIA DE GLP – DIMENSIONAMENTO (AGROINDÚSTRIA)

TRECHO (m) Pc (kcal/min) L (m) ∑Pc (Kcal/min) ∑L (m) Pa (Kcal/min) ф (Polegadas)

TAC - P2 164 6,63 164 6,63 164 3/4"


TQ - P1 250 2,01 250 2,01 250 3/4"
P1 - P2 484 0,69 484 2,7 448,2 3/4"
P2 - P3 648 18,32 648 27,65 565,1 1"
P3 - R1 882 0,21 882 27,86 731,7 1.1/4"

Lab. De proc. De prod. Vegetais:

Tipo de aparelho com consumo de gás:


Fogão semi-industrial 6 queimadores sem forno
Desidratadora
Tacho
Caldeirão
Forno Combinado

Consumo de gás do aparelho:


Fogão semi-industrial 6 queimadores sem forno = 270 Kcal/min
Desidratadora = 200 Kcal/min
Tacho = 164 Kcal/min
Caldeirão = 300 Kcal/min
Forno Combinado = 234 Kcal/min

Consumo total:
Pctotal  270  200  164  300  234
Pctotal  1..168Kcal / min

Dimensionamento da tubulação na rede interna:


17 MEMORIAL DESCRITIVO

REDE SECUNDÁRIA DE GLP – DIMENSIONAMENTO (LAB. PROC. PROD. VEGETAIS)

TRECHO (m) Pc (kcal/min) L (m) ∑Pc (Kcal/min) ∑L (m) Pa (Kcal/min) ф (Polegadas)

F6 - P1 270 8,85 270 8,85 270 3/4"


DES - P1 200 0,85 200 0,85 200 3/4"
P1 - P2 470 1 470 10,7 437,8 3/4"
P2 - P3 634 1,48 634 12,18 558,6 1"
P3 - P4 934 1,55 934 13,73 764,1 1"
FC- P4 234 0,3 234 0,3 234 3/4"
R2 - P4 1168 0,2 1168 14,23 890,2 1"

Refeitório:

Tipo de aparelho com consumo de gás:


2 Fogões semi-industrial 4 queimadores sem forno
Grelha industrial
3 Caldeirões
Forno semi-industrial

Consumo de gás do aparelho:


Fogão semi-industrial 4 queimadores sem forno = 234 Kcal/min
Grelha industrial = 300 Kcal/min
Caldeirão = 300 Kcal/min
Forno semi-industrial = 190 Kcal/min

Consumo total:
Pctotal  2 x234  300  3x300  190
Pctotal  1.858Kcal / min

Dimensionamento da tubulação na rede interna:


18 MEMORIAL DESCRITIVO

REDE SECUNDÁRIA DE GLP – DIMENSIONAMENTO (REFEITÓRIO)

TRECHO (m) Pc (kcal/min) L (m) ∑Pc (Kcal/min) ∑L (m) Pa (Kcal/min) ф (Polegadas)

F4 - P6 234 1,4 234 1,4 234 3/4"


P6 - P5 534 2,32 534 3,72 491,3 3/4"
F4 - P4 234 1,4 234 1,4 234 3/4"
P4 - P5 534 0,58 534 1,98 491,3 3/4"
P5 - P3 1068 3,2 1068 8,9 822,7 1"
CAL - P1 300 1,4 300 1,4 300 3/4"
P1 - P2 600 1,58 600 2,98 543 3/4"
P2 - P3 790 0,65 790 3,63 673,3 3/4"
P3 - R3 1858 5,92 1858 18,45 1259 1.1/4"

3. Dimensionamento das aberturas para ventilação permanente:

1º) para o dimensionamento da área total de ventilação permanente (cm2), devem ser
somadas todas as potências (em kcal/min) dos aparelhos a gás no ambiente:
2º) o local de instalação deve possuir aberturas superior e inferior para ventilação
permanente, com área total útil em centímetros quadrados (cm2), na proporção mínima de
1,5 vez a potência nominal total dos aparelhos a gás instalados, em quilocalorias por minuto
(kcal/min), constituído por duas aberturas com área total útil de no mínimo 600cm2, sendo:

a) uma abertura superior, situada a altura não inferior a 1,5m em relação ao piso do
compartimento, devendo-se adotar uma área mínima de ventilação de 400cm²; e
b) uma abertura inferior, situada até o máximo de 80cm de altura em relação ao piso do
compartimento, com área mínima de 33% da área total útil;
c) quando a área total da abertura para ventilação permanente for superior a 600cm², a área
da abertura inferior deve manter a proporção especificada no 2º passo.

