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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 8522
Segunda edição
21.04.2008

Válida a partir de
21.05.2008

Concreto — Determinação do módulo estático


de elasticidade à compressão
Concrete – Determination of the elasticity modulus by compression
Exemplar autorizado para uso exclusivo - PETROLEO BRASILEIRO - 33.000.167/0036-31

Palavra-chave: Concreto.
Descriptor: Concrete.

ICS 91.100.30

ISBN 978-85-07-00628-2

Número de referência
ABNT NBR 8522:2008
16 páginas

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Sumário Página

Prefácio.......................................................................................................................................................................iv
1 Escopo ............................................................................................................................................................1
2 Referências normativas ................................................................................................................................1
3 Termos e definições ......................................................................................................................................1
4 Aparelhagem ..................................................................................................................................................3
4.1 Máquina de ensaios.......................................................................................................................................3
4.2 Medidores de deformação ............................................................................................................................3
4.2.1 Generalidades ................................................................................................................................................3
4.2.2 Medidores de deformação elétricos ............................................................................................................4
4.2.3 Medidores de deformação mecânicos (compressômetros)......................................................................4
4.3 Bases de medida ...........................................................................................................................................6
4.4 Paquímetro .....................................................................................................................................................6
5 Corpos-de-prova do ensaio ..........................................................................................................................7
5.1 Generalidades ................................................................................................................................................7
5.2 Preparação dos corpos-de-prova de ensaio ..............................................................................................7
6 Procedimento do ensaio ...............................................................................................................................7
6.1 Determinação da resistência à compressão (fc).........................................................................................7
6.2 Determinação do módulo de elasticidade (Eci)...........................................................................................7
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6.2.1 Generalidades ................................................................................................................................................7


6.2.2 Aplicação da carga e leitura das deformações ..........................................................................................8
6.2.3 Cálculo ..........................................................................................................................................................11
6.2.4 Tolerância da dispersão e expressão do resultado.................................................................................11
7 Relatório do ensaio .....................................................................................................................................11
7.1 Dados obrigatórios......................................................................................................................................11
7.2 Dados opcionais ..........................................................................................................................................12
8 Repetitividade e reprodutibilidade.............................................................................................................12
8.1 Repetitividade ..............................................................................................................................................12
8.2 Reprodutibilidade ........................................................................................................................................12
Anexo A (informativo) Determinação do módulo de deformação a uma tensão especificada e traçado do
diagrama tensão-deformação ....................................................................................................................13
A.1 Objetivo e aplicação ....................................................................................................................................13
A.2 Termos e definições ....................................................................................................................................13
A.3 Determinação do módulo de deformação secante a uma tensão especificada ...................................13
A.3.1 Compatibilização de deformações lidas em bases de medida independentes ....................................13
A.3.2 Procedimento de ensaio .............................................................................................................................14
A.3.3 Cálculo ..........................................................................................................................................................15
A.4 Traçado do diagrama tensão-deformação específica .............................................................................15
A.4.1 Ensaio ...........................................................................................................................................................15
A.4.2 Traçado do diagrama ..................................................................................................................................16

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de
Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores
e neutros (universidade, laboratório e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos
elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada
responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 8522 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (ABNT/CB-18),
pela Comissão de Estudo de Métodos de Ensaios de Concreto (CE-18:300.02). O Projeto circulou em Consulta
Nacional conforme Edital nº 12, de 19.12.2007 a 18.02.2008, com o número de Projeto ABNT NBR 8522.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 8522:2003), a qual foi tecnicamente
revisada.
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Concreto — Determinação do módulo estático de elasticidade


à compressão

1 Escopo
1.1 Esta Norma especifica um método para a determinação do módulo estático de elasticidade à compressão
do concreto endurecido, em corpos-de-prova cilíndricos que podem ser moldados ou extraídos da estrutura.
Este é o módulo a ser determinado em ensaio, conforme estabelece a ABNT NBR 6118.

