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Centro Qualifica

Centro de Emprego e Formação Profissional de Santarém, IEFP, IP

Portefólio
Reconhecimento e Validação de Competências

RVCC Profissional – BOMBEIRO (Nível 4)

Candidato: Laurémio Inês Bacalhau


Portefólio de RVCC Profissional – BOMBEIRO Nível 4

Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se
dediquem a ele.

Henry Ford

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Laurémio Inês Bacalhau
Portefólio de RVCC Profissional – BOMBEIRO Nível 4

Índice
Introdução............................................................................................................................................... 4
Apresentação .......................................................................................................................................... 4
Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências profissionais ...................... 4
Percurso profissional............................................................................................................................... 5
Formação profissional ............................................................................................................................. 9
Vida social/pessoal................................................................................................................................ 27
Formação profissional comprovada...................................................................................................... 27
Reflexão de aprendizagens ................................................................................................................... 28
Projetos futuros .................................................................................................................................... 30
Registo do acompanhamento por parte da equipa (relatórios/pareceres).......................................... 30
Bibliografia ............................................................................................................................................ 31
Web grafia ............................................................................................................................................. 31
Anexos................................................................................................................................................... 32
Anexo 1 – Currículo ............................................................................................................................... 33
Anexo 2 – Passaporte Qualifica............................................................................................................. 40
Anexo 3 – Certificado de habilitações................................................................................................... 44
Anexo 4 – Certificados de Cursos de Formação .................................................................................... 45
Anexo 5 – Ficha de diagnóstico ............................................................................................................. 75

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Laurémio Inês Bacalhau
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Introdução

Apresentação

O meu nome é Laurémio Inês Bacalhau, nasci a 03-04-1983 numa cidade chamada
Paris.
Tenho atualmente 36 anos e vivo em Tremês a 17Km de Santarém. Tenho o 12ºAno
de escolaridade, fui funcionário da AHBV de Alcanede e neste momento trabalho na
FEPC-Força Especial de Proteção Civil desde 2009.

Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de


Competências profissionais

O que me leva a procurar esta certificação, prende-se com o facto de efetivamente


ser bombeiro voluntário há cerca de 20 anos e bombeiro profissional há 10 anos.
Assim devido à experiência e formação adquirida e certificada ao longo destes anos,
penso que será um processo rápido e que será feito com alguma facilidade, certificando
a qualificação profissional de nível 4 de Bombeiro e que possa a vir tirar um curso
superior a nível da proteção civil.

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Percurso profissional

Com os meus 17 anos, entrei para os bombeiros, passando a aspirante a 20-04-2001


onde comecei a recruta. Esta consiste em ter formações para passarmos a poder fazer
trabalhos relacionados com os bombeiros, já que nessa altura não podemos fazer
serviços, mas podemos acompanhar o serviço para ganhar experiência e ver como se
faz.
Em termos de regras era de nunca poder sair em serviço algum sem ser com
supervisão, comparecer na chamada tanto a diurna, como noturna, quando requisitada.
Aqui tirei também várias formações, para ir ficando atualizado e também há certos
serviços que só podem ser desempenhados depois de termos formação específica para
os podermos fazer.
Por exemplo, desencarcerar pessoas que ficam retidas nas viaturas após um
acidente, salvamento de pessoas em grutas e para andar no serviço de ambulância
temos de ter formação de primeiros socorros.
Vieram os cursos de Socorrismo, nesta formação aprendi o Suporte Básico de Vida e
Primeiros Socorros, de desencarceramento, aprendi a fazer a proteção e segurança no
local, estabilizar veículos, abertura de acessos à vítima, manobras de intervenção rápida,
abordagem da vítima encarcerada e extração da vítima, a intervir no socorro, em fogos.
Recebi o meu (EPI), Equipamento de Proteção Individual, que inclui capacete,
óculos, luvas, casaco nomex, botas, …
Um (EPI) é qualquer equipamento destinado a ser usado pelo bombeiro para a sua
proteção contra um ou mais riscos suscetíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no
trabalho.
Concluí com aproveitamento o Curso de Salvamento e Desencarceramento, que
teve início em 31 de maio de 2001 com 19 horas e certificado pela Escola Nacional de
Bombeiro.
Concluí também com o aproveitamento o Curso de Tripulante de Ambulância de
Transporte, aprendi os princípios gerais de socorrismo, exame geral da vítima, obstrução
da via aérea e tratar de hemorragias, que iniciou a 11 de maio de 2002 com 36 horas,
certificado pela Escola Nacional de Bombeiros.
Aos 20 anos, comecei a poder conduzir veículos prioritários nos bombeiros. O meu
comandante passou-me uma declaração e dirigi-me à Direção Geral de Viação,
juntamente com um atestado do médico, onde levei o Grupo 2 averbado na carta.
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De 18 a 27 de fevereiro de 2005 no Corpo de Bombeiros Voluntários de Alcanede,