3.1 CÁLCULO DA ABERTURA INFERIOR


(Agroindústria I e II)
1º) área total das aberturas para ventilação = 882 x 1,5 = 1323 cm2
2º) Ainf = área abertura da ventilação inferior = 1323 x 33% = 1323 x 0,33 = 436,59 cm2

3.2 CÁLCULO DA ABERTURA SUPERIOR


1º) Asup = área total aberturas para ventilação - área da abertura da ventilação inferior
2º) Asup = 1323 – 436,59 = 886,41 cm2

CÁLCULO DA ABERTURA INFERIOR


(Lab. de proc. de Produtos Vegetais)
1º) área total das aberturas para ventilação = 1168 x 1,5 = 1752 cm2
2º) Ainf = área abertura da ventilação inferior = 1752 x 33% = 1752 x 0,33 = 578,16 cm2

3.2 CÁLCULO DA ABERTURA SUPERIOR


1º) Asup = área total aberturas para ventilação - área da abertura da ventilação inferior
2º) Asup = 1752 – 578,16 = 1173,84 cm2
19 MEMORIAL DESCRITIVO

CÁLCULO DA ABERTURA INFERIOR


(Refeitório)
1º) área total das aberturas para ventilação = 1858 x 1,5 = 2787 cm2
2º) Ainf = área abertura da ventilação inferior = 2787 x 33% = 2787 x 0,33 = 919,71 cm2

3.2 CÁLCULO DA ABERTURA SUPERIOR


1º) Asup = área total aberturas para ventilação - área da abertura da ventilação inferior
2º) Asup = 2787 – 919,71 = 1867,29 cm2

Sistema Hidráulico Preventivo

Art. 37. – IN Nº 005


Admitem-se as seguintes reduções, substituições e compensações para o Sistema
Hidráulico Preventivo:
I - quando já instalado:
a) pressão residual mínima inferior à prevista em norma;
b) linha de mangueira com comprimento superior a 30m;
c) redução de RTI (Reserva Técnica de Incêndio) até o limite do volume disponível para
consumo (não sendo possível a construção de reservatório para RTI), verificando-se ainda as
possibilidades de instalação de mais reservatórios, tantos quanto possíveis ou necessários,
interligando-os de modo a assegurar a RTI possível;
d) reservatório constituído de qualquer material diverso do exigido pelas normas
vigentes, desde que protegido contra os efeitos de um incêndio, por anteparo de alvenaria ou
concreto, resistente ao fogo por duas horas;
e) instalação de hidrantes de paredes nos patamares das escadas, desde que não seja
possível a instalação nos locais prescritos pelas normas;
f) dispensa de hidrante de recalque, desde que exista outro hidrante convencional que
possa ser acessado e utilizado para o recalque no pavimento de descarga.

A edificação foi enquadrada na classe de risco leve. Já existem instalados, 11


hidrantes de parede, sendo três no bloco da Agronomia, e o restante espalhado pelo núcleo
escolar. A adução do sistema é feita por gravidade e a tomada de água é pelo fundo do
reservatório.
Após a saída do reservatório, é dotado de registro de manutenção (R.G. PVC diâmetro
2.1/2") e, após o registro, válvula direcional (VR PVC diâmetro 2.1/2") de maneira a bloquear o
recalque.

- Canalizações e Conexões:
A canalização enterrada no exterior da edificação é de PVC 75 mm (2.1/2”) e o
restante é em ferro galvanizado, com diâmetro interno de 65 mm (2.1/2") e com resistência
superior a 15 Kgf./cm² em qualquer situação.
As canalizações, quando se apresentarem expostas, aéreas ou não, deverão ser pintadas de
vermelho. Todos os registros e conexões serão de bronze ou liga de bronze, suportando a
mesma pressão prevista para a canalização.
20 MEMORIAL DESCRITIVO

- Hidrantes de parede:
Os hidrantes de parede localizados no bloco da Agronomia têm saída singela e são
dotados de registro de comando (registro angular) no mesmo diâmetro da canalização,
apresentando “adaptador rosca Storz” com redução para 38 mm. Os hidrantes do núcleo
escolar têm saída dupla.
A pressão dinâmica no hidrante hidraulicamente menos favorável, medida no
requinte, não será inferior a 0,40 Kgf/cm².

- Abrigos e linha de mangueira:


Os abrigos têm forma paralelepipedal, com as dimensões máximas de 60 X 90 X 17 cm
e têm, nas portas, viseiras de vidro com a inscrição "INCÊNDIO", em letras vermelhas nas
dimensões: traço 0,5 cm e moldura 3 X 4 cm.
As mangueiras dotadas de juntas de união, tipo Storz, deverão resistir à pressão
mínima de 8,5 Kgf/cm2. Têm diâmetro de 38 mm (1.1/2") e requinte de 13 mm (1/2") para
todos os hidrantes. Devem ser flexíveis, de fibra resistente à umidade e com revestimento
interno de borracha.
As mangueiras estão acondicionadas nos abrigos e desconectadas do hidrante de
modo a facilitar o seu emprego imediato e conservação (decorrente de possíveis vazamentos
na rede danificando a mangueira conectada).

Hidrante mais Desfavorável

Foram executados em obra, seguindo projeto preventivo contra incêndio antigo, para
apresentarem pressão mínima de 0,40 kgf/cm², conforme exigido por norma. Porem conforme
Artigo 37, inciso I, alínea “a” – IN nº 005, poderão ter pressão residual mínima inferior à
prevista em norma.

