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Assistente de Administração de Pessoal

Fev./2009
© Senac-SP 2009

Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo

Gerência de Desenvolvimento
Roland Anton Zottele

Coordenação Técnica
Bruna de Vasconcellos Lameiro da Costa

Apoio Técnico
Tatiana Rodrigues de Barros

Elaboração do material didático


Airton Rosini
Cecília Soares Iorio

Edição e Produção
Edições Jogo de Amarelinha
Assistente de Administração de Pessoal

Fev./2009
Assistente de Administração de Pessoal

SUMÁRIO

1. RELAÇÕES DE TRABALHO / 5

2. ADMISSÃO DE EMPREGADOS / 10

3. JORNADA DE TRABALHO / 19

4. REMUNERAÇÃO / 29

5. FOLHA DE PAGAMENTO / 38

6. RELAÇÕES SINDICAIS / 46

7. férias / 50

8. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO / 57

9. PROCESSO TRABALHISTA / 67

10. PREVIDÊNCIA SOCIAL / 100

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS / 107

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CAPÍTULO 1
RELAÇÕES
DE TRABALHO

1) Defina “Empregador”:

2) O empregador, necessariamente, precisa ser uma empresa?

3) Defina “Empregado”:

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4) Quais são as circunstâncias básicas que caracterizam o vínculo empregatício?

5) Quais são as principais características do trabalho autônomo?

6) Quais são as principais características do trabalho estagiário?

7) Quais são as principais características do trabalho temporário?

8) Quais são as principais características do trabalho doméstico?

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9) Quais são as principais características do trabalho rural?

10) Quais são as principais características do trabalho avulso?

11) Quais são as principais características da terceirização?

12) Qual é o prazo de prescrição de créditos trabalhistas?

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Para Saber Mais


1) O que caracteriza um trabalhador como autônomo ou empregado?
Trabalhador autônomo, para os efeitos legais, é o que presta serviço de natureza urba-
na ou rural, em caráter eventual a uma ou mais empresas, sem a relação de emprego,
assumindo os riscos de sua atividade. Empregado, de acordo com a CLT, é toda pessoa
física que presta serviço de natureza não eventual a empregador, sob a dependência
deste e mediante salário.

2) Um trabalhador é contratado como doméstico, para prestar serviços de lim-


peza na empresa de seu empregador. Essa contratação está correta?
Não. Trabalhador doméstico, segundo a legislação, é quem presta serviço de natureza
contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família, na residência delas.

3) Existe a obrigação de anotação, pela empresa, das condições do estágio na


Carteira de Trabalho?
Embora a legislação trabalhista não tenha dispositivo que determine a anotação do es-
tágio na Carteira de Trabalho, é recomendado que a empresa efetue, em “Anotações
Gerais”, e não na parte de “Contrato de Trabalho”, as seguintes informações: curso
freqüentado, nome da instituição de ensino, nome da empresa concedente, datas de
início e término do estágio, com as respectivas assinaturas.

4) Em que situações uma empresa poderá contratar um trabalhador temporário?


O trabalhador temporário poderá ser contratado todas as vezes que a empresa tiver
necessidade de substituir temporariamente seus empregados, ou quando ocorrer um
acréscimo extraordinário de serviços.

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Estudo de Casos
1) A empresa Indústria Metalúrgica X pretende terceirizar todo o trabalho do setor de
copa e cozinha. É possível essa terceirização? Examine a Súmula 331, do TST, e indique
os cuidados que a empresa deve ter.

2) Maria, auxiliar de limpeza terceirizada, ingressou com reclamação trabalhista contra a


empresa terceirizada e a contratante, pedindo o reconhecimento do vínculo emprega-
tício com a primeira. Fundamenta o seu pedido no fato de receber ordens do supervi-
sor de administração de pessoal da contratada e de que era empregada dessa última, e
na terceirização foi contratada pela terceirizada, que a dispensou quando a contratante
não quis mais o seu trabalho.

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CAPÍTULO 2
ADMISSÃO DE
EMPREGADOS

1) Segundo previsão legal, qual é a idade mínima para a admissão de um empregado?

2) Os documentos pessoais do novo empregado podem ser retidos pela empresa?

3) Qual é o prazo para o empregador fazer o registro e devolver a Carteira de Trabalho


e Previdência Social (CTPS) para o empregado?

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4) Como pode ser feito o registro do empregado?

5) Que informações deverão constar, obrigatoriamente, do registro de empregados?

6) O empregado deverá ser submetido a exame médico na admissão?

7) O que é o Contrato Individual de Trabalho?

8) Quanto à sua duração, como podem ser divididos os Contratos de Trabalho?

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9) Qual é a principal característica do Contrato por Prazo Determinado? Em que casos


terá validade?

10) O Contrato de Trabalho por Prazo Determinado poderá ser prorrogado? Explique.

11) Qual é o prazo máximo de duração do Contrato de Experiência?

12) Quais são as principais características da jornada de trabalho reduzida, também co-
nhecida por minijornada?

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13) Que empresas são obrigadas a contratar aprendiz?

14) Que empresas são obrigadas a contratar empregados portadores de necessidades


especiais?

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Para Saber Mais


1) Empregador e empregados podem estabelecer livremente as condições do
contrato de trabalho?
Os contratos individuais de trabalho poderão ser acordados entre as partes, conforme
seus interesses, desde que não contravenham as normas legais e constitucionais, e os
documentos coletivos aplicáveis à categoria profissional do empregado que está sendo
contratado.

2) É permitido por lei o mesmo trabalhador manter contrato de trabalho com


mais de uma empresa?
Não existe na legislação proibição para o trabalhador manter contrato de trabalho
com mais de um empregador, desde que as jornadas ocorram em horários diferentes.
Porém, no caso de menores de 18 anos, as horas de trabalho em cada empresa serão
somadas, podendo o total atingir o máximo de 8 horas diárias e 44 horas semanais.

3) A legislação permite a recontratação de trabalhadores?


A contratação de um empregado por uma empresa onde anteriormente ele já havia
trabalhado, não é proibida por lei. Contudo, existem determinados aspectos na legis-
lação trabalhista e previdenciária que devem ser levados em conta pelo empregador,
como: simulação de rescisão contratual e cancelamento da aposentadoria por invalidez
de aposentado que retornar à atividade.

4) Como a fiscalização do trabalho procede em casos de recontratação de em-


pregados?
Existe uma legislação que orienta a fiscalização do trabalho para coibir a prática de
dispensas fictícias, seguidas de recontratação, as quais são feitas com o propósito de
facilitar o levantamento dos depósitos da conta vinculada do FGTS e o recebimento do
seguro-desemprego. A lei considera fraudulenta a rescisão seguida de recontratação,
ou de permanência do trabalhador em serviço, quando ocorrida dentro dos 90 dias
subseqüentes à data em que formalmente o contrato se desfez.

5) Como ficam os contratos de trabalho e os direitos dos empregados quando há


uma fusão, incorporação ou alteração na estrutura jurídica de uma empresa?
Qualquer alteração ocorrida na estrutura jurídica da empresa não altera os direitos

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adquiridos pelos empregados, os quais serão automaticamente transferidos ou assumi-


dos pela nova empresa. Assim, os direitos adquiridos durante a vigência do contrato de
trabalho serão assegurados conforme dispõe a legislação trabalhista. Não há rescisão
dos contratos de trabalho, devendo apenas ser anotado na parte de “anotações gerais”
da CTPS, bem como na ficha ou livro de registro de empregado, o nome do novo
empregador e as alterações ocorridas. A empresa deverá ainda fazer comunicação
antecipada ao empregado sobre a ocorrência, e a alteração contratual deve ser infor-
mada à Caixa Econômica Federal e comunicada ao Ministério do Trabalho, por meio da
entrega do CAGED e da RAIS.

6) No caso de contrato de trabalho firmado por prazo determinado, inclusive a


título de experiência, é obrigatório proceder ao registro na Carteira de Tra-
balho e Previdência Social (CTPS)?
Sim. A CTPS é documento obrigatório para o exercício de qualquer emprego, no qual
o empregador procederá às anotações relativas ao contrato de trabalho, independen-
temente do fato de ser a prazo determinado ou não.

7) O empregador pode incluir no regulamento interno da empresa, uma cláusula


de proibição de seus empregados fumarem no ambiente de trabalho?
Sim. A lei proíbe, expressamente, o uso de cigarros ou qualquer outro produto fumíge-
no, inclusive nos recintos de trabalho coletivo. Assim, a empresa, ao proibir o empre-
gado de fumar em recinto coletivo de trabalho, está apenas observando determinação
legal, a qual deve o empregado submeter-se. Não obstante o acima exposto, o ato de
fumar será permitido em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isola-
da e com arejamento conveniente.

8) Ao contratar o empregado, a empresa pode exigir a apresentação do atesta-


do de antecedentes criminais?
O atestado de antecedentes criminais não está incluído entre os documentos cuja
apresentação é obrigatória no ato da contratação do empregado. Existe legislação que
estabelece que a declaração de bons antecedentes, quando firmada pelo próprio in-
teressado e sob as penas da lei, presume-se verdadeira. Por sua vez, existe previsão
legal que proíbe práticas discriminatórias para os efeitos da relação de emprego, seja
admissional ou de manutenção do vínculo empregatício. Assim, por falta de dispositivo
expresso na legislação acerca da apresentação desse atestado, caso a empresa solicite
o documento e o candidato à vaga se sentir lesado, poderá acionar o Poder Judiciário,
ao qual caberá a decisão final sobre a matéria.

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9) O empregado contratado para operar uma empilhadeira motorizada deverá


possuir Carteira Nacional de Habilitação?
Os empregados contratados para operar equipamento de transporte motorizado de-
verão ser habilitados para tal função. Porém, essa habilitação não se confunde com a
Carteira Nacional de Habilitação, que habilita para a condução de veículo automotor
destinado à movimentação de carga, quando conduzido em via pública. Dessa forma,
caso o empregado operador de empilhadeira desempenhe suas atividades exclusiva-
mente nas dependências da empresa, estará dispensado de possuir Carteira Nacional
de Habilitação.

10) O uso do crachá nas dependências da empresa é obrigatório? Quais os dados


que ele deve conter?
A legislação trabalhista nada dispõe acerca da obrigatoriedade do uso de crachá pelos
empregados nas dependências da empresa; essa obrigação, quando existe, deflui do
poder de mando do empregador, prevista no regulamento interno, ou ainda, de cláu-
sula constante no documento coletivo de trabalho da categoria profissional respectiva.
O modelo do crachá dependerá das necessidades de cada empresa. Contudo, a única
previsão relacionada ao uso do crachá diz respeito ao registro de empregados de pres-
tadores de serviço, que poderão permanecer na sede da contratada, desde que esteja
localizada no município da contratante e os empregados portem cartão de identifica-
ção do tipo crachá com nome completo, data de admissão, nº PIS, horário de trabalho
e respectiva função.

11) A empresa que possui matriz e filiais pode centralizar o registro de emprega-
dos somente na matriz?
Não. É vedado às empresas procederem à centralização dos registros de seus empre-
gados. Sendo esse documento essencial à proteção do trabalhador, deve permanecer
no local de trabalho à disposição da fiscalização. O empregador poderá adotar controle
único e centralizado dos documentos sujeitos à inspeção do trabalho, à exceção do
registro de empregados, do registro de horário de trabalho e do livro de Inspeção do
Trabalho, os quais deverão permanecer em cada estabelecimento. Em caso de fiscali-
zação, a exibição dos documentos passíveis de centralização deverá ser feita no prazo
de 2 a 8 dias, segundo determinação do agente da inspeção do trabalho.

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Estudo de Casos
1) Lúcia foi contratada pela empresa “X” por prazo determinado de um ano. Aos 8 meses
de duração do contrato, ficou grávida. Ao término do prazo preestabelecido, o contra-
to termina ou continua pela estabilidade da gestante?

2) Adriana foi admitida no dia 15 de março. Quando termina o prazo de experiência de


90 dias? Dia 12, 13, 14 ou 15 de junho?

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3) João era segurança terceirizado pela empresa X, que resolveu não mais terceirizar es-
ses serviços, contratando João como seu empregado. A empresa pode contratar João
pelo prazo de experiência?

4) Recaindo no sábado o último dia do contrato por prazo determinado, a empresa deve
pagar o Descanso Semanal Remunerado (DSR)?

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CAPÍTULO 3
JORNADA
DE TRABALHO

1) Qual é a duração normal da jornada de trabalho diária e semanal?

2) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas extras?

3) Existe previsão legal quanto a atrasos ao trabalho?

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4) Poderá haver compensação de jornadas de trabalho, evitando que o empregador pa-


gue horas extras?

5) Todos os empregadores são obrigados a ter um controle de horário de trabalho? Como


pode ser feito esse controle? Que empregados não são abrangidos por ele?

6) De quanto tempo deve ser o intervalo de descanso entre duas jornadas de trabalho?

7) O empregado tem direito ao descanso semanal remunerado? E para as atividades de-


senvolvidas aos domingos?

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8) Durante a jornada de trabalho, o empregado terá direito a algum descanso? Esse des-
canso será remunerado?

9) Cite as faltas legais ao trabalho, segundo a CLT.

10) O que é interrupção e suspensão do contrato de trabalho?

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Para Saber Mais


1) Nas empresas que dão continuidade do trabalho aos domingos, como fica o
Descanso Semanal Remunerado?
Em razão de interesse público ou pelas condições peculiares à atividade, tais empresas
concedem outro dia de folga ao empregado em substituição aos domingos e feriados.
Contudo, a cada sete semanas de trabalho, os homens deverão folgar em um domin-
go, sendo quinzenal essa folga para as mulheres. Para os trabalhadores no comércio
legalmente permitido de funcionar aos domingos, haverá uma folga dominical a cada
quatro semanas.

2) A empresa pode firmar com seus empregados acordo individual de compen-


sação de horas com o objetivo de manter os sábados livres de expediente?
Sim. A legislação trabalhista faculta a compensação de horários e a redução da jornada,
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. No entanto, o Tribunal Superior
do Trabalho formalizou entendimento de que a compensação de trabalho pode ser
ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva.

3) Acordos de compensação e prorrogação de horas podem ser firmados simul-


taneamente?
Sim. Acordos de compensação e prorrogação de horas podem ser firmados simultane-
amente, desde que a soma de ambos não ultrapasse o limite máximo de 2 horas diárias
além da jornada normal e o limite máximo diário de 10 horas de efetivo trabalho.

4) Todos os empregados podem firmar acordo de prorrogação de horas?


Não. O acordo de prorrogação de horas não se aplica, entre outros, a: gerentes, ven-
dedores pracistas não subordinados a horário, ascensoristas, telefonistas e menores de
18 anos de idade.

5) A empresa pode impedir o trabalho do empregado no dia em que ele injusti-


ficadamente se atrasar?
Não. O empregado que chega atrasado no local de trabalho, descumprindo, conse-
qüentemente, seu horário de trabalho, não pode ser impedido pelo empregador de
iniciar sua jornada. Ocorrendo atrasos injustificados, a empresa poderá efetuar o des-
conto correspondente em seu salário, além de aplicar penalidades como advertências,
suspensões etc.

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6) Como proceder quando o feriado recai em sábado e esse dia é compensado


durante a semana?
Há os que entendem que as referidas horas trabalhadas a mais devem ser remunera-
das como extras, ou ainda, o empregado não fazer a compensação naquela semana.
Porém, não existindo cláusula em documento coletivo de trabalho que discipline o
assunto, entende-se que o caso poderá ser resolvido da seguinte maneira: quando o
feriado recair num sábado, o empregado trabalhará normalmente durante a semana,
pois quando o feriado recai de segunda a sexta-feira ele não faz a compensação na-
quele dia. É importante ressaltar que qualquer que seja a posição da empresa, ela deve
estar devidamente documentada e assinada pelo empregado no ato da contratação.

