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Inextricavelmente: condição que não pode ser dissolvida ou separada.

Inseparavelmente,
indissoluto;

Fascismo: é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no
início do século XX na Europa. Os fascistas procuravam unificar sua nação através de um Estado
totalitário que promove a vigilância, um estado forte, a mobilização em massa da comunidade
nacional,[ confiando em um partido de vanguarda para iniciar uma revolução e organizar a nação
em princípios fascistas, hostis a todas as vertentes do marxismo, desde o comunismo totalitário ao
socialismo democrático.

Os movimentos fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao


Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo.
O fascismo vê a violência política, a guerra, e o imperialismo como meios para alcançar o
rejuvenescimento nacional e afirma que as nações e raças consideradas superiores devem obter
espaço deslocando ou eliminando aquelas consideradas fracas ou inferiores, como no caso da
prática fascista modelada pelo nazismo.[

Maniqueísmo: é a ideia baseada numa doutrina religiosa que afirma existir o dualismo entre dois
princípios opostos, normalmente o bem e o mal.

Emancipação na Teoria Crítica (escola de Frankfurt): prática transformadora que leva à


constituição de uma sociedade de homens e mulheres livres e iguais

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como-objeto-de-emancipacao-resenha/
Em filosofia, materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode
afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria
e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância.

Etnocentrismo: tendência em considerar o seu modo de vida como o mais correto, desvalorizando
comportamentos fora dos padrões da sua comunidade

Recalcado: é o indivíduo que tem recalque, termo utilizado popularmente como sinônimo de
pessoa invejosa e que reprime os desejos e felicidades alheios.

Pan-óptico é um termo utilizado para designar uma penitenciária ideal, concebida pelo filósofo e
jurista inglês Jeremy Benthamem 1785, que permite a um único vigilante observar todos os
prisioneiros, sem que estes possam saber se estão ou não sendo observados.

apodíctico
1. fil que exprime uma necessidade lógica, e não um simples fato empírico,
apresentando uma natureza evidente e indubitável (diz-se de proposição) [ex.: 2 + 2 =
4].
2. p.ext. que não pode ser refutado, contradito, contestado; indiscutível.

reificar
1. encarar (algo abstrato) como uma coisa material ou concreta; coisificar.
“r. conceitos como se fossem objetos é comum na literatura e em certos
comportamentos patológicos"
2. transformar em coisa; dar o caráter de coisa a.
"a tendência a r. heróis e anti-heróis é constante na cultura popular"
teleologia: é o estudo filosófico dos fins, isto é, do propósito, objetivo ou finalidade.

tautologia:
1. gram uso de palavras diferentes para expressar uma mesma ideia; redundância.
2. lóg proposição analítica que permanece sempre verdadeira, uma vez que o atributo
é uma repetição do sujeito (p.ex. o sal é salgado ).

amálgama: no sentido figurado, uma amálgama é também o nome que se dá à mistura


de coisas diversas e heterogêneas.

concomitante: diz-se de ou o que se produz ou se apresenta em simultâneo com outra


coisa.

mimético: que imita algo ou outrém; reproduz algo ou um comportamento de modo


idêntico

ci·ber·né·ti·co
adjetivo
1. Relativo a cibernética.
2. Relativo ao ciberespaço ou à Internet.

imagem técnica: é um conceito de Vilém Flusser, que se refere às imagens


produzidas por aparelhos técnicos, e são resultado da abstração do mundo a
partir dos conceitos científicos. Cf. FLUSSER, 1985.

iconoclasta
1. que ou aquele que destrói imagens religiosas ou se opõe à sua adoração.
2. que ou aquele que destrói imagens em geral.

semiótica: é a teoria geral dos signos. Esta ciência trata do estudo dos signos na vida
social, à semelhança da semiologia.

hermenêutica: é a arte de interpretar textos, mais concretamente os textos sagrados

retórica
substantivo feminino
1. fil ret a arte da eloquência, a arte de bem argumentar; arte da palavra.
2. p.ext. ret conjunto de regras que constituem a arte do bem dizer, a arte da
eloquência; oratória.

Ambivalente: que carrega em si dois valores ou poderes contrários ou não.

esterilizar
verbo
1. transitivo direto e pronominal
tornar(-se) estéril, improdutivo (diz-se de solo, planta, árvore).
2. transitivo direto
livrar de germes.

idiossincrático

adj.
Que é próprio e particular de uma pessoa, grupo; característico do
comportamento, do modo de agir ou da sensibilidade de alguém: o projeto do
escritor é completamente idiossincrático.
Em que há ou expressa idiossincrasia, traço comportamental característico de
um indivíduo ou de um grupo de pessoas.

ontológico
adjetivo
FIL
relativo à ou próprio da ontologia, a investigação teórica do ser.
o no heideggerianismo, relativo ao ser em si mesmo, em sua dimensão ampla e
fundamental, em oposição ao ôntico, que se refere aos entes múltiplos e
concretos da realidade.

Dicotomia é a divisão de um elemento em duas partes, em geral contrárias, como a


noite e o dia, o bem e o mal, o preto e o branco, o céu e o inferno etc.

Imbricação:
1. arq qualquer revestimento calcado no modelo de disposição das telhas planas
de um telhado, em fiadas horizontais, remontadas umas sobre as outras e com
juntas desencontradas.
2. p.ana. disposição de folhas de plantas, de escamas de peixes ou de
quaisquer objetos reunidos de tal forma que se sobreponham em partes uns aos
outros, como as telhas de um telhado.
3. fig. ligação estreita, íntima.

lastro
substantivo masculino
1. [Marinha] Areia, barras de metal ou outro peso que se mete no fundo do porão do navio que não leva b
astante ou nenhuma carga.
2. Sacos de areia que vão na barquinha do aeróstato.
3. [Figurado] O que se come para dar azo a beber.
4. Base (em que se firma alguma coisa).
5. Tudo o que faz aguentar o peso.