concluí com aproveitamento o Curso de Tripulante de Ambulância de Transporte, com
35 horas e certificado pela Escola Nacional de Bombeiros.
Em março de 2006 fui condecorado com Medalha de Assiduidade, Grau - Cobre, nos
bombeiros, por 5 anos de Assiduidade e de Bons e Efetivos Serviços prestados à Causa
dos Bombeiros Portugueses o que foi muito emocionante para mim.
Participei numa Jornada Internacional “O Bombeiro no Resgate”, nos dias 29 e 30 de
abril de 2006, onde se falou tudo a nível de salvamentos em grande ângulo
principalmente por cordas, desde equipamentos e técnicas a utilizar em cada situação.
De 31 de Março a 09 de abril de 2006, através do Corpo de Bombeiros Voluntários
de Alcanede, concluí com aproveitamento o Curso de Salvamento e Desencarceramento
com 35 horas e certificado pela Escola Nacional de Bombeiros.
Em maio de 2007, comecei a trabalhar nos bombeiros, onde a maioria do tempo
passava a conduzir uma ambulância a fazer transporte dos doentes para o hospital, para
fisioterapias, consultas, tratamentos…
De 14 de Maio a 03 de junho de 2007, pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de
Alcanede, concluí com aproveitamento o Curso de Salvamento em Grande Ângulo com
70 horas e certificado pela Escola Nacional de Bombeiros.
Concorri para a Força Especial de Bombeiros em princípios de 2008, fiquei apto nos
testes físicos e psicotécnicos.
Em abril de 2008, tirei a carta de condução de pesados e em julho tirei a de
semirreboques onde fiquei como motorista de pesados nos bombeiros.
Entretanto, fui chamado para tirar o Curso de Brigadas Helitransportadas – FEB.
Aprendi o comportamento dos fogos e segurança, fazer comunicações por rádio, ler
cartas militares, fazer deslocações em brigada no terreno, trabalho prático com
ferramentas, utilizar GPS, ter relações interpessoais, prova de orientação noturna,
práticas com o helicóptero (Embarque e Desembarque), orientação para descargas e
hélicordagem, que decorreu de 03 a 14 de Novembro de 2008, com 94 horas e
certificado pela Escola Nacional de Bombeiros, que consegui concluir com
aproveitamento.
Ingressei na FEPC-Força Especial de Proteção Civil a 1 de setembro de 2009.
De 06 a 14 de fevereiro de 2010, pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Alcanede,
concluí com aproveitamento o Curso de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais

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para Equipas de 1ª Intervenção com 50 horas e certificado pela Escola Nacional de


Bombeiros.
Completei em 21-11-2010, Curso de Mergulhador certificada pela Escola Nacional
de Bombeiros.
Fiz a Recertificação de Tripulante de Ambulância de Transporte, com
aproveitamento em 28-10-2012 com 14 horas.
Em março de 2013 fui condecorado com Medalha de Assiduidade, Grau - Prata, nos
bombeiros, por 10 anos serviços.
Participei numa Ação de Formação Especializada para Bombeiros em Salvamento e
Desencarceramento em Veículos Automóveis Híbridos e Elétricos no dia 6 de abril
de 2013 com 7 horas.
Em 09 de Junho de 2013, através do Corpo de Bombeiros Voluntários de Alcanede,
concluí com aproveitamento o Curso de Condução Fora de Estrada com 35 horas e
certificado pela Escola Nacional de Bombeiros.
Participei na II Jornadas Distritais de Proteção Civil em Setúbal em 19 Março de
2014 com um exercício de Salvamento em Grande Ângulo, onde simulamos uma
evacuação de uma vitima que se encontrava num cimo de um pavilhão por uma tirolesa
até a estrada onde se encontrava os meios de socorro.
Conclui o Curso de Suporte Básico de Vida-DAE em 14-06-2014.
Em 30-11-2014, conclui o Curso de Técnicas de Salvamento em Grande Ângulo, com
50 horas.
Em 08-02-2015, conclui o Curso de Condutor de Embarcações de Socorro com 35
horas.
Em 06-03-2015, conclui o Curso de Operações Essenciais de Extinção de Incêndios
Florestais com 25 horas.
Em 19-04-2015, conclui o Curso de Técnicas de Escoramento e Desobstrução com
50 horas.
Em 20-05-2015 tirei um módulo de PHTLS, controlo de hemorragias.
Já no ano de 2015, frequento uma pequena ação de formação de 1 dia de
Prevenção e Técnicas de Luta Contrafogos de Gás-Nível 1, formação esta dada pela
DIGAL gás.

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No ano de 2016, frequento novamente numa outra pequena ação de formação de 1


dia de Prevenção e Técnicas de Luta Contrafogos de Gás-Nível 2, formação esta dada
pela DIGAL gás.
Em 08-01-2016 fiz o curso de Técnicas de Condução de Emergência.
Em 04-02-2016 fiz o Curso de Operador de Telecomunicações-Nível 1.
Em 08-05-2016 conclui o Curso de Salvamentos em Grande Ângulo-Nível 2.
Conclui em 05-05-2017 o Curso de Fogo Controlado-Apoio.
Conclui em 16-05-2017 o Curso de Prevenção de Incêndios Florestais
Em março de 2018 fui condecorado com Medalha de Assiduidade, Grau - Ouro, nos
bombeiros, por 15 anos serviços.
Fui Certificado de Operacional de Queima pelo ICNF em janeiro de 2019.

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Formação profissional

» Unidades de Competência Pré-Definidas (14)


UC 1 - Manobrar Bombas e Linhas de Mangueira
Em cenários de condições meteorológicas adversas (temporais), em cheias de caves
por exemplo, utilizei bombas rebocáveis de alto debito, eletrobombas submersíveis e as
bombas hidráulicas dos veículos para retirar a água.