7) As empresas podem adotar a jornada de trabalho flexível aos seus empregados?


Sim, desde que não esteja em desacordo com a legislação trabalhista vigente e aos
acordos e convenções coletivas de trabalho. Tal condição deve ser firmada em contra-
to de trabalho ou qualquer outro documento, devidamente assinado por empregado
e empregador.

8) Para que os atestados médicos sejam considerados válidos é necessário obser-


var a ordem preferencial?
Sim. Os atestados médicos têm por fim justificar e/ou abonar as faltas do empregado
ao serviço em decorrência de incapacidade para o trabalho, motivada por doença ou
acidente do trabalho. A ordem preferencial estabelecida pela lei é a seguinte:

a) médico da empresa ou em convênio;

b) médico do Sistema Único de Saúde (SUS) ou avaliação da perícia médica da Previ-


dência Social, quando o afastamento ultrapassar 15 dias;

c) médico do Sesi ou Sesc; médico a serviço de repartição federal, estadual ou muni-


cipal, incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública;

d) médico de serviço sindical;

e) médico de livre escolha do próprio empregado, no caso de ausência dos anteriores


na respectiva localidade onde trabalha.
Existe entendimento doutrinário e jurisprudencial no sentido de que o atestado médi-
co fornecido pelo SUS deve ser aceito ainda que a empresa tenha médico próprio ou
em convênio.

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9) Além da ordem preferencial estabelecida em lei, há outros requisitos a serem


observados para a validade dos atestados médicos?
Sim. Além da ordem preferencial, os atestados médicos devem atender aos seguintes
requisitos:

a) tempo de dispensa concedida ao segurado, por extenso e numericamente;

b) ressalvadas as hipóteses de justa causa e exercício de dever legal, ao médico so-


mente será permitido fazer constar, em espaço apropriado no atestado, o diag-
nóstico codificado ou não, conforme o Código Internacional de Doenças (CID), se
houver solicitação do paciente ou de seu representante legal, mediante expressa
concordância consignada no documento;

c) assinatura do médico ou odontólogo sobre carimbo, do qual conste nome comple-


to e registro no respectivo conselho profissional. As datas de atendimento, início da
dispensa e emissão do atestado não poderão ser retroativas e deverão coincidir.

10) Existe alguma possibilidade de um atestado médico que não observa a ordem
preferencial vir a ser aceito pela empresa?
A princípio, se o atestado apresentado pelo empregado, embora atendendo os requisi-
tos de validade exigidos por lei, não observar a ordem preferencial, não terá força para
determinar a obrigatoriedade de a empresa remunerar o dia relativo à falta, servindo
apenas como justificativa para fins disciplinares, impedindo assim a aplicação de pena-
lidades como advertências ou suspensões. Entretanto, a empresa pode estar obrigada
a aceitar, para efeito de justificar e abonar as faltas ao serviço de seus empregados,
qualquer atestado médico, desde que observados os requisitos de validade, se constar
cláusula nesse sentido no documento coletivo de trabalho da categoria profissional
respectiva ou no regulamento interno da própria empresa. Deve-se observar, ainda,
que, mesmo não constando qualquer determinação quanto à aceitação de atestados
médicos nos documentos mencionados, se a empresa por liberalidade sempre aceitou
atestados médicos sem observar a ordem preferencial, não mais poderá passar a exigir
a sua observância, sob pena de ferir o disposto na CLT, que veda qualquer alteração nas
condições de trabalho em prejuízo ao empregado.

11) Quando o empregado mensalista falta durante a semana, pode-se descon-


tar da sua remuneração o valor correspondente ao respectivo descanso
semanal?
Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista,
uma vez que o salário de tais trabalhadores já engloba o descanso semanal remunerado

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(DSR). Por essa razão, há polêmica quanto ao desconto ou não do DSR do empregado
mensalista quando falta ao serviço sem justificativa legal. Há corrente jurisprudencial
entendendo que o mensalista não está sujeito à assiduidade para fazer jus ao DSR, vis-
to que esse já é remunerado. Esse entendimento, contudo, não é pacífico, posto que
outra corrente defende que a falta injustificada no decorrer da semana torna indevido
o pagamento do DSR, autorizando, portanto, o desconto, alegando privilégio aos men-
salistas em relação aos horistas. A empresa deve verificar o documento coletivo de
trabalho da categoria profissional respectiva, o qual pode estabelecer o procedimento
a ser observado no caso em questão.

12) A empresa deve exigir que o empregado assine o documento de controle de


jornada de trabalho?
Não há previsão legal quanto à necessidade de aposição da assinatura do empregado
no documento de controle de ponto, ficando, portanto, essa formalidade na depen-
dência do empregador, que poderá determiná-la por meio do regulamento interno da
empresa, se houver, ou do próprio contrato de trabalho. A Justiça do trabalho não tem
uma posição pacífica acerca do assunto. Algumas decisões estabelecem que a assinatu-
ra deve ser aposta com vistas a prevenir problemas futuros, uma vez que o documento
serve como prova da jornada efetivamente cumprida pelo trabalhador.

13) A segunda e a terça-feira de carnaval são consideradas como feriados


nacionais?
Não. Os dias destinados à festa popular, denominada carnaval, não são considerados
feriados nacionais, visto que não há lei que assim os considere. Entretanto, esses dias
podem ser tratados de forma distinta, em virtude de cláusula em Convenção Coletiva
de Trabalho, ou mesmo, por determinação da empresa.

14) É proibido o trabalho nos feriados?


Sim. É vedada a realização de trabalho em dias de repouso, salvo nos casos em que a
execução dos serviços seja imposta por exigências técnicas das empresas, entendendo-
se como tal aquelas que, em razão do interesse público, ou pelas condições peculiares
às suas atividades, ou ao local onde ocorrerem, tornem indispensável a continuidade
do trabalho.

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15) A empresa que suprimir as horas extraordinárias dos empregados deve lhes
pagar algum valor a título de indenização?
Sim. Conforme a Súmula nº 291 do Tribunal Superior do Trabalho: “A supressão, pelo
empregador, do serviço suplementar prestado com habitualidade, durante pelo menos
um ano, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de
um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de
prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo observará a média das horas
suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 meses, multiplicada pelo valor
da hora extra do dia da supressão”.

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Estudo de Casos
1) Cada consultor da empresa X é responsável por um projeto para clientes internacio-
nais. O gerenciamento do projeto é feito pelo consultor diretamente com o cliente,
que o procura pelo telefone celular a qualquer hora do dia ou da noite. Caso o cliente
não encontre o consultor, poderá entrar em contato com seu assistente. Esse consul-
tor tem direito a sobreaviso?

2) O chefe da pequena estação de trem mora muito próximo a ela. Cada vez que um
trem chega, seja em que horário for, o chefe da estação é obrigado a dar sinal de pas-
sagem. Esse chefe recebe sobreaviso?

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3) João entrou com uma ação trabalhista pedindo horas extras não pagas. A empresa se
defendeu, dizendo que as horas a mais eram compensadas. Apresentou como prova os
cartões de ponto com horas a mais e a menos. Faltou algum documento para a defesa?
Como você defenderia a sua empresa?

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CAPÍTULO 4
REMUNERAÇÃO

1) Qual é a diferença entre salário e remuneração?

2) Quais são as utilidades concedidas pelo empregador ao empregado que não serão
consideradas como salário?

3) Qual é o prazo máximo para pagamento dos salários, segundo a CLT?

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4) Quais são os descontos legais feitos em folha de pagamento, que independem de auto-
rização expressa do empregado? Ele poderá ser descontado por danos materiais?

5) Segundo previsão legal, qual é a remuneração das horas extras?

6) As horas extras habituais integram o cálculo do Descanso Semanal Remunerado (DSR)


do empregado?

7) Segundo previsão da CLT, qual é o horário de trabalho considerado noturno, e quais as


vantagens salariais?

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8) Segundo previsão da CLT, como são calculados os adicionais de insalubridade e pericu-


losidade?

9) O empregado que recebe comissões, fará jus ao Descanso Semanal Remunerado so-
bre essa verba?

10) Como é custeado o vale-transporte?

11) Em que período deverá o empregador fazer o pagamento da 1ª e 2ª parcelas do 13º


Salário aos seus empregados?

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12) O empregado poderá receber a 1ª parcela do 13º por ocasião das férias?

13) Que verbas compõem a remuneração do 13º salário dos empregados?

14) Toda empresa é obrigada a pagar a seus empregados a Participação nos Lucros ou Re-
sultados (PLR)?

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Para Saber Mais


1) Se um empregado trabalha há dois anos em horário noturno e é transferido pelo
empregador para o horário diurno, ele deixa de receber o adicional noturno?
Segundo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a transferência para o período
diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. Porém, existe ju-
risprudência que diz que o adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário
do empregado para todos os efeitos. A CLT prevê que nos contratos individuais de
trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento e,
ainda assim, desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao emprega-
do, sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia.

2) O empregador que efetua o pagamento dos salários dos seus empregados


em cheque ou crédito em conta bancária deve observar algum procedimento
especial?
As empresas situadas em perímetro urbano poderão efetuar o pagamento dos salários
de seus empregados por meio de conta bancária, aberta para esse fim em nome de
cada empregado e com o consentimento dele, em estabelecimento de crédito próxi-
mo ao local de trabalho, ou por meio de cheque emitido diretamente pelo emprega-
dor em favor do empregado, salvo se o trabalhador for analfabeto, situação em que o
pagamento deverá ser efetuado em dinheiro. Para os pagamentos efetuados por meio
de instituições financeiras, o empregador deve assegurar ao empregado:

a) horário que permita o desconto imediato do cheque;

b) transporte, caso o acesso ao estabelecimento de crédito o exija;

c) condição que impeça qualquer atraso no recebimento dos salários.

3) O pagamento de quebra de caixa é obrigatório? Essa verba, quando paga,


integra a remuneração do empregado beneficiado?
A parcela denominada de quebra de caixa constitui verba que geralmente é paga a
empregados que lidam permanentemente com dinheiro, tendo por finalidade ressarcir
os eventuais prejuízos sofridos por esses empregados no exercício de suas atividades.
Inexiste na legislação qualquer dispositivo que determina o pagamento dessa verba.
Essa obrigação, quando existe, deflui do documento coletivo de trabalho da respectiva
categoria profissional, podendo ser estabelecida, também, por meio de regulamento
interno da empresa, ou, ainda, decorrer da liberalidade do empregador, instrumentos
esses que deverão definir o valor, a periodicidade e as condições de pagamento do be-
nefício. A referida verba deve ser discriminada na folha de pagamento, bem como no
recibo de pagamento, e sofrerá a incidência de INSS, IRRF e FGTS.

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4) A qual penalidade está sujeita a empresa que descumpre o prazo legal ou


convencional do pagamento dos salários?
Ocorrendo o pagamento dos salários após a data fixada legal ou convencional, o em-
pregador ficará sujeito a multa administrativa correspondente à quantia equivalente
a 160 Unidades Fiscais de Referência (UFIR) por empregado prejudicado (embora a
UFIR tenha sido extinta no ano de 2000).

5) Quais documentos o empregado deve apresentar à empresa para ter direito


ao recebimento das cotas de salário-família?
O salário-família será devido a partir do mês em que for apresentada à empresa a se-
guinte documentação:

a. CTPS;

b. certidão de nascimento do filho;

c. caderneta de vacinação ou equivalente, quando o dependente contar com menos


de 7 anos de idade, sendo obrigatória a apresentação no mês de novembro de
cada ano;

d. comprovação de invalidez, a cargo da perícia médica do INSS, quando se tratar de


dependente maior de 14 anos;

e. comprovante de freqüência à escola quando o dependente contar com 7 anos de


idade ou mais, sendo obrigatória a apresentação nos meses de maio e novembro
de cada ano.

6) O empregado que exerce cargo de confiança, quando transferido provisoria-


mente para localidade diversa da prevista no contrato de trabalho, tem direi-
to ao adicional correspondente?
Sim. A legislação trabalhista dispõe que, em caso de necessidade de serviço, o empre-
gador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que constar no con-
trato de trabalho, ficando, nesse caso, obrigado a um pagamento suplementar, nunca
inferior a 25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto
durar a transferência provisória. Porém, a lei não restringe o pagamento do referido
adicional conforme o cargo exercido pelo empregado, mas sim ao fato da transferên-
cia. Portanto, o empregado que exerce cargo de confiança tem direito ao adicional de
transferência nessa situação.

Senac São Paulo 34


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7) É possível contratar um empregado com salário inferior a um salário mínimo?


Nenhum empregado pode ter remuneração inferior a um salário mínimo. Entretan-
to, o salário mínimo pode ser pago em seu valor mensal, diário ou horário. Assim, o
empregado contratado para trabalhar em jornada reduzida, por acordo entre as par-
tes, poderá ter o seu salário fixado proporcionalmente ao número de horas semanais,
respeitando o salário mínimo/hora. Entretanto, alguns sindicatos estipulam através de
documento coletivo, um salário mínimo próprio, chamado de piso salarial. Assim, o
empregador deverá observar o disposto nesse documento, e o piso será pago propor-
cionalmente à jornada reduzida de trabalho.

8) O depósito de salário em conta bancária exime a empresa da emissão de re-


cibo de pagamento (holerite)?
O pagamento do salário deverá ser efetuado contra-recibo, assinado pelo empregado,
e no caso de analfabeto, mediante sua impressão digital. Não obstante o exposto, de-
termina a legislação que o comprovante de depósito em conta bancária, aberta para
esse fim, em nome de cada empregado, com o consentimento dele, em estabeleci-
mento de crédito próximo ao local de trabalho, terá força de recibo. Assim, a empresa
estará dispensada de obter a assinatura do empregado, uma vez que o comprovante
de depósito valerá como recibo. Porém, terá que emitir contra-recibo ao empregado,
que pode ser em via única, no qual demonstre o valor que está sendo depositado e
os respectivos descontos que incidiram sobre a remuneração, assim como o valor do
depósito ao FGTS.

Senac São Paulo 35


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Estudo de Casos
1) A empresa X teve um grande lucro no ano passado e resolveu dar uma gratificação aos
empregados no mês de janeiro deste ano. Essa gratificação deverá ser considerada na
remuneração das férias e do 13º salário?

2) A empresa X comprou um lote de notebooks para seus consultores. Entregou um equi-


pamento para cada um deles e, mediante acordo escrito, descontou metade do valor
do aparelho, em parcelas, dos consultores. O notebook tem natureza salarial?

Senac São Paulo 36


Assistente de Administração de Pessoal

3) A empresa X concedeu um automóvel para cada um de seus executivos, que passaram a


utilizar os veículos sem restrição, inclusive nas férias. Esse automóvel é salário utilidade?

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Assistente de Administração de Pessoal

CAPÍTULO 5
FOLHA DE PAGAMENTO

1) Qual é a data de recolhimento dos valores do INSS incidentes sobre a folha de paga-
mento, e que documento é utilizado?

2) Qual é a data de recolhimento dos valores do INSS incidentes sobre o 13º salário dos
empregados, e que documento é utilizado?

3) Como calcular o INSS para trabalhadores que têm mais de um vínculo empregatício?

Senac São Paulo 38


Assistente de Administração de Pessoal

4) Qual é a data de recolhimento dos valores do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre
o Trabalho Assalariado e que documento é utilizado?

5) Qual é a importância mensal, e até que data o empregador é obrigado a depositar o


Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos seus empregados?

6) Sobre quais verbas trabalhistas incidem os depósitos do FGTS?

