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Apesar do seu sucesso, a credibilidade da Ciência Política depara-se com dificuldades devido a:
- Carácter artístico da política
- Vocação totalista da política
- A irremediável demonstração das ideias políticas
- Constante ascensão e queda de métodos
- Necessidade de ³quantificar´ fenómenos diversos e irrepetíveis

As ciências políticas têm como objecto comum o estudo do facto político.


     
- Definição tradicional: todos os acontecimentos implicados na luta pela aquisição, manutenção e
exercício do Poder na sociedade.
- Definição sugerida: todos os acontecimentos implicados na luta pela aquisição, manutenção,
exercício, controlo e subversão do Poder na sociedade. Controlo inclui a m m 
m     .
Subversão inclui o m   m.

  
- É todo o conjunto de meios capazes de coagir os outros a um determinado comportamento.
- As relações de poder não são exclusivas dos seres humanos, observam-se noutros animais.
- 8Poder Social: aplica-se a sociedades imperfeitas (é a sociedade menor que não está completa). As
sociedades menores têm um objecto limitado e o poder social é o adequado à prossecução do respectivo
objecto.
- Poder Político: aplica-se ao Estado ou as sociedades maiores (sociedades internacionais ou supra-
nacionais). No Estado há vários poderes sociais mas apenas um poder político que pode ser:
- Não soberano
- Semi-soberano
- Soberano
Há várias ciências dos fenómenos políticos. A ciência política é interdisciplinar.

       
O estado é composto por três elementos;
- Povo (lado Humano de um Estado);
* Que não é mais que um conjunto de cidadãos de um respectivo estado e que exercem o seu direito
de cidadania. No entanto, esta definição só é valida a luz do Direito Constitucional moderno a partir do
século XVIII.
- Território (espaço físico de um Estado);
* Em termos políticos, por Território entende-se, a ocupação de determinada área terrestre (terras
emersas, o espaço aéreo, os rios, os lagos e as águas territoriais) ocupada por um Estado,
independentemente da sua condição e onde é exercido o seu poder soberano.
O Território, pode ser passível de várias classificações, assim temos a sua classificação quanto ao
Utente e que é composto por Território solitários, de sociedades, de famílias restritas, sociais, restritos e
fixos, sazonais, de passagem, de domínio vital e abertos.
Em termos de matéria constitutiva, a sua divisão é;

‰  m‰

(Composto por parte da
crosta terrestre,seja ao
nivel do sobsolo ou
super icie)
‰  m m ‰  m m
( brange todo o espaço (Faixa de mar que vai
desde a costa ate as
aereo sobre o territorio
terrestre e  (200 12milhas e inclue, rios,
lagos e mar, bem como
milhas) ate à ronteira)
o seu subsolo)

  

 ;
- Os Estados têm direitos sobre a sua ZEE, tais como a exploração dos recursos marítimos,
investigação científica, o direito e o dever de controlar todas as actividades ai exercidas.

- Poder político (é a possibilidade que o estado possui para obrigar a fazer ou não fazer algo, tendo
como objectivo o bem público e que não tem igual na ordem interna nem superior na ordem externa).

             

Numa análise que se pretende pura e simplesmente formal, como a que se faz a Teoria do Estado, diz-
se que existe uma classificação a nível interno e externo;
- A nível interno;
» Estados Unitários, que podem ser simples (possui a totalidade das suas competências politicas e
jurídicas), com regiões (por razoes geográficas, possui algum poder politico e administrativo, mas esta
sempre na dependência do poder central) e regionalizados.
» Estados Compostos ou federações (são Estados não soberanos compostos e dotados de governo
próprio, que possuem um poder politico próprio, facto que se deve em parte ao terem sido estados
independentes antes de perecerem a um Federação, mas que não possuem competência externa, estando
dependentes do Estado Federal, que concentra em si, o poder politico, legislativo e judicial, ou seja, a
competência (representação) externa. Ex: EUA, Canada, Índia, etc.).
- A nível externo temos;
» Estados Soberanos (que só o são na sua plenitude se exercerem as três componentes fundamentais;
Jus Belli (direito a fazer guerra), Jus Tractum (direito a celebrar tratados internacionais) e Jus Legationis
(direito a representação diplomática e consular)).
No entanto e um pouco mais a frente no nosso manual, podemos verificar que existem alguns autores
que defendem (se bem que por aquilo que pode entretanto ler após alguma pesquisa, pois muitos
consideram-no como um acessório) que um Estado Soberano deve também possuir, Jus Representationem
(o soberano direito de reclamação da sua identidade a nível internacional).
» Estados Semi-soberanos (quando por qualquer razão não pode exercer na sua plenitude uma das três
componentes), estes podem ser;
l Exíguos (pequenos Estados que não podem, devido a sua reduzida dimensão, exercer qualquer
competência externa),
l Neutralizados (que por uma questão de opção própria ou de imposição, não exercem parte das
suas competências externas. Ex; Suíça)
l Protegidos (são Estados que se encontram na ³dependência´ de um Estado protector, um Estado
Soberano, através da cedência da sua capacidade administrativa em troca de protecção),
l Vassalos (Estado que se encontra na ³dependência´ de um Estado Soberano),
l Confederados (Estados Confederados, são Estados semi-soberanos que compõem uma
confederação, mas que são detentores da sua soberania politica. Ex: União Europeia).
» Estados não soberanos (não exercem nenhuma das componentes externas), e subdividem-se;
l Estados federados,
l Estados membros de Uniões reais.