Reserva Técnica de Incêndio

Conforme existente, possui armazenado 37.700 litros para combate ao incêndio.


Com base no Artigo 37, inciso I, alínea “c” - IN nº 005, a R.T.I. poderá ter redução até o
limite do volume disponível para consumo.

FONTES DE CONSULTA

Para a elaboração deste projeto foram consultadas as seguintes referências:


- ABNT-NBR 13.434-1/2004 – Sinalização de Segurança Contra Incêndio e Pânico – Parte 1:
Princípios de Projeto;
- ABNT-NBR 13.434-2/2004 – Sinalização de Segurança Contra Incêndio e Pânico – Parte 2:
Símbolos e suas Formas, Dimensões e Cores;
- ABNT-NBR 10.898/2013 – Sistema de Iluminação de Emergência;
- ABNT-NBR 12693/2013 – Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio.
- ABNT-NBR 9077/1993 e 2001 – Saídas de Emergência em Edifícios.
- ABNT-NBR 13714/2000 – Sistemas de Hidrantes e Mangotinhos para Combate de Incêndio.
- ABNT-NBR 17240/2010 – Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio.
21 MEMORIAL DESCRITIVO

- NBR 5419/2001 – Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas;

DIRETRIZES

A execução das instalações deverá obedecer às seguintes Instruções, Normas e


Práticas Complementares:
- Normas da ABNT, INMETRO e do Corpo de Bombeiros Militar;
- Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA – CONFEA;

NORMAS DE SERVIÇO

As instalações de prevenção e combate a incêndio serão executadas de forma a


atender às seguintes exigências:
- Permitir o funcionamento rápido, fácil e efetivo;
- Atender às normas vigentes do Corpo de Bombeiros do Estado, conforme a localização da
edificação;
- Atender às normas da ABNT.

CÁLCULO DE CARGA DE FOGO:

PLANILHA PARA CÁLCULO DA CARGA DE INCÊNDIO - ZONA 01

Quantidade de Quantidade de Carga de Carga de


Combustíveis Área da Equivalência
calor por calor total dos Incêndio incêndio
unidade em madeira
combustível combustíveis específica ideal
Poder calorífico A = (m²) (Kcal/Kg)
Tipo Peso (Kg) Q = (Kcal) ∑Q=(Kcal) qe = (Kcal/m2) qi=(kg/m2)
(Kcal/Kg)
Madeira 6.000,00 5000 30.000.000
Plástico 800,00 7500 6.000.000
Papel 750,00 4100 3.075.000
56639000,00 4217,88 13428,31 4550,00 2,95
Roupas 1.800,00 5000 9.000.000
Espuma 1.000,00 7000 7.000.000
Gás GLP 115,00 13600 1.564.000
OBS: Para o gás GLP, o peso será em m³ e o poder calorífico em Kcal/m³.

PLANILHA PARA CÁLCULO DA CARGA DE INCÊNDIO - ZONA 02


Combustíveis Quantidade de Quantidade de Carga de Carga de
Área da Equivalência
calor por calor total dos Incêndio incêndio
Poder calorífico unidade em madeira
Tipo Peso (Kg) combustível combustíveis específica ideal
(Kcal/Kg) A = (m²) (Kcal/Kg)
Q = (Kcal) ∑Q=(Kcal) qe = (Kcal/m2) qi=(kg/m2)
Madeira 10.000,00 5000 50.000.000
Plástico 4.000,00 7500 30.000.000
Papel 5.000,00 4100 20.500.000
Espuma 2.500,00 7000 17.500.000
211947109,00 10315,83 20545,81 4550,00 4,52
Roupas 1.800,00 5000 9.000.000
Gás GLP 1.822,50 13600 24.786.000
Gás Acetileno 31,59 5100 161.109
Borracha 8.000,00 7500 60.000.000
OBS: Para o gás GLP e gás Acetileno, o peso será em m³ e o poder calorífico em Kcal/m³.
22 MEMORIAL DESCRITIVO

PLANILHA PARA CÁLCULO DA CARGA DE INCÊNDIO - ZONA 03

Combustíveis Quantidade de Quantidade de Carga de Carga de


Área da Equivalência
calor por calor total dos Incêndio incêndio
unidade em madeira
Poder calorífico combustível combustíveis específica ideal
Tipo Peso (Kg) A = (m²) (Kcal/Kg)
(Kcal/Kg) Q = (Kcal) ∑Q=(Kcal) qe = (Kcal/m2) qi=(kg/m2)

Madeira 1.100,00 5000 5.500.000


Plástico 200,00 7500 1.500.000
Papel 200,00 4100 820.000 10295000,00 3581,07 2874,84 4550,00 0,63
Espuma 200,00 7000 1.400.000
Algodão 250,00 4300 1.075.000

CARGA DE FOGO TOTAL:

Q = (2,95 + 4,52 + 0,63) / 3


Q = 2,70 Kg/m2