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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(ÍZA)

Processo n.º _____________________________

NOME DO(A) ARREMATANTE, qualificada(o) nos


autos em epígrafe na qualidade de Arrematante, vem, por meio
desta, à presença de Vossa Excelência, expor e, ao final, requerer o
que segue:

Este(a) Arrematante participou do Leilão Judicial


realizado por este Douto Juízo, em DIA/MÊS/ANO, no qual veio a
adquirir o bem penhorado nos autos em epígrafe, qual seja:
“DESCREVER O BEM”.

Ocorre, que este(a) Arrematante tomou conhecimento


que o bem arrematado encontra-se atualmente na posse de
terceiros ilegítimos, restando-se totalmente temeroso(a) quanto à
conservação do mesmo, haja vista que os atuais detentores não
terão o mesmo zelo e cuidado com o bem adquirido.

Salienta-se que este(a) Arrematante cumpriu com


todos os seus deveres, desde o recolhimento dos valores devidos a
título de lance até a quitação da comissão do(a) Leiloeiro(a), não
havendo nenhuma objeção para expedição da carta de arrematação.

Portanto, em vista da irretratabilidade da arrematação,


a expedição da Carta de Arrematação já é possível no caso em tela,
conforme se infere pela simples leitura do artigo 903 do NCPC,
vejamos:

Art. 903. Qualquer que seja a modalidade de


leilão, assinado o auto pelo juiz, pelo
arrematante e pelo leiloeiro, a arrematação
será considerada perfeita, acabada e
irretratável, ainda que venham a ser julgados
procedentes os embargos do executado ou a
ação autônoma de que trata o § 4º deste
artigo, assegurada a possibilidade de
reparação pelos prejuízos sofridos.
(grifo nosso)

Assim sendo, a expedição da competente Carta de


Arrematação no presente caso é perfeitamente cabível, isto porque
a arrematação já encontra-se perfeita, acabada e irretratável,
fazendo-se imperioso que a norma supra transcrita seja cumprida e
a Carta de Arrematação seja de plano expedida, para que o(a)
Arrematante tome posse do bem que adquiriu.

Ademais, acerca do bem encontrar-se na posse de


terceiros ilegítimos, faz-se imperioso que seja emitido o mandado de
Imissão na Posse em favor deste Arrematante, pois o mesmo é meio
legítimo e assegurado em lei, para que se conceda a posse sobre o
bem adquirido, face ao direito que possui, sendo absolutamente
possível que tal pedido seja pleiteado nos presentes autos, conforme
se vê pela jurisprudência a seguir:

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO.


ARREMATAÇÃO. IMISSÃO NA POSSE DE
IMÓVEL. AÇÃO PRÓPRIA.
DESNECESSIDADE.
I. Ao adquirente do imóvel arrematado em
execução não se exige a propositura de
nova ação para imitir-se na posse do bem,
podendo fazê-lo nos autos do processo
executivo por meio de mandado judicial.
Precedentes.
II. Recurso especial conhecido e provido.
REsp 742303/MG. RECURSO ESPECIAL
2005/0061235-4. Relator: Min. Aldir
Passarinho Junior. Órgão Julgador: T4 -
Quarta Turma. Data do Julgamento:
30/05/2006. Data da Publicação/Fonte: DJ
26/06/2006, p. 160.

AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE


COBRANÇA DE DÉBITO CONDOMINIAL
EM FASE DE EXECUÇÃO –
ARREMATAÇÃO DO BEM, COM
EXPEDIÇÃO DA REFERIDA CARTA –
PEDIDO DE IMISSÃO NA POSSE – AÇÃO
PRÓPRIA – DESNECESSIDADE – DIREITO
LEGITIMO DO ARREMATANTE – ART. 694
E 625 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
DECISÃO REFORMADA PARA A
EXPEDIÇÃO DO MANDADO – AGRAVO DE
INSTRUMENTO PROVIDO. (Agravo de
Instrumento n.º 0101393-51.2012.8.26.0000,
Relator Eros Piceli – Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo, Seção de Direito Privado
– 33ª Câmara, Julgamento 30 de julho de
2012). (Grifo nosso)

Cabe ao(à) Arrematante receber o bem que adquiriu de


forma mansa e pacífica, sob a tutela do Estado-Juiz, para que surta
seus jurídicos e legais efeitos, por não ter qualquer relação com a
presente demanda, salvo as decorrentes da arrematação.

Por fim, o(a) Arrematante é terceiro(a) de boa-fé que


ingressou nos autos por ato da própria justiça, e vem efetuando
todos os atos para a perfectibilização da arrematação, como de fato
vem ocorrendo.

Diante do acima exposto, faz-se a presente para


requerer a Vossa Excelência que se digne em:

a) expedir a competente Carta de Arrematação, o


mais breve possível, possibilitando a este(a) Arrematante
transferir a propriedade do bem adquirido, a fim de usufruí-lo de
forma plena, vez que não há quaisquer questões jurídicas
controvertidas quanto a legitimidade da arrematação ocorrida;

b) determinar a expedição do mandado de imissão


na posse do móvel, com auxílio do Sr. Oficial de Justiça, caso
houver alguma resistência por parte dos atuais ocupantes,
objetivando que este(a) Arrematante tome posse do veículo
adquirido de forma mansa e pacífica, a fim de usufruí-lo de forma
plena, segundo critério de pura e verdadeira justiça.

Por fim, caso seja necessário entrar em contato com


este arrematante, seguem dados abaixo:

Endereço:
Telefone:
E-mail:

Termos em que,
Pede e aguarda deferimento.

Cidade/Estado, Data/Mês e Ano.


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NOME DO(A) ARREMATANTE
-Arrematante-