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Para se adquirir a cidadania é necessário preencher, a luz do direito constitucional, um conjunto de
condições especiais, assim temos;
- O nascimento, que se divide em ³Jus Soli´ (individuo que nasce num determinado território) e ³Jus
Sanguinis´ (individuo que adquire direito à cidadania através dos seus parentes directos).
- A adopção, que pode ser restrita ou plena.
- O casamento, bastando para isso que um dos elementos se case com um cidadão de pleno direito
desse estado.
- Naturalização, que no caso português sofreu recentemente alterações na constituição sobre essa
matéria (ver a titulo de exemplo http://cidadaniaportuguesa.com.sapo.pt/Anaturali.htm), é um processo
que implica a existência de determinados critérios, como a autorização de residência, ter meios de
subsistência e comprova-los, aderir as leis do estado e da sua constituição e por fim, a realização de uma
prova de língua.
No entnto da mesma forma que existem condies especificas para a obtenção de cidadania, também
existe formas de a perder, tais como;
- Renuncia,
- Cassação,
- Incompatibilidade de acumulação de cidadanias,
- Extinção de um estado (ex: Pol nia durante a ocupação das forças nazis durante a 2ª Guerra
mundial
 ;
Diferença entre Cidadania e nacionalidade:
- O direito à cidadania não pode ser perdido nem adquirido sem a aquisição ou a perda da
nacionalidade de um Estado.
- A Nacionalidade é um vínculo que é estabelecido entre uma pessoa e um Estado.

  

Sistema Semi- Sistema Sistema


Prisidencialista Presidencialista Parlementar
‡ O C efe do ‡ A figura do Presidente é a ‡Quem detem o poder
executivo/poder executivo é mais importante, sendo a Executivo é o 1ºMinistro.
o chefe do governo figura central de todo o ‡A Rainha, isto no caso do
(1ºministro), sistema, sendo tambem Reino Unido, é o chefe de
‡O poder executivo é chefe do governo e Estado.
partilhado com o Presidente executivo. ‡Ministros e secretarios de
da Republica, ‡ O Presidente é eleito estado, respondem perante o
‡O 1ºMinistro responde indirectamente, pois é 1ºMinistro.
perante o chefe de Estado e elegido por um colegio ‡O Chefe do executivo é
o Parlamento, eleitoral, pois os cidadaos tambem o chefe da maioria
‡ O1ºMinistro é o lider do apenas elegem o colegio parlamentar.
partido mais votado, tendo eleitoral,
que se candidatar ‡ O poder executivo e
primeiramente a depotado e legislativo nao dependem
só depois é só depois é um do outro,
oficializado com a ‡ Existe separaçao tripartida
conivencia do Presidente da de poderes, ou seja, entre
Republica. poder executivo, legislativo
‡ O Presidente nomeia a e judicial.
aquipa governamental ‡ No caso dos EUA, existe a
proposta pelo 1º ministro, Camera do Senado, onde se
‡ Este, é eleito por sufragio encontra os representantes
directo e pode a qualquer dos Estados e a Camera dos
momento dissolvel a Representantes, onde se
Assembleia da Republica e encontra os eleitos do povo.
destituir o 1º Ministro, ‡ Neste sistema, o chefe do
‡Neste sistema é utilizado o executivo, e temos como
metodo de Hondt. exemplo os EUA, o
Presidente é tambem o
Presidente da Federaçao.
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-Pode ser escrita ou não escrita.