1.2 O Anexo A informa como determinar o módulo de deformação secante e traçar o diagrama
tensão-deformação do concreto nos casos em que essas informações forem solicitadas.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do
referido documento (incluindo emendas).
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ABNT NBR 5738, Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova

ABNT NBR 5739:2007, Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos

ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto – Procedimento

ABNT NBR 7680, Concreto – Extração, preparo e ensaio de testemunhos de concreto

ABNT NBR 14480, Materiais metálicos – Calibração de extensômetros usados em ensaios uniaxiais

ABNT NBR NM ISO 7500-1, Materiais metálicos – Calibração de máquinas de ensaio estático uniaxial –
Parte 1: Máquinas de ensaio de tração/compressão – Calibração do sistema de medição da força

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
base de medida
cada trecho do corpo-de-prova onde são feitas medidas de deformação

3.2
bases de medida independentes
bases de medida individualizadas, cujas deformações são medidas e conhecidas, sendo possível realizar a leitura
das deformações de cada base de medida pelo operador

3.3
bases de medida dependentes
bases de medida individualizadas cujas deformações são medidas e apresentadas como um resultado conjunto,
ou seja, não é possível a leitura individualizada das deformações de cada base de medida

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3.4
deformação específica
grandeza adimensional que expressa a variação de comprimento da base de medida de um corpo-de-prova em
relação ao seu comprimento inicial (ε = ΔL/L)

3.5
módulo de deformação secante (Ecs)
propriedade do concreto cujo valor numérico é o coeficiente angular da reta secante ao diagrama
tensão-deformação específica, passando pelos seus pontos A e B correspondentes (Figura 1), respectivamente,
à tensão σa e à tensão considerada no ensaio
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Figura 1 — Representação esquemática do módulo de deformação secante (Ecs)

3.6
módulo de elasticidade ou módulo de deformação tangente inicial (Eci) 1 )
módulo de elasticidade ou módulo de deformação tangente à origem ou inicial, que é considerado equivalente ao
módulo de deformação secante ou cordal entre σa e 30 % fc (ver 6.2), para o carregamento estabelecido neste
método de ensaio (Figura 2)

1)
O módulo de elasticidade pode ser considerado um módulo de deformação, quando se trabalha com o material no regime
elástico.

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Figura 2 — Representação esquemática do módulo de elasticidade ou módulo de deformação


tangente inicial (Eci)
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4 Aparelhagem

4.1 Máquina de ensaios

A máquina de ensaios deve atender aos valores máximos admissíveis para classe 1 ou melhor, estabelecidos na
ABNT NBR NM ISO 7500-1 e cumprir com os requisitos estabelecidos em 3.1 da ABNT NBR 5739:2007.
Deve ser capaz de aplicar a força ou deformação específica indicada na razão especificada e mantê-la ao nível
requerido.

NOTA A ABNT NBR NM ISO 7500-1 estabelece que a calibração deve ser realizada no intervalo de 20 % a 100 % da
capacidade nominal da escala da máquina utilizada. Para melhor exatidão do ensaio, convém calibrar o intervalo inferior a 20 %
da capacidade nominal da escala utilizada e aplicar o fator de correção, quando necessário, ao ponto correspondente
a 0,5 MPa.

4.2 Medidores de deformação

4.2.1 Generalidades

Os instrumentos para medir as deformações devem ser elétricos ou mecânicos, conforme 4.2.2 e 4.2.3
respectivamente, e devem possibilitar a realização do ensaio sem interferência dos operadores.

NOTA Podem ser utilizados outros equipamentos, desde que seja possível comprovar a sua eficiência no atendimento
aos requisitos desta Norma.

Medidores de deformação de bases dependentes não devem ser utilizados na determinação do módulo de
deformação secante (Anexo A), para tensões fora do intervalo estabelecido em A.3.2.

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4.2.2 Medidores de deformação elétricos

Os medidores de deformação elétricos podem ser do tipo resistivo ou indutivo.

Os medidores de deformação elétricos resistivos são constituídos por uma liga de metal-filme estabilizada.
Estes medidores de deformação podem ser colados na superfície do corpo-de-prova, embutidos no seu interior
ou fixados externamente.

NOTA Os medidores de deformação elétricos resistivos tipo strain gages são ajustados para medir diretamente as
deformações específicas.

O medidor de deformação elétrico indutivo funciona como um transformador diferencial de tensão que se baseia
no princípio da variação da indutância mútua de um transformador.

Os medidores de deformação elétricos devem ter resolução mínima de 0,001 mm e atender aos valores máximos
admissíveis para classe 1 ou melhor estabelecidos na ABNT NBR 14480, e devem ser calibrados em intervalos
não superiores a 12 meses ou após reparos ou ajustes.