Nas bombas hidráulicas dos veículos utilizo com mais frequência, seja com corpos
chupadores para aspiração de abastecimento do veículo em tanques, lagoas, seja para o
próprio combate aos incêndios. No combate normalmente montamos linhas de
mangueira de 25mm no combate aos incêndios florestais e de 45mm mais nos incêndios

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urbanos e em abastecimentos a viaturas, utilizei várias vezes o carretel rígido do veículo


para proteção do veículo nos incêndios florestais, como pequenos focos de incendio
onde não seja necessário montar lances flexíveis como por exemplo nos contentores do
lixo.

UC 2 - Manobrar Escadas
Na minha recruta, ainda apanhei algumas instruções de escadas de molas, mas foi
mesmo em contexto de formação, pois a maioria era com escadas de ganchos onde
fazíamos sempre a subida ate ao topo da casa escola.

Como não tínhamos veículo escada, sempre que fosse necessário fazer uma
abertura de porta, ou mesmo em incêndios em casas que fosse necessário entrar pela
janela, usávamos sempre escada de ganchos. Em veículo escada, só mesmo em
formação e num simulacro de Salvamento em Grande Ângulo em que usamos o veículo
escada dos Bombeiros Municipais de Santarém.

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UC 3 - Extinguir incêndios urbanos com equipamentos hidráulicos e


extintores
Tenho conhecimentos nesta unidade de competências devido à formação contínua
ao longo da minha carreira de Bombeiro, onde aprendi a fazer a usar equipamentos e a
ter as noções básicas para combater um incêndio urbano, eu para entrar num
compartimento em chamas tenho que ter em conta a temperatura da porta e a sua
deformação antes de a abrir, passando com as costas da mão para sentir a temperatura
de baixo e cima da porta, colocar-me em posição de encaixado do lado contrário á
abertura da porta para estar em segurança. Nos mananciais para combate devem ser
usados com mangueiras de 38mm ou 45mm tendo sempre em conta os seios para se
poder progredir tanto na entrada principal ou caixa de escadas. O saber usar uma
agulheta nas técnicas a usar no ataque ao foco de incêndio entrando no edifício, as
técnicas podem ser o ataque direto, que a água pode ser utilizada de forma direta na
matéria que está a arder utilizando a agulheta em jato ou pulverizada, temos também o
ataque indireto no qual a água é projetada para o teto para criar uma grande
quantidade de vapor em virtude de não se poder usar na matéria em causa, aqui o
trabalho da agulheta é extremamente importante pois apresenta maiores riscos que o
ataque direto, temos por fim o ataque combinado, este ataque consiste em utilizar a
água de forma a varrer as chamas superiores, paredes, pavimento e a base do foco de
incendio, aqui a agulheta é manuseada para realizar três movimentos típicos T,Z,O. Nas
técnicas anteriores é fundamental conhecer a agulheta para poder usar o caudal correto
e necessário para extinguir aquele foco de incêndio como coloca-la em jato, cone de
ataque ou cone de proteção. A aprendizagem nas várias classes de fogo que o
conhecimento sobre os agentes extintores era saber obrigatório, como usar os mesmos
e as suas vantagens e desvantagens. Nas várias classes de fogo temos que usar o agente
extintor indicado em locais onde exista probabilidade de ocorrência de fogos da classe
A, isto é, que tenham como origem materiais sólidos, de natureza geralmente orgânica,
como por exemplo madeira, papel, carvão ou têxteis, deve optar-se por extintores à
base de água, extintores de espuma, extintores de pó químico seco ABC ou extintores de
hidrofluorocarbonetos, tem um bom poder de penetração, só deve ser usada quando
não existir contraindicações, não adequada para fogos elétricos. Para os fogos em
combustíveis líquidos (fogos da classe B), deve optar-se por extintores de espuma,
extintores de água com aditivo, extintores de pó químico seco BC ou ABC, extintores de
dióxido de carbono ou extintores de hidrofluorocarbonetos. Na extinção de fogos em
líquidos inflamáveis sob pressão os extintores de incêndio da Classe B que contenham
agentes extintores distintos do pó químico são relativamente ineficazes neste tipo de
risco devido às características do agente extintor e do jato. A seleção de extintores para
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a proteção de locais caracterizados por este tipo de fogos deve ser efetuada com base
nas recomendações dos fabricantes dos equipamentos e dispositivos que contenham
líquidos inflamáveis sob pressão, o que se aconselha em equipamentos sensíveis, é mais
adequado para líquidos extremamente inflamáveis, não aconselháveis para locais que
tenham produtos explosivos, usados para controlar pequenas superfícies, o CO2 atinge
temperaturas negativas (- 80ºC), logo não se deve tocar no difusor. O caso de fogos que
tenham origem em gases combustíveis (fogos da classe C), a solução é optar por
extintores de pó químico seco do tipo BC ou ABC ou por extintores de
hidrofluorocarbonetos, Pó polivalente ou Pó Químico (extintor em que o pó é
dihigrogenofosfato de amónio), protege o operador ao formar uma nuvem de pó, é
abrangente a três classes de fogo, a nuvem de pó diminui a visibilidade, pode danificar o
equipamento, o resíduo que deixa é de difícil limpeza, tem uma toxicidade baixa, mas
pode provocar danos nas vias respiratórias. No caso de fogos do tipo D, que envolvam,
portanto, metais leves como por exemplo o sódio, o potássio, o alumínio, o magnésio ou
o lítio, a melhor opção são os extintores de pó químico D. Na seleção deste agente
extintor há, no entanto, que assegurar que é apropriado ao metal combustível em
causa, de modo a garantir que o equipamento tem o desempenho esperado perante
uma situação de incêndio é considerado o único extintor adequado para esta classe de
incêndio, pois qualquer outro tipo de extintor provoca reações violentas, apenas se
pode utilizar nesta classe de incêndio, obriga a utilização de um pó adequado para cada
caso específico. No caso de fogos que envolvam produtos para cozinhar, como óleos e
gorduras vegetais ou animais (fogos da Classe F), os extintores de incêndio mais
apropriados são os que utilizam como agente extintor o agente químico húmido, uma
solução de água e acetato de potássio que transforma os óleos e gorduras para
confeção de alimentos numa substância saponácea. A areia é indicada para as classes A
D, ás vezes é o único meio de extinção disponível para incêndios da classe D, tem uma
manipulação pouco prática e por vezes, pode danificar o equipamento. Eu utilizo estes
equipamentos sempre que realizo reconhecimento em incêndios urbanos, acidentes de
viação e outros incidentes, como apoio na primeira intervenção.