Senac São Paulo 39


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TABELAS
Tabela 5.1 INSS (EM VIGOR DESDE 1o DE FEVEREIRO DE 2009)
www.previdenciasocial.gov.br
Salário-de-contribuição (R$) alíquota/valor
até 965,67 8%
de 965,68 até 1.609,45 9%
de 1.609,46 até 3.218,90 11 %
Remuneração acima de 3.218,90 R$ 354,08

• Salário-mínimo: R$ 465,00 (em vigor desde 1o de Fevereiro de 2009)


• Salário-família – para remuneração de até 500,40: R$ 25,66
para remuneração de 500,41 a 752,12: R$ 18,08
• Adicional de Insalubridade: grau mínimo: R$ 46,50
grau médio: R$ 93,00
grau máximo: R$ 186,00
• Adicional de Periculosidade: 30% do salário-base

Tabela 5.2 IRRF* (EM VIGOR DESDE 1o JANEIRO DE 2009)


www.receita.fazenda.gov.br

parcela a
Base de cálculo (R$) alíquota
deduzir (R$)
até 1.434,59 isento --*--
1.434,60 a 2.150,00 7,5% 107,59
2.150,01 a 2.866,70 15% 268,84
2.866,71 a 3.582,00 22,5% 483,84
acima de 3.582,00 27,5% 662,94

Deduções permitidas para a base de cálculo do IRRF:

a) Contribuições para a Previdência Social da União (INSS), dos Estados, do Distrito Fe-
deral e dos Municípios;
b) Contribuições para as entidades de previdência privada domiciliadas no país, cujo ônus
tenha sido do contribuinte;
c) R$ 144,20 por dependente;
d) Pensão Alimentícia Judicial.

• Dispensa de retenção de I.R. na fonte de valor inferior a R$ 10,00, incidente sobre


rendimentos que devam integrar a base de cálculo do imposto devido na declaração
de ajuste anual do beneficiário;

Senac São Paulo 40


Assistente de Administração de Pessoal

• A dispensa de retenção do IRRF de valor inferior a R$ 10,00 não se aplica ao 13o Salá-
rio, que deverá ser descontado mesmo que o valor seja inferior a esse limite.

TABELA 5.3 INCIDÊNCIA DE ENCARGOS SOCIAIS

DIREITOS INSS IRRF FGTS


Abono pecuniário de férias NÃO NÃO NÃO
Adicional de insalubridade SIM SIM SIM
Adicional de periculosidade SIM SIM SIM
Adicional noturno SIM SIM SIM
Aviso prévio indenizado NÃO NÃO SIM
Aviso prévio trabalhado SIM SIM SIM
Comissões SIM SIM SIM
13º salário (1ª parcela) NÃO NÃO SIM
13º salário (2ª parcela) SIM SIM SIM
13º salário (rescisão) SIM SIM SIM
13º sal. indeniz. (rescisão) NÃO SIM SIM
Descanso semanal remunerado SIM SIM SIM
Férias usufruidas (incluído 1/3 CF/88) SIM SIM SIM
Férias indenizadas (pagas na rescisão) NÃO SIM NÃO
Férias em dobro NÃO SIM NÃO
Gratificação SIM SIM SIM
Horas extras SIM SIM SIM
Indenização adicional Lei 7238/84 NÃO NÃO NÃO
Indeniz. complementar (art.479 CLT) NÃO NÃO NÃO
Prêmio SIM SIM SIM
Salário SIM SIM SIM
Saldo de salário SIM SIM SIM
Salário-família NÃO NÃO NÃO
Salário-maternidade SIM SIM SIM

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Elaborar a Folha de Pagamento, referente ao mês de junho de 200X, a ser creditada em
06/07/200X, e recolher os encargos sociais:
JUNHO/200X:
24 DIAS ÚTEIS (24 d x 7,33... h = 176 h) / 6 DIAS NÃO ÚTEIS (6 d x 7,33... h = 44 h)

1) Antônio Pereira
• salário: R$ 1.848,00 por mês
• tem 36 horas extras a 50% + DSR
• vale-transporte: 6% do salário-base
• vale-refeição: 3% do salário-base
• 2 dependentes

2) Beatriz da Fonseca
• salário: R$ 720,00 por mês
• comissões: R$ 1.560,00 + DSR
• vale-transporte: 6% do salário-base
• vale-refeição: 3% do salário-base
• 1 dependente

3) César Barbosa
• salário: R$ 3.560,00 por mês
• desconto de pensão judicial: 20% salário-base
• não utiliza vale-transporte
• vale-refeição: 3% do salário-base
• 1 dependente

4) Diana de Assis Ribeiro


• salário: R$ 640,00 por mês
• tem direito a 1 cota de salário-família
• vale-transporte: 6% do salário-base
• vale-refeição: 3% do salário-base
• 1 dependente

5) Edson Moreira Cardoso


• salário: R$ 836,00 por mês
• recebe adicional de insalubridade grau médio
• tem 12 horas extras a 50% + DSR
• vale-transporte: 6% do salário-base
• vale-refeição: 3% do salário-base
• sem dependentes

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Assistente de Administração de Pessoal

6) Fernanda Menezes
• salário: R$ 7,50 por hora
• recebe adicional de insalubridade grau máximo
• tem 2 faltas injustificadas (7,33... horas cada)
• descontar 1 DSR (7,33... horas)
• não utiliza vale-transporte
• vale-refeição: 3% do salário-base
• sem dependentes

7) Gustavo Rocha Mendes


• salário: R$ 8,40 por hora
• recebe adicional de periculosidade
• tem 18 horas extras a 100% + DSR
• vale-transporte: R$ 100,00
• vale-refeição: 3% do salário-base
• 1 dependente (esposa)

8) Hamilton Soares
• salário: R$ 9,30 por hora
• recebe adicional de periculosidade
• tem 1 falta injustificada (9 horas)
• descontar 1 DSR (7,33... horas)
• não utiliza vale-transporte
• vale-refeição: 3% do salário-base
• sem dependentes

9) Irineu Vale de Oliveira


• salário: R$ 10,20 por hora
• trabalha somente em horário noturno (20%)
• não utiliza vale-transporte
• vale-refeição: 3% do salário-base
• sem dependentes

10) José Carlos Mascarenhas


• salário: R$ 6,90 por hora
• trabalha em horário diurno
• tem 21 horas extras noturnas a 50% + DSR
• calcular a redução da hora noturna
• não utiliza vale-transporte
• vale-refeição: 3% do salário-base
• 2 dependentes (esposa e filho de 10 anos)

Senac São Paulo 43


Assistente de Administração de Pessoal

Efetuar o cálculo das parcelas do 13º salário, sendo que:


- a 1ª parcela será paga em 30/11/200X
- a 2ª parcela será paga em 20/12/200X
- a 3ª parcela será paga em 06/01/200Y (quando devida)

1) Humberto Souza Tomás

 salário: R$ 720,00 por mês

 comissões (já incluído o DSR):

 jan.: 1.644,00 fev.: 1.598,00 mar.: 1.796,00 abr.: 1.834,00

 maio: 2.139,00 jun.: 1.980,00 jul.: 1.956,00 ago.: 2.235,00

 set.: 1.784,00 out.: 2.077,00 nov.: 1.895,00 dez.: 2.475,00

 trabalhou o ano todo na empresa

 3 dependentes

2) Edna Cabral da Silva

 salário: R$ 748,00 por mês

 horas extras a 50% (já incluído o DSR):

 jan.: 36,46 h fev.: 24,68 h mar.: 38,78 h abr.: 29,15 h

 maio: 37,20 h jun.: 45,00 h jul.: 32,97 h ago.: 39,66 h

 set.: 27,73 h out.: 49,60 h nov.: 31,96 h dez.: 42,28 h

 trabalhou o ano todo na empresa

 sem dependentes

Efetuar o cálculo do IRRF no pagamento do salário (06/06/200X) e no adianta-


mento salarial (20/06/200X):

1) Eliane Macedo

Pagamento do salário em 06/06/200X

• salário: R$ 3.400,00 por mês


• recebeu 40% de adiantamento salarial em 20/05/200X
• 1 dependente

Senac São Paulo 44


Assistente de Administração de Pessoal

Pagamento do adiantamento salarial em 20/06/200X


• salário: R$ 3.400,00 por mês
• receberá 40% de adiantamento salarial
• 1 dependente

2) Osvaldo Santana

Pagamento do salário em 06/06/200X


• salário: R$ 2.860,00 por mês
• tem 26 horas extras a 50% + 05 horas de DSR
• recebeu 30% de adiantamento salarial em 20/05/200X
• 2 dependentes

Pagamento do adiantamento salarial em 20/06/200X


• salário: R$ 2.860,00 por mês
• receberá 30% de adiantamento salarial
• 2 dependentes

Senac São Paulo 45


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CAPÍTULO 6
RELAÇÕES SINDICAIS

1) O que é o Acordo Coletivo de Trabalho?

2) O que é a Convenção Coletiva de Trabalho?

3) Qual é o mês de desconto da Contribuição Sindical dos empregados, e qual é a data de


recolhimento dos valores?

Senac São Paulo 46


Assistente de Administração de Pessoal

4) Quando é feito o desconto da Contribuição Sindical para os empregados afastados ou


admitidos após o mês de março?

5) O que é a Contribuição Confederativa?

6) O que é a Contribuição Assistencial ou Taxa Negocial?

7) As empresas deverão afixar cópia da Convenção Coletiva de Trabalho em seus quadros


de avisos?

Senac São Paulo 47


Assistente de Administração de Pessoal

Para Saber Mais


1) Os empregados podem se opor ao desconto da contribuição assistencial?
Sim, há previsão legal para isso. Se o empregado se opuser junto ao sindicato da cate-
goria, o desconto não será feito.

2) Os empregados podem decidir sobre os seus direitos coletivos?


Sim, participando das assembléias, e para isso devem procurar o sindicato da categoria.

3) O advogado que trabalha na condição de empregado está sujeito ao desconto


da contribuição sindical?
Não. O pagamento da contribuição anual à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
isenta os inscritos em seus quadros do pagamento obrigatório sindical.

4) O profissional liberal que paga a anuidade ao seu respectivo Conselho Regio-


nal está isento do desconto da contribuição sindical em março?
Não necessariamente. Se o profissional liberal exerce atividade distinta de sua forma-
ção, na condição de empregado, deve pagar à categoria profissional em que se enqua-
dra na empresa, a contribuição sindical referente a um dia de trabalho de seu salário.

Senac São Paulo 48


Assistente de Administração de Pessoal

Estudo de Casos
1) Lucas é advogado e na empresa X não exerce a profissão, mas atua em área que exige
conhecimentos jurídicos. A empresa pode aceitar a sua contribuição para a OAB para
não efetuar o desconto para o sindicato da empresa?

2) Paulo é vendedor (categoria diferenciada) da empresa X, que não participou da norma


coletiva do sindicato dos vendedores. Para qual sindicato ele contribui, para o dos ven-
dedores ou para o da empresa?

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Analisar a Convenção Coletiva de Trabalho de três sindicatos de categorias profissionais
diferentes, e fazer um comparativo.

Senac São Paulo 49


Assistente de Administração de Pessoal

CAPÍTULO 7
férias

1) O que é período aquisitivo, concessivo e de gozo de férias?

2) De quanto tempo serão as férias de um empregado?

3) Como o empregador deve proceder na concessão das férias?

Senac São Paulo 50


Assistente de Administração de Pessoal

4) O que são férias coletivas?

5) Como o empregador deve proceder na concessão das férias coletivas?

6) Como é calculada a remuneração de férias?

7) Como é calculada a remuneração de férias para empregados com remuneração variável?

8) O empregado pode converter o seu período de férias em dinheiro?

Senac São Paulo 51


Assistente de Administração de Pessoal

9) O que são férias em dobro?

10) Em que situações o empregado perde o direito às férias?

Senac São Paulo 52


Assistente de Administração de Pessoal

Para Saber Mais


1) O empregado que ficar afastado das suas atividades por motivo de auxílio-
doença pago pelo INSS perderá o direito às suas férias?
Não tem direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo, entre ou-
tros, tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de
auxílio-doença por mais de 6 meses, embora descontínuos. Nesses casos, anota-se a
interrupção da prestação de serviços na CTPS do empregado. Em conseqüência, ini-
cia-se o decurso de novo período aquisitivo após a alta médica previdenciária, quando
o empregado retornar ao trabalho. Portanto, o afastamento pelo INSS superior a 6
meses, ainda que descontínuos (desconsiderados os 15 primeiros dias de afastamento,
os quais são pagos pela empresa), no mesmo período aquisitivo, implica a perda do
direito às férias correspondentes.

2) As férias coletivas poderão ter início em 24 de dezembro?


As condições para concessão de férias coletivas podem ser objeto de acordo coletivo
de trabalho entre a empresa e a entidade sindical representativa dos empregados, de
convenção coletiva ou de sentença normativa de dissídio coletivo de trabalho. Na falta
desses instrumentos ou na ausência de previsão específica, cabe ao empregador deter-
minar o regime e a época de férias coletivas aos empregados.

Senac São Paulo 53


Assistente de Administração de Pessoal

Estudo de Casos
1) André trabalha no restaurante W, vai sair em férias na próxima segunda-feira e, hoje,
sexta-feira, cortou o dedo. Na terça-feira o dedo infeccionou. O que você fará?

2) João e Maria são marido e mulher. A empresa concedeu férias para João em fevereiro
e para Maria em outubro. O procedimento está correto?

Senac São Paulo 54


Assistente de Administração de Pessoal

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Elaborar o cálculo de férias, e fazer o lançamento dos valores em folha de paga-
mento mensal:

1) Fábio Toledo Alves


 período aquisitivo: 01/06/200X a 31/05/200Y
 período de gozo: (data atual)
 tem 2 faltas injustificadas no período aquisitivo
 salário: R$ 1.276,00 por mês
 horas extras a 50% no período aquisitivo (já incluído o DSR):
 jun./0X: 22,84 h jul./0X: 24,56 h ago./0X: 21,48 h set./0X: 29,34 h
 out./0X: 32,78 h nov./0X: 26,75 h dez./0X: 24,70 h jan./0Y: 23,98 h
 fev./0Y: 28,42 h mar./0Y: 20,87 h abr./0Y: 30,00 h maio/0Y: 22,46 h
 sem dependentes

2) Carlos Eduardo Barbosa


 período aquisitivo: 22/08/200X a 21/08/200Y
 período de gozo: (data atual)
 nenhuma falta injustificada no período aquisitivo
 salário: R$ 4,80 por hora
 recebe adicional de insalubridade grau máximo
 1 dependente

3) Marina de Souza Bastos

 período aquisitivo: 13/09/200X a 12/09/200Y

 período de gozo: (data atual)

 tem 08 faltas injustificadas no período aquisitivo

 salário: R$ 960,00 por mês

 recebe adicional de periculosidade

 sem dependentes

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Assistente de Administração de Pessoal

4) Carla Rodrigues de Pádua

 período aquisitivo: 13/09/200X a 12/09/200Y

 período de gozo: (data atual)

 nenhuma falta injustificada no período aquisitivo

 solicitou o abono pecuniário

 salário: R$ 960,00 por mês

 recebe adicional de periculosidade

 sem dependentes

Senac São Paulo 56


Assistente de Administração de Pessoal

CAPÍTULO 8
RESCISÃO DO
CONTRATO
DE TRABALHO

1) Como devem ser homologadas as rescisões de contrato de trabalho e qual é o prazo


para pagamento das verbas rescisórias?

2) Que documentos devem ser apresentados em uma homologação de contrato de


trabalho?

3) Qual é a penalidade pelo não-cumprimento do prazo para pagamento das rescisões


contratuais?

Senac São Paulo 57


Assistente de Administração de Pessoal

4) Existe penalidade ao empregador que dispensa o empregado antes da data-base da


categoria?

5) Qual é a diferença entre aviso prévio trabalhado e indenizado?