4.2.3 Medidores de deformação mecânicos (compressômetros)

4.2.3.1 Generalidades

Os medidores de deformação mecânicos são comparadores fixos utilizados em corpos-de-prova submetidos


a esforços compressivos de curta duração. Estes dispositivos são fixados por meio de garras, anéis ou pinos,
cujas pontas penetram na superfície do corpo-de-prova.
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4.2.3.2 Compressômetro com bases dependentes

O compressômetro com bases dependentes é constituído por dois anéis (ou duas garras), um dos quais
rigidamente fixado ao corpo-de-prova (anel B da Figura 3) e o outro fixado em dois pontos diametralmente opostos,
de modo que se tenha rotação livre (anel C da Figura 3). Deve ser empregada uma haste pivô (haste A da Figura 3)
com o intuito de manter constante a distância entre os anéis. Essa haste deve estar localizada em um ponto da
circunferência formada pelo anel C, na metade da distância entre os dois pontos de fixação.

Figura 3 — Compressômetro com bases dependentes

A medição do deslocamento deve ser feita por um relógio comparador, com resolução mínima de 0,001 mm,
localizado em um ponto oposto à haste A.

NOTA Podem ser utilizados medidores elétricos adaptados ao compressômetro.

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O relógio comparador deve ser calibrado em intervalos não superiores a 12 meses. O erro relativo máximo não
deve ser superior a 1 %.

A leitura do relógio comparador corresponde à soma dos deslocamentos medidos no corpo-de-prova e o


deslocamento devido à rotação do anel C conforme demonstrado no esquema da Figura 4.
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onde:

d é o deslocamento devido à deformação do corpo-de-prova;

r é o deslocamento devido à rotação do anel C sobre haste pivô A;

a é a localização do relógio comparador;

b é a posição dos pontos de fixação do anel C no corpo-de-prova;

c é a posição da haste pivô A;

D é o deslocamento total medido pelo relógio comparador;

er é a distância entre a haste pivô A e o plano vertical que passa pelos pontos de fixação do anel C;

ed é a distância entre o ponto de fixação do do relógio comparador e o plano vertical que passa pelos pontos de fixação do
anel C;

Figura 4 — Esquema de leitura do compressômetro com bases dependentes

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O deslocamento real sofrido pela base de medida do corpo-de-prova (d) é obtido pela equação:

D × er
d=
er + ed

Para o caso particular das distâncias ed e er serem iguais, o deslocamento real sofrido pelo corpo-de-prova
corresponde ao deslocamento lido no relógio comparador (D) multiplicado por 0,5.

4.2.3.3 Compressômetro com bases independentes

O compressômetro com bases independentes é constituído por dois anéis (ou duas garras), ambos rigidamente
fixados ao corpo-de-prova (Figura 5). Devem ser utilizados no mínimo dois relógios comparadores fixados, neste
caso, diametralmente opostos.
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Figura 5 — Compressômetro com bases independentes

NOTA Podem ser utilizados medidores elétricos adaptados ao compressômetro.

Os relógios comparadores devem ser calibrados em intervalos não superiores a 12 meses. O erro relativo máximo
não deve ser superior a 1 %.

4.3 Bases de medida


As bases de medida devem ser no mínimo duas, ter o mesmo comprimento e estar situadas em geratrizes
eqüidistantes no perímetro do corpo-de-prova.

O comprimento de uma base de medida deve ser no mínimo igual a dois terços do diâmetro do corpo-de-prova
(2/3 d) e no máximo igual à medida desse diâmetro (d).

O gabarito do comprimento da base de medida deve ser verificado em Intervalos não maiores que 12 meses.
O erro máximo admissível não deve ser superior a 1 %.

4.4 Paquímetro
O paquímetro utilizado para a determinação das dimensões deve apresentar faixa nominal compatível com a
dimensão básica do corpo-de-prova.

Sua resolução deve ser de no mínimo 0,1 mm.

O paquímetro deve ser calibrado em intervalos não maiores que 24 meses.

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5 Corpos-de-prova do ensaio

5.1 Generalidades

Os corpos-de-prova a serem ensaiados devem ser cilíndricos, com 150 mm de diâmetro e 300 mm de altura.
Alternativamente, outros corpos-de-prova que cumpram de forma geral com os requisitos das ABNT NBR 5738
e ABNT NBR 7680 podem ser utilizados, sempre que a proporção comprimento/diâmetro atender à condição:
1,98 < L/d < 2,02. Para corpos-de-prova moldados, o diâmetro, d, deve ser maior que quatro vezes a dimensão
máxima característica do agregado graúdo do concreto.