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UC 4 - Efetuar manobras de ventilação tática


Durante as operações haverá a necessidade de ventilar o espaço, com recurso a
meios naturais, mecânicos ou hidráulicos.
Podendo utilizar a pressão positiva, utilizando os meios naturais basta abrir por
exemplo a claraboia do prédio e a porta da rua, a entrada de ar por efeito do vento ira
fazer com que o fumo saia pela claraboia, eliminando assim o risco de backdraft
(explosão de fumos). Podendo ainda utilizar meios mecânicos para fazer ventilação
positiva ou negativa, caso não exista a força do vento, metendo ar pela porta do prédio
por exemplo, ou fazendo a sucção do ar por exaustão do fumo.

Utilizando os meios hidráulicos, seja por um extrator de fumos que funciona com a força
da água a passar no mesmo, fazendo assim o funcionamento do mesmo aspirando o
fumo, ou ainda utilizando uma agulheta de 45mm junto a uma janela para que o efeito
que a água faça ao sair da mesma janela leve consigo por arrasto o fumo.

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UC 5 - Efetuar manobras de busca, salvamento e evacuação


Felizmente em grande parte dos incêndios as vítimas já saíram para o exterior.
Na Aldeia da Ribeira, deflagrou um incêndio numa Habitação unifamiliar.
Eu e a minha equipa ao chegar ao local verificamos que já saia fumo pela porta. O
chefe de Viatura deu início a Marcha geral de Operações dando prioridade ao socorro de
vítimas. Nesse incendio calhou-me a mim mais a um colega fazer a busca primária a
habitação e respetivos salvamentos se assim fosse necessário.
Entramos com uma linha de 25mm e junto ao chão percorremos toda a casa de uma
forma rápida e sincronizada um com o outro, para poder varrer o maior número de
espaço possível. Felizmente não estava ninguém.

No final da busca primaria e de extinguirmos o incêndio, conseguimos efetuar uma


busca secundaria, esta já mais minuciosa com outra equipa para que não fosse a busca
viciada. Esta busca é facilitada pois o incendio já estava extinto bem como menos fumo
e mais luz. Como era a meio da noite, havia a preocupação de alguém estar a dormir e
ou inconsciente derivado ao monóxido de carbono existente em toda a casa e não se ter
apercebido do incêndio.
Se fosse o caso, eu e o meu colega terias de retirar a vítima usando uma de várias
técnicas para transporte de vítimas, sendo a mais rápida e simples a da cadeirinha, um
bombeiro segura nas pernas e o outro entre os braços.

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UC 6 - Efetuar manobras de sobrevivência


Em contexto de formação por várias vezes fiz exercícios de abertura de passagens
em paredes, manobra que está indicada para quando nos encontramos encurralados
num determinado local do incêndio, e como tal trata-se de uma manobra de último
recurso. Para isso das várias vezes que foi necessário, utilizei uma ferramenta diferente
desde a alavanca Hooligan, pé de cabra e marreta. A principal dificuldade é mesmo no
início aquando a remoção do reboco. Mas após a remoção do mesmo o tijolo é de mais
fraca resistência e facilmente se transpõe. No caso das paredes antigas de tabique e as
novas divisões em contraplacado mais fácil se torna esta manobra.
Várias foram as vezes em contexto de formação e algumas reais em que tive que me
deslocar em espaços confinados com o ARICA, a maior parte das vezes apenas tive que
achar a posição mais correta para transpor os obstáculos, outras das vezes tive que
suster a respiração durante a passagem, reduzindo assim o volume torácico. Outras
vezes tive mesmo de deitado de barriga para baixo retirar o ARICA das costas e colocá-lo
á minha frente, utilizado os movimentos tipo serpentina para progredir até á passagem
do obstáculo.

Como manobra de fuga de emergência podemos sempre utilizar como último


recurso a manobra de fuga por linha de mangueira ou por fuga de emergência por
escada manual.