- Lei fundamental dos estados. -Existindo diversas formas de a
classificar.

Constituição

- Define toda a estrutura dos - A baixo da constituiçao vem


estados. as leis ordinarias.


A Constituição classificada em termos formais divide-se em dois tipos;
»Const. Histórica (não escrita)
- Diz-se que uma Constituição é histórica, porque é baseada em documentos que foram elaborados ao
longo dos tempos (séculos) e são a avulso, do evoluir das tradições e dos factos sociopolíticos. Temos
como exemplo, a Constituição do Reino Unido, com a Carta Magna a datar de 1215.
»Const. Escrita.
- É aquela que é elaborada por um órgão constituinte e/ou imposta por um governante, contendo todas
as normas fundamentais sobre como é a constituição do Estado, a sua estrutura e a organização dos
poderes, o seu modo de e actuar e os seus limites, bem como os direitos fundamentais. Por norma,
encontram-se em texto único.
A Constituição quanto ao seu conteúdo;
» Const. Liberais, que nasceram de principalmente com a revolução francesa e americana e, que
estruturam o Estado, garantem o bem-estar, tipificam os órgãos de soberania e o seu funcionamento quer
a nível regional, local ou central, bem como permitem, tendo em conta o bem-estar comum, revisões
constitucionais.
» Const. Pragmáticas, nasceu com a revolução Bolchevique na Rússia em Outubro de 1917 e, onde o
factor ideológico é o seu ponto mais forte a tal ponto, que a preocupação e os direitos sociais são o seu
foco central, onde o Estado tem um papel fundamental.
O aparecimento deste tipo de Constituições, deve-se em parte as sucessivas crises económico-sociais,
vividas ao longo dos tempos.
A Constituição quanto aos seus limites de revisão, pode ser, rígida ou flexível e divide-se em quatro
tipos fundamentais, estes são;
»Os limites circunstanciais (artigo 289),
»Os limites temporais (artigo 284),
»Os limites formais (artigo 285 a 287),
»Os limites materiais (neste ponto, é de referir que não se pode alterar ou rever a Constituição, pois
esta em causa os princípios do estado e do bem-estar dos cidadãos, bem como e, a titulo de exemplo, a
separação tripartida de poderes, o sufrágio universal, os direitos dos trabalhadores««entre outras
coisas).
As formas de selecção de governantes e titulares de cargos públicos e políticos.

Isto é um fenómeno que pode ser analisado de forma sociológica, ou seja, será primeiramente
necessário analisar a teoria das Elites de Vilfredo Pareto, para se compreender um pouco mais esta parte
da matéria. Assim sendo, e por outras palavras de uma forma muito geral, ele explica-nos que em função
do grau de desenvolvimento de uma qualquer sociedade, surge um minoria de indivíduos, que ele designa
por elite, com capacidade governativa e que acaba por chegar ao poder, governando a restante maioria.
Para que isso fosse um facto, essa dita ³elite´, sabia ir de encontro aos desejos da massa, sabia tocar
nos pontos sensíveis, por outro lado, utilizava a persuasão como instrumento para conquistar o poder e
manipular a opinião.

Elite Governante.

Elite não-governante.

Massa

Ao fim ao cabo e se a persuasão não resulta-se, as ditas ³elites´, imponham-se com recurso à força,
criando um sistema de rotatividade de poder entre si.
Por outro lado, temos de referir as diversas formas de selecção de governantes e titulares de cargos
públicos ou políticos.
O Professor Jorge Miranda, diz-nos que existem duas formas de selecção ou titulares de governantes
ou cargos públicos. Estas são, a designação por mero efeito de Direito e a designação por efeito do
Direito e da vontade. No entanto e, penso que seja mais consensual, podemos classifica-las de duas
formas mais objectivas;
» As Formas Violentas (ex: guerras, terrorismo, ou outra forma de conquista do poder através da força
e contra a vontade soberana do povo),
» As Formas Pacificas, que são;
l Herança - designação de um titular de um qualquer cargo publico/politico, através de
sucessão familiar.
l Eleição ou Sufrágio - Aqui impera a vontade do povo, que se exprime através do voto. O
sufrágio, pode ser, universal, restrito (censitário, capacitario, racial e/ou masculino), directo
ou indirecto, obrigatório ou facultativo e a uma ou duas voltas.
l Nomeação - Neste caso, um superior hierárquico que ocupa um cargo público ou político,
nomeia ou designa outro titular de um cargo político ou público.
l Cooptação - Que pode ser sucessiva ou simultânea e, compreende a designação de um titular
de um cargo público/político pelo designante(s).
l Inerência - É o exercício simultâneo de um cargo politico/publico, ou seja, é a tomada de
posse obrigatória num cargo por força de disposição legal, em virtude do exercício de outro
cargo.
l Sorteio -É a selecção aleatória de um cidadão, para um cargo público/político.
l Antiguidade - É a designação para um cargo público/político, tendo em conta a antiguidade
do mesmo, na instituição.
l Rotação - Consiste na rotatividade de um cargo publico/politico, por todos os membros que
compõem esse mesmo órgão politico ou publico.
l Concurso ± Podemos dizer, que consiste na designação para um cargo público/político,
através de concurso na qual o candidato teve que prestar provas.