6) O que ocorre quando um empregador dispensa o empregado sem justa causa antes do
término do Contrato de Experiência?

7) Na rescisão contratual o empregado é obrigado a realizar exame médico?

Senac São Paulo 58


Assistente de Administração de Pessoal

8) Poderá haver a readmissão do empregado demitido? Explique.

9) Que empregados têm direito ao seguro-desemprego e como é calculado?

10) O que é falta grave ao trabalho?

11) Quais são as causas que determinam falta grave do empregado e do empregador?

Senac São Paulo 59


Assistente de Administração de Pessoal

Para Saber Mais


1) O empregador pode anotar na Carteira de Trabalho e Previdência Social
(CTPS) do empregado a dispensa por justa causa?
Não. A legislação estabelece, de forma clara, quais as anotações que devem ser efetua-
das pelo empregador na CTPS do empregado e veda taxativamente qualquer anotação
que desabone a sua conduta, como: advertências, suspensões, justa causa etc.

2) No curso do cumprimento do aviso prévio concedido pelo empregador, caso o


empregado obtenha novo emprego, é obrigatória a baixa imediata na CTPS?
Conforme entendimento jurisprudencial, o empregado que é dispensado sem justa
causa, e durante o período do aviso prévio trabalhado consegue nova colocação, deve
apresentar ao seu empregador uma declaração que confirme o interesse na contrata-
ção por essa nova empresa. Nesse caso, a baixa na CTPS é no último dia efetivamente
trabalhado e não é devida a indenização do período restante do aviso prévio ao em-
pregado.

3) Quando a empresa dispensar um empregado no fim de semana, terá de pagar


o repouso semanal remunerado?
A CLT não contém qualquer dispositivo determinando o pagamento do DSR quando o
último dia do aviso prévio recair no último dia útil da semana. No entanto, o Ministério
do Trabalho ao estabelecer, por meio de Instrução Normativa, os procedimentos a
serem observados na assistência prestada ao empregado na rescisão contratual, de-
terminou que nos contratos por prazo indeterminado, desde que integralmente cum-
prida a jornada semanal, é devido o pagamento do DSR. Nesse caso, o repouso será
consignado no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) como “domingo
indenizado” ou “descanso indenizado”.

4) O empregado dispensado sem justa causa pouco antes do mês de correção


salarial por ocasião da data-base da sua categoria profissional tem direito a
algum tipo de indenização?
O empregado dispensado sem justa causa no período de 30 dias que antecede a data
de sua correção salarial terá direito à indenização adicional equivalente a um salário
mensal. Para a apuração do direito, deve-se verificar se o término do aviso prévio tra-
balhado ou indenizado recai no período de 30 dias que antecede a data-base.

Senac São Paulo 60


Assistente de Administração de Pessoal

5) A empresa pode aplicar a penalidade de suspensão disciplinar ao empregado


no curso do aviso prévio trabalhado?
O comportamento ilícito do empregado autoriza o empregador, no uso de seu poder
disciplinar, a aplicar-lhe as penalidades legalmente previstas. A aplicação dessas pena-
lidades, entretanto, deve ser feita de forma gradual, sendo elas agravadas conforme
houver repetição da falta. A legislação vigente não contém dispositivo que impossibilite
o empregador de aplicar suspensão disciplinar ao empregado, inclusive no curso do
aviso prévio trabalhado. Cabe ressaltar, porém, que, por mais que o motivo seja justo,
a suspensão disciplinar, por disposição legal, não pode ser superior a 30 dias consecu-
tivos, sob pena de importar na rescisão injusta do contrato de trabalho.

6) Quando o empregado opta por faltar os últimos 7 dias do aviso prévio em


substituição à redução da jornada de trabalho diária, qual será a data da baixa
na sua CTPS?
A opção do empregado por faltar os 7 dias não implica o término antecipado do aviso
prévio e do contrato de trabalho. Os prazos fluem normalmente até o 30o dia do aviso,
findo o qual vai ser dada a baixa na CTPS do empregado.

7) A falsificação de atestado médico pelo empregado poderá motivar a rescisão


contratual por justa causa?
Sim. A falsificação de atestado médico pelo empregado é considerada ato de impro-
bidade.

8) Após quantos meses depois do parto a empregada pode ser dispensada sem
justa causa?
Não é permitida a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde
a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. Entretanto, alguns sindicatos re-
presentativos de categorias profissionais concedem às gestantes por eles representadas
estabilidade maior que a legalmente garantida. Assim, se não constar no documento
coletivo de trabalho da categoria profissional respectiva disposição em contrário e, não
havendo outra condição legal de estabilidade, a empresa só poderá proceder à rescisão
contratual sem justa causa da empregada gestante após decorrido o prazo de 5 meses
a contar da data do parto.

Senac São Paulo 61


Assistente de Administração de Pessoal

Estudo de Casos

1) Gabriela foi dispensada sem justa causa. Duas semanas depois comunica à empresa que
está grávida de cinco semanas. Como proceder?

2) Marta pediu demissão e depois de duas semanas comunicou à empresa que estava
grávida de cinco semanas. Como proceder?

Senac São Paulo 62


Assistente de Administração de Pessoal

3) José Carlos chegava sempre atrasado na loja e foi, por isso, dispensado sem justa causa.
Candidatou-se a uma vaga em outra empresa, e indicou a loja em que trabalhou como
referência. O gerente informou que José Carlos não era bom empregado e ele não
conseguiu o emprego. Em razão disso, José Carlos entrou na Justiça pedindo indeniza-
ção por dano moral. Esse gerente agiu corretamente?

4) Rosângela e Tânia eram responsáveis pelo caixa e pelo estoque. Foi constatada falta de
produtos no estoque e quebra no caixa. O gerente, em sala isolada, conversou com
as duas, que se ofenderam, e não reconheceram a culpa. Sem provas, ambas foram
dispensadas sem justa causa e, posteriormente, entraram com reclamação trabalhista,
pedindo indenização por dano moral. Comente a situação.

Senac São Paulo 63


Assistente de Administração de Pessoal

5) Durante dois anos Taís apresentava reembolsos de despesa de táxi em valor muito
superior ao que apresentavam outros empregados. As despesas eram aprovadas pela
empresa e reembolsadas. Você dispensaria Taís por justa causa?

6) A empresa X dispensou Jorge antes do vencimento do contrato de experiência. No


contrato havia a menção ao artigo 481 da CLT. Que direitos Jorge tem?

Senac São Paulo 64


Assistente de Administração de Pessoal

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Calcular o valor líquido a receber das seguintes rescisões de contrato de trabalho,
e os valores a recolher ao FGTS:

1) Alice Rodrigues

 Término normal do Contrato de Experiência

 período acordado: 01/04/200X a 29/06/200X (90 dias)

 salário: R$ 570,00 por mês

 1 dependente (filho de 8 anos)

 saldo do FGTS (até a competência maio/200X): R$ 92,10

2) Célio Miranda

 Rescisão antecipada do Contrato de Experiência

 período acordado: 01/03/200X a 29/05/200X (90 dias)

 dispensa sem justa causa em 15/05/200X

 salário: R$ 750,00 por mês

 sem dependentes

 saldo do FGTS (até a competência abril/200X): R$ 122,75

3) João Afonso Santos

 Dispensa sem justa causa

 admissão: 10/07/2002

 desligamento: 12/09/200X

 aviso prévio indenizado: 13/09/200X a 12/10/200X

 salário: R$ 5,70 por hora

 recebe adicional de periculosidade

 tem 1 período vencido de férias

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 recebeu a 1ª parcela do 13º salário: R$ 815,10

 3 dependentes

 saldo do FGTS (até a competência agosto/200X): R$ 6.848,75

 data-base: 01/01/200Y

4) Marina Perez

 Dispensa sem justa causa

 admissão: 20/09/2003

 desligamento: 12/12/200X

 aviso prévio indenizado: 13/12/200X a 11/01/200Y

 salário: R$ 600,00 por mês (competência: dezembro/200X)

 tem 1 período vencido de férias

 recebeu a 1ª parcela do 13º salário: R$ 300,00

 sem dependentes

 saldo do FGTS (até a competência Novembro/200X): R$ 1.973,50

 data-base: 01/01/200Y (reajuste salarial de 5%)

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CAPÍTULO 9
PROCESSO TRABALHISTA

EXEMPLO DE ESTUDO DE CASO

1. Analise a petição anexa e prepare os fatos para encaminhar ao advogado, para elaborar
a defesa.

2. No caso em estudo, procure soluções para evitar que os problemas se repitam, prepa-
rando um relatório para encaminhar à gerência de Recursos Humanos.

3. Analise a sentença em anexo e procure diagnosticar quais os pontos que poderiam ser
melhor defendidos, para ganhar o processo;

4. No caso em estudo, procure verificar que cuidados a empresa poderia adotar para
evitar reclamações trabalhistas.

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INICIAL 1

EXMO. SR. DR. JUIZ DA ____ª VARA DO TRABALHO DE (NOME DA CIDADE)

JOSÉ DOS REIS, brasileiro, casado, vendedor, nascido


a 12/4/1979, filho de Maria da Conceição dos Reis, titular da CTPS nº __________,
série ________, inscrito no CPF sob nº _____________, residente e domiciliado na
Rua ____________________, nº _____, Bairro ___________, Cidade _____________,
Estado _______________, CEP ___________, no Estado de __________________, por
seu advogado abaixo assinado (doc. 1), vem à presença de V. Exa. propor RECLAMAÇÃO
TRABALHISTA contra (NOME DA EMPRESA), inscrita no CNPJ sob nº ________,
sediada na Rua ____________________, nº ________, Bairro _________________,
Cidade __________________, Estado ______________, CEP __________________,
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

1. O Reclamante foi admitido na Reclamada no dia


15/05/200X e foi dispensado sem justa causa, no dia 21/12/200X, cumprindo aviso prévio
até 20/01/200X, exercia o cargo de vendedor e recebia o salário de R$ _______________,
conforme cópia da CTPS em anexo (doc. 2).

2. A Reclamada somente pagou as verbas rescisórias no dia


25/01/200X.

3. O artigo 477, §6º c/c §8º, alínea “a” dispõe:

“Art. 477. É assegurado a todo empregado, não existindo prazo estipulado


para a terminação do respectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo
para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma
indenização, paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma
empresa”.

(...)

Senac São Paulo 68


Assistente de Administração de Pessoal

“§6º O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo


de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos:

a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato;”

(...)

“§8º A inobservância do disposto no §6º deste artigo sujeitará o infrator à multa


de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a favor do
empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente corrigido pelo
índice de variação do BTN, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der
causa à mora.”

4. Portanto, o Reclamante é credor da multa prevista no


artigo 477, § 8º, alínea “a” da CLT, uma vez que a Reclamada não cumpriu o prazo previsto
no § 6º do mesmo dispositivo legal

Em face do acima exposto, REQUER:

I. A citação da Reclamada para, querendo, comparecer à audiência para prestar depoimento


na pessoa de seu representante legal e apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão;

II. Seja julgada procedente a presente Reclamação Trabalhista, com a condenação da


Reclamada no pagamento da multa do artigo 477, §8º, correspondente ao último salário
percebido pelo Reclamante, qual seja, R$ __________________, devidamente reajustado
e acrescido de juros e correção monetária;

III. A condenação da Reclamada no pagamento das custas processuais.

Protesta o alegado por todos os meios de prova em direito


admitidos, especialmente juntada de documentos, oitiva de testemunhas e perícias, caso
necessário

Dá-se à causa o valor de R$ __________________.

Termos em que,

pede deferimento.

(Local e data).

(Nome, assinatura e nº da OAB do advogado).

Senac São Paulo 69


Assistente de Administração de Pessoal

INICIAL 2
EXMO. SR. DR. JUIZ DA ____ª VARA DO TRABALHO DE (NOME DA CIDADE)

MARCELO DE ALENCAR, brasileiro, casado, vendedor,


nascido a 12/4/1979, filho de Lúcia Maria de Alencar, titular da CTPS nº ___________,
série ________, inscrito no CPF sob nº _____________, residente e domiciliado na
Rua __________________, nº _____, Bairro ___________, Cidade ______________,
Estado _______________, CEP ___________, no Estado de __________________,
por seu advogado abaixo assinado (doc. 1), vem à presença de V. Exa. propor RECLAMAÇÃO
TRABALHISTA contra (NOME DA EMPRESA), inscrita no CNPJ sob nº ________,
sediada na Rua ___________________, nº ________, Bairro __________________,
Cidade __________________, Estado ______________, CEP __________________,
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

1. O Reclamante foi admitido, no dia __/__/__, na Reclamada


para desempenhar as funções __________________, mediante pagamento do salário de
R$ __________________, conforme cópia da CTPS em anexo (doc. 2).

2. O Reclamante foi dispensado sem justa causa no


dia __/__/__, não tendo recebido o saldo de salário correspondente a ____ dias trabalhados
no mês em que foi dispensado, correspondente a R$ _____________.

3. Não recebeu também as horas extras que trabalhou no


último mês de trabalho.

4. Desse modo o Reclamante é credor das seguintes


verbas:

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• Saldo de salário referente a __ dias trabalhados no último mês de trabalho, no valor


de R$ __________________;

• 20 horas extras trabalhadas no último mês de trabalho, acrescidas do percentual de


50%, no valor de R$ __________________, conforme disposição do art. 59, §§ 1º e
3º da Consolidação das Leis do Trabalho;

• Reflexos das horas extras e do saldo de salário nos DSR, nas férias, 13º salário e FGTS
(8% + 40%) no valor de R$ __________________;

Em face do exposto, REQUER:

I. Seja notificada a Reclamada, no endereço supra indicado para, querendo, contestar a


presente, comparecer à audiência a ser designada para prestar depoimento, através de
seu representante legal, sob pena de revelia e confissão;

II. Seja a reclamada compelida a trazer aos autos o cartão de ponto do reclamante, no
último mês trabalhado;

III. Seja a presente reclamação trabalhista julgada procedente, para o fim de ser a Reclamada
condenada a pagar ao reclamante a quantia de R$ ________________, referente às
parcelas indicadas no item 4 supra, devidamente acrescidas de juros de mora e atualizadas
monetariamente.

IV. Seja a reclamada condenada nas custas processuais.

Protesta provar o alegado através de provas testemunhais,


documentais e periciais, e demais em Direito admitidas.

Dá-se à causa o valor de R$ __________________

Termos em que,

Pede deferimento.

(Local e data)

(Nome, assinatura e nº da OAB do Advogado).

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INICIAL 3
EXMO. SR. DR. JUIZ DA ____ª VARA DO TRABALHO DE (NOME DA CIDADE)

CRISTIANE MARIA DE OLIVEIRA, brasileira, casada,


telefonista, nascida a 12/4/1979, filha de Paula de Lima Oliveira, titular da CTPS nº _______,
série _________, inscrito no CPF sob nº _____________, residente e domiciliado na
Rua ____________________, nº _____, Bairro ___________, Cidade _________,
Estado _______________, CEP ___________, no Estado de __________________,
por seu advogado abaixo assinado (doc. 1), vem à presença de V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA contra (NOME DA EMPRESA), inscrita no CNPJ sob
nº __________, sediada na Rua ____________, nº ________, Bairro __________________,
Cidade __________________, Estado ______________, CEP __________________,
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

1. A reclamante foi admitida em __/__/__. para exercer a


função de telefonista. Foi dispensada sem justa causa em __/__/__, quando recebia o salário
de R$ ___________.

2. Trabalhava como telefonista, operando mesa telefônica.

3. A reclamante cumpria a jornada de 8 horas diárias,


perfazendo 44 horas semanais.