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UC 7 - Extinguir incêndios rurais com equipamentos hidráulicos e


ferramentas manuais
Ao longo da minha carreira de bombeiro voluntário tirei alguma formação que era
adequada a realidade que tinha na minha área de intervenção. Quando entrei na FEB,
frequentei formação específica nesta área, ganhando mais experiência acima da média
no combate aos incêndios rurais, por pertencer as brigadas helitransportadas.
Até ao ano de 2017, eramos transportados de helicóptero. O mesmo aterra em zona
segura, desembarcando a brigada e montando o balde, o nosso trabalho de seguida
consiste no apoio terrestre ao helicóptero, utilizando ferramentas manuais e mecânicas,
para fazermos ataque direto desde que a altura de chamas o permita, ataque indireto
pela construção de faixas de contenção, seja pelo ataque combinado utilizando as duas
técnicas em simultâneo. Temos uma mochila de apoio e sobrevivência onde possuímos:
- Camelbag com 3 litros de água para hidratação do operacional;
- Máscara de evacuação que permite cerca de 10 minutos de ar respirável para uma
fuga rápida e segura;
- Abrigo de fogo (fire shelter), para que caso não seja possível de todo a fuga,
utilizando em último recurso.
Teremos de procurar uma clareira e limpar cerca de 2 metros por 1 metro da
vegetação existente, fazendo ainda um buraco onde possamos meter a face, levando
para dentro do mesmo, água e comunicações se possível.

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Outra das missões seja do corpo de bombeiros, seja da FEB é o ataque ampliado,
onde utilizamos todas as técnicas que já referi no ataque inicial, acrescentando os
veículos onde fazemos combate direto com linhas de mangueira, proteção de pessoas e
bens, sejam bens moveis ou imoveis, proteção de animais, etc.

UC 8 - Efetuar a abordagem à vítima e a reanimação


UC 9 - Efetuar a abordagem pré-hospitalar básica às emergências médicas
e de trauma
Curso de Formação Profissional de recertificação de TAT (Tripulante de Ambulância
de Transporte), administrada pela entidade formadora Escola Nacional de Bombeiros,
em 28/10/2012.
Curso de Formação Profissional de Tripulante de Ambulância de Transporte com
Suporte Básico Vida com DAE, administrada pela entidade formadora Escola Nacional de
Bombeiros, em 14/06/2014.

UC 10 - Efetuar salvamentos em ambiente rodoviário


Uma equipa de desencarceramento é composta por:
1 chefe de equipa,
2 operadores de ferramentas,
1 segurança,
1 assistente operacional,
1 socorrista,
Cada um tem a sua função especifica nomeadamente: o chefe de equipa efetua o
reconhecimento, dando a área segura para trabalho, chefia a equipa e define a
estratégia a empregar, preferencialmente em concordância com o socorrista. Os
operadores de ferramentas efetuam a primeira estabilização ao(s) veículo(s) sinistrados
usando calços de madeira ou almofadas de alta pressão, abrindo acessos para a entrada
do socorrista através de tesouras de corte, posteriormente abrindo mais acessos para a
extração da vítima, protegendo sempre a vítima e o socorrista, com proteções maleáveis
e rígidas.

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O socorrista faz a primeira abordagem à vítima. Se for vítima critica tem de ser
efetuada uma extração imediata. Não sendo vítima crítica o socorrista acalma a vítima
até ter acesso a mesma, posteriormente entrará no veículo de modo a prestar os
cuidados pré-hospitalares, para quando a vítima estiver estabilizada e o espaço
necessário criado, efetuar a extração da mesma, tentando melhorar ou manter mesmas
condições que foi encontrada. O assistente operacional, trata do grupo energético,
estando atento para auxiliar os operadores no que solicitarem a fim de facultar as
operações, tendo sempre a seu lado um extintor para o caso de haver incendio. O
elemento da segurança, remove os destroços que vão sendo tirados na abertura de
acessos, depositando os mesmos no deposito de destroços e verifica a estabilização
progressiva.

UC 11 - Efetuar manobras de desencarceramento


A nível de acidentes na grande maioria não à necessidade de cortar a viatura, e a
equipa do veículo de desencarceramento garante a segurança do local e apoia as
equipas pré hospitalares, mas quando à trabalhos de desencarceramento a desenvolver,
seja a garantir a segurança do local ou da equipa é um trabalho difícil, tal como foi o de
uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros em que um ocupante ficou
encarcerado, onde estabilizamos em 4 pontos e tivemos de tirar o tejadilho.

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Depois com auxílio de macacos de dois êmbolos retirar a porta de cima da vítima,
foi um trabalho complexo e demorado em que se teve de fazer a gestão da equipa, visto
que estivemos mais de 40 min a trabalhar ao sol num dia de verão com imenso calor.
Depois de tanto trabalho e da estabilização da vítima com colar cervical, plano rígido,
imobilizadores e cinto tipo aranha, acabou por ser transportada para o hospital
felizmente tendo ferimentos leves.

UC 12 - Escorar partes de edifícios com sistemas em madeira


O escoramento em edifícios é realizado em ocorrências mais especificas, fora do
normal, explosões e a maior percentagem associadas a causas naturais como exemplo
os deslizamentos terras, sismos, etc., provocando o colapso total ou parcial das
infraestruturas.
O escoramento em edifícios é realizado em ocorrências mais específicas, fora do
normal, como em explosões, desastres naturais, especialmente sismos, deslizamentos
de terras, provocando o colapso total ou parcial das infraestruturas. Para evitar o
agravamento desses danos, podem aplicar-se escoramentos e outros reforços de
emergência. Estes permitem suportar temporariamente estruturas, proporcionando
estabilidade e segurança às operações de busca e salvamento.
A realização de medições para a construção dos diferentes elementos dos sistemas
de escoramento é uma tarefa fundamental que deverá ser efetuada com o máximo
cuidado e rigor, pois medições mal efetuadas conduzem sempre a que as peças depois

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de cortadas tenham uma dimensão maior ou menor do que aquela que necessitam face
ao local onde vão ser instalados.
A escolha da madeira a utilizar, normalmente de pinho bravo, porque mais
abundante no mercado nacional, deve ser de qualidade adequada para estruturas.
De acordo com a norma 4305 a madeira de pinho bravo produzida em Portugal
pode especificar-se em duas classes de qualidade:
- Classe EE – Especial para estruturas
- Classe E - Estruturas
A madeira deve estar seca e livre de sinais de bolores e fungos.