Diacronia
A partir de Saussure, linguista genebriano, muito se falou em sincronia e diacronia.
Sincrônico significa ao mesmo tempo. Diacrônico são ocorrências que acontecem
através do tempo. Passando isso para o estudo da língua, sincronia é estudar os
fenômenos da língua através de um recorte, ou seja, numa determinada fase/época e
diacronia é o estudo da língua que engloba as mudanças ocorridas através do tempo.

aportar
verbo
1. transitivo indireto e intransitivo
p.ext. mar chegar a, entrar em (porto ou qualquer ponto da costa); fundear, ancorar.
"aportaram na costa brasileira"
2. bitransitivo
mar frm. trazer ou levar (alguém ou algo) para (um porto).
"aportou os sobreviventes em Santos"

singularidade
1. qualidade do que é singular
2. característica única ou especial, particularidade
3. originalidade
4. ato ou dito singular
5. qualidade do que é extraordinário

Fenomenologia

Fenomenologia de Husserl

É um método e uma filosofia que surgiu com o alemão Edmund Husserl (1859-1938).
Ele entende por fenomenologia o processo pelo qual examina o fluxo da consciência,
ao mesmo tempo que é capaz de representar um objeto fora de si. Podemos
compreender esse processo se examinarmos o conceito de fenômeno como “aquilo
que aparece”. Nesse sentido, a fenomenologia aborda os objetos de conhecimento
como aparecem, como se apresentam à consciência.

Éé o estudo dos fenômenos em si mesmos, independentemente dos condicionamentos


exteriores a eles, cuja finalidade é apreender sua essência, estrutura de sua
significação. É também um método de redução, pelo qual o conhecimento factual e as
suposições racionais sobre os fenômenos como objeto, e a experiência do eu, são
postas de lado, para que a intuição pura da essência do fenômeno possa ser
rigorosamente analisada. É o estudo dos fenômenos, distinto do estudo do ser, ou
ontologia.

A fenomenologia husserliana é uma meditação sobre o conhecimento. Considera que


aquilo que é dado à consciência é o fenômeno (objeto do conhecimento imediato).
Esse fenômeno só aparece numa consciência; portanto, é a essa consciência que é
preciso interrogar, deixando de lado tudo o que lhe é exterior. A consciência, para
Husserl, só pode ser entendida como intencional, isto é, não está fechada em si
mesma, mas define-se como uma certa maneira de perceber o mundo e seus objetos.
Mostrar os diversos aspectos pelos quais a consciência percebe esses objetos e sob
os quais eles lhe aparecem, o que a sua presença supõe, constitui o estudo e o
objetivo essencial da fenomenologia.

Para Husserl, portanto, a tarefa da filosofia é a pesquisa, exame e descrição do


fenômeno, como conteúdo da consciência. Trata-se de uma mudança radical de
sentido na orientação filosófica, antes voltada para as coisas, para o mundo exterior, e
que com ele passou a interessar-se pela consciência, pelo mundo interior. Assim, por
exemplo, se alguém vê as folhas de uma palmeira serem agitadas pelo vento, essa
experiência é, toda ela, um fenômeno interior, que se passa essencialmente dentro da
consciência. Os objetos exteriores são apenas condições para que se crie a percepção,
a vivência desse fenômeno interior. A fenomenologia se prende, por meio da atitude
reflexiva, nesses fenômenos ou estados da consciência e prescinde da realidade
exterior das coisas, ou como diz Husserl, coloca-se entre parênteses. É o que ele
chama de epokhé, ou seja, o ato de liberar a atenção do exterior para que ela se
detenha na análise da vivência ou experiência pura.

Essa mudança de orientação teve grande importância para a filosofia, pois a eximiu de
cuidar da explicação do mundo e das coisas. A ciência é que explica o mundo e seus
aspectos acessíveis à nossa experiência. Ao voltar-se para o conteúdo ou para o
fenômeno existente na consciência, a fenomenologia encontrou um objeto que a
capacita a transformar-se em ciência autêntica, como pretendia seu fundador. Esse
conteúdo é antes suscetível de descrição do que de medida. Fazer tal descrição é a
tarefa dessa filosofia.

Os críticos da obra de Husserl dividem-se em dois grupos principais. De um lado estão


os que, como os neokantianos, concordam em que a fenomenologia se realizou como
perspectiva ontológica; do outro, os que sustentam que ela significou apenas uma
tomada de posição epistemológica, como Nicolaio Hartman. Em outras palavras, os
que admitem ser ela uma perspectiva do ser, e os que a consideram apenas como uma
investigação do conhecer.

Em seus primeiros escritos, Husserl não põe em dúvida a existência dos objetos
independentemente dos atos mentais. Mais tarde, introduz a noção problemática de
uma redução transcendental fenomênica, mediante a qual se descobre o ego (o eu)
transcendental, diferente do ego fenomênico da consciência ordinária. Em
conseqüência, Husserl passa de um realismo primitivo a uma modalidade de idealismo
kantiano. Sua influência foi muito profunda, em especial entre os existencialistas
(Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre, Maurice Merleau-Ponty) que, apesar de se
considerarem fenomenologistas, preocupavam-se mais com a ação do que com o
conhecimento.

Em psicologia, fenomenologia é um método de descrição e análise desenvolvido a


partir da fenomenologia filosófica, aplicado à percepção subjetiva dos fenômenos e à
consciência, em especial nos campos da psicologia da Gestalt, análise existencial e
psiquiátrica.

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