4. A reclamada agiu contrariamente ao art. 227 da CLT, que


determina uma jornada de trabalho de 6 horas diárias para telefonistas, somando 36 horas
semanais (Enunciado 178 TST)

Senac São Paulo 72


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5. Como conseqüência, a reclamante trabalhou duas horas


extras por dia, sendo credora das horas excedentes, com o respectivo adicional de 50%,
nos termos do § 1º do art. 227 da CLT.

6. Assim, deve a reclamada pagar as horas extras trabalhadas


com respectivo adicional, que totalizam R$ _________, com reflexo nos DSR, aviso prévio
indenizado, férias vencidas e proporcionais, 13º salário, FGTS (8% + 40%).

Diante do exposto, REQUER:

I. O pagamento das horas excedentes às 6 horas diárias, acrescidas adicional de 50%, no


valor de R$ _____, com reflexos nos DSR, aviso prévio indenizado, férias vencidas e
proporcionais, 13º salário, FGTS (8% + 40%), no valor de R$ _____________, tudo
devidamente acrescido de juros de mora e atualização monetária

II. Seja notificada a reclamada para, querendo, contestar a presente e comparecer à


audiência a ser designada, para prestar depoimento, sob pena de revelia e confissão

III. Seja condenada a Reclamada ao pagamento das custas processuais.

Protesta provar o alegado através de provas testemunhais,


documentais e periciais, e demais em Direito admitidas.

Dá-se à causa o valor de R$ __________________

Termos em que,

Pede deferimento.

(Local e data)

(Nome, assinatura e nº da OAB do Advogado).

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INICIAL 4
EXMO. SR. DR. JUIZ DA ____ª VARA DO TRABALHO DE (NOME DA CIDADE)

JOSE DOS REIS, brasileiro, casado, vendedor, nascido


a 12/4/1979, filho de Maria da Conceição dos Reis, titular da CTPS nº _________,
série ________, inscrito no CPF sob nº _____________, residente e domiciliado na
Rua ____________________, nº _____, Bairro ___________, Cidade _________,
Estado _______________, CEP ___________, no Estado de __________________,
por seu advogado abaixo assinado (doc. 1), vem à presença de V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA contra (NOME DA EMPRESA), inscrita no CNPJ sob
nº ___________, sediada na Rua ____________, nº ________, Bairro __________________,
Cidade __________________, Estado ______________, CEP __________________,
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

1. O Reclamante trabalhou para a reclamada no período de


01/05/2006 a 31/03/2007, quando foi dispensado com cumprimento do aviso prévio até
30/04/2007, exercendo o cargo de ______ e recebendo último salário de R$ __________
_______, conforme cópia da CTPS em anexo (doc. 2).

2. O horário de trabalho do reclamante era das 20h: de um


dia às 05h do dia seguinte, de segunda a sexta-feira, com intervalo para refeição de uma
hora.

3. Durante todo o período de vigência do contrato de


trabalho, a Reclamada jamais efetuou o pagamento do adicional noturno e seus reflexos.

4. Parte da jornada de trabalho do reclamante era cumprida


no horário noturno, das 22h às 05h (73 da CLT).

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5. A reclamada não observou, também, o limite da hora


noturna de 52,5 minutos, pelo que o reclamante faz jus, ainda, a uma hora extra noturna
por dia.

Em face do exposto, REQUER:

I. A citação da Reclamada para, querendo, comparecer à audiência para apresentar defesa


e prestar depoimento, sob pena de revelia e confissão.

II. Seja julgada procedente a presente Reclamação Trabalhista, condenando a Reclamada


no pagamento do adicional noturno e de uma hora extra noturna por dia, além de seus
reflexos em DSR, FGTS, férias vencidas e proporcionais, Aviso Prévio, 13º Salário, em
valor a ser apurado em execução de sentença, devidamente atualizado e acrescido de
juros, bem como nas custas processuais.

Protesta o alegado por todos os meios de prova em direito


admitidos, especialmente juntada de documentos, oitiva de testemunhas e perícias, caso
necessário

Dá-se à causa o valor de R$ __________________.

Termos em que,

pede deferimento.

(Local e data).

(Nome, assinatura e nº da OAB do advogado).

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SENTENÇA 1
TERMO DE AUDIÊNCIA
Processo Nº ______________________

Aos vinte e cinco dias do mês de setembro do ano de dois mil e dois, às 11 horas e 40
min, na sala de audiência desta __ª Vara do Trabalho, sob a presidência do MM. Juiz do
Trabalho, DR. PAULO EDUARDO VIEIRA DE OLIVEIRA, foram apregoados os litigantes:
__________________, reclamante e __________________, reclamada.

Presente o(a) reclamante, acompanhado(a) de advogado(a) dr(a) _________________,


OAB __________.

Presente a reclamada pelo(a) preposto(a) _______________, acompanhado(a) de


advogado(a) dr(a) _____________________, OAB: ____________.

INCONCILIADOS

Deferida a juntada de contestação com documentos.

DEPOIMENTO PESSOAL DO(a) RECLAMANTE: que trabalhou para a reclamada no


período compreendido entre 01.02 até 19.07.2002, exercendo ultimamente o cargo de
auxiliar de secretaria; que trabalhava no horário das 7h às 16h, de segunda a sexta e em 3
sábados por mês, das 8h às 14h, sempre com 1 hora de intervalo para refeição; que estudava
das 19h às 23h; que do local de trabalho até a escola gastava cerca de 20 minutos; que tinha
sua jornada de trabalho controlada por folhas de ponto; que era a própria depoente quem
consignava os horários de trabalho nas folhas de ponto, o fazendo corretamente, tanto
no horário de entrada quanto no horário de saída; que havia outras pessoas na reclamada
exercendo a mesma função, também estagiários; que não havia nenhum empregado
exercendo as funções e realizava as funções descritas no item “e” do contrato de estágio;
que o contrato de estágio da depoente foi assinado pela sua tia; que isso ocorreu pois sua
mãe não tinha disponibilidade para assinar o contrato e a depoente precisava dele; que a
depoente cursava o 2º ano colegial. Nada mais.______________________

DEPOIMENTO PESSOAL DA RECLAMADA: que na secretaria da reclamada trabalham 4


pessoas, sendo 2 estagiários, 1 empregado e 1 prestadora de serviço; que para funcionar
plenamente a secretaria necessita de 4 pessoas, no mínimo; que o empregado que trabalha
na secretaria tem atividades de arquivo, atendimento na secretaria a alunos, controle de
folha de pagamento, marcação de ponto etc.; que a reclamante trabalhou na secretaria
como estagiária; que a reclamante consignava o horário de trabalho nas folhas de ponto,

Senac São Paulo 76


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o fazendo de forma correta; que não sabe dizer se a reclamante permanecia trabalhando
além do horário normal, mas se isso aconteceu o horário era marcado nas folhas de ponto;
que não sabe dizer se a reclamante trabalhava aos sábados. Nada mais._______________

O(a) reclamante não tem testemunhas presentes.

A reclamada dispensa a oitiva de suas testemunhas.

Nada mais foi requerido.

As partes declararam não ter outras provas a produzir.

Encerrada a instrução processual.

Razões finais remissivas.

Segunda tentativa conciliatória recusada.

A Vara proferiu a seguinte

SENTENÇA

I. RELATÓRIO

__________________, qualificado(a) na inicial, moveu a presente Reclamação Trabalhista


contra _____________________, também qualificada alegando, em síntese, fazer jus ao
pagamento das verbas descritas às fls. 5, além de honorários advocatícios, juros e correção
monetária.

Atribuiu à causa o valor de R$ 4.638,66 em agosto de 2.002.

Juntou procuração (fls.7) e documentos de fls.8 a 10.

Em audiência, a reclamada apresentou defesa escrita com documentos. Alegou que todas
as verbas pleiteadas são indevidas. Contestou, de modo específico, as parcelas postuladas.
Pediu compensação. Pediu a improcedência da ação.

Juntou documentos.

Em audiência, foram colhidos os depoimentos pessoais das partes.

As partes declararam não ter outras provas para produzir.

Encerrada a instrução processual.

Senac São Paulo 77


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Razões finais remissivas.

Ambas as tentativas conciliatórias recusadas.

É o relatório.

II. FUNDAMENTAÇÃO
1. Rejeita-se a preliminar de carência de ação. As partes são legítimas e estão bem
representadas. Há interesse processual porque o(a) reclamante tem uma pretensão que
é resistida pela ré. Não há impossibilidade jurídica porque o pedido não atenta contra o
ordenamento jurídico pátrio.

A análise da existência ou inexistência de relação de emprego havida entre as partes é


matéria que se confunde com o mérito e por isso com ele será examinada.

2. DA FORMA DE CONTRATAÇÃO. Conforme se verifica pela análise dos elementos


de prova constantes dos autos, a reclamante foi contratada pela reclamada para o exercício
das funções de estagiária com a intermediação do CIEE, conforme prova o contrato
constante de fls. 09.

Os depoimentos pessoais das partes, em consonância com a prova documental produzida,


demonstram que sob o aspecto formal a contratação se deu sem qualquer vício.

Ocorre, porém, que sob o aspecto material a contratação é inadmissível.

A Lei 6494/77, do Decreto 87497/82 e a legislação posterior instituída pela medida


provisória 2164, e por diversas vezes reeditada, estabelece como critério básico fundamental
orientador dos contratos de estágio, além da relação triangular com o CIEE, a FATEC ou
sistema S (SENAC, SENAI etc.), a necessária relação entre a atividade desenvolvida pelo
aluno na escola e o trabalho por ele desempenhado na empresa.

A contratação de estagiário não pode ser utilizada como mão-de-obra barata para o exercício
de funções rotineiras de secretaria que deveriam ser desempenhadas por empregados,
agindo mal a reclamada nesse ponto.

A própria descrição das atividades do estágio descrita no contrato de fls. 09 já não justifica
sua utilização para o caso concreto.

Não houve respeito ao horário de aulas, nem tampouco relação direta das atividades
desempenhadas pela reclamante na empresa com o currículo escolar a que esta estava
sujeita.

Senac São Paulo 78


Assistente de Administração de Pessoal

Dessa forma, a reclamante trabalhou para a reclamada como verdadeira empregada,


razão pela qual declaro nulo o contrato de estágio firmado com a mesma e determino as
anotações devidas na CTPS da autora.

Deve, assim, a reclamada efetuar as anotações devidas na CTPS do(a) autor(a), constando
como data de admissão o dia 01.02.2002 e data de demissão o dia 19.07.2002, nas funções
de auxiliar de secretaria, com salário de R$ 305,00 mensais, no prazo de 48 horas do
trânsito em julgado da presente decisão, sob pena de fazê-lo a secretaria, nos termos do
disposto no parágrafo segundo do artigo 39 da CLT.

3. Destarte, ante o reconhecimento da relação de emprego havida entre as partes, o


princípio da continuidade da relação de emprego e a inexistência do elemento de prova em
sentido contrário constante dos autos, tem-se que a rescisão contratual ocorreu de forma
imotivada, devendo a reclamada pagar à reclamante as seguintes verbas: aviso prévio; 6/12
de férias proporcionais, acrescidas do abono de 1/3; 6/12 de 13º salário proporcional;
depósitos relativos ao FGTS de todo o período trabalhado e sobre as verbas rescisórias,
acrescido da multa de 40%; indenização correspondente ao seguro desemprego e multa
por atraso na homologação, na forma dos pedidos, constantes dos itens “B.1”, “D.1”,
“E.1”, “G.1”, “G.2”, “H.1” e “I.1” da inicial, conforme forem apuradas posteriormente em
liquidação de sentença.

Nada resta devido à autora a título de saldo de salários do mês de junho/2002, ante o teor
do documento 16 por ela assinado juntado com a defesa.

4. DAS HORAS EXTRAS. Pleiteia o(a) reclamante, em sua inicial, pagamento de


diferenças de horas extras que não teriam sido corretamente pagas pela ré no curso do
contrato de trabalho.

A reclamada, em sua defesa, sustenta que o(a) autor(a) trabalhava nos horários anotados
nos cartões de ponto, nada mais restando devido a tal título.

A prova de horas extras cabia, inicialmente, ao(à) reclamante, mas com a alegação da
reclamada de que todas as horas trabalhadas foram anotadas nos cartões de ponto, esta
atraiu para si o ônus da prova, conforme disposto nos artigos 818 da CLT e 333, II do CPC.

A reclamada, para provar o alegado, juntou aos autos com a defesa, os controles de ponto
da autora.

O ônus de provar a ocorrência de marcação errônea da jornada nos cartões de ponto era
do(a) reclamante, a teor do disposto nos artigos 818 da CLT e 333, I do CPC, que dele não
se desincumbiu.

Senac São Paulo 79


Assistente de Administração de Pessoal

O(A) próprio(a) reclamante, em seu depoimento pessoal colhido em audiência, confirmou


que anotava corretamente a jornada de trabalho em seus cartões de ponto.

Destarte, tem-se que os cartões de ponto constantes dos autos se mostram hábeis para
comprovação da efetiva jornada de trabalho cumprida.

Da análise dos controles de ponto constantes dos autos, em consonância com os recibos de
pagamento juntados com a defesa, conclui-se que a reclamada não efetuou corretamente
o pagamento da totalidade das horas trabalhadas pelo(a) autor(a), existindo diferenças
devidas.

Laborava assim, o(a) autor(a), em jornada extraordinária habitual durante todo o contrato
de trabalho, ensejando o pagamento das horas extras devidas.

Dessa forma, deve a reclamada pagar ao(à) reclamante as diferenças de horas extras
devidas, excedentes da jornada de 44 (quarenta e quatro) horas semanais durante todo o
período trabalhado compreendido entre 01.02.2002 até 19.07.2002, conforme anotadas
nos controles de ponto constantes dos autos.

As horas extras deferidas devem ser calculadas com divisor 220 e adicional de 50%.

Para cálculo das horas extras deverá ser observada a evolução salarial mensal e o desconto
dos dias não trabalhados.

Ante a inequívoca habitualidade, são devidos, ainda, os reflexos das horas extras deferidas
nos repousos semanais remunerados (Enunciado 172 TST), nas gratificações natalinas, nas
férias indenizadas com acréscimo de 1/3 do salário normal (art.7º, XVII da CF/88), nas
verbas rescisórias e nos depósitos do FGTS, bem como na multa de 40%, tudo conforme
for apurado em posterior liquidação de sentença.

Destarte, restam julgados parcialmente procedentes os pedidos de horas extras e


reflexos constantes dos itens “F.1”, “F.2”, “F.3” e “F.4” da exordial.

Autoriza-se a compensação das horas extras devidas com as comprovadamente pagas


e demonstradas nos recibos de pagamento juntados aos autos, para que não ocorra
enriquecimento sem causa do autor.

5. Resta julgado improcedente o pedido de multa dissidial formulado na inicial, ante a


inexistência de norma coletiva que fundamente a pretensão da autora.

6. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS são improcedentes, pois o reclamante não


preencheu os requisitos exigidos pela Lei 5584/70, os quais ainda vigoram por força

Senac São Paulo 80


Assistente de Administração de Pessoal

dos preceitos consolidados, mormente o art. 791, que traz a figura do jus postulandi,
não revogada pelo art. 133 da CF/88, nem mesmo pela Lei nº 8.906/94. (Entendimento
sufragado pelo Enunciado nº 3l9 do C. TST, bem como pelo E. STF, na apreciação de
pedido de liminar na ADIn 1127-DF, que acolheu em parte o item I da referida Ação).

7. Defere-se à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita pleiteados uma vez


que preenchidos os requisitos exigidos pelo artigo 4º da Lei 1060/50.

8. Ofícios. Do teor da presente condenação expeçam-se ofícios para a D.R.T., a CEF e o


INSS, para verificação e apuração das irregularidades existentes.

9. ÉPOCA PRÓPRIA – CORREÇÃO MONETÁRIA. A correção monetária é devida a


partir do vencimento da obrigação, nos termos do art. 459, parágrafo único da CLT, c/c. §
1º da Lei 8l77/91 e art. 5º, II da C. Federal.