A organização da brigada de trabalho


Para a construção de escoramentos em madeira é necessário, no mínimo 1 (uma)
equipa com 6 (seis) elementos, um dos quais assume a chefia da mesma.
Idealmente deverá dispor-se de 1 (uma) brigada, a qual se subdividirá em duas equipas,
equipa montagem e de corte.

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Elementos destinados a ajustar elementos estruturais entre si.


São constituídos por cunhas sempre utilizados em pares, que devem ser “casadas”,
isto é, devem ser o resultado do mesmo corte de forma a se ajustarem perfeitamente, e
devem ser da mesma secção dos elementos estruturais onde são aplicadas (peças
estruturais de 10x10 – cunhas de 10x10, peças estruturais de 15x15 – cunhas de 15x15),
exceto no caso dos elementos estruturais horizontais utilizados nos escoramentos de
portas, janelas e paredes interiores onde se utilizam cunhas com metade da secção
(5x10)
Estas cunhas ao serem aplicadas não devem nunca introduzir pressão no sistema de
escoramento, mas tão somente ajustá-lo em termos das suas eventuais folgas.
Exemplo de escorar uma porta.
O primeiro passo da execução é proceder a todas as medições necessárias do
elemento a escorar, neste caso, a medida da largura e altura do vão da porta ou janela.
De seguida, procede-se ao corte dos barrotes para a execução das escoras.
A partir dos 4 barrotes faz-se um caixilho e fixam-se os barrotes pregando-os com
oito meias-âncoras, 4 de cada. Desta forma, consolidam-se os pontos de união das
peças. Verifica-se o modo correto de pregar as meias-âncoras.
Para a colocação da estrutura no local a escorar, aplicam-se 2 pares de cunhas
lateralmente e posteriormente, 3 pares de cunhas na parte superior. Por último o
escoramento de vão de porta completo, no caso de deformação da verga.

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UC 13 - Efetuar técnicas de salvamento em grande ângulo através de nós,


ancoragens e amarrações
Dependendo da missão, o chefe de equipa decide, quem serão os recuperadores,
que têm de montar rapidamente o seu cabo de descida para acesso a vitima, utilizando
fitas, nós de amarração, mosquetões e o cabo de acesso, conseguindo assim progredir
no terreno ate chegar a vítima, avalia a vítima e estabiliza por meio dos primeiros
socorros, sempre com o objetivo da sua remoção.

Em simultâneo o segurança efetua o corrimão de segurança, que consiste na


montagem de um cabo utilizando os mesmo nós e amarrações, ficando assim com um
cabo em todo o perímetro do local do sinistro, para haver a possibilidade de todos os
elementos se alojarem ao referido cabo, mantendo assim a segurança dos operacionais,
durante toda a operação. Enquanto isso outros membros da equipa ficaram a montar os
sistemas de desmultiplicação sendo simples, dupla ou tripla, dependendo do espaço que
têm para se operar e do próprio peso da vítima, removendo a vítima através deste
sistema, sendo a vítima sempre acompanhada pelos recuperadores.
Autossalvamento, sistema mais utilizado nos incêndios urbanos, conseguimos com
um cabo e um descensor em oito, efetuar o nosso próprio salvamento,
autossalvamento.

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Tendo eu formação certificada na área, Salvamento em Grande Ângulo nível 1 e


nível 2, durante a formação, durante as várias missões em que participei e durante os
treinos e instruções, passei por todas as posições, ficando assim habilitado a fazer
qualquer função na equipa SGA.
Na maioria foi praticado em contexto de formação, mas em situações reais, a
maioria foi usar estas técnicas em poços na retiragem de cadáveres que infelizmente na
minha zona acontece com alguma regularidade.
Á nossa chegada e após o reconhecimento, todos se equipam com o equipamento
individual que consiste em arnês e capacete, montando o cabo de segurança em volta
do poço, usando na maioria oliveiras existentes em redor do poço como pontos de
amarração ou mesmo a nossa viatura, usando fita de sangle com o nó de fita
envolvendo a oliveira e com um cabo com um nó de nove num mosquetão na fita. Um
elemento para além do equipamento individual, monta também o ARICA (Aparelho
Respiratório Isolante de Circuito Aberto), porque no interior do poço existe gases
metano prejudiciais ao recuperador que desce através desse cabo junto da vítima,
envolvendo a vítima com a fralda (triângulo de evacuação) enquanto os restantes
montam o tripé sobre o poço. Com um sistema cadernal, retiramos a vítima primeiro e
por fim o recuperador ou puxando o recuperador com a vítima pressa ao arnês.

