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FACULDADE MAURICIO DE NASSAU

CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO


DISCIPLINA: ÉTICA PROFISSIONAL

1º AVALIAÇÃO

ALUNO MATRÍCULA

DISCIPLINA ÉTICA PROFISSIONAL DATA DA PROVA

PROFESSOR DANIEL FIGUEIREDO TIPO DE PROVA


CÓDIGO DA
TURMA TURMA NOTA

ATENÇÃO:

A avaliação somente poderá ser entregue depois de decorridos 50min de seu início.

- Utiliz Caneta esferográfica azul ou preta. Provas entregues escritas a lápis NÃO serão corrigidas.

Será atribuída nota zero ao aluno que devolver sua prova em branco, independentemente de ter assinado a Ata de Prova.

- Ao aluno flagrado utilizando meios ilícitos ou não autorizados pelo professor para responder a avaliação será atribuída
nota. zero e, mediante representação do professor, responderá a Procedimento Administrativo Disciplinar, com base no Código
de Ética.

1. (1 ponto) Leia o texto a seguir sobre a Moral e a Ética:


A ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Ou seja, é
ciência de uma forma específica de comportamento humano.
(VAZQUEZ, Adolfo Sanchez. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997, p. 12.)

O autor acima enfatiza a singularidade da definição sobre ética. No que se refere à temática,
assinale a alternativa CORRETA.

a) A ética é uma reflexão sobre o comportamento moral dos homens em sociedade.


b) A ética é a moral e diz respeito à singularidade das normas e valores.
c) O comportamento moral supõe a reflexão e declina dos princípios e das normas que regem
esse comportamento.
d) A ciência do comportamento moral enfatiza os aspectos psicológicos, deixando à margem
um conjunto de normas e prescrições.
e) A ética é a teoria e não parte do fato da existência no âmbito da história da moral.

2.) (1,5 ponto) Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado.
Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se
não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a
promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e
contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a
sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo
emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.

KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
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1º AVALIAÇÃO

De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto

a) assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.
b) garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra.
c) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
d) materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.
e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.

3. (1 ponto) A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito
menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior
quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos,
portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para
todos aqueles que serão afetados.

RACHELS. J. Os elementos da filosofia moral, Barueri-SP; Manole. 2006.

Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma

a) fundamentação científica de viés positivista.


b) convenção social de orientação normativa.
c) transgressão comportamental religiosa.
d) racionalidade de caráter pragmático.
e) inclinação de natureza passional.

4. (1 ponto) O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados,
mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões
morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com
Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto).

O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma


ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são

a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.


b) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.
c) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente.
d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter
e) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas jurídicas.

5. (1 ponto) Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a
justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas
acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da
sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.

RACHELS. J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.


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O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava


que a correlação entre justiça e ética é resultado de

a) determinações biológicas impregnadas na natureza humana.


b) verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.
c) mandamentos divinos inquestionáveis legados das tradições antigas.
d) convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.
e) sentimentos experimentados diante de determinadas atitudes humanas.

6. (3 pontos) "Uma lenda antiga conta-nos a história de Giges, um pastor pobre que
encontrou um anel numa fissura aberta por um terremoto. Giges descobriu que ficava
invisível quando girava o anel no seu dedo. Isto permitia-lhe fazer aquilo com que as outras
pessoas podem apenas sonhar: ele podia ir onde quisesse e fazer o que lhe apetecesse sem
medo de ser descoberto. Usou o poder do anel para enriquecer, tirar o que queria e matar
quem se metesse no seu caminho. Acabou por invadir o palácio real, onde seduziu a rainha,
assassinou o rei e se apoderou o trono. Tornou-se rei de todo o território. Gláucon conta esta
história no Livro II da República de Platão. Apesar da natureza fantasiosa da narrativa, Giges
foi uma pessoa real, um rei da Lídia. Heródoto também explica como Giges conquistou o
poder. Segundo Heródoto, Giges começou por ser um servo do Rei Candaules, «um homem
que estava apaixonado pela própria mulher». (Aparentemente, Heródoto considerava isto
invulgar.) Certo dia estava a gabar-se da beleza da sua mulher perante Giges, e para provar
que tinha razão decidiu que Giges deveria vê-la nua. Giges opôs-se, mas o Rei ordenou-lhe
que se escondesse no quarto da Rainha e que a visse despir-se. Giges obedeceu
relutantemente. Como seria de esperar, a rainha apanhou-o e disse-lhe que seria condenado
à morte pela sua impertinência, a não ser que matasse Candaules e casasse com ela, caso em
que não haveria mal em tê-la visto nua, já que seria o seu marido. Por isso, como na versão
que Gláucon nos dá da história, Giges assassinou Candaules e tornou-se rei”. James Rachels
(2009) Problemas da Filosofia. Trad. de Pedro Galvão. Lisboa: Gradiva, pp. 259-261.

Com base no texto apresentado, redija um texto dissertativo sobre o papel da consciência
moral na formação da cidadania.

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7. (1,5 ponto) O senso moral e a consciência moral estão ligados e entram na questão da
ética. Eles se referem aos valores de cada indivíduo. A justiça, a honra, o sacrifício e a
bondade. Tem a ver com a consciência de cada um, com o fato de poder deitar e dormir o
sono dos justos.

Marque (1) para SENSO MORAL e (2) para CONSCIÊNCIA MORAL e assinale a alternativa
correta abaixo. (0,5)
(__) O sentimento de solidariedade e de piedade com o próximo, a necessidade de ajudar os
que precisam.
(__) Maneira como avaliamos nossa situação e a de nossos semelhantes segundo ideias como
as de justiça e injustiça..
(__) Caracteriza o sentimento que condiz com a moralidade, de acordo com os valores morais.
(__) É o que as pessoas decidem fazer, a justificativa que elas dão para si próprias e para os
outros sobre o porquê de seus atos.
(__) É também arcar com todas as consequências, pois cada pessoa é responsável por aquilo
que faz.

a) 1, 1, 1, 2, 2
b) 1, 1, 2, 2, 2
c) 2, 2, 2, 1, 1
d) 2, 1, 1, 2, 2
e) 1, 1, 1, 1, 1