Quanto aos 13º salários, considerar-se-á a data de 20 de dezembro.

Para as férias, o dia do mês do pagamento. Às verbas rescisórias, o dia do pagamento,


limitado aos períodos previstos no § 6º do art. 477 da CLT.

Assim sendo, dentro dos parâmetros lógicos e legais, não há que se cogitar de aplicação
da C.M. a partir do 1º dia do mês do labor, pois estar-se-ia corrigindo a remuneração do
empregado antes da prestação dos serviços.

10. RECOLHIMENTO PREVIDENCIÁRIO. Comprovará o reclamado os recolhimentos


previdenciários devidos, na forma da Lei nº 8.212/91, arts. 43 e 44, com as inovações
constantes dos arts. 43 e 44, da Lei nº 8.620/93, observando o contido no art. 33, parágrafo
5º, da primeira, que enuncia a responsabilidade única e direta do empregador pelos valores
a serem recolhidos fora da época própria prevista em lei.

11. RECOLHIMENTO FISCAL. As deduções por imposto de renda na fonte são


compulsórias e previstas em normas legais, mormente na Lei 854l/92, art. 46. Contudo,
tal dispositivo legal deve ser interpretado à luz dos princípios constitucionais de isonomia,
progressividade e capacidade contributiva inseridos nos arts. l50, II, 153, § 2º e 145, § 1º da
Constituição Federal, dando ênfase para o enfoque que ela oferece à proteção judiciária.

Ao deixar o empregador de pagar, em meses próprios, direitos a empregado, e ao serem


estes reivindicados e reconhecidos através de processo trabalhista, impedido fica aquele de
se valer da tabela progressiva que seria aplicável aos rendimentos do trabalho assalariado
adimplidos espontaneamente nas épocas devidas, a qual, à evidência, colocá-lo-ia em
posição de isenção ou de aplicação de alíquotas inferiores.

Senac São Paulo 81


Assistente de Administração de Pessoal

Não pode o empregado, valendo-se do processo para reivindicar direitos sonegados,


receber menos do que aquilo que receberia se houvesse cumprimento espontâneo e na
época própria pelo empregador, já que para tanto não deu causa. Em que pese o art. 46
da Lei 8541/92 referir-se ao “regime de caixa”, para efeito de cálculo do imposto sobre a
renda recebida acumuladamente, os princípios constitucionais supra mencionados a ele se
sobrepõem e imperam.

À vista do exposto, tem-se que a retenção do imposto de renda limita-se aos juros de
mora e ao principal corrigido do total mensal dos rendimentos tributáveis, que seria devido
ao reclamante à época do respectivo pagamento omitido pelo empregador (regime de
competência), devendo as partes, especialmente o reclamante, quando da apresentação
dos cálculos em liquidação de sentença, demonstrar de forma detalhada e comprovada, que,
na época própria, com o cumprimento espontâneo dos direitos trabalhistas reconhecidos,
estava o reclamante sujeito à retenção do IR sobre eles, devendo, em caso positivo, ser
o valor respectivo atualizado monetariamente pelos índices trabalhistas, e deduzido do
valor devido, com recolhimento aos cofres públicos pelo reclamado, através de impresso
próprio, com comprovação nos autos.

III. DISPOSITIVO

Ante o exposto, e por tudo que dos autos consta, a __ Vara do Trabalho de São Paulo
– SP julga PROCEDENTE EM PARTE a Reclamação Trabalhista movida por _______
______________ contra __________________, para condenar a reclamada a proceder
as anotações devidas na CTPS da reclamante, constando como data de admissão o dia
01.02.2002 e data de demissão o dia 19.07.2002, nas funções de auxiliar de secretaria,
com salário de R$ 305,00 mensais e ainda ao pagamento das seguintes verbas deferidas na
fundamentação, que passam a fazer parte integrante deste decisum:

Aviso prévio; 6/12 de férias proporcionais, acrescidas do abono de 1/3; 6/12 de 13º
salário proporcional; depósitos relativos ao FGTS de todo o período trabalhado e sobre
as verbas rescisórias, acrescido da multa de 40%; indenização correspondente ao seguro
desemprego, e multa por atraso na homologação; horas extras e reflexos.

Juros e correção monetária na forma da lei, e com base na fundamentação supra.

Custas processuais pela reclamada, calculadas sobre o valor da condenação, ora arbitrado
em R$ 4.600,00, no importe de R$ 92,00.

Ofícios ao INSS serão expedidos, conforme fundamentação supra.

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Comprovará a reclamada os recolhimentos previdenciários devidos, consoante


fundamentação supra, pena de oficiar-se ao INSS para as medidas que entender. Quanto
ao imposto de renda, observar-se-ão os termos do capítulo “11” supra.

Cientes as partes na forma do E. 197 do TST.

Nada mais.

PAULO EDUARDO VIEIRA DE OLIVEIRA


JUIZ DO TRABALHO

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SENTENÇA 2
TERMO DE AUDIÊNCIA

Processo Nº 01964200203802007

Aos quatro dias do mês de novembro do ano de dois mil e dois, às 11 horas, na sala
de audiência desta __ª Vara do Trabalho, por ordem do(a) MM Juiz Titular DR. PAULO
EDUARDO VIEIRA DE OLIVEIRA, foram apregoados os litigantes: ____________,
reclamante e ______________________ reclamada.

Presente o(a) reclamante, acompanhado(a) de advogado(a) dr(a) ____________,


OAB _______.

Presente a reclamada pelo(a) preposto(a) _________________, acompanhado(a) de


advogado(a) dr(a) ____________________, OAB: _________

INCONCILIADOS

Deferida a juntada de contestação com documentos.

Rejeita-se a impugnação ao valor da causa, uma vez que os valores atribuídos ao feito na
inicial se mostram consentâneos com os pedidos formulados na inicial, conforme previsão
contida nos arts. 259 e seguintes do CPC.

DEPOIMENTO PESSOAL DO RECLAMANTE: que trabalhou na reclamada de 10.12.92


até 23.03.2001, exercendo as funções de motorista de carro-forte; que o depoente tinha
sua jornada de trabalho controlada através de cartões de ponto e era ele próprio quem
consignava o horário nos controles de ponto; que batia o cartão corretamente no horário
de entrada e após o término do serviço, ressalvando que batia o cartão antes de tirar o
uniforme, tomar banho e ir embora; que quando almoçava na empresa contava com 2
horas de intervalo para refeição; que isso acontecia 1 ou 2 vezes por semana; que nos
outros dias não tinha qualquer outro intervalo para refeição; que não era permitido descer
do carro forte fora da empresa para se fazer refeição; que não trabalha mais na empresa
porque essa rescindiu o contrato com o banco e demitiu todo mundo; que foi informado
de que deveria ir até o sindicato para fazer a homologação, mas acabou recebendo as
verbas rescisórias no Largo do Arouche, não sabendo informar o tipo de instituição que ali
funciona. Nada mais.____________________________

DEPOIMENTO PESSOAL DA RECLAMADA: que foram demitidos aproximadamente 700


empregados quando da rescisão do contrato com o banco; que foi feito acordo coletivo
com o sindicato através do qual as verbas rescisórias deveriam ser pagas no Largo do
Arouche, na Comissão de Conciliação Prévia; que foi lá que o reclamante recebeu as
verbas rescisórias; que foi paga a multa de 40% do depósito do FGTS; que reperguntada,

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pela preposta foi dita que foi paga a multa de 40% do depósito do FGTS; que todos os
empregados que aceitaram o acordo tiveram suas rescisões pagas no mesmo local; que o
reclamante podia se ausentar do carro forte para se alimentar; que o horário de intervalo
era fiscalizado por rádio. Nada mais.______________________

PRIMEIRA TESTEMUNHA DO RECLAMANTE: ___________________, bras., RG nº


___________________, residente _________________________. Compromissado(a),
advertido(a) e inquirido(a), respondeu que trabalhou com o reclamante no mesmo carro-
forte algumas vezes; que isso ocorria 3 vezes por semana, aproximadamente; que contava
com 1 hora de intervalo para refeição, o mesmo ocorrendo com o reclamante. Nada
mais._________________________________

O reclamante dispensa a oitiva de suas testemunhas.

A reclamada não tem testemunhas presentes.

Nada mais foi requerido.

As partes declararam não ter outras provas a produzir.

Encerrada a instrução processual.

Razões finais remissivas.

Segunda tentativa conciliatória recusada.

SENTENÇA

I. RELATÓRIO

_________________, qualificado(a) na inicial, moveu a presente Reclamação Trabalhista


contra ________________________________________, também qualificada alegando,
em síntese, fazer jus ao pagamento das verbas descritas às fls. 24/26, além de honorários
advocatícios, juros e correção monetária.

Atribuiu à causa o valor de R$ 15.000,00 em maio de 2.002.

Juntou procuração (fls.28) e documentos de fls.29 a 119.

Em audiência a reclamada apresentou defesa escrita com documentos. Alegou que todas
as verbas pleiteadas são indevidas. Contestou, de modo específico, as parcelas postuladas.
Pediu compensação. Pediu a improcedência da ação.

Juntou documentos.

Em audiência, foram colhidos os depoimentos pessoais das partes e ouvida 1 testemunha


trazida pelo reclamante.

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As partes declararam não ter outras provas para produzir.

Encerrada a instrução processual.

Razões finais remissivas.

Ambas as tentativas conciliatórias recusadas.

É o relatório.

II. FUNDAMENTAÇÃO

1. Sustenta a reclamada a incompetência em razão da matéria desta Justiça para apreciar o


pedido de indenização por danos morais, pelos motivos constantes da defesa.

Inexiste qualquer incompetência.

O art. 114, da Constituição Federal em seu “caput”, 1ª parte, deixa claro que a competência
para julgar litígios entre empregados e empregadores é da Justiça do Trabalho.

A existência de dano no curso da relação de emprego, por envolver matéria trabalhista,


só pode, assim, ser por esta Justiça Especializada apreciado, conforme, inclusive, já se
manifestou o Supremo Tribunal Federal em diversas oportunidades.

Rejeita-se, assim, a preliminar argüida.

2. Tempestivamente argüida, acolho a prescrição invocada, para declarar prescritos todos


os eventuais direitos do(a) reclamante anteriores a 10.09.97, por força do disposto no art.
7º, inciso XXIX letra a da Constituição Federal de 1988.

3. Alega o reclamante que a reclamada dispensou cerca de 800 empregados e fez acordo
com a maioria deles em tribunal arbitral do Estado de São Paulo em evidente fraudes aos
interesses dos empregados.

A própria preposta da empresa confirmou o fato em depoimento pessoal e esclareceu que


as verbas rescisórias foram pagas na comissão de conciliação prévia.

A questão se resume em verificar se a homologação da rescisão contratual pode ser feita


perante Comissão de Conciliação Prévia.

O art. 477 da CLT prescreve que a homologação deve ser feita pela autoridade administrativa
ou pelo ente sindical representativo da categoria do trabalhador. Trata-se de uma ação
fiscalizadora da lisura do ato jurídico, tendo em vista que o direito às verbas rescisórias é
irrenunciável.

A intenção do legislador ao constituir Comissão de Conciliação Prévia, através da Lei


9.958/2000, foi a de implementar, fora da jurisdição do Estado, negócios jurídicos que,
mediante concessões recíprocas dos sujeitos de relações individuais de emprego, ponham
fim a conflitos de interesses, impedindo que evoluam para ação trabalhista. Por certo, que

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a meta jurídica visada é a transação, que extingue obrigações litigiosas ou duvidosas.

A renúncia, por sua vez, corresponde a um ato unilateral em virtude do qual o titular do
direito nada recebe pelo fato de dele se despojar, o que de maneira nenhuma pode ocorrer
com relação às verbas rescisórias.

Dessa forma, inexiste possibilidade, no tocante ao pagamento de verbas rescisórias, para


aplicação da conciliação preventiva da Lei 9.958/00, que visa a transação entre os sujeitos do
contrato individual, a ser certificada por um órgão administrativo de representação paritária
das duas facções, sendo o grande divisor de águas entre as duas hipóteses, a existência do
conflito. Incontroverso o direito do empregado, por óbvio que o procedimento cabível é,
exclusivamente, o da homologação (art. 477 da CLT).

A reclamada pretendeu instituir uma nova modalidade de fraude à lei (art.9º da CLT), ao
firmar acordo das verbas rescisórias perante a Comissão de Conciliação Prévia.

Assim sendo, não há como atribuir qualquer validade jurídica ao termo de acordo efetuado
pela reclamada com o reclamante, razão pela qual declara-se a sua nulidade, pelo que
são devidos ao reclamante os seguintes títulos: aviso prévio; diferenças de 13º salários de
todo o período trabalhado; diferenças de férias acrescidas do abono de 1/3; 4/12 de 13º
salário proporcional; férias vencidas do período 99/2000 e 4/12 de férias proporcionais,
ambas acrescidas do abono de 1/3; diferenças de depósitos fundiários acrescidos da multa
de 40%, observada a prescrição qüinqüenal; diferenças do adicional de risco de vida e
multa do art 477 da CLT, na forma dos pedidos constantes dos itens “a”, “b”, “c”, “f”, “g”,
“h”, “i”, “j”, “k”, “l”, “p”, “q”, “r” e “t” da inicial, conforme forem apurados em posterior
liquidação de sentença.

Autoriza-se a compensação das verbas ora deferidas com as comprovadamente recebidas


pelo autor no “acordo” efetuado perante o tribunal arbitral, para que não se configure
enriquecimento sem causa.

4. DAS HORAS EXTRAS. Pleiteia o(a) reclamante, em sua inicial, pagamento de


diferenças de horas extras que não teriam sido corretamente pagas pela ré no curso do
contrato de trabalho.

A reclamada, em sua defesa, sustenta que o(a) autor(a) trabalhava nos horários anotados
nos cartões de ponto, esclarecendo, ainda, que quando o(a) reclamante trabalhou em
jornada extraordinária recebeu corretamente a paga correspondente, nada mais restando
devido a tal título.

A prova de horas extras cabia, inicialmente, ao(à) reclamante, mas com a alegação da reclamada
de que todas as horas trabalhadas foram anotadas nos cartões de ponto e pagas esta atraiu
para si o ônus da prova, conforme disposto nos artigos 818 da CLT e 333, II do CPC.

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A reclamada, para provar o alegado, juntou aos autos com a defesa, os controles de ponto
do autor.

O ônus de provar a ocorrência de marcação errônea da jornada nos cartões de ponto era
do(a) reclamante, a teor do disposto nos artigos 818 da CLT e 333, I do CPC, que dele não
se desincumbiu.

O(A) próprio(a) reclamante, em seu depoimento pessoal colhido em audiência, confirmou


que anotava corretamente a jornada de trabalho em seus cartões de ponto.

Destarte, tem-se que os cartões de ponto constantes dos autos se mostram hábeis para
comprovação da efetiva jornada de trabalho cumprida, salvo quanto ao intervalo para
refeição.

Quanto ao intervalo, a análise dos elementos de prova constantes dos autos, em consonância
com os depoimentos testemunhais colhidos em audiência levam à conclusão de que o(a)
autor(a) usufruía de 2 horas de intervalo para refeição quando dentro da empresa, o que
ocorria 2 dias por semana, aproximadamente, e 1 hora para refeição quando trabalhando
na rua, razão pela qual nada mais lhe resta devido a esse título.

Da análise dos controles de ponto constantes dos autos, em consonância com os


recibos de pagamento juntados com a defesa, conclui-se que a reclamada não efetuou
corretamente o pagamento da totalidade das horas trabalhadas pelo(a) autor(a), existindo
diferenças devidas.