UC 14 - Atuar em acidentes com matérias perigosas com equipamentos


elementares
Ao falarmos em matérias perigosas estamos a falar numa área bastante vasta e
complexa pois tudo ao nosso redor poderá ser considerado matéria perigosa.
Na vertente dos acidentes com este tipo de matérias devemos ter um mínimo de
conhecimento como poder atuar até á chegada de equipas especializadas para controlo
e remoção do produto.
A primeira equipa a chegar ao local deve de imediato criar um perímetro de
segurança, tentar identificar a matéria que esta a ser transportada, se existe vítimas,
danos, se há derrame ou deformação da carga, etc.
A identificação das matérias pode ser feita através de fichas próprias (identificação
da matéria, como a manusear, em caso acidente como atuar, o fabricante, destino, etc.)
no qual o transportador se faz acompanhar. Através de uma placa laranja (dimensões de
30 cm x 40 cm) fixa na parte da frente e traseira do veiculo transportador, tendo o fundo
todo laranja (transporte a granel) ou então fundo laranja dividida horizontalmente a

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meio, na parte superior está identificado o número de perigo (classe e perigosidade da


matéria) e na parte inferior identifica o número de ONU (número com 4 dígitos
atribuídos pela ONU – Organização das Nações Unidas para identificar a matéria), este
painel tem ainda a particularidade de ser resistente ao fogo durante pelo menos 15
minutos. Podemos ainda identificar as matérias através de placas e etiquetas de perigo
(contendo cores e simbologia variada, mediante a classe e subclasse da matéria),
colocado em cada compartimento ou recipiente de carga. A forma e tipo de recipiente
poderá transmitir-nos também qual a matéria e o estado de acondicionamento (sólido,
líquido e gasoso).
Atualmente temos 9 classes de matérias perigosas podendo ainda ser subdivididas
em subclasses.
Classe 1 – Matéria e objetos Explosivos
Subclasse 1.1 – Explosivos com perigo de explosão em massa
Subclasse 1.2 – Explosivos com perigo de projeção
Subclasse 1.3 – Explosivos com perigo de incêndio predominante
Subclasse 1.4 – Explosivos com perigo de explosão não significativo
Subclasse 1.5 – Explosivos muito pouco sensíveis com perigo de explosão em massa
Subclasse 1.6 – Objetos extremamente pouco sensíveis
Classe 2 – Gases
Subclasse 2.1 – Gases Inflamáveis
Subclasse 2.2 – Gases não inflamáveis e não tóxicos
Subclasse 2.3 – Gases tóxicos
Classe 3 – Líquidos Inflamáveis
Classe 4 – Matérias Sólidas Inflamáveis
Subclasse 4.1 – Sólidos inflamáveis
Subclasse 4.2 – Substâncias que apresentam risco de combustão espontânea
Subclasse 4.3 – Substâncias que em contato com a água libertam gases inflamáveis

Classe 5 – Matérias Comburentes


Subclasse 5.1 – Substâncias comburentes (oxidantes)

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Subclasse 5.2 – Peróxidos orgânicos


Classe 6 – Matérias Tóxicas
Subclasse 6.1 – Substâncias venenosas (tóxicas)
Subclasse 6.2 – Substâncias infeciosas que contenham microrganismos patogénicos
Classe 7 – Matérias Radioativas
Agrupadas em 3 categorias mediante a intensidade de radiação (cat.I branca, cat.II
amarela e cat.III amarela)
Classe 8 – Matérias Corrosivas
Classe 9 – Matérias e objetos perigosos diversos
As primeiras equipas a chegar ao local devem ter em mente 4 passos que podem
desenvolver até á chegada das equipas especializadas, (como ilustra imagem abaixo)

A forma de se garantir condições de segurança a todos os operacionais é cumprir


estritamente alguns procedimentos / precauções, passo a mencionar algumas:
Utilização de EPI (equipamento de proteção individual) completo;
Aproximar-se cuidadosamente do local, com vento pelas costas, zona mais elevada
(sempre que possível);
Não ser impulsivo na ajuda e socorro das vítimas sem o reconhecimento estar
finalizado;
Criar perímetro de segurança para operacionais e mirones;
Identificar matéria transportada e eventuais perigos;
Bom reconhecimento da situação, presença ou não de derrame, incêndio,
deformações, condições meteorológicas, etc.;

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Solicite apoio diferenciado;


Garantir as comunicações entre todos os intervenientes;
Criação de corredor de entrada aos meios de socorro e um corredor redutor de
contaminação;
Não caminhe sobre a matéria, não toque, não inale, não prove a matéria
derramada;

UC 15 - Efetuar trabalhos de prevenção em espaços rurais


A validação desta UC está dependente da apresentação do certificado de
qualificações da UFCD 3127 Prevenção de incêndios rurais, observados os
restantes requisitos de acesso à função de Operacional de Queima
legalmente previstos na alínea d), do ponto 2, do art.º 25.º do Despacho
n.º 7511/2014, de 9 de junho.
Certificado ICNF, I.P., n.º 281-2019
Sendo certificada pelo ICNF a 02/01/2019

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UC 16 - Executar Técnicas de Fogo Controlado


A validação desta UC está dependente da apresentação do certificado de
qualificações da UFCD 5377 - Fogo Controlado - Apoio, observados os
restantes requisitos de acesso à função de Operacional de Queima
legalmente previstos na alínea d), do ponto 2, do art.º 25.º do Despacho
n.º 7511/2014, de 9 de junho.
Certificado ICNF, I.P., n.º 281-2019
Conclui esta formação a 05/05/2017

Vida social/pessoal

Sendo bombeiro, resta-me pouco tempo para a minha vida pessoal. Mesmo assim
tenho algum tempo para a família e para a prática de desporto, para manter a condição
física para o dia a dia na atividade de bombeiro. Como bombeiro, para além dos serviços
de escala e de Bombeiro voluntariado, ter formações e instruções onde atualizamos e
treinamos para sermos e estarmos capazes em diferentes tipos de ocorrências.