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(Sistemas Dinâmicos)

Antes de Platão e Aristóteles, existiu Halicarnasso Heródoto (485/425 a.C.), que foi o precursor da
teorização dos sistemas de governo. Mais tarde, Platão (428 ou 427/348 a.C.), discípulo de Sócrates e
mestre de Aristóteles, precursor do comunismo e que tem como obras célebres, ³A Republica´ e a
³Apologia de Sócrates´, aprofundou mais os estudos e tornou-se num importante precursor do idealismo,
que tinha como forma de governo ideal, a Sofiocracia (governo dos sábios).
Assim e, como forma de compreender melhor as suas ideias (as de Platão) em relação à sua
classificação de poder, podemos observar o seguinte esquema;
Sofiocracia
(governo ideal dos
sábios/Rei Filósofo
 Ë

Tirania Timocracia
(governo de um chefe)
(governo dos
militares)
Platão

 

Democracia Plutocracia ou Oligarquia


(tomada do poder pela (governo dos guerreiros
multidão) enrequeidos e que despresam os
pobres)


» Podemos então, seguidamente, passar à explicação de Platão sobre como se fazia a passagem de
poder;
1- A passagem da Sofiocracia para a Timocracia, dava-se devido a decadência da educação dos
sábios.
2- Consequentemente, a passagem da Timocracia para a Plutocracia/Oligarquia, dá-se devido ao
enriquecimento dos militares que chegando ao poder começam a governar para seu próprio
interesse, desprezando os pobres.
3- A passagem da Plutocracia/Oligarquia para a Democracia, dá-se devido a revolta do povo contra
esse tipo de governo.
4- Como o povo não se entende, nasce a desordem durante a forma de governo Democrático,
levando à passagem para a Tirania, governo esse que é de um só homem e que governa em seu
próprio interesse.
5- Por fim, ou devido à morte do tirano ou sua regeneração, passa-se novamente à Sofiocracia.

Temos então, Aristóteles (383/322 a.C.) que foi um discípulo de Platão, que tinha como forma ideal
de governo a Democracia e que estabeleceu um esquema muito conciso sobre a sua forma de pensar.
Passamos então ao esquema como forma de compreender melhor o seu pensamento;
Sistemas Sãos Sistemas Degenerados
Monarquia ± governo de um só em proveito do Tirania ± governo de um só para proveito próprio.
povo.
Aristocracia ± governo de poucos para proveito do Oligarquia ± governo de poucos (os ricos) para
povo. proveito próprio.
Democracia ± governo de todos e para todos. Demagogia ± governo de todos (os povos) para o
seu próprio interesse.

No entanto, Aristóteles disse-nos mais. No seu entender, a Monarquia acaba por degenerar em
Tirania, a Aristocracia acaba por degenerar em Oligarquia e a Democracia em Demagogia.

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Para se ter o poder, existe a necessidade de ter em conta um conjunto de regras pré-estabelecidas. Esse
poder, pode ser obtido de uma forma justa e pacífica, como de uma forma menos clara e violenta,
dependendo sempre em ultima instância do tipo e da organização da sociedade, bem como da sua
composição.
No entanto e para que seja mais claro a compreensão, passo a explicar este assunto de uma forma mais
concisa;
» Existem os instrumentos legais das ideologias e os instrumentos ilegais. Mas é do primeiro que
vamos falar. Sendo assim, estes compõem-se em;
Grupos de interesse São grupos que se formam na sociedade e que tem por objectivo a realização
de um interesse legalmente tutelado, isso sem a alteração do ordenamento
jurídico já existente.
Grupos de São grupos que se formam na sociedade, que defendem determinado interesse
pressão e pretendem alterar o ordenamento jurídico já existente, mas não tomar conta
do poder político.