Laborava assim o(a) autor(a) em jornada extraordinária habitual durante todo o contrato
de trabalho, ensejando o pagamento das horas extras devidas.

Dessa forma, deve a reclamada pagar ao(à) reclamante as diferenças de horas extras
devidas, excedentes da jornada de 44 (quarenta e quatro) horas semanais durante todo o
período imprescrito trabalhado, compreendido entre 19.09.97 até 23.03.2001, conforme
anotadas nos controles de ponto constantes dos autos.

As horas extras deferidas devem ser calculadas com divisor 220 e adicional de 50%, salvo
a existência de norma mais favorável constante dos autos.

Para cálculo das horas extras deverá ser observada a evolução salarial mensal e o desconto
dos dias não trabalhados.

Ante a inequívoca habitualidade, são devidos, ainda, os reflexos das horas extras deferidas
nos repousos semanais remunerados (Enunciado 172 TST), nas gratificações natalinas, nas
férias indenizadas com acréscimo de 1/3 do salário normal (art.7o, XVII da CF/88), nas
verbas rescisórias e nos depósitos do FGTS, bem como na multa de 40%, tudo conforme
for apurado em posterior liquidação de sentença.

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Destarte, restam julgados parcialmente procedentes os pedidos de horas extras e reflexos


constantes dos itens “m”, “n”, “o”, e “s” da exordial.

Autoriza-se a compensação das horas extras devidas com as comprovadamente pagas


e demonstradas nos recibos de pagamento juntados aos autos, para que não ocorra
enriquecimento sem causa do autor.

5. Pleiteia o(a) reclamante, em sua inicial, indenização decorrente dos danos morais que
teria sofrido ante a forma que se deu a rescisão contratual.

A reclamada, em sua defesa, sustenta inexistir motivo que possa fundamentar as pretensões
do(a) autor(a).

A configuração do dano moral ocorre quando há, de forma inequívoca, violação da honra
subjetiva do empregado, inexistindo necessidade de se tratar de fatos caluniosos, como
alega a reclamada em sua defesa.

Dentre as obrigações do empregador, se situa a de respeitar seus empregados, tratando-os


como cidadãos, como seres humanos, inclusive quando da rescisão contratual.

Restou amplamente demonstrado pelos elementos de prova constantes dos autos que
a reclamada não procedeu de forma correta com seus empregados quando da rescisão
contratual, submetendo-os a “tribunal” de questionável legitimidade implicando em perda de
direitos inquestionável, além do que parcelando o pagamento de tais verbas em 7 vezes.

Deve-se observar que o rol do art. 5º, da Constituição da República é plenamente aplicável
às relações de emprego, inclusive no que tange aos incisos V e X, daí a possibilidade de
indenização por dano moral.

O dano não pode, como mácula na moral, ser pré-tarifado ou preestabelecido, variando,
caso a caso, segundo a capacidade de defesa do ofendido e de pagamento do ofensor.

Assim, a dispensa gera apenas o direito ao recebimento das verbas trabalhistas pré-tarifadas
e concomitante surge o dever de indenizar o dano moral praticado.

Dessa forma, fixo o valor da indenização por danos morais inequivocamente praticados
pela reclamada em 60 vezes o valor da maior remuneração do(a) autor(a) quando da sua
dispensa de R$ 746,63, no valor total de R$ 44.797,80.

6. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS são improcedentes, pois o reclamante não


preencheu os requisitos exigidos pela Lei 5584/70, os quais ainda vigoram por força
dos preceitos consolidados, mormente o art. 791, que traz a figura do jus postulandi,
não revogada pelo art. 133 da CF/88, nem mesmo pela Lei nº 8.906/94. (Entendimento
sufragado pelo Enunciado nº 3l9 do C. TST, bem como pelo STF, na apreciação de pedido
de liminar na ADIn 1127-DF, que acolheu em parte o item I da referida Ação).

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7. Defere-se ao reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita pleiteados uma


vez que preenchidos os requisitos exigidos pelo artigo 4º da Lei 1060/50.
8. Ofícios. Do teor da presente condenação expeçam-se ofícios para a D.R.T., a CEF e o
INSS, para verificação e apuração das irregularidades existentes.
Expeça-se, ainda, ofício ao Ministério Público do Trabalho para verificação e apuração das
irregularidades praticadas pela empresa.
9. ÉPOCA PRÓPRIA – CORREÇÃO MONETÁRIA. A correção monetária é devida a
partir do vencimento da obrigação, nos termos do art. 459, parágrafo único da CLT, c/c. §
1º da Lei 8l77/91 e art. 5º, II da C. Federal.
Quanto aos 13º salários, considerar-se-á a data de 20 de dezembro.
Para as férias, o dia do mês do pagamento. Às verbas rescisórias, o dia do pagamento,
limitado aos períodos previstos no § 6º do art. 477 da CLT.
Assim sendo, dentro dos parâmetros lógicos e legais, não há que se cogitar de aplicação
da C.M. a partir do 1º dia do mês do labor, pois estar-se-ia corrigindo a remuneração do
empregado antes da prestação dos serviços.
10. RECOLHIMENTO PREVIDENCIÁRIO. Comprovará o reclamado os recolhimentos
previdenciários devidos, na forma da Lei nº 8.212/91, arts. 43 e 44, com as inovações
constantes dos arts. 43 e 44, da Lei 8.620/93, observando o contido no art. 33, parágrafo
5º, da primeira, que enuncia a responsabilidade única e direta do empregador pelos valores
a serem recolhidos fora da época própria prevista em lei.
11. RECOLHIMENTO FISCAL. As deduções por imposto de renda na fonte são
compulsórias e previstas em normas legais, mormente na Lei 854l/92, art. 46. Contudo,
tal dispositivo legal deve ser interpretado à luz dos princípios constitucionais de isonomia,
progressividade e capacidade contributiva inseridos nos arts. l50, II, 153, § 2º e 145, § 1º da
Constituição Federal, dando ênfase para o enfoque que ela oferece à proteção judiciária.
Ao deixar o empregador de pagar, em meses próprios, direitos a empregado, e ao serem
estes reivindicados e reconhecidos através de processo trabalhista, impedido fica aquele de
se valer da tabela progressiva que seria aplicável aos rendimentos do trabalho assalariado
adimplidos espontaneamente nas épocas devidas, a qual, à evidência, colocá-lo-ia em
posição de isenção ou de aplicação de alíquotas inferiores.
Não pode o empregado, valendo-se do processo para reivindicar direitos sonegados,
receber menos do que aquilo que receberia se houvesse cumprimento espontâneo e na
época própria pelo empregador, já que para tanto não deu causa. Em que pese o art. 46
da Lei 8541/92 referir-se ao “regime de caixa”, para efeito de cálculo do imposto sobre a
renda recebida acumuladamente, os princípios constitucionais supra mencionados a ele se
sobrepõem e imperam.

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À vista do exposto, tem-se que a retenção do imposto de renda limita-se aos juros de
mora e ao principal corrigido do total mensal dos rendimentos tributáveis, que seria devido
ao reclamante à época do respectivo pagamento omitido pelo empregador (regime de
competência), devendo as partes, especialmente o reclamante, quando da apresentação
dos cálculos em liquidação de sentença, demonstrar de forma detalhada e comprovada, que,
na época própria, com o cumprimento espontâneo dos direitos trabalhistas reconhecidos,
estava o reclamante sujeito à retenção do IR sobre eles, devendo, em caso positivo, ser
o valor respectivo atualizado monetariamente pelos índices trabalhistas, e deduzido do
valor devido, com recolhimento aos cofres públicos pelo reclamado, através de impresso
próprio, com comprovação nos autos.
III. DISPOSITIVO
Ante o exposto, e por tudo que dos autos consta, julgo PROCEDENTE EM PARTE a
Reclamação Trabalhista movida por _____________________ contra _______________,
para condenar a reclamada ao pagamento das seguintes verbas deferidas na fundamentação,
que passam a fazer parte integrante deste decisum:
Aviso prévio; diferenças de 13º salários de todo o período trabalhado; diferenças de férias
acrescidas do abono de 1/3; 4/12 de 13º salário proporcional; férias vencidas do período
99/2000 e 4/12 de férias proporcionais, ambas acrescidas do abono de 1/3; diferenças
de depósitos fundiários acrescidos da multa de 40%, observada a prescrição qüinqüenal;
diferenças do adicional de risco de vida e multa do art 477 da CLT; horas extras e reflexos
e indenização por danos morais inequivocamente praticados pela reclamada em 60 vezes o
valor da maior remuneração do(a) autor(a) quando da sua dispensa de R$ 746,63, no valor
total de R$ 44.797,80.
Juros e correção monetária na forma da lei, e com base na fundamentação supra.
Custas processuais pela reclamada, calculadas sobre o valor da condenação, ora arbitrado
em R$ 60.000,00, no importe de R$ 1.200,00.
Ofícios ao INSS serão expedidos, conforme fundamentação supra.
Comprovará a reclamada os recolhimentos previdenciários devidos, consoante
fundamentação supra, pena de oficiar-se ao INSS para as medidas que entender. Quanto
ao imposto de renda, observar-se-ão os termos do capítulo “11” supra.
Cientes as partes na forma do E. 197 do TST.
Nada mais.
Término da audiência às 14:10hs.
PAULO EDUARDO VIEIRA DE OLIVEIRA
JUIZ DO TRABALHO

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SENTENÇA 3
PROC. _______
EMENTA
Contratação ilícita por meio de cooperativa de trabalho. Desrespeito pela empresa de termo de
ajuste de conduta e norma coletiva, proibindo contratação de suposto sócio cooperado.
Em catorze de novembro de dois mil e dois, quinta-feira, às 16h10min, funcionando o MM.
Juiz do Trabalho Substituto, WILDNER IZZI PANCHERI, foram apregoadas a reclamante,
_____________________, e as reclamadas, _____________________________________
e ___________________ Ausentes. Prejudicada a última tentativa conciliatória.
RELATÓRIO

_____________________ distribuiu reclamação trabalhista, tendo alegado, em síntese,


que a segunda reclamada, ____, utilizara uma ilegal fórmula para contar com colaboradores
não registrados; que, então, fora contratada em 14.4.2001, através da ______________,
uma cooperativa de trabalho; que, a partir de 12.1.2002, o contrato de emprego fora
reconhecido e registrado, tendo sido dissolvido em 1º.7.2002 por sua iniciativa (da autora);
que se ativava como caixa repositora (abastecedora); que fora fraudulenta a sua inicial
contratação, de 14.4.2001 a 30.6.2002, como sócia cooperada; que percebia R$ 400,00
por mês mais 10% de gratificação de função; que, de 14.4.2001 a 11.1.2002, atuando
por intermédio da ______________, percebera R$ 2,66 por hora; que vários direitos
trabalhistas seus foram violados, mercê da sua espúria qualificação como sócia cooperada;
que se sujeitava à jornada de 6 horas, com 15 minutos de intervalo; que, a contar de
janeiro/2002, passara a trabalhar em jornada de 7h20min, com os mesmos 15 minutos
de intervalo para refeição e descanso; que prestava outras horas extras, em 3 vezes por
semana; que não recebera as extraordinárias cumpridas. Postulou a reparação das lesões
relatadas. Deu à causa o valor de R$ 8.200,00.

Em resposta (fls. 155 e ss.), a primeira reclamada, ______________, argüiu carência da


reclamatória; ofertou a defesa de mérito que reputou pertinente, negando a fraude e o
vínculo empregatício declinados na peça de estréia; asseriu que a sua constituição fora lícita
e que o é o seu funcionamento; contestou as demais articulações do exórdio; requereu a
improcedência das postulações veiculadas na peça vestibular.

Defendendo-se (fls. 239 e ss.), a segunda reclamada, ___________, suscitou a inépcia


da petição inicial e sua ilegitimidade passiva ad causam; insurgiu-se contra o pleito de
reconhecimento do vínculo empregatício desde 14.4.2001; contestou os demais relatos da
autora; requereu a denegação das pretensões deduzidas por esta.

Senac São Paulo 92


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Documentos foram jungidos por ambas as partes. Réplica a fls. 285/297. Por haver se
ausentado sem justo motivo à sessão instrutória, a reclamante é confessa quanto aos fatos
da causa (fls. 298/299). As tentativas conciliatórias foram rechaçadas.

FUNDAMENTAÇÃO

Retifique-se a autuação e demais assentamentos para constar, do pólo passivo, _______.

Afasta-se a argüição de inépcia da vestibular, porquanto tal peça, em todos os seus pontos
de articulação, atendeu ao disposto no § 1º, do art. 840, da CLT, proporcionou o pleno
exercício do direito de ampla defesa pela ré, bem como proporciona profícua prestação da
tutela jurisdicional pelo Juízo.

Afasta-se a argüição de carência da ação, uma vez que se encontram presentes, in casu,
a possibilidade jurídica do pedido, a legitimidade ad causam de ambas as partes, no que
se incluem as duas reclamadas (a análise aqui é apenas da pertinência subjetiva da ação,
cogitando-se tão-só da titularidade ativa e passiva do direito autônomo e abstrato de ação),
e o interesse processual. Vale dizer: estão presentes todas as condições da ação.

Nada obstante a confissão ficta a que se sujeita a demandante, o direito está com ela.
Pontifique-se, aqui, que a confissão presumida do litigante firma apenas a presunção juris
tantum da fidedignidade ou verdade das alegações da parte contrária, e não a praesumptio
juris et de jure, pelo que aquela pode soçobrar diante de elementos probatórios fortes em
contrário e já constantes dos autos, como ocorre na hipótese vertente.

Não é crível nem possível que uma caixa repositora seja uma trabalhadora autônoma. Cai
por terra, portanto, ex vi do art. 9º consolidado, qualquer alegação que se queira fazer em
prol da licitude da constituição e do funcionamento da _____________, com arrimo na
CLT, art. 442, parágrafo único, Lei n. 5.764/71, art. 90, e Constituição da República, art.
174, § 2º. A segunda ré, ______ desrespeitou tanto o termo de compromisso ou termo de
ajuste de conduta nº 103/2000, firmado, aos 23.10.2000, no Procedimento Preparatório
de Inquérito Civil Público, nos termos do § 6º, do art. 5º, da Lei nº 7.347/85, perante
o Ministério Público do Trabalho (fls. 92/95), como a convenção coletiva de trabalho de
2001/2002, cl. 57, redigida nestes termos: COOPERATIVAS DE MÃO-DE-OBRA. As
empresas não poderão se valer do concurso de cooperativas de mão-de-obra para o
exercício das funções de balconista, caixa e gerente (fls. 133). Demais, se a reclamante
sempre exerceu a mesma função e sempre para a segunda ré, conforme documentos de fls.
25/31, e se, a contar de 12.1.2002, seu contrato de emprego acabou sendo reconhecido,
não há dúvida de que ela sempre foi empregada, nos termos dos art. 2º e 3º, da CLT.
Declara-se, pois, que ela foi admitida como empregada pela segunda reclamada, _______,
em 14.4.2001.

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Resta deferido à obreira, por força do reconhecimento do liame empregatício a partir de


14.4.2001, o pedido das seguintes verbas: 9/12 do décimo terceiro salário/2001; férias
vencidas de 2001/2002 e 3/12 das férias proporcionais, ambas mais um terço, deduzindo-se
as proporcionais e seu terço quitados no TRCT; FGTS do período sem registro, 14.4.2001
a 11.1.2002; e dia do comerciário: 1/30 (um trinta avos) da remuneração mensal relativa a
outubro/2001, nos termos da cl. 56, da CCT 2001/2002 (fl. 133).

Inicialmente, a reclamante se sujeitava, contratualmente, à jornada reduzida de 6 horas.