5.2 Preparação dos corpos-de-prova de ensaio

Os corpos-de-prova devem ser moldados e armazenados de acordo com a ABNT NBR 5738. Os testemunhos
de estruturas devem ser preparados para o ensaio de acordo com a ABNT NBR 7680.

As dimensões de corpos-de-prova moldados e de testemunhos extraídos devem ser medidas e deve ser verificada
a conformidade com a relação L/d indicada em 5.1. O diâmetro deve ser a média, expressa em décimos de
milímetro, de duas determinações, efetuadas com exatidão de 0,1 mm, realizadas em duas direções
aproximadamente ortogonais no terço central do corpo-de-prova. A altura deve ser a média, expressa em décimos
de milímetro, de duas determinações efetuadas com exatidão de 0,1 mm, realizadas em duas geratrizes
aproximadamente opostas do corpo-de-prova.

Caso sejam empregados outros procedimentos para o armazenamento, como no caso de testemunhos extraídos,
o fato deve constar claramente no relatório do ensaio.
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6 Procedimento do ensaio

6.1 Determinação da resistência à compressão (fc)

A resistência à compressão do concreto deve ser determinada em dois corpos-de-prova similares, preferivelmente
do mesmo tamanho e forma dos que serão utilizados para determinar o módulo de elasticidade, provenientes da
mesma betonada, preparados e curados sob as mesmas condições e de acordo com o que estabelece a
ABNT NBR 5738, devendo ser ensaiados à compressão de acordo com a ABNT NBR 5739.

NOTA 1 Se não houver corpos-de-prova da mesma betonada, a resistência à compressão pode ser estimada e esse fato
deve ser registrado no relatório do ensaio, mencionando quais as bases adotadas para essa estimativa.

NOTA 2 Quando a determinação do módulo de elasticidade for realizada em testemunhos extraídos de estruturas de
concreto, convém que o ensaio de resistência à compressão seja realizado em testemunhos provenientes do mesmo elemento
estrutural. Não sendo possível o total atendimento a esta recomendação, o fato deve ser registrado no relatório de ensaios.

NOTA 3 Quando o ensaio for realizado a uma tensão especificada pelo projetista, pode-se prescindir da determinação
prévia da resistência à compressão, desde que o valor da tensão especificada seja de até 0,4 fck e a resistência à compressão
fc,ef obtida ao final do ensaio seja igual ou superior ao fck especificado.

6.2 Determinação do módulo de elasticidade (Eci)

6.2.1 Generalidades

Para cada determinação do módulo de elasticidade devem ser ensaiados três corpos-de-prova.

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6.2.2 Aplicação da carga e leitura das deformações

O corpo-de-prova devidamente instrumentado deve ser centralizado nos pratos da máquina de ensaios de acordo
com a ABNT NBR 5739. O corpo-de-prova deve permanecer centrado geometricamente, com seu eixo coincidindo
com o eixo de aplicação de carga.

Os carregamentos e descarregamentos devem obedecer à velocidade de (0,45±0,15) MPa/s e devem ser


conduzidos por uma das metodologias apresentadas em 6.2.2.1 e 6.2.2.2, ilustradas nas Figuras 6 e 7,
respectivamente.

6.2.2.1 Metodologia A – Tensão σa fixa

a) Etapa 1

Carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão do limite superior (σb) e mantê-la neste nível
por 60 s.

NOTA A tensão σb corresponde a 30 % da tensão de ruptura (fc) obtida através do ensaio de resistência à compressão
determinada conforme 6.1 ou outra tensão especificada em projeto (ver nota 3 de 6.1).

Em seguida, descarregar o corpo-de-prova até uma força próxima de zero ou a primeira marcação correspondente
a uma divisão da escala analógica. O prato superior da máquina de ensaios não deve perder o contato com o topo
do corpo-de-prova.

b) Etapa 2
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Carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão de 0,5 MPa (σa) e mantê-la neste nível por 60 s.

Em seguida, carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão do limite superior (σb) e manter
a força neste nível por 60 s.

Descarregar o corpo-de-prova até uma força próxima de zero ou a primeira marcação correspondente a uma
divisão da escala analógica. O prato superior da máquina de ensaio não deve perder o contato com o topo do
corpo-de-prova.

c) Etapa 3

Esta etapa deve ser conduzida conforme prescrições para a etapa 2.

d) Etapa 4

Carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão de 0,5 MPa (σa) e mantê-la neste nível por 60 s.
Registrar as deformações lidas, εa, tomadas em no máximo 30 s.

