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COMO LER UM TEXTO?

É preciso “ouvir” o que o autor tem a dizer. Para tanto, algumas perguntas
básicas servem como guias:

1. Qual o assunto tratado no texto? (tema)

a. Vocabulário (Palavras desconhecidas);


b. Contexto histórico e temporal (Quem escreveu? Quando escreveu?
Qual o contexto do autor?);
c. Enredo (Qual o assunto do texto?);
d. Personagens;
e. Tempo e espaço em que se passa a história;

2. Qual o problema levantado pelo autor? (a pergunta central, o problema)


3. Qual a posição assumida pelo autor? (a resposta)
4. Quais os argumentos apresentados que justificam a posição assumida pelo
autor? (ideias)
5. Quais os argumentos secundários? (ideias que apoiam outras, mais
centrais).

COMO FAZER UM RESUMO?


O resumo constitui uma apresentação, de forma breve, concisa e seletiva, de
um certo conteúdo. Isto significa reduzir a termos breves e precisos a parte
essencial de um tema. Saber fazer um bom resumo é fundamental no percurso
acadêmico de um estudante em especial por lhe permitir recuperar
rapidamente ideias, conceitos e informações com as quais ele terá de lidar ao
longo de seu curso.
Em geral um bom resumo deve ser:

1. Breve e conciso: no resumo de um texto, por exemplo, deve-se deixar


de lado os exemplos dados pelo autor, detalhes e dados secundários;
2. Pessoal: um resumo deve ser sempre feito com as próprias palavras do
leitor. Ele é o resultado da leitura individual de um texto;
3. Logicamente estruturado: um resumo não é apenas um apanhado de
frases soltas. Ele deve trazer as ideias centrais (o argumento) daquilo
que se está resumindo. Assim, as ideias devem ser apresentadas em
ordem lógica, ou seja, como tendo uma relação entre elas. O texto do
resumo deve ser compreensível.

Leitura de texto:
“(...) Acendi um cigarro, sentei no chão do quarto e fiquei observando a Marcela
dormir, o rosto avermelhado, a boca expelindo um hálito de garganta
inflamada. Tão oposta à figura daquele anúncio. Por um instante, imaginei
como seria se ela viesse morar comigo, mas rejeitei a ideia rapidamente.
Mesmo com as visitas ocasionais, era comum eu acordar perto do meio-dia
depois de uma noite inteira de fodelança e desejar profundamente que ela não
estivesse do meu lado, dormindo na minha cama. Não é que eu não gostasse
dela. Eu gostava, até demais. Mas a ideia de que pudéssemos ter um
relacionamento, como se diz, me causava repulsa. No entanto, agora que ela
tinha me procurado como refúgio depois de tudo que acontecera naquele dia,
eu sentia que uma barreira qualquer tinha sido quebrada. Ela doente, chorando
no meu ombro, eu dando comprimidos em sua boca, preocupado com seu
estado. Tive vontade de estar com ela quando foi atropelada, pra poder cagar a
pau o filhadaputa do motoboy. Com os pais em Caxias do Sul, em Porto Alegre
ela só tinha a mim pra pedir apoio. Eu não tinha certeza se essa ideia me
agradava. Mas desisti de pensar nessas coisas, apaguei as luzes do
apartamento e me deitei do lado dela. No momento eu tinha alguém pra
proteger, e isso era novo.”
(GALERA, Daniel. Até o dia em que o cão morreu. São Paulo: Cia. das
Letras, 2007, pág. 44.)

QUESTÕES

1. Qual é o assunto do texto? Quais são os personagens principais? Onde


se passa a história? O que está acontecendo (enredo)?
2. Qual é a pergunta que o texto quer responder? E a resposta?
3. Resuma o trecho do texto de Daniel Galera, propondo uma possível
justificativa para a resposta dada ao problema levantado pelo autor.