Assim, a jornada não podia ter sido aumentada para a de 7h20min. Não é só, os documentos
de fls. 25/31 comprovam que ela se ativava em horas extras. Com efeito, 171 horas (fl. 30,
relativo a novembro/2001) correspondem a 28,5 dias de jornada de 6 horas, sendo que
as folgas semanais são em número de quatro ou cinco por mês, não se devendo olvidar
ainda os feriados que existiram em novembro/2001. O intervalo intrajornada deveria ser
mesmo o de 15 minutos (CLT, art. 71, § 1º). Pois bem, deferem-se os pedidos de horas
extras e reflexos, conforme postulação (ou seja, os reflexos das horas extras nos DSRs e
feriados repercutirão em outras verbas trabalhistas), nos descansos semanais remunerados,
feriados, férias mais 1/3, trezenos e FGTS, com referência a toda a contratualidade, a partir
da 6ª diária e 36ª semanal, observando-se o divisor 180. Quando da liquidação, observar-
se-ão os documentos de fls. 25/31 e controles de ponto de fls. 269/275. Fica denegado o
pedido de nº 6.

As infrações apuradas neste processo não consistem hipótese de incidência da multa


convencional vindicada sob n. 9, à fl. 13. Improcede, destarte, o seu pleito.

Deferem-se os benefícios da assistência judiciária, por contempladas as exigências das Leis


n.º 1.060/50 e 7.115/83.

Já se decidiu acerca da compensação cabível; isso sob a denominação dedução, quando do


exame dos pedidos das férias mais 1/3. Nada mais a deliberar.

Como não foi propugnada a condenação solidária da _____________, condena-se só a ex-


empregadora ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas nesta sentença.

DISPOSITIVO

Analisando a reclamação trabalhista proposta por _______________________ em face de


______________________________ e ______, a 2ª Vara do Trabalho do Guarujá DECLARA
que a reclamante fora admitida como empregada em 14.4.2001 e julga PROCEDENTES EM
PARTE os pedidos formulados na petição inicial, para condenar, exclusivamente, a segunda
reclamada, _____, a pagar à reclamante, observadas as deduções de direito, 9/12 do
décimo terceiro salário/2001; férias vencidas de 2001/2002 e 3/12 das férias proporcionais,

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ambas mais um terço; FGTS do período sem registro, 14.4.2001 a 11.1.2002; e dia do
comerciário: 1/30 (um trinta avos) da remuneração mensal relativa a outubro/2001, nos
termos da cl. 56, da CCT 2001/2002 (fl. 133); e horas extras com reflexos. Deferidos,
ainda, os benefícios da assistência judiciária. Tudo nos termos da fundamentação, que
integra este dispositivo. O quantum será apurado em liquidação, incidindo os juros sobre
o capital corrigido. Considerar-se-á época própria da correção monetária o quinto dia
útil do mês subseqüente ao de prestação dos serviços quanto às horas extras, e, quanto
ao mais, o vencimento da prestação inadimplida, entendendo-se este, no caso das verbas
rescisórias, como o décimo dia contado da dissolução contratual. O Imposto de Renda
incumbirá à reclamante, tendo-se por fato gerador a disponibilidade do montante dos seus
créditos. A contribuição previdenciária onerará a uma como a outra parte, nos termos da
legislação previdenciária, observando-se a Ordem de Serviço Conjunta INSS/DAF n. 66/97.
Custas, pela segunda reclamada, _____, no importe de R$ 80,00, sobre R$ 4.000,00, valor
ora arbitrado à condenação. Nos termos dos §§ 1º e 2º, do art. 39, da CLT, proceda a
Secretaria da Vara à retificação da admissão, na CTPS da trabalhadora, fazendo constar
a data de 14.4.2001. Oficie-se à Delegacia Regional do Trabalho, ao Instituto Nacional do
Seguro Social e à Procuradoria Regional do Trabalho, à vista das irregularidades apuradas
neste processo. Intimem-se.

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SENTENÇA 4
SENTENÇA

___ª Vara Trabalhista de São Paulo

PROCESSO Nº ________________

Vistos etc.

ROSÃNGELA ____________________, já qualificada nos autos, propõe a presente


reclamação trabalhista em face de _______________________, também já qualificada nos
autos.

Afirma que foi admitida, em 18/04/2002, para exercer as funções de recepcionista, e


dispensada sem justa causa em 22/05/2003 percebendo como último salário a quantia de
R$434,00.

Sustenta que da relação de emprego mantida, restou o inadimplemento, pelo empregador,


do dever de respeito com a dignidade do trabalhador.

Requer: indenização por dano moral sofrido pelo reclamante; justiça gratuita; honorários
advocatícios.

Deu à causa o valor de R$50.000,00.

Contestação às fls. 30/35, negando a versão apresentada pelo reclamante para as pretensões
que apresenta e requerendo a improcedência da ação.

Foi ouvida uma testemunha. Última proposta de conciliação rejeitada.

É o relatório.

Fundamento e decido.

Defiro o pedido dos benefícios da assistência judiciária gratuita, formulado pela reclamante,
porque atendidos os requisitos legais.

A reclamante alega que quando foi dispensada, foi acusada de ser a responsável pelo
desaparecimento de produtos de beleza do estoque da ré, perante outros empregados
e clientes. A ré nega que tenha imputado à autora o desaparecimento dos objetos, já que
a autoria do ilícito não foi descoberta. Diz que a ré considerou que a autora não cumpriu
adequadamente suas obrigações, já que era responsável pelo estoque e a mercadoria
acabou por ser desviada, que a dispensa foi sem justa causa e que o fato não foi noticiado
a outras pessoas.

A reclamante provou, com as declarações de sua testemunha, que efetivamente foi acusada
de furtar produtos da reclamada.

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Mesmo a dispensa tendo sido formalizada como sendo sem justa causa, efetivamente a
acusação de prática de ato criminoso causa à pessoa um sentimento muito desagradável e
constrangedor, que muito magoa e entristece.

Segundo HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, (In: DANO MORAL, 2. ed. Editora Juarez
de Oliveira, 1999, p. 2):

“No convívio social, o homem conquista bens e valores que formam o acervo tutelado pela
ordem jurídica. Alguns deles se referem ao patrimônio e outros, à própria personalidade
humana, como atributos essenciais e indisponíveis da pessoa. É direito seu, portanto,
manter livre de ataques ou moléstias de outrem, os bens que constituem seu patrimônio,
assim como preservar a incolumidade de sua personalidade.

“É ato ilícito, por conseguinte, todo ato praticado por terceiro que venha refletir,
danosamente, sobre o patrimônio da vítima ou sobre o aspecto peculiar do homem
como ser moral. Materiais, em suma, são os prejuízos de natureza econômica e, morais,
os prejuízos de natureza não econômica e que se traduzem em turbações de ânimo,
em reações desagradáveis, desconfortáveis, ou constrangedoras, ou outras desse nível,
produzidas na esfera do lesado.

[...]

“De maneira mais ampla, pode-se afirmar que são danos morais os ocorridos na esfera
da subjetividade, ou no plano valorativo da pessoa na sociedade, alcançando os aspectos
mais íntimos da personalidade humana (‘o da intimidade e da consideração pessoal’), ou
o da própria valoração da pessoa no meio em que vive e atua (‘o da reputação ou da
consideração social’). (Idem, número 7, p. 41). Derivam, portanto, de práticas atentatórias
à personalidade humana.”

O dano moral é a dor intensa, a tristeza profunda, a humilhação, o desgaste da imagem,


a angustia, a depressão, a mágoa forte, a vergonha intensa, a desonra, enfim, o grande
sofrimento que uma pessoa sente em razão de ato ilícito ou, com abuso de direito, praticado
por outrem.

É indiscutível, portanto, no caso dos autos, a existência do dano moral para a autora, bem
como o seu direito a obter uma indenização compensatória.

Fixados esses pontos, resta a análise do valor pedido a título de indenização por dano
moral. A indenização por dano não pretende compensar a dor, que é irreparável. Pontes
de Miranda, citando Hermenegildo Barros (TRATADO, volume 53, p. 228/229) dá a sua
razão de ser:

“... embora o dano seja um sentimento de pesar íntimo da pessoa ofendida, para a qual se
não encontra estimação perfeitamente adequada, não é isso razão para que se lhe recusa

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em absoluto uma compensação qualquer. Essa será estabelecida, como e quando possível,
por meio de uma soma, que não importando uma exata reparação, todavia, representará
a única salvação cabível nos limites das forças humanas. O dinheiro não os extinguirá de
todo; não os atenuará, mesmo por sua própria natureza, mas, pelas vantagens que o seu
valor permutativo poderá proporcionar, compensando, indireta e parcialmente embora, o
suplício moral que os vitimados experimentam.”

O que se constata na reparação por dano moral é que o autor do dano, pelo dispêndio de
dinheiro, ficará castigado.

A vítima, por seu turno, será consolada com a certeza de que o causador de seu infortúnio
não ficou inteiramente impune e, embora não seja possível estabelecer-se uma perfeita
relação entre a dor moral e a soma em dinheiro capaz de atenuá-la, todavia, não será
impossível arbitrar-se a indenização desde que, em cada caso a resolver, se procure
encontrar uma reparação que, por um lado, se aproxime do grau de culpa do agente e,
por outro, aumente para a vítima a dose de consolação. Ainda, com a indenização, a vítima
poderá fazer ou adquirir algo que lhe dê alegria e satisfação, um sentimento agradável por
conta de uma sentimento desagradável.

A legislação brasileira não contém uma tabela para fixar a reparação do dano moral.

A lei de imprensa fixa valores, mas que só poderão ser utilizados naqueles casos por
ela abrangidos, já que é lei especial. O Decreto 52.795 de 31/10/1963, que aprova o
Regulamento dos Serviços de Radiodifusão, também contém valores, que, pelos mesmos
motivos, não podem ser utilizados. Este último, todavia, no art. 165, fixa critérios para a
apuração de valores, os quais podem ser utilizados para todos os casos.

“ART.165 - Na estimação do dano moral, conforme estabelece o art. 84, da Lei nº 4.117,
de 27 de agosto de 1962, o Juiz terá em conta, notadamente, a posição social ou política do
ofendido, a situação econômica do ofensor, a intensidade do ânimo de ofender, a gravidade
e repercussão da ofensa.”

O IX ENTA (Encontro Nacional de Tribunais de Alçada) decidiu que:

“Na fixação de dano moral, deverá o juiz, atendo-se ao nexo de causalidade inscrito no
artigo 1.060, Código Civil, levar em conta critérios de proporcionalidade e razoabilidade
na apuração do quantum, atendidas as condições do ofensor, do ofendido e do bem jurídico
lesado.” (por unanimidade)

Atentando-se para tais critérios, verifica-se que o réu não é uma grande empresa, mas sim
pequena empresa, que não precisa de importância tão vultosa para ser punida.

Entretanto, a reclamante está a valorizar e dramatizar demais o ocorrido. O fato não teve a
repercussão alegada pela reclamante. Segundo sua própria testemunha afirmou, só as duas

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estavam presentes quando houve a acusação e a testemunha não tinha interesse em dar
publicidade ao fato, já que também foi acusada.

Por outro lado, o fato é que a autora, ainda que não sendo a responsável pelo ato criminoso,
era responsável pelo estoque, como ela própria afirmou no item 3 da petição inicial e, assim
sendo, sumindo produtos, é porque falhou na execução dessa obrigação, contribuindo,
ainda que sem dolo, mas apenas com culpa, com o prejuízo causado à ré.

Por todas essas razões, o valor pretendido pela autora é por demais exagerado. O razoável
é que a indenização seja fixada em R$2.500,00.

Indevidos honorários advocatícios conforme enunciado 329 do TST. O STF, na Ação


Declaratória de Inconstitucionalidade nº 1.127.8.600, proposta pela Associação Brasileira
dos Magistrados, suspendeu a vigência do art.1º, inciso I, da Lei 8.906/94.

Isto posto, julgo PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido para condenar a reclamada a


pagar a reclamante indenização por danos morais de R$2.500,00.

Os valores da condenação deverão ser acrescidos de correção monetária, a ser aplicada a


partir desta data.

Para fins previdenciários, fica esclarecido que a verba deferida tem natureza jurídica
indenizatória.

Custas, pela reclamada, no importe de R$50,00, calculadas sobre o valor ora arbitrado em
R$2.500,00.

Registre-se, intimem-se e cumpra-se.

São Paulo, ____________________________.

IVONE DE SOUZA TONIOLO DO PRADO QUEIROZ

Juíza do Trabalho

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CAPÍTULO 10
PREVIDÊNCIA SOCIAL

1) O que é a Previdência Social?

2) Qual é o objetivo da Previdência Social?

3) Quais são os riscos sociais protegidos pela Previdência Social?

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4) Quem são os segurados obrigatórios da Previdência Social?

5) Quem são os contribuintes individuais para a Previdência Social?

6) Quem são os segurados facultativos para a Previdência Social?

7) O que é a “filiação” para a Previdência Social?

8) O que é a “inscrição” para a Previdência Social?

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9) Quem são os dependentes do segurado perante a Previdência Social?

10) O que é “carência” para a Previdência Social?

11) O que é a “manutenção da qualidade de segurado” para a Previdência Social?

12) Quais são as fontes de custeio da Previdência Social?

13) O que é salário-de-contribuição?

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14) O que é salário-de-benefício?

15) O que é acidente do trabalho?

16) Que segurados têm direito ao salário-família?

17) Que seguradas têm direito ao salário-maternidade?

18) Que segurados têm direito ao auxílio-doença, qual a carência e qual o valor do benefício?

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19) Que segurados têm direito ao auxílio-acidente, qual a carência e qual o valor do bene-
fício?

20) Quando é devido o auxílio-reclusão para os dependentes do segurado, qual a carência


e qual o valor do benefício?

21) Quando é devida a pensão por morte para os dependentes do segurado, qual a carên-
cia e qual o valor do benefício?

22) Quando é devida ao segurado a aposentadoria por invalidez, qual a carência e qual o
valor do benefício?

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23) Quando é devido ao segurado a aposentadoria por idade, qual a carência e qual o valor
do benefício?

24) Quando é devido ao segurado a aposentadoria por tempo de contribuição, qual a ca-
rência e qual o valor do benefício?

25) Quando é devido ao segurado a aposentadoria especial, qual a carência e qual o valor
do benefício?

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Estudo de Casos
1) O Escritório Contábil Legal viu pela imprensa que as empresas eram obrigadas a pre-
parar o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Defina PPP e responda se o escri-
tório é obrigado a preparar o documento.

2) Maria afastou-se para ter seu filho quando contava com 22 semanas de gestação. A
empresa inseriu na folha de pagamento a licença-maternidade. Logo depois, Maria
comunicou à empresa que a criança nasceu morta. Como proceder?

3) José Carlos estava indo de sua casa para a empresa quando se acidentou e quebrou o
braço, necessitando afastamento. Como proceder?

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CLT. Consolidação das Leis do Trabalho. 30ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

CARRION, V. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 25ª ed. São Paulo:
Saraiva, 2000.

FRANCO, M. L. Higiene e segurança do trabalho. São Paulo: Centro de Educação


em Saúde do Senac – SP, ANO?.

IORIO, C. S. Manual de administração de pessoal. 8ª ed. São Paulo: Senac, 2005.

OLIVEIRA, A. Manual de prática trabalhista. São Paulo: Atlas, 2005

PONT, J. V. Cálculos judiciais trabalhistas. Teoria e prática. 12ª ed. São Paulo:
JM, ANO?.

PONTES, B. R. Administração de cargos e salários. 8ª ed. São Paulo: LTr, 2000.

VIANNA, C. S. V. Manual prático das relações trabalhistas. 4ª ed. São Paulo:


LTr, 2000.

Sites
www.previdenciasocial.gov.br
www.receita.fazenda.gov.br
www.caixa.gov.br
www.mte.gov.br

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