Associações São grupos de indivíduos, que se unem em torno de um objectivo comum, seja
políticas ele de que natureza for. Normalmente são partidos políticos e encontram-se em
situação de partido único.
Uniões políticas São grupos de indivíduos que unem-se em torno de um único indivíduo, mas
não da ideologia (aqui a componente ideológica é um tanto ou quanto
marginalizada).
Outras instituições É tudo o que forma pela transmissão e difusão de uma outra ideologia.

Partidos políticos São por norma, agrupamentos voluntários mais ou menos organizados, cuja
actividade é permanente tendo em vista a aquisição do poder e tendo em conta
o interesse comum de toda uma sociedade. Se e quando chegar ao governo,
pode governar em coligação ou sozinho.
Tipos
ë De referir que a classificação ou tipificação de partidos, surge consoante a sua
ideologia. No entanto a mais interessante, é a de Maurice Duverger, que
distingue os partidos de massa, em como sendo, estruturas bem organizadas e
cujo seu objectivo primordial é recrutar o maior numero de adesões possível,
mantendo nas suas fileiras uma elite, que defina a doutrina a seguir.
ë Mais tarde, apareceu Otto Kirchheimer, que veio ampliar esta dicotomia
clássica com o conceito de parido Catch All Party.

l Dimensão pequena, possuem uma grande vinculação doutrinária,


Partidos de quadros ou a sua relação com o ³edifício´ do poder é periférica, ainda que
elites. possam fazer algum tipo de coligação para chegarem ao poder,
são constituídos por elementos maioritariamente da classe média e
com formação superior, existe um núcleo forte e coeso onde todo
é resolvido.
Ex. Nacional; CDS-PP, PEV e Partido da Terra.
Ex. Estrangeiro; Partido Liberal (G.B.)
Partidos de massa. l A sua dimensão é média, tem uma grande vinculação doutrinária,
a sua relação com o poder é periférica em pluralismo central em
monismo (coesão/união), predomina as classes trabalhadoras e
tem como características especiais as organizações de juventude e
sindicais.
Ex. Nacionais; PCP
Ex. Estrangeiros; PCUS e M.S.I.
Catch All Party l A sua dimensão é grande, tem pouca vocação doutrinal, recorrem
a técnicas de marketing para fazerem chegar a sua mensagem as
pessoas, alternam-se no puder, são interclassistas, são adeptos do
pluralismo, têm como características especificas terem programas
políticos vastos.
Ex: Nacional ± PS e PSD
Ex: Estrangeiro ± Partido Republicano e Democrático, dos EUA e
os partidos Trabalhistas e Conservadores da G.B..

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São ordens distintas, mas que manifestamente, criam muita confusão. Passo a explicar;
» Por '  , entende-se que é a relação de conformidade existente entre o poder exercido e o
que esta estabelecido no ordenamento jurídico do território.
» Por '   , entende-se que é a relação de conformidade entre a conduta de exercício do
poder e as regras morais, éticas, religiosas que são determinantes nos grupos de poder.
Porem, este termo, é classificado classicamente de duas formas;
l Legitimidade de Origem ou Titulo, que consiste na relação da origem do poder e em como ele se
manifesta.
Ex: relação de poder exercida pelos pais em relação aos filhos.
l Legitimidade de Função ou Exercício, que se pode definir como a relação existente e em
conformidade entre o poder que se exerce e os fins a que se destina.
No entanto, em termos políticos, Max Weber classificou-a (a Legitimidade) em três tipos distintos, a
saber;
l '   '  , que segundo o autor, não é mais do que os critérios que aufere (a
lei e a razão).
Ex: Poder exercido pelo 1º Ministro.
l '       m, é baseada nos costumes e tradições, que atravessaram os tempos,
fazendo com que a legitimidade de acção dos cidadãos fosse aceitável e legal.
Ex: A transição do Poder em regimes Monárquicos.
l '    
 , que tem a ver essencialmente com as características excepcionais das
pessoas (chefe).
Ex: Papa, Dalai Lama, etc.