Em seguida, carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão do limite superior (σb) e mantê-la
neste nível por 60 s. Registrar as deformações lidas, εb, tomadas em no máximo 30 s.

Após a leitura das deformações, liberar a instrumentação, se necessário, e carregar o corpo-de-prova na mesma
taxa de velocidade utilizada durante as etapas até que se produza a ruptura, obtendo-se a resistência efetiva (fc,ef).

Se fc,ef diferir de fc em mais de 20 %, os resultados do corpo-de-prova devem ser descartados.

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Figura 6 — Representação esquemática do carregamento para a determinação do módulo


de elasticidade – Metodologia A – Tensão σa fixa

6.2.2.2 Metodologia B – Deformação específica εa fixa

a) Etapa 1

Carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão do limite superior (σb) e manter a força neste nível
por 60 s.

NOTA A tensão σb corresponde a 30 % da tensão de ruptura (fc) obtida através do ensaio de resistência à compressão
determinada conforme 6.1 ou outra tensão especificada em projeto (ver nota 3 de 6.1).

Em seguida, descarregar o corpo-de-prova até uma força próxima de zero ou a primeira marcação correspondente
a uma divisão da escala analógica. O prato superior da máquina de ensaio não deve perder o contato com o topo
do corpo-de-prova. Zerar o medidor de deformação.

b) Etapa 2

Carregar o corpo-de-prova até o medidor de deformação acusar e leitura de deslocamento correspondente à


deformação específica de 50 x 10-6 (εa). Manter o carregamento por 60 s.

Em seguida, carregar o corpo-de-prova até a força correspondente à tensão do limite superior (σb)
e manter a força neste nível por 60 s.

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Descarregar o corpo-de-prova até uma força próxima de zero ou a primeira marcação correspondente a uma
divisão da escala analógica. O prato superior da máquina de ensaio não deve perder o contato com o topo do
corpo-de-prova. Zerar o medidor de deformação.

c) Etapa 3

Esta etapa deve ser conduzida conforme precrições para a etapa 2.

d) Etapa 4

Carregar o corpo-de-prova até o medidor de deformação acusar a leitura de deslocamento correspondente à


deformação específica de 50 x 10-6 (εa). Manter o carregamento por 60 s. Registrar a força lida em no máximo 30 s
e calcular a tensão σa.

Em seguida, carregar o corpo-de-prova até a força correspondente a tensão do limite superior (σb) e manter a
força neste nível por 60 s. Registrar as deformações lidas, εb, tomadas em no máximo 30 s.

Após a leitura das deformações, liberar a instrumentação, se necessário, e carregar o corpo-de-prova na mesma
taxa de velocidade utilizada durante as etapas até que se produza a ruptura, obtendo-se a resistência efetiva (fc,ef).

Se fc,ef diferir de fc em mais de 20 %, os resultados do corpo-de-prova devem ser descartados.


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Figura 7 — Representação esquemática do carregamento para a determinação do módulo


de elasticidade – Metodologia B — Deformação εa fixa

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6.2.3 Cálculo

6.2.3.1 Metodologia A – Tensão σa fixa

O módulo de elasticidade, Eci, em gigapascals, é dado pela equação:

Δσ −3 σb − 0,5 −3
Eci = 10 = 10
Δε ε b − εa

onde:

σb é a tensão maior, em megapascals; (σb = 0,3 fc ) ou outra tensão especificada em projeto, conforme nota
3 de 6.1;

0,5 é a tensão básica, expressa em megapascals (MPa);

εb é a deformação específica média, conforme 3.4 (ε = ΔL/L), dos corpos-de-prova sob a tensão maior;

εa é a deformação específica média dos corpos-de-prova sob a tensão básica (0,5 MPa).

6.2.3.2 Metodologia B – Deformação específica εa fixa

O módulo de elasticidade, Eci, em gigapascals, é dado pela equação:


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Δσ −3 σb − σa
Eci = 10 = 10−3
Δε εb − 50 × 10−6

onde:

σb é a tensão maior, em megapascals; (σb =0,3 fc ) ou outra tensão especificada em projeto, conforme nota 3
de 6.1;

σa é a tensão básica correspondente à deformação específica 50 x 10-6, expressa em megapascals (MPa);

εb é a deformação específica média dos corpos-de-prova sob a tensão maior.

