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Do livro: Entrega-te a Deus, capítulo 30.

Carta aos Cristãos Modernos

Queridas irmãs e queridos irmãos em Cristo:


Que permaneça em vossa mente e em vosso coração a paz que
deflui da consciência tranquila como efeito da conduta reta e dos
pensamentos dignos.
A sociedade hodierna vive momentos graves na história do seu
processo evolutivo.

Apesar das incomparáveis conquistas da ciência e da tecnologia, do


direito e da ética ...pairam sob os seus céus róseos e transparentes as
ameaças do horror e do desespero que lentamente alcançam os seus
membros descuidados, atirando-os uns contra os outros e fazendo-os
mergulhar no fundo poço das aflições superlativas.
A comunicação virtual, por exemplo, ensombram-se com a facilidade
com que se difundem o crime, o terror, etc.
Os cidadãos, aturdidos com o progresso rápido que não logram
assimilar e deter por um momento, são devorados pela ansiedade, atirando-
os à drogadição, ao sexo vulgarizado, ao alcoolismo...., por não suportarem
as pressões que os esmagam de todos os lados.

Para despertar a consciência individual e coletiva, que se encontrava


obumbrada, Jesus veio à Terra nos dias tormentosos e trouxe a mais
extraordinária mensagem de amor e de dignificação humana, nunca antes
ou depois apresentada. Apesar disso, porque feria os interesses sombrios
dos poderosos, ele foi crucificado...
Chegado o momento anunciado, as Vozes dos Céus desceram à Terra e
passaram a conclamar os seres humanos à ordem, ao dever, ao amor
olvidado e submetido pela hanseníase do egoísmo.
Cabe aos cristãos novos proceder de maneira compatível com os
ensinamentos do Mestre de Nazaré, revividos e atualizados pelos
embaixadores espirituais, de forma que a dor e o desespero fujam por fim,
envergonhados da Terra, cedendo o lugar à alegria e à felicidade que estão
reservadas para todos os servidores do bem.

Mais do que nunca, o senhor necessita de mulheres e homens dispostos


a dar-lhe, se necessário, a vida, em holocausto de amor e de silencioso
sacrifício.
No ardor dos testemunhos e das provações, é indispensável manter-se a
alegria de viver, demonstrando que o tributo da justiça aos que são
aplicados e ricos de amor é a paz da consciência que se enfloresce de
júbilos.
Desse modo, cultivai as expressões simples da existência, a
generosidade para com todos e para com a natureza, mantendo-vos
igualmente modestos, desataviados, sem as complexidades que perturbam
a essência do ser espiritual.
Desenvolvei a solidariedade.
Evitai o ressentimento e o melindre.
Sede afáveis, gerando simpatia sem afetação e ternura sem pieguismo
onde quer que vos encontreis.

... E em todas as circunstâncias em que vos encontreis, cantai hosanas ao


senhor pelos vossos atos.

Tende tento e esparzi a luz da verdade.


Sede fiéis ao compromisso assumido desde antes do berço e levai-o
adiante em hinos de louvor e de ação como nos primeiros dias do
martirológico que ficaram no passado.
Nunca temais aqueles que somente alcançam o corpo e nada podem
fazer ao Espírito.
Jesus seguirá convosco e em todos os momentos senti-lo-eis.
Que ele vos abençoe e vos guarde em sua paz.

A servidora de sempre,
Joanna de Ângelis Paris, 12 de julho de 2010.