Formação profissional comprovada

UFCD 3127 - Prevenção de incêndios rurais


UFCD 5377 - Fogo Controlado - Apoio

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Reflexão de aprendizagens

A criação deste portefólio tem como objetivo a certificação de competências de


toda a minha formação e experiência profissional na área dos bombeiros e proteção
civil.
Após a conclusão deste processo com trabalhos desenvolvidos, conhecimentos e
relembrando matéria já dada com algum tempo de antecedência, saio muito mais
enriquecido das sessões.

Evidências decorrentes do processo

02-12 » 09h-13h - RVCC - Apresentação do Referencial de RVCC, Explicação sobre a


Construção do Portefólio;
02-12 » 14h-18h - FC - Legislação - Enquadramento dos Serviços Municipais de Proteção
Civil;

04-12 » 09h-13h - RVCC - Apresentação do Referencial de RVCC, Explicação sobre a


Construção do Portefólio;
05-12 » 09h-13h - FC - Legislação - Enquadramento dos Serviços Municipais de Proteção
Civil;

09-12 » 09h-13h - FC - Legislação - Lei Orgânica da ANEPC;


09-12 » 14h-18h - FC - Segurança Contra Incêndios em Edifícios;

12-12 » 09h-13h - FC - Legislação - Lei Orgânica da ANEPC;


12-12 » 14h-18h - FC - Segurança Contra Incêndios em Edifícios;

16-12 » 09h-13h - FC - Segurança Contra Incêndios em Edifícios;


16-12 » 14h-18h - FC - Classificação e Identificação das Matérias Perigosas;

19-12 » 09h-13h - FC - Segurança Contra Incêndios em Edifícios;


19-12 » 14h-18h - FC - Classificação e Identificação das Matérias Perigosas;

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+++ 2020 +++

06-01-20 » 09h-13h - FC - Escoramentos de Edifícios com sistemas em Madeira;


06-01-20 » 14h-18h - FC - Escoramentos de Edifícios com sistemas em Madeira

08-01-20 » 09h-13h - FC - Escoramentos de Edifícios com sistemas em Madeira;


08-01-20 » 14h-18h - FC - Escoramentos de Edifícios com sistemas em Madeira;

13-01-20 » 09h-13h - FC - Escoramentos de Edifícios com sistemas em Madeira;


13-01-20 » 14h-18h - RVCC - Análise do Portefólio por forma a Validar Unidades de
Competência e Ajuda na Construção do mesmo;

18-01-20 » 09h-13h - FC - Escoramentos de Edifícios com sistemas em Madeira;


18-01-20 » 14h-18h - RVCC - Análise do Portefólio por forma a Validar Unidades de
Competência e Ajuda na Construção do mesmo;
20-01-20 » 09h-13h - FC - Classificação e Identificação das Matérias Perigosas;
20-01-20 » 14h-18h - FC - Efetuar Salvamentos em Ambiente Rodoviário;

27-01-20 » 09h-13h - FC - Classificação e Identificação das Matérias Perigosas;


27-01-20 » 14h-18h - FC - Efetuar Salvamentos em Ambiente Rodoviário;

28-01-20 » 09h-13h - FC - Efetuar manobras de Ventilação Tática;


28-01-20 » 14h-18h - FC - Efetuar manobras de Desencarceramento;

03-02-20 » 09h-13h - FC - Efetuar manobras de Ventilação Tática;


03-02-20 » 14h-18h - FC - Efetuar manobras de Desencarceramento;

05-02-20 » 09h-13h - FC - Extinguir Incêndios Urbanos com equipamentos hidráulicos e


Extintores;
05-02-20 » 14h-18h - RVCC - Análise Final do Portefólio para Validação das Unidades de
Competência;

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10-02-20 » 09h-13h - FC - Extinguir Incêndios Urbanos com equipamentos hidráulicos e


Extintores;
10-02-20 » 14h-18h - RVCC - Análise Final do Portefólio para Validação das Unidades de
Competência;

17-02-20 » 09h-10h - Prova de Avaliação e Certificação perante o Júri - 1ª Parte - Exame


Teórico;
17-02-20 » 10h-12h - Prova de Avaliação e Certificação perante o Júri - 2ª Parte - Exame
Prático;
17-02-20 » 14h-16h - Prova de Avaliação e Certificação perante o Júri - 2ª Parte - Exame
Prático;

Projetos futuros

Após conclusão deste processo de certificação profissional, espero concluir um


próximo objetivo, RVCC Pro nível 4- Técnico de Proteção Civil.
Queria também poder tirar uma licenciatura a nível de Proteção Civil e ir sempre
atualizando e estudando, fazendo investigação nesta área.

Registo do acompanhamento por parte da equipa


(relatórios/pareceres)

A juntar ao Portefólio antes da etapa de Preparação para a Prova.

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Bibliografia

Manuais da Escola Nacional de Bombeiros

Web grafia

https://www.enb.pt/
http://www.prociv.pt/pt-pt/Paginas/default.aspx

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Anexos

Anexo 1 – Currículo
Anexo 2 – Passaporte Qualifica
Anexo 3 – Certificado Habilitações
Anexo 4 – Certificados de Cursos de Formação
Anexo 5 – Ficha de Diagnóstico
Anexo 6 – Grelha de autoavaliação

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Anexo 1 – Currículo

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Anexo 2 – Passaporte Qualifica

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Anexo 3 – Certificado de habilitações

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Anexo 4 – Certificados de Cursos de Formação

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Anexo 5 – Ficha de diagnóstico

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