6.2.4 Tolerância da dispersão e expressão do resultado

A dispersão máxima entre uma medida individual (Δε) e a média das deformações ( Δ ε ) não deve ser superior a
5 % dessa média.

Quando a dispersão máxima for superior a 5 %, o valor discrepante deve ser desconsiderado e uma nova média
deve ser calculada. Se a dispersão ainda for superior a 5 % os resultados devem ser descartados.

Os resultados devem ser expressos com três algarismos significativos, em gigapascals.

7 Relatório do ensaio

7.1 Dados obrigatórios

Devem constar obrigatoriamente no relatório do ensaio os seguintes dados:

a) identificação do corpo-de-prova ou testemunho;

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b) data de preparação do concreto ou da obtenção do testemunho (se for o caso);

c) condições de cura e armazenamento;

d) idade do corpo-de-prova ou do testemunho no momento do ensaio, ou data do ensaio, caso a idade do


testemunho não seja conhecida;

e) condições do corpo-de-prova ou testemunho no momento de seu recebimento para ensaio e seu tratamento
superficial;

f) tipo e dimensões do corpo-de-prova ou testemunho;

g) data do ensaio;

h) tipo dos instrumentos de medição utilizados, quantidade e comprimento das bases de medida;

i) resistência à compressão de acordo com 6.1;

j) resistência à compressão de cada corpo-de-prova ensaiado para determinar o módulo de elasticidade;

k) metodologia de carregamento corforme 6.2.2;

l) valor obtido para o módulo de elasticidade de cada corpo-de-prova;

m) valor obtido para o módulo de elasticidade do concreto ensaiado, calculado de acordo com 6.2.3 e expresso
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como em 6.2.4.

7.2 Dados opcionais

Opcionalmente podem constar no relatório do ensaio:

a) características especificadas no projeto (como fck e Eci);

b) localização do concreto na estrutura;

c) informações quanto aos materiais componentes do concreto;

d) observações consideradas de interesse (tipo de capeamento dos corpos-de-prova, presença de materiais


estranhos, anomalias na ruptura, natureza dos agregados e outros).

8 Repetitividade e reprodutibilidade

8.1 Repetitividade

Convém que a diferença entre dois resultados individuais, obtidos a partir de uma mesma amostra submetida a
ensaio, por um operador empregando um mesmo equipamento em um curto intervalo de tempo, não seja maior do
que 5 %.

8.2 Reprodutibilidade

Convém que a diferença entre dois resultados individuais e independentes, obtidos a partir de uma mesma
amostra submetida a ensaio, por dois operadores em laboratórios diferentes em um curto intervalo de tempo, não
seja maior do que 10 %.

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Anexo A
(informativo)

Determinação do módulo de deformação a uma tensão especificada e


traçado do diagrama tensão-deformação

A.1 Objetivo e aplicação


A.1.1 O conhecimento do módulo de elasticidade do concreto, cujo valor numérico corresponde ao módulo de
deformação tangente inicial, como proposto nesta Norma, possibilita o atendimento às exigências do projeto
estrutural, tendo em vista a possibilidade de inferir o módulo de deformação em tensões usuais de projeto por
meio de aproximações previstas nas normas técnicas.

A.1.2 Em casos especiais pode ser necessária a determinação do módulo de deformação a uma tensão
especificada ou até mesmo o conhecimento da deformação do concreto, quando submetido a um carregamento
crescente. Assim, este Anexo estabelece a metodologia recomendável quando se desejar determinar o módulo de
deformação do concreto a uma tensão especificada, bem como dá as diretrizes consideradas adequadas ao
traçado do diagrama tensão-deformação do concreto.

A.1.3 Procedimentos não previstos neste Anexo seguem o descrito no corpo desta Norma.
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A.2 Termos e definições


Para os efeitos deste Anexo, além das definições constantes na Seção 3, aplicam-se também os seguintes termos
e definições.

A.2.1
diagrama tensão-deformação
representação gráfica da relação tensão-deformação específica, em ensaio de compressão axial simples (ver A.4)

A.3 Determinação do módulo de deformação secante a uma tensão especificada

A.3.1 Compatibilização de deformações lidas em bases de medida independentes

O procedimento para a compatibilização das deformações lidas em bases de medida independentes é o seguinte:

a) colocar os corpos-de-prova em posição centrada nos pratos da máquina de ensaios (centragem visual);

b) aplicar uma carga de até (no máximo) 20 % da carga prevista de ruptura;

c) verificar as deformações registradas pelos medidores;

d) caso a diferença entre as deformações lidas nesses medidores seja maior que 20 % da maior das deformações
lidas, descarregar o corpo-de-prova e proceder ao ajuste mais correto da centragem, girando o corpo-de-prova;

e) aplicar novamente uma carga de no máximo 20 % da carga prevista de ruptura e novamente verificar as
deformações registradas pelos medidores;

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f) repetir esse procedimento de carregar, ler as deformações, descarregar e girar o corpo-de-prova, até que a
diferença entre as deformações lidas não seja maior do que 20 % da maior deformação, quando terá sido
concluída a compatibilização das bases de medida.

A.3.2 Procedimento de ensaio

Quando o ensaio for realizado em tensão compreendida no intervalo 0,3 fc a 0,5 fc, as bases de medida podem ser
dependentes e pode ser dispensada a compatibilização das bases de medida.

Uma vez ajustado o corpo-de-prova à máquina de ensaio e, se necessário, feita a compatibilização de deformação
das bases de medida, aplicar um carregamento crescente à velocidade especificada em 6.2.2, com pausas de 60 s
nas tensões de 0,5 MPa e σn, para leitura das respectivas deformações em no máximo 30 s.

Prosseguir o carregamento à velocidade especificada para obter a resistência efetiva (fc,ef). Essa resistência não
deve diferir de fc em mais de 20 % para o ensaio ser válido (ver Figura A.1).

NOTA Convém que o tempo de carregamento durante o ensaio não ultrapasse 15 min, tendo em vista evitar interferência
no resultado do ensaio pelo efeito Rüsh.
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Figura A.1 — Representação esquemática do carregamento para a determinação


do módulo de deformação secante a uma tensão indicada σn

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A.3.3 Cálculo

O módulo de deformação secante, Ecs, a uma tensão indicada σn, em gigapascals, é dado pela equação:

Δσ −3 σn − σa −3
Ecs = 10 = 10
Δε εn − ε a
onde:

σn é a tensão maior, expressa em megapascals (MPa);

σa é a tensão básica, expressa em megapascals (σa = 0,5 MPa);

εn é a deformação específica média dos corpos-de-prova sob a tensão maior;

εa é a deformação específica média dos corpos-de-prova sob a tensão básica.

Arredondar os resultados para a primeira casa decimal e expressar em gigapascal.

O módulo de deformação secante a uma tensão indicada σn pode também ser obtido diretamente do diagrama
tensão-deformação (ver A.4).

A.4 Traçado do diagrama tensão-deformação específica


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A.4.1 Ensaio

Uma vez ajustado o corpo-de-prova à máquina de ensaio (6.2.2), compatibilizar as bases de medida (A.3.1) e
aplicar um carregamento crescente à velocidade especificada em 6.2.2, com pausas de 60 s nas tensões
indicadas, para as seguintes leituras de deformação:

a) leitura l0 , à tensão σa = 0,5 MPa;

b) leitura l2 , à tensão de 0,2 fc ;

c) leitura l 3 , à tensão de 0,3 fc ;

d) leitura l4 , à tensão de 0,4 fc ;

e) leitura l 5 , à tensão de 0,5 fc ;

f) leitura l 6 , à tensão de 0,6 fc ;

g) leitura l 7 , à tensão de 0,7 fc ;

h) leitura l 8 , à tensão de 0,8 fc ;

i) leituras ln , a tensões iguais a (n/10) fc, até que se produza a ruptura do corpo-de-prova, anotando a tensão de
ruptura efetiva (fc,ef).

Ler as deformações em no máximo 30 s após as pausas de 60 s, a cada etapa de carregamento, conforme a


Figura A.2.

Se a resistência efetiva (fc,ef) à compressão do corpo-de-prova diferir de fc em mais de 20 %, descartar o resultado.

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A.4.2 Traçado do diagrama

Traçar o diagrama tensão-deformação específica, representando os resultados médios das deformações medidas
no eixo das abscissas e as tensões correspondentes no eixo das ordenadas.
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Figura A.2 — Representação esquemática do carregamento para o traçado do diagrama


tensão-deformação

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